0% acharam este documento útil (0 voto)
10 visualizações10 páginas

Entendimento de Apocalipse 4-5

1) O documento discute os capítulos 4-5 do Apocalipse, que descrevem uma cena celestial do trono de Deus. 2) Esta cena representa a entronização de Cristo após Sua vitória na cruz, quando Ele é dignificado a abrir o rolo selado com os eventos futuros. 3) Os selos do capítulo 6 representam o período entre a vitória de Cristo e a vitória final de Seus seguidores, que se unem a Ele no trono celestial no capítulo 7.

Enviado por

Charles de Souza
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
10 visualizações10 páginas

Entendimento de Apocalipse 4-5

1) O documento discute os capítulos 4-5 do Apocalipse, que descrevem uma cena celestial do trono de Deus. 2) Esta cena representa a entronização de Cristo após Sua vitória na cruz, quando Ele é dignificado a abrir o rolo selado com os eventos futuros. 3) Os selos do capítulo 6 representam o período entre a vitória de Cristo e a vitória final de Seus seguidores, que se unem a Ele no trono celestial no capítulo 7.

Enviado por

Charles de Souza
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Apocalipse 4 1

CAPÍTULO 4
Issues in Revelation: DARCOM Report (in Symposium on Revelation – Book I)

Os Selos – Apocalipse 4:1-8:1

O comitê concorda no seguinte:


I. Setting

1. Apocalipse 4-5 é uma unidade, descrevendo a mesma cena (Ap 4:2; 5:1)
2. Apocalipse 4-5 descreve uma cena do trono no santuário celestial (cf. Ap 4:3; 8:3)
3. A ênfase da cena do trono é sobre a morte expiatória de Cristo, e seu cumprimento na cruz (Ap 5:6, 9,
12).
4. A cena do trono não é o juízo investigativo de Daniel 7:9,10.
4.1. A cena de Apocalipse não é designada como um juízo; a cena de Daniel é (Dn 7:10,26).
4.2. A cena de Apocalipse tem somente um livro, que está na mão do Pai; está fechado e selado;
nenhum ser no universo, exceto o Cordeiro, pode abri-lo; o livro nunca é aberto na visão. Por contraste, na cena
de Daniel há dois ou mais livros. Eles são abertos, e é implicado que eles foram abertos para o Ancião de dias
pelos seres santos que O atendiam (Dn 7:10).

II. Time Frame

1. A cena do trono se localiza no começo da era cristã.


1.1. A João são mostradas (pela abertura sequencial dos selos) “as coisas que hão de acontecer” (Ap
4:1; cf. 1:1, 19).
1.2. O trono do Pai (Ap 4), a vitória de Cristo (Ap 5:5), e Sua união com o Pai em Seu trono (v. 6; cf.
3:21) são temas centrais nesta cena do trono (Ap 4 e 5). Os redimidos vitoriosos unem-se à cena do trono em
Apocalipse 7 (vv. 9 e 10). Entre estas duas cenas do trono situam-se os eventos do selo de Apocalipse 6. Assim
os selos de Apocalipse 6 devem ser localizados entre a vitória de Cristo na cruz e a vitória dos redimidos, isto é,
na era cristã.

Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ: Commentary on the Book of Revelation. [159]-

Apocalipse 4-5 inicia a segunda principal divisão do livro do Apocalipse. Tendo observado a visão concernente
às “coisas que são” – isto é, as mensagens às sete igrejas (1:9-3:22) – a João agora são mostradas “as coisas que
devem acontecer após estas” (4:1; cf. 1:19). Assim, as visões de Apocalipse 4-22:5 dizem respeito às coisas que
deveriam ocorrer seguindo o tempo de João e as sete igrejas. Antes de prover o resumo panorâmico da história
da igreja e do mundo na abertura simbólica dos sete selos e o soar das sete trombetas, entretanto, e em harmonia
com a estratégia de “identificação-descrição” do Apocalipse, João primeiro descreve a qualificação única de
Cristo para a tarefa de abertura dos selos.

Enquanto nos capítulos 1:9-3:22 Jesus é visto como andando no meio das igrejas sobre a terra (cf. 1:12; 3:1),
com o capítulo 4 a cena muda para o céu. Lá, no fascinante esplendor da sala do trono celestial, toda atenção é
focalizada sobre o trono glorioso rodeado pelos seres celestiais que estão reunidos para uma ocasião especial. A
magnífica liturgia é interrompida por um momento, e todo o foco é sobre um rolo selado com sete selos na mão
direita de Deus. João entende que ninguém em todo o universo é “digno” de abrir tão notável rolo. Finalmente,
uma figura como de Cordeiro/Leão, “a raiz de Davi”, que tem a aparência de “ter sido morto”, é encontrado
digno de abrir o rolo. Quando Ele toma o rolo da mão direita de Deus, uma série de antífonas de louvor ressoa
por todo o universo.

A peça central dos capítulos 4-5, o rolo selado com sete selos também parece ser o aspecto central da segunda
principal divisão do livro (caps. 4-11). O arranjo de toda esta seção parece revolver ao redor daquele rolo
misterioso. Isto é evidente do fato de que, enquanto o capítulo 5 introduz o rolo selado com sete selos, que
ninguém em todo o universo pode abrir, o capítulo 10 descreve um rolo aberto dado a João por um poderoso
anjo – cujo conteúdo o revelador deveria comunicar às igrejas. Entre os capítulos 5 e 10 há cenas simbólicas da
abertura dos sete selos e o soar das sete trombetas que descrevem os eventos e as condições preparatórias para a
abertura do rolo selado.

Os capítulos 4 e 5 estabelecem o cenário para o que segue. Um conhecimento de seu conteúdo é importante para
uma compreensão do resto do livro do Apocalipse. Portanto, é necessário primeiramente definir a cena descrita
em Apocalipse 4-5, juntamente com o significado do rolo selado na cena.

