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Significado de Yom Teruah

Yom Teruah é uma festa judaica onde se toca um shofar, uma espécie de cifre de carneiro. Porém, essa festa se resumia simplesmente a isso? É óbvio que não, então descubra mais sobre ela através desse arquivo.

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Rafael Vicente
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Significado de Yom Teruah

Yom Teruah é uma festa judaica onde se toca um shofar, uma espécie de cifre de carneiro. Porém, essa festa se resumia simplesmente a isso? É óbvio que não, então descubra mais sobre ela através desse arquivo.

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Yom Teruah – Festa das Trombetas

Rosh Hashanah

[Digite o subtítulo do documento]

Rosh Ha’Shanah

Yoel ben Avraham

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
0
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

Yom Teruah – Rosh Hashanah

Introdução
O nome bíblico de Rosh Hashanah é Yom Teruah.
Bamidbar 29:1 nos ordena observar um Yom Teruah, no primeiro dia do sétimo
mês. (Por que o ano novo judaico é celebrado no sétimo mês é outra questão:
basta dizer que os rabinos listam um total de quatro anos novos no calendário
judaico.)
“Felizes são as pessoas que conhecem a chamada da trombeta (shofar)
(Teruah); Ó Ha’Shem, à luz do teu semblante andarã” (Tehilim 89:16).
Este verso, recitado diretamente após o shofar soprando em Rosh Hashanah, é
explicado pelo Baal Shem Tov da seguinte forma: O epítome do trabalho
espiritual é um coração partido; a maneira perfeita de serviço espiritual é andar
com humildade (com Ha’Shem). Felizes são as pessoas que conhecem os
Teruah – que sabem gritar de alegria (que em hebraico é uma permutação da
palavra Teruah), pois quebram seu sentido inflacionado de existência separada
(“ego”). Internamente, seu coração está quebrado, mas por fora eles estão
alegres, pois mereceram ser verdadeiros servos de Ha’Shem. “Ó ‘Ha’Shem, o
Superintendente”, eles pedem, “à luz de Seu semblante, andarão”. Onde quer
que estejam, aqueçam-se à luz de Seu semblante.
Teruah significa um grito massivo, seja por uma multidão ou por uma buzina. Por
exemplo, as paredes de Yericho desabaram quando o povo (Yehoshua 1:20)
“deu um grande grito” (teruah gedolah).
O Baal Shem Tov traduz a Teruah como se referindo à quebra (como em leroea,
“quebrar“) do ego e da arrogância inflados. Da mesma forma, a interpretação
chassídica do verso (Tehilim 98:4): “Faça um barulho alegre (hariu) ao Ha’Shem,
toda a terra” é que, por amor de Ha’Shem, é preciso quebrar todos os “terrestres”
sentido de existência material independente. Assim, o teruah soou em Rosh
Hashanah, um som resultante da quebra da longa nota simples (o tekiah) em
numerosas notas curtas. (A nota do shevarim reflete a quebra do Tekiah
simples em três sons mais curtos; o Teruah – o rompimento do shevarim –
quebra cada nota que ela faz em três sons ainda mais curtos, de tal forma que
cada tekiah é equivalente a nove sons Teruah).
“Conhecer” o Teruah (“Feliz são as pessoas que conhecem o Teruah”) é o
conhecimento interior (exclusivo para o povo judeu) de como gritar de alegria. É
o serviço aperfeiçoado do coração partido; a “quebra” interna é revestida em uma
alegria visível, refletindo não afetado “andando humildemente”.
“Um coração quebrantado e contrito, ó Ha’Shem, não desprezarás” (Tehilim
51:19). O vaso perfeito para receber revelações da luz interior de Ha’Shem é um

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Moreh Yoel ben Avraham
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coração partido; “Não existe um vaso mais perfeito do que um coração partido.”
O Ha’Shem Supernal responde àqueles que humildemente se voltam para Ele
com o coração partido. No mérito do coração partido nos recessos mais
profundos, o pedido espiritual sincero, “Ha’Shem à luz do seu semblante“, é
recebido com “eles andarão” – a qualidade de “andar humildemente“.
Esta é uma forma de oração e aparece muitas vezes nos Salmos - por exemplo,
“Todos vocês, batam palmas, dêem um grito de alegria (teruah) a Ha’Shem” (47:
2).

