Eletricidade e Magnetismo: Fundamentos e Aplicações
Eletricidade e Magnetismo: Fundamentos e Aplicações
PROPÓSITO
Discutir os principais conceitos relacionados à
eletricidade e apresentar as aplicações práticas,
em especial nas
engenharias, mostrando a importância de tais estudos e justificando a
razão
de tamanha importância desse campo na sociedade moderna.
OBJETIVOS
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MÓDULO 1
MÓDULO 2
MÓDULO 3
MÓDULO 1
INTRODUÇÃO
No que diz respeito aos fenômenos elétricos que ocorrem na natureza, somos levados ao ano
600 a.C., em que Tales de Mileto, um
dos grandes sábios da Grécia Antiga, observou que, ao
atritar um determinado tipo de
material fóssil (o âmbar ) com tecidos ou pele de animal, este
atraía para si pequenos
pedaços de palha e pequenas penas de pássaros. A seguir, um
exemplo de âmbar.
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Imagem: [Link]
O âmbar é um tipo de resina fóssil constituído por um certo gênero de seiva vegetal
petrificada.
A palavra âmbar em grego é escrita como elektron, sendo daí
oriundas as palavras elétron e
eletricidade.
Por mais de 2000 anos, o estudo de fenômenos elétricos ficou restrito às observações de Tales
de Mileto, até que, em 1600, o físico e médico William Gilbert publica um livro no qual há
constatações quanto ao uso do âmbar com outros materiais.
Pouco mais de um século depois, por volta de 1730, o inglês Stephen Gray, através de seus
experimentos, chegou à conclusão de que essa propriedade de atrair ou repelir (conforme
veremos mais à frente) partículas também pode ser transferida de um corpo para o outro por
meio de contato, visto que, até então, acreditava-se que tal propriedade de atração ou repulsão
só poderia ser obtida por meio de atrito.
Nesse mesmo período, Charles François Du Fay fez um experimento diferente, no qual,
inicialmente, uma fina folha de ouro era atraída por um bastão de vidro atritado e, ao encostar
esse bastão na folha, esta passava a se repelir.
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Imagem: [Link]
Neste módulo, iremos estudar os fenômenos que ocorrem quando partículas estão
eletricamente carregadas e em repouso com relação a um determinado sistema de referência
inercial.
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Foi um filósofo, matemático, engenheiro, homem de negócios e astrônomo da
Grécia
Antiga, considerado, por alguns, o primeiro filósofo ocidental. Tales
é apontado como um
dos sete sábios da Grécia Antiga.
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CARGA ELÉTRICA
Os processos de atração e repulsão de corpos que foram apresentados na introdução deste
módulo se devem a uma propriedade que está diretamente ligada a duas partículas
elementares de um átomo: Os prótons e os elétrons.
Existe uma propriedade associada tanto aos prótons quanto aos elétrons que permite que
estes não se separem. Essa propriedade é chamada de carga elétrica.
Por convenção, dizemos que os prótons possuem carga elétrica positiva e que os elétrons
possuem carga elétrica negativa.
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A figura, a seguir, mostra a representação de corpos carregados positiva e negativamente.
Imagem: [Link]
Conforme o experimento de Du Fay nos mostra, cargas opostas se atraem e cargas iguais se
repelem. A partir desse resultado obtido experimentalmente, podemos apresentar o
primeiro
princípio da eletrostática: Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem
e cargas de sinais
opostos se atraem.
Imagem: [Link]
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CARGA ELEMENTAR (E)
A carga elementar recebe esse nome devido ao fato de não conseguirmos encontrar uma
quantidade menor de carga elétrica na natureza.
Além disso, todas as outras cargas são múltiplos inteiros dessa carga, ou seja, a carga elétrica
é uma grandeza quantizada.
A carga elementar apresenta um valor muito pequeno, sendo que este valor foi obtido (através
da experiência da gota de óleo) pela primeira vez pelo físico Robert Andrews Millikan e vale:
e = 1, 6 × 10 - 19C
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
IMPORTANTE
- e = -1, 6 · 10 - 19 C
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Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
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Em um sistema isolado, a soma algébrica das cargas positivas e negativas é
sempre constante.
SISTEMA ISOLADO
∑ Q início = Q A + Q B = + 10 +( ) ( - 6 ) = + 4C
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Agora, suponha que de alguma forma, através de um processo qualquer, haja transferência
de
cargas entre eles. A soma final não poderá ser diferente de +4C, conforme ilustrado
abaixo:
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1
∑ Q final = Q A 1
+ Q B = +5 + ( ) ( - 1 ) = + 4C
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
O que aconteceu, neste caso? Cargas positivas migraram para B, cargas negativas migraram
para A ou as duas coisas?
CONDUTORES E ISOLANTES
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Em determinados corpos, existe uma grande facilidade dos elétrons se movimentarem,
enquanto em outros eles estão mais fixos.
Imagem: [Link]
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Imagem: [Link]
IMPORTANTE
Corpo neutro, assim como qualquer corpo, possui cargas. No entanto, em um corpo neutro, a
quantidade de prótons é igual à quantidade de elétrons.
Imagem: [Link]
Veja agora uma das experiências realizadas por um importante cientista, sobre a natureza
elétrica dos raios:
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COMO SE FORMAM OS RAIOS?
Bem, a resposta simplificada sobre isso entra no conceito visto anteriormente de condutores e
isolantes. Como se sabe, o ar é um meio isolante, ou seja, não conduz eletricidade, contudo,
essa não condução de eletricidade não é ilimitada, pois o isolamento elétrico ocorre até um
certo ponto.
Imagem: [Link]
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ou raios, como são popularmente conhecidos.
PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO
Primeiramente, o que é eletrização? Você consegue explicar com base no que já falamos
sobre
cargas elétricas?
Eletrização é o processo pelo qual um corpo neutro passa a ficar carregado, ou seja, ter
mais
prótons que elétrons (carga positiva) ou ter mais elétrons do que prótons (carga
negativa).
IMPORTANTE
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Tanto os condutores quanto os isolantes podem adquirir carga elétrica, porém, no caso do
isolante, a carga elétrica adquirida não sai da posição em que ela foi colocada. Já nos
condutores, a carga elétrica tende a se distribuir por toda a superfície.
Podemos dizer que é o processo de eletrização mais antigo que se tem conhecimento.
Ele data dos estudos com o âmbar, feitos por Tales de Mileto no século VI a.C. (já falamos dele
aqui, lembra?).
Como o próprio nome diz, esse processo baseia-se em atritar dois corpos neutros ─ feitos de
diferentes materiais ─ e com isso haverá transferência de elétrons de um corpo para o outro.
Sim, pois se um dos corpos estiver carregado, irá ocorrer a transferência de carga de um
para
o outro, valendo, assim, a conservação de cargas entre eles.
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O QUE É EBONITE?
SAIBA MAIS
Série triboelétrica - Chama-se série triboelétrica a tabela que apresenta de modo ordenado os
materiais que, quando atritados, ficam carregados positivamente e os que ficam negativamente
carregados.
A tabela, a seguir, mostra a relação de elementos que, ao serem atritados, ficam carregados
positivamente e quais ficam carregados negativamente.
Ao atritarmos algodão com pele de coelho: Como o algodão está mais abaixo da tabela
quando comparado com a pele de coelho, o algodão fica negativamente eletrizado, e por
consequência, a pele de coelho fica positivamente eletrizada.
Ao atritarmos lã com plástico: Como a lã está mais acima da tabela, após atritar, vemos que
a lã fica eletrizada positivamente e o plástico negativamente, visto que está mais abaixo na
tabela.
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Imagem: [Link]
VOCÊ SABIA
O termo triboeletrização significa eletrização por atrito, advindo daí o nome da tabela.
Ao se colocar dois ou mais condutores em contato, estando pelo menos um deles eletrizado,
ocorre uma transferência de elétrons entre eles, fazendo valer, assim, o princípio de
conservação de cargas.
