Iliana Da Costa Nobre Jorge
Saúde Ambiental e Ocupacional
Mestrado em Saúde Pública
Risco Como Perigo
Universidade Alberto Chipande
Beira
2022
Iliana Da Costa Nobre Jorge
Mestrado em Saúde Pública
Risco Como Perigo
Docente:
Msc. Chimbite
Universidade Alberto Chipande
Beira
2022
Índice
1.0. Introdução............................................................................................................................1
1.1. Objectivos............................................................................................................................1
1.1.1. Geral..................................................................................................................................1
1.1.2. Específicos........................................................................................................................1
1.2. Metodologia.........................................................................................................................1
2.0. Risco como perigo...............................................................................................................2
2.1. Conceitos de perigo e risco..................................................................................................2
2.2. Perigo relacionado ao trabalho.............................................................................................2
2.3. Risco relacionado ao trabalho..............................................................................................3
2.4. Risco e Perigo no trabalho...................................................................................................4
2.4.1. Exposição ao risco no local de trabalho............................................................................4
2.4.2. Prevenção e controle dos riscos ocupacionais..................................................................5
2.4.3. Gerenciamento de risco.....................................................................................................5
Conclusão....................................................................................................................................7
Referencias bibliográficas...........................................................................................................8
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1.0. Introdução
Neste presente faz uma abordagem minuciosa sobre risco como perigo. Risco é a probabilidade
de perigo, gerado com ameaça física para o homem e/ou para o meio ambiente. Perigo situação
em que se encontra, sob ameaça, a existência ou a integridade de uma pessoa, um animal, um
objeto etc. O Risco é um evento, ele está lá e pode acontecer a qualquer momento, com isso
devemos trabalhar os Perigos.
Os riscos e perigos devem ser identificados de acordo com o contexto da sua organização. Bem
como, os incidentes internos ou externos, incluindo emergências e atividades que causam
incômodo no entorno. Podem ser, por exemplo, ruído, odor, dentre outros mais.
A prevenção de riscos envolve a implantação de uma série de medidas para melhorar as
condições de trabalho aplicando medidas de segurança, higiene industrial, saúde ocupacional,
formação e ergonomia. Para que um plano de prevenção seja eficaz, a empresa que se vê
obrigada a cumprir deve torná-lo conhecido a todos os trabalhadores sem distinção. O
empregador tem a obrigação de guardar os certificados que atestem a conformidade do plano de
prevenção.
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Debruçar sobre risco como perigo.
1.1.2. Específicos
Definir risco e perigo;
Distinguir risco do perigo.
1.2. Metodologia
Para a realização do presente trabalho, foi aplicada a metodologia Bibliográfica. Segundo
Marconi e Lakatos (1992), a pesquisa bibliográfica é o levantamento de toda a bibliografia já
publicada, em forma de livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita.
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2.0. Risco como perigo
2.1. Conceitos de perigo e risco
Para Sanders e McCormick (1993, p. 675), “Risco é a probabilidade ou chance de lesão ou morte
e “Perigo é uma condição ou um conjunto de circunstâncias que têm o potencial de causar ou
contribuir para uma lesão ou morte”.
De acordo com Kolluru (1996, p. 10-13), Risco “(...) é uma função da natureza do
perigo, acessibilidade ou acesso de contato (potencial de exposição), características da população
exposta(receptores), a probabilidade de ocorrência e a magnitude da exposição e das
consequências(...) e perigo é um agente químico, biológico ou físico (incluindo-se a radiação
eletromagnética) ou um conjunto de condições que apresentam uma fonte de risco mas não o
risco em si”.
Segundo Shinar, Gurion e Flascher (1991, p. 1095), “(…) risco é um resultado medido do
efeito potencial do perigo” e Perigo é a situação que contém “uma fonte de energia ou de fatores
fisiológicos e de comportamento/conduta que, quando não controlados, conduzem a
eventos/ocorrências prejudiciais/nocivas”.
2.2. Perigo relacionado ao trabalho
Para Nogueira (1989), do ponto de vista da Higiene Ocupacional o perigo pode ser:
Factor de risco no local de trabalho;
Circunstancias que gera risco a segurança e saúde do trabalho
Situação capaz de causar um dano
Capacidade intrínseca de um agente (químico, físico, biológico, mecânico, social…) com
potencial para causar um tipo particular de efeito (a saúde ou meio ambiente).