Simbolismos
Ocupados com nosso cotidiano, tendemos a ficar indiferentes aos verdadeiros
objetivos de nossa vida, como que imersos em sono profundo. Eis que,
repentinamente, um som penetrante se eleva da terra e reverbera, em sua
magnitude, pelos céus. É o chamado do shofar, um dos instrumentos mais
capazes de nos despertar, motivar ao arrependimento e fazer lembrar que nunca
é tarde para recomeçar.
O som do shofar é uma prece sem palavras cuja eloquência expressão alguma
seria capaz de transmitir, trazendo consigo uma mensagem de redenção e
arrependimento para todo o Povo de Israel.
Talvez seja esta a razão de um dos momentos mais emocionantes da celebração
das Grandes Festas ser o toque do shofar. É este som que, com seu clamor,
desperta nossas almas para um compromisso renovado e mais profundo com
nossos atos e missão de vida. É como um alerta a nos lembrar que estes são os
dias do Julgamento Celestial e que é preciso nos conscientizarmos da presença
do Criador.
Segundo Maimônides, o som do shofar parece dizer: "Acordai de vosso sono e
ponderai sobre os vossos feitos; lembrai-vos do Criador e voltai a Ele em
penitência. Não sejais daqueles que perdem a realidade de vista ao perseguir
sombras ou esbanjam anos buscando coisas vãs que não lhes trarão proveito.
Olhai bem para dentro de vossas almas e considerai vossos atos; abandonai os
caminhos errados e os maus pensamentos e voltai a Ha'Shem, para que Ele
tenha misericórdia convosco!"

Um instrumento milenar
O shofar é um dos mais antigos instrumentos de sopro utilizados pelo homem.
Ao longo da história da humanidade, inventaram-se outros, mais novos, e os
antigos foram sendo abandonados.

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Entretanto, o shofar que hoje utilizamos é feito da mesma maneira que há


milhares de anos. Na Torá, é mencionado pela primeira vez na passagem da
Revelação Divina, no Monte Sinai, quando, no terceiro dia depois de Moisés ter
descido: "houve uma nuvem pesada sobre o monte, e o som do shofar por
demais forte, ... fez estremecer todo o povo do acampamento". E continua o
relato bíblico, mais à frente: ... "o som do shofar foi caminhando e aumentando
muito; e Moisés falava e Ha'Shem lhe respondia através do som".
Foi também ao som do shofar que caíram as muralhas de Jericó, a primeira
cidade conquistada pelos Filhos de Israel depois de 40 anos no deserto. Na
Antiga Israel, costumava-se tocar o shofar em várias ocasiões. Era usado para
proclamar notícias alegres de paz, assim como para alertar sobre perigos
iminentes ou conclamar à guerra. Durante as batalhas, o som da Teruah vinha
forte a simbolizar o triunfo.
Num primeiro momento, os soldados de Israel tocavam este som de forma
quebrada para intimidar o inimigo e, em seguida, tocavam-no com força,
anunciando a vitória.
Tocavam-no, também, quando se ofereciam sacrifícios no Templo Sagrado;
assim como para anunciar o início do mês, Rosh Chodesh; os dias de jejum e
festas; as ocasiões solenes, como a aproximação da Arca Sagrada; o advento
do Ano Sabático e do Jubileu; na coroação de Profetas e Reis, desempenhando
destacada função tanto em assuntos públicos quanto religiosos.
De acordo com o Midrash, o shofar precisa ser curvo, indicando que devemos
curvar nossos corações perante D'us. E, como sua finalidade é inspirar-nos
humildade e sentimentos de arrependimento, é fácil entender porque não é
ricamente ornado, como outros objetos de culto. Permitem-se apenas alguns
entalhes no próprio material, não podendo haver qualquer pintura em sua haste.
Se porventura, houver algum ornamento, deve ficar apenas do lado externo, sem
perfurar as paredes. Isto indica a importância da simplicidade e humildade.
Assim como o shofar se torna inadequado se qualquer adorno de ouro ou prata
perfurar o osso que o compõe, também o ser humano deve manter intacto o seu
interior e não deixar que algo material se aposse de sua mente e de sua alma.
Pode ser confeccionado com o chifre de qualquer animal kasher, à exceção dos
animais bovinos. A razão nos remete ao pecado do bezerro de ouro cometido no
deserto pelos Filhos de Israel, pois, ao implorar pela Misericórdia Divina, não
havemos de querer que Ha'Shem se recorde de tão desastroso evento. Por isso,
dá-se preferência ao chifre de um carneiro, que nos remete à Akedah, quando
foi sacrificado um carneiro em lugar de nosso patriarca, Itzchak.
Na porção da Torá que se lê no segundo dia de Yom Teruah, sobre esse
sacrifício, no momento em que parecia certa a sua morte, um anjo de Ha'Shem
chama, dos Céus, dizendo a Abrahão: "Não estendas tua mão contra o rapaz,
pois agora sei que és um homem temente a Ha'Shem ".

