Modelo de Pedido de Divórcio PDF
Modelo de Pedido de Divórcio PDF
MODULO 5
I - DA SEPARAÇÃO E DO DIVÓRCIO.
- morte;
- nulidade ou anulação;
- separação judicial;
- divórcio.
Obs.: A separação e o divórcio pode ser judicial ou extrajudicial (depois da Lei nº 11.441/2007), como veremos adiante.
Cf. art. 1.571, § 1º: casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio, aplicando-se a presunção do CC quanto ao ausente.
Obs.: art. 6º e 7º do CC/2002 - rompimento do casamento pela morte presumida. A constatação de morte presumida pode instruir o processo de habilitação de
casamento.
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O Dec. n. 181/1890 instituiu o casamento civil e falava em divórcio, que não tinha o efeito de romper o vínculo conjugal (só extinguia a sociedade conjugal,
autorizando a separação de corpos e fazendo cessar o regime de bens).
O Código Civil de 1916 não admitia o rompimento do casamento a não ser com a morte, e falava em desquite para extinguir a sociedade conjugal.
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Àquela época só existia o desquite que nada mais era do que a separação judicial de corpos e bens.
O divórcio é termo usado hoje para o por fim ao vínculo conjugal, com possibilidade de novo matrimônio aos divorciados.
Com a edição da Lei do Divórcio passou-se a usar a expressão separação judicial no lugar de desquite.
EC n. 9/77 alterou a Constituição vigente à época para admitir o divórcio. Na sequência, o Congresso Nacional aprovou a Lei do Divórcio (Lei n°. 6.515/77).
Alguns aspectos da Lei do Divórcio que releva comentar: A separação judicial poderia ser sempre convertida em divórcio, após 3 (três) anos; separação de fato
desde que há mais de 5 (cinco) anos, iniciada antes de 28.12.1977, poderia dar ensejo à obtenção do divórcio; e, o divórcio só poderia ser concedido apenas uma
única vez.
Posteriormente a CF/88 ampliou o campo do divórcio, reduzindo o prazo para a conversão da separação judicial em divórcio para 1 (um) ano; e permitindo o
divórcio direto após 2 (dois) anos de separação de fato, questões que foram regulamentadas na sequência pela legislação ordinária.
A CF facilitou o divórcio; ao contrário da Lei do Divórcio (de 1977). A Lei nº. 8.408/1992 altera o art. 5º, § 1º da Lei do Divórcio e permite separação judicial após
separação de fato por mais de 1(um) ano.
Como já mencionado, a Lei do Divórcio na sua origem só permitia um divórcio (art. 38). A Lei nº. 7.841/89 passa a autorizar qualquer número de divórcio, desde
que preenchidos os requisitos legais.
CF/88 – art. 226, § 3º atribui efeitos (direitos) nas relações de concubinato (fora do casamento).
Ainda na mesma CF/88 o constituinte promoveu o reconhecimento da família fora do casamento, ou seja, a família de fato (união estável), extirpando do texto
constitucional os vocábulos família legítima e não legítima, inclusive para conferir aos filhos direitos iguais.
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III. A Emenda Constitucional nº 66/2010 determina que o divórcio não depende mais de separação judicial ou de fato, alterando o art. 226, § 6º da
CF.
A quase totalidade dos doutrinadores brasileiros considera que depois do advento da Emenda Constitucional n° 66 a separação judicial perdeu a
razão de ser tendo em vista que a legislação anterior consideravam a separação mero requisito para o divórcio, de sorte a afirmar que está extinta
a possibilidade de separação judicial ou extrajudicial.[1]
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Requisitos: deve haver consenso entre o casal; sem filhos menores ou incapazes; feito em cartório de notas, por escritura pública, com a participação de
advogado.
Na escritura pública se consigna a alteração de nome, alimentos ajustados pelas partes e partilha de bens.
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A separação judicial, embora ainda constante no nosso Código Civil (ver arts. 1.571, III; 1.572 a 1.578; 1.580; e, 1.702 a 1.704) não tem mais nenhuma razão de
ser, de sorte a afirmar que referidos dispositivos foram todos derrogados por incompatibilidade com o que foi disciplinado pela Emenda n° 66, a partir de uma
interpretação teleológica e sistêmica.