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Imagem: [Link]
IMPORTANTE
Embora esteja fora do contexto desse módulo, vale ressaltar que a carga adquirida por cada
um dos corpos depende diretamente da sua geometria e de uma propriedade denominada
capacitância. Se os corpos forem idênticos, as cargas ficarão igualmente distribuídas, ou seja,
cada um ficará com metade da carga inicial do corpo eletrizado.
Antes de falarmos sobre o processo de eletrização por indução, é importante que seja
conhecido o processo de aterramento, também chamado de ligação com a terra.
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Conforme veremos mais à frente quando tratarmos de potencial elétrico, ao ligarmos um
condutor carregado a terra, esse se neutraliza. Vejamos alguns exemplos:
Fonte: Livro Tópicos de Física – Vol. 3 Gualter, Newton, Helou Ed. Saraiva - 2007
Conforme a figura apresentada, caso o condutor tenha mais prótons que elétrons (carregado
positivamente), ao ser ligado a terra, receberá um fluxo de elétrons suficiente para neutralizá-
lo.
[Link] 20/145
Fonte: Livro Tópicos de Física – Vol. 3 Gualter, Newton, Helou Ed. Saraiva - 2007
Já nesse caso, como o corpo está carregado negativamente (ou seja, mais elétrons que
prótons), irá ocorrer um fluxo de elétrons para a terra suficiente para neutralizá-lo.
No processo de abastecimento, aviões são conectados a terra para que possíveis cargas
existentes em sua carcaça metálica externa sejam escoadas, evitando, assim, pequenas
descargas elétricas que poderiam levar a uma explosão do combustível que está sendo
depositado nos tanques.
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Imagem: [Link]
Imagem: [Link]
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Como o caminhão estava em movimento, sua parte externa se eletriza devido ao atrito
com o
ar (eletrização por atrito).
Sabendo agora o que é aterramento, podemos voltar ao processo de eletrização por indução.
Após isso, se quisermos que o corpo neutro passe a ficar carregado, basta fazer uma ligação
deste com a terra (aterramento). Com isso, iremos deixar o corpo induzido carregado com sinal
oposto ao do indutor.
Imagem: [Link]
Em (2), ao ligarmos o condutor B a terra, as cargas que estão sendo atraídas não serão
capazes de interagir com a terra (há uma forte ligação entre elas e as cargas no corpo
A). Já
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as cargas positivas, repelidas por A (à direita de B), interagirão com a terra,
neutralizando essa
parte do corpo B.
Em (3), após retirar a ligação de B com a terra, ocorre o afastamento do indutor. Por
fim, em
(4), temos o condutor B induzido negativamente.
FORÇA ELÉTRICA
Se você chegou até aqui e entendeu perfeitamente os conceitos abordados, chegou a hora de
entender como as cargas se atraem ou se repelem. Dando continuidade ao módulo, falaremos
agora de força elétrica, que está diretamente relacionada com a lei de Coulomb.
LEI DE COULOMB
Em 1785, Charles Augustin Coulomb realizou seu experimento com uma balança de torção
cujo objetivo era bem definido: Obter a lei que rege a força entre partículas eletricamente
carregadas.
A figura ilustra um exemplo de balança de torção utilizada por Coulomb para determinar a lei
de interação entre cargas elétricas.
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Imagem: [Link]
Balança de Torção de Coulomb, C.A, de Coulomb, 1925. Bcoulomb
Imagem: [Link]
Esquema do Experimento (NUSSENZVEIG, 2015).
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
IMPORTANTE
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Pela 3ª Lei de Newton, as forças que atuam em Q e q têm a mesma intensidade, a mesma
direção e sentidos opostos e constituem um par ação e reação.
Graficamente, temos que a força elétrica em função da distância é dada por um gráfico como
este:
Imagem: [Link]
Vale lembrar que cargas de mesmo sinal criarão forças de repulsão e cargas de sinais
contrários criarão forças de atração.
CAMPO ELÉTRICO
Anteriormente, vimos a força de natureza eletrostática existente entre duas partículas
carregadas. Consideramos que se trata de uma força de ação a distância, ou seja, as cargas
não estão em contato e mesmo assim há força.
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FORÇA DE AÇÃO A DISTÂNCIA
É uma força existente mesmo quando não ocorre contato entre corpos, sendo causada pela
ação de um campo de força. Campo foi definido por Albert Einstein como uma alteração das
características do ambiente, seja pela presença de uma massa (gravidade ou campo
gravitacional), de uma carga elétrica, e conforme veremos futuramente, também por ação
magnética. Porém, o que nos interessa no momento é a ação causada por uma carga elétrica,
e consequentemente, campo elétrico.
Ao colocarmos uma carga de prova q nesse ponto do espaço, sobre esta carga irá agir uma
→
força elétrica F
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A razão entre os vetores força e os módulos das cargas nos fornece uma grandeza vetorial
que
tem sempre a direção da força. A essa grandeza damos o nome de vetor campo
elétrico.
~
F
Assim, podemos definir o campo elétrico como Ẽ = q
Ou seja, o vetor Força é dado pelo produto de um número real (carga elétrica) e um vetor
(campo elétrico), logo, é fácil concluir que Ẽ tem mesma direção que F̃
Para uma carga puntiforme (dimensões muito pequenas), podemos achar o campo gerado por
elas usando a lei de Coulomb, ou seja:
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
→
(i)q>0 ⇒ E e F̃ têm mesmo sentido.
→
(i)q < 0 ⇒ E e F̃ têm sentidos opostos.
Imagem: [Link]
[Link] 29/145
Imagem: [Link]
Com base no que vimos na figura, temos que, ao inserirmos uma carga positiva no espaço, o
vetor campo elétrico sempre aponta para fora dessa carga geradora de campo. De forma
semelhante, podemos concluir que o sentido do campo gerado por uma carga negativa sempre
aponta para a carga. Em outras palavras, se a carga geradora Q for positiva, o vetor campo é
de afastamento, e se a carga geradora Q for negativa, o vetor campo é de aproximação.
Entendendo isso, podemos definir outro conceito, chamado de linhas de força.
LINHAS DE FORÇA
Linhas de força são linhas que definem o campo elétrico em uma região, ou seja, o vetor
campo elétrico é sempre tangente a essas linhas. Elas são usadas para indicar que em
determinada região do espaço existe um campo elétrico e de que forma ele é definido.
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Imagem: [Link]
Cargas puntiformes, positivas e negativas, geram linhas de força conforme mostrado a seguir,
respectivamente.
Imagem: [Link]
Caso a carga geradora Q seja positiva, o vetor campo é de afastamento e caso a carga
geradora Q seja negativa, o vetor campo é de aproximação.
Observe que, para dois corpos carregados, ocorre uma interação entre as linhas de força
geradas por cada carga elétrica:
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Imagem:[Link]
Imagem:[Link]
IMPORTANTE
Duas linhas de força nunca se cruzam, pois se isso ocorresse, nós teríamos dois vetores
campo elétrico em um mesmo ponto, gerando uma resultante vetorial. Essa resultante
acarretaria a existência de uma terceira linha de força, o que não está condizente com a
realidade.
[Link] 32/145
SAIBA MAIS
Linhas de força e campo elétrico: Pesquise na internet sobre o experimento que mostra as
linhas de força em um campo elétrico gerado.
GAIOLA DE FARADAY
Michael Faraday (1791-1867) foi um físico e químico inglês, que estabeleceu diversas leis,
como o processo de decomposição química por eletrização, a chamada eletrólise, além de
diversos outros conceitos, como o de campo elétrico e campo magnético.
Imagem: [Link]
No ano de 1836, com o objetivo de provar na prática que o campo elétrico no interior de um
condutor eletrizado é nulo, Faraday construiu uma grande caixa com telas metálicas e fez com
que ela não tivesse nenhum contato elétrico com a terra, de forma a impedir fluxo de elétrons
entre a caixa e o solo.