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Então, ao erguer seus olhos, Abrahão vê um carneiro preso pelos chifres, num
galho próximo. Toma-o e, em seguida, oferece-o como sacrifício em lugar de seu
filho". O Talmud nos ensina que Ha'Shem considera como se YItzchak tivesse
sido sacrificado, pois, aos olhos do Eterno, a intenção sincera e honesta equivale
a uma ação.
Em Yom Teruah, quando cada um de nós está sendo julgado por Ha'Shem,
tocamos o shofar para invocar os méritos de Itzchak, como fonte de bênção e
proteção para nós, seus descendentes. Pois o Eterno nos disse: "Façam soar
para Mim um shofar feito de chifre de carneiro e Eu me lembrarei do sacrifício de
Itzchak, em seu favor, e pensarei em vocês como se também estivessem prontos
a oferecer suas vidas a Mim".
O ato de ouvir o shofar e de rogar pela Misericórdia Divina sempre estiveram
intrinsecamente enraizados na alma judaica. Mesmo em épocas de
perseguições, os judeus buscavam formas de ouvir os toques sagrados. Na
época da Inquisição Espanhola, por exemplo, os conversos costumavam
procurar os campos, colinas e cavernas para tocar o shofar, apesar de saber que
se fossem apanhados nesse ato seriam queimados vivos. Mesmo em certos
países árabes houve épocas em que os governantes proibiam aos judeus tocar
o shofar pois isso os assustava, fazendo-os pensar que era o anúncio da
chegada do Mashiach, que soprava o shofar da Redenção.
Tocar o shofar não é tão simples quanto tocar uma trombeta ou outro instrumento
de sopro. O homem encarregado de tocá-lo, o Baal Tokêa, precisa comprimir os
lábios de uma tal maneira que é difícil até para os mais experientes. É comum
fazerem-se várias tentativas antes de conseguir o som correto. Antes de tocar,
o Baal Tokêa recita as bênçãos em nome de todos os presentes. É importante
que a congregação escute o som do próprio shofar e não o seu eco, pois se
apenas ouvir o eco, não terá cumprido a mitzvah do shofar. Este som não deve
apenas ser ouvido, mas também compreendida e cumprida a sua mensagem.
Por esta razão, ao seu toque devemos permanecer em silêncio, compenetrados.
Sobre o poder do toque do shofar, ensina o Baal Shem Tov: "No palácio real há
muitos cômodos, cada um com uma chave própria. Há uma chave, no entanto,
um único instrumento, que abre todas as portas - é o machado. O shofar é um
machado. Quando uma pessoa, arrebatada pela paixão, desmonta seu coração
diante do Todo Poderoso, ela consegue pôr abaixo qualquer dos portões do
palácio do Rei dos Reis, Melech Ha'Melachim, o Santo, Bendito seja Ele".
Nos dois dias de Yom Teruah, na maioria das comunidades, o shofar é tocado
em grupos de três toques, repetindo-se cada grupo três vezes, totalizando trinta
toques. A ordem é a seguinte:
1. o primeiro grupo é composto por Tekiyah - Shevarim - Teruah - Tekiyah;
2. a seguir,Tekiyah - Shevarim - Tekiyah; e, finalmente,

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3. Tekiyah - Teruá - Tekiyah. Somando-os, são noventa toques; e, no final,


toca-se mais uma vez o grupo de dez, perfazendo cem toques, finalizando com
o Tekiyah Guedolah.
A Kabalah ensina que são como lamentos, o grito soluçante de um coração judeu
desejoso de se conectar a D'us. Por último ouvimos o som da Teruah, composto
por nove ou mais sons curtíssimos, como suspiros entrecortados em meio ao
pranto, a nos despertar de nosso sono espiritual. Ensinam nossos sábios que
assim como o som da Teruah abre o coração do pecador, também apazigua a
ira Divina.
Os sons entrecortados do shofar - Shevarim e Teruah - lembram suspiros e
gemidos abafados que penetram no coração e servem para despertar a pessoa
para o arrependimento e o retorno. Além de evocar e expressar sentimentos de
profundo pesar pelas más ações que cometemos no passado, seus toques são
uma conclamação às armas, como um tambor de guerra que confunde nosso
inimigo interno e nos estimula a não desistir de nossa batalha espiritual.
Segundo Rashi, ao tocar o shofar, o povo judeu consegue apaziguar Ha'Shem,
pois quando o Eterno ouve o som da Teruah e vê nosso arrependimento, Ele Se
enche de compaixão por Seus filhos, levantando-Se do Trono da Justiça para
Se sentar no da Misericórdia. Como a mensagem final é a do perdão Divino, o
último som, a Tekiyah Guedolah, o grande toque, é bem longo. Este som não
representa soluço, suspiro ou lamento, mas um grito de triunfo e alegria; pois
estamos confiantes de que D'us tenha aceito o nosso arrependimento. Pode-se
notar esta mesma expressão de alegria na melodia dos versos recitados logo
após os toques. Enquanto os anteriores são solenes, os que os seguem falam
da alegria e do alívio que brotam após um arrependimento sincero. A Tekiyah
Guedolah lembra o grande dia, quando o Grande Shofar será tocado para reunir
do exílio todo o povo de Israel, com a chegada do Mashiach.
Quando se toca o shofar - seja durante o mês de Elul, em Yom Teruah ou em
Yom Kipur, o número de toques ou o tipo de combinações de sons usados
depende de interpretações e considerações sobre a Halachah, a Lei Judaica, e
os costumes de cada comunidade. Várias comunidades, por exemplo, têm o
costume de tocá-lo todo dia de manhã, após as orações matinais, durante o mês
de Elul.
Nas congregações judaicas de origem síria costuma-se acrescentar ainda mais
um toque de Tekiyah, antes da prece de Aleinu Leshabê'a, ao término do serviço
de Yom Teruah. Com isto, chega-se ao total de cento e um toques, equivalendo
ao valor numérico do nome de Michael, o Arcanjo de Israel, conhecido como Sar
Israel, Príncipe de Israel. Assim, na hora em que rogamos para ser inclusos no
Livro da Vida, oferecemos mais um toque de shofar para pedir ao Arcanjo
Michael que venha em nossa defesa perante a Corte Celestial.

