0% acharam este documento útil (0 voto)
57 visualizações4 páginas

Apendicite Aguda: Diagnóstico e Tratamento

1) O documento descreve os sintomas, exames e tratamento da apendicite aguda. 2) A apendicite aguda é causada por obstrução do apêndice vermiforme, levando a infecção e inflamação. 3) O tratamento é sempre cirúrgico, podendo ser realizado por videolaparoscopia ou laparotomia aberta.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
57 visualizações4 páginas

Apendicite Aguda: Diagnóstico e Tratamento

1) O documento descreve os sintomas, exames e tratamento da apendicite aguda. 2) A apendicite aguda é causada por obstrução do apêndice vermiforme, levando a infecção e inflamação. 3) O tratamento é sempre cirúrgico, podendo ser realizado por videolaparoscopia ou laparotomia aberta.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Apendicite Blumberg) → indica peritonite

Gabriela de Castro Barreto associada.

Medicina – TURMA IX Mas, o que causa essa obstrução da luz?

UNICAP 1. Fezes espessadas (apendicolito ou


fecalito)
Apêndice vermiforme: estrutura tubular e 2. Neoplasias
alongada. Comprimento 2-20cm, tamanho 3. Hiperplasia linfóide
médio de 9cm em adultos. 4. Matéria vegetal (ex: sementes!)
Origem → parede posteromedial do ceco, É preciso saber que o aumento da pressão
onde ocorre tênias cólicas – localização luminal compromete o retorno venoso e o
facilita a identificação do apêndice durante suprimento arterial, levando a ISQUEMIA e
intervenções cirúrgicas. Com base fixa. evolução posterior para NECROSE e
PERFFURAÇÃO → intervenção cirúrgica
Ponta do apêndice é encontrada em vários
nas primeiras 48h.
lugares:

- Anterior: pré-ileal ou pélvico.

- Posterior: retrocecal ascendente e/ou


subseroso. Também pode ser retroileal.

Local mais comum é retrocecal!

O QUE É APENDICITE AGUDA? É quando


ocorre inflamação do apêndice
vermiforme, e é causado por uma
obstrução repentina de sua luz. O lúmem
obstruído favorece o crescimento
bacteriano (principalmente E. Coli e B. QUADRO CLÍNICO
Fragilis) e essa secreção da mucosa Dor abdominal inespecífica, de intensidade
favorece a pressão sobre a luz do apêndice. moderada e localizada em mesogástrio e
A distenção da luz provoca a dor visceral → epigástrio → cursa com náuseas e anoxeria
dor que o paciente refere como DOR (em alguns casos).
PERIUMBILICAL ou VISCERAL MAL-  12h do início dos sintomas → dor
DEFINIDA. em fossa ilíaca direita, no ponto de
O padrão da dor pode ser diferente em McBurney: limite entre o terço
casos de: médio e lateral de uma linha
traçada entre a espinha ilíaca
 Ultrapassagem da inflamação do anterossuperior direita e o umbigo.
peritônio visceral para o peritônio
parietal → estimulação da
ivervação aferente parietal = dor
na fossa ilíaca direita de forte
intensidade
 Dor descompressiva: dor à
descompressão brusca (sinal de
 Blumberg: descompressão
dolorosa
 Rovsing: dor localizada em FID
quando realizada compressão em
FIE.
 Lenander: diferença entre as
temperaturas axilar e retal maior
que 1 grau.
 Lapinsky: dor à descompressão da
FID enquanto o paciente eleva seu
 Migração da dor membro inferior de forma
 Alteração do hábito intestinal esticada.
 Febre → ela ultrapassa 38,3º  Sinal do obturador: dor na região
SOMENTE EM CASOS DE hipogástrica após realização de
COMPLICAÇÃO. Ex: perfuração. rotação interna e passiva da coxa
 Vômitos direita flexionada com o paciente
em decúbito dorsal.
Em caso de perfuração do apêndice:  Sinal do psoas: paciente deitado
- Perfuração bloqueada: formação do sobre seu lado esquerdo e sente
abcesso. Causa desconforto em FID e dor à extensão da coxa direita
pode haver presença de plastrão seguida de sua abdução.
(massa palpável).  Sinal de Dunphy: dor na FID que
piora ao tossir.
- Perfuração livre: dor de grande
intensidade e com aspecto difuso. Exames laboratoriais:
Abdome em tábua (rigidez Leucocitose moderada (10 mil a 15 mil
generalizada), temperatura maior de células/mm3), neutrofilia e desvio à
39 graus → pode evoluir pra sepse! esquerda.
Ao exame físico: Em caso de gangrena → leucocitose acima
 Hipersensibilidade à palpação de 20 mil.
(ponto de McBurney) + defesa Obs: em caso de apêndice próximo a
abdominal bexiga e ureter → HEMATÚRIA E/OU
 Achado precoce → PIÚRIA.
hipersensibilidade cutânea no
QID. Exames de imagem:
 Sinal de Blumberg positivo →
Rx: pouco utilizado. Talvez seja útil para
peritonite associada
excluir diagnóstico de litíase urinária,
DIAGNÓSTICO úlcera perfurada e obstrução do intestino
delgado.
Anamnese + exame físico + exames
complementares → não podem atrasar a USG: ótima sensibilidade (85%) e
intervenção cirúrgica! especificidade (90%) para diagnóstico de
apendicite aguda. Porém, apresenta
ATENTAR PARA CRONOLOGIA limitações em pacientes obesos ou com
CARACTERÍSTICA: dor abdominal difusa → distensão abdominal → achados de USG
anorexia, vômito e náusea → migração da envolvem apêndice não compressível com
dor para FID 7mm ou mais de diâmetro, interrupção da
ecogenicidade da submucosa e presença
de apendicolito.

