Guia Completo de Investimentos em Renda Fixa

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A Renda Fixa oferece investimentos seguros com retornos previsíveis, como títulos públicos, CDBs e fundos. Existem diferentes tipos de rentabilidade como pós-fixada, pré-fixada e mista. A Re…

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GERUSA RIBEIRO

Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa

1. Como funciona a Renda Fixa?



SUMÁRIO
2. Tipos de rentabilidade em investimento em
Renda Fixa:
Pós-fixado
Pré-fixado
Mista (Pós-fixados Indexados à inflação – IPCA)

3. Tributação e Taxas da Renda Fixa


4. Investimentos em Renda Fixa
CDBs
LC (Letra de Câmbio)
LCA e LCI
CRI e CRA
Debêntures
Tesouro Direto
Tesouro Selic
Títulos Públicos - LTN, LFT, NTN-B
Fundos de Inflação
Fundos de Investimento em Renda Fixa

5. Renda Fixa x Renda Variável



6. Vantagens e Desvantagens da Renda Fixa
Vantagens:
Segurança
Previsibilidade
Liquidez elevada

Desvantagens:
Ganhos pequenos em pouco tempo
Prazos de carência longos
Custos da aplicação

7. Para quem é recomendado o investimento


em Renda Fixa
Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa

Por que investir em Renda Fixa?


A renda fixa sempre foi e ainda é uma excelente alternativa de investimento para a grande
maioria dos investidores.

Seu mecanismo de rentabilidade e prazo combinados no ato do investimento, assim como a


menor volatilidade que oferece quando comparada a Renda Variável, a tornam uma excelen-
te pedida para quem quer preservar (ou mesmo aumentar) o poder de compra do seu capital
com riscos controlados (menor volatilidade).

Investir na Renda Fixa é simples com o leque variado de produtos desta categoria, cada um
com suas características e riscos próprios. Assim o investidor ainda possui alternativas para
adequar os seus investimentos aos seus objetivos pessoais.

Ela ainda oferece exposição a produtos de investimentos com menor volatilidade que outros
produtos disponíveis no mercado, pode oferecer garantias como o Fundo Garantidor de Cré-
dito (FGC) e ainda traz uma boa relação de risco vs retorno para o investidor.

Em tempos onde a poupança já não rende como já rendeu no passado e pode, inclusive,
apresentar retornos negativos, a Renda Fixa se torna o carro chefe para quem busca retor-
nos adequados ao dinheiro que pouparam sem exposição excessiva à volatilidade de outros
produtos financeiros.

Venha conosco e faça uma leitura atenta de nosso e-book para entender tudo sobre Renda
Fixa.

Dê seus primeiros passos na construção da sua liberdade financeira ainda hoje.

Boa leitura!
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Os investimentos em Renda Fixa se caracterizam pelo acordo das principais características e


aspectos do seu investimento no momento da contratação. Logo, o investidor sabe a rentabi-
lidade proposta pelo produto e o prazo acordado para que tal rentabilidade seja atingida.

Em resumo, a Renda Fixa se baseia em “acordos” entre investidores e emissores de títulos.


Assim, os investimentos financeiros em renda fixa têm garantia contratual de retornar juros
após um determinado período.

Nos casos de títulos pré-fixados, os juros são definidos no momento que o investimento for
firmado. Por exemplo, um título que paga 7% ao ano.

Já no título pós-fixado a taxa de juros é vinculada a algum índice e varia durante o período
de investimento em função deste índice.

Os índices mais utilizados no mercado são o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), re-
presentando a curva de juros, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), represen-
tando a inflação.

Quanto à emissão, temos basicamente três grandes emissores de títulos de renda fixa. Veja
a seguir.

