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Eletricidade e Magnetismo: Fundamentos e Aplicações

O documento discute os conceitos fundamentais da eletricidade e magnetismo, abordando tópicos como: 1) A história da eletricidade desde a Grécia Antiga; 2) Os conceitos de carga elétrica, atração e repulsão entre cargas; 3) A quantização da carga elétrica.

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Eletricidade e Magnetismo: Fundamentos e Aplicações

O documento discute os conceitos fundamentais da eletricidade e magnetismo, abordando tópicos como: 1) A história da eletricidade desde a Grécia Antiga; 2) Os conceitos de carga elétrica, atração e repulsão entre cargas; 3) A quantização da carga elétrica.

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DESCRIÇÃO

Estudo da eletricidade, do magnetismo e do eletromagnetismo através da eletrostática,


eletrodinâmica e eletromagnetismo.

PROPÓSITO
Discutir os principais conceitos relacionados à
eletricidade e apresentar as aplicações práticas,
em especial nas
engenharias, mostrando a importância de tais estudos e justificando a
razão
de tamanha importância desse campo na sociedade moderna.

OBJETIVOS

[Link] 1/145
MÓDULO 1

Registrar os processos de eletrização e conceitos de


eletrostática

MÓDULO 2

Reconhecer o funcionamento de circuitos elétricos


resistivos

MÓDULO 3

Identificar os conceitos e leis que regem o magnetismo e


o eletromagnetismo

MÓDULO 1

 Registrar os processos de eletrização e conceitos de eletrostática

INTRODUÇÃO
No que diz respeito aos fenômenos elétricos que ocorrem na natureza, somos levados ao ano
600 a.C., em que Tales de  Mileto, um
dos grandes sábios da Grécia Antiga, observou que, ao
atritar um determinado tipo de
material fóssil (o âmbar ) com tecidos ou pele de animal, este
atraía para si pequenos
pedaços de palha e pequenas penas de pássaros. A seguir, um
exemplo de âmbar.

[Link] 2/145

Imagem: [Link]

O âmbar é um tipo de resina fóssil constituído por um certo gênero de seiva vegetal
petrificada.
A palavra âmbar em grego é escrita como elektron, sendo daí
oriundas as palavras elétron e
eletricidade.

Por mais de 2000 anos, o estudo de fenômenos elétricos ficou restrito às observações de Tales
de Mileto, até que, em 1600, o físico e médico William Gilbert publica um livro no qual há
constatações quanto ao uso do âmbar com outros materiais.

Pouco mais de um século depois, por volta de 1730, o inglês Stephen Gray, através de seus
experimentos, chegou à conclusão de que essa propriedade de atrair ou repelir (conforme
veremos mais à frente) partículas também pode ser transferida de um corpo para o outro por
meio de contato­, visto que, até então, acreditava-se que tal propriedade de atração ou repulsão
só poderia ser obtida por meio de atrito.

Nesse mesmo período, Charles François Du Fay fez um experimento diferente, no qual,
inicialmente, uma fina folha de ouro era atraída por um bastão de vidro atritado e, ao encostar
esse bastão na folha, esta passava a se repelir.

[Link] 3/145

Imagem: [Link]

A gravura do século XVII, mostrada a seguir, apresenta o experimento de Stephen Gray, no


qual um menino preso por fios não condutores de eletricidade é eletrizado e, com isso, atrai
pequenos pedaços de papel.

Neste módulo, iremos estudar os fenômenos que ocorrem quando partículas estão
eletricamente carregadas e em repouso com relação a um determinado sistema de referência
inercial.

Começaremos a estudar eletricidade através do conceito básico


de carga elétrica.

Em seguida, discutiremos formas de carregar corpos


com carga elétrica, ou seja, eletrizá-
los.

A partir daí, estaremos aptos a estudar os efeitos


dessas cargas elétricas e os fenômenos
associados a elas,
como a eletricidade.

TALES DE  MILETO (546 A.C.)

[Link] 4/145
Foi um filósofo, matemático, engenheiro, homem de negócios e astrônomo da
Grécia
Antiga, considerado, por alguns, o primeiro filósofo ocidental. Tales
é apontado como um
dos sete sábios da Grécia Antiga.

WILLIAM GILBERT (1544-1603)

Foi um físico e médico inglês, pesquisador nos campos do magnetismo e


eletricidade.

STEPHEN GRAY (1666-1736)

Foi um físico e astrônomo amador inglês. Descobriu que era possível


transferir para
outros corpos a eletricidade produzida no vidro, por atrito,
através de um grupo de
materiais. Foi o descobridor da eletrização por
indução, preferencialmente observada em
corpos metálicos.

CHARLES FRANÇOIS DE CISTERNAY DU FAY


(1698-1739)

Foi um químico francês, descobridor europeu da eletricidade positiva e


negativa,
descrevendo pela primeira vez em termos de cargas elétricas a
existência de atração e
repulsão.

[Link] 5/145
CARGA ELÉTRICA
Os processos de atração e repulsão de corpos que foram apresentados na introdução deste
módulo se devem a uma propriedade que está diretamente ligada a duas partículas
elementares de um átomo: Os prótons e os elétrons.

Um átomo é basicamente constituído de um núcleo, onde encontramos os prótons e nêutrons


e, ao redor do núcleo, existe uma região denominada eletrosfera, onde movem-se outras
partículas denominadas elétrons.

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Conforme apresentado anteriormente no modelo atômico, vemos que os elétrons estão


constantemente ligados ao núcleo de algum modo.

Você sabe dizer o porquê?

Simples! Porque os opostos se atraem.

Existe uma propriedade associada tanto aos prótons quanto aos elétrons que permite que
estes não se separem. Essa propriedade é chamada de carga elétrica.

Por convenção, dizemos que os prótons possuem carga elétrica positiva e que os elétrons
possuem carga elétrica negativa.

[Link] 6/145
A figura, a seguir, mostra a representação de corpos carregados positiva e negativamente.

Imagem: [Link]

Conforme o experimento de Du Fay  nos mostra, cargas opostas se atraem e cargas iguais se
repelem. A partir desse resultado obtido experimentalmente, podemos apresentar o
primeiro
princípio da eletrostática: Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem
e cargas de sinais
opostos se atraem.

Imagem: [Link]

ALÉM DISSO, EM VALOR ABSOLUTO, AS CARGAS DO


PRÓTON E DO ELÉTRON SÃO
IGUAIS.
TAL VALOR É A CHAMADA CARGA ELEMENTAR,
REPRESENTADA PELA LETRA
E.

[Link] 7/145
CARGA ELEMENTAR (E)
A carga elementar recebe esse nome devido ao fato de não conseguirmos encontrar uma
quantidade menor de carga elétrica na natureza.

Além disso, todas as outras cargas são múltiplos inteiros dessa carga, ou seja, a carga elétrica
é uma grandeza quantizada.

A carga elementar apresenta um valor muito pequeno, sendo que este valor foi obtido (através
da experiência da gota de óleo) pela primeira vez pelo físico Robert Andrews Millikan e vale:

e = 1, 6  ×  10 - 19C


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Com isso e com as convenções adotadas, temos:

Carga do próton= + e = -1, 6 · 10 - 19 C

Carga do elétron= - e = -1, 6 · 10 - 19 C


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

ROBERT ANDREWS MILLIKAN (1868-1953)

Foi um físico experimental estadunidense. Recebeu o Nobel de Física de 1923


por
trabalhos sobre cargas elétricas elementares e o efeito fotoelétrico.

 IMPORTANTE

O nêutron não possui carga elétrica.

- e = -1, 6 · 10 - 19 C
[Link] 8/145

Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

COMO A CARGA ELÉTRICA DE UM CORPO É SEMPRE UM


MÚLTIPLO INTEIRO DA CARGA ELEMENTAR (QUANTIZAÇÃO),
ENTÃO SUA CARGA (Q) SERÁ SEMPRE DADA POR:
Q= ±N·E
A carga elétrica, bem como toda grandeza física, tem uma unidade de medida, sendo que a
partir do Sistema Internacional de Unidades (SI) utilizamos uma unidade derivada, chamada
Coulomb (C), em homenagem a Charles Augustin de Coulomb, que contribuiu muito para o
estudo de interações elétricas entre os corpos, conforme veremos mais à frente nesse módulo.

CHARLES AUGUSTIN DE COULOMB (1736-


1806)

Foi um físico francês, engenheiro de formação. Em 1783, publicou sete


tratados sobre
eletricidade e magnetismo, e outros sobre torção, atrito
entre sólidos etc.

PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DE CARGAS


ELÉTRICAS
A carga elétrica, assim como a massa, é algo próprio das partículas elementares, não
podendo
ser alterada, isto é, não se pode adicionar ou remover massa e/ou carga a essas
partículas.

Dessa forma, temos que a quantidade total de cargas contida em um determinado


conjunto de corpos é mantida sempre constante.

A partir daí, podemos enunciar o princípio da conservação de cargas:

[Link] 9/145
Em um sistema isolado, a soma algébrica das cargas positivas e negativas é
sempre constante.

SISTEMA ISOLADO

ENTENDE-SE COMO UM SISTEMA EM QUE NÃO HÁ


INTERAÇÃO COM DETERMINADO
MEIO EXTERIOR. ESSE
PRINCÍPIO NOS DIZ QUE, POR MAIS QUE HAJA TROCA DE
CARGAS ENTRE
CORPOS DENTRO DESSE SISTEMA
ISOLADO, A SOMA DELAS NÃO SERÁ ALTERADA.
Para exemplificar tal princípio, considere o sistema constituído por dois corpos A e B
quaisquer,
carregados. Inicialmente o corpo A tem carga +10C e o corpo B carga -6C.

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

A soma algébrica das cargas existentes nos 2 corpos vale:

∑  Q início  =  Q A   +  Q B  =   + 10 +( ) ( - 6 )  =   + 4C

Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Agora, suponha que de alguma forma, através de um processo qualquer, haja transferência
de
cargas entre eles. A soma final não poderá ser diferente de +4C, conforme ilustrado
abaixo:
[Link] 10/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

A soma algébrica das cargas existentes nos 2 corpos vale:

1
∑  Q final  =  Q A 1
  +  Q B  =  +5 + ( ) ( - 1 )  =   + 4C

Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

O que aconteceu, neste caso? Cargas positivas migraram para B, cargas negativas migraram
para A ou as duas coisas?

Em situações em que há transferência de cargas entre corpos, o fluxo sempre será de


cargas
negativas.

PARA FINS DIDÁTICOS, NO INTUITO DE FACILITAR A


COMPREENSÃO DE UM EVENTO, ALGUMAS VEZES PODE
SER DITO QUE CARGAS POSITIVAS MIGRARAM PARA
DETERMINADO LOCAL, NO ENTANTO ESSA AFIRMAÇÃO
ESTÁ FISICAMENTE EQUIVOCADA.

CONDUTORES E ISOLANTES

[Link] 11/145
Em determinados corpos, existe uma grande facilidade dos elétrons se movimentarem,
enquanto em outros eles estão mais fixos.

Os corpos em que os elétrons têm mais liberdade de


movimentação são chamados de
condutores elétricos.

Os corpos em que os elétrons têm menor mobilidade são


chamados de isolantes elétricos ou
dielétricos.

VOCÊ CONSEGUE EXEMPLIFICAR OS DOIS TIPOS?

Imagem: [Link]

Os metais costumam ser bons condutores elétricos.

[Link] 12/145

Imagem: [Link]

Já o ar, o vidro, a borracha, porcelana e algodão são exemplos de isolantes elétricos.

 IMPORTANTE

Corpo neutro, assim como qualquer corpo, possui cargas. No entanto, em um corpo neutro, a
quantidade de prótons é igual à quantidade de elétrons.

Imagem: [Link]

Veja agora uma das experiências realizadas por um importante cientista, sobre a natureza
elétrica dos raios:

[Link] 13/145
COMO SE FORMAM OS RAIOS?

Bem, a resposta simplificada sobre isso entra no conceito visto anteriormente de condutores e
isolantes. Como se sabe, o ar é um meio isolante, ou seja, não conduz eletricidade, contudo,
essa não condução de eletricidade não é ilimitada, pois o isolamento elétrico ocorre até um
certo ponto.

Imagem: [Link]

Ultrapassado esse limite, ocorre a chamada ruptura do dielétrico ou ruptura do isolante.


Iniciada essa ruptura do dielétrico do ar, observamos esse fenômeno de descarga atmosférica,

[Link] 14/145
ou raios, como são popularmente conhecidos.

Sabendo o que é eletrização, vamos ao que interessa na prática.

Como conseguimos eletrizar um corpo?

EXISTEM TRÊS DIFERENTES PROCESSOS PARA ISSO.

PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO
Primeiramente, o que é eletrização? Você consegue explicar com base no que já falamos
sobre
cargas elétricas?

Eletrização é o processo pelo qual um corpo neutro passa a ficar carregado, ou seja, ter
mais
prótons que elétrons (carga positiva) ou ter mais elétrons do que prótons (carga
negativa).

Mas, o que seria um corpo neutro?

Ora, um corpo neutro é aquele que possui quantidades iguais de prótons e


elétrons.

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

 IMPORTANTE

[Link] 15/145
Tanto os condutores quanto os isolantes podem adquirir carga elétrica, porém, no caso do
isolante, a carga elétrica adquirida não sai da posição em que ela foi colocada. Já nos
condutores, a carga elétrica tende a se distribuir por toda a superfície.

Podemos dizer que é o processo de eletrização mais antigo que se tem conhecimento.

Ele data dos estudos com o âmbar, feitos por Tales de Mileto no século VI a.C. (já falamos dele
aqui, lembra?).

Como o próprio nome diz, esse processo baseia-se em atritar dois corpos neutros ─ feitos de
diferentes materiais ─ e com isso haverá transferência de elétrons de um corpo para o outro.

E precisam ser neutros?

Sim, pois se um dos corpos estiver carregado, irá ocorrer a transferência de carga de um
para
o outro, valendo, assim, a conservação de cargas entre eles.

APÓS ATRITARMOS OS CORPOS, ESTES APRESENTARÃO


CARGAS DE MESMO MÓDULO E SINAIS OPOSTOS.

A figura a seguir indica exemplos de eletrização por atrito.

Imagem: [Link] Adaptado por Liandro Ribeiro

[Link] 16/145
O QUE É EBONITE?

