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Impactos da Desertificação no Solo

O documento discute o processo de desertificação no Brasil e no mundo. Ele descreve como a desertificação é acelerada por atividades humanas como desmatamento e queimadas, levando ao empobrecimento do solo e migração de populações. O documento também analisa iniciativas para combater a desertificação no semiárido brasileiro.

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Impactos da Desertificação no Solo

O documento discute o processo de desertificação no Brasil e no mundo. Ele descreve como a desertificação é acelerada por atividades humanas como desmatamento e queimadas, levando ao empobrecimento do solo e migração de populações. O documento também analisa iniciativas para combater a desertificação no semiárido brasileiro.

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RESUMO

Desertificação, fenômeno que corresponde ao empobrecimento e diminuição da umidade


em solos arenosos, localizados em regiões de clima sub-úmido, árido e semiárido. Esse é
o tema sobre o qual vamos falar na presente pesquisa que esta dividido em três partes: a
primeira parte introdutória, o desenvolvimento e conclusão.
INTRODUÇÃO
Na presente pesquisa, vamos falar sobre desertificação, nessa parte de introdução vamos
falar de uma forma abrangente sobre o tema, em seguida daremos uma imersão no
assunto.
Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a desertificação
é "a degradação da terra nas regiões áridas, semiáridas e sub-úmidas secas, resultante
de vários fatores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas". Considera
as áreas suscetíveis aquelas com índice de aridez entre 0,05 e 0,65. A ONU adotou o
dia 17 de Junho como o Dia Mundial de Combate à Desertificação.
As áreas abrangidas pelo problema da desertificação cobrem cerca de 33% da superfície
terrestre, num total de aproximadamente 51 720 000Km 2, afetando cerca de 900 milhões
de pessoas, sendo África o continente mais afetado. A estas áreas podem ainda
acrescentar-se as zonas hiper-áridas (desertos), que ocupam 9 780 000 Km 2 (16% da
superfície terrestre).
As causas conducentes à desertificação são diversas, podendo ter origem natural, como
mudanças climáticas naturais, a exemplo da que conduziu à formação do deserto do
Sara, entre 5000 a. C. e 1000 a. C., ou, antropológicas, isto é, devidas à ação humana.
A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) propõe cinco
áreas de ação humana, como potenciadoras do efeito de desertificação:
1) Degradação das populações animais e vegetais (degradação biótica ou perda da
biodiversidade) de vastas áreas de zonas semiáridas devido à caça e extração de
madeira;
2) Degradação do solo, que pode ocorrer por efeito físico (erosão hídrica ou eólica e
compactação causada pelo uso de máquinas pesadas) ou por efeito químico (salinização
ou solidificação);
3) Degradação das condições hidrológicas da superfície devido à perca da cobertura
vegetal;
4) Degradação das condições geohidrológicas (águas subterrâneas) devido a
modificações nas condições de recarga;
5) Degradação da infraestrutura económica e da qualidade de vida dos assentamentos
humanos.
Estes cinco componentes traduzem, de um modo genérico, os impactes negativos da
ação do homem nos ecossistemas naturais, conduzindo à sua destruição e consequente
desertificação.

A desertificação provoca rachaduras no solo, impossibilitando de ser fértil e aproveitável.

1
O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO

Mapa das zonas vulneráveis à desertificação segundo o Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos.