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Os Três Tipos de Teruah


Quanto ao significado do toque do shofar, durante suas viagens pelo deserto,
um teruah do shofar avisou os israelitas que era hora de seguir em frente.
Ambos os significados de teruah, gritos suplicantes e o som do shofar, unem-se
em Yom Teruah. É um dia de tocar o shofar e um dia de oração. O sentimento
de anseio exemplificado nas ululações do shofar tem o objetivo de nos inspirar
a desejar nos conectar com Deus de uma forma que está além do que as
palavras podem medir.
Existem três tipos distintos de sons Teruah discutidos pelos Sábios:
1. A Teruah do choro (chamado yevavah); um Teruah de batalha; e um
Teruah de alegria. Embora, em geral, a noção do som Teruah esteja
associada a Rosh Hashanah – “A mitzvah do dia é o shofar” – mais
especificamente, o segredo do Teruah está conectado com todos os
festivais judaicos no mês de Tishrei. A Teruah de Rosh Hashanah é a
Teruah do choro, um som que desperta grande compaixão e misericórdia.
2. O som de tekiah de Rosh Hashanah é o clamor do coração;
3. O shevarim é um suspiro que quebra o corpo de alguém.

A Teruah do Yom Kippur é “a Teruah da batalha”. Nas obras da tradição judaica


e do pensamento chassídico, explica-se que a batalha principal, e a vitória da
santidade sobre o seu grande inimigo, a inclinação do mal, ocorre no dia sagrado
do Yom Kippur. Neste dia, nos afligimos com cinco formas de aflição e rezamos
cinco cultos completos de oração. Neste dia, atualizamos o verso: “E
circuncidarás o prepúcio do teu coração” (Devarim 10:16) e o de: “E o Eterno,
teu Ha’Shem, circuncidará o teu coração e o coração da tua semente” (Devarim
30:6), que alude a “extirpar o prepúcio da concha de Amaleque”, o inimigo jurado
do povo judeu.
A Teruah de Sukot (e Shimini Atzeret) é a Teruah da alegria. O festival de Sukot
é chamado de “o tempo de nossa alegria”, a ocasião da celebração da atração
da água, da qual foi tirada a inspiração divina – o espírito da profecia – em meio
a uma tremenda alegria.

Três Interpretações do Teruah


Em Rosh Hashanah, o Teruah está ligado linguisticamente ao conceito de favor
e graça (a raiz de Teruah é cognata à raiz aramaica de raavah, idêntica à ratzon
hebraica ou “vontade”). No verso, “Feliz é o povo que conhece a trombeta
(Teruah) chamar,” Rashi explica, “quem sabe apaziguar (leratzot, isto é,
despertar a boa ‘vontade’ de Ha’Shem) seu Criador em Rosh Hashanah. Isto é
por meio do sopro de um Teruah em conjunto com recitar versos do reinado de

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Ha’Shem, lembranças e sopro do shofar. “Em Rosh Hashanah suplicamos a


Ha’Shem que reine sobre nós, no segredo do verso, “A trombeta da explosão de
um rei está entre eles” (Bamidbar 23:21). Aceitamos voluntariamente sobre nós
mesmos o governo de Ha’Shem, e Ele também é despertado, por assim dizer,
para renovar Seu reinado sobre nós. Nossa vontade para a soberania absoluta
de Ha’Shem é em si a Coroa Celestial com a qual nós coroamos o Rei Superno
em Rosh Hashanah.
Em Yom Kippur, o Teruah é conectado com a palavra hebraica para “quebrar”,
como mencionado acima. O inimigo interno, e até o exterior, é quebrado em
batalha e submisso ao lado da santidade. Ele é até mesmo convertido em uma
força que serve ao lado da santidade, no segredo do ditado místico, “o mal (ra,
cognato a Teruah) é um trono para o bem.” Durante a oração de confissão do
Yom Kippur, com cada recitação de “nós transgredimos” e “pelo pecado de”,
batemos em nossos peitos no coração. Com sincera confissão e flagrante
simbolismo do coração, circuncidamos o prepúcio do coração, efetuando em
seus recessos mais profundos a perfeição da qualidade de “um coração partido”.
Em Sukot, o Teruah é associado à palavra hebraica para “amizade” (reut, da
mesma raiz que Teruah). Os sábios declaram: “‘Todos os judeus são dignos de
morar juntos em uma só sukah – em amor, paz e amizade’ – e espalhar sobre
nós a sukah, abrigo de Tua paz” (serviço de oração Maariv).
O objeto do trabalho espiritual – o coração partido – é efetuado, em geral,
durante os Dez Dias de Arrependimento (começando com o choro no coração
de Rosh Hashanah) e concluído no Yom Kippur. No entanto, a perfeição na
maneira de servir – “andar humildemente”, o enclausuramento do “coração
partido” em trajes de alegria e felicidade ocorre em Sukot, “o tempo de nossa
alegria”.
Durante os sete dias do festival de Sukot, nos escondemos (o aspecto de “andar
humildemente”) na “sombra da Emunah” da sukah. Em Shimini Atzeret e Simchat
Torah, o Teruah da felicidade revela-se como “as 70 faces da Torah” (Teruah
permutando nas letras ayin Torah, “70 [da] Torah”). Nesse ponto, vemos a
realização do segredo de “felizes são as pessoas que conhecem a Teruah”.
Então, pelo resto do ano (os dias de “Yaakov prosseguiu” [Bereshit 32:2]) nós
merecemos: “Ó Ha’Shem, à luz do Teu semblante, eles andarão”.

