Funções Didáticas no Ensino-Aprendizagem
Funções Didáticas no Ensino-Aprendizagem
, 2012, s/p
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Funções Didácticas
As funções didácticas são etapas que se traduzem nas regularidades do processo de ensino-
aprendizagem, neste caso, o professor deve caminhar obedecendo alguns padrões e os momentos.
Sendo assim, existem quatro (4) funções didácticas que deverão fazer parte no processo de
ensino-aprendizagem: (1) Introdução e Motivação; (2) Mediação e Assimilação; (3) Domínio e
Consolidação e (4) Controlo e Avaliação.
Assim, numa aula seja ela teórica ou prática, os minutos iniciais são destinados a uma breve
introdução e motivação dos alunos, ou seja, o professor deve propiciar aos seus alunos boas e
suficientes razões para que estes realmente se interessem pelo tema e continuem a participar no
desenvolvimento da aula.
Por exemplo:
A introdução e motivação é a primeira função didáctica que deve ser seguida dentro do marco
de uma aula.
Deste modo, contar uma notícia de última hora, falar sobre uma experiência vivida pelo
professor, fazer uma ilustração curiosa, constituem excelentes formas de criar interesse por parte
do formando para a aula. Entretanto, ao seleccionar o tal elemento motivador, o professor deverá
ter sempre em conta os interesses reais dos seus alunos, o que lhes interessa, sobre o que gostam
na verdade de saber.
Uma vez apresentados os conteúdos em jeito de problema a ser resolvido e mediante questões,
trocas de experiências, colocação de possíveis soluções, o professor poderá fazer uma colocação
didáctica dos objectivos, tendo em conta que estes vão orientar a condução da aula.
Recomenda-se que nesta função que o professor, de forma criativa, volte várias vezes a destacar
ou a focalizar os vários assuntos sob diferentes ângulos, diversificando os procedimentos até se
convencer do alcance do sucesso da actividade de ensino-aprendizagem.
Esta fase é muitas das vezes representada pelos exercícios de consolidação, que podem seguir
diferentes formas ou podem apresentar várias modalidades. Nesta fase é preciso que os
conhecimentos sejam organizados, aprimorados e fixados, apropriados pelos alunos, a fim de que
estejam disponíveis para orientá-los nas situações concretas de estudo e da vida. É fundamental
ter em conta que em paralelo com os conhecimentos e através deles, é preciso aprimorar a
formação de habilidades, hábitos e atitudes para a utilização independente e criadora desses
conhecimentos.
Assim, esta função didáctica visa informar como está a decorrer a aprendizagem dos alunos,
visa informar como os formandos estão a ser conduzidos em direcção aos objectivos traçados e é
aplicada continuamente no decorrer da aula, de modo a acompanhar na íntegra o processo.
Referências bibliográficas
Tenho relido ultimamente vários livros que considero importante na formação e trabalho pedagógico e
didático do professor . Vejo que viemos conversando muito isto em nossos encontros portanto resolvi anexar
um resumo detalhado do livro DIDÁTICA do professor
JOSÉ CARLOS LIBÂNEO , mestre nesta matéria e coloquei aqui a disposição de todos
SÍNTESE DO LIVRO
DIDÁTICA
AUTOR: JOSÉ CARLOS LIBÂNEO
EDITORA: CORTEZ, 1994
Nº DE PAGINAS: 263
APRESENTAÇÃO
Na abertura, o autor determina os princípios que norteiam a narrativa durante a obra, da importância da
didática e seu caráter aglutinador dos conteúdos e procedimentos, da sua característica de englobar
conhecimentos da área da psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação, entre
outras áreas a fim para explicar o ato e a forma do aprender. Logo no início, o autor mostra o que irá falar:
Percepção e compressão reflexiva e crítica das situações didáticas; compreensão crítica do processo de
ensino; a unidade objetivos-conteúdos-métodos como a espinha dorsal das tarefas docentes e o domínio de
métodos e procedimentos para usar em situações de didáticas concretas.
Verifica-se a intenção do autor de construir um conteúdo e organizar uma discussão que tenha um caráter
prático no processo educativo. Isto também se demonstra da divisão dos capítulos que contemplam as
diversas áreas de abrangência da didática.
O autor começa o tema situando a didática no conjunto dos conhecimentos pedagógicos, demonstrando a
fundamental importância do ato de ensinar na formação humana para vivermos em sociedade. Neste
capítulo, o autor aborda a prática educativa em sociedade, a diferença entre a educação, instrução e
ensino; a educação, o escolar, pedagogia e didática, e a didática e sua importância na formação dos
professores.