Levando consigo diversos dispositivos de detecção de campo elétrico, permitiu que seus
assistentes eletrizassem a caixa com uma carga de altíssima magnitude.
[Link] 33/145
Imagem: [Link]
O resultado obtido por ele foi que nenhum dos seus aparatos de medição indicou a presença
de campo elétrico no interior da caixa. Faraday, ao sair da caixa, afirmou que embora a caixa
estivesse eletricamente carregada, não sentiu nada, provando, assim, a blindagem
eletrostática.
A Gaiola de Faraday possui diversas aplicações práticas, dentre elas o aparelho de micro-
ondas, por exemplo, que apresenta seu interior revestido de forma apropriada. Esse
revestimento possibilita que as ondas eletromagnéticas de aquecimento permaneçam no
interior.
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Imagem: [Link]
Imagem: [Link]
Outro exemplo que também pode ser dado são os veículos automotivos, pois em diversas
situações eles se comportam como uma Gaiola de Faraday, criando um isolamento elétrico em
seu interior.
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CAMPO ELÉTRICO UNIFORME
Dizemos que um campo elétrico é uniforme quando em todos os pontos do espaço o campo
elétrico possui a mesma intensidade, mesma direção e mesmo sentido, e suas linhas de força
são dadas por:
Imagem: [Link]
POTENCIAL ELÉTRICO
Nesse ponto, você pode se perguntar: O que garante o início e o término desse processo de
troca de cargas? Para responder, veremos o conceito de potencial elétrico.
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Podemos dizer que o potencial elétrico está associado à capacidade que um corpo carregado
tem de atrair ou repelir outras cargas elétricas. No próximo módulo– eletrodinâmica–
discutiremos o conceito de diferença de potencial (ddp) ou tensão elétrica, ou voltagem, como
é popularmente conhecida.
IMPORTANTE
Na Física, toda vez que for citada a palavra Potencial de alguma outra grandeza, significa que
tal grandeza está diretamente relacionada a algum tipo de posição. Neste caso, é de um ponto
do espaço relacionado à presença de uma ou mais cargas elétricas.
Considere a figura a seguir, em que uma carga pontual Q se encontra a uma distância de um
dado ponto P.
Q
Dizemos que a carga Q gera no ponto P um potencial dado por: V = K d
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Imagem: [Link]
Uma observação importante é que, para o potencial elétrico, usamos o valor da carga
levando
em conta o seu sinal. Ou seja, se a carga for negativa, gera um potencial
negativo. Potencial
elétrico, diferentemente de campo elétrico e força elétrica, não é
uma grandeza vetorial!
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Imagem: [Link]
IMPORTANTE
O potencial elétrico é considerado zero somente quando a distância for muito grande, em
outras palavras, infinita
[Link] 39/145
POTENCIAL CRIADO POR UM CONJUNTO DE
PARTÍCULAS (PRINCÍPIO DA SUPERPOSIÇÃO)
Segundo um conjunto com mais de uma carga elétrica, dizemos que o potencial gerado pelas
cargas em um determinado ponto do espaço é dado pela soma dos potenciais gerados por
cada carga individualmente naquele ponto.
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Q1 Q2 Q3
V P = V 1 + V 2 + V 3 + . . . + V n = K d + K d2 + K d3 + . . . K d n ≥ 2
1 n
Qn
( )
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Esse é o chamado princípio da superposição e pode ser usado também para encontrar um
campo elétrico em determinado ponto do espaço causado por diversas cargas (só lembrando
[Link] 40/145
que, no caso do campo elétrico, a soma é vetorial).
REGIÕES EQUIPOTENCIAIS
[Link] 41/145
IMPORTANTE
[Link] 42/145
RELAÇÃO ENTRE CAMPO ELÉTRICO UNIFORME
E DIFERENÇA DE POTENCIAL ELÉTRICO
A diferença de potencial entre dois pontos A e B, separados por uma distância d é dada por
VAB=VA-VB
Note que, conforme a figura a seguir ilustra, o ponto A é o ponto inicial e B é o ponto
de
destino.
A diferença de potencial, que a partir de agora será denotada por ddp, não é uma
variação.
Podemos, então, estabelecer que a ddp entre dois pontos A e B em um campo elétrico
uniforme é:
V AB = V A - V B = E. d
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
[Link] 43/145
Em que E é o módulo do vetor campo elétrico e d é a distância entre os pontos A e B.
Para fins
de aplicação do potencial elétrico, o mais comum está relacionado à diferença
de potencial
entre dois pontos de um condutor. Sendo que, por meio da ddp, faz-se com
que as cargas
elétricas no condutor se movimentem de forma ordenada, conduzindo, assim,
eletricidade para
os aparelhos.
Um exemplo prático que ocorre está na atitude dos pássaros em ficarem pousados no meio de
fios de alta tensão da rede elétrica sem tomar um choque. Como a distância entre as suas
patas é muito pequena, estabelece-se ali uma ddp entre elas e tal ddp não é suficiente
para
que o pássaro seja morto eletrocutado.
Além disso, como o pássaro só está encostado no próprio fio (não está tocando em nenhum
outro objeto), não existe ddp para ele tomar um choque. A figura, a seguir, mostra um
esquema
do que acontece com um pássaro pousado em uma linha energizada eletricamente.
TEORIA NA PRÁTICA
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VERIFICANDO O APRENDIZADO
A) For de metal.
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ENQUANTO O BASTÃO TIVER PRÓXIMO DO ELETROSCÓPIO, A CARGA
NA ESFERA CONDUTORA SERÁ:
A) Positiva.
B) Negativa.
C) Nula.
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D) 1,0 x 104 N/C , 0 V.
A) 3500 N/C.
B) 4000 N/C.
C) 4500 N/C.
D) 5000 N/C.
[Link] 48/145
6. TÊM-SE TRÊS ESFERAS METÁLICAS IDÊNTICAS, A, B E C. NO INÍCIO,
A ESFERA A ESTAVA CARREGADA COM CARGA Q DESCONHECIDA,
ENQUANTO B E C ESTAVAM ELETRICAMENTE NEUTRAS. APÓS OS
CONTATOS DE A COM B E DE A COM C, VERIFICOU-SE QUE C ADQUIRIU
CARGA NEGATIVA DE - 3ΜC.
COM BASE NISSO, PODEMOS AFIRMAR
QUE A CARGA INICIAL DE A E A CARGA FINAL DE B VALEM,
RESPECTIVAMENTE:
A) -6 µC e -12 µC.
B) -1,5 µC e -3 µC.
C) -12 µC e -6 µC.
D) -4 µC e -8 µC.
GABARITO
Visto que a carga elétrica se concentra somente em uma parte do bastão, trata-se de um
bastão feito de material isolante.
Caso o bastão fosse condutor, a carga se distribuiria por toda a sua extensão.
2. Suponha que você tenha atritado um bastão de plástico sobre um pano de seda
fortemente. A seda eletrizou-se positivamente. A seguir, você aproximou o bastão a um
eletroscópio de folhas, sem tocá-lo. A figura, a seguir, apresenta um modelo de
eletroscópio de folhas. As folhas de alumínio são conectadas a esfera condutora por
meio de um material condutor.
Com base no que foi informado, podemos afirmar que enquanto o bastão tiver próximo
[Link] 49/145
do eletroscópio, a carga na esfera condutora será:
No processo de eletrização por atrito entre dois corpos, ao final do processo, os corpos ficam
carregados com cargas de sinais opostos. Como a seda ficou carregada positivamente, o
bastão ficou carregado negativamente. Ao aproximarmos o bastão do eletroscópio, temos a
seguinte configuração:
[Link] 50/145
[Link] 51/145
Com base nas informações dadas, podemos afirmar que a intensidade do campo
elétrico, em N/C, no vértice C e o potencial elétrico resultante, em volts, no ponto C
valem, respectivamente:
[Link] 52/145
Primeiramente, vamos calcular os campos elétricos criados individualmente pelas cargas A e
B:
[Link] 53/145
3.10-9C. A posição das cargas, é apresentada no diagrama a seguir. Com base nessas
informações, o campo elétrico no ponto C tem módulo igual a:
[Link] 54/145
[Link] 55/145
[Link] 56/145
de - 3μC.
