Erros de Ortografia em Lendas e Crônicas
Erros de Ortografia em Lendas e Crônicas
Cobra Honorato
“Cobra Honorato é uma lemda conhecida do folclore amazônico.
Conta a lenda que, em uma tribo, uma índia engravidou da Boiúna (sucuri) e
deu à luz duas crianças gêmeas que, na vedade, eram cobras. O menino
recebeu o nome de Honorato e a menina foi xamada de Maria Caninana.
A índia consultou o pagé para saber se devia matá-los e decidil
deixá-los à margem do rio Tocantins, onde ficaram ‘encantados’.
Lá no rio eles se criaram sozinhos como cobras. Honorato era
bom, mas sua irmã era muito perverça. Afogava banhistas, naufragava
embarcações, asombrava viajantes e atacava animais. Eram tantas as
maudades por ela praticadas, que Honorato acabou por matá-la para colocar
um fim às perversidades.
Honorato, em algumas noites de luar, perdia o encanto e adquiria a
forma umana, transformando-se num belo rapas, deixando as águas para levar
uma vida normal na terra. Ele adorava a danssa e aparecia sempre em bailes
ribeirinhos, encantando a todos com sua elegância.
Nas margens do rio ficava sua pele enorme de cobra, esperando
por sua volta. O encanto só se quebraria se alguém tivesse coragem de
derramar leite na boca da enorme cobra e fazer um ferimento na cabessa até
sair sangue, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro.
Um dia, um soldado arojado do Pará conseguiu libertar Honorato da
maldição. Colocou leite em sua boca e o feriu com um golpe de çabre.
Honorato deixou de ser cobra d’água e pôde viver em terra, como um homem
normau.”
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva,
tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe
até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar
lindo, deLua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado
para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo
luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra -
pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa. . .
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva.
Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou
pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor. . .
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito
obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um
presente de rei.
(BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: crônicas. São Paulo:
Ática, 1979.
4. A outra noite a que o título se refere seria a vista somente pelo narrador ou
aquela que o taxista e seu amigo enxergavam?
__________________________________________________________________
_______
O menino e o arco-íris
Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se
com as cadeiras, as mesas e os demais objetos domésticos.
Apalpava-os, mordia-os e jogava-os no chão: esperava certamente
uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns
objetos mais interessantes que os sapatos: os copos – estes, quando
atirados ao chão, quebravam-se. Já era alguma coisa, pelo menos
não permaneciam os mesmos depois da ação. Mas logo o menino
(que era profundamente entediado) cansou-se dos copos: no fim de
tudo era vidro e só vidro.
Mais tarde pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as
plantas. Já eram mais interessantes, sobretudo as galinhas, que
falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra. Conheceu o
peru, a galinha-d´Angola e o pavão. Mas logo se acostumou a todos
eles, e continuou entediado como sempre.
Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar
a realidade.
Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior
espaço possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu
igrejas, automóveis e um trator que modificava um terreno. Perdeu-se.
Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o trabalho
do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um
coreto etc. E o menino cansou-se da rua, voltou para o seu quintal.
O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às
viagens para a outra margem do rio. A margem de lá era igual à de
cá. O menino cresceu e, no amor como no cinema, não encontrou o
que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas
eram coloridas. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!
Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do
córrego. Mas quando alguém lhe disse que o colorido das águas
provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não, que
as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio.
E daí?
(GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris. São Paulo: Ática, 2001. p. 5)
[Link]
Título:
Autor:
Obra da qual faz parte:
7. Esse texto é:
(A) uma crônica (B) uma notícia (C) informativo (D) fábula
GABARITO
2.A 3.B 4.A 5.C 6.B 7.A
Na questão 1- perceber que o título do texto é o mesmo do livro;
questões 8,9,10- respostas pessoais.
TENTAÇÃO
Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era
ruiva.
Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada
nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando
inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e
paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se
apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-
nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.
Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num
dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto
ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era
uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já
habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A
possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando
uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce
sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.
Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento.
Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante
dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a
menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem
latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um
grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por
cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram
rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam.
Pediam-se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a
criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores,
de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva
carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o
suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.
Mas ambos eram comprometidos.
Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela
fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se
da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos,
numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos
pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-la dobrar a
outra esquina.
Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás
__________________
Conto extraído de LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1981.
3. Onde se passa a história? Retire do texto uma frase que apresenta uma
característica marcante do cenário.
