Entendendo o Pecado e Suas Consequências
Estudo 1
PECADO I
INTRODUÇÃO
1) SEU APARECIMENTO
A Bíblia ensina que:
(a) No princípio, não havia pecado;
(b) O homem vivia em comunhão com Deus (Gênesis 1:27-31).
O Senhor pôs o primeiro casal como o ponto alto da Sua criação, para
administrá-la e dela obter o seu sustento, alegrando-se com o que Ele fizera. Satanás
não se conformou com tanta paz e felicidade. Ele os tentou para que O desobedecessem
e eles caíram. Conseqüentemente, perderam a Sua comunhão e intimidade.
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Conseqüentemente, ficaram separados e distantes dEle (Gênesis 1: 1-10; Romanos
3:23).
Deus cobrou dele o seu erro (Romanos 1:18-32; Gálatas 6:7), o qual não estava
em comer desta ou daquela árvore, e sim em desobedecer a Sua ordem que mencionava
determinada árvore (Isaías 1:19, 20). Intimamente, já afastado e excluído por Ele, o
casal foi expulso da Sua presença.
2) SUA HERANÇA
Assim como herdamos de nossos pais e avós a cor dos olhos e dos cabelos, o
formato do nariz e do rosto, também herdamos aspectos da personalidade. Daí por que
dizem: “Tal pai, tal filho”. Ora, se herdamos características físicas e de personalidade,
como não haveríamos de também herdar o aspecto espiritual e moral do pecado (Salmos
51:5; Romanos 5:12)? Infelizmente, ao nascermos, já o recebemos como herança de
nossos ancestrais, o mal da humanidade. Que se transmite de uma geração para outra e
que nós passamos para nossos descendentes. Agora, o pecado faz parte da raça humana.
O homem já nasceu com ele dentro de si. É uma doença hereditária. Somos pecadores
por natureza e inclinados para o mal.
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Ele está em todos os homens e os afasta de Deus (Romanos 3:23); por ele veio à
morte (Romanos 5:17, 21; 6:23) que passou para toda humanidade (Romanos5:12); a
sua recompensa para todos, é a morte eterna, ou seja, a separação eterna de Deus
(Romanos 6:23; Apocalipse 20:15; 21:8).
A comunhão quebrada, muitas vezes, é a Sua correção para com Seus filhos. Não
é a salvação que termina, mas a sua alegria que é removida (Salmos 51:1, 10-12). A sua
quebra, pode ser percebida pela falta de vitória espiritual (Provérbios 28:13) ; ela é
para o cristão uma correção eficaz.
(b) As pessoas não encontram a paz interior (João 14:27; 16:33; Filipenses 4:7);
Elas foram terríveis. Logo depois que Adão e Eva comeram do fruto proibido,
tiveram os olhos abertos. Mas, não para serem iguais a Deus. Passaram a conhecer o
bem e o mal na própria experiência.
O primeiro resultado foi o medo de Deus (Gênesis 3:10). Reconheceram que
estavam nus. Esse sentimento veio da falta da cobertura da justiça divina
(antes, eram inocentes; após, se tornaram culpados). Mas, além disso, elas se fizeram
sentir:
(a) Julgamento.
Ele veio sobre Adão, quando pecou e passou para todos os homens (Romanos
5:12);
(b) Condenação.
O homem, julgado, está condenado por causa do seu pecado (João 3:36).
(c) Morte.
Tanto a física, a espiritual e a eterna. E o homem pecador está separado de Deus
(Isaías 59:1-3; Romanos 3:23).
(d) Culpa.
A pessoa fica culpada diante de Deus. Daí, a razão do seu julgamento e
condenação. Entende-se por culpa a divida que o pecador tem por causa do pecado,
em relação a quem ele ofendeu. É o que o faz ser sujeito à punição (Gálatas 6:7).
Mesmo assim, há pessoas que dizem não serem pecadoras. Claro que estão
enganadas e que nelas não há verdade (I João 1:8, 10). Até que ponto vai à sua
ousadia: pela sua própria opinião põe Deus na conta de mentiroso (Números
23:19). Aquele que não reconhece seu pecado e o abandona, nem mesmo Ele próprio
pode ajudar.
Mas, ao que reconhece e deixa (Provérbios 28:13), o Senhor dá a graça de na Sua
fidelidade (II Timóteo 2:13) e justiça, perdoá-lo e purificá-lo de toda a injustiça. Ele só
pode ser perdoado, quando aceita que precisa ser curado, confessa e abandona os seus
pecados (Provérbios 28:13; I João 1:9).
Depois que O aceitamos como Salvador, e Senhor não ficamos livres dele. Ele
ainda nos persegue com insistência (Hebreus 12:1). Ele quer nos vencer. Mas, somos
ensinados que ele não deve ter domínio sobre nós (Romanos 6:14).
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Não há ninguém que não peque (I Reis 8:46; I João 1:8) e se disser que não peca
é mentiroso (I João 1:8). Mesmo depois de salvo, ainda, pode pecar. Mas, não pode se
deixar vencer por isto.
(a) Física.
Separa o espírito do corpo. Este vai acontecer com todos.
(b) Espiritual.
Separa o homem de Deus, já aqui na terra. Sendo que este pode ser mudado,
quando se entregar a Jesus (Efésios 2:1);
(c) Eterna.
Aqueles que morrem separados de Deus assim permanecem na eternidade
(Apocalipse 21:8). Este não tem condições de mudança.
1) O que é pecar?
2) O que é pecado?
3) Como vencer o pecado?
4) Por causa do pecado o que aconteceu?
5) A natureza divina no cristão pode pecar?Por quê?
6) Qual foi o erro de Adão e Eva?
7) O que o diabo faz para deturpar a imagem e semelhança de Deus no homem?
8) Quais são os aspectos da morte?
9) Explique cada uma.
10) Qual foi o primeiro resultado do pecado?
11) Quais as suas conseqüências naturais?
12) Quais as conseqüências espirituais?
13) Quando o homem reconhece e deixa o que Deus dá?
14) Quais as consequências naturais sobre a serpente?
15) E sobre a mulher?
16) E sobre o homem?
17) Quando o homem é perdoado?
18) Cite quais são as consequências espirituais.
19) No principio havia pecado?
20) O que o pecado traz?
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21) O que é culpa?
22) O que acontece com aquele que reconhece seu pecado?
Estudo 2.
PECADO II.
Por Deus somos nascidos de novo (João 3:3). Ele usa a nomenclatura "filhos"
para mostrar o relacionamento especial que Ele tem com os Seus pelo novo nascimento.
A Bíblia, usando o termo "filho" (João 1:12; Romanos 8:14-17), revela a realidade
do novo nascimento que mostra a impossibilidade de quebrar os laços
permanentes que o Senhor tem com os Seus.
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(a)Esse relacionamento de "filho", olhado de outro aspecto, é chamado adoção . É
um ato judicial, que é realizado pela Trindade, (Gálatas 4:4-7), com aquele que
era filho "da desobediência" (Efésios 2:2). Esse ato mostra como o cristão é feito
em uma "nova criatura", (II Coríntios 5:17). Pois, este é mudado para uma
família nova, com uma natureza nova.
(b) O pecado tem um efeito, mesmo que não desfaça a condição de ser ele um filho de
Deus. O que peca tem quebrada a comunhão com Ele (Salmos 51:12). Amós faz aos
filhos desobedientes, uma pergunta que convém ainda hoje (Amós 3:3). O filho
pródigo, mesmo no pecado continuou sendo o filho do pai. Mas, por causa do seu
orgulho, era desobediente e, nessa condição, não andava com o pai (Lucas 15:11-32).
A comunhão quebrada, muitas vezes, é a Sua correção para com Seus filhos. Não
é a salvação que termina, mas a sua alegria que é removida (Salmos 51:1, 10-12). A sua
quebra, pode ser percebida pela falta de vitória espiritual (Provérbios 28:13; II
Tessalonicenses 5:19); ela é para o cristão uma correção eficaz.
(2) O conforto de um caminhar constante com o Pai sabe como isto é terrível. Por isso
Davi clamou para ter de volta tal alegria, quando pecou (Salmos 51:12).
(c) A solução para isto é a confissão e o seu abandono (Provérbios 28:13; I João 1:9) . A
justificação é feita uma só vez e "de tudo" (Atos 13:39), mas a purificação é
contínua. A justificação é feita por Sua graça, (Romanos 3:24) e pela qual temos a paz
(Romanos 5:1). Mas, a purificação que faz parte da santificação é feita pelo cristão (II
Crônicas 7:14; Provérbios 28:13; I João 1:9).
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(d) Existe uma lavagem constante que é parte da obra de santificação na sua vida.
Essa lavagem é feita pela Bíblia (Efésios 5:26) e nas horas de correção, quando a
comunhão com Ele é quebrada, ele clama por ela (Salmos 51:2).
(e) Se Está com a Sua mão na sua vida e suspeita que haja pecado impedindo as
bênçãos da Sua presença, procure-O em oração, pedindo para que sonde o seu
coração (Salmos 139:23, 24), e se revelar alguma coisa, confesse-a e abandone
imediatamente, procurando humildemente o Seu perdão e aquilo que é necessário para
endireitar os seus pés no Seu caminho.
Ninguém vai ao céu por sua própria justiça. Só podem ir os que foram feitos
ajustados. Por causa dele não ter nenhuma justiça própria (Isaías 64:6; Romanos 3:10-
12), ele deve ser feito adequado pela justiça de outro (Romanos 5:17, 19,21).
Dependendo das qualidades pessoais de quem o faz adequado, pode o homem participar
da herança dos santos na luz. Foi Deus quem nos fez adequados para tal participação,
nos tirando das trevas (Colossenses 1:12, 13).
Se foi Ele mesmo quem fez essa obra, como algum outro pode desfazê-la
(João 10:28, 29; Romanos 8:35, 38,39)?
(a) Cristo se ofereceu para sempre como um único sacrifício pelos pecados. Pelo
sacrifício de Si Mesmo, Ele aperfeiçoou para sempre os santificados (Hebreus 10:12-
14).
Como é que um aperfeiçoado não conhecerá o lugar onde não há nada que o
contamine (Apocalipse 21:27)?
A herança dada por Ele é incorruptível (I Pedro 1:3-5) e de maneira nenhuma ele
será feito desqualificado (Judas 24).
(b) A Sua obra feita tirou toda a condenação (Romanos 8:33; Apocalipse 1:5). Com o
Seu sangue fomos resgatados (I Pedro 1:18, 19), e, por isso iremos para o Pai (João
14:6; I Timóteo 2:5).
(c) A Sua obra foi tão perfeita, que desde a eternidade Ele conheceu o seu fim
(Romanos 8:29, 30; I Coríntios 6:11). Não há dúvida nenhuma, de que os que foram
amados e atraídos com Sua bondade (Jeremias 31:3) estarão ao redor do Seu trono
(Romanos 8:17; Hebreus 2:10). Pelo Seu poder, os salvos entrarão na Sua herança (Atos
20:32).
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(d) Mesmo que o filho endureça o seu coração à correção que o Pai dá (Hebreus
12:7-11), não se torna desqualificado, pode ter a sua vida encurtada aqui na terra.
Deus é glorificado quando os Seus dão frutos (João 15:8) e os filhos que não se
submetem à Palavra sofrem uma correção dura, até uma vida curta aqui (Salmos 38:3;
89:30-34; I Coríntios 11:30), mesmo que eles sejam salvos no último dia (Salmos
89:30-34; I Coríntios 3:15, 16; 5:5).
(e) A Solução para não ter o pecado reinando na sua vida é ser vigilante em oração
(Mateus 26:41; I Pedro 4:7). É impossível que tenha uma vida de oração ativa e
continuar na prática do pecado. Portanto, vigiai em oração. Lembrando-se das bênçãos
que tem em Cristo, o filho verdadeiro, purifica-se a si mesmo para ser como Ele (I João
3:3). Portanto, lembre-se constantemente delas. Uma obediência ativa faz que seja
prevenido de praticar o que não deve. Portanto, seja intensamente ativo e constante na
Sua obra (I Coríntios 15:58).
CONCLUSÃO:
Você pode afirmar que não tem forças para deixá-lo e isto é verdade. Por esta
razão, você não pode confiar na sua própria força, e parar de dizer “eu posso”, “eu vou
conseguir”. E confiar nEle, que, pelo Seu Espírito, o (a) capacitará para vencê-lo
(Salmos 37:5; Provérbios 16:3).
Peça a Deus para fortalecê-lo (a), e Ele irá ajudá-lo (a), fazendo de você um (a)
vencedor (a). Ande no Espírito e viva nEle. Então, vencerá o pecado. (Romanos 6:11-
14; 8:1-11; Gálatas 5:16, 24,25).
Todos podem e devem meditar, à luz da Bíblia, na sua condição natural e
hereditária de pecador e pensar nas tristes consequências. Podem e devem ir a Deus, por
meio de Cristo, e pedir que o castigo sofrido por Ele na cruz o liberte (Provérbios 28:13;
I João 1:9).
A velha natureza já foi julgada e essa questão já foi completamente solucionada
com a Sua morte; por tanto, ela não pode expor mais a condenação de Deus. Ele O vê
sempre em Jesus com a sua nova natureza, perfeitamente excluído de qualquer
condenação que a sua velha natureza possa lhe fazer (Romanos 8:33). De modo que o
que perde quando cede a ela não é: sua salvação, sua justificação, sua posição
perante Deus na graça, todo qual lhe pertence em virtude do Seu sacrifício. O que
perde é a alegria da comunhão com a Trindade e isso o faz infeliz, porque caiu
debaixo do poder da sua velha natureza, a qual a nova detesta (Romanos 7:15-25).
Inclusive, o Espírito Santo que habita em você fica entristecido e, por isto, não pode lhe
encher com a alegria da salvação.
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APLICAÇÃO.
(1) Procure recordar a sua experiência de salvação e agradeça ao Senhor por cada vez
estar vencendo mais o pecado;
(2) Se tiver pessoas com quem resolver problemas de falta de perdão, faça uma lista e
procure entrar em contato com elas e resolver logo;
(3) Anote o pecado que esteja cometendo no presente. Peça a Deus para libertá-lo. Se
precisar, busque ajuda do seu pastor.
Estudo 3.
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SALVAÇÃO I
INTRODUÇÃO
Tendo Jesus sofrido na cruz o castigo do pecado, pode agora nos salvar. É como
uma troca: Ele levou sobre Si o pecado do homem e este pôde obter o perdão que deu
ao se tornar Seu Único e Pessoal Salvador (Romanos 10:9, 10).
O homem, uma vez escravizado (João 8:34), não pode resolver esse grave
problema que o separa da glória de Deus (Romanos 3:23). Ou seja, salvar-se a si
mesmo. Por isso, o Senhor tomou uma providência por Sua própria iniciativa para
resgatá-lo, como resultado do Seu amor (João 3:16; Romanos 5:8). Precisamos,
portanto, procurar entender e descobrir qual o plano traçado por Deus para nossa
salvação. Para fazer isto é preciso compreender que Ele tem um propósito para nós.
