1.
Introdução
No presente trabalho iremos abordar sobre Teoria do Conhecimento, valor de
conhecimento, absolutismo e Relativismo, a teoria de conhecimento também conhecida
como Gnosiologia, é uma área da Filosofia que estuda como o ato de conhecer acontece.
Essa área busca responder questões como “o que é o conhecimento?” e “Como
conhecemos?”.Assim como alguns filósofos tinham o objetivo de estudar a política, a
sociedade, a vida, e outras coisas, a Teoria do Conhecimento busca estudar o modo pelo
qual o homem conhece as coisas.
O valor de conhecimento na abordagem filosofica descreve-o como nem totalmente
subjectivo, nem totalmente objectivo, mas como algo determinado pela intervencção
entre sujeito e o objecto. E Reconhecer um certo aspecto das coisas como um valor,
consiste em hierarquiza-los para tê-los em conta na tomada de decisões, ou, por outras
palavras, em estar inclinado a usá-los como um dos elementos a ter em consideração na
escolha e naorientação que damos às decisões sobre nós próprios e aos outros.
Absolutismo foi uma forma de governo muito comum na Europa entre os séculos XVI e
XIX e defendeu a teoria do poder absoluto do rei sobre toda a nação, e o relativismo é
uma corrente que nega toda verdade absoluta e perene assim como toda ética absoluta,
ficando a critério de cada indivíduo definir a sua verdade e o seu bem.
1.1 Objectivos
1.1.2Geral:
Compreender os conceito de Teoria do Conhecimento, valor de conhecimento,
absolutismo e Relativismo
1.1.3Especificos:
Conceptualizar contribição que cada pensadore deu no absolutismo ;
Caracterizar e Identificar as características do relativismo e a historia do
absolutismo desde portugal ate Inglaterra;
Índice
[Link]ção...............................................................................................................1
1.1 Objectivos............................................................................................................1
1.1.2Geral:..................................................................................................................1
1.1.3Especificos:........................................................................................................1
2. Teoria do Conhecimento........................................................................................3
2.1 Estudo da Natureza e Conhecimento Geral.........................................................3
2.3 Epistemologia.......................................................................................................4
2.4 Metodologia Científica.........................................................................................4
3. O valor do conhecimento.......................................................................................5
3.1 Relativismo sensorial dos sofistas........................................................................6
3.2 Relativismo positivista.........................................................................................7
3.3 Relativismo pragmático.......................................................................................7
4. Absolutismo...........................................................................................................7
4.1 Teorias do absolutismo........................................................................................9
O absolutismo e a guerra..........................................................................................10
5. Relativismo..........................................................................................................11
5.1 Relativismo Ético e Filosofia.............................................................................11
tipos de relativismo..................................................................................................12
[Link]ão..............................................................................................................14
[Link]ências bibliográficas.....................................................................................15
2. Teoria do Conhecimento
A Teoria do Conhecimento, também chamada de Gnosiologia, é o campo da Filosofia
que se dedica ao estudo do [Link] disciplina da filosofia, a teoria do
conhecimento surgiu na Idade Moderna, tendo como fundador o filósofo inglês John
[Link] ou gnoseologia vem do grego que significa ( gnosis,
"conhecimento", e logos, "discurso"). está relacionada ao ato de conhecer.
De modo geral, a Teoria do Conhecimento tende a priorizar temas ligados à origem,
limites e natureza de temas considerados cognitivos, ou seja, ocupa-se em entender,
estudar e validar o conhecimento, a possibilidade de existência do conhecimento e
quais os fundamentos, origens e valores.
O olhar filosófico define que, para que seja possível a existência do conhecimento, são
necessários três fatores fundamentais:
A consciência ou existência de um sujeito conhecedor;
Um objeto a ser conhecido;
A relação que se estabelece entre o sujeito e o objeto.
O conhecimento só é considerado possível quando o sujeito é capaz de representar
mentalmente o objeto.
O conhecimento como fonte de estudo filosófico desenvolve-se em três disciplinas
distintas:
A própria Teoria do Conhecimento: dedica-se ao estudo do conhecimento geral e da
natureza;
A Epistemologia: responsável pelo estudo do conhecimento científico e da natureza;
A Metodologia Científica: trata dos processos lógicos para a aquisição do conhecimento
científico.