Contudo, como tais dispositivos ainda estão expressos no Código Civil e como ainda existem doutrinadores que consideraram que o instituto da separação ainda
teria razão de ser, entendemos importante tecer alguns comentários apenas para efeitos históricos, e quiçá, para concursos.
Se considerarmos a separação como uma opção para as partes, posto que extingue o regime de bens permitindo a sua retomada com a reconciliação, sem extinguir
o vínculo matrimonial; e que põe fim às obrigações de coabitação e de fidelidade recíproca, já que extingue a sociedade conjugal, temos as seguintes classificações:
2.1) Extrajudicial: cf. previsão na Lei nº 11.441/2007, desde que haja consentimento e não haja filhos menores ou incapazes. Deve ser feita em cartório de
notas, por escritura pública.
2.2) Judicial.
1.1. Por mútuo consentimento (art. 1.574, CC): Deve haver acordo detalhado sobre a guarda dos filhos menores ou incapazes e acerca do regime de visitas e dos
alimentos.
1.2. Por ruptura da vida conjugal: separação de fato por um ano consecutivo (art. 1.572, § 1 º);
Obs: Pode-se interpretar que as hipóteses 1.2, 1.3 e 1.4 estão superadas, pelo prazo que exigem (um ano de ruptura da vida conjugal e dois anos obrigatórios para
o alcance da pretensão na separação por doença mental), posto que não é mais indispensável prazo para se obter o divórcio, bem como não se há mais falar em
culpa como motivo para a obtenção do divórcio.
2.2.2. Separação com causa legal genérica (1.573,
parágrafo único, CC).
Nesse dispositivo o Código criava, por assim dizer, a possibilidade de o juiz agir com discricionariedade para verificar as circunstâncias fáticas.
Trata-se de aplicação da regra de ruptura da vida conjugal, pelo qual o rompimento judicial tem causa prevista em lei, mas dispensa a perquirição de
responsabilidade de um dos cônjuges pelo fato que ensejou a iniciativa da ação.
Obs.: Hoje a questão da culpa na separação ou mesmo no divórcio, está superada. Noregime anterior a EC-66, o culpado perdia o direito ao uso do nome, a guarda
dos filhos e os alimentos. No direito atual os efeitos são: a obrigação de pagar verbas sucumbenciais; o direito aos alimentos pelo valor mínimo necessário para a
subsistência, e não para a preservação da condição social do credor; perda do direito de usar o sobrenome do ex-cônjuge, salvo prova de necessidade para a
atividade profissional.
Reconciliação é o ato pelo qual os cônjuges separados (judicialmente ou extrajudicialmente) declaram expressamente que restabelecem a sociedade conjugal, nos
mesmos termos em que fora constituída. Quer dizer, os cônjuges informam a intenção de restabelecer a sociedade conjugal.
Retomada a sociedade conjugal, restabelece-se o regime de bens. Mas é possível mudar o regime de bens se assim desejar o casal, desde que sejam preenchidos
os requisitos legais (art. 1.639, § 2º, CC).
Se a separação foi judicial, os interessados deverão requerer o desarquivamento dos autos e promover informar ao juízo a reconciliação (CC, art. 1.577 c/c art. 46
da Lei n° 6.515/77). A reconciliação também pode ser feita pela via extrajudicial, por escritura pública, em cartório, mesmo que a separação tinha sido judicial
(CNJ, Res. n° 35 de 2007, art. 48). Os casais, ainda separados judicialmente, podem se dirigir ao Cartório, munidos da sentença judicial ou da escritura que
concedeu a separação, para processamento da reconciliação. Eles voltam ao estado anterior ao da separação.
A reconciliação pode se dar a qualquer tempo, seja qual for a causa da separação e o modo como ocorreu, mas não pode prejudicar direitos de terceiros, adquiridos
antes e durante a separação dos cônjuges (CC, art. 1.577, parágrafo único).