Pois, nos ama tremendamente. E o Seu propósito é de nos dar a vida eterna e abundante
através da nossa fé em Cristo (João 3:16; 10:10).
Somos salvos pela graça (Efésios 2:8-10; Graça= favor imerecido). Não se pode
comprar o que é dado de graça. Tentar comprá-la é ofendê-Lo, pois o preço mais alto já
foi pago: a Sua encarnação (João 1:14a), quando deixou o céu e se tornou homem,
morrendo numa cruz e depois ressurgindo, como expiação (limpeza) do pecado. É um
presente de Deus. Não se compra: ou se aceita ou se rejeita, pois já está paga.
Ninguém pode alcançá-la praticando boas obras (Romanos 6:23 b). Elas devem
ser o resultado de uma pessoa salva. Não podem produzi-la, pois então seria
merecimento humano e tornaria desnecessário o valor de Cristo. Ele é que deve
produzir as boas obras (Efésios 2.10).
2) MEDIANTE O ARREPENDIMENTO.
Jesus, ao iniciar a sua tarefa na terra, declarou que o tempo estava cumprido, o
Seu reino havia chegado (Marcos 1:15).
Arrependimento não é só remorso. Pois, nem sempre, ele faz mudar de rumo, de
atitude.
(*) DEFINIÇÃO:
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(b) Tristeza pelos próprios pecados;
Neste sentido, ele tem o caminho da vida cristã toda, para continuar a mudar a
sua mente (Romanos 12:2).
Há um aspecto constante de arrependimento. Mesmo já estando salvo, no
processo da santificação, precisa renovar a sua mente (Romanos 12: 2).
É o ato pelo qual a pessoa reconhece o seu pecado e o abandona,
confessando-o a Deus (Provérbios 28:13; I João 1:9).
É a tristeza que, segundo Deus, conduz à salvação (II Coríntios 7: 10).
-EXEMPLOS BÍBLICOS:
3) MEDIANTE A FÉ.
A Solução para o pecado é uma limpeza espiritual constante. Note-se que Davi
foi sondado por Deus mais de uma vez (Salmos 139:1, 23,24). É verdade que aquele
arrependimento e a fé que trouxeram a salvação são uma atividade contínua para o
cristão que conhece a sua fragilidade pela carne (Colossenses 2:6). Pelo andar no
Espírito, ele é santificado para agradá-Lo e conhecer as bênçãos desse andar íntimo
(Gálatas 5:24, 25).
É uma nova geração. Antes não eram filhos e sim criaturas. Agora, tornam-se
Seus filhos. Jesus enfatizou repetidamente a verdade de que “necessário vos é nascer
de novo” (João 3:3-7). A pessoa não regenerada é nascida apenas naturalmente,
portadora do pecado e está condenada à perdição eterna (João 3:36). A pessoa
regenerada é “nascida de novo”, espiritualmente.
(b) O arrependimento;
(c) A fé.
5) MEDIANTE A JUSTIFICAÇÃO
Ocorre no processo da salvação (Romanos 3:23, 24; 5:1). Não temos justiça
própria, pois por natureza somos injustos, pecadores condenados (Isaías 64: 6,7;
Romanos 3:10-12). Os nossos pecados, as nossas injustiças, caíram sobre Cristo (Isaías
53:4-6). Ele sofreu o castigo da nossa injustiça. Sendo justo, não precisava pagar
injustiça própria. E a Sua justiça agora é transferida para nós (Romanos 5:18, 19).
Mediante o Seu sacrifício, Deus pôde declarar justificado ao homem injusto,
sem que Ele se tornasse injusto. O cristão justificado é revestido, é portador da justiça
de Cristo.
Estudo 4
SALVAÇÃO II
A CERTEZA DA SALVAÇÃO
Podemos ter a certeza da nossa salvação? Não apenas supor, sentir, esperar, mas
ter a certeza, de fato?
Na Bíblia temos a declaração muita clara de Jesus, afirmando que todo aquele
que ouve a Sua palavra e crê nAquele que O enviou tem a vida eterna, não entrará em
juízo, mas já passou da morte (espiritual) para a vida (João 5:24). É questão de crer no
que afirma a Palavra.
Na Bíblia, está reafirmada esta certeza, pelo Seu próprio testemunho. Tais
palavras foram escritas aos que crêem no nome do Seu Filho, para que saibam que tem
a vida eterna. E o Seu testemunho é maior do que o testemunho dos homens (I João 5:
9-13).
O cristão deve sempre recordar que a Bíblia não pode entrar em contradição.
Através dela seu coração deve descansar na perfeita garantia da eterna segurança
da mais fraca ovelha que foi comprada com Seu sangue.
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- ATRAVÉS DESTA VERDADE PODEMOS AFIRMAR QUE:
(b) João15: 2
Ela nos ensina que se trata simplesmente de dar fruto na vida cristã. Quando o
texto diz: “se não permanecermos na vide”, significa se não estamos em comunhão
com Cristo demonstramos que não temos fruto. Assim, esta passagem não se refere
à salvação.
A felicidade eterna do cristão é o que a Bíblia enfatiza repetidas vezes: o fato
de que o salvo tem vida eterna. Ela é baseada na Sua graça (Romanos 11:6; Efésios
2:4-9; João 3:16; I João 4:19). O pecador, que é o objetivo da Sua graça, não mereceu
tal graça, nem antes de conhecê-la (Romanos 5:6-8) nem depois (Romanos 7:18).
Não há como enfatizar demais o fato da vida eterna. Essa vida é diferente
daquela que Adão conheceu no Jardim do Éden e daquela que Israel conheceu
diante da lei. A vida que Adão conheceu era probatória e a vida que Israel
conheceu sobre a lei era condicional. Enquanto Adão não comia da árvore do
conhecimento do bem e do mal, ele gozava paz com Deus e sua permanência no
jardim do Éden (Gênesis 2:17; 3:6, 22-24). Enquanto Israel não adorava ídolos,
cumpria a lei, gozava das bênçãos de Deus. O salvo é diferente, sendo que ele tem
vida eterna baseada na obra de Cristo.
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(4) “Ninguém pode arrebatar" (João 10: 28,29).
Elas mostram a permanência desta vida nEle. É essencial lembrar que "os dons
e a vocação de Deus são sem arrependimento" (Romanos 11:29).
Todavia, o pecado na vida tem um efeito, mesmo que não transforme o que é
eterno em temporário. O cristão que peca perde a segurança da sua salvação. Isso quer
dizer que ele perde o sentimento ou confiança da segurança da sua salvação. Ela vem
com a obediência (I João 2:3).
Jonas conheceu esta perda da confiança com seu pecado, pois nas entranhas do
peixe ele falou sobre isso (Jonas 2:4), uma condição que revela uma falta de comunhão
e a falta de confiança que acompanha tal comunhão (II Pedro 1:4-9).
Esse sentimento de abandono é mais comum entre os cristãos pecaram (Salmos 51:3,
11; 77:7-9).
A solução para o pecado é Cristo (I João 2:1, 2). Aquele que é a salvação do
pecador é a solução do cristão que peca.
Tudo sobre a sua salvação vem do Senhor (Jonas 2:9). Nenhuma parte dela, seja
no passado, no presente ou no futuro, depende da sua justiça, principalmente porque
não tem nenhuma (Isaías 64:6; Romanos 3:10-18). O Espírito Santo é quem
desempenha esta obra em nós. Ele testifica de Cristo (João 15:26) e nos convence (João
16:8-11). A fé é fruto Seu (Gálatas 5:22) e também a segurança da própria salvação
(Romanos 8:16). Por Deus ser Quem faz a maior parte desta obra, ele pode estar ciente
de que ela dura para todo o sempre (Eclesiastes 3:14; Isaías 51:6, 8).
(a) O pecador recebe várias promessas e possessões quando Deus o traz à fé em Jesus.
Uma das coisas que ele recebe é o Espírito Santo. Ele foi dado para ficar com o cristão
para sempre (João 14:16).
SERÁ QUE UM PECADO POR PARTE DELE FORÇARÁ DEUS A
MUDAR A SUA VONTADE?
Existe algo que é maior que Deus para forçar que o Espírito Santo não fique
mais com ele para sempre?
Ninguém pode desfazer a Sua obra (Daniel 4:35; João 10:28, 29). Nós
merecemos perder o Espírito Santo, mas, por causa da promessa e a graça de
Deus, não O perdemos (Números 23:19; Malaquias 3:6).
(b) É importante lembrar que Ele está na vida por causa da Sua e não pela sua obra. Se
for pela obra de Cristo e se Ele satisfaz Deus em tudo, (Isaías 53:11) o que a Sua
obra efetua é eterna, pois Cristo é eterno (João 1:1; 8:58).
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(c) A presença do Espírito Santo é tão segura que a Bíblia usa a palavra "selados" para
mostrar tal permanência. A palavra "selados" em grego significa "selar" ou "marcar
com um selo". Isso seria para proteção, manter em confiança (Apocalipse 5:1, 2), para
provar (I Coríntios 9:2) ou confirmar (II Timóteo 2:19).
Esta permanência contínua é determinada pela frase "para o dia da
redenção" (Efésios 1:13, 14; 4:30). Este dia será aquele em que o corpo, a alma e o
coração estarão juntos no céu com Cristo. O cristão está seguro para esse dia.
Sabendo que somos selados no Espírito Santo até o dia da redenção somos
levados a sermos vigilantes (Mateus 26:41); não por causa de uma possibilidade de
poder perder o Espírito Santo, mas para não entristecê-Lo.
(d) Pela Sua posse, o cristão é tido como sendo salvo (Romanos 8: 9, 14-16). Para
entender que a presença do Espírito Santo não se baseia na possibilidade dele não pecar,
podemos considerar os irmãos na igreja em Corinto. Mesmo com os pecados grossos e
a ignorância (falta de conhecimento) que existia naquela igreja, os membros foram
denominados como tendo o Espírito Santo (I Coríntios 3:16). Todavia, ele pode
entristecê-Lo (Efésios 4:30; I Tessalonicenses 5:19). Quando Ele é entristecido, as
vitórias na vida, as conquistas sobre o pecado e o crescimento na graça são prejudicados
(Isaías 63:10; Hebreus 3:10-17).
CONCLUSÃO
Estudo 5
SANTIFICAÇÃO I
INTRODUÇÃO
Ser santo é ser separado para Deus. Ao ser salvo, ele foi separado para ser dEle,
para ser santo para o Senhor, Sua propriedade especial (I Pedro 2:9).
(2) O PROCESSO.
b) Pela vontade do regenerado (Filipenses 2:12, 13; II Coríntios 3:18; 7:1; Hebreus
12:14).
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(3) A LUTA.
Na vida do salvo acontece uma luta constante: a velha natureza, resto do pecado,
luta contra a nova natureza, resultante da salvação. Na Bíblia, percebemos que Paulo
quase chegou às raias do desespero: não faz o que prefere (a vida santa) e, sim, o que
detesta (o pecado). No seu interior, no seu homem regenerado, tem prazer na lei de
Deus, mas em seus membros guerreia outra lei, que o mantém prisioneiro do pecado
(Romanos 7:15-25). É o espetáculo irônico na vida dos salvos, enquanto viver aqui na
terra. Se não fora o que se segue no mesmo capítulo e no seguinte, seria a confissão da
derrota (Romanos 8:37; I Coríntios 15:57).
Assim como na salvação, também na santificação, Satanás luta contra e Deus
vem em nosso socorro. (Romanos 8:31; Efésios 6:10-18; I João 4:4).
(4) A VITÓRIA.
Este é o nome mais conhecido. Como se pode ver pelo termo “obras”, é algo
que a carne “faz”.
(a) Prostituição.
Relacionamento sexual com pessoa que não seja o próprio cônjuge, seja casado
ou solteiro,envolvendo pagamento.
(b) Impureza.
É o princípio de todo pecado moral e está relacionado mais com o pensamento.
Ele leva à prática.
(c) Lascívia.
É uma expressão desordenada da sexualidade. Suas principais manifestações
são: bissexualismo, homossexualismo, pedofilia, pornografia e sensualidade.
(d) Ciúme.
Falta de confiança em outra pessoa. É também uma autoafirmação de posse,
medo de perder algo.
(e) Impudicícia.
Falta de pudor. O exemplo da mulher adultera a exemplifica bem (Provérbios
7:10-27). Esta falta se manifesta no comportamento e até no modo de se vestir, no
uso de trajes que provoquem a sensualidade.
1) O que é santificação?
2) Os cristãos são designados como o que?
3) Quais os aspectos bíblicos incluem a ideia de santo?
4) Usando o exemplo de Jesus explique estes aspectos.
5) Quando inicia o processo da santificação?
6) Ela dura toda vida de que maneiras?
7) Cite os outros nomes para as obras da carne.
8) Cite os de natureza moral.
9) O que acontece com quem se torna inimigo de alguém?
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10) Como se manifesta a impudicícia?
11) Quais os nomes para as obras da carne?
12) O que é arrependimento?
13) O que é prostituição?
14) Como se dá a luta do cristão?
15) Quando inicia a santificação?
16) O que deve caracterizar o cristão?
17) A santificação define o contraste entre o que?
18) O que é prostituição?
19) O que é ciúme?
20) Quais as manifestações da lascívia?
21) Como se manifesta a falta da impudicícia?
22) As paixões da carne indicam o que?
ESTUDO 6
SANTIFICAÇÃO II
A) DE RELACIONAMENTO.
(a) Inimizades.
No hebraico, as palavras: “inimigo e Satanás” tem a mesma origem. Quem se
torna inimigo de outras pessoas está bem próximo do caráter de Satanás.
(b) Porfias.
São disputas. Querer manter posições a todo custo. Posições ideológicas ou
práticas.
(c) Discórdias.
Não se trata de um simples pensamento diferente, mas uma discórdia pode levar
a algo mais profundo. Sentimentos diferentes. A palavra significa: “sem o mesmo
coração”.
(d) Dissensões.
Não concordar. São os que divergem do grupo, geralmente no pensamento. O
dissidente é o que se separa.
22
(e) Facções.
É a formação de grupos que alimentam o ego. Os que promovem divisões
(facções) têm um problema moral: são sensuais e não tem o Espírito Santo (Tito 3:10;
Judas 19).
(f) Invejas (provérbios 14:30).
É não se contentar com o que tem, mas desejar o que é do outro. Ou mesmo
sentir-se infeliz por não possuir o que os outros possuem. Tê-la não é somente almejar o
que o outro tem, mas também desejar viver como o outro vive.
