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Classificação e Origem dos Ventos

O documento discute os ventos, incluindo sua origem, tipos, importância e velocidade. Explica que os ventos surgem de variações de pressão atmosférica e sopram das áreas de alta para baixa pressão. Também classifica os principais tipos de ventos no mundo e discute fatores que afetam a velocidade do vento.

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Carla C Zucchi
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Classificação e Origem dos Ventos

O documento discute os ventos, incluindo sua origem, tipos, importância e velocidade. Explica que os ventos surgem de variações de pressão atmosférica e sopram das áreas de alta para baixa pressão. Também classifica os principais tipos de ventos no mundo e discute fatores que afetam a velocidade do vento.

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CPA Ruppert Hahnstadt

Hidrógrafo Honorário - DHN

Ventos são importantes para a dinâmica natural do planeta, a qual


envolve o clima, relevo, formação de chuvas, entre outros fatores. Eles
são definidos como o deslocamento do ar e da variação da pressão
atmosférica ao longo de um período.

O planeta está cercado de ar, que é a atmosfera. Esse ar torna a vida


possível e está sempre se movimentando. Quando temos a
movimentação do ar, temos os ventos. Sua intensidade pode variar de
acordo com as condições geográficas e climáticas, podendo trazer
sensações de alívio e frescor ou mesmo causar destruições
catastróficas.

Origem do vento
Os ventos surgem de variações nas pressões atmosféricas, nas áreas de
alta pressão e de baixa pressão. Eles sopram, em geral, das áreas mais
altas para as mais baixas, em uma espécie de equilíbrio.
Devido à esfericidade e rotação da Terra, os ventos estão em constante
movimento e possuem diferentes características, podendo ser úmidos,
secos, quentes ou frios.

Tipos de ventos
A classificação dos tipos de ventos existentes no planeta varia de
acordo com a intensidade, direção, temperatura, umidade, além de
fatores locais. Vejamos os principais tipos de ventos que ocorrem no
mundo.

• Brisas: ventos constantes que sopram do mar para o continente


durante o dia e no sentido contrário durante a noite;
• Monções: muito comuns na Ásia, são ventos que sopram do mar
para o continente (estação chuvosa, entre julho e agosto) e do
continente para o mar (estação seca, entre dezembro e janeiro);

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• Ventos alísios: ventos úmidos que sopram dos polos e dos trópicos
em direção à Linha do Equador;
• Ventos contra-alísios: ventos secos que sopram da Linha do
Equador para os trópicos;
• Ciclones: ventos circulares que têm como características
tempestades tropicais e subtropicais, com massas de ar que estão
em constante movimento rotativo. Dependendo do sentido de
rotação nos diferentes Hemisférios podem ser: ciclones ou
anticiclones;
• Tufão: ventos circulares (ciclones) formados na Ásia. Possui as
mesmas características dos furacões, com exceção da
localização. Geralmente tufões são encontrados na Ásia,
próximos à Linha do Equador, no Oceano Pacífico.
• Furacão: ventos circulares (ciclones) que chegam a atingir 400 km
de diâmetro. O sentido de sua direção varia de acordo com o
Hemisfério: anti-horário, no Hemisfério Norte, e horário, no
Hemisfério Sul. São bem frequentes no Mar do Caribe e na costa
Leste dos Estados Unidos.
• Tornado: o mais forte dos ventos, podendo atingir até 490
km/hora. Seu tamanho pode ser de até 10 km de diâmetro, sendo
formado por redemoinhos, ocorrendo em zonas temperadas no
Hemisfério Norte.

Movimento dos ventos


A rotação do planeta faz com que, na Linha do Equador, os ventos
soprem na horizontal, em linha reta. Entretanto, nos hemisférios Norte e
Sul, essa movimentação ocorre de maneira diferente. No Hemisfério
Norte, geralmente os ventos são forçados a soprar à direita, ocorrendo
o oposto no Hemisfério Sul, isto é, à esquerda. Essa rotação é causada
pelo Efeito Coriolis, veja abaixo a interferência da rotação da Terra na
circulação geral da atmosfera nas diferentes regiões do planeta.

Polo Norte

Polo Sul

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No Norte do planeta há muitas áreas emersas e cadeias montanhosas.
Com isso, os ventos podem chegar a 200 km/hora em certos períodos,
mas não se comparam com a constância dos ventos Oeste que sopram
no Hemisfério Sul, principalmente nas áreas do Oceano Índico e
Pacífico, sendo esse último um local com muitas tempestades em
alto-mar.

Importância dos ventos


O movimento do ar é fundamental para o desenvolvimento da vida na
Terra. Em geral, os ventos têm a função de levar ar frio para o Equador e
ar quente para os polos, um equilíbrio essencial para as temperaturas
não ficarem tão extremas nas áreas citadas. Há também a importância
da determinação dos diferentes tipos climáticos.
Além disso, a movimentação dos ventos transporta umidade para
diferentes áreas do planeta, produzindo chuva.

Entretanto, ventos muito fortes podem causar danos a plantas e árvores,


que se desenvolvem com dificuldades em áreas de ventania excessiva.
Dessa forma, para crescer, as vegetações se adaptam à região em que
estão, seja com uma altura razoável para não sofrer tanta interferência
do vento, seja com galhos flexíveis, que se curvam, mas não quebram.

Quando estudado, o
vento possui vantagens
significativas. O ser
humano aprendeu a
usá-lo a seu favor,
como na construção
de grandes moinhos,
no impulsionamento de
velas nas
embarcações, na
produção de energia
eólica, entre outras
aplicações.
Fenômenos meteorológicos
A formação de fenômenos meteorológicos muito tem a ver com a
movimentação das massas de ar e das diferenças na pressão
atmosférica. Eventos como o surgimento de ciclones, furacões e
tornados ocorrem em razão das diferenças nas pressões atmosféricas,
umidade do ar, além das temperaturas em determinadas épocas do
ano.

