Entendendo o Pecado e Suas Consequências

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1) Pecar é desobedecer a Deus através de pensamentos, palavras, ações ou omissões, fazendo o mal contra a humanidade e a si mesmo. 2) O pecado original de Adão e Eva separou a humanidade d…

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lais brito

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Estudo 1
PECADO I

INTRODUÇÃO

Pecar é: fazer o mal contra a humanidade, a sociedade, aos outros, a si próprio, a


uma pessoa e principalmente é uma desobediência a Deus.
Pecado é tudo aquilo que o homem faz que desagrada a Deus.
Podemos pecar através de: pensamento, palavra, ato ou atitude ou ação e por
omissão (Ezequiel 3: 17-21).
Quando passamos das trevas (pecado) para a luz (salvação), um dos grandes
problemas que ainda enfrentamos é ele. Pois, ele ainda nos persegue. Contudo, temos
todas as armas para vencê-lo (Efésios 6:10-18). Vencê-lo envolve uma decisão nossa
sob a orientação do Espírito santo. Que requer um espírito de luta (Hebreus 12:4).
Este assunto tem sido motivo de piadas, de indiferença e de ignorância (falta de
conhecimento). Satanás tem feito o máximo para que as pessoas não o levem a sério (I
Coríntios 2:14; II Coríntios 4:4). Exatamente porque é o mau principal do mundo,
atingindo todos os homens (Romanos 3:23; 5:12), e a causa de todos os demais males e
do sofrimento.
As pessoas podem pensar que, uma vez, que se convertem, nunca mais irão pecar.
Claro, que aquele que é nascido de novo (João 3:3) não deve pecar (I João 3:6, 9; 5:8).
Esse que é nascido é a natureza divina no cristão. A natureza divina nele não pode e não
deve pecar, mas o cristão pode e faz.
Mesmo que haja a capacidade, o cristão é responsável por não pecar (I Pedro
1:15; I João 2:1). A possibilidade de pecar nunca é razão para se desculpar, mas
uma forte razão para vigiar (Mateus 26:41).
É verdade que quem está salvo, tem uma luta constante com o pecado (Gálatas
5:17; Romanos 7:23). Antes de ser cristão, ele não tinha forças nenhuma para dominá-lo
(Romanos 8:8). Em Cristo, ele tem o que é necessário para evitá-lo (Mateus 26:41;
Filipenses 4:13; I João 4:4).

1) SEU APARECIMENTO
A Bíblia ensina que:
(a) No princípio, não havia pecado;
(b) O homem vivia em comunhão com Deus (Gênesis 1:27-31).
O Senhor pôs o primeiro casal como o ponto alto da Sua criação, para
administrá-la e dela obter o seu sustento, alegrando-se com o que Ele fizera. Satanás
não se conformou com tanta paz e felicidade. Ele os tentou para que O desobedecessem
e eles caíram. Conseqüentemente, perderam a Sua comunhão e intimidade.
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Conseqüentemente, ficaram separados e distantes dEle (Gênesis 1: 1-10; Romanos
3:23).
Deus cobrou dele o seu erro (Romanos 1:18-32; Gálatas 6:7), o qual não estava
em comer desta ou daquela árvore, e sim em desobedecer a Sua ordem que mencionava
determinada árvore (Isaías 1:19, 20). Intimamente, já afastado e excluído por Ele, o
casal foi expulso da Sua presença.

2) SUA HERANÇA

Assim como herdamos de nossos pais e avós a cor dos olhos e dos cabelos, o
formato do nariz e do rosto, também herdamos aspectos da personalidade. Daí por que
dizem: “Tal pai, tal filho”. Ora, se herdamos características físicas e de personalidade,
como não haveríamos de também herdar o aspecto espiritual e moral do pecado (Salmos
51:5; Romanos 5:12)? Infelizmente, ao nascermos, já o recebemos como herança de
nossos ancestrais, o mal da humanidade. Que se transmite de uma geração para outra e
que nós passamos para nossos descendentes. Agora, o pecado faz parte da raça humana.
O homem já nasceu com ele dentro de si. É uma doença hereditária. Somos pecadores
por natureza e inclinados para o mal.

3) SUA EXTENSÃO E MANIFESTAÇÃO.

É como uma epidemia hereditária e contagiosa, ele ampliou-se rapidamente,


alcançando a todos (Romanos 5: 12, 17). As crianças, ainda pequeninas, sem que
alguém lhes tenha ensinado, já demonstram tendência para o mal e atitudes más.
Enquanto inocentes, Deus não cobra delas o pecado hereditário (Mateus 19: 13-15;
Marcos 10:13-16; Lucas 18:15-17). Mas, uma vez conscientes, são responsáveis
diante do Senhor. O hereditário, antes, inconsciente torna-se consciente, que
continua a se manifestar em atos maus e pecaminosos.
Resultando o pecado de uma atitude de desobediência e de rebeldia, separa as
Suas criaturas dEle, assim como aconteceu no jardim do Éden (Isaías 59: 1-9). E para
deturpar cada vez mais a imagem e semelhança de Deus, à qual o homem foi
criado, Satanás nos leva aos atos pecaminosos mais terríveis, tais como:
depravação moral, violência, falsidade, maledicência, inveja, blasfêmia etc.
(Mateus 15:19; Romanos 1: 18-32; Gálatas 5:19-21; Efésios 5:3,4; Colossenses 3:5-
9). O homem consciente, e que nada faz para ser curado desta tragédia, vai de mal a
pior, bem como a humanidade toda, e fica cada vez mais distante do Senhor.
O pecado que é ligado a ele por viver no mundo (I João 2:16) e tê-lo ainda em
seus membros (Romanos 7:23). Enquanto, ele estiver neste mundo terá este grande
problema (Mateus 26:41).

(4) SUAS CONSEQÜÊNCIAS

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Ele está em todos os homens e os afasta de Deus (Romanos 3:23); por ele veio à
morte (Romanos 5:17, 21; 6:23) que passou para toda humanidade (Romanos5:12); a
sua recompensa para todos, é a morte eterna, ou seja, a separação eterna de Deus
(Romanos 6:23; Apocalipse 20:15; 21:8).

A comunhão quebrada, muitas vezes, é a Sua correção para com Seus filhos. Não
é a salvação que termina, mas a sua alegria que é removida (Salmos 51:1, 10-12). A sua
quebra, pode ser percebida pela falta de vitória espiritual (Provérbios 28:13) ; ela é
para o cristão uma correção eficaz.

-POR CAUSA DELE:

(a) As pessoas vivem longe de Deus (Romanos 3:23);

(b) As pessoas não encontram a paz interior (João 14:27; 16:33; Filipenses 4:7);

(c) As pessoas ao morrerem partem para um destino de sofrimento eterno, sem


possibilidade de mudança (Apocalipse 21:8, 27; 22:15).

(4.1) CONSEQUENCIAS NATURAIS.

Elas foram terríveis. Logo depois que Adão e Eva comeram do fruto proibido,
tiveram os olhos abertos. Mas, não para serem iguais a Deus. Passaram a conhecer o
bem e o mal na própria experiência.
O primeiro resultado foi o medo de Deus (Gênesis 3:10). Reconheceram que
estavam nus. Esse sentimento veio da falta da cobertura da justiça divina
(antes, eram inocentes; após, se tornaram culpados). Mas, além disso, elas se fizeram
sentir:

(a) SOBRE A SERPENTE.


O animal (cobra) deveria daí em diante, ser maldita, rastejar sobre o ventre e
comer pó. Haveria uma inimizade natural entre a serpente e a raça humana (Gênesis
3:14,15);

(b) SOBRE A MULHER:

(1) Sofrimento multiplicado na gravidez;

(2) Parto com dores;

(3) Submissão ao marido (Gênesis 3:16; Efésios 5:22).


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(c) SOBRE O HOMEM.
A terra toda foi amaldiçoada e ele deveria se cansar no seu trabalho (Gênesis
3:17,19). Ela produziria espinhos e abrolhos (Gênesis 3:18). Por fim, ele iria morrer.
A morte estava prevista para o caso da desobediência (Isaías 1:20. E ela veio sobre
Adão e seus descendentes (Romanos 5:12; 6:23).

(4.2) CONSEQUENCIAS ESPIRITUAIS.

(a) Julgamento.
Ele veio sobre Adão, quando pecou e passou para todos os homens (Romanos
5:12);

(b) Condenação.
O homem, julgado, está condenado por causa do seu pecado (João 3:36).

(c) Morte.
Tanto a física, a espiritual e a eterna. E o homem pecador está separado de Deus
(Isaías 59:1-3; Romanos 3:23).

(d) Culpa.
A pessoa fica culpada diante de Deus. Daí, a razão do seu julgamento e
condenação. Entende-se por culpa a divida que o pecador tem por causa do pecado,
em relação a quem ele ofendeu. É o que o faz ser sujeito à punição (Gálatas 6:7).

(5) SEU RECONHECIMENTO.

Mesmo assim, há pessoas que dizem não serem pecadoras. Claro que estão
enganadas e que nelas não há verdade (I João 1:8, 10). Até que ponto vai à sua
ousadia: pela sua própria opinião põe Deus na conta de mentiroso (Números
23:19). Aquele que não reconhece seu pecado e o abandona, nem mesmo Ele próprio
pode ajudar.
Mas, ao que reconhece e deixa (Provérbios 28:13), o Senhor dá a graça de na Sua
fidelidade (II Timóteo 2:13) e justiça, perdoá-lo e purificá-lo de toda a injustiça. Ele só
pode ser perdoado, quando aceita que precisa ser curado, confessa e abandona os seus
pecados (Provérbios 28:13; I João 1:9).
Depois que O aceitamos como Salvador, e Senhor não ficamos livres dele. Ele
ainda nos persegue com insistência (Hebreus 12:1). Ele quer nos vencer. Mas, somos
ensinados que ele não deve ter domínio sobre nós (Romanos 6:14).

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Não há ninguém que não peque (I Reis 8:46; I João 1:8) e se disser que não peca
é mentiroso (I João 1:8). Mesmo depois de salvo, ainda, pode pecar. Mas, não pode se
deixar vencer por isto.

(6) ASPECTOS DA MORTE:

(a) Física.
Separa o espírito do corpo. Este vai acontecer com todos.

(b) Espiritual.
Separa o homem de Deus, já aqui na terra. Sendo que este pode ser mudado,
quando se entregar a Jesus (Efésios 2:1);

(c) Eterna.
Aqueles que morrem separados de Deus assim permanecem na eternidade
(Apocalipse 21:8). Este não tem condições de mudança.

PERGUNTAS PARA REVISÃO:

1) O que é pecar?
2) O que é pecado?
3) Como vencer o pecado?
4) Por causa do pecado o que aconteceu?
5) A natureza divina no cristão pode pecar?Por quê?
6) Qual foi o erro de Adão e Eva?
7) O que o diabo faz para deturpar a imagem e semelhança de Deus no homem?
8) Quais são os aspectos da morte?
9) Explique cada uma.
10) Qual foi o primeiro resultado do pecado?
11) Quais as suas conseqüências naturais?
12) Quais as conseqüências espirituais?
13) Quando o homem reconhece e deixa o que Deus dá?
14) Quais as consequências naturais sobre a serpente?
15) E sobre a mulher?
16) E sobre o homem?
17) Quando o homem é perdoado?
18) Cite quais são as consequências espirituais.
19) No principio havia pecado?
20) O que o pecado traz?
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21) O que é culpa?
22) O que acontece com aquele que reconhece seu pecado?

Versículo para memorizar: Isaías 59:1, 2.

Estudo 2.

PECADO II.

(1) SEU CASTIGO:

A sua pena é a morte (Romanos 6:23), sob três aspectos:

(a) Um inevitável (Física);

(b) Um que pode ser mudado (espiritual; Efésios 2:1);

(c) Outro irreversível (Eterna; Romanos 6:23; Apocalipse 21:8).


E a tristeza da morte, nos três aspectos, está na separação. Cristo, ao morrer,
falou algo muito importante (Mateus 27:46). Não foi só força de expressão. A Bíblia
fala sobre isto (Ezequiel 18:20; João 1:29). Se Ele veio ao mundo sofrer o castigo do
nosso pecado e se o seu castigo é a separação de Deus (Romanos 6:23), as Suas
Palavras na cruz têm um significado real e muito profundo. Na cruz, Ele carregou em
Seu corpo os nossos pecados (I Pedro 2:24). Sofreu o castigo do pecado, a morte, a
separação para poder livrar-nos do mesmo. O que nos resta fazer é aceitar é reconhecer
isto.

(2) O QUE NÃO ACONTECE QUANDO O CRISTÃO PECA?

NÃO DEIXA DE SER FILHO DE DEUS.

Por Deus somos nascidos de novo (João 3:3). Ele usa a nomenclatura "filhos"
para mostrar o relacionamento especial que Ele tem com os Seus pelo novo nascimento.
A Bíblia, usando o termo "filho" (João 1:12; Romanos 8:14-17), revela a realidade
do novo nascimento que mostra a impossibilidade de quebrar os laços
permanentes que o Senhor tem com os Seus.

Será que existe a possibilidade de alguém fazer destes "des-nascidos"?

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(a)Esse relacionamento de "filho", olhado de outro aspecto, é chamado adoção . É
um ato judicial, que é realizado pela Trindade, (Gálatas 4:4-7), com aquele que
era filho "da desobediência" (Efésios 2:2). Esse ato mostra como o cristão é feito
em uma "nova criatura", (II Coríntios 5:17). Pois, este é mudado para uma
família nova, com uma natureza nova.

Será que uma criação de Deus pode ser desfeita?

A pessoa que já nasceu de novo (João 3:3-8) através da semente incorruptível (I


Pedro 1:23) que permanece "para sempre".

Quando cessa a incorruptibilidade?

(b) O pecado tem um efeito, mesmo que não desfaça a condição de ser ele um filho de
Deus. O que peca tem quebrada a comunhão com Ele (Salmos 51:12). Amós faz aos
filhos desobedientes, uma pergunta que convém ainda hoje (Amós 3:3). O filho
pródigo, mesmo no pecado continuou sendo o filho do pai. Mas, por causa do seu
orgulho, era desobediente e, nessa condição, não andava com o pai (Lucas 15:11-32).

A comunhão quebrada, muitas vezes, é a Sua correção para com Seus filhos. Não
é a salvação que termina, mas a sua alegria que é removida (Salmos 51:1, 10-12). A sua
quebra, pode ser percebida pela falta de vitória espiritual (Provérbios 28:13; II
Tessalonicenses 5:19); ela é para o cristão uma correção eficaz.

Aquele que já provou:

(1) As delícias do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22, 23);

(2) O conforto de um caminhar constante com o Pai sabe como isto é terrível. Por isso
Davi clamou para ter de volta tal alegria, quando pecou (Salmos 51:12).

(c) A solução para isto é a confissão e o seu abandono (Provérbios 28:13; I João 1:9) . A
justificação é feita uma só vez e "de tudo" (Atos 13:39), mas a purificação é
contínua. A justificação é feita por Sua graça, (Romanos 3:24) e pela qual temos a paz
(Romanos 5:1). Mas, a purificação que faz parte da santificação é feita pelo cristão (II
Crônicas 7:14; Provérbios 28:13; I João 1:9).

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(d) Existe uma lavagem constante que é parte da obra de santificação na sua vida.
Essa lavagem é feita pela Bíblia (Efésios 5:26) e nas horas de correção, quando a
comunhão com Ele é quebrada, ele clama por ela (Salmos 51:2).

(e) Se Está com a Sua mão na sua vida e suspeita que haja pecado impedindo as
bênçãos da Sua presença, procure-O em oração, pedindo para que sonde o seu
coração (Salmos 139:23, 24), e se revelar alguma coisa, confesse-a e abandone
imediatamente, procurando humildemente o Seu perdão e aquilo que é necessário para
endireitar os seus pés no Seu caminho.

(II) ELE NÃO SE TORNA DESQUALIFICADO PARA IR AO CÉU.

Ninguém vai ao céu por sua própria justiça. Só podem ir os que foram feitos
ajustados. Por causa dele não ter nenhuma justiça própria (Isaías 64:6; Romanos 3:10-
12), ele deve ser feito adequado pela justiça de outro (Romanos 5:17, 19,21).
Dependendo das qualidades pessoais de quem o faz adequado, pode o homem participar
da herança dos santos na luz. Foi Deus quem nos fez adequados para tal participação,
nos tirando das trevas (Colossenses 1:12, 13).

Se foi Ele mesmo quem fez essa obra, como algum outro pode desfazê-la
(João 10:28, 29; Romanos 8:35, 38,39)?

(a) Cristo se ofereceu para sempre como um único sacrifício pelos pecados. Pelo
sacrifício de Si Mesmo, Ele aperfeiçoou para sempre os santificados (Hebreus 10:12-
14).

Como é que um aperfeiçoado não conhecerá o lugar onde não há nada que o
contamine (Apocalipse 21:27)?

A herança dada por Ele é incorruptível (I Pedro 1:3-5) e de maneira nenhuma ele
será feito desqualificado (Judas 24).

(b) A Sua obra feita tirou toda a condenação (Romanos 8:33; Apocalipse 1:5). Com o
Seu sangue fomos resgatados (I Pedro 1:18, 19), e, por isso iremos para o Pai (João
14:6; I Timóteo 2:5).

(c) A Sua obra foi tão perfeita, que desde a eternidade Ele conheceu o seu fim
(Romanos 8:29, 30; I Coríntios 6:11). Não há dúvida nenhuma, de que os que foram
amados e atraídos com Sua bondade (Jeremias 31:3) estarão ao redor do Seu trono
(Romanos 8:17; Hebreus 2:10). Pelo Seu poder, os salvos entrarão na Sua herança (Atos
20:32).

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(d) Mesmo que o filho endureça o seu coração à correção que o Pai dá (Hebreus
12:7-11), não se torna desqualificado, pode ter a sua vida encurtada aqui na terra.
Deus é glorificado quando os Seus dão frutos (João 15:8) e os filhos que não se
submetem à Palavra sofrem uma correção dura, até uma vida curta aqui (Salmos 38:3;
89:30-34; I Coríntios 11:30), mesmo que eles sejam salvos no último dia (Salmos
89:30-34; I Coríntios 3:15, 16; 5:5).

(e) A Solução para não ter o pecado reinando na sua vida é ser vigilante em oração
(Mateus 26:41; I Pedro 4:7). É impossível que tenha uma vida de oração ativa e
continuar na prática do pecado. Portanto, vigiai em oração. Lembrando-se das bênçãos
que tem em Cristo, o filho verdadeiro, purifica-se a si mesmo para ser como Ele (I João
3:3). Portanto, lembre-se constantemente delas. Uma obediência ativa faz que seja
prevenido de praticar o que não deve. Portanto, seja intensamente ativo e constante na
Sua obra (I Coríntios 15:58).

CONCLUSÃO:

Você pode afirmar que não tem forças para deixá-lo e isto é verdade. Por esta
razão, você não pode confiar na sua própria força, e parar de dizer “eu posso”, “eu vou
conseguir”. E confiar nEle, que, pelo Seu Espírito, o (a) capacitará para vencê-lo
(Salmos 37:5; Provérbios 16:3).
Peça a Deus para fortalecê-lo (a), e Ele irá ajudá-lo (a), fazendo de você um (a)
vencedor (a). Ande no Espírito e viva nEle. Então, vencerá o pecado. (Romanos 6:11-
14; 8:1-11; Gálatas 5:16, 24,25).
Todos podem e devem meditar, à luz da Bíblia, na sua condição natural e
hereditária de pecador e pensar nas tristes consequências. Podem e devem ir a Deus, por
meio de Cristo, e pedir que o castigo sofrido por Ele na cruz o liberte (Provérbios 28:13;
I João 1:9).
A velha natureza já foi julgada e essa questão já foi completamente solucionada
com a Sua morte; por tanto, ela não pode expor mais a condenação de Deus. Ele O vê
sempre em Jesus com a sua nova natureza, perfeitamente excluído de qualquer
condenação que a sua velha natureza possa lhe fazer (Romanos 8:33). De modo que o
que perde quando cede a ela não é: sua salvação, sua justificação, sua posição
perante Deus na graça, todo qual lhe pertence em virtude do Seu sacrifício. O que
perde é a alegria da comunhão com a Trindade e isso o faz infeliz, porque caiu
debaixo do poder da sua velha natureza, a qual a nova detesta (Romanos 7:15-25).
Inclusive, o Espírito Santo que habita em você fica entristecido e, por isto, não pode lhe
encher com a alegria da salvação.

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APLICAÇÃO.

(1) Procure recordar a sua experiência de salvação e agradeça ao Senhor por cada vez
estar vencendo mais o pecado;

(2) Se tiver pessoas com quem resolver problemas de falta de perdão, faça uma lista e
procure entrar em contato com elas e resolver logo;

(3) Anote o pecado que esteja cometendo no presente. Peça a Deus para libertá-lo. Se
precisar, busque ajuda do seu pastor.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Em que consistiu o pecado do primeiro casal?


2. Por que Deus expulsou os pecadores do Jardim do Éden?
3. Como é que o pecado chegou a cada um de nós?
4. Qual a extensão do pecado e como se manifesta?
5. Qual é a recompensa do pecado?
6. Que se entende por morte eterna?
7. Que declara a Palavra de Deus a respeito dos que não se reconhecem pecadores?
8. Quem sofreu o castigo do pecado? Como?
9. Cite três coisas que não acontecem com o cristão quando peca.
10. O que é adoção?
11. Quem realiza a justificação?
12. Quem realiza a purificação que faz parte da santificação?
13. Porque o cristão não pode ser desqualificado para ir para o céu?
14. Porque o cristão não perde o Espírito Santo?
15. O que ocorre quando o Espírito Santo é entristecido?
16. Qual é o efeito do pecado?
17. O que não acontece quando o cristão peca?

Memorizar: I João 1:8, 10.

Estudo 3.
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SALVAÇÃO I
INTRODUÇÃO

Tendo Jesus sofrido na cruz o castigo do pecado, pode agora nos salvar. É como
uma troca: Ele levou sobre Si o pecado do homem e este pôde obter o perdão que deu
ao se tornar Seu Único e Pessoal Salvador (Romanos 10:9, 10).

O homem, uma vez escravizado (João 8:34), não pode resolver esse grave
problema que o separa da glória de Deus (Romanos 3:23). Ou seja, salvar-se a si
mesmo. Por isso, o Senhor tomou uma providência por Sua própria iniciativa para
resgatá-lo, como resultado do Seu amor (João 3:16; Romanos 5:8). Precisamos,
portanto, procurar entender e descobrir qual o plano traçado por Deus para nossa
salvação. Para fazer isto é preciso compreender que Ele tem um propósito para nós.
Pois, nos ama tremendamente. E o Seu propósito é de nos dar a vida eterna e abundante
através da nossa fé em Cristo (João 3:16; 10:10).

1) MEDIANTE A GRAÇA DE DEUS.

Somos salvos pela graça (Efésios 2:8-10; Graça= favor imerecido). Não se pode
comprar o que é dado de graça. Tentar comprá-la é ofendê-Lo, pois o preço mais alto já
foi pago: a Sua encarnação (João 1:14a), quando deixou o céu e se tornou homem,
morrendo numa cruz e depois ressurgindo, como expiação (limpeza) do pecado. É um
presente de Deus. Não se compra: ou se aceita ou se rejeita, pois já está paga.
Ninguém pode alcançá-la praticando boas obras (Romanos 6:23 b). Elas devem
ser o resultado de uma pessoa salva. Não podem produzi-la, pois então seria
merecimento humano e tornaria desnecessário o valor de Cristo. Ele é que deve
produzir as boas obras (Efésios 2.10).

2) MEDIANTE O ARREPENDIMENTO.

Jesus, ao iniciar a sua tarefa na terra, declarou que o tempo estava cumprido, o
Seu reino havia chegado (Marcos 1:15).
Arrependimento não é só remorso. Pois, nem sempre, ele faz mudar de rumo, de
atitude.

(*) DEFINIÇÃO:

(a) Profunda consciência do pecado;

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(b) Tristeza pelos próprios pecados;

(c) Pela graça de Deus;

(d) Dar as costas ao pecado;

(e) Começar a caminhar na direção de Deus;

(f) Mudança de mente (metanoia).

Neste sentido, ele tem o caminho da vida cristã toda, para continuar a mudar a
sua mente (Romanos 12:2).
Há um aspecto constante de arrependimento. Mesmo já estando salvo, no
processo da santificação, precisa renovar a sua mente (Romanos 12: 2).
É o ato pelo qual a pessoa reconhece o seu pecado e o abandona,
confessando-o a Deus (Provérbios 28:13; I João 1:9).
É a tristeza que, segundo Deus, conduz à salvação (II Coríntios 7: 10).

-EXEMPLOS BÍBLICOS:

(a) Pedro e Zaqueu, o verdadeiro (Mateus 26:75; Lucas 19:8);

(b) Judas, remorso (Mateus 27:3-5).

3) MEDIANTE A FÉ.

Fé na graça de Deus; na morte vicária (substitutiva) de Jesus; na capacidade


dEle aceitar o pecador arrependido e de perdoá-lo. A fé é qual “firme fundamento” das
coisas esperadas de Deus e qual “prova” das coisas espirituais que não podem ser
provadas em laboratório (Hebreus 11:1). Fé é a união íntima e espiritual da criatura
com Deus.
É muito mais do que mera emoção. As emoções são passageiras e enganosas,
sujeitas a reservas do estado de espírito e a manipulações. Ela é constante e progressiva
(Romanos 1: 16,17). A fé salvadora ocorre na ocasião da conversão; a que faz crescer
na comunhão com Deus é constante. A de hoje conduz à de amanhã – “de fé em
fé”.
Ela não é visível. Mas, uma maneira de tê-la é agir a partir da verdade da
Bíblia. Isso pode torná-la visível. Em circunstâncias desafiadoras, em vez de se
concentrar nos problemas ou nas preocupações, possa ler a Bíblia, lembrá-la, refletir
sobre sua verdade e memorizá-la.

(4) MEDIANTE A REGENERAÇÃO.


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Muitas pessoas enganam-se ao pensar que, afinal de contas, todos somos filhos
de Deus (João 1:12, 13; Romanos 8:14).

A Solução para o pecado é uma limpeza espiritual constante. Note-se que Davi
foi sondado por Deus mais de uma vez (Salmos 139:1, 23,24). É verdade que aquele
arrependimento e a fé que trouxeram a salvação são uma atividade contínua para o
cristão que conhece a sua fragilidade pela carne (Colossenses 2:6). Pelo andar no
Espírito, ele é santificado para agradá-Lo e conhecer as bênçãos desse andar íntimo
(Gálatas 5:24, 25).

É uma nova geração. Antes não eram filhos e sim criaturas. Agora, tornam-se
Seus filhos. Jesus enfatizou repetidamente a verdade de que “necessário vos é nascer
de novo” (João 3:3-7). A pessoa não regenerada é nascida apenas naturalmente,
portadora do pecado e está condenada à perdição eterna (João 3:36). A pessoa
regenerada é “nascida de novo”, espiritualmente.

É UM ATO UNICAMENTE DE DEUS, MEDIANTE:

(a) O sacrifício de Cristo;

(b) O arrependimento;

(c) A fé.

Para tanto, é o Espírito Santo quem convence o pecador e o leva à


experiência da regeneração (João 16: 7-11). Ele é o representante de Cristo, que
aponta na Sua direção e a Ele conduz o pecador.

5) MEDIANTE A JUSTIFICAÇÃO
Ocorre no processo da salvação (Romanos 3:23, 24; 5:1). Não temos justiça
própria, pois por natureza somos injustos, pecadores condenados (Isaías 64: 6,7;
Romanos 3:10-12). Os nossos pecados, as nossas injustiças, caíram sobre Cristo (Isaías
53:4-6). Ele sofreu o castigo da nossa injustiça. Sendo justo, não precisava pagar
injustiça própria. E a Sua justiça agora é transferida para nós (Romanos 5:18, 19).
Mediante o Seu sacrifício, Deus pôde declarar justificado ao homem injusto,
sem que Ele se tornasse injusto. O cristão justificado é revestido, é portador da justiça
de Cristo.

