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Estratégias contra HIV em Goba Fronteira

Este documento descreve um projeto de pesquisa que visa desenvolver estratégias para reduzir o risco de contaminação por HIV entre meninas adolescentes em uma área fronteiriça em Moçambique. O projeto irá identificar os fatores que contribuem para o alto risco, mobilizar as meninas com ações de conscientização, e criar uma comissão para combater casamentos precoces na região. A pesquisa será realizada por meio de entrevistas e grupos focais com a população, com o objetivo final de reduzir as novas
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Estratégias contra HIV em Goba Fronteira

Este documento descreve um projeto de pesquisa que visa desenvolver estratégias para reduzir o risco de contaminação por HIV entre meninas adolescentes em uma área fronteiriça em Moçambique. O projeto irá identificar os fatores que contribuem para o alto risco, mobilizar as meninas com ações de conscientização, e criar uma comissão para combater casamentos precoces na região. A pesquisa será realizada por meio de entrevistas e grupos focais com a população, com o objetivo final de reduzir as novas
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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

ONE WORD

Curso de Licenciatura em Pedagogia

Projecto de Investigação - Acção

Estratégias de erradicação de risco de contaminação por HIV das


raparigas na zonas fronteiriças em Moçambique

Estudo de caso no Distrito de Namaacha, Posto Administrativo de Goba,


Povoado da fronteira

Stela Bernardo Munguambe Mubaba

Changalane, Agosto
2021

1
Stela Bernardo Munguambe Mubaba

Curso de Licenciatura em Pedagogia

Projecto de Investigação - Acção

Estratégias de erradicação de risco de contaminação por HIV das


raparigas na zonas fronteiriças em Moçambique
Estudo de caso no Distrito de Namaacha, Posto Administrativo de Goba,
Povoado da fronteira

´
Trabalho de Investigação - Acção a ser
apresentado no Instituto Superior de
Educação e Tecnologia (ISET) como
requisito para defesa do 4º Ano do
Curso de Pedagogia, sob supervisão do
tutor Abdul Agostinho Mucaniwa.

Changalane, Agosto
2021

2
ÍNDICE
Resumo........................................................................................................................................................6

CAPITULO I. INTRODUÇÃO...................................................................................................................7

CAPITULO 2. APRESENTAÇÃO DO TEMA..........................................................................................8

1.3 Objectivos Geral..............................................................................................................................8

1.3.2. Objectivos Específicos.............................................................................................................8

CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA........................................................................................11

2.1.1. Conceito da sigla HIV................................................................................................................11

2.1.2. Conceito do termo ´´Estratégia´´.....................................................................................................11

3.1.3. Como se transmite o HIV?....................................................................................................14

CAPÍTULO IV: METODOLOGIAS DO PROJECTO..............................................................................17

4.1. METODOLÓGIA DE PESQUISA.....................................................................................................17

4.2. Recolha de dados..........................................................................................................................17

4.2.1. Área e População em Estudo.................................................................................................17

[Link] Teste diagnóstico..........................................................................................................................20

4.1. Espiral com comentários.....................................................................................................................21

4.4 Considerações éticas..........................................................................................................................22

CAPÍTULO VI. C RONOGRAMA DAS ACTIVIDADES DE PESQUISA.........................................................23

5.2. Orçamento da pesquisa......................................................................................................................24

5.2. CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................................................25

CAPÍTULO 7: BIBLIOGRAFIA..............................................................................................................26

APÊNDICES.............................................................................................................................................27

3
LISTA DE ABREVIATURAS

ISET- Instituto Superior de Educação e Tecnologia

VIH- Vírus de Imunodeficiência Humana

SIDA- Síndroma de Imunodeficiência Adquirida

VE-Vigilância Epidemiológica

4
LISTA DE TABELAS

Tabela:1 Participantes do projecto

Tabela:2 Selecção da amostragem

Tabela:3Calendarização da investigação

5
CAPITULO I. INTRODUÇÃO

De entre várias calamidades que o mundo já enfrentou e contínua à enfrentar que mais preocupa
à humanidade são as doenças de transmissão sexuais e incuráveis das quais faz parte o VIH. O
HIV constitui um fenómeno preocupante na sociedade moçambicana, vitimando Homens e
Mulheres de todas faixas etárias. No entanto verifica-se que no povoado de Goba Fronteira,
objecto da presente pesquisa, o HIV é diagnosticado na sua maior escala nas raparigas.

Pensa-se que esse maior nível de infecção nas raparigas adolescentes está intrinsecamente ligado
aos comportamentos apresentados por este grupo. Nesta óptica surge à necessidade de fazer à
pesquisa com o tema ´´ Estratégias de erradicação de risco de contaminação por HIV das
raparigas na zonas fronteiriças em Moçambique. O estudo será desenvolvido no Distrito de
Namaacha, Posto Administrativo de Goba, Povoado da fronteira.

Com forme foi mencionado anteriormente, esta pandemia constitui uma preocupação na maioria
das famílias deste povoado visto que vários pais assistem suas filhas perdendo frequência
escolar, juventude e até passarem a vida em situações difíceis por terem sido infectadas por esta
doença e excluídos pela mesma sociedade por meio do estigma. Portanto, o estudo deste tema
permitira Mobilizar as raparigas adolescentes para a redução do alto risco da contaminação por
HIV nas raparigas adolescentes no povoado fronteiriço de Goba por via disso poderão ser
providas acções que possam concorrer para a redução do índice de contaminação.

