Introdução à Álgebra de Clifford
Introdução à Álgebra de Clifford
2 • 2017
Álgebras de Clifford
J OSÉ E LIAS A BRÃO N ETO∗
O RIENTADOR : O LAVO L EOPOLDINO DA S ILVA F ILHO†
Universidade de Brasília
Resumo
Esse artigo tem como objetivo introduzir o leitor a álgebra de Clifford. Foi assumido que o leitor
tem um conhecimento mínimo de álgebra linear como por exemplo multiplicação matricial. Apos
introduzir as ideias e conceitos sobre a álgebra de Clifford são feitos dois exemplos de como ela pode
ser aplicada na física.
1 Historia
As álgebras de Clifford tiveram origem na tentativa de representar um número complexo geometrica-
mente. Com base na representação geométrica de números complexos, William Rowan Hamilton, em
busca de uma generalização desses para o espaço tridimensional, criou em 1843 os números quatérnions.
Em 1844 Hermann Grassmann desenvolveu a sua própria álgebra com uma operação chamada produto
exterior, sendo esta a operação chave na álgebra que hoje se conhece como álgebra externa.
A álgebra geométrica de Clifford, surge no século XIX em 1878, pelo matemático William Kingdom
Clifford. Clifford introduziu o análogo do produto de quatérnions de Halmilton dentro da estrutura da
álgebra extensão de Grassmann, obtendo um sistema naturalmente adaptado para a geometria ortogonal
de um espaço arbitrário.
2 Motivações
Do que foi dito anteriormente, fica claro que uma maneira simples de introduzir uma motivação para o
estudo da álgebra de Clifford é através dos números complexos.
∗ elias_abrao@[Link]
† olavolsf@[Link]
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Sabemos que um número complexo z no plano pode ser escrito como z = x + iy, em que x e y são suas
coordenadas no plano. Há, evidentemente, uma representação do par ordenado (x, y), também no plano,
em termos de vetores, na forma~z = xî + y jˆ.
Ora, é imediata a identificação dessas duas representações. De fato, podemos representá-las igualmente
escrevendo, simplesmente, o par ordenado (x, y).
Entretanto, se imaginarmos a representação complexa e fizermos o produto entre dois números
complexos z1 = x1 + iy1 e z∗2 = x2 − iy2 (o conjugado complexo de z2 ), obtemos
Note que esse resultado é sugestivo, se o pensarmos como relacionado a vetores e seus produtos usuais
(escalar e vetorial). De fato, pensando em termos de vetores, poderíamos escrever o resultado anterior
como
z1 z2 = ~z1 ·~z2 + i |~z1 ×~z2 | , (2)
em que fomos obrigados a usar o módulo por estarmos em duas dimensões.
Ora, então vemos que a operação de produto de números complexos é bastante rica (em duas dimen-
sões), pois ela engloba, pensando em vetores, tanto o produto escalar como o produto vetorial, sintetizados
em um único produto (no caso, de números complexos).
A álgebra de Clifford vem justamente para generalizar essas noções para espaços de dimensão maior
do que duas.
3 Espaço Vetorial
Um conjunto não vazio V é um espaço vetorial sobre um corpo K se em seus elementos estiverem
definidas as seguintes operações:
• Dados dois elementos u e v de V existe um outro elemento u + v que também pertence a V . Essa
operação é denominada soma e indica que V é fechado com relação a ela;
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4. Inverso Aditivo: ∀u ∈ V , ∃v ∈ V : u + v = v + u = 0;
Definição 3.1. (Combinação Linear) Um vetor ~v ∈ V pode ser escrito como uma combinação
linear de v1 , v2 ...vn ∈ V se existirem escalares α1 , α2 , ..., αn ∈ K tal que:
n
~v = α1 v1 + α2 v2 + ... + αn vn = ∑ αivi,
i=1
Definição 3.2. (Base) É dito que B é um conjunto gerador de V se todos os elementos de V podem
ser escritos como uma combinação linear de um número finito de elementos de B . O subconjunto
B também é conhecido como base do espaço vetorial V .
É costume fazer com que os vetores da base tenham modulo igual a 1, quando então dizemos que os
vetores da base são normalizados, ou que a base, de modo geral, é normalizada.
Definição 3.3. (Dimensão) Se a base B de um espaço vetorial V tem n elementos, então dizemos
que n é a dimensão do espaço vetorial V .
Há, entretanto, espaços vetoriais de dimensão infinita, quando então a base tem infinitos elementos1 .
