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Erros de Ortografia em Lendas e Crônicas

O menino e o arco-íris é uma história sobre: (1) Um menino curioso que sempre se entedia com as coisas ao seu redor; (2) Sua busca constante por algo interessante e surpreendente; (3) Sua descoberta das águas coloridas de um córrego que ele acreditava serem do arco-íris.
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Erros de Ortografia em Lendas e Crônicas

O menino e o arco-íris é uma história sobre: (1) Um menino curioso que sempre se entedia com as coisas ao seu redor; (2) Sua busca constante por algo interessante e surpreendente; (3) Sua descoberta das águas coloridas de um córrego que ele acreditava serem do arco-íris.
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Atividade: Ache os erros ortográficos 5º/6º anos

Leia a lenda folclórica da região Norte do Brasil.


No total, há QUINZE erros de ortografia. Encontre todas as palavras com
erros e circule-as e escreva a palavra corretamente no caderno.

Cobra Honorato
                  “Cobra Honorato é uma lemda conhecida do folclore amazônico.
Conta a lenda que, em uma tribo, uma índia engravidou da Boiúna (sucuri) e
deu à luz duas crianças gêmeas que, na vedade, eram  cobras.  O  menino
recebeu o nome de Honorato e a menina foi  xamada de Maria Caninana.
           A índia consultou o pagé para saber se devia matá-los e decidil
deixá-los à margem do rio Tocantins, onde ficaram ‘encantados’.
           Lá no rio eles se criaram sozinhos como cobras. Honorato era
bom, mas sua irmã era muito perverça. Afogava banhistas, naufragava
embarcações, asombrava viajantes e atacava animais. Eram tantas as
maudades por ela praticadas, que Honorato acabou por matá-la para colocar
um fim às perversidades.
          Honorato, em algumas noites de luar, perdia o encanto e adquiria a
forma umana, transformando-se num belo rapas, deixando as águas para levar
uma vida normal na terra. Ele adorava a danssa e aparecia sempre em bailes
ribeirinhos, encantando a todos com sua elegância.
          Nas margens do rio ficava sua pele enorme de cobra, esperando
por sua volta. O encanto só se quebraria se alguém tivesse coragem de
derramar leite na boca da enorme cobra e fazer um ferimento na cabessa até
sair sangue, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro.
                  Um dia, um soldado arojado do Pará conseguiu libertar Honorato da
maldição. Colocou leite em sua boca e o feriu com um golpe de çabre.
Honorato deixou de ser cobra d’água e pôde viver em terra, como um homem
normau.”

ATIVIDADE - Interpretação de texto (crônica)


 A outra noite

Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva,
tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe
até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar
lindo, deLua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado
para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo
luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra -
pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa. . .
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva.
Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou
pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor. . .
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito
obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um
presente de rei.

(BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: crônicas. São Paulo:
Ática, 1979.

Vocabulário: 1. torpe: repugnante   2. veementes: animados

Após ler o texto, assinale a alternativa correta nas questões 1 e 3 e responda as


demais:

[Link] era a noite vista pelo taxista e pelo amigo do narrador?


(   ) calor e chuva                (   ) vento e chuva                          (   ) luar
lindo                       (   ) lua cheia

2. Como era a noite para o narrador?-


__________________________________________________________
.                                   .
3. Considerando a maneira como é narrada, a reação do taxista (no final), pode-se
inferir que ele ficou:
(   ) sensibilizado com a conversa                                            (   ) curioso por mais
informações.
(   ) agradecido com o presente.                                              (   ) desconfiado com
o pagamento

4. A outra noite a que o título se refere seria a vista somente pelo narrador ou
aquela que o taxista e seu amigo enxergavam?
__________________________________________________________________
_______

5. O que faz com que diferentes personagens vejam  diferente noites?


__________________________________________________________________
_______

6. Que fato do cotidiano a crônica que você leu explora?


__________________________________________________________________
_______

7. Nesse texto, o narrador é personagem? Justifique sua resposta copiando um


trecho do texto.
__________________________________________________________________
_______
 gabarito, clique abaixo

1.(X ) vento e chuva     


2. Um luar lindo, e as nuvens lá de cima eram alvas, uma paisagem irreal.
3. ( X) sensibilizado com a conversa     
4. Vista pelo narrador
5. Cada pessoa tem seu ponto de vista, de acordo com sua visão de mundo.
6. Uma conversa banal sobre o tempo durante uma corrida de táxi. 
7. Sim, é personagem, indicado pelo uso da 1ª pessoa:

“Outro dia fui a São Paulo...”


...”meu amigo”
“E, quando saltei...” 

