Curso de: Enfermagem em Saúde Materno Infantil
Trabalho da Disciplina de Patologia
Principais Recursos Laboratoriais de Microscópio Disponíveis para Diagnosticar os
Processos Patológicos
IV-GRUPO
Afrodite Djen Torquio
Berta Bernardo Neves Issa
Fátima Luciano
Janete M. P. Benur
Inês Inácio Malo
Docente
Ruben Venâncio Beni
Lichinga
2022
ISTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO SÃO JOÃO
Curso de: Enfermagem em Saúde Materno Infantil
Principais Recursos Laboratoriais de Microscópio Disponíveis para Diagnosticar os
Processos Patológicos
IV-GRUPO
Afrodite Ajen Torquio
Berta Bernardo Neves Issa
Fátima Luciano
Inês Inácio Malo
Janete M. P. Benur
Trabalho de campo a ser apresentado
na disciplina de Patologia para fins
avaliativos, sob orientação de:
Docente. Ruben Venâncio Beni.
Lichinga
2022
Índice
1. Introdução ........................................................................................................................... 4
1.1. Objectivos ................................................................................................................ 4
1.1.1. Objectivo geral .......................................................................................... 4
1.1.2. Objectivos específicos .............................................................................. 4
1.2. Metodologia ............................................................................................................. 4
2. Principais Recursos Laboratoriais de Microscópio Disponíveis para Diagnosticar os
Processos Patológicos ............................................................................................................. 5
2.1. Contextualização...................................................................................................... 5
2.2. Breve Historial do Microscópio............................................................................... 5
2.2.1. Tipos de Microscópio para Laboratórios .................................................. 6
[Link]. Microscópio Óptico.................................................................... 6
[Link]. Microscópio de Força Atómica (AFM)...................................... 6
[Link]. Microscópio Electrónico de Transmissão (MET) ...................... 7
[Link]. Microscópio Electrónico de Varredura (MEV).......................... 7
2.3. Principais Exames Utilizados para Diagnostico das Patologias em Geral .............. 7
2.4. Principais Exames Utilizados para Diagnósticos das Patologias Prevalentes em
Moçambique (Malária, IB Tuberculose, Sífilis, HIV-Sida e Diabetes).......................... 8
2.4.1. Malária ...................................................................................................... 8
[Link]. Diagnostico ................................................................................ 9
2.4.2. Tuberculose ............................................................................................... 9
[Link]. Exames diagnósticos .................................................................. 9
2.4.3. Sífilis ....................................................................................................... 10
[Link]. Diagnostico .............................................................................. 10
2.4.4. HIV-SIDA ............................................................................................... 10
2.4.5. Diabetes................................................................................................... 11
2.5. Analise Correspondente e Valores de Referência ................................................. 12
2.5.1. Analise Correspondente .......................................................................... 12
2.5.2. Valores de Referência ................................................................. 13
3. Considerações finais ......................................................................................................... 14
4. Referências Bibliográfica ................................................................................................. 15
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1. Introdução
A realização da análise microscópica é parte fundamental do estudo anatomo-
patológico ou citológico. Na rotina da microscopia usa-se as colorações de h & e
(hematoxilina e eosina) ou Papanicolau para visualizar-se, com o uso de microscópio óptico,
padrões de tecidos, estruturas do organismo ou células. Podemos, com isto, definir processos
patológicos (inflamatórios; neoplásicos, etc.) ou constatar a normalidade dos tecidos ou
células em estudo.
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
Compreender os Principais Recursos Laboratoriais de Microscópio Disponíveis
para Diagnosticar os Processos Patológicos
1.1.2. Objectivos específicos
Contextualizar o procedimento microscópico;
Apresentar a breve historial do microscópio e descrever os tipos de microscópios;
Descrever os Principais Exames Utilizados para Diagnostico das Patologias em
Geral;
Explanar sobre os Principais Exames Utilizados para Diagnósticos das Patologias
Prevalentes em Moçambique (Malária, IB Tuberculose, Sífilis, HIV-Sida e
Diabetes)
1.2. Metodologia
Para a elaboração da presente pesquisa, foi possível pelo uso do método de pesquisas
bibliográficas. Que segundo Lakatos e Marconi (1987, p. 66) a pesquisa bibliográfica trata-se
do levantamento, selecção e documentação de toda bibliografia já publicada sobre o assunto
que está sendo pesquisado, em livros, revistas, jornais, boletins, monografias, teses,
dissertações, material cartográfico, com o objectivo de colocar o pesquisador em contacto
directo com todo material já escrito sobre o mesmo.
