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NORMAS
DE HIGIENE
DO TRABALHO\Oo= Funoac
MINISTERIO DO TRABALHO
ENTRO
INDICE
- NHT - 01 - C/E 1985 - Norma para avaliagdo da Exposigao
Ocupacional ao Calor.
- NHT - 02 - AJE 1985 - Norma para avaliacdo da Exposi¢ao
Ocupacional a Aerodispersdides.
- NHT - 03 - A/E 1984 - Determinagao de vazao de Amostragem pelo
método da Bolha de Sabao.
- NHT - 04 - A/E 1985 - Norma para manutencdo de baterias
recarregaveis de niquel-cadmio - Ni - Cd.
- NHT - 05 - AQ/E 1985 - Avaliagdo da Exposigao Ocupacional a
Agentes Quimicos Método Colorimétrico.
- NHT - 06 R/E - 1985 - Norma para avaliagdo da Exposigao
Ocupacional ao Ruido. Continuo ou Intermitente em fase experimental.
+ NHT - 07 RIE - 1985 - Norma para avaliacéo da Exposicao
Ocupacional ao Ruido. Ruido de Impacto.
- NHT - 08 - GV/E - Norma para avaliacéo da Exposi¢ao Ocupacional a
Solventes Organicos.
- SLA/01 1990 - Andlise qualitativa da fragao volatil de colas.
- NHT - 09 - R/E 1986 - Norma para avaliacéo da Exposigao
Ocupacional ao Ruido. Intermitente ou Continuo (Dosimetros).
- NHT - 10 - WE - Norma para avaliacao ocupacional do nivel de
iluminamento.
- NHT - 13 - MA - Determinagao gravimétrica de aerodispersdides.
- NHT - 14 - MA - Determinacao quantitativa de silica livre cristalizada
por difracdo de Raios XSirocco
Série Técnica de Avaliagao
de Riscos Ambientais
NHT-O1 C/E
1985
DIVISAO DE HIGIENE DO TRABALHO
Equipe de Elaboraséo:
Superviséo: José Manvel Osvaldo Gana Soto
Eduardo Giampooli
Colaboragéo: Mario Luiz Fantazzini
Irene Ferreira de Souza Duarte Sad
‘Maria Margarida Teixeira
‘Marcos Domingos da
1 OBJETIVO
Estabelecer metodologia de avaliagdo da exposi-
‘go ocupacional ao calor.
2 APLICAGAO
Esta norma se aplica 4 avaliagéo de calor em
‘ombientes internos e externos, com ou sem carga
solar, visando & caracterizacéo do risco potencial &
saude.
3 DEFINIGOES
Ciclo de Trabalho — Conjunto das atividades
desenvolvidas pelo trabalhador em uma sequéncia
definida e que se repete de forma continua no
decorrer da jornada de trabalho.
Ponto de Trabalho — Todo e qualquer local
onde 0 trabalhador permanece durante o desenvol-
vimento de seu ciclo de trabalho.
Situagéo Térmica — Cada parte do ciclo de
trabalho, onde as condigées ambientais so manti-
dos constantes, de forma que os pardmetros a
serem estabelecidos 2ermanecam inalterados.
Limite de Toleréncia — Representa as condigées
sob os quais se acredita que o grande maioria dos
trobalhadores possa ficar continuamente exposta,
diariomente, sem sofrer efeitos adversos 4 sud
saude.
4 CRITERIO ADOTADO
ério adotado nesta norma para avaliagéo
Nerma para avaliacao da
exposicdo ocupacional ao calor
NORMA PARA AVALIACAO
DA EXPOSICAO OCUPACIONAL
‘AO CALOR EM
FASE EXPERIMENTAL
indice de sobrecarga térmica — Indice de Bulbo
Umido Termémetro de Globo — IBUTG, utilizando
equipamento convencional, conforme definido nes-
ta norma.
5 INSTRUMENTAL NECESSARIO
1. Termémetro de Globo (tg) composto de:
@) um globo constituido por uma esfera oca de
cobre de aproximadamente | mm de espessura e
com 152,4 mm de diémetro, pintada externamente
de preto fosco e com abertura, na direcao radial,
através de duto cilindrico de aproximadamente
25 mm de comprimento e 18 mm de diémetro, para
insercdo e fixagao de termémetro;
b) um termémetro de mercuirio com escala minima
de + 10:C.a-+ 150°C e precise minima de leitura
de + 0,1°C;
¢) uma rolha cénica de borracha, preferencialmente
preta, com diémetro superior de aproximadamente
20 mm, diémetro inferior em torno de 15 mm e
altura na faixa de 20 o 25 mm, vazoda na diregao
de seu eixo por orificio que permita uma fixagao
firme do termémetro.