O perigo ou fonte de risco é um aspecto ou elemento material ou imaterial, situação ou contexto
do trabalho que, de forma isolada ou combinada, tem o potencial intrínseco de dar origem a
riscos à saúde e segurança no trabalho. (Nogueira, 1989).
Também pode ser definido que é o conjunto de propriedades inerentes a um processo, que em
determinada condição possa causar efeitos adversos à saúde ou ao meio ambiente, dependendo do
grau de exposição.
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Segundo Nogueira (1989), perigo pode ser qualquer coisa potencialmente causadora de danos:
materiais, equipamentos, métodos e práticas de trabalho. O perigo pode ser identificado em:
Materiais: substâncias perigos /tóxicas – solventes, ácidos, álcalis, metais, gases,
plásticos, resinas, material particulado sólido, perfurocortantes, etc.
Equipamentos: partes móveis sem dispositivo de proteção, condições de uso (defeituoso,
má conservação, impróprio para o serviço, uso incorreto, guarda local inseguro e
inadequado).
Ambientes de trabalho: áreas de local de trabalho muito quentes, frias, empoeiradas,
sujas, ruidosas e escuras, com presença de gases, vapores, fumos, etc. Postos de trabalhos
inadequados ergonomicamente.
Trabalhadores: falta ou insuficiência de capacitação, inexistência de políticas de
segurança, fadiga, uso de drogas e álcool, pressão no trabalho, assédio moral, carga de
trabalho excessiva, etc.
Sistema de trabalho: fatores relacionados aos sistemas de trabalho: conteúdo e
organização do trabalho, gerenciamento, cultura organizacional.
2.3. Risco relacionado ao trabalho
De acordo Sanders & Mccormick (1993), risco ocupacional é uma:
Probabilidade da ocorrência de danos a saúde (meio ambiente).
Possibilidades elevada ou reduzida, de alguém sofrer danos provocados pelo perigo.
Esta sempre associado a exposição a algum perigo.
Possibilidade de consequências negativas ou danos para a saúde e integridade física ou moral do
trabalhador, relacionados ao trabalho. O nível de risco é determinado pela combinação da
severidade dos possíveis danos e da probabilidade ou chance de sua ocorrência.
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2.4. Risco e Perigo no trabalho
De acordo Sanders & Mccormick (1993), de forma resumida pode-se dizer representar o risco e o
perigo pelo diagrama abaixo:
2.4.1. Exposição ao risco no local de trabalho
Para Saliba (2011), exposição está vinculada a três variáveis:
Tempo de contacto com o perigo (período de tempo durante o qual o trabalhador fica em
contacto com o agente de risco.
Intensidade o que ocorre o contacto (concentração do agente agressivo no ambiente de
trabalho).
Natureza do agente (capacidade agressiva sobre determinadas condições).
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Para Saliba (2011), pode ser aguda ou crônica. De forma bem simplificada pode-se dizer que:
Exposição crônica: significa a exposição a doses menores por um período de tempo
maior, longa duração. Quando aplicado a materiais que podem ser inalados ou absorvidos
através da pele, refere-se a períodos prolongados ou repetitivos de exposição de duração
medida em dias, meses ou anos. Quando aplicado a materiais que são ingeridos, será
referido como doses repetitivas com períodos de dias, meses ou anos. O termo “crônico”
não se refere ao grau (mais severo) dos sintomas, mas se importará com a implicação de
exposições ou doses que podem ser relativamente perigosas.
Exposição aguda: é a exposição “de curta duração”. Quando aplicado para materiais que
podem ser inalados ou absorvidos através da pele, será referido como uma simples
exposição de duração medida em segundos, minutos ou horas. Quando aplicado a
materiais que são ingeridos, será referida comumente como uma considerável quantidade
ou
2.4.2. Prevenção e controle dos riscos ocupacionais
Para Ramazzini (2000), em se tratando de prevenção e controle de riscos ocupacionais, existem
uma série de medidas e técnicas que visam eliminar ou reduzir a exposição do trabalhador ao
risco; os princípios e hierarquia das medidas são os seguintes:
1. Evitar ou reduzir a utilização de materiais, processos ou equipamentos que possam
oferecer riscos para a saúde;
2. Prevenir ou reduzir a formação ou ocorrência de agentes ou fatores de risco;
3. Evitar ou controlar a liberação de agentes de risco e sua disseminação ou propagação no
ambiente de trabalho;
4. Evitar que os trabalhadores sejam atingidos ou afetados por agentes de risco, por
exemplo, utilizando um equipamento de proteção individual (EPI).