1 Estadiferenciação é importante, pois há diversos teoremas que valem para espaços de dimensão finita, mas não valem para
espaços de dimensão infinita
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Definição 3.4. (Produto Escalar) Seja V um espaço vetorial sobre o corpo dos números reais
ou números complexos(K = R, C); define-se um produto escalar entre elementos de V como:
∀u, v ∈ V , ∃γ ∈ K tal que
h, i : V ×V → K
, (3)
< u, v >7→ γ
ou seja, a função <, > toma dois vetores pertencentes a V e leva em um número real ou complexo
pertencente a K.
Propriedade 3.2. (Produto Escalar) Essa função <, > é chamada de produto interno e tem as
seguintes propriedades (∀u, v, w ∈ V ,∀λ ∈ K):
1. < u + v, w >=< v, w > + < u, w > , < u, v + w >=< u, v > + < u, w > ;
2. < λu, v >= λ∗ < u, v > , < u, λv >= λ < u, v > (’*’ representa o complexo conjugado);
Diferentes espaços podem ter produtos internos diferentes. Por exemplo, o espaço de Hilbert L2
tem produto interno definido como
Z b
< x, y >= x(t )∗ y(t )dt.
a
Exemplo 3.1. Olhando para o produto interno no espaço euclidiano é possível ver uma das
vantagens de se fazer as bases do espaço serem ortogonais(θ = 90◦ ). Considerando as bases
ortogonais (e1 , e2 ) no espaço euclidiano de dimensão dimV = 2, o produto interno de dois
vetores ~u = u1 e1 + u2 e2 e ~v = v1 e1 + v2 e2 é:
(u · v) =< u1 e1 + u2 e2 , v1 e1 + v2 e2 >
= u1 v1 < e1 , e1 > +u2 v1 < e2 , e1 > +u2 v2 < e2 , e1 > +u2 v2 < e2 , e2 >, (4)
= u1 v1 |e1 ||e1 |cos(0) + u2 v2 |e2 ||e2 |cos(0)
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(u · v) = u1 v1 + u2 v2 .
Definição 3.5. Uma base que é ortogonal e tem módulo igual à unidade de K (que representamos
simplesmente por 1) é chamada de base ortonormal.
Elementos de V não nulos que tem produto interno igual a zero são elementos linearmente indepen-
dentes, ou seja não é possível escrever um elemento como a combinação linear do outro.
Do resultado a cima temos que o módulo de um vetor no espaço euclidiano pode ser dado pelo produto
interno2
n
< v, v >= (v, v) = ∑ vi vi = |~v|2 .
i
Exemplo 3.2. Por exemplo seja V o espaço vetorial dos polinômios no parâmetro t sobre os
números reais e τ uma transformação linear τ : V → R dada por
Z b
τ(v) = v(t )dt
a
2O espaço euclideano Rn apresenta particular interesse, uma vez que se pode mostrar que todo espaço vetorial de dimensão
finita n é isomorfo a Rn .
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2. (aΦ)(v) = aΦ(v).
O conjunto dos funcionais lineares munido das duas operações 3.3 forma um espaço vetorial de grande
importância.
Definição 3.7. (Espaço Dual) O espaço vetorial cujos elementos são transformações lineares de
V em K que possuem as propriedades 3.3 é chamado de espaço dual ao espaço vetorial V , e é
representado como V ∗ .
Dado um vetor qualquer v ∈ V , é sempre possível reescrever este vetor como uma combinação linear de
elementos de uma base ortonormal. Se o espaço V tem dimensão dimV = n, é necessário ter n diferentes
elementos ortonormais (ei ), de modo que o vetor v pode ser escrito como:
n
~v = ∑ viei,
i=1
Tomando um funcional Ψ ∈ V∗ e aplicando-o a ~v, tem-se
n
Ψ (v) = ∑ vi Ψ(ei ).
i=1
Teorema 3.1. Um elemento qualquer Ψ ∈ V ∗ pode ser escrito em função dos termos Ψ(ei ), ou seja,
qualquer funcional de V ∗ pode ser decomposto na forma de uma combinação linear dos Ψ(ei ).
Deste modo, pode-se assumir os termos Ψ(ei ) como base do espaço dual V ∗ .
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Demonstração 3.1. Para que sejam bases de V ∗ os elementos Ψ(ei ) devem ser linearmente
independentes.
Como, por construção, os elementos ei são ortonormais temos que:
m
∑ Kiei ⇔ (∀i )Ki = 0,
i=1
Denota-se B ∗ = (e1 , e2 , ..., en ) o conjunto dos elementos de base do espaço dual V ∗ , como visto acima.
