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406 UNDADE II Modelos Conogptuais ¢ Grandes Teorias Baseado num Modelo de Vida : ‘Ann Marriner Tomey CREDENCIAIS E BACKGROUND DA TEORICA Nancy Roper Nancy Roper nasceu no Reino Unido a 29 de Setembro de 1918. Depois de completar um ‘curso geral, deixou a escola em 1936 e tornou: -se enfermeira-estudante durante rés anos num hospital pedistrico, ganhando, por isso, a qua- lificagio “Registered. Sick Children’s Nurse” ([Link],). Durante 0 estégio, reconheceu 0 seul compromisso com a enfermagem aderindo & Students’ Association of the Royal College of Nursing. ‘A Segunda Guerra Mundial foi declarada nna altura em que Roper se mudou para um curso de enfermagem geral de trés anos e rece beu a qualificacao de Registered General Nurse (RGN). As opgoes de carreira foram corta- das, porque o recrutamento para as forgas ar- madas era obrigatério, mas havia um lugar de professora reservado ¢ o reitor convidou Roper a aceitar 0 lugar como enfermeira do quadto. ‘Aucoresaneiotes: Ann Marriner Tomey ‘Narora dsj aera Nancy Roper, Winifed W. Logan, « Alison J. Terme, pela revist deste capt, Passados dois anos, estava pronta para pros guir a carreira normal de enfermeira de quad numa diversidade de enfermarias, seguida fangbes como enfermeira-chele. Em 1950, Roper obteve 0 London Us versity Teaching Diploma; a partir dai, exe nou durante 15 anos. Ao longo deste period foi examinadora do General Nursing Cousa ganhou uma bolsa para investigar 0 en de enfermagem nos Estados Unidos e Canad Tgualmente durante este tempo, editou Cham chill Livingstone Nurses Dictionary? Cha Livingstone Pocket Medical Dictionary. Duran este perfodo, Roper escreveu um livro no qs combinava assuntos intitulado Mant Anatom: Physiology, Health and Environment? Axé fim de 1963, teve que optar entre ensinar © escrever. Em Janeiro de 1964, Roper torn esctitora independente; foi a primeira enfee meira britanica a fazé-lo. Durante mais de 30 anos, Roper go20u de: privilégio de passar o tempo lendo, escrevendia: ¢ reflectindo sobre enfermagem e observandia: © cenério em constante mudanga relaivo & pase tica, ao ensino, & gestio e 2 investigacie primeira edigio de Principles of Nursing® fam publicada em 1967 e a quarta edigio, PrincipllCAPTULO 20, sf Nursing in Process Context: foi publicada em 1988, Em 1970, foithe concedido o graut de mem- bro, que utilizou para concluir um [Link]...na Universidade de Edimburgo. Fez investigagio sobre o facto de os doentes necessicarem ou so de uma esséncia da enfermagem onde quer que os doentes se encontrem. Definiu esta séncia de enfermagem ¢ concebeu um Mo- elo de Existéncia e um Modelo de Enferma- ‘em. A sua monografia de investigagio, Clinical Experience in Nurse Education, foi publicada em 1976. Actualmente, esté fora de impres- so; por isso, Roper™ forneceu uma sinopse das recomendagées, actualizando palavras sem- pre que necessitio: (© moaelo poi ser usado pare o plnes- mento cuticular Osconhecimentos sobre cada [AV actvidade de vida} podia se ensinado 20 comtexto de pessoas saudéveis num ambiente saudive, © conhecimento sobre “o nocmal” seta asimilado anes da apresenasio ao “anor- inal’. A battere ene teora ¢ pritica estaria reduzida se 0 modelo conecbesseo ensino de tnfermagem de tal medo que pudesse orientar a pricica de enfermagem. (0 propeito dos cursos €ajudar os scar antes 2 pensarem segundo 0 assunto (dis- Ciplna) espeetico, por exemplo, teologic- mente. O nosso asunco ¢ 2 enfermagem € 6 sufixo ~ologia significa o estudo de, por iso, logicamente, 0 estudo da enfermagem a enfermagiologia eo objective dos cursos devia ser o de encorajar as enfermeiras a pensazem enfermagiologicament. Aliteratura referee 3 enfrmagem enquan- to disciplina priticae 0s dois principais com- ponentes das ciscplinas pitcas so a teoia © 2 pric. A pritica da apreciagio, do planes- mento, implementago ¢ avaliagio relative a cada doeate