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Projeto de Intervenção Pedagógica 10652

1) O documento apresenta um manual de formação sobre projetos de intervenção pedagógica. 2) Aborda a distinção entre projeto e plano, projeto educativo e projeto de estabelecimento. 3) Detalha as várias fases de elaboração de um projeto de intervenção pedagógica, incluindo identificação de necessidades, objetivos, estratégias e avaliação.

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Projeto de Intervenção Pedagógica 10652

1) O documento apresenta um manual de formação sobre projetos de intervenção pedagógica. 2) Aborda a distinção entre projeto e plano, projeto educativo e projeto de estabelecimento. 3) Detalha as várias fases de elaboração de um projeto de intervenção pedagógica, incluindo identificação de necessidades, objetivos, estratégias e avaliação.

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MANUAL DE FORMAÇÃO

UFCD: 10652-Projeto de intervenção pedagógica 50 H

Manual elaborado por:


10649-Fundamentos de Pedagógica

Conteúdo
OBJECTIVO(S) GERAL(AIS).................................................................................................................................................. 3
OBJECTIVO(S) ESPECÍFICO(S)............................................................................................................................................ 3
I. Distinção entre: projeto e plano; projeto educativo; projeto de estabelecimento.............................4
a. caracterização.......................................................................................................................................6
b. identificação das necessidades.............................................................................................................6
c. procedimentos/estratégias..................................................................................................................6
d. estratégias de avaliação........................................................................................................................7
a. caracterização do trabalho de projeto..................................................................................................8
b. fases de elaboração de um relatório de projeto...................................................................................8
i. identificação das necessidades/constrangimentos...........................................................................8
ii. Fundamentação................................................................................................................................8
iii. fase de preparação...........................................................................................................................9
iv. fase de organização/planificação......................................................................................................9
v. fase de lançamento..........................................................................................................................9
vi. fase de realização.............................................................................................................................9
vii. fase de avaliação.........................................................................................................................10
viii. fase de divulgação......................................................................................................................10
Meios para a concretização de um projeto, relacionados com as etapas de desenvolvimento infantil.....11
elaboração de um projeto de intervenção pedagógica..............................................................................11
a. Caracterização do trabalho de projeto...............................................................................................13
a. identificação das necessidades/constrangimentos.............................................................................14
b. definição de prioridades e campos de atuação..................................................................................14
c. objetivos gerais do estabelecimento de ensino..................................................................................14
d. metas..................................................................................................................................................15
e. relações com a comunidade e outros parceiros.................................................................................15
f. avaliação.............................................................................................................................................15
a. Caracterização da turma e dos alunos................................................................................................17
b. identificação de problemas................................................................................................................18
c. organização do ambiente educativo...................................................................................................18
d. opções e prioridades curriculares.......................................................................................................19
e. metodologia.......................................................................................................................................19
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f. objetivos.............................................................................................................................................20
g. estratégias..........................................................................................................................................20
h. avaliação dos processos e efeitos.......................................................................................................21
i. relação com as famílias e outros parceiros.........................................................................................21

VII. BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................................................... 23

O manual de formação que se apresenta incide sobre a unidade de formação 10652 – Projeto de
intervenção pedagógica, incluída no Curso Técnico de Ação Educativa.

OBJECTIVO(S) GERAL(AIS)
1. Reconhecer a importância de um projeto de intervenção pedagógica.
2. Identificar as fases de elaboração de um projeto de intervenção pedagógica.
3. Elaborar um projeto de intervenção pedagógica.
4. Distinguir as várias fases do planeamento de um projeto de intervenção pedagógica.

OBJECTIVO(S) ESPECÍFICO(S)
1. Distinguir projeto e plano; projeto educativo e projeto de estabelecimento.
2. Identificar as fases do projeto de intervenção pedagógica.
3. Caracterizar o trabalho de projeto.
4. Identificar as fases de elaboração de um relatório de projeto.
5. Identificar os meios para a concretização de um projeto, relacionado com as etapas de
desenvolvimento infantil.
6. Identificar as etapas de um projeto educativo.
7. Identificar os objetivos de um projeto curricular de turma.
8. Identificar as fases do projeto curricular de turma.

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I. DISTINÇÃO ENTRE: PROJETO E PLANO; PROJETO EDUCATIVO; PROJETO DE


ESTABELECIMENTO
A palavra projeto vem do latim “Projectus”, que significa “lançado para a frente.” Um

projeto parte de uma ideia, de um sonho, de uma vontade, de uma intenção, e define
aquilo que é necessário para alcançar esse sonho, vontade, intenção. Todos nós

estamos envolvidos em projetos, sejam eles profissionais, pessoais ou globais. Em


pedagogia, um projeto é uma metodologia de trabalho que tem como ponto de

partida uma pesquisa e que leva à aquisição de saberes e conhecimentos. Quando


utilizamos o trabalho de projeto como metodologia de trabalho no contexto escolar,

os conteúdos dos projetos são, por norma, assuntos que dizem respeito à vida das
crianças, dos seus familiares, ou sobre acontecimentos, situações, objetos ou

conhecimentos em relação aos quais eles querem aprender mais. Os projetos


escolares contribuem muito para a motivação e autonomia dos alunos, de uma forma

integradora nas diversas áreas de conhecimento. Despertam o espírito crítico, o


pensamento argumentativo e a capacidade de investigação.

