0% acharam este documento útil (0 voto)
135 visualizações5 páginas

Vida e Legado de Eduardo Mondlane

Este documento descreve a vida e carreira de Eduardo Mondlane, incluindo seu nascimento em Moçambique, educação na África do Sul e Estados Unidos, e seu papel como fundador e primeiro presidente da FRELIMO, o movimento de libertação que lutou contra o domínio colonial português em Moçambique.

Enviado por

Belmiro
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
135 visualizações5 páginas

Vida e Legado de Eduardo Mondlane

Este documento descreve a vida e carreira de Eduardo Mondlane, incluindo seu nascimento em Moçambique, educação na África do Sul e Estados Unidos, e seu papel como fundador e primeiro presidente da FRELIMO, o movimento de libertação que lutou contra o domínio colonial português em Moçambique.

Enviado por

Belmiro
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

República de Moçambique

Instituto de formação de professores da Manga.


1ª Palestra sobre ‘’ 2019, ano Eduardo Chivambo Mondlane’’
Data – 10 de Maio de 2019, sexta feira.
Árvore genealógica de Eduardo Chivambo Mondlane
Chivambo,filho de Nwadjahane, conhecido por Mussengane; Mussengane filho
de Magulane; Magulane filho de Machecahomu; Machecahomu filho de
Mingwani; Mingwani filho de Khambani; Khambani filho de Dzowo (Dzovo);
Dzowo (Dzovo) filho de Kuhlambeni; Kuhlambeni filho de Nkome; Nkome filho
de Mondlane, sendo Mondlane por sua vez da linhagem dos Nwanati.
Nascimento, adolescência e juventude de Eduardo Chivambo Mondlane
Eduardo Chivambo Mondlane, nasceu no dia 20 de junho de 1920 em
Khambani uma aldeia do sul de Moçambique que nessa altura pertencia ao
distrito de Chibuto, hoje distrito de Mandlakaze ou (Manjacaze), na província
de Gaza.
Mondlane foi filho de Mwadjahane Mussengani Mondlane e de Makungu
Muzamusse Mbhembhere; ambos, pessoas tradicionais pertencentes à cultura
da velha África, sem nenhum contacto significativo com quaisquer sistemas da
vida europeia, não sabendo ler nem escrever. Apenas veneravam e adoravam
os seus antepassados, cultivando terras, incluindo a criação de gado como seu
meio de subsistência; daí que após o seu desmame ocorrido mais ou menos
aos dois ou três anos, a infância de Eduardo Mondlane tenha passado nos
campos e nas pastagens, guardando vacas, carneiros e cabras com centenas de
crianças da mesma idade. Este foi o primeiro contacto de Eduardo Mondlane
com o Mundo dos homens que durou dos cinco aos doze anos de idade,
praticando tudo quanto constituía atividades e peripécias daquela classe, como
era hábito na tradição da África Austral.
Na sua família, Mondlane possuía quinze irmãos dos quais quatro eram da
mesma mãe, enquanto os restantes eram meios-irmãos e irmãs. Seu pai
possuía três mulheres e sua mãe era a terceira. Os seus pais morreram
quando ele era ainda de menor idade. Perdeu o pai aos dois anos e a mãe aos
treze anos. A ida de Eduardo Mondlane à escola, deveu-se a lucidez e
inteligência de sua mãe. Ao tentar continuar com os estudos após a escola
primária, ele sofreu todas as frustrações e dificuldades que qualquer criança
negra que procurasse penetrar no sistema colonial necessariamente sofria.
Pela ajuda do missionário (Reverendo Emile Kaltenrieder) foi parar em
Lourenço Marques atual Maputo a fim de que trabalhando de dia, pudesse
frequentar aulas a noite. Mas, devido a sua menor idade, essa tentativa
frustrou--se visto que nenhum branco lhe quis aceitar naquelas condições em
sua casa…
Em 1936, através do reverendo (Charles Perrier) que o conhecera em
Mandlakazi, conseguiu um lugar no hospital da missão suíça em Khambine
província de Inhambane. Perrier tinha falado com senhora enfermeira Golas e
esta com o Dr. Remi Garin, o qual acabaria por lhe aceitar com tarefas
específicas de varrer o quintal e lavar as ligaduras do hospital, actividade que
desempenhou até todo o ano de 1936…