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2. Principais Recursos Laboratoriais de Microscópio Disponíveis para Diagnosticar os
Processos Patológicos
2.1. Contextualização
A realização da análise microscópica é parte fundamental do estudo anatomo-
patológico ou citológico. Na rotina da microscopia usamos as colorações de h & e
(hematoxilina e eosina) ou Papanicolau para visualizarmos, com o uso de microscópio óptico,
padrões de tecidos, estruturas do organismo ou células. Podemos, com isto, definir processos
patológicos (inflamatórios; neoplásicos, etc.) ou constatar a normalidade dos tecidos ou
células em estudo. Podemos também, identificar microrganismos que podem ser causa de
doenças nestes tecidos.
De acordo com Lay-Ang, (2012),
na microscopia podemos fazer uso, além das colorações de rotina, das
chamadas "colorações especiais" (giemsa; pas; tricromico de masson; ziehl-
nielssen; grocot) que nos ajudam a identificar com mais especificidade,
estruturas microscópicas. A microscopia é a parte final do processo de
diagnóstico quando então o patologista faz a integração de todas as
informações pertinentes ao caso em questão (informações clínicas; de
imagem; da Macroscopia) e chega a sua conclusão diagnóstica.
2.2. Breve Historial do Microscópio
"A curiosidade humana e o fantástico mundo científico apresentaram, dentre inúmeras
outras descobertas, o microscópio, aparelho capaz de aumentar a imagem de pequenos
objectos. O crédito por essa incrível invenção foi dado, em 1591, aos holandeses Hans
Janssen e seu filho Zacarias, fabricantes de óculos. Eles ampliavam as imagens e observavam
objectos muito pequenos por meio de duas lentes de vidro montadas nas extremidades de um
tubo.
Posteriormente, o holandês Antonie van Leewenhoek construiu microscópios de
apenas uma lente, pequena e quase esférica, entre duas placas de cobre, aperfeiçoando o
instrumento. Ele foi o primeiro a utilizar o microscópio visando o entendimento da natureza e
por isso estudou materiais como água estagnadas, embriões de plantas, sangue, esperma e
visualizou microrganismos.
Com essas descobertas, Robert Hooke foi encarregado de construir um microscópio
ainda mais poderoso. Ele desenvolveu um aparelho com duas lentes ajustadas nas
extremidades de um tubo de metal. E por possuir duas lentes, a ocular e a objectiva, ficou
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conhecido como microscópio composto. Com isso, novas pesquisas foram realizadas e a
tecnologia aprimorada.
As diferentes técnicas utilizadas em microscopia dependem também das finalidades
laboratoriais. Por exemplo, se as lâminas forem para fins educacionais, deve-se tentar montar uma
lâmina permanente, no entanto, se a lâmina for preparada para testes laboratoriais na área de saúde,
como contagem de células, tal técnica deve ser descartada, seguindo as normas de biossegurança
necessárias.
2.2.1. Tipos de Microscópio para Laboratórios
Seria impossível conseguir-se enxergar a olho nu qualquer partícula abaixo de um
décimo de milímetro (0,1mm ou 100µm) sem o auxílio de microscópios, como já se sabe. Ou
seja, sem este tipo de equipamento, ferramenta essencial para profissionais e estudantes em
formação, não teria se chegado ao espaço, descoberto doenças, produzido combustíveis, entre
tantas outras aplicações.
De 1590, com a invenção de Zacarias Janssen, até aqui, o avanço da microscopia com
novos modelos de microscópios trouxe consigo descobertas importantes para o
desenvolvimento da ciência e da indústria no geral. (Lay-Ang, 2012).
[Link]. Microscópio Óptico
Tipo mais comum em laboratórios de análises: o microscópio ótico ou microscópio
óptico é um equipamento que utiliza a luz visível para ampliação em até 2000 vezes.
De acordo com Lay-Ang, (2012).
Com funcionamento relativamente simples, é formado por um
conjunto de lentes objectivas e oculares responsáveis por aumentar a imagem
da amostra na qual um feixe de luz incide sobre o condensador e que
atravessa ou reflecte na amostra, formando a imagem.
Dentro da microscopia de luz, existem tipos de equipamentos que utilizam
comprimentos de onda e configurações diferentes de lentes para conseguir visualizar células e
partículas com diferentes origens.
