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Efeito Estufa
Tópicos
O que é efeito estufa?
Por que a preocupação com o efeito estufa?
Quais são os principais gases de efeito estufa?
O que é o protocolo de Kyoto?
Como podemos saber qual era a concentração de CO2 na atmosfera há milhares de anos atrás?
Como o CO2 pode ser naturalmente retirado da atmosfera?
O que eu posso fazer para diminuir minha emissão de CO2 para a atmosfera?
Veja alguns dados sobre reciclagem
Aqui vão algumas dicas para você se tornar um cidadão que preserva o meio ambiente:
Para reflexão:
Por que existe uma preocupação tão grande com relação ao efeito estufa?
O que pode ser feito para diminuir o efeito estufa?
O que cada um de nós pode fazer?
O que é efeito estufa?
Você já pensou porque o interior do carro com os vidros fechados se aquece tão rapidamente? O sol
emite radiações em todos os comprimentos de onda, mas a maior parte está dentro da faixa da luz
visível (de 380 a 750 nm – Figura 1), que passa pelo vidro para dentro do carro. Parte dessa energia é
absorvida pelos materiais no interior do carro e parte é refletida de volta. Essa energia refletida é a
radiação infravermelha (de 4 a 40 µm), que por ter um grande comprimento de onda não passa pelo
vidro, ficando aprisionada. Sendo assim fica fácil deduzir que haverá um armazenamento de energia
dentro do carro provocando um aumento na temperatura, pois nem toda a energia que entrou sairá.
Esta pode ser considerada uma analogia para o efeito estufa global.
Gases como o gás carbônico (CO2), o metano (CH4) e o vapor d'água (H2O) funcionam como uma
cortina de gás que vai da superfície da Terra em direção ao espaço, impedindo que a energia do sol
absorvida pela Terra durante o dia seja emitida de volta para o espaço. Sendo assim, parte do calor fica
“aprisionado” próximo da Terra (onde o ar é mais denso), o que faz com que a temperatura média do
nosso planeta seja em torno de 15°C. A esse fenômeno de aquecimento da Terra dá-se o nome de efeito
estufa. Se não existisse o efeito estufa a temperatura média na Terra seria em torno de –15°C e não
existiria água na forma líquida, nem vida.
Figura 1: Espectro da luz solar.
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Por que a preocupação com o efeito estufa?
Se o aquecimento da Terra pelos gases estufa permite que o nosso clima seja mais ameno, então
por que nos preocupar com o efeito estufa? O grande problema é que o efeito estufa está aumentando
muito rapidamente neste último século, pois está havendo uma alta emissão de gases como gás
carbônico, metano e óxido nitroso para a atmosfera. A principal fonte de gás carbônico é a queima de
combustíveis fósseis (carvão, gasolina, diesel) e as queimadas das florestas. Nestes últimos 140 anos, a
temperatura do nosso planeta aumentou em média 0,76 oC. Pode parecer pouco, mas esse aumento já
foi suficiente para abalar o clima do planeta.
Pesquisadores do Reino Unido observaram que o aumento da temperatura naquele país fez com
que a atividade microbiana do solo aumentasse, aumentando assim a emissão de CO2 que estava retido
no solo.
O chamado IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (Intergovernamental
Panel on Climate Change), conta com a participação de cerca de 2500 cientistas e técnicos que tem
como objetivo avaliar e relatar as variações climáticas e impactos ambientais de forma objetiva e
compreensível. As avaliações do IPCC são utilizadas mundialmente pelos tomadores de decisões (no
nível político) e cientistas. As projeções do órgão são dependentes de como todos os países e pessoas
individualmente atuarão para minimizar as emissões de gás carbônico. Portanto, as projeções são
variáveis, e o aumento de temperatura para o final do século XXI pode ser em média de 1,8 (na melhor
das hipóteses) a 4,0 oC (no pior cenário). O nível do mar pode subir de 18 a 59 cm. Além do aumento da
temperatura global também foi registrado que o nível do mar subiu em média 17 cm no século XX,
levando a grandes inundações de terra. Uma população inteira de uma Ilha do Pacífico checou a ser
evacuada, fazendo com que seus habitantes perdessem seus lares e suas identidades culturais.