O projeto será composto por quatro capítulos nomeadamente: capitulo 1º em que e apresentado o
problema, os objetivos e as hipóteses; capitulo 2º em que para alem de se definir conceitos, serão
confrontadas várias correntes bibliográficas que se debruçam em torno de comportamentos de
riscos à contaminação por HIV; capitulo 3º onde serão apresentadas as metodologias da pesquisa
e por fim o capitulo 4º que vai ilustrar sobre a apresentação e discussão de dados. O 5º
apresentará as considerações finais e finalmente o 6º que apresentará as bibliografias usadas para
a produção do presente trabalho.

6
CAPITULO 2. APRESENTAÇÃO DO TEMA

2.1. Tema: Estratégias de erradicação de risco de contaminação por HIV das raparigas na
zonas fronteiriças em Moçambique. O estudo será desenvolvido no Distrito de Namaacha,
Posto Administrativo de Goba, Povoado da fronteira.

2.2. Problema

Um fenómeno real é notório das famílias do povoado de Goba-Fronteira. O facto é que quase todas as
famílias do bairro estarem alarmadas pelo nível de infecções de adolescentes, isto é, se uma família não
convive com uma rapariga adolescente infectada, ao menos é vizinha de uma família que esta nestas
condições.

Esta situação cria uma grande preocupação para os pais e até para o Governo local, dado que estas
raparigas na maioria das vezes já não conseguem frequentar normalmente a escola ou fazer trabalhos
normais dentro da família e na comunidade devido à debilidade da sua saúde e em alguns casos,
perdem à vida precocemente. O facto curioso é que este problema também é influenciado pelo
movimento de pessoas na fronteira que se ocupam nos relacionamentos amorosos que culminam com
as suas desistências na escola. Contudo, as adolescentes procuram também envolver-se com jovens
adultos de até 50 anos em busca de valores ou bens materiais. O fenómeno de certa forma é apoiado
pela maioria dos pais e encarregados de educação, dai urgem à necessidade de querer identificar as
causas desta problemática com à seguinte questão:

Pergunta de partida: Que estratégias podem ser adoptadas para a erradicação do risco de
contaminação por HIV das raparigas adolescente no povoado de Goba-fronteira com idade
escolar?

1.3 Objectivos Geral


1.3.1. Mobilizar as raparigas adolescentes para a redução do alto risco da contaminação por HIV nas
raparigas adolescentes no posto Administrativo de Goba.

7
1.3.2. Objectivos Específicos
1.3.1. Identificar os factores que contribuem para o alto risco da contaminação por HIV nas
raparigas adolescente;

1.3.2. Efectuar diversas acções de mobilização das adolescentes de modo a evitar novas
infecções;

1.3.3. Criar uma comissão de combate aos casamentos prematuros a nível do Bairro em
coordenação com a estrutura local.

1.4. Hipóteses
O risco de contaminação das raparigas adolescentes por HIV pode ser minimizado através de:

1.4.1. Identificação de raparigas adolescentes com tendências de vulnerabilidade ou com risco de


infecções pelo HIV;
1.4.2. Realização de diversas actividades de modo à erradicar o índice de infecção das raparigas
adolescentes nas famílias;
1.4.3. Criação de uma comissão do bairro de acompanhamento de raparigas adolescentes no
âmbito de combate do HIV.

1.5 Justificativa da selecção do tema

A selecção deste tema foi motivada pelo facto de se verificar que a maioria das famílias do povoado de
Goba-Fronteira está afectada pelo Vírus de Imunodeficiência Humana diagnosticado em suas
educandas – raparigas adolescentes. Se numa família não se encontra, felizmente, pelo menos uma
rapariga contaminada, esta convive com uma família vizinha que se encontra nestas condições, razão
pela qual se afirma que quase todos os agregados familiares deste bairro estão afectados culminando
com abandono escolar.

Esse fenómeno preocupa não só a alguns pais, residentes e ao Governo local como também constituem
um “punhal às costas” das autoridades que velam pela saúde ao nível do Posto Administrativo. A este
nível crítico da vida das famílias do povoado, exige-se com maior urgência não só o envolvimento do
pessoal da saúde mas também de todos actores sociais que directa ou indirectamente estão afectados
por esta situação, porém, pensa-se que a busca de qualquer que seja solução passa pelo descobrimento
daquilo que se considera factores desta dura realidade.
8
Por isso torna-se importante fazer um estudo minucioso da problemática para que se torne superficiais
os prováveis factores que colocam as raparigas adolescestes do povoado de Goba no topo das infecções
por HIV e por via disso, junto dos pais e não só, desencadear-se um conjunto de estratégias que ajudem
na mudança de comportamento das adolescentes e ao regresso à escola.

9
CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Conceptualização

2.1.1. Conceito da sigla HIV

Segundo a BIT (2015, p.8), HIV refere-se ao vírus da imunodeficiência humana, que enfraquece
o sistema imunitário humano. A infeção pode ser prevenida através de medidas adequadas. Para
Ronaldo (2000, p.30) é um vírus que ataca e destrói o sistema imunitário do nosso organismo,
isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem das doenças.