[Link]. Microscópio de Força Atómica (AFM)
Conhecido como AFM (Atomic Force Microscope) ou SPM
(Scanning Probe Microscope), o Microscópio de Força Atómica é utilizado para visualização
da superfície de amostras, gerando imagens tridimensionais. Com ele é possível não apenas
medir a topografia da amostra, mas também parâmetros como fase, atrito, adesão,
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condutividade eléctrica, força magnética, entre outros. É comum encontrar equipamentos que
analisam mais de 10 parâmetros da amostra.
[Link]. Microscópio Electrónico de Transmissão (MET)
A microscopia electrónica, ao invés de luz, utiliza feixe de electrões para formação de
imagens e subdivide-se em outras categorias. A primeira, constituída pelo Microscópio
Electrónico de Transmissão (MET), funciona de forma similar à um microscópio óptico.
Esse tipo de equipamento permite ampliar amostras inorgânicas, biológicas
e nanomateriais em até mais de um milhão de vezes, atingindo resolução atómica.
Com este equipamento também é possível conseguir imagens tridimensionais visíveis
pelo impacto e difracção de electrões que atravessam as amostras superfinas de origem
animal, vegetal, mineral e microrganismos como vírus e bactérias.
[Link]. Microscópio Electrónico de Varredura (MEV)
A microscopia electrónica de varredura (MEV) ou Scanning Electron
Microscopy (SEM) também funciona por meio da geração do feixe de
electrões e uso de lentes electromagnéticas. Contudo, neste tipo de
microscópio, a amostra é geralmente bem mais espessa que no microscópio de
transmissão, e as informações colectadas vem da superfície (ou logo abaixo da
superfície) da amostra. (Lay-Ang, 2012).
2.3. Principais Exames Utilizados para Diagnostico das Patologias em Geral
Hemograma: um hemograma completo é um exame de sangue usado para avaliar sua
saúde geral e detectar uma ampla gama de distúrbios, incluindo anemia, infecção e leucemia.
Ele mede vários componentes e características do seu sangue, incluindo:
Glóbulos vermelhos, que transportam oxigénio
Glóbulos brancos, que combatem a infecção
Hemoglobina, a proteína transportadora de oxigénio nos glóbulos vermelhos
Hematócrito, a proporção de glóbulos vermelhos no componente fluido, ou
plasma, no sangue
Plaquetas, que ajudam na coagulação do sangue
Urina: Um exame de urina é usado para detectar e gerenciar uma ampla gama de
distúrbios, como infecções do trato urinário incluindo infecção urinária em gestantes doenças
renais e diabetes. Envolve a verificação da aparência, concentração e conteúdo da urina.
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Fezes: Uma análise das fezes é uma série de testes feitos em uma amostra para ajudar
a diagnosticar certas condições que afectam o trato digestivo. Essas condições podem incluir
infecções (como parasitas, vírus ou bactérias), baixa absorção de nutrientes ou câncer.
Biopsia: É um procedimento para remover um pedaço de tecido ou uma amostra de
células do seu corpo para que possa ser analisado em laboratório.
Tomografia
A tomografia é uma técnica diagnóstica que usa Raios-X para captar imagens de alta-
definição, de cortes do corpo, que mostram o que existe em cada nível específico.
Permite obter informações detalhadas, em tempo reduzido, sobre muitas partes do corpo,
incluindo:
Pulmões;
Ossos;
Tecidos moles;
Coração e vasos sanguíneos;
Visualizando tumores, avaliando o seu tamanho, forma e localização precisa, bem
como saber se são sólidos ou ocos.
De entre os vários exames também encontram-se:
Electrocardiograma;
Electroencefalograma;
Radiografia;
Avaliação oftalmológica;
Ultrassonografia
Ressonância Magnética.
2.4. Principais Exames Utilizados para Diagnósticos das Patologias Prevalentes em
Moçambique (Malária, IB Tuberculose, Sífilis, HIV-Sida e Diabetes)
2.4.1. Malária
A malária é uma doença causada por protozoários do gênero Plasmodium,
transmitidos por fêmeas de mosquitos do genro Anopheles. As quatro principais espécies de
plasmódios que infectam humanos são Plasmodium falciparum, Plasmodium
vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale.