O termo desertificação tem sido utilizado para a perda da capacidade produtiva


dos ecossistemas causada pela atividade humana. Devido às condições ambientais, as
atividades econômicas desenvolvidas em uma região podem ultrapassar a capacidade de
suporte e de sustentabilidade. O processo é pouco percetível a curto prazo pelas
populações locais. Há também erosão genética da fauna e flora, extinção de espécies e
proliferação eventual de espécies exóticas.
O que acontece é um processo em que o solo de determinados lugares começa a ficar
cada vez mais estéril. Isso quer dizer que a terra perde seus nutrientes e a capacidade de
fazer nascer qualquer tipo de vegetação, seja florestas naturais ou plantações feitas pelo
ser humano.
Sem vegetação, as chuvas vão rareando, o solo vai ficando árido e sem vida, e a
sobrevivência fica muito difícil. Os moradores, agricultores e pecuaristas geralmente
abandonam essas terras e vão procurar outro lugar para viver.
No caso de desertos arenosos, origina-se a partir do empobrecimento do solo e
consequente morte da vegetação, sendo substituída por terreno arenoso. No caso
dos desertos polares, a causa evidente é a temperatura extremamente baixa daquelas
regiões.
Nas regiões semiáridas e semiúmidas secas, a ação humana intensifica os processos de
desertificação. As atividades agropecuárias insustentáveis são responsáveis pelos
principais processos: a salinização de solos por irrigação, o sobrepastoreio e o
esgotamento do solo pela utilização intensiva e insustentável dos recursos hídricos por
procedimentos intensivos e não adaptados às condições ambientais, além do manejo
inadequado na agropecuária.
O crescimento demográfico e a consequente demanda por energia e recursos naturais
também exerce pressão pela utilização intensiva do solo e dos recursos hídricos.
As consequências deste processo geram grandes problemas sociais, econômicos e
culturais. Em primeiro lugar, reduz a oferta de alimentos. Além disto, há o custo de
recuperação da área ambiental degradada. Do ponto de vista ambiental, a perda de
espécies nativas vegetal e animal é uma consequência funesta. Isso se caracteriza pelo
próprio nome segundo o entendimento da Organização das Nações Unidas, uma vez que
o clima se transforma em deserto, somente algumas espécies conseguem se adaptar,
como as Cobras e Ratos. Onde temos noites invernais de baixa temperatura e dias de
verão rigorosos de mais de 40 graus Celsius, ou seja, no deserto não existe a chamada

2
meia estação. O outono e a primavera. Note-se, atualmente o tempo de primavera e
outono está diminuindo e o tempo de verão e inverno está aumentando no mundo inteiro,
segundo estatísticas nas obras de renomados especialistas em climatologia
Finalmente, os problemas sociais: a migração das populações para os centros urbanos,
gerando a pobreza, o desemprego e a violência. Isto estabelece um desequilíbrio entre as
diversas regiões mundiais, uma vez que as áreas suscetíveis à desertificação encontram-
se em regiões pobres onde existe a ignorância com relação ao uso do solo e também
onde já há uma desigualdade social na educação ambiental a ser vencida.
DESERTIFICAÇÃO NO MUNDO
O risco de desertificação atinge 40% da superfície terrestre, considerando regiões
urbanas e rurais nesse processo, segundo os climatologistas, envolvendo uma população
de 2,6 bilhões de pessoas pelo menos, tendendo ao crescimento. Na África, estima-se
que sejam 200 milhões de pessoas atingidas pelo processo somente na região
subsaariana. A degradação nos vários países subsaarianos varia de 20% a 50% do
território.
Na Ásia e na América Latina, são mais de 357 milhões de hectares afetados. A cada ano,
perde-se 2,7 bilhões de toneladas de solo.
As adaptações a estas mudanças provocam mais pressões sobre o uso do solo,
aumentando sua degradação pelo manejo inadequado.
Em agosto de 2010, a ONU está lançando a Década da ONU sobre Desertos e de
Combate à Desertificação, a fim de fortalecer o combate ao processo e conscientizar
sobre a questão.
NO BRASIL

A caatinga é um bioma com risco de desertificação no Brasil.

No Brasil, o fenômeno se tornou mais evidente a partir de 2005 com a corruptividade


envolvida no Governo Federal, segundo Interpol - International Police interface United
Nations Organization - U.N.O. - " ...Tratando-se de crime ambiental, uma vez que U.N.O.
considera em diversos tratados desde 1963 o Brasil como "... pulmão do Mundo ... "
( Anexos ... devido a área geográfica ocupada - área Continental, representado por
Amazônia Legal, Centro Oeste e regiões ainda não desmatadas na época. 1963 ).
A partir de 2005 podemos ver um desmatamento de 3/4 dessas áreas e um novo perfil
climático de DESERTO TOTAL nas áreas suscetíveis à desertificação onde cresceu
exponencialmente em razão 2 onde eram e agora não - são as regiões de clima
semiárido, que correspondem a aproximadamente 10% de seu território que diminuiram,
ou subúmido seco, encontrados no Nordeste brasileiro e norte de Minas Gerais e
do Espírito Santo. Tais regiões aumentaram a secura em mais de 1/2 do território. Situam-
se nesta região suscetível 1201 municípios, numa área de 1 130 790,53 km²,
710 437,30 km² (62,8 %) de clima semiárido e 420 258,80 km² (37,2 %) de clima
subúmidos secos. Aproximadamente 23 milhões de pessoas estão distribuídas nesta
região, onde o Deserto a partir de 2005 torna cada vez mais miserável, ou seja a
chamada "pobreza - absoluta, no raquitismo até a 4ª geração, segundo estudos profundos
da U.N.O. - FAU.