PERGUNTAS PARA REVISÃO.


1. O que é graça?
13
2. Qual é a diferença entre arrependimento e remorso?
3. Qual é o aspecto constante do arrependimento?
4. O que é fé?
5. Qual é a solução para o pecado?
6. A regeneração é um ato de Deus mediante o que?
7. O que é justificação?
8. Quando ela ocorre?
9. Quem induz o homem à experiência da regeneração?
10. Quem é o representante de Cristo?
11. O que Espírito Santo faz na regeneração?
12. A regeneração é um ato de quem?
13. Ela é mediante o que?
14. Quem convence o pecador dos seus erros?
15. Cite quatro definições de arrependimento.
16. Qual é o principal propósito de Deus para nós?
17. Deus pôde declarar o homem justificado mediante o que?
18. O homem pode resolver a questão do pecado? Por quê?
Memorizar: Romanos 10:9, 10.

Estudo 4

SALVAÇÃO II

A CERTEZA DA SALVAÇÃO

Podemos ter a certeza da nossa salvação? Não apenas supor, sentir, esperar, mas
ter a certeza, de fato?
Na Bíblia temos a declaração muita clara de Jesus, afirmando que todo aquele
que ouve a Sua palavra e crê nAquele que O enviou tem a vida eterna, não entrará em
juízo, mas já passou da morte (espiritual) para a vida (João 5:24). É questão de crer no
que afirma a Palavra.
Na Bíblia, está reafirmada esta certeza, pelo Seu próprio testemunho. Tais
palavras foram escritas aos que crêem no nome do Seu Filho, para que saibam que tem
a vida eterna. E o Seu testemunho é maior do que o testemunho dos homens (I João 5:
9-13).
O cristão deve sempre recordar que a Bíblia não pode entrar em contradição.
Através dela seu coração deve descansar na perfeita garantia da eterna segurança
da mais fraca ovelha que foi comprada com Seu sangue.

14
- ATRAVÉS DESTA VERDADE PODEMOS AFIRMAR QUE:

(2.1) “UMA VEZ SALVO SEMPRE SALVO”

É evidente que a Bíblia não pode contradizer-se.

Há algumas passagens que aparentemente contradizem esta verdade


fundamental:

(a) II Pedro 2:20-22


Ela nos ensina que quando os cristãos nominais ou de aparência (religiosos)
voltam aos seus velhos hábitos, vão para uma pior condição do que estavam antes de
conhecer a verdade. Aqui não se trata de verdadeiros cristãos. Um “cachorro” e uma
“porca” não podem ser considerados como “ovelhas”, por mais que digam que são;

(b) João15: 2
Ela nos ensina que se trata simplesmente de dar fruto na vida cristã. Quando o
texto diz: “se não permanecermos na vide”, significa se não estamos em comunhão
com Cristo demonstramos que não temos fruto. Assim, esta passagem não se refere
à salvação.
A felicidade eterna do cristão é o que a Bíblia enfatiza repetidas vezes: o fato
de que o salvo tem vida eterna. Ela é baseada na Sua graça (Romanos 11:6; Efésios
2:4-9; João 3:16; I João 4:19). O pecador, que é o objetivo da Sua graça, não mereceu
tal graça, nem antes de conhecê-la (Romanos 5:6-8) nem depois (Romanos 7:18).
Não há como enfatizar demais o fato da vida eterna. Essa vida é diferente
daquela que Adão conheceu no Jardim do Éden e daquela que Israel conheceu
diante da lei. A vida que Adão conheceu era probatória e a vida que Israel
conheceu sobre a lei era condicional. Enquanto Adão não comia da árvore do
conhecimento do bem e do mal, ele gozava paz com Deus e sua permanência no
jardim do Éden (Gênesis 2:17; 3:6, 22-24). Enquanto Israel não adorava ídolos,
cumpria a lei, gozava das bênçãos de Deus. O salvo é diferente, sendo que ele tem
vida eterna baseada na obra de Cristo.

A sua certeza é entendida através de várias expressões bíblicas, como:

(1) “Salvar perfeitamente" (Hebreus 7: 24,25);

(2) “Não pereça" (João 3:16);

(3) “Nunca" (João 10:28);

15
(4) “Ninguém pode arrebatar" (João 10: 28,29).

Elas mostram a permanência desta vida nEle. É essencial lembrar que "os dons
e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Romanos 11:29).
Todavia, o pecado na vida tem um efeito, mesmo que não transforme o que é
eterno em temporário. O cristão que peca perde a segurança da sua salvação. Isso quer
dizer que ele perde o sentimento ou confiança da segurança da sua salvação. Ela vem
com a obediência (I João 2:3).
Jonas conheceu esta perda da confiança com seu pecado, pois nas entranhas do
peixe ele falou sobre isso (Jonas 2:4), uma condição que revela uma falta de comunhão
e a falta de confiança que acompanha tal comunhão (II Pedro 1:4-9).
Esse sentimento de abandono é mais comum entre os cristãos pecaram (Salmos 51:3,
11; 77:7-9).
A solução para o pecado é Cristo (I João 2:1, 2). Aquele que é a salvação do
pecador é a solução do cristão que peca.

(2.2) O CRISTÃO NÃO PERDE O ESPÍRITO SANTO.

Tudo sobre a sua salvação vem do Senhor (Jonas 2:9). Nenhuma parte dela, seja
no passado, no presente ou no futuro, depende da sua justiça, principalmente porque
não tem nenhuma (Isaías 64:6; Romanos 3:10-18). O Espírito Santo é quem
desempenha esta obra em nós. Ele testifica de Cristo (João 15:26) e nos convence (João
16:8-11). A fé é fruto Seu (Gálatas 5:22) e também a segurança da própria salvação
(Romanos 8:16). Por Deus ser Quem faz a maior parte desta obra, ele pode estar ciente
de que ela dura para todo o sempre (Eclesiastes 3:14; Isaías 51:6, 8).

(a) O pecador recebe várias promessas e possessões quando Deus o traz à fé em Jesus.
Uma das coisas que ele recebe é o Espírito Santo. Ele foi dado para ficar com o cristão
para sempre (João 14:16).
SERÁ QUE UM PECADO POR PARTE DELE FORÇARÁ DEUS A
MUDAR A SUA VONTADE?
Existe algo que é maior que Deus para forçar que o Espírito Santo não fique
mais com ele para sempre?
Ninguém pode desfazer a Sua obra (Daniel 4:35; João 10:28, 29). Nós
merecemos perder o Espírito Santo, mas, por causa da promessa e a graça de
Deus, não O perdemos (Números 23:19; Malaquias 3:6).

(b) É importante lembrar que Ele está na vida por causa da Sua e não pela sua obra. Se
for pela obra de Cristo e se Ele satisfaz Deus em tudo, (Isaías 53:11) o que a Sua
obra efetua é eterna, pois Cristo é eterno (João 1:1; 8:58).

16
(c) A presença do Espírito Santo é tão segura que a Bíblia usa a palavra "selados" para
mostrar tal permanência. A palavra "selados" em grego significa "selar" ou "marcar
com um selo". Isso seria para proteção, manter em confiança (Apocalipse 5:1, 2), para
provar (I Coríntios 9:2) ou confirmar (II Timóteo 2:19).
Esta permanência contínua é determinada pela frase "para o dia da
redenção" (Efésios 1:13, 14; 4:30). Este dia será aquele em que o corpo, a alma e o
coração estarão juntos no céu com Cristo. O cristão está seguro para esse dia.
Sabendo que somos selados no Espírito Santo até o dia da redenção somos
levados a sermos vigilantes (Mateus 26:41); não por causa de uma possibilidade de
poder perder o Espírito Santo, mas para não entristecê-Lo.

(d) Pela Sua posse, o cristão é tido como sendo salvo (Romanos 8: 9, 14-16). Para
entender que a presença do Espírito Santo não se baseia na possibilidade dele não pecar,
podemos considerar os irmãos na igreja em Corinto. Mesmo com os pecados grossos e
a ignorância (falta de conhecimento) que existia naquela igreja, os membros foram
denominados como tendo o Espírito Santo (I Coríntios 3:16). Todavia, ele pode
entristecê-Lo (Efésios 4:30; I Tessalonicenses 5:19). Quando Ele é entristecido, as
vitórias na vida, as conquistas sobre o pecado e o crescimento na graça são prejudicados
(Isaías 63:10; Hebreus 3:10-17).

(e) A Solução para o pecado é uma limpeza espiritual constante.


Note-se que Davi foi sondado por Deus mais de uma vez (Salmos 139:1, 23,24).
É verdade que aquele arrependimento e a fé que trouxeram a salvação são uma
atividade contínua para ele que conhece a sua fragilidade pela carne (Colossenses 2:6).
Pelo andar no Espírito, o cristão é santificado para agradar a Deus e conhecer as
bênçãos desse andar íntimo (Gálatas 5:24, 25). Quando a carne está estimulada na
sua vida, seja ela crucificada com as suas paixões e concupiscências (maus desejos).

CONCLUSÃO

Somos salvos pela graça de Deus, mediante o arrependimento e a fé em


Jesus. Somos regenerados e tornamo-nos Seus filhos. A Sua justiça passa a cada
pecador que se entregou a Jesus. Não há palavra ou acusação que possa invalidar o Seu
testemunho sobre a certeza da salvação, a partir da nossa conversão (Romanos 8:35,
38,39).

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Pode alguém comprar ou merecer a sua salvação? Por quê?


17
2. Pode o cristão perder a salvação?Por quê?
3. Que é arrependimento?
4. Que é ter fé?
5. Por natureza, as pessoas são filhas de Deus? Por quê?
6. Como é que uma pessoa nasce de novo?
7. Quem foi o único justo aqui na terra?
8. Como acontece a justificação?
9. Quando é que a pessoa entra na posse da salvação?
10. Como podemos ter a certeza da salvação?
11. Você já está salvo? Por quê?
12. O cristão pode perder o Espírito?Por quê?
13. Qual é a solução para o pecado?
14. O que acontece quando o Espírito é entristecido?
15. Qual é a solução para o pecado?
16. O cristão pode perder o Espírito Santo?
17. Até quando o cristão é selado com Ele?
18. Onde está reafirmada a certeza da salvação?
19. O que ensina II Pedro 2:20-22?
20. E João 15:2?

Memorizar: I João 5:11, 12.

Estudo 5

SANTIFICAÇÃO I

INTRODUÇÃO

O arrependimento é mudança de mente, de atitude. É um passo decisivo na


salvação. Mas, esta também tem um aspecto progressivo, de transformação constante
para experimentar, cada vez mais, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. É a
renovação da mente do salvo, para torná-la cada vez mais chegada à vontade de Deus
(Romanos 12:2; Filipenses 1:6).
A santidade é um atributo de Deus. Ela também deve caracterizar os cristãos,
visto somos denominados como os “santificados em Cristo” (I Coríntios 1:2). Por
isso, a santificação ocupa um lugar importante em toda Bíblia. Devemos dar-lhe muito
mais atenção, uma vez que alguns dos seus diferentes aspectos nem mesmo são bem
conhecidos.
18
(1) O CONCEITO:

A ideia de santo, na Bíblia, inclui dois aspectos: o de perfeição está subentendido


na pessoa do próprio Deus (Isaías 6:1-13; Tiago 1:17, 18). Deus é reconhecido e
proclamado santo (Levítico 19:2), com muita respeito e humildade, e nEle não há
sequer sombra de variação (Malaquias 3:6; II Timóteo 2:13).

-DEFINE O CONTRASTE ENTRE:

(a) “Anátema” (maldito), separado para a destruição;

(b) “Santo”, separado para Deus (Deuteronômio 7:1, 6; Josué 7:7-12).

Ser santo é ser separado para Deus. Ao ser salvo, ele foi separado para ser dEle,
para ser santo para o Senhor, Sua propriedade especial (I Pedro 2:9).

A PALAVRA “SANTO” POSSUI DOIS SIGNIFICADOS, USANDO O


EXEMPLO DE JESUS:

(a) Foi separado para morrer por nós na cruz (separação);

(b) Foi perfeito porque nunca pecou (perfeição).

(2) O PROCESSO.

A santificação, separação para Deus, na salvação, e dura à vida toda aqui na


terra, pela:

a) Ação do Espírito Santo, que habita nele;

b) Pela vontade do regenerado (Filipenses 2:12, 13; II Coríntios 3:18; 7:1; Hebreus
12:14).

É como a memória de um computador, cujos dados vão sendo alterados pelo


Espírito Santo e passam a oferecer respostas diferentes, cada vez mais de acordo com a
vontade de Deus (Filipenses 3:7-14). As coisas que anteriormente eram indispensáveis
perdem o seu valor, no esforço de buscar a perfeição de Cristo. Podem acontecer altos e
baixos, porém, será um processo progressivo.

19
(3) A LUTA.

Na vida do salvo acontece uma luta constante: a velha natureza, resto do pecado,
luta contra a nova natureza, resultante da salvação. Na Bíblia, percebemos que Paulo
quase chegou às raias do desespero: não faz o que prefere (a vida santa) e, sim, o que
detesta (o pecado). No seu interior, no seu homem regenerado, tem prazer na lei de
Deus, mas em seus membros guerreia outra lei, que o mantém prisioneiro do pecado
(Romanos 7:15-25). É o espetáculo irônico na vida dos salvos, enquanto viver aqui na
terra. Se não fora o que se segue no mesmo capítulo e no seguinte, seria a confissão da
derrota (Romanos 8:37; I Coríntios 15:57).
Assim como na salvação, também na santificação, Satanás luta contra e Deus
vem em nosso socorro. (Romanos 8:31; Efésios 6:10-18; I João 4:4).

(4) A VITÓRIA.

Após a confissão da quase derrota de Romanos 7, vem o cântico de vitória do


capítulo 8. Aquele que é de Cristo tem o Seu Espírito. É nEle que o salvo vive. O
Espírito habita nele e o ajuda na fraqueza. Ele intercede pelos santos para que obtenham
a vitória na luta pela santificação (Romanos 8:26, 27).
Não há mais acusação contra os salvos. Foram justificados por Deus. Ninguém,
nem coisa alguma, os podem separá-los dEle (Romanos 8.31-39).

(5) AS OBRAS DA CARNE (Gálatas 5:16).

Este é o nome mais conhecido. Como se pode ver pelo termo “obras”, é algo
que a carne “faz”.

(5.1) HÁ AINDA OUTROS QUE A BÍBLIA CITA:

(a) Paixões da carne (Gálatas 5:24).


Indica as coisas para as quais a carne se inclina.

(b) Concupiscências (Gálatas 5:24).


Também são inclinações da carne. O cristão se inclina para as coisas do Espírito
(Romanos 8:5-8). O incrédulo se inclina para as coisas da carne e caminha para morte
(Provérbios 14:12).

(c) Obras infrutíferas das trevas.


São as que não produzem nada de bom, e pertencem ao diabo (Efésios 5:11).

(d) Natureza terrena (Colossenses 3:5).


20
É a natureza do homem sem Deus.

(e) Velho homem (Colossenses 3:9).


É a natureza do homem pecador, antes de se converter.

Eis uma lista (Gálatas 5:16-21; Efésios 5:3, 4; Colossenses 3:5-9):

(5.2) DE NATUREZA MORAL.

(a) Prostituição.
Relacionamento sexual com pessoa que não seja o próprio cônjuge, seja casado
ou solteiro,envolvendo pagamento.

(b) Impureza.
É o princípio de todo pecado moral e está relacionado mais com o pensamento.
Ele leva à prática.

(c) Lascívia.
É uma expressão desordenada da sexualidade. Suas principais manifestações
são: bissexualismo, homossexualismo, pedofilia, pornografia e sensualidade.

(d) Ciúme.
Falta de confiança em outra pessoa. É também uma autoafirmação de posse,
medo de perder algo.

(e) Impudicícia.
Falta de pudor. O exemplo da mulher adultera a exemplifica bem (Provérbios
7:10-27). Esta falta se manifesta no comportamento e até no modo de se vestir, no
uso de trajes que provoquem a sensualidade.

PERGUNTAS PARA REVISÃO:

1) O que é santificação?
2) Os cristãos são designados como o que?
3) Quais os aspectos bíblicos incluem a ideia de santo?
4) Usando o exemplo de Jesus explique estes aspectos.
5) Quando inicia o processo da santificação?
6) Ela dura toda vida de que maneiras?
7) Cite os outros nomes para as obras da carne.
8) Cite os de natureza moral.
9) O que acontece com quem se torna inimigo de alguém?
21
10) Como se manifesta a impudicícia?
11) Quais os nomes para as obras da carne?
12) O que é arrependimento?
13) O que é prostituição?
14) Como se dá a luta do cristão?
15) Quando inicia a santificação?
16) O que deve caracterizar o cristão?
17) A santificação define o contraste entre o que?
18) O que é prostituição?
19) O que é ciúme?
20) Quais as manifestações da lascívia?
21) Como se manifesta a falta da impudicícia?
22) As paixões da carne indicam o que?

MEMORIZAR: Hebreus 12:14

ESTUDO 6

SANTIFICAÇÃO II

A) DE RELACIONAMENTO.

(a) Inimizades.
No hebraico, as palavras: “inimigo e Satanás” tem a mesma origem. Quem se
torna inimigo de outras pessoas está bem próximo do caráter de Satanás.

(b) Porfias.
São disputas. Querer manter posições a todo custo. Posições ideológicas ou
práticas.

(c) Discórdias.
Não se trata de um simples pensamento diferente, mas uma discórdia pode levar
a algo mais profundo. Sentimentos diferentes. A palavra significa: “sem o mesmo
coração”.

(d) Dissensões.
Não concordar. São os que divergem do grupo, geralmente no pensamento. O
dissidente é o que se separa.

22
(e) Facções.
É a formação de grupos que alimentam o ego. Os que promovem divisões
(facções) têm um problema moral: são sensuais e não tem o Espírito Santo (Tito 3:10;
Judas 19).
(f) Invejas (provérbios 14:30).
É não se contentar com o que tem, mas desejar o que é do outro. Ou mesmo
sentir-se infeliz por não possuir o que os outros possuem. Tê-la não é somente almejar o
que o outro tem, mas também desejar viver como o outro vive.
Ela pode ter origem naquilo que o individuo pensa que não tem, mas de que
necessita para ser feliz ou em uma autoestima que acredita que só poderá ser feliz se
possuir o que o outro tem. Ela desvia o foco conduzindo a sua energia para o lado
errado. É um sentimento ambicioso que não visualizar o que está na frente nem o que
lhe pertence. Por conta disso, pode gerar: vingança, enganos e maus-tratos, tudo pelo
desejo de possuir o que o outro tem, de querer estar no lugar dele.

*) ALGUMAS CARACTERISTICAS DO INVEJOSO:

(1) Ele se queixa de tudo e de todos;


(2) Acredita que não conquistará o que o outro possui;
(3) Não reconhece as suas habilidades e talentos;
(4) Sempre está focado no outro;
(5) Sempre está insatisfeito
(6) Passa o tempo opinando sobre o que o outro tem e julgando, em vez de buscando
alcançar seus objetivos.

(g) Chocarrices.
Conversação tola, sem sentido, “bate-boca”.

B) DE COMPORTAMENTO.

(a) Ira.
“Ficar com raiva”. Se for obra da carne é também pecado.

(b) Bebedice.
Beber demais. Geralmente é beber bebida inconveniente. No nosso contexto são
as bebidas alcoólicas ou beber refrigerante compulsivamente, por exemplo.

(c) Glutonaria.
Significa comer demais.

23
(d) Conversação torpe.
Conversas imorais, palavrões, piadas indecentes.

(e) Mentira.
Faltar com a verdade ou omiti-la. O Diabo é mentiroso e também é o pai dela.
Quem mente se torna semelhante a ela e filho dele.

(f) Maledicência.
Falar mal dos outros. É um dos piores pecados, porque faz surgir contenda entre
irmãos.

(g) Orgulho.
Trata-se de um vício que não poupa ninguém no mundo; que todo mundo
despreza quando o percebe no outro. E quanto mais ele se manifesta em nós, mais nos
desagrada no outro.
Esse vício devora até mesmo a possibilidade do amor, da alegria ou do
simples bom senso.
Ele significa falta de maturidade espiritual e psicológica.

D) CARACTERÍSTICAS DE UMA PESSOA ORGULHOSA:

a) Considera-se infalível em suas opiniões e não reconhece que erra ou que pode
errar;
b) Pensa que é sempre capaz de discernir e interpretar a vontade de Deus;
c) Julga-se melhor do que os outros;
d) Não consegue autoanalisar-se e projeta-nos outros o que a incomoda;
e) Está constantemente insatisfeita e desconfiada;
f) É insensível e ambiciosa;
g) Tem necessidade de reconhecimento;
h) É a sua própria autoridade;
i) Não consegue ser submissa à autoridade espiritual, ao seu pastor, aos seus lideres,
aos pais, ao cônjuge, nos relacionamentos afetivos e na sua vida profissional;
j) É irredutível nos seus pontos de vista, recusando a abandonar suas vontades pelo
bem do grupo;
k) Quando sua opinião não prevalece, faz o que pode para enfraquecer a autoridade
dos outros;
l) Quase sempre é irônica e cruel;
m) Tem prazer em ser jubilada;
n) Concentra-se sempre nas fraquezas dos outros, pois não consegue observar as
suas.

24
De todos os tipos, o espiritual é o pior. A Bíblia cita o exemplo do diabo, que
se deixou contagiar pelo orgulho, considerando-se mais poderoso do que Deus, porém o
seu final foi à derrota (Isaías 14:12-17; Ezequiel 28:13-18).

E) DE ATITUDE (ESPIRITUAL).

(a) Idolatria.
Adoração a ídolos. Sejam eles de prata, ouro, madeira ou de carne e osso. Hoje,
há ídolos do futebol, da tv, etc.

(b) Avareza.
É idolatria, porque é adoração ao dinheiro.

(c) Feitiçaria.
Coisas ligadas ao culto satânico e superstições, astrologia, cartomancia,
crendices, etc.

(d) Maldade.
É ter um coração mau.

1) O FRUTO DO ESPIRITO

Após apontar as obras da carne, da natureza não regenerada, a Bíblia define o


fruto (Gálatas 5:22-25). Não fala de frutos, mas de fruto. Dá-nos a ideia de que o
cristão, no processo da sua santificação, passa a apresentar cada vez mais gomos do
mesmo fruto.
Uma árvore não tem que se esforçar para produzir fruto, é natural dela. Assim é o
Espírito. Produzir fruto é próprio dEle, assim como acontece na árvore, acontece
também na santificação: podem ocorrer, no mesmo fruto, alguns gomos maduros e
deliciosos e outros ainda azedos e não amadurecidos. São compartimentos da vida
cristã, ainda não totalmente dominados pelo Espírito Santo. A santificação é o processo
pelo qual o fruto vai se tornando igualmente amadurecido, em todos os seus gomos. Ele
vai dominando todos os compartimentos da vida cristã.

(1.1) OUTROS NOMES.

(a) Fruto da luz (Efésios 5:9).


Trata-se de algo que é produzido às claras, na luz. Não há por que esconder.

(b) Novo homem ((Colossenses 3:10).

25
Este fruto só é possível aparecer através do novo nascimento (João 3:3). Mas, é
sempre o Espírito Santo quem irá produzi-lo.

(1.2) O ÚNICO FRUTO DIVIDE-SE NAS SEGUINTES PARTES:

(1) Amor.
Esta é a principal virtude (João 13:34, 35; I Coríntios 13:4-7).
Ele vem do próprio Deus e é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.

(2) Alegria.
Alguém disse que “alegria é a paz saltando”. Todos conhecemos o que é a
alegria e o que ela nos vem da presença do Senhor e nos dá força (Neemias 8:10).

(3) Paz.
“A paz é a alegria descansando, em repouso”. Sensação de ausência de culpa
ou condenação (João 14:27; 16:33; Filipenses 4:7).

(4) Longanimidade.
Quer dizer paciência longa. É uma das qualidades exercidas na tribulação
(Romanos 5:3, 4).

(5) Bondade (Efésios 5:9).


Esta é uma qualidade que temos de obter do próprio Deus, pois só Ele é bom.
Podemos ter o privilégio de ser chamados bons (Atos 11:24). É a qualidade de quem
prática o bem.

(6) Fidelidade.
Ou fé. Lealdade. É a capacidade que uma pessoa tem de se conservar fiel. Não
trair (I Coríntios 4:2).

(7) Mansidão.
Não é “moleza”. É a capacidade de aceitar a disciplina de Deus ou do seu líder
ou de Deus e também para com os homens sem se exasperar, sem se irritar.

(8) Domínio próprio.


Embora seja a pessoa quem deve se dominar, esta capacidade de se dominar vem
do Espírito Santo. Ela fica capacitada a por limites a si mesma.

(9) Justiça (Efésios 5:9).


É a capacidade de reconhecer e estabelecer os direitos de cada um. Esta virtude
está relacionada com a justiça que recebemos de Jesus.

26
(10) Verdade (Efésios 5:9).
O que falamos deve ser a expressão da verdade (Mateus 5:37). Quem age em
verdade aproxima-se do caráter de Deus. Sendo, portanto Seu filho.

(11) Ternos afetos de misericórdia (Colossenses 3:12).


A palavra misericórdia significa “um coração terno”, que se compadece.

(12) Humildade (Colossenses 3:12; Tiago 4:10).


Ela vem antes da honra. A humildade nada mais é do que reconhecer a própria
condição.

(13) Perdão (Mateus 6:12, 13,14; Colossenses 3:13; Efésios 4:32).


Lembremos que ele deve ser unilateral, e ilimitada são as vezes que devemos
perdoar.

2) NÃO VIVER PECANDO

João escreve aos cristãos (I João 2:1-12). Mas, também, afirma que está
escrevendo aos filhinhos (I João 2:1, 2).
A triste verdade, como já ensinada pela Palavra, é a de que, mesmo salvos,
mesmo ansiando a santificação, ainda pecamos. Ela encoraja-nos a não pecarmos.
Mas, admite que tal possa acontecer. Ao examinarmos o texto com atenção, podemos
traduzi-lo assim: “... para que não vivais em pecado; mas se alguém pecar
ocasionalmente..." Esta é a diferença: o cristão, ainda que possa pecar e não deseja
viver no pecado. Pela ação do Espírito Santo e pela propiciação de Jesus Cristo, foge
de uma vida de pecado.

CONCLUSÃO

A Bíblia manda o cristão não seguir os padrões do mundo, isto é, não pensar
como o mundo pensa não falar como ele fala e não agir como ele age (Romanos 12:2).
Resumindo: não se ajuste a eles, mas vá se transformando constantemente, pela
renovação da sua mente, para que experimente a grandeza da vontade de Deus.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Como se chama o aspecto progressivo da salvação?


2. Qual o conceito bíblico de santo?
3. Como se dá a santificação?
4. Descreva a luta íntima do cristão?
5. Como alcançar a vitória na santificação?
6. Qual a ação do Espírito Santo na santificação?
27
7. Que se entende por “fruto do Espírito”?
8. Por que, nem sempre, tudo o que somos está santificado?
9. O cristão peca?Por quê?
10. Qual a diferença entre pecar e viver pecando?
11. Quais são os outros nomes para o Fruto do Espírito?
12. Cite quais são as obras da carne.
13. Cite quais são as partes do fruto do Espírito Santo.
14. Cite quatro características do invejoso.
15. Qual é a triste verdade que a Bíblia nos ensina?
16. Cite quatro características do invejoso.
17. Cite seis características do orgulhoso.
18. O que o orgulho devora?
19. O que ele significa?

Memorizar: Romanos 12:1, 2

Estudo 7
BIBLIA I

INTRODUÇÃO

Na salvação e no processo de santificação, ela é o seu principal agente


(Romanos 10:17). Pois, tudo quanto Deus quer que o homem conheça da Sua
revelação está registrado na Bíblia (Deuteronômio 29:29; João 20:30, 31; 21:25).
Nem mais, nem menos (Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:6; Gálatas 1:8, 9; Apocalipse
22:18, 19). Ao estudá-la toma-se conhecimento da revelação de Deus, necessita ler,
estudar, memorizar e amá-la. Quanto mais a conhecer, tanto mais seguro há de se
sentir na vida cristã (II Timóteo 2:15; I Pedro 3:15). E quando houver conflito com
palavras humanas e emoções, o que deve prevalecer, sempre, é a Palavra, pois, através
dela, Deus se revela a nós, em linguagem humana.