O governo brasileiro como emissor

A União precisa se financiar para executar os gastos e investimentos previstos no orçamen-


to. Isso é feito com a emissão, pelo Tesouro Nacional, de títulos da dívida pública brasileira.
O Tesouro Direto é a forma criada para dar acesso ao investidor pessoa física a este merca-
do.
As instituições financeiras como emissoras

Uma das formas dos bancos conseguirem o capital para conceder linhas de crédito aos pró-
prios clientes é emitindo títulos de renda fixa.
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Assim as instituições podem lucrar com a diferença entre a taxa de juros que pagam aos in-
vestidores nos títulos que eles emitem e a taxa de juros que cobram na concessão de crédi-
to para seus clientes. É isso mesmo, é assim que os bancos ganham dinheiro (e não é pou-
co!).

Desta forma o investidor empresta dinheiro para o banco comprando um título de renda fixa
(que o próprio banco emitiu) e em troca, recebe uma determinada quantia de juros.

O banco, por sua vez, pega esse dinheiro que o investidor emprestou e empresta para ou-
tra pessoa. Ou seja, concede uma certa linha de crédito a uma taxa de juros mais alta do que
ele está pagando para o investidor inicial. É isso que se chama “spread bancário”.

As grandes empresas privadas como emissoras

Para determinadas finalidades de expansão, grandes empresas podem recorrer ao mercado


de capitais e aos investimentos financeiros.

A empresa pode emitir debêntures, que representam títulos de uma dívida. Na prática, inves-
tindo em uma debênture o investidor está emprestando o próprio dinheiro para a empresa
emissora do título que utilizará o dinheiro para se financiar.

Apesar de mais popular entre os investidores de perfil conservador, esse tipo de ativo deve
fazer parte da carteira de qualquer pessoa que deseja diversificação e uma boa relação de
risco e retorno nos seus investimentos.

Existem diversos tipos de rentabilidade e formas de investir em Renda Fixa. Vejamos a se-
guir.
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Pós-fixada

É o tipo de remuneração mais conhecida pelo investidor brasileiro onde só é possível calcu-
lar o real rendimento do título ao final do período da aplicação.

Apesar deste investimento possuir seu retorno atrelado às oscilações das taxas básicas de
juros da economia (SELIC e CDI), ainda assim é considerado um investimento conservador,
pois é de baixa volatilidade. Isso acontece porque as oscilações da SELIC não são tão signifi-
cativas e não acontecem com tanta frequência.

Pré-fixado

Neste tipo de remuneração, o investidor sabe desde o momento da contratação do investi-


mento qual será efetivamente a remuneração dentro do período acordado.

Mas atenção! A rentabilidade só é efetiva caso o investidor mantenha o título até o venci-
mento.

Ao liquidar ou alterar sua posição antes do vencimento dos títulos adquiridos a rentabilidade
observada pode ser maior ou menor do que o acordado. Isso se deve pelas variações das
taxas de referência do produto adquirido, algo que será detalhado adiante.
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Mista

Aqui a remuneração possui a inflação (medida pelo IPCA) com o acréscimo de juros pré-fixa-
dos.

Vejamos: é possível garantir a cobertura da inflação no investimento, o que é uma grande


vantagem para o investidor, pois esta cobertura garantirá a preservação do poder de compra
do seu patrimônio.

Além disso, há o acréscimo do juro pré-fixado. Ele é acordado no momento da aquisição e


mantido até o vencimento do investimento, que normalmente costumam ter prazos de venci-
mento mais longos. No caso de títulos públicos, os prazos podem chegar a até 40 anos. Sen-
do assim, são boas opções para objetivos de longo prazo, quando o investidor não terá ne-
cessidades imediatas do capital.
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Tributação:

Há basicamente dois impostos que incidem sobre investimentos de renda fixa: Imposto de
Renda (IR) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A maior parte dos investimentos de renda fixa que sofre a incidência do Imposto de Renda
segue uma tabela regressiva de cálculo.

Dessa forma, quanto maior for o prazo de resgate, menor o imposto devido.