Esta base do espaço dual é definida de tal forma que, se ei for aplicado em e j deve ser obtido:
ei (e j ) = δij ,
onde o símbolo matemático δij é o delta de Kroenecker.
Tendo-se um vetor v ∈ V é possível achar o seu covetor σ ∈ V ∗ , pois as bases de ambos os espaços estão
relacionadas. É possível, portanto, passar-se de uma base no espaço dual para um base no correspondente
espaço vetorial por meio da métrica.
Para vermos isso mais claramente, precisamos definir uma nova quantidade em nosso formalismo.
Definição 3.8. (Métrica) A métrica em um espaço vetorial V define a maneira como calculamos
comprimentos (em sentido genérico) neste espaço. Assim, se definimos um comprimento dado por
ds2 , então
n n
ds2 = ∑ ∑ gi, j uiu j . (5)
i=1 j =1
Com a definição 3.8, é fácil ver que a métrica é uma matriz dada pelo produto interno das bases, ou
seja, gi, j =< ei , e j >.
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Exemplo 3.3. Por exemplo seja V o espaço euclidiano em três dimensões, então as bases na
forma matricial são:
~i =
1 0 0
~j =
0 1 0
~k =
0 0 1
A matriz métrica fica:
~i ·~i ~i · ~j ~i ·~k
1 0 0
~~
gi, j = j · i ~j · ~j ~j ·~k
= 0 1 0
~k ·~i ~k · ~j ~k ·~k 0 0 1
Conhecendo-se a métrica do espaço vetorial V e suas bases é possível obter as bases do espaço
dual, pois há um isomorfismo entre os espaços3 . Assim, temos como definir uma correlação simétrica
τ : V → V ∗ , tomando um elemento de V e levando em um elemento de V ∗ , que é invertível, ou seja,
τ−1 : V ∗ → V . Essa correlação τ é a métrica.
Seja v um elemento de V podemos achar um elemento α ∈ V ∗ como:
v = ∑i vi ei = ∑i gi j x j ei = [g]α
, (6)
⇒ α = [g]−1 v
em que [g] é a representação da métrica (correlação entre V e V ∗ ) e [g]−1 é a matriz da correlação inversa.
É comum fazer a simplificação na notação para os elementos da representação, colocando-se x j = v j
para identificar as componentes do vetor dual relativas ao vetor v, cujas componentes devem ser escritas
v j , salientando-se apenas que as componentes de um vetor de V ∗ têm o índice em cima, enquanto que as
componentes de um vetor de V apresentam índices embaixo.
Outra notação comum decorre de se ocultar o somatório e subir/descer os índices dos escalares de
modo a ter ~v = vi ei ou α = x j e j = v j e j , nesse caso deve-se olhar apenas para a base para saber se o
elemento pertence a V ou a V ∗ : a base de V é escrita com índices embaixo ei , enquanto que a base de V ∗ é
escrita com índices em cima e j . Essa notação é chamada de notação de Einstein: índices repetidos, um em
cima e o outro embaixo, representam índices mudos relacionados a um somatório sobre todos os valores
que tal índice pode assumir.
Com essas convenções, podemos escrever
vi = gi j v j , (7)
3 Afirmamos anteriormente que qualquer espaço vetorial de dimensão finita n é isomorfo ao Rn , assim, como ambos V e V ∗
são de dimensão n, são ambos isomorfos a Rn e, portanto, isomorfos entre si, já que o isomorfismo é uma propriedade simétrica
e transitiva, além de reflexiva – uma relação de equivalência;
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que estabelece a relação entre os elementos da representação, ou seja, as componentes do vetor e covetor
nas bases dadas.
em que diag(1, −1, −1, −1) representa uma matriz 4 × 4 na qual apenas os elementos da
diagonal são diferentes de zero e têm os valores assinalados.
Nesse caso, diferentemente do espaço euclideano, não é mais possível representar vetores
e covetores (os duais) da mesma maneira.
Em termos de representação, temos
3.3 Tensores
Como visto anteriormente um funcional/covetor atuando em um vetor gera um número escalar. Pode-se
pensar, então, no produto de dois covetores atuando em dois vetores.
Definição 3.9. Sejam α, β ∈ V ∗ , v, u ∈ V e os escalares α(v), β(u). O produto dos escalares define
um funcional bilinear (linear em ambas as entradas) agindo sobre o produto cartesiano V ×V na
forma
α ⊗ β : V ×V → K
(α ⊗ β)(v, u) 7→ α(v)β(u)
Podemos, igualmente, definir um produto tensorial de vetores. Nesse caso, temos um funcional bilinear
atuando no produto cartesiano de V ∗ ×V ∗ na forma
(v ⊗ u)(α, β) = α(v)β(u).