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O art. 961, § 5°, Código de Processo Civil, prescreve que a sentença estrangeira de divórcio consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de
homologação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A averbação direta da sentença estrangeira de divórcio consensual não precisa de prévia manifestação de autoridade judicial brasileira; e dispensa a assistência de
advogado ou defensor público.
A regra vale somente para o divórcio consensual simples ou puro, que consiste exclusivamente na dissolução do matrimônio. Havendo disposição sobre guarda de
filhos, alimentos e/ou partilha de bens (divórcio consensual qualificado), continua sendo necessária a prévia homologação pelo STJ.
Para realizar a averbação direta o interessado deverá apresentar ao cartório de registro civil, junto ao assentamento do casamento, cópia integral da sentença
estrangeira e a comprovação de seu trânsito em julgado, acompanhadas de tradução oficial juramentada e de chancela consular.
No mesmo ato é possível retomar o nome de solteiro. O interessado nessa alteração deve demonstrar a existência de disposição expressa nesse sentido na
sentença estrangeira, exceto se a legislação do país de origem da sentença permitir a retomada do nome ou se houver documento do registro civil estrangeiro já
com a alteração.
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A guarda e proteção aos filhos menores ou maiores incapazes não depende de casamento ou de união estável dos pais que tenham se dissolvido. Há casos em que
os pais nunca foram casados e nem jamais constituíram união estável, porém tem filhos e podem ter a necessidade de regular a guarda.
A questão pode ser relacionada à guarda do filho havido fora do casamento. A causa da guarda é irrelevante pela CF/88, art. 227, § 6º, que traz a igualdade
dos filhos (igualdade de direitos, proibida discriminação relativa à filiação).
As regras de proteção dos filhos são válidas para todas as situações de conflito que envolvam a prole.
A tônica é, em todos os litígios em que se disputa a guarda de filhos, o julgador deve ter em vista sempre e primordialmente o princípio do melhor
interesse do menor.
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A jurisprudência já entendia assim, mesmo antes do CC/2002, embora a lei civil originariamente condicionasse a guarda do filho à inexistência de culpa do genitor
na separação. A guarda pode ser conferida até a quem não é pai ou mãe; e o juiz pode sempre revisar a decisão em relação à guarda dos filhos. O que prevalece
é o interesse dos filhos e não a pretensão do pai ou da mãe.
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1. Da guarda compartilhada:
A Lei nº 13.058, de 22.12.2014, estabelece o significado da expressão “guarda compartilhada” e dispõe sobre sua aplicação, modificando os art. 1.583, 1.584,
1.585 e 1.634 do Código Civil. Com a alteração do art. 1.583, encontramos parágrafo segundo passou o significado de guarda compartilhada:
Art. 1.583, § 2°. Na guarda compartilhada, o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma equilibrada com a mãe e com o pai, sempre
tendo em vista as condições fáticas e os interesses dos filhos
Art. 1.583, § 2°. Na guarda compartilhada, a cidade considerada base de moradia dos filhos será aquela que melhor atender aos interesses dos filhos.
Outra disposição muito importante é aquela constante do art. 1.583, § 3°, in verbis:
Art. 1.583, § 5°. A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos, e, para possibilitar tal
supervisão, qualquer dos genitores sempre será parte legítima para solicitar informações e/ou prestação de contas, objetivas ou
subjetivas, em assuntos ou situações que direta ou indiretamente afetem a saúde física e psicológica e a educação de seus filhos.
(grifamos)
Nos termos do parágrafo segundo do art. 1.584, a regra é que a guarda será sempre compartilhada, salvo acordo ou declaração de um dos genitores em
sentido contrário, ou ainda impossibilidade de exercício do poder familiar, senão vejamos:
Art. 1.584, § 2°. Quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho, encontrando-se ambos os genitores aptos a exercer o poder
familiar, será aplicada a guarda compartilhada, salvo se um dos genitores declarar ao magistrado que não deseja a guarda do menor.