Com base nisso, podemos afirmar que a carga inicial de A e a carga final de B
valem, respectivamente:
0+Q Q
Contato entre A e B: q A' = q B' = 2
= 2
0+Q Q
Contato entre A e B: q A' = q B' = 2
= 2
Q
0+ 2 Q
a) Contato entre A e C:q A' = q C' = 2
= 4 = - 3μC → Q = - 12μC
Q
b) A carga de B é dada por: q B = 2 → q B = - 6μC
MÓDULO 2
[Link] 57/145
A partir do momento em que um campo elétrico é aplicado entre os terminais desse mesmo
condutor, os elétrons passam a se mover na mesma direção e sentido, conforme a figura.
Imagem: [Link]
Esse campo elétrico é o que dá origem à chamada diferença de potencial (ddp), levando os
elétrons a se movimentarem de forma ordenada, dando origem à chamada corrente elétrica,
conforme veremos mais à frente. O estudo dos elétrons em movimento ordenado no interior de
um condutor, sua corrente elétrica e ddp constituem o estudo da eletrodinâmica.
Todos esses aparelhos são compostos por circuitos elétricos, tornando a sua vida mais
simples
em diversos aspectos.
[Link] 58/145
Imagem: [Link]
Corrente elétrica;
Tensão elétrica;
Resistência elétrica.
CORRENTE ELÉTRICA
Ao analisarmos o condutor com movimento ordenado de cargas elétricas, vemos que por uma
determinada parte dos condutores flui uma certa quantidade de carga Q em um intervalo de
tempo t bem estabelecido.
Com isso, definimos intensidade de corrente elétrica, representada por i, como a razão de
cargas que flui por unidade de tempo da seguinte forma:
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Q
i= t
E sua unidade no sistema internacional é dada por ampère [A], sendo: 1A= 1
coulomb por
segundo.
Fonte: sofisica/conteudos/Eletromagnetismo/Eletrodinamica/caecc
[Link] 60/145
Fonte: sofisica/conteudos/Eletromagnetismo/Eletrodinamica/caecc
Se você chegou até aqui, sabe que as partículas que se movem em um condutor são os
elétrons e, também, já sabe, por convenção, que os elétrons possuem carga negativa.
Dessa forma, pela definição de corrente elétrica, a corrente que circula em um circuito teria que
ser negativa.
No entanto, devido à ordem cronológica dos ocorridos (descobriu-se corrente elétrica antes das
definições de elétron e próton), convenciona-se que os prótons se movem em uma corrente
elétrica.
[Link] 61/145
Imagem: [Link]
TENSÃO ELÉTRICA
Conforme visto no módulo anterior, em eletrostática, para que cargas se movam em
determinada direção (e sentido), faz-se necessária a transferência de energia elétrica
para
elas, sendo essa energia diretamente ligada à tensão elétrica ou diferença de
potencial (ddp),
também chamada popularmente de voltagem.
Com certeza você já ouviu a seguinte expressão em algum lugar: “Preciso de uma bateria de
9
volts para esse carrinho de controle remoto” ou “Esse aparelho é 110 volts ou 220
volts?” São
frases bem difundidas apesar de essa última não ser mais um grande problema
atualmente,
visto que os aparelhos modernos, em sua maioria, são bivolts, ou seja,
adaptam-se para
[Link] 62/145
funcionar tanto em 110V como em 220V (sendo tais valores usados em
corrente alternada). A
partir daqui, representaremos a tensão em volts simplesmente
usando a letra V.
Com a sua bateria, esse procedimento foi facilitado e, após isso, foi constatado pelo
físico
alemão Georg Ohm
, em 1827,
que havia uma relação direta entre a ddp e a corrente elétrica
que atravessavam um
condutor, a qual foi chamada de 1ª Lei de Ohm.
1ª LEI DE OHM
A Primeira Lei de Ohm diz que a ddp (V) entre os terminais A e B de um condutor é
diretamente proporcional à corrente (i) que flui através dele, sendo a constante dessa
relação
de proporcionalidade nomeada resistência elétrica (R). Assim sendo, temos que:
V AB = R. i
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Georg Ohm, após enunciar sua primeira lei, constatou que a resistência elétrica pode ser
obtida a partir das propriedades do material e de sua geometria, enunciando, assim, a
Segunda
Lei de Ohm.
2ª LEI DE OHM
A Segunda Lei de Ohm diz que a resistência elétrica depende do tipo de material no qual é
feito o condutor, do comprimento do condutor (L) e da sua seção reta (A), ou seja, sua
área
perpendicular ao fluxo de corrente. Assim sendo, a resistência elétrica é dada por:
L
R = ρ. A
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
[Link] 64/145
Suponha que Marina queira atravessar um corredor de comprimento L e largura A, e que nesse
corredor encontram-se diversas pessoas.
Quanto maior o comprimento do corredor, ela terá maior ou menor dificuldade para atravessá-
lo?
[Link] 65/145
Imagem: [Link]
E se ele for mais largo, Marina terá maior ou menor dificuldade para atravessá-lo?
Imagem: [Link]
Fica claro que, quanto mais comprido o corredor, mais dificuldade ela terá para atravessá-lo,
pois levará mais tempo para chegar ao final– logo, uma maior resistência.
[Link] 66/145
E, quanto mais largo o corredor (sem alterar o comprimento), mais facilidade ela terá para
atravessá-lo, pois haverá mais espaço livre– logo, uma menor resistência.
Para um condutor que obedece às duas leis de Ohm, dizemos que se trata de um condutor
ôhmico, valendo graficamente que a relação tensão-corrente seja definida por uma reta.
Imagem: [Link]
IMPORTANTE
Para um mesmo nível de tensão, quanto menor a resistência elétrica, maior será a corrente
que irá atravessar o condutor. Em outras palavras, podemos dizer que a corrente é preguiçosa,
ou seja, sempre pega o caminho mais fácil (ou de menor resistência).
RESISTORES E ASSOCIAÇÃO DE
RESISTORES
[Link] 67/145
Acabamos de ver que resistência elétrica é uma propriedade dos materiais que determina a
oposição ao movimento de cargas elétricas. Quanto maior a resistência, maior a
dificuldade de
fluir corrente.
Imagem: [Link]
SAIBA MAIS
No estudo de circuitos elétricos, é comum usarmos o símbolo a seguir (definido pela IEEE–
Institute of Electrical and Electronics Engineers) para representar os resistores:
A forma como dispomos resistores no circuito definirá a resistência elétrica final desse
circuito.
As disposições dos resistores, também chamadas de associações, são de três
tipos:
1) Em série:
[Link] 69/145
Entende-se como resistência equivalente o valor de uma única resistência que poderia
substituir todos os resistores, mantendo o valor da resistência total do circuito. Nesse
tipo de
associação, a corrente é a mesma em cada um dos resistores. Foi apresentado,
anteriormente,
o caso com três resistores em série. Caso fossem mais, seria feito o
somatório de todos os n
resistores contidos em série, ou seja:
vale:
Req=R1+R2+R3+...Rn
2) Em paralelo:
[Link] 70/145
Nesse tipo de associação, a ddp é a mesma em cada um dos resistores. No exemplo acima,
foi
apresentado o caso com três resistores em paralelo. Caso fossem mais, seria feito o
somatório
de todos os inversos dos n resistores contidos em paralelo, ou seja:
1 1 1 1 1
R eq
= R + R + R ... + R
1 2 3 n
3) Mista:
[Link] 71/145
CURTO-CIRCUITO
Antes de iniciarmos o próximo tópico, é interessante falarmos desse conceito que, com
certeza,
você já ouviu falar, mas talvez não saiba corretamente do que se trata. A ideia
de curto-
circuito.