Ela pode ter origem naquilo que o individuo pensa que não tem, mas de que
necessita para ser feliz ou em uma autoestima que acredita que só poderá ser feliz se
possuir o que o outro tem. Ela desvia o foco conduzindo a sua energia para o lado
errado. É um sentimento ambicioso que não visualizar o que está na frente nem o que
lhe pertence. Por conta disso, pode gerar: vingança, enganos e maus-tratos, tudo pelo
desejo de possuir o que o outro tem, de querer estar no lugar dele.
(g) Chocarrices.
Conversação tola, sem sentido, “bate-boca”.
B) DE COMPORTAMENTO.
(a) Ira.
“Ficar com raiva”. Se for obra da carne é também pecado.
(b) Bebedice.
Beber demais. Geralmente é beber bebida inconveniente. No nosso contexto são
as bebidas alcoólicas ou beber refrigerante compulsivamente, por exemplo.
(c) Glutonaria.
Significa comer demais.
23
(d) Conversação torpe.
Conversas imorais, palavrões, piadas indecentes.
(e) Mentira.
Faltar com a verdade ou omiti-la. O Diabo é mentiroso e também é o pai dela.
Quem mente se torna semelhante a ela e filho dele.
(f) Maledicência.
Falar mal dos outros. É um dos piores pecados, porque faz surgir contenda entre
irmãos.
(g) Orgulho.
Trata-se de um vício que não poupa ninguém no mundo; que todo mundo
despreza quando o percebe no outro. E quanto mais ele se manifesta em nós, mais nos
desagrada no outro.
Esse vício devora até mesmo a possibilidade do amor, da alegria ou do
simples bom senso.
Ele significa falta de maturidade espiritual e psicológica.
a) Considera-se infalível em suas opiniões e não reconhece que erra ou que pode
errar;
b) Pensa que é sempre capaz de discernir e interpretar a vontade de Deus;
c) Julga-se melhor do que os outros;
d) Não consegue autoanalisar-se e projeta-nos outros o que a incomoda;
e) Está constantemente insatisfeita e desconfiada;
f) É insensível e ambiciosa;
g) Tem necessidade de reconhecimento;
h) É a sua própria autoridade;
i) Não consegue ser submissa à autoridade espiritual, ao seu pastor, aos seus lideres,
aos pais, ao cônjuge, nos relacionamentos afetivos e na sua vida profissional;
j) É irredutível nos seus pontos de vista, recusando a abandonar suas vontades pelo
bem do grupo;
k) Quando sua opinião não prevalece, faz o que pode para enfraquecer a autoridade
dos outros;
l) Quase sempre é irônica e cruel;
m) Tem prazer em ser jubilada;
n) Concentra-se sempre nas fraquezas dos outros, pois não consegue observar as
suas.
24
De todos os tipos, o espiritual é o pior. A Bíblia cita o exemplo do diabo, que
se deixou contagiar pelo orgulho, considerando-se mais poderoso do que Deus, porém o
seu final foi à derrota (Isaías 14:12-17; Ezequiel 28:13-18).
E) DE ATITUDE (ESPIRITUAL).
(a) Idolatria.
Adoração a ídolos. Sejam eles de prata, ouro, madeira ou de carne e osso. Hoje,
há ídolos do futebol, da tv, etc.
(b) Avareza.
É idolatria, porque é adoração ao dinheiro.
(c) Feitiçaria.
Coisas ligadas ao culto satânico e superstições, astrologia, cartomancia,
crendices, etc.
(d) Maldade.
É ter um coração mau.
1) O FRUTO DO ESPIRITO
25
Este fruto só é possível aparecer através do novo nascimento (João 3:3). Mas, é
sempre o Espírito Santo quem irá produzi-lo.
(1) Amor.
Esta é a principal virtude (João 13:34, 35; I Coríntios 13:4-7).
Ele vem do próprio Deus e é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.
(2) Alegria.
Alguém disse que “alegria é a paz saltando”. Todos conhecemos o que é a
alegria e o que ela nos vem da presença do Senhor e nos dá força (Neemias 8:10).
(3) Paz.
“A paz é a alegria descansando, em repouso”. Sensação de ausência de culpa
ou condenação (João 14:27; 16:33; Filipenses 4:7).
(4) Longanimidade.
Quer dizer paciência longa. É uma das qualidades exercidas na tribulação
(Romanos 5:3, 4).
(6) Fidelidade.
Ou fé. Lealdade. É a capacidade que uma pessoa tem de se conservar fiel. Não
trair (I Coríntios 4:2).
(7) Mansidão.
Não é “moleza”. É a capacidade de aceitar a disciplina de Deus ou do seu líder
ou de Deus e também para com os homens sem se exasperar, sem se irritar.
26
(10) Verdade (Efésios 5:9).
O que falamos deve ser a expressão da verdade (Mateus 5:37). Quem age em
verdade aproxima-se do caráter de Deus. Sendo, portanto Seu filho.
João escreve aos cristãos (I João 2:1-12). Mas, também, afirma que está
escrevendo aos filhinhos (I João 2:1, 2).
A triste verdade, como já ensinada pela Palavra, é a de que, mesmo salvos,
mesmo ansiando a santificação, ainda pecamos. Ela encoraja-nos a não pecarmos.
Mas, admite que tal possa acontecer. Ao examinarmos o texto com atenção, podemos
traduzi-lo assim: “... para que não vivais em pecado; mas se alguém pecar
ocasionalmente..." Esta é a diferença: o cristão, ainda que possa pecar e não deseja
viver no pecado. Pela ação do Espírito Santo e pela propiciação de Jesus Cristo, foge
de uma vida de pecado.
CONCLUSÃO
A Bíblia manda o cristão não seguir os padrões do mundo, isto é, não pensar
como o mundo pensa não falar como ele fala e não agir como ele age (Romanos 12:2).
Resumindo: não se ajuste a eles, mas vá se transformando constantemente, pela
renovação da sua mente, para que experimente a grandeza da vontade de Deus.
Estudo 7
BIBLIA I
INTRODUÇÃO
Ela é um dos livros mais antigos do mundo, e, contudo, é o mais moderno deles.
Ele fala claramente a todas as faixas etárias, a todas as sociedades e a todos os
indivíduos. Todos se beneficiam com a sua leitura. Algumas partes dela foram escritas
há quase 4.000 anos atrás.
d) De onde venho?
Ela inclui: história, ciência, lei, biografia, filosofia, profecias, dramas, romances,
poesias e cânticos.
Ela está repleta dos pensamentos, planos e promessas de Deus para você e para
todos os homens. A recebemos para nos ajudar a compreender quem Ele é, o que está
fazendo na terra e como podemos estar ativos no plano do Seu reino.
(b) Seu plano de como vivermos diariamente como Seus filhos, com maturidade.
(3) É INSPIRADA
Na Bíblia, lemos algo muito importante sobre ela. É uma declaração muito
importante. Não há profecia humana confiável (II Pedro 1:20, 21).
Através de milhares de anos, Deus foi se revelando às Suas criaturas, que dEle
havia se afastado, através dos grandes homens do Antigo Testamento, tais como Noé e
Moisés, dos patriarcas e dos profetas. No início da revelação, esta passou através das
gerações, por tradição oral, isto é, passado de pai para filho. É o caso da narrativa da
criação e do dilúvio (Gênesis 1,2, 6:13-22). Com a invenção da escrita, a Sua revelação
foi sendo registrada, culminando na pessoa e nos ensinos de Jesus, que é o centro da
revelação de Deus (Hebreus 1:1-4).
Podemos afirmar que Deus inspirou homens fiéis a que escrevessem a Sua
revelação. Assim surgiu. Deus não anulou a personalidade dos escritores, mas lhes
imprimiu a inspiração divina.
29
Muitas pessoas diferentes foram inspiradas pelo Espírito Santo para a
escreverem. Contudo, os seus escritos são completamente unificados e sólidos um com
o outro.
(4) É VERDADEIRA
Na Bíblia encontramos atitude digna de ser imitada: a dos bereanos (Atos 17:10,
11). Ouviam o ensino dos apóstolos. Em matéria de:
(a) fé;
(b) Religião;
(c) Prática.
Ela é a autoridade única. Não há manual ou ensino que possa invalidar a sua
autoridade.
30
Quando o cristão fiel, em humildade de coração, a examina, o Espírito Santo,
que inspirou os escritores, ilumina o leitor e o ouvinte, para que compreendam a
revelação de Deus.
32
Ela foi dada ao Seu povo através de homens inspirados pelo Espírito Santo e
escolhidos por Ele, conhecidos por profetas (Hebreus 1:1).
Os livros eram considerados para inclusão nela somente se tivessem sido escritos
por profetas ou apóstolos reconhecidos, ou de alguém muito próximos deles.
Um livro com heresias ou doutrinas falsas, não eram inspirados pelo Senhor e
era, portanto rejeitado. Se um escrito contradissesse revelações bíblicas previamente
aceitas, ele também era rejeitado como sendo falso (II Pedro 2:1).
Nenhum livro escrito por Ele conteria falsidades ou contradições. Todos eles
concordavam com os outros.
Os habitantes da cidade de Beréia (Atos 17:10, 11) sabiamente se certificaram
de que o que Paulo estava ensinando harmonizava-se com a prévia revelação do Senhor
no Antigo Testamento.
Muito embora isto seja mais difícil de determinar, os livros precisam conter um
poder dinâmico, que transforma vidas (II Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12).
Os ensinamentos corretos e inspirados edificam e libertam através do Seu poder
divino e dinâmico (João 8:32; II Timóteo 2:15; I Pedro 1:23). Os ensinamentos falsos
desanimam, destroem e levam a escravidão. Eles enganam as pessoas e fazem com que
se desviem da adoração.
Ele era reconhecido pelas igrejas? Ele era aceito, reunido, compartilhado e usado
pelo Seu povo como sendo Palavra?
A comunicação era difícil, e os métodos de transporte eram vagarosos naqueles
tempos primitivos. Assim sendo, foram necessários muitos anos para se finalizar a
aceitação de todos os 66 livros como inspirados.
Obviamente, o Seu povo aceitou muito deles sem demora como, por exemplo: os
escritos de Moisés (Gênesis a Deuteronômio) e de Paulo (Romanos a Filemom). Outros,
no entanto, tiveram que resistir a muitos exames minuciosos e passar pelo teste do
tempo.
Toda aceitação do Antigo Testamento foi completado por volta do ano 400 antes
de Cristo pelos hebreus e o Novo Testamento por volta do ano 170 depois de Cristo.
b) A SUA PERMANÊNCIA.
e) SUA AUTORIDADE.
Nela não encontramos as expressões: talvez, pode ser, quem sabe, ou qualquer
outra que transpareça dúvida, tão comuns em livros de filosofia. A sua mensagem é
sempre decisiva e autoritária.
34
g) A SUA ATUALIDADE E UNIVERSALIDADE.
CONCLUSÃO:
Ela declara que a nossa vida terrestre e toda a sua glória são passageiras, como a
flor do campo (I Pedro 1:24, 25). Mas a Palavra é eterna, porque é a revelação de um
Deus eterno, não somente para o presente, mas também para a eternidade.
Em meio ao temporário e ao inseguro, encontramos a segurança do que é eterno
nela.
No começo da sua leitura você pode ter alguma dificuldade. Mas, à medida que
for se familiarizando, tudo se tornará mais fácil. Se der lugar ao Espírito Santo, irá
esclarecer as dúvidas, através de pessoas mais maduras espiritualmente.
Estudo 9
ORAÇÃO
35
INTRODUÇÃO
Pela leitura da Bíblia, Ele fala conosco; pela oração falamos com Deus.
ATRAVÉS DELA:
e) Agradecemos as bençãos;
g) Louvamos;
h) Choramos;
1 - CONCEITO.
É a busca de Deus, por uma alma ansiosa dEle (Jeremias 29:13; Mateus
6:33).
A oração é:
2 - SUA NECESSIDADE.
36
Nós não somente precisamos, mas devemos orar. A oração é como nossa
respiração espiritual.
Jesus disse que devemos orar sempre e nunca desanimar (Mateus 7:7, 8; Lucas
18:1).
Jesus deu esta ordem em algumas ocasiões (Mateus 7:7, 8) e Paulo deixou esta
ordem (I Tessalonicenses 5:17).
Não é algo para ser feito de vez em quando, mas para ser sempre (I Timóteo 2:1).
(d) Fortalecimento.
3 - COMO ORAR?
37
Não precisa ser longa nem repetitiva, pois não é pelo seu tamanho que alguém há
de ser atendido. Antes mesmo de orarmos, Deus já sabe qual é a nossa necessidade. Não
se trata de uma informação passada a Ele; trata-se de um ato de busca e de dependência
de Deus.
4 - SEUS ELEMENTOS:
Jesus ensinou a oração modelo, o Pai Nosso, que contém os elementos principais
de uma oração (Mateus 6:9-15).
Pode ser usada, desde que não seja mera repetição formal. Ensina-nos o que pedir.
(a) Dirigimo-nos a Deus como Pai nosso, pois todos nós, os salvos por Jesus, somos
Seus filhos (João 1:12; Romanos 8:14). Expressando o desejo de que o Seu nome seja
tido como santo e assim invocado. Só que será inútil dizer “Pai Nosso” se na vida
pessoal não agir como um filho de Deus, fechando o coração ao amor (Mateus 22:37-
39; João 13:34, 35; I João 3:14-16);
(b) Será inútil dizer “que estais nos céus” se os meus valores são representados pelos
bens da terra e guardo meu dinheiro e bens só para mim mesmo (Mateus 6:24, 33);
(c) Pedimos que venha o Seu reino, o domínio da Sua vontade, já completo no céu,
seja também aqui na terra. Só que será inútil dizer isto, se acho tão sedutora a vida aqui,
cheia de supérfluos e tolices;
(d) Será inútil dizer “Seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu” se no
fundo quero fazer somente a minha vontade e realizar os meus desejos pessoais (Salmos
37:5);
(e) Oramos pelas nossas necessidades – o nosso sustento. Porém, será inútil dizer isto
se prefiro acumular riquezas egoisticamente, desprezando os que passam necessidades,
fome e vivem a margem da sociedade (Tiago 2:8);
(f)Rogamos o perdão das nossas faltas, na proporção de como perdoamos àqueles que
estão em falta para conosco. Do modo como Jesus colocou esta parte da oração, quem
não perdoar ao seu semelhante dificilmente poderá esperar o perdão de Deus para as
faltas próprias;
(g) Suplicar para que não nos deixe entrar numa situação em que possamos ser
tentados. Só que será inútil pedir isto se escolher o caminho mais fácil, que nem sempre
é o caminho de Deus (Provérbios 14:12; 16:25; I Coríntios 10:13);
(h) Pedimos para que nos livre do mal ou do maligno. Só que será inútil dizer isto se
por minha vontade própria procuro os prazeres mundanos, e se o que é errado me seduz;
(i) Rendemos glória a Deus. Será inútil fazer isto se sempre busco a minha glória
pessoal e o meu próprio engrandecimento (Lucas 9:23);
(j) Terminamos a oração com “amém”. Só que será inútil dizer isto se sabendo que
sou assim continuo me omitindo, nada faço para mudar e não permito que Ele me
transforme. .