Ela é um dos livros mais antigos do mundo, e, contudo, é o mais moderno deles.
Ele fala claramente a todas as faixas etárias, a todas as sociedades e a todos os
indivíduos. Todos se beneficiam com a sua leitura. Algumas partes dela foram escritas
há quase 4.000 anos atrás.

(1) PERGUNTAS QUE ELA RESPONDE:


28
a) Quem é Deus?

b) Será que posso conhecer a Deus? ... Como?

c) Quem sou eu?

d) De onde venho?

(e) Qual é o propósito para minha vida?

(f) Como cumpro este propósito?

(g) Será que não existe nada além desta vida?

Ela inclui: história, ciência, lei, biografia, filosofia, profecias, dramas, romances,
poesias e cânticos.

Ela está repleta dos pensamentos, planos e promessas de Deus para você e para
todos os homens. A recebemos para nos ajudar a compreender quem Ele é, o que está
fazendo na terra e como podemos estar ativos no plano do Seu reino.

(2) IDÉIAS QUE ELA POSSUI:

(a) O Seu amoroso plano no sentido de introduzir a humanidade num pleno


relacionamento com Ele;

(b) Seu plano de como vivermos diariamente como Seus filhos, com maturidade.

A chave para liberação destes planos é a Pessoa e obra de Jesus.

(3) É INSPIRADA

Na Bíblia, lemos algo muito importante sobre ela. É uma declaração muito
importante. Não há profecia humana confiável (II Pedro 1:20, 21).
Através de milhares de anos, Deus foi se revelando às Suas criaturas, que dEle
havia se afastado, através dos grandes homens do Antigo Testamento, tais como Noé e
Moisés, dos patriarcas e dos profetas. No início da revelação, esta passou através das
gerações, por tradição oral, isto é, passado de pai para filho. É o caso da narrativa da
criação e do dilúvio (Gênesis 1,2, 6:13-22). Com a invenção da escrita, a Sua revelação
foi sendo registrada, culminando na pessoa e nos ensinos de Jesus, que é o centro da
revelação de Deus (Hebreus 1:1-4).
Podemos afirmar que Deus inspirou homens fiéis a que escrevessem a Sua
revelação. Assim surgiu. Deus não anulou a personalidade dos escritores, mas lhes
imprimiu a inspiração divina.
29
Muitas pessoas diferentes foram inspiradas pelo Espírito Santo para a
escreverem. Contudo, os seus escritos são completamente unificados e sólidos um com
o outro.

(4) É VERDADEIRA

Sem medo de errar, podemos confiar na veracidade e na finalidade da Bíblia.


Alguém já afirmou que ela é mais atual do que o jornal de amanhã cedo! Inspirada por
Deus para revelar a Sua vontade, ela é verdadeira (II Timóteo 3:14-17).
Os homens podem falhar até mesmo nas suas pesquisas e descobertas. Deus
nunca falha (Números 23:19; II Timóteo 2:13). Sua palavra é a segurança de todo
cristão. Considerando-se que o número de escritores da Bíblia foi de quarenta, as
diferentes épocas em que viveram e os muitos anos que levou para ser escrita, só
mesmo sendo a Sua verdade revelada. É tão autêntica que nem mesmo esconde as
falhas dos homens que Deus usou para Se revelar. Essas falhas aparecem sem ocultar
nada. E a integridade de Deus sobre todas as coisas (II Coríntios 12:7-10).

(5) FAZ DISTINÇÃO

No Salmo 1º encontramos a distinção entre o justo e o ímpio. Este é como a


palha ao vento. Não pode prevalecer no juízo divino, nem no meio dos justos. Seu
caminho acaba leva à destruição. O justo não busca companhias ímpias, é
constantemente produtivo na sua vida e o seu trabalho prospera (Tiago 1:25). Qual a
causa da diferença?
No versículo dois, lemos: algo muito importante. A Bíblia faz a distinção das
duas classes de homens: os que nelas não meditam – os ímpios – e os que têm prazer
em nelas meditar constantemente – os justos (Josué 1:7, 8; I Pedro 2:2, 3). Alguém já
afirmou que a Bíblia é o livro das diferenças – livro que faz distinção.

(6) SUA AUTORIDADE

Na Bíblia encontramos atitude digna de ser imitada: a dos bereanos (Atos 17:10,
11). Ouviam o ensino dos apóstolos. Em matéria de:

(a) fé;

(b) Religião;

(c) Prática.

Ela é a autoridade única. Não há manual ou ensino que possa invalidar a sua
autoridade.
30
Quando o cristão fiel, em humildade de coração, a examina, o Espírito Santo,
que inspirou os escritores, ilumina o leitor e o ouvinte, para que compreendam a
revelação de Deus.

(7) SUA PENETRAÇÃO

Além de viva e eficaz, a Palavra de Deus é comparada à espada de dois gumes,


que penetra fundo na mente e no coração do cristão, medindo e avaliando seus
pensamentos e suas intenções. Atinge a pessoa humana no seu todo. Nada lhe fica
oculto (Hebreus 4:12, 13).
Encontramos a afirmação de que ela nunca voltará vazia, nunca deixará de
produzir resultados, ainda que, de imediato, não pareça assim. É só esperar a semente
brotar, crescer e frutificar (Isaías 55:10, 11).

(8) SUA PRÁTICA

Figura muito expressiva nos é na Bíblia (Tiago 1:22-25). É a de quem se olha no


espelho. Pode ir logo embora e se esquecer do que viu. Assim é o que ouve a Palavra e
logo dela se esquece. Mas os que atentam bem, não sendo ouvinte esquecido, mas
praticante, é como quem se olha no espelho, vê bem a sua imagem refletida e vai
melhorar a sua aparência cristã.
O espelho foi feito para refletir aspectos físicos; a Palavra foi revelada para
refletir aspectos espirituais.

PERGUNTAS PARA REVISÃO:

1) Quais as perguntas mais importantes que ela responde?


2) Quando a estudamos tomamos o conhecimento de que?
3) O que ela inclui?
4) Qual é a sua ideia principal?
5) Qual é a chave para liberação dos planos de Deus?
6) Qual é o centro da revelação de Deus?
7) Como ocorreu a inspiração?
8) Quais as classes que ela faz distinção?
9) Em matéria de que a Bíblia é a sua única autoridade?
10) Ela foi feita para refletida o que?
11) Qual é o principal agente na salvação e na santificação?
12) Onde está registrado tudo o que Deus quer que o homem saiba?

Memorizar: II Timóteo 3:16, 17


31
ESTUDO 8

BÍBLIA SAGRADA II.

1- COMO FORAM ESCOLHIDOS OS LIVROS DA BÍBLIA?

Vimos como ela é de fato a inspirada Palavra de Deus. No entanto, é importante


não aceitarmos simplesmente este fato sem uma boa compreensão de como recebemos a
Bíblia em sua forma atual.
A coleção inspirada dos livros, tanto do Antigo Testamento como do Novo
Testamento, é chamada de Cãnon.
Esta palavra vem do grego “Kanon”, que significa uma “vara de medida”. Isto
significa uma regra ou padrão que certos livros precisam satisfazer a fim de serem
considerados Sagradas Escrituras.
“Canonização” é o processo pelo qual os líderes da Igreja deram sua
aprovação e aceitação final aos livros considerados para inclusão nas Escrituras.
É importante observarmos que a Igreja ou os seus lideres não criaram o Cânon.
Eles não deram aos livros uma autoridade ou poder divino. É a origem da “inspiração
de Deus” de um livro que lhe dá a unção e, em seguida, determina a sua canonicidade
(II Pedro 1:20, 21).
A Igreja Primitiva e seus lideres perceberam o valor dos livros que vieram a ser
incluídos nela e reconheceram a inspiração de Deus, que os livros continham. O Cânon
foi determinado por Deus e, aí então, descoberto pelos homens.
Os membros da Igreja não inventaram nem a criaram. Eles simplesmente
reconheceram e receberam certos escritos com base na óbvia inspiração divina desses
escritos.

2 - TESTES DA SUA AUTENTICIDADE.

(2.1) AUTORIDADE DIVINA.

Todos os seus livros possuem um pronunciamento profético ou divino e


geralmente contém as frases: “Assim diz o Senhor” ou “A Palavra do Senhor veio a
mim”.
Essa autoridade também foi demonstrada na narração do que Deus havia feito na
história do Seu povo.

(2.2) AUTORIA PROFÉTICA.

32
Ela foi dada ao Seu povo através de homens inspirados pelo Espírito Santo e
escolhidos por Ele, conhecidos por profetas (Hebreus 1:1).
Os livros eram considerados para inclusão nela somente se tivessem sido escritos
por profetas ou apóstolos reconhecidos, ou de alguém muito próximos deles.

(2.3) A VERDADE AUTENTICA.

Um livro com heresias ou doutrinas falsas, não eram inspirados pelo Senhor e
era, portanto rejeitado. Se um escrito contradissesse revelações bíblicas previamente
aceitas, ele também era rejeitado como sendo falso (II Pedro 2:1).
Nenhum livro escrito por Ele conteria falsidades ou contradições. Todos eles
concordavam com os outros.
Os habitantes da cidade de Beréia (Atos 17:10, 11) sabiamente se certificaram
de que o que Paulo estava ensinando harmonizava-se com a prévia revelação do Senhor
no Antigo Testamento.

(2.4) PODER DINÂMICO.

Muito embora isto seja mais difícil de determinar, os livros precisam conter um
poder dinâmico, que transforma vidas (II Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12).
Os ensinamentos corretos e inspirados edificam e libertam através do Seu poder
divino e dinâmico (João 8:32; II Timóteo 2:15; I Pedro 1:23). Os ensinamentos falsos
desanimam, destroem e levam a escravidão. Eles enganam as pessoas e fazem com que
se desviem da adoração.

(2.5) AMPLA ACEITAÇÃO.

Ele era reconhecido pelas igrejas? Ele era aceito, reunido, compartilhado e usado
pelo Seu povo como sendo Palavra?
A comunicação era difícil, e os métodos de transporte eram vagarosos naqueles
tempos primitivos. Assim sendo, foram necessários muitos anos para se finalizar a
aceitação de todos os 66 livros como inspirados.
Obviamente, o Seu povo aceitou muito deles sem demora como, por exemplo: os
escritos de Moisés (Gênesis a Deuteronômio) e de Paulo (Romanos a Filemom). Outros,
no entanto, tiveram que resistir a muitos exames minuciosos e passar pelo teste do
tempo.
Toda aceitação do Antigo Testamento foi completado por volta do ano 400 antes
de Cristo pelos hebreus e o Novo Testamento por volta do ano 170 depois de Cristo.

3- RAZÕES PORQUE CREIO QUE ELA É A PALAVRA DE DEUS:

a) SUA UNIDADE E HARMONIA EM MEIO A GRANDE DIVERSIDADE.


33
São pelo menos 40 escritores de diferentes profissões, em várias épocas, em
diferentes lugares, de cultura e níveis sociais os mais diversos e com propostas e
objetivos diferentes. No entanto, em meio a toda essa diversidade, observamos uma
harmonia impressionante. Não há contradições, nem desacordos. Isto prova que, por
detrás de todos esses escritores, o Espírito Santo estava se movendo e inspirando a Sua
mensagem.

b) A SUA PERMANÊNCIA.

Os homens não gostaram da sua mensagem e, em todas as épocas, têm procurado


destruí-la. Ela foi queimada, menosprezada, condenada e proibida por decretos. Porém,
ela está aí, sempre vitoriosa.

c) O CUMPRIMENTO DAS SUAS PROFECIAS.

O Antigo Testamento está cheio de promessas e profecias, por exemplo, as que


se referem a Jesus. No Novo Testamento encontramos o cumprimento exato e fiel de
todas elas.

d) ELA APRESENTA O HOMEM COMO NA REALIDADE É.

As biografias são sem retoque ou embelezamento. Fala do lado positivo do


passado com muita ênfase. Mas, também não encobre as suas falhas e seus defeitos,
mostrando que não há perfeição no homem, que, por isso mesmo, carece da graça e do
amor perdoador de Deus.

e) SUA AUTORIDADE.

Nela não encontramos as expressões: talvez, pode ser, quem sabe, ou qualquer
outra que transpareça dúvida, tão comuns em livros de filosofia. A sua mensagem é
sempre decisiva e autoritária.

f) A SUA INFLUÊNCIA NA VIDA HUMANA.

Só a Bíblia dá conforto ao doente e desanimado. Só ela transforma vidas.


Também a sua influência é evidente nos povos que a leram e obedeceram. São os povos
mais civilizados, os que mais progrediram e os mais estáveis.

34
g) A SUA ATUALIDADE E UNIVERSALIDADE.

Sua mensagem é sempre oportuna e atual. É sempre contemporânea, serve para


todas as circunstancias da vida. Fala a todos os povos, em todos os lugares da Terra,
transmitindo lições para todas as culturas.

CONCLUSÃO:

Ela declara que a nossa vida terrestre e toda a sua glória são passageiras, como a
flor do campo (I Pedro 1:24, 25). Mas a Palavra é eterna, porque é a revelação de um
Deus eterno, não somente para o presente, mas também para a eternidade.
Em meio ao temporário e ao inseguro, encontramos a segurança do que é eterno
nela.
No começo da sua leitura você pode ter alguma dificuldade. Mas, à medida que
for se familiarizando, tudo se tornará mais fácil. Se der lugar ao Espírito Santo, irá
esclarecer as dúvidas, através de pessoas mais maduras espiritualmente.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. O que contém a Palavra de Deus?


2. O que é a Palavra de Deus?
3. Por quem foi produzida a palavra de Deus?
4. É atual a Palavra de Deus? Por quê?
5. Exemplifique a veracidade da Palavra de Deus.
6. À luz da Palavra de Deus, como se dividem os seres humanos?
7. Qual deve ser a única norma de fé e de prática do cristão?
8. Qual é a figura bíblica para a penetração da Palavra de Deus?
9. Qual é a figura bíblica para a prática da Palavra de Deus?
10. Você lê a Bíblia? Com que freqüência?
11. Cite quatro respostas importantes que a Bíblia nos dá.
12. Quais são os testes da autenticidade?
13. O que é cânon?
14. Cite quatro razões por que se pode crer que a Bíblia é a Palavra de Deus.

Memorizar: II Pedro 1:20, 21.

Estudo 9

ORAÇÃO

35
INTRODUÇÃO

Pela leitura da Bíblia, Ele fala conosco; pela oração falamos com Deus.

ATRAVÉS DELA:

a) Buscamos a Sua presença (Jeremias 29:13; Mateus 6:33);

b) Contamos nossas alegrias;

d) Contamos nossas necessidades;

e) Agradecemos as bençãos;

f) Pedimos o que necessitamos;

g) Louvamos;

h) Choramos;

i) Recebemos a orientação para a nossa vida;

j) Recebemos a resposta para as nossas indagações;

l) Recebemos o consolo e o conforto para as nossas almas.

1 - CONCEITO.

É a busca de Deus, por uma alma ansiosa dEle (Jeremias 29:13; Mateus
6:33).

A oração é:

(a) Diálogo com Deus;

(b) Prece ou suplica dirigida a Deus;

(c) Comunhão com Deus;

(d) Abrir o coração como a um amigo.

2 - SUA NECESSIDADE.

36
Nós não somente precisamos, mas devemos orar. A oração é como nossa
respiração espiritual.

(a) Orar é um dever.

Jesus disse que devemos orar sempre e nunca desanimar (Mateus 7:7, 8; Lucas
18:1).

(b) Orar é uma ordem bíblica.

Jesus deu esta ordem em algumas ocasiões (Mateus 7:7, 8) e Paulo deixou esta
ordem (I Tessalonicenses 5:17).

(c) Orar deve ser uma prática constante.

Não é algo para ser feito de vez em quando, mas para ser sempre (I Timóteo 2:1).

(d) Fortalecimento.

É através dela que recebemos o fortalecimento no nosso interior (Efésios 1:15-


18; 3:14-21).

(e) Deixar de orar é pecado (I Samuel 12:23).

3 - COMO ORAR?

Certa feita, os discípulos de Jesus procuram-no e lhe pediram que os ensinasse a


orar (Lucas 11:1). E Jesus ensinou. Também o novo cristão precisa aprender a orar.
Na Bíblia encontramos conselhos dados por Jesus, antes de ensinar como orar.
Ele ensinou que (Mateus 6:5-8):
a) Deve ser feita para ser ouvida por Deus;
b) Não deve ter a finalidade de ser vista ou admirada pelos homens;
c) Não é uma apresentação pública ou pessoal.
Nos Seus dias, homens haviam tidos como religiosos, que tudo faziam para
demonstrar a sua religiosidade, exteriormente. Chegavam ao extremo de ir às esquinas
das ruas para aparecer perante os homens. O Senhor chamou-os de hipócritas e deixou
bem claro que nada receberiam de Deus. Pois, o que realmente queriam era o
reconhecimento dos homens que já o haviam recebido.
A melhor oração é aquela feita apenas entre quem ora e Deus, sem outras
testemunhas. Dirigida a Deus, basta a Sua presença. Não exclui a oração em público;
condena a oração feita para exibição.

37
Não precisa ser longa nem repetitiva, pois não é pelo seu tamanho que alguém há
de ser atendido. Antes mesmo de orarmos, Deus já sabe qual é a nossa necessidade. Não
se trata de uma informação passada a Ele; trata-se de um ato de busca e de dependência
de Deus.

4 - SEUS ELEMENTOS:

Jesus ensinou a oração modelo, o Pai Nosso, que contém os elementos principais
de uma oração (Mateus 6:9-15).

Pode ser usada, desde que não seja mera repetição formal. Ensina-nos o que pedir.
(a) Dirigimo-nos a Deus como Pai nosso, pois todos nós, os salvos por Jesus, somos
Seus filhos (João 1:12; Romanos 8:14). Expressando o desejo de que o Seu nome seja
tido como santo e assim invocado. Só que será inútil dizer “Pai Nosso” se na vida
pessoal não agir como um filho de Deus, fechando o coração ao amor (Mateus 22:37-
39; João 13:34, 35; I João 3:14-16);
(b) Será inútil dizer “que estais nos céus” se os meus valores são representados pelos
bens da terra e guardo meu dinheiro e bens só para mim mesmo (Mateus 6:24, 33);
(c) Pedimos que venha o Seu reino, o domínio da Sua vontade, já completo no céu,
seja também aqui na terra. Só que será inútil dizer isto, se acho tão sedutora a vida aqui,
cheia de supérfluos e tolices;
(d) Será inútil dizer “Seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu” se no
fundo quero fazer somente a minha vontade e realizar os meus desejos pessoais (Salmos
37:5);
(e) Oramos pelas nossas necessidades – o nosso sustento. Porém, será inútil dizer isto
se prefiro acumular riquezas egoisticamente, desprezando os que passam necessidades,
fome e vivem a margem da sociedade (Tiago 2:8);
(f)Rogamos o perdão das nossas faltas, na proporção de como perdoamos àqueles que
estão em falta para conosco. Do modo como Jesus colocou esta parte da oração, quem
não perdoar ao seu semelhante dificilmente poderá esperar o perdão de Deus para as
faltas próprias;
(g) Suplicar para que não nos deixe entrar numa situação em que possamos ser
tentados. Só que será inútil pedir isto se escolher o caminho mais fácil, que nem sempre
é o caminho de Deus (Provérbios 14:12; 16:25; I Coríntios 10:13);
(h) Pedimos para que nos livre do mal ou do maligno. Só que será inútil dizer isto se
por minha vontade própria procuro os prazeres mundanos, e se o que é errado me seduz;
(i) Rendemos glória a Deus. Será inútil fazer isto se sempre busco a minha glória
pessoal e o meu próprio engrandecimento (Lucas 9:23);
(j) Terminamos a oração com “amém”. Só que será inútil dizer isto se sabendo que
sou assim continuo me omitindo, nada faço para mudar e não permito que Ele me
transforme. .

38
Quem deseja aprender a orar, pode examinar a oração ensinada por Jesus, ver os
seus elementos e orar com as suas próprias palavras.

5 - SEU ESTÍMULO.

Pedir, buscar e bater à porta. Eis como Jesus caracteriza a persistência na oração
(Mateus 7:7-11). Pedir, para receber, buscar, para achar e bater à porta, para que seja
aberta. Claro, que precisamos ser perseverantes. Se nós que por natureza somos maus,
não damos aos nossos filhos coisas más, em lugar de boas, quanto mais Deus há de dar
coisas boas aos Seus filhos!
Jesus estimula, contando a parábola do juiz ímpio, que foi levado a atender ao
pedido de uma viúva, pela sua insistência (Lucas 18:1-7). Em Lucas 11:5-8, Jesus conta
a parábola do amigo inoportuno, por causa da sua persistência. E Deus não é juiz ímpio,
nem nos tem na conta de inoportunos (Lucas 18:1-8)!

6 - ORAÇÕES NÃO ATENDIDAS.

Nem sempre recebemos o que desejamos. Teria falhado o que Jesus prometeu?
A Bíblia nos explica porque isto acontece. Ela deixa claro que, às vezes, não
obtemos o que desejamos, porque não pedimos. Outras vezes, não somos atendidos.
Porque pedimos mal, egoisticamente, apenas para a nossa própria satisfação (Tiago 4:1-
3). Não que Ele não as responda. Responde com um “não”, pois sabe que, se atendidas,
não nos fariam bem, ainda que, no presente, não pareça assim. É qual pai que não dá à
criança pequena uma brasa, pois sabe que se queimaria. Mais tarde, compreendemos
que quando Ele não atendeu à oração, fez-nos um grande benefício.
No Getsêmane, Jesus, ao orar em muita angústia, soube incluir nela algo muito
importante que precisamos fazer também (Lucas 22:40-44).

7 - DEUS NÃO RESPONDE AS ORAÇÕES QUANDO:

(a) O que ora é Seu inimigo.

Os Seus inimigos, os que O odeiam, não podem ser ouvidos. Eles gritam, mas
Ele não os ouve (Salmos 18:41).
(b) Quando o que ora é desobediente.

Por não ouvir a Sua voz e não lhe obedecer, Ele também não os ouvirá
(Provérbios 1:24-28; Isaias 1:19).

(c) Quando o pecado serve de barreira.

39
Os pecados de toda sorte (pensamento, palavra, atitude e omissão) impedem a
Sua resposta (Isaías 59:1-3).
(e) Quando o que ora é um pecador teimoso.

Há pessoas que pecaram tanto contra Ele que não é possível que os atenda
(Jeremias 7:16). Primeiro precisam se arrepender (Provérbios 28:13), para depois serem
ouvidas.

(f) Quando o que ora não quer deixar o pecado.

Deus não atende a pecadores, isto é, há pessoas que vivem na prática do pecado
e não querem deixá-lo (João 9:31). Este era já no tempo de Jesus, um princípio bem
conhecido.

8 - SEUS TIPOS:

A Bíblia fala sobre vários: (I Timóteo 2:1, 2):

a) Súplicas (pedidos feitos a Deus de modo especial);


b) Oração propriamente dita (com os elementos contidos no Pai Nosso);
c) Intercessão (intercedendo por alguém);
d) Ações de graças (expressando gratidão a Deus pelas bençãos recebidas).
Deve-se orar por: todos os homens; pelos governos, para que propiciem uma
vida tranquila e sossegada. Não há autoridade constituída que não venha de Deus
(Romanos 13:1-7). Devemos orar por elas e obedecê-las, a menos que contrariem os
Seus princípios (Atos 4:18, 19; 5:27-29).

9 - SEU PODER

Na Bíblia temos um exemplo do seu poder, tirada das páginas do Antigo


Testamento. Nos versículos 17 e 18 é mencionado o profeta Elias que, sendo
semelhante a nós, orou com fervor para que não chovesse, e por três anos e seis meses
não choveu sobre a terra. E orou outra vez e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu
fruto (I Reis 17 e 18; Tiago 5:13-18). Aqui afirma que ela pode muito em seus efeitos.
Somos animados a orar na aflição, a louvar na alegria e a orar pelos doentes. A unção
com óleo não é meramente carismática, pois, de acordo com a parábola do bom
samaritano (Lucas 10:25-37), também era medicação da época.
10 - DEUS RESPONDE AS ORAÇÕES.

(a) Recompensa.

40
O Senhor afirmou que o Pai recompensa àquele que ora perseverantemente
(Mateus 6:6).

(b) Deus faz muito mais do que pedimos.


A Bíblia afirma que Ele é poderoso para fazer muito mais do que pedimos ou
pensamos (Efésios 3:20).

(c) Obtemos cura através da oração.


A Bíblia falou sobre isto (Tiago 5:15).

(d) Deus responde no tempo certo.


Ele pode “demorar” a nos responder. Mas, essa demora é apenas aparente,
porque Ele sabe o tempo certo para atender. (Lucas 18:7). Nós somos presos a: tempo,
espaço e circunstância.

CONCLUSÃO

Em I Tessalonicenses 5:17, 18, somos incentivados a orar constantemente. Não é


mais um ato isolado; é um estado de espírito, em constante sintonia com Deus. Um
estado de comunhão que permite falar com Ele, andando, viajando, trabalhando, a
qualquer tempo e em qualquer lugar. E em tudo devemos dar graças.
Deus não olha para frases bem construídas ou correção gramatical. Esta pode ser
mesmo sem palavras, apenas um suspiro da alma a Ele. Pois, o que Lhe importa é a
sinceridade do coração.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Como podemos falar com Deus?


2. A oração é para exibição? Por quê?
3. Por que não há necessidade de se alongar na oração?
4. Que procurou ensinar Jesus Pela oração do Pai Nosso?
5. A que Jesus comparou a oração?
6. Que dizer das orações não atendidas?
7. Quais os tipos de oração?
8. A oração tem poder? Cite um exemplo.
9. Durante quanto tempo de nossa vida devemos orar?
10. Quando e quanto você ora?
11. Cite quatro razões para Deus não atender as orações.
12. Cite quatro razões para Deus não responder as orações.

Memorizar: Filipenses 4:6.

41
Estudo 10

OS MANDAMENTOS DE DEUS
INTRODUÇÃO

Vivemos tempos quando as pessoas, principalmente os jovens, não apreciam


muito quaisquer mandamentos – querem ser livres. Mas a nossa liberdade vai até onde
começa a liberdade do nosso próximo (Romanos 15:1-3) e até onde está a liberdade de
Deus.
Há pessoas que buscam uma liberdade sem fronteiras e até mesmo sem Deus.
Elas acreditam que o cristão é aquele que não pode fazer nada. Mas, a única “perda” é a
da “liberdade” de fazer o que é mau ou errado.
Todos os povos e nações, independentemente do regime político, têm as suas
leis, os seus mandamentos, para que haja uma ordem a ser seguida, não uma confusão
generalizada.
Pessoas há ainda que considerem os mandamentos de Deus, expressos no
Antigo Testamento, como superados. Mas Jesus disse que: “Não penseis que vim
destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir” (Mateus 5: 17,18). E Jesus
não somente cumpriu a lei, os mandamentos de Deus, como também lhes deu novo
significado.

(1) DADOS POR DEUS

Dentre os povos, Deus escolheu o de Israel para ser o veículo da Sua revelação
(Deuteronômio 7:7-11). Depois de libertado da escravidão de 430 anos, na caminhada
em busca da terra prometida, a imensidão do povo poderia desagregar-se. Era um povo
teocrático – governado pelo próprio Deus. Os mandamentos dados por Deus seriam a
sua constituição e hoje fazem parte do estudo do direito e são à base das leis de muitos
povos.
Ao promulgar a sua constituição, Deus revestiu o ato de grande significado, para
que o povo compreendesse a sua importância (Êxodo 19). O povo se consagrou, saiu do
acampamento e ficou ao pé do monte, em atitude de temor, enquanto o seu líder,
Moisés, em meio a fenômenos físicos sobrenaturais, subiu ao monte para receber o
decálogo – os dez mandamentos.