[Link] 72/145
CURTO-CIRCUITO
Suponha que entre os pontos X e Y liga-se um fio condutor (resistência muito pequena,
quase
zero), conforme mostra a figura:
[Link] 73/145
Sendo a Resistência R muito pequena, temos que a ddp entre os terminais X e Y é
considerada desprezível, porque a corrente elétrica sempre dá preferência ao caminho de
V XY ≅0
menor resistência. Com isso, a corrente através do resistor R2 é dada por: i R2 = R = R = 0
2 2
Podemos dizer que os pontos X e Y são coincidentes, ou seja, a ddp entre eles é nula!
Imagem: [Link]
Forte em Saint Tropez ao por do sol
[Link] 74/145
POTÊNCIA ELÉTRICA E ENERGIA
ELÉTRICA
Um conceito bem importante quando se estuda circuitos elétricos é o de potência elétrica.
Isso
porque potência elétrica está associada à energia elétrica, que está associada ao
custo.
Como pela Primeira Lei de Ohm, temos que V = R · i, a potência elétrica pode também ser
V2
escrita das seguintes formas: P = V · i = R · i 2 = R
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
[Link] 75/145
Imagem: [Link]
EXEMPLO
Falamos anteriormente sobre o efeito Joule. Agora que você já sabe o que é potência elétrica,
podemos discutir melhor tal efeito.
[Link] 76/145
Imagem: [Link]
Ao ligarmos uma lâmpada incandescente, podemos observar que, após um certo intervalo de
tempo, fica inviável encostar as suas mãos nela, isso porque a sua temperatura fica bem
alta e
corre-se o risco de ganhar uma queimadura. Daí surge a pergunta: Por que isso
acontece?
Uma lâmpada incandescente é constituída por um fio muito fino de material condutor, e
que, ao
ser submetido à passagem de uma corrente elétrica, aquece-se liberando energia
na forma de
calor.
A temperatura alcançada pelo filamento da lâmpada é tão elevada, que o fio libera energia
na
forma de luz e de calor. Tal fenômeno, que consiste na transformação de energia
elétrica em
calor (energia térmica), é chamado de efeito Joule.
[Link] 77/145
Imagem: [Link]
Outro exemplo que pode ser mencionado é o que ocorre nos aparelhos aquecedores, usados
em
países mais frios. Nesse caso, o efeito Joule é usado a favor do usuário.
Tal fenômeno recebeu esse nome em homenagem ao físico britânico James Prescott
Joule
(1818-1889) devido aos seus estudos envolvendo a conservação de
energia nos condutores
elétricos e conversão de energia elétrica em térmica.
CIRCUITOS ELÉTRICOS
No estudo da eletrodinâmica, a sua maior aplicação em termos práticos é quando se há a
junção de diversos componentes elétricos formando os chamados circuitos
elétricos.
[Link] 78/145
Para que saibamos como se comporta um circuito elétrico, precisamos saber todas as
tensões
(diferenças de potenciais) existentes nele, assim como todas as correntes.
Existem duas leis que nos auxiliam a determinar esses valores. Essas leis são chamadas de
Leis de Kirchhoff.
LEIS DE KIRCHHOFF
A Primeira Lei de Kirchhoff, também conhecida como Lei dos Nós ou Lei das Correntes, nos
diz
que para um dado elemento de circuito, temos que o total de correntes que entram é
igual ao
total de correntes que saem. Você deve estar se perguntando: “Como assim?”.
Bem, veja a
figura:
Como não há perdas (nem acréscimo) de cargas elétricas ao longo do trajeto percorrido
pela
corrente elétrica, podemos afirmar que: i1+ i2=
i3+ i4+ i5
[Link] 79/145
SEGUNDA LEI DE KIRCHHOFF (LEI DAS
MALHAS OU LEI DAS TENSÕES) E APLICAÇÃO
INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Medição de ddp ou tensão (voltímetro): Para obtermos a tensão entre dois
terminais de um
circuito, utilizamos um dispositivo chamado voltímetro. Um exemplo de
voltímetro e o símbolo
usado para indicar que há um voltímetro no circuito são mostrados
a seguir:
Imagem: [Link]
[Link] 80/145
Para que o voltímetro possa medir a tensão entre 2 nós, este deve ser ligado
em
paralelo ao elemento contido nos 2 nós.
Imagem: [Link]
Para que o amperímetro possa medir a corrente entre 2 nós, este deve ser
ligado em
série com o elemento contido nos 2 nós.
Atualmente, é cada vez menos comum utilizar aparelhos analógicos de medição, embora
possuam boa precisão. Multímetros digitais são, hoje, largamente utilizados e capazes de
medir mais de uma característica de um sistema elétrico.
Imagem: [Link]
SAIBA MAIS
[Link] 82/145
GERADORES
Geradores são dispositivos que convertem energia de outros tipos em energia elétrica,
basicamente. Um de seus exemplos mais comuns são as usinas hidrelétricas, que utilizam a
energia mecânica (no caso, a potencial) da queda d’água para produzir energia elétrica.
Imagem: [Link]
Usina hidrelétrica de Itaipu
Exemplos mais simples e que são encontrados no nosso cotidiano são as pilhas e as
baterias
de automóveis, que produzem energia elétrica por meio de reações químicas.
[Link] 83/145
Imagem: [Link]
Imagem: [Link]
[Link] 84/145
Além desses dois tipos citados anteriormente, ainda existem as células fotovoltaicas, ou células
solares, que convertem a energia proveniente da luz do sol em energia elétrica.
Imagem: [Link]
TEORIA NA PRÁTICA
Acendendo uma lâmpada com uma pilha com solução iônica.
[Link] 85/145
VERIFICANDO O APRENDIZADO
A) Prótons Livres.
B) Elétrons Livres.
C) Partículas Alfa.
[Link] 86/145
A) 1 A.
B) 2 A.
C) 3 A.
D) 4 A.
[Link] 87/145
A)
B)
[Link] 88/145
C)
D)
R
B) a. 4 Ω; b. 3 Ω; c. 3
R
C) a. 8 Ω; b. 1 Ω; c. 3
R
D) a. 4 Ω; b. 1 Ω; c. 3
[Link] 89/145
A) 12 A e 10 Ω.
B) 6 A e 10 Ω.
C) 12 A e 5 Ω.
D) 6 A e 5 Ω.
[Link] 90/145
COM BASE NISSO, PODEMOS AFIRMAR QUE A CORRENTE QUE FLUI
PELA FONTE DE TENSÃO DE 20 V, A CORRENTE PELO RESISTOR DE 4
Ω E A CORRENTE NA FONTE DE 7 V, VALEM RESPECTIVAMENTE:
A) 4 A, 3 A e 1 A.
B) 5 A, 3 A e 2 A.
C) 8 A, 3 A e 5 A.
D) 5 A, 3 A e 8 A.
GABARITO
1. Quando uma corrente elétrica começa a fluir por um material condutor, quais são os
portadores de carga que se movem de modo ordenado em seu interior?
Vale lembrar que no interior de um condutor quem se move são sempre os elétrons livres. As
cargas positivas constituem o núcleo do átomo e ali permanecem.
[Link] 91/145
2. Por um chuveiro elétrico circula uma corrente de 10 A quando este é ligado a uma
tensão de 220 V. A potência elétrica recebida pelo chuveiro, em W, e a energia elétrica
consumida pelo chuveiro em 12 minutos de funcionamento, em kWh, são
respectivamente:
12
Mas, ∆ t = 12min = h = 0, 2h
60
Note que esse chuveiro possui uma resistência elétrica dada por
P = Ri 2 ⇒ 2200 = R. (10) 2 ⇒ R = 22Ω
3. Para o circuito a seguir, a corrente total que flui pelo circuito é dada por:
[Link] 92/145
Adotando o sentido horário para percorrer a malha e atribuindo letras aos nós, temos que:
Note que para o sentido percorrido na malha, foi considerado como sinal da tensão entre os
nós, o sinal do polo de entrada da corrente. Se fosse considerado o sinal do polo de saída da
corrente, o mesmo resultado seria obtido.