Neste subtítulo, o autor define as três palavras chaves, suas diferenças e sentidos diversos. A educação que é
apresentada com um conceito amplo, que podemos sintetizar como uma modalidade de influências e inter-
relações que convergem para a formação da personalidade social e o caráter, sendo assim uma instituição
social.
Já a instrução está relacionada à formação e ao desenvolvimento das capacidades cognoscitivas, mediante o
domínio de certos conhecimentos. O ensino por sua vez é conceituado aqui como as ações, meios, condições
para que aconteça a instrução.
Observa-se que a instrução esta subordinada à educação. Estas relações criam uma relação intrincada destes
três conceitos que são responsáveis pelo educar. Destaca que podemos instruir sem educar ou vice-versa,
pois a real educação depende de transformarmos estas informações em conhecimento, tendo nos objetivos
educativos uma forma de alcançarmos esta educação. Coloca que a educação escolar pode ser chamada
também de ensino.
A educação escolar é um sistema de instrução e ensino de objetivos intencionais, sistematizados e com alto
grau de organização, dando a importância da mesma para uma democratização maior dos conhecimentos. O
autor coloca que as práticas educativas é que verdadeiramente podem determinar as ações da escola e seu
comprometimento social com a transformação. Afirma que a pedagogia investiga estas finalidades da
educação na sociedade e a sua inserção na mesma, diz que a Didática é o principal ramo de estudo da
pedagogia para poder estudar melhor os modos e condições de realizarmos o ensino e instrução. Ainda
coloca a importância da sociologia da educação, psicologia da educação nestes processos de relação aluno-
professor.
Determina, o autor, que as duas dimensões da formação profissional do professor para o trabalho didático
em sala de aula. A primeira destas dimensões é a teórico-científica formada de conhecimentos de filosofia,
sociologia, história da educação e pedagogia.
A segunda é a técnico–prática, que representa o trabalho docente incluindo a didática, metodologias,
pesquisa e outras facetas práticas do trabalho do professor. Neste subtítulo, Libâneo define a didática como
a mediação entre as dimensões teórico-científica e a prática docente.
Neste capítulo, continua a discussão colocada no capítulo anterior, sobre a democratização do ensino e a
importância de oferecer este de qualidade e a toda sociedade. Inicia com a colocação que a participação
ativa na vida social é o objetivo da escola pública, o ensino é colocado como ações indispensáveis para
ocorrer à instrução. Levanta e responde algumas perguntas envolvendo a escolarização, qualidade do ensino
do povo e o fracasso escolar, fala também da Ética como compromisso profissional e social.
Realmente a escolarização é o processo principal para oferecer a um povo sua real possibilidade de ser livre
e buscar nesta mesma medida participar das lutas democráticas, o autor endente democracia como um
conjunto de conquistas de condições sociais, políticas e culturais, pela maioria da população para participar
da condução de decisões políticas e sociais. Libâneo, (1994, 35) cita Guiomar Namo de Mello: "A
escolarização básica constitui instrumento indispensável à construção da sociedade democrática", fala
também dos índices de escolarização no Brasil, mostrando a evasão escolar e a repetência como graves
problemas advindos da falta de uma política pública, de igualdade nas oportunidades em educação,
deixando como resultado um enorme número de analfabetos na faixa de 5 a 14 anos. A transformação da
escola depende da transformação da sociedade, afirma Libâneo, e continua dizendo que a escola é o meio
insubstituível de contribuição para as lutas democráticas.
Nessa parte, o autor fala mais detalhadamente deste grave problema do nosso sistema escolar, detalha
gráficos que apontam para um quadro onde a escola não consegue reter o aluno no sistema escolar. Aponta
muitos motivos para isto, mas considera, como principal, a falta de preparo da organização escolar,
metodológica e didática de procedimentos adequados ao trabalho com as crianças pobres. Isto acontece
devido aos planejamentos serem feitos prevendo uma criança imaginada e não a criança concreta, aquela
que esta inserida em um contexto único. Somente o ingresso na escola pode oferecer um ponto de partida no
processo de ensino aprendizagem.
Levanta, também, neste capítulo, outros fatores como dificuldades emocionais, falta de acompanhamento
dos pais, imaturidade, entre outros. Cita aqui David Ausubel que afirma que o fator isolado mais importante
que influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já conhece, complementa dizendo que o professor deve
descobri-lo e basear-se nisto em seus ensinamentos.
Todos sabemos da importância do ensino de primeiro grau para formação do indivíduo, da formação de suas
capacidades, habilidades e atitudes, além do seu preparo para as exigências sociais que este indivíduo
necessita, dando a ele esta capacidade de poder estudar e aprender o resto da vida. O autor lista as tarefas
principais das escolas públicas, entre elas, destacam-se:
Neste capítulo, o autor aborda, em especial, os vínculos da didática com os fundamentos educacionais,
explicita seu objetivo de estudar e relacionar os principais temas da didática indispensáveis para o exercício
profissional.
