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Psyllium: Benefícios e Uso Nutricional

O Psyllium é uma erva usada como laxante devido às fibras e mucilagens que absorvem água no intestino, aumentando o volume fecal. Ele também pode reduzir os níveis de colesterol e a sensação de fome. O Psyllium é indicado para constipação crônica e outras condições, mas não deve ser usado em casos de obstrução intestinal ou diabetes descontrolada.

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Psyllium: Benefícios e Uso Nutricional

O Psyllium é uma erva usada como laxante devido às fibras e mucilagens que absorvem água no intestino, aumentando o volume fecal. Ele também pode reduzir os níveis de colesterol e a sensação de fome. O Psyllium é indicado para constipação crônica e outras condições, mas não deve ser usado em casos de obstrução intestinal ou diabetes descontrolada.

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PSYLLIUM

Nome científico: Plantago psyllium L.


Sinonímia científica: Plantago afra L., Plantago ovata F.
Nome popular: Plantago indiano, ispágula, psylium, ispaghula.
Família: Plantaginaceae.
Parte Utilizada: Semente.
Composição Química: L-arabinose, D-xilose, Ácido galacturônico, Fibras,
Mucilagens, Óleos.
Formula molecular: N/A Peso molecular: N/A

CAS: N/A
DCB: N/A
DCI: N/A

O Psyllium é uma erva que mede menos de 50 cm e produz flores brancas, agrupadas
em espigas na ponta de pequenas hastes. Cresce espontaneamente nos solos áridos
e arenosos do Mediterrâneo. Seu nome deriva do grego psylla (pulga), referindo-se as
semelhantes de suas sementes com este inseto. O seu uso foi popularizado com o
advento dos árabes e persas na Índia e começou a ser utilizada pelos europeus no
início do século XIX. Com exceção da casca e da semente, onde se encontra grandes
quantidades de fibras, as demais partes da planta não tem uso medicinal.

Indicações e Ação Farmacológica

Obstipação crônica, coadjuvantes da evacuação intestinal em casos de hemorróidas,


gravidez, convalescença, períodos pós-operatórios e senilidade. Também nas colites
e diverticulites. As mucilagens presentes na composição do psylium absorve
considerável quantidade de água, aumentando o volume fecal que por sua vez
aumenta o lúmen intestinal. Há uma redução da pressão intraluminal reduzindo a
possibilidade de formação de divertículos. O uso de psylium retarda tanto o
esvaziamento gástrico como a absorção de glicose a partir do intestino delgado.
Devido a sua ingestibilidade, as fibras alcançam o cólon, praticamente inalteradas,
causando aumento do volume de conteúdo colônico com consequente ativação da
motilidade propulsora. Seus óleos também favorecem as propriedades laxativas.
Psylium normaliza o tempo de trânsito intestinal, aumentando ou diminuindo este
tempo, conforme a necessidade. Favorece o amolecimento das fezes e reduz a
necessidade de esforço para a evacuação, atividade muito útil em casos de
hemorroidas.
Em estudos realizados demostrou possuir a propriedade de reduzir o colesterol sérico
total, reduzindo o LDL e aumentado o HDL.
Quando ingerido antes das refeições pode reduzir a sensação de fome.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
(Porção 100 g)
Nutrientes 95%
Gorduras 0.5 mg
Proteínas 2.5 mg
Carboidratos 4 mg
Calorias 30
Fibras dietéticas 78 mg
Fibras solúveis 47 mg
Fibras insolúveis 31 mg
Sódio 130 mg
Toxicidade/Contraindicações

O psyllium não apresenta qualquer efeito tóxico.


Contraindicado em casos de cólicas abdominais de origem desconhecida, constrição
ou estenose intestinal. Diabetes mellitus onde o ajuste de insulina é difícil.
Como o efeito laxante se dá pela absorção de água a nível intestinal, deve-se elevar o
consumo de líquidos durante o uso de psyllium. Caso surgirem reações indesejáveis,
suspender o uso. Doses excessivas podem diminuir a absorção de cálcio, ferro, zinco
e cobre.

Dosagem e Modo de Usar

- Pó: 450 a 500 mg, uma ou duas vezes ao dia.


Quando misturado a líquidos deve ser ingerido imediatamente, pois o aumento de
volume da mucilagem deve ocorrer no intestino.

Referências Bibliográficas

TESKE M., TREBTINI A.M, Herbarium: compêndio de fitoterapia,3°ed, 1958.

ALONSO J. Tratado de Fitofármacos y Neutracéuticos, 1°ed, Argentina, 2004.

COIMBRA R. Notas de fitoterapia, 2°ed, 1958.

LORENZI H., MATOS F.J, Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2002.

BARNES, J. ANDERSON, L. A. PHILLIPSON, J. D; Fitoterápicos. 3 ed. Porto Alegre,


2012.

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