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Estrutura DMPL e DVA em Demonstrações Financeiras

O documento discute a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) e a Demonstração do Valor Adicionado (DVA). Apresenta os objetivos e conceitos dessas demonstrações contábeis e como elaborá-las, incluindo suas estruturas. Também fornece orientações sobre como organizar o estudo do material.

Enviado por

Daniela Lolatto
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Estrutura DMPL e DVA em Demonstrações Financeiras

O documento discute a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) e a Demonstração do Valor Adicionado (DVA). Apresenta os objetivos e conceitos dessas demonstrações contábeis e como elaborá-las, incluindo suas estruturas. Também fornece orientações sobre como organizar o estudo do material.

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Estrutura das

Demonstrações
Financeiras
Material Teórico
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Ms. Wellington Rodrigues Silva Souza

Revisão Textual:
Profa. Dra. Selma Aparecida Cesarin
Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido (DMPL) e
Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

• A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)


• A Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Abordar os conceitos e os objetivos da Demonstração das Muta-
ções do Patrimônio Líquido (DMPL) e da Demonstração do Va-
lor Adicionado (DVA). Também são discutidos os procedimentos
básicos para a elaboração dessas Demonstrações Contábeis, bem
como suas estruturas.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
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colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
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para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como o seu “momento do estudo”.

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.

No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão,
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
UNIDADE Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

A Demonstração das Mutações


do Patrimônio Líquido (DMPL)
A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) tem por objetivo
evidenciar, analiticamente, como o Patrimônio Líquido da Empresa sofreu mudanças
de um período para outro. Seu objetivo assemelha-se ao da DFC, que mostra as
alterações em Caixa e equivalentes de Caixa da Empresa.

De acordo com Iudícibus et al. (2011):


A elaboração dessa demonstração é facultativa para a maioria das compa-
nhias e, quando apresentada, substitui a obrigatoriedade da Demonstração
dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. É obrigatória para as companhias
abertas, instituições financeiras, seguradoras e algumas outras Empresas.

A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é mais


importante que a anterior, tendo em vista informar resumidamente toda
a movimentação ocorrida com as contas integrantes do Patrimônio
Líquido, com base no saldo inicial do exercício anterior, até o saldo
onal do exercício, contendo, portanto, além da demonstração da conta
Lucros ou Prejuízos Acumulados, a Demonstração do que ocorreu com as
demais contas do Patrimônio Líquido: Capital Social, Reservas de Capital,
Reservas de Reavaliação, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria etc.

Como exposto, há outra Demonstração Contábil chamada “Lucros ou Pre-


juízos Acumulados” (DLPA), aplicável às Empresas de menor porte, que podem
acumular lucros.
Para as Companhias de Capital Aberto (S/A), é obrigatória a destinação
dos lucros ou para dividendos, representando uma obrigação (remuneração aos
acionistas), ou para reservas de lucro, no Patrimônio Líquido (parcela do lucro
retida pela Empresa).
Dessa forma, a DMPL, que é uma Demonstração mais completa, traz em sua
estrutura exatamente a mesma informação que seria apresentada pela DLPA
(mutação do Patrimônio Líquido em função de inclusão de lucros do período e/
ou destinações), além de informações não contempladas pela DLPA relativas às
alterações de saldos das outras Contas Contábeis que compõem o Patrimônio
Líquido da Empresa.
A DMPL está no escopo do CPC 26 (R1) – Apresentação de Demonstrações
Contábeis.
Basicamente, essa Demonstração traz as seguintes informações, em colunas e
em linhas:
• Informações apresentadas nas colunas: cada coluna representa uma Conta
Contábil do Patrimônio Líquido (PL), por exemplo, Capital Social, reservas de
lucro, reservas de Capital etc.;

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• Informações apresentadas nas linhas: na primeira linha, são apresentados
os saldos iniciais das Contas Contábeis do Patrimônio Líquido (correspon-
dente ao saldo final do período anterior). Nas linhas seguintes, são apresen-
tados os acontecimentos que causaram mutações no Patrimônio Líquido (por
exemplo, aumento de Capital Social, lucro ou prejuízo obtido pela Empresa
no período etc.). Para finalizar, é incluída uma linha relativa aos saldos finais,
cujos valores correspondem aos saldos iniciais mais ou menos as mutações
ocorridas no período.