2.1 Estudo da Natureza e Conhecimento Geral
O estudo da natureza faz parte da filosofia e construção do pensamento filosófico desde
seus primórdios.
Os primeiros filósofos buscavam explicações racionais para os acontecimentos naturais
e efeitos da natureza. Os elementos naturais foram, inclusive, nos primeiros anos do
desenvolvimento filosófico, usados para explicar os acontecimentos do mundo. Tales
de Mileto, por exemplo, dizia que tudo teria se originado a partir da água.
No decorrer dos estudos filosóficos, pensadores sentiram a necessidade de entender o
conhecimento. Os sentidos e a inteligência relacionados ao ato de conhecer, muitas
vezes falham e não garantem as respostas mais corretas e adequadas às questões alvo de
estudo dos filósofos.
Diante dessa situação, os pensadores - e homens no geral - passaram a colocar em xeque
a maneira como o conhecimento era tratado. Assim, deu-se início a um estudo
sistemático e fundamentado que pudesse analisar o ato do conhecimento em si: saber e
definir o que é o conhecimento, qual sua essência, como se forma e por quais
mecanismos o conhecimento se desenvolve.
Embora a disciplina de conhecimento geral tenha sido muito usada nos princípios da
Filosofia, ainda é usada para entender os mecanismos do conhecimento geral nas
sociedades ao longo dos séculos.
2.3 Epistemologia
A epistemologia propõe o estudo da origem, da estrutura, dos métodos e, finalmente, da
validade do conhecimento, estabelecendo relações entre crença e conhecimento - a
metafísica e a lógica.
É também tarefa da epistemologia compreender se o ser humano é capaz de atingir o
conhecimento total e genuíno.
A epistemologia, também chamada de Filosofia da Ciência, nasceu com Platão. O
filósofo opunha a opinião ao conhecimento. Para o grego, a crença é apenas um ponto
de vista subjetivo e, por vezes, com poucas justificativas que a sustentem.
O conhecimento, por sua vez, é definido por Platão como o conjunto de todas as
informações que descrevem e explicam os mundos social e natural.
2.4 Metodologia Científica
A Metodologia Científica está ligada à maneira pela qual o conhecimento cientifico é
sistematizado e organizado.
Foi usada pela primeira vez com o nascimento da dialética, e se estruturava como
método de busca pela verdade através de perguntas e respostas. Esse modelo foi o
precursor da lógica.
O modelo grego foi usado até meados do século XVII e modificado por Galileu, que
iniciou o modelo hipotético dedutivo, combinando experimentos empíricos, modelos
matemáticos e hipóteses científicas.
No século XX, o modelo sugerido por Karl Popper ganhou força. Popper estabelece a
noção de falsificabilidade, na qual o pesquisador busca descobrir uma exceção ao
postulado, algo que torne o objeto de pesquisas e seus resultados falsos. Na ausência
desses elementos, o resultado da pesquisa torna-se, portanto verdadeiro.
Ainda hoje, as descobertas e pesquisas científicas baseiam-se em um esquema
metodológico rígido, que permite a fácil organização das descobertas, teses e
experiências, bem como, a disseminação do conhecimento obtido a partir das pesquisas.
Além disso, a metodologia científica é primordial para garantir a melhor assimilação
dos dados, evitar falhas e facilitar a interpretação e o entendimento.
3. O valor do conhecimento
O concieto de valor tem sido investigado e conceituado em diferentes areas do
conhecimeno. A abordagem filosofica descreve-o como nem totalmente subjectivo, nem
totalmente objectivo, mas como algo determinado pela intervencção entre sujeito e o
objecto.
Reconhecer um certo aspecto das coisas como um valor, consiste em hierarquiza-los
para tê-los em conta na tomada de decisões, ou, por outras palavras, em estar inclinado a
usá-los como um dos elementos a ter em consideração na escolha e naorientação que
damos às decisões sobre nós próprios e aos outros. Há os que vêem os valores como
subjectivos e consideram esta situação em termos de uma posição pessoal, adoptada
como uma espécie de escolha (desejo) e imune ao argumentoracional.