Durante a pesquisa sobre o termo em estudo, percebeu-se que não existia um termo considerado
padrão pese embora vários autores estudam sobre o assunto. Vários autores bem como os citados
recorrem ao significado da sigla e outros procuram detalhar sobre as suas os seus efeitos.
Contudo, o que é comum é que o HIV é um vírus de Imunodeficiência Adquirida que ataca o
organismo humano destruindo a imunidade.

2.1.2. Conceito do termo ´´Estratégia´´

A palavra ´´estratégia´´ tem diversos significados e é um conceito que está presente em vários
contextos, sendo por isso difícil a sua definição. Em sentido figurado, uma estratégia
normalizada é estipulada para ultrapassar algum problema, e nestes casos pode ser sinónimo de
habilidade, astúcia ou esperteza, (Da Silva & Sá, 1997).

As estratégias de Aprendizagem são técnicas ou métodos que os alunos usam para adquirir a
Informação. Como aponta Schucksmith e Dansereau (apud Pozo, 1996), as estratégias de
aprendizagem vêm sendo definidas como sequência de procedimentos ou actividades que se
escolhem com o propósito de facilitar a aquisição, o armazenamento e/ou a utilização da
informação. Em nível mais específico, as estratégias de aprendizagem podem ser consideradas
como qualquer procedimento adoptado para a realização de uma determinada tarefa.

10
Portanto, se a estratégia é considerada como uma habilidade e ou esperteza de conseguir resolver
um caso ou problema. Na área pedagógica, o sentido de estratégia deve ser entendia de uma
forma diferente, pois, seria uma esperteza de fazer acontecer uma aula eficiente. A estratégia do
ensino é caracterizada pelo desafio permanente de profissionais da educação em estabelecer
relações interpessoais com os educandos, de modo que o processo de ensino e aprendizagem seja
articulado e que os métodos utilizados cumpram os objectivos a que se propõem.

2.3. Contextualização

2.2.1. Origem e propagação do SIDA em Moçambique

A história do HIV é complexa. No início de 1980, pouco se sabia sobre uma doença misteriosa
que estava matando milhares de pessoas cujo sistema imunológico efetivamente estavam
entrando em colapso, deixando-os vulneráveis a uma matriz de risco de vida Ilnenes (2002).

Um dos cientistas creditado com a descoberta da causa da doença — o vírus de imunodeficiência


humana (HIV) foi Robert Gallo, que, com os seus colaboradores, publicou suas pesquisas em
ciência revista em early1984. Apesar disso, a contribuição do Gallo para pesquisa da AIDS é
incontestável. Além da descoberta do HIV, Gallo é creditado como fornecendo as pesquisas
fundamentais necessárias para desenvolver o primeiro teste de HIV (Gallo, 1978).

Segundo Gallo (idem) em 1996, Gallo e seus colegas fundaram o Instituto de virologia humana,
a organização de que foi premiado com um subsídio de US $ 15 milhões da Fundação Bill &
Melinda Gates para sua pesquisa em vacinas preventivas de HIV. Em 2011, Gallo fundou a rede
Global de vírus com o objetivo de colaboração crescente entre os investigadores vírus e superar
lacunas na pesquisa (Ilnenes, 2002).

No dia 4 de Maio de 1984, Gallo e seus colaboradores publicaram uma série de quatro artigos
científicos no periódico Science demonstrando que um retrovírus que eles isolaram chamado
HTLV-III, na convicção de que o vírus estava relacionado aos vírus de leucemia de um trabalho
anterior de Gallo, era a causa da AIDS. Gallo ganhou seu segundo Prêmio Lasker em 1986 por
"determinar que o retrovírus agora conhecido por HIV-1 é a causa da Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (AIDS)." Ele é o único que ganhou dois prêmios Lasker. (Ilness,
idem)
11
O primeiro caso de SIDA em Moçambique foi registrado em 1986. Por volta de Dezembro de
1999, o total de casos havia chegado a 17.224, com incidência maior no grupo etário dos 20-39
anos de idade. A proporção de homens para mulheres é de 1:1. (Tallarico, 2000)
A prevalência do HIV em Moçambique na população adulta (15- 49 anos de idade) em 1987 foi
de 3,3%. Em 2000 este número aumentou para 16%. (idem).

Em Moçambique os jovens são os mais afectados pelo HIV. O nível de infecção aumentou nas
raparigas o que demonstra que existe um desigualdade em termos de género. (Tallarico, 2000)
Factores sociais causais para a epidemia em Moçambique incluem: o elevado índice de pobreza e
desigualdade econômica, elevados níveis de doenças sexualmente transmissíveis (DST);

O aumento da mortalidade e morbilidade por causa da SIDA provoca um impacto devastador nos
lares, especialmente para as mulheres.

O baixo nível social das mulheres, a sua dependência econômica e social em relação aos homens
e a falta de controle da sua sexualidade cria barreiras para a mulher na sua habilidade de negociar
sexo seguro, o que faz com que este grupo seja o grupo com maior risco de infecção.

Por outro lado, certas práticas tradicionais, o casamento prematuro e o fraco acesso aos setores
de saúde e educação aumentam a sua vulnerabilidade e risco de contrair DTSs e HIV. (MISAU,
1999).

O aparecimento simultâneo de diferentes sintomas de doenças é chamado síndroma em


medicina. A Sida é a consequência tardia de uma infecção pelo VIH (vírus da imunodeficiência
humana) é por isso que falámos de síndrome de imunodeficiência humana adquirida.