Esquematicamente, a estrutura da DMPL é a seguinte:

Tabela 1
Conta contábil Conta contábil Conta contábil
Total
“a” de PL “b” de PL “c” de PL
Saldos iniciais
Evento 1 que causou mutação no
patrimônio líquido [DESCREVER]
Evento 2 que causou mutação no
patrimônio líquido [DESCREVER]
Evento n que causou mutação no
patrimônio líquido [DESCREVER]
Saldos finais

Os saldos iniciais correspondem exatamente aos saldos apresentados no Ba-


lanço Patrimonial comparativo ao Balanço Patrimonial que está sendo reportado.
Os saldos finais correspondem exatamente aos saldos apresentados no Balanço
Patrimonial para o período que está sendo reportado.

Já as linhas em que são descritos os eventos correspondem a uma explicação


detalhada de como os saldos sofreram mutações, ou seja, é uma informação
analítica não evidenciada pelo Balanço Patrimonial.

Exemplo de DMPL
A Cia. “A” S/A apresentou em seu Balanço Patrimonial os seguintes saldos
em R$ milhões relativos a contas do Patrimônio Líquido em 31/12/2016,
31/12/2015 e 31/12/2014:

Conta 31/12/2016 31/12/2015 31/12/2014


Capital social 20.000 14.400 12.350
Reservas de lucro 35.000 29.000 19.500
Reservas de capital 1.700 1.200 -
Ajustes de avaliação patrimonial 3.600 2.500 4.950
Ações em tesouraria (1.200) (4.000) -
Total do patrimônio líquido 59.100 43.100 36.800

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9
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UNIDADE

Tabela 2 – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – Cia “A” S/A


Período de 01/01/2015 a 31/12/2015
Em R$ milhões
RESERVA DE LUCRO RESERVAS DE CAPITAL
a seguinte DMPL:

Capital Ações em Reserva de Reserva para Lucros (prejuízos) Ajustes de avaliação


Reserva legal Ágio na emissão de ações Total
social tesouraria contingências expansão acumulados patrimonial
Saldo em 31/12/2014 12.350 - 1.200 3.200 15.100 - - 4.950 36.800
Aumento de
2.050 2.050
capital social
Recompra de ações (4.000) (4.000)
Lucro líquido do
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

12.700 12.700
exercício
Destinação de parte do
635 (635) -
lucro para reserva legal
Destinação de parte
do lucro para reserva 2.700 (2.700) -
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

de contingências
Destinação de parte
do lucro para reserva 6.165 (6.165) -
para expansão
Constituição de
dividendos a pagar
(3.200) (3.200)
relativos ao lucro
do período
Emissão de ações
1.200 1.200
comágio
Perda na remensuração
(2.450) (2.450)
de ativos financeiros
Saldo em 31/12/2015 14.400 (4.000) 1.835 5.900 21.265 1.200 - 2.500 43.100
em 31/12/2016, com base comparativa de 31/12/2015, a Empresa apresentou
No conjunto completo de Demonstrações Contábeis relativas ao exercício findo
Tabela 3 – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – Cia “A” S/A
Período de 01/01/2016 a 31/12/2016
Em R$ milhões
RESERVA DE LUCRO RESERVAS DE CAPITAL
Capital Ações em Reserva de Reserva para Lucros (prejuízos) Ajustes de avaliação
Reserva legal Ágio na emissão de ações Total
social tesouraria contingências expansão acumulados patrimonial
Saldo em 31/12/2015 14.400 (4.000) 1.835 5.900 21.265 1.200 - 2.500 43.100
Aumento de
5.600 5.600
capital social
Venda de ações a novos
2.800 2.800
acionistas
Lucro líquido
7.150 7.150
do exercício
Destinação de parte do
358 (358) -
lucro para reserva legal
Destinação de parte do
lucro para reserva de 1.600 (1.600) -
contigências
Destinação de parte do
lucro para reserva para 4.042 (4.042) -
expansão
Constituição de
dividendos a pagar
(1.150) (1.150)
relativos ao lucro do
período
Emissão de ações com
500 500
ágio
Ganho na remensuração
1.100 1.100
de ativos financeiros
Saldo em 31/12/2016 20.000 (1.200) 2.193 7.500 25.307 1.700 - 3.600 59.100