Sabedores que a pedagogia investiga a natureza das finalidades da educação como processo social, a didática
coloca-se para assegurar o fazer pedagógico na escola, na sua dimensão político, social e técnica, afirmando
daí o caráter essencialmente pedagógico desta disciplina. Define assim a didática como mediação escolar
entre objetivos e conteúdos do ensino. Define, o autor, mais alguns termos fundamentais nesta estruturação
escolar, a instrução como processo e o resultado da assimilação sólida de conhecimentos; o currículo como
expressão dos conteúdos de instrução; e a metodologia como conjunto dos procedimentos de investigação
quanto a fundamentos e validade das diferentes ciências, sendo as técnicas recursos ou meios de ensino seus
complementos.
1. Os objetivos sócio-pedagógicos;
2. Os conteúdos escolares;
3. Os princípios didáticos;
4. Os métodos de ensino aprendizagem;
5. As formas organizadas do ensino;
6. Aplicação de técnicas e recursos;
7. Controle e avaliação da aprendizagem.
Sem dúvida, o objetivo do estudo da didática é o processo de ensino. Podemos definir, conforme o autor, o
processo de ensino como uma seqüência de atividades do professor e dos alunos tendo em vista a assimilação
de conhecimentos e habilidades. Destaca a importância da natureza do trabalho docente como a mediação
da relação cognoscitiva entre o aluno e as mateiras de ensino. Libâneo ainda coloca que ensinar e aprender
são duas facetas do mesmo processo, que se realiza em torno das matérias de ensino sob a direção do
professor.
1. Conteúdos da matérias;
2. Ação de ensinar;
3. Ação de aprender.
O autor afirma que a didática e sua história estão ligadas ao aparecimento do ensino.
Desde a Antigüidade clássica ou no período medieval já temos registro de formas de ação pedagógicas em
escolas e mosteiros. Entretanto, a didática aparece em obra em meados do século XVII, com João Amos
Comenio, ao escrever a primeira obra sobre a didática "A didática Magna", estabelecendo na obra alguns
princípios com:
Nos últimos anos, no Brasil, vêm sendo realizados muitos estudos sobre a história da didática no nosso país e
suas lutas, classificando as tendências pedagógicas em duas grandes correntes: as de cunho liberal e as de
cunho progressivista. Estas duas correntes têm grandes diferenças entre si. A tradicional vê a didática como
uma disciplina normativa, com regras e procedimentos padrões, centrando a atividade de ensinar no
professor e usando a palavra (transmissão oral) como principal recurso pedagógico. Já a didática de cunho
progressivista é entendida como direção da aprendizagem, o aluno é o sujeito deste processo e o professor
deve oferecer condições propícias para estimular o interesse dos alunos por esta razão os adeptos desta
tendência dizem que o professor não ensina; antes, ajuda o aluno a prender.
Também temos aqui colocado pelo autor as tendências principais desta evolução e suas principais
publicações na época. Vimos também que as tendências progressivas só tomaram força nos anos 80, com as
denominadas "teorias críticas da educação". O autor lista também as várias divisões destas duas tendências e
explica suas diferenças vitais.
Estes três itens se integram entre si, pois a aprendizagem é um processo. Depois, o autor levanta os
principais pontos do planejamento escolar:
O magistério se caracteriza nas atividades de ensino das matérias escolares criando uma relação recíproca
entre a atividade do professor (ensino) e a atividade de estudo dos alunos (aprendizagem). Criar esta
unidade entre o ensino-aprendizagem é o papel fundamental dos processos de ensino na escola, pois as
relações entre alunos, professores e matérias são dinâmicas.
O livro mostra novamente a importância de garantir a unidade didática entre ensino e aprendizagem e
propõe que analisemos cada parte deste processo separadamente.
A aprendizagem esta presente em qualquer atividade humana em que possamos aprender algo. A
aprendizagem pode ocorrer de duas formas: casual, quando for espontânea ou organizada quando for
aprender um conhecimento específico.
Com isto defini-se a aprendizagem escolar como um processo de assimilação de determinados conhecimentos
e modos de ação física e mental. Isto significa que podemos aprender conhecimentos sistematizados,
hábitos, atitudes e valores. Neste sentido, temos o processo de assimilação ativa que oferece uma
percepção, compreensão, reflexão e aplicação que se desenvolve com os meios intelectuais, motivacionais e
atitudes do próprio aluno, sob a direção e orientação do professor. Podemos ainda dizer que existem dois
níveis de aprendizagem humana: o reflexo e o cognitivo. Isto determina uma interligação nos momentos da
assimilação ativa, implicando nas atividades mental e práticas.