Por sua vez o parágrafo terceiro do mesmo dispositivo estabelece as atribuições dos pais e os períodos de convivência, nos seguintes termos:
Art. 1.584, § 3°. Para estabelecer as atribuições do pai e da mãe e os períodos de convivência sob guarda compartilhada, o juiz, de ofício ou a
requerimento do Ministério Público, poderá basear-se em orientação técnico-profissional ou de equipe interdisciplinar, que deverá visar à divisão
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Nos demais parágrafos do art. 1.584, o legislador procurou dotar o juiz de poderes para bem aplicar as disposições da guarda compartilhada:
Art. 1.584,§ 4°. A alteração não autorizada ou o descumprimento imotivado de cláusula de guarda unilateral ou compartilhada poderá implicar a
redução de prerrogativas atribuídas ao seu detentor.
Art. 1.584, § 5°. Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá a guarda a pessoa que revele
compatibilidade com a natureza da medida, considerados, de preferência, o grau de parentesco e as relações de afinidade e afetividade.
Estabelece ainda o parágrafo sexto do referido art. 1.584 que “qualquer estabelecimento público ou privado é obrigado a prestar informações a qualquer dos
genitores sobre os filhos destes, sob pena de multa de R$ 200,00 (duzentos reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais) por dia pelo não atendimento da solicitação”.
“Art. 1.585. Em sede de medida cautelar de separação de corpos, em sede de medida cautelar de guarda ou em outra sede de fixação liminar de guarda, a decisão
sobre guarda de filhos, mesmo que provisória, será proferida preferencialmente após a oitiva de ambas as partes perante o juiz, salvo se a proteção aos interesses
dos filhos exigir a concessão de liminar sem a oitiva da outra parte, aplicando-se as disposições do art. 1.584.”
A lei de 2014 modifica o art. 1.634 do CC, sobre o exercício do poder familiar, para acrescentar:
Art. 1.634. “Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em,
quanto aos filhos:
(...)
(...)
V - conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para mudarem sua residência permanente para outro Município; (...)” (grifamos)
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A lei determina a observância do que os cônjuges acordarem sobre a guarda e sustento dos filhos (art. 1.583, CC).
Mas esse ajuste não prevalece contra o interesse dos menores. Então, se sobrevierem circunstâncias que aconselharem outra solução, o juiz pode alterar o regime
de guarda, deferindo-a ao outro genitor ou a terceiro.
O juiz pode recusar a homologação do acordo ao verificar que a convenção não preserva suficientemente os interesses dos filhos menores (art. 1.574, parágrafo
único, CC).
Advirta-se ainda que o novo casamento do cônjuge não lhe retira o direito à guarda, salvo se provado que o filho não vem sendo tratado convenientemente. O
art. 1.588, CC repete a regra do art. 329 do CC/1916, na sua mais recente redação (com sua leitura já adaptada à realidade social e à paridade de
tratamento entre os genitores).
O mesmo critério deve ser aplicado ao guardião separado ou divorciado ao constituir família por meio da relação de fato.
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3. Do direito de visita
Importante fazer um registro histórico pois o Código Civil de 1916 não tratava do direito de visitas.
O Decr.-lei n. 9.701, de 3.9.1946, que cuida da guarda dos filhos menores no desquite litigioso, assegurou o direito de visita aos pais no caso de guarda conferida a
terceiros.
A Lei do Divórcio trouxe regra sobre direito de visita, mantida com redação parecida no CC/2002, art. 1.589: pai ou mãe sem a guarda pode visitar os filhos e tê-los
em sua companhia, cf. o que acordarem os pais, ou for afixado pelo juiz, bem como fiscalizar sua manutenção e educação.
A Lei nº 12.398/2011 acrescenta parágrafo único ao art. 1.589 do CC/2002 e atribui aos avós o direito de visita.
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Em boa hora a Lei no 12.318/10 positivou aquilo que a doutrina vinha denominado de síndrome de alienação parental (SAP), definindo o instituto como sendo “a
interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou
adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”
(art. 2o).
