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Textos Multimodais na Educação

1) O documento apresenta uma coleção de fascículos sobre componentes eletivos para Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. 2) Cada fascículo aborda um componente eletivo de forma a apoiar professores e desenvolver competências em estudantes. 3) O fascículo sobre Linguagens e suas Tecnologias apresenta situações-problema, atividades e avaliações para trabalhar habilidades relacionadas a linguagem.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Textos Multimodais na Educação

1) O documento apresenta uma coleção de fascículos sobre componentes eletivos para Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. 2) Cada fascículo aborda um componente eletivo de forma a apoiar professores e desenvolver competências em estudantes. 3) O fascículo sobre Linguagens e suas Tecnologias apresenta situações-problema, atividades e avaliações para trabalhar habilidades relacionadas a linguagem.
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COLEÇÃO

COMPONENTES
ELETIVOS
FUNDANTES

LINGUAGENS
E SUAS TECNOLOGIAS

TEXTOS
MULTIMODAIS
Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral do Ceará – EEMTI
LINGUAGENS

Camilo Sobreira de Santana Elaboração e Acompanhamento


Governador Equipe Técnica CEDTI:
Maria Izolda Cela de Arruda Coelho Anna Karina Pací�ico Barros
Vice-Governadora Daniela Bezerra de Menezes Gomes
Eliana Nunes Estrela Ellen Oliveira Lima Sandes
Secretária da Educação Jefrei Almeida Rocha
Maria Jucineide da Costa Fernandes Maria Nahir Batista Ferreira Torres
Secretária Executiva de Ensino Médio e Pro�issional Maria Socorro Braga Silva
Ana Gardennya Linard Sírio Oliveira Teresa Márcia Almeida da Silveira
Coordenadora da Educação em Tempo Integral Revisão: Ellen Oliveira Lima Sandes
Denylson da Silva Prado Ribeiro Ilustrações e Capa: MRDezigner
Articulador da Coordenadoria da Educação em Tempo
Direito autoral do desenho e infografia: Freepik
Integral
Gezenira Rodrigues da Silva
Orientadora da Célula de Desenvolvimento da Edu-
cação em Tempo Integral

Dados internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

C691 Coleção componentes eletivos fundantes das EEMTI do Ceará: lingua-


gens e suas tecnologias [recurso eletrônico] / Ana Gardennya Linard Sírio
Oliveira, Gezenira Rodrigues da Silva, Denylson da Silva Prado Ribeiro
(orgs.). - Fortaleza: SEDUC, 2021.

(Coleção componentes eletivos fundantes das EEMTI do Ceará v. 1)

Livro eletrônico
ISBN 978-65-89549-02-4 (E-book)

1. Linguagem. 2. Tecnologia. [Link], Ana Gardennya Linard Sírio, org.


II. Silva, Gezenira Rodrigues da, org. [Link], Denylson da Silva Prado,
org. IV. Título.
CDD: 370.14

Esta obra está sujeita à licença Atribuição


- Não Comercial - Sem Derivações 4.0 Internacional
de Creative Commons.
2
APRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL

A Secretaria da Educação do estado do Ceará, por meio da Coordenadoria


de Educação em Tempo Integral e Educação Complementar (COETI), apresenta
às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral – EEMTI esta coleção de fascículos
que abordam componentes eletivos que compõem a parte flexível do currículo.
A disponibilização desse material para as EEMTI tem como objetivos:
I. Oferecer apoio pedagógico e didático aos professores e às professoras que lecio-
nam esses componentes eletivos. II. Oportunizar aos(às) estudantes subsídios para o
desenvolvimento de competências e habilidades nos itinerários escolhidos, a partir de
seu Projeto de Vida, favorecendo a aquisição de novos conhecimentos, a ampliação da
aprendizagem e o seu crescimento cognitivo e socioemocional.
A elaboração destes fascículos está vinculada às ementas do Catálogo dos
Componentes Eletivos de 2021. Nesta primeira tiragem, foram selecionados alguns
componentes eletivos fundantes, ou seja, que apresentam assuntos essenciais e
contextualizados, capazes de gerar interesses de aprofundamento nos(nas) jovens, a
partir das temáticas abordadas. Esses componentes estão relacionados às quatro
áreas de conhecimento da Base Nacional Comum Curricular – BNCC (Linguagens
e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências da Natureza e suas
tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas) e a uma unidade curricular de
Formação Profissional.

3
LINGUAGENS

Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), dez competências


MENSAGEM AO PROFESSOR

gerais devem ser desenvolvidas pelos(as) estudantes ao longo do Ensino Médio.


A pluralidade de usos da linguagem no contexto escolar trouxe uma grande
ressignificação dos materiais didáticos que precisaram ser analisados, levando-se em
consideração o avanço da tecnologia e a interação promovida pelos meios digitais.
A linguagem passou por uma transformação, já que antes se falava na escola
apenas em linguagem verbal e não verbal, e esta multiplicidade veio para ficar e se
instalar nas diversas situações comunicativas do ambiente escolar.
Trabalhar as diversas linguagens continua sendo um dos principais desafios
para o(a) docente, principalmente porque o estudo é contínuo e, todos os dias,
novos gêneros surgem, necessitando de uma atualização no discurso, que abranja
as possíveis construções dialógicas múltiplas. Assim, surgiram os textos multimo-
dais, que propõem uma conexão das várias formas de linguagem e que se estabe-
lecem por meio de mais de um código semiótico, utilizando, em sua maioria, uma
grande quantidade de imagens para a comunicação.
O fascículo está organizado em três partes, com uma ou mais habilidades
afins, selecionadas da BNCC, do SPAECE e do Enem. Cada parte será compos-
ta por duas situações-problema, atividades (PARA COMPREENDER), etapa da
construção para prática (ATIVIDADE PRÁTICA) e avaliação (PRATICANDO
EU APRENDO).
O fascículo encerra com a proposta de uma produção prática, interdisci-
plinar, para ser realizada pelos(as) alunos(as), visto a importância de se aplicar os
conhecimentos estudados de forma prática, por meio de um produto com função
social.
Para desenvolver os produtos finais, converse com professores(as) de outras
áreas, para que possam pensar juntos em como estimular os jovens no protago-
nismo dessa construção. Ademais, este produto pode ser compartilhado com ou-
tras pessoas, em um momento combinado com o grupo e/ou comunidade escolar
(remoto ou presencial), para que o resultado dos estudos, das pesquisas e das
criações possa ser comunicado, e o protagonismo dos jovens, valorizado. Esse mo-
mento, ao final de cada semestre, chama-se CULMINÂNCIA e é realizado em um
dia, organizado e planejado pelos(as) estudantes e equipe escolar, com convite a
toda a comunidade escolar.
Esperamos, pois, que este fascículo contribua para enriquecer a sua prática
pedagógica, auxiliando no planejamento das suas aulas e fortalecendo os processos
de ensino e de aprendizagem.
4 Sucesso e boas aulas!
LINGUAGENS

PARTE
Cada PARTE é composta por três ou quatro situações-
-problemas (SITUAÇÃO-PROBLEMA), três ou quatro
atividades (PARA COMPREENDER), um elaborando o
produto final (ATIVIDADE PRÁTICA), e uma avaliação
(PRATICANDO EU APRENDO).

UNIDADE
A UNIDADE é composta por uma, duas ou até três
habilidades afins, selecionadas da BNCC ou da matriz do
SPAECE ou do ENEM

PARA COMPREENDER
PARA COMPREENDER
As atividades do PARA COMPREENDER são
CONHECENDO O FASCÍCULO

constituídas por questões reflexivas e de respostas constru-


ídas.