Se o investidor possui em sua carteira títulos como CDB (Certificado de Depósito Bancário),
RDB (Recibo de Depósito Bancário), LC (Letra de Câmbio), LF (Letra Financeira), Debêntures
comuns e Tesouro Direto (Títulos Públicos Federais), as alíquotas praticadas sobre a rentabili-
dade são as seguintes:

• Resgate em menos de 6 meses – 22,5% sobre o lucro


• Resgate entre 6 meses e 1 ano – 20% sobre o lucro
• Resgate entre 1 ano e 2 anos – 17,5% sobre o lucro
• Resgate em mais de 2 anos – 15% sobre o lucro

Já o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), incide sobre aplicações cujo resgate
aconteça antes do 30º dia de investimento.

Sendo assim, se o resgate acontecer entre o 1º e o 29º dia de investimento, o investidor terá
que arcar com os custos do IOF, além do imposto de renda devido.

Da mesma forma que ocorre no imposto de renda, quanto maior o prazo de resgate, menor
será a alíquota cobrada.

Veja a tabela abaixo que mostra a taxa de IOF em relação aos prazos de investimento:
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Tributação:

Antes de optar por um investimento ou outro, fique atento às taxas cobradas.

Ao investir em fundos de investimentos em Renda Fixa, o investidor poderá pagar algumas


taxas, como:
• Taxa de Administração;
• Taxa de Performance;
• Entrada ou saída;

Já no Tesouro Direto, vamos explicar como funciona a Taxa de Custódia:

Cobrada pela CBLC, órgão ligado a Bolsa B3 (antiga Bovespa), corresponde a 0,25% ao ano
sobre o valor investido acima de R$ 10 mil.

Desta forma, mesmo que o investidor tenha um saldo em Tesouro Selic hoje de R$ 10.100, a
taxa de custódia somente será calculada sobre R$ 100.

É provisionada diariamente, e cobrada semestralmente no primeiro dia útil de janeiro e julho


respectivamente, em casos onde a dívida for superior a R$ 10.

Por ser provisionada diariamente, você paga proporcional se mantiver os títulos por menos
de seis meses.
Ao investir em CDB, o investidor não paga nenhuma taxa, pois não há taxas atreladas a este
tipo de investimento.
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Poupança

A caderneta de poupança é a aplicação de Renda Fixa com o rendimento mais baixo entre
todas as opções. Apesar disso, continua a ser a aplicação financeira mais utilizada pelo brasi-
leiro.

A poupança apresenta muitas facilidades: é simples, acessível e descomplicada. Porém, cla-


ramente é a pior opção para o investidor na atualidade. Quando você investe seu dinheiro
na poupança é como se estivesse guardando-o em um cofre, ou seja, deixando-o vulnerável
para os efeitos corrosivos da inflação.

Talvez a proteção do FGC seja a garantia que mantém a poupança ainda assim tão atrativa.
O FGC – Fundo Garantidor de Crédito – protege a poupança, assegurando que, em caso de
calote ou quebra do banco, quem tem dinheiro aplicado na caderneta receberá de volta até
R$ 250 mil. Mas, o que muitos não sabem é que existe uma vasta gama de investimentos
que possuem exatamente a mesma garantia do FGC.

Vamos entender como funciona a rentabilidade da poupança?

O rendimento da poupança é calculado com base na Taxa Selic (taxa de juros oficial do país)
e o comportamento da TR (Taxa Referencial).

A taxa Selic é conhecida como a taxa básica de juros do Brasil, e é um indicador muito im-
portante em nossa economia. Foi remodelada em 1999 na tentativa de conter a pressão in-
flacionária e a grande alta nos preços.

Já a Taxa Referencial (TR), criada em 1990, exercia papel semelhante ao da Selic e é hoje um
importante indexador do Banco Central para algumas modalidades de investimentos. Seu
cálculo se baseia na taxa média dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e dos RDBs
(Recibos de Depósito Bancário).
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Já a Taxa Referencial (TR), criada em 1990, exercia papel semelhante ao da Selic e é hoje um
importante indexador do Banco Central para algumas modalidades de investimentos. Seu
cálculo se baseia na taxa média dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e dos RDBs
(Recibos de Depósito Bancário).