EBONITE NADA MAIS É DO QUE UMA BORRACHA COM


EXCESSO DE ENXOFRE QUE É OBTIDA ATRAVÉS DE UM
PROCESSO QUÍMICO DENOMINADO VULCANIZAÇÃO, SENDO
USADO EM CABOS DE PANELA E INVÓLUCROS DE
INTERRUPTORES E TOMADAS.


SAIBA MAIS

Série triboelétrica - Chama-se série triboelétrica a tabela que apresenta de modo ordenado os
materiais que, quando atritados, ficam carregados positivamente e os que ficam negativamente
carregados.

A tabela, a seguir, mostra a relação de elementos que, ao serem atritados, ficam carregados
positivamente e quais ficam carregados negativamente.

Ao atritarmos algodão com pele de coelho: Como o algodão está mais abaixo da tabela
quando comparado com a pele de coelho, o algodão fica negativamente eletrizado, e por
consequência, a pele de coelho fica positivamente eletrizada.

Ao atritarmos lã com plástico: Como a lã está mais acima da tabela, após atritar, vemos que
a lã fica eletrizada positivamente e o plástico negativamente, visto que está mais abaixo na
tabela.

[Link] 17/145

Imagem: [Link]

 VOCÊ SABIA

O termo triboeletrização significa eletrização por atrito, advindo daí o nome da tabela.

ELETRIZAÇÃO POR CONTATO

Ao se colocar dois ou mais condutores em contato, estando pelo menos um deles eletrizado,
ocorre uma transferência de elétrons entre eles, fazendo valer, assim, o princípio de
conservação de cargas.

[Link] 18/145

Imagem: [Link]

Ao analisarmos a figura apresentada, em (a) temos um corpo carregado negativamente e um


corpo neutro. Em seguida, em (b), os corpos são postos em contato, havendo, assim, um
fluxo
de elétrons para o corpo neutro. Por fim, ao separarmos os corpos em (c), ambos
estão
carregados, sendo o somatório das cargas em (a) igual à soma das cargas dos dois
corpos em
(c).

 IMPORTANTE

Embora esteja fora do contexto desse módulo, vale ressaltar que a carga adquirida por cada
um dos corpos depende diretamente da sua geometria e de uma propriedade denominada
capacitância. Se os corpos forem idênticos, as cargas ficarão igualmente distribuídas, ou seja,
cada um ficará com metade da carga inicial do corpo eletrizado.

ELETRIZAÇÃO POR INDUÇÃO

Antes de falarmos sobre o processo de eletrização por indução, é importante que seja
conhecido o processo de aterramento, também chamado de ligação com a terra.

LIGAÇÃO COM A TERRA (ATERRAMENTO)

[Link] 19/145
Conforme veremos mais à frente quando tratarmos de potencial elétrico, ao ligarmos um
condutor carregado a terra, esse se neutraliza. Vejamos alguns exemplos:

ATERRAMENTO DE UM CORPO CARREGADO


POSITIVAMENTE

Fonte: Livro Tópicos de Física – Vol. 3 Gualter, Newton, Helou Ed. Saraiva - 2007

Conforme a figura apresentada, caso o condutor tenha mais prótons que elétrons (carregado
positivamente), ao ser ligado a terra, receberá um fluxo de elétrons suficiente para neutralizá-
lo.

ATERRAMENTO DE UM CORPO CARREGADO


NEGATIVAMENTE

[Link] 20/145

Fonte: Livro Tópicos de Física – Vol. 3 Gualter, Newton, Helou Ed. Saraiva - 2007

Já nesse caso, como o corpo está carregado negativamente (ou seja, mais elétrons que
prótons), irá ocorrer um fluxo de elétrons para a terra suficiente para neutralizá-lo.

Qual a aplicação disso?

O processo de aterramento é de suma importância em atividades cotidianas. Por exemplo:

No processo de abastecimento, aviões são conectados a terra para que possíveis cargas
existentes em sua carcaça metálica externa sejam escoadas, evitando, assim, pequenas
descargas elétricas que poderiam levar a uma explosão do combustível que está sendo
depositado nos tanques.

[Link] 21/145

Imagem: [Link]

Imagem: [Link]

Em caminhões que transportam combustíveis para os postos de gasolina, antes de


iniciar o
descarregamento do combustível no tanque do posto, o terminal da mangueira
(que é metálico)
é encaixado na boca (também metálica) do tanque.

[Link] 22/145
Como o caminhão estava em movimento, sua parte externa se eletriza devido ao atrito
com o
ar (eletrização por atrito).

Dessa forma, há necessidade de se fazer um aterramento desse reservatório. Somente


após
esta operação (medida de segurança) é realizado o abastecimento do posto, para
evitar uma
possível explosão.

Sabendo agora o que é aterramento, podemos voltar ao processo de eletrização por indução.

Este processo ocorre quando aproximamos um condutor eletricamente carregado (chamado de


indutor) a um condutor neutro (induzido), provocando uma redistribuição de suas cargas.

Após isso, se quisermos que o corpo neutro passe a ficar carregado, basta fazer uma ligação
deste com a terra (aterramento). Com isso, iremos deixar o corpo induzido carregado com sinal
oposto ao do indutor.

Analisando detalhadamente, temos que, em (1), ao aproximarmos o corpo A (carregado


positivamente) do corpo B (inicialmente neutro), este irá formar dois centros de carga em B, um
negativo (mais próximo de A) por atração e outro positivo do outro lado, causado pela repulsão.

Imagem: [Link]

Em (2), ao ligarmos o condutor B a terra, as cargas que estão sendo atraídas não serão
capazes de interagir com a terra (há uma forte ligação entre elas e as cargas no corpo
A). Já

[Link] 23/145
as cargas positivas, repelidas por A (à direita de B), interagirão com a terra,
neutralizando essa
parte do corpo B.

Em (3), após retirar a ligação de B com a terra, ocorre o afastamento do indutor. Por
fim, em
(4), temos o condutor B induzido negativamente.

A mesma ideia vale se o indutor estiver negativamente carregado.

FORÇA ELÉTRICA
Se você chegou até aqui e entendeu perfeitamente os conceitos abordados, chegou a hora de
entender como as cargas se atraem ou se repelem. Dando continuidade ao módulo, falaremos
agora de força elétrica, que está diretamente relacionada com a lei de Coulomb.

LEI DE COULOMB

Em 1785, Charles Augustin Coulomb realizou seu experimento com uma balança de torção
cujo objetivo era bem definido: Obter a lei que rege a força entre partículas eletricamente
carregadas.

A figura ilustra um exemplo de balança de torção utilizada por Coulomb para determinar a lei
de interação entre cargas elétricas.

[Link] 24/145

Imagem: [Link]
 Balança de Torção de Coulomb, C.A, de Coulomb, 1925. Bcoulomb

Imagem: [Link]
 Esquema do Experimento (NUSSENZVEIG, 2015).

ESSE INSTRUMENTO DE MEDIÇÃO FOI CRIADO POR


COULOMB E POR JOHN
MITCHELL (SENDO UTILIZADO
[Link] 25/145
POSTERIORMENTE POR CAVENDISH PARA OBTER A
CONSTANTE DA
GRAVITAÇÃO UNIVERSAL.
O INSTRUMENTO É COMPOSTO POR UMA HASTE ISOLANTE
COM DUAS PEQUENAS
ESFERAS METÁLICAS NAS PONTAS,
SENDO SUSPENSA POR UM FIO FINO QUE ESTÁ LIGADO A
UM
PONTEIRO, QUE POR MEIO DO TORQUE (MOMENTO)
REALIZADO PELA INTERAÇÃO ENTRE AS CARGAS FAZ
COM
QUE ESTA HASTE GIRE. A PARTIR DA INDICAÇÃO ANGULAR
DADA PELO PONTEIRO, COULOMB FOI
CAPAZ DE OBTER A
FORÇA DE INTERAÇÃO ENTRE AS CARGAS ELÉTRICAS.
CONFORME O ESQUEMA VISTO,
UMA DAS ESFERAS É
CARREGADA COM CARGA Q1 E APROXIMA-SE DELA UMA
CARGA Q2, SITUADA SOBRE
O CÍRCULO GERADO PELA
ROTAÇÃO DA HASTE EM TORNO DO EIXO.
O RESULTADO DESSE EXPERIMENTO GARANTIU O
ENUNCIADO QUANTITATIVO DA
LEI DE COULOMB (1785), QUE
DIZIA QUE A FORÇA DE INTERAÇÃO ENTRE DUAS
PARTÍCULAS
ELETRIZADAS É DIRETAMENTE
PROPORCIONAL AO MÓDULO DO PRODUTO DAS CARGAS
ELÉTRICAS E
INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO
QUADRADO DA DISTÂNCIA ENTRE AS DUAS PARTÍCULAS.
Em outras palavras, sendo Q e q as cargas das partículas e d a distância entre elas, a
força
eletrostática (de ação ou repulsão) é dada por:
Q·q
F eletrica   =  K 
d2


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Em que K é uma constante de proporcionalidade, que depende do meio em que as cargas


estão situadas. No vácuo, K  ≅  9 ,  0 .  10 9   N m 2 / C 2

 IMPORTANTE
[Link] 26/145
Pela 3ª Lei de Newton, as forças que atuam em Q e q têm a mesma intensidade, a mesma
direção e sentidos opostos e constituem um par ação e reação.

Graficamente, temos que a força elétrica em função da distância é dada por um gráfico como
este:

Imagem: [Link]

Vale lembrar que cargas de mesmo sinal criarão forças de repulsão e cargas de sinais
contrários criarão forças de atração.

CAMPO ELÉTRICO
Anteriormente, vimos a força de natureza eletrostática existente entre duas partículas
carregadas. Consideramos que se trata de uma força de ação a distância, ou seja, as cargas
não estão em contato e mesmo assim há força.

MAS O QUE É UMA FORÇA DE AÇÃO A DISTÂNCIA?

[Link] 27/145
FORÇA DE AÇÃO A DISTÂNCIA

É uma força existente mesmo quando não ocorre contato entre corpos, sendo causada pela
ação de um campo de força. Campo foi definido por Albert Einstein como uma alteração das
características do ambiente, seja pela presença de uma massa (gravidade ou campo
gravitacional), de uma carga elétrica, e conforme veremos futuramente, também por ação
magnética. Porém, o que nos interessa no momento é a ação causada por uma carga elétrica,
e consequentemente, campo elétrico.

ALBERT EINSTEIN (1879-1955)

Físico teórico alemão que desenvolveu a Teoria da Relatividade Geral, um dos


pilares da
Física moderna ao lado da Mecânica Quântica.

O CAMPO ELÉTRICO É UMA GRANDEZA VETORIAL GERADA


POR UMA CARGA QUALQUER NO ESPAÇO.
Como conseguimos descobrir se existe um campo elétrico em uma dada região?

A RESPOSTA É SIMPLES. USAMOS UMA CARGA DE PROVA.


SE HOUVER CAMPO ELÉTRICO NA REGIÃO, A CARGA
FICARÁ SUJEITA À AÇÃO DE UMA FORÇA ELÉTRICA.

Seja P um ponto do espaço em que existe um campo elétrico.

Neste ponto, não existe inicialmente nenhuma carga elétrica.

Ao colocarmos uma carga de prova q nesse ponto do espaço, sobre esta carga irá agir uma

força elétrica F

Fazendo o mesmo experimento com cargas diferentes, serão observadas forças de


intensidades diferentes e sentidos iguais ou contrários ao da carga anterior, dependendo
do
sinal da carga e da quantidade de carga contida nela.

[Link] 28/145
A razão entre os vetores força e os módulos das cargas nos fornece uma grandeza vetorial
que
tem sempre a direção da força. A essa grandeza damos o nome de vetor campo
elétrico.

~
F
Assim, podemos definir o campo elétrico como Ẽ = q

E sua unidade, no SI, é dada por N/C.

DIREÇÃO E SENTIDO DO VETOR CAMPO


ELÉTRICO
→ →
Com base na definição de campo, podemos escrever que: F = q · E

Ou seja, o vetor Força é dado pelo produto de um número real (carga elétrica) e um vetor
(campo elétrico), logo, é fácil concluir que Ẽ tem mesma direção que F̃

Para uma carga puntiforme (dimensões muito pequenas), podemos achar o campo gerado por
elas usando a lei de Coulomb, ou seja:

|Q| · |q| |Q|


F elétrica = K   = E. |q| ⇒ E = K
d2 d2


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Graficamente, temos que:

Quanto ao sentido, existem duas possibilidades:


(i)q>0 ⇒ E e F̃ têm mesmo sentido.


(i)q < 0 ⇒ E e F̃ têm sentidos opostos.

Imagem: [Link]

Ficou difícil de entender? Vamos dar uma olhada na figura a seguir:

[Link] 29/145

Imagem: [Link]

Com base no que vimos na figura, temos que, ao inserirmos uma carga positiva no espaço, o
vetor campo elétrico sempre aponta para fora dessa carga geradora de campo. De forma
semelhante, podemos concluir que o sentido do campo gerado por uma carga negativa sempre
aponta para a carga. Em outras palavras, se a carga geradora Q for positiva, o vetor campo é
de afastamento, e se a carga geradora Q for negativa, o vetor campo é de aproximação.
Entendendo isso, podemos definir outro conceito, chamado de linhas de força.

LINHAS DE FORÇA

Linhas de força são linhas que definem o campo elétrico em uma região, ou seja, o vetor
campo elétrico é sempre tangente a essas linhas. Elas são usadas para indicar que em
determinada região do espaço existe um campo elétrico e de que forma ele é definido.

[Link] 30/145

Imagem: [Link]

Cargas puntiformes, positivas e negativas, geram linhas de força conforme mostrado a seguir,
respectivamente.

Imagem: [Link]

E continua valendo a regra:

Caso a carga geradora Q seja positiva, o vetor campo é de afastamento e caso a carga
geradora Q seja negativa, o vetor campo é de aproximação.

Observe que, para dois corpos carregados, ocorre uma interação entre as linhas de força
geradas por cada carga elétrica:

[Link] 31/145

Imagem:[Link]

Para o caso de cargas de mesmo sinal, temos que:

Imagem:[Link]

 IMPORTANTE

Duas linhas de força nunca se cruzam, pois se isso ocorresse, nós teríamos dois vetores
campo elétrico em um mesmo ponto, gerando uma resultante vetorial. Essa resultante
acarretaria a existência de uma terceira linha de força, o que não está condizente com a
realidade.