9
[Link]. Diagnostico
Pesquisa de parasitas no sangue
O diagnóstico de malária é feito com o achado de parasitas no sangue do paciente,
examinado por microscopia de amostras de sangue em lâminas de vidro, em gotas espessas ou
esfregaços. O exame é feito por um uma pessoa treinada, e permite a identificação da espécie
de plasmódio envolvida.
De acordo com a OMS (s/d.),
O número de parasitas no sangue varia de acordo com o ciclo do
plasmódio. Se a pesquisa for negativa, o exame deve ser repetido a cada 8 a 12
horas durante dois a quatro dias, para aumentar a probabilidade de detecção. O
número máximo de parasitas ocorre no início das crises de febre.
Pesquisa de antígenos (teste rápido)
Existem alguns testes rápidos em que uma gota de sangue é colocada sobre uma tira
reagente. Uma mudança de cor na tira indica a presença de antígenos de plasmódios. Alguns
desses testes detectam as quatro espécies comuns, mas não distinguem entre elas. Outros
identificam cada espécie. Em todos os casos, um resultado positivo deve ser seguido por um
exame microscópico do sangue, para confirmação e avaliação da quantidade de parasitas.
Reacção em cadeia de polimerase (PCR)
Este método detecta o DNA das espécies de plasmódios. É mais
sensível que a microscopia e a pesquisa de antígenos, e pode ser usado para
confirmar resultados duvidosos quando há poucos parasitas ou infecções
mistas, situação em que a microscopia é menos precisa. A técnica exige
equipamentos especiais e tem custo elevado, o que limita seu uso em muitas
regiões onde a malária é endémica. (OMS, s/d.).
2.4.2. Tuberculose
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium
tuberculosis, que afecta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e
sistemas. A apresentação pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante
para a saúde pública, pois é a principal responsável pela transmissão da doença.
[Link]. Exames diagnósticos
Para o diagnóstico da tuberculose são utilizados, principalmente, os seguintes exames:
exame microscópico directo (baciloscopia directa), cultura para micobactéria com
identificação de espécie, teste de sensibilidade antimicrobiana, teste rápido para tuberculose
10
(TR-TB) e radiografia de tórax. Além desses exames, recomenda-se que o teste anti-HIV seja
oferecido a todas as pessoas com tuberculose.
De acordo com Adegoke e Akanni, (2011)
Para as pessoas com maior risco de adoecimento por tuberculose,
como os contactos de pessoas infectadas por tuberculose e pessoas vivendo
com o HIV/aids, recomenda-se investigar a infecção latente da tuberculose por
meio da prova tuberculínica para tratar, quando indicado, a infecção latente
antes que a pessoa adoeça.
2.4.3. Sífilis
Na sífilis, doença sexualmente transmitida causada pela bactéria Treponema pallidum,
se apresenta como um desafio à saúde pública em todo o mundo. É uma doença transmitida
por via sexual (sífilis adquirida) e vertical (sífilis congênita) pela placenta da mãe para o feto.
Outras formas de transmissão podem ser por via indireta (objetos contaminados) e por
transfusão sanguínea (Avelleira e Bottino, 2006).
A transmissão por transfusão sanguínea, embora possível, é rara,
devido à triagem rigorosa das bolsas de sangue quanto à presença de agentes
infecciosos, como o T. pallidum e pelo pouco tempo de sobrevivência da
bactéria fora do organismo humano, especialmente em baixas temperaturas
(Adegoke e Akanni, 2011).
[Link]. Diagnostico
O diagnóstico da sífilis pode ser realizado pela visualização directa do treponema em
campo escuro ou imunofluorescência directa, sendo tais técnicas indicadas na sífilis primária,
lesões mucocutâneas e na sífilis congénita recente (Belda, Shiratsu & Pinto, 2009).
As provas sorológicas são as mais utilizadas no diagnóstico da sífilis e
dividem-se em: testes não treponêmicos, que são utilizados no diagnóstico e
seguimento pós-tratamento, dos quais fazem parte o VDRL (Venereal disease
research laboratory) e o RPR (Rapid plasma reagin), e os testes treponêmicos,
válidos para confirmação da infecção, que incluem o FTA-ABS (Fluorescent
treponemal antibody absorption) e TPHA (Treponema pallidum
hemagglutination assay) (Rotta, 2005).
2.4.4. HIV-SIDA
Para o diagnóstico da infecção por HIV é realizado, em primeiro lugar, um teste de
rastreio; se o resultado for positivo, é realizado um teste confirmatório.