Uma infecção pelo HIV evolui em diferentes estádios, prossiga e os estádios do sistema
imunitário é fortemente deteriorado, onde doenças graves e letais como tumores podem
desenvolver-se.

Uma infecção pelo HIV /SIDA não pode ser curada, no entanto, graças ao melhoramento das
terapias médicas, existem fortes possibilidades que uma deficiência imunitária já adquirida fique
latente, ou se a terapia já começou há algum tempo o seu aparecimento seja retardado por
diversos anos. Em algumas pessoas infectadas pelo HIV, o progresso médico levou a um
aumento bastante considerável da esperança de vida (conferir terapias combinadas).

12
Uma infecção pelo HIV é e continua a ser, no entanto uma doença mortal.

A transmissão aos homens deve ter acontecido por volta dos anos 30 e depois o vírus propagou-
se. Mas somente quando os sintomas habituais começaram a ser observados na América no
início dos anos 80, até então estes sintomas eram muito raros, é que o novo síndroma começou a
ser despistado. (Tallarico, 2000)

O vírus HIV1 foi descoberto 1983/84, pouco depois provou-se a existência do vírus HIV2, os
dois vírus e os seus subgrupos, ou subtipos apresentam características específicas e aparecem sob
formas diferentes conforme os continentes, contudo os meios de protecção são os mesmos para
um ou outro tipo (MISAU, 2005).

3.1.3. Como se transmite o HIV?

Muitas pessoas tem receio ou estão apreensivas em relação ao HIV e Sida. Os equívocos comuns
sobre os modos de transmissão do HIV conduzem a receios que, por sua vez, levam ao estigma e
intolerância nos locais de trabalho. Para reduzir o estigma relacionado com o HIV, é útil
clarificar os factos relativamente à transmissão do HIV.

Segundo o MISAU (2001), o HIV transmite-se através dos fluídos corporais – sangue, sémen,
secreções vaginais e leite materno. A transmissão só pode ocorrer através das seguintes vias:

● Relações sexuais desprotegidas, tanto heterossexuais como homossexuais, comum parceiro


infetado (este é o modo mais frequente de transmissão). O risco de transmissão sexual de HIV
aumenta na presença de outras doenças sexualmente transmissíveis, especialmente determinado
tipo de úlceras como o herpes ou a sífilis;

● Transmissão de mπe para filho durante a gravidez, parto e nascimento, quando não foi
observado um sistema de prevenção, ou durante o período de amamentação; ou

● Sangue e seus derivados, por exemplo:

➢ Transfusão de sangue infetado ou transplante de órgãos ou tecidos infetados;

➢ Partilha de acessórios de drogas contaminados, tais como agulhas, seringas ou instrumentos


para piercings contaminados;

13
➢ Acidentes de trabalho, incluindo ferimentos provocados por agulhas por um profissional de
saúde ao tratar um doente infetado pelo VIH. Outros trabalhadores do setor da saúde, por
exemplo pessoal auxiliar, também podem estar em risco de acidentes com agulhas.

De acordo com as pesquisas bibliográficas feitas eu entendi que o HIV/SIDA, HIV- é vírus de
imunodeficiência humana e o SIDA- é Síndroma da imunodeficiência adquirida. Esta doença é
contraída através das relações sexuais sem proteção, através de transfusão de sangue de uma
pessoa infectada, HIV é transmitido maioritariamente através do sexo desprotegido.

Jovens e adolescentes em países pobres como Moçambique mostram-se vulneráveis ao HIV na


medida em que por um lado podem ser influenciados a levarem uma vida enganadora. Dados
apresentados pela TCE –Moçambique mostram que adolescentes e jovens com idade escolar
entre 14 a 24 anos apresentavam uma taxa de sero prevalência muito alta ADPP (2015, p.57).

3.1.4. HIV/SIDA no distrito de Namaacha

Distrito da Manhiça, tal como acontece com o resto do país, também é assolado pelo HIV/SIDA
o que faz com que tenham iniciativas de combate ao HIV/SIDA. Apesar de as primeiras VE
(Vigilância Epidemiológica) no distrito terem iniciado só em 2000, este já vem sendo assolado
pela pandemia já há muito tempo como provam os altos índices de prevalência do vírus (15,7%)
e com uma tendência crescente ao ponto de em 2004 ter registado um índice de prevalência de
25,2%, estas taxas significam que as pessoas já vêm sendo infectadas há muito tempo.
(MINEDH, 2021).
Uma das justificações para o facto de o distrito apresentar uma taxa de índice de prevalência do
vírus HIV alta e com tendência crescente está no facto de ela ser um corredor (EN1) de
passagem de indivíduos com destinos diferentes o que pode aumentar os níveis de prática do
sexo ocasional desprotegido entre os indivíduos que estão de passagem e os residentes do distrito
principalmente mulheres, trabalhadoras de sexo. (MINEDH, idem).
Esta justificação também é sustentada pelas instituições de combate ao HIV/SIDA que apontam
os motoristas de longo curso como sendo os mais envolvidos neste tipo de prática.
Para além do factor corredor os outros factores que podem estar na origem dos altos índices de
prevalência do vírus de HIV é o nível de educação e o nível de pobreza que também é elevado.
Ao se levantar estes dois factores, educação e pobreza pretende-se dizer que quanto menor for o
14
nível de escolaridade de um individuo maior é a dificuldade de ele perceber as mensagens ou
campanhas de sensibilização de combate ao HIV/SIDA, ainda nesta abordagem da educação,
Monteiro cita dentre outros factores de disseminação do vírus o problema do nível de
escolaridade como um dos obstáculos de combate ao HIV/SIDA, como também cita a questão da
pobreza como um dos obstáculos de combate ao HIV/SIDA na medida em que a população não
têm condições financeiras para fazer frente as despesas hospitalares.