Ao serem estabelecidas as condições de equilíbrio em um condutor, uma das propriedades


mais importantes está no fato de que no interior de um condutor em equilíbrio eletrostático, o
campo elétrico em seu interior é nulo. Como exemplo prático temos a blindagem eletrostática,
conforme o experimento de Faraday, chamado Gaiola de Faraday.

[Link] 32/145

SAIBA MAIS

Linhas de força e campo elétrico: Pesquise na internet sobre o experimento que mostra as
linhas de força em um campo elétrico gerado.

GAIOLA DE FARADAY
Michael Faraday (1791-1867) foi um físico e químico inglês, que estabeleceu diversas leis,
como o processo de decomposição química por eletrização, a chamada eletrólise, além de
diversos outros conceitos, como o de campo elétrico e campo magnético.

Imagem: [Link]

No ano de 1836, com o objetivo de provar na prática que o campo elétrico no interior de um
condutor eletrizado é nulo, Faraday construiu uma grande caixa com telas metálicas e fez com
que ela não tivesse nenhum contato elétrico com a terra, de forma a impedir fluxo de elétrons
entre a caixa e o solo.

Levando consigo diversos dispositivos de detecção de campo elétrico, permitiu que seus
assistentes eletrizassem a caixa com uma carga de altíssima magnitude.
[Link] 33/145

Imagem: [Link]

O resultado obtido por ele foi que nenhum dos seus aparatos de medição indicou a presença
de campo elétrico no interior da caixa. Faraday, ao sair da caixa, afirmou que embora a caixa
estivesse eletricamente carregada, não sentiu nada, provando, assim, a blindagem
eletrostática.

A Gaiola de Faraday possui diversas aplicações práticas, dentre elas o aparelho de micro-
ondas, por exemplo, que apresenta seu interior revestido de forma apropriada. Esse
revestimento possibilita que as ondas eletromagnéticas de aquecimento permaneçam no
interior.

[Link] 34/145

Imagem: [Link]

Imagem: [Link]

Outro exemplo que também pode ser dado são os veículos automotivos, pois em diversas
situações eles se comportam como uma Gaiola de Faraday, criando um isolamento elétrico em
seu interior.

[Link] 35/145
CAMPO ELÉTRICO UNIFORME

Dizemos que um campo elétrico é uniforme quando em todos os pontos do espaço o campo
elétrico possui a mesma intensidade, mesma direção e mesmo sentido, e suas linhas de força
são dadas por:

Imagem: [Link]

GERALMENTE, CAMPOS ELÉTRICOS UNIFORMES SÃO


PRODUZIDOS POR DISTRIBUIÇÕES INFINITAS DE CARGA,
COMO NOS PLANOS INFINITOS CARREGADOS E NO
INTERIOR DE FIOS CONDUTORES DE ELETRICIDADE POR
MEIO DE CORRENTE ELÉTRICA CONTÍNUA, CONFORME
SERÁ VISTO NO MÓDULO SEGUINTE– ELETRODINÂMICA.

POTENCIAL ELÉTRICO

Suponha dois corpos carregados eletricamente com cargas distintas. Independentemente do


sinal destas, ao colocá-las em contato, ocorrerá um fluxo de elétrons entre elas, até que se
estabeleça o equilíbrio.

Nesse ponto, você pode se perguntar: O que garante o início e o término desse processo de
troca de cargas? Para responder, veremos o conceito de potencial elétrico.

[Link] 36/145
Podemos dizer que o potencial elétrico está associado à capacidade que um corpo carregado
tem de atrair ou repelir outras cargas elétricas. No próximo módulo– eletrodinâmica–
discutiremos o conceito de diferença de potencial (ddp) ou tensão elétrica, ou voltagem, como
é popularmente conhecida.

QUANDO O EQUILÍBRIO DE UM SISTEMA DE DOIS OU MAIS


CORPOS SE ESTABELECE, DIZEMOS QUE OS POTENCIAIS
ELÉTRICOS DE TODOS OS CORPOS SE IGUALARAM, OU
SEJA, A DIFERENÇA DE POTENCIAL ENTRE ELES É NULA.

 IMPORTANTE

Na Física, toda vez que for citada a palavra Potencial de alguma outra grandeza, significa que
tal grandeza está diretamente relacionada a algum tipo de posição. Neste caso, é de um ponto
do espaço relacionado à presença de uma ou mais cargas elétricas.

POTENCIAL ELÉTRICO COULOMBIANO

Considere a figura a seguir, em que uma carga pontual Q se encontra a uma distância de um
dado ponto P.

Q
Dizemos que a carga Q gera no ponto P um potencial dado por: V  =  K  d

[Link] 37/145

Imagem: [Link]

E sua unidade de medida de potencial elétrico é Nm/C ou V (volt), em homenagem ao físico


Alessandro Volta,
que dedicou grande parte de sua vida ao estudo da eletricidade,
construindo a primeira
bateria elétrica, utilizando zinco e prata.

Uma observação importante é que, para o potencial elétrico, usamos o valor da carga
levando
em conta o seu sinal. Ou seja, se a carga for negativa, gera um potencial
negativo. Potencial
elétrico, diferentemente de campo elétrico e força elétrica, não é
uma grandeza vetorial!

Como podemos ver, o potencial depende do inverso da distância, logo, graficamente, a


figura
formada é a chamada hipérbole equilátera.

[Link] 38/145

Imagem: [Link]

ALESSANDRO GIUSEPPE ANTONIO


ANASTASIO
VOLTA (1745-1827)

Foi um químico, físico e pioneiro da eletricidade e da potência, creditado


como o inventor
da pilha voltaica e o descobridor do metano.

 IMPORTANTE

O potencial elétrico é considerado zero somente quando a distância for muito grande, em
outras palavras, infinita

[Link] 39/145
POTENCIAL CRIADO POR UM CONJUNTO DE
PARTÍCULAS (PRINCÍPIO DA SUPERPOSIÇÃO)

Segundo um conjunto com mais de uma carga elétrica, dizemos que o potencial gerado pelas
cargas em um determinado ponto do espaço é dado pela soma dos potenciais gerados por
cada carga individualmente naquele ponto.

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

O potencial gerado no ponto P é dado por:


Q1 Q2 Q3
VP = V1 + V2 + V3 = K +K +K
d1 d2 d3


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

E se fossem mais cargas? Trata-se da mesma ideia, e teríamos:

Q1 Q2 Q3
V P = V 1 + V 2 + V 3 + . . . + V n = K d + K d2 + K d3 + . . . K d n ≥ 2
1 n
Qn

( )

Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Esse é o chamado princípio da superposição e pode ser usado também para encontrar um
campo elétrico em determinado ponto do espaço causado por diversas cargas (só lembrando
[Link] 40/145
que, no caso do campo elétrico, a soma é vetorial).

REGIÕES EQUIPOTENCIAIS

São regiões do espaço que possuem mesmo valor de potencial elétrico.

Veja abaixo alguns exemplos de regiões equipotenciais:

1) A equipotencial gerada por uma única carga é uma superfície esférica:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

2) As equipotenciais geradas por um conjunto de duas cargas:

[Link] 41/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

(i) Equipotenciais geradas por linhas de campo elétrico uniforme:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

 IMPORTANTE

Podemos citar algumas propriedades interessantes do potencial elétrico:

O sentido do campo elétrico é o mesmo sentido dos potenciais decrescentes, ou seja, ao


longo de uma linha de força e no sentido dela, o potencial elétrico decresce.

As superfícies equipotenciais são sempre perpendiculares às linhas de campo.


Consequentemente, são perpendiculares ao vetor campo elétrico em qualquer ponto.

[Link] 42/145
RELAÇÃO ENTRE CAMPO ELÉTRICO UNIFORME
E DIFERENÇA DE POTENCIAL ELÉTRICO

A diferença de potencial entre dois pontos A e B, separados por uma distância d é dada por
VAB=VA-VB

Note que, conforme a figura a seguir ilustra, o ponto A é o ponto inicial e B é o ponto
de
destino.

A diferença de potencial, que a partir de agora será denotada por ddp, não é uma
variação.

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Podemos, então, estabelecer que a ddp entre dois pontos A e B em um campo elétrico
uniforme é:

V AB = V A - V B = E. d


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

[Link] 43/145
Em que E é o módulo do vetor campo elétrico e d é a distância entre os pontos A e B.
Para fins
de aplicação do potencial elétrico, o mais comum está relacionado à diferença
de potencial
entre dois pontos de um condutor. Sendo que, por meio da ddp, faz-se com
que as cargas
elétricas no condutor se movimentem de forma ordenada, conduzindo, assim,
eletricidade para
os aparelhos.

Um exemplo prático que ocorre está na atitude dos pássaros em ficarem pousados no meio de
fios de alta tensão da rede elétrica sem tomar um choque. Como a distância entre as suas
patas é muito pequena, estabelece-se ali uma ddp entre elas e tal ddp não é suficiente
para
que o pássaro seja morto eletrocutado.

Além disso, como o pássaro só está encostado no próprio fio (não está tocando em nenhum
outro objeto), não existe ddp para ele tomar um choque. A figura, a seguir, mostra um
esquema
do que acontece com um pássaro pousado em uma linha energizada eletricamente.

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

TEORIA NA PRÁTICA

[Link] 44/145
VERIFICANDO O APRENDIZADO

1. (FATEC-SP) UM BASTÃO PODE SER ELETRIZADO EM UMA DE SUAS


EXTREMIDADES E PERMANECER NEUTRO NA OUTRA EXTREMIDADE.
ISTO SERÁ POSSÍVEL QUANDO O BASTÃO:

A) For de metal.

B) For de material não condutor elétrico.

C) For de metal, mas muito comprido.

D) For de metal, mas receber pequena quantidade de carga.

2. SUPONHA QUE VOCÊ TENHA ATRITADO UM BASTÃO DE PLÁSTICO


SOBRE UM PANO DE SEDA FORTEMENTE. A SEDA ELETRIZOU-SE
POSITIVAMENTE. A SEGUIR, VOCÊ APROXIMOU O BASTÃO A UM
ELETROSCÓPIO DE FOLHAS, SEM TOCÁ-LO. A FIGURA, A SEGUIR,
APRESENTA UM MODELO DE ELETROSCÓPIO DE FOLHAS. AS FOLHAS
DE ALUMÍNIO SÃO CONECTADAS A ESFERA CONDUTORA POR MEIO DE
UM MATERIAL CONDUTOR.

COM BASE NO QUE FOI INFORMADO, PODEMOS AFIRMAR QUE

[Link] 45/145
ENQUANTO O BASTÃO TIVER PRÓXIMO DO ELETROSCÓPIO, A CARGA
NA ESFERA CONDUTORA SERÁ:

A) Positiva.

B) Negativa.

C) Nula.

D) Uma distribuição não uniforme de cargas positivas e negativas.

3. DUAS CARGAS PUNTIFORMES Q 1 = 5. 10 - 6C   E    Q 2 = 12. 10 - 6C


ESTÃO SEPARADAS POR UMA DISTÂNCIA DE 6 METROS UMA DA
OUTRA.

SENDO K = 9, 0. 10 9 N. M 2 / C 2 A CONSTANTE ELETROSTÁTICA DO


VÁCUO, A FORÇA DE INTERAÇÃO ENTRE AS PARTÍCULAS É DE:

A) repulsão, com módulo igual a 0,015 N.

B) repulsão, com módulo igual a 0,030 N.


[Link] 46/145
C) atração, com módulo igual a 0,015 N.

D) atração, com módulo igual a 0,030 N.

4. NA FIGURA, TEM-SE UM TRIANGULO EQUILÁTERO DE LADOS IGUAIS


A 3,0 M. NOS VÉRTICES A E B FORAM FIXADAS CARGAS ELÉTRICAS DE
5,0.10-6C E -5,0.10-6C, RESPECTIVAMENTE. É DADO QUE A CONSTANTE
ELETROSTÁTICA DO MEIO VALE 9,0.109 N.M²/C².

COM BASE NAS INFORMAÇÕES DADAS, PODEMOS AFIRMAR QUE A


INTENSIDADE DO CAMPO ELÉTRICO, EM N/C, NO VÉRTICE C E O
POTENCIAL ELÉTRICO RESULTANTE, EM VOLTS, NO PONTO C VALEM,
RESPECTIVAMENTE:

A) 5,0 x 103 N/C , 0 V.

B) 1,0 x 104 N/C , 3,0 x 104 V.

C) 5,0 x 103 N/C , 3,0 x 104 V.

[Link] 47/145
D) 1,0 x 104 N/C , 0 V.

5. NO VÁCUO ESTÃO SITUADAS DUAS CARGAS A E B, QUE VALEM,


RESPECTIVAMENTE, C 16.10-9C E 3.10-9C. A POSIÇÃO DAS CARGAS, É
APRESENTADA NO DIAGRAMA A SEGUIR. COM BASE NESSAS
INFORMAÇÕES, O CAMPO ELÉTRICO NO PONTO C TEM MÓDULO IGUAL
A:

DADO: CONSTANTE ELETROSTÁTICA DO VÁCUO: K=9,0.109 NM2/C2

A) 3500 N/C.

B) 4000 N/C.

C) 4500 N/C.

D) 5000 N/C.

[Link] 48/145
6. TÊM-SE TRÊS ESFERAS METÁLICAS IDÊNTICAS, A, B E C. NO INÍCIO,
A ESFERA A ESTAVA CARREGADA COM CARGA Q DESCONHECIDA,
ENQUANTO B E C ESTAVAM ELETRICAMENTE NEUTRAS. APÓS OS
CONTATOS DE A COM B E DE A COM C, VERIFICOU-SE QUE C ADQUIRIU
CARGA NEGATIVA DE - 3ΜC.
COM BASE NISSO, PODEMOS AFIRMAR
QUE A CARGA INICIAL DE A E A CARGA FINAL DE B VALEM,
RESPECTIVAMENTE:

A) -6 µC e -12 µC.

B) -1,5 µC e -3 µC.

C) -12 µC e -6 µC.

D) -4 µC e -8 µC.

GABARITO

1. (FATEC-SP) Um bastão pode ser eletrizado em uma de suas extremidades e


permanecer neutro na outra extremidade. Isto será possível quando o bastão:

A alternativa "B " está correta.

Visto que a carga elétrica se concentra somente em uma parte do bastão, trata-se de um
bastão feito de material isolante.

Caso o bastão fosse condutor, a carga se distribuiria por toda a sua extensão.