38
Quem deseja aprender a orar, pode examinar a oração ensinada por Jesus, ver os
seus elementos e orar com as suas próprias palavras.
5 - SEU ESTÍMULO.
Pedir, buscar e bater à porta. Eis como Jesus caracteriza a persistência na oração
(Mateus 7:7-11). Pedir, para receber, buscar, para achar e bater à porta, para que seja
aberta. Claro, que precisamos ser perseverantes. Se nós que por natureza somos maus,
não damos aos nossos filhos coisas más, em lugar de boas, quanto mais Deus há de dar
coisas boas aos Seus filhos!
Jesus estimula, contando a parábola do juiz ímpio, que foi levado a atender ao
pedido de uma viúva, pela sua insistência (Lucas 18:1-7). Em Lucas 11:5-8, Jesus conta
a parábola do amigo inoportuno, por causa da sua persistência. E Deus não é juiz ímpio,
nem nos tem na conta de inoportunos (Lucas 18:1-8)!
Nem sempre recebemos o que desejamos. Teria falhado o que Jesus prometeu?
A Bíblia nos explica porque isto acontece. Ela deixa claro que, às vezes, não
obtemos o que desejamos, porque não pedimos. Outras vezes, não somos atendidos.
Porque pedimos mal, egoisticamente, apenas para a nossa própria satisfação (Tiago 4:1-
3). Não que Ele não as responda. Responde com um “não”, pois sabe que, se atendidas,
não nos fariam bem, ainda que, no presente, não pareça assim. É qual pai que não dá à
criança pequena uma brasa, pois sabe que se queimaria. Mais tarde, compreendemos
que quando Ele não atendeu à oração, fez-nos um grande benefício.
No Getsêmane, Jesus, ao orar em muita angústia, soube incluir nela algo muito
importante que precisamos fazer também (Lucas 22:40-44).
Os Seus inimigos, os que O odeiam, não podem ser ouvidos. Eles gritam, mas
Ele não os ouve (Salmos 18:41).
(b) Quando o que ora é desobediente.
Por não ouvir a Sua voz e não lhe obedecer, Ele também não os ouvirá
(Provérbios 1:24-28; Isaias 1:19).
39
Os pecados de toda sorte (pensamento, palavra, atitude e omissão) impedem a
Sua resposta (Isaías 59:1-3).
(e) Quando o que ora é um pecador teimoso.
Há pessoas que pecaram tanto contra Ele que não é possível que os atenda
(Jeremias 7:16). Primeiro precisam se arrepender (Provérbios 28:13), para depois serem
ouvidas.
Deus não atende a pecadores, isto é, há pessoas que vivem na prática do pecado
e não querem deixá-lo (João 9:31). Este era já no tempo de Jesus, um princípio bem
conhecido.
8 - SEUS TIPOS:
9 - SEU PODER
(a) Recompensa.
40
O Senhor afirmou que o Pai recompensa àquele que ora perseverantemente
(Mateus 6:6).
CONCLUSÃO
41
Estudo 10
OS MANDAMENTOS DE DEUS
INTRODUÇÃO
Dentre os povos, Deus escolheu o de Israel para ser o veículo da Sua revelação
(Deuteronômio 7:7-11). Depois de libertado da escravidão de 430 anos, na caminhada
em busca da terra prometida, a imensidão do povo poderia desagregar-se. Era um povo
teocrático – governado pelo próprio Deus. Os mandamentos dados por Deus seriam a
sua constituição e hoje fazem parte do estudo do direito e são à base das leis de muitos
povos.
Ao promulgar a sua constituição, Deus revestiu o ato de grande significado, para
que o povo compreendesse a sua importância (Êxodo 19). O povo se consagrou, saiu do
acampamento e ficou ao pé do monte, em atitude de temor, enquanto o seu líder,
Moisés, em meio a fenômenos físicos sobrenaturais, subiu ao monte para receber o
decálogo – os dez mandamentos.
1) NO ENSINO DE JESUS
2) DE AMAR A DEUS
3) DE AMAR AO PRÓXIMO
Honrar aos pais, não matar, não adulterar, não furtar, não dar falso testemunho,
não cobiçar, está tudo contido no segundo mandamento dado por Jesus (Mateus 22:39).
Quem ama ao seu próximo, procura fazer-lhe o bem, e não o mal (I Coríntios 13:4-7).
Amar ao próximo como a si próprio! É a valorização do próximo, colocando-o
em pé de igualdade a si mesmo. O que não desejamos que os outros nos fizessem,
também não lhes devemos fazer (Mateus 7:12). Jesus afirma que “esta é a lei e os
44
profetas”. Se eu realmente amar ao meu próximo, não precisarei ser proibido de
prejudicá-lo; estarei sendo incentivado a beneficiá-lo.
CONCLUSÃO
Os Seus mandamentos têm sido esquecidos por muitos, principalmente nos dias
atuais. É a falta de amor a Deus e ao próximo. Blasfema-se, brinca-se com o Seu nome,
zomba-se e se ignora a Sua existência. Cada qual procura tirar proveito à custa do
prejuízo do próximo. E um povo sem os Seus mandamentos é um povo sem Ele. Um
povo incrédulo, abandonado e desesperado.
A Bíblia fala que quem O ama guarda os Seus mandamentos (João 14:21, 23).
MEMORIZAR: I Jo 5:2, 3.
Estudo 11
O BATISMO
INTRODUÇÃO
45
Espírito Santo”, e integrados nos Seus ensinamentos. Sempre contando com a Sua
presença.
O batismo é a Sua primeira ordenança, para cada discípulo Seu. Por vezes, tem
sido mal compreendido. O ensino bíblico, porém, parece-nos muito claro.
DEFINIÇÃO:
46
(d) É uma aprovação à igreja local.
Através dele o cristão se torna membro da igreja local. Ele passa, a partir daí, a
ter privilégios e responsabilidades como membro dessa igreja.
e) Para quem é.
É para os que já nasceram de novo, os que crêem (Marcos 16:16). Não é,
portanto, para os recém-nascidos. É para aquele que tem consciência de seus atos e já
tem a certeza absoluta da sua salvação.
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(b) este discípulo é batizado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Segue-
se a tarefa da igreja de ensinar o discípulo batizado a guardar todas as coisas que Jesus
ordenou.
Recordando o que vimos nas passagens estudadas, percebemos que João Batista
batizava no rio Jordão; que Jesus, após seu batismo, “saiu logo da água”. Logo fora
nela batizado. João batizado em Enom, “porque havia ali muitas águas”. Eles
utilizaram maior volume de água, à beira da estrada, “desceram ambos à água” e,
após, “saíram da água”.
O apóstolo Paulo, ao escrever aos romanos (Romanos 6:1-11), interpreta o seu
significado usando as expressões batizados, sepultados, unidos a ele na semelhança
da sua morte. O sepultamento daquela época, e mesmo hoje, consiste em cobrir o
morto completamente. A palavra batizar, geralmente significa mergulhar. Logo,
batizados, sepultados, unidos a Ele na semelhança da Sua morte e mergulhar, mais as
48
narrativas estudadas indicam a forma do batismo como imersão completa do novo
convertido. O próprio Jesus a ele Se submeteu.
Que expressão devemos usar neste ato? A história registrou a heresia (doutrina
falsa) unitariana (não cria na Trindade), que no batismo usa o nome de Jesus somente.
Essa heresia se baseia em textos mal interpretados, como por exemplo: Atos 2:38.
A fórmula correta está em Mateus 28:19. O mandamento que Ele pronunciou foi
enunciado assim. Quando a Bíblia fala “em nome de Jesus”, etc., quer afirmar o Seu
mandamento e a Sua autoridade em mandar batizar. Aliás, antes de mandar evangelizar
e batizar, Ele disse algo muito importante (Mateus 28:18). Ninguém tem autoridade
para alterar essa ordem. Os que têm tentado alterar têm feito para sua própria ruína
(Apocalipse 22:18, 19).
Há vários versículos que nos ensinam como devemos nos portar na Igreja (Atos
2:41,42).
Devemos lembrar primeiramente que o nosso compromisso aqui na terra é com
Deus (Mateus 6:33; Colossenses 3:1, 2). Ele tem a Sua Igreja aqui, entre nós, e tem um
propósito para ela:
a) Evangelização (Mateus 28:20; Marcos16: 15; Atos 1:8);
b) A proximidade com Deus, como Seu Corpo (Efésios 1:20, 22; 4:12);
c) Ser referência de Deus, como coluna e firmeza da verdade (I Timóteo 3:15);
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d) A preservação da Sua existência (16:18).
Assim como tem um propósito para a Sua Igreja, Ele tem alguns propósitos para
os Seus membros:
(a) Andar juntos em amor cristão (João 13:34, 35);
(b) Comprometer no avanço da Igreja, promover a sua prosperidade e espiritualidade (II
Coríntios 7:11; Filipenses 1:27, 29; 4:9);
(c) Participar e apoiar os seus cultos de adoração, suas ordenanças, sua disciplina e sua
doutrina (I Coríntios 11:23, 26; Hebreus 10:24, 25; Judas3);
(d) Dar a ela a importância principal a sua vida (Mateus 6:33);
(e) Contribuir com alegria e com frequência (Salmos 1:1-3; II coríntios 9:6-8);
(f) Fazer o seu devocional em particular e com a sua família (Salmos: 1-3; Efésios 5:15;
I Tessalonicenses 5:5: 6,17);
(g) Ensinar a Palavra aos seus filhos (Deuteronômio 6:6, 7; II Timóteo 3:15);
(h) Andar diligentemente no mundo, ser justo em seus negócios, fiel em seus
compromissos e exemplar em seu comportamento (Mateus 5:37; Efésios 5:15;
Filipenses 2:14, 15; I Pedro 2:11, 12);
(i) Evitar fofoca e ira excessiva (Efésios 4:31; Tiago 3:6; I Pedro 2:21);
(j) Ser entusiasmado e zeloso na obra (I Coríntios 15:58; Tito 2:12-14);
(l) Vigiar uns com os outros em amor (I Pedro 1:22);
(m) Orar uns pelos outros (Tiago 5:16);
(n) Ajudar nos momentos de angustia e enfermidade (Gálatas 6:1, 2; Tiago 2:15-17);
(o) Cultivar a compaixão e a cortesia (I Pedro 3:8);
(p) Fazer e viver sempre para gloria de Deus (I Coríntios 10:31);
(que) Ser lento para se irar, estando sempre pronto para perdoar (Mateus 6:12, 14,15;
Efésios 4:31, 32; Tiago 1:19).
CONCLUSÃO
(a) Ele não tem que ser obrigatoriamente em água corrente, como defendem alguns. A
Bíblia não ordena isso. Os batistérios nas igrejas, hoje, são uma bênção, pelo conforto e,
principalmente por fazer uso de água tratada e despoluída;
(b) A pessoa deve se submeter a ele espontaneamente. Deve ser uma decisão sua.
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APLICAÇÃO.
(a) Porque você deve se batizar?
(b) Pense nas responsabilidades que você terá como membro da igreja em que está se
batizando. Você quer mesmo se comprometer?
(c) Examine-se e veja se crê realmente em Jesus Cristo, para ser batizado.
Estudo 12
A IGREJA
INTRODUÇÃO
1) SEU FUNDADOR
A Igreja não foi criada por homens; o próprio Cristo foi o Seu fundador (Mateus
16:13-19). Com a pública profissão de fé de Pedro ((Mateus 16:18). Estava iniciada a
edificação da igreja. Sobre a pedra, a rocha, Jesus Cristo, aceito e confesso como o
Filho do Deus vivo, Simão Pedro foi o primeiro tijolo da construção. Sempre sobre a
rocha (I Pedro 2:1-10). Cristo é “a pedra viva”, “a principal da esquina”, “a principal
pedra angular”, para os cristãos. “Pedra de tropeço e rocha de escândalo”, para os
desobedientes, os não-crentes, que não fazem parte do edifício da igreja de Cristo. Os
cristãos professos, assim como Simão Pedro, são “pedras vivas”, “edificados como casa
espiritual”.
Cristo fundou a Sua igreja sobre Si mesmo. Cada vez que alguém professa a sua
fé nEle, como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”, mais uma pedra é acrescentada ao
edifício da casa espiritual. Sobre Cristo, a pedra angular, os cristãos, incluindo Simão
Pedro, as pedras vivas.
O hades era o reino dos mortos, sem especificar a diferença entre o céu e o
inferno. Poderia ser considerado como o além. Não deixar de ter o seu significado, de
ser o lugar dos mortos. Jesus afirma que suas portas não prevalecerão contra a Sua
igreja. Como?
A morte nunca há de vencer a igreja de Cristo. O próprio Cristo triunfou sobre
ela. Seus seguidores também triunfarão. Os mortos espirituais (Efésios 2:1) serão
convidados a pertencerem à Sua Igreja, passando da morte para a vida. Os cristãos,
mesmo morrendo fisicamente, triunfarão sobre a morte (João 11:25, 26). É sua missão
vencer sobre a morte, em todos os seus aspectos, proclamando a Cristo, como “o Filho
do Deus vivo”.
Em Mateus 18:15-22, Jesus falou sobre a autoridade de Sua igreja em ligar e
desligar. O contexto leva-nos à expressão da igreja de Cristo, no seu contexto local. Ela
52
liga e desliga as pessoas, na proclamação do evangelho. Quem o aceita, está ligado;
quem o rejeita, está desligado. A igreja, ao evangelizar, apenas confirma a decisão dos
céus. Grande é, pois a missão e a responsabilidade da igreja.
4) SEUS OFICIAIS
Ainda que o nome não apareça como tal, a implicação de suas atividades no
encargo deste serviço leva-nos a crer que o primeiro oficial a surgir na igreja foi o
diácono (Atos 6:1-7). Crescendo o número de convertidos, a igreja de Jerusalém
enfrentou um problema administrativo: ou os apóstolos cuidariam da oração e do
ministério da palavra, ou seriam absorvidos pelo cuidado das necessidades
materiais dos membros da igreja. Esta estava prestes a se dividir. Veio à solução: a
escolha de sete homens.
(c) Pastor – aquele que apascenta o rebanho dos fieis, cuidando de suas
necessidades espirituais.
(a) “Anciãos” (v.17); pede que “cuide de todo o rebanho’ – função pastoral;
(b) Afirma que foram constituídos “bispos” (v.28) e que devem “apascentar a igreja
de Deus”.
Cremos numa igreja livre, num Estado livre (Mateus 12:15-22). A história do
cristianismo ensina que, sempre que houve interferência de um em outro, houve
prejuízo e ambos se deturparam. Não se confundem. Um exerce a sua autoridade na
esfera civil, o outro, na esfera espiritual. São dois reinos: o deste mundo e o de Deus.
Coexistem, entre as criaturas de Deus. Ambos são ordenados por Deus e são
responsáveis diante dEle.