O produto tensorial forma um espaço vetorial. Denota-se por T 2 (V ) ≡ T 2 o espaço vetorial formado
pelo produto tensorial α ⊗ β de elementos α, β ∈ V ∗ e T2 (V ) ≡ T2 o espaço vetorial formado pelo produto
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T 2 = V ∗ ⊗V ∗
T2 = V ⊗V
Como podemos escrever um covetor em função dos termos de base e usando a proprie-
dade do produto tensorial de ser bilinear, pode-se chegar à conclusão que
α ⊗ β = ai b j ei ⊗ e j ,
Do resultado acima é possível concluir que os funcionais bilineares ei ⊗ e j podem ser usados como
elementos de base do espaço T 2 . Assim, um funcional bilinear arbitrário B pode ser escrito como
B = ∑ ∑ bi, j ei ⊗ e j = bi, j ei ⊗ e j ,
i j
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onde os termos bi j são escalares obtidos através da aplicação do funcional B nos vetores de base (ei , e j ).
O mesmo procedimento pode ser feito para as grandezas ei ⊗ e j . Desse modo, é natural tomar ei ⊗ e j
como base de T2 .
Os elementos do espaço T 2 são chamados de tensores contravariantes de ordem dois e os elementos de
T2 são chamados de tensores covariantes de ordem dois.
Tensores são objetos matemáticos que estendem as noções de vetores. Como visto anteriormente, ele
pode ser construído a partir da aplicação de funcionais em vetores de um espaço vetorial V .
Podemos generalizar os tensores de maneira análoga ao que foi feito, definindo a multiplicação de n
escalares resultantes de n funcionais atuando sobre n vetores, o resultado é chamado tensor de ordem n.
Pela mesma linha de raciocínio é possível concluir que vetores são tensores de ordem um e escalares
são tensores de ordem zero.
Exemplo 3.5. Seja v, u ∈ V dado por v = 2e1 + 3e2 e u = −5e1 + 6e2 e a métrica gi, j dada
por:
1 1
gi, j = . (13)
1 −1
Esta matriz pode ser encarada como a matriz de representação da transformação linear
T (x, y) = (x + y, x − y) pois, se substituirmos a base canônica e1 = (1, 0) e e2 = (0, 1),
obtemos, respectivamente, T (1, 0) = (1, 1) e T (0, 1) = (1, −1), de modo que a matriz de
representação de T na base {ei }, escrita como [T ]e é exatamente 13, pois é construída a
partir dos resultados da aplicação de T escritos como colunas. Assim, de fato, dar a matriz
de g é dar a representação da transformação linear que associada à correlação entre o
espaço de origem V e seu dual V ∗ .
Como se trata, de fato, de um operador linear, visto levar de um espaço vetorial de
dimensão n em outro de mesma dimensão, podemos inverter a matriz e obter, assim, a matriz
de representação da transformação inversa.
Podemos, imediatamente, obter os elementos da base de V ∗ , usando a métrica na forma
(ver (6)) ei = [g−1 ]i, j e j . Note que, por uma questão de consistência, a inversa da matriz [g]
deve vir com os índices em cima, visto proceder à transformação inversa relativamente a [g],
ou seja, 1
e 1/2 1/2 e1 1 e1 + e2
= = . (14)
e2 1/2 −1/2 e2 2 e1 − e2
Os elementos α, β ∈ V ∗ podem ser obtidos como α = [g]−1 v = vi ei e β = [g]−1 u = ui ei , ou
seja, usando (14),
1/2 1/2 e1
α= 2 3 ,
1/2 −1/2 e2
e
1/2 1/2 e1
β = −5 6 .
1/2 −1/2 e2
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onde
63
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Então
(α ⊗ β − β ⊗ α)(v, u) = 13 · 61 − 8 · 8 = 793 − 64 = 729.
Dos resultados acima fica fácil ver que o produto tensorial não é comutativo, pois
4 Álgebra Exterior
Dado um tensor na forma X1 ⊗ X2 ⊗ ... ⊗ X p , em que Xi com i = 1, ..., p são vetores, pode-se definir o
Operador Alternador como se segue.
Exemplo 4.1. Vamos aplicar a definição de p-Vetores para explicitar um 2-vetor, ou seja, o
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Exemplo 4.2. Vamos conferir o resultado do produto exterior de um 1-vetor com um 2-vetor.