VIDEOLAPAROSCOPIA DIAGNÓSTICA = em
TC: maior acurácia! Sensibilidade (90%) e caso de não fechamento de quadro clínico
especificidade (80-90%) muito boas.
Achados sugestivos são → espessamento e
distensão do apêndice, diâmetro Escala de Alvarado:
anteroposterior maior ou igual a 7mm e
inflamação periapendicular (edema,
coleção líquida) = borramento da gordura
mesentérica. OBS: usar apenas em casos
duvidosos, ex: idosos.

50% dos casos em TC, há identificação de


fecalitos.

0 a 3 pontos = baixa probabilidade de


apendicite aguda

4
a
6
pontos = admitido para observação, se a Dividir o mesoapêndice e ressecção do
pontuação permanecer após 12h, apêndice, o coto apendicular é ligado na
indicação cirúrgica parede do ceco com fio de sutura
absorvível.
7 a 10 = apendicectomia
Laparotomia em casos de perfuração livre
associado a peritonite difusa. Fazer
lavagem intensa da cavidade abdominal +
atb sistêmico.

TRATAMENTO

Cirúrgico, sempre!

 Paciente sem complicações:


infundir pequena solução
cristalóide para corrigir diminuição
de volume antes de iniciar
anestesia geral.
 Pacientes com complicações:
infundir grande quantidade de Videolaparoscopia → uso de três trocartes:
líquidos antes da anestesia. via supraumbilical, acesso suprapúbico e o
 Paciente sem perfuração do terceiro à esquerda da bainha do reto do
apêndice = uso de ATB com abdome. Após ressecção, ligar o coto
cobertura para gram negativos e usando o endoloop com fio inabsorvível de
anaeróbios em UMA DOSE. polipropileno.
 Paciente com perfuração =
administrar ATB antes e após a
cirurgia até o paciente apresentar-
se AFEBRIL.

Cirurgia Aberta x Videolaparoscopia

Cirurgia Aberta → incisão transversal do


QID (no ponto de McBurney)/incisão Davis-
Rockey ou oblíqua/McArthur-Rockey. 1ª
abordagem é mais usada.

Você também pode gostar