(Elevação do nível do mar força evacuação de Ilha-Nação)
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Quais são os principais gases de efeito estufa?
O gás carbônico não é o único gás capaz de impedir que a radiação infravermelha emitida da Terra
escape. Na verdade este contribui com cerca de 53 % do total dos gases estufa, sendo que outros gases
produzidos pelas atividades humanas também contribuem para o efeito estufa: metano (17%); CFCs
(12%), e óxido nitroso (6%), entre outros (Tabela 1). Além de estar em maior porcentagem, a
concentração do gás carbônico vem aumentando rapidamente nas últimas décadas.
A Tabela 1 mostra que nem todos os gases de efeito estufa absorvem igualmente o calor. Veja que uma
molécula de metano absorve com uma eficiência 23 vezes maior os raios infravermelhos que uma
molécula de gás carbônico. Já uma molécula de CFC-12, gás que foi muito utilizado em geladeiras, tem
um poder de aquecimento por molécula, 8.100 vezes maior que o gás carbônico. A maior fonte de óxido
nitroso está nos processos naturais devido às atividades biológicas no solo e nos oceanos, mas a
manipulação do solo pelo homem, principalmente devido o uso de fertilizantes vem aumentando a
emissão desse gás para a atmosfera. O ozônio nas camadas mais baixas da atmosfera (a troposfera)
além de ser um gás extremamente nocivo para a saúde humana, também tem um elevado poder de
aquecimento. A água tem grande capacidade para armazenar calor, mas não se enquadra nos ‘gases de
efeito estufa’ propriamente dito porque a quantidade de água na atmosfera depende dos outros gases.
Isto é, quanto maior a temperatura da atmosfera, maior a evaporação da água dos rios, oceanos e de
outros reservatórios. Sendo assim, se a concentração dos gases de efeito estufa aumentar devido a ação
do homem, o aumento do vapor de água da atmosfera será uma conseqüência disso.
Se a emissão de gás carbônico continuar aumentando na mesma velocidade dos últimos anos, a
temperatura do planeta poderá aumentar tanto que os desastres previstos são muito grandes. Por
exemplo, o gelo das regiões polares poderá derreter, causando inundações de grande parte da costa dos
continentes, sendo que cidades litorâneas inteiras poderão desaparecer. As correntes oceânicas
poderão ser afetadas de forma a alterar a distribuição de calor na Terra, grandes regiões agrícolas
poderão se tornar desertos, e tempestades violentas poderão ocorrer com mais freqüência por causa
das variações climáticas.
Tabela 1: Concentração na atmosfera atual dos principais gases de efeito estufa, seus tempos de vida
médio, fontes, Potencial de Aquecimento Global (P.A.G.) e sua contribuição para o aquecimento que se
observa atualmente.
A Figura 2 mostra que nos anos 50 a concentração de CO2 na atmosfera era cerca de 315 ppmv (parte
por milhão em volume – porque se trata de ar), e em apenas 5 décadas houve um aumento de cerca de
16%. Esse aumento tão rápido e tão intenso nunca foi observado na história do planeta. O zigue-zague
observado na Figura 2 é por causa do aumento de CO2 na atmosfera durante o outono-inverno devido à
baixa atividade fotossintética, já no período de primavera-verão a fotossíntese é mais eficiente,
diminuindo então a concentração de CO2 na atmosfera. O aumento de CO2 de um ano para outro é
controlado pela atividade humana, principalmente devido à queima de combustível fóssil.
Figura 2: Variação na concentração de CO2 na atmosfera medida no Observatório de Mauna Loa no
Havaí localizado a 3.500 m de altitude.
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O que é o protocolo de Kyoto?