Temos que calcular A1 ∧ A2 que deve ser escrito como
1
A1 ∧ A2 = Alt (A1 ⊗ A2 ) = Alt (u ⊗ (v ⊗ w − w ⊗ v)
2
1
= Alt (u ⊗ v ⊗ w − u ⊗ w ⊗ v)
2
1
= Alt (u ⊗ v ⊗ w) − Alt (u ⊗ w ⊗ v)
2
dando, como resultado,
11
A1 ∧ A2 = (u ⊗ v ⊗ w − u ⊗ w ⊗ v + v ⊗ w ⊗ u
26
−v ⊗ u ⊗ w + w ⊗ u ⊗ v − w ⊗ v ⊗ u .
−u ⊗ w ⊗ v + u ⊗ v ⊗ w − v ⊗ u ⊗ w
+v ⊗ w ⊗ u − w ⊗ v ⊗ u + w ⊗ u ⊗ v)
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Podemos, agora, proceder à combinação dos tensores semelhantes para obter, simplesmente
1
A1 ∧ A2 = [u ⊗ v ⊗ w − u ⊗ w ⊗ v + w ⊗ u ⊗ v
6 ,
−v ⊗ u ⊗ w + v ⊗ w ⊗ u − w ⊗ v ⊗ u]
Das equações (15) e (16), fazendo o produto exterior de dois vetores v e u, é possível concluir que o
produto exterior é anticomutativo.
1
v ∧ u = (v ⊗ u − u ⊗ v)
2
1
u ∧ v = (u ⊗ v − v ⊗ u). (17)
2
v ∧ u = −u ∧ v
K ∧ A[ p] = KA[ p] , K ∈ Λ0 (V ) = R
Dado os espaços vetoriais Λ p (V ) é construído o espaço vetorial Λ(V ) como a soma direta dos espaços
vetoriais Λ p (V ) com p = 1,...,n.
Já foi assinalado que os produtos tensoriais ei ⊗ e j ⊗ ... ⊗ e p , em que {ei } é base de V , são base do
espaço vetorial V ⊗V ⊗ ... ⊗V (p-vezes). Podemos generalizar essa noção para o espaço vetorial Λ p (V ).
Definição 4.4. Seja {ei }i=1..n uma base de V de dimensão n. Então a base do espaço vetorial
Λ p (V ) será dada por todas as permutações ei ∧ e j ∧ ... ∧ e p linearmente independentes.
e1 ∧ e2 ; e2 ∧ e3 ; e3 ∧ e1 ,
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A3 = a1,2,3 e1 ∧ e2 ∧ e3 ,
com um único a1,2,3 ∈ K, visto não ser possível combinar os ei de outra forma que seja
linearmente independente.
Note-se que, para p = 1 em um espaço vetorial V tal que dim(V ) = 3, temos
A1 = a1 e1 + a2 e2 + a3 e3 ,
A3 = a1,2,3 e1 ∧ e2 ∧ e3 ,
Definição 4.5. (Álgebra Exterior) Uma álgebra exterior é o par(Λ(V ), ∧), ou seja o espaço vetorial
Λ(V ) equipado com o produto exterior ∧.
Exemplo 4.4. Para um espaço vetorial V sobre R3 teremos um multivetor A dado por
A = a0 + a1 e1 + a2 e2 + a3 e3
+ a1,2 e1 ∧ e2 + a2,3 e2 ∧ e3 + a3,1 e3 ∧ e1 + a1,2,3 e1 ∧ e2 ∧ e3 .
Em um espaço vetorial (V) podemos definir a ação de um funcional(α) sobre um vetor v de modo que
α : V → R. Na álgebra exterior, isso se reflete simplesmente em α : Λ1 (V ) → Λ0 (V ).
A generalização dessa operação que, atuando em um elemento pertencente a Λ p (V ), leve em um
elemento de Λ p−1 (V ) é chamada de contração( c ). Vamos definir a aplicação de um p-vetor em p
funcionais antes de definirmos a contração, visto que a operação de contração depende desta noção.
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1
A[ p] (α1 , α2 , ..., α p ) = ∑ ε(σ)α1 (vσ(1) )α2 (vσ(2) )...α p (vσ( p) ), (18)
p! σ∈S p
e é, evidentemente, um elemento de K.
Definição 4.8. (Contração) Seja A[ p] um p-vetor e α um funcional, sua contração é dada por
A definição 4.8 nos diz que a contração de um funcional α por um p-vetor aplicado em ( p − 1) funcionais
é igual a p funcionais sendo aplicados no p-vetor multiplicado por um escalar. Ao fazer a substituição
indicada na definição 4.8, é possível ver que ao aplicar p funcionais no p-vetor obtém-se um número
escalar (cf. também o exemplo anterior). Assim cada funcional α ao ser aplicado diminui o grau do
multivetor em um. Então a contração de um funcional por um p-vetor gera um (p-1)-vetor.