O menino e o arco-íris -Interpretação de texto 8º/9º


anos
(atividade adaptada do Saresp 2004, acrescentei outas questões)  

O menino e o arco-íris
Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se
com as cadeiras, as mesas e os demais objetos domésticos.
Apalpava-os, mordia-os e jogava-os no chão: esperava certamente
uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns
objetos mais interessantes que os sapatos: os copos – estes, quando
atirados ao chão, quebravam-se. Já era alguma coisa, pelo menos
não permaneciam os mesmos depois da ação. Mas logo o menino
(que era profundamente entediado) cansou-se dos copos: no fim de
tudo era vidro e só vidro.
Mais tarde pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as
plantas. Já eram mais interessantes, sobretudo as galinhas, que
falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra. Conheceu o
peru, a galinha-d´Angola e o pavão. Mas logo se acostumou a todos
eles, e continuou entediado como sempre.
Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar
a realidade.
Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior
espaço possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu
igrejas, automóveis e um trator que modificava um terreno. Perdeu-se.
Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o trabalho
do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um
coreto etc. E o menino cansou-se da rua, voltou para o seu quintal.  
O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às
viagens para a outra margem do rio. A margem de lá era igual à de
cá. O menino cresceu e, no amor como no cinema, não encontrou o
que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas
eram coloridas. Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!
Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do
córrego. Mas quando alguém lhe disse que o colorido das águas
provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não, que
as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio.
E daí?
(GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris. São Paulo: Ática, 2001. p. 5)

Após ler atentamente o texto,

[Link]
Título:
Autor:
Obra da qual faz parte:

2.“Mas logo se acostumou a todos eles”.O termo em destaque refere-


se no texto a

(A) animais no quintal.                          (B) cadeiras e mesas. 


(C) sapatos e copos.                            (D) jogos de azar.

3. Pode-se concluir que o tema do texto é

(A) a curiosidade.                                (B) a insatisfação.         


(C) a natureza.                                   (D) a saudade.

4. De acordo com o texto, o menino procurava, desde criança, por

(A) alguma coisa surpreendente.            (B) galinhas e plantas


interessantes.
(C) um arco-íris.                                   (D) banhos de mar.

5. “E daí?” A frase final do texto demonstra que a opinião do narrador


sobre o destino do menino é de

(A) pena e desespero.                                 (B) simpatia e


aprovação.
(C) indiferença e conformismo.                     (D) esperança e
simpatia.

6. “Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!”


No trecho, os sinais de pontuação empregados assinalam
(A) o tédio do menino.                                (B) a surpresa do
menino.
(C) a dúvida do narrador.                            (D) o comentário do
narrador.

7. Esse texto é:
(A) uma crônica      (B) uma notícia  (C)  informativo       (D) fábula

8. Como você descreveria o menino? 


9. Por que o menino sempre abandonava as coisas que encontrava?
10. Comente sobre o desfecho do texto, dando sua opinião.

GABARITO
2.A  3.B 4.A  5.C 6.B 7.A
Na questão 1- perceber que o título do texto  é o mesmo do livro;
questões 8,9,10- respostas pessoais.

  

Obs.: No livro O menino e o arco-íris os textos falam sobre o cotidiano de uma


forma encantadora, misturando humor e lirismo para leitores de todas as idades.

CONTO - Interpretação 7º/8º ano TENTAÇÃO -


Clarice Lispector

Esse conto de Clarice Lispector é muito interessante para análise e


interpretação, Nessa atividade, a sugestão é mais a interpretação mas pode-se
aproveitar para trabalhar o foco narrativo, os elementos e a  estrutura da
narrativa. Após o texto há questões para interpretação, o gabarito e sugestão
para debate.

TENTAÇÃO

   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era
ruiva. 
   Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada
nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando
inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e
paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se
apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-
nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.
Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num
dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto
ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era
uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já
habituado, apertando-a contra os joelhos.
   Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A
possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando
uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce
sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. 
   Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento.
Desprevenido, acostumado, cachorro. 
   A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante
dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

 Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a
menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem
latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um
grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por
cima do soluço e continuou a fitá-lo.
   Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram
rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam.
Pediam-se com urgência, com encabulamento, surpreendidos. 
   No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a
criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores,
de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva
carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o
suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam. 
   Mas ambos eram comprometidos.
   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela
fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
   A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se
da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos,
numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos
pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-la dobrar a
outra esquina.

   Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás
__________________
Conto extraído de LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1981.

Após ler o texto, responda:

1 Quem são as personagens principais? O que elas têm em comum?

2. O que a menina fazia sentada na porta de casa, às duas horas da tarde?

3. Onde se passa a história? Retire do texto uma frase que apresenta uma
característica marcante do cenário. 

[Link] acordo com o texto, como a menina se sentia em relação a outras pessoas?
Retire do texto uma frase para justificar sua resposta.
5. “Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava.” O que a menina suportava?
Indique a alternativa que melhor responde a questão:
(a) a pessoa que esperava o bonde   (b)  a bolsa velha        (c) o calor e a
solidão              (d) sua mãe

6. “O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida.” Do que a
bolsa a salvava?
(a) do calor excessivo                               (b) da solidão, já que a bolsa era sua
companhia
(c) das brigas com a mãe                         (d)  do homem que esperava o bonde

7) No texto, quem é o narrador?


( a ) a mãe                                                                                 (c) alguém que não
presente na história
(b ) alguém presente na história, mas sem participar muito      (d) a menina ruiva

8) Retire  do texto um trecho em que se percebe a presença do narrador como


personagem.

9) O que o narrador fazia naquele lugar ?

10)Pode-se dizer que o narrador se identifica com a menina? Por quê?

11) O cão basset provoca uma mudança na cena inicial. Qual a reação da menina e
do cão quando se veem ?

12) “Mas ambos eram comprometidos.” Segundo o texto, com o que eles eram
comprometidos ? O que isso pode significar?