[Link] 93/145
A)
B)
[Link] 94/145
C)
D)
6x4
a) 6 Ω em paralelo com 4 Ω: R = 6 + 4 ⇒ R 1 = 2, 4Ω
2x8
8 Ω em paralelo com 2 Ω: R 2 = 2 + 8 ⇒ R 2 = 1, 6Ω
3 Ω em série com 1 Ω = 4 Ω
4 Ω em paralelo com 4 Ω = 2 Ω
2 Ω em série com 2 Ω = 4 Ω
4 Ω em paralelo com 4 Ω = 2 Ω
[Link] 95/145
2 Ω em série com 2 Ω = 4 Ω
4 Ω em paralelo com 4 Ω = 2 Ω
2Ω em série com 1 Ω ⇒ R eq = 3Ω
Os pontos do circuito onde três ou mais terminais estão juntos são os nós. Os nós, localizados
nas extremidades de um fio ideal, estão no mesmo potencial. Por isso, podemos identificá-los
com uma mesma letra, ou seja:
[Link] 96/145
1 1 1 1 R
R eq
= R + R + R ⇒ R eq = 3
[Link] 97/145
A alternativa "A " está correta.
Agora, aplicando a 1ª lei de Kirchhoff – a soma das correntes que entram é igual a soma das
correntes que saem: i = 10 + i' = 10 + 2 ⇒ i = 12A
[Link] 98/145
Com base nisso, podemos afirmar que a corrente que flui pela fonte de tensão de 20 V, a
corrente pelo resistor de 4 Ω e a corrente na fonte de 7 V, valem respectivamente:
Primeiro, vamos definir um sentido arbitrário para as correntes e o sentido que iremos seguir na
malha (em vermelho). Neste exemplo, escolhemos o sentido conforme esquema a seguir:
[Link] 99/145
Nó X: i 1 = i 2 + i 3
Malha (A): + 20 - 4. i 2 - 1. i 1 = 0
Malha (B): + 7 + 1. i 3 - 4. i 2 = 0
{ + 20 - 4. i 2 - 1. i 1 = 0
+ 7 + 1. i 3 - 4. i 2 = 0
⇒ 27 - 9i 2 = 0 ⇒ i 2 = 3A
MÓDULO 3
[Link] 100/145
Identificar os conceitos e leis do magnetismo e do eletromagnetismo
INTRODUÇÃO
Há séculos, o homem já conhece os fenômenos magnéticos.
Imagem: [Link]
Os fragmentos eram atraídos por esse mineral. Esses materiais magnéticos, na época em que
foram notadas as propriedades, eram considerados algo mágico, pois não havia ferramentas
ou teorias que pudessem explicar tal fenômeno.
Hoje, nós conhecemos esse minério como um ímã natural e os fenômenos que ocorrem com
materiais do tipo são chamados fenômenos magnéticos. Existem ímãs naturais e ímãs
[Link] 101/145
artificiais, como veremos no decorrer desse módulo.
MAGNETISMO
Desde a descoberta dos fenômenos magnéticos na Grécia Antiga, muitos foram os
experimentos feitos para investigar tais fenômenos, conhecidos simplesmente como
magnetismo.
No século XVI, o médico inglês William Gilbert desenvolveu ímãs artificiais, tendo feito
publicações acerca do magnetismo.
Como a bússola era um aparelho já conhecido (já era usada no século XII pelos chineses), a
primeira descoberta de Gilbert foi sobre a capacidade desses aparelhos apontarem sempre
para uma direção e sentido, alinhando-se à direção norte-sul, revelando assim que o planeta
Terra é, em si, um corpo magnético.
Essa descoberta polêmica foi contra diversas teorias e mitos que existiam sobre a bússola até
então.
[Link] 102/145
Imagem: [Link]
Tanto a Terra quanto a bússola podem ser considerados ímãs (também chamados magnetos)
e,
assim, produzem fenômenos magnéticos.
Imagem: [Link]
Você, sem dúvida, já manuseou um ímã alguma vez na sua vida, não é verdade? Você sabe o
que são ímãs, além de conhecer seu funcionamento.
[Link] 103/145
Ímãs ou magnetos constituem aqueles materiais que você
coloca na geladeira, sendo bem
provável que ao longo de sua vida, você já deva ter
manuseado um ou mais desses. O
interessante é que o emprego desses materiais, chamados
ímãs, data do início do século XII,
sendo usados pelos chineses para auxiliar nas
navegações, principalmente em dias nublados.
Já vamos entender como, mas antes disso, vamos discutir algumas propriedades dos ímãs.
Ao se usar dois ímãs, você já deve ter reparado que eles podem se atrair ou se repelir,
dependendo de como você os aproxima. Como isso é possível? Bem, a resposta é que em um
ímã há a presença de polos magnéticos.
E o que são polos magnéticos? Assim como forças elétricas– vistas no módulo
Eletrostática–,
forças magnéticas existem sem a necessidade do contato. Logo, há um
campo magnético em
torno de corpos que possuem propriedades magnéticas.
Sendo assim, polos de um ímã nada mais são do que as regiões desse ímã que dão origem às
forças magnéticas, e assim, são as regiões onde o campo magnético é mais intenso.
Imagem: [Link]
[Link] 104/145
UM ÍMÃ TEM SEMPRE DOIS POLOS, CHAMADOS NORTE E
SUL. A REGRA DE ATRAÇÃO E REPULSÃO É SIMPLES:
POLOS MAGNÉTICOS DE MESMO NOME SE REPELEM E
POLOS MAGNÉTICOS DE NOMES DIFERENTES SE ATRAEM.
Imagem: [Link]
IMPORTANTE
No caso de ímãs curvados, os polos ficam nas extremidades, sendo a parte curva
magneticamente neutra.
Outra propriedade importante a respeito dos ímãs é que é impossível separar seus polos,
ou
seja, não existe monopólio magnético. Imagine o caso em que um ímã é cortado bem no
centro. A priori, o que podemos pensar é que haverá uma parte inteira como polo sul e
outra
parte inteira como polo norte. No entanto, não é isso que acontece. Veja a figura:
[Link] 105/145
Imagem: [Link]
Note que, à medida que nós dividimos o ímã em duas partes, de forma espontânea, os
pedaços de ímã se polarizam, formando assim novos ímãs menores.
Como observação, vale dizer que é uma prática comum pintar os polos de um ímã de
cores
diferentes a fim de tornar a explicação mais didática.
No nosso exemplo, o polo norte está pintado de vermelho, e o polo sul está pintado de
azul.
Imagem: [Link]
[Link] 106/145
IMPORTANTE
Imagem: [Link]
Acredito que você tenha entendido essas duas propriedades principais do ímã.
Ao suspendermos um ímã pelo seu centro de gravidade, quando este atinge o estado de
equilíbrio, a direção apontada por ele é a direção Norte-Sul geográfica da Terra. Portanto, o
polo que está mais próximo apontado para o sentido norte recebe o nome de Norte magnético
e o que aponta para o sul da Terra, de Sul magnético.
[Link] 107/145
Imagem: [Link]
Tal propriedade deu origem à bússola, em que um ímã com forma de losango fica dentro de
uma caixa onde estão pintados os pontos cardeais, e indicam a direção Norte e Sul da Terra.
Para que haja esse direcionamento do ímã, a Terra necessariamente gera um campo
magnético também, ou seja, possui polos magnéticos.
Essa propriedade da Terra nos leva a concluir que no Sul geográfico do planeta existe um
Norte magnético e no Norte geográfico do planeta existe um Sul magnético.