Projeto e Plano
Plano: Um plano é uma construção de ideias, que podem ou não ser colocadas em prática. Tem a
ver com o planeamento, com a tomada de decisões. Projeto: O projeto é o resultado do
planeamento. Tem um caráter mais operacional, o de colocar em prática o que está previsto no
plano. Vai detalhar de que forma as atividades e ações planeadas e contidas no plano vão ser

executadas.

Projeto Educativo e Projeto de Estabelecimento

Projeto educativo: O Projeto Educativo é um documento que orienta a atividade escolar. É o

documento de planificação institucional e estratégica da escola, onde se abordam de forma clara,


entre outros, a missão, a visão e os objetivos gerais da escola que orientam a ação educativa no

âmbito da sua autonomia. Reflete a identidade de cada escola, espelhando as suas opções
educativas. Cria uma “matriz de suporte”, orientações pedagógicas que vão depois ser

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concretizadas e operacionalizadas pelos Projetos Curriculares de Escola e de Sala, que vão adequar
as suas linhas orientadoras à especificidade de cada escola e dos alunos que a frequentam. Define

assim, as opções da escola quanto ao ideal da educação a seguir, as metas e as finalidades a


perseguir, bem como as políticas a desenvolver. Sempre de acordo com a legislação vigente,

explicita os princípios, os valores, as metas, as estratégias através das quais a escola propõe realizar
a sua função educativa. Tem como fundamento opções de educação decorrentes das Políticas

Educativas Nacionais e baseia-se na participação, possível e realista, da sua comunidade educativa.

Projeto educativo de estabelecimento: Operacionaliza as intenções pedagógicas definidas no


Projeto Educativo. Cada estabelecimento de ensino tem as suas características próprias e uma

especificidade que decorre:

o da rede onde se encontra incluído (pública, privada ou cooperativa);

o da dimensão dos recursos materiais e humanos de que dispõe;

o dos níveis educativos que engloba.

A dinâmica própria de cada estabelecimento de ensino está espelhada no seu projeto educativo de
estabelecimento, que funciona como instrumento de orientação global da sua ação e melhoria,

sendo complementado pelo regulamento da instituição e pelo Plano Anual de Atividades, onde se
definem as atividades fixas que se vão realizar ao longo do ano. O projeto educativo de

estabelecimento é assim um instrumento global de gestão e orientação pedagógica da


organização letiva que prevê os modos de melhorar o funcionamento e eficácia do

estabelecimento, promovendo a aprendizagem de todos os alunos, apoiando o desenvolvimento


profissional de docentes e não docentes, respondendo às características da comunidade, tentando

sempre articular o currículo nacional preconizado pelo Ministério da Educação com as


especificidades da escola, dos alunos e as características do meio.

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II. PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

A. CARACTERIZAÇÃO
Um Projeto de Intervenção é uma ação planeada e organizada com vista a alcançar determinados
objetivos. Deve responder a uma ou mais necessidades que estejam implícitas na causa sobre a

qual vai incidir a intervenção, ou seja, trata-se de uma proposta objetiva e focalizada, para resolver
problemas que existem na realidade. Parte do pressuposto de que existe um problema que precisa

de solução (intervenção positiva) e convida quem nele está envolvido a refletir sobre propostas
efetivas que possam trazer soluções para os problemas detetados. Para elaborar um projeto de

intervenção é essencial conhecer a realidade sobre a qual se vai atuar, para propor e programar
estratégias/ações que possam transformar essa realidade. Isto implica um processo de

planeamento, execução e controle constantes, que assegurem uma contínua monitorização das
atividades, terminando com a execução do plano traçado e avaliação dos resultados obtidos. Um

Projeto de Intervenção Pedagógica é um Projeto de Intervenção que decorre no meio escolar. Tem
como finalidade delinear a intencionalidade das ações que vão ser implementadas na escola, tendo

uma relação direta com as atividades curriculares previstas.

B. IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES


Para elaborar um projeto de intervenção pedagógica é necessário conhecer a realidade na qual se
pretende atuar. É preciso conhecer o grupo ao qual se vai destinar o projeto e saber quais são as

suas necessidades. Uma prática pedagógica fundamentada e refletida ao nível escolar implica um
conhecimento profundo das crianças, tanto ao nível das características sociológicas do meio

sociocultural e familiar onde se inserem, como ao nível do seu desenvolvimento cognitivo, motor e
psicossocial. Este conhecimento parte da observação, primeira etapa desta ação pedagógica, que

vai permitir então identificar quais são as necessidades do grupo em questão.

C. PROCEDIMENTOS/ESTRATÉGIAS
Depois de se identificar as necessidades às quais é preciso responder, o passo seguinte é criar
estratégias/ações para ir ao encontro dessas necessidades, para transformar essa realidade. Estas

estratégias devem estar alinhadas com a filosofia daquilo que é a metodologia do trabalho de
projeto. Enquanto que no modelo tradicional o professor é o único transmissor de conteúdos,

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sendo o aluno um recetor passivo, no trabalho em projeto parte-se de um desafio, que vai sendo
resolvido pelos alunos com a sua participação ativa.

Procedimentos/estratégias no trabalho em projeto:

o Leitura

o Trabalho em grupo;

o Discussão;

o Reflexão;

o Pesquisa;

o Debate

D. ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO
Quando trabalhamos com projetos, a avaliação incide nos resultados que decorrem do trabalho
que se implementou.