[Link] acordo com o texto, como a menina se sentia em relação a outras pessoas?
Retire do texto uma frase para justificar sua resposta.
5. “Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava.” O que a menina suportava?
Indique a alternativa que melhor responde a questão:
(a) a pessoa que esperava o bonde (b) a bolsa velha (c) o calor e a
solidão (d) sua mãe
6. “O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida.” Do que a
bolsa a salvava?
(a) do calor excessivo (b) da solidão, já que a bolsa era sua
companhia
(c) das brigas com a mãe (d) do homem que esperava o bonde
11) O cão basset provoca uma mudança na cena inicial. Qual a reação da menina e
do cão quando se veem ?
12) “Mas ambos eram comprometidos.” Segundo o texto, com o que eles eram
comprometidos ? O que isso pode significar?
RESPOSTAS:
1. A menina e o basset. Ambos são ruivos.
2. Resposta pessoal - Ela olhava o movimento...tomava sol... esperava passar o soluço
etc.
3. No bairro Grajaú, Rio de Janeiro. “ Na rua vazia as pedras vibravam de calor”
4. Se sentia diferente, discriminada, provavelmente porque era ruiva. “Numa terra de
morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária.”
5. Resposta C
6. Resposta B
7. Resposta B
8. “Olhamo-nos sem palavras...”
9. Provavelmente espera o bonde. Em certo trecho ele diz ele diz “Na rua deserta
nenhum sinal de bonde.”
10. Sim. Resposta pessoal. Talvez o narrador se sentisse assim porque o calor era
insuportável e o bonde não vinha logo; vendo a menina ruiva “numa terra de morenos”,
sozinha, sem nada de interessante para fazer, naquele calor insuportável.
11. Resposta pessoal. Sugestão: Se identificaram um com o outro: ambos eram ruivos e
solitários, poderia nascer daí uma grande amizade.
12. Ela estava comprometida com sua infância e o cão, com sua natureza aprisionada.
Isso significa que eles não podem ficar juntos, pois têm naturezas diferentes, não
podem fazer companhia um ao outro.
13. Ele deveria seguir sua dona, não tinha outra escolha.
14. Pode se referir ao impulso de ficarem juntos ( a menina ruiva e o basset ruivo), uma
tentação de se pertencerem.
A DESPEDIDA
9.”E quem perde alguém tão querido assim não sai dando voltas por aí,
procurando um jogo de futebol ou tomando sorvete na esquina.” Você
concorda com essa ideia? Justifique sua resposta.
2ª parte
Produção de texto.
Gabarito- sugestão
_____________________________________________________________________
______
d) Que verbo no texto a indica que Renata passou a vida inteira esperando outra
pérola?
( ) encontrou ( ) fazia ( )
envelheceu ( ) desejou
e).O texto poderia ter outro final se a freguesa soubesse que Renata tinha encontrado
uma pérola no meio do açúcar?
_____________________________________________________________________
____
Resposta:
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
[Link] desorganizada.
[Link] apenas um eletrodoméstico.
12.Não ou medrosa.
[Link] poucos bens.
[Link] o dia prefiro ficar em casa.
O ovo da bruxa
NUM NINHO VAZIO QUE UMA ÁGUIA FILOMENA MORAVA NO ALTO DE UMA
HAVIA FEITO HÁ MUITO TEMPO E MONTANHA. PERDIDA,
DEPOIS ABANDONADO.
Reações:
quinta-feira, 19 de julho de 2012
[Link] seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente
o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4
CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO
35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O
CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3
F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
F1QU3 COM D3U5!
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Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva,
tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe
até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar
lindo, deLua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado
para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo
luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra -
pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa. . .
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva.
Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou
pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor. . .
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito
obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um
presente de rei.
(BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: crônicas. São Paulo:
Ática, 1979.
4. A outra noite a que o título se refere seria a vista somente pelo narrador ou
aquela que o taxista e seu amigo enxergavam?
__________________________________________________________________
_______
Pneu furado
Luís Fernando Veríssimo
Por que
Usado em perguntas ou com o sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”
(junção da preposição por + o pronome interrogativo que) ou empregado no
sentido de “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” ou ainda “para
que”
[Link]
Usado quando é conjunção causal, explicativa ou final
Tirei boa nota porque estudei para a prova.