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UNIDADE Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

A seguir, são comentadas as mutações ocorridas em 2015:


• Houve aumento de Capital Social, no valor de R$ 2.050, o que fez com que o
saldo variasse de um ano para outro exatamente nesse valor;
• As Ações em Tesouraria representam a compra pela própria Empresa das
ações de um acionista que se retirou da sociedade. Essa ações ficam “em
Tesouraria” até que um novo acionista compre essas ações da Empresa;
• As Reservas de Lucro são subdivididas em algumas reservas específicas como,
por exemplo, a Reserva Legal (obrigatória), a Reserva para Contingências
(caso a Empresa preveja perdas futuras, que serão compensadas com essa
reserva) e a Reserva para expansão (correspondente ao lucro remanescente
retido pela Empresa para futuros investimentos após todas as demais destina-
ções). Como discutimos, o lucro do período deve ser, obrigatoriamente, des-
tinado ou para as reservas ou para dividendos. Note que na coluna da Conta
“Lucros ou Prejuízos Acumulados” consta o lucro do exercício (R$ 12.700),
seguido da sua destinação para cada uma das Reservas (Legal, para Contin-
gências e para Expansão). A soma dos saldos das três Reservas corresponde
ao valor apresentado pela Empresa em seu Balanço Patrimonial, na rubrica
“Reservas de lucro”;
• Após a destinação do lucro para as Reservas, restou o valor de R$ 3.200,
que corresponde aos dividendos que a Empresa pagará aos seus acionistas,
relativos ao Lucro do exercício. Ao final das destinações do Lucro, a Coluna
Lucros (Prejuízos) Acumulados deve zerar, obrigatoriamente, vez que não se
acumulam lucros. Essa coluna apenas ficaria com saldo se a Empresa obtivesse
Prejuízo em vez de Lucro (os prejuízos, sim, acumulam-se, até que a Empresa
passe a ter lucro que absorva esses prejuízos);
• Como visto, a Empresa aumentou Capital Social no valor de R$ 2.050.
Esse montante corresponde ao quanto a Empresa definiu de valor de Capital
Social no documento de emissão de novas ações. No entanto, os acionistas
ingressantes pagaram mais R$ 1.200 pela compra das ações. Quando isso
acontece, o valor excedente não é registrado como Capital Social e, sim,
como “Ágio na emissão de ações”, em “Reservas de Capital”. Ágio significa
ganho; exatamente o que ocorre quando algo é vendido por um valor maior
que o originalmente previsto;
• A Empresa tem ativos financeiros (por exemplo, investimentos especulativos
em ações de outras Empresas) que, no período, sofreram desvalorização
de R$ 2.450. Essa desvalorização reduz o valor do Ativo Financeiro e, em
contrapartida, reduz o Patrimônio Líquido da Empresa. O Registro dessa
redução do Patrimônio é efetuado em uma Conta Contábil chamada “Ajustes
de Avaliação Patrimonial”.
• Depois de demonstrada toda a mutação ocorrida no Patrimônio Líquido, o
saldo final da DMPL corresponde exatamente ao saldo apresentado no Balanço
Patrimonial da Empresa em 31/12/2015.