(2) PARA COM DEUS


Dos dez mandamentos dado por Deus (Êxodo 20:1-17; Deuteronômio 5:7-21), os
quatro primeiros dizem respeito ao relacionamento do ser humano para com Deus.

(a) O PRIMEIRO MANDAMENTO.


42
Diante da idolatria dos demais povos, Deus pede uma crença monoteísta (2:3).

(b) O SEGUNDO MANDAMENTO.


Proíbe o uso e a adoração de imagens (20:4-6). Sendo Deus espírito, não pode
ser simbolizado ou limitado por imagens. Estas não se prestam para qualquer forma de
adoração ou de culto.

c) O TERCEIRO MANDAMENTO (20:7).


Chama a atenção do povo para o respeito que se deve dar ao nome de Deus; só
deve ser pronunciado quando a pessoa o faz com profunda consciência e por
necessidade, sempre com reverência. Não se usa para piadas ou como mera exclamação.

d) O QUARTO MANDAMENTO (20:8-11)


Recorda ao povo o dia do descanso, já observado por Deus na ocasião da criação
(Gênesis 2:1-3) e necessário ao homem, em meio ao seu trabalho (Marcos 2:23-28). O
significado do sábado, palavra transliterada do original para o português, é descanso e
sétimo. No labor do povo, todo dia sétimo seria de descanso. Os cristãos guardam o
domingo, também o sétimo de uma série, por ser o dia da ressurreição de Jesus Cristo
(João 20:1-8). Foi também guardado pelos cristãos primitivos. Celebra o descanso da
nova criação, em Jesus Cristo.

(3) PARA COM O PRÓXIMO

Os seis últimos mandamentos do decálogo regem relações humanas entre os


semelhantes, para com o próximo.

a) O QUINTO MANDAMENTO (20:12; Efésios 6:1-3)


Pede o respeito e a honra dos filhos para com os pais. É o único mandamento
com promessa da prorrogação da vida. Quando contemplamos os vitimados das guerras,
da violência e das desgraças vem-nos á mente este mandamento (Provérbios 30:17).

b) O SEXTO MANDAMENTO (20:13)


Proíbe o homicídio. Só Deus dá a vida e cabe a ele o direito de permitir que seja
tirada.

c) O SÉTIMO MANDAMENTO (20:14)


É contra o adultério em todas as suas formas. Deus criou o primeiro casal
monógamo e somente a dureza do coração humano altera este relacionamento (Mateus
19:3-9).

d) O OITAVO MANDAMENTO (20:15)


Proíbe toda e qualquer apropriação indébita – a subtração do que pertence ao
próximo.
43
e) O NONO MANDAMENTO (20:16)
É contra o falso testemunho e a calúnia. Fazer correr boatos prejudiciais ao
semelhante ou prestar falso testemunho é transgredir este mandamento de Deus (Salmos
15: 1,3; Isaías 59:3).

d) O DÉCIMO MANDAMENTO (20:17)


É contra a cobiça de móveis, de empregados, de imóveis, de parentes, de
qualquer pertence do semelhante.

1) NO ENSINO DE JESUS

O decálogo (Dez Mandamentos) foi escrito em placas de pedra. Ainda que


houvesse a recomendação de ser lembrado sempre (Deuteronômio 6:1-25), foi
esquecido muitas vezes. Através de Jeremias (31:31-34), Deus promete um novo pacto,
uma nova aliança, com os mandamentos escritos no coração.
Como já mencionado na introdução, alguém pode se enganar, pensando que
Jesus tenha abolido os mandamentos de Deus. Ele não os aboliu e sim os aprofundou.
Resumiu os dez mandamentos em apenas dois (Mateus 22:34-40). Em lugar das
proibições do decálogo (Dez Mandamentos) do Antigo Testamento, são agora
mandamentos positivos do Novo Testamento. Não proíbem fazer o errado;
incentivam a proceder corretamente (I Coríntios 6:12; 10:23).

2) DE AMAR A DEUS

Se examinarmos atentamente os quatro primeiros mandamentos do decálogo,


aqueles que dizem respeito ao relacionamento humano com Deus, verão que estão todos
resumidos no primeiro e grande mandamento de Jesus (Mateus 22:36-38).
Não ter outros deuses, nem adorar imagens, não usar o nome de Deus
levianamente, guardar o dia de descanso e de adoração do Senhor, tido isto está contido
em Mateus. Amar a Deus com a personalidade toda. Tal incentivo positivo, se
cumprido, excluirá automaticamente as proibições.

3) DE AMAR AO PRÓXIMO

Honrar aos pais, não matar, não adulterar, não furtar, não dar falso testemunho,
não cobiçar, está tudo contido no segundo mandamento dado por Jesus (Mateus 22:39).
Quem ama ao seu próximo, procura fazer-lhe o bem, e não o mal (I Coríntios 13:4-7).
Amar ao próximo como a si próprio! É a valorização do próximo, colocando-o
em pé de igualdade a si mesmo. O que não desejamos que os outros nos fizessem,
também não lhes devemos fazer (Mateus 7:12). Jesus afirma que “esta é a lei e os

44
profetas”. Se eu realmente amar ao meu próximo, não precisarei ser proibido de
prejudicá-lo; estarei sendo incentivado a beneficiá-lo.

CONCLUSÃO

Os Seus mandamentos têm sido esquecidos por muitos, principalmente nos dias
atuais. É a falta de amor a Deus e ao próximo. Blasfema-se, brinca-se com o Seu nome,
zomba-se e se ignora a Sua existência. Cada qual procura tirar proveito à custa do
prejuízo do próximo. E um povo sem os Seus mandamentos é um povo sem Ele. Um
povo incrédulo, abandonado e desesperado.
A Bíblia fala que quem O ama guarda os Seus mandamentos (João 14:21, 23).

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Estão superados os mandamentos de Deus? Por quê?


2. Como foram dados os mandamentos de Deus?
3. Quais são os mandamentos que orientam o nosso relacionamento com Deus?
4. Quais são os mandamentos que orientam o nosso relacionamento com o
semelhante?
5. Jesus anulou os mandamentos?
6. Qual é o grande e primeiro mandamento?
7. Qual é o segundo mandamento de Jesus?
8. De que modo às proibições do decálogo estão contidas nos dois mandamentos de
Jesus?
9. Por que os mandamentos de Deus não são pesados?
10. Qual é o único mandamento com promessa?

MEMORIZAR: I Jo 5:2, 3.

Estudo 11

O BATISMO
INTRODUÇÃO

O Senhor, antes de subir aos céus, deixou a Sua carta-testamento (Mateus


28:16-20). Nela está expressa a Sua vontade. Ordena a Seus seguidores que façam
novos discípulos e que os mesmos sejam batizados “em nome do Pai, e do Filho, e do

45
Espírito Santo”, e integrados nos Seus ensinamentos. Sempre contando com a Sua
presença.
O batismo é a Sua primeira ordenança, para cada discípulo Seu. Por vezes, tem
sido mal compreendido. O ensino bíblico, porém, parece-nos muito claro.

DEFINIÇÃO:

(1) O QUE ELE NÃO É:

(a) Não é uma cerimônia de iniciação.


Isso não existe no Evangelho. Aqui a pessoa passa por uma experiência do novo
nascimento (João 3:3), para ser batizada.

(b) Não é um meio para salvação.


Ele em si não salva. Ninguém é salvo por meio dele. A salvação só é possível
através de Jesus (João 14:6; Efésios 2:8, 9).

(c) Não é um meio de se alcançar uma benção ou graça.


Não é um sacramento, não comunica graça especial à pessoa batizada.

(2) O QUE ELE É:

(a) Significado da palavra:


Originou-se do grego “Baptizo”, que significa “mergulhar” ou “imergir”.

(b) Significado do ato.

É a primeira das ordenanças de Jesus para a Sua Igreja e representa


exteriormente uma experiência interior. Antes de sermos batizados em água precisamos
ser batizados “em Cristo” (Romanos 6:3). Isto significa uma identificação total com
Ele na Sua morte e ressurreição. De tal modo que hoje tomo posse da realidade que Ele
morreu e eu morri com Ele, fui sepultado com Ele e ressuscitei com Ele (Romanos 6:3-
5). Assim, eu morri para o mundo e ando em novidade de vida (Romanos 6:8-11). Com
esta experiência somos admitidos à igreja local como membros. O batismo é o
testemunho dessa experiência.

(c) É um mandamento de Cristo.


Ele mandou batizar (Mateus 28:18-20; Marcos 16:15, 16). Ele não é opcional
para o cristão. É uma questão de obediência.

46
(d) É uma aprovação à igreja local.
Através dele o cristão se torna membro da igreja local. Ele passa, a partir daí, a
ter privilégios e responsabilidades como membro dessa igreja.

e) Para quem é.
É para os que já nasceram de novo, os que crêem (Marcos 16:16). Não é,
portanto, para os recém-nascidos. É para aquele que tem consciência de seus atos e já
tem a certeza absoluta da sua salvação.

(1) DE JOÃO BATISTA

O mensageiro de Jesus é o primeiro personagem do Novo Testamento a praticar


o batismo (João 1:19-23). E o faz na base da mudança de vida (arrependimento; Mateus
3:1-12). O reino dos céus havia chegado à pessoa de Jesus. Cabia aos homens o
arrependimento.
Os que foram a João Batista, sem o arrependimento (mudança de mente), foram
por ele duramente repreendidos e lhes foi negado o batismo. Não se batiza uma pessoa
não arrependida conscientemente. Os arrependidos, aqueles que ouviram e aceitaram a
pregação de João Batista e confessaram os seus pecados, ele os batizava. No seu
batismo estava simbolizado o arrependimento dos seus pecados – uma nova maneira de
viver.

(2) MINISTRANDO A JESUS

Durante o ministério de João Batista, entre os candidatos ao batismo, surgiu o


próprio Jesus. Foi uma grande surpresa para João Batista. Não quis batizá-Lo, pois este
não tinha de que se arrepender, enquanto que João Batista tinha (João 3:13-17). Porém
Jesus insistiu: convinha “cumprir toda a justiça”.
Sendo o batismo de João Batista para os arrependidos e não tendo Jesus do que
se arrepender, por que teria feito questão de ser batizado? Estava cumprindo “toda a
justiça”. Levando sobre si os pecados dos arrependidos, estes haveriam de segui-Lo.
Passou pelo batismo apontando o caminho a seguir aos cristãos. Foi à frente, cumprindo
“toda justiça” e para que todo cristão O imitasse.
O próprio Deus se manifestou, aprovando o Seu batismo (Mateus 3: 16,17).
Buscado por Jesus e aprovado por Deus, é o exemplo a ser seguido por todos os Seus
discípulos.

(3) SUA ORDENANÇA

Em Mateus 28:19, 20, temos a sequência prevista por Jesus:


(a) Faz-se Seu discípulo – aquele que segue o Mestre;

47
(b) este discípulo é batizado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Segue-
se a tarefa da igreja de ensinar o discípulo batizado a guardar todas as coisas que Jesus
ordenou.

Discipulado, batismo e aprendizado cristão.


Não se trata, pois de uma criação ou de uma opção humana; é uma ordenança
de Jesus. Ao Seu discípulo, cabe obedecer.

(4) UM EXEMPLO BÍBLICO

Em Atos, é narrado o início do cristianismo, aqui encontramos um exemplo


bíblico de alguém que buscou a verdade e, ao se declarar discípulo de Jesus, procura ser
batizado e é atendido (8:26-40).
Um dos seguidores de Jesus, Filipe, guiado pelo Espírito Santo, encontra um
viajante etíope, que ocupava alto cargo no governo da rainha do seu país.
Era religioso e, regressando de Jerusalém, lia parte do antigo testamento. O Espírito
Santo dirige Filipe para que, iniciando um diálogo, possa explicar o texto bíblico que
falar de Jesus. A explicação, ainda que narrada em poucas palavras do texto
bíblico, provavelmente levou bastante tempo, pois demonstrou ser bastante
completa. Completa ao ponto do etíope, ao chegarem a um lugar onde havia água,
indagar se há impedimento de ser batizado. A condição que Filipe impõe é a da crença
em Jesus. Diante da afirmação positiva, realiza-se o batismo.
Parado o carro, “desceram ambos à água” e o etíope foi batizado. Logo após,
ambos “saíram da água”. Convém notar que a água que um viajante de longo percurso
provavelmente levava no carro não era suficiente. Suficientes foram à profissão de sua
fé e a quantidade de água em que ambos entraram.

(5) SUA FORMA E O SEU SIGNIFICADO:

Recordando o que vimos nas passagens estudadas, percebemos que João Batista
batizava no rio Jordão; que Jesus, após seu batismo, “saiu logo da água”. Logo fora
nela batizado. João batizado em Enom, “porque havia ali muitas águas”. Eles
utilizaram maior volume de água, à beira da estrada, “desceram ambos à água” e,
após, “saíram da água”.
O apóstolo Paulo, ao escrever aos romanos (Romanos 6:1-11), interpreta o seu
significado usando as expressões batizados, sepultados, unidos a ele na semelhança
da sua morte. O sepultamento daquela época, e mesmo hoje, consiste em cobrir o
morto completamente. A palavra batizar, geralmente significa mergulhar. Logo,
batizados, sepultados, unidos a Ele na semelhança da Sua morte e mergulhar, mais as
48
narrativas estudadas indicam a forma do batismo como imersão completa do novo
convertido. O próprio Jesus a ele Se submeteu.

Através de Romanos 6, entendemos que:


1) Cristo morreu, foi sepultado, ressuscitou e vive. Temos um Salvador vivo;
2) Pela conversão, o cristão morreu para o domínio do pecado, para ressuscitar em
novidade de vida, para Cristo;
3) O corpo físico passará pela morte, mas assim como Cristo ressuscitou também o
cristão ressuscitará num corpo transformado.
O batismo é uma pregação sem palavras.

(6) FÓRMULA QUE DEVE SER USADA.

Que expressão devemos usar neste ato? A história registrou a heresia (doutrina
falsa) unitariana (não cria na Trindade), que no batismo usa o nome de Jesus somente.
Essa heresia se baseia em textos mal interpretados, como por exemplo: Atos 2:38.

Esses textos foram usados pelo autor com as seguintes intenções:

(a) Distinguir o ordenado por Jesus de outros já existentes na Judéia;

(b) Autenticar a autoridade de Jesus em mandar batizar.

A fórmula correta está em Mateus 28:19. O mandamento que Ele pronunciou foi
enunciado assim. Quando a Bíblia fala “em nome de Jesus”, etc., quer afirmar o Seu
mandamento e a Sua autoridade em mandar batizar. Aliás, antes de mandar evangelizar
e batizar, Ele disse algo muito importante (Mateus 28:18). Ninguém tem autoridade
para alterar essa ordem. Os que têm tentado alterar têm feito para sua própria ruína
(Apocalipse 22:18, 19).

(7) DEVERES DOS MEMBROS.

Há vários versículos que nos ensinam como devemos nos portar na Igreja (Atos
2:41,42).
Devemos lembrar primeiramente que o nosso compromisso aqui na terra é com
Deus (Mateus 6:33; Colossenses 3:1, 2). Ele tem a Sua Igreja aqui, entre nós, e tem um
propósito para ela:
a) Evangelização (Mateus 28:20; Marcos16: 15; Atos 1:8);
b) A proximidade com Deus, como Seu Corpo (Efésios 1:20, 22; 4:12);
c) Ser referência de Deus, como coluna e firmeza da verdade (I Timóteo 3:15);
49
d) A preservação da Sua existência (16:18).

Assim como tem um propósito para a Sua Igreja, Ele tem alguns propósitos para
os Seus membros:
(a) Andar juntos em amor cristão (João 13:34, 35);
(b) Comprometer no avanço da Igreja, promover a sua prosperidade e espiritualidade (II
Coríntios 7:11; Filipenses 1:27, 29; 4:9);
(c) Participar e apoiar os seus cultos de adoração, suas ordenanças, sua disciplina e sua
doutrina (I Coríntios 11:23, 26; Hebreus 10:24, 25; Judas3);
(d) Dar a ela a importância principal a sua vida (Mateus 6:33);
(e) Contribuir com alegria e com frequência (Salmos 1:1-3; II coríntios 9:6-8);
(f) Fazer o seu devocional em particular e com a sua família (Salmos: 1-3; Efésios 5:15;
I Tessalonicenses 5:5: 6,17);
(g) Ensinar a Palavra aos seus filhos (Deuteronômio 6:6, 7; II Timóteo 3:15);
(h) Andar diligentemente no mundo, ser justo em seus negócios, fiel em seus
compromissos e exemplar em seu comportamento (Mateus 5:37; Efésios 5:15;
Filipenses 2:14, 15; I Pedro 2:11, 12);
(i) Evitar fofoca e ira excessiva (Efésios 4:31; Tiago 3:6; I Pedro 2:21);
(j) Ser entusiasmado e zeloso na obra (I Coríntios 15:58; Tito 2:12-14);
(l) Vigiar uns com os outros em amor (I Pedro 1:22);
(m) Orar uns pelos outros (Tiago 5:16);
(n) Ajudar nos momentos de angustia e enfermidade (Gálatas 6:1, 2; Tiago 2:15-17);
(o) Cultivar a compaixão e a cortesia (I Pedro 3:8);
(p) Fazer e viver sempre para gloria de Deus (I Coríntios 10:31);
(que) Ser lento para se irar, estando sempre pronto para perdoar (Mateus 6:12, 14,15;
Efésios 4:31, 32; Tiago 1:19).

CONCLUSÃO

O batismo a ninguém salva, tampouco a salvação dele depende. O salteador na


cruz não teve tempo de ser batizado, mas foi salvo (Lucas 23:39-43). Se algum não
salvo for mergulhado, continuará sendo pecador perdido. O batismo é o testemunho
exterior de algo que já aconteceu no seu interior antes. É o primeiro ato de obediência
que Jesus pede ao Seu discípulo, após o seu arrependimento (Atos 2:38). Cabe ao
discípulo seguir a ordem e o exemplo do Mestre.

(a) Ele não tem que ser obrigatoriamente em água corrente, como defendem alguns. A
Bíblia não ordena isso. Os batistérios nas igrejas, hoje, são uma bênção, pelo conforto e,
principalmente por fazer uso de água tratada e despoluída;

(b) A pessoa deve se submeter a ele espontaneamente. Deve ser uma decisão sua.

50
APLICAÇÃO.
(a) Porque você deve se batizar?

(b) Pense nas responsabilidades que você terá como membro da igreja em que está se
batizando. Você quer mesmo se comprometer?

(c) Examine-se e veja se crê realmente em Jesus Cristo, para ser batizado.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Que disse Jesus sobre o batismo, antes de ascender aos céus?


2. Qual a condição que João Batista exigia para o batismo?
3. Por que Jesus foi batizado?
4. Por que João Batista batizava em Enom?
5. Na sequência da ordenança de Jesus, onde fica o batismo?
6. Como se deu o batismo do etíope evangelizado por Filipe?
7. Qual a forma bíblica do batismo?
8. Qual o significado do batismo?
9. Se o batismo não salva, por que deve o salvo ser batizado?
10. Você já é um cristão biblicamente batizado?
11. Porque o batismo tem que ser feito em nome da Trindade?
12. Qual é a expressão que devemos usar neste ato?
13. Cite seis deveres dos membros da igreja.

Memorizar: Mateus 28:19, 20.

Estudo 12

A IGREJA
INTRODUÇÃO

Sendo a pessoa salva independente do batismo, qual a necessidade de ser


membro de uma igreja? Tornando-se pela conversão um membro da Igreja, no seu
sentido global, envolvendo todos os salvos, por que ainda ser membro de uma igreja
local? Não estaria correta a afirmação de que: “Cristo, sim; igreja, não!”? (Hebreus
51
10:24, 25). Há muitos julgam poder seguir a Deus, deixando de lado a sua relação com
as igrejas. Mas, isto é uma mentira. Pois, Jesus não a organizaria se não fosse necessário
ao bem estar do mundo e ao desenvolvimento do homem. Se os que se negam a
reconhecer a sua utilidade na sua vida examinassem os motivos que são causa dessa
atitude, logo haviam de reconhecer que são injustificáveis. De muitas maneiras se
podem demonstrar o dever do pecador se unir a ela.
Jesus falou pouco, mas o suficiente, tanto sobre ela no seu sentido amplo e
global, como também no seu sentido local. O Seu ensino e o que a Bíblia declara são
suficientes para compreender o assunto e aceitar a orientação bíblica.
Jesus tem na terra as igrejas para que por meio delas o Seu Reino seja
estabelecido.

1) SEU FUNDADOR

A Igreja não foi criada por homens; o próprio Cristo foi o Seu fundador (Mateus
16:13-19). Com a pública profissão de fé de Pedro ((Mateus 16:18). Estava iniciada a
edificação da igreja. Sobre a pedra, a rocha, Jesus Cristo, aceito e confesso como o
Filho do Deus vivo, Simão Pedro foi o primeiro tijolo da construção. Sempre sobre a
rocha (I Pedro 2:1-10). Cristo é “a pedra viva”, “a principal da esquina”, “a principal
pedra angular”, para os cristãos. “Pedra de tropeço e rocha de escândalo”, para os
desobedientes, os não-crentes, que não fazem parte do edifício da igreja de Cristo. Os
cristãos professos, assim como Simão Pedro, são “pedras vivas”, “edificados como casa
espiritual”.
Cristo fundou a Sua igreja sobre Si mesmo. Cada vez que alguém professa a sua
fé nEle, como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”, mais uma pedra é acrescentada ao
edifício da casa espiritual. Sobre Cristo, a pedra angular, os cristãos, incluindo Simão
Pedro, as pedras vivas.

2) SUA MISSÃO E RESPONSABILIDADE

O hades era o reino dos mortos, sem especificar a diferença entre o céu e o
inferno. Poderia ser considerado como o além. Não deixar de ter o seu significado, de
ser o lugar dos mortos. Jesus afirma que suas portas não prevalecerão contra a Sua
igreja. Como?
A morte nunca há de vencer a igreja de Cristo. O próprio Cristo triunfou sobre
ela. Seus seguidores também triunfarão. Os mortos espirituais (Efésios 2:1) serão
convidados a pertencerem à Sua Igreja, passando da morte para a vida. Os cristãos,
mesmo morrendo fisicamente, triunfarão sobre a morte (João 11:25, 26). É sua missão
vencer sobre a morte, em todos os seus aspectos, proclamando a Cristo, como “o Filho
do Deus vivo”.
Em Mateus 18:15-22, Jesus falou sobre a autoridade de Sua igreja em ligar e
desligar. O contexto leva-nos à expressão da igreja de Cristo, no seu contexto local. Ela
52
liga e desliga as pessoas, na proclamação do evangelho. Quem o aceita, está ligado;
quem o rejeita, está desligado. A igreja, ao evangelizar, apenas confirma a decisão dos
céus. Grande é, pois a missão e a responsabilidade da igreja.

3) SUA EXPRESSÃO LOCAL

No Novo Testamento, a palavra “IGREJA” é aplicada em três sentidos:


(a) Como o conjunto de todos os salvos sobre a face da terra – mais de 10 vezes;
(b) A triunfante, ou seja, a reunião dos salvos na presença de Deus – apenas algumas
vezes;
(c) Já como instituição local, com seus membros, seus oficiais, a sua disciplina – quase
100 vezes.
A igreja triunfante ou glorificada, nós a teremos somente na eternidade,
reunida com Cristo; a igreja militante, no todo dos salvos por Cristo Jesus, em
ação na face global da terra, é impossível de ser reunida num só lugar ou de ser
sistematizada. Mas a igreja, como instituição local, nós a temos nos mais diversos
pontos da terra (Atos 16.5; Romanos 16:4-16; I Coríntios 7:17; 14:34; 16:1-19; II
Coríntios 8:1; 11.8; Apocalipse 1:4-20).
Da igreja triunfante ou glorificada faremos parte na eternidade; da igreja
militante, já fazemos parte agora, ainda que não possamos conhecê-la em toda a sua
amplitude; da igreja local, é privilégio de cada discípulo de Cristo fazer parte.

4) SEUS OFICIAIS

Ainda que o nome não apareça como tal, a implicação de suas atividades no
encargo deste serviço leva-nos a crer que o primeiro oficial a surgir na igreja foi o
diácono (Atos 6:1-7). Crescendo o número de convertidos, a igreja de Jerusalém
enfrentou um problema administrativo: ou os apóstolos cuidariam da oração e do
ministério da palavra, ou seriam absorvidos pelo cuidado das necessidades
materiais dos membros da igreja. Esta estava prestes a se dividir. Veio à solução: a
escolha de sete homens.

(4.1) As características do diácono tinham de ser e ser (I Timóteo 3:8-13):


(a) Boa reputação;
(b) Boa fama;
(c) Espirituais,
(d) Cheios do Espírito Santo;
(e) Competentes administrativamente;
(f) Cheios de sabedoria para o cuidado do serviço material da igreja;
(g) Conhecedor da Palavra;
(h) Irrepreensíveis;
53
(i) Maridos de uma só mulher.
Os apóstolos continuariam no ministério da oração e da palavra. Em lugar da
divisão iminente, o resultado foi o do crescimento da igreja.
A palavra diácono, no original, tem o significado de alguém que presta
serviço a outro – de servo. É um servo e líder a serviço da igreja, cuja recompensa é
um lugar de honra e muita confiança na fé que há em Jesus.
Ele tem prazer em estar debaixo da autoridade e do senhorio do Senhor e do seu
pastor. A sua alegria é servir.
Ele organiza o diálogo entre os lideres como cooperador do pastor e da igreja.
Ele não busca cargos, mas carga (Hebreus 6:2).
O segundo oficial, é o pastor, nome que aparece poucas vezes.
Os apóstolos, testemunhas oculares de Jesus, seus contemporâneos, ao passar
do tempo, foram desaparecendo e dando lugar a uma nova qualificação, também
designada como bispo e ancião.

(4.2) ASPECTOS DA FUNÇÃO PASTORAL:

(a) Bispo – aquele que superintende, administra as atividades;

(b) Anciãos ou presbíteros - aquele que goza de respeito e credibilidade para


aconselhar;

(c) Pastor – aquele que apascenta o rebanho dos fieis, cuidando de suas
necessidades espirituais.

Em Atos 20:17-28, notamos os três termos e as três funções, para as mesmas


pessoas: Paulo manda chamar os:

(a) “Anciãos” (v.17); pede que “cuide de todo o rebanho’ – função pastoral;

(b) Afirma que foram constituídos “bispos” (v.28) e que devem “apascentar a igreja
de Deus”.

(4.3) Na Bíblia podemos encontrar as qualificações e os pré-requisitos da função


do pastor (I Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9):

(a) Irrepreensível (v.2; Tito 1:6, 7);


(b) Marido de uma só mulher (v.2; Tito 1:6);
(c) Controlado (v.2);
(d) Sóbrio (v.2);
(e) Calmo (v.2);
(f) Hospitaleiro (v.2; Tito 1:8);
54
(g) Apto para ensinar (v.2);
(h) Inimigo de bate-bocas (v.3);
(i) Modesto (v.3);
(j) Governa bem a sua casa (v.3);
(l) Maduro espiritualmente (v.6);
(m) Bom testemunho (v.7);
(n) Humilde (Tito 1:8);
(o) Justo (Tito 1:8).

5) SEU GOVERNO E SUA DISCIPLINA

O governo da igreja local é, primeiramente, cristocêntrico, pois Cristo é a


autoridade máxima. Onde os Seus discípulos se reúnem, promete estar entre eles
(Mateus 18:19, 20). Tendo a autoridade suprema de Cristo e reunida em Seu nome, a
própria igreja é soberana nas suas decisões, pela participação democrática e consciente
de todos os membros presentes. Não pode haver autoridade maior, nem intervenção.
Nem interferência de outra igreja. O que pode haver são bases de cooperação, por
identidade de propósitos e para soma de esforços.

