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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL-UNIPLAN
CURSO SUPERIOR BACHARELADO EM ENFERMAGEM
DISCIPLINA: BASES E DIAGNÓSTICOS
ADRIELLY RIBEIRO DE SOUSA
EMERSON MIKAEL DA COSTA RODRIGUES
ERIK MATHEUS DE SOUSA MIRANDA
EZILENE DE CASSIA BORGES NASCIMENTO
KELIANE DE NAZARÉ VALE FARIAS
TOXOPLASMOSE
BRAGANÇA- PA
2022
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ADRIELLY RIBEIRO DE SOUSA
EMERSON MIKAEL DA COSTA RODRIGUES
ERIK MATHEUS DE SOUSA MIRANDA
EZILENE DE CASSIA BORGES NASCIMENTO
KELIANE DE NAZARÉ VALE FARIAS
TOXOPLASMOSE
Trabalho apresentado junto à coordenação do Curso de
Enfermagem ministrada ao Centro Universitário do Planalto
do Distrito Federal - UNIPLAN como requisito de nota no
Curso de Bacharelado em Enfermagem.
BRAGANÇA- PA
2021
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SUMÁRIO
1 .INTRODUÇÃO .............................................................................................4
2 TOXOPLASMOSE.........................................................................................5
2.1 Sinônimo: Doença do gato..........................................................................5
2.2 Ciclo evolutivo.............................................................................................6
2.3 Como se adquire a doença?.......................................................................7
2.4 Quais são os sintomas?..............................................................................7
2.5 Como se faz o diagnóstico?........................................................................9
2.6 Tratamento..................................................................................................9
2.7 Intervenções de Enfermagem...................................................................10
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................14
REFERÊNCIAS .............................................................................................14
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1 INTRODUÇÃO
A toxoplasmose é uma antropozooonose de distribuição universal
que acomete milhões de pessoas no mundo. O Toxoplasma gondii é um
protozoário intracelular, que pode parasitar os mais diversos tecidos de vários
mamíferos e aves (DUBEY, 2010).
O gato e outros felídeos são os únicos hospedeiros definitivos desse
parasita. Os felinos eliminam oocistos em suas fezes que contaminam o
ambiente. No solo, os oocistos passam por um processo de esporulação e
tornam-se infectantes ao homem e aos animais (ACHA & SZYFRES, 2003).
Essa doença causa grande impacto na saúde pública, já que a
transmissão ocorre de animais para o homem a partir de alimentos
contaminados (SILVA & LANGONI, 2009).
A grande dispersão do parasita pode ser determinada pela
possibilidade deste apresentar vários mecanismos de transmissão: ingestão
de cistos presentes em carne crua ou mal cozida, ingestão de oocistos
presentes em fezes de felídeos que contaminam alimentos e água,
manipulação de terra contaminada com oocistos, entre outros. Estes fatores
podem ser as causas das altas prevalências de anticorpos para Toxoplasma
gondii em grupos humanos com hábitos, costumes e etnias bem diferentes,
sendo dependentes do grau e da frequência de exposição aos referidos
fatores (AMENDOEIRA et al., 2003).
A infecção no homem é usualmente assintomática, entretanto sérios
sintomas ou até mesmo a morte podem ocorrer na forma congênita da
doença ou em indivíduos imunossuprimidos, como aidéticos ou indivíduos
tratados com corticóides (NEVES, 2003).
O objetivo deste trabalho é revisar as formas de prevenção,
ressaltando os mecanismos de transmissão da doença, a fim de que os
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profissionais da saúde possam orientar corretamente a população, já que é
um grande problema na saúde pública.
2 TOXOPLASMOSE
2.1 Sinônimo: Doença do gato.
Toxoplasma gondii (T. gondii) é um protozoário, parasita intracelular
obrigatório, pertencente ao filo Apicomplexa, classe Sporozoa, subclasse
Coccidia e ordem Eucoccidia e que pode infectar o homem e uma ampla
variedade de animais domésticos e selvagens, os protozoários deste filo
caracterizam-se por apresentar o Complexo Apical, estrutura responsável
pelos processos de invasão celular, outros representantes do filo são
Plasmodium spp, Cryptosporidum spp, Isospora spp, Sarcocystis spp e
Babesia spp. O T. gondii foi primeiramente descrito por NICOLLE &
MANCEAUX (1908), em um roedor (Ctenodactylus gundi) na África do Sul e
inicialmente foi denominado de Leishmania gondii, sendo posteriormente
classificado como Toxoplasma gondii (NICOLLE & MANCEAUX, 1909). No
Brasil, Splendore em 1908 também isolou o parasita em um coelho de
laboratório em São Paulo. Apesar de ter sido isolado já no começo do século,
apenas na década de 70 é que foram descritos a sua natureza coccidiana,
bem como os seus hospedeiros definitivos e intermediários (FRENKEL et al.,
1970).