As Autoridades Comunitárias são instituições com muita credibilidade junto da Comunidade e é


com base nesta credibilidade que se perceber o seu impacto no combate ao HIV/SIDA. Sendo
assim, começa-se por observar que elas contribuem no combate ao HIV/SIDA ao ponto de
influenciar a mudança de comportamento sexual inseguro, uma vez que são instituições com
muita credibilidade na comunidade. Estas instituições são guardiões dos valores ou práticas
culturais da comunidade e é na base destes valores culturais que elas podem influenciar a
população a mudar o seu comportamento sexual inseguro, uma vez que as práticas sociais da
comunidade estão intimamente ligadas aos valores culturais.
Dos obstáculos que estas práticas culturais criam, principalmente, a poligamia e este mesmo
argumento é defendido por vários programas de combate ao HIV/SIDA implementados em
Moçambique África em outras regiões do mundo o que faz com que para além da descrença no
uso das Autoridades Comunitárias haja uma tentativa de extinguir as práticas culturais por
considerar que é uma das formas de combate ao HIV/SIDA.
Para além da prática da poligamia pelas Autoridades Comunitárias o seu uso no combate ao
HIV/SIDA também tem sido colocado em questão devido as dúvidas sobre o nível de
conhecimentos que elas possam ter sobre o HIV/SIDA. (ibdem).
Um dos resultados apontados por Damas (2007) justifica o impacto positivo do uso das
Autoridades Comunitárias tanto no distrito da Manhiça como em outros distritos da província de
Maputo é o facto de aumentar o número de pessoas a fazerem o teste de HIV/SIDA como forma
de saber o seu estado, o que para ele não acontecia antes do uso das Autoridades Comunitárias.
Este aumento de pessoas infectadas faz pensar que estejam a ocorrer novas infecções.

15
CAPÍTULO IV: METODOLOGIAS DO PROJECTO

4.1. METODOLÓGIA DE PESQUISA

Para realização deste projecto procedi uma ampla pesquisa bibliográfica na qual à pesquisa
comportou uma busca de informação através da Internet; observação directa (visita ao local de
estudo, entrevistas, questionários inquéritos, e leitura de varias obras relacionadas ao tema);
observação indirecta (através de mapas e imagens); Dados estatísticos (números de habitantes,
numero de hospitais, Centro de Saúde e enquadramento geográfico).

4.2. Recolha de dados


A recolha de dados do presente trabalho será baseada na entrevista, elaboração de inquéritos e na
observação.

4.2.1. Área e População em Estudo

Goba é uma localidade fronteiriça de Moçambique e sede de um posto administrativo do distrito


de Namaacha.

Nesta localidade, funcionam dois postos fronteiriços entre Moçambique e o Essuatíni, um


rodoviário e outro ferroviário.

A localidade é servida pela estação ferroviária fronteiriça do Caminho de Ferro de Goba,


ligando-a à Mlawula (oeste) e Boane (leste). Contudo, encontra-se localizado a cerca de 77 km a
norte da cidade de Maputo. A investigação estará virada para raparigas de idade compreendida
entre 12 aos 18 anos. A pesquisa vai envolver alunas que estudam ou desistiram a escolaridade
naquele povoado. A escola na qual a pesquisa vai decorrer possui um total de 43 alunos da 7ª
classe e que funciona com 3 professores e 1 membro de direcção.

16
Tabela: 1 Participantes do projecto

Raparigas Número de raparigas Total


Com 12 à 15 anos 8
Com 16 à 18 anos 7 30
Com mais de 18 anos (jovens e adultos) 15

4.2.2. Amostragem e Tamanho da Amostra


Sendo um quarteirão menos extenso pretendo trabalhar com cerca de 10 a 15 raparigas
adolescentes com idades compreendidas entre 12 a 18 anos e de 18 anos em diante, um líder
comunitário pais e encarregados de educação.

4.2.3. Técnicas de Colecta de Dados


A recolha de dados será feita no povoado da fronteiriça de Goba no posto Administrativo de
Changalane onde vai abranger raparigas adolescentes com idade compreendida entre 12-18 anos,
pais, mães, outros encarregados de educação e outras pessoas da sociedade, incluindo as
estruturas do bairro. Será realizada com entrevistas, questionários, inquéritos, guião de entrevista
análise de conteúdos e estatísticas quantitativa e muito mais. Farei contacto com as raparigas nas
casas nas igrejas e nos locais onde poderei encontrar as raparigas adolescentes realizando
palestras educativas.

4.2.4. Instrumentos de Colecta de Dados


Para a concretização dos objectivos desta investigação, o instrumento de colecta de dados será
feita com contacto frequente com os adolescentes, conversa com as raparigas debates, entrevistas
(apêndice numero:1), análise de estatística, questionários (a ver apêndice 2), análise de conteúdo
das resposta obtidas no acto da realização do trabalho e algumas fichas já preenchidas.