A preocupação com o efeito estufa é tão grande que 141 países assinaram um acordo internacional que
visa diminuir a emissão de gás carbônico para a atmosfera. Este acordo foi chamado de “Protocolo de
Kyoto” (cidade no Japão onde se concluiu o documento). O protocolo de Kyoto, que entrou em vigor em
fevereiro de 2005, diz que os países desenvolvidos (que fazem parte do acordo) se comprometem a
reduzir até 2012 a emissão de gases de efeito estufa em pelo menos 5%, de acordo com os níveis de
1990. Em outras palavras, cada país avalia o quanto emitia de gases estufas no ano de 1990 e deve
passar a emitir 5% menos dentro do prazo estipulado. Os Estados Unidos, que são os maiores emissores
de gases de efeito estufa do mundo (respondendo por 36 % do total mundial) não ratificaram (não
transformaram em lei) o acordo. Juntos, EUA, Rússia, Alemanha, Grã Bretanha e Japão respondem por
70% das emissões acumuladas de gases de efeito estufa.
É importante enfatizar que este protocolo foi apenas o início de um esforço mundial para
minimizar as emissões de gases de efeito estufa. Hoje se fala em acordos mundiais 'pós Kyoto", pois já
há muitas evidências sobre a necessidade de se diminuir drasticamente tais emissões.
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Como podemos saber qual era a concentração de CO2 na atmosfera há milhares de anos atrás?
Imagine que a neve que caiu sobre a Antártida há milhares de anos ainda está lá soterrada, pois esta não
derreteu desde então. Se a neve for escavada e trazida para a superfície, é possível cortar o gelo em
fatias, determinar sua idade, e recuperar os gases que estavam na atmosfera há milhares de anos atrás.
Os cilindros de gelos escavados são chamados de ‘testemunho’ e são extremamente valiosos como
fonte de informação sobre o clima na Terra no passado, visto que à medida que a neve precipita, esta
carrega consigo (deixa preso) os gases presentes na atmosfera. Ao derreter esse material em condições
controladas, os gases que estavam presos na neve foram liberados e analisados, tornando possível
determinar a composição da atmosfera na época em que a neve caiu, sendo possível avaliar o clima do
planeta no passado. A Figura 3 mostra a concentração de gás carbônico e de metano na atmosfera até
420 mil anos atrás e faz uma correlação com as variações de temperatura nesse período. O bloco de
gelo que é retirado é chamado de testemunho, e a este bloco em particular (retirado em partes) foi
dado o nome de "testemunho de Vostok". Note que quando a temperatura sobe, a concentração dos
gases também aumenta, mostrando a forte correlação entre essas variáveis. Alguns céticos dizem que a
oscilação de gases na atmosfera é um efeito natural visto que há milhares de anos isso já foi observado,
porém os resultados da análise do testemunho de Vostok (Figura 3) mostra que apesar da concentração
de gases de efeito estufa terem variado grandemente durante a história do planeta (resultando nos
chamados períodos glaciais e interglaciais), nunca houve um aumento tão abrupto e tão intenso na
concentração de CO2 como se está sendo observado hoje.
TESTEMUNHO DE GELO: VOSTOK: volta ao tempo em 420 mil anos
Figura 3: Relação entre as concentrações dos gases CO2 e CH4 com a variação da temperatura nos
últimos 420 mil anos.
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Como o CO2 pode ser naturalmente retirado da atmosfera?
Os oceanos absorvem grande parte do gás carbônico da atmosfera por dois motivos: um porque o
gás se dissolve na água (lembre-se que 2/3 do planta é coberto por água) e outro porque as pequenas
algas marinhas durante o processo de fotossíntese consomem CO2. Os oceanos podem ser considerados
como o grande “consumidor” do CO2 atmosférico. Porém, vale lembrar que é possível dissolver maiores
quantidades de um gás em águas mais frias. Se a temperatura das águas dos oceanos aumentarem,
como conseqüência do efeito estufa, sua capacidade de absorver o CO2 da atmosfera irá diminuir.
As florestas também são muito importantes para a absorção de CO2, principalmente quando
estão crescendo, pois estas também transformam o CO2 atmosférico em matéria orgânica sólida por
meio da fotossíntese, “limpando” a atmosfera. Portanto, um aumento no número de árvores plantadas
(e não derrubadas) pode ajudar a diminuir a concentração de CO2 na atmosfera. No processo de queima
de florestas, o gás carbônico que estava armazenado durante anos e anos na forma de plantas, é
emitido de volta para a atmosfera em minutos.