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O El Niño e a La Niña, que são eventos esporádicos no Oceano
Pacífico, na costa oeste da América do Sul, transformam toda a
dinâmica pluvial das regiões adjacentes por meio da ação dos ventos.

Velocidade do vento
A velocidade do vento é normalmente considerada como a
velocidade que ele se desloca. A maioria das medições do movimento
do ar é feita do ar externo e existem vários fatores que podem afetá-lo.

Dos principais fatores que influenciam a velocidade do vento, o mais


importante é chamado de gradiente de pressão, criado por uma
disparidade gradual da pressão atmosférica que ocorre em diferentes
locais.

Algumas áreas têm baixa pressão, enquanto outras têm maior pressão.
Por exemplo, um vale pode ter uma pressão atmosférica mais alta que
o pico de uma montanha que fica a apenas alguns quilômetros de
distância. Geralmente, a pressão aumenta gradualmente entre os dois
pontos.

Na maioria das vezes, o ar se move ao longo desses gradientes de


pressão de alta pressão para baixa pressão. O movimento é a principal
força que cria vento na Terra. Quanto maior a diferença de pressão,
maior a velocidade do vento. Portanto, as áreas que experimentam
uma grande mudança de pressão em uma curta distância geralmente
apresentam velocidades de vento mais altas do que aquelas em que a
mudança é mais gradual.

Outro fator que pode afetar a velocidade do vento são as condições


climáticas locais. As frentes de tempestade geralmente contribuem
para as correntes de ar, pois podem criar gradientes de pressão para o
vento se movimentar em grande velocidade. Também tempestades
assustadoras, como furacões ou ciclones, podem alterar drasticamente
a velocidade do vento.

Outra influência na velocidade do vento é a presença de ondas de


Rossby. Essas correntes atmosféricas superiores modificam os padrões
climáticos no ar abaixo. Eles são causados pelo efeito Coriolis, como
mostrado acima. Uma onda de Rossby pode influenciar os gradientes
de pressão e aumentar a velocidade.

Com vimos, o vento é definido com o ar em movimento, esse pode ser


medido de acordo com sua velocidade e podemos constatar suas
variações a partir da observação do conjunto de elementos dispostos
nas paisagens, como as folhas das árvores, papéis no chão entre outros.

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A velocidade média do vento é geralmente determinada por um
anemômetro e os ventos podem receber várias classificações, de
maneira informal esses podem ser:

Calmaria: ocorre quando não é possível perceber a movimentação do


ar, dessa forma os elementos da paisagem permanecem imóveis e
toda fumaça se eleva no sentido vertical.

Vento fraco: apresenta de forma modesta, é possível percebê-lo


através do sentido e dos elementos da paisagem que se movem. Nesse
tipo de vento a velocidade oscila entre 7 e 18 quilômetros por hora.

Vento moderado: desenvolve ventos com maior intensidade, capazes


de transportar poeira, folhas e alguns tipos de lixo no chão, além dos
galhos das árvores. Nesse caso a velocidade que apresenta varia entre
19 e 35 quilômetros por hora.

Vento forte: o vento desenvolve uma velocidade grande e por isso tem
capacidade de mover os galhos mais fortes das árvores, provocando às
vezes o rompimento deles. Nessa classificação os ventos podem atingir
velocidades que variam de 36 a 44 quilômetros por hora.

Tempestade: ventos com grande intensidade e poder de destruição,


pois promovem a queda de árvores e galhos, além de destruir, em
alguns casos, muros, destelhar casas e uma série de outros incidentes.
Nas tempestades os ventos alcançam velocidades que oscilam entre 45
e 90 quilômetros por hora.

Entretanto, como a interpretação dessa classificação pode ser diferente


dependendo do observador e várias escalas foram criadas. A de
melhor compreensão é a Escala de Beaufort.

Escala de Beaufort
A escala de Beaufort é uma medida padronizada para a velocidade
do vento. É um sistema de classificação empírica originalmente
baseado na aparência e altura das ondas no mar, muito utilizada no
meio marítimo.

A escala de força eólica de Beaufort, ou simplesmente escala de


Beaufort, foi criada no início do século 19 (por volta de 1805) para
fornecer uma medida padrão da velocidade do vento para os
marinheiros. Foi, posteriormente, estendida para uso da terra cerca de
um século depois, em 1906, por George Simpson.

O sistema foi desenvolvido para incluir também classificações de


velocidade para cada nível em nós, milhas por hora e quilômetros por
hora.

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Seu nome completo é a escala de força do vento Beaufort e é uma
tabela descritiva de forças dos ventos variando de 0 (calmaria) a 12
(furacão), correspondendo à velocidade do vento a uma distância
definida acima do nível do solo ou do mar. Em 1969, foram adicionados
os estágios 13 a 17 para casos especiais, como tempestades e furacões
especialmente fortes, embora essa escala seja chamada
separadamente de Escala de Furacões Saffir-Simpson.

Escala Beaufort com os símbolos de direção e intensidade


dos ventos utilizados nas publicações
meteorológicas e marítimas

10

11

12

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Para facilitar a inclusão de informações em publicações de previsões
meteorológicas, entre outras, foram criados símbolos intenacionais.

Símbolos ou Barra de Ventos e seus significados utilizados


nas Cartas Náuticas e outras publicações

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Biruta - indicador visual de condições de vento
Representação de intensidade dos ventos

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