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Já em 2016, ocorreram as seguintes mutações:
• Houve um aumento de Capital Social, no valor de R$ 5.600, o que fez com
que o saldo variasse de um ano para outro exatamente nesse valor;
• Novos acionistas compraram parte das ações que estavam em Tesouraria
(R$ 2.800), ou seja, as ações que deixaram de estar em Tesouraria reduziram
o saldo dessa Conta Contábil;
• Houve destinação do lucro do período para as Reservas de Lucro (Reserva
Legal, Reserva de Contingências e Reserva para Expansão);
• Após a destinação do Lucro para as Reservas, restou o valor de R$ 1.150, que
corresponde aos dividendos que a Empresa pagará aos seus acionistas, relativos
ao Lucro do exercício, zerando a coluna de Lucros (Prejuízos) Acumulados;
• Como visto, a Empresa aumentou o Capital Social no valor de R$ 5.600. Esse
montante corresponde ao quanto a Empresa definiu de valor de Capital Social
no documento de emissão de novas ações. No entanto, os acionistas ingres-
santes pagaram mais R$ 500,00 pela compra das ações, valor este registrado
na Conta Contábil “Ágio na emissão de ações”, em “Reservas de Capital”;
• Em 2016, alguns ativos financeiros da Empresa sofreram valorização, que
aumentou o saldo desses ativos e, em contrapartida, aumentou o Patrimônio
da Empresa. Esse aumento foi registrado na Conta Contábil “Ajustes de
Avaliação Patrimonial”;
• Depois de demonstrada toda a mutação ocorrida no Patrimônio Líquido, o
saldo final da DMPL corresponde exatamente ao saldo apresentado no Balanço
Patrimonial da Empresa em 31/12/2016.

A Demonstração do Valor Adicionado (DVA)


A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é uma Demonstração Contábil
obrigatória apenas para Sociedades Anônimas (S/A) brasileiras de Capital Aberto.
É uma Demonstração que se assemelha à DRE, no sentido de considerar as
Contas Contábeis de resultado (receitas e despesas) do período. No entanto, sua
finalidade e, por consequência, sua estrutura são completamente distintas da DRE.
Enquanto a DRE tem o objetivo de apresentar as receitas e despesas geradas
pela Empresa em um período por função e, em sua última rubrica, o Lucro Líquido
do período, a DVA objetiva mostrar o valor adicionado bruto produzido pela
Empresa (riqueza bruta) e como esse valor adicionado (riqueza) foi distribuído aos
vários agentes relacionados à Empresa.
A DRE tem muito mais caráter econômico, haja vista que sua finalidade maior
é demonstrar para os acionistas o Lucro Líquido final da Empresa, base de cálculo
para os dividendos que serão pagos a eles, e de que forma esse lucro foi formado
pelas receitas e despesas.

13
13
UNIDADE Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Já a DVA tem muito mais caráter social, no sentido de evidenciar o valor


adicionado produzido pela Empresa e como esse valor foi distribuído aos vários
agentes que compõem a Economia do país no qual a Empresa está sediada.

De acordo com Gelbcke et al. (2013, p. 667):


A DVA tem por objetivo demonstrar o valor da riqueza econômica gerada
pelas atividades da Empresa como resultante de um esforço coletivo e
sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a sua criação.
Desse modo, a DVA acaba por prestar informações a todos os agentes
econômicos interessados na Empresa, tais como empregados, clientes,
fornecedores, financiadores e governo.

Essa Demonstração não está prevista nas normas internacionais de Contabili-


dade. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) precisou fazer uma adapta-
ção para atendimento à Lei Societária local (Lei nº 6.404/76, alterada pela Lei
nº 11.638/07), que introduziu a obrigatoriedade da DVA às Sociedades Anônimas
de Capital Aberto. Dessa forma, o comitê expediu o CPC 09 – Demonstração do
Valor Adicionado (DVA), o qual dá diretrizes de como a DVA deve ser preparada
e as informações que nela devem estar contidas.

A seguir, transcreve-se a estrutura da DVA para Empresas em geral (indústrias,


comércios e prestadoras de serviços), apresentada pelo CPC 09 (CPC, 2008, p. 16):

Tabela 4
Valor
Descrição Período atual Período comparativo
1 – RECEITAS
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2) Outras receitas
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição)
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
(inclui os valores dos impostos – ICMS, PIP, PIS e COFINS)
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos
2.4) Outras (especificar)
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de equivalência patrimionial
6.2) Receitas financeiras
6.3) Outras

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Valor
Descrição Período atual Período comparativo
7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6)
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
8.1) Pessoal
8.1.1 – Remuneração direta
8.1.2 – Benefícios
8.1.3 – F.G.T.S
8.2) Impostos, taxas e contribuições
8.2.1 – Federais
8.2.2 – Estaduais
8.2.3 – Municipais
8.3) Remuneração de capitais de terceiros
8.3.1 – Juros
8.3.2 – Aluguéis
8.3.3 – Outras
8.4) Remuneração de Capitais Próprios
8.4.1 – Juros sobre o Capital Próprio
8.4.2 – Dividendos
8.4.3 – Lucros retidos / Prejuízo do exercício
8.4.4 – Participação dos não-controladores nos lucros retidos (só p/consolidação)
(*) O total do item 8 deve ser exatamente igual ao item 7