2. Termémetro de Bulbo Umido Natural (tbn) com-
posto de:
a) um termémetro de merci
com escala minima
10 minima de leitura
b) Um erlenmeyer de 125 mi;
¢) pavio em forma tubular de cor branca de tecido
de algodéo com alto poder de absorgao de dgua,
com comprimento minimo de 100 mmNormas de Procedimento
em Higiene do Trabalho
Esta é a quarta norma de procedimento de Higiene do Trabalho que publicamos
com a finalidade de divulgar o esforgo da Diviséo de Higiene do Trabalho da FUNDACENTRO,
na padroniza¢ao de métodos de trabalho e esclarecer os profissionais da area
A presente norma, intitulada “Manutengdo de Baterias Recarregaveis de Niquel-Cddmio ~ NiCd"
visa esclarecer os procedimentos utilizados para a manutencéo dos componentes elétricos.
das bombas de amostragem tipo individual fabricados pela Bendix (BDX 44) @ pela MSA (Modelo G).
Como 6 sabido, estas bombas séo utllizadas nas amostragens de aerodispersdides e gases e vapores.
Tatando-se de equipamentos importados e de alto custo no nosso meio,
6 de fundamental importéncia esticar ao maximo a vida util das
baterias que acionam os mecanismos dessas bombas.
O presente trabalho é fruto da experiéncia acumulada pela Diviséo de Higiene
do Trabalho ao longo de varios anos de utilizagdo desses equipamentos, assim como,
. de estudo da literatura disponivel.
Qualquer sugestdo dos profissionais que usarem rotineiramente estas bombas ser bem-vinda.
JOSE MANUEL OSVALDO GANA SOTO
Gerente da Divisdo de Higiene do Trabalho
feta Brantors 60 Saie Ccuoscionat
BE NEE ITTSuntre, Novemare:berambro. 18053. Termémetro de Bulbo Seco (tbs) composto de:
Um termémetro de merciirio com escala minima
de + 10°C a+ 100C e precisdo minima de leitura
de 4 - 0,1°C.
4, Equipamentos complementores
@) cronémetro de qualquer naturezo com preciso
minima de | (um) segundo;
b) tripé do tipo telescépico que atinja uma altura
minima de 1700 mm, pintado em preto fosco;
<) garras com mufa do tipo pinga para fixagao do
termémetro do tbs;
d) gorras com muta para fixagéo do globo;
) gorras sem mufa com haste longa para fixagéo
do erlenmeyer;
) garras sem muta do tipo pinga com haste longa
para fixagdo do termametro do tbn;
9) mufas universais para fixagéo des garras com
haste;
h) agua destilada.
NOTA: Os equipamentos descritos nos subitens
be.d,e,f eg sd0 apenas sugeridos, sendo aceitdveis,
outras formas de fixago, desde que nao compro-
metom a aplicagéo desta norma,
6 PROCEDIMENTO
1, Montagem do equipamento
Uma série de cuidados deverd ser tomada no
FIGURA 1 — TERMOMETRO DE GLOBO
TERMOMETRO
montagem do equipamento, a fim de permitir uma
‘avaliagdo correta e precisa.
a) Termémetro de globo (tg):
O termémetro de merctirio deve ser fixado no
interior do orificio da rolha e ambos inseridos no
globo. A rolha deve ser fixada no globo com certa,
Pressdo, a fim de néo soltar durante o uso. A
Posigdo relativa entre termémetro e rolha deve ser
tal que, apés montado no globo, o bulbo do termé-
metro fique posicionado no centro da esfera (ver,
Figura 1).
b) Termémetro de bulbo imide natural (tbn)
termémetro de merctirio deve ser montado na
posigdo vertical acima do erlenmeyer, de forma que
suo extremidade inferior fique a 25 mm da borda do
gargalo do erlenmeyer. Uma das extremidades do
Pavio deverd ser sobreposta ao bulbo do terméme-
tro, de modo que o envolva totalmente, e neste
fixada através de amarracéo com fio fino de cor
branca. A outra extremidade deve ser inserida no
interior do [Link] momento do uso, 0 er-
lenmeyer deverd ser enchido com dgua destilada e
© pavio do termémetro ser totalmente umedecido)
(ver Figura 2)
BULBO DO.