precisa set apoiada num corpo de onbecimentos de enfermagem, caracterstica de uma disciplina, © isto poderia estar estruturado usindo @ estrutra das AVS De 1974 a 1978, Roper esteve a0 servigo da Scottish Home and Health Department numa funsao recém-criada do Nutsing Research Officer. [sto permitiurthe levar a cabo diversas tarefas de curta duragio para o Gabinete Eu- ney Roper, Winifred W. Logan, Alison J. Tierney 407 ropeu da OMS em Copenhaga e para 0 Gabi- nete do Meditertineo Oriental em Alexandria, fo que conferiu uma dimensio internacional & sua experiéncia de enfermagem. Continua 2 colaborar com Winifred Logan e Alison Tiemey no refinamento do Modelo de Enfermagem de Roper-Logan-Tierney (R-L-T) baseado no Modelo de Vida." é ifred W. Logan Winifred Logan formou-se como enfermeira na Royal Infirmary, em Edimburgo. Jé obtive- 1a, anteriormente, um grau de M.A. (mestrado) na Universidade de Edimburgo onde regressou em 1961 para fazer as cadciras pedagégicas Em 1966, numa Associacio da OMS, fez um Mestrado em Enfermagem ¢ Areas Conexas na Columbia University, em Nova lorque. Foi bastante influenciada pelos seus estudos na Columbia: esteve activamente envolvida em discussdes de conceitos, modelos, definigées de cenfermagem e no provesso de enfermagem, que, posteriormente, veio a incluir no seu trabalho. ‘Logan reve uma carteira diversifcada. A sua experiéncia de enfermagem incluiu perfodos num servigo de diabetes ¢ na cirurgia tordcica getal no Reino Unido, Canadé ¢ Estados Unidos. Enquanto trabalhava numa unidade de ci- rurgia tordcica do Canadé, a importincia de ‘considerar as circunstancias psicoldgicas ¢ socio- culturais do doente teve um profundo impacto quando cerca de 200 esquimés (muitas vezes familias incluindo avés) foram retirados por avito da Baffin Island, no Canad, para Ha- milton, no Ontério para receber tratamento para a tuberculose. Inevitavelmente, foi um grande choque cultural vir dos igloos ¢ das tendas em pele para um hospital moderno € regressar a casa para reassumir uma existéncia némada no seu ambiente drctico, apés uma estada de dois anos. O pessoal de enfermagem consciencializou-se das reacgdes psicolégicas dos Esquimés nao 36 a doenca, como também & doenga tratada num ambiente estranho. De igual modo, as enfermeiras tinham de estar abertas as diferencas socio-culturais entre Es-408 UNIDADE II Modelos Concopluais e Grandes Teonias quimés e os outros doentes ¢ o pessoal hos falar. Pouco depois, quando Logan escreveut a disscrtacio final para qualificasio no ensino, ‘sta experiéncia certamente contribuiu para a «escolha do tema “Aspectos Psicol6gicas e Socio -culturais da Enfermagem.” As experiéncias pos- teriores reforgaram estes interesses. Em 1956, um novo desenvolvimento no Reino Unido foi a ctiagio do Department of ‘Nursing Studies na Universidade de Edimbur- go. Logan foi indicada para o quadro em 1962 € tornou-se coordenadora de curso para o pri- meiro grau bésico na Europa que inclula a fenfermagem como matéria de licenciarura (quase 50 anos apés o primeiro curso seme- Ihante nos Estados Unidos). Também ensi- nou € foi orientadora de cursos pés-bisicos de preparagio de formadores e administrado- res de enfermagem, alguns dos quais foram recrutados para a International School, loca- lizada no departamento ¢ patrocinada pela OMS. Como membro do quadro durante um perfodo de 12 anos, esteve envolvida na pro- mogio de cursos de mestrado e de investiga- fo no departamento, Durante 1971 ¢ 1972, foi-lhe concedida de licenga da Universidade para assumir 0 cargo de primeira Directora de Servigos de Enferma- ‘gem no recém-criado Ministério da Saiide em. Abu Dhabi, onde foi responsavel por estabele- cer a Divisio de Enfermagem. Em 1974, mudou-se para 0 Scottish Office para desempenhar 2 recém-criada fungéo de Nassing Officer for Educatiion and Research. Posteriormente, nese ano, a investigagéo tomou- se uma funcio independente, para a qual