O teste de rastreio mais comum é a técnica de “Enzyme-Linked ImmunoSorbent
Assay” (ELISA).
Actualmente, existem os testes de quarta geração que detectam, por
sua vez, a presença de anticorpos (anti-VIH-1 e anti-VIH-2), bem como do
próprio vírus (antigénio p24 do VIH-1), o que reduz para 2-4 semanas o tempo
11
entre a ocorrência da infecção e um primeiro teste reactivo para HIV (Belda,
Shiratsu & Pinto, 2009).
O teste de rastreio pode ser feito através de um teste rápido, que demora cerca de 30
minutos a dar o resultado.
De acordo com (Belda, Shiratsu & Pinto, 2009).
Uma das vantagens dos testes rápidos é que, além de poderem ser
realizados sem a necessidade de instrumentos de laboratório, podem ser
realizados em vários locais, por exemplo, em organizações que oferecem
apoio à pessoa infectada e que actuam também ao nível da prevenção da
infecção.
Um resultado negativo numa análise de rastreio exclui a infecção por HIV, excepto se
a exposição ao HIV tiver sido recente.
Todos os resultados positivos necessitam de uma confirmação posterior. O teste
confirmatório vai detectar os anticorpos e é mais específico, ou seja, exclui os falsos positivos
que o teste de rastreio possa detectar.
2.4.5. Diabetes
A diabetes é uma síndrome metabólica causada pela falta de insulina ou da
incapacidade da insulina exercer os seus efeitos de forma adequada, causando aumento de
glicose no sangue. Os exames para diabetes servem tanto para diagnosticar como para
monitorar a doença, que exige cuidado constante por parte do paciente. E tem como seus
principais exames para o seu diagnóstico:
Exame de Glicemia
Este exame é realizado tanto para o diagnóstico como para o monitoramento da
diabetes. Ele mede os níveis de glicose no sangue, um açúcar que é transportado pela corrente
sanguínea e é usado como fonte de energia pelo corpo.
Teste de tolerância oral à glicose ou curva glicemica
Também conhecido como exame da curva glicémica, o teste de tolerância à glicose
avalia o funcionamento do organismo quando é exposto a várias concentrações de glicose,
calculando a glicemia antes e após o paciente beber um preparo açucarado. Ele é
recomendado para confirmar a suspeita de diabetes quando a glicémia está alterada.
12
De acordo com Goodman, (1979),
o exame de curva glicémica requer jejum de pelo menos oito horas
para a primeira colecta. É um teste realizado em três etapas: a primeira colecta
ocorre com o jejum; a segunda, uma hora após o paciente ingerir uma bebida
açucarada; e a terceira colecta é feita duas horas após a primeira medição. Ou
seja, é um exame que exige algumas horas do paciente no laboratório.
Hemoglobina glicada
Também indicado tanto para diagnóstico como para monitoramento do diabetes, o
teste de hemoglobina glicada estuda as células do sangue e define a média de glicose do
trimestre.
Glicemia pós-prandial
O termo “pós-prandial” significa após uma refeição, ou seja, este exame é realizado
após a ingestão de alimentos que contenham carboidratos. Este contexto é importante porque
os níveis de concentração de glicose sobem cerca de 10 minutos após uma refeição.
Frutosamina
Também indicado a pacientes que já tenham a doença, o exame de frutosamina estuda
as proteínas do sangue, em especial os níveis de glicação da albumina, e define a média de
glicose das duas últimas semanas. Este teste é indicado quando o médico precisa saber a
média de glicose em períodos menores ou quando a medição de hemoglobina glicada não é
confiável.
2.5. Analise Correspondente e Valores de Referência
2.5.1. Analise Correspondente
Na área de saúde, a ocorrência de variáveis qualitativas é comum, o
que torna importante a aplicação de técnicas estatísticas próprias para a análise
deste tipo de dado. Por exemplo, variáveis como género ou a ocorrência ou
não de determinado atributo, ou, ainda, variáveis que possuem mais de um
estado, tais como aquelas que indicam a severidade de uma doença (leve,
moderado ou grave), são denominadas categóricas. Dada a grande quantidade
de informação armazenada nos bancos de dados actuais, métodos
multivariados têm sido propostos para a obtenção de informação relevante, de
maneira rápida e confiável. (Pack, 1992).