TERMOMETRO
Anite toae de Side Opera) Q YFIGURA 2 — TERMOMETRO DE BULBO UMIDO NATURAL
c) Termémetro de bulbo seco (tbs)
Constituido apenas por um termémetro de mer-
curio com as caracteristicas descritas no tépico 5
desta norma.
2. Posicionamento do equipamento
Os equipamentos deverdo sempre ser posiciona-
dos no local da medicdo, de forma que os bulbos
dos termémetros fiquem todos alinhados segundo
um plano horizontal (ver Figura 3).
Quando houver uma fonte principal de calor, os
termémetros deverdo estar contidos num mesmo
plano vertical e colocados préximos uns dos outros
sem, no entanto, se tocarem. A posicdo do conjun-
to no ponto de medicdo deve ser de fal modo que a
normal ao referido piano vertical esteja na direcao
da fonte supracitada. Caso ndo haja uma fonte
principal de calor, esse cuidado torna-se desneces-
sério (ver Figura 3)
A altura de montagem dos equipamentos deve
coincidir com a regiéo mais atingida do corpo.
‘Quando esta néo for definida, o conjunto deve ser
montado a altura do térax do trabalhador exposto.
3. Medigbes
A avaliagéo da exposicio 00 calor é feita através
do ondlise da exposigéo de cada trabalhador, co-
brindo-se todo 0 seu ciclo de trabalho.
Portanto, devem ser feitas medigdes em cada
situagéo térmica a que fica submetido o trabalho-
Dette tet de ede Open
FIGURA 3 — CONJUNTO IBUTG
dor. Ressaltamos que o nimero de situagées térmi-
cas poderé ser superior ao numero de pontos de
trabalho, j6 que no mesmo ponto poderéo ocorrer
duas ou mois situagdes térmicas distintas.
As leituras das temperaturas devem ser iniciadas
‘apés 25 minutos de estabilizagdo do conjunto, na
situagdo térmica que esta sendo avaliada, e repeti-
da a cada minuto. Deverdo ser feitas no minimo 3
leituras, ou tantas quantas forem necessdrias, para
se observar uma oscilagéo ndo superior a 0,1°C
entre as trés titimas leituras, sendo considerada
leitura final o média destas. Quando a situagéo
térmica avaliada ndo envoiver carga solar, a medi
do de temperatura de bulbo seco ndo seré neces-
Soria,
Outro parémetro a ser medido é 0 tempo de
Permanéncia do trabalhador na situagGo térmica
‘analisada em cada ciclo de trabalho. Este paréme-
tro € determinado através da média aritmética de,no minimo, trés cronometragens, feitas durante a
‘observagéo do trabalhador na execucéo do seu
trabalho.
Andlogo & determinag3o das diversas situagées
térmicas, devemos, igualmente, identificar os dis-
tintas atividades fisicas exercidas pelo trabalhador
em estudo e estimar 0 calor produzido pelo meta-
bolismo em cada uma delas, através do Quadro |.
© tempo de duracéio de’ cada atividade fisica
identificada também deverd ser determinado atra-
vés de, no minimo, 3 cronometragens, feitas atra-
vés da observacao do trabalhador durante a execu-
so de seu trabalho.
‘As medigées deverdo ser anotadas em tabela
padronizada, conforme modelo anexo C.1.
4 Célculos
Uma vez determinados os parémetros relaciona-
dos no item “Medig6es”” desta norma, jé se reinem
condigées para proceder ao cdlculo dos indices que
caracterizem a exposigdo ao calor do trabalhador
‘em estudo.
Primeiramente deve ser determinado 0 IBUTG de
cada situagao térmica. As férmulas a serem utilizo-
das sdo:
IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg
Para ambientes externos ou interos sem carga
solar
IBUTG = 0,7 tbn + 0,2 1g + 0,1 ths
Para ambientes externos com carga solar
Os dados o serem utilizados nestes cdlculos séo
as leituras médias, obtidas segundo os critérics
estabelecidos nesta norma.