PRATICANDO EU APRENDO
O PRATICANDO EU APRENDO é o espaço des-
tinado à avaliação, que será composta de itens de múltipla
escolha, aplicados pelo SPAECE, ENEM ou SAEB, sobre a
área de conhecimento a que a eletiva pertence.

FIQUE DE OLHO
O ícone FIQUE DE OLHO apresenta lembretes que-
são muito importantes para a compreensão do assunto.

SAIBA MAIS
O SAIBA MAIS aprofunda os conhecimentos e
aborda curiosidades sobre: assunto, autor, livro, dicas de
sites e/ou um complemento relevante para o tema, sempre
relacionado ao desenvolvimento da habilidade.

ATIVIDADE PRÁTICA
A ATIVIDADE PRÁTICA contribui para o apro-
fundamento e consolidação das habilidades da Eletiva.
CULMINÂNCIA
A CULMINÂNCIA apresenta as instruções para
elaboração de um produto com função social.
Assim, o(a) estudante estará preparado e seguro
para produzir, juntamente com seus(suas) colegas, um
objeto (científico ou cultural), com a finalidade de estimu-
lar o protagonismo estudantil, para ser compartilhado com
a comunidade escolar.

5
LINGUAGENS

Seja bem-vindo(a) a esta prazerosa viagem pelo mundo da multimo-


MENSAGEM AO ESTUDANTE

dalidade. Você será convidado(a) a conhecer textos que utilizam diversas


linguagens no estabelecimento da comunicação e que, muitas vezes, divertem
o(a) leitor(a), proporcionando uma integração entre som, imagem, animação
e texto. Vai perceber, também, que a tecnologia deve ser muito bem aproveita-
da no processo de aprendizagem, sendo uma ferramenta imprescindível para
aprimorar o engajamento dos(as) alunos(as) na colaboração e na detenção do
conhecimento.
Ressalta-se que, para a escolha de uma eletiva, faz-se necessário se
autoconhecer, identificar os valores nos quais se sustentam o seu Projeto de
Vida, e como esses valores podem contribuir para o seu sucesso como pessoa
e como cidadão(ã).
Antes, já existiam as histórias em quadrinhos (HQ), que misturavam
linguagens, apresentando, por vezes, uma significativa interação com o(a)
leitor(a). Com o advento da tecnologia, apareceram muitos outros gêneros
que também fazem isso e foram surgindo em diversas situações do discurso,
principalmente porque, agora, a imagem faz parte de uma relação quase
indissociável com a composição textual. Na Internet, então, vários outros
apareceram, potencializando, cada vez mais, a linguagem das redes sociais,
tornando-a diferenciada, já que a comunicação, em bastantes ocasiões, é
estabelecida em tempo real, e muito eficiente aos seus diversos públicos,
aplicativos e ferramentas.
Nessa perspectiva, a multimodalidade discursiva conecta elementos
alfabéticos e imagéticos, trazendo para a construção textual efeitos de sentido,
ainda que o texto esteja representado apenas na escrita, pois pode manifestar
recursos multimodais que implicam diretamente na compreensão do todo,
como palavras destacadas em negrito, sublinhado, fontes diferenciadas, etc.
Atenção! Esta é apenas uma pequena mostra de gêneros, porque são
inúmeros, e você pode, enquanto estiver estudando, descobrir uma infinidade
deles.
E aí? Está pronto(a)? Espero que sim, porque as atividades foram feitas
especialmente para você, propondo, a cada aula, compreensão e prática do
assunto estudado. Vamos lá?
6 Bom desempenho!
LINGUAGENS

SUMÁRIO
Parte 1 .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
A MULTIMODALIDADE
UNIDADE 1 – Linguagem verbal e não verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
UNIDADE 2 – O que é um texto multimodal? . . . . . . . . . . . . . 10
UNIDADE 3 – Exemplo de textos multimodais . . . . . . . . . . . . 13
Atividade prática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Praticando eu aprendo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Parte 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
A multimodalidade
UNIDADE 4 – História em quadrinhos (HQ) . . . . . . . . . . . . . 18
UNIDADE 5 – Charge e tirinha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
UNIDADE 6 – Anúncio publicitário e propaganda . . . . . . . . . . . . . 21
Atividade prática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
Praticando eu aprendo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Parte 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
INTERNET E MULTIMODALIDADE
UNIDADE 7 – Internet e multimodalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
UNIDADE 8 – Chats e Posts . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
UNIDADE 9 – Twitter e Whatsapp . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
Atividade prática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
Praticando eu aprendo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
CULMINÂNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32

HABILIDADES DESENVOLVIDAS NESTE VOLUME EM1LP1(ENEM): Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expres-
sivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.
EM21LP7(ENEM): Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não- EM21LP7(ENEM) Reconhecer em textos de diferentes gêneros,
-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos. recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar
EM13LP17(BNCC): Elaborar roteiros para a produção de vídeos variados (vlog, video- comportamentos e hábitos.
clipe, videominuto, documentário etc.), apresentações teatrais, narrativas mul- EM13LP01(BNCC): Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta,
timídia e transmídia, podcasts, playlists comentadas etc., para ampliar as possi- com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação
bilidades de produção de sentidos e engajar-se em práticas autorais e coletivas. (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social
EM13LP06 (BNCC): Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilidades de
linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordena- construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes
ção, combinação e contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as situações.
possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico da língua. EM13LP05(BNCC): Analisar, em textos argumentativos, os posicionamentos assumi- -
EM13LGG103 (BNCC): Analisar o funcionamento das diferentes semioses (visuais, dos, os movimentos argumentativos (sustentação, refutação/ contra-argumen-
verbais, sonoras, gestuais) que podem integrar discursos e atos de linguagem, tação e negociação) e os argumentos utilizados para sustentá-los, para avaliar
em práticas de linguagem nos diferentes campos de atuação. EM13LP14 sua força e eficácia, e posicionar-se criticamente diante da questão discutida
e/ou dos argumentos utilizados, recorrendo aos mecanismos linguísticos ne-
(BNCC) Analisar, a partir de referências contextuais, estéticas e culturais,
cessários.
efeitos de sentido decorrentes de escolhas e composição das imagens (en-
EM13LP34(BNCC): Produzir textos para a divulgação do conhecimento e de resul-
quadramento, ângulo/vetor, foco/profundidade de campo, iluminação, cor,
tados de levantamentos e pesquisas – texto monográfico, ensaio, artigo de di-
linhas, formas etc.) e de sua sequenciação (disposição e transição, movimen- vulgação científica, verbete de enciclopédia (colaborativa ou não), infográfico
tos de câmera, remix, entre outros), das performances (movimentos do cor- (estático ou animado), relato de experimento, relatório, relatório multimidiá-
po, gestos, ocupação do espaço cênico), dos elementos sonoros (entonação, tico de campo, reportagem científica, podcast ou vlog científico, apresentações
trilha sonora, sampleamento etc.) e das relações desses elementos com o ver- orais, seminários, comunicações em mesas redondas, mapas dinâmicos etc.–,
bal, levando em conta esses efeitos nas produções de imagens e vídeos, para considerando o contexto de produção e utilizando os conhecimentos sobre os
ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de apreciação. gêneros de divulgação científica, de forma a engajar-se em processos significa-
EM13LP18 (BNCC): Utilizar softwares de edição de textos, fotos, vídeos e áudio, além tivos de socialização e divulgação do conhecimento.
de ferramentas e ambientes colaborativos para criar textos e produções multis- EM13LP10(BNCC): Analisar o fenômeno da variação linguística, em seus diferentes
semióticas com finalidades diversas, explorando os recursos e efeitos disponíveis níveis (variações fonético-fonológica, lexical, sintática, semântica e estilís-
e apropriando-se de práticas colaborativas de escrita, de construção coletiva do tico-pragmática) e em suas diferentes dimensões (regional, histórica, social,
conhecimento e de desenvolvimento de projetos. situacional, ocupacional, etária etc.), de forma a ampliar a compreensão sobre
EM13LP03): Analisar relações de intertextualidade e interdiscursividade que per- a natureza viva e dinâmica da língua e sobre o fenômeno da constituição de va-
mitam a explicitação de relações dialógicas, a identificação de posicionamentos riedades linguísticas de prestígio e estigmatizadas, e a fundamentar o respeito
ou de perspectivas, a compreensão de paráfrases, paródias e estilizações, entre às variedades linguísticas e o combate a preconceitos linguísticos.
(EM13LGG702): Avaliar o impacto das tecnologias digitais da informação e comu-
outras possibilidades.
nicação (TDIC) na formação do sujeito e em suas práticas sociais, para fazer
EM13LP04 (BNCC): Estabelecer relações de interdiscursividade e intertextualidade para
uso crítico dessa mídia em práticas de seleção, compreensão e produção de
explicitar, sustentar e conferir consistência a posicionamentos e para construir e
discursos em ambiente digital.
corroborar explicações e relatos, fazendo uso de citações e paráfrases devidamente (EM13LGG701): Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação
marcadas. (TDIC), compreendendo seus princípios e funcionalidades, e utilizá-las de
modo ético, criativo, responsável e adequado a práticas de linguagem em di-
ferentes contextos.

