FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
LICENCIATURA EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Módulo: Estatística Aplicada.
Tema do trabalho: Probabilidades (Noções)
Estudante։ Ana Minoria Fonseca
Beira, Março de 2022
ÍNDICE
1. Probabilidades ......................................................................................................................... 3
1.1 Noções .............................................................................................................................. 3
1.2 Distribuições Bidimensionais (correlação e regressão) ................................................... 4
1.3 Noção intuítiva e frequencista das probabilidades (Lei dos Grandes números e Axiomas
de probabilidade). ........................................................................................................................ 5
2. Referências .............................................................................................................................. 6
1. Probabilidades
Todos os dias somos confrontados com situações, que nos conduzem a utilizar, intuitivamente, a
noção de probabilidade:
Dizemos que existe uma pequena probabilidade de ganhar o totoloto;
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O político deseja saber qual a sua probabilidade de ganhar as eleições;
Dizemos que existe uma grande probabilidade de não chover num dia de verão;
O médico interroga-se sobre qual a probabilidade de um doente, tratado com um novo
medicamento sobreviver.
Nas situações consideradas anteriormente em que somos conduzidos a utilizar a noção de
probabilidade, e noutras situações da vida real em várias áreas científicas, estamos perante
fenómenos não determinísticos, pois quando se realizam não temos a certeza do que é que se vai
observar.
Cada uma destas situações pode ser considerada um fenómeno aleatório, por oposição aos
fenómenos determinísticos, cujos resultados se conseguem prever.
1.1 Noções
As definições básicas de probabilidade são:
Experimento aleatório, ponto amostral, espaço amostral, evento e o cálculo
da probabilidade. Probabilidade é o estudo das chances de obtenção de cada
resultado de um experimento aleatório. A essas chances são atribuídos os números
reais do intervalo entre 0 e 1. (Goes, 1988, P.75)
A probabilidade serve para estimar matematicamente a possibilidade de ocorrer eventos que
acontecem ao acaso, ou seja, por questão de sorte. ode ser definida pela seguinte fórmula: Onde P
é a probabilidade de um evento ocorrer, A é o número de eventos desejados e S é o número total
de eventos possíveis.
1.2 Distribuições Bidimensionais (correlação e regressão)
Vunga (2019), define distribuições bidimensionais ‟As distribuições estatísticas envolvendo o
estudo da relação entre duas variáveis”. (P.97)
Ainda de acordo com o mesmo autor։
Há caracteres entre os quais é impossível descobrir qualquer relação, como por
exemplo, o peso dos alunos e a respectiva nota em filosofia. Diz-se que estes são
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caracteres independentes.
Diz-se que há influência de um carácter neutro.
O maior ou menor grau de dependência estatística entre duas variáveis traduz-se
por um número – o coeficiente de correlação que só varia de -1 a 1. Correlação
como estudo do grau de associação entre variáveis. Na correlação interessa
observar se duas ou mais variáveis são independentes ou variam juntas.
(Vunga,2019, p.97)
Correlação positiva – as variáveis evoluem em geral no mesmo sentido.
Exemplo: altura e o peso das pessoas.
Correlação negativa – as variáveis evoluem em sentido contrário quando uma aumenta a outra
tende a diminuir.
Exemplo: intensidade da chuva e a temperatura do ar.
Correlação nula – não há influência de uma variável na outra, as variáveis são independentes.
Exemplo: a idade do pai e a nota de desenho de cada aluno.
Fig 1։ Quadro das correlações
Fonte։ Manual de estatística aplicada։ tronco comum, P. 98, ISCED
1.3 Noção intuítiva e frequencista das probabilidades (Lei dos Grandes números e
Axiomas de probabilidade).
Noção intuítiva
Os jogos de azar que se praticam há milhares de anos, estão na origem das primeiras obras escritas
sobre probabilidades e que começaram a surgir no século XVIII.
O dado é um instrumento dos jogos de azar por excelência, a tal ponto que duas das palavras mais
usadas para lidar com o que é casual, ou fortuito, ou contingente são: 5
Azar de az – zãr e Aleatório de álea, ambas com origem na palavra dado, respectivamente em
árabe e latim.
Por esta sua origem concreta, a teoria das probabilidades utiliza uma linguagem própria que é
preciso conhecer.
Uma experiência diz-se aleatória se pode ter vários resultados cujo aparecimento, em cada prova
da experiência, é impossível prever.
Diz-se que o resultado depende do “acaso” ou da “sorte” ou do “azar”.
Os fenómenos aleatórios são o objecto de estudo da teoria das probabilidades.
Acaso significa ausência de causa conhecida
Noção frequencista
Suponha que o dado é perfeito, ou seja, rigorosamente simétrico, sem faces privilegiadas, então, é
natural esperar que jogando o dado muitas vezes, o resultado de cada face seja aproximadamente
o mesmo, visto que todas tem a mesma possibilidade de ficar para cima.
Lei dos Grandes números
Quando o número de provas aumenta muito, frequências relativas de um acontecimento tende a
estabilizar num determinado valor que se adopta como probabilidade teórica desse acontecimento
Podemos dizer que:
A probabilidade de um acontecimento associado a certa experiência é a frequência relativa
esperada desse acontecimento quando o número de provas for muito elevado.
A probabilidade de um acontecimento é um número de 0 a 1 (em percentagem: de 0% a 100%)
2. Referências
GÓES, Luiz A. C. (1988). Estatística I e II. Editora Saraiva
VUNGA, Horácio Manuel. (2019). Estatística Aplicada։ Tronco comum. ISCED