Calculades os “IBUTG"s de todas as situagdes
térmicas que envolvem o trabalhador analisado
conhecidos os valores de “M” (calor produzido
pelo metabolismo) de todas as atividades fisicas
executadas pelo trabalhador em seu ciclo de trabo-
tho, devemos determinar um “IBUTG” e um “Mi
representativos da exposicao ao calor do referido
trabalhador. Estes pardmetros devem ser estabele-
cidos no periodo, de 60 minutos corridos, mais
destayarayel da jornada de trabalho,
‘© IBUTG € a média ponderada dos valores de
“IBUTG” das situagdes térmicas identificadas no
ciclo de trabalho. O M é a média ponderada dos
valores de “M" das atividades fisicas exercidas
pelo trabalhador no seu ciclo de trabalho. Para o
Cdlculo destes pordmetros, sdo usadas as seguintes
formulas:
QUADRO 1
TAKA DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE
SENTADO,
em repouso...
= trabalho leve com as maos (ex. escrever, datilografar).
+ trabalho moderado de maos e bragos (ex.: desenhar, trabalho leve de montagem) .
TIPO DE ATIVIDADE Keal/h
- trabalho leve de brasos e pernas (ex.+ drigir em auto-estrada, trabalho em maquina de costura nao motorizoda)...... 170
+ trabalho pesado de maos e bracos (e)
DE PE
‘em repouro
= trabaihe leve em méquina ou bancada, principalmente com os bragos
= trabalho leve em méquina ou bancada,, com alguma movimentagéo
_ abel madera de bros eon ema, pase fre, bate prego)
= trabalho pesado de brasos e tronco (ex.: corte manual com serrate ov serra)...
EM MOVIMENTO
- andando normalmente, em plano ..
- descer rompa a 5:
+ trabalho moderado de bracos (e
= trabalho moderade de levantar ou empurrar
+ trabalho de empurrar carrinhos de mao, em nivel, com carg
= trabalho de carregar pesos ou com movimentos vigorotos com os bragos (e
+ trabalho pesado de levantar, empurrar ou arrastor pesos (ex.: remogo com pa, abertura de valas) .
+ bir rampa de 5°
- subir excadas com carga moderada....
ater pregos, limar) a
= trabalho moderado de brasos e pernas (ex. dirigir nibus ou cominhdo em transito urbane).
vorrer, trabalho em almoxorifade) ....
rabalho com foice)...
neu9 VATS" sono Trerere eee ies 8S.IBUTG:t) + IBUTG2t2 +... + IBUTG).t; +
TBUTG
60
onde:
IBUTG) - valor do IBUTG da situacdo térmica “i”
ti - tempo de ocorréncia da situagde térmica
i" no periodo, de 60 minutos corridos, rnais
desfavorével
te 12 ttt + tm = 60 minutos
Mi the Matz + ot Mi tht + Mn tr
60
Onde:
Mj = valor de M do atividade fisica “i”
ti = tempo de ocorréncia do atividade fisica “i” no
Periodo, de 60 minutos corridos, mais desfavoravel
tit toe 4 tie + tn = 60 minutos
2
5 Interpretacéo dos resultados
Uma vez determinados oMeo IBUTG, o limite de
tolerdncia para exposicdo a calor seré considerado
ultrapassado, quando o IBUTG exceder 0 valor
méximo definido no quadro 2, correspondente ao
M obtido.
Para os valores encontrados de taxa de metabo-
lismo ponderada M intermediérios, sera considera-
do o MAXIMO IBUTG relativo & taxa de metabolis-
mo ponderada M imediatamente mais elevada.
- +[Link]
ANEXO €.1 TABELA DE CAMPO PARA AVALIACAO DE CALOR
NHT-01- CE
T T
jot ~ 4
= T i
a | t Lt
i r
| iw [ |
it 1 i 1
RA. trite Hosters de Sone Sepa!Normas de Procedimento
em Higiene do Trabalho
A norma de procedimento para avaliagdo da exposi¢ao ocupacional a aerodispersdides que se apresenta
neste numero da “Revista Brasileira de Saude Ocupacional” é a terceira de uma série de normas que visa
orientar procedimentos a serem seguidos para uma correta avaliagao dos agentes ambientais presentes em
locais de trabalho.
