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Sentença de Divórcio Consensual

Este documento é uma sentença de divórcio consensual entre Erica Fabricia da Costa Magalhães Bezerra e Damião Romildo Bezerra proferida pela Vara Única da Comarca de Ibimirim. A sentença decreta o divórcio do casal, atribui a guarda dos filhos menores à mãe e estabelece pensão alimentícia a ser paga pelo pai.
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Sentença de Divórcio Consensual

Este documento é uma sentença de divórcio consensual entre Erica Fabricia da Costa Magalhães Bezerra e Damião Romildo Bezerra proferida pela Vara Única da Comarca de Ibimirim. A sentença decreta o divórcio do casal, atribui a guarda dos filhos menores à mãe e estabelece pensão alimentícia a ser paga pelo pai.
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Tribunal de Justiça de Pernambuco

PJe - Processo Judicial Eletrônico

16/12/2021

Número: 0000854-92.2021.8.17.2690
Classe: DIVÓRCIO CONSENSUAL
Órgão julgador: Vara Única da Comarca de Ibimirim
Última distribuição : 02/12/2021
Valor da causa: R$ 2.400,00
Assuntos: Dissolução
Segredo de justiça? SIM
Justiça gratuita? SIM
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? NÃO
Partes Procurador/Terceiro vinculado
ERICA FABRICIA DA COSTA MAGALHAES BEZERRA YAMUNA JAYA PEREIRA DA SILVA (ADVOGADO)
(REQUERENTE)
DAMIAO ROMILDO BEZERRA (REQUERENTE) YAMUNA JAYA PEREIRA DA SILVA (ADVOGADO)
Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
94625 13/12/2021 09:57 Sentença Sentença
903
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Poder Judiciário
Vara Única da Comarca de Ibimirim

AV MANOEL VICENTE, S/N, Forum da Comarca de Ibimirim- Sem Denominação, Centro, IBIMIRIM - PE - CEP: 56580-
000 - F:(87) 38420937

Processo nº 0000854-92.2021.8.17.2690

REQUERENTE: ERICA FABRICIA DA COSTA MAGALHAES BEZERRA, DAMIAO ROMILDO BEZERRA

SENTENÇA

ERICA FABRICIA DA COSTA MAGALHÃES BEZERRA e DAMIÃO ROMILDO


BEZERRA devidamente representados pela pela patrona constituída nos autos, propôs a
presente AÇÃO DE DIVORCIO CONSENSUAL, alegando que são casados desde 20 de
novembro de 2009 e da união adveio dois filhos, atualmente, menores de idade. Alega que há
bens a serem partilhados, na forma descrita na inicial.

Acordam que os menores continuarão sob a guarda da genitora, com direito de livre
visitação pelo genitor, bem como “o cônjuge varão pagará o valor de R$ 500,00(quinhentos reais)
mensais, os quais serão depositados em conta bancária em nome do menor LUIZ GUSTAVO DA
COSTA BEZERRA”.

Para provar o alegado juntou a documentação consistente em certidão de


casamento, certidão de nascimento dos filhos e demais documentos pessoais das partes.

Manifestou a autora o voltar o desejo de tornar a usar seu nome de solteira:


ERICA FABRICIA DA COSTA MAGALHÃES.

É o relatório. Decido:

Inicialmente, deixo de dar vistas ao Ministério, ante a manifestação prévia em ação


anteriores, pela falta de interesse no feito, sem prejuízo de vista obrigatória na fase recursal.

Satisfeito o requisito constitucional, desnecessário se torna no presente feito aquilatar o grau


de culpabilidade de cada um dos cônjuges quanto ao fim da sociedade conjugal.

Merece deferimento o pedido inicial, nos moldes do art. 226, § 6º da Constituição

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Federal e art. 40 da Lei 6515/77.