A entronização de Cristo
Apocalipse 4 2

Parece que Apocalipse 4-5 descreve um evento específico, decisivo na história do universo. Algumas questões
surgem: Que evento está em vista aqui? Qual é o propósito e o papel do rolo selado dentro do evento? A
evidência é suficientemente forte para levar-nos a crer que estes dois capítulos descrevem a exaltação do Cristo
glorificado, seguindo a Sua ascensão ao céu, sobre o trono celestial à destra do Pai.

Passagem trampolim: Ap 3:21

Apocalipse 3:21 provê o primeiro argumento em defesa da posição de que aqui se refere à cerimônia de
entronização. Evidentemente este texto funciona como a passagem trampolim concluindo a seção das mensagens
às sete igrejas e introduzindo o que segue. Assim, parece que para entender toda a cena de Apocalipse 4-5 pode
ser encontrada na declaração resumida das sete igrejas: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono,
assim como eu venci e assentei com o Pai em seu trono” (3:21). Esta declaração funciona como o texto
introdutório para Apocalipse 4-7.

Por conseguinte, Apocalipse 3:21, onde Cristo promete ao vencedor (como uma experiência presente contínua) a
futura recompensa de partilhar de Seu trono – assim como Ele venceu e assentou-Se com o Pai em Seu trono
(como um evento passado) – é “a passagem trampolim” da cena dos capítulos 4-5 e deveria ser tomada como o
melhor ponto de partida para a interpretação de toda a cena. Como Jon Paulien observa, os temas centrais de
Apocalipse 4-5 são o trono do Pai (capítulo 4), a vitória de Cristo (5:5), e Sua união com o Pai em Seu trono
(5:6-14). “Somente em Apocalipse 7 os redimidos recebem permissão explícita para se unir no regozijo e
adoração da corte celestial (7:9-12). Assim como a recompensa dos santos está relacionada à de Cristo em
Apocalipse 3:21, assim as duas cenas do trono de Apocalipse 5 e 7:9ss estão relacionadas, embora igualmente
separadas cronologicamente”.

Assim, enquanto a cena de Apocalipse 4-5 com relação à entronização de Cristo serve como a elaboração da
parte final de 3:21, a cena de 7:9-17 descreve o cumprimento de sua primeira parte com relação aos vencedores
que se unem a Cristo em Seu trono. Paulien conclui: “entre as duas cenas do trono está o capítulo 6. Portanto, os
selos do capítulo 6 correspondem à asserção de 3:21 (“ao vencedor”); eles cobrem o tempo desde a vitória do
Cordeiro à recompensa dos selados”. Portanto, parece que os selos do capítulo 6 têm a ver com o período
contínuo em que o povo de Deus está no processo de vitória até que eles se unam a Cristo em Seu trono.

A cerimônia de entronização

O segundo argumento para a posição de cerimônia-entronização é que o contexto e linguagem de Apocalipse 4-5
é similar àquelas referências proféticas do AT acerca da vinda do rei ideal Davídico (ou rei da linhagem
davídica). Como a análise exegética mostra, todos os termos chaves e frases (incluindo o trono, “à destra”, “o
Leão da tribo de Judá”, “a raiz de Davi”, e “digno”) são deliberada e apropriadamente escolhidas ao descrever a
cena de Apocalipse 5. Todos parecem ter um denominador comum – o ofício exaltado de honra e domínio. Nos
livros proféticos do AT, estes termos são usados frequentemente com referência ao futuro rei ideal da linhagem
davídica que se assentaria sobre o trono de Davi. Eles são usados em Apocalipse 5 em termos do cumprimento
da promessa do AT com relação à exaltação de Jesus Cristo, o prometido descendente davídico, sobre o trono do
universo.

Parece que a descrição da cena em Apocalipse 5 é modelada segundo a cerimônia vétero-testamentária de


coroação e entronização (cf. 2 Reis 11:12-19; 2 Cron 23:11-20). No AT, a cerimônia de coroação tem dois
estágios: a coroação, que era realizada no templo, era seguida pela entronização, que era realizada no palácio
real. A entronização consistia da investidura do novo rei com emblemas reais (2 Reis 11:12), seguida pelo rito da
unção, que era o elemento essencial do ritual da coroação (cf. 2 Sam 2:4; 5:3; 1 Reis 1:34,39; 2 Reis 23:30). A
unção significava a eleição divina e a vinda do Espírito de Deus que tomava posse do rei ungido (cf. 1 Sam
10:10; 16:13). Desta forma, o rei reinante tornava-se o messias do Senhor (cf. 1 Sam 24:7, 11; 26:9, 11, 16, 23; 2
Sam 1:14-16; 19:22; Lam 4:20). (“Ungido” é uma tradução do hebr. “Messias”).

A cerimônia de coroação concluía com uma gozosa aclamação do novo soberano por parte da multidão reunida –
tanto os dignitários da nação como do povo (1 Reis 1:34, 39; 2 Reis 11:12, 14). Ao oferecer aclamação em honra
do recém-coroado rei, o povo reconhecia a autoridade do rei e se submetia a ela. Após o ritual da coroação no
santuário, a multidão reunida deixava o santuário e se encaminhava ao palácio real onde o novo rei tomava seu
lugar no trono (cf. 1 Reis 1:46; 2 Reis 11:19), acompanhado pela alegria ruidosa da multidão (2 Reis 11:20).

Quando Apocalipse 5 é comparado com os relatos de coroação do AT, vários detalhes paralelos podem ser
detectados. Primeiro, as duas partes da antiga cerimônia de entronização (a primeira no santuário e a segunda no
palácio real) em Apocalipse 5 fundem-se em um e o mesmo evento. Isto pode ser explicado baseado no fato de
que em Apocalipse o templo e o palácio não são diferenciados, senão que constituem uma só entidade, como
Apocalipse 4 3

visto mais tarde neste capítulo. Então, a investidura do rei com um rolo/“testemunho” está em paralelo com a
tomada do rolo pelo Cordeiro (Ap 5:7). Finalmente, a alegria da entronização é particularmente proeminente em
Apocalipse 5, onde o recém-entronizado Cristo é saudado com a aclamação imperial: “Tu és digno”.

