Libras
Etapa 01
Tarefa da Etapa 01 - Valendo até 4,0 pontos - Início 02/04, encerramento 08/04.
Aluno: Adriana Paula de Vasconcellos
PRAZO
08/04/2022
NOTA MÁXIMA
Questão:
O Decreto n. 5.626/2005, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) considera a
pessoa surda como aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por
meio de experiências visuais. Em consonância com o decreto, nas escolas públicas em que há
crianças surdas ou com deficiência auditiva matriculadas, faz-se necessário o desenvolvimento
de práticas capazes de garantir o seu direito à educação. Disponível em: htt
p://[Link]/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/[Link]. Acesso em 20 abr.
2020 (adaptado).
Considerando as ações necessárias para a escola garantir o direito à educação das crianças
surdas, pode-se afirmar que faz-se necessária a criação de situações em sala de aula que
promovam o convívio social entres as crianças e estimulem o respeito às diferenças,
promovendo o reconhecimento das suas potencialidades e o desenvolvimento afetivo, cognitivo,
linguístico e sociocultural.
A Libras deve ser assegurada como a primeira língua da criança surda, considerando-se a
Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como a segunda. É dever da escola fomentar
parcerias com os pais com o objetivo de acolhê-los e ajudá-los a constituir uma imagem positiva
de seu filho surdo, auxiliando-o na compreensão da sua realidade.
Com base nas informações acima, justifique o motivo da LIBRAS ser considerada
a primeira língua dos surdos bem como a inserção desta dentro da escola para a
socialização da criança.
Resposta
Código-Fonte FormataçãoFonteTamanho
Na história do Brasil, a pessoa surda foi rotulada a partir dos conceitos e representações sobre a surdez, diante
disso, acaba sofrendo com os estigmas da deficiência e incapacidade (GODOI, et. al., 2013). Por muitos anos,
de acordo com DIZEU & CAPORALI, 2005 foi discutido a respeito da surdez, educação, língua de sinais e
inclusão social de surdos, tanto por profissionais ligados à educação de surdos quanto pela própria comunidade
surda. Por fim, em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a Lei nº 10.436 foi sancionada e
dessa forma a LIBRAS foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão no país, diante disso,
diversos avanços foram feitos.
Por muito tempo as pessoas surdas eram tidas como deficientes, e sofriam
preconceitos. Segundo DIZEU & CAPORALI, 2005 foi discutido a respeito da surdez,
a educação dos surdos, língua de sinais e a inclusão social, por profissionais da
educação de surdos, e a comunidade surda.
Em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, a Lei nº 10.436 foi
sancionada e dessa forma a LIBRAS foi reconhecida como meio legal de
comunicação e expressão no país, diante disso, houve diversos avanços.
Tendo em vista o exposto, pode-se compreender o porquê de a necessidade de
LIBRAS ser considerada a primeira língua dos surdos no Brasil. Esta é uma língua
que visa dar importância às necessidades comunicativas de sua comunidade, tendo
em vista que, é uma língua natural, pois surge da interação entre surdos, é através
dela que podem se expressar (UZAN, et. al, 2008). Porém, mesmo diante disso,
ainda há quem acredite que a LIBRAS é uma língua inferior à Língua Portuguesa, o
que traz um retrocesso na educação dos que não podem ouvir em uma sociedade
ouvinte e excludente (RUBIO & QUEIROZ, 2014).
A partir da inserção da Língua de Sinais a criança consegue entender o que está a
sua volta, desenvolve as relações interpessoais, aprende como as coisas funcionam
ao seu redor, constrói suas emoções, entre outros. Sendo assim, muitos
questionamentos surgiram a respeito da língua utilizada pelas crianças surdas, o
embate entre a primeira língua ser a de sinais ou a do país em que vive, é um dos
principais debates. Nesse caso, acredita-se que ao ter o primeiro contato com a
língua de sinais, as crianças têm melhor condição de desenvolvê-la para depois ter
contato com a língua majoritária, dessa forma, a LIBRAS possui um papel de
mediação para que se aprenda a Língua Portuguesa (RUBIO & QUEIROZ, 2014).
O tema em foco está repleto de debates e opiniões divergentes, entre outros, porém
são necessários, principalmente quando o assunto é educação, um direito de todos
neste país. Sendo assim, concluir que mesmo excluídos por anos, ainda é preciso
haver mudanças, existe uma parte da sociedade preocupada com a autônima dessa
minoria.
REFERÊNCIAS:
DIZEU, L. C. T. D. B., & CAPORALI, S. A. A língua de sinais constituindo o surdo como sujeito. 2005.
Educação & Sociedade, 26, 583-597.