[Link] 108/145
Fonte: Freepik
O polo Sul magnético encontra-se no norte do Canadá a cerca de 1300km do polo Norte
geográfico.
[Link] 109/145
Essas linhas formadas são chamadas de linhas de campo magnético, e seguem o mesmo
conceito das linhas de campo elétrico. Note que as limalhas de ferro se orientam
indicando a
forma aproximada das linhas de campo. Assim, como nas cargas elétricas as
linhas de força
saem das cargas positivas e entram nas cargas negativas, as linhas de
campo magnético
saem do polo Norte e entram no polo Sul (lembrando que isso é uma
convenção).
Podemos dizer também que o vetor campo magnético é sempre tangente a essas linhas de
força, no sentido do polo Norte para o polo Sul.
[Link] 110/145
Imagem: [Link]
ELETROMAGNETISMO
Originalmente, e durante muito tempo, acreditava-se que eletricidade e magnetismo eram dois
fenômenos independentes. Essa crença mudou com a publicação dos trabalhos de James
Clerk Maxwell, em 1873, no qual ele define por meio de quatro equações essa inter-relação.
Poucos dias depois, o cientista André-Marie Ampère forneceu um relato mais detalhado a
respeito desse fenômeno observado, constatando que dois fios condutores paralelos, quando
submetidos à corrente elétrica, podem atrair ou repelir um ao outro, caso as correntes estejam
no mesmo sentido ou em sentidos opostos, respectivamente, estabelecendo, assim, uma base
para o eletromagnetismo.
[Link] 111/145
JAMES CLERK MAXWELL (1831-1879)
Foi um físico e matemático britânico, conhecido por ter dado forma final à
teoria moderna
do eletromagnetismo, que une a eletricidade, o magnetismo e a
óptica.
[Link] 112/145
Fonte: brainly/tarefa/18383958
Vimos que fontes primárias e naturais de campos magnéticos são oriundas dos ímãs, e os
experimentos de Oersted e Ampère levaram à conclusão de que cargas elétricas em
movimento (ou correntes elétricas) também criam campos magnéticos na região do espaço
próxima a esse movimento, sendo, assim, fontes de campo magnético (originando a Lei de
Ampère‒ um campo magnético é sempre produzido por uma corrente elétrica ou por um campo
elétrico variável).
Eles fizeram circular uma corrente elétrica em um fio condutor ligado a um circuito
fechado,
comprovando mais uma vez a relação de proporcionalidade direta entre a corrente
elétrica que
[Link] 113/145
atravessa o circuito e o campo magnético gerado pelo condutor.
Eles observaram que para um determinado ponto do espaço nas proximidades de um condutor,
se aumentarmos a corrente que passa por este, o campo magnético se torna mais intenso em
toda a região que o envolve.
[Link] 114/145
2) ESPIRA CIRCULAR
[Link] 115/145
IMPORTANTE
Vale notar que uma espira ao gerar um campo magnético cria dois polos, visto que há linhas de
campo saindo (polo Norte) e entrando (polo Sul) nele, ou seja, ela se comporta como um ímã.
3) SOLENOIDE
[Link] 116/145
Para obtermos o sentido das linhas de campo (também chamadas de linhas de indução),
existe
uma regra simples, chamada regra da mão direita.
O polegar da mão direita aponta para a direção e sentido da corrente elétrica no trecho de
condutor a ser estudado e, com os demais dedos, ao fechar as mãos envolvendo o condutor,
será indicado o sentido das linhas de indução.
[Link] 117/145
Imagem: [Link]
Pegue uma caneta e suponha que ela seja um condutor reto. O seu polegar, da mão
direita, indica o sentido da corrente.
Circulando a caneta com os outros dedos, você terá a direção e sentido do campo
magnético.
IMPORTANTE
[Link] 118/145
Imagem: [Link]
FORÇA MAGNÉTICA
Analisamos, até o momento, o conceito de campo magnético e suas principais formas de
geração, tanto natural (ímã) quanto por meio de circuitos elétricos.
Mas, o que ocorre com um corpo dentro de um campo magnético? Quais fenômenos podemos
observar?
Vamos, a partir de agora, discutir os fenômenos que ocorrem em diferentes corpos que
estejam
situados no interior de um campo magnético.
Se uma carga elétrica (q) estiver se movimentando com velocidade v em uma região que
possui campo magnético (B), ela poderá sofrer a ação de uma força causada por seu
movimento. Essa força magnética é dada por:
[Link] 119/145
F = |q|. v. B. senθ
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Em que θ é
o menor ângulo entre o vetor campo magnético e o vetor velocidade da carga. O
sentido e
a direção da força podem ser determinados a partir de uma regra simples, também
usando a
mão direita. A figura, a seguir, ilustra essa regra.
A direção e o sentido da força magnética, que atua sobre uma partícula de carga positiva
(Q >
0), é a mesma direção e o mesmo sentido em que a mão direita daria um empurrão em
alguma
coisa, considerando o polegar na direção da velocidade da carga e os outros dedos
na direção
do campo magnético.
Para a carga negativa (Q < 0), o sentido da força é o contrário ao de uma carga positiva com
a mesma
velocidade e submetida ao mesmo campo magnético.
IMPORTANTE
[Link] 120/145
Se uma carga estiver em movimento através de uma direção perpendicular ao campo
( )
→
magnético
B θ = 90° , é possível ver, através da regra da mão direita, que a força magnética
será
perpendicular ao vetor velocidade a todo instante, ou seja, a carga realizará um
movimento circular nesta região.
Note que o campo magnético está na direção perpendicular ao círculo e no sentido de fora
para dentro da folha de papel, e que a partícula está carregada positivamente.
m.v
Pode-se provar que o raio da trajetória é dado por: R =
|q| Β
2πm
E o período da trajetória é dado por: T =
|q| Β
SAIBA MAIS
[Link] 121/145
Movimento de cargas em uma direção oblíqua ao campo magnético:
A partir da equação definida para força magnética em cargas puntiformes, temos que, para
um
fio condutor de comprimento L transportando corrente elétrica (i) dentro de um campo
magnético (B), a força magnética é dada por:
F = B. i. L. senθ
Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
O sentido e a direção da força podem ser determinados a partir da mesma regra utilizada
para
determinar a direção e o sentido da força em uma carga puntiforme em movimento. A
figura, a
seguir, ilustra essa regra
[Link] 122/145
Fonte: guiadoestudante/curso-enem-play/forca-magnetica-2
Note que, neste ponto, pelo sentido convencional, é como se as cargas positivas
estivessem se
movendo e, com isso, só há um sentido para a força magnética em um fio.
Veja o exemplo:
INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA
[Link] 123/145
Indução eletromagnética é um fenômeno físico que está associado ao surgimento de uma
corrente elétrica devido a uma variação de campo magnético que atravessa determinada área.
Essa descoberta é de suma importância em cunho prático, já que através dela conseguimos
transformar energia potencial em energia elétrica usada nas hidrelétricas, além do uso de
motores elétricos, por exemplo.
James Clerk Maxwell (com base nos trabalhos práticos de Hans Oersted, Michael Faraday e
André-Marie Ampère) utilizou a matemática para dar sustentação às relações entre eletricidade
e magnetismo, resultando nas famosas equações de Maxwell, publicadas em 1873.
A magnitude desse campo magnético induzido é diretamente proporcional à taxa com que
varia o campo magnético externo no tempo.
3
[Link] 124/145
A noção de campo magnético induzido depende da direção da taxa de mudança do campo
magnético no tempo.
Para que essas ideias fiquem um pouco mais fáceis de entender, vamos definir alguns
conceitos iniciais, começando por fluxo de campo magnético.
[Link] 125/145
Foi um físico alemão e, com Carl Friedrich Gauss, inventor do primeiro
telégrafo
eletromagnético.
De acordo com o conceito de fluxo de campo magnético, esse pode mudar das seguintes
maneiras, independentes entre si:
Considere o esquema a seguir, em que uma espira circular está ligada a um amperímetro e um
ímã é colocado próximo à espira.