O livro coloca a aprendizagem escolar como uma atividade planejada, intencional e dirigida, não sendo em
hipótese alguma casual ou espontânea. Com isto, pode pensar que o conhecimento se baseia em dados da
realidade.
De início, é importante definir o ensino e o autor coloca-o como o meio fundamental do processo intelectual
dos alunos, ou seja, o ensino é a combinação entre a condução do processo de ensino pelo professor e a
assimilação ativa do aluno. O ensino tem três funções inseparáveis:
1. Organizar os conteúdos para transmissão, oferecendo ao aluno relação subjetiva com os mesmos.
2. Ajuda os alunos nas suas possibilidade de aprender.
3. Dirigir e controlar atividade do professor para os objetivos da aprendizagem.
Mostra-se também a unidade necessária entre ensino e a aprendizagem, afinal o processo de ensino deve
estabelecer apenas exigências e expectativas que os alunos possam cumprir para poder realmente envolve-
los neste processo e mobilizar as suas energias.
Estrutura, componentes e dinâmica do processo de ensino
A estrutura e componentes explica o processo didático como a ação recíproca entre três componentes; os
conteúdos, o ensino e a aprendizagem. Já o processo de ensino realizado no trabalho docente é um sistema
articulado, formado pelos objetivos, conteúdos, métodos e condições, sendo, como sempre, o professor o
responsável por esta condução. Neste quadro, o autor diz que o processo de ensino consiste ao mesmo
tempo na condução do estudo e na auto-atividade do aluno, e levanta a contradição deste fato. Deixa clara
a dificuldade de execução da tarefa docente e afirma que a Didática contribui justamente para tentar
resolver esta contradição entre ensino e aprendizagem, em outras palavras, esta contradição acontece entre
o saber sistematizado e o nível de conhecimento esperado. Existem algumas condições para que a
contradição se transforme em forca motriz:
1. Dar ao aluno consciência das dificuldades que aparecem no confronto com um conhecimento novo que não
conhecem.
2. O volume de atividades, conhecimento e exercícios devem considerar o preparo prévio do aluno.
3. Estas condições devem constar do planejamento.
Este caráter educativo do processo de ensino está intimamente ligado com o ensino crítico, dando a ele uma
característica mais ampla, determinada social e pedagogicamente. Este ensino é critico por estar
engajamento social, político e pedagogicamente, determinando uma postura frente às relações sociais
vigentes e à prática social real.
Neste capítulo, entende-se melhor a relação entre o processo de ensino (falado no capítulo anterior) e o
estudo ativo, este definido aqui como uma atividade cujo fim direto e específico é favorecer a aprendizagem
ativa. Nesta medida, o capítulo discutirá também como o professor pode dirigir, estimular e orientar as
condições internas e externas do ensino.
É necessário ter presente que os conteúdos representam o elemento em torno do qual se realiza a atividade
de estudo. O estudo ativo é por conseqüência uma postura do aluno e do professor frente ao conteúdo, pois
as atividades deste estudo ativo se baseiam nas atividades do aluno de observação e compreensão de fatos
ligados a matéria, da atenção na explicação do professor, favorecendo o desenvolvimento das capacidades
cogniscitivas do aluno. Não existe ensino ativo sem o trabalho docente.
Neste subtítulo, o autor declara algo muito importante e já dito em outros momentos humanos "O objetivo
da escola e do professor é formar pessoas inteligentes..."
Neste aspecto, o professor deve se satisfazer se o aluno compreende a matéria e tem possibilidade de pensar
de forma independente e criativa sobre ela. Levanta dificuldades do trabalho docente para estimular aos
alunos, principalmente porque o professor usa um estilo convencional de aula, igual para todas as matérias,
com falta de entusiasmo e sem adequação com o mundo prático e real do aluno.
Porém, estas dificuldades podem ser superadas com um domínio maior do conteúdo por parte do professor,
eleger mais do que um livro de referência, estar atualizado com as notícias, conhecer melhor as
características dos seus alunos, dominar técnicas, didáticas e metodologias. Com isto, cada tarefa didática
será uma tarefa de pensamento para o aluno.
Algumas formas de estudo ativo
O estudo ativo envolve inúmeros procedimentos para despertar no aluno hábitos, habilidades de caráter
permanente. Para isto temos várias tarefas e exercícios específicos para este fim, listados aqui como pelo
autor:
Há vários fatores que influenciam no ato de estudar e aprender, entre estes fatores destacam-se alguns que
influenciam de sobremaneira no estudo ativo.
1. O incentivo ao estudo - conjunto de estímulos que estimulam no aluno sua motivação para aprender.
2. As condições de aprendizagem – para oferecermos condições mínimas de aprendizagem, temos que
conhecer muito bem as condições sócio-culturais dos alunos.