Não há governo que não seja da permissão de Deus (Romanos 13:1-7). Em caso
de conflito, porém, quando o poder civil tenta oprimir a esfera espiritual, a prioridade
será sempre de Deus (Atos 5:25-29). É dever do Estado assegurar a plena liberdade
religiosa; é dever dos cristãos orarem pelas autoridades e obedecer-lhes, a menos que
contrariem as leis de Deus.
Não se deve exercer repressão religiosa sobre qualquer indivíduo, sob qualquer
pretexto. O próprio Deus respeita e responsabiliza o livre-arbítrio, com o qual criou
55
cada ser humano. Cada pessoa é livre para professar a sua crença, desde que não fira a
liberdade e os direitos dos outros.
7) A IMPORTÂNCIA DA FREQUÊNCIA.
Não é um mero conselho, não é uma opção (se eu estiver a fim vou, se não deixo
de ir), é tão obrigatório quanto qualquer um dos mandamentos que Ele deu.
Não é só o desejo do Pastor, é uma ordem Sua a qual não se pode desobedecer.
Gaguejar e dar desculpas são responder a Deus. E ordem não foi dada para ser
questionada e sim para ser obedecida (Isaías 1:19, 29).
Na carta aos Romanos 9:20, Deus e o homem são apresentados num contraste
bem delineado: Deus, em Sua infinita grandeza, santidade, poder e sabedoria; o homem
em sua pequenez e ignorância infinita. No grego, há uma ênfase forte no “tu”. Se Ele
deixar por nossa conta criticá-Lo e fizer objeções aos Seus mandamentos, isso nos será
fatal (Isaías 1:20). E Deus pode fazer tal coisa (Atos 14:16; Romanos 9:18).
a) Uma fábrica para Cristo e todos os membros precisam estar em seus postos;
b) É uma escola de instrução religiosa e todos os seus membros e congregados
devem ser alunos fiéis;
c) É um farol para Cristo (Mateus 5:14-16). E cada um precisa deixar sua luz
brilhar diante dos homens, para que vejam suas boas obras e glorifiquem a Deus. É
pecado pôr nossa luz embaixo da cama, e é isso que as pessoas fazem quando tentam
esconder as coisas boas que fazem. É claro que não precisamos fazer um desfile de
nossas boas obras, a fim de receber o louvor dos homens, mas devemos praticá-las para
que Deus seja glorificado. Erramos se, ao mostrá-las, a intenção for a nossa própria
glória, mas também é errado escondê-las, fingindo humildade. Se eu apoiar minha
56
igreja ou fizer algo para o seu bem, e ninguém souber, como é que isso pode servir de
encorajamento para alguém?
Negligenciar a freqüência constante (em todos os cultos possíveis) à igreja é a
coisa mais ridícula e sem sentido que alguém pode fazer.
B) É COMO:
a) Empregar um mestre de obras e não dar-lhe nenhum pedreiro;
b) Nomear um general sem dar-lhe nenhum soldado;
c) Contratar um pastor sem dar-lhe nenhuma ovelha para cuidar;
d) Um líder sem nenhum seguidor;
e) Arranjar um professor sem nenhum aluno para ser ensinado;
f) Um médico sem nenhum paciente para ser tratado.
CONCLUSÃO
57
PERGUNTAS PARA REVISÃO
Estudo 13
A CEIA DO SENHOR
INTRODUÇÃO
Das duas ordenanças deixadas por Jesus, a ceia do Senhor é a segunda, para
todos os Seus discípulos integrados em Sua igreja. O batismo simboliza a
transformação acontecida, por meio de Cristo, na vida do novo seguidor; a ceia
relembra e proclama a morte de Cristo “até que Ele venha”.
O próprio Jesus instituiu a ceia. Participou dela e sobre ela deu orientação. Para o
cristão é um privilégio participar desta ordenança. Pois, é um ato cerimonial ordenado
por Jesus, para ser praticado durante o tempo da graça, até o dia da Sua volta. A origem
do termo vem do Antigo Testamento (salmos 119:1, 8, 12), que é referente aos Seus
princípios como um todo.
3) O SIGNIFICADO DA CEIA
4) VARIAÇÕES NA CEIA
Ao ser instituído, o pão era sem fermento e o vinho num cálice comum. Hoje se
usa pão diverso e, por medida de higiene, cálices individuais. Estes, para evitar bebida
alcoólica de hoje, contém suco de uva, em lugar do vinho. Temos ouvido falar de
cristãos que, em lugares remotos, usam como pão aquilo que lhe serve de alimento e,
em lugar do vinho, inexistente, suco de alguma fruta. Todavia, não convém se afastar
muito dos elementos originais, para que o simbolismo não perca o seu significado.
5) FREQÜÊNCIA DA CELEBRAÇÃO
CONCLUSÃO
Não se sentindo o cristão, ocasionalmente, em condições espirituais de
participar da ceia do Senhor, será o caso de se humilhar na presença de Deus, examinar-
se a si mesmo, derramar o seu coração, suplicar o perdão divino e alcançar a paz
interior. Só então deverá o cristão participar.
Estudo 14
MORDOMIA
INTRODUÇÃO
2) MORDOMIA DO TEMPO.
Em Mateus 25: 14-30 fala-se da distribuição dos bens pelo proprietário a seus
servos: um recebe cinco, outro dois e o terceiro um “cada um segundo a sua
capacidade”. Ninguém fica sem. Cada qual tem a capacidade de usando-os sabiamente
62
fazer com quer produzam e se multipliquem. É possível usá-los e aumentá-los, ou
enterrá-los. Mas, vira o dia da prestação de contas com elogios ou repreensão; com
recompensa ou com castigo. Tudo depende de como são administrados.
(a) Deixando que a vida seja conduzida pelo Espírito Santo (Romanos 8:14);
(b) Fazendo todas as coisas como que para Senhor (Efésios 6:6-7;
Colossenses 3:17).
(c) Preocupando-se em testemunhar de Cristo através do exercício dos
talentos (Filipenses 2:14, 15).
(c) São capacidades que nos tornam aptos a servir (I Cor íntios12: 7);
63
Cada um que nos foi dado é um recurso que precisamos usar, e acerca
do qual seremos considerados responsáveis, por ocasião do julgamento do
Tribunal de Cristo. Alguns recebem um dom, outros dois e outros cinco. Não
importa com quantos um cristão comece. Os mordomos são responsáveis
somente por aquilo que o Senhor tiver preferido conferir-lhes. Mas os recursos
que temos devem ser usados para cumprir o propósito do Senhor.
Na oração Pai Nosso, Jesus ensinou a orar também pelo sustento diário (Mateus
6:11). Ele vem de Deus. dá-nos força e condições para ganharmos o pão de cada dia.
Também é Ele quem abençoa as plantações e o seu cultivo, para que haja boa colheita e
alimentação. É justo, pois que não somente oremos pedindo, mas que também, à mesa,
agradeçamos o alimento.
A Bíblia recomenda o trabalho honesto, em prol do sustento (I Tessalonicenses
4:11, 12). E adverte algo fundamental (II Tessalonicenses 3:10-12). O cristão que
trabalha sossegada e dignamente, não precisa ficar ansioso acerca de sua vida e do seu
corpo (Mateus 6:25-34). Deus há de cuidar dele, mais do que das belas flores do campo
ou das aves do céu.
64
(7) MORDOMIA DOS BENS.
Para que servem os bens que nos são confiados por Deus?
O amor a ele:
66
(9) MORDOMIA DOS RELA CIONAMENTOS.
O termo traduzido por “difíceis” no grego significa que os dias são penosos,
terríveis, selvagens. Esta palavra é usada somente mais uma vez no Novo
Testamento, onde fala de dois endemoninhados, dizendo que eram “furiosos”
(Mateus 8:28);
(2) CORRUPTO (versículos 8 e 9): Aqui é mencionado dois homens dos dias
de Moisés que são figuras das pessoas que vivem nestes dias “difíceis” (Janes
e Jambres). “Corrompidos” é a palavra citada para descrevê-las, no sentido
de depravados (Isaías 53:6 e 64:6 e 7);
Como há enganadores neste mundo. Gente que rouba, que trai, que ilude.
Todas as categorias profissionais estão cheias de entendidos em roubo!
O SAL:
67
É espalhado e dá o sabor, mas não aparece; não se parece com
nenhum outro tipo de tempero.
CONCLUSÃO
68
Estudo 15
A TRINDADE
INTRODUÇÃO.
Não é fácil o assunto deste capítulo, pois diz respeito ao próprio Deus – o Ser
infinito e espiritual que as mentes humanas finitas não podem entender completamente
(Deuteronômio 29:29; Romanos 11:33-36; I Coríntios 13:12). Mas, sendo Ele nosso
Criador, tendo-nos criado à Sua imagem e semelhança e tendo-Se revelado em Jesus
Cristo (Hb 1:2) e na Sua Palavra, buscamos conhecê-Lo melhor, à luz da Bíblia.
Entendemos a Trindade como as três pessoas nas quais, Deus se revela a nós,
que são unidas num só propósito e na essência.
4) MANIFESTAÇÃO TRÍPICE
(b) O Espírito Santo (Deus-Espírito Santo), descendo como pomba sobre Jesus;
(c) Ouviu uma voz dos céus (Deus-Pai), testificando de Seu amado Filho.
5) A UNIDADE DIVINA
Jesus ensinou claramente a Sua unidade com o Pai (João 10:30; 14:8-11) e, ao
falar do Espírito Santo, O chamou de “outro Ajudador” (João 14:16, 17), ou seja, outro
da mesma espécie, outro da mesma essência. O Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito
Santo é Deus. E Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. A Trindade, sem qualquer um dos
três, estaria incompleta. Não há Deus sem a Trindade e não há Trindade sem Deus.
O Pai está ligado ao Filho e ao Espírito Santo; o Filho está ligado ao Pai e ao
Espírito Santo; O Espírito Santo está ligado ao Filho e ao Pai. Ninguém é superior ao
outro. Eles se equivalem. A Trindade é composta dos três; Eles se completam.
71
Ao nascermos, tal já acontece pela atuação de Deus: Seu ato criativo no Éden e
Sua seleção no ato da geração. Ao sermos salvos, o somos por Jesus Cristo pelo
convencimento do Espírito Santo (João 16:8-11), que passa a habitar em nós (Romanos
8:9). O cristão tem o privilégio de experimentar a ação completa da Trindade em sua
vida.
CONCLUSÃO
Estudo 16
OS ACONTECIMENTOS FINAIS
INTRODUÇÃO.
E após esta vida, que será? Eis a preocupação geral das pessoas. E com razão.
Cada um de nós deve estar preocupado com o que sucederá após a morte. A história
presente é apenas um pequeno ponto (Salmos 90:10) dentro do todo da eternidade. Mas
72
para nós, que vivemos o presente, são aqueles que finalizam a nossa existência aqui na
terra e nos introduzem na eternidade.
Mais uma vez, vamos buscar orientação da Palavra de Deus. Não pretendemos
abordar aspectos polêmicos; vamos nos deter tão somente aos fatos principais.
1) MORTE.
(2) O espiritual (Romanos 6:23, Efésios 2: 1,4-7), que separa a criatura de Deus;
2) O ESTADO IMEDIATO.
Parece ser esta uma das preocupações principais do ser humano: que acontece
imediatamente após a morte? Haverá um período de sono da alma? Acontecerá uma
completa destruição, cessando a existência? Ou haverá um purgatório para purificar o
que ainda não satisfez as exigências eternas? Quanto a uma possível reencarnação, já
vimos no parágrafo anterior, referente à morte, que tal teoria é frontalmente antibíblica.
Ao subir aos céus, Jesus, por meio de Seus mensageiros, deixou a promessa de
que voltaria, assim como fora visto subir aos céus (Atos 1:9-11). Essa volta a terra é
também denominada de Sua segunda vinda, pois a primeira se deu por ocasião da Sua
encarnação (João 1:1-5,12-14, 16-18).
(1) Nas nuvens, com poder e grande glória (Mateus 4:30; Lucas 21:27; I
Tessalonicenses 4:16, 17) para arrebatar a Sua Igreja, os verdadeiramente convertidos;
CONCLUSÃO
Em Apocalipse 22:12-21, Cristo, por meio da revelação, promete: “Eis que cedo
venho”. E o coração do cristão, aguardando ansiosamente a renovação plena da criação,
exclama: “Amém. Vem, Senhor Jesus MARANATA”.
Estudo 17
OS LIVROS DA BÍBLIA
INTRODUÇÃO.
1) O ANTIGO TESTAMENTO
76
libertação, peregrinação no deserto, a Lei dada por Deus a Moisés (Êxodo 20, Dez
Mandamentos), a organização do culto, o censo do povo, a repetição da Lei
(Deuteronômio 5:7-21), até a morte do grande líder Moisés.
2) O NOVO TESTAMENTO.
Ele é a parte da Bíblia que tem um significado muito grande para os cristãos. É
nele que encontramos o início, o desenvolvimento e a orientação do cristianismo.
77
Acredita-se que 20 ou 25 anos após a morte de Jesus ainda não havia nenhum dos livros
do Novo Testamento; após 400 anos, a sua estrutura já estava completa. É composto de
27 livros, escritos por vários autores, entre os quais se destaca o apóstolo Paulo, que, só
ele, escreveu 13 dos livros.
(2.1). Os quatro Evangelhos compõem a primeira parte. Narram à vida de Jesus, cada
qual tendo um objetivo em mente e ressaltando aspectos diversos dos eventos. Mateus,
antes de se encontrar com Jesus, era publicano; Marcos teria sido cidadão romano;
Lucas é o “amado médico” de Paulo; e João é um dos apóstolos de Jesus. Se
encaixarmos os Evangelhos uns nos outros, teremos uma sequência agradável e
harmoniosa.
(2.2). A segunda parte é a de Atos dos Apóstolos. Também escrito por Lucas, é a
narrativa dos atos dos apóstolos, conforme o próprio título sugere. Narra o
desenvolvimento do cristianismo após a subida de Jesus, bem como as primeiras
perseguições. Surgem, entre outras, as figuras de Pedro e Paulo, inclusive a conversão
deste e a obra por ele realizada.
(2.3). As Cartas Paulinas, escritas a igrejas de diversos lugares e a algumas pessoas.
Podem ser tomadas como a interpretação dos ensinos de Jesus e a sua aplicação prática
à vida dos cristãos. Nelas, Paulo combate: falsos ensinos (heresias), defende a sã
doutrina e afirma a posição cristã no meio do mundo. Não devemos colocá-lo no
pedestal de um deus, pois ele não o é. Mas é com profunda admiração que lemos as suas
cartas e recebemos a orientação que Deus enviou por sua instrumentalidade. São elas:
aos Romanos, duas aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos
Colossenses, duas aos Tessalonicenses, duas a Timóteo, a Tito e a Filemom.