[Link] de estudo
O projecto quanto aos objectivos exploratórios e quanta abordagem é qualitativo porque a
pesquisa qualitativa vai permitir uma aproximação da realidade, dos factores que permitem a
ocorrência de raparigas adolescentes infectadas.

17
3.1.1. Amostra
Para compreender os factores, relações no contexto familiar e escolar bem como as interações
entre os dois sistemas sociais será envolvido pai e encarregados de Educação 2 activistas
formadas por raparigas e 1 chefe do quarteirão.

3.5.1 Caracterização da amostragem


A caracterização da amostragem vai incluir todas as raparigas do quarteirão em estudo com idade
compreendidas entre 12 a 18 anos onde 2 estarão como activistas o envolvimento dos pais
dependera da maneira como vão entender a situação.

Repleto de muita informação, entrevistas contacto individual troca de experiencia entre


raparigas da mesma idade,

Tabela:2 Selecção da amostra.

Idade Género Estado civil Nível de


Participantes escolaridade
Chefe do quarteirão 1 Feminino Casada 6ª Classe
Raparigas activistas 12 a 18 anos Femininas Solteiras 7ª ª
Pais ou encarregados Variáveis Feminino e Casados e 5ª a 10ª classes.
de educação masculino solteiros
Fonte: Autora

3.1.2 Técnica de recolha de dados


As técnicas são consideradas como um conjunto de preceitos ou processo de que se serve uma
ciência, são também a habilidade para usar esses preceitos ou normas, na obtenção de seus
propósitos, correspondem, portanto, a parte prática de colecta de dados (Marconi & Lakatos
2003:107).
Para a recolha de dados foram usados os instrumentos de pesquisa de campo como: a Entrevista,
o Inquérito e a observação.

[Link] Questionário
18
LAKATOS e MARCONI (2003, P. 107), teriam afirmado nos seus estudos que “a observação
utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade, não consiste apenas em
ver e ouvir, mas também em examinar factos e fenómenos que se desejam estudar”.
Para concretização da investigação ira se aplicar questionários dirigidos aos adolescentes, pais,
alguns elementos da comunidade.

[Link] Entrevista

Segundo LAKATOS; MARCONI (2003) “a definição de entrevista se refere ao acto de duas


pessoas colocarem-se de frente objectivando a extracção de informações a cerca de um tema que
uma delas poderá oferecer e que é de interesse da outra, tal processo se dá por intermédio de uma
conversação de finalidade profissional”.
Baseamo-nos na entrevista semi-estruturada, sendo um modelo de entrevista intermédia. Estas
entrevistas foram feitas a partir de um guião que foi construído a partir das questões de pesquisa
(ver anexo 1).

[Link] Teste diagnóstico

Segundo Regina (2015, pág. 10) o teste diagnóstico é um tipo de avaliação aplicada para medir
uma certa situação para uma possível acção com intenção de gerar acções para a mudança.

Para materialização do meu projecto desenvolverei acções integradas na comunidade junto com
o grupo de raparigas activistas, poderemos andar de casa em casa ou escolheremos o local de
encontro para sensibilização a aderência a práticas de prevenção com intuito de melhorar as
atitudes e reduzir o índice de contaminação do HIV. Contudo ainda não se conhece a dimensão
do problema neste quarteirão. O objectivo é identificar os factores que estão por detrás desse
problema.

CAPÍTULO 4. MODELO DE ANÁLISE DE DADOS


19
Ensinar a prevenir educando através de informações disponíveis sem tabus organizadas de
maneira lógica com a pesquisadora através de comportamentos acções diante a realidade vai se
defrontar para gerar resultados satisfatórios que transformem a comunidade local.

4.1. Espiral com comentários

No que tange ao modelo de análise, os dados foram apresentados em forma de espiral de


Investigação e Acção ou vice e versa baseado na apresentação indicação da data da investigação
ou acção, indicação da actividade (se é Acção ou Investigação), segue a menção do tipo de
actividade (se é Acção ou Investigação), menciona-se o resultado e finalmente os comentários de
avaliação sobre como decorreu actividade. A estrutura consistirá em:

4.2. Caso da investigação

Data: Indicação da data na qual decorrerá a actividade (Investigação ou Acção)


Acção ou investigação: Indicação da actividade
Objectivo: Mencionar a intenção da actividade a ser implementada (apresentar-se-á o objectivo
específico da actividade)
Actividade: Menciona-se o tipo de actividade a ser implementada
Resultado: O que teve como resultado da acção ou investigação (atingiu o objectivo)
Comentário: Apresenta-se o número de participantes, o que fizeram; como fizeram (mencione
os métodos usados); qual foi o resultado atingido; que avaliação faz sobre a acção ou
investigação feita; qual é o próximo passo?

2.3. Caso da Acção

Data: Indicação da data na qual decorrerá a actividade (Investigação ou Acção)


Acção ou investigação: Indicação da actividade
Objectivo: Mencionar a intenção da actividade a ser implementada (apresentar-se-á o objectivo
específico da actividade)

20
Actividade: Menciona-se o tipo de actividade a ser implementada
Resultado: O que teve como resultado da acção ou investigação (atingiu o objectivo)
Comentário: Apresenta-se o número de participantes, o que fizeram; como fizeram (mencione
os métodos usados); qual foi o resultado atingido; que avaliação faz sobre a acção ou
investigação feita; qual é o próximo passo?