13) Por que o cachorro não olhou para trás? 

14) Considerando a reação da menina e do cão quando se encontram e a resposta à


questão 12, o que o título TENTAÇÃO pode indicar?

15) Qual é o tema central do texto? 

Questões para debater:


No texto, a menina se sente diferente dos outros, o que intensifica a solidão dela. Ser
diferente dos demais gera solidão? Você já se sentiu excluído ou sozinho por ser
diferente dos outros? Qual é sua opinião sobre isso?

RESPOSTAS:
1.    A menina e o basset. Ambos são ruivos.
2.    Resposta pessoal - Ela olhava o movimento...tomava sol... esperava passar o soluço
etc.
3.    No bairro Grajaú, Rio de Janeiro. “ Na rua vazia as pedras vibravam de calor”
4.    Se sentia diferente, discriminada, provavelmente porque era ruiva. “Numa terra de
morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária.”
5.    Resposta C
6.    Resposta B
7.    Resposta B
8.    “Olhamo-nos sem palavras...”
9.    Provavelmente espera o bonde. Em certo trecho ele diz ele diz “Na rua deserta
nenhum sinal de bonde.”
10.  Sim. Resposta pessoal. Talvez o narrador  se sentisse assim porque o calor era
insuportável e o bonde não vinha logo; vendo a menina ruiva “numa terra de morenos”,
sozinha, sem nada de interessante para fazer, naquele calor insuportável.
11.  Resposta pessoal. Sugestão: Se identificaram um com o outro: ambos eram ruivos e
solitários, poderia nascer daí uma grande amizade.
12.  Ela estava comprometida com sua infância e o cão, com sua natureza aprisionada.
Isso significa que eles não podem ficar juntos,  pois têm naturezas diferentes, não
podem fazer companhia um ao outro.
13. Ele deveria seguir sua dona, não tinha outra escolha.
14.  Pode se referir ao impulso de ficarem juntos ( a menina ruiva e o basset ruivo), uma
tentação de se pertencerem.

15.  O tema central é a solidão.

Interpretação e produção textual 7º/8º ano A


despedida

A atividade será dividida em 2 partes – interpretação e produção


textual

A DESPEDIDA 

              Zeca entendeu tudo na hora. Deu um grande abraço no


irmão. Trocaram um olhar, e meio que combinaram tudo, sem dizer
nenhuma palavra. Foram detrás do prédio. Não acharam nenhum lugar
de que gostassem. Caminharam um pouco mais e chegaram num
terreno baldio. Pararam perto duma árvore, cavaram a terra com as
pazinhas que tinham trazido. Enterraram o hamster no maior silêncio.
              Cobriram a cova com a terra. Com tristeza, com dor, Zeca fez
uma cruz com dois paus de madeira que encontrou pelo caminho e
amarrou com elástico. Com uma caneta escreveram: “Olhos vermelhos.
Dez meses de idade. Saudades de Edu e Zeca.”
              Voltaram para casa chorando. Edu se apoiava em Zeca, que
caminhava devagarinho, sentindo que a ocasião não era pra
nenhuma estanabação. Deu o tempo que o Edu precisava. Não
disse nada, nem ouviu nada. Só silêncio e lágrimas rolando.
              Em casa, Edu se trancou no quarto. Não quis saber de mais
nada. Nem de jantar, muito menos de conversar ou ver tevê. Zeca até
emprestou o seu videogame, mas nem isso animou o Edu. Deitado
na cama, olhos fechados, coberto até o pescoço, porque estava sentindo
frio, só pensava na falta que Olhos Vermelhos ia fazer. Chorou até
dormir. Dormiu de cansaço.
              Edu sofria, Zeca chamava o irmão pra ler suas revistinhas,
mas Edu nem se interessava... A mãe insistia pra que ele fosse dar
umas voltas, brincar com os amigos, jogar futebol, apostar corrida,
pedalar na bicicleta. Ele só queria ficar em casa. Pensando.
              Resolveu desenhar num caderno grosso tudo o que lembrava
as aprontações e da carinha marota de OlhosVermelhos. Ficava
horas nisso... Tinha perdido alguém que adorava! E quem perde alguém
tão querido não sai dando voltas por aí, procurando um jogo de futebol
ou tomando sorvete na esquina. Os pais tinham que entender que
perder o melhor amigo era duro. Muito duro. Talvez mais tarde
encontrasse alguma coisa que o consolasse. Agora, por enquanto, nesse
momento, não tinha nada, nadinha! Só um coração vazio.
(ABRAMOVICH, [Link]: OLHOS VERMELHOS .SÃO PAULO:
MODERNA ,1995.)

1ª parte – Interpretação e análise

[Link] é a autoria do texto? Em qual livro está publicado?

[Link] o tema principal de A despedida?Assinale apenas uma


alternativa:
(  ) animal de estimação           (   ) lidar com as perdas de algo ou
alguém  
(   ) amizade                           (   ) afeto entre irmãos

3. Quem era Olhos Vermelhos?

4. Quem eram Edu e Zeca?

[Link] dos dois meninos  ficou  mais triste pela perda? Qual


poderia seria o motivo?