2. Suponha que você tenha atritado um bastão de plástico sobre um pano de seda
fortemente. A seda eletrizou-se positivamente. A seguir, você aproximou o bastão a um
eletroscópio de folhas, sem tocá-lo. A figura, a seguir, apresenta um modelo de
eletroscópio de folhas. As folhas de alumínio são conectadas a esfera condutora por
meio de um material condutor.

Com base no que foi informado, podemos afirmar que enquanto o bastão tiver próximo

[Link] 49/145
do eletroscópio, a carga na esfera condutora será:

A alternativa "A " está correta.

No processo de eletrização por atrito entre dois corpos, ao final do processo, os corpos ficam
carregados com cargas de sinais opostos. Como a seda ficou carregada positivamente, o
bastão ficou carregado negativamente. Ao aproximarmos o bastão do eletroscópio, temos a
seguinte configuração:

[Link] 50/145

Nesta aproximação do bastão negativamente carregado, ocorre um fluxo de elétrons para as


folhas (repulsão), e, assim, a esfera condutora localizada na parte superior do eletroscópio
passa a ficar carregada positivamente.

3. Duas cargas puntiformes q 1 = 5. 10 - 6C   e    q 2 = 12. 10 - 6C estão separadas por uma


distância de 6 metros uma da outra.

Sendo K = 9, 0. 10 9 N. m 2 / C 2 a constante eletrostática do vácuo, a força de interação


entre as partículas é de:

A alternativa "A " está correta.

Como se trata de duas cargas de mesmo sinal, as duas cargas se repelem.

Da lei de Coulomb, temos que:

[Link] 51/145

4. Na figura, tem-se um triangulo equilátero de lados iguais a 3,0 m. Nos vértices A e B

foram fixadas cargas elétricas de 5,0.10-6C e -5,0.10-6C, respectivamente. É dado que a

constante eletrostática do meio vale 9,0.109 N.m²/C².

Com base nas informações dadas, podemos afirmar que a intensidade do campo
elétrico, em N/C, no vértice C e o potencial elétrico resultante, em volts, no ponto C
valem, respectivamente:

A alternativa "A " está correta.

[Link] 52/145
Primeiramente, vamos calcular os campos elétricos criados individualmente pelas cargas A e
B:

Agora, vetorialmente temos que:

Para calcularmos a resultante em C, aplicando a lei dos cossenos:

[Link] 53/145

Agora, para o cálculo do potencial em C, podemos utilizar o princípio da superposição, ou seja,


o potencial no ponto C é o potencial que a carga A gera em C somado algebricamente com o
potencial que a carga B gera em C (lembre-se de que potencial não é uma grandeza vetorial).
Assim:

Ou seja, o potencial em C devido à q1 e q2 é nulo.

5. No vácuo estão situadas duas cargas A e B, que valem, respectivamente, c 16.10-9C e

3.10-9C. A posição das cargas, é apresentada no diagrama a seguir. Com base nessas
informações, o campo elétrico no ponto C tem módulo igual a:

[Link] 54/145

Dado: Constante eletrostática do vácuo: K=9,0.109 Nm2/C2

A alternativa "C " está correta.

Primeiramente, vamos calcular os campos elétricos criados individualmente pelas cargas A e


B:

[Link] 55/145

O campo elétrico resultante, pelo teorema de Pitágoras, é dado por:

6. Têm-se três esferas metálicas idênticas, A, B e C. No início, a esfera A estava


carregada com carga Q desconhecida, enquanto B e C estavam eletricamente neutras.
Após os contatos de A com B e de A com C, verificou-se que C adquiriu carga negativa

[Link] 56/145
de - 3μC.
Com base nisso, podemos afirmar que a carga inicial de A e a carga final de B
valem, respectivamente:

A alternativa "C " está correta.

Seja Q a carga da esfera A.


Como as esferas são idênticas, temos pela conservação de
cargas:

q A + q B + q C = q A' + q B' + q C'

0+Q Q
Contato entre A e B: q A' = q B' = 2
= 2

0+Q Q
Contato entre A e B: q A' = q B' = 2
= 2
Q
0+ 2 Q
a) Contato entre A e C:q A' = q C' = 2
= 4 = - 3μC → Q = - 12μC

Q
b) A carga de B é dada por: q B = 2 → q B = - 6μC

MÓDULO 2

 Reconhecer o funcionamento de circuitos elétricos resistivos

Conforme apresentado no módulo anterior, os condutores são constituídos de elétrons que


possuem alta mobilidade ao longo da sua extensão. No entanto, caso não seja estabelecido
um campo elétrico em seu interior, o movimento dos elétrons será aleatório.

Tal configuração constitui o chamado equilíbrio eletrostático, conforme mostrado ao lado.

[Link] 57/145
A partir do momento em que um campo elétrico é aplicado entre os terminais desse mesmo
condutor, os elétrons passam a se mover na mesma direção e sentido, conforme a figura.

Imagem: [Link]

Esse campo elétrico é o que dá origem à chamada diferença de potencial (ddp), levando os
elétrons a se movimentarem de forma ordenada, dando origem à chamada corrente elétrica,
conforme veremos mais à frente. O estudo dos elétrons em movimento ordenado no interior de
um condutor, sua corrente elétrica e ddp constituem o estudo da eletrodinâmica.

AS APLICAÇÕES DA ELETRODINÂMICA SÃO DIVERSAS E DE


GRANDE IMPORTÂNCIA NO COTIDIANO. SEM CORRENTE
ELÉTRICA E ENERGIA ELÉTRICA, NOSSAS VIDAS SERIAM
MUITO DIFERENTES.

Você consegue imaginar um mundo, hoje, sem computador, eletrodomésticos, iluminação


pública e luz doméstica?

Ou pior que tudo isso: Sem seu smartphone!

Todos esses aparelhos são compostos por circuitos elétricos, tornando a sua vida mais
simples
em diversos aspectos.

[Link] 58/145

Imagem: [Link]

Antes de começarmos a trabalhar com circuitos elétricos resistivos, precisamos entender


três
principais conceitos:

Corrente elétrica;

Tensão elétrica;

Resistência elétrica.

CORRENTE ELÉTRICA
Ao analisarmos o condutor com movimento ordenado de cargas elétricas, vemos que por uma
determinada parte dos condutores flui uma certa quantidade de carga Q em um intervalo de
tempo t bem estabelecido.

Com isso, definimos intensidade de corrente elétrica, representada por i, como a razão de
cargas que flui por unidade de tempo da seguinte forma:

[Link] 59/145
Q
i= t

E sua unidade no sistema internacional é dada por ampère [A], sendo: 1A= 1
coulomb por
segundo.

CORRENTE CONTÍNUA X CORRENTE


ALTERNADA

Existem dois tipos principais de correntes: Corrente contínua e corrente


alternada.

Corrente contínua (CC ou DC): Corrente cujo valor permanece


constante ao longo do tempo.
Graficamente temos:

Fonte: sofisica/conteudos/Eletromagnetismo/Eletrodinamica/caecc

Corrente alternada (CA ou AC): Corrente que varia com o


tempo segundo uma forma de onda
senoidal, geralmente. Graficamente temos:

[Link] 60/145

Fonte: sofisica/conteudos/Eletromagnetismo/Eletrodinamica/caecc

A corrente alternada é a mais comum em nossas residências, proveniente da


rede elétrica,
usada para ligarmos máquinas de lavar roupa, geladeiras e os demais
eletrodomésticos.

SENTIDO REAL E SENTIDO CONVENCIONAL DE


CORRENTE

Se você chegou até aqui, sabe que as partículas que se movem em um condutor são os
elétrons e, também, já sabe, por convenção, que os elétrons possuem carga negativa.

Dessa forma, pela definição de corrente elétrica, a corrente que circula em um circuito teria que
ser negativa.

No entanto, devido à ordem cronológica dos ocorridos (descobriu-se corrente elétrica antes das
definições de elétron e próton), convenciona-se que os prótons se movem em uma corrente
elétrica.

Com isso, podemos dizer que:

[Link] 61/145

Imagem: [Link]

GUERRA DAS CORRENTES

TENSÃO ELÉTRICA
Conforme visto no módulo anterior, em eletrostática, para que cargas se movam em
determinada direção (e sentido), faz-se necessária a transferência de energia elétrica
para
elas, sendo essa energia diretamente ligada à tensão elétrica ou diferença de
potencial (ddp),
também chamada popularmente de voltagem.

Com certeza você já ouviu a seguinte expressão em algum lugar: “Preciso de uma bateria de
9
volts para esse carrinho de controle remoto” ou “Esse aparelho é 110 volts ou 220
volts?” São
frases bem difundidas apesar de essa última não ser mais um grande problema
atualmente,
visto que os aparelhos modernos, em sua maioria, são bivolts, ou seja,
adaptam-se para

[Link] 62/145
funcionar tanto em 110V como em 220V (sendo tais valores usados em
corrente alternada). A
partir daqui, representaremos a tensão em volts simplesmente
usando a letra V.

EM RESUMO, PODEMOS DEFINIR A TENSÃO ELÉTRICA (OU


DDP) ENTRE DOIS PONTOS A E B DE UM CIRCUITO ELÉTRICO
COMO A RAZÃO ENTRE A ENERGIA ELÉTRICA NECESSÁRIA
PARA MOVER UMA CARGA ELÉTRICA ATRAVÉS DOS PONTOS
A E B DESSE CIRCUITO, E O VALOR DESSA CARGA
ELÉTRICA.

UNIDADE VOLTS (V)

A unidade de tensão volts foi dada em homenagem ao físico italiano Alessandro


Antonio
Volta, que inventou a bateria elétrica à base de zinco, cobre e
papel imersos em uma
solução salina, a qual forneceu o primeiro fluxo
contínuo de eletricidade.

RESISTÊNCIA ELÉTRICA E LEI DE OHM


Antes de Alessandro Volta, não havia forma de liberar, gerar ou até mesmo manusear de
forma
precisa a energia elétrica.

Com a sua bateria, esse procedimento foi facilitado e, após isso, foi constatado pelo
físico
alemão Georg Ohm
, em 1827,
que havia uma relação direta entre a ddp e a corrente elétrica
que atravessavam um
condutor, a qual foi chamada de 1ª Lei de Ohm.

GEORG SIMON OHM (1789 – 1854)


[Link] 63/145
Foi um físico e matemático alemão.

1ª LEI DE OHM
A Primeira Lei de Ohm diz que a ddp (V) entre os terminais A e B de um condutor é
diretamente proporcional à corrente (i) que flui através dele, sendo a constante dessa
relação
de proporcionalidade nomeada resistência elétrica (R). Assim sendo, temos que:

V AB = R. i


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Em outras palavras, dizemos que a razão entre a tensão e a corrente é


constante. A unidade
de resistência elétrica é dada em ohm, em homenagem a
Georg Ohm.

Georg Ohm, após enunciar sua primeira lei, constatou que a resistência elétrica pode ser
obtida a partir das propriedades do material e de sua geometria, enunciando, assim, a
Segunda
Lei de Ohm.

2ª LEI DE OHM
A Segunda Lei de Ohm diz que a resistência elétrica depende do tipo de material no qual é
feito o condutor, do comprimento do condutor (L) e da sua seção reta (A), ou seja, sua
área
perpendicular ao fluxo de corrente. Assim sendo, a resistência elétrica é dada por:

L
R = ρ. A


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

[Link] 64/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Sendo ρ a resistividade do material (medida no SI em Ωm), inerente ao material no qual é feito


o condutor.

Suponha que Marina queira atravessar um corredor de comprimento L e largura A, e que nesse
corredor encontram-se diversas pessoas.

Quanto maior o comprimento do corredor, ela terá maior ou menor dificuldade para atravessá-
lo?

[Link] 65/145

Imagem: [Link]

E se ele for mais largo, Marina terá maior ou menor dificuldade para atravessá-lo?

Imagem: [Link]

Fica claro que, quanto mais comprido o corredor, mais dificuldade ela terá para atravessá-lo,
pois levará mais tempo para chegar ao final– logo, uma maior resistência.

[Link] 66/145
E, quanto mais largo o corredor (sem alterar o comprimento), mais facilidade ela terá para
atravessá-lo, pois haverá mais espaço livre– logo, uma menor resistência.

Para um condutor que obedece às duas leis de Ohm, dizemos que se trata de um condutor
ôhmico, valendo graficamente que a relação tensão-corrente seja definida por uma reta.

Imagem: [Link]

 IMPORTANTE

Para um mesmo nível de tensão, quanto menor a resistência elétrica, maior será a corrente
que irá atravessar o condutor. Em outras palavras, podemos dizer que a corrente é preguiçosa,
ou seja, sempre pega o caminho mais fácil (ou de menor resistência).

RESISTORES E ASSOCIAÇÃO DE
RESISTORES

[Link] 67/145
Acabamos de ver que resistência elétrica é uma propriedade dos materiais que determina a
oposição ao movimento de cargas elétricas. Quanto maior a resistência, maior a
dificuldade de
fluir corrente.

Em circuitos elétricos, o elemento usado para limitar o fluxo de corrente é chamado


de
resistor.

Em todos os aparelhos eletroeletrônicos são utilizados resistores em seus circuitos, tais


como o
mostrado a seguir. Existem resistores de diversos tamanhos, valores e pesos, cada
qual útil
para determinada aplicação.

Imagem: [Link]


SAIBA MAIS

RESISTÊNCIA ELÉTRICA DOS MATERIAIS

Geralmente, parte da energia elétrica existente devido à corrente


fluindo por um resistor é
transformada em energia térmica, ou seja, é dissipada
no resistor em forma de calor. Esse
[Link] 68/145
efeito é chamado de Efeito
Joule.

Em diversos circuitos, esse efeito é indesejável, havendo


necessidade de resfriamento do
circuito. Por outro lado, alguns aparelhos
utilizam esse resultado para fins práticos, tais como
chuveiros elétricos e
torradeiras.

Os resistores normalmente são feitos de compostos de carbono,


carvão, películas metálicas ou
óxidos de metal, em geral. Materiais como
alumínio e cobre apresentam baixa resistividade e,
dessa forma, são usados como
fios elétricos, conduzindo facilmente a corrente.