Uma análise adicional de Apocalipse 4-5 confirma que um evento de coroação é pretendido. No capítulo 4, o
estágio é colocado para a preparação para a entronização de um soberano. Na sala do trono celestial (com o
ofuscante esplendor de pedras preciosas, um arco-íris, trovão e luz), toda a atenção é colocada sobre o brilhante
trono rodeado pelos quatro seres viventes (uma ordem angélica exaltada) e os vinte e quatro anciãos (a
humanidade redimida). A incessante aclamação àquele “sentado sobre o trono” expressa a expectante atmosfera
do esplêndido momento. Enquanto o interior do templo/palácio está em primeiro plano (foreground) no capítulo
4, no capítulo 5 ele retrocede para um segundo plano (background). Outro evento assume a precedência: toda a
atenção é focalizada sobre a tomada do rolo selado pelo Cordeiro e é seguido pela arrebatadora glorificação e
adoração daquele “sentado sobre o trono” e do Cordeiro. É particularmente significativo que é a tomada do rolo
selado, antes que sua abertura, que produz a alegria e invoca a aclamação dos seres celestiais.

Alguns paralelos interessantes podem ser traçados entre os capítulos 4 e 5. Primeiro, o “sentar” sobre o trono por
“Aquele” no capítulo 4 está em paralelo com o tomar o rolo selado pelo Cordeiro no capítulo 5. Segundo, no
capítulo 4 Deus é proclamado digno de receber glória, honra e poder porque Ele criou todas as coisas (4:11); no
capítulo 5, Cristo é proclamado digno de tomar o rolo selado e abrir seus selos porque Ele foi morto (5:9). Então,
em virtude de tomar o rolo, Cristo é digno de receber “poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e
louvor” (5:12). Equivale a tomar o domínio. Esta interpretação parece estar em harmonia com a compreensão
mais natural do texto como tencionado por seu autor.

Assim é revelado o próprio momento quando o Cristo ressurreto, no templo/palácio celestial, aproximou-Se do
trono e tomou o rolo selado do trono à destra de Deus como o símbolo da transferência de toda a autoridade e
soberania que satanás tentava alegar. Então Cristo assentou-Se sobre o trono do universo à destra do Pai e
recebeu a adoração e aclamações que pertencem somente à realeza.

O tempo da cena de Apocalipse 4-5 (Stefanovic, 163 ss)

Quando esta ascensão e apropriação de autoridade realmente ocorreu? Numerosos textos neo-testamentários
testificam que a exaltação de Cristo sobre o trono celestial à destra do Pai ocorreu após Sua morte sacrifical,
ressurreição e ascensão ao céu (Atos 2:32-36; 13:33-34; Rom 8:34; Ef 1:20-22; Heb 1:3; 10:12; 12:2; 1 Pe 3:21-
22) – quer dizer, no Pentecostes. (Apocalipse 5:6 menciona que o Espírito Santo é enviado a toda a terra, o
evento que ocorreu no Pentecostes; cf. Atos 2:32-36). G. R. Beasley-Murray observa: “Apesar da declaração em
4:1, que João agora veria ‘as coisas que devem acontecer depois destas’, é evidente que a vitória de Cristo já
ocorreu em Sua cruz e ressurreição, que Ele ascendeu ao trono de Deus, e que Seu reino teve inicio”.

Como explicar, então, que embora Cristo tenha já sentado com o Pai em Seu trono (Ap 3:21), o verdadeiro sentar
sobre o trono está faltando em Apocalipse 5? Como é que Cristo e o trono, embora intimamente relacionados,
parecem estar separados e distintos através da maior parte do livro? Por que não é que somente após o
estabelecimento do reino escatológico que o trono divino se torna a prerrogativa real e a sede do governo de
Cristo (Ap 22:1, 3; cf. 7:17)? Parece que Apocalipse 5 deve ser entendido dentro do conceito geral do NT do
“já” e “ainda não” ou escatologia inaugurada e consumada. A cena de Apocalipse 5 inaugura Cristo em Seu
ministério real. Ele “já” é o Rei do universo, exercendo Sua soberania “com toda autoridade no céu e na terra”
(Mt 28:18; cf. Ap 2:27). De acordo com Paulo, Ele “deve reinar até colocar Seus inimigos sob os Seus pés” (1
Cor 15:25). Este reino de Cristo é o assunto de Apocalipse 6-11. Por outro lado, subjugação de toda rebelião
ainda não ocorreu, mas pertence ao futuro juízo (cf. 1 Cor 15:24-28). Consequentemente, João reserva o sentar
de Cristo sobre o trono para o fim. Embora a entronização de Cristo marque o começo do fim, o conceito
escatológico consumado encontra-se ausente em Apocalipse 5 e está reservado para o fim do livro.

Apocalipse 4-5 e o juízo (Stefanovic, 164ss)

Estaria Apocalipse 4-5 descrevendo a mesma cena de juízo de Daniel 7? Os que respondem afirmativamente à
pergunta sustentam que os paralelos entre ambas cenas são bastante evidentes. Por exemplo: a presença de mais
de um trono (Dn 7:9; cf. Ap 4:4), Deus sentado sobre o trono (Dn 7:9b; cf. Ap 4:2-3), a presença de inumeráveis
seres celestiais (Dn 7:10b; cf. Ap 5:11), a referência a livro(s) (Dn 7:10b; cf. Ap 5:1), o Filho do homem
recebendo domínio (Dn 7:13-14; cf. Ap 5:6-9), e a presença dos santos (Dn 7:14; cf. Ap 5:9).