[Link] 126/145
Com base nesse experimento, nota-se que ao aproximarmos o ímã da espira, surge uma
corrente nela no sentido anti-horário. Agora, ao se afastar o ímã da espira, percebe-se que o
sentido da corrente inverte. Ou seja, embora a espira não esteja ligada a nenhuma fonte de
tensão, somente a variação do campo magnético na espira permitiu que surgisse uma corrente
elétrica no condutor.
Suponha uma espira quadrada e uma região do espaço que possui um campo magnético
orientado para dentro do plano da espira, conforme a figura:
[Link] 127/145
Enquanto estivermos inserindo (ou removendo) a espira na região com o campo, é notado o
surgimento de uma corrente induzida. No entanto, isso só ocorre enquanto a espira se
move e
se encontra parcialmente imersa na região de campo magnético.
Suponha espiras retangulares situadas entre dois polos de um ímã e uma ddp ε aplicada de tal
forma que faça as
espiras girarem.
Como o ângulo está variando a uma determinada frequência, ocorre uma variação no fluxo
que
atravessa o sistema, fazendo com que uma corrente induzida senoidal seja induzida no
circuito.
[Link] 128/145
∆∅
Essa tensão e vale: e = -
∆t
Sendo o sinal negativo afirmando que essa tensão induzida sempre se opõe ao tipo
de
variação de fluxo ao qual o sistema está submetido.
Em outras palavras, se o fluxo magnético começar a aumentar, surgirá uma corrente induzida
que gerará um campo magnético induzido no intuito de se opor a esse aumento de fluxo de
campo magnético.
[Link] 129/145
Se o fluxo começar a diminuir, surgirá uma corrente induzida que criará um campo magnético
induzido para evitar que o fluxo diminua. Podemos dizer, assim, que a natureza se opõe à
mudança.
Sendo as setas vermelhas referentes ao campo gerado pelo ímã (campo indutor) e como a
área e o ângulo são constantes, à medida que o ímã se aproxima da espira, o fluxo do
campo
magnético tende a aumentar (aumento do campo magnético– mais concentrações de
linha de
campo).
Pela Lei de Lenz, ocorrerá uma oposição a esse aumento, ou seja, surgirá um campo
induzido
(em azul) de modo a evitar esse aumento de fluxo. Daí, utilizando a regra da
mão direita,
obtemos que o campo induzido será gerado por uma corrente induzida no
sentido anti-horário.
Ao afastarmos o ímã da espira, estamos diminuindo o fluxo que por ela passa. Dessa forma,
uma corrente será induzida a fim de gerar um campo magnético induzido, de modo a evitar
que
o fluxo na espira diminua. Nesse caso, para obtermos um campo magnético induzido no
mesmo sentido do campo indutor, deverá surgir na espira uma corrente no sentido horário.
Um caso muito comum de indução eletromagnética é o caso de uma barra condutora com suas
extremidades em dois trilhos, veja:
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Fonte: def/eletricidade/[Link]
Como a área até o condutor aumenta, haverá uma tendência de aumento de fluxo. Logo, uma
corrente surgirá a fim de evitar esse aumento, gerando um campo magnético perpendicular
ao
plano do movimento, no sentido de dentro para fora. Pela regra da mão direita, uma
corrente
fluirá no sentido anti-horário e, assim, uma ddp induzida será criada no
condutor.
LEI DE AMPÈRE
Geração de um campo magnético devido a uma corrente elétrica, ou seja, cargas em
movimento.
LEI DE FARADAY
Geração de uma força eletromotriz induzida (diferença de potencial) devido à variação de fluxo
magnético.
LEI DE LENZ
Indicação do sentido do campo magnético produzido pela corrente induzida (devida à Lei de
Faraday). Esse campo magnético será contrário à variação do fluxo magnético.
SAIBA MAIS
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Aplicações do eletromagnetismo na engenharia
TEORIA NA PRÁTICA
A influência da corrente elétrica em aparelhos magnéticos. A ideia é passar a corrente em um
fio condutor, próximo a uma bússola, e verificar a variação na indicação da bússola, ou seja,
dada a corrente (intensidade, sentido e distância), como varia o ponteiro da bússola.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
A) I e II.
B) I e III.
C) II e III.
D) I, II e III.
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A) se opõe – necessária.
B) se opõe – desnecessária.
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C) é favorável – necessária.
D) é favorável – desnecessária.
A) - 60 V.
B) 50 V.
C) 60 V.
D) - 50 V.
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DADO: G = 10 M/S2
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A) 1,4 N.
B) 2,8 N.
C) 3,6 N.
D) 5,2 N.
GABARITO
I. Nas regiões próximas aos polos de um ímã natural, há maior concentração de linhas
de indução magnética do que em regiões mais afastadas;
I. Verdadeira
II. Falsa. Ao serrar o ímã transversalmente, novos polos serão criados e, assim, dois novos
ímãs surgirão.
III. Verdadeira
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Note que o sentido da corrente (convencional) é oposto ao sentido de movimento dos elétrons,
com isso, aplicando a regra da mão direita, o campo magnético será perpendicular ao plano da
circunferência, apontando para dentro do plano.
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A lei de Lenz nos diz que nesse caso, haverá um campo magnético gerado em oposição ao
movimento do ímã. Assim, uma força magnética contrária irá atuar. Assim, é preciso uma força
a favor do movimento do ímã para que este continue entrando na espira. Logo, há a
necessidade de realização de trabalho.
4. Durante um intervalo de tempo de duração igual a 5 x 10 - 2 s, uma espira percebe uma
redução de fluxo de 5 Wb para 2 Wb. A tensão média induzida na espira vale:
∆∅ (2-5)
e = V induzida = - = - = 60V
∆t 5x10 - 2
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Pelo fato de ter ocorrido uma redução do fluxo indutor, a tensão induzida é responsável por
criar fluxo induzido “a favor do indutor” (Lei de Lenz).
Como o próton penetra no campo com velocidade perpendicular ao campo magnético, a força
magnética será perpendicular à trajetória, gerando uma trajetória circular. Assim, o raio dessa
mv
trajetória é dado por R = qB
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6. Um condutor homogêneo de 1,0 kg está em posição horizontal, preso a dois fios
inextensíveis e isolantes. Em determinado instante, uma corrente de 2,0 A atravessa o
condutor continuamente. O condutor permanece na horizontal mesmo com a corrente
passando por ele. Sabendo que o campo magnético se encontra perpendicular ao plano
do condutor, no sentido de dentro para fora, e tem módulo constante igual 2 T, a tração
em cada fio é igual a:
Dado: g = 10 m/s2
Pela regra da mão direita, a força magnética no condutor é vertical e para baixo. Assim, como o
sistema está em equilíbrio, o somatório das forças para cima é igual ao somatório das forças
para baixo. Logo, chamando de P a força peso, Fm a força magnética, e T a força de tração em
cada fio, temos:
P + F m = 2T
mg + BiLsenθ = 2T
mg + BiL
senθ = 1 → T = 2
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10 + 2 · 2 · 0 , 10
T= ∴ T = 5, 2N
2
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste estudo de eletricidade e magnetismo, começamos apresentando pontos relacionados à
eletricidade. Passamos pelos conceitos de eletrostática, tais como carga elétrica, processos de
eletrização, força elétrica, campo elétrico e potencial elétrico e, em seguida, discutimos o
funcionamento de circuitos elétricos resistivos, ou seja, circuitos compostos por fontes de
tensão e resistores.
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AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
CALÇADA, C. S.; SAMPAIO, J. L. Física Clássica- Eletricidade. 2. ed. São
Paulo: Atual,
1998.
EXPLORE+
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Para saber mais sobre os assuntos explorados neste tema, assista ao vídeo:
CONTEUDISTA
Bruno Suarez Pompeo
CURRÍCULO LATTES
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