Nos casos de separação litigiosa, muitas vezes os ódios afloram e as pessoas envolvidas perdem a razão e com isso acabam por criar todo tipo de dificuldade
com o intuito de prejudicar o ex-parceiro. Nessas circunstâncias os filhos acabam sendo usados como armas dessa disputa que visa tão somente satisfazer o desejo
de vingança do cônjuge que se sentiu traído. Dessa forma é comum que o cônjuge que detém a guarda procure incutir na cabeça da criança que seu pai/mãe não
presta, que não lhe dá atenção ou que lhe trocou por outra pessoa. O objetivo normalmente é conseguir que a criança passe a odiar o outro genitor.
Normalmente são adotadas outras posturas agressivas com relação ao ex-cônjuge que não detém a guarda. É muito comum sair com a criança no dia de visita,
de sorte que quando o outro genitor chega à residência da criança não a encontra. Outras vezes até mudanças de cidade ou de estado ocorrem, tudo com o
objetivo premeditado de impedir ou dificultar o acesso à criança por parte do outro genitor.
O legislador, ciente dessa realidade fática, definiu de forma exemplificativa as situações que podem caracterizar alienação parental (ver art. 2o, parágrafo único),
sem prejuízo de que o juiz possa identificar outras formas que assim possam se enquadrar.
São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de
terceiros: (I) realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; (II) dificultar o exercício da autoridade
parental; (III) dificultar contato de criança ou adolescente com genitor; (IV) dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar; (V) omitir
deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; (VI) apresentar
falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente; e (VII) mudar o
domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós.
Nos demais artigos da referida lei encontramos também a regulação do procedimento judicial para apuração da ocorrência da síndrome de alienação parental
(art. 4o), bem como das sanções aplicáveis ao caso concreto (art. 6o).
Curiosidade: o termo Síndrome de Alienação Parental (SAP) foi criado pelo psiquiatra infantil Richard A. Gardner, para se referir às suas experiências clínicas no
início de 1980, quando trabalhava com crianças que apresentavam como distúrbio a rejeição imotivada de um dos pais.
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Recentemente, o Judiciário foi instado a se manifestar sobre a questão de abandono moral, tendo surgido algumas decisões condenando pais que,
independentemente de ter se desincumbido do ônus alimentar, faltaram com o dever de assistência moral aos seus filhos na exata medida em que se fizeram
ausentes e, por via de consequência, não prestaram a devida assistência afetiva e amorosa durante o desenvolvimento da criança.
Significa dizer que, além do dever alimentar, os pais têm em relação aos filhos menores o dever de assistência afetiva, emocional e de convivência, tendo em
vista que a criança necessita para o seu desenvolvimento da presença de ambos os pais.
Assim, aqueles pais que vierem a descumprir com esta obrigação afetiva poderão ser responsabilizados civilmente por abandono moral nos termos da
responsabilização civil em geral, prevista em nosso ordenamento jurídico (ver CC, art. 186 c/c art. 927, caput).
Advirta-se, contudo, que existem muitas divergências sobre tema. Aliás, o Superior Tribunal de justiça nas duas vezes que teve que decidir sobre o tema o fez de
maneira diversa: no primeiro caso o tribunal entendeu que não seria possível indenizar o dano moral afetivo porque, nas palavras do Min. Fernando Gonçalves,
“escapa ao arbítrio do Judiciário obrigar alguém a amar” (REsp.nº 757.411 – MG, j. 29/11/2005); no segundo caso, pelo voto da Ministra Nancy Andrighi, um
pai foi condenado a pagar indenização no importe de R$ 200 mil, pois segundo a relatora “amar é faculdade, cuidar é dever” (REsp. nº 1.159.242 - SP; j.
24/4/2012).
De toda sorte cumpre assinalar, que não se pode olvidar de que existe em nosso ordenamento jurídico uma cláusula geral de proteção à pessoa humana, que
está contida no Inciso III, do artigo 1° da Constituição Federal – a dignidade humana. Além disso, a Carta Magna protege os direitos à personalidade ao estabelecer
que são invioláveis os direitos à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança (art. 5°, caput), declarando, ainda mais, que são invioláveis a intimidade, a vida
privada, a honra e a imagem (art. 5°, inciso X) e que qualquer lesão a esses direitos se assegura o direito de resposta além da eventual indenização por dano
material e moral (art. 5°, inciso V). Daí porque, os direitos da personalidade, enquanto atributos jurídicos merecem proteção e, se violados a partir de uma relação
paterno-filial, deve ser indenizado nos termos do art. 186 c/c art. 927, caput, do Código Civil.