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O que eu posso fazer para diminuir minha emissão de CO2 para a atmosfera?
A natureza está fazendo a parte dela. E você, está fazendo a sua?
Você conhece a regra dos 3 Rs? A regra dos 3 Rs significa: Reduzir; Reutilizar e Reciclar. Qualquer um dos
“Rs” só irá acontecer se houver um programa de EDUCAÇÃO da população. Use a regra e seja um
cidadão “de bem” com a natureza.
Cada um de nós é responsável pela emissão de uma parcela de CO2 para a atmosfera, pois consumimos
produtos industrializados e usamos carros ou ônibus para nos locomover. Um norte americano ou
europeu, em média, é responsável pela emissão de 5 toneladas de CO2 por ano, enquanto que em
países não industrializados, essa média cai para 0,5 tonelada. Portanto, para contribuir menos para o
efeito estufa basta consumir menos (reduzir o consumo!!). Mas como fazer isso numa sociedade com
tantos apelos ao consumo?
Para cada tonelada de papel reciclado, de 10 a 20 árvores são poupadas. Isto representa uma
economia de recursos naturais, as árvores não cortadas continuam absorvendo CO2 pela fotossíntese, e
gasta-se a metade da energia para reciclar o papel que para produzi-lo pelo processo convencional. Uma
latinha reciclada economiza em energia o equivalente ao consumo de um televisor ligado por 3 horas.
Veja que quando falamos em economia de energia, isto representa uma economia de combustível que
seria queimado pela indústria, que implica numa redução na emissão de gás carbônico para a atmosfera,
que implica numa diminuição do efeito estufa. O Brasil é o país que mais recicla as latas de alumínio
(refrigerante, cerveja) no mundo, chegando a 96% em 2004.
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Veja alguns dados sobre reciclagem (Fonte principal [Link])
De 10 a 20 árvores são poupadas por cada tonelada de papel reciclado.
O processo de reciclagem de papel economiza mais de 50% da energia utilizada no processo
convencional.
Minimiza a poluição por gazes e efluentes, que é muito grave nas fábricas de celulose.
Utiliza 50 vezes menos água na produção.
Reciclagem de plástico
Há economia de recursos não renováveis como o petróleo
A reciclagem economiza 90% da energia utilizada no processo normal de fabricação
Diminui o volume de lixo a ser aterrado, pois sua decomposição no solo pode ser superior a 200 anos.
Reciclagem de vidros
Não altera o ecossistema através da extração da areia, barrilha, calcário, feldspato e outros minerais.
Economiza energia, pois o caco de vidro funde a temperaturas mais baixas.
Minimiza a produção de gases tóxicos (reduz a poluição)
Diminui o volume de lixo nos aterros sanitários, pois a decomposição do vidro no solo é superior a 2000
anos.
Reciclagem de metais
Uma latinha reciclada economiza em energia o equivalente ao consumo de um televisor ligado por 3
horas. A reciclagem do alumínio representa uma economia de 95% da energia necessária no processo
convencional.
A fabricação de alumínio a partir da bauxita produz grandes quantidades de subprodutos poluentes.
Para cada kg de alumínio reciclado, se economiza 5 kg de bauxita.
Com a reciclagem do lixo consegue-se:
Reduzir o consumo de energia e água
Reduzir os custos de produção devido ao reaproveitamento de recicláveis pelas indústrias de
transformação
Gerar recursos que podem ser empregados na área social
Mudar o comportamento em relação ao desperdício
Fortalecer uma nova mentalidade ambiental
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Aqui vão algumas dicas para você se tornar um cidadão que preserva o meio ambiente:
Não aceite sacolas plásticas se dá para carregar sua compra sem ela, ou se vai jogar fora depois.
Só aceite outra sacola plástica se aquela que você tiver nas mãos já estiver totalmente cheia.
Escreva dos dois lados do papel.
Sempre que puder consuma bebidas que vem em recipientes retornáveis.
Evite comprar alimentos com muita embalagem.
Economize energia e água.
Ande mais a pé e de bicicleta.
Eduque seu filho, amigo, vizinho.
Recicle papel, latas, vidros, e plásticos.
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