Há quatro tipos de sons de Shofar nos rituais religiosos judaicos


contemporâneos – na seguinte ordem:

Tekiah – Shevarim – Teruah – Tekiah Gedolah

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Tekiah
O Tekiah é um som longo, mas devido à posição da boca e da extensão da
respiração, a maioria dos Tokeim (tocadores de Shofar) terminam-no com um
som adicional, deslizando até um tom mais alto. É a finalização do Tekiah com
um Glissando, tanto como um ornamento deliberado quanto devido a
dificuldades técnicas. Há também um Tekiah com um Glissando em seu início.

Shevarim
Já no Talmud (Bavli 34:2), os Shevarim são descritos como sons de gemidos e
lamentos. Os Shevarim soam como um bramido: são compostos de três toques
curtos e cortantes, como um lamento.

Teruah
O Teruah é, de acordo com o rabino Yitzchak Arama, o sinal de ansiedade e
tristeza. É composto de mais unidades e mais curtas que o Shevarim. Os
ashkenazim produzem como Staccato, unidades rítmicas, enquanto que judeus
orientais soam um tipo de vibração ondulante, composto num longo som (como
uma corrente). Normalmente, para produzir as vibrações de longo tom, o tocador
do Shofar usa sua língua.

Tekiah Gedolah
No final da série Tekiah, Shevarim e Teruah, costuma-se tocar o Tekiah Gedola
(grande sopro): um som muito longo, dependendo da capacidade do tocador.
Como regra, o Tekiah Gedolah é três vezes mais longo que o Tekiah.

4 Julgamentos de Ha’Shem na Terra:


1. Pessach – sobre os grãos (quanto haverá de grãos)
2. Shavuot – sobre as frutas (quanto haverá de frutas)
3. Rosh Hashanah – todas as criaturas passam diante dEle como ovelhas
4. Sukot – sobre as águas (chuva – quanto vai chover)

Nas Grandes Festas


Em Rosh Hashanah, o papel do shofar é tão fundamental que a festa é também
chamada de Yom Teruah, o Dia do Toque. Pois é o seu chamado, o simples
toque de um shofar, o que anuncia que "o Povo Eleito por Ha'Shem está

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coroando-O como seu Rei, anunciando a todos os seres vivos que... O Eterno,
Ha'Shem de Israel, é Rei Majestoso e Seu Reino a tudo domina".
Um dos mandamentos do dia, como vimos acima, é ouvir o som do shofar, cem
vezes em cada um dos dois dias do Chag (este chag é um moed). Somente
quando o primeiro dia cai em Shabat, não poderá ser tocado. O segundo dia
nunca cai no Shabat.
Antes dos toques, recita-se sete vezes o Salmo 47. Segundo nossos sábios, este
salmo não se refere somente ao Grande Shofar que será tocado pelo Mashiach,
mas também ao tocado em cada Rosh Hashanah e que simboliza a redenção
dos pecados da alma de cada ser humano. No texto do salmo, dois conceitos
estão entrelaçados: o poder do shofar de inspirar os homens e o de despertar a
Misericórdia Divina. Aparece também no texto, por sete vezes, a palavra E-lohim,
que se refere à manifestação de Ha'Shem como o Dispensário da Justiça
Severa.
Portanto, antes de tocar o shofar pronunciamos quarenta e nove vezes o nome
de Ha'Shem em Seu atributo de Justiça. Isto porque quando Israel almeja a
purificação e o aperfeiçoamento, de forma tão intensa, a Justiça Divina se
transforma em Misericórdia.
Em Yom Kipur, no final do serviço, antes do 'Titkabel' da oração do Kadish, toca-
se novamente o shofar. Pelo costume asquenazita, ouve-se uma longa Tekiyah,
enquanto que entre os sefaraditas toca-se dez vezes a Tekyiah, seguida por uma
Teruah final. Se o serviço da Neilah e os versos que a seguem forem concluídos
antes do aparecimento das estrelas, a congregação deve aguardar seu
surgimento para fazer soar o último shofar. E depois de ouvi-lo, algumas
comunidades dizem: "Leshanah haba'ah bi'Yerushalayim!", o próximo ano em
Jerusalém!
Há diversas explicações para o toque do shofar no Dia do Perdão. Uma delas é
que na Antiga Israel se tocava o shofar no Yom Kipur do ano de "Yovel", o Ano
do Jubileu, para anunciar que a partir daquele momento todos os escravos
seriam libertados e as dívidas, canceladas.
Portanto, em cada Dia do Perdão tocamos o shofar, símbolo de nossa esperança
de que logo chegue o dia em que o Grande Shofar anuncie a vinda do Mashiach
e, com ela, a nossa verdadeira liberdade.