UZAN, Alessandra Juliana Santos; OLIVEIRA, Maria do Rosário Tenório; LEON, IOR. A importância
da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como língua materna no contexto da escola do Ensino
Fundamental. XII INIC: XII Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e VIII Encontro
Latino Americano de Pós-Graduação–Universidade do Vale do Paraíba, 2008.
RUBIO, Juliana AS; QUEIROZ, Luana S. A aquisição da Linguagem e Integração Social: A LIBRAS
como formadora de identidade do surdo. São Roque–SP: Faculdade de São Roque. Revista
Eletrônica Saberes da Educação, v. 5, n. 1, 2014.
Tendo em vista o exposto, pode-se compreender o porquê da necessidade da LIBRAS ser considerada a
primeira língua dos surdos no Brasil. Esta é uma língua que visa dar importância às necessidades comunicativas
de sua comunidade, tendo em vista que, é uma língua natural, pois surge da interação entre surdos, é através
dela que podem se expressar (UZAN, et. al, 2008). Porém, mesmo diante disso, ainda há quem acredite que a
LIBRAS é uma língua inferior à Língua Portuguesa, o que traz um retrocesso na educação dos que não podem
ouvir em uma sociedade ouvinte e excludente (RUBIO & QUEIROZ, 2014).
Na Idade Média os surdos eram vistos como pessoas de pouca inteligência e mal educadas, por não serem
adaptados à fala como os demais, isso se perpetuou por muitos anos, muitas histórias inventadas contra estes e
até fatos sobrenaturais eram utilizados para explicar a surdez (MOORES, 1978). Porém, essa mística foi
quebrada, pois com os estudos avançados e a evolução da sociedade, puderam perceber que os surdos
poderiam aprender através de processos pedagógicos (UZAN, et. al, 2008). É nesse sentido, que se faz de
extrema importância a inclusão desta língua dentro das escolas, principalmente nos anos iniciais.
Visto que, a partir da inserção da Língua de Sinais a criança consegue entender o que está a sua volta,
desenvolve as relações interpessoais, aprende como as coisas funcionam ao seu redor, constrói suas emoções,
entre outros. Sendo assim, muitos questionamentos surgiram a respeito da língua utilizada pelas crianças
surdas, o embate entre a primeira língua ser a de sinais ou a do país em que vive, é um dos principais debates.
Nesse caso, acredita-se que ao ter o primeiro contato com a língua de sinais, as crianças têm melhor condição
de desenvolvê-la para depois ter contato com a língua majoritária, dessa forma, a LIBRAS possui um papel de
mediação para que se aprenda a Língua Portuguesa (RUBIO & QUEIROZ, 2014).
Por fim, entende-se que a temática está repleta de debates, opiniões divergentes, entre outros, porém todos se
fazem necessários, principalmente quando o assunto é educação, um direito de todos neste país. Com isso,
pode-se concluir que por mesmo com a exclusão destes durante muitos anos, atualmente, ainda que haja muito
o que mudar, temos uma parcela da sociedade que se importa e quer a autonomia dessa minoria, do dia a dia ao
ensino destes.
Referências Bibliográficas:
DIZEU, L. C. T. D. B., & CAPORALI, S. A. A língua de sinais constituindo o surdo como sujeito. 2005. Educação
& Sociedade, 26, 583-597.
GODOI, P; SANTOS, M. F; SILVA, V. F. Língua Brasileira de Sinais no Contexto Bilíngue. Tupã, 2013. 38 p.
Monografia (Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização) – Faculdades FACCAT.
MOORES, D. Educating the deaf, psychology, principles and practice. Boston: Houghton Mifflin Co. 1978.
RUBIO, J. A. S., QUEIROZ, L. S. A aquisição da Linguagem e Integração Social: A LIBRAS como formadora de
identidade do surdo. São Roque – SP: Faculdade de São Roque, Revista Eletrônica Saberes da Educação, vol.
5, nº 1, 2014.
UZAN, A. J. S., OLIVEIRA, M. R. T. O., LEON, O. R. A importância da Língua Brasileira de Sinais – (LIBRAS)
como língua materna no contexto da Escola do Ensino Fundamental. Paraíba-PB - : XII Encontro Latino
Americano de Iniciação Científica e VIII Encontro Latino Americano de Pós-Graduação - Universidade do Vale da
Paraíba, 2008.
A língua de sinais, língua natural dos surdos, pois essa a criança surda adquire de forma
espontânea sem que seja preciso um treinamento específico, ainda é considerada por
muitos profissionais apenas como gestos simbólicos.
(GODOI, et. al., 2013
GODOI, P.; SANTOS, M. F.; SILVA, V. F. Língua Brasileira de Sinais no Contexto
Bilíngue. Monografia (trabalho de, 2013.
GODOI, P; SANTOS, M. F; SILVA, V. F. Língua Brasileira de Sinais no Contexto Bilíngue. Tupã, 2013. 38
p. Monografia (Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização) – Faculdades FACCAT.