Apesar dos paralelos evidentes, entretanto, nada no texto indica que Apocalipse 4-5 é uma cena de juízo, porque:
1. Nenhuma linguagem de juízo aparece em Apocalipse 4-5. Enquanto a linguagem de juízo é
freqüentemente utilizada no restante do livro (ver Ap 6:10; 11:18; 14:7; 16:5; 17:1; 18:10, 20; 19:2;
20:4, 12-13), parece ser deliberadamente evitada em Apocalipse 4-5. A única aparição de linguagem de
Apocalipse 4 4

juízo na primeira metade do livro é encontrada em Apocalipse 6:10; este texto torna claro que desde a
perspectiva dos capítulos 4-5, o juízo ainda não ocorreu. Os mártires sob o altar clamam a Deus: “Até
quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam
sobre a terra?”
2. O uso de termos chaves tais como “à destra”, “digno”, “o Leão da tribo de Judá” e “a raiz de “Davi”
significam realeza, e não juízo. As aclamações de glória, honra, poder, bênção e domínio (Ap 4:11;
5:13) não se encaixam em uma cena de juízo, mas são dirigidas a um dignitário real que governa sobre
o trono ou está quase se assentando lá. Estes gozosos clamores de adoração não são ouvidos nas cenas
de juízo na Bíblia (cf. Dn 7:9-14; Ap 20:11-15) ou na literatura apocalíptica judaica. Eles simplesmente
não se harmonizam com uma atmosfera de juízo.
3. Tanto na literatura bíblica como na judaica, a cena de juízo inclui a abertura dos “livros”. Em
Apocalipse 5 há somente um livro, o rolo selado, e nenhuma referência é feita à sua abertura. É sua
tomada por Cristo, e não sua abertura, que provoca a explosão de alegria, adoração, aclamações reais e
culto por parte dos seres celestiais (Ap 5:7-14). A abertura dos “livros” do juízo é reservada para o final
do Apocalipse, onde o juízo final é descrito em clara linguagem de juízo (Ap 20:11-15).

1 Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a
primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te
mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

1. Después de esto. Es decir, después de que Juan hubo contemplado la visión de las siete iglesias (cap.1: 10 a
3:22). "Después de esto" no especifica el tiempo transcurrido entre las dos visiones.

Miré. O "vi", expresión que Juan usa repetidas veces para introducir nuevas escenas o (783) importantes
símbolos nuevos (ver com. cap. 1:2).

Uma porta. Indudablemente se trata de la puerta que conduce a la sala del trono del universo (vers. 2;
compárese con el comentario del vers. 5).

En el cielo. No "que conducía al cielo", como si Juan estuviese afuera y mirando hacia adentro. Como al mirar
hacia adentro contempló el trono de Dios, ésta debe haber sido una puerta que conducía a la sala del trono del
universo. Esta sala del trono ha sido identificada como el lugar santísimo del santuario celestial.

Después de considerar el estado de la iglesia en la tierra (cap. 1-3), la atención de Juan se dirige ahora a una
visión simbólica del trono de Dios en el cielo. Que la descripción del trono de Dios y la escena que lo rodea en
los cap. 4 y 5 deben entenderse simbólica y no literalmente, es claro, por ejemplo en cap. 5:6, donde se describe
a Cristo como "un Cordero como inmolado, que tenía siete cuernos, y siete ojos", y, sin embargo, estaba vivo y
podía ir y tomar el libro de la mano de Dios. Puesto que éste es un lenguaje evidentemente simbólico, es lógico
que toda la escena profético debe interpretarse de la misma manera. En el símbolo el profeta puede volar sobre
los objetos terrenales y materiales hasta alcanzar los niveles más elevados de la mente y el corazón, recibiendo
impresiones celestes que sobrepujan la expresión del lenguaje literal (ver com. Eze. 1:10)

La primera voz. El significado del texto original se expresa más claramente así: "He aquí... la primera voz que
oí como de trompeta, hablando conmigo, dijo..." Esta es, sin duda, la voz del cap. 1: 10, la que dio comienzo a la
primera visión y ahora inicia la segunda.

Sube acá. Una invitación para que Juan entrara en visión, apartando sus sentidos de las cosas terrenales que lo
rodeaban para enfocarlos en las realidades celestiales.

Después de éstas. No necesariamente después del cumplimiento de la visión anterior, sino desde el punto de
vista del tiempo de Juan; por consiguiente, esta declaración es paralela a la del cap. 1: 1 (ver el comentario
respectivo).

2 Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém


sentado;

2. En el Espíritu. Gr. en pnéumati (ver com. cap. 1: 10). Juan entra en visión por segunda vez. No se sabe
cuánto tiempo transcurrió entre la primera visión y ésta.

Establecido. El trono ya estaba en su lugar.


Apocalipse 4 5

Trono. O trono de Deus é um dos itens no céu que mais freqüentemente aparecem no livro do Apocalipse (é
mencionado em 16 de seus 22 capítulos). É encontrado no começo do livro (1:4) e no fim (22:3). Algumas vezes
o trono é usado como uma referência para Deus; por exemplo, “uma voz do trono” poderia significar “Deus está
dizendo” (cf. 16:17; 19:5), ou “diante do trono” poderia significar “diante de Deus” (7:9; 14:3). Na Nova
Jerusalém, “o trono de Deus e do Cordeiro” (Ap 22:3; cf. 22:1) significa a sujeição final dos poderes de satanás e
a presença permanente de Deus entre Seu povo salvo (Ap 21:3; cf. Ez 43:7).

Uno sentado. La reverente discreción de Juan para describir al Gobernante del universo con palabras que
parecieran en modo alguno antropomórficas, es clara, porque lo describe simplemente con el participio
kath'menos, "sentado", sin decir qué o quién estaba sentado. Sólo afirma que sobre el trono había una presencia.
Esta referencia al Padre se halla en notable contraste con la detallada descripción del Hijo (cap. 1: 13-16); pero el
Hijo es humano a la vez que divino, y por lo tanto puede ser descrito apropiadamente en términos humanos
(vers. 3; cf. cap. 6:16; 7: 10).

3 e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e,


ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda.

3. Que estaba sentado. De nuevo sólo se usa el participio (ver com. vers. 2).

Jaspe. Gr. iáspis, que no es precisamente el jaspe moderno, sino una piedra descrita por el antiguo naturalista
Plinio, como translúcida (Historia Natural xxxvii). Juan se refiere repetidas veces a piedras preciosas para
describir colores brillantes, porque la luz del sol que brillaba sobre tales piedras producía algunos de los colores
más brillantes conocidos por el hombre en sus días. El iáspis quizá describa aquí una luz brillante, refulgente,
más notable por su brillo que por su color.