A toxoplasmose é causada pelo Toxoplasma gondii, agente que
acomete uma infinidade de espécies, incluindo os mamíferos, répteis,
anfíbios e aves (FRENKEL et al., 1970) sendo considerada uma das
parasitoses mais freqüentes no homem (FRENKE, 1990) e nos animais
homeotérmicos (APTL, 1973).
A infecção nos humanos é assintomática em 80 a 90 % dos casos,
isto é, não causa sintomas, e pode passar desapercebida naqueles pacientes
cuja imunidade é normal. As defesas imunológicas da pessoa normal podem
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deixar este parasita “inerte” no corpo (sem causar dano algum) por tempo
indeterminado.
No entanto, quando esta pessoa tornar-se imunodeprimida (com as
defesas imunológicas diminuídas) por qualquer razão (AIDS, secundária a
remédios usados para transplantados ou mesmo após uma doença muito
debilitante) os sintomas e a doença toxoplasmose pode se manifestar.
Outro período particularmente de risco para se adquirir a infecção é
durante a vida intra-uterina, da gestante para o feto (transmissão vertical).
Nesta podendo ocorrer:
Abortamento
Crescimento intra-uterino retardado (o feto cresce menos que o normal)
Morte fetal (morte após 20 semanas de gestação)
Prematuridade (nascimento antes de 37 semanas)
Malformações diversas: microftalmia (olhos pequenos), micro-encefalia
(cabeça pequena), hidrocefalia, retardo mental, pneumonite, hepato-
esplenomegalia (aumento com alteração da função do fígado e do baço),
lesões de pele e calcificações dentro do cérebro.
2.2 Ciclo evolutivo
Este agente apresenta um ciclo vital complexo com múltiplos
hospedeiros (Figura 1). Os felinos em geral são os hospedeiros definitivos de
[Link], sendo que estes podem se contaminar pelas três formas infectantes
do parasita: taquizoítos, presentes nas células infectadas; bradizoítos,
presentes em cistos teciduais; e esporozoítos, liberados pelos oocistos. Os
parasitas então se reproduzem sexuadamente nas células epiteliais do
intestino dos felinos, liberando oocistos em suas fezes, estrutura essa que é
muito resistente às condições ambientais e a agentes químicos.
Nos demais animais que funcionam como hospedeiros
intermediários, a contaminação ocorre principalmente através da ingestão de
alimentos ou água contaminados com oocistos. Nestes hospedeiros, as
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formas do parasita encontradas são taquizoítos, formas assexuadas
invasivas de rápida multiplicação, ou bradizoítos, de lenta proliferação
encontradas no interior dos cistos teciduais na infecção crônica, persistindo
nas células dos hospedeiros por longos períodos, sendo outra fonte de
infecção.
O homem pode adquirir a infecção pela ingestão de carne de outros
hospedeiros intermediários contaminados como aves, porcos, ovelhas e
cabras ou pela ingestão de oocistos através da água ou alimentos mal
lavados contaminados com fezes de gatos.
Ocasionalmente, esta transmissão pode ocorrer via taquizoítos
através de transfusão de hemoderivados e principalmente através da
placenta em mães primoinfectadas.
2.3 Como se adquire a doença?
Por ingestão de cistos presentes em dejetos de animais
contaminados, particularmente gatos, que podem estar presentes em
qualquer solo onde o animal transita. Mais comum no nosso meio.
A contaminação no homem acontece principalmente devido ao
consumo de leite em natura (sem pasteurização), fundamentalmente de
cabra e de vaca, carne de coelho, carne crua ou mal cozida, de boi e
principalmente de suíno, salsichas, lingüiças que não são fiscalizadas
(aquelas trazidas do interior, feitas artesanalmente), água contaminada em
lugares onde não há saneamento básico. Por transmissão intra-uterina da
gestante contaminada para o feto (vertical).