Os que concebem os valores como algo objectivo supõem que, por alguma razão
exigências da racionalidade, da natureza humana, de Deus, de outra autoridade
ounecessidade - a escolha possa ser orientada e corrigida a partir de um ponto de
vistaindependente. Os valores fornecem o alicerce oculto dos conhecimentos e das
práticas que constantemente construímos nas nossas vidas. Os valores humanos são os
fundamentos éticos e espirituais que constituem a consciência humana. São os valores
que tornam a vida algo digno de ser vivido, definem princípios e propósitos valiosos e
objectiva fins grandiosos.
O debate da Idade Moderna acerca do conhecimento centrar-se-á nas questões de
origem e da possibilidade se é ou não possível obter um conhecimento verdadeiro do
conhecimento. Em relação a esta questão há na tradição a resposta dos cépticos da
Antiguidade que defendiam uma atitude de dúvida sistemática: segundo eles,
a justificação que permite tornar uma crença verdadeira em conhecimento não é mais
que outra crença que necessita de ser justificada.
Este argumento acima designado de regressão infinita assenta nos seguintes pontos:
Toda a justificação é inferida de outras crenças;
Por regressão infinita tais crenças não estão justificadas, logo, o conhecimento
não é possí[Link] debate do valor do conhecimento é travado por duas
correntes, nomeadamente:
O Absolutismo : que afirma não só a subjectividade do conhecimento, como também
lhe confere um valor absoluto. Portanto, para esta corrente não restam dúvidas sobre o
valor do conhecimento e não apresenta nenhum limite.
O Relativismo: esta corrente, atribui valor simplesmente relativo ao conhecimento,
quer em função ao sujeito cognoscente, quer em função do objecto conhecido.
Relativismo tem várias subdivisões, nomeadamente:
3.1 Relativismo sensorial dos sofistas
segundo Protágoras (século V a.C.), oHomem é a medida de todas as coisas (homo
mensura), o que quer dizer que todo o conhecimento é relativo, isto é, depende do
sujeito cognoscente (por exemplo, a mesma água pode parecer fria a um individuo e
quente a outro).
3.2 Relativismo positivista
para Augusto Comte, pai do positivismo, nenhum conhecimento que ultrapassa a
experiência é possível e, por conseguinte, tão pouco poderá ser válido ou certo, trata-se
de um relativismo objectivo.
3.3 Relativismo pragmático
para William James (1843-1910), a validade de uma ideia só pode ser verificada pelo
seu resultado prático, isto é, pela sua utilidade. Para o pragmatismo, o Homem foi feito
para a acção, assim sendo, averdade só pode ser definida em função dessa mesma acção.
Tudo o que ajuda a agir e produz realmente efeito será verdadeiro para cada indivíduo,
deste modo todas as nossas ideias terão apenas um valor relativo.
4. Absolutismo
Absolutismo foi uma forma de governo muito comum na Europa entre os séculos XVI
e XIX e defendeu a teoria do poder absoluto do rei sobre toda a nação. O poder dos reis
durante a Idade Média era considerado limitado em comparação com o período
absolutista, pois havia muita fragmentação política e a influência do rei dependia de
uma relação de vassalagem, na qual a troca de favores entre reis e nobres garantia o
poder real.
Os teóricos de relevo associados ao absolutismo incluem autores como Nicolau
Maquiavel, Jean Bodin, Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra, Jacques-Bénigne Bossuet
e Thomas Hobbes. Esta ideia tem sido algumas vezes confundida com a doutrina do
Direito Divino dos Reis, que defende que a autoridade do governante emana
directamente de Deus, e que não podem ser depostos a não ser por Deus, defendido por
alguns absolutistas como Jean Bodin, Jaime I e Jacques Bossuet.
A monarquia absolutista nasce com Luís XIV de França, conhecido como "Rei-Sol",
logo após a morte do seu primeiro-ministro, em 9 de Março de 1661, o cardeal Jules
Mazarin.
Em Portugal, verdadeiramente nunca existiu a monarquia absolutista, mas sim o que os
monárquicos chamam uma monarquia tradicional pois o rei português sempre teve
poder limitado pelas cortes e por outros órgãos de soberania. Todavia, para muitos
[Link] foi considerado como «o rei absoluto» e ficou conhecido com esse cognome.