[Link]ê
Usado como equivalente a "o motivo", "a causa", “razão” , vem acompanhado
de artigo, adjetivo ou numeral:
Quero saber o porquê dessa discussão.
Atividade
Preencha os espaços do texto com um dos usos dos porquês, prestando
atenção no sentido que está em cada ocorrência:
Os porquês do porquinho
Clóvis Sanches
Aconteceu na Grécia!
Era uma vez um jovem porquinho, belo e bom, muito pequenino, cuja vida foi dedicada
à procura dos _____________da floresta. Tal porquinho, incansável em sua busca,
passava o dia percorrendo matas, cavernas e savanas perguntando aos bichos e aos
insetos que encontrava pelo caminho todos os tipos de ___________que lhes viessem
à cabeça.
- _____________você tem listras pretas se os cavalos não as têm ? - perguntava
gentilmente o porquinho às zebras.
- Pernas compridas__________, se outros pássaros não as têm? - indagava às
siriemas, de forma perspicaz.
- _________isso? __________aquilo?
Era um festival de___________, dia após dia, ano após ano, sem que ele encontrasse
respostas adequadas aos seus questionamentos de porquinho.
Por exemplo, sempre que se deparava com uma abelha trabalhando arduamente, ele
perguntava__________. E a pergunta era sempre a mesma:
- Saberias, por acaso, _________fazes o mel, oh querida abelhinha?
E a abelha, com seus conhecimentos de abelha, sempre respondia assim
ao____________:
- Fabrico o mel ____________tenho que alimentar a colmeia.
Mas a resposta das abelhas não o satisfazia, __________eram os ursos os maiores
beneficiados com aquela atividade.
- Alguma coisa deve estar muito errada, _________eram os ursões que ficavam
com quase todo o mel, sem ter produzido um pingo.- pensava o porquinho.
Então, valente como os porquinhos de sua época, seguia pela floresta à procura de
ursões, fortes e poderosos, ansioso ___________eles soubessem a resposta.
Quando encontrava um, perguntava:
- Senhor, grande e esperto ursão, poderias me dizer a razão e solucionar o
____________da questão?
E alguns ursos, mais exibidos, até tentavam responder, ____________de mel
eles entendiam muito, mas sobre trabalho... as respostas eram sempre do senso
comum de ursão e não resolviam a questão.
- Elas fabricam o mel _____________ele é muito gostoso. - diziam uns.
- Elas o fabricam ____________o mel é delicioso. - diziam outros.
Havia aqueles que se limitavam a olhar feio e, ainda, aqueles que até ameaçavam o
pobre porquinho e iam embora, sem dizer__________. Apesar disso, o porquinho
seguia em frente.
Um dia - _____________toda história têm um dia especial - o porquinho
encontrou um oráculo em seu caminho e resolveu elaborar o seu mais
profundo___________. Afinal, oráculo é para essas coisas. Então, ele perguntou
com sua voz fininha, mas de modo firme e sonoro
- ____________existo?
Houve um profundo silêncio na floresta e o porquinho pensou que aquele
___________nunca seria respondido, afinal.
Mas de repente, o oráculo falou, estrondosamente, ___________ era oráculo.
- Procure o Sr. Leão, rei da floresta, e pergunte a ele ___________você existe. Só
ele lhe dará uma resposta adequada.
Então, feliz, animado e saltitante, lá se foi o porquinho à casa do grande e sábio rei
da floresta, carregando o seu também grande e sábio______________.
Ao chegar à casa do leão, o porquinho bateu à porta e, quando foi atendido por sua
realeza, tratou logo de lascar o seu ____________mais precioso:
- Sr. Leão, rei dos reis, sábio dos sábios, poderia Vossa Alteza me dizer
____________existo?
E o leão, ________ era leão, respondeu mais que depressa.
Nhac.
____________ é o da história!
Fim
Resolução
Os porquês do porquinho
Aconteceu na Grécia!
Era uma vez um jovem porquinho, belo e bom, muito pequenino, cuja vida foi
dedicada à procura dos porquês da floresta. Tal porquinho, incansável em sua
busca, passava o dia percorrendo matas, cavernas e savanas perguntando aos
bichos e aos insetos que encontrava pelo caminho todos os tipos de porquês que
lhes viessem à cabeça.
- Por que você tem listras pretas se os cavalos não as têm ? - perguntava
gentilmente o porquinho às zebras.
- Pernas compridas por quê, se outros pássaros não as têm? - indagava às siriemas,
de forma perspicaz.