(2.4). As Cartas gerais, católicas ou universais são de grande importância. Tiago,
irmão de Jesus, aponta o lugar das obras cristãs como evidência da fé cristã. As duas
cartas de Pedro foram escritas pelo apóstolo de Jesus. As três cartas de João. O seu
autor é o mesmo do Evangelho segundo João. A de Judas não é do traidor, e, sim,
irmão de Tiago e de Jesus (Judas 1 e Marcos 6:3).
(2.5). A carta aos Hebreus aponta o cristianismo como superior ao judaísmo.
Poderíamos resumir o seu conteúdo em “Cristo é melhor”. Até hoje não se sabe quem
foi o seu autor, uma das mais importantes para a vida do cristão.
(2.6) O de Apocalipse, o último, é interessante, difícil e muito incompreendido. A
palavra “apocalipse” deriva de “descobrir”, “tirar o véu”, “revelar”. Daí também o
nome de “Livro da Revelação”. Escrito pelo apóstolo João (o mesmo do Evangelho e
das três cartas) numa época de dura perseguição aos cristãos, apresenta, muitas vezes,
linguagem de difícil compreensão para nós. A sua mensagem, para os cristãos
primitivos, era clara e apontava a vitória final de Jesus. Sua leitura é de inspiração e
confiança em Deus.
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São aqueles encontrados em adição aos livros reconhecidos como inspirados
pelos próprios hebreus. Acham-se na Vulgata Latina ou Bíblia Católica. Não eram
considerados inspirados, já na época da formação do Antigo Testamento, e o fato de
narrarem, às vezes, cenas até irônicas e apresentarem ensinos condenados pela Bíblia
em seu todo, o seu conteúdo os coloca na categoria de livros úteis histórica e
literariamente, mas sem proveito espiritual para os leitores. São chamados apócrifos ou
espúrios.
São eles: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I Macabeus e II Macabeus.
AS HERESIAS:
Uma das grandes razões, talvez a principal delas, pelas quais os evangélicos
rejeitam os Apócrifos, é devido à grande quantidade de heresias que tais livros
apresentam. Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros
históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra
inspirada de Deus. A seguir daremos um resumo de cada livro e logo a seguir
mostraremos seus graves erros.
É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres
preparados pelo anjo Rafael.
-Fala sobre:
-APRESENTA:
(4)
80
(a) Tobias 6.5-9 - "Então disse o anjo: Tira as entranhas a esse peixe, e guarda,
porque estas coisas te serão úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e
levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto, para que lhes bastassem até
chegassem a Ragés, cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e disse-lhe:
Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de que remédio servirão estas partes do
peixe, que tu me mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu
puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas, o seu fumo afugenta
toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não
tornam mais a chegar a eles. E o fel é bom para untar os olhos que têm algumas
névoas, e sararão"
(b) Este ensino que o coração de um peixe tem o poder para expulsar toda espécie de
demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre como enfrentar os demônios (Mateus
17:21);
(c) Deus jamais iria mandar um anjo seu, ensinar a um servo seu como usar os métodos
da macumba e da bruxaria para expulsar demônios;
(d) Satanás não pode ser expelido pelos métodos enganosos da feitiçaria e bruxaria, e de
fato ele não tem interesse nenhum em expelir demônios (Mateus 12:26);
(e) Um dos sinais apostólicos era a expulsão de demônios, e a única coisa que tiveram
de usar foi o nome de Jesus (Marcos 16:17; Atos 16:18).
(a) Tobias 12.8:9 - "É boa à oração acompanhada do jejum, dar esmola vale mais do
que juntar tesouros de ouro; porque a esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os
pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna".
Eclesiástico 3:33 - "A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados"
(b) Este é o primeiro ensino de Satanás, o mais terrível, e se encontra em todas as seitas
heréticas;
(c) A Salvação por obras, destrói todo o valor da obra de Cristo na cruz em favor do
pecador. Se caridade e boas obras limpam nossos pecados, nós não precisamos do
sangue de Cristo. Porém, a Bíblia não deixa dúvidas quanto o valor exclusivo do sangue
como um único meio de remissão e perdão de pecados (Hebreus 9:11; 12:22; I Pedro
1:18, 19);
81
(d) Contradiz Bíblia toda. Ela declara que somente pela graça de Deus e o sangue de
Cristo o homem pode alcançar justificação e completa redenção (Romanos 3.20, 24, 24
e 29; 5:1; Efésios 2:8, 9).
(a) Eclesiástico 3; 4 - "O que ama a Deus implorará o perdão dos seus pecados, e se
absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua oração de todos os dias".
(b) O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o perdão, não é
fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado, a oração por si só, é uma boa obra
que a ninguém pode salvar. Somente a oração de confissão e arrependimento baseadas
na fé no sacrifício vicário de Cristo traz o perdão (Provérbios 28:13; I João 1:9; 2:1, 2).
(a) 2 Macabeus 12:43-46 - "e tendo feito uma coleta, mandou 12 mil dracmas de
prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos,
sentindo bem e religiosamente a ressurreição, (porque, se ele não esperasse que os
que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa
supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham
falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um
santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus
pecados".
(b) É neste texto falso, que a Igreja Católica Romana baseia sua falsa e herege
doutrina do purgatório;
(c) Este é novamente um ensino satânico para desviar o homem da redenção exclusiva
pelo sangue de Cristo, e não por orações que livram as almas do fogo de um lugar
inventado pela mente doentia e apostata dos teólogos católicos romanos;
(d) Após a morte o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e
outros para a Salvação eterna - não existe meio de mudar os destinos de alguém após a
sua morte (Mateus 7:13, 13; Lucas 16.26; Hebreus 9:27).
(a) Este é o ensino herético e satânico inventado pela Igreja Católica Romana, de que o
homem, mesmo morrendo perdido, pode ter uma Segunda chance de Salvação.
(b) Sabedoria 3:1-4 - "As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o
tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída
82
deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um
extermínio; mas eles estão em paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante
dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade".
(c) A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na ultima parte deste texto, onde
diz: “E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia
de imortalidade".
- Eles ensinam que o tormento em que o justo está, é o purgatório que o purifica
para entrar na imortalidade.
-Isto é uma deturpação do próprio texto do livro apócrifo. De modo, que a igreja
Católica é capaz de qualquer desonestidade textual, para manter suas heresias.
-Até porque, ganha muito dinheiro com as indulgências e missas rezadas pelos
mortos.
Os Anjos Mentem:
(b) Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade, sem violar a própria lei
santa de Deus. Todos os Seus anjos foram verdadeiros quando lhes foi perguntado a sua
identidade (Lucas 1:19).
(a) Judite 8:5, 6 - "e no andar superior de sua casa tinha feito para si um quarto
retirado, no qual se conservava recolhida com as suas criadas, e, trazendo um cilício
sobre os seus rins, jejuava todos os dias de sua vida, exceto nos sábados, e nas
neomênias, e nas festas da casa de Israel".
(b) Este texto legendário tem sido usado pela Igreja Católica, relacionado com a
canonização dos "santos" de idolatria. Em nenhuma parte da Bíblia jejuar todos os dias
da vida é sinal de santidade. Cristo jejuou 40 dias e 40 noites e depois não jejuou mais.
(c) O livro de Judite é claramente uma produção humana, uma lenda inspirada pelo
Diabo, para escravizar os homens aos ensinos da igreja Católica Romana.
83
Ensinam Atitudes Anticristãs, como:
** Crueldade e Egoísmo (Provérbios 25:21, 22; Mateus 6:44-48; João 6:5; Romanos
12:20);
CONCLUSÃO.
ESTUDO 18
DONS ESPIRITUAIS
INTRODUÇÃO.
Nenhuma congregação local será o que deveria ser, aquilo que Jesus
orou que fosse, ou aquela que o Espírito Santo dotou e a preparou, enquanto
ela não compreender os dons espirituais.
DEFINIÇÃO:
86
Ele é dado “de acordo com a graça divina”. o termo grego comum para
indicar os dons espirituais é “charismata”, no singular, “charisma”, que deriva
da palavra charis, que significa “graça”. Por conseguinte, há uma bem
próxima relação entre os dons espirituais e a graça de Deus.
Aquele que deseje realizar a Sua vontade, mas que não sabe como
fazê-lo, ou como funcionar no Corpo, precisa dar toda a prioridade à
descoberta deles. “Descobrir” vem antes de “desenvolver”, porque são
recebidos, e não conquistados. Deus os distribui, de acordo com Sua própria
discriminação (I Coríntios 12:11, 18). Deus não confiou à pessoa alguma a
distribuição dos dons espirituais.
(a) Torna-se um cristão mais capaz de permitir que Deus faça sua vida ser útil
em Suas mãos.
87
(b) Começam a desenvolver uma saudável autoestima. Isso não significa que
se tenham em mais alta conta do que deveriam fazê-lo. Antes, aprendem que,
sem importar quais sejam os seus dons, eles são importantes para Deus e
para o Seu Corpo.
A humildade é uma virtude cristã. Mas, como quase tudo que é bom,
pode haver aí um exagero. Alguns se mostram tão humildes que virtualmente
não têm utilidade no Corpo. Essa é uma falsa humildade, e por muitas vezes é
estimulada pela ignorância acerca dos dons espirituais.
As pessoas que se recusam a dizer qual é ele, com base de que seria
uma arrogância e uma presunção, apenas exibem sua ignorância quanto ao
ensino bíblico sobre isto. Alguns, talvez, até tenham algum motivo mais
profundo para não se verem envolvidos. Pois, não querem ser considerados
responsáveis por seu uso. Nesse caso, a humildade estará sendo usada como
capa para disfarçar a desobediência.
ESTUDO 19
DONS ESPIRITUAIS II
INTRODUÇÃO:
Todo cristão possui pelo menos um, como também toda igreja local. Muitos desses, porém, continuam
enterrados. Mas, estes podem ser desenterrados e usados para a glória de Deus, visando o desenvolvimento
da igreja local.
AS TRÊS LISTAS CHAVES.
A grande maioria dos mencionados na Bíblia encontra-se em três capítulos principais: Romanos 12; I
Coríntios 12 e Efésios 4. Há ainda outros textos importantes, cujas informações preenchem outros importantes
detalhes: I Coríntios 13-14, I Pedro 4:1; I Coríntios 7 e Efésios 3. Começaremos a reunir a lista fundamental,
usando os três capítulos básicos:
È capacidade de identificar e cuidar das necessidades físicas do corpo através de uma variedade de
meios. A palavra grega para este dom é a mesma que para o ministério ou diácono, mas o dom não deve ser
confundido com o escritório.
É capacidade de explicar claramente e efetivamente aplicar as verdades da Palavra de Deus, para que
os outros vão aprender. Isto requer a capacidade de interpretar corretamente as Escrituras, participar de
pesquisas necessárias, e organizar os resultados de uma forma que é facilmente comunicado.
89
(d) Exortação.
(e) Contribuição (doação, generosidade);
É a capacidade de contribuir com recursos materiais com generosidade e alegria para o benefício dos
outros e da glória de Deus. Cristãos com este dom espiritual não precisa ser rico.
Uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer
em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas.
São concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e
sobrenaturais. O plural (dons) indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de
cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os
membros do corpo de Cristo, todavia, todos eles podem orar pelos enfermos.
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(e) Milagres (realização de grandes feitos);
É a capacidade de servir como um instrumento através do qual Deus realiza atos que manifestam
poderes sobrenaturais. Milagres de dar testemunho da presença de Deus e a verdade da Sua Palavra
proclamada, e parecem ocorrer mais frequentemente em associação com a atividade missionária.
. É capacidade de discernir claramente o espírito da verdade e o espírito do erro (I João 4:6). pode-se
distinguir a realidade contra as falsificações, o divino em relação ao ensino, demoníaca verdadeiro versus
falso, e em alguns casos, os motivos espirituais contra carnal.
Apóstolo;
É a capacidade de iniciar e / ou para supervisionar novas igrejas e ministérios cristãos com uma
autoridade reconhecida espontaneamente.
Socorro;
Administração.
É a capacidade para dirigir uma igreja ou organização cristã em direção ao cumprimento de suas
metas, conduzindo seus negócios e práticas de planos necessários. Uma pessoa pode ter o dom da
liderança, sem o dom de administração.
(3) Efésios 4:
Tem a capacidade de liderar pessoalmente, nutrir, proteger e cuidar das necessidades da Igreja Local.
Estas três listas básicas fornecem-nos vinte dons espirituais distintos. Nenhuma delas é
completa. Há alguns mencionados em Efésios que também estão em Romanos; e alguns dos Romanos são
ditos em I Coríntios; e alguns dos de I Coríntios estão em Efésios. Ao que tudo indica, esses catálogos não
planejam ser completos dos que Deus confere.
Os que o recebem não somente têm essa capacidade, mas, também amam agir desse modo e se
sentem mais felizes com hóspedes em casa do que quando estão sem eles. Essa é uma capacidade
sobrenatural, dada a somente alguns poucos cristãos.
É muito útil no crescimento das igrejas quando o esforço evangelístico gira em torno de estudos bíblicos
em reuniões nos lares.
(b) Intercessão.
É a capacidade de orar por extensos períodos de tempo, recebendo respostas frequentes e específicas
para as suas orações, em um grau muito maior do que aquilo que se espera de qualquer outro cristão. Passar
muito tempo em oração, regularmente. Isto está acima da possibilidade da maioria que não possui este
dom. Mas, para aqueles que o receberam, passar tantas horas em oração é a coisa mais agradável que há.
(5) E o de serviço?
(6) E o de ensino?
(7) E o de exortação?
(8) E o de contribuição?
(9) E o de liderança?
(10) E o de misericórdia?
(11) E de sabedoria?
(12) E o de conhecimento?
(13) E o de intercessão?
ESTUDO 20
92
CARACTERÍSTICAS DE UMA SEITA
Analisando as cartas de Paulo, podemos observar a forma zelosa com a qual ele defendia o Evangelho e a
paixão que ele tinha pela pureza doutrinária das Igrejas as quais supervisionava. Movido por esse zelo e
inspirado pelo Espírito, em sua ultima Carta ao seu filho na Fé, Paulo fala profeticamente sobre uma das
características mais marcantes dos últimos dias: que surgiriam pessoas, dentro do próprio “Cristianismo”, que
não suportariam mais a sã doutrina de Cristo e que pregariam doutrinas conforme suas próprias
concupiscências (desejos) e que desviariam os seus ouvidos da Verdade (2 Tm 4.3-4).
O próprio Mestre, no capítulo 24, no versículo 11 de Mateus, também nos adverte que nos últimos dias
surgiriam muitos falsos profetas e que estes enganariam a muitos. E são justamente dentro desse contexto de
falsos profetas e de falsos ensinos que se encaixam as seitas. A palavra seita vem do grego ‘Hairesis’ e
significa facção, partido, grupo. Nos dias do Novo Testamento era usada para se referir as facções religiosas
do judaísmo (At 5.17; At.15.5; At 28.22) dentre as quais até os seguidores de Cristo foram chamados de Seita.