Cornalina. La cornalina o alguna otra piedra de color rojizo. Aquí describe una luz rojiza, brillante.

Arco iris. Compárese con la visión del trono de Dios que tuvo Ezequiel (cap. 1:26-28).

Arco-íris semelhante no aspecto a esmeralda. Es decir, de color verde. El brillo de la luz que refulge de la
presencia sobre el trono se templa con la suave luz verde del arco iris que rodea el trono. Como o sinal do
concerto de Deus, um arco-íris ao redor do trono (cf. Ez 1:28) provê uma firme segurança da promessa de Deus
de estar com Seu povo e de Sua fidelidade à Sua promessa (Gen 9:12-17). Este arco-íris representa la
combinación de la justicia y la misericordia que caracterizan a Dios (Ed 110-111; cf. PVGM 114).

4 Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro
anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

4. Trono. Gr. thrónos, "tronos". Los 24 ancianos están sentados sobre los 24 tronos que rodean el trono de Dios.

Vinte e quatro anciãos. Além de aparecer nos capítulos 4 e 5 (4:4, 10; 5:8, 11, 14), este grupo é mencionado
várias outras vezes no livro (7:11, 13; 11:16; 14:3; 19:4). Considerando que o autor do Apocalipse nunca
identifica aos anciãos, sua identidade permanece em aberto. Através de todo o livro, eles são descritos como
assentando-se sobre tronos ao redor do trono de Deus, vestidos com trajes brancos, e tendo coroa sobre suas
cabeças (4:4; 11:16). Eles continuamente adoram e louvam a Deus (4:10, 11; 5:8-10, 14; 11:16-18; 19:4); eles
levam a Deus as orações dos santos (5:8); e em duas ocasiões um deles explica a João o que ele não havia
entendido nas visões (5:5; 7:13-14). Eles são, evidentemente, alguma espécie de seres celestiais.1

Diferentes propostas de identificação:

1. Uma interpretação compara a los 24 ancianos con las 24 órdenes del sacerdocio levítico. Así como los
sacerdotes ministraban delante de Dios en el santuario terrenal, así también Juan ve a 24 ancianos que
ministran en el santuario celestial.
2. Otros sugieren que los 24 ancianos simbolizan a Israel en su sentido más amplio (ver com. Apoc. 7:4):
dos ancianos por cada tribu: uno que simboliza al Israel literal, el pueblo de Dios antes de la cruz; y el
otro, al Israel espiritual, la iglesia cristiana, el pueblo de Dios después de la cruz. De esta manera
pueden compararse con los 12 patriarcas y los 12 apóstoles. Este parecer destaca el carácter simbólico
de estas representaciones, en vez de considerarlas como santos literales que están ahora en el cielo (ver
com. vers. l).

1
R. Stefanovic, Revelation of Jesus Christ, 185.
Apocalipse 4 6

3. A proposta mais amplamente aceita sugere que os vinte e quatro anciãos devem ser entendidos como
anjos, uma vez que eles estão no céu, e não na terra (ver G. Ladd, 75).
4. A evidência indica fortemente, entretanto, que este grupo se constitui da humanidade redimida e
glorificada, e não anjos. Em primeiro lugar, os anjos nunca são chamados anciãos, seja na Bíblia ou na
literatura judaica; eles nunca são descritos como partilhando o trono de Deus, mas antes permanecendo
na presença de Deus. Segundo, os vinte e quatro anciãos vestem roupas brancas. As vestes brancas no
Apocalipse relacionam-se consistentemente ao povo fiel de Deus (3:4-5, 18; 6:11; 7:9, 13-14). Os anjos
nunca são descritos no Apocalipse como vestindo trajes brancos. Terceiro, os anciãos também usam
coroas douradas de vitória. Em grego é stephanos, a coroa de vitória, antes que a coroa real (Gr.
diadema), que representa a vida eterna e que é a recompensa para os fiéis vencedores (cf. 2:10; 3:11).
Paulo cria que receberia esta coroa no dia da vinda do Senhor (2 Tim 4:8). O fato de que os vinte e
quatro anciãos usam a coroa de vitória sugere que eles são os redimidos que conquistaram a vitória. As
coroas stephanos nunca são usadas pelos anjos na Bíblia. Todas estas descrições são limitadas ao povo
de Deus, e elas impedem qualquer probabilidade de que os vinte e quatro anciãos sejam o presbitério
celestial consistindo seja de seres celestiais ou dos santos do AT.

O número “vinte e quatro” concernente aos anciãos consiste de dois conjuntos de doze. “Doze” é um
número crucial no Apocalipse. Na Nova Jerusalém, os doze portais são nomeados segundo as doze
tribos de Israel, e os doze fundamentos têm os nomes dos doze apóstolos. É bastante possível que os
vinte e quatro anciãos estejam de alguma forma relacionados com os 144.000, um número
evidentemente baseado sobre doze vezes doze vezes mil. Adicionalmente, os vinte e quatro diferentes
turnos (COURSES) dos sacerdotes no Templo do AT acontece (took turns) durante os serviços (1 Cro
24:4-19), e eles eram chamados os oficiais de Deus (1 Cro 24:5). Os vinte e quatro anciãos estão
continuamente envolvidos em cultuar e em apresentar as orações dos santos a Deus (Ap 5:8), que é uma
obra sacerdotal.

Todas estas considerações sugerem fortemente que os vinte e quatro anciãos são os santos glorificados.
Eles são muito provavelmente um grupo simbólico representando a todo o redimido e fiel povo de Deus
da igreja do AT e NT, isto é, eles representam a igreja em sua totalidade. Sua descrição se encaixa bem
no quadro dos redimidos no Apocalipse: vestes brancas, coroas de vitória (stephanoi) e o assentar-se
sobre tronos são promessas feitas ao povo de Deus. O assentar-se sobre os tronos próximo ao trono de
Deus (4:4) traz à mente a promessa de Jesus ao vencedor em Apocalipse 3:21. Que eles estejam ao
mesmo tempo continuamente envolvidos na adoração celestial sugere seu duplo papel como sacerdotes
e reis (cf. 5:8-10).