A avaliação de um projeto educativo permite:

• Perceber se o projeto se ajustou aos objetivos que se definiram;

• Perceber se estes objetivos foram ou não cumpridos;

• Perceber em que medida a sua implementação contribuiu para a melhoria

dos serviços prestados na escola; • Refletir na eficiência e eficácia das ações;

• Acompanhar a qualidade da sua execução;

• Perceber se o projeto foi ou não uma mais valia;

• Apresenta também indicadores para reformulações e melhorias.

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III. PEDAGOGIA DE PROJETO


A. CARACTERIZAÇÃO DO TRABALHO DE PROJETO
A metodologia do trabalho de projeto é a concretização na prática da metodologia preconizada
pelo Movimento da Escola Moderna, um movimento que defende um ensino mais democrático e

que pretende substituir a pedagogia tradicional por novos modelos pedagógicos, onde o aluno
tem uma participação ativa na construção do seu próprio conhecimento através do

desenvolvimento de metodologias educativas mais ativas. Ao promover a cooperação escolar, a


autonomia dos alunos e a sua criatividade eles desenvolvem capacidades cognitivas que

privilegiam o aprender em conjunto para que todos atinjam o sucesso, independentemente das
capacidades de cada um. Há um ambiente de cooperação mútua entre professores, alunos e

restante comunidade educativa, para conseguir um objetivo comum: a construção da


aprendizagem. É uma metodologia ativa, que se carateriza pela introdução de uma componente

mais prática na educação e pelo fomentar da autonomia desenvolvimento do sentido crítico nos
alunos. Quando o aluno é autónomo, consegue ter uma perceção acerca do seu conhecimento,

das suas potencialidades e das suas fraquezas relativamente ao processo de aprendizagem.


Quando isto acontece, ele consegue desenvolver estratégias que lhe permitam controlar a forma

como aprende. Este processo chama-se a autorregulação da aprendizagem.

B. FASES DE ELABORAÇÃO DE UM RELATÓRIO DE PROJETO

I. IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES/CONSTRANGIMENTOS


A primeira fase da elaboração de um relatório de projeto, como já foi acima referido, é conhecer a
realidade na qual se pretende atuar. É preciso fazer um diagnóstico da situação para saber quais

são as necessidades/constrangimentos em relação às quais se vai querer atuar. Isto permite uma
melhor planificação e uma ação mais direta e dirigida para transformar e melhorar essa realidade.

II. FUNDAMENTAÇÃO
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O trabalho de projeto tem como objetivo central a análise e resolução de problemas em equipa,
através de diversas técnicas que permitem a recolha, obtenção e análise da informação. Esta

metodologia determina assim as ações a ser implementadas, em que sentido, quando e como
devem ser implementadas. Não é um processo estanque, mas sim dinâmico, permite a flexibilidade

de procedimentos e permite reorientações e adaptações sempre que for necessário.

III. FASE DE PREPARAÇÃO


 Definição de um problema
 Identificação das causas dos problemas
 Análise da evolução do problema no passado e perspetivas da sua evolução futura
 Levantamento de experiências concretas já existentes de intervenção a esse problema
 Ponderação da necessidade do projeto.

IV. FASE DE ORGANIZAÇÃO/PLANIFICAÇÃO


 São definidas as prioridades de intervenção, face à análise dos problemas ou necessidades
identificadas
 Estabelecem-se os objetivos do projeto
 Formulam-se as metas e objetivos a atingir
 Identificam-se dos intervenientes
 Clarificam-se os recursos e meios que vão ser necessários.

Este momento, de planificação, é muito importante, e pode determinar o sucesso do projeto. Deve

ser elaborado um plano de ação para cada um dos objetivos enunciados, pelos diferentes meios e
recursos planificados.

V. FASE DE LANÇAMENTO
O projeto é lançado, para ser então implementado.

VI. FASE DE REALIZAÇÃO

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É a fase em que vai haver o desenvolvimento do cronograma do projeto na prática, no terreno.


Realizam-se diversas atividades, segundo a planificação que foi feita e onde são disponibilizados os

materiais que foram preparados.

O processo de concretização das atividades é regularmente acompanhado e monitorizado.

VII. FASE DE AVALIAÇÃO


Em metodologia de projeto o processo é tão importante quanto o resultado, pelo que a avaliação

é contínua. A avaliação como um processo dinâmico implica a comparação entre os objetivos


previamente definidos e os objetivos que efetivamente foram atingidos. Nesse sentido deve ser

rigorosa e prever espaço para adaptações e reorganizações.

VIII. FASE DE DIVULGAÇÃO


A equipa coordenadora responsável pela conceção do projeto deve delinear estratégias e

atividades adequadas para a sua divulgação. É a oportunidade para a efetiva mobilização de todos
em torno do grande objetivo, que é a concretização das metas nele estabelecidas. Após a validação

em conselho pedagógico e aprovação em conselho geral, o projeto deve então ser apresentado a
toda a comunidade educativa e também à comunidade envolvente (parceiros sociais e

económicos). Esta apresentação deve constituir um momento de impacto e de afirmação da escola


não só perante os seus atores primordiais (professores, alunos, encarregados de educação, pessoal

não docente), como também perante a comunidade envolvente com a qual coopera e interage,
isto é, agentes económicos, parceiros institucionais, etc.

Regra geral o projeto é:

o Apresentado no Conselho Escolar;

o Disponibilizado para consulta na página web da escola;

o Divulgado aos encarregados de educação/ Famílias na reunião geral no início do ano

letivo; o Afixado nos placares da escola;

o Enviado por correio eletrónico a todos os docentes da escola; o Arquivado no gabinete

do diretor.