3
As queimadas agravam mais esse perfil a partir de 2005, são um sério agravante desse
processo - crescente que deve ser revertido com URGÊNCIA nos próximos Governos a
partir de 2019.
Frequentemente utilizadas nessas regiões para "limpeza" do solo, as queimadas
destroem a microfauna do solo, micro-organismos que interagem e participam de diversos
ciclos inorgânicos, como o ciclo do nitrogênio. A destruição desses micro-organismos
prejudica a fertilidade do solo e diminui a quantidade de nutrientes disponíveis. As
consequências das queimadas permanecem por diversos anos. Agravado a partir de
2005, com a corruptividade do Governo Federal
São quatro os núcleos de desertificação intensa, que abrangem uma área de mais de
18 743,5 km²: Gilbués-PI, Irauçuba-CE, Seridó-RN e Cabrobó-PE. O semiárido brasileiro
também apresenta em 10% de sua área processos graves de desertificação. Tendendo
ao crescimento exponencial de raiz 2.
Para combater estes efeitos foi criado no Governo Michel Temer, denominado NEW
BRIDGE (Nova Ponte para a Ordem e Progresso Nacional o chamado "Programa de Ação
Nacional de combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca" (PAN-2018), sob
coordenação da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente. O
programa envolve poderes públicos e a sociedade civil para definir diretrizes e ações para
combater e prevenir a desertificação no país que deve ser tomado com urgência -
urgentíssima.
Em julho de 2017 foi re-criada a conhecida " Comissão Nacional de Combate à
Desertificação", coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, com a função de
estabelecer novas-estratégias de combate à desertificação e mitigar os efeitos da seca,
bem como implementar os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção das
Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca,
promulgada pelo Decreto nº 2.741, de 20 de agosto de 1998. A Comissão é de caráter
interministerial ligada ao Gabinete da Presidência da República de Michel Temer,
contando atualmente conta com membros do Ministério da Integração Nacional,
do Ministério do Planejamento, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da
Educação e Ministério das Cidades, Ministério da Defesa e Polícia Federal, no combate a
Corruptividade de recursos ao programa, desviados.
Em todo o Brasil, a área suscetível à desertificação abrange 86 % do território nacional,
considerando a Urbana e suburbana e incorpora Todos os Estados brasileiros além dos
antigos até 2017 – Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais,
Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A região também concentra
85% da pobreza do país, bastante agravada pela conversão, cada vez mais em desertos
urbanos e suburbanos, pela intoxicação e pela poluição do meio ambiente a nível nacional
brasileiro, sendo um desafio para futuros Governos, um caso de Polícia.
EM PORTUGAL

Barragem do Alqueva

Portugal é um dos países europeus com maior risco de desertificação. Esse risco é
praticamente nulo nas regiões acima do rio Tejo, mas abaixo do mesmo esse risco torna-
se evidente. As províncias do Alentejo e Algarve sofrem uma grande pressão hidrográfica

4
devido à falta de pluviosidade(chuva), prática agrícola excessiva (Alentejo), e demasiadas
infraestruturas turísticas (Algarve).
Na província alentejana, para combater a falta de pluviosidade, foi construída a barragem
do Alqueva (não foi a única razão para a sua construção), de modo a criar o maior lago
artificial da Europa. Esse lago permitiu a irrigação dos campos agrícolas envolventes, sem
a necessidade de utilizar fontes de água primitivas, esperando-se assim reduzir a
susceptibilidade dos solos nesta região.
Já no Algarve, devido aos campos de golfe e outras infraestruturas turísticas como as
piscinas, o governo português implementou algumas políticas de modo a restringir o uso
de água para estas actividades.
NA GUINÉ-BISSAU
MUDANÇAS CLIMÁTICAS PODEM LEVAR GUINÉ-BISSAU À DESERTIFICAÇÃO

 
 
 