Para o caso um vetor v a definição acima se reduz à aplicação de um funcional em um vetor
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αcK = 0; K ∈ Λ0 (V )
de modo que β é um funcional arbitrário. Usando a definição 4.8 de contração, temos que
2
(αc(v ∧ u))(β) = (v ⊗ u − u ⊗ v)(α, β) = α(v)β(u) − α(u)β(v),
2!
ou seja,
(αc(v ∧ u))(β) = (α(v)u − α(u)v)(β) = ((αcv)u − (αcu)v)(β).
Como β é arbitrário, a expressão acima deve ser válida para qualquer funcional β, de modo
que
αc(v ∧ u) = (αcv)u − v(αcu) = α(v)u − α(u)v. (20)
Por meio da definição de contração é possível se generalizar o resultado anterior para a contração de
um produto exterior de um p-vetor com um q-vetor
sendo que o termo (−1) p está relacionado com o número de termos (de A[ p] ) que o funcional α terá que
“pular” para chegar em B[q] .
Definição 4.9. (Álgebra de Grassmann) Uma álgebra de Grassmann é uma álgebra exterior
(Λ(V ), ∧) equipada com a generalização de g para o espaço vetorial Λ(V ).
Definição 4.10. (Produto Interno) Seja G a generalização do produto interno para espaços Λ p (V ).
Define-se G : Λ p (V ) × Λ p (V ) → R como
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Para casos onde haja espaços Λ p e Λq com p 6= q define-se G(A[ p] , B[q] ) como
G(A[ p] , B[q] ) = 0, p 6= q.
u = u1 e1 + u2 e2 + u3 e3
,
v = v1 e1 + v2 e2 + v3 e3
v ∧ u = v1 u1 e1 ∧ e1 + v1 u2 e1 ∧ e2 + v1 u3 e1 ∧ e3
+ v2 u1 e2 ∧ e1 + v2 u2 e2 ∧ e2 + v2 u3 e2 ∧ e3 .
+ v3 u1 e3 ∧ e1 + v3 u2 e3 ∧ e2 + v3 u3 e3 ∧ e3
Com o auxílio das equações (17) é possível mostrar que ei ∧ ei = 0 e, usando a anticomutatividade
do produto externo, a equação anterior se reduz a
70
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5 Álgebra de Clifford
Seja V um espaço vetorial sobre R equipado com uma forma bilinear simétrica g, A uma álgebra
associativa com unidade 1A e γ uma aplicação linear γ : V → A. Definimos uma álgebra de Clifford (Cl )
como
Definição 5.1. (Álgebra de Clifford) Uma álgebra de Clifford é o par(A,γ) para o espaço quadrá-
tico(V,g) quando A é gerada como uma álgebra por {γ(v)|v ∈ V } com γ satisfazendo
Para todo v, u ∈ V .
Considerando uma base ortonormal B = (e1 , e2 , ..., en ) em V na álgebra de Clifford(A,γ) para (V,g)
temos:
Como o número de elementos da forma γ(e1 )µ1 γ(e2 )µ2 ...γ(en )µn com µi = 0, 1 é 2n a dimensão de A é
dimA ≤ 2n . A álgebra de Clifford(A, γ) para o espaço quadrático(V,g) é chamada de universal quando
dimA = 2n e é denotada Cl (V , g) ou Cl (V ). É feita uma simplificação na anotação de γ(ei ) para γi para
ei .
vu = v ∧ u + vcu (23)
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Como a álgebra de Clifford e construída em cima da álgebra de Grassmmann temos que os elementos
multivetoriais da álgebra exterior também estão presentes na álgebra geométrica, pode-se então generalizar
a definição de produto geométrico para:
Definição 5.4. Um espaço R p,q é um espaço vetorial sobre o corpo dos números reais com
dimensão dimR p,q = n = p + q cujo o produto interno das bases g(ei , ei ) = 1 com i = (1, 2, ..., p)
e g(e j , e j ) = −1 com j = ( p + 1, p + 2, ..., n).
Uma álgebra de Clifford sobre o espaço vetorial R p,q é chamada de Cl p,q (R). Um elemento de
Cl p,q (R) é formado por qualquer combinação das bases.
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1∂ ~
D= +∇ (24)
c ∂t
Esse operador D tem papel fundamental no eletromagnetismo. Ele é usado para representar as equa-
ções de Maxwell na forma tensorial.