3. A influência do professor e do ambiente escolar - certamente o professor e o meio exercem uma
influencia muito forte no aluno.
O autor reitera aqui também a necessidade de uma sólida assimilação de conhecimentos para ocorrer uma
verdadeira aprendizagem.
Neste capítulo, o autor aborda a relação entre s componentes do processo de ensino, determina a unidade
entre objetivos-conteúdos e destes com os métodos.
Os objetivos determinam de antemão os resultados esperados do processo entre o professor e aluno,
determinam também a gama de habilidades e hábitos a serem adquiridos. Já os conteúdos formam a base da
instrução. O método por sua vez é a forma com que estes objetivos e conteúdos serão ministrados na prática
ao aluno.
A prática educacional baseia-se nos objetivos por meio de uma ação intencional e sistemática para oferecer
aprendizagem. Desta forma os objetivos são fundamentais para determinação de propósitos definidos e
explícitos quanto às qualidades humanas que precisam ser adquiridas. Os objetivos têm pelo menos três
referências fundamentais para a sua formulação.
Ë importante destacar que estas três referências não devem ser tomadas separadamente, pois devem se
apresentar juntos no ambiente escolar. Devemos ter claro que o trabalho docente é uma atividade que
envolve opções sobre nosso conceito de sociedade, pois isto vai determinar a relação com os alunos. Isto
prova que sempre conscientemente ou não, temos ou traçamos objetivos.
Os conteúdos de Ensino
Desde o início do livro, o autor vem reiterando a idéia que as escolas têm, como tarefa fundamental, a
democratização dos conhecimentos, garantindo uma base cultural para jovens e crianças. Sob este aspecto,
muitos professores fazem a idéia que os conteúdos são o conhecimento corresponde a cada matéria, ou
mesmo, que são a matéria do livro didático.O autor fala que esta visão não é complemente errada, pois há
sempre três elementos no ensino: matéria, professor e o aluno. Neste aspecto, devemos estudar o ensino dos
conteúdos como uma ação recíproca entre a matéria, o ensino e o estudo dos alunos. Por isto é muito
importante que os conteúdos tenham em si momentos de vivências práticas para dar significado aos mesmos.
Definindo os conteúdos, eles são o conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos, modos valorativos e
atitudes, organizados pedagógica e didaticamente, buscando a assimilação ativa e aplicação prática na vida
dos alunos.
Agora uma questão importante, apresentada no livro, é a de quem deve escolher os conteúdos de ensino?
Certamente, deve-se considerar que cabe ao professor, em última instancia, esta tarefa. Nesta tarefa o
professor enfrenta pelo menos dois questionamentos fundamentais: Que conteúdos e que métodos?
Para responder a primeira pergunta, o autor diz que há três fontes para o professor selecionar os seus
conteúdos do plano de ensino, a primeira é a programação oficial para cada disciplina; a segunda, conteúdos
básicos das ciências transformados em matérias de estudo; a terceira, exigências teóricas práticas colocadas
na vida dos alunos e sua inserção social.
Porém, a escolha do conteúdo vai além destas três exigências, para entendermos, tem-se que observá-las
em outros sentidos. Um destes sentidos é a participação na prática social; outro sentido fundamental é a
prática da vida cotidiano dos alunos, da família, do trabalho, do meio cultural, fornecendo fatos a serem
conectados ao estudo das matérias. O terceiro destes sentidos refere-se à própria condição de rendimento
escolar dos alunos.
Nesta visão, há uma dimensão crítico-social dos conteúdos, e esta se manifesta no tratamento científico
dado ao conteúdo, no seu caráter histórico, na intenção de vínculo dos conteúdos com a realidade da vida
dos alunos. Em síntese, esta dimensão crítica-social dos conteúdos nada mais é do que uma metodologia de
estudo e interpretação dos objetivos do ensino.
Na atual sociedade, apesar do que foi visto anteriormente, tem-se conteúdos diferentes para diversas
esferas e classes sociais, estas diferenças ratificam os privilégios existentes na divisão de classes já
estabelecida pelo sistema capitalista. Neste sentido, os livros didáticos oferecidos no ensino das disciplinas,
além de sistematizar e difundir conhecimentos, servem também para encobrir estas diferenças, ou mesmo,
escamotear fatos da realidade para evitar contradições com sua orientação sócio-cultural–política. Com isto,
o professor deve sempre analisar os textos e livros que vai usar com os alunos, no sentido de oferecer um
ensino igualitário que possa olhar criticamente estas máscaras da sociedade.
Conhecer o conteúdo da matéria e ter uma sensibilidade crítica pode facilitar esta tarefa por parte do
professor.