4.3 Limitações do estudo

Conscientes do tipo, instrumentos e técnicas a aplicar na realização do presente estudo,


apontamos as seguintes limitações deste estudo:
Diversidade da população em estudo, olhando as idades, várias classes ensinada nesta escola, por
tanto, a amostra e limitada e olhando ao universo pode não ser representativa. Por outro lado o
tempo previsto para a realização do trabalho de campo, pode não ser suficiente.
a) Difícil relacionamento com alguns pais pelo facto de serem analfabetos.
b) A resistência em colaborar por parte de adolescentes devido a sua idade que é um momento
complicado.
c) Difícil obtenção de alguns documentos para enriquecimento da informação.

4.4 Considerações éticas


A presente pesquisa obedecera autorização dos pais e encarregados de educação e outros
elementos da comunidade e os resultados serão apenas para defesa de estudo.

CAPÍTULO VI. CRONOGRAMA DAS ACTIVIDADES DE PESQUISA

21
O cronograma ou delineamento, contem a sequências das actividades que serão realizadas com
base o tempo estabelecido para a execução do estudo em causa.

Tabela nº 3: Cronograma

  Meses
Actividade (s) Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

Elaboração do
       
projecto
Levantamento da
literatura e
         
implementação do
projecto
Realização da
         
pesquisa
Elaboração do
         
trabalho final
Apresentação do
         
trabalho final.

5.2. Orçamento da pesquisa


Tabela nº 4: Orçamento
Nº Quantidade Material Preço Unitário Preço Total

22
(Mt)

(Mt)

1 1 Resma de papel A4 250 250

2 6 Esferográficas 50 50

3 3 Blocos de anotações 500 500

4 4 Lápis de Carvão 50 100

5 15 Cartolinas 500 500

6 14 Recargas ( Movitel ) 1000 3000

7 10 Impressão 3 450

8 3 Borrachas 15 90

9 5 Marcadores 300 900

10 …….. Imprevistos 2000 2000

Total das dispensas 7840

Fonte da autora

5.2. CONSIDERAÇÕES FINAIS

23
No fim da realização das acções do projecto espero que sejam úteis para a comunidade em
estudo, que contribuam para um melhor entendimento da fase da vida onde ocorrem o desvios do
futuro da adolescente. Orientem e contribuam para o adolescente baseado na responsabilidade
em uma perspectiva de vida significativa para elas.

Que os pais se sintam na obrigação de conversar mais vezes com os seus filhos sobre a
sexualidade pois a família é à parte fundamental da formação do carácter humano. Diminuindo
assim o índice de infecção de raparigas adolescentes com HIV.

CAPÍTULO 7: BIBLIOGRAFIA

24
1. ALFANE, R. NHANCALE, O. (1995) “Como a legislação administrativa colonial
incidiu na autoridade tradicional em Moçambique; breve comentário bibliográfico”. In:
Irae Lundin. Autoridade tradicional Maputo: MAE/NDA.

2. [Link]/links/conferences/general-ass Embly11/paper/pdf. A
cessada a 07/05/07

3. ARPAC" (2003) Instituto de Investigação sócio"cultural,

4. BUUR, Lars e KEYD, Maria. (2005).State recognition of traditional authority in


Mozambique: The Nexus of Comunity representation and State Assistance. Göteborg:
Uppsala.

5. DAVA, F. MACIA, M; DOVE, R. Reconhecimento e legitimação das autoridades


comunitárias à luz do decreto 15/2000: o caso do grupo etnolinguístico Ndau Maputo.

6. . MATSINHE, C. (2004). Tábula rasa dinâmica das respostas Moçambicana ao


HIV/SIDA Harare: UNFP.

7. JACKSON, Helen. Sida em África continente em crise. Maputo: Texto Editores, 2006.

8. Sumário-resumo-2-acronimos-3 mapa-do-distrito da Manhiça-4-introdução-5-revisão da-


literatura-8-html

9. TALLARICO, Maria. (2000) Doença produz mudanças dramáticas em


Moç[Link]://[Link]/portuguese/noticias/2000/001201_aidsmozambique)

25
APÊNDICES

Apêndice 1: Declaração de conflito de interesse

26
República de Moçambique
Província de Maputo
Distrito de Namaacha
Posto Administrativo de Changalane

DECLARAÇÃO DE CONFLITO DE INTERESSE

Eu, Stela Bernardo Munguambe Mubaba, investigadora do projecto de estudo sobre


´´Estratégias de erradicação de risco de contaminação por HIV das raparigas na zonas
fronteiriças em Moçambique. O estudo será desenvolvido no Distrito de Namaacha, Posto
Administrativo de Goba, Povoado da fronteira´´ declaro que participei na elaboração do
protocolo de pesquisa e estarei directamente envolvido na recolha de dados, análise e
apresentação dos resultados da pesquisa acima citada. Esta pesquisa não trará nenhum benefício
financeiro nem comprometerá a vida normal dos residentes, somente é para trazer um benefício
moral no quarteirão e cumprir com os meus estudos.