Um especialista guineense em Agrometeorologia, Francisco Dias, avisou esta no dia 25


de maio de 2016, que as mudanças climáticas verificadas nas atmosferas e danos
provocados nas florestas pelas pessoas, podem colocar a Guiné-Bissau em uma situação
de perigo e de ameaça cada vez mais à desertificação.
O perito sublinha ser urgente a necessidade de se acionar os mecanismos legais contra a
corte desorganizada da floresta com vista a pôr cobra à situação.
“O deserto avança cada vez mais. Durante o período do dia, a temperatura sentida oscila
entre cinquenta a setenta graus centígrados, enquanto à noite faz-se no deserto frio
negativo. Portanto, tudo isso são sinais de desertificação”, indica.
Apesar de atraso da chuva na Guiné-Bissau, o especialista em matéria da meteorologia
aponta o próximo mês de junho do mesmo ano como mês de abundância em água
proveniente da chuva.
De acordo com Francisco Dias, a previsão sazonal habitualmente feita nos meados de
maio, daquele ano que foi publicada no dia 2 de junho, acrescenta, sublinhando que,
“todo o atraso na chuva é resultante de efeitos negativos do homem sobre a natureza”,
uma situação que “a Guiné-Bissau não foge à regra”.
O atraso na publicação das previsões, segundo o especialista, tem ainda a ver com a
finalização de alguns resultados referente à precipitação climática do mês de maio.
Contudo, fala de sinais de presença da chuva na zona sul do país.

5
CONCLUSÃO
A poluição dos solos, a agricultura intensiva, o uso de químicos agrícolas, a sobre-
exploração madeireira, o pastoreio intensivo, a pressão urbanística, a extração de areias
e as alterações climáticas (nomeadamente, dos regimes de pluviosidade) devidas ao
aumento artificial do efeito de estufa, são fatores que, combinados, conduzem à
destruição de solos, impedindo qualquer produção agrícola ou crescimento vegetal
significativo, de, segundo dados das Nações Unidas, até 12 milhões de hectares de solos,
por ano, levando a perdas económicas enormes, devidas à desertificação.

O problema da pobreza está também diretamente ligado à desertificação, já que 800


milhões de pessoas que não têm uma alimentação adequada vivem em regiões secas,
necessitando de (sobre)explorar os parcos recursos que o meio disponibiliza para
conseguir obter alimento, agravando assim ainda mais a pressão de desertificação, num
ciclo de retroalimentação positiva.

Como tal, é obvio que antes da tomada de medidas de cariz conservacionista seja
necessário primeiro garantir a subsistência dos habitantes destas áreas, o que implica a
tomada de medidas económicas, políticas e até de redistribuição geográfica das
populações, em algumas zonas do globo.

Em Portugal, o problema da desertificação coloca-se ao nível de algumas zonas secas,


com regimes de pluviosidade muito baixos, como é o caso de certas regiões
do Alentejo e interior Algarvio.

Um outro tipo de desertificação, a desertificação humana, é também um problema atual,


devido à migração das populações do interior para as áreas litorais, desertificando as
áreas interiores e originando uma pressão humana muito grande junto ao litoral.
A 17 de junho, comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a Desertificação e a Seca.
Conseguimos fazer uma abordagem geral, sobre o tema que o professor nos deu. Com as
pesquisas feitas conseguimos, reunir os dados e depois fizemos uma filtragem cuidadosa
das informações.
Com este trabalho, tivemos a oportunidade de conhecer, conteúdos muito interessantes
relacionados a esse tema.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
«UNCCD - World Day to Combat Desertification». Consultado em 9 de abril de 2016. Arquivado
do original em 12 de abril de 2016
«Food And Agriculture Organization of the United Nations: Desertification». Consultado em 5 de
Fevereiro de 2010
«U.S. Geological Survey : Desertification». Consultado em 5 de Fevereiro de 2010
Novaes, W. (2010): Mudou o jornalismo, não o Semi-árido. Boletim Ecodebate, acessado em 16
de agosto de 2010
Caatinga, um Bioma Ameaçado pela Desertificação
«Agência Brasil: Ministério do Meio Ambiente cria Comissão Nacional de Combate à
Desertificação». 22 de Julho de 2008. Consultado em 5 de Fevereiro de 2010
«Universidade Técnica de Lisboa: Investigação e Desenvolvimento para o Combate aos
Fenómenos da Desertificação e Seca». 22 de Junho de 2007. Consultado em 5 de Fevereiro de
2010. Arquivado do original em 9 de junho de 2013

6
«Ciência Hoje (Portugal):Combate à desertificação no IST». 20 de Julho de 2007. Consultado em
5 de Fevereiro de 2010

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