Nos procedimentos a seguir descritos, sera encontrada a citagdo de outra norma, a NHT03 AVE, que se
refere a determinagao de vazdo de amostragem pelo método da bolha de sabdo © que sera publicada nos
proximos numeros desta revista.
Esclarecemos que as normas que estao sendo publicadas possuem carater experimental, sendo benvin:
das as criticas sugestoes que visem sua melhoria. Estas devem ser encaminhadas por escrito a Divisdo
de Higiene do Trabalho do Centro Técnico Nacional, a qual, ao revisar periodicamente as normas, considera
1 0 Seu aproveitamento nos novos textos.
DIVISAO DE HIGIENE DO TRABALHO
CENTRO TECNICO NACIONAL
FUNDACENTRONorma para avaliacdo da exposicéo
| ocupacional a aerodispersdides
DIVISAO DE HIGIENE 00 TRABALHO.
Notma Técnica Experimental
Equipe de Elaboragao:
Supervisoo: José Manuel Osvaldo
Gana Soto
Texto-base: Maria Margarida Teixeira
Colaboracao: Eduardo Giampaoli
Irene Ferreira de Souza Duarte Saad
Mario \uiz Fantazzini
Marcos Domingos da Silva
1 OBJETIVO
Estabelecer metodologia de avaliagao da exposi-
do ocupacional a aerodispersdides sdlidos.
2 APLICAGAO
Esta norma aplica-se avaliagao de posiras que
possam conter silica livre cristalizada, particulas in
Cémodas e poeiras e fumos metalicos, em ambien
tes de trabalho, através da coleta de amostras am-
bientais individuais com equipamentos de amostra-
gem do tipo BDX 44 da Bendix, modelo G da MSA,
ou similar.
3 DEFINIGOES
Para os fins desta norma, considera-se:
Ciclone — dispositivo usado no equipamento de
amostragem para a separacao de particulas solidas
Contidas no fluxo de ar, em tamanhos predefinidos.
Filtro-membrana — filtro de maiha rigida, de ma
terial polimero, na forma de uma pelicula, com po-
ros de tamanho uniforme determinados com preci
80.
Porta-filtro padrao — cgnjunto para retengdo da
amostra composto por um suporte de poliestireno
de 3 pecas, contendo um suporte de papelao para
0 filtro € um filtro de 37 mm.
Porta-filtro branco — portafiltro contendo um fil
tro que sofre o mesmo preparo e manuselo que os
porta-filtros a serem utilizados para a coleta das
Smostras, exceto que nao passa at através dele (fil
tro-branco)
Particulas respiraveis — particulas que apresen.
tam diametro aerodinamico equivalente inferior a 10
um (dez micrometres).
Particulado total — total de particulas contidas
em uma amostra gasosa,
Série Técnica de Avaliacéo | NHT-02 A/E |
| NZABIUNDACENTRO. de Riscos Ambientais |
1985
L
NORMA PARA AVALIACAO
DA EXPOSIGAO OCUPACIONAL
‘A AERODISPERSOIDES
fomostiagens Individuais
Particulas incémodas — todas as particulas que
nao causam alteragdes pulmonares,
Zona respiratoria — regiao do espago que com.
preende uma distancia de aproximadamente 150 +
0 mm a partir das narinas, sob a influéncia da res
piragao.
4 CRITERIO ADOTADO
Determinagao das concentragoes ambientais de
aerodispersdides solidos atraves de amostragem in.
dividual
5 INSTRUMENTAL NECESSARIO
Bomba de amostragem que fornega uma vazao de
ar de 1,0 (um) a 3,0 (trés) litros pa: minuto, provida
de um Sistema de controle de vazao e fonte de ali:
mentagao elétrica independente.
Ciclone padrao de 10 mm que separe as particu
las com a Seguinte caracteristica de separagao:
[Tamanho da particula ]
| (didmetro aerodinamico | _ % de passagem
equivalente) através do fluxo de ar |
Hm, |
= 20 i 90
25 75
35 i 50 |
| 50 | 25
I 10.0 0 }
Portactiltro padrao provido de suporte e filtro ade
quado para a coleta do material particulado a ser
avaliado.
Cronémetro de qualquer natureza com precisdo
minima de 1 minuto.
Barometro portatil
Termémetro de precisao minima de 1°C.Figura 1 — Instrumental necessdrio para a avaliagdo
ambiental de aerodispersdides através de amostra.
gens individuais.