Uma quarta forma de transmissão pode ocorrer através de órgãos
contaminados que, ao serem transplantados em pessoas que terão que
utilizar medicações que diminuem a imunidade (para combater a rejeição ao
órgão recebido), causam a doença.
2.4 Quais são os sintomas?
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Precisa-se fazer distinção entre: pessoas “imunocompetentes” (com
imunidade normal), e pessoas “imunodeprimidos” (com a imunidade
diminuída).
Naquelas pessoas que possuem a imunidade preservada ocorrem
sintomas somente em 10% dos casos. Nestes casos a principal manifestação
é a presença de linfonodos ou gânglios linfáticos aumentados: são as
chamadas ínguas, que podem ocorrer em qualquer lugar do corpo onde
existam gânglios (regiões inguinal, axilar, pescoço, etc), mas freqüentemente
acometem o pescoço. Os gânglios ficam perceptíveis a simples visualização
ou a palpação e são indolores. As manifestações podem ficar restritas a isto
e são auto-limitadas, isto é, desaparecem espontaneamente.
No entanto alguns pacientes podem apresentar febre, dores nos
músculos e articulações, cansaço, dores de cabeça e alterações visuais,
quando ocorre comprometimento da retina (camada que reveste a face
interna e posterior do olho que é rica em terminações nervosas sensíveis a
luz), dor de garganta, surgimento de pontos avermelhados difusos por todo o
corpo – como uma alergia, urticária e aumento do fígado e do baço; menos
comumente ocorre inflamação do músculo do coração. Dores abdominais
podem ocorrer quando houver comprometimento dos gânglios da região
posterior do abdômen. Apesar de, na maioria das vezes estes gânglios
desaparecerem espontaneamente, em alguns casos podem durar meses,
bem como o cansaço e a fadiga.
Uma forma menos benigna de acometimento dos pacientes com
imunidade normal é a inflamação da retina (corioretinite). Ela acontece na
maioria das vezes como decorrência da contaminação na vida fetal,
manifestando-se na adolescência ou quando adulto jovem, raramente após
os quarenta anos.
As pessoas com estes quadros apresentam visão borrada e pontos
cegos no campo visual que podem permanecer ou até levar à cegueira do
olho comprometido se não adequadamente tratado.
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Após uma fase aguda de infecção, seja com manifestações mínimas
(ínguas) ou não, a doença fica latente, como se estivesse “adormecida”
assim permanecendo para sempre ou podendo reapresentar-se mais adiante
espontaneamente ou como decorrência de uma queda do nível de
imunidade.
A apresentação desta doença naqueles com imunidade diminuída,
como já se poderia imaginar é muito mais agressiva. Particularmente mais
comum neste grupo são os pacientes contaminados pelo vírus HIV-1 (vírus
que causa a síndrome da imunodeficiência adquirida, SIDA ou AIDS em
inglês).
Em geral também ocorre por reativação de infecção latente. Os
sintomas nestes casos são manifestações de comprometimento do cérebro,
pulmões, olhos e coração.
A apresentação mais comum decorre do comprometimento cerebral
manifesta por dores de cabeça, febre, sonolência, diminuição de força
generalizada ou de parte do corpo (metade direita ou esquerda) evoluindo
para diminuição progressiva da lucidez até o estado de coma. Se não
tratados estes casos evoluem para uma rápida progressão e morte.
2.5 Como se faz o diagnóstico?
Por se tratar de doença com sintomas muito inespecíficos e comuns
a muitas outras, o diagnóstico geralmente é feito por médicos com
experiência na área. A confirmação do diagnóstico é feita por diversos testes
sangüíneos. Os mais comuns são os que detectam a presença de anticorpos
no sangue contra o Toxoplasma gondii.
Na gestante costuma-se solicitar exames para a detecção de dois
tipos de anticorpos, o IgG e o IGM:
IgG é o marcador da imunidade ao parasita.
IgM é o marcador de infecção aguda pelo parasita.
2.6 Tratamento
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A necessidade e o tempo de tratamento serão determinados pelas
manifestações, locais de acometimento e principalmente estado imunológico
da pessoa que está doente. São três as situações:
Imunocompetentes com infecção aguda: Somente comprometimento
gânglionar: em geral não requer tratamento.
Infecções adquiridas por transfusão com sangue contaminado (raros, pois
todos os doadores são testados nos bancos de sangue) ou acidentes
com materiais contaminados (em profissionais da área da saúde): em
geral são quadros severos e devem ser tratados.