No estudo de circuitos elétricos, é comum usarmos o símbolo a seguir (definido pela IEEE–
Institute of Electrical and Electronics Engineers) para representar os resistores:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

A forma como dispomos resistores no circuito definirá a resistência elétrica final desse
circuito.
As disposições dos resistores, também chamadas de associações, são de três
tipos:

1) Em série:

[Link] 69/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Em que a resistência equivalente (Req) vale:


Req=R1+R2+R3

Entende-se como resistência equivalente o valor de uma única resistência que poderia
substituir todos os resistores, mantendo o valor da resistência total do circuito. Nesse
tipo de
associação, a corrente é a mesma em cada um dos resistores. Foi apresentado,
anteriormente,
o caso com três resistores em série. Caso fossem mais, seria feito o
somatório de todos os n
resistores contidos em série, ou seja:

vale:
Req=R1+R2+R3+...Rn

2) Em paralelo:

[Link] 70/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo


1 1 1 1
Em que a resistência equivalente (Req) vale: R = R + R + R
eq 1 2 3

Nesse tipo de associação, a ddp é a mesma em cada um dos resistores. No exemplo acima,
foi
apresentado o caso com três resistores em paralelo. Caso fossem mais, seria feito o
somatório
de todos os inversos dos n resistores contidos em paralelo, ou seja:
1 1 1 1 1
R eq
= R + R + R ... + R
1 2 3 n

3) Mista:

Nada mais é do que em um mesmo circuito existirem associações em série e associações em


paralelo
de resistores.

A figura, a seguir, exemplifica um desses casos.

[Link] 71/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

NESTE TIPO DE ASSOCIAÇÃO, NÃO HÁ UMA EQUAÇÃO


ESPECÍFICA PARA OBTENÇÃO DA RESISTÊNCIA
EQUIVALENTE. PARA A ENCONTRARMOS, DIVIDIMOS O
CIRCUITO EM CIRCUITOS MENORES E CALCULAMOS OS
EQUIVALENTES EM SÉRIE E OS EQUIVALENTES EM
PARALELO. COM ISSO, SERÁ OBTIDA A RESISTÊNCIA
EQUIVALENTE DA ASSOCIAÇÃO.

CURTO-CIRCUITO
Antes de iniciarmos o próximo tópico, é interessante falarmos desse conceito que, com
certeza,
você já ouviu falar, mas talvez não saiba corretamente do que se trata. A ideia
de curto-
circuito.

Considere o circuito da figura.

[Link] 72/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

CURTO-CIRCUITO
Suponha que entre os pontos X e Y liga-se um fio condutor (resistência muito pequena,
quase
zero), conforme mostra a figura:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

[Link] 73/145
Sendo a Resistência R muito pequena, temos que a ddp entre os terminais X e Y é
considerada desprezível, porque a corrente elétrica sempre dá preferência ao caminho de
V XY ≅0
menor resistência. Com isso, a corrente através do resistor R2 é dada por: i R2 = R = R   = 0
2 2

Podemos dizer que os pontos X e Y são coincidentes, ou seja, a ddp entre eles é nula!

Mas, o que é realmente um curto-circuito e quais são suas aplicações na


prática?

O termo curto-circuito remete ao termo originário do inglês short circuit, que


nada mais é do
que um encurtamento do circuito, em outras palavras, ocorre um
desvio do caminho pelo qual a
corrente elétrica deveria fluir, como se ela pegasse um
atalho para chegar a outra parte do
circuito rapidamente.

Na engenharia elétrica, é muito aplicado o conceito de curto-circuito no que diz respeito às


falhas em sistemas elétricos. Quando fios de uma linha de transmissão entram em contato,
ocorre o chamado curto-circuito entre as fases da linha, gerando, assim, um desequilíbrio do
sistema elétrico.

Imagem: [Link]
 Forte em Saint Tropez ao por do sol

[Link] 74/145
POTÊNCIA ELÉTRICA E ENERGIA
ELÉTRICA
Um conceito bem importante quando se estuda circuitos elétricos é o de potência elétrica.
Isso
porque potência elétrica está associada à energia elétrica, que está associada ao
custo.

POTÊNCIA ELÉTRICA É DEFINIDA COMO A VELOCIDADE QUE


SE CONSOME OU SE ABSORVE ENERGIA E SUA UNIDADE É
DADA EM WATTS (W).

A potência elétrica dissipada por um resistor é dada por: P = V · i

Como pela Primeira Lei de Ohm, temos que V = R · i, a potência elétrica pode também ser
V2
escrita das seguintes formas: P = V · i = R · i 2 = R

ENERGIA ELÉTRICA: ENERGIA É A CAPACIDADE DE


REALIZAR TRABALHO. É MEDIDA EM JOULES (J).
A partir da potência, sabemos que a definição desta é relacionada à energia e ao tempo,
ou
seja:
E
P = ∆t ⇒ E = P · ∆ t


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

[Link] 75/145

Imagem: [Link]

Um exemplo muito comum de aplicação do conceito de energia elétrica é o consumo de


energia da conta de luz na sua residência. As concessionárias de energia medem a energia
em
watts-hora (Wh), em que 1W.h=3600J.

EXEMPLO

Falamos anteriormente sobre o efeito Joule. Agora que você já sabe o que é potência elétrica,
podemos discutir melhor tal efeito.

[Link] 76/145

Imagem: [Link]

Ao ligarmos uma lâmpada incandescente, podemos observar que, após um certo intervalo de
tempo, fica inviável encostar as suas mãos nela, isso porque a sua temperatura fica bem
alta e
corre-se o risco de ganhar uma queimadura. Daí surge a pergunta: Por que isso
acontece?

A resposta é: Efeito Joule.

Uma lâmpada incandescente é constituída por um fio muito fino de material condutor, e
que, ao
ser submetido à passagem de uma corrente elétrica, aquece-se liberando energia
na forma de
calor.

A temperatura alcançada pelo filamento da lâmpada é tão elevada, que o fio libera energia
na
forma de luz e de calor. Tal fenômeno, que consiste na transformação de energia
elétrica em
calor (energia térmica), é chamado de efeito Joule.

[Link] 77/145

Imagem: [Link]

Outro exemplo que pode ser mencionado é o que ocorre nos aparelhos aquecedores, usados
em
países mais frios. Nesse caso, o efeito Joule é usado a favor do usuário.

Tal fenômeno recebeu esse nome em homenagem ao físico britânico James Prescott
Joule
(1818-1889) devido aos seus estudos envolvendo a conservação de
energia nos condutores
elétricos e conversão de energia elétrica em térmica.

CIRCUITOS ELÉTRICOS
No estudo da eletrodinâmica, a sua maior aplicação em termos práticos é quando se há a
junção de diversos componentes elétricos formando os chamados circuitos
elétricos.

CIRCUITOS ELÉTRICOS SÃO CAMINHOS FECHADOS, ONDE


COMPONENTES ELÉTRICOS SÃO CONECTADOS ENTRE SI, E
POR ONDE UMA CORRENTE ELÉTRICA FLUI.
Neste módulo vamos focar somente no estudo de circuitos elétricos
resistivos, ou seja,
circuitos elétricos compostos somente por fonte de
tensão e resistores.

[Link] 78/145
Para que saibamos como se comporta um circuito elétrico, precisamos saber todas as
tensões
(diferenças de potenciais) existentes nele, assim como todas as correntes.

Existem duas leis que nos auxiliam a determinar esses valores. Essas leis são chamadas de
Leis de Kirchhoff.

LEIS DE KIRCHHOFF

PRIMEIRA LEI DE KIRCHHOFF (LEI DOS NÓS OU


LEI DAS CORRENTES)

A Primeira Lei de Kirchhoff, também conhecida como Lei dos Nós ou Lei das Correntes, nos
diz
que para um dado elemento de circuito, temos que o total de correntes que entram é
igual ao
total de correntes que saem. Você deve estar se perguntando: “Como assim?”.
Bem, veja a
figura:

Como não há perdas (nem acréscimo) de cargas elétricas ao longo do trajeto percorrido
pela
corrente elétrica, podemos afirmar que: i1+ i2=
i3+ i4+ i5

Ou de maneira geral, podemos dizer que: Σi chegam = Σi saem

[Link] 79/145
SEGUNDA LEI DE KIRCHHOFF (LEI DAS
MALHAS OU LEI DAS TENSÕES) E APLICAÇÃO

INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Medição de ddp ou tensão (voltímetro): Para obtermos a tensão entre dois
terminais de um
circuito, utilizamos um dispositivo chamado voltímetro. Um exemplo de
voltímetro e o símbolo
usado para indicar que há um voltímetro no circuito são mostrados
a seguir:

Exemplo de voltímetro analógico e seu símbolo representativo:

Imagem: [Link]

[Link] 80/145
Para que o voltímetro possa medir a tensão entre 2 nós, este deve ser ligado
em
paralelo ao elemento contido nos 2 nós.

Os voltímetros possuem um valor elevado de resistência, de modo que não haja


correntes significativas passando por ele (verifique o valor de resistência
equivalente
entre dois resistores colocados em paralelo, sendo que um tenha uma
resistência
elevadíssima!).

Além disso, se um voltímetro é dito ideal, é considerado que sua resistência é


infinita, de
modo a não alterar a tensão nem a corrente entre estes terminais.

Medição de corrente elétrica (amperímetro): De modo a obtermos a


corrente que flui entre
os terminais de um circuito, usamos um dispositivo chamado
amperímetro.

Um exemplo de amperímetro e o símbolo usado para indicar sua presença em um circuito


elétrico são mostrados a seguir:

Exemplo de amperímetro analógico e seu símbolo representativo:

Imagem: [Link]

Para que o amperímetro possa medir a corrente entre 2 nós, este deve ser
ligado em
série com o elemento contido nos 2 nós.

Os amperímetros possuem um valor muito pequeno de resistência, de modo que não


haja
ddp significativa entre os seus terminais (verifique o valor de resistência
equivalente
[Link] 81/145
entre dois resistores colocados em série, sendo que um tenha uma
resistência
baixíssima!).

Além disso, se um amperímetro é dito ideal, é considerado que sua resistência é


desprezível, de modo a não alterar a corrente nem a tensão entre estes terminais.

Multímetro: Multímetros são aparelhos projetados para medir correntes e


tensões dentro de
determinados valores preestabelecidos pelo fabricante, ou seja, são
dispositivos que possuem
as funções de voltímetro e de amperímetro (pelo menos) em um só
lugar. Geralmente,
multímetros também possuem a função de ohmímetro, que é o aparelho
usado para medir
resistência elétrica. A figura a seguir indica um exemplo de
multímetro.

Atualmente, é cada vez menos comum utilizar aparelhos analógicos de medição, embora
possuam boa precisão. Multímetros digitais são, hoje, largamente utilizados e capazes de
medir mais de uma característica de um sistema elétrico.

Imagem: [Link]


SAIBA MAIS

[Link] 82/145
GERADORES

Geradores são dispositivos que convertem energia de outros tipos em energia elétrica,
basicamente. Um de seus exemplos mais comuns são as usinas hidrelétricas, que utilizam a
energia mecânica (no caso, a potencial) da queda d’água para produzir energia elétrica.

Imagem: [Link]
 Usina hidrelétrica de Itaipu

Exemplos mais simples e que são encontrados no nosso cotidiano são as pilhas e as
baterias
de automóveis, que produzem energia elétrica por meio de reações químicas.

[Link] 83/145

Imagem: [Link]

EXEMPLO DE BATERIA DE AUTOMÓVEIS.

Imagem: [Link]

PILHAS E BATERIAS USADAS EM APARELHOS ELETRÔNICOS DE BAIXA


TENSÃO.

[Link] 84/145
Além desses dois tipos citados anteriormente, ainda existem as células fotovoltaicas, ou células
solares, que convertem a energia proveniente da luz do sol em energia elétrica.

Geralmente encontrados em telhados de casas em bairros residenciais, esses dispositivos


diminuem a conta de luz da residência ou de usinas de geração fotovoltaica que ficam em
grandes extensões de área a céu aberto.

Imagem: [Link]

TEORIA NA PRÁTICA
Acendendo uma lâmpada com uma pilha com solução iônica.

[Link] 85/145
VERIFICANDO O APRENDIZADO

1. QUANDO UMA CORRENTE ELÉTRICA COMEÇA A FLUIR POR UM


MATERIAL CONDUTOR, QUAIS SÃO OS PORTADORES DE CARGA QUE
SE MOVEM DE MODO ORDENADO EM SEU INTERIOR?

A) Prótons Livres.

B) Elétrons Livres.

C) Partículas Alfa.

D) Prótons e Elétrons livres.

2. POR UM CHUVEIRO ELÉTRICO CIRCULA UMA CORRENTE DE 10 A


QUANDO ESTE É LIGADO A UMA TENSÃO DE 220 V. A POTÊNCIA
ELÉTRICA RECEBIDA PELO CHUVEIRO, EM W, E A ENERGIA ELÉTRICA
CONSUMIDA PELO CHUVEIRO EM 12 MINUTOS DE FUNCIONAMENTO,
EM KWH, SÃO RESPECTIVAMENTE:

A) 2200 W e 0,22 kWh.

B) 2200 W e 0,44 kWh.

C) 1100 W e 0,11 kWh.

D) 1100 W e 0,22 kWh.

3. PARA O CIRCUITO A SEGUIR, A CORRENTE TOTAL QUE FLUI PELO


CIRCUITO É DADA POR:

[Link] 86/145
A) 1 A.

B) 2 A.

C) 3 A.

D) 4 A.

4. DETERMINE A RESISTÊNCIA EQUIVALENTE ENTRE OS TERMINAIS A


E B DE CADA UMA DAS ASSOCIAÇÕES E ASSINALE A ALTERNATIVA
QUE INDICA CORRETAMENTE OS VALORES DESSAS RESISTÊNCIAS:

[Link] 87/145
A)

B)

[Link] 88/145
C)

D)

A) a. 2 Ω;  b. 3 Ω;  c. R

R
B) a. 4 Ω;  b. 3 Ω;  c. 3
R
C) a. 8 Ω;  b. 1 Ω;  c. 3

R
D) a. 4 Ω;  b. 1 Ω;  c. 3

5. A INTENSIDADE DA CORRENTE I E O VALOR DA RESISTÊNCIA R NO


CIRCUITO A SEGUIR SÃO RESPECTIVAMENTE IGUAIS A:

[Link] 89/145
A) 12 A e 10 Ω.

B) 6 A e 10 Ω.

C) 12 A e 5 Ω.

D) 6 A e 5 Ω.

6. OBSERVE O CIRCUITO ELÉTRICO DA FIGURA A SEGUIR.

[Link] 90/145
COM BASE NISSO, PODEMOS AFIRMAR QUE A CORRENTE QUE FLUI
PELA FONTE DE TENSÃO DE 20 V, A CORRENTE PELO RESISTOR DE 4
Ω E A CORRENTE NA FONTE DE 7 V, VALEM RESPECTIVAMENTE:

A) 4 A, 3 A e 1 A.