6 PROCEDIMENTO
Preparacao do equipamento
Oequipamento de amostragem deve ser prepara
do de acordo com as instrug6es dos manuais dos
fabricantes e em fungdo do material particulado a
ser avaliado, ou seja’
a, Poeiras que possam conter silica livre cristalizada.
= Preparar 0 porta-filtro padréo com um filtro
membrana de PVC, pré-pesado, com 37 mm de dia
metro e S4m (cinco micrometros) de por, para de
terminagdes analiticas por gravimetria e por difra-
ao de raio X,
As Doencas dos Trabalhadores (180p)
Em 1700, a obra de Bernardino Ramazzini, "De Morbis Artificum
Diatriba' era publicada natalia introduaindo os fundarnentos da
atuagao em Medicina do Trabalho, direcionada a preservayso da
Saude dos trabalhadores,
AFUNDACENTRO ianca, agora, a 2+ edi¢o da tradugao desse clés
Sico da literatura meuica, que descrevs quadios clinics de mais
{d¢80doencas ocupacionalse apresenta grandeinteresse aos pro
fissionais de Higiene e Seguranga do Trabalho, e, particularnien
te, aos académicos de medicing @ medicos do Wabalho
POSTOS DE VENDA
Sho Paulo: A. Bento Fretias, 46, CEP: 01220- Sao PaulolSR, Fone:
(011) 222.861
Rio de Janeiro: Rua da Quitanda, 187 - Centra, CEP: 20061, Rlo de
JaneiroiPs, Fone: (02%) 26.7325,
Rio Grande do Sul: RuaCoi. Vicente, 414-2° 63° and., CEP. 90000,
Porto Alogrells, Fone: (0512) 3341021 8259041
‘Minas Gerais: Av. Afonso Pura, 726-23" andar, CEP: 20000, Belo
Horizontoitc, Fone: (031) 201-7830 e 20V 7588,
Pernambuco: Rua Djaima Fatias, 126 -Torredo, CEP: 50000, Rock
feiPE, Fone (Oar24t-3643 @ 241-2802
Balxada Santista: Av. Gonseineico Nebias, 442, CEP: 11100, Sain
tosiSe Fone: (012) 85204 7
Espirito Santo: Av. Paulino Muller, 1111/5, CEP: 29000, VitoriaES,
Fone: (027) 222.0717
Santa Caterina: Rua Tenente Silveita, 105, CEP: 88000, Floriané,
polisiSC, Fone: (0482) 22.0524,
SCAN 716/711: Bloco A. 62-1" andar, CEP: 70750,
BrasiiaiDF, Fone: 081) 274 7650,
— Montar 0 porta-tiltro em um cicione e liga-lo
através da mangueira a bomba de amostragem, pa.
aa coleta de posira respiravel
—_Alustar a vazao da bomba de amostragem pa.
fa 4,7 limin., conforme a NHT-03 A/E.
b. Particulas incomodas:
— Preparar o porta-filtro padréo com um suporte
de papelao e um [Link] de PVC, pré-pesa-
do, com 37 mm de didmetro, para determinagoes
gravimétricas.
NOTA
O poro do filtro é detinido contorme o material par:
ticulado a ser coletado, atendendo ao disposto nas
normas da NIOSH, quando houver.
= Ligar o porta-filtro padrao, através da manguei:
ra, diretamente 4 bomba de amostragem, para a co.
leta de particulado total
—Ajustar a vazao da Bomba de amostragem pa-
fa 1,5 Imin., conforme a NHT.O3 A/E, a menos que
haja recomendacao especifica de vazao em funcao.
das particulas a serem coletadas.
©. Fumos e poeiras metdlicas,
— Preparar o porta-filtro padrao com um suporte
de papeldo e um filtro de membrana de éster de e.
lulose de 37 mm de didmetro e 0,8 um (oito décimos
de micrémetro) de poro, para determinagdes anali
ticas por absoreao atomica.
= Ligar o porta-filtro padrao, através da manguei
ta, diretamente a bomba de amostragem, para aco.
lela de particulado total
— Alustar a vazao da bomba de amostragem pa-
fa 1,5 limin., conforme a NHT-03 AI
Bahia: CEM - Rua A- Quadra A- Lote 2, CEP: 40000, Salvador/BA,
Fone: 071) 230 112
CAMPINAS: Fiua Delfino Cintra, 1050 Botatogo, CEP. 13100,
pinasiSP, Fone. 0192) 32.5260.