Local, data de mês de 2021

A pesquisadora principal

___________________________________________
(nome do pesquisador)

27
Anexo 2: Pedido de implementação do projecto de Investigação-Acção

República de Moçambique
Província de Maputo
Distrito de Namaacha
Posto Administrativo de Changalane

Ao:

Director da Escola

Assunto: Pedido de realização de pesquisas na Escola Primaria de Goba- Fronteira

Stela Bernardo Munguambe Mubaba, estudante do curso de Pedagogia no ISET, pretende


realizar uma investigação de modalidade de Investigação-Acção com o objectivo de identificar
sobre os Factores que contribuem para o alto risco de contaminação por HIV/SIDA das
raparigas adolescentes, realizando acções e investigações junto com Encarregados de Educação
e as raparigas adolescentes no sentido de erradicar o índice vulnerabilidade de forma reduzir
novas infecções pelo HIV.

Contacto: 844845283

Local, data de mês de 2021

A pesquisadora principal
___________________________________________
(nome do pesquisador)

28
Apêndice 3: Pedido de implementação do projecto

República de Moçambique
Província de Maputo
Distrito de Namaacha
Posto Administrativo de Changalane

Ao:

Chefe de quarteirão do Bairro

Eu, Stela Bernardo Munguambe Mubaba, estudante do curso de Pedagogia no ISET, pretendo
realizar uma investigação no âmbito da Investigação - Acção com o objectivo de mobilizar as
raparigas adolescentes para a redução do alto risco da contaminação por HIV nas raparigas
adolescentes no povoado de Goba-Fronteira, Changalane Esse problema afecta negativamente no
avanço com os estudos das crianças. Para tal, pretendo solicitar á Vossa Excelência a autorizar
para realização da Investigação - Acção.

Qualquer duvida pode contactar pelos:

Contacto: 844845283

Local, data de mês de 2021

A pesquisadora principal
___________________________________________
(nome do pesquisador)

29
Apêndice 1. Inquérito para adolescentes

República de Moçambique
Província de Maputo
Distrito de Namaacha
Posto Administrativo de Changalane

Inquérito para adolescentes

Stela Bernardo Munguambe Mubaba, estudante do curdo de Pedagogia no ISET, pretende


mobilizar as raparigas adolescentes para a redução do alto risco da contaminação por HIV nas
raparigas adolescentes no povoado de Goba-Fronteira, realizando acções e investigações junto
com o chefe do quarteirão, Encarregados de Educação e as raparigas adolescentes no sentido de
erradicar o índice sobre forma de infecção do HIV no povoado de Gobo fronteira. Gostaria de
ter o seu apoio no fornecimento de algumas informações de modo a entender adequadamente
sobre o tema em estudo.

Assinala com X a opção correcta.

Questões:

1. Quais são as idades que representam uma rapariga adolescente?


a) 5 – 10 anos ___
b) 11 – 17 anos ___
c) 18 – 21 anos ___
2. Já ouviu falar de HIV/SIDA?
a) Sim___ b) Não ___
3. HIV/SIDA contamina-se através de:
a) Relações sexuais com protecção ___

30
b) Aperto de mão ___
c) Relações sexuais sem protecção ___
4. Como se pode evitar à contaminação do HIV?
a) Usando objectos cortantes não esterilizados.____
b) Usando o preservativo.____
c) Partilhando à mesma colher.____
5. Uma rapariga para não ser contaminada pelo HIV deve:
a) Praticar a actividade sexual mais tarde (maior de idade).___
b) Praticar a actividade sexual com vários parceiros.___
c) Iniciar a actividade sexual muito cedo (menor de idade). ___
6. Na sua opinião qual seria a solução para este problema?
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Obrigada pela atenção
Matola, Janeiro de 2019

Obrigado

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Apêndice 2. Inquérito para jovens e adultos

República de Moçambique
Província de Maputo
Distrito de Namaacha
Posto Administrativo de Changalane

Inquérito para jovens e adultos

Stela Bernardo Munguambe Mubaba, estudante do curdo de Pedagogia no ISET, pretende


realizar uma investigação de modalidade de Investigação-Acção com o objectivo de mobilizar
as raparigas adolescentes para a redução do alto risco da contaminação por HIV nas raparigas
adolescentes no povoado de Goba-Fronteira, realizando acções e investigações junto com
jovens e adolescentes de erradicar o índice sobre forma de infecção do HIV no distrito.
Gostaria de ter o seu apoio no fornecimento de algumas informações de modo a entender
adequadamente sobre o tema em estudo. Assinala com X a opção correcta.

1. Você tem abordado ou falado assuntos relacionados com HIV as raparigas adolescentes?
a) Sim ___ b) Não ___ c) as vezes ___
2. Faz-se palestras ou campanhas sobre a educação sexual neste bairro?
a) Sim ___ b) Não ___ c) as vezes ___
3. Quais são as causas que contribuem para à contaminação das raparigas adolescentes,
jovens e adultos neste bairro?
a) Vulnerabilidade, localização e analfabetismo. ___
b) Riqueza, casamentos prematuros e emprego.___
c) Confiança, gravidez precoce e problemas mentais.___
4. Quais são as faixas etárias afectadas por HIV neste bairro?
a) Crianças___ b) adolescentes___ c) jovens e adultos___
32
5. Quais são as consequências do HIV nas famílias?
a) Analfabetismo___ b) morte___ c) riqueza___

6. Na sua opinião qual era a solução para este problema?


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Obrigada pela atenção

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