Quando esses anciãos foram para os lugares celestiais? O Apocalipse não o explica. De acordo com
Mateus 27:51-53, quando Jesus morreu sobre a cruz “abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de
santos, que dormiam, ressuscitaram”. O texto não diz o que ocorreu mais tarde a esses santos. Paulo diz
que quando Cristo ascendeu ao céu após Sua ressurreição, “quando ele subiu às alturas, levou cativo o
cativeiro” (Ef 4:8). É bastante possível que estes santos ressuscitados ascenderam ao Céu com Jesus
para representar a humanidade redimida nos lugares celestiais. (Stefanovic, 185-86).

Esta escena hace recordar a Isa. 24:23 (LXX): "Reinará el Señor.. y delante de los ancianos será glorificado". El
hecho de que estos ancianos estén vestidos con vestiduras blancas, que pueden simbolizar justicia (ver com.
Apoc. 3:4), y que tienen sobre sus cabezas "coronas" (stéfanos, emblema de victoria; ver com. cap. 2: 10), ha
inducido a algunos a sugerir que representan a hombres redimidos. En una interpretación se explica que la (784)
descripción del trono celestial de los cap. 4 y 5 debe ubicarse en un tiempo antes de que comiencen a suceder los
acontecimientos simbolizados por los siete sellos. Si así es, entonces los 24 ancianos, si son seres humanos,
necesariamente debían ser hombres que ya estaban en el cielo en los días de Juan. Los adventistas a menudo los
han identificado con los santos que se levantaron de sus tumbas cuando Cristo resucitó (Mat. 27: 52-53; cf. Efe.
4: 8), pues ése es un grupo que se sabe que fue resucitado. La resurrección principal aún se halla en el futuro (1
Tes. 4: 16). Por lo tanto, es un hecho que la presencia de seres humanos en el cielo no puede tomarse como una
evidencia de que la resurrección de todos los redimidos debe preceder a los acontecimientos que se describen en
los sellos.

[Link] refere-se a este evento. Segundo ela,

“aqueles favorecidos santos ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e santos de todos
os tempos, desde a criação até os dias de Cristo. ... Davam testemunho de que fora pelo Seu grande
poder que tinham sido chamados de suas sepulturas.” 2 “E alguns dos mortos ressuscitados com Jesus
apareceram a muitos, declarando que Ele ressurgira”. “Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro

2
Ellen G. White, Primeiros Escritos, 184.
Apocalipse 4 7

uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar
Ele, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam colaborado com Deus, e que à custa da própria vida
tinham dado testemunho da verdade. Agora deviam ser testemunhas dAquele que os ressuscitara dos
mortos”. “Aqueles, porém, que ressurgiram por ocasião da ressurreição de Cristo, saíram para a vida
eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro. Estes, disse
Cristo, não mais são cativos de Satanás. Eu os redimi. Trouxe-os da sepultura como as primícias de
Meu poder, para estarem comigo onde Eu estiver, para nunca mais verem a morte nem experimentarem
a dor”. “Todo o céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cortes celestiais. Ao
ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu.” “...
apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele como representantes da grande
multidão que há de sair do sepulcro por ocasião de Sua segunda vinda.”3

A interpretação desta cena (Ap 4 e 5) como uma referência ao juízo leva alguns a concluir que os 24 anciãos
simbolizam a todos os redimidos e sua participação no juízo milenial. A citação a seguir exemplifica esta
posição:

“... os 24 anciãos simbolizam aos redimidos de todos os tempos e... nesta cena os vemos no papel que os
redimidos desempenharão no juízo.
“A fase do juízo em que irão participar os redimidos terá lugar durante o período de mil anos depois da
segunda vinda de Jesus.”4

5 Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são
os sete Espíritos de Deus.

5. Relámpagos y truenos y voces. Una expresión favorita de Juan (cap. 8: 51, 11: 19; 16: 18), que posiblemente
describe poder y majestad (ver Job 37: 4-5; Sal. 29: 3-4; Eze. 1: 13).

Siete lámparas de fuego. O "siete lámparas ardientes". Ver com. cap. 5:6. Aunque tienen cierto parecido con los
siete "candeleros" de oro del cap. 1: 12, son llamadas "lámparas" (lampás) y no "candeleros" o "portalámparas"
(lujníon; ver com. cap. 1: 12). Además, se dice claramente que representan a los siete Espíritus de Dios,
mientras que los candeleros del cap. 1 representan a las siete iglesias (vers. 20). Basados en este simbolismo
algunos han identificado la "puerta" (cap. 4: 1) como una abertura hacia el primer compartimento del santuario
celestial.

Sete espíritos. (Ver com. 1:4). Referência à obra e atividade do Espírito Santo em sua plenitude (cf. Zac 4:2-6).

6 Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e
à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás.

6. Mar de vidrio. Esta descripción es muy parecida a la que da Ezequiel del trono de Dios, el cual estaba sobre
una "expansión" (Eze. 1: 26). El vidrio tenía en la antigüedad mucho más valor del que tiene hoy Aquí
representa la apariencia clara y cristalina de la superficie sobre la cual estaba el trono.

Cristal. Gr. krústallos, una palabra que significa "cristal", un mineral incoloro, transparente, o "hielo". Lo que
Juan ve es una expansión amplia y brillante que refleja gloriosamente el resplandor rojo y verde que rodea el
trono. Compárese con la visión de Ezequiel (cap. 1:22).

Compare com Ap 15:2, uma descrição semelhante, só que, neste caso, o mar vidro é mesclado com fogo, e os
santos estão em pé neste mar de vidro.

Junto al trono, y alrededor del trono. Como los querubines de Ezequiel (Eze. 1: 22, 26), esos seres vivientes
quizá se veían por debajo del trono y alrededor de él. El simbolismo está en armonía con el antiguo pensamiento
semítico. Un sarcófago de Biblos, de fines del segundo milenio a. C., describe a un rey fenicio sentado sobre un
trono sostenido por un querubín con forma de animal (ver W. F. Albright, "What Where the Cherubim?' The
Biblical Archaelogist 1: 1 [Febrero, 1938], pp. 1-3). Cf. Sal. 80: 1; 99: l; Isa. 37: 16.