foi indicada Roper, Em 1978, Logan foi nomeada Directora Executiva para Conselho Intemnacio- nal de Enfermeinas de Genebra, que permiciu "uma comunicagso e cooperacio inestimaveis com as enfermeiras 4 escala mundial. A sua hima fangdo antes da reforma foi como Chefe do Departamento de Satide e Enfermagem na actual Glasgow Caledonian University. Em. diferentes aleuras da sua carreira, foi convidada a desempe- nha 0 cargo de “Short-Term Consultant” da OMS em paises como a Malésia, 0 Taque, a Finlindia, Dinamarca ¢ Alemanha, Logan escreveu iniimeros artigos num diversidade de publicagées ¢, enquanto co-s= tora com Roper e Tierney, escreveu diversae livros ¢ artigos. Fez palestras em vétios paises patticipou em muitas conferéncias de enfox ‘magem, nacional e internacionalmente, ¢ d= sempenhou fungoes em diversos. comi académicos ¢ de enfermagem. Em reconhess mento dos seus contributos para a enferme gem a nivel nacional e internacional, foi pa miada com um grau honorétio da Universida de de Surrey ¢ com 0 titulo de Doutor Citncias da Glasgow Caledonian Unive em 1996, foi eleita Membro Honoririo Universidade de Edimburgo."? Alison J. Tierney Numa idade precoce, Alison Tierney d que queria ser enfermeira, A semethanca muitas raparigas escocesas, agradava-lhe a i de ir para Londres estagiar numa das ‘onhecidas escolas de enfermagem. No en: 10, 08 seus pais persuadiram-na a ir para universidade, pois tinha sido uma boa aluaa Pensavam que poderia fizer melhor do que ‘enfermagem, Em meados dos anos 60, a enfe magem ainda cra vista como antiquada enfermeiras cram muito mal pagas. O seu soube que a Universidade de Edimburgo binava o estudo universtério com a pritica cenfermagem; consequentemente, Tiemey ciow a licenciatura no Departamento de dos de Enfermagem no outono de 1966, foi uma das leitoras de Tierney. O curso de enfermagem integrado de fo anos e meio continha experiéncia cis suficiente para satisfazer o interesse de Tict pela verdadeina enfermagem. Descobriu que aspectos académicos Ihe abriam_ perspec novas € desafiadoras acerca da enferm: Tiemey descobriu que, comparativamente com: ‘outras disciplinas que estudou como parte sua formagio em Enfermagem de Cién Sociais integradas (tais como psicologia © ame tropologia social), a enfermagem estava muse subdesenvolvida no que respeita & sua propels literatura investigaZo. Concluida a sua leCAPO 20. Aancy Roper, Winifred W. Logan, Alison J. Tierney 409 Seaciatura em 1969 com distingdo ([Link]. ecSc.) e inscrevendo-se como enfermeira “Smenlista (R.G.N,) no inicio de 1971, Tierney “Ssbalhava como enfermeira em Londres, onde “Eepessa se sentiu frustrada pela abordagem “exmente rotineira dos cuidados a0 doente © ‘pei falta de oportunidade para a aplicagio dos Seshecimentos tedricos & pritica, Tiemey regressou a casa ainda nesse ano ‘pe casar e mudou-se para a Escécia, onde 0 Ses marido estava a tirar o mestrado na dea da ‘Gecologia na Universidade de Stirling, Teve Seporunidade de se dedicar a uma Funda ide Pritica de Investigagao em enfermagem “ssxciada pelo governo. © Departamento de Ezxados de Enfermagem da Universidade de Bimburgo era o tinico centro académico de SSefermagem na Escécia. Por isso, Tierney ins- ‘Geveu-se nessa universidade como aluna de “evestigacio pés-graduada, para obter orienta- SG para a sua investigagio. Mudou-se para Baimburgo para orientagao e estudo académico, SSequanto realizava o seu trabalho de inves- “escio de campo perto de casa. Explorava a fo da terapia comportamental na priti- “= de enfermagem. Quando expirou o seu periodo como mem- fe do corpo directive no ourono de 1973, “Tiemey foi designada para a fungio de leitora 3 do departamento. Continuous igualmen- 2 trabalhar na sua tese de doutoramento e, = 1976, recebeu o seu grau de Douror, tor ‘eando-se, deste modo, uma das primeiras en- Eemeiras do Reino Unido a receber este eleva > grau de investigacio. Nesta altura, Tierney gemiesou