Infecção da retina (corioretinite): devem ser tratados.
Infecções agudas em gestantes: Devem ser tratadas, pois há
comprovação de que assim diminui a chance de contaminação fetal.
Infecções em imunocomprometidos: Estas pessoas sempre devem ser
tratadas e alguns grupos, como os contaminados pelo vírus HIV-1, devem
permanecer tomando uma dose um pouco menor da medicação que
usaram para tratar a doença por tempo indeterminado. Discute-se, neste
último caso a possibilidade de interromper esta manutenção do
tratamento naqueles que conseguem recuperação imunológica com os
chamados coquetéis contra a AIDS
2.7 Intervenções de Enfermagem
A partir da suspeita ou da confirmação de que a gestante é portadora
de toxoplasmose em sua fase aguda o tratamento medicamentoso deve ser
imediatamente instituído.
Em 90% das vezes a doença não causa sintomas, portanto os
cuidados para evitar que a infecção pelo Toxoplasma Gondii ocorra devem
ser orientados antes mesmo da concepção e incluem: cozinhar bem a carne,
lavar bem frutas e vegetais, lavar as mãos após manusear carnes cruas,
frutas e vegetais, não limpar ou mexer as fezes de gatos e usar luvas ao
mexer no jardim. Moscas e baratas também podem transportar cistos.
Durante a consulta de pré-natal devem ser solicitados exames de sangue que
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avaliem a imunidade da gestante, pois na maioria das vezes as gestantes já
tiveram contato com a doença e são imunes, o que significa que não
contrairão a doença durante a gestação e que conseqüentemente não
transmitirão a doença ao bebê. Nos casos de imunidade não há necessidade
de que as orientações sejam exaustivamente repassadas.
Nos casos em que a gestante não está imunizada e é infectada entre
10 e 24 semanas de gestação, o risco de seqüelas importantes para o recém-
nascido é de 5-6 por cento. Quando a mãe é infectada em um período mais
tardio da gestação, a chance de o bebê apresentar seqüelas é pequena.
Sabendo-se que a infecção da gestante é recente, há muitas formas de
verificar se o feto foi afetado. O líquido que envolve o feto ou o sangue fetal
podem ser examinados para determinar a presença da infecção. Entretanto,
se o feto estiver infectado, estes exames não demonstram a gravidade da
doença. Cerca de um terço dos bebês com toxoplasmose congênita
apresentam problemas que podem ser diagnosticados pela ecografia. Após o
nascimento, um exame de sangue deve ser realizado pelo bebê.
A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com
determinados antibióticos. O diagnóstico precoce e o tratamento diminuem as
chance de infecção fetal. Caso o bebê já tenha sido infectado, o tratamento
com outras medicações podem tornar a doença menos severa. Entretanto, o
tratamento pode não prevenir os efeitos no bebê. O tratamento durante o
primeiro ano de vida pode ser muito útil. Bebês com toxoplasmose congênita
geralmente não apresentam nenhuma alteração ao nascimento. Ainda assim,
estudos a longo prazo mostram que mais de 90 por cento desenvolvem
problemas de cegueira, surdez, e retardo de desenvolvimento. Estes
sintomas podem surgir meses ou anos após o nascimento. Por esta razão,
crianças com toxoplasmose congênita devem ser tratadas durante o primeiro
ano de vida e periodicamente examinadas.
Para a prevenção da doença, as gestantes devem receber as
seguintes orientações:
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Higienizar corretamente as mãos antes das refeições, após manusear
lixo, após o contato com animais, após manipular alimentos e sempre que
necessário; ao manipular carnes cruas, procure usar luvas;
Evitar manusear terra ou solo e, caso necessário, utilizar luvas e
higienizar as mãos após a atividade;
Consumir apenas água filtrada ou fervida; manter os reservatórios bem
fechados;
Higienizar frutas, legumes e verduras em água corrente antes do
consumo, conforme a seguir:
Selecionar os alimentos, retirando partes deterioradas e/ou sem
condições adequadas;
Lavar os alimentos, um a um, em água potável corrente;
Desinfectar por meio da imersão em solução clorada com 200ppm de
cloro, por 10 minutos, o equivalente a 1 colher de sopa de água sanitária
para 1 litro de água;
Lavar os alimentos novamente, um a um, em água potável corrente e
manter sob refrigeração até a hora do consumo;
Congelar a carne antes do consumo. O tempo mínimo de congelamento e
a temperatura ideal ainda são controversos. O Ministério da Saúde e a
CEVS recomendam que a carne seja congelada a pelo menos 15°
negativos, por no mínimo 3 dias, em freezer doméstico. No entanto, a
recomendação mais conservadora sugere que a carne seja congelada
em freezer doméstico a pelo menos 18° negativos, por no mínimo 7 dias.