2.4.3. Gerenciamento de risco
Para Ramazzini (2000), o gerenciamento de risco ocupacional envolve a aplicação de políticas
administrativas, procedimentos e práticas que visam identificar, analisar, avaliar, tratar e
monitorar o risco. Um modelo de gerenciamento de riscos envolve, ao menos, as seguintes
etapas:
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Identificação dos perigos – esta etapa consiste em verificar as fontes capazes de causar
danos à saúde das pessoas e meio ambiente.
Identificação dos riscos – nesta etapa devem ser identificada a probabilidade dos perigos
virem a se concretizar, ou seja, se há trabalhadores expostos aos perigos.
Avaliação dos riscos – os riscos identificados devem ser avaliados qualitativa e
quantitativamente, afim de estimar, classificar e dimensionar a exposição dos
trabalhadores aos agentes e fatores ocupacionais de risco. É importante ressaltar que
quando forem identificados riscos aparentemente graves na fase anterior, estes devem ser
tratados antes de mesmo de serem avaliados.
Controle e Prevenção dos riscos – Após avaliados os riscos, devem ser aplicadas medidas
de controle e prevenção aos riscos considerados inaceitáveis. Os riscos que estejam sob
controle, devem ser monitorados frequentemente para garantir que os trabalhador não
tenham sua saúde afetada.
Monitoramento, auditoria e reavaliação – todos as medidas de controle e prevenção
aplicadas devem ser monitoradas, auditadas e avaliadas quanto à sua eficácia. Este é o
processo cíclico que devem ser realizado periodicamente.
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Conclusão
Terminado o trabalho de Saúde Ambiental e Ocupacional, foi o fruto de grande aquisição de
conhecimento cientifico, onde concluímos que, risco é uma função da natureza do
perigo, acessibilidade ou acesso de contato (potencial de exposição), características da população
exposta(receptores), a probabilidade de ocorrência e a magnitude da exposição e das
consequências e perigo é um agente químico, biológico ou físico (incluindo-se a radiação
eletromagnética) ou um conjunto de condições que apresentam uma fonte de risco mas não o
risco em si”.
Do ponto de vista da Higiene Ocupacional o perigo pode ser: factor de risco no local de trabalho;
circunstancias que gera risco a segurança e saúde do trabalho; situação capaz de causar um dano;
capacidade intrínseca de um agente (químico, físico, biológico, mecânico, social…) com
potencial para causar um tipo particular de efeito (a saúde ou meio ambiente).
O risco ocupacional é uma: probabilidade da ocorrência de danos a saúde (meio ambiente);
possibilidades elevada ou reduzida, de alguém sofrer danos provocados pelo perigo e esta sempre
associado a exposição a algum perigo.
A norma internacional ISO 45001 – Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional
conceitua risco como a: “combinação da probabilidade de ocorrência de eventos ou exposições
perigosas relacionadas aos trabalhos e da gravidade das lesões e problemas de saúde que podem
ser causados pelo(s) evento(s) ou exposição(ões)”.
De outra forma, podemos dizer que risco é a chance de uma situação ou evento perigoso
efetivamente provocar danos ou prejuízos. O risco ocupacional é definido pela frequência com a
qual uma pessoa pode sofrer danos causados por uma fonte de perigo. Quanto maior a frequência
de exposição ao fator de risco, maior a probabilidade de haver consequências negativas.
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Referencias bibliográficas
1) Hinar, D., Gurion, B.; Flascher, O. M. (1991). The Perceptual Determinants of
Workplace Hazards. Proceedings of the Human Factors Society: 35 th Annual Meeting,
San Francisco, California.
2) Kolluru, R. (1996). Risk Assessment and Management: a Unified Approach. In: Kolluru,
R.; Bartell, S.; Pitblado, R.; Stricoff, S. Risk Assessment and Management Handbook: for
Environmental, Health and Safety Professionals. Boston, Massachusetts: McGraw Hill.
3) Nogueira, D.P. (1986). A saúde dos trabalhadores e a empresa. São Paulo.
4) Ramazzini, B. (2000). As doenças dos trabalhadores. São Paulo: Fundacentro.
5) Saliba, T.M. (2011). Curso básico de Segurança e Higiene ocupacional. LTR. 4. Edição.
São Paulo: LTr.
6) Sanders, M.S.; Mccormick, E. J. (1993). Human Error, Accidents, and Safety. In:
Sanders, M.S.; Mccormick, E. J. Human Factors in Engineering and Design. 7th ed. New
York: McGraw-Hill.