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A apresentação do projeto também se pode traduzir numa sessão solene aberta a toda a
comunidade educativa– expressamente convidada para o efeito – contando com a presença de

representantes das forças vivas do meio (parceiros económicos, instituições, autarquia, escolas do
concelho, antigos alunos, etc.). Nesta sessão são apresentadas as linhas gerais do plano estratégico

e as metas que se pretendem atingir, os meios e recursos que se pretendem mobilizar, as


oportunidades e os condicionalismos que se pretendem ultrapassar.

MEIOS PARA A CONCRETIZAÇÃO DE UM PROJETO, RELACIONADOS COM AS


ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL
O desenvolvimento humano é um processo de crescimento físico, cognitivo e emocional ao longo

da vida, com caraterísticas específicas que surgem em cada fase. Existem linhas orientadoras que se
aplicam a grande parte das crianças no seu percurso de desenvolvimento. No entanto, todas as

crianças têm especificidades que fazem com que atinjam estas etapas em tempos diferentes. O
trabalho de projeto numa pedagogia de participação respeita estas particularidades, ao nível dos

seus objetivos, conteúdos, materiais, processos de aprendizagem, etapas e formas de avaliar. Na


pedagogia de projeto procura-se promover o desenvolvimento, estruturar a experiência, envolver a

criança no seu processo de aprendizagem, permitindolhe que construa as suas aprendizagens


dando significado às suas experiências. É uma pedagogia que promove a aprendizagem pela

descoberta, recorrendo à resolução de problemas por via da experimentação. Os educadores


devem possibilitar às crianças oportunidades de experimentação e proporcionar-lhes

aprendizagens significativas, contribuindo para a construção do seu conhecimento num ambiente


educativo rico em possibilidades. Neste âmbito a pedagogia de projeto, pelas suas caraterísticas,

tem um papel fundamental. Deve ter como ponto de partida os interesses das crianças, ou
decorrer de uma situação que desperte a sua curiosidade. Enquanto que no trabalho de projeto a

iniciativa parte do educador, na pedagogia de projeto a iniciativa parte das crianças. É claro que o
educador tem sempre aqui um papel determinante, apoiando e alargando as propostas das

crianças ou apresentando as suas próprias propostas para complementar as delas. É, no entanto,


importante que ele permita que as crianças participem de uma forma real e genuína na decisão de

desenvolver o projeto, dando-lhes plena liberdade para participar nele. Quando um projeto é
desenvolvido por um educador é importante que ele faça e preveja diferentes possibilidades de

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aprofundamento, que vão ser desenvolvidas ao ritmo das crianças, de acordo com os seus
interesses.

ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA


Ao elaborar um projeto de intervenção pedagógica devemos adaptar a linguagem e o conteúdo da
informação que se está a transmitir às caraterísticas dos seus destinatários. É diferente escrever

para alguém que esteja familiarizado para o projeto e para alguém que não o conhece, ou não está
habituado a esta metodologia. Assim, o tipo de linguagem utilizada, o conteúdo da informação, a

forma de transmissão e os recursos utilizados devem ser adaptados aos destinatários.

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IV. TRABALHO DE PROJETO

O Projeto Educativo é então um documento de caráter pedagógico, elaborado com a participação

da comunidade educativa, que define as opções pedagógicas e estratégicas da escola,


consagrando a sua orientação educativa. É um documento orientador de toda a atividade escolar.

A. CARACTERIZAÇÃO DO TRABALHO DE PROJETO


Enquanto organizações, as escolas não podem ser consideradas fora do contexto em que existem,
ao qual chamamos comunidade educativa. Cada escola desenvolve a sua própria cultura, resultante

deste contexto, que integra componentes pessoais, sociais e institucionais. Um Projeto Educativo
tem como objetivo responder a algumas das necessidades fundamentais da comunidade

educativa, nomeadamente de professores e alunos, pais e encarregados de educação e meio


económico e social. Deve integrar a participação da comunidade educativa, de forma que todos os

membros sintam que estiveram envolvidos no projeto e que este lhes pertence. Assim, na sua
elaboração é essencial fazer uma caraterização desta comunidade educativo, ou contexto, que

envolve a escola.

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V. PROJETO EDUCATIVO

A. IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES/CONSTRANGIMENTOS


O PE tem por objetivo responder a necessidades que sejam apresentadas pela comunidade
educativa, nomeadamente de professores, alunos, pais e encarregados de educação, bem como do

meio económico e social. Os colaboradores devem colaborar no desenvolvimento do processo


formativo, no sentido de melhor responder às necessidades locais de formação. Assim, devem ser

ouvidos sobre os cursos necessários para responder às suas necessidades. Pais e encarregados de
educação, ao escolher a escola para os seus filhos, devem ser inquiridos no desenvolvimento do

processo sobre o tipo de educação e formação que gostariam para os seus filhos, afim de que se
possam conhecer as suas preocupações e aspirações.

B. DEFINIÇÃO DE PRIORIDADES E CAMPOS DE ATUAÇÃO


Ao elaborar um Projeto Educativo é essencial estabelecer prioridades. Não é possível abarcar todos

os objetivos estratégicos estabelecidos, seja pela insuficiência de recursos, seja pela dispersão que
isso implicaria. Assim, a focalização num número restrito de objetivos é uma condição de eficácia

do projeto. A definição de prioridades deve ser criteriosamente ponderada no início de cada


exercício de planeamento. Também é essencial considerar os resultados da avaliação e

intervenções anteriores, que nos podem dar luzes relativamente ao que funciona e ao que não
funciona.