O congelador da geladeira não atinge essas temperaturas, somente o
freezer;
Higienizar tábuas de corte, facas, balcões e pia após a preparação dos
alimentos;
Evitar a contaminação cruzada de alimentos crus com alimentos cozidos;
Não consumir carnes cruas, mal cozidas ou mal passadas e não provar a
carne crua durante seu preparo; cozinhar a carne a pelo menos 67°C (ao
ponto para bem passada).
Evitar ingerir carnes defumadas ou curadas em salmoura (embutidos –
salame, copa, linguiça);
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Não consumir leite e seus derivados crus, não pasteurizados, sejam de
vaca ou de cabra;
Controlar vetores e pragas (ratos, moscas, baratas e formigas),
descartando corretamente o lixo doméstico e os dejetos de animais;
Evitar o contato com cães que andem soltos – os cães também podem
transmitir a doença ao sujarem o pelo no solo onde haja fezes de gato.
O principal fator de controle para a prevenção da infecção por T. gondii
pelo consumo de carne é o cozimento adequado e a prevenção da
contaminação cruzada.
Convívio com gatos:
Mantenha o gato bem alimentado com ração, não deixando que ele faça
ingestão de caça ou carne crua;
Evitar que a troca da caixa de areia de gatos domésticos seja feita pela
gestante (a troca pode ser feita por outra pessoa) e, caso não seja
possível, deve-se limpar e trocar a caixa diariamente, utilizando luvas e
pazinha, além de colocá-la ao sol com frequência;
Evitar o contato com fezes de gato no lixo ou no solo e lavar bem as
mãos após, se isso ocorrer.
Ter um gato em casa não necessariamente acrescenta um risco
de contrair toxoplasmose se as medidas preventivas forem tomadas,
como não alimentá-los com carnes cruas ou mal cozidas, remover suas fezes
corretamente e impedi-los de caçar.
A infecção humana pelo Toxoplasma gondii é causada por meio da
ingestão de cistos em carne crua ou mal cozida de animais infectados ou em
frutas e vegetais contaminados, por ingestão de oocistos no ambiente (solo
ou fontes de água contaminada com fezes de gatos), por transmissão
transplacentária e por transplante de órgãos de um doador infectado.
Dessa forma, conclui-se que o papel do Agente Comunitário de
Saúde (ACS) é fundamental para EVITAR que as gestantes sejam
infectadas. Após a infecção materna aguda pelo Toxoplasma Gondii os ACS
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devem estar aptos a amparar a gestante e sua família e a esclarecer
eventuais dúvidas que possam ocorrer. Nesse momento os ACS devem estar
atentos aos sintomas de depressão que podem se desenvolver após o
diagnóstico e caso isso seja observado devem comunicar imediatamente ao
médico assistente de sua equipe para que possa dar conforto e tratamento a
essa paciente. Os ACS devem orientar sobre a importância do uso correto
das medicações.
Não existe evidencia de mudança na alimentação da paciente traga
algum beneficio adicional ao tratamento, portanto os cuidados do ACS para
com as gestantes portadoras de toxoplasmose se fundamentam no apoio
emocional, facilitação de consultas caso necessário, controle rigoroso sobre o
uso da medicação prescrita pelo médico assistente e explicação de que a
medicação prescrita não acarreta riscos para a gravidez.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa patologia causa tanto prejuízos econômicos como sociais,
devido ao fato da mesma acometer animais de valor comercial como, suínos,
ovelhas, entre outros, e também causar doenças no homem, sendo assim
uma zoonose de grande relevância. Mais pouco são os mecanismos que se
tem para combater essa doença, e muitas vezes pode se tornar caro. Diante
disto o que se pode fazer é adotar praticas de manejo, para evitar que os
animais se contaminem, e também o homem deve tomar algumas
precauções para evitar sua contaminação com seus animais de estimação,
consumindo produtos tanto de origem animal e vegetal contaminados com o
T. gondii.
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15
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