Palestrantes

dor Augusto Castigo Pedro


dor Bernardo Daniel Mapate Sitole
dar Clara de assunçao Candrinho
dor Diodino Fonseca Paulino
dar Elisa Safrão Cafulene
dor Lateiro de Sousa
II
(vida de Eduardo Mondlane)
Segunda parte
Formação dos Movimentos de libertações
UDENAMO – (união democrática nacional de Moçambique)1960 em Salisbúria
Manu (Mozambique African national Union) - 1961
UNAMI- (União Africana de Moçambique independente).
Em 1962, estes três movimentos reuniram-se em Dar-es-Salam para formar a
FRELIMO (frente de libertação de Moçambique) caso que aconteceu a vinte e
cinco de junho do mesmo ano.
Parte da vida de Mondlane
Desde a sua infância, Mondlane esteve duma ou doutra forma na resistência.
Ele foi a escola graça a sua mãe a partir dos 10 anos.
Ao tentar continuar com estudos depois do ensino primário sofreu privações.
Conseguiu finalmente chegar a África do Sul; e com ajuda de alguns dos seus
professores, conseguiu uma bolsa universitária. Nessa altura começou o seu
trabalho no NESAM (Nucleo dos Estudantes secundários africanos de
Moçambique). Teve sérios problemas com a polícia. Quando recebeu a bolsa
para América, as autoridades portuguesas decidiram mandar-lhe para a
Universidade de Lisboa. Durante a sua estadia em Lisboa foi constantemente
incomodado pela polícia prejudicando os seus estudos.
Assim, envidou tantos esforços para utilizar a sua bolsa de estudos nos EUA.
Tendo o conseguido, foi estudar sociologia e antropologia nas universidades de
Oberlim e universidade do Nordeste e depois foi trabalhar nas nações Unidas
como investigador. Durante esse tempo todo, Sempre manteve tanto quanto
possível contato com o desenrolar dos acontecimentos em Moçambique. Com
a influência das nações unidas, e com o seu contato com diplomatas
portugueses concluiu que de nada mudaria a posição do colonialismo em
Moçambique. Em 1961 Mondlane visita Moçambique durante as suas férias.
Ao longo desta visita, concluiu que nada tinha mudado desde a sua partida.
Quando regressou de férias deixou as nações unidas para entrar abertamente
na luta de libertação nacional e arranjou um emprego de assistente na
Universidade de Siracusa, que lhe deixaria tempo e oportunidade para estudar
a situação com mais profundidade.
Nessa altura tinha estabelecido contato com todos os partidos de libertação e
passou os anos de 1961/1962 fazendo parte da campanha pela unidade
nacional de modo a conseguir vantagens e tornando verdadeira a luta contra
os colonialistas, pois os moçambicanos reunidos em 1962 em Dar-es-Salam
tinham experiências de resistência, mas em escalas isoladas.
Entre os dirigentes vindos a essa conferência destacam-se no Norte: Lazaro
Kavandame, Jonas Nama-Shulua e outros; no centro: Urias Simango. Samuel
Dhlakama e outros. No Sul: Mateus Muthemba, Shaffrudim M. Khan,
Marcelino dos Santos e outros.
Eduardo Mondlane como fundador da frente de libertação de Moçambique
Na sua visita a Moçambique, Eduardo Mondlane fez contacto com várias
figuras africanas e decidiu voltar África para organizar um movimento de
libertação; na altura já conhecia Julius Nhere na América, o qual lhe garantiu
que com a independência do Tanganhica o facilitaria a concessão de uma
retaguarda para a preparação e início duma luta para a libertação de
Moçambique.
Depois da independência do Tanganhica, os três movimentos moçambicanos
representando todas as forças e camadas sociais de Moçambique, reuniram-se
de 23 a 28 de setembro de 1962 em conferência e formaram a FRELIMO, na
qual Eduardo Chivambo Mondlane foi eleito presidente.
Após a sua eleição como presidente, Mondlane decide deixar definitivamente
a América onde nessa altura leccionava como docente na Syracuse Univercity
para se dedicar inteiramente na organização e coordenação do decurso da luta
de libertação nacional.

Você também pode gostar