a trabalhar com Roper ¢ Logan para =rofiindar 0 modelo de Roper. Tierney viu ‘=5s0 uma valiosa oportunidade, na medida em “ge se encontrava a fazer a revisio do curriculo & primeiro ano do curso de licenciatura em efermagem, parecendo-the dificil na auséncia & uma estrutura conceptual. Tierney ¢ 0 seu marido mudaram-se nova- seeate para Edimburgo e, durante 0 proceso & escrita de The Elements of Nursing.” teve ‘am filho. Pouco depois da publicagio da obra, = 1980, eve a sua filha. Tierney fez uma pense na sua carreira enquanto as criangas eram pequenas e regressou A actividade em 1984 como Directora da Unidade de Investigacao cem enfeemagem da Universidade de Edimbur- go. Aquando da sua criago em 1971, a unida- de era o primeiro centro subsidiado pelo go- vverno para a investigagio em enfermagem, na Europa, Dez. anos depois, Tierney foi incegra- da nos quadros € promovida a Leitora em Estudos de Enfermagem, em 1995. Tierney foi igualmente agraciada, nesse ano, com o titulo de Membro do Royal College of Nursing ([Link],) e escolhida para este lugar em reco- nhecimento do seu contributo inexcedivel para a investigago em enfermagem. Foi nomeada ppara o cargo de Responsivel pela disciplina de Investigagio em enfermagem na Universidade de Edimburgo. O envolvimento amplo ¢ variado de Tierney na investigagio em enfermagem servigos de satide no Reino Unido esta patente na diversi- dade de artigos que publicou ¢ esté reflectido nos muitos convites para apresentagées em conferéncias intemacionais de investigacdo em cenfermagem, Por causa do seu passado de in- vestigasao, o seu contributo para novas edigGes de The Elements of Nursing’ esta mais te- lacionado com o contetido de investigagio do livro, Tierney nao centra a sua escrita ou as apresentagdes das conferéncias no modelo. Roper é a embaixadora do grupo. No entanto, cm 1997, Tierney” fez uma apresentacio numa importante Conferéncia Internacional de Teo- ras de Enfermagem na Alemanha, fazendo uso da ocasiio para uma apreciagio critica sobre 0 papel ¢ a relevancia do modelo R-4-T nos sis- temas de satide europeus em mudanga acele- nada. FONTES TEORICAS Os modelos originais de Roper bascavam-se na investigagio e numa extensa eritica da lite- ratura, Acrualmente, possuem apenas interes- sc hist6rico; foram sucedidos pelos modelos R-L-T: a primeira edi¢éo foi publicada em 1980.2 a segunda edigio em 1985,” a terceira em 1990," a quarta em 1996 ¢ a monografia em 2000."410 UNIDADE IIL Merdelos Comenpuais o Grandes Teorias USO DE PROVAS EMPIRICAS Quando Roper era responsével por um departa- ‘mento de ensino que preparava estudantes para as provas gerais, conseguiu que diversos consul- tores de medicina dessem palestras sobre a sua especialidade. As professoras de enfermagem davam, depois, aula sobre o assunto e exemplifi- cavam os procedimentos de enfermagem relevan- tes para a palestra de cada consultor. As di ses com os estudantes que tinham prética no campo de cada consultor revelaram existirem ais semelhangas do que diferengas nas activi dades de enfermagem das diversas éreas. Roper observou que as semelhangas pareciam concen- trarse na vivéncia pesoal do doente, 0 que nio ‘era medicamente prescrito, Comegou a ver a enfer- magem ¢ a medicina como actividades comple- mentares com identidades distintas. Senciu-se desafiada a identificar a enférmagem e, em 1964, empenhou-se na busca desta identificagio. Em 1970, deu inicio a um projecto de in- vestigaglo para averiguar a existéncia de uma esséncia da enfermagem. Uma andlise critica dda literatura revelou alguns projectos sobre uma csséncia da enfermagem, mas nao havia reco- tha de dados sobre os doentes reais; em conse- quéncia, foi utilizado um Perfil do Doente para ir dados sobre os doentes em todas as reas clinicas 3s quais um colégio de enfermagem alocava os seus alunos. Foram analisados sete- centos € setenta e quatro perfis e revelaram uma esséncia das actividades