7
PARTE 1:
LINGUAGEM EM FOCO

Disponível em: [Link]


Acesso em 20/05/2021.

PARA COMPREENDER
A) De que maneira a personagem do segundo balão leu o código
de barras?
B) As personagens entenderam a orientação do caixa eletrônico?
Justifique sua resposta.

Quando se fala em comunicação, já se sabe que ela acon-


tece por meio da linguagem, que pode ser verbal (expressa por
palavras escritas ou faladas) ou não verbal (expressa por signos
visuais, como placas, músicas, gestos, ilustrações). Essas modali-
dades sugerem a ação de um emissor e de um receptor, para que
a comunicação seja estabelecida.
Entretanto, nem sempre essas linguagens vão estar sepa-
radas no discurso. Existe a linguagem híbrida, quando esses dois
tipos se juntam e emitem uma única mensagem. Na charge, por
exemplo, inúmeras vezes, podemos ver uma imagem seguida de
um texto e, nesse caso, ambos contribuem para a compreensão
da mensagem. Assim, nota-se que a linguagem é um elemento
- A MULTIMODALIDADE

muito importante para a comunicação, pois o código usado en-


UNIDADE 1

tre o emissor e o receptor define se a comunicação será eficiente


ou não.
A linguagem verbal está presente em muitas situações
cotidianas, principalmente no uso constante das redes sociais;
quando o internauta posta comentários ou responde a mensa-
gens, utiliza a escrita para isso. E a linguagem não verbal? Será
que ela também é muito explorada no dia a dia das pessoas? Sim.
Um exemplo que reforça a utilização diária é o semáforo: quan-
do o motorista vê a luz vermelha, logo sabe que precisa parar o
carro. Então, pode-se dizer que as duas linguagens estão presen-
tes cotidianamente em diversas situações.

8
Esse meio sistemático e organizado de comunicar ideias ou sentimentos, ao qual chamamos linguagem,
utiliza uma variedade de signos para sua expressão, não importa se sonoros, gráficos, convencionais, mas con-
segue estabelecer comunicabilidade em diversos ambientes, proporcionando interação, diálogo, conversação e
valorização da identidade.
Nessa charge, a linguagem verbal e a linguagem não verbal fundem-se de forma harmônica, compondo
o texto que apresenta uma crítica ao letramento. Por meio da linguagem mista, o autor consegue promover a
compreensão da mensagem. Essa forma de hibridismo acontece em outros textos também, como propagandas,
notícias, reportagens, manuais de instrução, embalagens de produtos, HQ, posts, chats e muitos outros.
Os meios de comunicação, atualmente, apresentam um alcance ainda maior do que os anteriores à tec-
nologia. Nas redes sociais, por exemplo, são incontáveis as vezes em que o usuário utiliza a linguagem híbrida,
principalmente porque ferramentas, aplicativos e jogos exigem uma interação dinâmica e versátil, proporcio-
nando transformações constantes no uso da linguagem devido à adequação ao meio.
Enfim, a linguagem é uma atividade que se estabelece de acordo com os valores de mundo comparti-
lhados entre os indivíduos envolvidos no processo, ou seja, é formada a partir de elementos instituídos pela
sociedade, que a fazem ser interativa nas construções dos diferentes veículos.

F IQUE DE OLHO
Semiótica é a ciência que estuda os signos. Ela permite compreender o processo de comunicação explo-
rando os signos e símbolos como parte relevante para a compreensão da mensagem. Ou seja, ela analisa como
o indivíduo atribui significado a tudo o que se encontra ao seu redor, como ele interpreta o ambiente que o
envolve. Assim, a linguística estuda a linguagem verbal; e a semiótica, a linguagem e seus signos.

9
O texto multimodal é uma construção que une elementos
de diferentes registros, fazendo uma conexão entre eles. Observe:

Disponível em: [Link]


Acesso em 25/05/2021.

PARA COMPREENDER
A) De acordo com o texto 2, quantas razões existem para acreditar
que os bons são a maioria?
B) Por que o autor, no texto 2, destacou a expressão “125 razões”?

O texto resulta da atuação das múltiplas formas de lingua-


gem, o que significa que ele não se estabelece apenas por meio da
escrita, mas pode se materializar oralmente ou por meio de uma
linguagem imagética, apresentando diversas formas de significação.
- O QUE É UM TEXTO MULTIMODAL?

A Multimodalidade Textual, além de apresentar escrita e


fala, une a essas duas a imagem, ou seja, a linguagem visual. Por
isso mesmo é que ela se refere a variados modos de representação,
utilizados na construção linguística, como disposição da grafia, pa-
lavras, imagens, gestos, cores, e tantos outros traços. Desse modo,
acaba inovando nas práticas comunicativas, à medida que usa pis-
tas que demonstram a intencionalidade ou finalidade de um texto.
Essas pistas textuais são recursos linguísticos multimodais, que co-
UNIDADE 2

laboram para a construção de sentido na composição.


De acordo com Nascimento et al. (2011), nas práticas cor-
riqueiras do dia a dia da sociedade contemporânea, o espaço con-
cedido à imagem ampliou-se consideravelmente. Os documentos
textuais presentes nas práticas cotidianas trazem consigo, não ape-
nas a linguagem verbal escrita, mas também um amplo contingen-
te de recursos visuais. Partindo desse pressuposto, há um infinito
contingente de elementos imagéticos e visuais, que podem ser em-
pregados na composição textual com fins a acarretar determinados
efeitos de sentido, como é o caso da seleção das cores empregadas
em um dado texto, da seleção do tipo de letra, do formato e da cor,
etc. A materialização de todo esse contingente de elementos revela
as particularidades dos propósitos comunicativos do autor, como
10 postula Silva (2014).
LINGUAGENS
Nessa perspectiva, nota-se que as novas tecnologias exigiram novas composições textuais que trans-
cendem a palavra, observando-se uma intensa divulgação de um plano visual, que proporciona modernas
maneiras de leitura. Assim, o texto assume, atualmente, a condição de multimodal. Em muitas situações de
interlocução, o texto pode ser qualquer produção linguística que faça sentido, sendo algo construído pelos
variados registros da linguagem.
Essa propaganda apresentou vários outdoors pela cidade. Cada um mostrava um dado estatístico nega-
tivo sobre algum problema e evidenciava um, de número maior, positivo, algo que reforçava a ideia de que os
bons são a maioria. Se você notar bem, existem vários elementos que constroem a intencionalidade comuni-
cativa: quando você aperta (clica) o botão, já indica a ideia de que está fazendo algo, tendo uma atitude diante
do que se vai apresentar; em 2011, a Coca-cola estava fazendo 125 anos e uniu a isso a ideia de uma campanha
que reativasse nas pessoas a vontade de acreditar em um possível mundo melhor; as imagens trabalhavam
uma ideia lúdica, que remetia muito a desenhos infantis, e os dados estatísticos, que promoviam uma maior
veracidade à informação, também eram elementos que se misturavam à composição de uma campanha muito
bem elaborada.
Durante um bom tempo, a propaganda permaneceu em evidência. Não era apenas um texto escrito,
mas conectava ideias, desenhos, sentimentos, números, elementos imagéticos, que materializavam a intencio-
nalidade comunicativa. Era um texto Multimodal.