[Link] a relação entre o título A despedida  e o texto? Explique com


suas palavras
mais sugestões, a produção e o gabarito:

7. Que outro título você daria, considerando a relação com o texto?

8. Escreva duas ações que estão no texto comprovando que Zeca se


importava com o sofrimento do irmão.

9.”E quem perde alguém tão querido assim não sai dando voltas por aí,
procurando um jogo de futebol ou tomando sorvete na esquina.” Você
concorda com essa ideia? Justifique sua resposta.

10. Você já sofreu uma grande perda? Se quiser, relate em um


parágrafo a sua experiência e como lidou com isso.

2ª parte
Produção de texto.

Continue o texto, elaborando um final bem interessante. Lembre-se de


manter:
o foco narrativo (nesse caso, 3ª pessoa)
a coesão (ligação) com o texto lido.
a coerência (sentido) em relação ao que você leu.
fazer parágrafos
usar pontuação adequada
mínimo 12 linhas

Gabarito- sugestão

[Link] Abramovich – Livro Olhos Vermelhos


2. A perda...os outros temas até podem aparecer mãos o principal élidar
com as perdas de algo ou alguém  
3. O hamster
4. Eram dois irmãos.
5. Edu, o hamster era dele e pelo contexto era mais novo que Zeca.
6. A despedida de alguém que era amado pelos meninos e que morrera,
no caso, o hamster e como eles lidariam com a perda.
7. a 10. (resposta pessoal)

Texto: As pérolas - Interpretação 6º ano


As pérolas  

Dentro do pacote de açúcar, Renata encontrou uma pérola. A pérola era


evidentemente para Renata, que sempre desejou possuir um colar de pérolas, mas
sua profissão de doceira não dava para isto.. Agora vou esperar que cheguem as
outras pérolas – disse Renata, confiante. E ativou a fabricação de doces, para
esvaziar mais pacotes de açúcar. Os clientes queixavam-se de que os doces de
Renata estavam demasiado doces, e muitos devolviam as encomendas. Por que não
aparecia outra pérola?  Renata deixou de ser doceira qualificada, e ultimamente só
fazia arroz-doce.
Envelheceu. 
A menina que provou o arroz-doce, aquele dia, quase ia quebrando um dente, ao
mastigar
um pedaço encaroçado. O caroço era uma pérola.  A mãe não quis devolvê-la a
Renata, e disse: “Quem sabe se não aparecerão outras, e eu farei com elas um colar
de pérolas? Vou encomendar arroz-doce toda semana.

(Carlos Drummond de Andrade)

1. Após ler atentamente o texto e responda às questões a seguir:

a)“Dentro do pacote de açúcar, Renata encontrou uma pérola.”


 (   ) por acaso                               (    )  porque procurou

b).Com que finalidade Renata esvaziou mais pacotes de açúcar?

c).Depois disso os clientes de Renata começaram a reclamar e a devolver as


encomendas. Por quê?

_____________________________________________________________________
______

d) Que verbo no texto a indica que Renata passou a vida inteira esperando outra
pérola?

(   ) encontrou                          (   )   fazia                    (   )
envelheceu               (   ) desejou 

e).O texto poderia ter outro final se a freguesa soubesse que Renata tinha encontrado
uma pérola no meio do açúcar?

_____________________________________________________________________
____

Corrente de letras- atividade de organização


de texto
Atividade:

Anedota: Um brasileiro estava em Lisboa e resolveu pedir uma


informação embora os dois sejam falantes de português,
surgiram algumas dificuldades.

Tente desvendar qual era a informação separando as palavras


ligadas. Lembre-se que é um diálogo, use a pontuação adequada.
Uma pista: gare é o mesmo que estação (local de embarque e
desembarque de passageiros).
Porfavorsabeondeeupegoumônibusparachegaràe
stação
epegarumtremnóscánãochamamosônibusmasaut
obuso
kvocêsabeondeeupegoumautobusparairatéaesta
çãoepe
garumtremnóscánãochamamosestaçãomasgarev
amoslá
entãovocêsabeondeeupegoumautobusparachega
ratéag
areepegarumtremnóscánãochamamostremmasc
omboio
tábomvocêsabeondeeupegoumautobusparacheg
aràgar
eparapegarumcomboioéaquimesmo.

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Postado por Fátima Pereira às 14:39 Um comentário: 

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Atividade: Organização de texto 5°/6° Anos


Trecho do livro O Ovo da Bruxa - Madeleine Edmondson , adaptação de  Luiz
Fernandes.
Atividade: Recortar, organizar o texto seguindo as pistas e depois colar no caderno
na ordem correta.

[Link] sou eu?

2.Não sou muito bonita.


3.Não ligo pra moda.

[Link] meu próprio meio de transporte.


[Link] das alturas.

[Link] casa não é nada comum.


7.Não recebo visitas.

[Link] fui solitária.


9.Não me importo com luxo.

[Link] desorganizada.
[Link] apenas um eletrodoméstico.

12.Não ou medrosa.
[Link] poucos bens. 
[Link] o dia prefiro ficar em casa.

    

O ovo da bruxa

                                                  

FILOMENA QUASE PASSAVA O DIA ELA GOSTAVA DE ASSISTIR A FILMES


INTEIRO DORMINDO NO NINHO, DE HORROR.
ENROLADA NO XALE.