de existéncia d& dria. A partir da revisio critica dos dados © literatura, desenvolveu um Modelo de Exi cia e um Modelo de Enfermagem.” Em 1976, convidou Logan e Tierney a rar ¢ desenvolver os modelos. Cada mem do teio contribuiu com as suas préprias rigncias de pritica, ensino, gestio ¢ inv 40 em enfermagem e, apds debates frequ: € intimeros esbogos, os primeiros modelos LT combinados foram revistos publi ‘em 1980, em The Elements of Nursing titulo nao incluia a palavra modelo, por isso. consultas feitas em bibliotecas relativas a delos de enfermagem néo encontravam publicagZo, Para as terceira ¢ quarta edigées ‘obra, contudo, o titulo foi alargado para Elements of Nursing: A Model for Nursing on a Model of Living. Aquando da data da primeira edi (1980),” as discussécs sobre a morte ¢ 0 rer, assuntos ambientais ¢ factores sécio rais ainda estavam no inicio, A inclusio factores politico-econdmicos na primeira foi feita de modo a parecer menos confuse a terceita edigio (1990) e perman inalterada na quarta edicio (1996); com excepsio da alteracio de fsca para bioldgica ‘monografia (2000) é a sua tltima publi € € um relato duradouro do modelo de « magem que tem sido a esséncia das publi goes R-L-T desde 1980. BREE Cos smi Na Figura 20-1 ¢ apresentado um diagra- ma do Modelo de Vida e na Figura 20-2 um diagrama do Modelo de Enfermagem. Na Tabela 20-1 apresenta-se uma comparagio dos principais conceitos do Modelo de Vida edo Modelo de Enfermagem, Existem qua- ‘tro conceitos principais comuns a ambos os modelos: ‘ Factores que influenciam as AVs * AVs # Ciclo vital ‘ Continuum dependéncialindependéncia [Existem cinco grupos de factores que influenciam: + Biolégicos ‘* Psicoldgicos * Socioculcurais (incluindo espirituais, ligiosos e éticos) * Ambientais + Politico-econémieos (ineluindo I A interacgao destes conceitos produz ‘quinto conceito principal, que no Mod de Vida ¢ a individualidade di vida. individualizar a enfermagem, as enfermel Cncapitulo 20 . incy Roper, Winifred W. Logan, Alison Tierney 411 >RINCIPAIS ‘CONCEITOS *DEFINIGOES - continuagdo cisam conhecer a individualidade da vida doente, 0 que se consegue através da 20 das quatro fases do processo de sm, dinamica além disso, os alunos do primeiro ano jimaginar-se no centro do modelo ¢ forma como os cinco conccitos ‘espeito ao seu préprio modo de conhecimento acerca da sua prépria sSrvidualidade de vida pode, entio, influ- a sua pritica de enfermagem.* por 12 actividades de vida (AVS), ete ‘Manutengio de um ambiente seguro "= Comunicaczo Respiracio Comer e beber Eliminagso Higiene pessoal e vestudrio "= Controlo da temperatura corporal ‘Mobilidade Trabalho ¢ lazer Expressio da sexualidade da a um composto que compre- cos elementos." Quanto mais ana- forem as AVs, mais aparente se torna a cidade de cada AV. A barmonizar esta exidade est o facto de as AVs estarem ‘ionadas; os individuos wIhes prioridade no diaadia ¢ 0 de prioridade € de importincia ex- ‘em enfermagem, O conceito de rele- cia € jgualmente importante, especialmen- ‘quando as pessoas estio a ser tratadas nos mens de dia de cirurgia e enfermarias de stada, Consequentemente, pode nio ser sso coligir os dados sobre as 12 AVs para 65 docntesielientes. Somente as AVS Erantes precisam ser consideradas.° A cenfermeira experiente pode tomar decis6es acerca da relagio, prioridades e reevancia com apider e reativa facilidade, No entanto, 0 aluno deve aprender a miscurar conhecimento f reflexio na experiéncia pritica antes de ser capaz de emitic ras juizos profissionais. CICLO VITAL ciclo vital define-se como a distincia ‘temporal de vida na terra, desde o nascimento até a morte, A maior parte dos paises possui servigos de registo onde devem ser registados ‘0s nascimentos, mortes ¢ causas de morte.; a partir destes dados podem tirar-se diversas ila- ‘bes sobre a populacio.” A importincia do Ciclo vital para a enfermagem ¢ discutida na quarta edi¢ao de The Elements of Nursing ™*” 2 sua importincia para cada AV especifica é& discurida no capitulo sobre AV da mesma obra. ‘CONTINUUM DEPENDENCIA/INDE- PENDENCIA © continuum dependéncia/independén- cia varia da dependéncia total & independén- ia total. Aplicar o continuum & pessoa como uum todo é demasiado abrangente, por isso, aplicado directamente a cada AV. Reconhece a existencia de estigios em que uma pessoa ainda nao pode (ou jé no pode) realizar de- terminadas AVs de forma independente.