SAIBA MAIS
Você já ouviu falar em Intertextualidade?
Intertextualidade é a relação entre dois textos, caracterizada por um citar o outro. Pode-se dizer que
um texto pode “dialogar” com um ou mais textos, de diferentes gêneros, que podem ser verbais, não verbais ou
mistos. Observe as seguintes propagandas da Hortifruti:

[Link]

Note que ambas fazem alusão a filmes conhecidos e consagrados no cinema. São propagandas que
utilizam a intertextualidade como recurso para chamar a atenção do público para a mensagem. Observe estes
outros exemplos de intertextualidade:
• Obras de arte famosas

11
LINGUAGENS

• Poemas
Texto original
“Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.”
(Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”)

Texto parodiado
“Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza. (…)
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas são mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!”
(“Canção do Exílio”, Murilo Mendes)

• Músicas
Trecho da música Monte Castelo, do Legião Urbana.
Ainda que eu falasse a língua do homens
E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece
O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer.
Fonte: [Link]

12
LINGUAGENS

Leia o texto.
- EXEMPLO DE TEXTOS MULTIMODAIS
UNIDADE 3

Disponível em: [Link] Acesso em 21/05/2021.

PARA COMPREENDER
A) No texto, qual é o trabalho do ilustrador?
B) Todas as personagens expressam a mesma reação? Justifique
sua resposta.
C) Por que o autor deste texto destacou a expressão “desenhos
animados” ?

13
LINGUAGENS

Os textos conhecidos como multimodais ou multissemióticos promovem um novo modelo de leitura,


à medida que o leitor não mais se restringe a decodificar as letras, mas embarca em uma construção ampla de
sentido, que passa pelos elementos imagéticos e visuais.
Segundo a professora Roxane Rojo (Unicamp), essa diversidade de meios de comunicação e informação
tem gerado mudanças significativas nas maneiras de ler, de produzir e de fazer circular textos nas sociedades.
“Esses “novos escritos”, obviamente, dão lugar a novos gêneros discursivos, quase diariamente: chats,
páginas, tweets, posts, ezines, funclips etc. E isso se dá porque hoje dispomos de novas tecnologias e ferramen-
tas de “leitura-escrita”, que, convocando novos letramentos, configuram os enunciados/textos em sua multisse-
miose (multiplicidade de semioses ou linguagens), ou multimodalidade. São modos de significar e configura-
ções que se valem das possibilidades hipertextuais, multimidiáticas e hipermidiáticas do texto eletrônico, e que
trazem novas feições para o ato de leitura: já não basta mais a leitura do texto verbal escrito – é preciso colocá-
-lo em relação com um conjunto de signos de outras modalidades de linguagem (imagem estática, imagem em
movimento, som, fala) que o cercam, ou intercalam ou impregnam. Esses textos multissemióticos extrapola-
ram os limites dos ambientes digitais e invadiram, hoje, também os impressos (jornais, revistas, livros didáticos).”
In: Glossário Ceale, verbete “textos multimodais”. Acesso out. 2016.

Foi-se o tempo em que o apelo visual fazia parte apenas do dis-


curso publicitário. Hoje, os textos multimodais usam uma grande quan-
tidade de imagens para a comunicação, e isso revolucionou a leitura
e a escrita, pois um texto no qual predomina apenas um único modo
semiótico pode não atender às novas necessidades da sociedade, que,
atualmente, busca maior quantidade de informação em tempo cada vez
mais reduzido.
É só observar os livros didáticos atuais. Eles exploram diversos
gêneros, cores e formas, com um leque de informações que enchem os
olhos dos alunos. Por que essa transformação? Porque navegar na In-
ternet traz uma gama de possibilidades de se chegar à informação, de
maneira rápida, dinâmica, versátil e, muitas vezes, em tempo real. Essa
prática nos trouxe muitas mudanças, pois o leitor chegou à conclusão
de que, na construção do sentido para uma mensagem, precisava recor-
rer a diferentes linguagens. Assim, os textos que apresentam linguagem
verbal e visual podem ser lidos de muitas maneiras, o que exige do leitor
um papel bem mais ativo.
O primeiro texto que aparece no início da unidade trata-se
de um infográfico, que é uma representação visual de informações e dados. É, ainda, uma coleção de
imagens, gráficos, com o mínimo de texto, que fornece uma visão geral sobre um assunto, facilitando a
compreensão do que está sendo abordado. Nota-se que a linguagem verbal, a visual e tantos outros recursos
se fundem no mesmo espaço, proporcionando uma construção de sentido prazerosa e eficiente para o leitor.
Os infográficos são muito utilizados para facilitar a leitura de um assunto considerado complexo.
O segundo exemplo é um anúncio muito criativo da empresa Fiat. No canto superior, o seguinte texto:
“Ou você vê a letra ou você vê a garota. Não digite e dirija”. Note que a imagem é fundamental para a compre-
ensão do texto, no entanto precisamos observar outros elementos que impactam o leitor: a própria disposição
das letras no canto do anúncio, tão pequenas em comparação à imagem; as cores utilizadas, o balão sugerindo
a diversão, que será interrompida. Ou seja, o texto multimodal faz com que o leitor, ativamente, mergulhe na
construção de um sentido que pode se desenvolver de múltiplas maneiras.
[Link]

14
LINGUAGENS

F IQUE DE OLHO

O ator que aparece em muitos destes memes é


Miko Hughes. Nessa época, fazia parte do elenco de uma
série conhecida aqui no Brasil como: Três é Demais. Ele
era um amigo chatinho da criança protagonista, uma me-
nina que era representada pelas atrizes Ashley e Mary-
-Kate Olsen. Hoje, todos são adultos, pois a série é de
1987. No entanto, o ator viralizou na internet com este
meme de arremedo, muito utilizado para quem está em
situação de deboche em relação a algum discurso de ou-
trem. O mais interessante é que a imagem foi divulgada
com esta finalidade, no Twitter, com a imagem de Miko
aos sete anos de idade. Em sua página no Instagram, o
ator agradeceu aos brasileiros por terem criado o meme.
A página Por que você não amadurece?, no Facebook,
tem mais de 300 000 likes. “Muito amor pelo Brasil ter me transformado em um meme. Falo isso com zero
sarcasmo”, escreveu o ator.
Esses são apenas alguns exemplos de textos multimodais. Nas seções seguintes, veremos outros, de for-
ma mais detalhada e específica. Aqui, apenas uma mostra de como as linguagens se fundem e proporcionam
um vasto mundo de interpretação para um texto que não é estático, mas trata o leitor como sujeito ativo na
construção do significado.
[Link]

SAIBA MAIS
Assista a estes vídeos no Youtube, que trazem esclarecimentos sobre o fenômeno da Multimodalidade
e a Semiótica:
[Link]
[Link]
[Link]

ATIVIDADE PRÁTICA

Fonte: [Link]/ja-ouviu-falar-em-fanzine (Divulgação)