Um desses métodos é a Análise de Correspondência (AC). A AC permite a
visualização gráfica das categorias das variáveis em uma tabela de contingência e, assim,
verificar o grau de interacção entre as mesmas. Os conceitos principais da AC são os perfis de
linha ou coluna e a distância qui-quadrado
13
Para Pack (1992)
A análise de correspondentes múltiplos permite descrever uma tabela
binária, onde as linhas desta tabela são as observações ou indivíduos (n) em
questão, aqui designados de objectos, e as colunas são as diferentes categorias
de variáveis nominais (p), 2 representando as respostas dos indivíduos à
diversas perguntas.
2.5.2. Valores de Referência
A assistência à saúde deve ser baseada em evidências científicas, incluindo parâmetros
adequados para os exames bioquímicos. O valor de referência é um dos elementos mais
importantes de um exame laboratorial, visto que auxilia os profissionais de saúde na
interpretação dos resultados, no atendimento, cuidado, diagnóstico e tratamento de doenças,
contudo a origem desses valores raramente é especificada pelos laboratórios e tais valores
muitas vezes são utilizados sem se observar a aplicabilidade para a população. Os valores de
referência podem ser influenciados por factores individuais, populacionais e ecológicos, como
idade, sexo, raça, nível socioeconómico, presença de factores de risco, estado fisiológico,
geografia, exposição a agentes químicos, físicos e biológicos. Por isso, devem ser diferentes
entre as populações (Rao, 2016).
Para estimar os valores de referência, torna-se importante realizar
estudos com base em pesquisas representativas da população, para
interpretação correcta dos resultados1. Esses valores podem ser obtidos por
meio de estudos transversais ou longitudinais, nos quais os indivíduos são
acompanhados ao longo do tempo (Giorno, Beverly & Rossing, 1980).
Determinar os valores de referência de exames laboratoriais é um grande desafio, pois
exige metodologia adequada, que inclui a amostragem representativa da população e cuidados
metodológicos na colecta, no processamento, no transporte e na análise bioquímica e
estatística. Portanto, estimar parâmetros específicos para cada população ainda não constitui a
realidade de alguns países, sendo restrito aos países desenvolvidos, que conduzem inquéritos
populacionais os quais, por esse motivo, são empregados como parâmetros globais.
14
3. Considerações finais
Findado o presente trabalho, chegamos a compreender de que não existe um único
teste para a detecção de agentes causadores de patologias. Para uma tomada de decisão
programática, as várias patologias e as populações impactadas devem ser consideradas como
uma matriz para definir não somente qual teste laboratorial é o mais apropriado para a
comunidade em questão, mas também qual a proporção do total de recursos disponíveis
(orçamento, pessoal, etc.) deve ser alocada para cada patologia a ser testada.
15
4. Referências Bibliográfica
Adegoke, A.O. Akanni, O. E. (2011). Survival of Treponema pallidum in banked blood for
preventionof Syphilis transmission. North American Journal of Medical Science, v.3, n.7,
p.329-332.
Avelleira J. C. R. Bottino G. (2006). Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. An Bras
Dermatol.
Belda Jr W, Shiratsu R. Pinto V. (2009). Abordagem nas doenças sexualmente transmissíveis.
AnBrasDermatol.
Giorno R, C. J. H, Beverly S, Rossing R. G. (1980). Hematology reference values. Analysis
by different statistical technics and variations with age and sex. Am J Clin Pathol.
Goodman, L. A. (1979). Simple Models for Analysis of Association in Cross-Classifications
Having Ordered Categories. Journal of the American Statistical Association, v.74.
Lay-Ang, Giorgia (2012). "Microscopia"; Brasil Escola. Disponível em:
[Link] Acesso em 02 de Julho de 2022.
Marconi, Mariana de Andrade e Lakatos, Eva Maria; (2009). Fundamentos de Metodologia
Científica, 6ª edição. São Paulo, Editora Atlas S.A.
OMS. 10 Factos sobre a malária. Disponível online em
[Link] através de [Link]
Acesso em Julho de 2022.
Pack, P. Jolliffe, I. T. (1992). Influence in correspondence analysis. Appl Stat; 41:365-80
Rao L. V. (2016). Factores que influenciam os exames laboratoriais. In: Williamson M,
Snyder LM, editores. Wallach-Interpretação de exames laboratoriais. 10ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogam. 1225 p.
Rotta O. (2005). Diagnóstico sorológico da sífilis. An Bras Dermatol. [periódico na Internet];
80(3): 299- 302.