[2] Conforme Nehemias Domingos de Melo, Lições de Direito Civil – Família e Sucessões, 4ª. ed, vol. 5, p. 76.
[3] Conforme Nehemias Domingos de Melo, Lições de Direito Civil – Família e Sucessões, 4ª. ed, vol. 5, p. 78.
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16/02/2022 21:37 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos.
Exercício 1:
I. O divórcio extrajudicial depende de consenso e que não haja filhos menores ou incapazes.
II. O divórcio extrajudicial depende de 1 ano de separação de fato e deve ser feito em cartório de notas, por escritura
pública, com a participação de advogado.
III. Na escritura pública do divórcio extrajudicial se consigna a alteração de nome, alimentos ajustados pelas partes e
partilha de bens.
A)
B)
C)
D)
E)
Exercício 2:
A)
B)
C)
D)
E)
o direito de visita pode ser apenas acordado pelas partes, jamais estabelecido pelo juiz.
Exercício 3:
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Restabelecida a sociedade conjugal após o divórcio, restabelece-se o regime de bens. Mas se mudar o regime, é possível a
reconciliação com nova relação patrimonial.
PORQUE
A reconciliação pode se dar a qualquer tempo, após o divórcio, seja qual for a causa do divórcio e o modo como ocorreu,
mas não pode prejudicar direitos de terceiros, adquiridos antes e durante a separação dos cônjuges.
A)
B)
C)
D)
E)
Exercício 4:
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I. A lei determina a observância do que os cônjuges acordarem sobre a guarda e sustento dos filhos.
II. O ajuste dos pais sobre a guarda e o sustento dos filhos não prevalece contra o interesse dos menores. Caso as
circunstâncias indiquem outra solução, o juiz pode alterar o regime de guarda, deferindo-a ao outro genitor ou a terceiro.
III.O juiz pode recusar a homologação do acordo ao verificar que a convenção das partes não preserva suficientemente os
interesses dos filhos menores.
A)
B)
C)
D)
E)
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Exercício 5:
I. O novo casamento de pai ou mãe que tem a guarda dos filhos ocasiona a perda da guarda.
II. As regras sobre guarda e alimentos aplicam-se somente aos filhos menores, jamais aos maiores, ainda que
sejam incapazes.
III. O pedido de divórcio somente pode ser feito por cônjuge ou seu descendente.
A)
B)
C)
D)
E)
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Exercício 6:
A)
B)
C)
D)
E)
Exercício 7:
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(I) O Código de Processo Civil, prescreve que a sentença estrangeira de divórcio consensual produz efeitos no Brasil,
independentemente de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
(II) A averbação direta da sentença estrangeira de divórcio consensual não precisa de prévia manifestação de autoridade
judicial brasileira; mas exige a assistência de advogado ou defensor público.
(III) Essa regra vale também para o divórcio consensual litigioso se aplicarmos a analogia.
A)
B)
C)
D)
E)
Exercício 8:
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São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia,
praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:
A)
B)
C)
D)
E)
Exercício 9:
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(I) Significa que, além do dever alimentar, os pais têm em relação aos filhos menores o dever de assistência afetiva,
emocional e de convivência.
(II) tendo em vista que a criança necessita para o seu desenvolvimento da presença de ambos os pais.
(III) Identificado o abandono afetivo ou moral o juiz poderá decretar a suspensão do direito de guarda.
A)
B)
C)
D)
E)
Todas estão corretas.
Exercício 10:
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Em relação ao divórcio:
(I). O divórcio pode ser realizado mediante escritura pública, ainda que o casal tenha filhos menores.
(II). Para concessão do divórcio, é necessário que haja a prévia separação do casal.
(IV). Caso haja estipulação de pensão alimentícia entre cônjuges, o divórcio não poderá ser realizado via extrajudicial,
dependendo de homologação judicial.
