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Importância dos Jogos Tradicionais

Este documento discute jogos tradicionais, definindo-os e fornecendo exemplos de jogos como Berlinde, Macaca, Jogo do Anel e Jogo do Mata. O documento explora a história dos jogos tradicionais, conceitos-chave e sua importância cultural e educacional.
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Importância dos Jogos Tradicionais

Este documento discute jogos tradicionais, definindo-os e fornecendo exemplos de jogos como Berlinde, Macaca, Jogo do Anel e Jogo do Mata. O documento explora a história dos jogos tradicionais, conceitos-chave e sua importância cultural e educacional.
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Índice

1. Introdução
1.1. Objectivos
1.2. Metodologias
2. A História dos Jogos Tradicionais
3. Jogos tradicionais
4. Conceito de Jogos Tradicionais
5. Conclusão
6. Bibliografia

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1. Introdução

Este trabalho foi elaborado no âmbito da disciplina de Danças e Jogos Tradicionais cujos temas
são “Jogos Tradicionais”.

O jogo tradicional apresenta uma dupla função social contida, tanto na sua imprescindível função
de desenvolvimento de variação, como na interacção socializante do desporto, que o torna como
um factor imprescindível, quer para o desenvolvimento da espécie humana, quer para o
respectivo quadro civilizacional. O conjunto de ocupações às quais o indivíduo se pode dedicar
com total satisfação, no sentido quer de se repousar, quer de se divertir, quer para se informar ou
se formar desinteressada, quer para, de forma voluntária participar socialmente, quer ainda para
dar livre curso à sua capacidade criadora depois de se ter libertado das suas obrigações
profissionais, familiares e sociais.

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1.1. Objectivos

O objectivo deste trabalho é mostrar a importância dos jogos tradicionais para não perder o
património lúdico.

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1.2. Metodologias

Para a elaboração deste trabalho, recorreu-se ao método bibliográfico.

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2. A História dos Jogos Tradicionais

Desde os mais remotos tempos, quando a espécie humana surgiu no planeta, nasceu junto a ela
uma necessidade vital para o seu crescimento intelectual, jogar.
Manuscritos milenares falam de jogos praticados em todas as regiões do planeta. Dificilmente se
poderá delinear exactamente qual foi o primeiro jogo surgido no mundo. Adeptos da teoria
Darwiniana afirmam que foi um jogo chamado de Jogo da Evolução, praticado pelos Neandertal.
Consta que era um jogo bem simples e rude, jogado com um grande osso. Marcava-se pontos
destroçando a cabeça dos adversários e com isso conseguindo o domínio de territórios.
3. Jogos tradicionais

" (...) O Jogo Tradicional é memória, mas é também presente: se observarmos em detalhe o jogo
da criança de hoje em comparação aos jogos infantis do começo do século, constataremos que
existem, obviamente, grandes diferenças. A televisão e a tecnologia dos brinquedos modernos
mudaram, sem dúvida, a brincadeira infantil. A falta de espaço e de segurança nas ruas também
modificaram algumas brincadeiras." (Adriana Friedmann).

4. Conceito de Jogos Tradicionais

Sinal da sua grandeza e importância, os Jogos Tradicionais podem, segundo Graça Guedes
(1989), proporcionar estudos diversificados no âmbito da História, da Historiografia, da
Psicologia, da Sociologia, da Pedagogia, da Etnografia e da Linguística, entre outros.
Este tipo de jogos varia de região para região e possui um significado de natureza mágico-
religiosa. É normalmente praticado em épocas bem determinadas do ano ou em intervalos do
trabalho agrícola, contribuindo de modo saudável para a ocupação das horas livres.

Em conclusão, pode-se dizer, como Graça Guedes (1989), que os jogos tradicionais são criados
pelos seus praticantes a partir do reportório dos mais velhos e adaptados às características do
local. A denominação de cada um deles evoca por si mesmas as suas características e regras
principais.

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Os quatro (4) tipos de Jogos Tradicionais comungados dentro deste trabalho, são:

1) Berlinde;
2) Macaca;
3) Jogo do anel; e,
4) O Jogo do mata.

Berlinde

Material: Berlindes (esferas de vidro ou metal)


Terreno: Terra batida e plano

Número de Participantes: Vários

Objectivo: Meter os berlindes nas covas

Desenvolvimento: Fazem-se 3 covas. Cada jogador lança o berlinde. Quem conseguir chegar
mais longe inicia o jogo que consiste em tentar enfiar os berlindes sucessivamente nas 3 covas
que estão em linha recta empurrando-o com os dedos. Quando se consegue chegar à última cova
faz-se o percurso no sentido oposto. À medida que os jogadores vão conseguindo estas etapas
ficam com o direito de tentar acertar nos berlindes dos outros jogadores, também utilizando a
técnica de os empurrar com os dedos na terra. Quando acertam ganham esses berlindes.