C. OBJETIVOS GERAIS DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO


A escola educa e forma para a sociedade. Assim, o Projeto Educativo deve ter em conta não apenas

os interesses imediatos dos alunos como também os seus interesses futuros, e em particular as
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necessidades da própria sociedade. Os objetivos gerais do estabelecimento de ensino devem estar


presentes de forma clara e inequívoca na estruturação do projeto.

O Projeto Educativo deve ser conduzido por uma equipa orientada pelo Conselho Pedagógico
e/ou diretor da escola. A equipa deve ser pequena, de modo a garantir a sua operacionalidade.

Papel desta equipa:

o organizar a recolha de informação o proceder ao seu tratamento e análise o promover a

participação dos diferentes sectores da comunidade

o organizar a audição dos diferentes departamentos e grupos da comunidade, para validar

as suas análises e conclusões

o redigir o documento final

o após aprovação, proceder ao seu acompanhamento e avaliação.

D. METAS
A definição de metas completa e concretiza os objetivos a atingir pelo projeto. As metas devem
explicitar:

o O que se pretende atingir

o A qualidade do que se quer atingir

o Em que momento se vai atingir

E. RELAÇÕES COM A COMUNIDADE E OUTROS PARCEIROS


É essencial fortalecer a integração da escola com a comunidade qual, de modo a conseguir uma
maior participação das famílias e representantes da comunidade na construção e execução do seu

Projeto Educativo. Esta integração deve ser o objetivo das estratégias de articulação das escolas
com as famílias do e parceiros da comunidade. Isto porque o envolvimento de todos no projeto

educativo das escolas contribui para que esta assuma, a responsabilidade pelo desenvolvimento
integral de sua população, condição necessária para a construção de uma educação voltada para a

cidadania, a convivência e os valores democráticos.

F. AVALIAÇÃO
O Conselho Pedagógico elabora, no final de cada ano letivo, o relatório de avaliação do Projeto
Educativo. Esta avaliação tem por objetivo medir o grau de realização das ações, medidas e

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atividades definidas no plano estratégico, através das quais a escola se propõe desenvolver a sua
ação educativa. É um processo de aferição dos resultados obtidos, das metas alcançadas, de

objetivos concretizados. Contempla que em momentos intercalares se possam implementar


medidas de revisão do plano, de forma a ultrapassar problemas encontrados ou a ajustar alguns

objetivos e estratégias a novas circunstâncias ou contextos.

Na elaboração do relatório final é habitual ter em consideração os seguintes critérios:

• a eficácia do projeto, medida pelo nível de concretização dos seus objetivos;

• a coerência do projeto, medida pela coerência existente entre o processo e os produtos

alcançados; • a pertinência do projeto, pela sua exequibilidade e adequabilidade;

• a eficácia do projeto, pela utilidade e precisão que determinarão a sua validade.

Este processo é objeto de uma constante monitorização, de modo a poder orientar uma possível
reformulação das estratégias adotadas.

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VI. PROJETO CURRICULAR DE TURMA


O Projeto Curricular de Turma tem como referência o Projeto Educativo, adaptando as suas linhas

de ação à especificidade de cada turma. Objetivos do Projeto Curricular de Turma:

 Responder às especificidades de cada turma;

 Permitir a articulação entre áreas disciplinares e conteúdos;

 Proporcionar uma visão interdisciplinar e integrada do saber, em oposição a currículos

standard, definidos em geral para todo o país, que não têm em conta as especificidades de
cada turma ou grupo de crianças.

Assim, na elaboração do Projeto Curricular de Turma procuram-se encontrar respostas adequadas


aos alunos e aos contextos concretos e específicos onde os professores trabalham diariamente.

Este documento propõe uma maior capacidade de decisão por parte dos professores relativamente
ao desenvolvimento e gestão curricular e uma maior articulação entre as diferentes disciplinas,

servindo de base ao trabalho a desenvolver nas aulas das turmas em questão, ao longo do ano,
por cada professor. É no Projeto Curricular de Turma que se incorporam as componentes locais e

regionais e se articulam as áreas curriculares disciplinares e não disciplinares com vista à integração
dos saberes: saber, saber fazer, saber ser, saber estar. O Projeto Curricular de Turma integra-se ao

nível da construção local do currículo e deve incluir outros atores do processo educativo, como o
delegado de turma e um representante dos pais e encarregados de educação, com direito a

representação no conselho de turma. A participação dos pais no desenvolvimento curricular


considerada nos normativos é valorizada pelo conhecimento que eles têm dos seus educandos. No

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entanto, a sua intervenção no Projeto Curricular de Turma, bem como a dos alunos na figura do
delegado de turma, restringe-se à seleção de algumas temáticas, problemas e atividades a

desenvolver/resolver.

A. CARACTERIZAÇÃO DA TURMA E DOS ALUNOS


Para poder proporcionar às crianças e aos jovens momentos e experiências ricas e a aquisição de

novas competências e aprendizagens de forma significativa, é necessário que estas se encontrem


adequadas ao grupo em questão. Torna-se desta forma essencial uma caraterização do grupo,

para se poder ter a noção dos seus interesses, necessidades e dificuldades e orientar a ação
pedagógica nesse sentido.