Passos para a disciplina (Mateus 18:15-17):

(a) A exortação individual, pessoa a pessoa (v.15);


(b) Em caso de insucesso, a exortação de uma pequena comissão (v.16);
(c) Falhando esta, leva-se à igreja no seu todo; não se alcançando êxito, nem
mesmo assim, então, considere-se como “gentio e publicano”, uma pessoa não salva a
ser ganha para Deus. Em caso de sucesso, “terás ganho teu irmão” (v.17).

6) SUA RELAÇÃO COM O ESTADO E A LIBERDADE RELIGIOSA

Cremos numa igreja livre, num Estado livre (Mateus 12:15-22). A história do
cristianismo ensina que, sempre que houve interferência de um em outro, houve
prejuízo e ambos se deturparam. Não se confundem. Um exerce a sua autoridade na
esfera civil, o outro, na esfera espiritual. São dois reinos: o deste mundo e o de Deus.
Coexistem, entre as criaturas de Deus. Ambos são ordenados por Deus e são
responsáveis diante dEle.
Não há governo que não seja da permissão de Deus (Romanos 13:1-7). Em caso
de conflito, porém, quando o poder civil tenta oprimir a esfera espiritual, a prioridade
será sempre de Deus (Atos 5:25-29). É dever do Estado assegurar a plena liberdade
religiosa; é dever dos cristãos orarem pelas autoridades e obedecer-lhes, a menos que
contrariem as leis de Deus.
Não se deve exercer repressão religiosa sobre qualquer indivíduo, sob qualquer
pretexto. O próprio Deus respeita e responsabiliza o livre-arbítrio, com o qual criou
55
cada ser humano. Cada pessoa é livre para professar a sua crença, desde que não fira a
liberdade e os direitos dos outros.

7) A IMPORTÂNCIA DA FREQUÊNCIA.

-Hebreus 10:24, 25.


Temos aqui um mau hábito, um pecado predominante, e poucos estão cientes da
sua seriedade. Mesmos os mais fiéis não acha que seja.
Dar lugar para que os incrédulos blasfemem é uma coisa terrivelmente ruim, e ai
dos membros que fazem isso.

(7.1) É UMA ORDEM DE DEUS.

Não é um mero conselho, não é uma opção (se eu estiver a fim vou, se não deixo
de ir), é tão obrigatório quanto qualquer um dos mandamentos que Ele deu.
Não é só o desejo do Pastor, é uma ordem Sua a qual não se pode desobedecer.
Gaguejar e dar desculpas são responder a Deus. E ordem não foi dada para ser
questionada e sim para ser obedecida (Isaías 1:19, 29).
Na carta aos Romanos 9:20, Deus e o homem são apresentados num contraste
bem delineado: Deus, em Sua infinita grandeza, santidade, poder e sabedoria; o homem
em sua pequenez e ignorância infinita. No grego, há uma ênfase forte no “tu”. Se Ele
deixar por nossa conta criticá-Lo e fizer objeções aos Seus mandamentos, isso nos será
fatal (Isaías 1:20). E Deus pode fazer tal coisa (Atos 14:16; Romanos 9:18).

(8.2) É UMA MANEIRA DE NOS ENCORAJARMOS MUTUAMENTE.

De todas as pessoas, as que mais precisam de ajuda e encorajamento, são aquelas


que amam sua igreja e querem vê-la prosperar em sua obra para Cristo.
A) A IGREJA É:

a) Uma fábrica para Cristo e todos os membros precisam estar em seus postos;
b) É uma escola de instrução religiosa e todos os seus membros e congregados
devem ser alunos fiéis;
c) É um farol para Cristo (Mateus 5:14-16). E cada um precisa deixar sua luz
brilhar diante dos homens, para que vejam suas boas obras e glorifiquem a Deus. É
pecado pôr nossa luz embaixo da cama, e é isso que as pessoas fazem quando tentam
esconder as coisas boas que fazem. É claro que não precisamos fazer um desfile de
nossas boas obras, a fim de receber o louvor dos homens, mas devemos praticá-las para
que Deus seja glorificado. Erramos se, ao mostrá-las, a intenção for a nossa própria
glória, mas também é errado escondê-las, fingindo humildade. Se eu apoiar minha
56
igreja ou fizer algo para o seu bem, e ninguém souber, como é que isso pode servir de
encorajamento para alguém?
Negligenciar a freqüência constante (em todos os cultos possíveis) à igreja é a
coisa mais ridícula e sem sentido que alguém pode fazer.

B) É COMO:
a) Empregar um mestre de obras e não dar-lhe nenhum pedreiro;
b) Nomear um general sem dar-lhe nenhum soldado;
c) Contratar um pastor sem dar-lhe nenhuma ovelha para cuidar;
d) Um líder sem nenhum seguidor;
e) Arranjar um professor sem nenhum aluno para ser ensinado;
f) Um médico sem nenhum paciente para ser tratado.

O Pastor tem estas várias ocupações em seu ministério espiritual. Ele é


Pastor, professor, ministro, capitão e líder das hostes espirituais, mas o que vai
fazer sem seu exército? O que vai fazer sem diáconos? E um superintendente da EBD,
sem professor? Ou um pregador sem ouvintes?
Cada membro deve sentir como obrigação estar em seu lugar no banco da igreja,
do mesmo modo que o Pastor no púlpito. Não há nada que desanime mais o Pastor do
que enfrentar bancos vazios. Não é uma oposição do mundo exterior que fere o seu
coração, é a ausência daqueles que um dia fizeram uma promessa a Deus.

(8.3) NÃO PODE HAVER IGREJA SEM FREQUENCIA.


A palavra “igreja” significa “assembleia”; e assembleia é uma congregação de
pessoas. Se as pessoas não se reunirem, não poderá haver uma igreja.
Talvez haja uma igreja sem dinheiro, porque as pessoas podem reunir-se nas
casas, embaixo das arvores ou mesmo ao ar-livre, mas não pode haver uma igreja sem
as pessoas se reunirem.
Em algumas igrejas, pode haver os que dão ofertas enormes, os quais parecem
muito importantes, porém o mais importante é a freqüência regular deles à igreja.

CONCLUSÃO

Ao que já foi dito, convém acrescentar um aspecto importante: o da atitude da


igreja para com os necessitados, os desfavorecidos da vida. A compaixão cristã foi
ensinada por Jesus e, de modo especial, na parábola do bom samaritano (Lucas 10:25-
37). Este amor ao próximo tem como alvo primeiro “os domésticos da fé”, os irmãos
em Cristo (Gálatas 6:10). Em Tiago 1:27, temos definida “a religião pura e
imaculada”, como sendo os necessitados. Em Mateus 25, Jesus, ao ilustrar o juízo
final, enfatiza a atitude para com os necessitados (31-46).

57
PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Quem foi o fundador da igreja?


2. Quem é a pedra fundamental e quem são as “pedras vivas”?
3. Qual a missão e a responsabilidade da igreja?
4. Qual é a aplicação do termo mais encontrada no Novo Testamento?
5. Quais são os oficiais da igreja?
6. Qual a autoridade suprema e o governo da igreja?
7. Como deve ser a disciplina da igreja?
8. Qual deve ser a sua relação com o Estado e com a liberdade religiosa?
9. Qual deve ser a atitude para com os necessitados?
10. Você já é membro de uma igreja local?
11. Para que serve uma sessão administrativa?
12. Qual é o significado da palavra igreja?
13. Qual deve se a atitude da igreja com relação aos necessitados?

Memorizar: Mateus 16:18.

Estudo 13

A CEIA DO SENHOR

INTRODUÇÃO

Das duas ordenanças deixadas por Jesus, a ceia do Senhor é a segunda, para
todos os Seus discípulos integrados em Sua igreja. O batismo simboliza a
transformação acontecida, por meio de Cristo, na vida do novo seguidor; a ceia
relembra e proclama a morte de Cristo “até que Ele venha”.
O próprio Jesus instituiu a ceia. Participou dela e sobre ela deu orientação. Para o
cristão é um privilégio participar desta ordenança. Pois, é um ato cerimonial ordenado
por Jesus, para ser praticado durante o tempo da graça, até o dia da Sua volta. A origem
do termo vem do Antigo Testamento (salmos 119:1, 8, 12), que é referente aos Seus
princípios como um todo.

1) JESUS INSTITUIU A CEIA SUBSTITUINDO A PÁSCOA


58
O povo escolhido de Deus – Israel – ao sair da escravidão, teve instituído por
Deus, o memorial da páscoa, para relembrar a libertação concedida por Deus (Êxodo
12:1-28). Deus levantou um homem – Moisés – preparou-o para a tarefa e o enviou para
negociar e conduzir o povo na sua libertação. O governante opressor não cedeu diante
dos pedidos e dos sinais perante ele feitos. Vieram às dez pragas e, ao final delas, é
instituída a páscoa, que comemoraria a libertação do povo do jugo estrangeiro. Um
cordeiro ou cabrito, sem defeito, é assado ao fogo, para cada família ou famílias
vizinhas, e são servidos pães sem fermento, com ervas amargas. O sangue do cordeiro,
aspergido no batente da porta, seria o sinal para que a última praga, a da morte dos
primogênitos, passasse ao largo daquela casa. Então se daria o êxodo do povo.
A páscoa tornou-se comemoração obrigatória anual, para o povo de Israel.
Passou a fazer parte das festas fixas, ainda que, em algumas ocasiões, tenha sido
descurada.
Como judeu por descendência de encarnação, Jesus não se descuidou de
participar das festas do Seu povo. Antes da Sua crucificação, desejou celebrar,
juntamente com Seus discípulos, a páscoa. Quatro passagens bíblicas narram o
acontecimento que culmina com a instituição da ceia do Senhor (Mateus 26:17-30;
Marcos 14:12-26; Lucas 22:7-73 e I Coríntios 11:23-30). Jesus ordenou aos discípulos
que preparassem o local da celebração, participou dela, proferiu ensinamentos preciosos
e instituiu a ceia do Senhor.

2) A PRIMEIRA COMEMORAÇÃO DA CEIA

No decorrer da celebração da páscoa, Jesus tomou o pão, deu graças (a Deus), e


o partiu, dizendo que simbolizava o Seu corpo dado pelos Seus discípulos (de então e
de sempre), e o deu para que dele comessem. A seguir, deu o cálice. O vinho foi dado
aos Seus discípulos, dizendo que representava o novo testamento, o novo pacto, a nova
aliança no sangue de Jesus Cristo. A celebração deveria ser feita na memória de Jesus,
anunciando a Sua morte redentora, até a Sua volta. Segundo o evangelista Marcos,
cantaram um hino e saíram para o Getsêmane, onde Jesus oraria intensamente e seria
traído e preso.
A ceia do Senhor é memorial para os crentes confessos. Para o incrédulo, é um
convite ao arrependimento e à fé, uma vez que, por meio da ceia, a igreja anuncia a
morte do Senhor “até que Ele venha”.

3) O SIGNIFICADO DA CEIA

Não se trata de um sacramento, de uma consubstanciação ou de uma


transubstanciação, o que seria uma repetição do sacrifício de Cristo (João 19:30;
Hebreus 7:26-28). Também não traz ao participante outra bênção, a não ser a da
59
consciência de estar cumprindo uma ordenança deixada por Jesus. É memorial de Jesus
Cristo para os Seus discípulos confessos. Toma-se com profunda reverência e exame
interior, proclamando-se o passado (Sua morte) e anunciando o futuro (até que venha).
Em I Coríntios 10: 14-22 e 11:17-34, a Bíblia faz algumas recomendações e
adverte contra o uso indevido da ceia. O cristão que dela participa não pode servir a
outro culto. A ocasião de tomá-la não se presta para matar a fome física ou para se
embebedar.
A páscoa, da qual Jesus participou, tem significado para o judeu. A ceia do
Senhor, que Ele próprio instituiu, tem significado para o cristão.

4) VARIAÇÕES NA CEIA

Ao ser instituído, o pão era sem fermento e o vinho num cálice comum. Hoje se
usa pão diverso e, por medida de higiene, cálices individuais. Estes, para evitar bebida
alcoólica de hoje, contém suco de uva, em lugar do vinho. Temos ouvido falar de
cristãos que, em lugares remotos, usam como pão aquilo que lhe serve de alimento e,
em lugar do vinho, inexistente, suco de alguma fruta. Todavia, não convém se afastar
muito dos elementos originais, para que o simbolismo não perca o seu significado.

5) FREQÜÊNCIA DA CELEBRAÇÃO

Jesus não falou sobre a freqüência da celebração. Aparentemente os cristãos


tomavam-na por ocasião dos cultos. Há igrejas que a celebram dominicalmente. Outras
o fazem mensalmente, o que parece ser o mais comum. Ainda outras igrejas celebram-
na a cada dois meses. “Todas às vezes”, desde que não se torne mera rotina e não tão
espaçado que facilite o esquecimento do memorial.
Ministra-se esta ordenança e dela se torna parte, com toda a sobriedade e
reverência de uma ordenança do Senhor Jesus Cristo. Devem ser momentos de profunda
reflexão e de gratidão a Deus.

CONCLUSÃO
Não se sentindo o cristão, ocasionalmente, em condições espirituais de
participar da ceia do Senhor, será o caso de se humilhar na presença de Deus, examinar-
se a si mesmo, derramar o seu coração, suplicar o perdão divino e alcançar a paz
interior. Só então deverá o cristão participar.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Quando e como foi instituída a páscoa?


2. Quando e como foi instituída a ceia do Senhor?
3. O que relembrava a páscoa?
4. O que relembra a ceia do Senhor?
60
5. Como se toma a ceia do Senhor?
6. Quais os cuidados ao participar da ceia do Senhor?
7. Compare a ceia do Senhor dos dias de Jesus à de hoje.
8. Qual deve ser a freqüência da celebração? Até quando?
9. De que é a ceia do Senhor proclamação?
[Link] falou algo sobre a freqüência da celebração?
11. O que o batismo simboliza?
12.E a ceia?
[Link] onde vem à origem do termo ceia?

Memorizar: Mateus 16:18.

Estudo 14

MORDOMIA

INTRODUÇÃO

Podemos definir a mordomia como um modelo sábio de administrar a vida é o


cuidado prudente dos bens. E mesmo se aplicar à mordomia, quando encarada à luz da
palavra de Deus. Quanto mais se aproxima do padrão de Deus, tanto mais sábia e
prudente será.
Esta palavra equivale literalmente à função de um administrador, caseiro,
despenseiro ou mordomo, (I coríntios 4:2). A Bíblia considera cada um de nós como um
mordomo das coisas que Deus criou. Desde a criação, Ele confiou ao homem à tarefa de
cuidar de todas as coisas, (Gênesis 1:28-30; Salmos 8:6-8).

1) PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MORDOMIA:

(1) DEUS É O CRIADOR E DONO DE TODAS AS COISAS.


Nos primeiros dois capítulos de Gênesis, encontramos a história da criação.
Todas as coisas, móveis e imóveis, vivas ou sem vida, sólidas, liquidas ou gasosas, na
terra, acima da terra, ou abaixo da superfície foram criadas por Deus. Podemos afirmar
que Deus usou os Seus próprios recursos para tudo criar.
Se alguém, usando seus próprios recursos materiais, tempo e energia, produz
algo, ele será o proprietário do que foi produzido. Assim acontece com Deus. Como
61
criador do universo todo, ele é o legitimo dono de todas as coisas (I Crônicas 29:11, 12;
Salmos 24:1, 2; 119:1-6);

(2) O HOMEM É O ADMINISTRADOR DE TODAS AS COISAS.


Já no primeiro capitulo da Bíblia lemos que o Senhor ao concretizar a obra da
criação confiou ao homem o domínio da criação (Gênesis 1:26-30). Cabia a ele
administrar a terra sabiamente.
Ao observar o que se passar no mundo temos a impressão de que os homens,
que não dão o devido valor às ordens de Deus não tem sido administradores fieis (I
Coríntios 4:2). Estão se esquecendo que o administrador não é o dono. Deve prestar
contas ao proprietário. Em Lucas 16:1, 2, Jesus fala de um administrador de má fama.
Ele havia desperdiçado os bens do proprietário. Esse o chamou à prestação de contas.
Como ficará o homem, quando Deus o chamar a prestar contas da administração
da criação de Deus?

2) MORDOMIA DO TEMPO.

Como usamos e como gastamos o tempo que Deus nos dá?


Cita-se detalhadamente o seu uso apropriado (Eclesiastes 3:1-11). Deus o criou
para tudo; até para se pensar na eternidade.
Temos tempo para temos para todas as coisas. Em Tiago 4:13-17, é narrado um
planejamento imprudente. A advertência é para se planejar o seu uso (Efésios 5: 15,16),
conforme a Sua vontade (Salmos 90:12).

(2.1) Uma simples verdade que às vezes custamos a admitir: ninguém tem


mais tempo do que você!  A questão fundamental é aprendermos a usá-lo
de forma sábia. Aprendemos com Jesus e Marta o que é mais prioritário
(Lucas 10:41-42);

(2.2)  Devemos utilizá-lo para operar o bem. (Gálatas 6:9, 10);

(2.3) Precisamos aproveitar as oportunidades que Deus nos dá.  A expressão


“remir o tempo”  tem este significado. (Colossenses 4:5).

3) MORDOMIA DOS TALENTOS.

Em Mateus 25: 14-30 fala-se da distribuição dos bens pelo proprietário a seus
servos: um recebe cinco, outro dois e o terceiro um “cada um segundo a sua
capacidade”. Ninguém fica sem. Cada qual tem a capacidade de usando-os sabiamente

62
fazer com quer produzam e se multipliquem. É possível usá-los e aumentá-los, ou
enterrá-los. Mas, vira o dia da prestação de contas com elogios ou repreensão; com
recompensa ou com castigo. Tudo depende de como são administrados.

(3.1)  ELES SÃO DONS NATURAIS.

(a) Alguns deles são inatos, têm a ver com herança genética;  


(b) Outros têm a ver com capacitação mental e física;  
(c) São capacidades controladas por quem as têm;  
(d) São usados para fins pessoais.  
(e) Deus é o responsável pelos dons naturais que temos.

(3.2)  Como torná-los em louvores a Deus?

(a) Deixando que a vida seja conduzida pelo Espírito Santo (Romanos 8:14);  
(b) Fazendo todas as coisas como que para Senhor (Efésios 6:6-7;
Colossenses 3:17).  
(c) Preocupando-se em testemunhar de Cristo através do exercício dos
talentos (Filipenses 2:14, 15).

    (4) MORDOMIA DOS DONS. 

Eles nos foram confiados a partir da nossa conversão.  

         *) O que são?

(a) São capacidades concedidas pelo Espírito Santo a convertidos (I Coríntios


12:7, 11);  

(b) São capacidades espirituais, individuais e variadas (I Coríntios 12:4- 6);  

(c) São capacidades que nos tornam aptos a servir  (I Cor íntios12: 7);  

(d) São escolhidas pelo próprio Senhor (I Coríntios 12:18);  

(e) Sua eficiência  depende da busca do “dom mais excelente” (I Coríntios


13:2, 3);  

(f) Seu exercício deve beneficiar os irmãos em Cristo (Efésios 4:12).

63
Cada um que nos foi dado é um recurso que precisamos usar, e acerca
do qual seremos considerados responsáveis, por ocasião do julgamento do
Tribunal de Cristo. Alguns recebem um dom, outros dois e outros cinco.  Não
importa com quantos um cristão comece.  Os mordomos são responsáveis
somente por aquilo que o Senhor tiver preferido conferir-lhes. Mas os recursos
que temos devem ser usados para cumprir o propósito do Senhor.  

(5) MORDOMIA DO CORPO.

Em Romanos 12:1, 2 está o desafio de entregar do próprio corpo “como um


sacrifico vivo, santo e agradável a Deus”, como “culto racional”. E para não moldá-
lo aos padrões do mundo. Em I Coríntios 6:18-20 há forte advertência contra a
impureza moral do corpo. O corpo do cristão é santuário do Espírito Santo, que nEle
habita. Pertence a Deus. A ele, cabe glorificá-lo, também no seu corpo. A libertinagem,
a embriaguez, os vícios, os tóxicos, as drogas e os hábitos prejudiciais são faltas contra
o templo do Espírito Santo. Somos responsáveis pela mordomia deste templo. O corpo
do cristão, dentro do possível, deve ser saudável, limpo, bem cuidado e de boa
aparência. Digno de ser habitado pelo Espírito Santo.

Alguns exemplos de falta de mordomia do corpo:

(a) A exposição do corpo à fadiga excessiva; 


(b) O esforço físico ou mental que penalize a vida; 
(c) A retaliação da saúde no trabalho pela ambição de lucro maior; 
(d) Prostituição;  
(e) Relações sexuais fora do casamento (fornicação); 
(f) Vícios (drogas, álcool, fumo, comida, remédios).

(6) MORDOMIA DO SUSTENTO.

Na oração Pai Nosso, Jesus ensinou a orar também pelo sustento diário (Mateus
6:11). Ele vem de Deus. dá-nos força e condições para ganharmos o pão de cada dia.
Também é Ele quem abençoa as plantações e o seu cultivo, para que haja boa colheita e
alimentação. É justo, pois que não somente oremos pedindo, mas que também, à mesa,
agradeçamos o alimento.
A Bíblia recomenda o trabalho honesto, em prol do sustento (I Tessalonicenses
4:11, 12). E adverte algo fundamental (II Tessalonicenses 3:10-12). O cristão que
trabalha sossegada e dignamente, não precisa ficar ansioso acerca de sua vida e do seu
corpo (Mateus 6:25-34). Deus há de cuidar dele, mais do que das belas flores do campo
ou das aves do céu.
64
(7) MORDOMIA DOS BENS.

A Bíblia narra sobre o apego à riqueza (Lucas 12:15-21). Um homem insensato


tornara-se rico e o seu coração se apegou à riqueza. Todos os seus planos eram
avarentos e egoístas. Mas não era “rico para com Deus”.

Para que servem os bens que nos são confiados por Deus?

(1) Para prover nossas necessidades e dos nossos dependentes (Salmos


37:25, Lucas 12:29-30);

(2) Para que possamos ajudar os necessitados (Mateus 25:37-40;


Lucas 10:30-37; Efésios 4:28; Tiago 2:14-16; I João 3:17);

(3) Para fazer avançar a Obra de Deus na terra:

O dinheiro é o melhor escravo o mais dócil e versátil, mas o pior senhor,


o mais cruel. 

 O amor a ele:

(a) Cega à consciência;

(b) Corrompe princípios éticos mais simples;

(c) Gera uma ambição obcecante;

(d) Tira a sensibilidade da pessoa para com as necessidades do próximo ;

(e) Deteriora o convívio do homem com sua família e com a sociedade;

(f) Gera conflitos, separação de casais, orfandade, desequilíbrios emocionais,


traumas psíquicos, desvios de conduta.  

Talvez seja a doença espiritual mais difícil de curar.  Jesus mesmo o


confirma (Marcos 10:23).  A avareza ocupa todos os espaços do coração e não
deixa lugar para a fé.

(8) MORDOMIA DOS DÍZIMOS E DAS OFERTAS.

Muitos cristãos adotam o principio de devolver a décima parte de todos os seus


rendimentos para a obra de Deus deve ser uma decisão espontânea e voluntária. No
65
Antigo Testamento, era lei severa. O profeta (Malaquias 3.7-12) fala de pessoas
amaldiçoadas que roubaram a Deus, não lhes devolvendo o dizimo. Também fala das
bênçãos de Deus para os Seus fiei (Malaquias 3.7-12). No Novo Testamento
o dizimo não é muito mencionado. Jesus o mencionou apenas uma vez (Mateus 23:23).
Repreendeu os escribas e os fariseus, chamando-os de hipócritas, mesmo sendo
dizimistas fiéis, até das menores hortaliças. Mas não praticavam a justiça, a
misericórdia e a fé. Com o dízimo a pessoa não pode compensar a falta de justiça, de
misericórdia e de fé. Mas Jesus não renega o dízimo. Ele afirma: “estas coisas, porém,
devíeis fazer” – a justiça, a misericórdia e a fé, “sem omitir aquelas” – devolver o
dízimo, mesmo dos menores rendimentos.

Em Marcos 12:41-44, encontramos narrado um acontecimento fascinante da vida


de Jesus aqui na terra: Ele se assenta no templo, defronte do cofre das ofertas, e observa
como as pessoas lançavam o dinheiro no cofre, como as pessoas davam as ofertas.
Chega mesmo a avaliar as quantias! A sua atenção não é absorvida pelas grandes
ofertas dos ricos, pois eles davam “daquilo que lhes sobrava” e, sim, pela pequena
oferta de uma viúva pobre, pois ela “deu tudo o que tinha mesmo todo o seu
sustento”! Deus sabe o quanto e de quanto nós dedicamos à Sua obra.
O segredo encontra-se em II Coríntios 8:1-5. As igrejas da Macedônia contavam
com um povo duramente provado e pobre. Todavia deram voluntariamente, acima de
suas posses, participando do privilégio cristão. Por quê?
Porque “primeiramente a si mesmos se deram ao Senhor...” Aqui está o
segredo da mordomia cristã dos bens: antes de tudo, dar-se a si mesmo a Deus.
“Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21).
Desde o princípio Deus estabeleceu que os dízimos fossem consagrados
pelo Seu povo para a manutenção daqueles que se dedicassem a Seu serviço.
A tribo dos levitas, escolhida para o sacerdócio, não recebeu uma porção de
terra, mas deveria viver do dízimo do povo (Deuteronômio 14:28, 29;  26:12;
Josué 13:33, 18:7). A sua infidelidade é chamada de “roubar a Deus”
(Malaquias 3:8-10). Jesus defendeu a sua prática (Mateus 23:23; Marcos12:
42).

-QUAL DEVE SER A MOTIVAÇÃO PARA OFERTAR?

(a) O nosso amor por Deus;


(b) O desejo de adorá-Lo por quem Ele é;
(c) A vontade de agradecer-Lhe e louvá-Lo por tudo que nos tem feito;
(d) O desejo de glorificá-lo;
(e) A vontade de seguir o Seu exemplo;
(f) Obedecer a Sua Palavra;
(g) O cumprimento da Sua vontade na evangelização.

66
(9) MORDOMIA DOS RELA CIONAMENTOS.

(a)  Antes de mais nada necessita dar-se a si mesmo a Cristo como o Senhor


de sua vida.  Dessa nova intimidade com o seu Senhor resultará uma
disposição cada vez maior de dar sua própria vida e servir ao próximo;

(b) A Bíblia nos apresenta um perfil do caráter cristão.  Observe as


características destacadas neste texto.  Que tipo de impacto poderia ter sobre
as pessoas?  Que impressão causariam os “humildes de espírito”, os
“mansos”, os “misericordiosos”, os “limpos de coração”, os
“pacificadores”?  Jesus mesmo garantiu que a influência desses
servos/mordomos seria notável: SAL e LUZ para o mundo (Mateus 5:1-12).

(c) Estes mordomos que influenciam outras pessoas através de sua


identificação com Cristo são indispensáveis diante das condições do mundo
em que estamos.

-Condições do mundo atual: (II Timóteo 3:1-13).

(1)  DIFÍCIL (versículos 1 a 7).

  O termo traduzido por “difíceis” no grego significa que os dias são penosos,
terríveis, selvagens.  Esta palavra é usada somente mais uma vez no Novo
Testamento, onde fala de dois endemoninhados, dizendo que eram “furiosos”
(Mateus 8:28);

(2) CORRUPTO (versículos 8 e 9): Aqui é mencionado dois homens dos dias
de Moisés que são figuras das pessoas que vivem nestes dias “difíceis” (Janes
e Jambres). “Corrompidos” é a palavra citada para descrevê-las, no sentido
de depravados (Isaías 53:6 e 64:6 e 7);

(3) ENGANADO (versículo 13)

Como há enganadores neste mundo.  Gente que rouba, que trai, que ilude.
Todas as categorias profissionais estão cheias de entendidos em roubo!

É nesse mundo descrito acima que somos desafiados a sermos SAL e


LUZ!

   O SAL:   

67
É espalhado e dá o sabor, mas não aparece; não se parece com
nenhum outro tipo de tempero. 

 A LUZ:  é muda; indica a direção; atrai a atenção.