A análise dessa estrutura permite constatar que a DVA é dividida em duas partes:
na primeira parte, dos itens 1 ao 7, apura-se o valor adicionado produzido pela
entidade; na segunda parte, no item 8 e seus subitens, apura-se a distribuição desse
valor em quatro grupos de agentes: empregados em geral (8.1 – Pessoal), governo
(8.2 – Impostos, taxas e contribuições), locadores e credores (8.3 – Remuneração
de capitais de terceiros) e investidores e a própria Empresa (8.4 – Remuneração de
capitais próprios).

Exemplo de DVA
A seguir, apresenta-se um exemplo considerando as rubricas mais comuns da
DVA e o respectivo descritivo de cada uma delas rubricas.

Tabela 5
2016 2015
1 – RECEITAS 21.246 20.096
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços 21.240 19.987
1.2) Outras receitas 120 92
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição) (114) 17
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
9.312 8.983
(inclui os valores dos impostos – ICMS, PIP, PIS e COFINS)

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UNIDADE Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

2016 2015
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 8.234 7.985
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 1.078 998
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2) 11.934 11.113
4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 612 547
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4) 11.322 10.556
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 385 128
6.2) Receitas financeiras 385 128
7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6) 11.707 10.694
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 11.707 10.694
8.1) Pessoal 465 410
8.1.1 – Remuneração direta 325 299
8.1.2 – Benefícios 114 87
8.1.3 – F.G.T.S 26 24
8.2) Impostos, taxas e contribuições 5.488 5.058
8.2.1 – Federais 3.410 3.107
8.2.2 – Estaduais 1.878 1.769
8.2.3 – Municipais 200 182
8.3) Remuneração de capitais de terceiros 1.851 1.654
8.3.1 – Juros 935 775
8.3.2 – Aluguéis 916 879
8.4) Remuneração de Capitais Próprios 3.903 3.572
8.4.2 – Dividendos 1.112 1.009
8.4.3 – Lucros retidos / Prejuízo do exercício 2.791 2.563

Item 1 – Receitas
• 1.1) Venda de mercadorias, produtos e serviços: refere-se ao somatório de
todas as receitas com venda de mercadorias, produtos e serviços registradas
pela Empresa no período para o qual a DVA está sendo preparada, deduzidos
os valores relativos a devoluções, cancelamentos, abatimentos ou descontos
comerciais concedidos pela Empresa aos seus clientes;
• 1.2) Outras receitas: essa rubrica apresenta os ganhos excepcionais da
Empresa não provenientes de suas operações; por exemplo, um ganho
originado da venda de um ativo imobilizado (móveis e utensílios, máquinas e
equipamentos, veículos etc.) por valor superior ao seu saldo contábil;
• 1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Consti-
tuição): quando uma Empresa vende a prazo, há o risco de não receber parte
do montante relativo a essas vendas em decorrência da inadimplência dos
clientes. Assim, a Empresa deve prever essa perda e registrá-la como despesa,
correspondente a uma redução da receita obtida pela venda. Toda vez que se

16
referir à constituição da perda, o valor deve ser apresentado com sinal negativo
(em Contabilidade, números negativos são apresentados entre parênteses),
pois reduz a receita de vendas da Empresa. Se a Empresa constatar que a
perda anteriormente estimada não se efetivou, é preciso efetuar a reversão
desse valor, o que impactará uma receita para a Empresa (nesse caso, o valor
é apresentado positivo);

Item 2 – Insumos Adquiridos de Terceiros


• 2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos: essa
rubrica apresenta os custos da Empresa, tais como matéria-prima consumida
na processo de fabricação de produtos já vendidos ou mercadorias baixadas
por ocasião de venda;
• 2.2 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros: representa os gastos
com materiais consumidos, energia elétrica, serviços tomados (por exemplo,
serviços de manutenção predial), água, telefone ou outros recursos consumidos
no período necessários à geração de receitas;

Item 3 – Valor Adicionado Bruto


Corresponde à diferença entre o item 1 (Receitas) e o item 2 (Insumos adquiridos
de terceiros).