A ÚNICA PEÇA DE MOBILIA QUE HAVIA ALÉM DISSO, ELA SÓ TINHA OS


NO NINHO ERA UM APARELHO CHINELOS CONFORTÁVEIS, A
PEQUENO DE TELEVISÃO PORTÁTIL VASSOURA PARA VOAR, E UM XALE
PRETO COM FRANJAS EM TODA
VOLTA.

ELA NEM QUERIA SABER DE NINHO DE ÁGUIA NÃO É UM LUGAR


ARRUMAR O NINHO. MUITO CONFORTÁVEL PARA SE
MORAR, MAS FILOMENA NÃO LIGAVA

VIVIA COMPLETAMENTE SOZINHA, NUNCA TINHA TIDO NENHUM AMIGO.


PORQUE NÃO TINHA AMIGOS.
USAVA UM VESTIDO PRETO E VOAVA PELO ESPAÇO MONTADA
COMPRIDO, BOTAS PRETAS DE NUMA VASSOURA.
AMARRAR, CHAPEU PRETO MUITO
ALTO.

TINHA UM NARIZ PONTUDO E OLHOS FILOMENA ERA UMA BRUXA VELHA E


PEQUENINOS. MUITO NERVOSA

NUM NINHO VAZIO QUE UMA ÁGUIA FILOMENA MORAVA NO ALTO DE UMA
HAVIA FEITO HÁ MUITO TEMPO E MONTANHA. PERDIDA,
DEPOIS ABANDONADO.

Postado por Fátima Pereira às 17:16 2 comentários: 

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Brincando com palavras

1. Essa dá para ler fácil...


De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul
odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e
útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a
plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa!

[Link] seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente
o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4
CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO
35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O
CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3
F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5! 
F1QU3 COM D3U5!
 

Postado por Fátima Pereira às 12:12 Nenhum comentário: 

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ATIVIDADE - Interpretação de texto (crônica)


 A outra noite

Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva,
tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe
até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar
lindo, deLua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou um sinal fechado
para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo
luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra -
pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa. . .
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva.
Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou
pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor. . .
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito
obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um
presente de rei.

(BRAGA, Rubem. A outra noite. In: PARA gostar de ler: crônicas. São Paulo:
Ática, 1979.

Vocabulário: 1. torpe: repugnante   2. veementes: animados


Após ler o texto, assinale a alternativa correta nas questões 1 e 3 e responda as
demais:

[Link] era a noite vista pelo taxista e pelo amigo do narrador?


(   ) calor e chuva                (   ) vento e chuva                          (   ) luar
lindo                       (   ) lua cheia

2. Como era a noite para o narrador?-


__________________________________________________________
.                                   .
3. Considerando a maneira como é narrada, a reação do taxista (no final), pode-se
inferir que ele ficou:
(   ) sensibilizado com a conversa                                            (   ) curioso por mais
informações.
(   ) agradecido com o presente.                                              (   ) desconfiado com
o pagamento

4. A outra noite a que o título se refere seria a vista somente pelo narrador ou
aquela que o taxista e seu amigo enxergavam?
__________________________________________________________________
_______

5. O que faz com que diferentes personagens vejam  diferente noites?


__________________________________________________________________
_______

6. Que fato do cotidiano a crônica que você leu explora?


__________________________________________________________________
_______

7. Nesse texto, o narrador é personagem? Justifique sua resposta copiando um


trecho do texto.
__________________________________________________________________
_______
 gabarito, clique abaixo

1.(X ) vento e chuva     


2. Um luar lindo, e as nuvens lá de cima eram alvas, uma paisagem irreal.
3. ( X) sensibilizado com a conversa     
4. Vista pelo narrador
5. Cada pessoa tem seu ponto de vista, de acordo com sua visão de mundo.
6. Uma conversa banal sobre o tempo durante uma corrida de táxi. 
7. Sim, é personagem, indicado pelo uso da 1ª pessoa:

“Outro dia fui a São Paulo...”


...”meu amigo”
“E, quando saltei...” 
Atividade: Texto para pontuar
No lugar do ⌂ coloque o sinal de pontuação:

Pneu furado
Luís Fernando Veríssimo

      O carro estava encostado no meio-fio⌂ com um pneu furado⌂ De pé ao lado do


carro⌂ olhando desconsoladamente para o pneu⌂ uma moça muito bonitinha⌂ Tão
bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo ⌂ Pode
deixar⌂⌂ Ele trocaria o pneu⌂

    ⌂Você tem macaco⌂⌂perguntou o homem⌂


    ⌂Não⌂ respondeu a moça⌂
    ⌂Tudo bem⌂ eu tenho⌂ disse o homem⌂⌂Você tem estepe⌂
    ⌂Não⌂ disse a moça⌂
    ⌂ Vamos usar o meu⌂ disse o homem⌂
     E pôs-se a trabalhar⌂ trocando o pneu⌂ sob o olhar da moçoa⌂ Terminou no
momento em que chegava o ônibus eu a moça estava esperando⌂ Ele ficou ali⌂
suando⌂ de boca aberta⌂ vendo o ônibus se afastar⌂ Dali a pouco chegou o dono
do carro⌂

     ⌂Puxa⌂ você trocou o pneu do carro pra mim⌂ muito obrigado⌂

    ⌂É⌂Eu⌂Eu não posso ver pneu furado⌂ Tenho que trocar⌂


    ⌂Coisa estranha⌂
    ⌂É uma compulsão⌂ Sei lá⌂

Uso dos porquês - atividade com texto 6º ano- Os


porquês do porquinho

Uso dos porquês


Revisão

Por que  
Usado em perguntas ou com o sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”
(junção da preposição por + o pronome interrogativo que) ou empregado no
sentido de “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas quais” ou ainda “para
que”

[Link] que ele não quis me atender?