- Por que isso? Por que aquilo?
Era um festival de porquês, dia após dia, ano após ano, sem que ele encontrasse
respostas adequadas aos seus questionamentos de porquinho.
Por exemplo, sempre que se deparava com uma abelha trabalhando arduamente,
ele perguntava por quê. E a pergunta era sempre a mesma:
- Saberias, por acaso, por que fazes o mel, oh querida abelhinha?
E a abelha, com seus conhecimentos de abelha, sempre respondia assim aoporquê:
- Fabrico o mel porque tenho que alimentar a colméia.
Mas a resposta das abelhas não o satisfazia, porque eram os ursos os maiores
beneficiados com aquela atividade.
- Alguma coisa deve estar muito errada, porque eram os ursões que ficavam com
quase todo o mel, sem ter produzido um pingo.- pensava o porquinho.
Então, valente como os porquinhos de sua época, seguia pela floresta à procura de
ursões, fortes e poderosos, ansioso por que eles soubessem a resposta. Quando
encontrava um, perguntava:
- Senhor, grande e esperto ursão, poderias me dizer a razão e solucionar o porquêda
questão?
E alguns ursos, mais exibidos, até tentavam responder, porque de mel eles
entendiam muito, mas sobre trabalho... as respostas eram sempre do senso comum
de ursão e não resolviam a questão.
- Elas fabricam o mel porque ele é muito gostoso. - diziam uns.
- Elas o fabricam porque o mel é delicioso. - diziam outros.
Havia aqueles que se limitavam a olhar feio e, ainda, aqueles que até ameaçavam o
pobre porquinho e iam embora, sem dizer por quê. Apesar disso, o porquinho
seguia em frente.
Um dia - porque toda história têm um dia especial - o porquinho encontrou um
oráculo em seu caminho e resolveu elaborar o seu mais profundo porquê. Afinal,
oráculo é para essas coisas. Então, ele perguntou com sua voz fininha, mas de modo
firme e sonoro
- Por que existo?
Houve um profundo silêncio na floresta e o porquinho pensou que
aquele porquênunca seria respondido, afinal.
Mas de repente, o oráculo falou, estrondosamente, porque era oráculo.
- Procure o Sr. Leão, rei da floresta, e pergunte a ele por que você existe. Só ele lhe
dará uma resposta adequada.
Então, feliz, animado e saltitante, lá se foi o porquinho à casa do grande e sábio rei
da floresta, carregando o seu também grande e sábio porquê.
Ao chegar à casa do leão, o porquinho bateu à porta e, quando foi atendido por sua
realeza, tratou logo de lascar o seu porquê mais precioso:
- Sr. Leão, rei dos reis, sábio dos sábios, poderia Vossa Alteza me dizer por
queexisto?
E o leão, porque era leão, respondeu mais que depressa.
Nhac.
Porque é o da história!
Fim
Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que
ocorria. Para o psiquiatra Daniel Spritzer, “a internet faz parte do dia a dia dos
adolescentes e o isolamento é um comportamento típico dessa fase da vida, por
isso a família raramente detecta o problema antes de ele ter fugido ao controle”.
A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença.
De saída, o tempo na internet aumenta até culminar, pasme-se, numa rotina de
catorze horas diárias, e as situações vividas na rede passam, então, a habitar mais
e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras profundas e ainda um
ganho de peso relevante, resultado da troca de refeições por sanduíches – que
prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente,
a vida social vai se extinguindo, como alerta a psicóloga Ceres Araujo: “Se a
pessoa começa a ter mais amigos na rede do que fora dela, é um sinal claro de
que as coisas não vão bem”.
Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações,
à produção de conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades
modernas, não faz sentido se privar, portanto toda a questão gira em torno da
dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do razoável: até duas horas
diárias, no caso de crianças e adolescentes. Desse modo, reduz-se drasticamente
a possibilidade de que, no futuro, eles
enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados.
Oual é a sugestão apresentada no texto para lidar com esse problema ou sua
prevenção?
Você acha a comparação do vício em internet com outros tipos de vícios é muito
forte? Justifique sua resposta.
2. Produção de texto
A partir da leitura do texto e de seu conhecimento do assunto, produza um texto
sobre o tema O jovem e a Internet
b) A flor parece.....................amarela.
e) Mamãe, quero......................maçã.
g) Só paguei .....................entrada.
i) Quero................dúzia de ovos.