No sentido doutrinário, uma seita é todo grupo religioso que se afasta da Sã Doutrina de Cristo, criando para si
suas próprias teses, conceitos, dogmas e doutrinas. Segundo os Heresiologistas (teólogos que estudam as
seitas e Heresias), as seitas têm algumas características em comum que tornam de certa forma, fáceis a sua
identificação. Tendo visto as admoestações de Paulo e do próprio Jesus com relação ao aparecimento de
falsos mestres e falsas doutrinas nesses últimos dias, vamos analisar nesse post, de uma forma sucinta, quais
são as principais características de uma seita, para que não venhamos ser enganados “por todo vento de
doutrina” (Ef 4.14).
Vários versículos na própria Bíblia deixam mais que claro a sua supremacia e autoridade final para nossas
vidas (Sl 119.105; II Tm 3.16), e ela mesma nos adverte que a ela nada deve ser acrescentado, ainda que um
“anjo” do céu desça e transmita outra mensagem além da que já nos foi dada (Ap 22.18-19; Gl 1.8-9).
Todas as Seitas tem uma visão distorcida acerca da pessoa de Jesus. Nenhuma delas confessa a divindade
de Cristo. Segundo alguns, ele era o “Anjo Miguel em forma de Carne”, para outros ele era “um deus” de
93
segunda categoria. Alguns afirmam que ele foi à primeira criatura feita pelo Pai. Além disso, alguns grupos
religiosos negam a humanidade de Cristo, afirmando que de fato ele não veio em carne, mas que seu corpo
era apenas um mero “fantasma”.
Em resposta a isso afirmamos que a Bíblia ensina que Jesus é Deus (Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; 1 Jo 5.20, etc.).
Assim sendo, não pode ser equiparado meramente com seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os
anjos, que o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem (Lc
2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc
7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44), etc.
Outra característica marcante das Seitas é o Exclusivismo. Segundo seus adeptos, somente seu grupo
religioso é o portador da verdade, a verdadeira Igreja de Cristo, o verdadeiro povo Eleito, e todas as demais
igrejas e denominações estão enganadas. Por conta disso os membros de seitas são proibidos de ter
comunhão com cristãos de outras denominações e são até proibidos por seus líderes de participar de qualquer
culto que não seja do seu grupo religioso.
Alguns grupos chegam ao extremo de afirmar que somente em seu grupo religioso é que alguém pode
encontrar a Salvação. Aliado a isso, somam-se conjuntos de normas e regras que devem ser obedecidas para
que o adepto possa ser de fato salvo, levando a um legalismo constrangedor.
A Bíblia é clara ao afirmar que nossa salvação é pela Graça e não por nossas obras (Ef. 1.8-9; 2.8-9), e que
nossa salvação vem de nossa confissão de Fé do Senhorio de Cristo (At 4.12; Rm 10.10-11), pois o pecador é
salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (At 16.30-31). Jesus é o
único caminho ao Pai, e não uma religião ou grupo religioso específico (Jo 14.6). Embora as diversas igrejas
tenham sistemas de governo diferentes, liturgias e até venham a divergir em alguns aspectos, somos unidos
pelo sangue de Jesus que salvou a todos nós (Jo 3.16) e também, nos unimos em propósitos comuns, pois
onde há unidade o Senhor ordena a benção (Sl 133).
A bíblia nos ensina que ao servo de Deus não convém contender (2 Tm 2.24). Nosso Objetivo nessa postagem
não é o de criar polêmicas ou de acusar outros grupos ou pessoas. Não temos o objetivo de debater
interminavelmente assuntos doutrinários, pois o apostolo Paulo nos orienta: “Fiquem longe da insensatez, de
discussões sem propósito” (Tt 3.9, Versão A Mensagem). Como discípulos de Cristo, seguindo as orientações
das Escrituras, estamos sempre dispostos a, em amor, responder àqueles que nos perguntarem sobre a razão
da esperança que há em nós (1Pe 3.15).
A palavra seita vem do latim, “secta”, de “sequi”, “seguir”, que por sua vez vem do termo grego “hairesis”, de
onde traduzimos nosso vocábulo português, “heresias”. A etimologia da palavra por si, não tem semelhança
alguma com a definição moderna que lhe damos dentro do contexto religioso cristão atual. Primariamente,
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“hairesis” na literatura antiga significava “o ato de tomar”, no caso de uma cidade. Posteriormente, tomou o
significado de “escolha”, no sentido de preferência de pensamento, escola filosófica etc. É progressiva a
mutação desta palavra dentro das escrituras neotestamentaria, ela aparece como: “partido”, em Atos 5.17 para
tomar o caráter de erro doutrinário, apostasia deliberada em II Pedro 2.1 e Tito 3.10, este é o significado que
prevalece atualmente no contexto apologético, ou seja, é a negação e/ou a pregação de um outro evangelho
(Gálatas 1.6,9). Dentro dos parâmetros cristãos, sobretudo partindo da ótica evangélica/protestante, uma seita
é identificada sobre o que ela crê e ensina em relação à palavra de Deus.
I) AUTORIDADE EXTRABÍBLICA
Geralmente as seitas apresentam uma nova autoridade doutrinal superior ou paralela à Bíblia sagrada para
sua fé e prática. Esta autoridade pode apresentar-se em forma de livros ou revelações ou até mesmo na
pessoa do líder da seita. Alguns poucos exemplos clássicos são: As Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os
Adventistas do Sétimo Dia, a Igreja da Unificação, Igreja Católica Romana entre outros.
Há necessidade entre esses grupos de irem além do que está escrito nas sagradas escrituras, buscando novas
revelações. Essas “novas verdades”, no entanto, acabam-se por se chocar frontalmente com a palavra escrita
de Deus e às vezes com suas próprias revelações. Casos típicos são os do profeta do mormonismo Joseph
Smith, Sun Myung Moon, Charles T. Russel e outros. Para eles o evangelho precisa ser completado com suas
revelações místicas que somente eles possuem e mais ninguém.
Há muitos grupos que não reivindicam novas verdades, mas interpretam as verdades bíblicas ao seu bel
prazer. Para esses, a Bíblia lhes pertencem e ninguém pode entendê-la fora do padrão estabelecido pela seita.
Muitos dessa categoria apóiam-se em algumas passagens da Bíblia apenas por conveniência, pois é mais fácil
enganar um indivíduo que já está familiarizado ainda que nominalmente com este livro. É o caso do
Espiritismo e da igreja Católica Romana.
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Esses grupos nutrem verdadeiro ódio contra as igrejas estabelecidas que pregam o conceito histórico-ortodoxo
de crença. O argumento quase unânime entre elas é que as igrejas se afastaram das verdades essenciais e se
enveredaram para práticas pagãs. Essas seitas atacam como ensinamento pagão às doutrinas da Trindade, a
imortalidade da alma e o inferno.
O Jesus das seitas nunca é o mesmo Jesus da Bíblia. Para as seitas Jesus foram diversas coisas, mas nunca
o Deus encarnado que veio redimir o homem. Assim para as Testemunhas de Jeová Jesus é apenas uma
criatura, um deus menor, para os mórmons Jesus é apenas um dos trilhões de deuses, foi casado e polígamo,
já para os espíritas Jesus foi apenas o maior espírito de luz que já baixou nessa terra.
As seitas retiram o censo crítico de seus adeptos não permitindo que eles pensem por si mesmos deixando
que o líder ou o grupo pensem por eles. As técnicas são variadas, mas sempre persuasivas indo das sessões
de isolamento da família até jejuns forçados sem tempo de descanso, sendo que neste ínterim é o membro do
grupo bombardeado com literaturas da seita, estudos e mais estudos até a exaustão psicológica. É o caso do
reverendo Moon, Hare Khrisna, Testemunhas de Jeová e outros.
O estado legalista das seitas impedem-nas de aceitarem a livre graça de Deus. Como o âmago da seita é a
heresia e toda heresia é obra da carne, sendo produto do homem sem o verdadeiro Deus, as seitas
desenvolveram sua própria maneira de salvação. Oferecem uma falsa esperança aos seus adeptos que nunca
sabem o quanto fizeram para merecerem a benevolência de um deus, cujo conceito forjado pela seita, foge
radicalmente do apresentado na Bíblia. Para o adepto só existem leis a serem cumpridas seja elas de
procedência bíblica ou mesmo criadas pela organização da qual pertencem. Podemos enquadrar aqui os
Adventistas, mórmons, Testemunhas de Jeová, Espiritismo, Catolicismo etc.
VIX) EXCLUSIVISMO
Apesar da Bíblia ensinar que a salvação e a verdade só se encontram em Jesus, as seitas invertem essa
verdade e apregoam que somente sua organização é a única correta tendo todas as demais apostatadas da fé.
É o monopólio da fé e da verdade. Para a pessoa ser salvo é preciso pertencer ao grupo.
As seitas a fim de enganarem as pessoas, usam uma terminologia cristã, mas que na prática se revela
totalmente falsa. Dizem crer-nos mesmos pontos de fé dos cristãos ortodoxos apenas para uma aproximação
pacífica visando sempre o proselitismo desleal. No entanto um exame mais atento, porém, revela que esta
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igualdade é apenas aparente e nominal. As Testemunhas de Jeová dizem acreditar no Espírito Santo, mas
para elas esse Espírito não é o mesmo do credo cristão, sendo apenas (na concepção delas) uma mera força
ativa. Os mórmons Dizem crer na trindade, mas a Trindade que eles pregam são três deuses que possuem um
corpo de carne e osso.
Para conseguirem impressionar seus membros, os líderes de seitas dizem receber supostas revelações de
Deus sobre certos acontecimentos históricos – mundiais, escatológicos ou envolvendo o próprio grupo, que
com o passar dos anos, se revelam fraudulentos provando ser o tal profeta um falso profeta. São os casos dos
líderes dos Adventistas, Testemunhas de Jeová e Mórmons.
As seitas possuem uma teologia volúvel. O que era verdade ontem já não é hoje. Com o passar dos anos as
inconsistências das aberrações doutrinarias apregoadas por elas se tornam um tanto obsoletas entrando
muitas vezes em contradição com os ensinamentos atuais de seus líderes, ai então, faz-se necessário o
camaleão mudar de cor. Algumas até colocaram em seus bojos doutrinários o ensinamento de que é
normalmente aceitável que sua teologia esteja em constante mutação, é o caso dos mórmons e das
Testemunhas de Jeová. Os jargões geralmente empregados para justificarem isto são: “lampejos de luz” (TJ),
“verdade presente” (ASD), “nova luz” (SUD). As características principais de uma seita foram expostas e
resumidas acima, mas há ainda a questão financeira, o carisma do líder, ensinos sobre a Trindade dentre
outras que por questão de espaço não colocamos aqui. Entretanto, estas servem para identificarmos
eficazmente uma seita.
Existem milhares res de religiões neste mundo, e obviamente nem todas são certas. O próprio Jesus advertiu
seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as
pessoas da verdade (Mateus 24.24). O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência
cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (I Timóteo 4.1-2). Nós
chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que todos os que pertencem a uma seita são
desonestos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas.
Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas.
Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum:
(1) Elas têm outra fonte de autoridade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como
fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios
livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como
tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E
mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas revelações.
(2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o
consideram como sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da
humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem divinizado, a um espírito aperfeiçoado através de
muitas encarnações, ou a mais uma manifestação diferente de Deus, igual a outros líderes religiosos como
Buda ou Maomé. Frequentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em
quem confiam.
(3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por
acreditarem que o homem é intrinsecamente bom, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o
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perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito
diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé
como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensino bíblico da salvação pela graça
mediante a fé.
(4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso
poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que se
arrependa dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como Salvador (não importa a denominação religiosa),
as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade.
(5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últimos tempos. Elas ensinam que receberam algum tipo de
ensino secreto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que ao nos
aproximarmos do fim do milênio, cresce o número de seitas afirmando que é o grupo fiel que Deus reservou
para os últimos dias da humanidade.
Podemos e devemos ajudar as pessoas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está escrito
que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da verdade (Tiago 5.19-20). Para isto, entretanto, é
preciso que nós mesmos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutrinas centrais do
Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo, para recebermos dele
poder e amor e moderação.
ESTUDO 21
O movimento neopentecostal se confunde com o pentecostal em suas praticas, hoje suas praticas são
idênticas até as mais tradicionais se renderam as praticas neopentecostais. Eles têm cresce muito atualmente.
No entanto, esse crescimento não nos impede de questioná-lo, pois, afinal, nós somos vítimas do pragmatismo
[1] carismático, que pensa que, se algo deu certo, só pode ser bom e verdadeiro. A nossa base de julgamento
é a Palavra, nossa regra de fé e prática. Sem a pretensão de fazer uma abordagem técnica sobre o assunto,
discorreremos sobre alguns pontos discutíveis desse movimento, analisando-o sob três perspectivas: a
eclesiológica, a teológica e a prática. Sobretudo, não é nossa intenção atacar as pessoas ou movimento em si,
mas apenas refletir sobre suas praticas não bíblicas.
Nossa abordagem irá explorar apenas três itens: o culto, a evangelização e o ofício ministerial.
a) O culto
Temos entendido que o propósito exclusivo de um culto é a adoração a Deus e a edificação da alma
adoradora. Contudo, não se pode dizer que a igreja neopentecostal tem seguido este propósito, isto porque a
ênfase dos seus cultos, geralmente, não é a glória de Deus. Na "igreja neopentecostal", o conceito de culto é
ambíguo, pois, ao invés de se cultuar, fazem-se "campanhas" de cura, revelação, prosperidade, etc.
Desta forma, se Deus comparecer nestes "cultos", terá que ser para servir a agenda semanal das tais igrejas e
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não para ser adorado. A liturgia deles é cheia de "glória a Deus", mas é tão desvirtuada de um padrão bíblico
que a ênfase recai sobre fenômenos (pouco comprovados) como curas, milagres e testemunhos, muitos dos
quais enfadonhos e que resultam mais em projeção pessoal do que em exaltação ao Senhor.
As pregações, quando não são pura aberração, são cheias de confissões positivas do tipo: "Você vai
prosperar, use sua fé e prospere hoje Jesus vai te curar, Deus vai mudar sua vida..." Não existe, portanto, na
maioria destas igrejas, uma exposição das Escrituras sequer razoável, capaz de tirar o leigo da ignorância
teológica total. Por este fato, quase sempre a palavra do líder tem um valor relativo ao da Palavra de Deus e o
que ele determina passa a ser seguido como regra de fé e prática.
Esta valorização da "tradição oral" não difere muito da atitude de uma igreja que se chama primitiva, cujo chefe
supremo é considerado infalível no que fala e somente agora, por pressão evangélica, é tolerante com a leitura
bíblica.