No que atine aos efeitos decorrentes do divórcio em questão, conforme a inicial,


conforme disposto no item V da petição inicial “o casal adquiriu dois automóveis e um imóvel,
documentos anexos, e acordaram que estes devem ficar na posse e propriedade do cônjuge
varão. Devendo o mesmo pagar à varoa, a título de partilha de bens, o valor total de R$60.000,00
(sessenta mil reais), divido em três vezes”. Ainda, que o cônjuge varão ficará responsável pelo
empréstimo que totaliza R$ 51.990,99(cinquenta e um mil, novecentos e noventa reais e noventa
e nove centavos).

Presente a possibilidade jurídica do pedido, é de ser considerado que estão


resguardados os direitos do filho do casal, posto que, acordaram que os menores ficarão sob a
guarda da genitora, garantido o direito de livre visitação pelo genitor. Ainda, no que tange aos
alimentos dos filhos menores, convencionou-se que o genitor deverá pagar mensalmente o valor
de R$ 500,00(quinhentos reais), o que corresponde atualmente 45,45% do salário mínimo,
mensalmente, os quais serão depositados em conta bancária em nome do menor LUIZ
GUSTAVO DA COSTA BEZERRA.

Assim, por ausência de outra disposição, tenho que atende a supremacia do


interesse do menor, assemelhando-se ao entendimento sedimentado dos Tribunais pela
prevalência dos interesses do menor:

CIVIL. FAMÍLIA. GUARDA JUDICIAL. PREVALECE O INTERESSE DA MENOR.- Nas decisões


sobre a guarda de menores, deve ser preservado o interesse da criança, e sua manutenção em
ambiente capaz de assegurar seu bem estar, físico e moral, sob a guarda dos pais ou de
terceiros. (REsp 686.709/PI, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA
TURMA, julgado em 28/06/2006, DJ 12/03/2007, p. 220)

Nos termos do art. 33 a 35 do ECA, verifico estarem presentes os requisitos ensejadores


do pedido de guarda, não podendo aferir-se qualquer motivo que obste a concessão da guarda
dos menores LUIZ GUSTAVO DA COSTA BEZERRA e VICTOR GABRIEL DA COSTA
BEZERRA, a genitora, assegurado o direito de livre visitação do genitor, sem prejuízo de que
acordem de forma diversa.

Isto posto, decreto o divórcio direto do casal, e o faço com fundamento nos dispositivos
supramencionados, declarando cassados os deveres e direitos conjugais, dissolvendo a
sociedade conjugal e o próprio casamento, extinguindo o processo com resolução de mérito,
fazendo-o com fundamento no art. 487, I, do Código de Processo Civil.
O divórcio deverá ser averbado no registro de casamento dos autores junto
ao CRPN de Ibimirim/PE, conforme doc de ID 94318597 - Documento de Comprovação
(Cert. de Casamento) .

A demandante voltará a usar o nome de solteira, qual seja ERICA FABRICIA DA


COSTA MAGALHÃES.

Num. 94625903 - Pág. 2


Indefiro o pedido de gratuidade judiciária, considerando que as partes não acostaram
cópia de contracheque ou outro documento que comprove vulnerabilidade econômica, bem como
informaram serem proprietários de automóveis e imóveis, denotando poder aquisitivo compatível
com o pagamento das custas processuais.

Intime-se a patrona dos autores para emendar à inicial e adequar o valor da causa ao valor venal
dos bens, no prazo de 10 dias. Após, expeça-se a guia de recolhimento das custas processuais e
intime-se a parte autora para comprovar o pagamento, no prazo de 15 dias.

Publique-se. Registre-se. Intime-se. Com o trânsito, arquive-se.

ESTA SENTENÇA POSSUI FORÇA DE MANDADO PARA FINS DE AVERBAÇÃO


JUNTO AO CARTÓRIO DE REGISTRO CIVIL.

Cópia do presente deve seguir autenticada por servidor em exercício nesta


unidade.

Ibimirim, 7 de dezembro de 2021.

Gustavo Silva Hora

Juiz de Direito

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