Não sei por que ele não me atendeu ao telefone.
O lugar por que passei estava em obras!
[Link] quê
Usado em  final da frase, antes do ponto (final, de interrogação ou de
exclamação) ou antes de uma pausa:
Não soube explicar por quê. 
Por quê?

[Link]  
Usado quando é conjunção causal, explicativa ou final  
Tirei boa nota porque estudei para a prova.

[Link]ê 
Usado como equivalente a "o motivo", "a causa", “razão” , vem acompanhado
de artigo, adjetivo ou numeral:
Quero saber o porquê dessa discussão.

Atividade
Preencha os espaços do texto com um dos usos dos porquês, prestando
atenção no sentido que está em cada ocorrência:

Os porquês do porquinho
Clóvis Sanches

Aconteceu na Grécia! 
Era uma vez um jovem porquinho, belo e bom, muito pequenino, cuja vida foi dedicada
à procura dos _____________da floresta. Tal porquinho, incansável em sua busca,
passava o dia percorrendo matas, cavernas e savanas perguntando aos bichos e aos
insetos que encontrava pelo caminho todos os tipos de ___________que lhes viessem
à cabeça. 
- _____________você tem listras pretas se os cavalos não as têm ? - perguntava
gentilmente o porquinho às zebras. 
- Pernas compridas__________, se outros pássaros não as têm? - indagava às
siriemas, de forma perspicaz. 
- _________isso? __________aquilo? 
Era um festival de___________, dia após dia, ano após ano, sem que ele encontrasse
respostas adequadas aos seus questionamentos de porquinho. 
Por exemplo, sempre que se deparava com uma abelha trabalhando arduamente, ele
perguntava__________. E a pergunta era sempre a mesma: 
- Saberias, por acaso, _________fazes o mel, oh querida abelhinha? 
E a abelha, com seus conhecimentos de abelha, sempre respondia assim
ao____________: 
- Fabrico o mel ____________tenho que alimentar a colmeia. 
Mas a resposta das abelhas não o satisfazia, __________eram os ursos os maiores
beneficiados com aquela atividade. 

- Alguma coisa deve estar muito errada, _________eram os ursões que ficavam
com quase todo o mel, sem ter produzido um pingo.- pensava o porquinho. 
Então, valente como os porquinhos de sua época, seguia pela floresta à procura de
ursões, fortes e poderosos, ansioso ___________eles soubessem a resposta.
Quando encontrava um, perguntava: 
- Senhor, grande e esperto ursão, poderias me dizer a razão e solucionar o
____________da questão? 
E alguns ursos, mais exibidos, até tentavam responder, ____________de mel
eles entendiam muito, mas sobre trabalho... as respostas eram sempre do senso
comum de ursão e não resolviam a questão. 
- Elas fabricam o mel _____________ele é muito gostoso. - diziam uns. 
- Elas o fabricam ____________o mel é delicioso. - diziam outros. 
Havia aqueles que se limitavam a olhar feio e, ainda, aqueles que até ameaçavam o
pobre porquinho e iam embora, sem dizer__________. Apesar disso, o porquinho
seguia em frente. 
Um dia - _____________toda história têm um dia especial - o porquinho
encontrou um oráculo em seu caminho e resolveu elaborar o seu mais
profundo___________. Afinal, oráculo é para essas coisas. Então, ele perguntou
com sua voz fininha, mas de modo firme e sonoro 
- ____________existo? 
Houve um profundo silêncio na floresta e o porquinho pensou que aquele
___________nunca seria respondido, afinal. 
Mas de repente, o oráculo falou, estrondosamente, ___________ era oráculo. 
- Procure o Sr. Leão, rei da floresta, e pergunte a ele ___________você existe. Só
ele lhe dará uma resposta adequada. 
Então, feliz, animado e saltitante, lá se foi o porquinho à casa do grande e sábio rei
da floresta, carregando o seu também grande e sábio______________. 
Ao chegar à casa do leão, o porquinho bateu à porta e, quando foi atendido por sua
realeza, tratou logo de lascar o seu ____________mais precioso: 
- Sr. Leão, rei dos reis, sábio dos sábios, poderia Vossa Alteza me dizer
____________existo? 
E o leão, ________ era leão, respondeu mais que depressa. 
Nhac. 
____________ é o da história! 
Fim 

(adaptado do texto apresentado no site da  revista Nova Escola)