B) 5 A, 3 A e 2 A.

C) 8 A, 3 A e 5 A.

D) 5 A, 3 A e 8 A.

GABARITO

1. Quando uma corrente elétrica começa a fluir por um material condutor, quais são os
portadores de carga que se movem de modo ordenado em seu interior?

A alternativa "B " está correta.

Vale lembrar que no interior de um condutor quem se move são sempre os elétrons livres. As
cargas positivas constituem o núcleo do átomo e ali permanecem.

[Link] 91/145
2. Por um chuveiro elétrico circula uma corrente de 10 A quando este é ligado a uma
tensão de 220 V. A potência elétrica recebida pelo chuveiro, em W, e a energia elétrica
consumida pelo chuveiro em 12 minutos de funcionamento, em kWh, são
respectivamente:

A alternativa "B " está correta.

A potência elétrica recebida pelo chuveiro é calculada por: P=V.i=220.10=2200W=2,2kW

A energia elétrica consumida é dada por: E = P. ∆ t

12
Mas, ∆ t = 12min = h = 0, 2h
60

Com isso, a energia consumida é dada por: E=(2,2kW).(0,2h)=0,44kWh

Note que esse chuveiro possui uma resistência elétrica dada por
P = Ri 2 ⇒ 2200 = R. (10) 2 ⇒ R = 22Ω

3. Para o circuito a seguir, a corrente total que flui pelo circuito é dada por:

A alternativa "B " está correta.

[Link] 92/145
Adotando o sentido horário para percorrer a malha e atribuindo letras aos nós, temos que:

Aplicando a 2ª lei de Kirchhoff (lei das tensões), temos que:

Note que para o sentido percorrido na malha, foi considerado como sinal da tensão entre os
nós, o sinal do polo de entrada da corrente. Se fosse considerado o sinal do polo de saída da
corrente, o mesmo resultado seria obtido.

4. Determine a resistência equivalente entre os terminais A e B de cada uma das


associações e assinale a alternativa que indica corretamente os valores dessas
resistências:

[Link] 93/145
A)

B)

[Link] 94/145
C)

D)

A alternativa "B " está correta.

6x4
a) 6 Ω em paralelo com 4 Ω: R = 6 + 4 ⇒ R 1 = 2, 4Ω

2x8
8 Ω em paralelo com 2 Ω: R 2 = 2 + 8 ⇒ R 2 = 1, 6Ω

R1 em série com R2: R eq = 2, 4 + 1, 6 ⇒ R eq = 4Ω

b) Começando pela malha da direita no circuito:

3 Ω em série com 1 Ω = 4 Ω

4 Ω em paralelo com 4 Ω = 2 Ω

2 Ω em série com 2 Ω = 4 Ω

4 Ω em paralelo com 4 Ω = 2 Ω

[Link] 95/145
2 Ω em série com 2 Ω = 4 Ω

4 Ω em paralelo com 4 Ω = 2 Ω

2Ω em série com 1 Ω ⇒ R eq = 3Ω

c) Esse exercício é interessante, pois nele usaremos a ideia de curto circuito.

Os pontos do circuito onde três ou mais terminais estão juntos são os nós. Os nós, localizados
nas extremidades de um fio ideal, estão no mesmo potencial. Por isso, podemos identificá-los
com uma mesma letra, ou seja:

Em seguida, posicionamos todos os nós eletricamente diferentes em diferentes pontos do


papel e remontamos o circuito:

[Link] 96/145

Concluímos, assim, que a resistência elétrica é dada por:

1 1 1 1 R
R eq
  = R + R + R ⇒ R eq = 3

Assim, alternativa correta é letra B.

5. A intensidade da corrente i e o valor da resistência R no circuito a seguir são


respectivamente iguais a:

[Link] 97/145
A alternativa "A " está correta.

No resistor de 13 Ω: V 13Ω = 13. 10 ⇒ V 13Ω = 130V

No resistor de 65 Ω, a ddp é igual a no resistor 13 Ω (os resistores estão em paralelo):


130 = 65. i' ⇒ i' = 2A

Agora, aplicando a 1ª lei de Kirchhoff – a soma das correntes que entram é igual a soma das
correntes que saem: i = 10 + i' = 10 + 2 ⇒ i = 12A

No resistor R: 120 = R. i = R. 12 ⇒ R = 10Ω

6. Observe o circuito elétrico da figura a seguir.

[Link] 98/145
Com base nisso, podemos afirmar que a corrente que flui pela fonte de tensão de 20 V, a
corrente pelo resistor de 4 Ω e a corrente na fonte de 7 V, valem respectivamente:

A alternativa "C " está correta.

Primeiro, vamos definir um sentido arbitrário para as correntes e o sentido que iremos seguir na
malha (em vermelho). Neste exemplo, escolhemos o sentido conforme esquema a seguir:

[Link] 99/145

Nó X: i 1 = i 2 + i 3

Malha (A): + 20 - 4. i 2 - 1. i 1 = 0

Malha (B): + 7 + 1. i 3 - 4. i 2 = 0

Com isso, substituindo i 3 = i 1 - i 2 na equação da Malha (B), temos que:

{ + 20 - 4. i 2 - 1. i 1 = 0
+ 7 + 1. i 3 - 4. i 2 = 0
⇒ 27 - 9i 2 = 0 ⇒ i 2 = 3A

Substituindo o valor encontrado de i2 nas equações, obtemos: i 1 = 8A e i 3 = 5A

MÓDULO 3
[Link] 100/145
 Identificar os conceitos e leis do magnetismo e do eletromagnetismo

INTRODUÇÃO
Há séculos, o homem já conhece os fenômenos magnéticos.

Tem-se registros desse conhecimento desde a Grécia Antiga, quando as propriedades


de um
minério de ferro encontrado na antiga região da Magnésia, na Ásia Menor,
chamado
magnetita, eram observadas.

Imagem: [Link]

Os gregos antigos achavam estranho o efeito causado em pequenos fragmentos de ferro


(limalha de ferro) quando esse minério era colocado próximo a eles.

Os fragmentos eram atraídos por esse mineral. Esses materiais magnéticos, na época em que
foram notadas as propriedades, eram considerados algo mágico, pois não havia ferramentas
ou teorias que pudessem explicar tal fenômeno.

Hoje, nós conhecemos esse minério como um ímã natural e os fenômenos que ocorrem com
materiais do tipo são chamados fenômenos magnéticos. Existem ímãs naturais e ímãs

[Link] 101/145
artificiais, como veremos no decorrer desse módulo.

Além de discutirmos os efeitos magnéticos existentes em materiais naturais e artificias,


neste
módulo também faremos uma breve apresentação dos fenômenos eletromagnéticos, ou
seja, a
interação entre a eletricidade e o magnetismo, e veremos juntos que diversas
aplicações
práticas do nosso cotidiano estão relacionadas à tal interação.

MAGNETISMO
Desde a descoberta dos fenômenos magnéticos na Grécia Antiga, muitos foram os
experimentos feitos para investigar tais fenômenos, conhecidos simplesmente como
magnetismo.

No século XVI, o médico inglês William Gilbert desenvolveu ímãs artificiais, tendo feito
publicações acerca do magnetismo.

Como a bússola era um aparelho já conhecido (já era usada no século XII pelos chineses), a
primeira descoberta de Gilbert foi sobre a capacidade desses aparelhos apontarem sempre
para uma direção e sentido, alinhando-se à direção norte-sul, revelando assim que o planeta
Terra é, em si, um corpo magnético.

Essa descoberta polêmica foi contra diversas teorias e mitos que existiam sobre a bússola até
então.

WILLIAM GILBERT (1544-1603)

Foi um físico e médico inglês, pesquisador nos campos do magnetismo e


eletricidade

Desde a descoberta dos fenômenos magnéticos na Grécia Antiga, muitos foram os


experimentos feitos para investigar tais fenômenos, conhecidos simplesmente como
magnetismo.

[Link] 102/145

Imagem: [Link]

Tanto a Terra quanto a bússola podem ser considerados ímãs (também chamados magnetos)
e,
assim, produzem fenômenos magnéticos.

Mas, o que são ímãs? E como esses fenômenos acontecem?

Imagem: [Link]

Você, sem dúvida, já manuseou um ímã alguma vez na sua vida, não é verdade? Você sabe o
que são ímãs, além de conhecer seu funcionamento.

Mas, como e por que eles atuam de determinada maneira?

[Link] 103/145
Ímãs ou magnetos constituem aqueles materiais que você
coloca na geladeira, sendo bem
provável que ao longo de sua vida, você já deva ter
manuseado um ou mais desses. O
interessante é que o emprego desses materiais, chamados
ímãs, data do início do século XII,
sendo usados pelos chineses para auxiliar nas
navegações, principalmente em dias nublados.

Como isso funcionava?

Já vamos entender como, mas antes disso, vamos discutir algumas propriedades dos ímãs.

Ao se usar dois ímãs, você já deve ter reparado que eles podem se atrair ou se repelir,
dependendo de como você os aproxima. Como isso é possível? Bem, a resposta é que em um
ímã há a presença de polos magnéticos.

E o que são polos magnéticos? Assim como forças elétricas– vistas no módulo
Eletrostática–,
forças magnéticas existem sem a necessidade do contato. Logo, há um
campo magnético em
torno de corpos que possuem propriedades magnéticas.

Sendo assim, polos de um ímã nada mais são do que as regiões desse ímã que dão origem às
forças magnéticas, e assim, são as regiões onde o campo magnético é mais intenso.

A figura a seguir representa dois tipos de ímã, um em barra e o outro curvado:

Imagem: [Link]

[Link] 104/145
UM ÍMÃ TEM SEMPRE DOIS POLOS, CHAMADOS NORTE E
SUL. A REGRA DE ATRAÇÃO E REPULSÃO É SIMPLES:
POLOS MAGNÉTICOS DE MESMO NOME SE REPELEM E
POLOS MAGNÉTICOS DE NOMES DIFERENTES SE ATRAEM.

A figura a seguir esclarece essa afirmação:

Imagem: [Link]

 IMPORTANTE

No caso de ímãs curvados, os polos ficam nas extremidades, sendo a parte curva
magneticamente neutra.

Outra propriedade importante a respeito dos ímãs é que é impossível separar seus polos,
ou
seja, não existe monopólio magnético. Imagine o caso em que um ímã é cortado bem no
centro. A priori, o que podemos pensar é que haverá uma parte inteira como polo sul e
outra
parte inteira como polo norte. No entanto, não é isso que acontece. Veja a figura:

[Link] 105/145

Imagem: [Link]

Isso demonstra a propriedade de inseparabilidade dos polos.

Note que, à medida que nós dividimos o ímã em duas partes, de forma espontânea, os
pedaços de ímã se polarizam, formando assim novos ímãs menores.

Como observação, vale dizer que é uma prática comum pintar os polos de um ímã de
cores
diferentes a fim de tornar a explicação mais didática.

No nosso exemplo, o polo norte está pintado de vermelho, e o polo sul está pintado de
azul.

Imagem: [Link]

[Link] 106/145
 IMPORTANTE

Existem materiais, chamados ferromagnéticos, que se imantam consideravelmente quando


colocados em um campo magnético, ou seja, tornam-se ímãs, podendo ser permanentes ou
temporários. Este último significa que o material possuirá a imantação somente enquanto
estiver próximo do ímã ou por um pequeno intervalo de tempo. Os materiais ferromagnéticos
costumam ser atraídos facilmente por ímãs quando não imantados.

Imagem: [Link]

Acredito que você tenha entendido essas duas propriedades principais do ímã.

Mas, como a bússola funciona?

Ao suspendermos um ímã pelo seu centro de gravidade, quando este atinge o estado de
equilíbrio, a direção apontada por ele é a direção Norte-Sul geográfica da Terra. Portanto, o
polo que está mais próximo apontado para o sentido norte recebe o nome de Norte magnético
e o que aponta para o sul da Terra, de Sul magnético.

[Link] 107/145

Imagem: [Link]


Tal propriedade deu origem à bússola, em que um ímã com forma de losango fica dentro de
uma caixa onde estão pintados os pontos cardeais, e indicam a direção Norte e Sul da Terra.


Para que haja esse direcionamento do ímã, a Terra necessariamente gera um campo
magnético também, ou seja, possui polos magnéticos.


Essa propriedade da Terra nos leva a concluir que no Sul geográfico do planeta existe um
Norte magnético e no Norte geográfico do planeta existe um Sul magnético.

Contudo, na prática, os polos geográficos e os polos magnéticos não se encontram


exatamente
no mesmo local, havendo uma deflexão de cerca de 11 graus em relação a eles.

A figura a seguir mostra que:

[Link] 108/145

Fonte: Freepik

O polo Sul magnético encontra-se no norte do Canadá a cerca de 1300km do polo Norte
geográfico.

Já o polo Norte magnético encontra-se na costa do continente antártico.

CAMPO MAGNÉTICO NOS ÍMÃS

A fim de visualizar o efeito do campo magnético existente ao redor de um ímã, um


experimento
interessante é espalhar limalha de ferro (ou qualquer pó metálico) próximo
ao ímã.

O resultado encontrado é semelhante ao mostrado na figura a seguir:

[Link] 109/145

Fonte: Campo magnético, Edward Neville Andrade, 1958. Magnet.

Essas linhas formadas são chamadas de linhas de campo magnético, e seguem o mesmo
conceito das linhas de campo elétrico. Note que as limalhas de ferro se orientam
indicando a
forma aproximada das linhas de campo. Assim, como nas cargas elétricas as
linhas de força
saem das cargas positivas e entram nas cargas negativas, as linhas de
campo magnético
saem do polo Norte e entram no polo Sul (lembrando que isso é uma
convenção).

Podemos dizer também que o vetor campo magnético é sempre tangente a essas linhas de
força, no sentido do polo Norte para o polo Sul.

[Link] 110/145

Imagem: [Link]

ELETROMAGNETISMO

Originalmente, e durante muito tempo, acreditava-se que eletricidade e magnetismo eram dois
fenômenos independentes. Essa crença mudou com a publicação dos trabalhos de James
Clerk Maxwell, em 1873, no qual ele define por meio de quatro equações essa inter-relação.