Critérios de seleção
Aqui, o autor propõe uma forma mais didática de resolver esta difícil tarefa de selecionar os conteúdos a
serem ministrados em sala de aula. Abaixo, coloca-se esta forma ordenada de elaborar os conteúdos de
ensino:
Como já se viu anteriormente, os métodos são determinados pela relação objetivo-conteúdo, sendo os meios
para alcançar objetivos gerais e específicos de ensino. Tem-se, assim, que as características dos métodos de
ensino: estão orientados para os objetivos, implicam numa sucessão planejada de ações, requerem a
utilização de meios.
Conceito de métodos de ensino
Um conceito simples de método é ser o caminho para atingir um objetivo. São métodos adequados para
realizar os objetivos. É importante entender que cada ramo do conhecimento desenvolve seus próprios
métodos, observa-se então métodos matemáticos, sociológicos, pedagógicos, entre outros. Já ao professor
em sala de aula cabe estimular e dirigir o processo de ensino utilizando um conjunto de ações, passos e
procedimentos que chamamos também de método. Agora não se pode pensar em método como apenas um
conjunto de procedimentos, este é apenas um detalhe do método. Portanto, o método corresponde à
seqüência de atividades do professor e do aluno.
A relação objetivo-conteúdo-método
Um entendimento global sobre esta relação é que os métodos não têm vida sem os objetivos e conteúdos,
dessa forma a assimilação dos conteúdos depende dos métodos de ensino e aprendizagem. Com isto, a maior
característica deste processo é a interdependência, onde o conteúdo determina o método por ser a base
informativa dos objetivos, porém, o método também pode ser conteúdo quando for objeto da assimilação.
O que realmente importa é que esta relação de unidade entre objetivo-conteúdo–método constitua a base do
processo didático.
Estes princípios são os aspectos gerais do processo de ensino que fundamentam teoricamente a orientação
do trabalho docente. Estes princípios também e fundamentalmente indicam e orientam a atividade do
professor rumo aos objetivos gerais e específicos. Estes princípios básicos de ensino são:
1. Ter caráter científico e sistemático - O professor deve buscar a explicação científica do conteúdo;
orientar o estudo independente, utilizando métodos científicos; certificar-se da consolidação da matéria
anterior antes de introduzir as matérias novas; organizar a seqüência entre conceitos e habilidades; ter
unidade entre objetivos-conteúdos-métodos; organizar a aula integrando seu conteúdo com as demais
matérias; favorecer a formação, atitudes e convicções.
2. Ser compreensível e possível de ser assimilado - Na prática, para se entender estes conceitos, deve-se:
dosar o grau de dificuldade no processo de ensino; fazer um diagnóstico periódico; analisar a
correspondência entre o nível de conhecimento e a capacidade dos alunos; proporcionar o aprimoramento e
a atualização constante do professor.
3. Assegurar a relação conhecimento-prática – Para oferecermos isto aos alunos deve-se: estabelecer
vínculos entre os conteúdos e experiências e problemas da vida prática; pedir para os alunos sempre
fundamentarem aquilo que realizam na prática; mostrar a relação dos conhecimentos com o de outras
gerações.
4. Assentar-se na unidade ensino-aprendizagem - ou seja, na prática: esclarecer os alunos sobre os objetivos
das aulas, a importância dos conhecimentos para a seqüência do estudo; provocar a explicitação da
contradição entre idéias e experiências; oferecer condições didáticas para o aluno aprender
independentemente; estimular o aluno a defender seus pontos de vista e conviver com o diferente; propor
tarefas que exercitem o pensamento e soluções criativas; criar situações didáticas que ofereçam aplicar
conteúdos em situações novas; aplicar os métodos de soluções de problemas.
5. Garantir a solidez dos conhecimentos
6. Levantar vínculos para o trabalho coletivo-particularidades individuais, deve-se adotar as seguintes
medidas para isto acontecer: explicar com clareza os objetivos; desenvolver um ritmo de trabalho que seja
possível da turma acompanhar; prevenir a influência de particularidades desfavoráveis ao trabalho do
professor; respeitar e saber diferenciar cada aluno e seus ritmos específicos.
Sabe-se que existem vários tipos de classificação de métodos, seguindo determinados autores, no nosso
estudo, o autor define os métodos de ensino como estando intimamente ligados com os métodos de
aprendizagem, sob este ponto de vista o eixo do processo é a relação cognoscitiva entre o aluno e professor.
Pode-se diferenciar estes métodos segundo suas direções, podendo ser externo e interno. A partir disto, o
autor lista todos os métodos mais conhecidos de atividade em sala de aula por parte do professor.
1. Método de exposição pelo professor - Este método é o mais usado na escola, onde o aluno assume uma
posição passiva perante a matéria explanada. Ele pode ser de vários tipos de exposição: verbal,
demonstração, ilustração, exemplificação.
