ROTEIRO DE ESTUDOS
DESENVOLVIMENTO
HUMANO I
Este roteiro orientará a sua aprendizagem por meio da leitura de livros e artigos que cabem na sua
rotina de estudos. Experimente esse recurso e aumente a sua habilidade de relacionar a teoria à
prática profissional.
No seu caminho de aprendizagem, você encontrará os seguintes tópicos:
ü Texto de apresentação de cada leitura indicada;
ü Links para acesso às referências bibliográficas.
É importante ressaltar: o seu esforço individual é fundamental para a sua aprendizagem, mas você
não estará sozinho nessa!
UNIDADE 1
Introdução às teorias do desenvolvimento humano
Teorias existentes sobre o Desenvolvimento
Humano
Na psicologia, desenvolvimento é definido como um processo biopsicossocial, ao longo do qual
fatores inatos e culturais interagem, gerando mudanças e aquisições. O desenvolvimento pode
ser avaliado por meio de marcos. Existem diversas maneiras teóricas de compreender o
desenvolvimento humano:
PSICANÁLISE - O desenvolvimento ocorre por meio do desenvolvimento da libido.
1. Na fase oral, a libido se concentra na boca, sendo que essa será a área de maior
sensibilidade e prazer.
2. Na fase anal, a criança começa a controlar o ânus.
3. Na fase fálica, ocorre o complexo de Édipo, a angústia de castração e a inveja do pênis,
momento de estruturação da personalidade.
4. No período de latência, a libido é rebaixada de modo que surgem outros interesses para
a crianças, como os estudos.
5. Na fase genital, há um amadurecimento da sexualidade, voltada, agora, para a relação
sexual adulta.
TEORIA COGNITIVA - O desenvolvimento do pensamento da criança perpassa quatro estágios.
1. No sensório-motor, a criança conhece o mundo mediado por sua percepção, sensação
e movimentos do corpo.
2. No pré-operatório, o desenvolvimento da linguagem torna-se prevalente.
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3. No operatório-concreto, a criança é capaz de pensar sobre situações e problemas que
vivencia, realizando operações mentais a partir de situações concretas.
4. O período das operações formais, o jovem já consegue pensar e refletir sobre situações
e conceitos abstratos, atingindo o nível mais abstrato do pensamento.
TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL - O desenvolvimento humano seria um processo que acontece a
partir da interação entre as bases biológicas e a mediação da cultura. A criança, quando nasce,
tem somente funções psicológicas elementares, como sensação, percepção, atenção, memória,
entre outras. À medida que a criança se relaciona com a cultura, suas funções psicológicas
começam a se desenvolver e passam a serem superiores, ou seja, a pessoa pode significar a
realidade e agir sobre ela.
A pluralidade teórica que existe na psicologia demanda um estudo cuidadoso e aprofundado em
função dos fundamentos epistemológicos e antropológicos de cada corpo teórico. Contudo, nas
publicações indicadas a seguir, é possível ter um contato inicial com essas diversas teorias,
especialmente aplicadas ao desenvolvimento humano (RIBEIRO, 2016), e há discussões sobre a
aplicação de uma teoria em particular, a histórico-cultural, no contexto educacional (MORI,
2016).
Referências
MORI, N. N. R. Psicologia e educação inclusiva: ensino, aprendizagem e desenvolvimento de
alunos com transtornos. Acta Scientiarium: Education, v. 38, n. 1, p. 51–59, 2016. Disponível em
<[Link]
e1c978cfb9aa%40sessionmgr101&bdata=Jmxhbmc9cHQtYnImc2l0ZT1laG9zdC1saXZl#db=foh&
AN=112672466>. Acesso em: 08 mai. 2019.
POTT, Eveline Tonelotto Barbosa. Desenvolvimento Humano I. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional, 2019. p. 7-19.
RIBEIRO, Maisa Elena. Psicologia do desenvolvimento. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional, 2016. Disponível em <[Link] Acesso
em: 08 mai. 2019.
Desenvolvimento humano e pesquisa
Pesquisas envolvem procedimentos e sistematizações a fim de produzirem conhecimento
científico e contribuírem para o avanço da Psicologia enquanto ciência e profissão. Há diversas
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estratégias metodológicas para a construção de estudos, fundamentadas em modelos distintos
de conceber o homem, por exemplo, nos modelos mecanicista e organicista.
MODELOS - O modelo mecanicista refere-se à forma de compreender o humano que reage a
estímulos externos, sendo moldado pelas suas condições ambientais. Sua influência é
frequentemente encontrada em investigações e explicações que buscam compreender o
desenvolvimento da criança, como determinado por suas experiências externas. Em relação ao
modelo organicista, o ser humano é concebido como um organismo predeterminado ao
desenvolvimento, cuja força advém do próprio indivíduo. Nesse modelo, o desenvolvimento é
constituído por estágios que se tornam mais complexos ao longo da idade, sendo universal.
TIPOS DE PESQUISA – Quantitativa: distingue-se pelo emprego da quantificação, avaliando
constructos que podem ser medidos, tentando estabelecer relações e correlações. Qualitativa:
é caracterizada pela busca em compreender os sentidos e significados da vida humana. Mistos:
utilizam tanto da abordagem quantitativa e qualitativa, realizando pesquisas que avaliem seu
objeto, por diferentes perspectivas.