No entanto, também é verdade que o Reino de Portugal passou por várias fases do
desenvolvimento em um sentido crescente do aumento de autoridade e concentração do
poder nas mãos dos reis, até ao aparecimento da monarquia constitucional, atingindo o
seu auge no reinado de João V. Contudo, não se pode determinar com muita precisão
que a monarquia portuguesa se tenha encontrado estruturada em bases absolutistas
depois disso. Essa questão é difícil porque as raízes do poder monárquico foram se
desenvolvendo aos poucos, em várias estruturas e crescendo ao longo de três séculos.
Outrora, fruto de propaganda liberal posterior, devemos entender o regime absolutista
português como um processo de longa duração, e ao decorrer de toda a Idade Moderna,
colheu frutos do prestígio que tinha em seu território.
A Espanha conheceu em 1469 a unificação política com o casamento da rainha Isabel I
de Castela com o rei Fernando de Aragão. Unificado, o reino espanhol reuniu forças
para completar a expulsão dos mouros e, com a ajuda da burguesia, lançar-se às grandes
navegações marítimas. O poder real foi crescendo á medida que a exploração colonial
enriquecia o estado. No governo de Carlos V, neto de Fernando e Isabel, os castelhanos
possuíam um enorme império colonial, o que fez da Espanha a maior potência do século
XVI. De acordo com objectivos mercantilistas, o governo absolutista espanhol buscava
a hegemonia no comércio internacional e na disputa por áreas coloniais. Por essas
disputas, a Espanha se envolveu em diversas guerras, sobretudo com a França. Filipe II,
que governou a Espanha de 1556 a 1598, resolveu atacar a Inglaterra e, para executar a
tarefa, organizou uma força de guerra que denominou de "Invencível Armada". O
ataque não se concretizou, porque a Invencível Armada desorganizou-se durante uma
grande tempestade, acabaram sendo derrotados pelos ingleses. Isso marcou o iniciou do
declínio do império espanhol, perderam algumas de suas colonias e grande parte do
poder internacional, mesmo assim, o Estado espanhol não deixou de ser absolutista,
mantendo os poderes concentrados nas mãos do rei.
Na França, durante o século XVI, sob a dinastia Valois, a França ensaiou a consolidação
do governo absolutista. Parte da burguesia adorara a religião calvinista, enquanto o
Estado era fortemente influenciado pelo catolicismo. A fim de solucionar o problema,
Henrique III, que era católico, aliou-se a Henrique de Bourbon, líder dos huguenotes
(protestantes de orientação calvinista). Após a morte do rei, em 1589, Henrique de
Bourbon aceitou se converter ao catolicismo, isso fez com que ele assumisse o trono -
ficou conhecido como Henrique IV. O longo processo de centralização do poder
monárquico atingiu seu ponto culminante com o rei Luís XIV, conhecido como "Rei
Sol", que reinou entre 1643 e 1715. A ele atribui-se a célebre frase "o Estado sou eu".
Ao contrário de seus antecessores, recusou a figura de um "primeiro-ministro", reduziu
a influência dos parlamentos regionais e jamais convocou os Estados Gerais.
Na Inglaterra, o absolutismo teve início em 1509 com Henrique VIII, que, apoiado pela
burguesia, ampliou os poderes monárquicos, diminuindo os do parlamento. No reinado
da rainha Isabel I, o absolutismo monárquico foi fortalecido, tendo iniciado a expansão
marítima inglesa, com a colonização da América do Norte. Contudo, após a Guerra
Civil Inglesa, o absolutismo perdeu força na Inglaterra, com o rei gradualmente
perdendo poderes em favor do parlamento. A revolução de 1688 - a Revolução Gloriosa
- pôs um ponto final no absolutismo inglês.
4.1 Teorias do absolutismoeditareditar código-fonte
Durante os séculos XVI e XVII, diversos pensadores buscaram justificar o poder
absoluto dos monarcas. A principal obra de Nicolau Maquiavel, O príncipe, escrita para
responder a um questionamento a respeito da origem e da manutenção do poder,
influenciou os monarcas europeus, que a utilizaram para a defesa do absolutismo.
Maquiavel defendia o Estado como um fim em si mesmo, afirmando que os soberanos
poderiam utilizar-se de todos os meios - considerados lícitos ou não - que garantissem a
conquista e a continuidade do seu poder. As ações do Estado são regidas, sobretudo,
pela racionalidade.
Thomas Hobbes, autor da obra Leviatã
Jean Bodin: sua obra foi Os seis livros da República, associava o Estado à própria
célula familiar, colocando o poder real como ilimitado, comparado ao chefe de família.