Ela é definida a cada 45 dias pelo Copom (Comitê de Política Monetária). A Selic tem por ob-
jetivo guiar as demais taxas de juros, significando na prática pouco ou muito dinheiro circu-
lando na economia.

A rentabilidade da poupança pode ser calculada de duas formas: Se a taxa Selic estiver aci-
ma de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será 0,5% ao mês + TR. Se a taxa Selic esti-
ver menor ou igual a 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será 70% da Selic + TR.

Confira a rentabilidade da poupança, desde janeiro de 1991:


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Por exemplo, a rentabilidade da poupança descontada a inflação medida pelo IPCA no acu-
mulado de 12 meses até Julho de 2021 foi de -6,67%. Isso significa que o poupador teve per-
da de poder aquisitivo e que a poupança teve rendimento negativo. A boa notícia é que va-
mos apresentar, a seguir, outras opções de investimentos em renda fixa que podem oferecer
rendimentos mais satisfatórios.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

O CDB é um dos investimentos de renda fixa mais conhecidos pelos brasileiros e vamos co-
nhecer os seus detalhes, vantagens e desvantagens.

Primeiramente, CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Esse título é emitido por ban-
cos. Na prática, é como se você estivesse emprestando seu dinheiro para o banco, em troca
do recebimento de juros.

No momento da aplicação, você fica sabendo de todas as condições do CDB. As mais im-
portantes são a taxa de juros e o prazo de vencimento.

Destacamos três classes de CDB: prefixado, pós-fixado e os que pagam juros mais um índice
de inflação.

No primeiro caso, o investidor acerta com o banco uma taxa predefinida e, durante o período
acordado, recebe a remuneração combinada anteriormente.

Existem também os CDBs cuja remuneração varia de acordo com um índice de inflação
(IPCA, na maioria dos casos) e uma taxa de juros prefixada. Neste caso, o investidor pode ga-
nhar, por exemplo, IPCA + 5% ao ano de acordo com ofertas atuais encontradas no mercado.
Atualmente, são as aplicações mais populares.

No passado, os mais ofertados eram os CDBs pós-fixados. Neste caso, a rentabilidade do in-
vestimento é atrelada à uma taxa de referência. A principal delas é o CDI (Certificado de De-
pósito Interbancário), que normalmente é muito próximo da Selic (taxa básica de juros).

Logo, ao contratar um CDB pós-fixado, você terá uma rentabilidade muito próxima da Selic.
Lembrando que o percentual do CDI não é fixo, podendo variar de banco para banco, vincu-
lado normalmente ao valor investido e prazo de resgate.

Um fator que interfere na rentabilidade do CDB é o perfil do banco. Quando o CDB é emitido
por um banco tradicional, a remuneração é mais baixa. Isso porque a solidez financeira des-
sas instituições traz menos riscos para os investidores.
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Já os CDBs emitidos por bancos médios costumam oferecer retornos mais atrativos, por que,
em teoria, o risco envolvido é maior.

Ao adquirir um CDB o investidor tem que compreender os riscos envolvidos no investimento.


No caso, a quebra do emissor, já que este não honrará seu compromisso.

No entanto, o investidor conta com uma vantagem, que é a garantia dada pelo Fundo Garan-
tidor de Crédito (FGC). Esta proteção vai até o limite de R$ 250 mil por CPF, por instituição fi-
nanceira, no limite de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Outra característica dos CDBs é a cobrança de imposto de renda entre 22,5% e 15% a de-
pender do tempo do resgate. Quanto maior o tempo, menor o IR.

Conheça a principal diferença entre o CDB e a Poupança:


O Imposto de Renda de um CDB é calculado pela tabela regressiva do Imposto de Renda so-
bre o ganho de capital. Ou seja, quando seu dinheiro for resgatado e voltar para a conta de
sua corretora, ele será descontado do IR com impostos menores para CDBs aplicados por
prazos maiores.