Organizem-se em grupos de 4 a 5 estudantes para realizar uma pesquisa sobre Fanzine. Levantem as se-
guintes informações: O que é? Quais as suas características? Qual a história de sua origem? Que contribuições
pode ter dado a gêneros midiáticos? Qual foi o primeiro fanzine no Brasil? Em seguida, crie um cartaz, com
colagens e desenhos, que divulgue um fanzine sobre um tema que você gostaria de publicar.
4564 15
LINGUAGENS

PRATICANDO EU APRENDO

1. (ENEM-2019)

Essa campanha se destaca pela maneira como utiliza a linguagem para conscientizar a sociedade da neces-
sidade de se acabar com o bullying. Tal estratégia está centrada no(a)
a) chamamento de diferentes atores sociais pelo uso recorrente de estruturas injuntivas.
b) variedade linguística caracterizadora do português europeu.
c) restrição a um grupo específico de vítimas ao apresentar marcas gráficas de identificação de gênero
como “o(a)”.
d) combinação do significado de palavras escritas em línguas inglesa e portuguesa.
e) enunciado de cunho esperançoso “passe à história” no título do cartaz.

2. (ENEM-2019)
Menino de cidade — Papai, você deixa eu ter um cachorro no meu sítio? — Deixo. — E um porqui-
nho-da-índia? E ariranha? E macaco e quatro cabritos? E duzentas e vinte pombas? E um boi? E vaca? E
rinoceronte? — Rinoceronte não pode. — Tá bem, mas cavalo pode, não pode? O sítio é apenas um terreno
no estado do Rio sem maiores perspectivas imediatas. Mas o garoto precisa acreditar no sítio como outras
pessoas precisam acreditar no céu. O céu dele é exatamente o da festa folclórica, a bicharada toda e ele, que
nasceu no Rio e vive nessa cidade sem animais.
CAMPOS, P. M. Balé do pato e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1988.

Nessa crônica, a repetição de estruturas sintáticas, além de fazer o texto progredir, ainda contribui para a
construção de seu sentido,

a) demarcando o diálogo desenvolvido entre o pai e o menino criado na cidade.


b) opondo a cidade sem animais a um sítio habitado por várias espécies diferentes.
c) revelando a ansiedade do menino em relação aos bichos que poderia ter em seu sítio.
d) pondo em foco os animais como temática central da história narrada nessa prosa ficcional.
e) indicando a falta de ânimo do pai, sem maiores perspectivas futuras em relação ao terreno.

16
LINGUAGENES

3. (ENEM 2018)

A imagem integra uma adaptação em quadrinhos da obra Grande sertão: vere-


das, de Guimarães Rosa. Na representação gráfica, a inter-relação de diferentes
linguagens caracteriza-se por

a) romper com a linearidade das ações da narrativa literária.


b) ilustrar de modo fidedigno passagens representativas da história.
c) articular a tensão do romance à desproporcionalidade das formas.
d) potencializar a dramaticidade do episódio com recursos das artes visuais.
e) desconstruir a diagramação do texto literário pelo desequilíbrio da composição.

4. (ENEM-2018)

BRANCO, A. Disponível em: [Link]. Acesso em: 30 jun. 2015 (adaptado).

A Internet proporcionou o surgimento de novos paradigmas sociais e impulsionou a modificação de outros


já estabelecidos nas esferas da comunicação e da informação. A principal consequência criticada na tirinha
sobre esse processo é a

a) criação de memes.
b) ampliação da blogosfera.
c) supremacia das ideias cibernéticas.
d) comercialização de pontos de vista.
e) banalização do comércio eletrônico.

17
PARTE 2:
A MULTIMODALIDADE
Disponível: [Link]

PARA COMPREENDER
A) A menina expressa ter compreendido a gravidade da situação,
no terceiro quadrinho. O que ocasionou a sua reação?
B) Qual tema da sociedade abordado na tirinha torna-se evidente
após a sua leitura?

A História em Quadrinhos, famosa HQ, é um gênero co-


nhecido por contar histórias de forma diferenciada, desde que sur-
giu, pois as narrativas são desenvolvidas por meio de desenhos e
textos verbais em sequência, geralmente na horizontal. Por vezes,
apresenta apenas cenas, sem nenhuma fala; no entanto, transmite a
mensagem e estabelece comunicação eficiente, mesmo quando seu
desenvolvimento é apenas imagético.
Essas histórias organizam-se a partir dos elementos essen-
ciais da narrativa: personagens, enredo, tempo, espaço e desfecho,
utilizando a linguagem verbal e a não verbal, explorando diver-
- HISTÓRIA EM QUADRINHOS (HQ)

sos recursos linguísticos que interagem com o leitor. Exatamente


por isso são tão populares, principalmente entre os adolescentes,
já que exploram recursos gráficos variados, a começar pelas falas,
geralmente escritas em balões que transmitem intenções distintas,
dependendo de seus formatos.
UNIDADE 4

F IQUE DE OLHO

Além dos balões que exploram emoções, as onomatopeias


também são fortes aliadas na construção de uma HQ, pois são pa-
lavras utilizadas para reproduzir os sons, o que torna o texto ani-
18 mado, criando uma sequência comunicativa interativa e dinâmica.
[Link]
LINGUAGENS

[Link]

Esse é um dos gêneros em que mais se evidencia a multimodalidade. Por explorar em muitos aspectos
a linguagem visual, consegue que seu público se aproxime mais da compreensão do texto.

SAIBA MAIS
Em 1894, surgiu a primeira HQ, nos EUA, na revista Truth. Richard Outcault foi o autor da história co-
nhecida como “The Yellow Kid”, que contava as aventuras de um menino, morador dos guetos de Nova Iorque,
que estava sempre trajando uma camisola amarela. O mais interessante é que a narrativa apresentava um forte
apelo social, pois abordava temas como consumo, questões raciais e urbanas.
[Link]

A primeira revista em quadrinhos no Brasil foi “O Tico-Ti-


co”, de 1905, idealizada pelo artista Renato de Castro. Seu persona-
gem mais popular era um garoto chamado Chiquinho. Apenas em
1960 é que de fato surgiu um gibi colorido: A Turma do Pererê, do
cartunista Ziraldo, autor da obra O Menino Maluquinho.

[Link]

A década de 60 foi muito fértil culturalmente. Foi nela que surgiu a HQ mais conhecida do Brasil, a
Turma da Mônica, de Maurício de Souza.
Vale ressaltar que existem muitos tipos de HQ: tirinhas, mangás, cartoons, gibis, comics, graphic novel.
Todos multissemióticos, mas com características diferentes.

19
Disponível em: [Link]
Acesso em 29/05/2021.

PARA COMPREENDER
A) Identifique o sentido da expressão “rede social”, na charge.
B) Qual a crítica feita pelo autor?

Apesar de também pertencerem ao gênero HQ, as charges


e as tirinhas apresentam peculiaridades. A multiplicidade aparece
na sua linguagem, mas também nos múltiplos enfoques.
A Charge, cujo nome francês significa carga, é um gênero
que critica situações do cotidiano. Geralmente carregada de ironia,
pode apresentar texto e imagem, ou só imagem. É muito divulgada
no meio jornalístico, exatamente por expressar um posicionamento
sobre algum assunto relevante. Uma forte característica é o fato de
retratar e transmitir a mensagem em um único quadro.
A tirinha é um segmento ou fragmento de HQ que apre-
senta um texto disposto, geralmente, em uma única faixa horizon-
tal. Ela explora vários contextos sociocomunicativos, materializa-
dos em linguagem verbal e não verbal, e utiliza variados recursos
para a interpretação do significado, como sequencialidade, ironia,
humor e interação entre os personagens.
UNIDADE 5

Exatamente porque esses dois gêneros, charge e tirinha,


- CHARGE E TIRINHA

são HQ é que podemos reconhecer a forte multimodalidade na


construção de ambos.