Seres viventes. Gr. zw on. Os quatro seres viventes são mencionados várias vezes no livro do Apocalipse. Eles
sempre são encontrados na proximidade do trono (4:6; 5:6; 14:3), e eles estão constantemente engajados em

3
Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1979), 753,
754, 796, 797.
4
Loron T. Wade, El futuro del mundo revelado en el Apocalipsis (Florida, [Link].: Asociación Casa Editora
Sudamericana, 1990), 79.
Apocalipse 4 8

adorar e louvar a Deus (4:8-9; 5:8-9, 14; 7:11-12; 19:4). Indubitavelmente esta imagística é extraída da visão de
Ezequiel onde o profeta viu quatro seres viventes, cada um tendo quatro faces: de um homem, um leão, um boi, e
uma águia (Ez 1:6-10; 10:14); todos eles “cheios de olhos ao redor” (Ez 10:12). Ezequiel os identifica
definitivamente com os querubins (10:20-22). Similarmente, os quatro seres viventes de Apocalipse 4 trazem à
mente a visão dos serafins de Isaías, os quais tinham seis asas e suas aclamações de “Santo, santo, santo, é o
Senhor dos exércitos” (Is 6:2-3). A proximidade dos quatro seres viventes do trono em Apocalipse 4 e Ezequiel
1 e 10 relembra-nos dos querubins associados com a arca do concerto; ali eles estavam com a face voltada um
para o outro, e suas asas estendiam sobre o propiciatório (Êxo 25:18-21; 1 Reis 6:23-28). Deus frequentemente é
descrito na Bíblia como assentado sobre o trono entre os querubins (2 Reis 19:15; Sal 80:1; 99:1; Is 37:16).
Todos estes fatores claramente indicam que os quatros seres viventes em Apocalipse são os anjos exaltados de
Deus que O servem e são os guardiões de Seu trono; eles estão envolvidos em liderar as hostes celestiais em
incessante adoração e louvor. (R. Stefanovic, 186).

Llenos de ojos. Cf. Eze. 1: 18; 10: 12. Puede entenderse como símbolo de la inteligencia e incesante vigilancia
de los seres celestiales.

Puesto que el símbolo de los ojos proviene claramente de Ezequiel, es posible entenderlo aquí según el
pensamiento hebreo. En el AT se usa nueve veces la palabra hebrea 'áyin, "ojo", con el sentido de "color" o
"brillo" (Prov. 23: 31; Eze. 1: 4, 7, 16, 22, 27; 8: 2; 10: 9; Dan. 10: 6); lo que sugiere que al describir (785) los
cuatro animales como "llenos de ojos", Juan podía estar expresando que su apariencia era de brillante resplandor.

7 O primeiro ser vivente é semelhante a leão, o segundo, semelhante a novilho, o terceiro tem o rosto
como de homem, e o quarto ser vivente é semelhante à águia quando está voando.

7. León. Aquí aparece cada uno de los cuatro seres con una de las cuatro caras características de cada uno de los
querubines de la visión de Ezequiel (Eze. 1:10; 10: 14). El significado de estos símbolos se trata en com. Eze.
1: 10. A seção em inglês a seguir, comentando Ezequiel 1:10, foi retirada do SDABC:

Ez 1:10. Their faces. There was but one body to each of these creatures, but each body had four faces. The faces
were on the four sides, so that each of the four creatures looked in all four directions at once.

Since the prophet does not interpret the symbols of his vision, and since the Scriptures elsewhere do not directly
state the significance of these faces, we can only conjecture as to the specific application of the symbols.

Commentators have suggested various ideas, such as:

(1) The human face is the highest symbol of the Eternal; the lion, a symbol of sovereignty; the ox, also a king of
sovereignty, together with a natural symbol of strength made subservient to human uses; and the eagle, an
emblem of kingly power.

(2) The faces are symbols of the four evangelists. This view was advanced by the Church Fathers, Irenaeus being
one of the first to set forth the theory. The lion is sometimes identified with Matthew, and the man with Mark,
and conversely. The ox and the eagle are uniformly assigned to Luke and John respectively. But this
interpretation has only an imaginative foundation.

(3) According to later Jewish tradition the four forms, taking Ezekiel’s order, are the standards generally borne
by the tribes of Reuben, Judah, Ephraim, and Dan when they encamped in the wilderness (Num. 2:2). That such
were the ancient standards cannot be verified. Even if such were possible, it is difficult to see any connection
between the standards and the teaching objectives of the vision.

When an attempt is made to interpret these four living creatures, it is well to keep in mind that in symbolic
prophecy the prophet sees representations of the actual and not the actual itself. These representations may be
like the actual; often they are not. Frequently the actors in a prophetic drama have an appearance vastly different
from the beings or movements they represent. Thus angels may act the parts later to be carried out by men. An
angel acted the part of the advent people in a vision of the disappointment (Rev. 10:1–11; cf. Rev. 14:6–12).
Caricatured beasts and dragons are used to dramatize the parts of nations and supernatural powers (see Dan. 7; 8;
Rev. 12; 13; 17). In one instance Jesus is symbolically presented as a lamb with a bleeding knife wound, and
with seven horns and seven eyes (Rev. 5:6). No one would conclude for a moment that this was an attempt to
represent the appearance of Jesus. In a vision of the second advent Jesus is shown riding on a white horse,
clothed in a garment dipped in blood, and having a sword in His mouth. Here again it is not the purpose of the
vision to represent the actual appearance of Jesus at the time of the great climactic event of history (Rev. 19:11–

c
Apocalipse 4 9

15). Care must be exercised not to take a Bible prophet literally when literalness is not intended. On one
occasion, when ridiculed by her critics, Ellen G. White wrote: “My opponents ridicule ‘that weak and childish
expression of glorious grapes growing on silver wires, and these wires attached to golden rods.’… I do not state
that grapes were growing on silver wires. That which I beheld is described as it appeared to me. It is not to be
supposed that grapes were attached to silver wires or golden rods, but that such was the appearance presented”
(EGW MS 4, 1883).