Já a poupança é isenta de IR independente do prazo de aplicação.

LC (Letra de Câmbio)

Seu funcionamento é muito parecido com o CDB, porém o título não é emitido por um ban-
co, mas sim por uma financeira. Apesar do nome “letra de câmbio”, não há nenhuma relação
com negociação de moedas estrangeiras.

As LCs possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que garante a mesma
segurança da poupança mencionada anteriormente.

Ao investir em LC, o investidor recebe da financeira uma taxa de juros que varia conforme o
tempo e a quantia aplicada. Ou seja, quem compra uma LC está emprestando dinheiro para
a financeira emprestar para outras pessoas e empresas com a perspectiva de saber qual
será o rendimento, pois ele já é acordado no ato da compra.

As LCs geralmente pagam um pouco mais que os CDBs de mesmo prazo de vencimen-
to. Isso acontece pois as financeiras costumam ter maior dificuldade de captação de recur-
sos do que os bancos, mesmo os de médio porte, o que as obriga a oferecer remunerações
maiores para atrair investidores.
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LCI e LCA

• A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é um título emitido pelo banco para captar recursos
para o mercado imobiliário.

• A Letra de Crédito do Agronegócio (LCI) também é um título emitido pelo banco, mas para
fomentar o mercado do agronegócio.

Na prática, não existem diferenças para o investidor entre investir em uma LCI ou em uma
LCA. Ambas são asseguradas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Uma das principais vantagens destes investimentos é a isenção de imposto de renda. Ou


seja, o investidor não paga IR para aplicar nestas modalidades.

Mas é preciso se atentar ao fato de que nem sempre a isenção de imposto de renda com-
pensa para o investidor. Às vezes investimentos com taxas de rendimento mais altas com-
pensam mesmo com a cobrança de IR.

Em termos de prazos, o investimento em LCI e LCA, normalmente, varia em torno de 1 ano e


meio a 3 anos.

CRI e CRA

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agrone-


gócio) são modalidades de investimento do mercado de Renda Fixa que não são tão conhe-
cidas como os investimentos mais tradicionais. O objetivo é financiar, como os próprios no-
mes já dizem, os mercados imobiliário e agrícola.

Estes títulos podem ser pré ou pós-fixados, cabendo ao investidor avaliar qual se encaixa
melhor nos seus objetivos.

Ambos não possuem bancos como intermediários da aplicação e assim eles conseguem me-
lhores taxas de rentabilidade.

Esses certificados são emitidos pelas securitizadoras, empresas especializadas na compra


de créditos e na transformação deles em títulos para venda. Elas são as únicas empresas au-
torizadas a emitir os CRI e CRA.

O CRI refere-se a títulos emitidos para pagamentos de dívidas imobiliárias. Eles existem para
que as construtoras, por exemplo, consigam receber todo o valor do financiamento dos em-
preendimentos vendidos de forma antecipada.
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Desta forma, a empresa recebe o capital necessário que pode ser usado em despesas ou
até mesmo em novos empreendimentos, sem precisar aguardar todo o período de pagamen-
to das vendas realizadas.

O CRA atua de forma semelhante, fornecendo essa mesma antecipação de pagamento para
dívidas do agronegócio.

Assim, as instituições associadas ao investimento conseguem fornecer o financiamento para


o agronegócio sem abrir mão da entrada de capital necessária para suas operações.

Confira um exemplo de como funciona um CRA (e analogamente um CRI) na prática:

Uma instituição financeira oferece financiamento com prazo de 60 meses e taxa média de ju-
ros de 14% ao ano para uma empresa do agronegócio.

Para que a instituição financeira não tenha que esperar até o final do prazo de 60 meses
para receber todo o capital do financiamento, ela abre a emissão de títulos CRA com uma se-
curitizadora.