O Significado Oculto:
1. Tekiah – Convocação – Festa – Adoração;
2. Shevarim – Convocação – Chegada do Rei – Santidade;

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3. Teruah – Convocação – Guerra – Arrependimento (Este é o que dá o


nome para esta Grande Festa);
4. Tekiyah Guedolah – Convocação – Juízo de Ha’Shem – Clamor.

Rabi Saadyá Gaon: dez razões simbólicas para o toque do shofar:


1) Yom Teruah marca o início da Criação e, por conseguinte, o do reinado de
Ha'Shem sobre o mundo. Quando um novo rei sobe ao trono, soam as
trombetas. Anualmente saúda-se essa efeméride com os mesmos sons jubilosos
e solenes. Da mesma forma, reafirmamos o poder Divino e Seu Reinado sobre
todos os homens, ano após ano, com o toque do shofar.
2) Os Dez Dias de Teshuvah (Penitência) se iniciam em Yom Teruah. Este
anúncio é feito pelo shofar, da mesma forma como quando qualquer decreto é
proclamado. Seus sons nos advertem: "Aperfeiçoa-te!"
3) O som do shofar remete-nos à Revelação, nas encostas do Monte Sinai,
quando seu estrondo encheu os ares, com respeito e temor. Ouvir estes sons
novamente, em Yom Teruah, leva-nos a reafirmar o compromisso de nossos
antepassados: nossa vida será dedicada à Torá e a Seus ensinamentos.
4) As palavras de advertência de nossos Profetas vinham fortes, como os toques
do shofar. Ainda hoje, ecoam em nossos ouvidos, fazendo-nos despertar da
letargia para uma vida melhor.
5) Como recordação das trombetas inimigas ao atacar Jerusalém e destruir o
Templo Sagrado. Ao ouvir os sons do shofar, rogamos pela pronta reconstrução
do Bet Ha'Mikdash e pelo perdão de nossos pecados.
6) Para nos lembrar do compromisso de Itzchak, que acatou a ordem Divina e
aceitou ser oferecido em sacrifício, sendo, no último instante, substituído por um
carneiro. Em Rosh Hashanah, tocamos o shofar porque oferecemos nossa vida
pela santificação de Seu Nome Sagrado.
7) "Poderá o shofar soar na cidade sem que o povo trema de medo?", perguntou
o profeta Amós. Com efeito, seu som solene nos estremece pelo temor do
julgamento Divino. Humilhemo-nos, pois, diante do Criador, aos sons de
Teshuvah.
8) Para nos remeter ao Dia do Julgamento Final, pois... "próximo está o dia do
julgamento de D'us; muito próximo e brevemente ouviremos o troar do shofar e
de nosso júbilo..."
9) O toque do shofar reafirma nossa fé na reunião de todos os dispersos de
nosso povo, fazendo despertar anseio por esse dia grandioso. Como disse
Isaías... "E será naquele dia, e soará o Grande Shofar, e voltarão aqueles que

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pereceram na Terra de Ashur, e aqueles que foram dispersos na terra do


Egito...".
10) Reafirmaremos, ao majestoso toque do shofar, nossa fé na chegada, em
breve, do Mashiach - orando para que não tarde. Poderemos, então, reunir todos
os desgarrados de nosso povo, mundo afora. E, juntos, testemunharemos a
Ressurreição dos Mortos, que se levantarão de seu sono "... quando o Grande
Shofar (Tekiah Gdolah) do Mashiach for ouvido".

11 Motivos pelos quais tocamos o shofar em Rosh Hashanah – Yom


Ha'Teruah

Estamos familiarizados com as visões, sabores e sons de Rosh HaShanah - a


doce sensação do mel na boca, o ondular rítmico da congregação em prece, o
grito do shofar no ar. Mas já paramos para pensar sobre as mensagens por trás
das ações do dia?
Embora todo mandamento seja essencialmente supra-racional - realizado
somente porque é a vontade e a ordem do Criador - nossos sábios encontraram
significado e mensagens por trás dos mandamentos que cumprimos. Vamos
examinar as 11 razões dadas para tocar o shofar em Rosh HaShanah.

1 - O Retorno do Rei
Em Rosh HaShanah, o aniversário da Criação, D'us renova a energia criativa
que sustém nosso mundo. Mais uma vez, Ele é coroado como Rei do universo.
Assim como trombetas são tocadas numa coroação, o shofar anuncia o contínuo
reinado de D'us.

2 - O Grande Despertador
Em Rosh HaShanah, o primeiro dos Dez Dias de Arrependimento, despertamos
de nosso sono espiritual. O shofar é como um alarme que nos chama para
examinarmos nossas ações e corrigir nossas maneiras, quando retornamos a
D'us.