F IQUE DE OLHO
Cartum é comumente confundido com charge. Ele é um
gênero opinativo ou analítico, associado a fatos e textos atempo-
rais. Enquanto a charge busca expor uma crítica de forma exage-
rada para um problema atual, o que exige dos leitores uma con-
textualização dos fatos recentes, o cartum trabalha com questões
centradas em críticas sociais nas quais o leitor está inserido. Hoje,
ele abrange todos os veículos de informação gráfica: jornais, revis-
tas e internet; entretanto, ambos são gêneros jornalísticos e utili-
20 zam várias linguagens para a sua interpretação.
Disponível em: [Link]
Acesso em 26/05/21.

PARA COMPREENDER
A) Identifique o produto veiculado por este anúncio.
B) Qual o objetivo deste anúncio publicitário?

O anúncio publicitário é um gênero utilizado para pro-


mover uma marca, produto, serviço ou ideia para um público
- ANÚNCIO PUBLICITÁRIO E PROPAGANDA

definido em um meio de comunicação. Utilizando uma lingua-


gem persuasiva, ele apresenta um texto argumentativo, pois ajuda
a convencer o leitor a tomar a decisão de comprar um produto,
contratar um serviço ou aderir a uma ideia. Nessa perspectiva, o
anúncio necessita de uma linguagem que dialogue com o inter-
locutor, remetendo a múltiplas semioses, ou seja, a produção de
sentido e de significação é potencializada por diferenciados códi-
gos semióticos.
Por apresentar distintas formas de representação, o anún-
cio publicitário reflete a multimodalidade discursiva, explorando,
por vezes, a linguagem alfabética e a imagética no mesmo espaço.
Observe:
UNIDADE 6

Uma simples imagem dessa


sugere que até um super-herói como
o Huck necessita de Band-aid. Se você
observar, esse anúncio não precisa de
nenhuma palavra, apenas a mão grande
e verde e a caixinha no canto inferior
já transmitem para o leitor a necessi-
dade do curativo. Em muitos anúncios
publicitários, você vai perceber que
a imagem é responsável, majoritaria-
mente, pelo sucesso da interação com
[Link]
o público.

21
LINGUAGENS
A propaganda pode se valer de diversas formas de arte para manipular a comunicação e divulgar qualquer assun-
to, até mesmo uma pessoa. Ela está ligada à prática de anunciar, disseminar ideias e informações sobre um determinado
produto, serviço, instituição, campanha política ou crenças, ou seja, seu objeto de divulgação nem sempre estará ligado ao
consumo. A propaganda abrange as ações que visam atrair seguidores ou influenciar a atitude das pessoas. Ela busca con-
vencer o público a adotar uma determinada conduta ou a aderir a um grupo ou crença particular.

F IQUE DE OLHO

Divulgada pelo DETRAN e disponível em: [Link]

Veja que esta propaganda tenta influenciar a atitude das pessoas. Todos os elementos visuais, juntamen-
te com o que está escrito, causam um impacto no leitor, que o faz refletir sobre seu comportamento no trânsito.
Muito importante destacar que gêneros publicitários podem aparecer em vídeos, e os elementos multi-
modais contribuem para a construção de sentido e significado em produtos audiovisuais também, já que deve-
mos considerá-los manifestações e práticas de linguagem, evidentes, atualmente, no ciberespaço.

SAIBA MAIS
Divirta-se olhando anúncios extremamente criativos.
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]

ATIVIDADE PRÁTICA

1. Pensando sobre a multimodalidade na HQ, crie uma história em quadrinhos sobre um tema relevante
na atualidade, levando em consideração todos os elementos que contribuem para o gênero ser multimodal, es-
tabelecendo relação com o leitor, fazendo-o ativo no processo. Não se esqueça de usar onomatopeias, balões e
imagens criativas em sua produção. Ao final, o professor pode propor um painel, no qual exponha os trabalhos
da turma.
2. Em equipe, produza um vídeo no qual vocês apresentam uma ideia criativa, para convencer o público
da mudança de um determinado comportamento, na sociedade atual, que já não é mais admissível. Ao final
da atividade, o professor pode propor uma sessão de cinema, com direito à pipoca, na qual os vídeos serão
apresentados para toda a turma.

22
LINGUAGENS

PRATICANDO EU APRENDO

1. (Insper 2013.2)

Considerando-se os elementos verbais e visuais da tirinha, é correto afirmar que o que contribui de modo
mais decisivo para o efeito de humor é
a) a tentativa fracassada do personagem ao fazer um discurso panfletário.
b) o duplo sentido do substantivo “super-herói”, no contexto do 1º quadrinho.
c) o contraste entre os personagens que representam diferentes classes sociais.
d) a quebra de expectativa produzida, no último quadrinho, pelo termo “invisibilidade”.
e) a ingenuidade dos personagens em acreditarem na existência de poderes sobrenaturais.

2. (ENEM-2012)

A publicidade, de uma forma geral, alia elementos verbais e ima-


géticos na constituição de seus textos. Nessa peça publicitária,
cujo tema é a sustentabilidade, o autor procura convencer o leitor
a
a) evitar o consumo excessivo de produtos reutilizáveis.
b) consumir produtos de modo responsável e ecológico.
c) aderir à onda sustentável, evitando o consumo excessivo.
d) abraçar a campanha, desenvolvendo projetos sustentáveis.
e) assumir uma atitude reflexiva diante dos fenômenos naturais.
Disponível em: [Link]. Acesso em: 1 mar. 2012. (Foto: Reprodução/Enem)

23
PARTE 3:
INTERNET E MULTIMODALIDADE

PARA COMPREENDER
A) Qual expressão no texto indica uma despedida?
B) Por que os emojis estão com suas bocas abertas? Justifique
sua resposta.
- INTERNETÊS – A LINGUAGEM DA INTERNET

Quando a linguagem da Internet surgiu, trouxe muitas in-


quietações, principalmente porque trouxe consigo um desacordo
às normas gramaticais, que eram desobedecidas nos comentários
das redes sociais, nas abreviaturas de vocábulos muito utilizados
habitualmente. Assim, pais e professores preocupavam-se com o
rumo que a Língua Portuguesa iria tomar e se o internetês iria
causar uma desqualificação do ensino nas escolas. Com o passar
do tempo, começou a se desenhar uma visão mais madura, de que
a Língua Portuguesa não é a Gramática, por exemplo, de que a
Língua vive em constante movimento e, todos os dias, recebe no-
vos vocábulos, novas construções linguísticas possíveis, dentro de
um português padrão e não padrão.
Nessa perspectiva, viu-se que o internetês é uma lingua-
UNIDADE 7

gem que apresenta várias especificidades que dão movimento ao


texto, tornando-o dinâmico e necessário para o meio no qual é
veiculado, que integra modalidades diversas para estabelecer co-
municação em um curto espaço de tempo.
Dessa necessidade de comunicação rápida é que surgiu o
internetês, porém, vale ressaltar que a língua portuguesa sempre
teve o comportamento de suprimir letras de vocábulos, ou você
nunca percebeu que há muito tempo vem acontecendo um fenô-
meno chamado Monotongação? Quem, ainda hoje, pronuncia o
i de caixa ou de beijo? Ou você acha que o “bjo” que aparece nos
comentários das redes sociais surgiu do nada? As abreviações vo-
cabulares sempre fizeram parte dos processos de transformação
do nosso idioma, e o internetês só fez intensificar isso.
24
LINGUAGENS

E a preocupação que se tinha de as práticas linguísticas em redes sociais interferirem na aprendizagem


na escola? Boa parte dessa manifestação foi embora, porque, se há um conceito que não podemos, de forma
alguma, desprezar é o de adequação vocabular. Para cada meio, para cada interlocutor, para cada autor da
mensagem, existem peculiaridades que desenham um perfil. A linguagem, portanto, não será escolhida aleato-
riamente; ela depende, quase sempre, da situação comunicativa. Observe:

[Link]

Se pararmos para analisar diversas construções no internetês, percebemos que essa linguagem trouxe
muito dinamismo ao texto. Por exemplo, a pontuação pode carregar emoção, tristeza, espanto, euforia; a repeti-
ção de letras pode indicar prolongamento de sons, dando ênfase à palavra; o emprego das onomatopeias nunca
foi tão utilizado; as abreviaturas podem causar rapidez no discurso ou humor nas frases; enfim, vários recursos
reforçam, no texto, a multimodalidade. A interpretação passa por diversas modalidades sensoriais e conecta
uma infinidade de suposições para se chegar a um significado, a atingir a compreensão.