~E = E1 e1 + E2 e2 + E3 e3
~B = B1 e1 + B2 e2 + B3 e3
1 ∂ ~ 1~ ~ 1 ∂ 1 ∂ ~ 1~ ~ 1 ~
DF = ( + ∇)( E + B) = 2 ∧ ~E + ∧ B + ∇ ∧ E + ∇cE + ∇ ∧ ~B + ∇c~B (25)
c ∂t c c ∂t c ∂t c c
1 ∂
Onde já foi usado o fato de que a contração de um escalar é zero para a contração do operador c ∂t .
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O primeiro termo do lado direto é a contração de um vetor por um escalar, o que resulta apenas na
aplicação da derivada temporal no vetor campo elétrico.
1 ∂ ~ 1 ∂~E
∧ E = (26)
c2 ∂t c2 ∂t
∇ ∧ ~E = (∇ × ~E )Ωv (28)
Olhando para o termo ∇ ∧ ~B temos:
1
F = ~E + ~BΩv
c
Onde Ωv é o 3 − vetor unitário, Ωv = e1 ∧ e2 ∧ e3 .
Essa mudança e feita com o objetivo de obter um dual de Hodge nos termos contendo ~B. Refazendo as
contas com o novo multivetor F .
1 ∂ ~ 1~ ~ 1 ∂ 1∂ ~ 1 1
DF = ( + ∇)( E + BΩv ) = 2 ∧ ~E + ∧ BΩv + ∇ ∧ ~E + ∇c~E + ∇ ∧ ~BΩv + ∇c~BΩv (29)
c ∂t c c ∂t c ∂t c c
Os termos contendo ~E não foram alterados, assim o primeiro, o terceiro e o quinto termo da equação (29)
não foram modificados, então as equações(26,27,28) ainda são validas.
Abrindo o termo ~BΩv
~BΩv = ~B ∧ Ωv + ~BcΩv
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Como Ωv é composto do produto exterior das bases qualquer que seja o termo de ~B é possível mudar a
ordem dos termos de modo a ter ei ∧ ei que é zero
B1 (e1 ∧ e1 ) ∧ e2 ∧ e3 = 0
−B2 (e2 ∧ e2 ) ∧ e1 ∧ e3 = 0
B3 (e3 ∧ e3 ) ∧ e1 ∧ e2 = 0
Então ~B ∧ Ωv = 0. Resolvendo a parte da contração.
Onde está sendo usado o fato de que as bases são ortogonais, ou seja, ei cej = ei · ej = δi, j . O resultado
final de ~BΩv é:
~BΩv = B1 e2 ∧ e3 + B2 e3 ∧ e1 + B3 e1 ∧ e2
Fazendo o produto exterior operador nabla com o resultado obtido acima chega-se na mesma situação do
produto exterior de ~B com Ωv , os resultados não nulos são:
∇c~BΩv = −∇ × ~B (31)
De maneira análoga a equação(26), o produto exterior da derivada parcial pelo multivetor ~BΩv resulta na
aplicação da derivada no multivetor.
∂ ~ ∂~BΩv
∧ BΩv = (32)
∂t ∂t
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Para escrever as equações de Maxwell em Cl1,3 começa-se introduzindo dois 2 − vetores e definindo o
operador de Dirac.
O primeiro 2 − vetor a ser introduzido é: E = ~Ee0 , já o segundo é : B = ~Be0 . Como os vetores ~E e ~B
são formados pelas bases e1 , e2 , e3 ao abrir o produto geométrico de clifford a parte da contração será zero
pois e0 cei = 0, i = 1, 2, 3. Então o produto ~Ee0 resulta em:
E = ~Ee0 = E1 e1 ∧ e0 + E2 e2 ∧ e0 + E3 e3 ∧ e0
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B = ~Be0 = B1 e1 ∧ e0 + B2 e2 ∧ e0 + B3 e3 ∧ e0
O operador de Dirac(∂) é então redefinido como:
1∂
∂=( )e0 + ~∇
c ∂t
Nota-se que a única diferença entre o operador de Dirac e o operador D (equação 24) é que agora a
derivada parcial temporal é um vetor.
Seguindo a mesma linha de raciocínio usada para colocar as equações de Maxwell na álgebra de Clifford
Cl3.0 define-se um multivetor F como:
1
F = E − Ωv B
c
Onde agora o termo Ωv é um 4 − vetor unitário, Ωv = e0 ∧ e1 ∧ e2 ∧ e3 . Aplicando o operador de Dirac no
multivetor F .