Item 4 – Depreciação, Amortização e Exaustão


Refere-se ao reflexo do uso dos ativos imobilizados, intangíveis e recursos
naturais computados como despesa pela Empresa. Esse valor é subtraído do valor
adicionado, vez que o reduz;

Item 5 – Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade


Diferença entre o item 3 (Valor Adicionado Bruto) e o item 4 (Depreciação,
Amortização e Exaustão).

Item 6 – Valor Adicionado Recebido em Transferência


Corresponde às receitas registradas pelas Empresas que não foram produzidas
por ela própria, mas geradas por terceiros e repassadas à Empresa;
• 6.2 Receitas financeiras: mais comum entre os Valores Adicionados Re-
cebidos em Transferência, geralmente as Receitas Financeiras da Empresa
são aquelas obtidas por meio de aplicações financeiras (situação em que a
instituição financeira gera a receita e a repassa para a Empresa) ou vendas a
prazo com juros (situação em que o cliente gera recursos para pagar os juros
e repassa esse montante à Empresa);

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UNIDADE Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Item 7 – Valor Adicionado Total a Distibuir


Soma dos itens 5 (Valor Adicionado Líquido produzido pela entidade) e 6 (Valor
Adicionado Recebido em Transferência);

Item 8 – Distribuição do Valor Adicionado


Soma dos itens 8.1, 8.2, 8,3 e 8.4. O Valor Total Distribuído (item 8) deve
obrigatoriamente corresponder ao Valor Total a Distribuir (item 7);
• 8.1 Pessoal: refere-se às despesas com funcionários e se subdivide em:
»» 8.1.1 – Remuneração direta (salários, horas extras, bônus, Participações nos
Lucros e Resultados – PLR etc.);
»» 8.1.2 – Benefícios (vale transporte custeado pela Empresa, vale refeição,
Assistência Média, auxílio moradia etc.);
»» 8.1.3 – FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, mensalmente
apurado sobre as remunerações dos funcionários;
• 8.2 Impostos, taxas e contribuições: refere-se às despesas tributárias de
qualquer natureza e são segregadas por esfera de arrecadação:;:
»» 8.2.1 – Federais (por exemplo, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ
e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido – CSLL);
»» 8.2.2 – Estaduais (por exemplo, Imposto sobre a Circulação de Mercadorias
e Serviços – ICMS e Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor –
IPVA);
»» 8.2.3 – Municipais (por exemplo, Imposto Sobre Serviços – ISS e Imposto
sobre a Propriedade Territorial e Urbana – IPTU);
• 8.3 Remuneração de capitais de terceiros: refere-se às despesas remunera-
tórias pelo uso de recursos de terceiros, subdivididas em:
»» 8.3.1 – Juros (em geral, juros remuneratórios por empréstimos obtidos junto
a instituições financeiras);
»» 8.3.2 – Aluguéis (em geral, despesas com locações de imóveis);
• 8.4 Remuneração de capitais próprios: são os subitens mais comuns:
»» 8.4.2 – Dividendos (parcela do lucro do período destinada aos acionistas
como remuneração pelo Capital investido);
»» 8.4.3 Lucros retidos/Prejuízo do exercício (parcela do lucro do período
destinada para Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Reservas de Lucros).

A seguir, está um exemplo real de uma DMPL e de uma DVA relativas a 2016
com base comparativa 2015, divulgadas pela Gerdau S/A, uma indústria de side-
rurgia e metalurgia brasileira listada na BM&FBOVESPA:

18
Tabela 6 – GERDAU S.A.
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
(Valores expressos em milhares de reais)
Atribuído à participação dos acionistas controladores
Reserva de lucros
Ações em Reserva de Incentivos Investimentos e Lucros
Capital social Reserva legal
tesouraria Capital Fiscais capital de Giro acumulados
Saldo em 1/1/2015 19.249.181 (233.142) 11.597 628.228 611.531 10.475.045 -
Alterações no Patrimônio Líquido em 2015
Lucro (prejuízo) líquido do exercício - - - - - - (4.551.438)
Outros resultados abrangentes reconhecidos no exercício - - - - - - -
Total dos resultados abrangentes reconhecidos no exercício - - - - - - (4.551.438)
Dividendos complementares - - - - - 944 -
Efeitos com plano de opções de ações reconhecidos no exercício - - - - - - -
Ações em tesouraria - (186.033) - - - - -
Opções de ações exercidas durante o exercício - 35.812 - - - (3.275) -
Efeitos de alterações de participação em controladas - - - - - - -
Destinações propostas em Assembléia Geral
Absorção de prejuízo do exercício - - - - - (4.551.438) 4.551.438
Dividendos/juros sobre capital próprio - - - - - (252.976) -
Saldo em 31/12/2015 (Nota 22) 19.249.181 (383.363) 11.597 628.228 611.531 5.668.300 -

Alterações no Patrimônio Líquido em 2016 -


Lucro (prejuízo) líquido do exercício - - - - - - (2.890.811)

19
19
20
UNIDADE

Total da Participação dos Total do


Atribuído à participação dos acionistas controladores participação dos acionistas não- Patrimônio
controladores controladores Líquido
Ajustes de avaliação patrimonial
Ajustes
Resultado de Ganhos e perdas
cumulativos Outros ajustes
operações com em hedge de
de conversão de avaliação
acionistas não Investimento
para moeda patrimonial
controladores líquido
estrangeira
Saldo em 1/1/2015 (1.732.962) (2.472.853) 5.874.714 (210.520) 32.200.819 1.053.715 33.254.534
Alterações no Patrimônio Líquido em 2015
Lucro (prejuízo) líquido do exercício - - - - (4.551.438) (44.548) (4.595.986)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Outros resultados abrangentes reconhecidos no exercício - (3.610.435) 9.147.164 49.873 5.586.602 103.732 5.690.334
Total dos resultados abrangentes reconhecidos no exercício - (3.610.435) 9.147.164 49.873 1.035.164 59.184 1.094.348
Dividendos complementares - - - - 944 - 944
Efeitos com plano de opções de ações reconhecidos no exercício - - - (128) (128) (409) (537)
Ações em tesouraria - - - - (186.033) (3.038) (198.071)
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

Opções de ações exercidas durante o exercício - - - - 32.537 3.365 35.902


Efeitos de alterações de participação em controladas (1.144.526) - - - (1.144.526) (824.711) (1.969.237)
Destinações propostas em Assembléia Geral
  Absorção de prejuízo do exercício - - - - - - -
  Dividendos/juros sobre capital próprio - - - - (252.976) (3.524) (256.500)
Saldo em 31/12/2015 (Nota 22) (2.877.488) (6.083.288) 15.021.878 (160.775) 31.685.801 284.582 31.970.383

Alterações no Patrimônio Líquido em 2016


Lucro (prejuízo) líquido do exercício - - - - (2.890.811) 4.882 (2.885.929)
Tabela 7 – GERDAU S.A.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO
(Valores expressos em milhares de reais)
27.265 Consolidado
2016 % 2015 % 2016 % 2015 %
ENTRADAS
Receita bruta de produtos, serviços e outros (1) 1.519.929 1.956.904 40.732.483 47.050.033
Provisão para risco de crédito (2.400) (393) (68.781) (127.701)
Receitas relativas à construção de ativos próprios 76.904 102.879 1.511.266 2.538.194

SAÍDAS
Matéria-prima e materiais de uso e consumo, bruto de impostos (920.448) (1.207.588) (25.918.620) (31.372.334)
Serviços de terceiros (113.660) (114.361) (4.531.377) (4.998.240)
Resultado em operações com entidades controladas e coligada - - (58.223) -
Perdas pela não recuperabilidade de ativos - - (2.917.911) (4.996.240)