Esses títulos emitidos são vendidos a investidores com uma determinada taxa de juros e,
desta forma, a instituição financeira recebe todo o capital do financiamento de forma anteci-
pada.

Os investidores, por outro lado, se preservarem os títulos receberão a taxa de juros acorda-
da no ato do investimento.

Vale ressaltar que cada título possui suas características específicas, podendo pagar juros
e amortizações mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou somente no
vencimento.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas emitidos por empresas não financeiras, logo, elas re-
presentam um empréstimo para uma empresa.

São como uma “confissão” de dívida de uma empresa. Da mesma forma que um CDB é um
empréstimo do investidor para um banco.

As formas de rentabilidade são bem variadas e dependem muito da empresa que lança as
debêntures – à semelhança dos bancos em relação aos CDBs. Normalmente a rentabilidade
tem uma parte fixa e outra atrelada a um índice de inflação, como o IPCA.
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Diferente de outros investimentos de Renda Fixa (Poupança, CDB, LCI, LCA) as debêntures
não têm a garantia do FGC. Por isso, as debêntures podem pagar mais que outros produtos
financeiros que possuem a mesma garantia pelo risco adicional que o investidor corre neste
produto.

Muitas das empresas que emitem debêntures são até mais sólidas que alguns bancos co-
merciais, onde os poupadores estão acostumados a depositar o dinheiro sem sentir insegu-
ranças. Como comparação, uma empresa como a Vale tem o mesmo tamanho de um banco
como Bradesco, por exemplo.

Em outras situações, um bem da empresa ou a uma garantia bancária podem ser alienados à
debênture, o que confere maior segurança.

Títulos Públicos - LTN, LFT, NTN-B

São os títulos que possuem maior garantia no mercado financeiro, pois ao comprarmos um
título, estamos comprando títulos do tesouro nacional, ou seja, investindo no próprio gover-
no.

Existem 3 tipos de títulos negociados no mercado hoje:

1. LTN (Letra do Tesouro Nacional): título pré-fixado


2. LFT (Letra Financeira do Tesouro): título pós-fixado ou SELIC
3. NTN-B (Nota do Tesouro Nacional Série B): inflação (IPCA) + juro pré-fixado, podendo ser
com ou sem cupom semestral
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Títulos Públicos - LTN, LFT, NTN-B

Tesouro Direto é o nome do programa criado pelo Tesouro Nacional que possibilita a venda
de títulos públicos às pessoas físicas. Anteriormente, os títulos públicos só eram “acessíveis”
ao investidor, na forma de Fundos de Renda Fixa.

O Tesouro Direto é uma das principais plataformas de investimentos de renda fixa do Brasil.
Para que você tenha uma ideia, atualmente são mais de 10 milhões de investidores. Esse nú-
mero aumenta a cada dia.

Com aplicações a partir de R$ 30,00, os investimentos em Tesouro Direto costumam ser o


“debute” para boa parte dos investidores brasileiros. Logo, quando você ouvir falar em Te-
souro Direto pode associar aos títulos públicos.

Portanto, sempre que você compra um título público via Tesouro Direto está emprestando di-
nheiro ao governo (Tesouro Nacional). Ou seja, você adquire um título de dívida e, em troca,
recebe uma remuneração futura.

Detalhe importante: muita gente pensa (certamente em virtude dos escândalos de corrup-
ção) que existem grandes riscos em se emprestar dinheiro ao Tesouro Nacional, mas esses
riscos tendem a ser muito mais baixos que outras modalidades de investimento.

É importante reforçar que o governo brasileiro é considerado o melhor devedor do país, tor-
nando os títulos públicos ou o investimento no Tesouro Direto o investimento mais seguro
entre todos.

O Tesouro Direto é associado ao baixo risco. É a aplicação mais segura do país.