CONCLUSÃO

A mordomia cristã inclui ainda a dívida do conhecimento do evangelho


(Romanos 1:14-17). Assim com alguém lhe pregou, temos a responsabilidade de
pregá-lo a outros. Somos mordomos devedores.
De qualquer modo, a advertência divina é para pôr a casa em ordem. Que sejamos
bons mordomos!

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Quem é o criador e dono de todas as coisas?


2. A quem Deus confiou à administração da Sua criação?
3. Como tem agido o homem com a criação de Deus?
4. Como ser um bom mordomo do tempo?
5. Que se entende por mordomia do corpo?
6. Qual é a atitude cristã para com o sustento?
7. Como administram os bens?
8. Que é dízimo?
9. Que se entende por mordomia do evangelho?
10.E dos dízimos?
[Link] Deus valorizou mais a oferta da viúva pobre?
[Link] exemplos da falta de mordomia do corpo.
[Link] tornar os talentos em louvores a Deus?
14.O que são dons espirituais?
[Link] que servem os bens que Deus nos confiou?
[Link] estão as condições do mundo atual?
17.O que são talentos?
18.O que são dons?
[Link] fazer dos talentos louvores a Deus?
[Link] as condições do mundo atual?
[Link] somos desafiados a sermos o que?

Memorizar: Malaquias 3:10; I Coríntios 4:2 e II Coríntios 9: 7.

68
Estudo 15

A TRINDADE

INTRODUÇÃO.

Não é fácil o assunto deste capítulo, pois diz respeito ao próprio Deus – o Ser
infinito e espiritual que as mentes humanas finitas não podem entender completamente
(Deuteronômio 29:29; Romanos 11:33-36; I Coríntios 13:12). Mas, sendo Ele nosso
Criador, tendo-nos criado à Sua imagem e semelhança e tendo-Se revelado em Jesus
Cristo (Hb 1:2) e na Sua Palavra, buscamos conhecê-Lo melhor, à luz da Bíblia.
Entendemos a Trindade como as três pessoas nas quais, Deus se revela a nós,
que são unidas num só propósito e na essência.

1) DEUS-PAI, O CRIADOR E SUSTENTADOR

Ao lermos os primeiros capítulos da Bíblia, que narram o começo das coisas


criadas, notamos que Deus já existia no princípio, e mesmo antes do principio. Ele é
eterno (Salmos 90:2; Provérbios 8:25, 26), não tem princípio nem fim. Como tal, é o
Criador do céu, da terra, do universo, dos seres vivos e do próprio tempo (Gênesis 1, 2;
Neemias 9:6; Salmos 139:13; Hebreus 1:10). Não somente isto, como também é o
Sustentador da Sua criação. É o Senhor (Mateus 9:38) e o Juiz da história. A história
começou a partir do Seu ato criativo e terminará no juízo final.
A Bíblia ainda nos ensina que é um Deus Onipresente (Salmos 139:7-12, está em
todos os lugares, no tempo e no espaço); Onisciente (Salmos 139:1-4, conhece todas as
coisas); e Onipotente – pode todas as coisas (Salmos 139).

2) DEUS-FILHO, O SALVADOR E SENHOR

Eterno como o Pai, profetizado pelos profetas do Antigo Testamento, revelou-Se


como o Verbo encarnado, ao vir a este mundo na forma de Deus-homem (João 1:1-4,9-
15,18). Sua missão foi muito importante (Lucas 19:10).
Como já anteriormente estudado, morreu vicariamente (em substituição), para
tirar os nossos pecados. Ressurreto, subiu aos céus, onde está à direita de Deus (Atos
7:56; Hebreus 10:11-13), preparando-nos um lugar (João 14.1-3). Voltará como Juiz e
Senhor, confessado por todas as línguas (Filipenses 2:5-11).

3) DEUS-ESPÍRITO SANTO, O AJUDADOR E GUIA


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Ainda que presente em todo o Antigo Testamento, especialmente nas profecias e
inspirando a revelação de Deus, Ele manifestou-Se poderosamente no ministério de
Jesus e após a Sua subida. É o substituto de Jesus na proclamação do Evangelho, em
habitar no cristão e em guiar a obra do reino de Deus (João 14:15-18, 25, 26; 16:5-15;
Atos 13:1-4; 16:6-10).
No dia de pentecostes, cumprindo a profecia, manifestou-Se de maneira
especial, com sinais exteriores, os quais não foram o evento principal.

O evento principal foi:

(a) A Sua descida;

(b) Pregação do Evangelho;

(c) Conversão e acréscimo de milhares de pessoas.


Assim como o nascimento de Jesus, os eventos principais não foram os anjos
nas Campinas de Belém, nem a estrela no Oriente e, sim, a encarnação de Jesus, para a
nossa salvação (Atos 2). Os eventos principais são permanentes; os secundários
foram ocasionais. Este serviu para apontar aqueles.
Quando o pecador se arrepende e crê, Ele vem habitar nele (João 14:16, 17; I
Coríntios 6:19; II Coríntios 1:21, 22). Pode ser entristecido (Efésios 4:30) e abafado (II
Tessalonicenses 5:19), assim como pode encher o cristão (Efésios 5:18). É o selo – a
segurança, a confirmação da nossa salvação (Efésios 1:3, 14; 4:30). É o Ajudador e
Intercessor (Rm 8.26,27). Produz “o fruto do Espírito” – no singular com seus
diferentes gomos, suas manifestações (Gálatas 5:22, 23). Na igreja, produz os dons
espirituais (I Coríntios 12:1-11,31).

SUAS FUNÇÕES SÃO:

(a) Ungir (I João 2:20, 27);


(b) Produzir frutos (Gálatas 5:22, 23);
(c) Convencer do pecado, justiça e do juízo (João 16:1, 8-11);
(d) Consolar (João 14:16-16-26);
(e) Conceder poder (Atos 1:8);
(f) Conceder dons (I Coríntios 12:3-11);
(g) Guiar (João 16:13);
(h) Iluminar a mente (Efésios 1:16, 17);
(i) Regenerar (João 3:3, 5);
(j) Santificar (Romanos 15:16);
(k) Ensinar (João 14:26);
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(l) Testificar de Cristo (João 15:26).

4) MANIFESTAÇÃO TRÍPICE

No episódio bíblico do batismo de Jesus (Mateus 3:13-17), Deus se


manifestou nas três pessoas:

(a) Jesus (Deus-Filho), saindo da água;

(b) O Espírito Santo (Deus-Espírito Santo), descendo como pomba sobre Jesus;

(c) Ouviu uma voz dos céus (Deus-Pai), testificando de Seu amado Filho.

Ainda que as três pessoas da Trindade sejam inseparáveis, percebemos que, na


economia divina, Deus, através dos tempos, revela-Se particularmente numa delas:

(a) A atuação de Deus-Pai é ressaltada no Antigo Testamento, desde a criação;

(b) A atuação de Deus-Filho, nos Evangelhos, desde o nascimento até a subida de


Jesus para o céu;

(c) A atuação do Espírito Santo, desde o Pentecostes até a volta de Cristo. E


como já vimos na Bíblia tudo ficará sujeito ao Filho que, por sua vez, se sujeitará ao Pai
(I Coríntios 15:24-28)

5) A UNIDADE DIVINA

Jesus ensinou claramente a Sua unidade com o Pai (João 10:30; 14:8-11) e, ao
falar do Espírito Santo, O chamou de “outro Ajudador” (João 14:16, 17), ou seja, outro
da mesma espécie, outro da mesma essência. O Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito
Santo é Deus. E Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. A Trindade, sem qualquer um dos
três, estaria incompleta. Não há Deus sem a Trindade e não há Trindade sem Deus.
O Pai está ligado ao Filho e ao Espírito Santo; o Filho está ligado ao Pai e ao
Espírito Santo; O Espírito Santo está ligado ao Filho e ao Pai. Ninguém é superior ao
outro. Eles se equivalem. A Trindade é composta dos três; Eles se completam.

6) A TRINDADE NA EXPERIÊNCIA CRISTÃ

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Ao nascermos, tal já acontece pela atuação de Deus: Seu ato criativo no Éden e
Sua seleção no ato da geração. Ao sermos salvos, o somos por Jesus Cristo pelo
convencimento do Espírito Santo (João 16:8-11), que passa a habitar em nós (Romanos
8:9). O cristão tem o privilégio de experimentar a ação completa da Trindade em sua
vida.

CONCLUSÃO

As bênçãos denominadas sacerdotal e apostólica, em suas simplicidades bíblicas


e sem acréscimos humanos, deseja algo maravilhoso (Números 6:24-26; II Coríntios
13:13).

PERGUNTAS PARA A REVISÃO

1. Por que não é fácil compreender a Trindade?


2. Quais são as pessoas da Trindade e em que consiste a união?
3. Que fala a Bíblia sobre o Criador e Sustentador?
4. Qual o ensino bíblico sobre o Salvador e Senhor?
5. Qual a ação do Espírito Santo no cristão?
6. Que faz o Espírito Santo no reino de Deus?
7. Como entende a unidade?
8. Como se vivencia a Trindade na experiência cristã?
9. Qual a base do conhecimento da Trindade?
10. Você já experimentou a ação da Trindade em sua vida?
11. Como se deu a sua manifestação no batismo de Jesus?
12. Como foi a manifestação tríplice?
13. Como ela se revelou particularmente?
14. Cite seis funções do Espírito.

Memorizar: Números 6:24-26; II Coríntios 13:13.

Estudo 16

OS ACONTECIMENTOS FINAIS

INTRODUÇÃO.

E após esta vida, que será? Eis a preocupação geral das pessoas. E com razão.
Cada um de nós deve estar preocupado com o que sucederá após a morte. A história
presente é apenas um pequeno ponto (Salmos 90:10) dentro do todo da eternidade. Mas
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para nós, que vivemos o presente, são aqueles que finalizam a nossa existência aqui na
terra e nos introduzem na eternidade.
Mais uma vez, vamos buscar orientação da Palavra de Deus. Não pretendemos
abordar aspectos polêmicos; vamos nos deter tão somente aos fatos principais.

1) MORTE.

O Novo Testamento fala de três aspectos:

(1) O físico (Hebreus 9:27, 28), que separa a alma do corpo;

(2) O espiritual (Romanos 6:23, Efésios 2: 1,4-7), que separa a criatura de Deus;

(3) O eterno, também denominado de segunda morte ou eterna (Apocalipse


20:14, 15; 21:8), que separa o homem de Deus na eternidade. Nestes três, a morte é
conseqüência do pecado (Romanos 5:12; I Coríntios 15:21).
Vamos nos preocupar com o aspecto físico, pois é a experiência comum a todos
os seres humanos (Hebreus 9: 27,28). O sacrifício único e suficiente de Cristo é
comparado á experiência única da morte física. Após o que vem o juízo de Deus. A
morte física é uma experiência única da existência humana. Não se repete.
Na física, o espírito, que é parte principal do ser humano, deixa a sua habitação
temporária aqui na terra (o corpo) e vai para a eternidade. O corpo físico é necessário e
útil enquanto vivemos na terra, após a morte, torna-se desnecessário.

2) O ESTADO IMEDIATO.

Parece ser esta uma das preocupações principais do ser humano: que acontece
imediatamente após a morte? Haverá um período de sono da alma? Acontecerá uma
completa destruição, cessando a existência? Ou haverá um purgatório para purificar o
que ainda não satisfez as exigências eternas? Quanto a uma possível reencarnação, já
vimos no parágrafo anterior, referente à morte, que tal teoria é frontalmente antibíblica.

Dentre duas passagens bíblicas, consideramos duas:

(a) Lucas 16:19-31.


Nesta é a parábola de Jesus acerca do rico e de Lazaro, indicando o estado
consciente, imediato e imutável após a morte. O pobre Lázaro, não somente por ser
pobre, imediatamente após a morte, é levado pelos anjos ao seio de Abraão. Para os
hebreus, Abraão é servo de Deus e está com Ele. O rico, não somente por ser rico, vai
ao hades (habitação dos mortos), onde pelos sofrimentos descritos, está no inferno. Não
há condição de troca de situações: são eternas. Também não há possibilidade de
retornar a terra, mesmo que seja para alertar os vivos. A Palavra de Deus proíbe a
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oração aos mortos (Levítico 19:31; 20:6, 27) e afirma que a Bíblia é suficiente no que
concerne à pós-morte.

(b) Lucas 23:39-43.


Nesta passagem, um dos companheiros da crucificação de Jesus pede-lhe, com
fé. Pelas passagens mencionadas e pelo ensino bíblico, concluímos que, imediatamente
após a morte, em estado consciente e de identidade pessoal, o ser humano vai para o céu
ou para o inferno, conforme a sua atitude ainda em vida para com Deus, para com Jesus
e para com a Palavra de Deus. Tal estado é eterno e imutável.

3) A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Ao subir aos céus, Jesus, por meio de Seus mensageiros, deixou a promessa de
que voltaria, assim como fora visto subir aos céus (Atos 1:9-11). Essa volta a terra é
também denominada de Sua segunda vinda, pois a primeira se deu por ocasião da Sua
encarnação (João 1:1-5,12-14, 16-18).

A Bíblia - ensina-nos que ela se dará:

(1) Nas nuvens, com poder e grande glória (Mateus 4:30; Lucas 21:27; I
Tessalonicenses 4:16, 17) para arrebatar a Sua Igreja, os verdadeiramente convertidos;

(2) Na terra, para reinar mil anos na terra.


Muitas têm sido as teorias sobre isto. Pessoas chegam mesmo a cair no erro de
marcar datas, esquecendo-se de que permanece desconhecida aos seres humanos
(Mateus 24:36). Não cabe tentar descobrir quando acontecerá. Em Mateus 24 e Lucas
21, Jesus previu os sinais da Sua volta a terra. Alguns já se cumpriram, outros estão se
cumprindo e ainda outros por se cumprir. A recomendação bíblica é a mais prudente, a
da vigilância constante (Mateus 24:42-44), sem considerações, para que quando
acontecer, inesperadamente, estejamos preparados para recebê-Lo.

4) A RESSURREIÇAO DOS MORTOS

Juntamente com a Segunda Vinda acontecerá isto (I Coríntios 15).


A sucessão dos eventos é clara. Jesus volta nas nuvens e os mortos ressuscitarão
primeiro (I Coríntios 15: 35-49). Então, os que estiverem vivos também terão os seus
corpos transformados (I Coríntios 15:52-54; I Tessalonicenses 4:17).
O corpo da ressurreição não será físico, mas espiritual, como o de Cristo, após a
Sua ressurreição, livre das limitações físicas e materiais.
Com a ressurreição dos mortos, num corpo transformado dos vivos, estarão
vencidos a morte e o pecado (I Coríntios 15:53-57). Será a vitória final dos salvos, por
meio de Jesus Cristo (I Coríntios 15:20-22).
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Também os que morreram sem Cristo serão ressuscitados (João 5:28, 29; Atos
24:15).
5) O JUÍZO FINAL

A memória e a Onisciência (saber total) de Deus são comparadas a “livros”


(Apocalipse 20:11-15). Todos os mortos, “grandes e pequenos”, estarão “em pé, diante
do trono”. Serão abertos “os livros”, a memória divina, qual computador dos mais
aperfeiçoados, onde estão registradas as obras de cada um. Momento tremendo! Não
fosse o “outro livro, que é o da vida”, estaríamos todos condenados. O “livro da vida”
se adiciona aos “livros” das obras de cada um. O registro dos “livros” certamente a
todos condenaria; “o livro da vida” para aqueles que nele estão inscritos, pela fé
salvadora no sacrifício remidor de Jesus Cristo, absolve os acusados (Romanos 8:33,
34).

6) REDENÇÃO CÓSMICA E RECOMPENSA FINAL

Pela crença em Cristo acontece uma renovação interior, espiritual. Pela


ressurreição dos mortos acontecerá uma renovação do corpo. Mas há necessidade
também de uma renovação da criação (Romanos 8:19-23). O pecado contaminou a parte
espiritual do homem, o seu corpo e toda a criação. Há necessidade de uma renovação
cósmica. Há necessidade de “um novo céu e uma nova terra” (Apocalipse 21:1-5). Tudo
será feito novo. Desaparecerão as marcas do pecado.
O céu e as suas belezas são descritas na Bíblia com grande ênfase (Apocalipse
21, 22). Usando ilustrações humanas, Deus ressalta as belezas divinas e espirituais.
O inferno e suas tribulações são pintados em cores horripilantes, mas reais, nos
ensinos de Jesus (Mateus 13:36-43). O joio - os pecadores não arrependidos e
condenados – serão lançados “na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes”.
Em Marcos 9:43-48, Jesus fala do inferno como lugar de eterna angústia. Lá, em
contraste com o céu, haverá tristeza, escuridão, sofrimento eterno, ausência de Deus,
estado de consciente tormento, companhia do Diabo e dos seus anjos. É a morte eterna,
a separação eterna de Deus (Mateus 8:12; 25:41-46; Apocalipse 21:8; Lucas16: 23-31;
II Tessalonicenses 1: 6-10). É a segunda morte – a separação eterna de Deus.

CONCLUSÃO

Em Apocalipse 22:12-21, Cristo, por meio da revelação, promete: “Eis que cedo
venho”. E o coração do cristão, aguardando ansiosamente a renovação plena da criação,
exclama: “Amém. Vem, Senhor Jesus MARANATA”.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Qual é a origem da morte?


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2. Quais são os três aspectos neotestamentários da morte?
3. Qual é o estado imediato após a morte para o cristão e para o incrédulo?
4. Quando e como virá Jesus outra vez?
5. Como se dará a ressurreição dos mortos e a transformação dos vivos?
6. Como será o juízo final?
7. Que se entende por renovação de todas as coisas?
8. Qual é o estado final dos mortos, após o juízo final?
9. Qual devem ser o anseio e a oração de cada cristão, para com a segunda vinda?
10. Qual será a sua situação na eternidade?

Memorizar: Apocalipse 21:8.

Estudo 17

OS LIVROS DA BÍBLIA

INTRODUÇÃO.

A Bíblia tem 66 livros (39 no Antigo e 27 no Novo Testamento), 1.189 capítulos


e 30.921 versículos escritos por pessoas que viveram nas épocas mais diversas e de
costumes diferentes, desconhecendo, muitas vezes, umas às outras, mas todas inspiradas
por Deus (II Timóteo 3:16; II Pedro 1:20, 21), seguindo a Sua orientação, apresentando
a revelação gradativa do Senhor aos homens. Deus não anulou as características
pessoais de cada escritor, não destruiu a condição pessoal de cada um deles: usou cada
um com a sua própria personalidade, para, por meio deles, transmitir o Seu recado aos
homens. Os seus livros se dividem em: livros do Antigo Testamento e livros do Novo
Testamento.

1) O ANTIGO TESTAMENTO

Dos 66 livros da Bíblia, 39 compõem a primeira parte. Mais de 1.000 anos se


passaram até que todo ele fosse escrito. É assim chamado por incluir o primeiro
concerto ou pacto que Deus fez com os homens. Os seus livros são divididos em: 1)
Livros da Lei; 2) Livros históricos; 3) Livros poéticos; e 4) Livros proféticos.
(1.1) Os da Lei (Pentateuco): Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio,
narrando à criação – o começo de tudo, a escolha de um povo, sua escravização e

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libertação, peregrinação no deserto, a Lei dada por Deus a Moisés (Êxodo 20, Dez
Mandamentos), a organização do culto, o censo do povo, a repetição da Lei
(Deuteronômio 5:7-21), até a morte do grande líder Moisés.

(1.2) Os livros históricos narram à história do povo de Israel. No de Josué estão os


acontecimentos no período da liderança do sucessor de Moisés. A seguir, vêm os
Juízes, cuja história está no livro do mesmo nome. O de Rute é uma história muito
linda, mostrando um aspecto da vida e da situação da época. As atitudes do grande
juiz, profeta e sacerdote Samuel estão nos dois livros com seu nome. A seguir, o povo
decide ser governado por um rei, ser uma monarquia, e vem à história do período dos
reis nos dois livros com o mesmo nome. Os livros das Crônicas narram os
acontecimentos cronologicamente, repetindo algo da narrativa dos livros dos Reis.
Esdras e Neemias são dois líderes que se interessam pelo povo e contribuem para a sua
volta do cativeiro. O de Ester mostra um aspecto do cativeiro do povo.

(1.3) Os poéticos apresentam a poesia hebraica. O de Jó aborda o problema do


sofrimento. Em Salmos temos o hinário do povo, sendo que a maioria é da autoria de
Davi, um dos grandes reis daquele tempo. O de Provérbios, a sua maioria foi escrito
por Salomão, filho de Davi, famoso pela sabedoria. O de Eclesiastes é também
atribuído a Salomão. O de Cantares ou Cântico dos Cânticos, em linguagem simples
e sem qualquer malícia para a época, narram o romance de dois noivos, como símbolo
da fidelidade conjugal, da fidelidade que Deus espera do Seu povo e,
profeticamente, da relação de Cristo para o Seu povo.

(1.4) Os proféticos são divididos em Maiores e Menores. São as profecias de homens


escolhidos por Deus para em Seu nome falarem ao povo, anunciando a Sua vontade e
contendo o elemento da previsão do futuro. Os profetas maiores são quatro: Isaías,
Jeremias, Ezequiel e Daniel. Após Jeremias, temos o das Lamentações de Jeremias. Os
profetas menores são doze: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,
Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Os ensinos dos profetas e a
mensagem de Deus que apresentam, ainda que dados principalmente para a época atual
dos mesmos, contêm lições profundas para todos os tempos.
A leitura do Antigo Testamento, às vezes, poderá parecer cansativa e de difícil
compreensão. Mas todo aquele que aceita a Bíblia como a Palavra de Deus (II Timóteo
3:16; II Pedro 1:20, 21) tem necessidade de ler e estudá-lo, o que, além de lhe trazer
grandes bênçãos espirituais, dará maior conhecimento do Senhor e melhor compreensão
do Novo Testamento e da Bíblia como um todo.

2) O NOVO TESTAMENTO.

Ele é a parte da Bíblia que tem um significado muito grande para os cristãos. É
nele que encontramos o início, o desenvolvimento e a orientação do cristianismo.
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Acredita-se que 20 ou 25 anos após a morte de Jesus ainda não havia nenhum dos livros
do Novo Testamento; após 400 anos, a sua estrutura já estava completa. É composto de
27 livros, escritos por vários autores, entre os quais se destaca o apóstolo Paulo, que, só
ele, escreveu 13 dos livros.
(2.1). Os quatro Evangelhos compõem a primeira parte. Narram à vida de Jesus, cada
qual tendo um objetivo em mente e ressaltando aspectos diversos dos eventos. Mateus,
antes de se encontrar com Jesus, era publicano; Marcos teria sido cidadão romano;
Lucas é o “amado médico” de Paulo; e João é um dos apóstolos de Jesus. Se
encaixarmos os Evangelhos uns nos outros, teremos uma sequência agradável e
harmoniosa.
(2.2). A segunda parte é a de Atos dos Apóstolos. Também escrito por Lucas, é a
narrativa dos atos dos apóstolos, conforme o próprio título sugere. Narra o
desenvolvimento do cristianismo após a subida de Jesus, bem como as primeiras
perseguições. Surgem, entre outras, as figuras de Pedro e Paulo, inclusive a conversão
deste e a obra por ele realizada.
(2.3). As Cartas Paulinas, escritas a igrejas de diversos lugares e a algumas pessoas.
Podem ser tomadas como a interpretação dos ensinos de Jesus e a sua aplicação prática
à vida dos cristãos. Nelas, Paulo combate: falsos ensinos (heresias), defende a sã
doutrina e afirma a posição cristã no meio do mundo. Não devemos colocá-lo no
pedestal de um deus, pois ele não o é. Mas é com profunda admiração que lemos as suas
cartas e recebemos a orientação que Deus enviou por sua instrumentalidade. São elas:
aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos
Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito e a Filemom.
(2.4). As Cartas gerais, católicas ou universais são de grande importância. Tiago,
irmão de Jesus, aponta o lugar das obras cristãs como evidência da fé cristã. As duas
cartas de Pedro foram escritas pelo apóstolo de Jesus. As três cartas de João. O seu
autor é o mesmo do Evangelho segundo João. A de Judas não é do traidor, e, sim,
irmão de Tiago e de Jesus (Judas 1 e Marcos 6:3).
(2.5). A carta aos Hebreus aponta o cristianismo como superior ao judaísmo.
Poderíamos resumir o seu conteúdo em “Cristo é melhor”. Até hoje não se sabe quem
foi o seu autor, uma das mais importantes para a vida do cristão.
(2.6) O de Apocalipse, o último, é interessante, difícil e muito incompreendido. A
palavra “apocalipse” deriva de “descobrir”, “tirar o véu”, “revelar”. Daí também o
nome de “Livro da Revelação”. Escrito pelo apóstolo João (o mesmo do Evangelho e
das três cartas) numa época de dura perseguição aos cristãos, apresenta, muitas vezes,
linguagem de difícil compreensão para nós. A sua mensagem, para os cristãos
primitivos, era clara e apontava a vitória final de Jesus. Sua leitura é de inspiração e
confiança em Deus.

(3) LIVROS APÓCRIFOS.

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São aqueles encontrados em adição aos livros reconhecidos como inspirados
pelos próprios hebreus. Acham-se na Vulgata Latina ou Bíblia Católica. Não eram
considerados inspirados, já na época da formação do Antigo Testamento, e o fato de
narrarem, às vezes, cenas até irônicas e apresentarem ensinos condenados pela Bíblia
em seu todo, o seu conteúdo os coloca na categoria de livros úteis histórica e
literariamente, mas sem proveito espiritual para os leitores. São chamados apócrifos ou
espúrios.
São eles: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I Macabeus e II Macabeus.

AS HERESIAS:

Uma das grandes razões, talvez a principal delas, pelas quais os evangélicos
rejeitam os Apócrifos, é devido à grande quantidade de heresias que tais livros
apresentam. Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros
históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra
inspirada de Deus. A seguir daremos um resumo de cada livro e logo a seguir
mostraremos seus graves erros.

RESUMO DOS LIVROS:

(a) TOBIAS - (200 anos antes de Cristo).

É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres
preparados pelo anjo Rafael.

-Fala sobre:

(1) Justificação pelas obras (4:7-11; 12:8);

(2) Mediação dos Santos (12:12);

(3) Superstições (6:5, 7-9, 19);

(4) Um anjo engana Tobias e o ensina a mentir (5:16 a 19).

(b) JUDITE - (150 a.C.)


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É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando
um general inimigo e decapitando-o. Grande heresia é a própria história onde os fins
justificam os meios.

(c) BARUQUE - (100 d.C.).

Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista de Jeremias, numa


exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Porém, é de data muito
posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no pós-Cristo. Traz entre outras
coisas:

- A intercessão pelos mortos (3:4).

(d) ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) .

É muito semelhante ao livro de Provérbios, se não fosse às tantas heresias:


(1) Justificação pelas obras (3:33, 34);
(2) Trato cruel aos escravos (33:26 e 30; 42:1 e 5);
(3) Incentiva o ódio aos Samaritanos - 50:27 e 28.

(e) SABEDORIA DE SALOMAO - (40 d.C.).

Foi escrito com a finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria


do epicurismo (forma inicial do que hoje chamamos de "autoajuda": não há nada a fazer
para melhorar o mundo).

-APRESENTA:

(1) O corpo como prisão da alma - 9:15;

(2) Doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma 8:19 e 20;

(3) Salvação pela sabedoria - 9:19.

(4)

Numerosas desordens e oposições em assuntos cronológicos, históricos e


numéricos, os quais refletem ignorância ou confusão:

Ensinam Artes Mágicas ou de Feitiçaria como método de exorcismo

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(a) Tobias 6.5-9 - "Então disse o anjo: Tira as entranhas a esse peixe, e guarda,
porque estas coisas te serão úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e
levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto, para que lhes bastassem até
chegassem a Ragés, cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e disse-lhe:
Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de que remédio servirão estas partes do
peixe, que tu me mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu
puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas, o seu fumo afugenta
toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não
tornam mais a chegar a eles. E o fel é bom para untar os olhos que têm algumas
névoas, e sararão"

(b) Este ensino que o coração de um peixe tem o poder para expulsar toda espécie de
demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre como enfrentar os demônios (Mateus
17:21);

(c) Deus jamais iria mandar um anjo seu, ensinar a um servo seu como usar os métodos
da macumba e da bruxaria para expulsar demônios;

(d) Satanás não pode ser expelido pelos métodos enganosos da feitiçaria e bruxaria, e de
fato ele não tem interesse nenhum em expelir demônios (Mateus 12:26);

(e) Um dos sinais apostólicos era a expulsão de demônios, e a única coisa que tiveram
de usar foi o nome de Jesus (Marcos 16:17; Atos 16:18).