** Portanto, © continuo ¢ bidireccional, um importante conceito na sua aplicagao 4 en- fermagem.™** A sua relevincia para uma AV «em especial ¢ discutida no capitulo apropria- do de The Elements of Nursing." FACTORES QUE INFLUENCIAM AS AVs Existem muitos factores que influencia ram ou continuam 2 influenciar a forma ‘como cada AV é possivel para um individuo. ara 0 objectivo deste modelo, eles esto agru- pados em cinco temas:** ' Biolégico + Psicolégico + Sociocultural Contin412 UNIDADE I Modelos Concopituats © Grandes Teorias Principals CONCEITOS 6j"DEFINICOES - cominuarao = * Ambiental tem cada uma das suas AVS, de acordo com + Politico-econémico estidio do ciclo vital atingido ¢ localizagso No Modelo. de Vida, sto discutidos em continuum dependéneia/independéncia, The Elements of Nursing. No Modelo para foram, ¢ ainda sio, influenciados pelos ‘a Enfermagem, sto discutidos na mesma grupos de factores em interacsio. Em ‘obra. Estdo aplicados a cada AV especifi- Flements of Nursing" & proposto um_ ‘@ no capitulo adequado. ‘ma de perguntas para ajudar o escudante i ciado a conceptualizar a individualidade INDIVIDUALIDADE DA EXISTENCIA i trac existéncia, A individualidade da existéncia manifes- ta-se pelo modo como os individuos assis- CICLO VITAL + FACTORES QUE INFIUENCIAM CCONTINUO_DEPENDENCIA/ AAS ACTIVIDADES DE VIDA ACTIVIDADES DE VIDA /|NDEFENDENCIA Menutencéo de um ombiente Biolégicos seguro Comunicario , Respiracdo Pricolégicos ‘Comer @ beber Eliminacao Socio cular | Higiene pessoal e vestudrio Controle da temperatura corporal ‘Ambiontois Mobildade Trabalho e lazer Expresso da sexvolidade Sono Morte Polticoeconémicos a INDIVIDUAUIDADE DA EXISTENCIA, “~ Figura 20-1 Diagrama do Modelo de Vida. (De Roper, N., Logan, W.W., & Tierney, A.J. [1996] The Elements of Nursing: A model for nursing based on a model of living [4° ed., p20). Edimburgh: Churchill Livingstone. Usado com permisséo de Chuschill Livingseone,)cAPiTULO 20 Aen Roper Winifred W. Logan, Alison J Tiemey 413 PRINCIPAIS PRESSUPOSTOS + pode ser descrito como uma amé- gama de AVS. * A forma como as AVs sio realizadas por cada pessoa contribui para @ individuali- dade da existénci * O individuo é avaliado em todas as fases do ciclo vital. * Ao longo do ciclo vital aré& idade adulea, © individuo tende a tomar-se cada vez mais independence nas AVs. + Enquanto a independéncia nas AVs é valorizada, a dependéncia nao deve dit nuir a dignidade do individuo. * O conhecimento, atitudes © comporta- mento de um individuo relacionados com as AVs so influenciados por uma diversidade de factores, que podem ser largamence cassficados como factores bio- l6gicos, psicoldgicos, sécio-culvurais, ambientais e politico-ccondmicos. ‘A forma como um individuo desempe- nha as AVs pode flutuar dentro de uma variedade do normal para essa pessoa. Quando o individuo esta “doente,” pode haver problemas (reais ou potencias) com as AVS, ‘Ao longo do ciclo vital, a maior parte dos individuos passa por importantes aconte- CICLO VITAL FACTORES QUE INFLUENCIAM. AS ACTMIDADES DE VIDA ACTIVIDADES DE VIDA CONTINUO, DEPENDENCIA/ /INDEPENDENCIA Manutensé0 de vm ambiento Biokégicos seguro ‘Comunicaao Respirosao ‘Comer @ bebor Elmina Higiene pessoal ¢ vestudrio Contiolo da temperatura corporal ‘Ambientais Mobilidade Trabalho ¢ lazer Expresso do sexvolidade Sono Morte Pricalégicos Secioculurais Polticosconémicos + INDIVIDUALIZACAO DA ENFERMAGEM Aprecioséo Planeomento