A relação entre a eletricidade, já conhecida e difundida, e o magnetismo, começou a surgir no


início do século XIX. Em 1820, o físico dinamarquês Hans Christian Oersted notou que, ao
ligarmos um circuito elétrico com uma bússola próxima ao fio condutor, a agulha da bússola
sofria um desvio, dando assim a primeira dica de que a eletricidade e o magnetismo estavam
intimamente relacionados.

Poucos dias depois, o cientista André-Marie Ampère forneceu um relato mais detalhado a
respeito desse fenômeno observado, constatando que dois fios condutores paralelos, quando
submetidos à corrente elétrica, podem atrair ou repelir um ao outro, caso as correntes estejam
no mesmo sentido ou em sentidos opostos, respectivamente, estabelecendo, assim, uma base
para o eletromagnetismo.

[Link] 111/145
JAMES CLERK MAXWELL (1831-1879)

Foi um físico e matemático britânico, conhecido por ter dado forma final à
teoria moderna
do eletromagnetismo, que une a eletricidade, o magnetismo e a
óptica.

HANS CHRISTIAN OERSTED (1777-1851)

Foi um físico e químico dinamarquês conhecido sobretudo por ter descoberto


que as
correntes elétricas podem criar campos magnéticos que são parte
importante do
Eletromagnetismo.

ANDRÉ-MARIE AMPÈRE (1775-1836)

Foi um físico, filósofo, cientista e matemático francês que fez importantes


contribuições
para o estudo do eletromagnetismo.

[Link] 112/145

Fonte: brainly/tarefa/18383958

A partir desses experimentos, concluiu-se que condutores ao serem percorridos por


correntes
elétricas influenciam em fenômenos magnéticos– desvio no sentido original da
bússola ou
atração de fios metálicos–, dando a ideia de que existe uma propriedade
magnética associada
à corrente elétrica.

E, realmente, comprovou-se posteriormente que correntes elétricas geram campos


magnéticos.

CAMPO MAGNÉTICO GERADO POR CORRENTE


ELÉTRICA

Vimos que fontes primárias e naturais de campos magnéticos são oriundas dos ímãs, e os
experimentos de Oersted e Ampère levaram à conclusão de que cargas elétricas em
movimento (ou correntes elétricas) também criam campos magnéticos na região do espaço
próxima a esse movimento, sendo, assim, fontes de campo magnético (originando a Lei de
Ampère‒ um campo magnético é sempre produzido por uma corrente elétrica ou por um campo
elétrico variável).

Cerca de um mês depois da descoberta de Oersted, os físicos franceses Jean-Baptiste Biot e


Felix Savart realizaram um novo experimento no intuito de definir a influência da corrente
elétrica
no campo magnético gerado.

Eles fizeram circular uma corrente elétrica em um fio condutor ligado a um circuito
fechado,
comprovando mais uma vez a relação de proporcionalidade direta entre a corrente
elétrica que

[Link] 113/145
atravessa o circuito e o campo magnético gerado pelo condutor.

JEAN-BAPTISTE BIOT (1774-1862)

Foi um físico, astrônomo e matemático francês. Estudou a polarização da luz


passando
através de soluções químicas, bem como as relações entre a corrente
elétrica e o
magnetismo.

FÉLIX SAVART (1791-1841)

Foi um físico francês. Junto a Jean-Baptiste Biot, trabalhou com a teoria do


magnetismo e
da corrente elétrica.

Eles observaram que para um determinado ponto do espaço nas proximidades de um condutor,
se aumentarmos a corrente que passa por este, o campo magnético se torna mais intenso em
toda a região que o envolve.

Podemos citar alguns tipos de condutor e o tipo de campo magnético gerado.

1) FIO RETILÍNEO MUITO LONGO

[Link] 114/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

2) ESPIRA CIRCULAR

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

[Link] 115/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

 IMPORTANTE

Vale notar que uma espira ao gerar um campo magnético cria dois polos, visto que há linhas de
campo saindo (polo Norte) e entrando (polo Sul) nele, ou seja, ela se comporta como um ímã.

3) SOLENOIDE

[Link] 116/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Um solenoide, mais conhecido como bobina, é constituído de um fio condutor enrolado em


forma de hélice, como se fosse uma mola, cujo comprimento é bem maior que o seu
diâmetro.

SENTIDO DO CAMPO MAGNÉTICO GERADO EM


UM CONDUTOR

Para obtermos o sentido das linhas de campo (também chamadas de linhas de indução),
existe
uma regra simples, chamada regra da mão direita.

O polegar da mão direita aponta para a direção e sentido da corrente elétrica no trecho de
condutor a ser estudado e, com os demais dedos, ao fechar as mãos envolvendo o condutor,
será indicado o sentido das linhas de indução.

[Link] 117/145

Imagem: [Link]

Faça esse exemplo:

Pegue uma caneta e suponha que ela seja um condutor reto. O seu polegar, da mão
direita, indica o sentido da corrente.

Circulando a caneta com os outros dedos, você terá a direção e sentido do campo
magnético.

Tente verificar a direção e o sentido do campo magnético devido a uma corrente


circulando em uma espira e em um solenoide. Utilize a mesma regra!

 IMPORTANTE

Em muitas situações relacionadas com eletromagnetismo, não trabalhamos apenas no plano,


mas sim no espaço tridimensional. Alguns símbolos para indicar direção e sentido de campo
magnético são utilizados.

[Link] 118/145

Imagem: [Link]

FORÇA MAGNÉTICA
Analisamos, até o momento, o conceito de campo magnético e suas principais formas de
geração, tanto natural (ímã) quanto por meio de circuitos elétricos.

Mas, o que ocorre com um corpo dentro de um campo magnético? Quais fenômenos podemos
observar?

Vamos, a partir de agora, discutir os fenômenos que ocorrem em diferentes corpos que
estejam
situados no interior de um campo magnético.

Primeiramente, abordaremos a força de natureza magnética. Sendo B o vetor campo


magnético
em uma determinada região do espaço, vamos analisar o que acontece com cargas
elétricas
situadas em um campo magnético e em condutores percorridos por correntes situados
em uma
região com campo magnético.

FORÇA ELÉTRICA EM CARGAS PUNTIFORMES

Se uma carga elétrica (q) estiver se movimentando com velocidade v em uma região que
possui campo magnético (B), ela poderá sofrer a ação de uma força causada por seu
movimento. Essa força magnética é dada por:

[Link] 119/145
F = |q|. v. B. senθ


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Em que θ é
o menor ângulo entre o vetor campo magnético e o vetor velocidade da carga. O
sentido e
a direção da força podem ser determinados a partir de uma regra simples, também
usando a
mão direita. A figura, a seguir, ilustra essa regra.

Fonte: guiadoestudante/curso-enem-play/forca-magnetica-2/ (adaptada por Liandro Ribeiro)

A direção e o sentido da força magnética, que atua sobre uma partícula de carga positiva
(Q >
0), é a mesma direção e o mesmo sentido em que a mão direita daria um empurrão em
alguma
coisa, considerando o polegar na direção da velocidade da carga e os outros dedos
na direção
do campo magnético.

Para a carga negativa (Q < 0), o sentido da força é o contrário ao de uma carga positiva com
a mesma
velocidade e submetida ao mesmo campo magnético.

 IMPORTANTE

Note que cargas elétricas em repouso (v= 0) e cargas se


movimentando na mesma direção do
vetor campo magnético ( θ = 0º
ou θ = 180º ) não sofrem ação de força magnética.

[Link] 120/145
Se uma carga estiver em movimento através de uma direção perpendicular ao campo

( )

magnético
B θ = 90° , é possível ver, através da regra da mão direita, que a força magnética
será
perpendicular ao vetor velocidade a todo instante, ou seja, a carga realizará um
movimento circular nesta região.

A figura, a seguir, ilustra um exemplo desse caso:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Note que o campo magnético está na direção perpendicular ao círculo e no sentido de fora
para dentro da folha de papel, e que a partícula está carregada positivamente.

m.v
Pode-se provar que o raio da trajetória é dado por: R =
|q| Β

2πm
E o período da trajetória é dado por: T =
|q| Β

Onde m é a massa da partícula.


SAIBA MAIS

[Link] 121/145
Movimento de cargas em uma direção oblíqua ao campo magnético:

Entende-se como direção oblíqua qualquer direção onde:


senθ ≠ 0 e senθ ≠
±1

Logo, a velocidade pode ser decomposta em uma componente paralela


ao campo magnético, e
outra perpendicular ao campo magnético.

Com isso, a carga elétrica realiza uma trajetória em hélice


cilíndrica, conforme mostra a figura:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

FORÇA MAGNÉTICA ATUANDO EM FIOS


CONDUTORES

A partir da equação definida para força magnética em cargas puntiformes, temos que, para
um
fio condutor de comprimento L transportando corrente elétrica (i) dentro de um campo
magnético (B), a força magnética é dada por:

F = B. i. L. senθ


Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal

Em que θ é o menor ângulo entre o vetor campo


magnético e o sentido da corrente elétrica.

O sentido e a direção da força podem ser determinados a partir da mesma regra utilizada
para
determinar a direção e o sentido da força em uma carga puntiforme em movimento. A
figura, a
seguir, ilustra essa regra

[Link] 122/145

Fonte: guiadoestudante/curso-enem-play/forca-magnetica-2

Note que, neste ponto, pelo sentido convencional, é como se as cargas positivas
estivessem se
movendo e, com isso, só há um sentido para a força magnética em um fio.
Veja o exemplo:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA
[Link] 123/145
Indução eletromagnética é um fenômeno físico que está associado ao surgimento de uma
corrente elétrica devido a uma variação de campo magnético que atravessa determinada área.

Em outras palavras, é induzida uma corrente em um condutor em virtude de uma variação de


fluxo do campo magnético (daí o nome indução eletromagnética).

Essa descoberta é de suma importância em cunho prático, já que através dela conseguimos
transformar energia potencial em energia elétrica usada nas hidrelétricas, além do uso de
motores elétricos, por exemplo.

James Clerk Maxwell (com base nos trabalhos práticos de Hans Oersted, Michael Faraday e
André-Marie Ampère) utilizou a matemática para dar sustentação às relações entre eletricidade
e magnetismo, resultando nas famosas equações de Maxwell, publicadas em 1873.

Essas equações demonstraram que o eletromagnetismo é uma força única, ou seja,


eletricidade e magnetismo não são fenômenos separados. As equações de Maxwell foram,
para Albert Einstein, consideradas a maior descoberta da Física, desde que Isaac Newton
explicou a gravidade.

Dentre essas equações, vamos destacar a relacionada à Lei da Indução Eletromagnética de


Faraday (além da Lei de Ampère, já citada), que afirma:

Um campo magnético é induzido em um condutor quando o campo magnético que o circunda


é alterado.

A magnitude desse campo magnético induzido é diretamente proporcional à taxa com que
varia o campo magnético externo no tempo.

3
[Link] 124/145
A noção de campo magnético induzido depende da direção da taxa de mudança do campo
magnético no tempo.

Para que essas ideias fiquem um pouco mais fáceis de entender, vamos definir alguns
conceitos iniciais, começando por fluxo de campo magnético.

FLUXO DE CAMPO MAGNÉTICO

Observe a figura a seguir:

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Na figura, N é uma reta perpendicular ao plano de área A. O fluxo do vetor campo


magnético
(ϕ) que atravessa essa superfície plana é dado por:
ϕ = [Link]>θ e sua unidade é o weber
(Wb), nome dado em
homenagem ao físico alemão Wilhelm Eduard
Weber .

WILHELM EDUARD WEBER (1804-1891)

[Link] 125/145
Foi um físico alemão e, com Carl Friedrich Gauss, inventor do primeiro
telégrafo
eletromagnético.

VARIAÇÃO DE FLUXO DE INDUÇÃO

De acordo com o conceito de fluxo de campo magnético, esse pode mudar das seguintes
maneiras, independentes entre si:

Variando a intensidade do campo que o atravessa.

Variando a área da superfície que o campo atravessa.

Variando o ângulo entre a reta N e as linhas de campo.

VARIAÇÃO DE FLUXO CAUSADA POR


VARIAÇÃO DO CAMPO MAGNÉTICO

Considere o esquema a seguir, em que uma espira circular está ligada a um amperímetro e um
ímã é colocado próximo à espira.

[Link] 126/145
Com base nesse experimento, nota-se que ao aproximarmos o ímã da espira, surge uma
corrente nela no sentido anti-horário. Agora, ao se afastar o ímã da espira, percebe-se que o
sentido da corrente inverte. Ou seja, embora a espira não esteja ligada a nenhuma fonte de
tensão, somente a variação do campo magnético na espira permitiu que surgisse uma corrente
elétrica no condutor.

Fonte: Indução Eletromagnética, Educação, Globo.

VARIAÇÃO DE FLUXO CAUSADA POR


VARIAÇÃO DE ÁREA

Suponha uma espira quadrada e uma região do espaço que possui um campo magnético
orientado para dentro do plano da espira, conforme a figura:

[Link] 127/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

Enquanto estivermos inserindo (ou removendo) a espira na região com o campo, é notado o
surgimento de uma corrente induzida. No entanto, isso só ocorre enquanto a espira se
move e
se encontra parcialmente imersa na região de campo magnético.

VARIAÇÃO DE FLUXO CAUSADA POR


VARIAÇÃO DO ÂNGULO

Suponha espiras retangulares situadas entre dois polos de um ímã e uma ddp ε aplicada de tal
forma que faça as
espiras girarem.

Como o ângulo está variando a uma determinada frequência, ocorre uma variação no fluxo
que
atravessa o sistema, fazendo com que uma corrente induzida senoidal seja induzida no
circuito.

[Link] 128/145

Imagem: Bruno Suarez Pompeo

ESSE CASO, DENTRE OS TRÊS TIPOS DE VARIAÇÃO DE


FLUXO DE CAMPO MAGNÉTICO, ESTÁ DIRETAMENTE LIGADO
À FORMAÇÃO DA CORRENTE ELÉTRICA ALTERNADA.

LEI DE FARADAY E LEI DE LENZ

A Lei da Indução de Faraday é uma forma matemática de como calcular a


corrente induzida
que aparece em algum sistema elétrico.

A Lei de Faraday nos diz que ao variarmos o


fluxo em uma determinada superfície, surge
uma tensão induzida.

∆∅
Essa tensão e vale: e = -
∆t

Sendo o sinal negativo afirmando que essa tensão induzida sempre se opõe ao tipo
de
variação de fluxo ao qual o sistema está submetido.