E não para por aí: as imagens são muito importantes na linguagem da Internet; ou você vai dizer que
não utiliza, todos os dias, algum emoticon para expressar um sentimento a alguém? Dessa forma, percebe-se
que o internetês ressalta a multimodalidade na escrita, aproximando-a da conversação, à medida que recorre a
elementos paralinguísticos para promover a interação necessária.

SAIBA MAIS

Você já estudou sobre processos de transformação pelos quais a Língua Portuguesa passou, ao longo da
História, até os dias atuais? Se você pesquisar sobre a história da Língua Portuguesa, vai se surpreender com
muitas abreviações semelhantes que se veem nos dias atuais, no internetês. Perceberá, assim, que determinadas
mudanças fazem parte da metamorfose natural da língua e, ainda, pensará sobre o fato de que você escreve na
escola de um jeito e na internet de outro, indicando uma maior competência.

25
Disponível em: [Link] Acesso em 29/05/2021.

PARA COMPREENDER
A) A personagem no primeiro balão faz qual comentário?
B) Você concorda com a fala da personagem no segundo balão?
Justifique sua resposta.

O chat é a abreviatura de “chatroom”, sala de conversação,


um local online destinado a juntar várias pessoas para um bate-
-papo. É muito comum em reuniões virtuais e apresenta regras
para a conversa, geralmente, organizadas pelo mediador.
Nos chats, comumente, a linguagem utilizada é híbrida,
uma mescla entre o código escrito e o oral. Em uma sala de con-
versação, nota-se a presença de muitos suportes semióticos, que
evidenciam traços indicativos de expressividade, como a pontua-
ção, o som, o gesto, a entonação, a imagem, construindo o signifi-
cado do texto, carregado de sensações.
Os posts, conteúdos publicados em uma página ou plata-
forma da Internet, podem ser mensagem, texto, imagem, vídeo,
áudio ou todos eles juntos, quase sempre veiculados em redes so-
ciais ou blogs. Quando você posta, torna público o conteúdo que
UNIDADE 8

pode ter sido elaborado por você ou não.


Os posts veiculados em redes sociais podem apresentar di-
ferentes assuntos: entretenimentos, dicas motivacionais, notícias,
- CHATS E POSTS

cases (demonstrações do que empresas realizam para seus clien-


tes), pessoais ou orientações sobre um tema relevante. Existe um
leque de opções, que depende do emissor e do público-alvo.
Os blog posts são muito utilizados por empresas, princi-
palmente para tirar dúvidas dos clientes, e podem apresentar con-
teúdos diretamente ligados ao site do local. Porém, existem tam-
bém os blogs pessoais, que alguém cria para divulgar sua vida, um
trabalho ou algo pertinente às suas competências e habilidades.
Nesse caso, os posts se restringem, em grande parte, a promover
o dono da página.
26
LINGUAGENS

F IQUE DE OLHO

Disponível em: [Link]


noticias/aprenda-a-melhor-forma-de-usar-chat-do-youtube-agora-
-[Link]. Acesso em 21/05/2021.

Neste chat, ao vivo, pode-se perceber, na interação, a presença da multimodalidade. Alguns internautas
utilizam emoticons, outros escrevem em caixa alta, outros inovam na própria identificação do perfil, fazendo
que a comunicação aconteça permeada de efeitos sensoriais, numa linguagem alfabética e imagética.

F IQUE DE OLHO
Os posts apresentam diversas intenções, como já vimos. Uma imagem, seguida de um discurso de efeito,
promove muitas interpretações:

[Link]

De uma postagem como essa, extrai-se uma gama de impressões: Einstein é uma imagem bastante uti-
lizada para validar um discurso, porque era um físico renomado, que descobriu a Teoria da Relatividade. Por
isso, muitos textos que circulam na Internet são atribuídos a ele. O post tece uma crítica a isso, já que traz a
foto mais conhecida de Einstein em um outro contexto, como se estivesse debochando de quem utiliza o nome
do físico em frases cuja autoria não é dele. Assim, percebe-se que o leitor constrói sua interpretação realizando
inferências que o permitem compreender a mensagem. Em um post como este, imagem, cores, tipo de fonte,
discurso, tudo contribui para a leitura.

SAIBA MAIS
Como está seu internetês? Conheça a linguagem mais utilizada online.
Para conhecer mais, acesse:
[Link]
27
Disponível em: [Link] Acesso em 18/05/2021.

PARA COMPREENDER
A) Nesse texto, o que é muito difícil fazer?
B) Analise o meme quanto à pontuação e reescreva o texto,fazen-
do as adequações que se fizerem necessárias, de modo que o
significado da mensagem não seja alterado.

O twitter, rede social e servidor para microblogging, ini-


cialmente foi criado para ser um SMS da internet, com a mesma
limitação de uma mensagem de celular. Com o tempo, foi aper-
feiçoada e, hoje, esbanja alguns recursos que são muito famosos
entre empresas e usuários da rede, como o “Enquanto você estava
fora” (resumo de notícias e/ou tweets de quem você segue) e o
“Digits” ( auxilia desenvolvedores a acessarem sites pelo celular).
Uma mensagem no Twitter é chamada de Tweet e pelo Re-
tweet você pode replicar uma mensagem de um usuário para a lis-
ta de seguidores, mantendo o crédito do autor original. Pode, ain-
da, usar o Twitter List e criar listas compartilháveis de usuários,
o que permite ler o conteúdo postado por grupos de seguidores.
Toda essa dinamicidade da rede representa o que já se sabe sobre
- TWITTER E WHATSAPP

as novas tecnologias, que permitiram uma interação mais rápida e


aproximada entre pessoas que, muitas vezes, nunca nem se viram.
UNIDADE 9

É preciso, mais do que nunca, notar que hoje as pessoas


conduzem as necessidades comunicativas considerando os meios
digitais, sinalizando novas práticas de linguagem, que garantem
um espaço para autoria, interação, discurso polifônico, hipertex-
to, integração de semioses, desenhando as novas práticas de letra-
mento.
O uso da tecnologia trouxe consigo uma nova realidade
que implanta, diariamente, inovadores gêneros textuais, criando
diversas formas comunicativas, híbridas, que desafiam as modali-
dades oral e escrita, proporcionando a multimodalidade no ensi-
no escolar. Dessa forma, utilizar redes como o Twitter e o What-
sapp, nas explicações em sala de aula, promove a análise de como
os meios digitais estão inseridos nas áreas do conhecimento bem
28
mais do que se imagina. Observe:
LINGUAGENS