Implomentaco ‘Avaliogao Figura 20-2. Diagrama do Modelo para a Enfermagem. (De Roper N» Logan, WW 8 Times Ay 1996). The Element of Musing model or martin bed on mode of Evng (2° ey p20) limburgt Church Liiageone, Udo com permisio de Charl Livingstone)M4 UNDDADE IIT. Moclelos Comonpiluaris e Grandes Tocris ivela 20-1 Enpibaracio dos Principais Conceitos do Modelo de Vida e do Modelo para a Enfermagem ‘Moono ot Viox 12 Avs Cielo Vital Continuum Dependéncia/Independéncia Factores que inflvenciam os AV Individvalidade da existéncio Mooto mana a Eureeaacen 12 Avs Ciclo Vital Continuum Dependéncia/Independécia Factores que influenciam os AVs Individvalidade da existéncia eo abe, Lagan, WEE, 8 Tierney AJ. 1996). The Hones of Nani A model or uring based om mode of vine {eds p20) Edinburgh: Churchil Livingstone Undo com pero de Chun Liteee es cimentos de vida que podem afectar a forma como levam a cabo as AVs e pode conduzir a problemas, reais ou potencias, © conceito de problemas potenciais en. globa a promosio e manutengio da sat de, a prevencio da doenga e identificagio do papel de enfermeira como professora de satide, mesmo em situagéo de doenca, Dentro de um contexto de cuidados de satide, as enfermeiras trabalham em parce- ria com o cliente/doente, que é uma pes- soa auténoma e com capacidade de deci- so, excepto em circunstancias especiais, As enfermeiras fazem parte de uma equipa ‘muki-profissional de cuidados de saide que trabalha em parceria para 0 beneficio do cliente/doentee pela satide da comunidade. A fungao especifica da enfermagem é aju- dar 0 individuo a prevenit,aliviar, esol- ver ou lidar positivamente com os pro- blemas (reais ou potenciais) relacionados com as AVs2535 Enfermagem A enfermagem é definida como forma de aju- dar as pessoas a: * Prevenir que problemas potenciais relacio- nnados com as suas AVs se tornem proble- ‘mas reais. (sto aplica-se especialmente ao trabalho de parceiras, de enfermeiras de visitago domicilidtia e enfermeiras de satide escolar ¢ de satide ocupacional * Aliviar ou resolver problemas. * Prevenir o reaparecimento de problemas tratados. * Lidar de forma positiva com quaisquee problemas incluindo a morte 25° Pessoa ‘Um individuo é central para ambos os modelos ¢ é entendido como satisfizendo as 12 AVs de acordo com o estado de dependéncia/indepem déncia para cada uma delas e com 0 estidio do ciclo vital, tendo como fundo contextual of factores bioldgicos, psicolégicos, socioculeurais, ambientais e politico-econémicos. Os termon doente, pesoa e eientesio usados indistineamen- tc incluindo, por vezes, a familia e outros signe ficativos, que também sio individuos.® Satide A questio, “O que é a saide?", & discucida descrevendo a definicéo que a OMS far de satide, continuum satide/docnca, percepsies Ieigas de sate, a satide enquanto coping, rex ponsabilidade pessoal pela satide e objectives actuais da satde* A independéncia assistida também € discutidas uma pessoa pode sentie -se saudavel mesmo quando possui uma ines pacidade, fisica ou mental, significativa.®* Evidentemente, o resultado esperado quan do se impedem problemas potenciais de se tor- narem reais é a aquisicéo ¢ manutengio de umCAPITULO 20 do de satide positivo. Em locais adequados longo do texto, sio discutidas actividades eativas de situagies como caries dentirias,
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Teoria do Conforto de Kolcaba na Enfermagem
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Modelo de Enfermagem de Nancy Roper
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Teorização em Enfermagem: Modelos e Paradigmas
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Supervisão Clínica em Enfermagem
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Habilidades de Comunicação em Enfermagem
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Padrões de Qualidade em Enfermagem
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Cuidado Confortador em Enfermagem