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Macaca

Material: Uma pedra lisa, tintas para desenhar a macaca no chão.


Terreno: Um local de terra ou cimento onde se possa desenhar
Número de participantes: Seis a doze jogadores
Objectivo: Deitar a pedra dentro de cada casa; Saltar a casa onde está a pedra sem a pisar; Saltar
as casas ao pé-coxinho apanhar a pedra sem cair e não pisar as riscas.  

Desenvolvimento: Atira-se a pedra para a primeira casa e quando começo a jogar salto ao pé-
coxinho, pulando a casa onde está pedra.

Fazemos o mesmo para todas as casas até ao fim da macaca.

Depois começa outro jogador. Quando a pedra sai fora também joga outro.

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Jogo do Anel

Antes de tudo, escolhe-se quem vai ser o portador do anel. Ele põe o anel (ou outra coisa
pequena) entre suas mãos, que estão encostadas uma na outra.
Os outros jogadores ficam um ao lado do outro, com as palmas das mãos encostadas como as do
portador do anel.
O portador passa as suas mãos no meio das mãos de cada um dos jogadores, deixando cair o anel
na mão de um deles sem que ninguém perceba.
Quando tiver passado por todos os jogadores, o portador pergunta a um deles: "Quem ficou com
a anel?".
Se acertar, é o novo portador do anel. Se não, paga a prenda (castigo) que os jogadores
mandarem.
O portador repete a pergunta até alguém acertar. Quem acertar será o novo portador do anel.

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Jogo do Mata

Material: Uma bola ou um ringue, terreno dividido ao meio.

Nº de participantes: Duas equipas

Objectivos: Procurar "matar" (atingir directamente um jogador com a bola) os jogadores


adversários e não se deixar "matar", esquivando-se ou apanhando a bola.

Regras: Após o sorteio, começa uma equipa. Só pode "matar" aquele que tiver apanhado a bola
sem que esta tenha tocado no chão. Quem for atingido vai para o "piolho".

Desenvolvimento: Na parte de trás de cada equipa, há um "piolho" para onde vai um jogador da
equipa adversária. Este jogador lança a bola aos elementos da sua equipa. A partir desse
momento, uns e outros podem "matar" um adversário.

a) Quem for atingido vai para o "piolho" e o que lá estava no início vai para a equipa.

b) Podem "matar" quer os jogadores em campo quer os do "piolho" (só podem "matar" se a bola
não tiver tocado no chão).

c) Sempre que um jogador é atingido, tem direito à bola.

d) O jogador adversário que conseguir agarrar a bola, ao ser atingido, não é considerado "morto"
e pode, por sua vez, "matar".

e) Sempre que a bola saia dos limites do campo, este pertence à equipa contrária.

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5. Conclusão

Com este trabalho pode-se concluir que ao observarmos atenciosamente as nossas crianças em
idade pré-escolar, identificaremos o Jogo como uma constante no seu quotidiano escolar, assim
como fora da escola. Este material está latente e cabe a nós, futuros educadores, tirar proveito do
mesmo e trabalhá-lo para propiciar o desenvolvimento infantil.

Pensando especificamente no Jogo Tradicional, não é necessário, pois, num primeiro momento,
consultar manuais ou livros. Cada um de nós possui um acervo muito rico dos jogos da nossa
infância. Trazê-los de volta e transmiti-los às actuais gerações é uma tarefa muito importante:
significa não somente o resgate cultural de um património lúdico nacional, a sua preservação e
continuidade, como também a mostra de uma valorização do jogo no seu aspecto educacional.

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6. Bibliografia
 FERNANDES, Florestan. Folclore e mudança social na cidade de São Paulo.
Petrópolis,Vozes, 1979.
 GARON, Denise. La classification des jeux et des jouets - Le systeme Esar. Canadá,
Documentor, 1985.
 HALLIER, Judith & MACEDO, Jouvino Guedes de. Jogos do escolar de São Paulo. In:
Psicologia Educacional, n° 1, Boletim LXXIV, USP, 1946.
 KAMII, Constance & DEVRIES, Rheta. Group games in early education – Implications
of Piaget's theory. WASHINGTON D.C. The National Association for the education
ofYoung Children, 1980.

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