Já a Lei de Lenz nos diz que ao


variarmos o fluxo de campo magnético, surge uma
corrente induzida em um sentido
que se oponha ao tipo de variação a que o campo
magnético externo (indutor) está
sendo submetido.

Em outras palavras, se o fluxo magnético começar a aumentar, surgirá uma corrente induzida
que gerará um campo magnético induzido no intuito de se opor a esse aumento de fluxo de
campo magnético.

[Link] 129/145
Se o fluxo começar a diminuir, surgirá uma corrente induzida que criará um campo magnético
induzido para evitar que o fluxo diminua. Podemos dizer, assim, que a natureza se opõe à
mudança.

Para melhor entender essas leis, vejamos os exemplos a seguir:

1) ÍMÃ SE APROXIMANDO DE UMA ESPIRA

Indução eletromagnética, TodaMatéria.

Sendo as setas vermelhas referentes ao campo gerado pelo ímã (campo indutor) e como a
área e o ângulo são constantes, à medida que o ímã se aproxima da espira, o fluxo do
campo
magnético tende a aumentar (aumento do campo magnético– mais concentrações de
linha de
campo).

Pela Lei de Lenz, ocorrerá uma oposição a esse aumento, ou seja, surgirá um campo
induzido
(em azul) de modo a evitar esse aumento de fluxo. Daí, utilizando a regra da
mão direita,
obtemos que o campo induzido será gerado por uma corrente induzida no
sentido anti-horário.

2) ÍMÃ SE AFASTANDO DE UMA ESPIRA


[Link] 130/145

Indução eletromagnética, TodaMatéria.

Ao afastarmos o ímã da espira, estamos diminuindo o fluxo que por ela passa. Dessa forma,
uma corrente será induzida a fim de gerar um campo magnético induzido, de modo a evitar
que
o fluxo na espira diminua. Nesse caso, para obtermos um campo magnético induzido no
mesmo sentido do campo indutor, deverá surgir na espira uma corrente no sentido horário.

3) INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA EM BARRA


CONDUTORA

Um caso muito comum de indução eletromagnética é o caso de uma barra condutora com suas
extremidades em dois trilhos, veja:

[Link] 131/145

Fonte: def/eletricidade/[Link]

Como a área até o condutor aumenta, haverá uma tendência de aumento de fluxo. Logo, uma
corrente surgirá a fim de evitar esse aumento, gerando um campo magnético perpendicular
ao
plano do movimento, no sentido de dentro para fora. Pela regra da mão direita, uma
corrente
fluirá no sentido anti-horário e, assim, uma ddp induzida será criada no
condutor.

LEI DE AMPÈRE
Geração de um campo magnético devido a uma corrente elétrica, ou seja, cargas em
movimento.

LEI DE FARADAY
Geração de uma força eletromotriz induzida (diferença de potencial) devido à variação de fluxo
magnético.

LEI DE LENZ
Indicação do sentido do campo magnético produzido pela corrente induzida (devida à Lei de
Faraday). Esse campo magnético será contrário à variação do fluxo magnético.

SAIBA MAIS
[Link] 132/145
Aplicações do eletromagnetismo na engenharia

TEORIA NA PRÁTICA
A influência da corrente elétrica em aparelhos magnéticos. A ideia é passar a corrente em um
fio condutor, próximo a uma bússola, e verificar a variação na indicação da bússola, ou seja,
dada a corrente (intensidade, sentido e distância), como varia o ponteiro da bússola.

VERIFICANDO O APRENDIZADO

1. SEJAM AS AFIRMAÇÕES ABAIXO:

I. NAS REGIÕES PRÓXIMAS AOS POLOS DE UM ÍMÃ NATURAL, HÁ


[Link] 133/145
MAIOR CONCENTRAÇÃO DE LINHAS DE INDUÇÃO MAGNÉTICA DO QUE
EM REGIÕES MAIS AFASTADAS;

II. SERRANDO UM ÍMÃ EM FORMA DE BARRA, TRANSVERSALMENTE,


OBTÉM-SE UM PEDAÇO DE METAL COM POLO SUL E UM PEDAÇO DE
METAL COM POLO NORTE;

III. É POSSÍVEL MAGNETIZAR DETERMINADOS METAIS SOMENTE


APROXIMANDO-O DE UM ÍMÃ PERMANENTE;

AS AFIRMATIVAS CORRETAS SÃO:

A) I e II.

B) I e III.

C) II e III.

D) I, II e III.

2. NO MODELO CLÁSSICO DO ÁTOMO DE HIDROGÊNIO, UM ELÉTRON


REALIZA UM MOVIMENTO CIRCULAR AO REDOR DE UM PRÓTON,
COMO REPRESENTA A FIGURA. CONSIDERANDO O SENTIDO ADOTADO
PARA O MOVIMENTO DO ELÉTRON, DETERMINE A ORIENTAÇÃO DO
CAMPO MAGNÉTICO GERADO POR ELE NO CENTRO DA
CIRCUNFERÊNCIA.

[Link] 134/145

A) Perpendicular ao plano da circunferência, entrando no plano.

B) Perpendicular ao plano da circunferência, saindo no plano.

C) No plano da figura, radialmente, no sentido do centro da circunferência para dentro.

D) No plano da figura, radialmente, no sentido do centro da circunferência para fora.

3. (UFRGS-RS) ASSINALE A ALTERNATIVA QUE PREENCHE


CORRETAMENTE AS LACUNAS DO PARÁGRAFO ABAIXO.

QUANDO UM ÍMÃ É APROXIMADO DE UMA ESPIRA CONDUTORA


MANTIDA EM REPOUSO, DE MODO A INDUZIR NESSA ESPIRA UMA
CORRENTE CONTÍNUA, O AGENTE QUE MOVIMENTA O ÍMÃ SOFRE O
EFEITO DE UMA FORÇA QUE __________ AO AVANÇO DO ÍMÃ, SENDO
__________ A REALIZAÇÃO DE TRABALHO PARA EFETUAR O
DESLOCAMENTO DO ÍMÃ.

A) se opõe – necessária.

B) se opõe – desnecessária.

[Link] 135/145
C) é favorável – necessária.

D) é favorável – desnecessária.

4. DURANTE UM INTERVALO DE TEMPO DE DURAÇÃO IGUAL A


5 X 10 - 2 S, UMA ESPIRA PERCEBE UMA REDUÇÃO DE FLUXO DE 5 WB
PARA 2 WB. A TENSÃO MÉDIA INDUZIDA NA ESPIRA VALE:

A) - 60 V.

B) 50 V.

C) 60 V.

D) - 50 V.

5. UM PRÓTON (CARGA Q E MASSA M) PENETRA EM UMA REGIÃO DO


ESPAÇO ONDE EXISTE EXCLUSIVAMENTE UM CAMPO DE INDUÇÃO
MAGNÉTICA B, UNIFORME E CONSTANTE, CONFORME A FIGURA. AO
AUMENTARMOS O VALOR DO CAMPO MAGNÉTICO, PORÉM SEM
ALTERAR SEU SENTIDO NEM DIREÇÃO, PODEMOS DIZER QUE:

[Link] 136/145

A) A trajetória do próton deixa de ser circular, e passa a ser elíptica;

B) A trajetória do próton se mantém circular, porém com raio maior;

C) A trajetória do próton se mantém circular, porém com raio menor;

D) A trajetória do próton  para de ser helicoidal.

6. UM CONDUTOR HOMOGÊNEO DE 1,0 KG ESTÁ EM POSIÇÃO


HORIZONTAL, PRESO A DOIS FIOS INEXTENSÍVEIS E ISOLANTES. EM
DETERMINADO INSTANTE, UMA CORRENTE DE 2,0 A ATRAVESSA O
CONDUTOR CONTINUAMENTE. O CONDUTOR PERMANECE NA
HORIZONTAL MESMO COM A CORRENTE PASSANDO POR ELE.
SABENDO QUE O CAMPO MAGNÉTICO SE ENCONTRA PERPENDICULAR
AO PLANO DO CONDUTOR, NO SENTIDO DE DENTRO PARA FORA, E
TEM MÓDULO CONSTANTE IGUAL 2 T, A TRAÇÃO EM CADA FIO É IGUAL
A:

DADO: G = 10 M/S2

[Link] 137/145
A) 1,4 N.

B) 2,8 N.

C) 3,6 N.

D) 5,2 N.

GABARITO

1. Sejam as afirmações abaixo:

I. Nas regiões próximas aos polos de um ímã natural, há maior concentração de linhas
de indução magnética do que em regiões mais afastadas;

II. Serrando um ímã em forma de barra, transversalmente, obtém-se um pedaço de metal


com polo Sul e um pedaço de metal com polo Norte;

III. É possível magnetizar determinados metais somente aproximando-o de um ímã


permanente;

As afirmativas corretas são:

A alternativa "B " está correta.

I. Verdadeira

II. Falsa. Ao serrar o ímã transversalmente, novos polos serão criados e, assim, dois novos
ímãs surgirão.

III. Verdadeira

2. No modelo clássico do átomo de hidrogênio, um elétron realiza um movimento


circular ao redor de um próton, como representa a figura. Considerando o sentido
adotado para o movimento do elétron, determine a orientação do campo magnético
gerado por ele no centro da circunferência.

[Link] 138/145

A alternativa "A " está correta.

Note que o sentido da corrente (convencional) é oposto ao sentido de movimento dos elétrons,
com isso, aplicando a regra da mão direita, o campo magnético será perpendicular ao plano da
circunferência, apontando para dentro do plano.

[Link] 139/145

3. (UFRGS-RS) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do


parágrafo abaixo.

Quando um ímã é aproximado de uma espira condutora mantida em repouso, de modo a


induzir nessa espira uma corrente contínua, o agente que movimenta o ímã sofre o efeito
de uma força que __________ ao avanço do ímã, sendo __________ a realização de
trabalho para efetuar o deslocamento do ímã.

A alternativa "A " está correta.

A lei de Lenz nos diz que nesse caso, haverá um campo magnético gerado em oposição ao
movimento do ímã. Assim, uma força magnética contrária irá atuar. Assim, é preciso uma força
a favor do movimento do ímã para que este continue entrando na espira. Logo, há a
necessidade de realização de trabalho.

4. Durante um intervalo de tempo de duração igual a 5 x 10 - 2 s, uma espira percebe uma
redução de fluxo de 5 Wb para 2 Wb. A tensão média induzida na espira vale:

A alternativa "C " está correta.

∆∅ (2-5)
e = V induzida = - = - = 60V
∆t 5x10 - 2

[Link] 140/145
Pelo fato de ter ocorrido uma redução do fluxo indutor, a tensão induzida é responsável por
criar fluxo induzido “a favor do indutor” (Lei de Lenz).

5. Um próton (carga q e massa m) penetra em uma região do espaço onde existe


exclusivamente um campo de indução magnética B, uniforme e constante, conforme a
figura. Ao aumentarmos o valor do campo magnético, porém sem alterar seu sentido
nem direção, podemos dizer que:

A alternativa "C " está correta.

Como o próton penetra no campo com velocidade perpendicular ao campo magnético, a força
magnética será perpendicular à trajetória, gerando uma trajetória circular. Assim, o raio dessa
mv
trajetória é dado por R = qB

Como o aumento de B, o raio diminuirá.

[Link] 141/145
6. Um condutor homogêneo de 1,0 kg está em posição horizontal, preso a dois fios
inextensíveis e isolantes. Em determinado instante, uma corrente de 2,0 A atravessa o
condutor continuamente. O condutor permanece na horizontal mesmo com a corrente
passando por ele. Sabendo que o campo magnético se encontra perpendicular ao plano
do condutor, no sentido de dentro para fora, e tem módulo constante igual 2 T, a tração
em cada fio é igual a:

Dado: g = 10 m/s2

A alternativa "D " está correta.

Pela regra da mão direita, a força magnética no condutor é vertical e para baixo. Assim, como o
sistema está em equilíbrio, o somatório das forças para cima é igual ao somatório das forças
para baixo. Logo, chamando de P a força peso, Fm a força magnética, e T a força de tração em
cada fio, temos:

P + F m = 2T

mg + BiLsenθ = 2T
mg + BiL
senθ = 1 → T = 2

[Link] 142/145
10 + 2 · 2 · 0 , 10
T= ∴ T = 5, 2N
2

CONCLUSÃO

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste estudo de eletricidade e magnetismo, começamos apresentando pontos relacionados à
eletricidade. Passamos pelos conceitos de eletrostática, tais como carga elétrica, processos de
eletrização, força elétrica, campo elétrico e potencial elétrico e, em seguida, discutimos o
funcionamento de circuitos elétricos resistivos, ou seja, circuitos compostos por fontes de
tensão e resistores.

No terceiro módulo, estudamos os fenômenos magnéticos, através dos ímãs naturais e


artificiais, e fenômenos eletromagnéticos, mostrando que eletricidade e magnetismo, apesar de
serem conceitos comumente abordados à parte (para fins didáticos), não são fenômenos
independentes. Comprovamos essa afirmação através das leis de Ampère, Faraday e Lenz e
da apresentação de algumas aplicações no campo da Engenharia.

[Link] 143/145
AVALIAÇÃO DO TEMA:

REFERÊNCIAS
CALÇADA, C. S.; SAMPAIO, J. L. Física Clássica- Eletricidade. 2. ed. São
Paulo: Atual,
1998.

GUALTER, J. B.; NEWTON, V. B.; HELOU, R. D. Tópicos da Física. 4. ed.


São Paulo:
Saraiva, 2010.

HALLIDAY, D.; RESNICK, R. Física 3. 4. ed. São Paulo: LTC, 1991.

NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica. v.3. Eletromagnetismo. 2. ed.


São Paulo:
Blucher, 2015.

ROONEY, Anne. A História da Física. São Paulo: M. Books, 2013.

SADIKU, M. O.; Alexander, C. K. Fundamentos de circuitos elétricos. 5.


ed. São Paulo:
AMGH, 2013.

VISACRO, S. F. Descargas atmosféricas: uma abordagem de Engenharia. São


Paulo:
Altiber, 2005.

EXPLORE+
[Link] 144/145
Para saber mais sobre os assuntos explorados neste tema, assista ao vídeo:

Batalha de Genius: Edison vs Tesla.

Experimento que mostra as linhas do campo elétrico - linhas de cargas.

CONTEUDISTA
Bruno Suarez Pompeo

 CURRÍCULO LATTES

[Link] 145/145

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