A caraterização da turma no Projeto Curricular de Turma deve abordar os seguintes pontos:

o Perfil da turma;

o Nível etário;

o Nível socio cultural do agregado familiar;

o Necessidades/motivações/expectativas dos alunos;

o Desenvolvimento cognitivo; o Desenvolvimento psicoafectivo;

o Alunos com necessidades educativas especiais; o Atividades de enriquecimento curricular (alunos


que frequentam recursos existentes na escola: clubes, participação em projetos…).

B. IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS
A partir do diagnóstico feito na caraterização do grupo devemos enunciar os problemas que foram

identificados nesse grupo, ao nível:

 Do contexto escolar;

 Ao nível comportamental;

 Ao nível da aprendizagem.

Por exemplo: problemas de integração na turma, de relação interpessoal ou outras, conteúdos não
lecionados nos anos anteriores, dificuldades ao nível da compreensão e interpretação de textos,

dificuldades na organização dos trabalhos e outras situações impeditivas do sucesso escolar.

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C. ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE EDUCATIVO


Tendo sempre por referência o currículo nacional, o Projeto Curricular de Turma relacionase com o

Projeto Educativo e com o Projeto Educativo de Estabelecimento, adaptando as orientações


curriculares destes documentos à especificidade de cada turma. É assim um documento de gestão

curricular, elaborado pelo Conselho de Turma (ou pela Educadora de Infância e Professora titular
de cada sala, nos casos dos Jardins de Infância e escolas do 1º ciclo do ensino básico, para

(re)definir as práticas educativas, para facilitar a articulação dos conteúdos e a ação de todos os
professores, numa perspetiva de integração, que permita dar um sentido articulado e relevante às

aprendizagens que se propõem aos alunos.

A partir do 2º ciclo do ensino básico, cada turma tem vários docentes, cada um responsável pelos

objetivos, conteúdos e métodos específicos do currículo da sua área disciplinar.

D. OPÇÕES E PRIORIDADES CURRICULARES


O Projeto Curricular de Turma pressupõe a adequação curricular ao contexto sociocultural,

económico, escolar e psicológico da turma, e constitui o documento guia das atividades a


desenvolver com esses alunos, ao longo do ano.

Desta forma, a primeira etapa para a construção do Projeto Curricular de Turma consiste na
caraterização da turma, que deve ser feita com base em questionários preenchidos pelos alunos no

início do ano e nas informações que o Diretor de Turma e restantes professores do Conselho de
Turma têm ao seu dispor. A partir daí, e tendo em conta diferentes níveis (contexto escolar,

comportamento, aprendizagens), é fundamental a identificação de problemas e necessidades reais


da turma, que constituem o ponto de partida para a definição das prioridades educativas (ao nível

das competências a desenvolver) e das estratégias a implementar, quer gerais quer específicas das
diferentes disciplinas.

As atividades curriculares disciplinares e não disciplinares a promover pelo Conselho de Turma, os


temas/conteúdos a abordar, a identificação dos recursos, a calendarização e a articulação

interdisciplinar devem ser definidas conjuntamente, segundo uma perspetiva integradora, e devem
constar no respetivo Projeto Curricular de Turma.

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Tendo em conta que cada professor leciona em várias turmas e que, portanto, contribui na
conceção e operacionalização do Projeto Curricular de Turma para cada uma delas, é fundamental

a existência de um guião que oriente a elaboração deste documento.

As prioridades curriculares devem:

o Identificar as competências gerais (definir o perfil de competências a desenvolver por


todos os alunos ao longo do ciclo de escolaridade em que se encontram;

o Identificar competências transversais (que atravessam todas as áreas de aprendizagem do


currículo);

o Identificar as competências essenciais de cada área curricular (elencar as aprendizagens


centrais em cada uma das áreas disciplinares).

E. METODOLOGIA
Metodologias de ensino centradas na igualdade de oportunidades, no valor e respeito pela

diversidade humana, na importância das novas tecnologias de informação, numa educação para a
cidadania abrangente e integradora, apela a formas de atuação profissional que orientem, em

novos sentidos, as competências docentes. Espera-se que a aquisição destas competências se


integre num perfil de docente intelectual, reflexivo e crítico, que consiga ler a sociedade em que

vive e na qual está a educar crianças e jovens, bem como a diversidade dos seus alunos,
reconhecendo e educando para a diferença.

O professor/gestor do currículo surge aqui uma vez mais como o líder na organização das
diferentes situações de aprendizagem, competindo-lhe criar as condições para que o aluno

“aprenda a aprender”, desenvolvendo estratégias de aprendizagem diferenciadas e estimulando a


articulação entre diferentes saberes, desenvolvendo condições para que eles participem na nova

sociedade do conhecimento.

F. OBJETIVOS
A realização de perspetivas de ensino centradas na igualdade de oportunidades, no valor e
respeito pela diversidade humana, na importância dos novos meios de acesso, seleção, tratamento

e uso da informação para fins pessoais e socialmente úteis e as finalidades curriculares orientadas
para uma educação para a cidadania integradora destas variáveis, apela a formas de atuação

profissionais que orientem em novos sentidos, as capacidades docentes.

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Espera-se, pois, que a aquisição destas competências se integre num perfil de docente intelectual,
reflexivo e crítico, com a sabedoria indispensável para ler a sociedade em que vive e para a qual

está a educar os jovens, bem como a diversidade dos seus alunos, reconhecendo e valorizando a
diferença.