ETAPAS
1. Identificação de um problema, ou seja, refere-se à identificação de uma questão
que precisa ser investigada;
2. Formulação de Hipóteses a serem testadas pela pesquisa;
3. Coleta de dados: processos em que as informações do estudo serão acessadas;
4. Análise e organização dos dados;
5. Formulação de conclusões provisórias; e
6. Divulgação dos resultados.
Existem muitos materiais em que é possível aprofundar os conhecimentos relativos às
especificidades das pesquisas, os quais são de absoluta importância tanto na formação, quanto
na prática profissionais, uma vez que só se atua, a partir de conhecimentos técnico-científicos.
Em Schubert (2015), consegue-se estudar as diferenças entre os tipos de pesquisa aplicadas ao
desenvolvimento humano, enquanto se pode ler em Gadelha e Oliveira (2018) sobre como o
método vem sendo apresentado em pesquisas da psicologia contemporânea (ambos os livros
foram indicados a seguir).
Referências
GADELHA BERNARDINO, C.; OLIVEIRA ABREU, N. A unidade retórica de Metodologia em artigos
empíricos da cultura disciplinar da área de Psicologia: uma investigação sociorretórica. Revista
4
Brasileira de Linguística Aplicada, v. 18, n. 4, p. 887–918, 2018. Disponível em <
[Link]/aUVYZ >. Acesso em: 08 mai. 2019.
POTT, Eveline Tonelotto Barbosa. Desenvolvimento Humano I. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional, 2019. p. 20-30.
SCHUBERT, Alexandre. Crescimento e desenvolvimento humano. Londrina: Editora e
Distribuidora Educacional, 2016. Disponível em <[Link]
[Link]/detalhes/livro/137>. Acesso em: 08 mai. 2019.
Do nascimento à terceira infância
NASCIMENTO E NEONATAL
Todas as necessidades do feto eram satisfeitas pelo corpo da mãe e, após o nascimento,
precisam ser realizadas pelo próprio bebê. O período neonatal refere-se à adaptação do bebê à
vida fora do útero materno. O desenvolvimento físico da criança ocorre de duas formas:
cefalocaudal e próximo-distal: o primeiro refere-se ao desenvolvimento físico que ocorre da
direção de “cima para baixo”, ou seja, do crânio em direção às extremidades inferiores do corpo,
enquanto o segundo princípio refere-se ao movimento do desenvolvimento que ocorre na
direção de “dentro para fora”, em que o crescimento parte das regiões centrais do corpo em
direção às extremidades.
PRIMEIRA INFÂNCIA – 0 A 3 ANOS
• PERMANÊNCIA DO OBJETO – A criança passa a compreender que, mesmo fora de seu
campo de visão, o objeto existe. Ao longo do desenvolvimento cognitivo, a criança passa
a ser capaz de entender que o objeto ainda continua existindo, mesmo longe de sua
percepção.
SEGUNDA INFÂNCIA – 3 A 6 ANOS
• DESENVOLVIMENTO COGNITIVO: o desenvolvimento da memória; capacidade de
lembrar os eventos que aconteceram; da temporalidade; da compreensão sobre a
temporalidade dos fenômenos.
• DESENVOLVIMENTO DA FALA: capacidade de se apropriar de palavras novas,
compreensão de ironias da fala, de contradições de discurso e de comparações.
• DESENVOLVIMENTO FÍSICO E MOTRICIDADE: período de sono menor; habilidades
motoras amplamente desenvolvidas; habilidades motoras finas, como pegar e
manusear objetos pequenos, desenhar e se vestir.
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TERCEIRA INFÂNCIA - 6 A 11 ANOS
• DESENVOLVIMENTO SOCIAL - Ampliação de vínculos e interações sociais da criança.
Jogos e brincadeiras tornam-se ainda mais presentes, funcionando como recursos para
o processo de aprendizagem de valores e autoconhecimento. O processo de
escolarização permite que a criança interaja com diferentes adultos e crianças,
defrontando-se com situações que exigem o desenvolvimento de seus valores, emoções
e cognição, favorecendo a percepção de diferenças sociais, como em relação à cor da
pele, nível socioeconômico, etnia, entre outros parâmetros de distinção da nossa
sociedade.
Nas publicações indicadas a seguir, podemos perceber que as especificidades do
desenvolvimento infantil são gigantes. Porto e Sierra (2018) apresentam tais aspectos,
especialmente em relação ao desenvolvimento motor, o que é de extrema importância quando
se trabalha em certos contextos, como escolas. Por outro lado, especificamente sobre o papel
da família em função desenvolvimento infantil, Beltrami et al. (2014) expõem como o
desenvolvimento da criança está diretamente ligado aos cuidados do adulto por ela responsável
que, na nossa cultura, é a mãe.
Referências
BELTRAMI, L.; MORAES, A. B. DE; SOUZA, A. P. R. DE. Constitution of the Experience of
Motherhood and Infant Development Risk. Revista CEFAC, [s. l.], v. 16, n. 6, p. 1828–1836,
2014. Disponível em <[Link]
1682-426d-9fb3-
1bb199d0258c%40sessionmgr4007&bdata=Jmxhbmc9cHQtYnImc2l0ZT1laG9zdC1saXZl#AN=10
0762720&db=foh>. Acesso em: 08 mai. 2019.
PORTO, Alessandra Beggiato; SIERRA, Maria Florência. Crescimento e Desenvolvimento
Humano. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional, 2018. Disponível em
<[Link] Acesso em: 08 mai. 2019.
POTT, Eveline Tonelotto Barbosa. Desenvolvimento Humano I. Londrina: Editora e Distribuidora
Educacional, 2019. p. 21-45.