2. Método de trabalho independente – consiste em tarefas dirigidas e orientadas pelo professor para os
alunos resolverem de maneira independente e criativa. Este método tem, na atitude mental do aluno, seu
ponto [Link] também a possibilidade de apresentar fases com a tarefa preparatória, tarefa de
assimilação de conteúdos, tarefa de elaborarão pessoal. Uma das formas mais conhecidas de trabalho
independente é o estudo dirigido individual ou em duplas.
3. Método de elaboração conjunta – é um método de interação entre o professor e o aluno visando obter
novos conhecimentos.
4. Método de trabalho de grupo - consiste em distribuir tarefas iguais ou não a grupos de estudantes, o autor
cita de três a cinco pessoas. Têm-se também formas específicas de trabalhos de grupos comuns: debate,
Philips 66, tempestade mental, grupo de verbalização, grupo de observação (GV-GO), seminário.
5. Atividades especiais – são aquelas que complementam os métodos de ensino.
Meios de ensino
São todos os meios e recursos materiais utilizados pelo professor ou alunos para organizar e conduzir o
ensino e a aprendizagem. Os equipamentos usados em sala de aula (do quadro-negro até o computador) são
meios de ensino gerais possíveis de serem usados em todas as matérias. É importante que os professores
saibam e dominem estes equipamentos para poderem usá-los em sala de aula com eficácia.
A aula é a forma predominante de organização do processo de ensino. Neste capítulo, o professor Libâneo
explica o conjunto de meios e condições necessárias para realizarmos um conjunto de aulas, estruturando
sua relação entre tipos de aulas e métodos de ensino.
Características gerais da aula
Abaixo, o autor determina algumas exigências a serem seguidas nas aulas:
1. Ampliação do nível cultural e científico dos alunos.
2. Seleção e organização das atividades para prover um ensino criativo e independente.
3. Empenho na formação dos métodos e hábitos de estudo.
4. Formação de hábitos, atitudes e convicções ligadas à vida prática dos alunos.
5. Valorização da sala de aula como meio educativo.
6. Formação do espírito de coletividade, solidariedade e ajuda mútua sem esquecer o individual.
A estruturação da aula deve ser indicada por etapas, planejadas e organizadas para favorecer o ensino e
aprendizagem. Portanto, é importante no planejamento da aula que este processo seja criativo e flexível por
parte do professor. Estes passos ou etapas didáticas da aula são os seguintes:
a. Preparação e introdução da matéria - visa criar as condições de estudo, motivacionais e de atenção.
b. Tratamento didático da matéria nova - se os passos do ensino não são mais que funções didáticas, este
tratamento já esta sendo feito. Tem-se que entender que a assimilação da matéria nova é um processo de
interligação entre percepção ativa, compreensão e reflexão, sendo o processo de transmissão-assimilação a
base metodológica para o tratamento didático da matéria nova.
c. Consolidação e aprimoramento dos conhecimentos e habilidades - este é um importante momento de
ensino e muitas vezes menosprezado ou diminuído na escola. A consolidação pode acontecer em qualquer
etapa do processo didático, podendo ser reprodutiva, de generalização e criativa.
d. A aplicação – esta fase é a culminância do processo de ensino. Seu objetivo é estabelecer vínculos entre
os conhecimentos e a vida.
e. Controle e avaliação dos resultados escolares – esta função percorre todas as etapas de ensino, cumprindo
três funções: a pedagógica, diagnóstica e de controle. A integração destas funções dá à avaliação um caráter
mais geral e não isolado.
Neste estudo, o autor coloca que, na concepção de ensino, as tarefas docentes visam a organização e
assimilação ativa. Isto significa que as aulas podem ser preparadas em correspondência com os passos do
processo de ensino. Neste sentido, pode-se ter aulas de preparação e introdução, início de uma unidade,
aula de tratamento sistematizado da matéria nova, consolidação, verificação da aprendizagem. Conforme o
tipo de aula escolhe-se o método de ensino.
A tarefa de casa
Esta tarefa é um importante complemento das atividades didáticas de sala de aula. O autor considera que
esta tarefa cumpre também uma função social integrando a família às atividades escolares, integrando os
pais aos professores. Estas tarefas não devem ser apenas exercícios, devem ser também preparatórias ou de
aprofundamento da matéria.
A avaliação escolar é abordada em minúcias neste capitulo pelo autor. A avaliação é em última análise uma
reflexão do nível qualitativo do trabalho escolar do professor e do aluno. Sabe-se também que ela é
complexa e não envolve apenas testes e provas para determinar uma nota.