G. ESTRATÉGIAS
A estratégia educativa global a seguir na turma deve responder aos seguintes pontos:

o Dados obtidos a partir da avaliação diagnóstica;

o Metas a atingir (tendo em conta o Projeto Educativo e o Projeto de Estabelecimento);

o Critérios de atuação para a intervenção educativa, adaptados à turma;

o Metodologias de ensino mais adequadas à turma;

o Linhas orientadoras da socialização dos alunos (educação para a cidadania);

o Modalidades e instrumentos de avaliação.

H. AVALIAÇÃO DOS PROCESSOS E EFEITOS


A avaliação é uma ferramenta estratégica importantíssima, que permite diagnosticar, prever,

reformular e reorientar os projetos. No que se refere à avaliação dos efeitos, presentemente


deseja-se que a avaliação dos alunos se faça em função das competências que cada um deles

demonstre dominar, ao invés de uma mera acumulação de saber. No fim de cada ciclo de ensino,
os alunos deverão estar aptos a mobilizar os saberes e estratégias adequadas que lhes permitam
resolver problemas emergentes no dia a dia. Em relação à avaliação do sistema curricular, este
agrega em si a grandeza da avaliação.

Estabelecidas as metas, as preferências que delas sucedem, as condutas e estratégias a


incrementar, deve-se avaliar todo o processo, a fim de verificar:

 o que resultou ou não;

 a conformidade com as escolhas ou necessidade de as voltar a definir;

 os acertos a inserir.

I. RELAÇÃO COM AS FAMÍLIAS E OUTROS PARCEIROS


Cada vez mais a distinção entre mundo da vida e mundo da escola é menos nítida. Hoje pretende-
se que a escola seja o início da preparação para a vida, daí que as parcerias que se fazem sejam tão
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importantes, com os diversos intervenientes do processo educativo, que cada vez é mais global.
Cada escola constrói o seu projeto estratégico como instituição tendo cada vez mais presente o

contexto próprio de cada situação. Esta tarefa acarreta, inevitavelmente, implicações ao nível da
lógica de funcionamento de cada escola e da atitude profissional dos professores. Para que esta

gestão flexível do currículo se constitua na mudança que se deseja, é preciso que os professores a
adotem. Para isso, eles também devem ser informados e formados. Por outro lado, também é

necessário que pais e encarregados de educação pensem a escola de uma forma construtiva,
colaborando com as suas propostas e iniciativas e acompanhando a vida e percurso escolar dos

seus educandos, deixando de ter uma atitude passiva e deixando de considerar a escola como um
depósito, demitindo-se das suas responsabilidades como encarregados de educação para

passarem a ser agentes interventivos no processo de educação dos seus filhos. As autarquias,
enquanto parceiros privilegiados, deverão assimilar a necessidade da prestação de todo o apoio

indispensável à consecução dos objetivos do currículo e que as escolas não têm, nomeadamente
ao nível de recursos materiais e humanos, particularmente no que se refere a técnicos de diferentes

especialidades.

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VII. BIBLIOGRAFIA
Antúnez, S. (1987). El Proyeto Educativo de Centro. Barcelona: Graó.

Bolívar, A. (2003). Como melhorar as escolas. Estratégias e dinâmicas de melhoria das práticas
educativas. Porto: Edições Asa.

Casanova, M. P. (2005). A escola como observatório de diagnóstico de necessidades de formação


contínua: Um estudo de caso. Évora: Universidade de Évora.

Coutinho, C. P. (2008). A qualidade da investigação educativa de natureza qualitativa: questões


relativas à fidelidade e validade. In Revista Educação Unisinos. (Vol. 12: pp. 5-15, janeiro/abril).

Leite, C. (2002). A figura do amigo crítico no assessoriamento do desenvolvimento de escolas


curricularmente inteligentes. In O Particular e o Global no Virar do Milénio.

Actas do 5º Congresso da Sociedade Portuguesa das Ciências da Educação (pp 95-100). In


http//repositó[Link]

Ministério da Educação (1999). Contributos para a construção do projeto educativo e do plano


anual de atividades da escola ou agrupamentos de escolas. Lisboa: Unidade de acompanhamento
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do regime de autonomia, administração e gestão das escolas.

Silva, E. A. (2000). Gestão estratégica e projeto educativo. In Costa, J. A., Mendes, A. N., Ventura,
A., Liderança e estratégica nas organizações escolares. Aveiro: Universidade de Aveiro.

Zabalza, M. (1994). Planificação e desenvolvimento curricular na escola. Rio Tinto: Asa

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Common questions

Com tecnologia de IA

A avaliação de um projeto educativo é fundamental para a melhoria dos serviços prestados na escola pois ela permite analisar se o projeto atendeu aos objetivos estabelecidos e em que medida sua implementação contribuiu para o aprimoramento dos serviços. Através dessa análise, podemos refletir sobre a eficiência e eficácia das ações, acompanhar a qualidade de execução e determinar se o projeto foi uma mais-valia para a escola. A avaliação gera indicadores valiosos para possíveis reformulações e melhorias futuras .

A metodologia ativa, que é central na pedagogia de projetos, contribui para o desenvolvimento do sentido crítico nos alunos ao envolvê-los diretamente em seu processo de aprendizagem. Ao participar ativamente da identificação de problemas, pesquisa, reflexão e solução de desafios, os alunos se tornam mais críticos e reflexivos sobre suas próprias aprendizagens e sobre o mundo ao seu redor. Esta metodologia exige que os alunos façam perguntas, analisarem informações, debatam ideias plurais e proponham soluções, o que fomenta habilidades de pensamento crítico essenciais para uma cidadania ativa e informada .