3 - O Lembrete

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
11
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

O shofar foi tocado no Monte Sinai quando a Torá foi outorgada. Em Rosh
HaShanah, tocamos o shofar para nos lembrar de nos rededicarmos ao estudo
de Torá - e para lembrar D'us do nosso compromisso inicial e sinceridade.

4 - A Voz
O shofar nos lembra da voz dos profetas, que como o toque do shofar nos
chamaram para corrigir nossos caminhos, seguir os mandamentos de D'us e agir
corretamente com o próximo.

5 - As Lágrimas
O toque do shofar nos lembra dos gritos e lágrimas derramados pela destruição
do Templo Sagrado em Jerusalém, inspirando-nos a trazer Mashiach e apressar
a reconstrução do Templo.

6 - O Sacrifício
O shofar, feito de um chifre de carneiro, nos lembra da amarração de Isaac e o
carneiro que D'us proveu como um sacrifício em seu lugar. Ao tocar o shofar,
lembramos da fé dos Profetas e da nossa própria capacidade para o auto-
sacrifício.

7 - Reverência
O shofar nos enche de reverência e humildade ao contemplarmos a verdadeira
infinitude de D'us, como Ele preenche todo o espaço e o tempo.

8 - A Introspecção
O shofar será tocado no Dia do Julgamento, quando Mashiach vier. Portanto
tocamos o shofar em Rosh HaShanah para nos lembrar de examinar nossos atos
e contemplar como podemos melhorá-los.

9 - A Celebração
O toque do shofar irá assinalar o retorno do povo judeu quando Mashiach vier.
Tocamos o shofar em Rosh HaShanah para nos lembrar da salvação de D'us
em nossas vidas.

10 - A Unidade
O toque do shofar quando Mashiach chegar irá trazer um tempo de compreensão
universal e reconhecimento da unidade de D'us. Tocamos o shofar em Rosh
HaShanah para nos lembrar da unidade de D'us.

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
12
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

11 - O Grito
O chamado do shofar em Rosh HaShanah nos lembra do grito primordial, o
eterno chamado silencioso da alma expressando seu desejo de retornar ao seu
Criador.

Fontes: Essa lista é compilada dos escritos de Rabi Saadiah Gaon, A razão
número 11 é derivada de uma parábola ensinada pelo Baal Shem Tov.

[Link]
[Link]

Leituras:
Primeiro dia:
Porção da Torá: Gênesis 21 (Sarah concebe Yitzchak)
Maftir: Números 29: 1-6
Haftarah: 1 Samuel 1: 1-2: 10 (Chanah concebe Shmuel)

Segundo dia:
Porção da Torá: Gênesis 22 (Abraão instruído a sacrificar Yitzchak)
Maftir: Números 29: 1-6
Haftarah: Jeremias 31: 1-19
Embora Rosh Hashanah seja celebrado como o principal Ano Novo, a Mishnah
nos diz: “Há quatro anos novos. No dia primeiro de Nisan é ano novo para reis e
festivais. No dia primeiro de Elul é o ano novo para o dízimo do gado... No
primeiro dia de Tishri é o Ano Novo para os anos, para o lançamento e os anos
do Jubileu, para a plantação e para os vegetais. No primeiro dia de Shevat é o
Ano Novo das Árvores...” (Rosh Hashanah 1:1).

Alimentos que não pode faltar (liturgia):


• Tâmaras
• Uvas

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
13
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

• Vinho
• Suco de Uva
• Figo
• Romã
• Peras
• Maçãs
• Mel
• Pão – Duas Chalot doces e redonda (pode-se fazer uma salgada (para
comer com patê de fígado com ovos) e uma doce – sempre redondas)
• Alho porro
• Acelga
• Abóbora
• Vagem
• Peixe e Cabeça de Peixe
Pode-se acrescentar:
• Amêndoas
• Azeitonas
• Damascos
• Outras saladas verdes e legumes

Sugestões para a Ceia (Jantar Festivo):


• Bolo de nozes e mel
• Pão de mel
• Torta de Maçã com chantilly
• Arroz com lentilhas
• Patê de fígado com ovo cozido

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
14
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

A Exaltação de Yeshua em Rosh HaShanah

Machzor (plural: Machzorim) é o livro de orações que rege as celebrações


judaicas de Rosh HaShanah e Yom Kipur.
Um fato bastante curioso é que em dois Machzorim do Judaísmo Ortodoxo há
expressamente a exaltação do nome de Yeshua.
Em um Machzor publicado na Polônia, no século XIX, Yeshua é mencionado
durante o ponto áureo de Rosh HaShanah, quando o shofar é tocado. Ver no
anexo1.