Outro problema é o que o culto neopentecostal, que não tem espaço para a adoração, corrompe-se mais ainda
com a demasiada cobrança de oferta dos fiéis (quase sempre prometendo a estes soluções da parte de Deus)
o que tem dado a estes "cultos" um caráter mercantilista e explorador. Não somos contrários a se pedirem
ofertas, diga-se de passagem, mas não concordamos com a falta de bom senso e critério bíblico na
administração destas coisas no culto a Deus.
b) A EVANGELIZAÇÃO
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Ademais, o evangelismo neopentecostal carece de um conteúdo teológico, que é essencial para a elucidação
de verdades elementares da fé cristã. Suas estratégias são pregar promessas de uma realidade virtual e não
pregar um evangelho de genuíno, o evangelho de Jesus.
c) O Ofício Ministerial
Enquanto nas igrejas históricas os candidatos ao ministério pastoral passam por uma preparação e zelosa
avaliação quanto ao caráter e chamado, no movimento neopentecostal qualquer um pode ser pastor". Os
critérios baseiam-se em saber pregar, falar línguas estranhas, ter sido revelado, etc. e, por esta razão, muitos
líderes neopentecostais são tão desvirtuados dos caracteres de um verdadeiro homem chamado ao ministério.
Poucos são aqueles que têm alguma preparação teológica. Segundo Paulo, as características de um homem
apto para o ministério devem estar relacionadas ao seu caráter irrepreensível, com sua capacidade de ensinar,
com sua boa administração do lar, com sua competência nos relacionamentos, com sua boa conduta para com
o mundo, etc. (1 Tm 3).
Além de tudo, cada pastor neopentecostal é livre pensador, ou seja, pode pregar o que acredita, sem a
supervisão de ninguém, o que favorece ao surgimento de tendências heréticas e inovações doutrinárias no
meio deles. E quando são questionados por alguma autoridade, se revoltam e abrem suas próprias igrejas
dirigindo-as como bem lhes apetece.
Tendo falado sobre a questão eclesiológica da igreja neopentecostal, apresentaremos agora alguns pontos
teológicos questionáveis que eles sustentam.
Pontos Discutíveis da Teologia:
Os neopentecostais afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus e, com isto, nós concordamos. Mas para eles a
palavra dos "profetas", dos visionários também é a Palavra de Deus. E por isto baseiam suas vidas e suas
doutrinas também em visões, "novas revelações" e em experiências místicas.
A Bíblia é a revelação perfeita e final de Deus para o homem; visões e profecias foram acessórios usados
neste processo de formação da Sagrada Escritura. Hoje, porém, temos a fé de que a Palavra de Deus é viva,
eficaz e suficiente (HB4. 12) sendo esta a nossa única regra de fé e prática. E uma vez que o cânon [7] do
Novo Testamento foi concluído, devemos nos apoiar apenas na Palavra e em nada mais.
Não ignoramos a iluminação do Espírito propiciada para que entendamos mais profundamente a Palavra, mas
negamos que sejam necessárias "novas revelações". Em Jo 16.13 o Senhor Jesus diz que o Espírito nos
guiaria em toda a verdade e não que nos revelaria "novas verdades".
b) A TRINDADE
A maioria deles defende a doutrina da Trindade, como nós também; porém a pessoa mais enfatizada no culto
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neopentecostal é o Espírito Santo. Praticamente tudo no culto é atribuído ao Espírito, cura, expulsão de
demônios, decisões, etc. Com isso, o papel das outras pessoas da Trindade é ignorado. Parece que eles
consideram o Espírito superior aos demais membros da divindade, ou pelo menos, mais importante.
No entanto, a Bíblia diz que o Filho glorifica o Pai e, o Espírito, glorifica o Filho, que por sua vez, derrama o
Espírito que faz o homem orar ao Pai em nome de Jesus (Jo 13. 32; 14.13; 16.14). A verdade é que, embora a
Divindade seja composta de três Pessoas distintas, elas formam uma unidade essencial perfeita. De forma que
é impossível um existir e agir sem a participação de todo o conselho divino.
c) A SUPERFICIALIDADE ESPIRITUAL
Devido à ênfase na liturgia envolvente, nas curas e nos exorcismos, os neopentecostais são, na sua maioria,
superficiais na fé e no conhecimento das Escrituras. Este superficialismo os faz presa fácil de perniciosas
heresias e de lobos vestidos de cordeiro. Por isto também é que as comunidades neopentecostais são tão
suscetíveis ao empirismo [8], misticismo [9], materialismo e muitas outras tendências tão nocivas à fé cristã.
O resultado desta superficialidade é a imaturidade manifesta numa vida carnal não experimentada no fruto do
Espírito Santo. Não estamos dizendo que todos os neopentecostais são leigos, por que não são. Contudo, a
hermenêutica deles é profundamente comprometida com "novas revelações" o que os faz suscetíveis a
tendenciosidade.
d) QUANTO À SALVAÇÃO
O pensamento deles sobre salvação não se limita a considerá-la apenas obra do Espírito, mas a ensinam
como produto da cooperação humana, A salvação torna-se, portanto, tão inflacionável como nossa economia:
hoje tenho, mas amanhã posso ter perdido.
Contudo, a Bíblia ensina com muita segurança que a salvação é pela graça e não por méritos previstos ou
praticados pelo homem, 2 Tm 1.9, e que a salvação é eterna, Hb 5.9. O conceito arminiano [10] tem larga
expressão e até sofre uma radicalização dentro do neopentecostalismo.
Como consequência, alguns se revestem de um humanismo tão grande, à semelhança de Erasmo de Roterdã
[11], que chegam a pregar que Deus depende carentemente da vontade humana para realizar seus desígnios
e, que se o homem não quiser Deus não pode fazer nada senão esperar até o dia que tal pessoa resolver dar
uma chance para Ele.
Este, sinceramente, não é o meu Deus, nem o revelado na Bíblia e na história como soberano, criador e
mantenedor de todas as coisas. Estas exaltações do "livre arbítrio humanas" são contrárias à Soberania de
Deus. Se falarmos de liberdade de escolher no homem, não nos esqueçamos da liberdade de escolher de
Deus. E não é injusto Deus fazer o que lhe aprouve, assim como não é injusto você queimar seu carro se o
desejar fazer.
101
Este tópico pode parecer um pouco estranho, tendo em vista que já abordamos a prática eclesiológica e
teológica neopentecostal. Eu poderia dar outro título, pois não me faltariam opções, contudo, eu quero abordar
aqui a conclusão prática dos dois tópicos acima. Ou seja, o resultado de uma eclesiologia e teologia distorcida
é uma praxe confusa e antibíblica. Vejamos, pois, algumas praxes neopentecostais cuja natureza são
incoerentes com o ensino bíblico.
a) A PRÁTICA MÍSTICA
Misticismo é o conjunto de normas e práticas que tem por objetivo alcançar uma comunhão direta com Deus. O
problema é que quase sempre, os místicos são induzidos a prescindir da Bíblia e a se basear apenas em suas
experiências. Este é um dos grandes problemas dos neopentecostais, pois eles colocam suas experiências
acima da Bíblia e dão a ela uma interpretação particular fora dos recursos hermenêuticos.
O Misticismo neopentecostal é a mistura de figuras, objetos e símbolos para representarem coisas espirituais.
Eles tomam figuras do Antigo e Novo Testamento e as espiritualizam, transformando-as em "proteções"
semelhantes às usadas pelas magias pagãs. Deste ato, aparecem crentes com fitinhas no braço, com
medalhas de símbolos bíblicos, ungindo portas e janelas com azeite, colocando sal ao redor da casa para
impedir a entrada de maus espíritos; outros bebem copos de água abençoada, usam óleos consagrados em
Jerusalém, guardam gravetos que misteriosamente aparecem brilhando nos montes, ungem roupas para
libertar as pessoas e etc.
Estas coisas se estabelecem como pontos de contato e não passam de artifícios que roubam o lugar da fé e da
eficácia da obra de Cristo. Esta prática é rejeitada tantos pelos Pentecostais como pelas Igrejas Históricas,
visto ser uma fruto de uma doutrina pagã que visa estabelecer por meio de objetos um ponto de contato entre
Deus e o homem. As magias pagãs estabelecem como pontos de contatos objetos como amuletos, talismãs,
patuás, cristais, pedras e coisas para "proteção".
Basicamente, a cosmologia neopentecostal brasileira é sincretizada pelo cristianismo europeu, pelo animismo
[12] dos índios e pelo fetichismo [13] dos africanos.
O animismo prega que existe uma alma ou poder, a permear cada objeto. E o fetichismo manifesta-se na
cultuação, veneração ou uso religioso de um objeto que representa uma pessoa, coisa, divindade ou ritual.
Estas práticas pagãs não possuem uma relação muito intima com os pontos de contato [14]?
Tais ensinos anulam a obra de Cristo, criando um novo meio de justificação ou arranjando um amuleto de fé
para as pessoas se apoiarem. O problema é que tais pessoas acabam baseando sua fé em objetos assim
como fez Gideão (Jz 8.27). A questão não é se Jesus ou os apóstolos usou algumas vezes objetos em suas
ministrações, mas no que isto pode implicar. O ponto de contato dos verdadeiros cristãos é a fé em Jesus, pois
Ele é o único mediador entre Deus e o homem.
b) A PRÁTICA LEGALISTA E LIBERAL
Em matéria de ética, os neopentecostais em geral se comportam de forma legalista [15] ou "liberal" [16] , sendo
102
poucos deles equilibrados. Os legalistas enfatizam, sobretudo, a observância dos usos e costumes como um
processo de santificação e preparação para a salvação. Desenvolvem um "evangelho ascético" [17], que opta
pela "mortificação da carne", isolamento social e confinamento espiritual como um tipo de disciplina pessoal.
Os "liberais" já não se importam com mudança de vida; preocupam-se apenas com prosperidade, saúde e
felicidade neste mundo. Estes últimos vivem uma espécie de "evangelho hedonista16” que enfatiza apenas o
prazer como o fim último da vida.
Somente um entendimento correto acerca da doutrina da graça de Deus, poderia conduzir estas pessoas a
uma coerência bíblica e, conseqüentemente, a uma prática religiosa sadia.
Enfim, existem ainda muitos pontos discutíveis do neopentecostalismo que aqui não apresentamos, no
entanto, esta abordagem dará a você uma visão geral do movimento. É bom lembrar que nossa exposição não
é contra os crentes, mas contra o sistema neopentecostal.
ESTUDO 22
Batalha espiritual I
- Efésios 6:10:18
Para entendermos sobre batalha espiritual, precisamos antes entender quem somos em Cristo, o que já
foi conquistado para nós e o que podemos estabelecer aqui na Terra tendo vitórias nas guerras e lutas
espirituais. Quando temos consciência de quem somos em Cristo e como nos posicionamos no reino
do espírito, obtemos vitórias. Mas, quando ignoramos quem somos e o que podemos em Cristo,
Satanás aproveita-se de nós e traz opressão.
Estamos no meio de uma grande batalha espiritual. E Satanás sabe que o tempo e a hora de ser
destruído estão chegando, porque vivemos o final dos tempos. E para determos as suas forças temos
que fazer intercessões e batalha espiritual, caso contrário, estamos fadados a grandes fracassos. Muitas
pessoas entram em verdadeiras crises, dificuldades familiares, financeiras e emocionais, porque não
percebem que o inimigo está em todo momento esperando apenas uma brecha para poder entrar.
Se o inimigo fizer com que nós o ignoremos, não lutaremos contra ele, e, consequentemente, não o
deteremos. Achar que Deus resolverá tudo sem que tenhamos uma postura de oração e guerra é uma
atitude imatura e infantil. Deus nos deu armas para usarmos contra Satanás e destruí-lo.
Quando Deus apresentou Canaã ao povo de Israel, disse: “Esta é a terra, conquistai-a. Ela possui
gigantes, mas vocês podem vencê-los”. Hoje não é diferente; temos uma terra a conquistar. No
entanto, temos também gigantes que deverão ser vencidos através da oração e da batalha espiritual.
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DEUS É ESTRATEGISTA
Agora que você já sabe que o inimigo é perito em colocar ciladas, deve crer que nosso Deus é
estrategista em dar livramentos, graça e vitórias para Seus filhos. A nossa luta não é contra as pessoas
que conhecemos, não é humana; é espiritual. Por trás de cada situação no reino físico, há uma regência
espiritual. (Colossenses 1:13-17)
Jesus possui o governo sobre tudo, tanto no mundo espiritual como no mundo físico. Você precisa
acreditar nessa verdade. Crer no governo de Jesus. O Reino espiritual tem uma liderança: Deus Pai,
Deus Filho e Deus Espírito Santo. Essa é a organização maior. Então, segue-se uma hierarquia:
querubins, serafins, anjos e arcanjos. Sl 91:11,12).
Temos todos os livramentos do Senhor, porque há anjos específicos só para nos livrar de cair. Esses
mesmos anjos fazem acampamentos ao nosso redor. Já imaginou quantos anjos ficam acampados
quando a Igreja se reúne num local? Tudo isso porque Satanás liberou um demônio para tentá-lo, mas
o Senhor liberou organizações de anjos para cuidar de você e dar ordem a seu respeito para que seu pé
não tropece em alguma pedra. O complô do livramento está montado (Sl. 34:7).
O texto de Colossenses acima citado mostra que Jesus é o Senhor e tem o governo de tudo. Porém,
para que Jesus tenha prioridade na sua vida e total liberdade de agir, Ele precisa ser mais do que
Salvador; Ele precisa ser de fato, o seu Senhor.
Nenhum de nós precisa andar em trevas, porque a Luz do Mundo já mora dentro de nós e ela nos guia
pela vereda do justo. A Bíblia diz que o justo tem lâmpada até nos pés. (Salmos 119:105). Nossos pés
estão sendo iluminados pela Palavra para andarmos na luz e não palmilhar nas trevas.
Em Apocalipse 1:15, lemos que até os pés de Jesus brilham como luz. E aí vemos como porque os pés
estão sendo conduzidos na luz. (Efésios 6:15). Por onde você andar, a luz do Senhor tem que se
manifestar, pois os seus pés estão levando o Evangelho da paz.
Lembre-se de que o próprio Deus habita em você, por isso você pode se manter firme. (I Coríntios
3:16-17)
Aqui na Terra, somos o ‘templo ambulante’ de Deus e, aonde chegamos, a bênção, o poder e a vida se
manifestam, pois Jesus é entronizado por intermédio das nossas vidas. Ao nosso redor, estão os anjos
do Senhor (Sl 34:7) ao derredor, estão os demônios (I Pd 5:8).
Para os demônios nos atingirem, eles precisam passar pela guarda que o Senhor montou e deverão
enfrentar o Espírito Santo. Então, percebemos que só somos flechados ou caímos se abrimos brechas.
É por isso que precisamos vigiar, pois da parte de Deus toda estrutura de livramento já está montada
(Mt 26:41).
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