A caracterização das necessidades no Projeto Educativo de Estabelecimento tem impacto significativo no desenvolvimento profissional de docentes, pois proporciona um entendimento claro do contexto em que trabalham, permitindo delinear estratégias de formação profissional que sejam verdadeiramente alinhadas às suas necessidades e às da comunidade. Isso fomenta práticas educativas mais eficazes e pertinentes, resultando em um aperfeiçoamento contínuo das competências profissionais dos docentes. Essa articulação com as necessidades locais também suporta uma adaptação curricular mais eficaz, que enriquece o cenário pedagógico .

A articulação entre áreas disciplinares no Projeto Curricular de Turma contribui para uma educação mais integrada e significativa ao buscar uma visão interdisciplinar e coesa do saber. Essa integração curricular cria oportunidades para que o conhecimento não seja adquirido de forma fragmentada, mas sim contextualizado e relevante para os alunos. Clarifica a conexão entre diferentes conhecimentos e suas aplicações, promovendo assim uma aprendizagem mais holística e prática que responde às especificidades do grupo de estudantes .

Adaptar a linguagem e o conteúdo da comunicação do projeto pedagógico às características dos destinatários é crucial para garantir a eficácia da transmissão da informação. Isso é necessário porque diferentes destinatários possuem níveis de familiaridade e compreensão distintos sobre os processos educacionais. A adequação da comunicação assegura que todos os envolvidos compreendam plenamente as intenções, objetivos e práticas do projeto, promovendo uma implementação mais eficaz e reduzindo o risco de mal-entendidos que possam comprometer o projeto .

A definição de prioridades no Projeto Educativo é fundamental para garantir sua eficácia, pois permite concentrar os esforços e recursos em objetivos realmente significativos e alcançáveis, evitando dispersão dos recursos em muitas metas difusas. Essa focalização estratégica facilita a gestão dos objetivos e ações que verdadeiramente impactam na melhoria educacional e no atendimento das necessidades identificadas, promovendo resultados mais significativos e respostas mais adequadas às especificidades da comunidade educativa .

Conhecer as características sociológicas e cognitivas dos alunos é fundamental na elaboração de um projeto de intervenção pedagógica porque permite identificar as necessidades específicas do grupo. Essa compreensão possibilita a criação de estratégias/ações direcionadas para transformar a realidade educativa, garantindo que as intervenções sejam pertinentes e eficazes. Além disso, esse conhecimento fomenta a reflexão e uma prática pedagógica fundamentada, alinhando o projeto com o contexto sociocultural dos alunos e promovendo um desenvolvimento cognitivo, motor e psicossocial ajustado .

Os projetos educativos promovem a participação da comunidade educativa integrando as necessidades e aspirações de todos os agentes envolvidos, incluindo professores, alunos, pais e outros membros da comunidade local. Essa participação é crucial para criar uma sensação de pertencimento e relevância, o que aumenta o comprometimento com as metas do projeto. A inclusão da comunidade também garante que o projeto atenda diretamente às necessidades locais, aumentando a sua eficácia e a adaptação à realidade escolar específica .

As etapas essenciais na elaboração de um relatório de projeto pedagógico incluem: identificação das necessidades/constrangimentos, fundamentação, e reavaliação dinâmica. Cada etapa contribui para a eficácia do projeto ao permitir uma compreensão profunda da realidade à ser transformada, um planejamento orientado por dados concretos e uma adaptação contínua às necessidades emergentes. A fase de identificação garante um diagnóstico preciso da situação problemática, enquanto a fundamentação orienta as ações de maneira detalhada, e o caráter dinâmico permite ajustes ao longo da implementação .

A prática da metodologia de projetos, conforme defendida pelo Movimento da Escola Moderna, contribui para o desenvolvimento da autonomia dos alunos ao promover um ambiente de aprendizagem em que o aluno é ativo, participando na construção do próprio conhecimento. Esta metodologia valoriza a cooperação em equipe, a criatividade e o aprender em conjunto, o que faz com que os alunos desenvolvam capacidades de autorregulação da aprendizagem. Ao perceberem suas potencialidades e limitações, os alunos conseguem desenvolver estratégias para controlar seu processo de aprendizado, tornando-se autônomos .

UFCD:
10652-Projeto de intervenção pedagógica
50 H
Manual elaborado por:
MANUAL DE FORMAÇÃO
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Conteúdo
OBJECTIVO(S) GERAL(AIS).............................................................
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f.
objetivos.................................................................................
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I.
DISTINÇÃO ENTRE:  PROJETO E PLANO;  PROJETO EDUCATIVO;  PROJETO DE
ESTABELECIMENTO
A palav
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concretizadas e operacionalizadas pelos Projetos Curriculares de Escola e de Sala, que vão ad
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II. PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
A. CARACTERIZAÇÃO
Um Projeto de Intervenção é uma ação
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sendo o aluno um recetor passivo, no trabalho em projeto parte-se de um desafio, que vai send
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III. PEDAGOGIA DE PROJETO
A. CARACTERIZAÇÃO DO TRABALHO DE PROJETO
A metodologia do trabalho
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O trabalho de projeto tem como objetivo central a análise e resolução de problemas em equipa,
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É a fase em que vai haver o desenvolvimento do cronograma do projeto na prática, no terreno.

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