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Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um dos títulos disponíveis na plataforma do Tesouro Direto. Ele possui alta
liquidez, já que é possível retirar o dinheiro a qualquer momento sem perder rentabilidade
obtida até o momento do resgate. Somente por isso já é melhor que a poupança, em que
você perde a rentabilidade do mês se sacar o dinheiro antes da data do aniversário.

É por esse motivo que o Tesouro Selic é muito procurado por pessoas que desejam formar
uma reserva de emergência ou pensam em juntar algum dinheiro para realizar uma viagem,
trocar de carro ou mesmo comprar um novo celular.

Em resumo, os títulos do Tesouro Direto rendem um percentual próximo da Selic (muito pró-
ximo ao CDI), que é o principal indicador de rentabilidade para os investimentos de renda
fixa. Assim, chega a pagar bem mais do que a poupança, fora a proteção contra os efeitos
da inflação em algumas modalidades. Bem mais interessante, não é mesmo?

Fundos de inflação

Fundos de inflação investem em títulos vinculados aos índices de inflação, como o IGP-M ou
o IPCA. A Anbima criou um conjunto de índices de títulos atrelados à inflação, a série IMA-B,
que são utilizados para balizar o desempenho desses fundos de investimentos.

Quanto ao prazo da aplicação, os fundos de inflação podem ser de três tipos:

• IMA-B 5: são formados por títulos públicos com vencimento inferior a cinco anos;
• IMA-B +5: são formados por títulos públicos com vencimento acima de cinco anos;
• IMA-B: nesse tipo de fundo, não há restrições quanto ao prazo dos títulos públicos que for-
mam o patrimônio.

Se o investidor dispõe de prazo para a aplicação e perfil de risco adequado, são recomenda-
dos os fundos de vencimento mais longo. Eles possuem maior risco e maior volatilidade, po-
rém podem trazer ganhos mais expressivos (assim como perdas maiores).

O Tesouro Direto é associado ao baixo risco. É a aplicação mais segura do país.


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Se comparado com a poupança, é fato que os ativos de renda fixa possuem um rendimento
muito mais vantajoso. Levando isso em consideração, vamos aos prós e contras de investir
na Renda Fixa:

Vantagens:

1. Segurança

A Renda Fixa possui suas condições e pagamentos pré-acordados no ato da compra dos tí-
tulos. Ou seja, o investidor sabe desde o início quanto dinheiro vai receber no vencimento
de sua aplicação e em caso de liquidação antecipada.

Ela ainda conta com o Fundo Garantidor de Crédito, que como mencionado anteriormente
fornece proteção ao capital do investidor em até R$250 mil por CPF, por instituição (limitado
a R$1 milhão a cada 4 anos). Logo, em eventos catastróficos na instituição emissora de títulos
o investidor pode reaver todo (ou ao menos parte) do capital investido.

Além disso, caso uma instituição que mantém um fundo de renda fixa venha a quebrar, a Co-
missão de Valores Mobiliários (CVM) transfere sua gestão para outra instituição, que segue
com as operações dele.

2. Previsibilidade

Os investimentos de rentabilidade pré-fixadas são ótimos aliados aqueles que buscam cons-
truir sua independência financeira com foco no longo prazo. São opções de investimento
que podem proporcionar bons retornos, com sua rentabilidade pautada na previsibilidade
dos ganhos.

3. Liquidez

Liquidez nada mais é do que a velocidade e facilidade com a qual um ativo pode ser conver-
tido em caixa (dinheiro).
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Alguns ativos de Renda Fixa possuem alta liquidez, proporcionando maior facilidade na hora
da venda de posições neste tipo de investimento, mas vale ressaltar que algumas classes
como, por exemplo, o CDB devem ser levadas até o vencimento para garantir retornos ade-
quados.

Se comparado com compra e venda de ações, ativos nos quais uma baixa tem potencial de
afetar consideravelmente a liquidez, a Renda Fixa não corre este mesmo risco. Pelo contrá-
rio, o Tesouro Nacional, por exemplo, apresenta liquidez diária, sendo assim, o risco de liqui-
dez é praticamente inexistente.