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Biografia e Teoria de Virginia Henderson
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Teorias e Modelos em Enfermagem
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Concepções de Enfermagem e Soluçoes
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Enfermagem em Geriatria e Gerontologia
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Atitudes de Enfermeiros no Ensino Clínico
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Livro - Teorias de Enfermagem Relevância para A Prática Profissional Na Atualidade
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57 páginas
Relatório Final
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Comunicação, Entrevista Relacao de Ajuda - Margot Phaneuf
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Ética nos Cuidados de Saúde em Portugal
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Manual de Indicadores de Enfermagem CQH
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Teoria das Relações Interpessoais de Peplau
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Teorias e Modelos de Enfermagem
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Percursos n18
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Relatório de Estágio em Enfermagem
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Reflexão sobre Supervisão Clínica em Enfermagem
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Manual de Registo Clínico no SClínico
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Teorias de Enfermagem: Henderson e Orem
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Padrão de Documentação em Enfermagem Psiquiátrica
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PDF Livro Princípios Básicos Dos Cuidados de Enfermagem Virginia Henderson (2007)
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Estudo de Caso: Cuidados em Enfermagem
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Gestão da Doença Aguda em Enfermagem
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Regulamento de Competências do Enfermeiro
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Cicely Saunders e os Cuidados Paliativos
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Teorias de Enfermagem: Roy e Orem
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Projeto de Estágio em Enfermagem Crítica
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Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem
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Metaparadigma da Enfermagem: Conceitos Chave
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Teoria das Relações Interpessoais de Peplau
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Análise da Teoria Walker e Avant
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Teoria de Adaptação de Callista Roy
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Cipe 2015
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Teoria Humanística de Martha Rogers
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SAE na Pediatria do Hospital Universitário
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Teorias e Modelos em Enfermagem
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O Equilíbrio Entre A Arte Do Cuidar e A Enfermagem Como Ciência: Uma Perspetiva Histórica
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Comunicação em Cuidados Intensivos
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193 páginas
Protocolo de Prevenção de Infeção Cirúrgica
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199 páginas
Biotransformação de Drogas e Metabolismo
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22 páginas
Contingência para Ebola em Cabo Verde
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Desenvolvimento da Identidade na Adolescência
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