Jacques Bénigne Bossuet: contemporâneo de Luís XIV, foi um dos maiores defensores
do absolutismo e, simultaneamente, do "direito divino dos reis"; em sua obra Política
Segundo a Sagrada Escritura, afirmava que a Monarquia era a origem divina, cabendo
aos homens aceitar todas as decisões reais, pois questioná-las transformá-los-ia não
somente em inimigos públicos, mas também em inimigos de Deus.
Thomas Hobbes: autor de Leviatã, proclamou que, em seu estado natural, a vida
humana era "solitária, miserável, desprezível, bestial e breve"; buscando escapar da
guerra de todos contra todos, os homens uniram-se em torno de um contrato para formar
uma sociedade civil, legando a um soberano todos os direitos para protegê-los contra a
violência. Hobbes defende a teoria de que um rei só poderia subir ao trono pela vontade
do povo e não pela vontade divina. A monarquia é justificada pelo consenso social.
Hugo Grócio: é considerado um dos precursores do direito universal, pois defendia
que, se todos os países adotassem o absolutismo, seria possível se estabelecer um
sistema único de legislação. Sua principal obra foi 'Direito de Paz e de Guerra'.
O absolutismo e a guerraeditareditar código-fonte
O Estado absolutista foi um processo importante para a modernização administrativa de
certos países. No campo militar, embora tenha apresentado alguns pontos fracos, foi
responsável por grandes transformações. A centralização administrativa e financeira
praticamente extinguiu os exércitos mercenários, sem no entanto dispensar o emprego
de estrangeiros. Criou uma burocracia civil que muito ajudou à manutenção de forças
armadas. Desenvolveu formas compulsórias de alistamento que serviriam de base para o
serviço militar moderno. Regulamentando o alistamento, diminuiu velhos abusos.
Financiou e abasteceu efetivos cada vez maiores. Permitiu, por fim, a construção de
dezenas de fortificações modernas. Com o absolutismo, o rei concentrava todos os
poderes, criando leis sem aprovação da sociedade, além de impostos e demais tributos
de acordo com a situação ou um novo projeto ou guerra que surgisse. Além disso, o
monarca interferia em assuntos religiosos, em alguns casos controlando o clero de seu
país.
O absolutismo e o despotismo, apesar de similares, diferem pelo fato de o absolutismo
ter uma base teórica (Jean Bodin, Thomas Hobbes, Nicolau Maquiavel) e o despotismo
ser uma espécie de corrupção do absolutismo, onde o monarca age deliberadamente sem
qualquer preocupação teórica, social, política ou religiosa.
5. Relativismo
O relativismo é o conceito de que os pontos de vista não têm uma verdade absoluta ou
validade intrínsecas, mas eles têm apenas um valor relativo, subjetivo, e de acordo com
diferenças na percepção e consideração ou relativismo é a visão de que verdade e
falsidade, certo e errado, padrões de raciocínio e procedimentos de justificação são
produtos de diferentes convenções e estruturas de avaliação e que sua autoridade está
confinada ao contexto que lhes dá origem.
Assim podemos concluir que o Relativismo é um termo filosófico que se baseia na
relatividade do conhecimento e repudia qualquer verdade ou valor absoluto. Todo ponto
de vista é válido e necessário.
Max Weber, em suas obras sobre epistemologia, abre espaço para o relativismo nas
ciências da cultura quando diz que a ciência é verdade para todos que querem a verdade,
ou seja, por mais diferentes que sejam as análises geradas por pontos de vista culturais
diferentes, elas sempre serão cientificamente verdadeiras, enquanto não refutadas.
Na filosofia moderna o relativismo por vezes assume a denominação de "relativismo
cético", relação feita com sua crença na impossibilidade do pensador ou qualquer ser
humano chegar a uma verdade objetiva, muito menos absoluta.
Nietzsche na sua obra "A Gaia Ciência", no tópico intitulado "Nosso novo infinito",
assim afirma: "o mundo para nós tornou-se novamente infinito no sentido de que não
podemos negar a possibilidade de se prestar a uma infinidade de interpretações"; frase
que Michel Foucault objeta: "Se a interpretação nunca se pode completar, é porque
simplesmente não há nada a interpretar...pois, no fundo, tudo já é interpretação".