Uma definição de avaliação escolar
Segundo o professor Cipriano C. Luckesi, a avaliação é uma análise quantitativa dos dados relevantes do
processo de ensino aprendizagem que auxilia o professor na tomada de decisões. Os dados relevantes aqui se
referem às ações didáticas. Com isto, nos diversos momentos de ensino a avaliação tem como tarefa: a
verificação, a qualificação e a apreciação qualitativa. Ela também cumpre pelo menos três funções no
processo de ensino: a função pedagógica didática, a função de diagnóstico e a função de controle.
Lamentavelmente a avaliação na escola vem sido resumida a dar e tirar ponto, sendo apenas uma função de
controle, dando a ela um caráter quantitativo. Certamente, com isto, os professores não conseguem
efetivamente usar os procedimentos de avaliar. Com estas ações, quando a avaliação se resume a provas,
professores com critérios onde décimos às vezes reprovam alunos, há a exclusão do professor do seu papel
docente, que é de fornecer os meios pedagógico-didáticos para os alunos aprenderem sem intimidação.
Esta frase marca este subtítulo "A avaliação é um ato pedagógico". (Libâneo, 1994, p.203).
Instrumentos de verificação do rendimento escolar
Uma das funções da avaliação é com certeza a de determinar em que nível de qualidade está sendo atendido
os objetivos; para este fim, são necessários instrumentos e procedimentos. Alguns destes procedimentos ou
instrumentos já são conhecidos, mas, neste subtítulo, o autor revisa e cita muitos deles ou os mais usados
para verificar o rendimento escolar:
11.1 A Observação;
2. A Entrevista;
As notas demonstram de forma abreviada os resultados do processo de avaliação. Esta avaliação tem
também uma função de controle, expressando o resultado em notas e conceitos. O autor fala também da
importância de se valorizar todas as formas de avaliação, ou instrumentos, e não apenas a prova no fim do
bimestre como grande nota absoluta, que não valoriza o processo. Propõe uma escala de pontos ensinando
como utilizar médias aritméticas para pesos diferentes, por fim, mostra como se deve aproximar notas
decimais.
O autor começa este capítulo dizendo que o planejamento, ensino e a avaliação são atividades que devem
supor conhecimento do processo de ensino e aprendizagem.
O planejamento escolar propõe uma tarefa ao professor de previsão e revisão do processo de ensino
completamente. Há três modalidades de planejamento: o plano da escola, o plano de ensino e o plano de
aulas.
Os principais requisitos para o planejamento são os objetivos e tarefas da escola democrática; as exigências
dos planos e programas oficiais; as condições prévias dos alunos para a aprendizagem; e as condições do
processo de transmissão e assimilação ativa dos conteúdos.
O plano da escola
O plano de escola é um plano pedagógico e administrativo que serve como guia de orientação para o
planejamento e trabalho docente. O autor descreve os passos para a realização de um plano da escola, as
principais premissas e perguntas que devemos formular para sua elaboração são: posicionamento da
educação escolar na sociedade; bases teórico-metodológicas da organização didática e administrativa;
características econômicas, social, política e cultural do contexto em que a escola está inserida;
características sócio-culturais dos alunos; diretrizes gerais sobre sistema de matérias, critério de seleção de
objetivos e conteúdos; diretrizes metodológicas, sistemáticas de avaliação; diretrizes de organização e
administração.
O plano de ensino
O autor afirma o plano de ensino como o roteiro detalhado das unidades didáticas. Podemos chamar também
de plano de curso ou plano e unidades didáticas.
Este plano de ensino é formado das seguintes componentes:
O plano de aula
Um fator fundamental do trabalho docente trata da relação entre o aluno e o professor, da forma de se
comunicar, se relacionar afetivamente, as dinâmicas e observações são fundamentais para a organização e
motivação do trabalho docente. O autor chama isto de "situação didática" para alcançarmos com sucesso os
objetivos do processo de ensino.
O autor define como cognoscitivo o processo ou movimentos que transcorre no ato de ensinar e no ato de
aprender. Sob este ponto de vista, o trabalho do professor é um constante vai e vem entre as tarefas
cognoscitivas e o nível dos alunos. Para se ter um bom resultado de interação nos aspectos cognoscitivo
deve-se: manejar os recursos de linguagem; conhecer o nível dos alunos; ter um bom plano de aula;
objetivos claros; e claro, é indispensável o uso correto da língua Portuguesa.
Aspectos sócio-emocionais
Estes aspectos são os vínculos afetivos entre o professor e os alunos. É preciso aprender a combinar a
severidade e o respeito. Deve-se entender que neste processo pedagógico a autoridade e a autonomia devem
conviver juntas, a autoridade do professor e a autonomia do aluno, não de forma contraditória comum pode
parecer mais de forma complementar.
A disciplina na classe