Ensinam que Esmolas e Boas Obras Limpam os Pecados e Salvam a Alma:

(a) Tobias 12.8:9 - "É boa à oração acompanhada do jejum, dar esmola vale mais do
que juntar tesouros de ouro; porque a esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os
pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna".

Eclesiástico 3:33 - "A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados"

(b) Este é o primeiro ensino de Satanás, o mais terrível, e se encontra em todas as seitas
heréticas;

(c) A Salvação por obras, destrói todo o valor da obra de Cristo na cruz em favor do
pecador. Se caridade e boas obras limpam nossos pecados, nós não precisamos do
sangue de Cristo. Porém, a Bíblia não deixa dúvidas quanto o valor exclusivo do sangue
como um único meio de remissão e perdão de pecados (Hebreus 9:11; 12:22; I Pedro
1:18, 19);

81
(d) Contradiz Bíblia toda. Ela declara que somente pela graça de Deus e o sangue de
Cristo o homem pode alcançar justificação e completa redenção (Romanos 3.20, 24, 24
e 29; 5:1; Efésios 2:8, 9).

Ensinam o Perdão dos pecados através das orações.

(a) Eclesiástico 3; 4 - "O que ama a Deus implorará o perdão dos seus pecados, e se
absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua oração de todos os dias".

(b) O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o perdão, não é
fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado, a oração por si só, é uma boa obra
que a ninguém pode salvar. Somente a oração de confissão e arrependimento baseadas
na fé no sacrifício vicário de Cristo traz o perdão (Provérbios 28:13; I João 1:9; 2:1, 2).

Ensinam a Oração Pelos Mortos.

(a) 2 Macabeus 12:43-46 - "e tendo feito uma coleta, mandou 12 mil dracmas de
prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos,
sentindo bem e religiosamente a ressurreição, (porque, se ele não esperasse que os
que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa
supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham
falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um
santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus
pecados".

(b) É neste texto falso, que a Igreja Católica Romana baseia sua falsa e herege
doutrina do purgatório;

(c) Este é novamente um ensino satânico para desviar o homem da redenção exclusiva
pelo sangue de Cristo, e não por orações que livram as almas do fogo de um lugar
inventado pela mente doentia e apostata dos teólogos católicos romanos;

(d) Após a morte o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e
outros para a Salvação eterna - não existe meio de mudar os destinos de alguém após a
sua morte (Mateus 7:13, 13; Lucas 16.26; Hebreus 9:27).

Ensinam a Existência de um Lugar Chamado PURGATÓRIO:

(a) Este é o ensino herético e satânico inventado pela Igreja Católica Romana, de que o
homem, mesmo morrendo perdido, pode ter uma Segunda chance de Salvação.

(b) Sabedoria 3:1-4 - "As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o
tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída
82
deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um
extermínio; mas eles estão em paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante
dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade".

(c) A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na ultima parte deste texto, onde
diz: “E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia
de imortalidade".

- Eles ensinam que o tormento em que o justo está, é o purgatório que o purifica
para entrar na imortalidade.

-Isto é uma deturpação do próprio texto do livro apócrifo. De modo, que a igreja
Católica é capaz de qualquer desonestidade textual, para manter suas heresias.

-Até porque, ganha muito dinheiro com as indulgências e missas rezadas pelos
mortos.

Os Anjos Mentem:

(a) Tobias 5:15-19 - "E o anjo disse-lhe: Eu o conduzirei e te reconduzirei. Tobias


respondeu: Peço-te que me digas de que família e de tribo és tu? O anjo Rafael
disse-lhe: Procuras saber a família do mercenário, ou o mesmo mercenário que vá
com teu filho? Mas, para que te não ponhas em cuidados, eu sou Azarias, filho do
grande Ananias. E Tobias respondeu-lhe: Tu és de uma ilustre família. Mas, peço-
te que te não te ofendas por eu desejar conhecer a tua geração.”

(b) Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade, sem violar a própria lei
santa de Deus. Todos os Seus anjos foram verdadeiros quando lhes foi perguntado a sua
identidade (Lucas 1:19).

Mulher que Jejuava Todos os Dias de Sua Vida:

(a) Judite 8:5, 6 - "e no andar superior de sua casa tinha feito para si um quarto
retirado, no qual se conservava recolhida com as suas criadas, e, trazendo um cilício
sobre os seus rins, jejuava todos os dias de sua vida, exceto nos sábados, e nas
neomênias, e nas festas da casa de Israel".

(b) Este texto legendário tem sido usado pela Igreja Católica, relacionado com a
canonização dos "santos" de idolatria. Em nenhuma parte da Bíblia jejuar todos os dias
da vida é sinal de santidade. Cristo jejuou 40 dias e 40 noites e depois não jejuou mais.

(c) O livro de Judite é claramente uma produção humana, uma lenda inspirada pelo
Diabo, para escravizar os homens aos ensinos da igreja Católica Romana.
83
Ensinam Atitudes Anticristãs, como:

(a) VINGANÇA (Judite 9:2)

(b) CRUELDADE e EGOÍSMO (Eclesiástico 12:6).

(c) Contraria o que a Bíblia diz sobre:

* Vingança (Romanos 12:17, 19);

** Crueldade e Egoísmo (Provérbios 25:21, 22; Mateus 6:44-48; João 6:5; Romanos
12:20);

A igreja Católica tenta defender a IMACULADA CONCEIÇÃO baseando em uma


deturpação dos apócrifos (Sabedoria 8:9, 20) - Contradizendo: Salmos 51:5; Lucas.
1:30- 35; Romanos 3:23.

CONCLUSÃO.

A pessoa conhecendo memorizada a sequência dos livros, e podendo, ao menos


ligeiramente, dizer algo sobre o conteúdo de cada um terá um prazer muito maior em ler
e estudar e em compreendê-la melhor. Ao novo cristão ou ao interessado aconselha-se
ler primeiro o Novo Testamento, começando com João 20:30, 31. Mas, terminada a sua
leitura, deve ser lido o Antigo. Desde o princípio e todo ele, comparando-o com o
Novo. É possível, lê-la toda em um ano, lendo três capítulos cada dia e cinco aos
domingos, ou quatro, em dez meses. O Salmo 119:105, diz, com acerto, que a Bíblia é o
nosso guia, como lâmpada e como luz, em todos os nossos caminhos.

PERGUNTAS PARA REVISÃO

1. Quantos são os livros da Bíblia?


2. Quais as duas grandes divisões e quantos livros há em cada uma?
3. Quais as divisões do Antigo Testamento?
4. Dê uma divisão dos livros do Novo Testamento.
5. Qual é o autor que mais livros escreveu no Novo Testamento?
6. Qual a relação entre o Antigo e o Novo Testamento?
7. Que são livros apócrifos e quais são?
8. Por que vale a pena saber algo sobre os livros da Bíblia?
84
9. Como ler a Bíblia toda em um ano?
10. Como lê-la em 10 meses?
11. Quais as atitudes anticristãs que os apócrifos ensinam?

MEMORIZAR: Salmos 119:105.

ESTUDO 18

DONS ESPIRITUAIS

INTRODUÇÃO.

A Igreja é composta por um grupo de pessoas salvas e postas para


viverem juntas como uma família, para representar e apresentar o Senhor,
no mundo e para viver como um corpo. A visão do Senhor da Igreja é de
um povo operando, trabalhando e servindo. E este é o grande problema da
Igreja atual: as pessoas se convertem e pensam que o seu trabalho no Reino é
adorar ou prestar culto, ler a Bíblia e orar. Estas atividades são serviços
pessoais de interesse e benefícios individuais. Além destes, cada um recebe,
quando se converte, recursos para trabalhar na Igreja. Não há pessoas sem
função no Reino. A questão básica é descobrir em que área o Senhor me
pôs para servir no Seu Corpo.

   A IGREJA, CORPO DE CRISTO

Deus estabeleceu Cristo acima de todos os principados e potestades,


colocando todas as coisas debaixo dos seus pés, conferindo-lhe a posição de
“cabeça sobre todas as coisas”, em relação à Igreja (Efésios 1:21-23;
Colossenses 1:18).   

O termo “Corpo de Cristo” refere-se à Igreja Universal, outras, à Igreja


local.

           Deus não planejou que o Corpo fosse organizado em que um único


indivíduo governasse, por melhor que fosse o governo de tal homem.  Por
85
outra parte, Ele também não planejou que o seu Corpo fosse uma estrutura em
que todos os membros governassem. 

Ao invés de uma ditadura radical ou de uma democracia ampla, Deus


preferiu criar o Corpo de Cristo como um organismo que tem a Cristo como
cabeça, e cada membro funcionando com algum dom
espiritual.  Compreender os dons espirituais, portanto, é a chave que nos
permite entender a organização espiritual da Igreja.

  Nenhuma congregação local será o que deveria ser, aquilo que Jesus
orou que fosse, ou aquela que o Espírito Santo dotou e a preparou, enquanto
ela não compreender os dons espirituais.

As principais passagens bíblicas sobre os dons espirituais reforçam a


conclusão acima.  Não é por mera coincidência que em todas as três mais
explícitas passagens sobre os dons espirituais – Romanos 12, I Coríntios 12 e
Efésios 4, os dons são explicados no contexto do Corpo (I Coríntios
12:18).  Isso significa que não somente Deus organizou o Corpo, tomando por
modelo um organismo humano, mas também chegou ao ponto de determinar
qual seria a função de cada um dos membros.

QUEM POSSUI DONS ESPIRITUAIS?  

 Nem todos possuem dons espirituais.  Os incrédulos não o


possuem.  Mas, todo cristão dedicado a Jesus e membro real de Seu Corpo
tem pelo menos um dom, ou possivelmente, mais.  A Bíblia assegura que todo
cristão recebeu algum dom (I Pedro 4:10), e que tem como objetivo um fim
proveitoso (I Coríntios 12:7). 

DEFINIÇÃO:

É um atributo especial, dado pelo Espírito Santo a cada membro do


Corpo, de acordo com a graça divina, para ser usado na capacitação do
Corpo para o desenvolvimento da Obra que o Senhor mandou que fosse
realizada.

86
    Ele é dado “de acordo com a graça divina”.  o termo grego comum para
indicar os dons espirituais é “charismata”, no singular, “charisma”, que deriva
da palavra charis, que significa “graça”. Por conseguinte, há uma bem
próxima relação entre os dons espirituais e a graça de Deus.

“Charismata” não é um sinônimo exclusivo para os dons


espirituais.  Esse vocábulo também é empregado com outros sentidos na
Bíblia, Romanos 6:23: “...dom (charisma).  Também não é a única palavra
usada no Novo Testamento para indicar os dons espirituais, embora seja a
mais comum. Em I Coríntios 12:1, encontramos outra palavra: onde a palavra
grega “pneumatikós” significa, mais literalmente, “coisas espirituais”, ou
simplesmente, “espirituais”.  Porém, no resto desse mesmo capítulo, quando o
assunto é elaborado por Paulo, a palavra charismata é usada cinco vezes.

  “Para ser usado dentro do contexto do Corpo”, porque eles se destinam


a membros do Corpo.  Quase tudo quanto Deus está fazendo no mundo é
feito através da Sua Igreja que está trabalhando junta, em uma comunidade,
complementando-se uns aos outros, com os seus dons espirituais, em suas
respectivas congregações locais.

    O contexto do Corpo, conforme uso do termo, não significa que os


dons sempre olham para dentro, para uso somente no seio da igreja local
e para benefício mútuo dos cristãos.   Muitos desses dons, como o de
evangelista, o de missionário e o de serviço, têm em vista beneficiar
àqueles que ainda não se tornaram membros do Corpo.  Mas, o ponto é
que eles, mesmo quando olham para fora do Corpo, ainda assim, não se
destinam a cristãos isolados, mas aos que trabalham em equipe (João 17:21-
23), para que o trabalho seja feito da melhor maneira possível.

OS DONS TÊM QUE SER DESCOBERTOS, DESENVOLVIDOS E USADOS.

Aquele que deseje realizar a Sua vontade, mas que não sabe como
fazê-lo, ou como funcionar no Corpo, precisa dar toda a prioridade à
descoberta deles.  “Descobrir” vem antes de “desenvolver”, porque são
recebidos, e não conquistados.  Deus os distribui, de acordo com Sua própria
discriminação (I Coríntios 12:11, 18). Deus não confiou à pessoa alguma a
distribuição dos dons espirituais. 

O que acontece quando resolve descobrir, desenvolver e usar seu dom


ou dons espirituais?   

(a) Torna-se um cristão mais capaz de permitir que Deus faça sua vida ser útil
em Suas mãos.
87
(b) Começam a desenvolver uma saudável autoestima.  Isso não significa que
se tenham em mais alta conta do que deveriam fazê-lo.  Antes, aprendem que,
sem importar quais sejam os seus dons, eles são importantes para Deus e
para o Seu Corpo.

          A humildade é uma virtude cristã.  Mas, como quase tudo que é bom,
pode haver aí um exagero.  Alguns se mostram tão humildes que virtualmente
não têm utilidade no Corpo.  Essa é uma falsa humildade, e por muitas vezes é
estimulada pela ignorância acerca dos dons espirituais.

          As pessoas que se recusam a dizer qual é ele, com base de que seria
uma arrogância e uma presunção, apenas exibem sua ignorância quanto ao
ensino bíblico sobre isto.  Alguns, talvez, até tenham algum motivo mais
profundo para não se verem envolvidos. Pois, não querem ser considerados
responsáveis por seu uso.  Nesse caso, a humildade estará sendo usada como
capa para disfarçar a desobediência.

Reconhecê-los não só os ajuda individualmente, mas, também a igreja


local como um todo. Quando eles estão atuando, o Corpo inteiro
amadurece.  Isso ajuda o Corpo a tornar-se “homem perfeito” e a abandonar o
estado de infantilidade espiritual (Efésios 4:13, 14).

Quando uma igreja local amadurece, geralmente cresce (em


espiritualidade e em número).  Quando o Corpo está funcionando bem, e há
uma “justa cooperação de cada parte”, verifica-se “o seu próprio aumento”
(Efésios 4:16).  Há uma ligação clara entre os dons espirituais e o crescimento
da igreja local.

PERGUNTAS PARA REVISÃO:

1. Quem precisa saber sobre os dons?


2. Por que precisamos saber sobre eles?
3. O termo “Corpo de Cristo” refere-se a que?
4. Qual é a visão do Senhor da Igreja?
5. O que acontece quando o cristão resolve descobrir e usar seu
dom?
6. O que é humildade?
7. O que acontece quando uma igreja amadurece?
8. O que acontece quando o Corpo está funcionando bem?
88
9. O que acontece quando uma igreja amadurece?
10. O que acontece quando o Corpo está funcionando bem?

Versículo para memorizar: I Coríntios 12:11.

ESTUDO 19

DONS ESPIRITUAIS II

INTRODUÇÃO:

Todo cristão possui pelo menos um, como também toda igreja local.   Muitos desses, porém, continuam
enterrados. Mas, estes podem ser desenterrados e usados para a glória de Deus, visando o desenvolvimento
da igreja local.  

AS TRÊS LISTAS CHAVES.

A grande maioria dos mencionados na Bíblia encontra-se em três capítulos principais: Romanos 12; I
Coríntios 12 e Efésios 4.  Há ainda outros textos importantes, cujas informações preenchem outros importantes
detalhes: I Coríntios 13-14, I Pedro 4:1; I Coríntios 7 e Efésios 3.  Começaremos a reunir a lista fundamental,
usando os três capítulos básicos: 

(1) Romanos 12:

(a)  Profecia (pregação, declaração inspirada);  

É uma mensagem divina, momentânea e sobrenatural, dada pela inspiração do Espírito


Santo.

(b)   Serviço (ministério);

È capacidade de identificar e cuidar das necessidades físicas do corpo através de uma variedade de
meios. A palavra grega para este dom é a mesma que para o ministério ou diácono, mas o dom não deve ser
confundido com o escritório.

(c)    Ensino (comunicação de princípios bíblicos);  

É capacidade de explicar claramente e efetivamente aplicar as verdades da Palavra de Deus, para que
os outros vão aprender. Isto requer a capacidade de interpretar corretamente as Escrituras, participar de
pesquisas necessárias, e organizar os resultados de uma forma que é facilmente comunicado.

89
(d)    Exortação.

É a capacidade de motivar os outros a responder com a verdade, fornecendo palavras oportunas do


conselho, encorajamento e consolação. Quando este dom é exercido, os crentes são desafiados a estimular a
sua fé, colocando a verdade de Deus à prova em suas vidas.

  
(e)    Contribuição (doação, generosidade);  

É a capacidade de contribuir com recursos materiais com generosidade e alegria para o benefício dos
outros e da glória de Deus. Cristãos com este dom espiritual não precisa ser rico.

(f)     Liderança (autoridade, governo, administração);  

É a capacidade de discernir o propósito de Deus para um grupo, definir e comunicar objetivos


apropriados, e motivar os outros a trabalhar juntos para cumpri-los no Seu serviço. Quem o tem é eficaz em
delegar tarefas aos seguidores sem manipulação.

(g)    Misericórdia (simpatia, consolo, bondade).

É a capacidade de empatia profunda e se envolver em atos de compaixão em nome de pessoas que


estão sofrendo sofrimento físico, mental ou emocional. Aqueles com essa preocupação manifestar dom e
bondade para com as pessoas que muitas vezes são esquecidos.

(2) I Coríntios 12:

(a) Sabedoria (conselho sábio, palavra sábia); 

Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do


Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito
Santo a uma situação ou problema específico.

(b) Conhecimento (falar com propriedade);


  É a capacidade de descobrir, analisar e sistematizar a verdade para o benefício dos outros. Com este
presente, fala-se com a compreensão e penetração. Alguma percepção também associar com este dom
sobrenatural.

(c)  Fé (crer na intervenção divina);  

Uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer
em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas.

(d)   Curas (sarar mágoas e doenças físicas);  

São concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e
sobrenaturais. O plural (dons) indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de
cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os
membros do corpo de Cristo, todavia, todos eles podem orar pelos enfermos.

90
(e)  Milagres (realização de grandes feitos); 

É a capacidade de servir como um instrumento através do qual Deus realiza atos que manifestam
poderes sobrenaturais. Milagres de dar testemunho da presença de Deus e a verdade da Sua Palavra
proclamada, e parecem ocorrer mais frequentemente em associação com a atividade missionária.

(f)  Discernimento de espíritos (percepção espiritual); 

 . É capacidade de discernir claramente o espírito da verdade e o espírito do erro (I João 4:6).   pode-se
distinguir a realidade contra as falsificações, o divino em relação ao ensino, demoníaca verdadeiro versus
falso, e em alguns casos, os motivos espirituais contra carnal.

Apóstolo;  

É a capacidade de iniciar e / ou para supervisionar novas igrejas e ministérios cristãos com uma
autoridade reconhecida espontaneamente.

Socorro;  

É capacidade de aumentar a eficácia do ministério de outros membros do corpo.

Administração.

É a capacidade para dirigir uma igreja ou organização cristã em direção ao cumprimento de suas
metas, conduzindo seus negócios e práticas de planos necessários. Uma pessoa pode ter o dom da
liderança, sem o dom de administração.

(3) Efésios 4:

(a)     Evangelista (missionário, pregador da salvação em Cristo). 

É a capacidade de ser um instrumento extraordinariamente eficaz na condução de incrédulos a um


conhecimento da salvação. Alguns com esse dom são mais eficazes no evangelismo pessoal, enquanto
outros podem ser usados por Deus no evangelismo grupo ou evangelismo transcultural.

(b)     Pastor (ministrar ao povo de Deus).

Tem a capacidade de liderar pessoalmente, nutrir, proteger e cuidar das necessidades da Igreja Local.

Estas três listas básicas fornecem-nos vinte dons espirituais distintos.   Nenhuma delas é
completa.  Há alguns mencionados em Efésios que também estão em Romanos;  e alguns dos Romanos são
ditos em I Coríntios;  e alguns dos de I Coríntios estão em Efésios.  Ao que tudo indica, esses catálogos não
planejam ser completos dos que Deus confere.  

 ENTENDENDO ALGUNS DELES:

a) Hospitalidade (I Pedro 4:9, 24):


91
   É a capacidade especial que Deus dá a alguns cristãos para proverem abrigo e uma calorosa recepção
para aqueles que estão necessitados de alimento e abrigo.

Os que o recebem não somente têm essa capacidade, mas, também amam agir desse modo e se
sentem mais felizes com hóspedes em casa do que quando estão sem eles. Essa é uma capacidade
sobrenatural, dada a somente alguns poucos cristãos.

É muito útil no crescimento das igrejas quando o esforço evangelístico gira em torno de estudos bíblicos
em reuniões nos lares.    

(b) Intercessão. 

É a capacidade de orar por extensos períodos de tempo, recebendo respostas frequentes e específicas
para as suas orações, em um grau muito maior do que aquilo que se espera de qualquer outro cristão. Passar
muito tempo em oração, regularmente. Isto está acima da possibilidade da maioria que não possui este
dom.  Mas, para aqueles que o receberam, passar tantas horas em oração é a coisa mais agradável que há. 

Na oração há um grande poder para o crescimento da igreja.

PERGUNTAS PARA REVISÃO:

(1) Algum cristão não tem dom?

(2) Qual é o seu principal objetivo?

(3) Ele deve ser usado para quem ser glorificado?

(4) O que é o dom de profecia?

(5) E o de serviço?

(6) E o de ensino?

(7) E o de exortação?

(8) E o de contribuição?

(9) E o de liderança?

(10) E o de misericórdia?

(11) E de sabedoria?

(12) E o de conhecimento?

(13) E o de intercessão?

Versículo para memorizar: I Coríntios 14:33.

ESTUDO 20
92
CARACTERÍSTICAS DE UMA SEITA

Analisando as cartas de Paulo, podemos observar a forma zelosa com a qual ele defendia o Evangelho e a
paixão que ele tinha pela pureza doutrinária das Igrejas as quais supervisionava. Movido por esse zelo e
inspirado pelo Espírito, em sua ultima Carta ao seu filho na Fé, Paulo fala profeticamente sobre uma das
características mais marcantes dos últimos dias: que surgiriam pessoas, dentro do próprio “Cristianismo”, que
não suportariam mais a sã doutrina de Cristo e que pregariam doutrinas conforme suas próprias
concupiscências (desejos) e que desviariam os seus ouvidos da Verdade (2 Tm 4.3-4).

O próprio Mestre, no capítulo 24, no versículo 11 de Mateus, também nos adverte que nos últimos dias
surgiriam muitos falsos profetas e que estes enganariam a muitos. E são justamente dentro desse contexto de
falsos profetas e de falsos ensinos que se encaixam as seitas. A palavra seita vem do grego ‘Hairesis’ e
significa facção, partido, grupo. Nos dias do Novo Testamento era usada para se referir as facções religiosas
do judaísmo (At 5.17; At.15.5; At 28.22) dentre as quais até os seguidores de Cristo foram chamados de Seita.

No sentido doutrinário, uma seita é todo grupo religioso que se afasta da Sã Doutrina de Cristo, criando para si
suas próprias teses, conceitos, dogmas e doutrinas. Segundo os Heresiologistas (teólogos que estudam as
seitas e Heresias), as seitas têm algumas características em comum que tornam de certa forma, fáceis a sua
identificação. Tendo visto as admoestações de Paulo e do próprio Jesus com relação ao aparecimento de
falsos mestres e falsas doutrinas nesses últimos dias, vamos analisar nesse post, de uma forma sucinta, quais
são as principais características de uma seita, para que não venhamos ser enganados “por todo vento de
doutrina” (Ef 4.14).

1. FONTES DE AUTORIDADE EXTRA BÍBLICA


Nenhuma seita aceita somente as Escrituras como sua única fonte de autoridade. Para algumas, somente a
sua própria “tradução” das Escrituras é válida. Outras, embora afirmem crer em sua inspiração, somente
aceitam a interpretação “ungida” de seu líder ou líderes. Outras acrescentam outros livros “sagrados” e os
colocam em pé de igualdade com a Bíblia.

Vários versículos na própria Bíblia deixam mais que claro a sua supremacia e autoridade final para nossas
vidas (Sl 119.105; II Tm 3.16), e ela mesma nos adverte que a ela nada deve ser acrescentado, ainda que um
“anjo” do céu desça e transmita outra mensagem além da que já nos foi dada (Ap 22.18-19; Gl 1.8-9).

2. PREGAM UM JESUS DIFERENTE DO EXPOSTO NAS ESCRITURAS

Todas as Seitas tem uma visão distorcida acerca da pessoa de Jesus. Nenhuma delas confessa a divindade
de Cristo. Segundo alguns, ele era o “Anjo Miguel em forma de Carne”, para outros ele era “um deus” de
93
segunda categoria. Alguns afirmam que ele foi à primeira criatura feita pelo Pai. Além disso, alguns grupos
religiosos negam a humanidade de Cristo, afirmando que de fato ele não veio em carne, mas que seu corpo
era apenas um mero “fantasma”.

Em resposta a isso afirmamos que a Bíblia ensina que Jesus é Deus (Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; 1 Jo 5.20, etc.).
Assim sendo, não pode ser equiparado meramente com seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os
anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lc
2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc
7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44), etc.

3. EXCLUSIVISMO E NEGAÇÃO DA SALVAÇÃO PELA GRAÇA

Outra característica marcante das Seitas é o Exclusivismo. Segundo seus adeptos, somente seu grupo
religioso é o portador da verdade, a verdadeira Igreja de Cristo, o verdadeiro povo Eleito, e todas as demais
igrejas e denominações estão enganadas. Por conta disso os membros de seitas são proibidos de ter
comunhão com cristãos de outras denominações e são até proibidos por seus líderes de participar de qualquer
culto que não seja do seu grupo religioso.

Alguns grupos chegam ao extremo de afirmar que somente em seu grupo religioso é que alguém pode
encontrar a Salvação. Aliado a isso, somam-se conjuntos de normas e regras que devem ser obedecidas para
que o adepto possa ser de fato salvo, levando a um legalismo constrangedor.

A Bíblia é clara ao afirmar que nossa salvação é pela Graça e não por nossas obras (Ef. 1.8-9; 2.8-9), e que
nossa salvação vem de nossa confissão de Fé do Senhorio de Cristo (At 4.12; Rm 10.10-11), pois o pecador é
salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (At 16.30-31). Jesus é o
único caminho ao Pai, e não uma religião ou grupo religioso específico (Jo 14.6). Embora as diversas igrejas
tenham sistemas de governo diferentes, liturgias e até venham a divergir em alguns aspectos, somos unidos
pelo sangue de Jesus que salvou a todos nós (Jo 3.16) e também, nos unimos em propósitos comuns, pois
onde há unidade o Senhor ordena a benção (Sl 133).

A bíblia nos ensina que ao servo de Deus não convém contender (2 Tm 2.24). Nosso Objetivo nessa postagem
não é o de criar polêmicas ou de acusar outros grupos ou pessoas. Não temos o objetivo de debater
interminavelmente assuntos doutrinários, pois o apostolo Paulo nos orienta: “Fiquem longe da insensatez, de
discussões sem propósito” (Tt 3.9, Versão A Mensagem). Como discípulos de Cristo, seguindo as orientações
das Escrituras, estamos sempre dispostos a, em amor, responder àqueles que nos perguntarem sobre a razão
da esperança que há em nós (1Pe 3.15).