Resolução
Os porquês do porquinho
Aconteceu na Grécia! 
Era uma vez um jovem porquinho, belo e bom, muito pequenino, cuja vida foi
dedicada à procura dos porquês da floresta. Tal porquinho, incansável em sua
busca, passava o dia percorrendo matas, cavernas e savanas perguntando aos
bichos e aos insetos que encontrava pelo caminho todos os tipos de porquês que
lhes viessem à cabeça. 
- Por que você tem listras pretas se os cavalos não as têm ? - perguntava
gentilmente o porquinho às zebras. 
- Pernas compridas por quê, se outros pássaros não as têm? - indagava às siriemas,
de forma perspicaz. 
- Por que isso? Por que aquilo? 
Era um festival de porquês, dia após dia, ano após ano, sem que ele encontrasse
respostas adequadas aos seus questionamentos de porquinho. 
Por exemplo, sempre que se deparava com uma abelha trabalhando arduamente,
ele perguntava por quê. E a pergunta era sempre a mesma: 
- Saberias, por acaso, por que fazes o mel, oh querida abelhinha? 
E a abelha, com seus conhecimentos de abelha, sempre respondia assim aoporquê: 
- Fabrico o mel porque tenho que alimentar a colméia. 
Mas a resposta das abelhas não o satisfazia, porque eram os ursos os maiores
beneficiados com aquela atividade. 
- Alguma coisa deve estar muito errada, porque eram os ursões que ficavam com
quase todo o mel, sem ter produzido um pingo.- pensava o porquinho. 
Então, valente como os porquinhos de sua época, seguia pela floresta à procura de
ursões, fortes e poderosos, ansioso por que eles soubessem a resposta. Quando
encontrava um, perguntava: 
- Senhor, grande e esperto ursão, poderias me dizer a razão e solucionar o porquêda
questão? 
E alguns ursos, mais exibidos, até tentavam responder, porque de mel eles
entendiam muito, mas sobre trabalho... as respostas eram sempre do senso comum
de ursão e não resolviam a questão. 
- Elas fabricam o mel porque ele é muito gostoso. - diziam uns. 
- Elas o fabricam porque o mel é delicioso. - diziam outros. 
Havia aqueles que se limitavam a olhar feio e, ainda, aqueles que até ameaçavam o
pobre porquinho e iam embora, sem dizer por quê. Apesar disso, o porquinho
seguia em frente. 
Um dia - porque toda história têm um dia especial - o porquinho encontrou um
oráculo em seu caminho e resolveu elaborar o seu mais profundo porquê. Afinal,
oráculo é para essas coisas. Então, ele perguntou com sua voz fininha, mas de modo
firme e sonoro 
- Por que existo? 
Houve um profundo silêncio na floresta e o porquinho pensou que
aquele porquênunca seria respondido, afinal. 
Mas de repente, o oráculo falou, estrondosamente, porque era oráculo. 
- Procure o Sr. Leão, rei da floresta, e pergunte a ele por que você existe. Só ele lhe
dará uma resposta adequada. 
Então, feliz, animado e saltitante, lá se foi o porquinho à casa do grande e sábio rei
da floresta, carregando o seu também grande e sábio porquê. 
Ao chegar à casa do leão, o porquinho bateu à porta e, quando foi atendido por sua
realeza, tratou logo de lascar o seu porquê mais precioso: 
- Sr. Leão, rei dos reis, sábio dos sábios, poderia Vossa Alteza me dizer por
queexisto? 
E o leão, porque era leão, respondeu mais que depressa. 
Nhac. 
Porque é o da história! 
Fim 

Quando a rede vira um vício - Interpretação e


produção de texto 8º/9º ano
Gostei muito dessa reportagem, embora seja de 3 anos atrás e acredito que o
problema seja maior hoje em dia, já que cada vez mais as pessoas estão
conectadas e começando cada vez mais cedo, já na infância. Adaptei para
trabalhar com 8º e 9º anos, utilizando apenas um trecho. Vale a pena ler a
reportagem completa, lá há também um teste bem interessante. Fiz o teste
com os alunos e eles próprios se surpreenderam. Quem quiser a reportagem
completa, abaixo da atividade há o link. Após a leitura do texto, pode-se
levantar as questões sugeridas (oralmente ou por escrito) e numa segunda
etapa, pedir uma produção de texto, argumentativo.
Quando a rede vira um vício 
É difícil perceber o momento em que alguém deixa de fazer  uso saudável e produtivo
da internet para estabelecer com ela uma relação de dependência — como já se vê
em parcela preocupante dos jovens

Com o título “Preciso de ajuda”, Carolina G. fez um desabafo aos integrantes da


comunidade Viciados em Internet Anônimos, a que pertence:
“Estou muito dependente da web. Não consigo mais viver normalmente”. Essas
frases dão a dimensão do tormento provocado pela dependência da internet, um
mal que começa a ganhar relevo estatístico, sobretudo entre jovens de 15 a 29
anos.
Os estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas,
o doente desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar on-line por uma
eternidade sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de constantes crises
de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho nas tarefas de
natureza intelectual despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim,
momentos de rara euforia, mas não percebe que vai, aos poucos, perdendo os
elos com o mundo real até se aprisionar num universo paralelo e completamente
virtual.
Não é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e
produtivo da rede para estabelecer com ela uma relação doentia, porém, em todos
os casos, a internet era apenas útil ou divertida e foi ganhando um espaço central,
a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como sem sentido.