Transliteração e tradução:

Yehi ratzon milefanêcha Adonai Elohai veElohei avotai shetekiat

Que seja da tua vontade, Adonai, meu Elohim e Elohim dos meus pais que o
toque

TaShRaT ( ‫ )קש"ק‬she-anachnu tokyim hayom tihiê merukêmet hayeriá

TaSHRaT que nós tocamos hoje seja bordado na cortina [do Templo];

Al yad hamemuná Tartiel keshem shekibalta al yad Eliyahu

Pela mão do encarregado [anjo] Tartiel, como recebeu pela mão de Eliyahu
(Elias),

Zachur latov vi-YESHUA sar hapanim ve-sar metatron

Que é lembrado para sempre, e YESHUA, o Príncipe da Presença e Príncipe


Metatron.

vetimale aleinu berachamim. Baruch ata baal harachamim

E tu nos encherá de misericórdia. Bendito sejas tu, o Senhor da misericórdia.

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
15
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

Explicando TaShRaT:

TaSHRaT é um acróstico que se refere a determinada sequência de toques do


shofar: Tekia – Shevarim – Terua – Tekia.

A cortina (“véu”) refere-se àquela que ficava no Templo (Beit HaMikdash),


separando o Lugar Santo (Kodesh) do Santo dos Santos (Kodesh HaKodashim).

Tartiel é o nome de um anjo.

Consoante o Machzor citado, durante a festa de Rosh HaShanah, judeus


ortodoxos tocam o shofar e exaltam o nome do Mashiach:

“YESHUA, o Príncipe da Presença e Príncipe Metatron”

Percebe-se com clareza que os judeus ortodoxos invocam abertamente o nome


de Yeshua.

Há um outro Machzor, publicado por Herbert Adler e impresso nos Estados


Unidos (1977) pela Hebrew Publishing Company, que é bastante semelhante ao
primeiro. Mas este Machzor possui um detalhe interessante: em todas as suas
páginas há, lado a lado, o texto em hebraico com sinais massoréticos (nikudot)
e a respectiva tradução para o inglês. Porém, somente na página em que é citado
o nome de YESHUA, o texto em hebraico está sem sinais e não há a tradução
para o inglês. Ou seja, o judeu ortodoxo que publicou o Machzor fez questão de
tentar ocultar o nome de Yeshua, deixando em branco apenas a página em que
consta o nome do Mashiach. Não obstante, como dito, na página em hebraico o
nome do Mashiach é visualizado facilmente. Ver anexo 2.

Transliteração e tradução do anexo 2:

Vi-YESHUA sar hapanim ve-sar metatron

“YESHUA, o Príncipe da Presença e Príncipe Metatron”.

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
16
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

Tendo em vista que os Machzorim citados são livros que condensam as


antiquíssimas tradições judaicas, deduz-se que milhares de judeus ortodoxos,
de longa data, já reconheceram Yeshua como o Mashiach de Israel, e por isso
fizeram questão de exaltar o seu nome durante a festa de Rosh HaShanah.

Os judeus tocam o shofar em Rosh HaShanah e clamam pelo nome de Yeshua,


que “coincidentemente” voltará à terra ao som do shofar:

“Porque, se cremos que Yeshua morreu e ressuscitou, assim também aos que
em Yeshua dormem, Elohim os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto,
pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor,
não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu
com alarido, e com voz de arcanjo, e com o shofar de Elohim; e os que morreram
no Mashiach ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:14-16).

Nisto vemos a providência do ETERNO: todos os judeus que usam os


Machzorim em apreço invocam o nome de Yeshua quando tocam o shofar, isto
é, tanto os que creem quanto os que não creem no Mashiach. Em outras
palavras, até mesmo os incrédulos são obrigados a engrandecer o nome de
Yeshua HaMashiach!

Após a aclamação de Yeshua, todos os judeus repetem o que está escrito nos
dois Machzorim citados:

“E tu nos encherá de misericórdia. Bendito sejas tu, o Senhor da misericórdia”.

Atente-se, então, para este importante detalhe: todos os judeus invocam o nome
de Yeshua e em seguida pedem a misericórdia do ETERNO. Trata-se de um ato
simbólico, ainda que inconsciente, que aponta para o fato de que um dia todo o
Israel reconhecerá Yeshua como Mashiach, cumprindo-se as palavras de Sha’ul
(Paulo):

“Todo o Israel será salvo” (Romanos 11:26).

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
17
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

ANEXO 1

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
18
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

ANEXO 2

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
19
Yom Teruah – Festa das Trombetas
Rosh Hashanah

Hebraiconline
Moreh Yoel ben Avraham
20

Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
0 
 qwertyuiopasdfghjklzxcvbnmqwert
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
1 
 
Yom Teruah – Rosh Hashanah
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
2 
 
coração partido; “Não existe u
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
3 
 
Entretanto, o shofar que hoje
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
4 
 
Então, ao erguer seus olhos, A
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
5 
 
3. 
Tekiyah - Teruá - Tekiyah.
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
6 
 
Os Três Tipos de Teruah 
Quant
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
7 
 
Ha’Shem, lembranças e sopro do
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
8 
 
Tekiah 
O Tekiah é um som long
Yom Teruah – Festa das Trombetas 
Rosh Hashanah 
 
Hebraiconline 
Moreh Yoel ben Avraham 
9 
 
coroando-O como seu Rei, anunc

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