In the interpretation of symbolic prophecy it is important to permit the same Spirit that indicted the vision to
identify its symbols. Where such identification is lacking, the expositor is left to conjecture as to the application;
hence dogmatism must be avoided. Further, as in parables, the various features of symbolic presentations have
varying degrees of significance and importance. A parable must not be made to stand on all four feet. This is
likewise true of symbolic prophecy. Equal importance must not be attached to every detail of a prophetic picture.
Some features may be introduced merely to round out the presentation, or to provide a consistent background.
As in the case of parables, we must learn what is the over-all objective of the vision, and what features of the
pictorial presentation are intended to convey divine truth (see Vol. III, p. 1111; see also COL 244).

Inspiration has not left us in darkness as to the teaching objective of Ezekiel’s vision of the living creatures (see
PK 535, 536; 5T 751-754; Ed 177, 178). The statements here referred to set forth first the background of the
vision. The prophetic presentation aimed to give courage to the Jews at a moment when much of their country
lay in ruins through successive invasions and many of the inhabitants were captives in a foreign land. To these
oppressed ones it appeared that God was no longer in control. The plundering of the heathen nations at will was
interpreted by many as though God no longer cared. The people failed to see the hand of God in the course of
history. They were unaware of the fact that a divine, overruling purpose was at work in the recent developments,
as indeed it had been in all ages. The vision was given to show that an overruling Power had to do with the
affairs of earthly rulers and that God was still in control. This was the over-all objective of the vision. Thus any
interpretation attempted must be consistent with this objective.

The living creatures represent heavenly beings (see 5T 751). As already noted, it is not necessary to imagine that
in the service of God are four-headed, four-winged beings. Inspiration nowhere requires such a conclusion. The
forms chosen for this prophetic presentation were doubtless designed to symbolize heavenly messengers in their
plentitude of offices, capabilities, and adoptabilities.

8 E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de
olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo,
Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.

8. Seis alas. 'Los querubines' de la visión de Ezequiel tenían cuatro alas cada uno (Eze. 1:6; 10:21), mientras que
los 'serafines" de Isaías tenían seis (Isa. 6:2). Las alas pueden indicar la Velocidad con que las criaturas
celestiales ejecutan los mandatos de Dios (cf. Heb. 1: 14).

Llenos de ojos. Ver com. vers. 6.

No cesaban. Los hombres comúnmente trabajan de día y descansan de noche, pero ,'no se adormecerá ni dormirá
el que guarda a Israel" (Sal. 121: 4). El poder divino que sostiene el universo nunca descansa.

Día y noche. La noche trae un intervalo para la mayoría de las actividades humanas, pero no tiene efecto sobre
la incesante corriente de alabanza a Dios que emana de los seres celestiales.

Santo, santo, santo. Este es también el clamor de los serafines de la visión de Isaías (ver com. Isa. 6:3). No hay
una razón válida para tomar esta triple expresión de alabanza como que indica la Trinidad, pues se dirige a quien
está sobre el trono: al Padre. La segunda y la tercera persona de la Trinidad son representadas aquí por otros
símbolos (Apoc. 4:5; 5:6).

Aquele que era, que é e que há de vir. Referência ao Pai. (Ver com. cap. 1: 4).

9 Quando esses seres viventes derem glória, honra e ações de graças ao que se encontra sentado
no trono, ao que vive pelos séculos dos séculos,

E
M

V
p
Apocalipse 4 10

9. Aquellos seres vivientes. Ver com. vers. 6.

Esta alabanza es de carácter antifonal; se inicia con los seres celestiales más próximos a Dios.

Acción de gracias. Los seres celestiales y los seres humanos deben dar gracias a Dios sin cesar porque les ha
dado la vida. Existen porque él así lo quiere. Después de todo, Dios no le debe nada a sus criaturas; ellas le
deben todo a él.

Al que está sentado. Ver com. vers. 2.

Que vive por los siglos de los siglos. Compárese con la expresión del AT "el Dios viviente" (Jos. 3: 10; Sal. 42:
2; 84: 2). Dios es la fuente de toda vida, y el hecho de que viva 'por los siglos de los siglos" es la base de que
sustente incesantemente la naturaleza (ver com. Juan 1: 4; Apoc. 4: 8).

10 os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono,
adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono,
proclamando:
11 Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas
tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.

11. Señor. La evidencia textual establece (cf. p. 10) el texto "Señor y Dios nuestro" (BJ, BA, BC). Los que
sostienen el punto de vista de que los 24 ancianos son seres humanos, destacan que el título kúrios "Señor", que
usan los ancianos y no los cuatro seres vivientes, puede tener importancia, porque kúrios es el equivalente griego
del Heb. Yahvéh, el nombre divino con el cual Dios se reveló a su pueblo (Exo. 6:2-3). Este título, afirman, es
particularmente adecuado para las alabanzas de los hombres. Ver t. I, pp. 180-181.

Digno. Dios es "digno" de recibir alabanzas de sus criaturas porque les ha dado la vida y todo lo que poseen: las
ha hecho lo que son.

Por tu voluntad. A Dios le agradó traer a la existencia al universo y dar vida a sus criaturas. Vio que era bueno
hacerlo. No había nada deseable, según él, en estar solo en un universo vacío. Le pareció muy bueno que el
universo estuviera poblado por seres inteligentes, capaces de apreciar y reflejar su amor infinito y carácter
perfecto. Este fue su propósito al crearlos.

Existen y fueron creadas. La evidencia textual establece (cf. p. 10) el texto "eran y fueron creadas". Con "eran"
Juan se refiere sin duda a la existencia del universo después de que Dios lo creó. Dios creó todas las cosas y
ahora las sustenta (ver com. Col. 1: 17).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE


2-3 PP 97
3 DTG 455; Ed 1 10; 2JT 555; 3JT 213; PR
274- TM 157
5 CS 467; HR 395; PP 370
8 CM 308; CS 703; HR 432; PE 116, 287
10 HAd 493; MeM 363; PE 190, 288, 295
11 CS 490; PR 51 786

Você também pode gostar