VALOR ADICIONADO BRUTO 560.325 737.441 8.748.837 8.093.712


(-) DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO (138.008) (116.833) (2.535.955) (2.607.909)
VALOR ADICIONADO LÍQUIDO 422.317 620.608 6.212.882 5.485.803
VALOR ADICIONADO DECORRENTE DE TRANSFERÊNCIAS
Equivalência patrimonial (3.248.333) (2.909.737) (12.771) (24.502)
Receitas financeiras 27.265 125.498 252.045 378.402
Receitas de aluguel - - 9.292 7.659
VALOR ADICIONADO A DISTRIBUIR (2.798.751) 100% (2.163.631) 100% 6.461.448 100% 5.847.362 100%

21
21
22
UNIDADE

27.265 Consolidado
2016 % 2015 % 2016 % 2015 %
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Governos 338.802 -12,1% (837.789) 38,7% 2.280.819 35,3% 850.627 14,5%
  Impostos e contribuições federais 312.314 -11,2% (906.730) 41,9% 1.463.444 22,6% (202.005) -3,5%
  Impostos e contribuições estaduais 23.926 -0,9% 66.689 -3,1% 608.560 9,4% 828.270 14,2%
  Impostos e contribuições municipais 2.562 0,0% 2 .252 -0,1% 208.815 3,3% 224.362 3,8%

Colaboradores 220.058 -7,9% 258.189 -11,9% 5.681.883 87,9% 6.121.947 104,7%


e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

 Salários 158.740 -5,7% 192.312 -8,9% 4.260.196 65,9% 4.556.353 77,9%


 Benefícios 36.248 -1,3% 43.337 -2,0% 1.066.900 16,5% 1.162.611 19,9%
  Participação nos resultados 25.070 -0,9% 22.540 -1,0% 354.787 5,5% 402.983 6,9%

Financiadores (2) (466.800) 16,8% 2.967.407 -137,2% 1.384.675 21,4% 3.470.774 59,4%
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

Acionistas 85.377 -3,1% 252.976 -11,7% 87.340 1,4% 256.500 4,4%


Absorção de Prejuízos (2.976.188) 106,3% (4.804.414) 222,1% (2.973.269) -46,0% (4.852.486) -83,0%

TOTAL (2.798.751) (2.163.631) 6.461.448 5.847.362

(1)
Inclui descontos concedidos e outras receitas operacionais
(2)
Inclui variações cambiais e monetárias e juros capitalizados

As notas explicativas da Administração são parte integrante das Demonstrações Financeiras da Controladora e Consolidadas
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Livros
Contabilidade Introdutória
IUDÍCIBUS, S. et al. Contabilidade introdutória: livro-texto. [Link]. São Paulo,
Atlas: 2011. Capítulo 6 – Especificamente o item 6.7.2, que trata da Demonstração
das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL);

Leitura
Fundamentos da Contabilidade
MALACRIDA, M. J. C.; PACCEZ, J. D.; YAMAMOTO, M. M. Fundamentos da
contabilidade. São Paulo: Atlas, 2011. Capítulo 4, que trata do Patrimônio Líquido
e da DMPL.
[Link]
Manual de Contabilidade Básica
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica. [Link]. São Paulo: Atlas, 2017.
Parte 3, especificamente itens 20.3 e 20.5, que tratam da DMPL e da DVA.
[Link]
A Demonstração do Valor Adicionado como Instrumento de Mensuração da Distribuição da Riqueza
CUNHA, J. V. A.; RIBEIRO, M. S.; SANTOS, A. A demonstração do valor adicionado
como instrumento de mensuração da distribuição da riqueza. Revista Contabilidade e
Finanças, São Paulo, v. 16, n. 37, p. 7-23, jan./abr. 2005.
[Link]

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UNIDADE Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

Referências
COMITÊ de Pronunciamentos Contábeis (CPC). CPC 09: Demonstração do Valor
Adicionado (DVA). Brasília: nov. 2008. Disponível em: <[Link]
Arquivos/Documentos/175_CPC_09.pdf>. Acesso em: 30 ago. 2017.

________. CPC 26 (R1): Apresentação das demonstrações contábeis. Brasília: dez.


2011. Disponível em: <[Link]
CPC_26_R1_rev%[Link]>. Acesso em: 30 ago. 2017.

GELBCKE, E. R. et al. Manual de Contabilidade Societária. [Link]. São Paulo:


Atlas, 2013.

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