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O Papel do Ogã na Umbanda

O documento descreve o papel importante do Ogã na Umbanda. Em suma, o Ogã é o responsável pelos cantos e toque de atabaque, ajudando a conduzir os trabalhos espirituais de forma forte e harmoniosa. Além disso, o Ogã precisa ter preparo espiritual para exercer essa função sagrada de forma humilde e em sintonia com a liderança da casa.

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O Papel do Ogã na Umbanda

O documento descreve o papel importante do Ogã na Umbanda. Em suma, o Ogã é o responsável pelos cantos e toque de atabaque, ajudando a conduzir os trabalhos espirituais de forma forte e harmoniosa. Além disso, o Ogã precisa ter preparo espiritual para exercer essa função sagrada de forma humilde e em sintonia com a liderança da casa.

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OGÃS

A palavra Ogã vem do Yorubá e significa Senhor da Minha Casa. O Ogã –


médium responsável pelo canto e pelo toque - ocupa um cargo de suma
importância e de responsabilidade dentro dos rituais de Umbanda, o
conjunto de vozes e toques do atabaque ajudando nos trabalhos
espirituais para que possam ser fortes e bonitos.

Também devemos observar, que o conjunto de atabaques e vozes é parte


fundamental da sustentação da casa e dos trabalhos, a desarmonia no
couro, pode tornar fragilizado os trabalhos e as energias da casa em dia
de gira, toque ou como vocês irmãos estão acostumados a chamar em
suas casas.

O responsável pelo toque, o Ogã, tem de ser bem preparado e Coroado ou


Iniciado como Ogã para exercer tal função em um Terreiro, pois além de
serem médiuns intuitivos, são Sacerdotes natos, aqueles que nascem
com a função de falar por um Orixá, de serem um Instrumento puro dos
Orixás e fazem isso através de suas mãos e cantos.

Mas observem que esta importância tem que ter muita observação com
respeito à humildade do médium e uma sintonia harmônica com o
dirigente da casa, pois sem esta sintonia torna-se inviável a convivência e
os trabalhos. Tudo vem relacionado com a harmonização entre os pontos
centrais de equilíbrio e relação pessoal.

O Ogã é um canal aberto para muitas linhas de trabalho da Umbanda que


trabalham ativamente através dele, são linhas de caboclos, exus, pomba-
gira, boiadeiros, crianças, etc... Que por motivos próprios trabalham nos
“bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos
trabalhos espirituais. Formam uma corrente de espíritos que auxiliam nos
toques e cantos da curimba, são mestres na música de Umbanda e
Candomblé, verdadeiros guardiões dos mistérios do “Som”.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma


função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da
casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater
cabeça, chamada, subida, sustentação dos Guias e fechamento de gira.

Uma outra função importante é de emitir ondas energéticas pelo som do


atabaque e pelos cantos que servem para diluir algumas energias astrais
negativas que não fazem bem ao médium.

A curimba é um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do


Terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás, ajudando
os médiuns tanto na hora das incorporações, desincorporações e da
firmeza de um trabalho. A curimba, por si só, emite energia suficiente
capaz de descarregar um médium ou uma Casa.

Por isso a curimba deve sempre estar em sintonia com os Guias


Espirituais, com os Orixás e com o Dirigente do trabalho. O Ogã deve
estar sempre pronto e procurando aprender mais e mais.

Sempre com amor, pois quando vibramos de coração, os cantos atuam


sobre nossos chacras, ativando os, e deixando-nos em total sintonia com
a Espiritualidade Superior.

Os pontos transformam-se em “orações cantadas”, ou melhor,


verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de
realização, pois é um fundamento Sagrado e Divino.

Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda,


pois não é simplesmente evocar uma Divindade, mas é chamado de
magia por envolver toda uma “cadeia” onde o som da curimba atua nos
médiuns positivando-os e equilibrando-os. Infelizmente, não temos visto
nos templos de Umbanda uma preocupação com a qualidade da curimba,
ou seja, com o conjunto de vozes e toques de atabaques.

Há Casas em que os atabaques são “tocados” com tanta força que parece
que os Ogãs estão descarregando sua energia e sentimentos positivos e
ou negativos nos couros dos instrumentos e não é possível ouvir as
letras dos pontos cantados às vezes, nem mesmo a melodia.

Curimba, é um ponto de força dentro de um Terreiro de Umbanda. Sempre


enaltece nossas giras, sendo de suma importância dentro do Terreiro. Os
atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu e Ngoma na nação Angola,
mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os
atabaques, apesar de ser denominação [Link] Candomblé Jeje os Ogãs
são classificados como:

PEJIGAN que é o primeiro Ogã da casa Jeje. O mais velho de todos os


Ogãs é geralmente o mais sábio.
RUNTÓ é o segundo, que é o tocador do atabaque Rum.
AXOGUN é um ogã de suma importância no Candomblé, pois é o
responsável pela execução sacrificial dos animais votivos, e é um
especialista no que faz.

No Candomblé Ketu os Ogãs são classificados como:

ALAGBÊ - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de


percussão.
OGÃ GIBONÃ - Zelador da casa de Exu, outro ogã de suma importância,
pois seus conhecimentos ajudam na firmeza da casa.
OGÃ APONTADO - Pessoa apontada como possível candidato a Ogã.
Equivalente ao Ogã suspenso.
OGÃ SUSPENSO - Pessoa escolhida por um Orixá para ser um Ogã, é
chamado suspenso, por ter passado pela cerimônia onde é colocado em
uma cadeira e suspenso pelos Ogãs da casa, significando que
futuramente será confirmado e passará por todas as obrigações para ser
um Ogã.

Há também outros Ogãs como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé.

No Candomblé Bantu os Ogãs são classificados como:

Tata NGanga Lumbido - Ogã guardião das chaves da casa.

Kambondos - Ogãs. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável


pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais
(mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e
cabaç[Link] Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu
(de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher
menstrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não menstruar
mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar
desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
Xicarangoma - O chefe dos tocadores de atabaques, os instrumentos de
percussão.

O respeito que os Ogãs devem ter pela Mãe e pelo Pai é enorme pois o
Ogã nada mais é que o exemplo a ser seguido na gira pelos médiuns da
casa, portanto devem passar uma imagem discreta, humilde e respeitosa.

Em suma o Ogã representa o respeito, harmonia, mística, e


principalmente representa a religião de forma que só ele com o
fundamento da musicalidade pode agir, assim como devemos sempre
lembrar que tudo é uma extensão de energia das casas, uma corrente, um
elo.
Salve a Curimba! Salve o Ogã! Salve a Umbanda

OGÃS 
A palavra Ogã vem do Yorubá e significa Senhor da Minha Casa. O Ogã – 
médium responsável pelo canto e pelo toque - ocu
Candomblé, verdadeiros guardiões dos mistérios do “Som”.
Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma
Ogãs é geralmente o mais sábio.
RUNTÓ é o segundo, que é o tocador do atabaque Rum.
AXOGUN é um ogã de suma importância no Ca
Salve a Curimba! Salve o Ogã! Salve a Umbanda

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