Mudança tão drástica se deu sem que os pais atentassem para a gravidade do que
ocorria. Para o psiquiatra Daniel Spritzer, “a internet faz parte do dia a dia dos
adolescentes e o isolamento é um comportamento típico dessa fase da vida, por
isso a família raramente detecta o problema antes de ele ter fugido ao controle”.
A ciência, por sua vez, já tem bem mapeados os primeiros sintomas da doença.
De saída, o tempo na internet aumenta até culminar, pasme-se, numa rotina de
catorze horas diárias, e as situações vividas na rede passam, então, a habitar mais
e mais as conversas. É típico o aparecimento de olheiras profundas e ainda um
ganho de peso relevante, resultado da troca de refeições por sanduíches – que
prescindem de talheres e liberam uma das mãos para o teclado. Gradativamente,
a vida social vai se extinguindo, como alerta a psicóloga Ceres Araujo: “Se a
pessoa começa a ter mais amigos na rede do que fora dela, é um sinal claro de
que as coisas não vão bem”.
Com a rede, afinal, descortina-se uma nova dimensão de acesso às informações,
à produção de conhecimento e ao próprio lazer, dos quais, em sociedades
modernas, não faz sentido se privar, portanto toda a questão gira em torno da
dose ideal, sobre a qual já existe um consenso acerca do razoável: até duas horas
diárias, no caso de crianças e adolescentes. Desse modo, reduz-se drasticamente
a possibilidade de que, no futuro, eles
enfrentem o drama vivido hoje pelos jovens viciados.

(Silvia Rogar e João Figueiredo, revista Veja, 24.03.2010. Adaptado)

[Link]ões para interpretação para interpretação ou discussão:


Qual é o tema da reportagem?

Segundo o texto,  quais são os sintomas desse vício?

E quais podem ser as consequências?

Oual é a sugestão apresentada no texto para lidar com esse problema ou sua
prevenção?

Você acha a comparação do vício  em internet com outros tipos de vícios  é muito
forte? Justifique sua resposta.

Na sua opinião, faria alguma diferença para o convencimento do leitor se o texto


não tivesse exemplos  de pessoas que passaram por esse problema?Justifique
sua resposta.
O texto apresenta opinião de especialistas. Quem são  e quais suas
especialidades?

2. Produção de  texto
A partir da leitura do texto e de seu conhecimento do assunto, produza um texto
sobre o tema O jovem e a Internet

Veja a reportagem completa em:


[Link]

Exercícios - AGENTE/A GENTE; MEIO/MEIA...


FOLHA DE EXERCÍCIOS

1. Complete as frases com a gente ou agente :

a) Gosto de ver filmes de ..........................secreto.

b) ......................... daquela cidade não é hospitaleira.

c) A dor que.........................sente, quando perde alguém muito querido, vai


passando com o tempo.

d) ......................... paranaense é dada, amiga e hospitaleira.

e) Quando................................. gosta, faz com prazer.

f) Meu pai é.......................... de viagens da VARIG.

g) Quero estudar para ser..........................policial, para defender o povo.


[Link] com MEIO ou MEIA

a) Desculpe-me, hoje estou..................nervosa.

b) A flor parece.....................amarela.

c) Descobriu um tesouro ................. enterrado.

d) A mim, basta.....................porção de arroz.

e) Mamãe, quero......................maçã.

f) Já li cinquenta páginas, exatamente ........... livro. 

g) Só paguei .....................entrada.

h) Estou ..................... assustada.

i) Quero................dúzia de ovos.

j) Sua camisa está .........................rasgada.

l) Seus sapatos estão..........................sujos.

3. Assinale a frase correta.

 a)    Sou de menor.     Sou menor.


 b)  Sou maior de idade.     Sou de maior.
 c) O filho saiu ao pai, cuspido e    O filho saiu ao pai, esculpido e
escarrado. encarnado
 d)   De sábado, não trabalho.     Aos sábados, não trabalho.
 e)  Fiquei fora de mim.     Fiquei fora de si.
 f)   O motorista perdeu a direção do     O motorista perdeu o controle do
veículo. veículo.
 g)   Casas germinadas.       Casas geminadas.
 h) Vou vestir-me ou trocar de roupa     Vou trocar-me em dois minutos.
em dois minutos.
 i)   Estou com pigarro.      Estou com pigarra.

[Link] as lacunas com um dos termos entre parênteses:

      1. Em tempos de crise, é necessário.......................a despensa de alimentos.


(sortir - surtir)

      2. Os direitos de cidadania do rapaz foram....... ..................pelo governo.


(caçados - cassados)
      3. O..........................dos senadores é de oito anos. (mandado- mandato)

      4. A Marechal Rondon estava coberta pela...............................(cerração -


serração)

      5. César não teve..........................de justiça. (censo - senso)

      6. Todos os....................................haviam sido ocupados. (acentos - assentos)

      7. Devemos uma......................quantia ao banco. (vultosa - vultuosa)

      8. A próxima..............................começará atrasada. (seção - sessão)

      9. ..................................-.se, mas havia hostilidade entre eles.


(cumprimentaram - comprimentaram)

      10. A bandeira de São Paulo tem...................pretas. (listas - listras)

      11. O.....................................no final do dia estava insuportável. (tráfego -


tráfico)

      12. O marido entrou vagarosamente e passou......... .............................


(despercebido - desapercebido)

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