A)
B)
C)
D)
E)
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Exercício 11:
A)
A alteração não autorizada ou o descumprimento imotivado de cláusula de guarda unilateral ou compartilhada não poderá
implicar a redução de prerrogativas atribuídas ao seu detentor.
B)
Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá a adoção através de ação
judicial.
C)
Qualquer estabelecimento público ou privado é obrigado a prestar informações a qualquer dos genitores sobre os filhos
destes, sob pena de multa estabelecida por dia pelo não atendimento da solicitação.
D)
Caso o juiz verifique que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá a guarda aos avós
paternos e, diante da impossibilidade, aos avós maternos.
E)
A decisão sobre guarda de filhos, mesmo que provisória, será proferida preferencialmente após a oitiva de ambas as
partes perante o juiz, não sendo possível em qualquer hipótese a concessão de liminar sem a oitiva da outra parte.
Exercício 12:
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A guarda pode ser conferida até a quem não é pai ou mãe, e o juiz pode sempre revisar a decisão em relação à guarda
dos filhos
PORQUE
O que prevalece em matéria de guarda é o interesse dos filhos e não a pretensão do pai ou da mãe.
A)
B)
C)
D)
E)
Exercício 13:
Quando não houver acordo entre pai e mãe quanto à guarda de filho,
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A)
B)
C)
D)
E)
A guarda será compartilhada, desde que ambos exerçam o poder familiar, e salvo se um dos genitores declarar que não
deseja a guarda.
Exercício 14:
(I) Significa a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida principalmente
por um dos genitores,
(II) Mas também pode ser praticada pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade,
guarda ou vigilância.
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(III) Cujo objetivo e que a criança ou adolescente repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à
manutenção de vínculos entre eles.
A)
B)
C)
D)
E)
Exercício 15:
I. A guarda compartilhada deve ser determinada pelo juiz sempre que possível.
II. A guarda compartilhada deve ser determinada desde que haja acordo entre os cônjuges.
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III. Quando não houver acordo entre a mãe e o pai quanto à guarda do filho, encontrando-se ambos os genitores aptos a
exercer o poder familiar, será aplicada a guarda compartilhada, salvo se um dos genitores declarar ao magistrado que não
deseja a guarda do menor.
IV. Para estabelecer as atribuições do pai e da mãe e os períodos de convivência sob guarda compartilhada, o juiz, de
ofício ou a requerimento do Ministério Público, poderá basear-se em orientação técnico-profissional ou de equipe
interdisciplinar, que deverá visar à divisão equilibrada do tempo com o pai e com a mãe.
É (são) correta(s):
A)
Somente I e II.
B)
C)
Somente II e III.
D)
E)
Todas as proposições.
Exercício 16:
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I. Na guarda compartilhada, o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma equilibrada com a mãe e com o
pai, sempre tendo em vista as condições fáticas e os interesses dos filhos.
II. Na guarda compartilhada, a cidade considerada base de moradia dos filhos será aquela que melhor atender aos
interesses dos filhos.
III. A guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos, e, para
possibilitar tal supervisão, qualquer dos genitores sempre será parte legítima para solicitar informações e/ou prestação de
contas, objetivas ou subjetivas, em assuntos ou situações que direta ou indiretamente afetem a saúde física e psicológica
e a educação de seus filhos.
A)
B)
C)
D)
E)
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Exercício 17:
II. O divórcio não extingue o casamento, mas encerra a sociedade conjugal e o regime de bens.
A)
B)
C)
D)
E)
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Exercício 18:
Quando os cônjuges decidem pôr fim à sociedade conjugal, pretendendo divorciar-se consensualmente, eles devem levar
em consideração:
A)
B)
a possibilidade de o divórcio ser formalizado perante o Cartório de Registro Civil, inclusive com relação aos filhos menores
de 16 (dezesseis) anos.
C)
a guarda compartilhada, com previsão de visita do pai em dias e horários alternados e opção de a mãe decidir sobre a
educação.
D)
o fato de que as eventuais novas núpcias de um dos cônjuges não lhe retirar o direito de guarda antes fixado.
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E)
a prestação de alimentos aos filhos, que poderá ser compensada com a proximidade e visitação do cônjuge.
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