A palavra seita vem do latim, “secta”, de “sequi”, “seguir”, que por sua vez vem do termo grego “hairesis”, de
onde traduzimos nosso vocábulo português, “heresias”. A etimologia da palavra por si, não tem semelhança
alguma com a definição moderna que lhe damos dentro do contexto religioso cristão atual. Primariamente,

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“hairesis” na literatura antiga significava “o ato de tomar”, no caso de uma cidade. Posteriormente, tomou o
significado de “escolha”, no sentido de preferência de pensamento, escola filosófica etc. É progressiva a
mutação desta palavra dentro das escrituras neotestamentaria, ela aparece como: “partido”, em Atos 5.17 para
tomar o caráter de erro doutrinário, apostasia deliberada em II Pedro 2.1 e Tito 3.10, este é o significado que
prevalece atualmente no contexto apologético, ou seja, é a negação e/ou a pregação de um outro evangelho
(Gálatas 1.6,9). Dentro dos parâmetros cristãos, sobretudo partindo da ótica evangélica/protestante, uma seita
é  identificada sobre o que ela crê e ensina em relação à palavra de Deus.

CARACTERÍSTICAS QUE NOS FACILITA IDENTIFICAR UMA SEITA:

I) AUTORIDADE EXTRABÍBLICA

Geralmente as seitas apresentam uma nova autoridade doutrinal superior ou paralela à Bíblia sagrada para
sua fé e prática. Esta autoridade pode apresentar-se em forma de livros ou revelações ou até mesmo na
pessoa do líder da seita. Alguns poucos exemplos clássicos são: As Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os
Adventistas do Sétimo Dia, a Igreja da Unificação, Igreja Católica Romana entre outros.

II) VERDADES QUE VÃO ALÉM DA PALAVRA DE DEUS

Há necessidade entre esses grupos de irem além do que está escrito nas sagradas escrituras, buscando novas
revelações. Essas “novas verdades”, no entanto, acabam-se por se chocar frontalmente com a palavra escrita
de Deus e às vezes com suas próprias revelações. Casos típicos são os do profeta do mormonismo Joseph
Smith, Sun Myung Moon, Charles T. Russel e outros. Para eles o evangelho precisa ser completado com suas
revelações místicas  que somente eles possuem e mais ninguém.

III) INTERPRETAÇÕES PARTICULARES DA BÍBLIA

Há muitos grupos que não reivindicam novas verdades, mas interpretam as verdades bíblicas ao seu bel
prazer. Para esses, a Bíblia lhes pertencem e ninguém pode entendê-la fora do padrão estabelecido pela seita.
Muitos dessa categoria apóiam-se em algumas passagens da Bíblia apenas por conveniência, pois é mais fácil
enganar um indivíduo que já está familiarizado ainda que nominalmente com este livro.  É o caso do
Espiritismo e da igreja Católica Romana.

IV) REJEIÇÃO AO CRISTIANISMO ORTODOXO OU AS IGREJAS ESTABELECIDAS

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Esses grupos nutrem verdadeiro ódio contra as igrejas estabelecidas que pregam o conceito histórico-ortodoxo
de crença. O argumento quase unânime entre elas é que as igrejas se afastaram das verdades essenciais e se
enveredaram para práticas pagãs. Essas seitas atacam como ensinamento pagão às doutrinas da Trindade, a
imortalidade da alma e o inferno.

V) PREGAM OUTRO JESUS

O Jesus das seitas nunca é o mesmo Jesus da Bíblia. Para as seitas Jesus foram diversas coisas, mas nunca
o Deus encarnado que veio redimir o homem. Assim para as Testemunhas de Jeová Jesus é apenas uma
criatura, um deus menor, para os mórmons Jesus é apenas um dos trilhões de deuses, foi casado e polígamo,
já para os espíritas Jesus foi apenas o maior espírito de luz que já baixou nessa terra.

VI) LAVAGEM CEREBRAL

As seitas retiram o censo crítico de seus adeptos não permitindo que eles pensem por si mesmos deixando
que o líder ou o grupo pensem por eles. As técnicas são variadas, mas sempre persuasivas indo das sessões
de isolamento da família até jejuns forçados sem tempo de descanso, sendo que neste ínterim é o membro do
grupo bombardeado com literaturas da seita, estudos e mais estudos até a exaustão psicológica. É o caso do
reverendo Moon, Hare Khrisna, Testemunhas de Jeová e outros.

VII) SALVAÇÃO PELAS OBRAS

O estado legalista das seitas impedem-nas de aceitarem a livre graça de Deus. Como o âmago da seita é a
heresia e toda heresia é obra da carne, sendo produto do homem sem o verdadeiro Deus, as seitas
desenvolveram sua própria maneira de salvação. Oferecem uma falsa esperança aos seus adeptos que nunca
sabem o quanto fizeram para merecerem a benevolência de um deus, cujo conceito forjado pela seita, foge
radicalmente do apresentado na Bíblia. Para o adepto só existem leis a serem cumpridas seja elas de
procedência bíblica ou mesmo criadas pela organização da qual pertencem. Podemos enquadrar aqui os
Adventistas, mórmons, Testemunhas de Jeová, Espiritismo, Catolicismo etc.

VIX) EXCLUSIVISMO

Apesar da Bíblia ensinar que a salvação e a verdade só se encontram em Jesus, as seitas invertem essa
verdade e apregoam que somente sua organização é a única correta tendo todas as demais apostatadas da fé.
É o monopólio da fé e da verdade. Para a pessoa ser salvo é preciso pertencer ao grupo.

X) SIGNIFICADO ENGANOSO DAS PALAVRAS.

As seitas a fim de enganarem as pessoas, usam uma terminologia cristã, mas que na prática se revela
totalmente falsa. Dizem crer-nos mesmos pontos de fé dos cristãos ortodoxos apenas para uma aproximação
pacífica visando sempre o proselitismo desleal. No entanto um exame mais atento, porém, revela que esta

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igualdade é apenas aparente e nominal. As Testemunhas de Jeová dizem acreditar no Espírito Santo, mas
para elas esse Espírito não é o mesmo do credo cristão, sendo apenas (na concepção delas) uma mera força
ativa. Os mórmons Dizem crer na trindade, mas a Trindade que eles pregam são três deuses que possuem um
corpo de carne e osso.

(XI) FALSAS PROFECIAS

Para conseguirem impressionar seus membros, os líderes de seitas dizem receber supostas revelações de
Deus sobre certos acontecimentos históricos – mundiais, escatológicos ou envolvendo o próprio grupo, que
com o passar dos anos, se revelam fraudulentos provando ser o tal profeta um falso profeta. São os casos dos
líderes dos Adventistas, Testemunhas de Jeová e Mórmons.

VIII) MUDANÇAS DE CRENÇAS

As seitas possuem uma teologia volúvel. O que era verdade ontem já não é hoje. Com o passar dos anos as
inconsistências das aberrações doutrinarias apregoadas por elas se tornam um tanto obsoletas entrando
muitas vezes em contradição com os ensinamentos atuais de seus líderes, ai então, faz-se necessário o
camaleão mudar de cor. Algumas até colocaram em seus bojos doutrinários o ensinamento de que é
normalmente aceitável que sua teologia esteja em constante mutação, é o caso dos mórmons e das
Testemunhas de Jeová. Os jargões geralmente empregados para justificarem isto são: “lampejos de luz” (TJ),
“verdade presente” (ASD), “nova luz” (SUD). As características principais de uma seita foram expostas e
resumidas acima, mas há ainda a questão financeira, o carisma do líder, ensinos sobre a Trindade dentre
outras que por questão de espaço não colocamos aqui. Entretanto, estas servem para identificarmos
eficazmente uma seita.

Existem milhares res de religiões neste mundo, e obviamente nem todas são certas. O próprio Jesus advertiu
seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as
pessoas da verdade (Mateus 24.24). O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência
cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (I Timóteo 4.1-2). Nós
chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que todos os que pertencem a uma seita são
desonestos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas.
Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas.
Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum:

(1) Elas têm outra fonte de autoridade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como
fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios
livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como
tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E
mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas revelações.

(2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o
consideram como sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da
humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem divinizado, a um espírito aperfeiçoado através de
muitas encarnações, ou a mais uma manifestação diferente de Deus, igual a outros líderes religiosos como
Buda ou Maomé. Frequentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em
quem confiam.

(3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por
acreditarem que o homem é intrinsecamente bom, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o
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perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito
diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé
como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensino bíblico da salvação pela graça
mediante a fé.

(4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso
poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que se
arrependa dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como Salvador (não importa a denominação religiosa),
as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade.

(5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últimos tempos. Elas ensinam que receberam algum tipo de
ensino secreto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que ao nos
aproximarmos do fim do milênio, cresce o número de seitas afirmando que é o grupo fiel que Deus reservou
para os últimos dias da humanidade.

Podemos e devemos ajudar as pessoas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está escrito
que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da verdade (Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é
preciso que nós mesmos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutrinas centrais do
Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo, para recebermos dele
poder e amor e moderação.

ESTUDO 21

OS MOVIMENTOS NEOPENTECOSTAL - REFUTANDO SEITAS E HERESIAS

 O movimento neopentecostal se confunde com o pentecostal em suas praticas, hoje suas praticas são
idênticas até as mais tradicionais se renderam as praticas neopentecostais. Eles têm cresce muito atualmente.

No entanto, esse crescimento não nos impede de questioná-lo, pois, afinal, nós somos vítimas do pragmatismo
[1] carismático, que pensa que, se algo deu certo, só pode ser bom e verdadeiro. A nossa base de julgamento
é a Palavra, nossa regra de fé e prática. Sem a pretensão de fazer uma abordagem técnica sobre o assunto,
discorreremos sobre alguns pontos discutíveis desse movimento, analisando-o sob três perspectivas: a
eclesiológica, a teológica e a prática. Sobretudo, não é nossa intenção atacar as pessoas ou movimento em si,
mas apenas refletir sobre suas praticas não bíblicas.

PONTOS DISCUTÍVEIS DA ECLESIOLOGIA 

Nossa abordagem irá explorar apenas três itens: o culto, a evangelização e o ofício ministerial. 
a) O culto 
Temos entendido que o propósito exclusivo de um culto é a adoração a Deus e a edificação da alma
adoradora. Contudo, não se pode dizer que a igreja neopentecostal tem seguido este propósito, isto porque a
ênfase dos seus cultos, geralmente, não é a glória de Deus. Na "igreja neopentecostal", o conceito de culto é
ambíguo, pois, ao invés de se cultuar, fazem-se "campanhas" de cura, revelação, prosperidade, etc. 
Desta forma, se Deus comparecer nestes "cultos", terá que ser para servir a agenda semanal das tais igrejas e

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não para ser adorado. A liturgia deles é cheia de "glória a Deus", mas é tão desvirtuada de um padrão bíblico
que a ênfase recai sobre fenômenos (pouco comprovados) como curas, milagres e testemunhos, muitos dos
quais enfadonhos e que resultam mais em projeção pessoal do que em exaltação ao Senhor. 
As pregações, quando não são pura aberração, são cheias de confissões positivas do tipo: "Você vai
prosperar, use sua fé e prospere hoje Jesus vai te curar, Deus vai mudar sua vida..." Não existe, portanto, na
maioria destas igrejas, uma exposição das Escrituras sequer razoável, capaz de tirar o leigo da ignorância
teológica total. Por este fato, quase sempre a palavra do líder tem um valor relativo ao da Palavra de Deus e o
que ele determina passa a ser seguido como regra de fé e prática. 
Esta valorização da "tradição oral" não difere muito da atitude de uma igreja que se chama primitiva, cujo chefe
supremo é considerado infalível no que fala e somente agora, por pressão evangélica, é tolerante com a leitura
bíblica. 
Outro problema é o que o culto neopentecostal, que não tem espaço para a adoração, corrompe-se mais ainda
com a demasiada cobrança de oferta dos fiéis (quase sempre prometendo a estes soluções da parte de Deus)
o que tem dado a estes "cultos" um caráter mercantilista e explorador. Não somos contrários a se pedirem
ofertas, diga-se de passagem, mas não concordamos com a falta de bom senso e critério bíblico na
administração destas coisas no culto a Deus. 
b) A EVANGELIZAÇÃO 

A evangelização do movimento neopentecostal apresenta um problema seriíssimo, que é o proselitismo,


característica inconfundível das seitas. Muitos deles são do tipo que "pescam no aquário dos outros" por
alimentarem a crença de que são os detentores da verdade, enquanto os demais estão enganados. A igreja
verdadeira não faz prosélitos, faz discípulos. 
A busca do crescimento numérico por meio do proselitismo é no mínimo insensata, pois podemos até persuadir
alguém a ser um religioso, mas só Deus pode transformá-lo em nova criatura. (Às vezes penso que as
campanhas evangelísticas de nossos dias têm mais aparência proselitista do que evangelística, afinal, a
maioria delas é realizada para crentes.) 
Outro problema relacionado à evangelização do movimento neopentecostal é a exagerada dependência da
mídia. O uso da mídia é, sem dúvida, muito importante para a igreja, mas a dependência da mesma significa a
insubordinação ao Espírito. Antigamente a igreja crescia sob a influência do Espírito e trabalho de
evangelização pessoal; hoje, a estratégia de algumas igrejas tem sido a de colocar um anúncio apelativo no
rádio ou televisão, convidando as pessoas e prometendo-lhes a solução de seus problemas. E eu pergunto:
qual igreja que promete cura, paz, prosperidade e solução de conflitos familiares, que não vai crescer? No
entanto, praticando isto a igreja deixa de ser igreja do IDE e passa a ser igreja do VINDE, a evangelização
passa a ser estratégia de marketing e os que se "convertem" para a igreja, passam a ser clientes e não
ovelhas. 

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Ademais, o evangelismo neopentecostal carece de um conteúdo teológico, que é essencial para a elucidação
de verdades elementares da fé cristã. Suas estratégias são pregar promessas de uma realidade virtual e não
pregar um evangelho de genuíno, o evangelho de Jesus. 
c) O Ofício Ministerial 
Enquanto nas igrejas históricas os candidatos ao ministério pastoral passam por uma preparação e zelosa
avaliação quanto ao caráter e chamado, no movimento neopentecostal qualquer um pode ser pastor". Os
critérios baseiam-se em saber pregar, falar línguas estranhas, ter sido revelado, etc. e, por esta razão, muitos
líderes neopentecostais são tão desvirtuados dos caracteres de um verdadeiro homem chamado ao ministério. 
Poucos são aqueles que têm alguma preparação teológica. Segundo Paulo, as características de um homem
apto para o ministério devem estar relacionadas ao seu caráter irrepreensível, com sua capacidade de ensinar,
com sua boa administração do lar, com sua competência nos relacionamentos, com sua boa conduta para com
o mundo, etc. (1 Tm 3). 
Além de tudo, cada pastor neopentecostal é livre pensador, ou seja, pode pregar o que acredita, sem a
supervisão de ninguém, o que favorece ao surgimento de tendências heréticas e inovações doutrinárias no
meio deles. E quando são questionados por alguma autoridade, se revoltam e abrem suas próprias igrejas
dirigindo-as como bem lhes apetece. 
Tendo falado sobre a questão eclesiológica da igreja neopentecostal, apresentaremos agora alguns pontos
teológicos questionáveis que eles sustentam.
 
Pontos Discutíveis da Teologia: 

Tomaremos sua sugestão de tópicos para refletirmos sobre a teologia neopentecostal: 


a) A EXCLUSIVIDADE DAS ESCRITURAS 

Os neopentecostais afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus e, com isto, nós concordamos. Mas para eles a
palavra dos "profetas", dos visionários também é a Palavra de Deus. E por isto baseiam suas vidas e suas
doutrinas também em visões, "novas revelações" e em experiências místicas. 
A Bíblia é a revelação perfeita e final de Deus para o homem; visões e profecias foram acessórios usados
neste processo de formação da Sagrada Escritura. Hoje, porém, temos a fé de que a Palavra de Deus é viva,
eficaz e suficiente (HB4. 12) sendo esta a nossa única regra de fé e prática. E uma vez que o cânon [7] do
Novo Testamento foi concluído, devemos nos apoiar apenas na Palavra e em nada mais. 
Não ignoramos a iluminação do Espírito propiciada para que entendamos mais profundamente a Palavra, mas
negamos que sejam necessárias "novas revelações". Em Jo 16.13 o Senhor Jesus diz que o Espírito nos
guiaria em toda a verdade e não que nos revelaria "novas verdades". 
b) A TRINDADE 

A maioria deles defende a doutrina da Trindade, como nós também; porém a pessoa mais enfatizada no culto

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neopentecostal é o Espírito Santo. Praticamente tudo no culto é atribuído ao Espírito, cura, expulsão de
demônios, decisões, etc. Com isso, o papel das outras pessoas da Trindade é ignorado. Parece que eles
consideram o Espírito superior aos demais membros da divindade, ou pelo menos, mais importante. 
No entanto, a Bíblia diz que o Filho glorifica o Pai e, o Espírito, glorifica o Filho, que por sua vez, derrama o
Espírito que faz o homem orar ao Pai em nome de Jesus (Jo 13. 32; 14.13; 16.14). A verdade é que, embora a
Divindade seja composta de três Pessoas distintas, elas formam uma unidade essencial perfeita. De forma que
é impossível um existir e agir sem a participação de todo o conselho divino. 
c) A SUPERFICIALIDADE ESPIRITUAL 

Devido à ênfase na liturgia envolvente, nas curas e nos exorcismos, os neopentecostais são, na sua maioria,
superficiais na fé e no conhecimento das Escrituras. Este superficialismo os faz presa fácil de perniciosas
heresias e de lobos vestidos de cordeiro. Por isto também é que as comunidades neopentecostais são tão
suscetíveis ao empirismo [8], misticismo [9], materialismo e muitas outras tendências tão nocivas à fé cristã. 
O resultado desta superficialidade é a imaturidade manifesta numa vida carnal não experimentada no fruto do
Espírito Santo. Não estamos dizendo que todos os neopentecostais são leigos, por que não são. Contudo, a
hermenêutica deles é profundamente comprometida com "novas revelações" o que os faz suscetíveis a
tendenciosidade. 
d) QUANTO À SALVAÇÃO 

O pensamento deles sobre salvação não se limita a considerá-la apenas obra do Espírito, mas a ensinam
como produto da cooperação humana, A salvação torna-se, portanto, tão inflacionável como nossa economia:
hoje tenho, mas amanhã posso ter perdido. 
Contudo, a Bíblia ensina com muita segurança que a salvação é pela graça e não por méritos previstos ou
praticados pelo homem, 2 Tm 1.9, e que a salvação é eterna, Hb 5.9. O conceito arminiano [10] tem larga
expressão e até sofre uma radicalização dentro do neopentecostalismo. 
Como consequência, alguns se revestem de um humanismo tão grande, à semelhança de Erasmo de Roterdã
[11], que chegam a pregar que Deus depende carentemente da vontade humana para realizar seus desígnios
e, que se o homem não quiser Deus não pode fazer nada senão esperar até o dia que tal pessoa resolver dar
uma chance para Ele. 
Este, sinceramente, não é o meu Deus, nem o revelado na Bíblia e na história como soberano, criador e
mantenedor de todas as coisas. Estas exaltações do "livre arbítrio humanas" são contrárias à Soberania de
Deus. Se falarmos de liberdade de escolher no homem, não nos esqueçamos da liberdade de escolher de
Deus. E não é injusto Deus fazer o que lhe aprouve, assim como não é injusto você queimar seu carro se o
desejar fazer. 

PONTOS DISCUTÍVEIS DA PRÁTICA 

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Este tópico pode parecer um pouco estranho, tendo em vista que já abordamos a prática eclesiológica e
teológica neopentecostal. Eu poderia dar outro título, pois não me faltariam opções, contudo, eu quero abordar
aqui a conclusão prática dos dois tópicos acima. Ou seja, o resultado de uma eclesiologia e teologia distorcida
é uma praxe confusa e antibíblica. Vejamos, pois, algumas praxes neopentecostais cuja natureza são
incoerentes com o ensino bíblico. 
a) A PRÁTICA MÍSTICA 

Misticismo é o conjunto de normas e práticas que tem por objetivo alcançar uma comunhão direta com Deus. O
problema é que quase sempre, os místicos são induzidos a prescindir da Bíblia e a se basear apenas em suas
experiências. Este é um dos grandes problemas dos neopentecostais, pois eles colocam suas experiências
acima da Bíblia e dão a ela uma interpretação particular fora dos recursos hermenêuticos. 
O Misticismo neopentecostal é a mistura de figuras, objetos e símbolos para representarem coisas espirituais.
Eles tomam figuras do Antigo e Novo Testamento e as espiritualizam, transformando-as em "proteções"
semelhantes às usadas pelas magias pagãs. Deste ato, aparecem crentes com fitinhas no braço, com
medalhas de símbolos bíblicos, ungindo portas e janelas com azeite, colocando sal ao redor da casa para
impedir a entrada de maus espíritos; outros bebem copos de água abençoada, usam óleos consagrados em
Jerusalém, guardam gravetos que misteriosamente aparecem brilhando nos montes, ungem roupas para
libertar as pessoas e etc. 
Estas coisas se estabelecem como pontos de contato e não passam de artifícios que roubam o lugar da fé e da
eficácia da obra de Cristo. Esta prática é rejeitada tantos pelos Pentecostais como pelas Igrejas Históricas,
visto ser uma fruto de uma doutrina pagã que visa estabelecer por meio de objetos um ponto de contato entre
Deus e o homem. As magias pagãs estabelecem como pontos de contatos objetos como amuletos, talismãs,
patuás, cristais, pedras e coisas para "proteção". 
Basicamente, a cosmologia neopentecostal brasileira é sincretizada pelo cristianismo europeu, pelo animismo
[12] dos índios e pelo fetichismo [13] dos africanos. 
O animismo prega que existe uma alma ou poder, a permear cada objeto. E o fetichismo manifesta-se na
cultuação, veneração ou uso religioso de um objeto que representa uma pessoa, coisa, divindade ou ritual.
Estas práticas pagãs não possuem uma relação muito intima com os pontos de contato [14]? 
Tais ensinos anulam a obra de Cristo, criando um novo meio de justificação ou arranjando um amuleto de fé
para as pessoas se apoiarem. O problema é que tais pessoas acabam baseando sua fé em objetos assim
como fez Gideão (Jz 8.27). A questão não é se Jesus ou os apóstolos usou algumas vezes objetos em suas
ministrações, mas no que isto pode implicar. O ponto de contato dos verdadeiros cristãos é a fé em Jesus, pois
Ele é o único mediador entre Deus e o homem. 
b) A PRÁTICA LEGALISTA E LIBERAL 

Em matéria de ética, os neopentecostais em geral se comportam de forma legalista [15] ou "liberal" [16] , sendo

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poucos deles equilibrados. Os legalistas enfatizam, sobretudo, a observância dos usos e costumes como um
processo de santificação e preparação para a salvação. Desenvolvem um "evangelho ascético" [17], que opta
pela "mortificação da carne", isolamento social e confinamento espiritual como um tipo de disciplina pessoal.
Os "liberais" já não se importam com mudança de vida; preocupam-se apenas com prosperidade, saúde e
felicidade neste mundo. Estes últimos vivem uma espécie de "evangelho hedonista16” que enfatiza apenas o
prazer como o fim último da vida. 
Somente um entendimento correto acerca da doutrina da graça de Deus, poderia conduzir estas pessoas a
uma coerência bíblica e, conseqüentemente, a uma prática religiosa sadia. 
Enfim, existem ainda muitos pontos discutíveis do neopentecostalismo que aqui não apresentamos, no
entanto, esta abordagem dará a você uma visão geral do movimento. É bom lembrar que nossa exposição não
é contra os crentes, mas contra o sistema neopentecostal.

ESTUDO 22

Batalha espiritual I

- Efésios 6:10:18

Para entendermos sobre batalha espiritual, precisamos antes entender quem somos em Cristo, o que já
foi conquistado para nós e o que podemos estabelecer aqui na Terra tendo vitórias nas guerras e lutas
espirituais. Quando temos consciência de quem somos em Cristo e como nos posicionamos no reino
do espírito, obtemos vitórias. Mas, quando ignoramos quem somos e o que podemos em Cristo,
Satanás aproveita-se de nós e traz opressão.

Estamos no meio de uma grande batalha espiritual. E Satanás sabe que o tempo e a hora de ser
destruído estão chegando, porque vivemos o final dos tempos. E para determos as suas forças temos
que fazer intercessões e batalha espiritual, caso contrário, estamos fadados a grandes fracassos. Muitas
pessoas entram em verdadeiras crises, dificuldades familiares, financeiras e emocionais, porque não
percebem que o inimigo está em todo momento esperando apenas uma brecha para poder entrar.

Se o inimigo fizer com que nós o ignoremos, não lutaremos contra ele, e, consequentemente, não o
deteremos. Achar que Deus resolverá tudo sem que tenhamos uma postura de oração e guerra é uma
atitude imatura e infantil. Deus nos deu armas para usarmos contra Satanás e destruí-lo.

Quando Deus apresentou Canaã ao povo de Israel, disse: “Esta é a terra, conquistai-a. Ela possui
gigantes, mas vocês podem vencê-los”. Hoje não é diferente; temos uma terra a conquistar. No
entanto, temos também gigantes que deverão ser vencidos através da oração e da batalha espiritual.

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DEUS É ESTRATEGISTA

Agora que você já sabe que o inimigo é perito em colocar ciladas, deve crer que nosso Deus é
estrategista em dar livramentos, graça e vitórias para Seus filhos. A nossa luta não é contra as pessoas
que conhecemos, não é humana; é espiritual. Por trás de cada situação no reino físico, há uma regência
espiritual. (Colossenses 1:13-17)

Jesus possui o governo sobre tudo, tanto no mundo espiritual como no mundo físico. Você precisa
acreditar nessa verdade. Crer no governo de Jesus. O Reino espiritual tem uma liderança: Deus Pai,
Deus Filho e Deus Espírito Santo. Essa é a organização maior. Então, segue-se uma hierarquia:
querubins, serafins, anjos e arcanjos. Sl 91:11,12).

Temos todos os livramentos do Senhor, porque há anjos específicos só para nos livrar de cair. Esses
mesmos anjos fazem acampamentos ao nosso redor. Já imaginou quantos anjos ficam acampados
quando a Igreja se reúne num local? Tudo isso porque Satanás liberou um demônio para tentá-lo, mas
o Senhor liberou organizações de anjos para cuidar de você e dar ordem a seu respeito para que seu pé
não tropece em alguma pedra. O complô do livramento está montado (Sl. 34:7).

O texto de Colossenses acima citado mostra que Jesus é o Senhor e tem o governo de tudo. Porém,
para que Jesus tenha prioridade na sua vida e total liberdade de agir, Ele precisa ser mais do que
Salvador; Ele precisa ser de fato, o seu Senhor.

JESUS, A ESTRELA DA MANHÃ.

Nenhum de nós precisa andar em trevas, porque a Luz do Mundo já mora dentro de nós e ela nos guia
pela vereda do justo. A Bíblia diz que o justo tem lâmpada até nos pés. (Salmos 119:105). Nossos pés
estão sendo iluminados pela Palavra para andarmos na luz e não palmilhar nas trevas.

Em Apocalipse 1:15, lemos que até os pés de Jesus brilham como luz. E aí vemos como porque os pés
estão sendo conduzidos na luz. (Efésios 6:15). Por onde você andar, a luz do Senhor tem que se
manifestar, pois os seus pés estão levando o Evangelho da paz.

SOMOS UM TEMPLO INVIOLÁVEL

Lembre-se de que o próprio Deus habita em você, por isso você pode se manter firme. (I Coríntios
3:16-17)

Aqui na Terra, somos o ‘templo ambulante’ de Deus e, aonde chegamos, a bênção, o poder e a vida se
manifestam, pois Jesus é entronizado por intermédio das nossas vidas. Ao nosso redor, estão os anjos
do Senhor (Sl 34:7) ao derredor, estão os demônios (I Pd 5:8).

Para os demônios nos atingirem, eles precisam passar pela guarda que o Senhor montou e deverão
enfrentar o Espírito Santo. Então, percebemos que só somos flechados ou caímos se abrimos brechas.
É por isso que precisamos vigiar, pois da parte de Deus toda estrutura de livramento já está montada
(Mt 26:41).

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