1∂ ~ 1 1 ∂ 1∂ 1
∂F = (e0 + ∇)( E − Ωv B) = 2 e0 E − e0 Ωv B + ∇E − ∇Ωv B (38)
c ∂t c c ∂t c ∂t c
Todos os elementos de E são 2 − vetores contendo o termo e0 então ao fazer o produto externo de e0
com E é sempre possível reorganizar os termos de modo a ficar com e0 ∧ e0 = 0
e0 ∧ E = −E1 (e0 ∧ e0 ) ∧ e1 = 0
e0 ∧ E = −E2 (e0 ∧ e0 ) ∧ e2 = 0
e0 ∧ E = −E3 (e0 ∧ e0 ) ∧ e3 = 0
A contração do 2 − vetor E por e0 resulta em:
Combinando os resultados obtidos para e0 E chega-se a conclusão que o termo o primeiro termo do
lado direito da equação (38) é um 1 − vetor.
1 ∂ 1 ∂~E
e0 E = − (39)
c2 ∂t c2 ∂t
O segundo termo do lado direito da equação (38) envolve o produto geométrico de e0 Ωv B, abrindo esse
produto tem-se:
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Análogo ao feito com o produto geométrico e0 E, o produto externo Ωv ∧ B é nulo e a contração resulta
em:
Ωv cB = −B1 Ωv c(e0 ∧ e1 ) − B2 Ωv c(e0 ∧ e2 ) − B3 Ωv c(e0 ∧ e3 )
Ωv cB = −B1 e2 ∧ e3 − B2 e3 ∧ e1 − B3 e1 ∧ e2
Voltando na expressão do produto geométrico de e0 Ωv B(equação 40)
e0 Ωv B = −B1 e0 ∧ e2 ∧ e3 − B2 e0 ∧ e3 ∧ e1 − B3 e0 ∧ e1 ∧ e2
Onde a contração some pois não há termos com e0 em Ωv B.
Então o segundo termo da equação(38) gera um 3 − vetor
∂E1 ∂E2
e3 ∧ e1 ∧ e0 + e3 ∧ e2 ∧ e0
∂x3 ∂x3
Reorganizando os termos
1 1 1
∇E = (∇ · ~E )e0 + ∇ ∧ E (43)
c c c
O ultimo termo da equação (38) é ∇Ωv B, colocando ele na representação geométrica de Clifford.
∇ ∧ (Ωv B) = −∇ ∧ (B1 e2 ∧ e3 + B2 e3 ∧ e1 + B3 e1 ∧ e2 )
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1 ∂~E 1 ∂ 1 1
∂F = − 2
+ e0 Ωv B + (∇ · ~E )e0 + ∇ ∧ E + (∇ · ~B)e1 ∧ e2 ∧ e3 + (∇ × ~B)
c ∂t c ∂t c c
As equações acima podem ser separadas em dois grupos. O primeiro grupo que vem do produto
externo ∂ ∧ F
1 1∂
∂ ∧ F = +(∇ · ~B)e1 ∧ e2 ∧ e3 + (∇ ∧ E) + e0 Ωv B
c c ∂t
Comparando as equações desse grupo com as equações de Maxwell é possível chegar a conclusão que
se ∂ ∧ F = 0 temos uma parte das equações de Maxwell:
(∇ · ~B)e1 ∧ e2 ∧ e3 = 0
∇ · ~B = 0 (45)
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∂~B
∇ × ~E = − (46)
∂t
Esse primeiro grupo então é chamado de equação homogênea. O segundo grupo de equações são as
que vem da contração ∂cF
1 ∂~E 1
∂cF = − + (∇ · ~E )e0 + (∇ × ~B)
c2 ∂t c
q Comparando com o restante das equações de Maxwell é possível chegar a conclusão de que ∂cF =
µ0
ε0 J, onde J é um quadrivetor definido como:
J = ρe0 + ~j
De modo a ter:
ρ
(∇ · ~E )e0 = e0 (47)
ε0
1 ∂~E
(∇ × ~B) = 2 + µ0 ε0~j (48)
c ∂t
O segundo grupo de equações é chamado de equação não-homogênea. Tem-se então que as equações
de Maxwell podem podem ser representadas em Cl1,3 como:
r
µ0
∂F = J (49)
ε0
Referências
[1] Coelho,U. F.; Lourenço, L. M. Um corso de Álgebra Linear. 3a edição. São Paulo: EDUSP,2013. 263p
[2] Vaz Junior,J.; Junior, R.R. Álgebras de Clifford e Espinores. 1a edição. São Paulo: Livraria da Física,
2012 . 248p
[3] Jancewicz,B. Multivectors and Clifford Algebra in Electrodynamics. Singapore: World Scientific
Publishing Co. Pte. Ltd. ,1988. 428p
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