Desvantagens:

1. Ganhos pequenos em pouco tempo

Como já vimos, a Renda Fixa caracteriza-se por ser um investimento super adequado para
construção de independência financeira no longo prazo. Caso seu objetivo com a sua cartei-
ra de investimentos seja mais imediatista, buscando ganhos expressivos rapidamente, a Ren-
da Fixa vai deixar a desejar.

Para investir em renda fixa, é recomendável que você mantenha o ativo por um longo perío-
do. Caso contrário, um resgate antes do vencimento pode significar uma perda significativa
de rentabilidade.

2. Prazos de carência longos

Alguns investimentos em renda fixa fazem uma exigência de prazo de carência para o resga-
te.

O prazo de carência de determinado ativo pode ser explicado como a junção do vencimento
do investimento com a liquidez desse papel. Isto é, durante o período que antecede a carên-
cia, o seu dinheiro precisa ficar com o Banco ou instituição financeira emissora.

Portanto, caso haja necessidade de resgatar o dinheiro aplicado, incidirão multas, significan-
do perdas significativas dos rendimentos que poderiam ser alcançados.

3. Custos da aplicação

Não é recomendado que o investidor deposite todos os ovos em uma única cesta. Por isso
tendemos a indicar a diversificação da carteira de investimentos. E, dependendo da condi-
ção financeira do investidor, investir tamanha quantidade de dinheiro em um só ativo, poderá
impedi-lo de comprar outras opções para diversificar seus investimentos.
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A Renda Fixa é conhecida por ser a porta de entrada dos investidores que desejam abando-
nar a poupança. É uma boa pedida para aqueles que estão começando a dar os primeiros
passos no universo dos investimentos e ainda possuem certo receio de investir na Renda Va-
riável, modalidade na qual é possível obter maiores ganhos em menos tempo.

Mas vale ressaltar: a Renda Fixa é indispensável para praticamente qualquer investidor que
queira manter seu patrimônio investidor de forma balanceada.

É importante salientar a importância da renda fixa na construção de um patrimônio sólido


e consistente. A Renda Fixa é um investimento seguro, que se encaixa perfeitamente com
quem busca um rendimento constante, sem pressa de ganhos rápidos.

Destacamos a recomendação para a construção de uma carteira diversificada. Seja com ati-
vos de renda fixa, ações, ETFs, criptomoedas etc. Diversificação e investimentos inteligentes
caminham juntos.

Confira dois testes recomendados para te ajudar a iniciar seus investimentos na Renda Fixa:

• Para descobrir se o investimento em Renda Fixa é recomendado para o seu perfil de inves-
tidor, faça nosso teste de perfil.
• Para simular um investimento em renda fixa, acesse nosso Simulador de Renda Fixa.

Se você ficou interessado em investir em Renda Fixa, pode ser a hora de experimentar um
ativo como este.

Eles podem ser uma boa opção, sobretudo se você está começando a investir e ainda tem
receio de se arriscar na Renda Variável ou tem um perfil de investidor mais conservador/mo-
derado.

Para aumentar as chances de os seus investimentos trazerem bons retornos, uma boa ideia
é contar com a orientação do seu assessor de investimentos, que vai ajudá-lo a escolher a
melhor estratégia para seu perfil.
Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa

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Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
       2
SUMÁRIO
1. Como funciona a Renda Fixa?
	
2.
Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
       3
Por que investir em Renda Fixa?
 
A renda f
Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
       4
Os investimentos em Renda Fixa se caracteri
Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
       5
Assim as instituições podem lucrar com a di
Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
       6
Pós-fixada
É o tipo de remuneração mais con
(https://www.youtube.com/watch?v=cSvu520IzZ0&t=258s)         Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
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Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
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Tributação:
Há basicamente dois impostos qu
Renda Fixa - O guia definitivo para você investir em Renda Fixa
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Tributação:
Antes de optar por um investim

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