Os posts no Twitter unem imagens, emoticons, escrita, diversos recursos linguísticos e paralinguísticos,
o que acontece hoje na maioria das redes sociais. Oferece mecanismos de interação rápida, eficiente e de subs-
tancioso alcance. Logo, como não atingir a linguagem com tantos artifícios que interferem, diariamente, nas
várias situações comunicativas digitais?
No Whatsapp (aplicativo de trocas de mensagens e comunicação em áudio e vídeo pela internet) tam-
bém não é diferente. São vários os recursos que ele oferece para uma conversa que mescla linguagens, eviden-
ciando a multimodalidade. Ou você vai dizer que nunca passou, no Whatsapp, costumeiramente, memes, Gifs
e Figurinhas para seus “contatinhos”?
O próprio nome do aplicativo já sugere uma brincadeirinha com uma linguagem de fácil acesso: What’s
up?, que significa algo como E aí?, e hoje ele representa um dos aplicativos mais utilizados no mundo, princi-
palmente porque oferece suporte ao envio e recebimento de uma variedade de arquivos de mídia. Fora isso,
muita gente dribla as operadoras telefônicas, usando apenas o aplicativo para fazer ligações de longa ou curta
distância. Assim, são muitas as práticas discursivas multimodais no Whatsapp. Veja só:

[Link] [Link]

O primeiro exemplo é um meme (imagem, informação ou ideia que se espalha rapidamente na Inter-
net). O segundo é um GIF (formato de imagem, como JPG e PNG). O meme, geralmente, é uma alteração
humorística ou satírica de uma imagem. Já o GIF é uma junção de imagens de baixa compressão que, quando
passadas, dão a sensação de movimento, porém não é um vídeo.
E as figurinhas, tão populares no Whatsapp? Elas surgiram em 2018 e se tornaram uma das principais
formas de comunicação no aplicativo. Artistas, memes, políticos e até amigos podem ser transformados em um
“sticker”, como são chamadas pelos estrangeiros.

29
LINGUAGENS

Elas são de diferentes temas; podem conter textos ou não e, muitas delas, ainda se mexem, comunicando emoção,
humor, sentimento, em imagens e frases que transmitem um enunciado, criando novas possibilidades de expressão.
Desse modo, os gêneros estão intimamente relacionados e entrelaçados com a multimodalidade, pois todo texto
apresenta elemento que depende de outro para construir significação.

SAIBA MAIS
Assista às seguintes animações no Youtube, que trazem informações importantes sobre o uso das redes
sociais:
[Link] (Animação sobre o uso correto das redes sociais)
[Link] (Você tem vida privada de verdade(nas redes sociais)?)

ATIVIDADE PRÁTICA

Em uma folha em branco, coloque seu nome e responda às seguintes perguntas:


1. Quanto tempo, por dia, você passa nas redes sociais?
2. Quantos amigos possui no Facebook ou no Instagram? Destes, com quantos você conversa regular-
mente e quantos deles você encontra pessoalmente?
3. Você usa a Internet para pesquisas importantes da escola?
4. Quanto tempo você é capaz de ficar sem acessar as redes? Já fez isso?
5. Você adiciona à sua lista de amigos pessoas a quem não conhece? Aceita a solicitação ou pedido de
amizade de qualquer pessoa?
6. Quais são as redes sociais que você mais acessa diariamente?
Depois de responder às perguntas, forme uma equipe de cinco pessoas, discuta as respostas, observe
as dos colegas e, juntos, anotem no caderno a quantidade de respostas iguais. Com a sua equipe, construa um
gráfico em formato de pizza, considerando as seguintes respostas: redes sociais mais acessadas; o tempo diário
de Internet; o uso da Internet para pesquisas importantes e a adição de pessoas desconhecidas na rede. O pro-
fessor pode organizar um momento para a apresentação do gráfico, que cada equipe criou, para toda a turma.

30
LINGUAGENS

PRATICANDO EU APRENDO
1. (QUESTÃO ENEM – 2011)
O que é possível dizer em 140 caracteres?
Sucesso do Twitter no Brasil é oportunidade única de compreender a importância da concisão nos gêneros
de escrita. A máxima “menos é mais” nunca fez tanto sentido como no caso do microblog Twitter, cuja
premissa é dizer algo — não importa o quê — em 140 caracteres. Desde que o serviço foi criado, em 2006,
o número de usuários da ferramenta é cada vez maior, assim como a diversidade de usos que se faz dela. Do
estilo “querido diário” à literatura concisa, passando por aforismo, citações, jornalismo, fofoca, humor etc.,
tudo ganha o espaço de um tweet (“pio” em inglês) e, entender seu sucesso, pode indicar um caminho para
o aprimoramento de um recurso vital à escrita: a concisão.
Disponível em: [Link] Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado).

O Twitter se presta a diversas finalidades, entre elas, à comunicação concisa; por isso, essa rede social
a) é um recurso elitizado, cujo público precisa dominar a língua padrão.
b) constitui recurso próprio para a aquisição da modalidade escrita da língua.
c) é restrita à divulgação de textos curtos e pouco significativos e, portanto, é pouco útil.
d) interfere negativamente no processo de escrita e acaba por revelar uma cultura pouco reflexiva.
e) estimula a produção de frases com clareza e objetividade, fatores que potencializam a comunicação
interativa.
2. (ENEM-2013)
A charge revela uma crítica aos meios de comunicação, em especial à inter-
net, porque
a) descreve com precisão as sociedades humanas no mundo globalizado.
b) considera as relações sociais como menos importantes que as virtuais.
c) questiona a integração das pessoas nas redes virtuais de relacionamento.
d) enaltece a pretensão do homem de estar em todos os lugares ao mesmo
tempo.
e) concebe a rede de computadores como o espaço mais eficaz para a cons-
Disponível em: [Link]
Acesso em: 30 maio 2010. (Foto: Reprodução)
trução de relações sociais.

3. (ENEM-2013)

CURY, C. Disponível em: [Link]


Acesso em: 13 nov. 2011. (Foto: Reprodução)

A tirinha denota a postura assumida por seu produtor frente ao uso social da tecnologia para fins de inte-
ração e de informação. Tal posicionamento é expresso, de forma argumentativa, por meio de uma atitude
a) crítica, expressa pelas ironias.
b) resignada, expressa pelas enumerações.
c) indignada, expressa pelos discursos diretos.
d) alienada, expressa pela negação da realidade.
e) agressiva, expressa pela contra-argumentação. 31
LINGUAGENS
CULMINÂNCIA
O momento da CULMINÂNCIA é aquele em que tudo o que foi aprendido e atividades práticas cons-
truídas possam ser compartilhados com toda a comunidade escolar. É um dia para compartilhar todo esse
aprendizado! Estamos felizes por você ter escolhido esta Eletiva. Sugerimos que você procure na sua escola e,
além do(a) professor(a) de Português, os(as) professores(as) de Arte, de Informática e outros(as) que gostem
de internet e de quadrinhos, pois é bem provável que eles consigam ajudar a tornar o seu trabalho ainda mais
atrativo e útil para todos.
Além de apresentarem os produtos finais construídos, vocês podem refletir sobre como os conhecimentos
adquiridos nesta eletiva foram de valia para sua vida em relação ao desenvolvimento da competência leitora.
Organizem esse dia de CULMINÂNCIA com estudantes de outras Eletivas, juntando todos os produtos
finais, de forma coletiva. Podem, por exemplo, agrupar os produtos por temáticas e pensar em alguns momen-
tos de apresentação síncrona. Ao final dessa Eletiva, cada um desses produtos sugeridos deverão ser apresen-
tados para os colegas de sua escola. Sugere-se que vocês montem uma exposição dos trabalhos das equipes.
Assim, todos podem curtir as criações de sua turma!
E não se esqueçam de elaborar convites a toda a comunidade escolar, explicando como será esse dia!
Bom trabalho!
REFERÊNCIAS
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