5.1 Relativismo Ético e Filosofia
A ética equivale a dizer que todas as moralidades são igualmente boas; na
epistemologia, implica que todas as crenças, ou sistemas de crenças, são igualmente
verdadeiras. Críticos do relativismo afirmam que tais visões são prejudiciais, uma vez
que minam a iniciativa de tentar melhorar nossos modos de pensar.
Para entendermos relativismo e a filosofia, devemos entender primeiro que a filosofia
trabalha com argumentos, e não com proposições impostas. Desta forma, a relatividade
dos argumentos pode ser trabalhada de forma imparcial na filosofia, dado que no meio
relativista a percepção dos eventos será determinada pela visão do interlocutor.
tipos de relativismo
Relativismo cognitivo (verdade): afirma que toda a verdade é relativa e, por isso,
nenhuma pode ser considerada mais correta que a outra, já que um modelo consolidado
não existe.
Relativismo moral ou ético: todas as morais estão relacionadas ao grupo social na qual
foram produzidas.
Relativismo situacional: aquilo que é certo e errado deve ser definido de acordo com a
situação
Relativismo Cultural: é um conceito antropológico que define que o conjunto de
hábitos, crenças e valores de um grupo, ou seja a sua cultura, influencia no que este
considera uma verdade. E para relativizar a cultura, a pessoa deve primeiramente não
julgar, para depois tentar entender os traços da cultura do outro que o levaram a ter
aquilo enquanto verdade.
O relativismo cultural seria o contrário do etnocentrismo. O pensamento etnocêntrico é
aquele que apenas leva em consideração a moral e os valores do seu próprio grupo para
interpretar outros comportamentos, e com isto acaba julgando pela sua perspectiva
pessoal o que é feito por outros grupos.
Relativismo religioso: ultrapassa o relativismo moral, e além de questionar a formação
dos conceitos de bem e mal, diretamente ligados à religião, coloca em questão a palavra
de Deus como a única verdade. Também no que diz respeito às interpretações feitas
pelos homens dos livros sagrados.
Embora existam muitos tipos de relativismo, todos eles têm duas características em
comum,Que são:
A primeira é que todos eles afirmam que uma coisa (exemplo: valores morais,
beleza, conhecimento, gosto ou significado) é relativa a algum contexto ou
ponto de vista particular, como o sujeito individual, uma cultura, uma era ou
uma linguagem.
O segundo é que todos eles negam que qualquer ponto de vista é privilegiado
sobre todos os outros.
[Link]ão
Após a feita deste trabalho pudemos ver O relativismo é uma corrente que nega toda
verdade absoluta e perene assim como toda ética absoluta, ficando a critério de cada
indivíduo definir a sua verdade e o seu bem. Pudemos ver também, que Embora existam
muitos tipos de relativismo, todos eles têm duas características em comum, Que são:
A primeira é que todos eles afirmam que uma coisa (exemplo: valores morais, beleza,
conhecimento, gosto ou significado) é relativa a algum contexto ou ponto de vista
particular, como o sujeito individual, uma cultura, uma era ou uma linguagem.
O segundo é que todos eles negam que qualquer ponto de vista é privilegiado sobre
todos os outros. No governo de Carlos V, neto de Fernando e Isabel, os castelhanos
possuíam um enorme império colonial, o que fez da Espanha a maior potência do século
XVI. De acordo com objectivos mercantilistas, o governo absolutista espanhol buscava
a hegemonia no comércio internacional e na disputa por áreas coloniais.
[Link]ências bibliográficas
Souza, Marcos da Cunha e, O absolutismo e o progresso da guerra. Revista do Instituto
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Macpherson, C. B. (1962). The Political Theory of Possessive Individualism: Hobbes to
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política
«Luís XIV e o Estado todo-poderoso, Dimitri Casali, História Viva». [Link].
Consultado em 11 de Maio de 2014. Arquivado do original em 20 de Junho de 2014
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"A Monarquia Tradicional" de Victor Emanuel Vilela Barbuy
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Nicolina Luiza de Petta (2005). História - Uma Abordagem
Integrada 1ª ed. São Paulo: [s.n.] pp. 75, 76, 77, 78
Nicolina Luiza de Petta (2005). História - Uma Abordagem Integrada 1ª ed. São Paulo:
[s.n.] p. 78