Campos: Rus Lacerda Sobrinho, 127, CEP: 28100. CamposiRy, Fo.
ne. (0247) 22-4064
Parané: Av. Brig, Franco, 1633. Centro, CEP: 80000, CuritibalPR, Fo
no: (08%) 222.948).NOTA
Para cada 10 porta-filtros padrao preparados, sepa
rar um porta-filiro branco com um filtro do mesmo
jote dos que serao utilizados na amostragem.
‘A — Pega superior do portacfiltro
B — Anel central
— Filtro
D — Suporte do filtro
E — Pega interiar do portatiltro
F — Plugue
_ _ |
Figura 2 —- Componentes do porta-filtro padrao
Figura 3 — Componentes do elemento de
gem para particulas respiraveis (ciclone de 10mme
porta-filtro padrao)
‘Abordagem do Ambiente de Trabalho
Deve ser feito um reconhecimento pretiminar do
local a ser avaliado, definindo-se os trabalhadores
que deverdo portar 6 equipamento de amostragem,
Conforme o estabelecido a seguir, e desenhando-se
um croqui com todos os pontos ou ciclos de traba-
Iho a serem avaliados.
‘A caracterizagdo da exposigao deve ser teita ba
sicamente de maneira individual, ou seja, os dados
devem ser coletados de forma a'se poder definir a
situago de exposi¢ao de cada um dos trabalhado-
res do ambiente.
Havendo a possibilidade de se agruparem traba-
Inadores que apresentem iguais caracteristicas de
exposigao, a avaliacéo pode considerar um nume-
fo menor de amostragens, desde que estas sejam
suficientes para a caracterizagao da situagao de ex
posi¢do do grupo considerado. Dessa forma, podem
ser estabelecidos “grupos de representatividade”,
08 quais seriam representados por um ou mais tra-
balhadores que definissem a exposicao “tipica” do
relerido grupo. Usualmente, isto podera ser conse:
guido para uma mesma fungao operacional dentro
do ambiente. O importante 6 que o conjunto de
amostras deve representar a totalidade das situa:
‘goes de exposicao existentes no ambiente, ou se-
ja, de todos os seus trabalhadores. Havendo divi
das quanto & possibilidade de redugao do numero
de amostras através de individuos “representativos”
de grupo de exposigao, a amostragem devera con-
siderar a totalidade dos expostos
66 tune:
NOTA
O periodo de amostragem e 0 numero de amostras
coletadas devein representar estatisticamente a ex
posigdo dos trabalhadores em jornadas de 48 horas
semanais.
Figura 4 — Equipamento de amostragem pies
para coleta de particulas respiraveis,
Figura 5 — Equipamento de amostragem preparado
para coleta de particulado total.
Operagao do equipamento de amostragem
‘As bombas de amostragem devem ser presas na
cintura do trabalhador, através de um cinto, em po-
sigdo que ndo atrapalhe a operacao que ele estiver
realizando e que permita o acompanhamento do fun:
cionamento das bombas pelo técnico.
0 elemento de amostragem deve ser posiciona:
do na zona respiratéria do trabalhador.
Deve-se observar que a mangueira de amostragem
no sofra estrangulamento, que o elemento de
amostragem tique em posigao oposta a da bomba.
© equipamento deve ser ligado e durante o tem-
po de operacao devem ser feilas observagdes com
relagdo a seu funcionamento e com relagao ao am-
biente de trabalho.
——
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NOTA
Observar que o porta-filtro esteja sem o plugue de
protecdo na amostragem de particulado tolal.
Devem ser anotados no Anexo A3:
= 0 numero da bomba de amostragem;
0 codigo do filtro:
— 0 horario em que foi ligada e desligada a bom
Re
Figura 6 — Colocagao do equipamento de amostra
gem.
— 0 nome do trabalhador @ sua tungao:
— 0 cédigo do posto de trabalho de acordo com
© croqui elaborado;
— a pressdo atmosférica e a temperatura do ar
dos locais de avaliagao;
— outras informagées constantes do anexo.
Validagéo das Amostras
‘As amostras consideradas validas, que podem ser
enviadas para 0 laboratorio, sao aquelas que
— nao apresentam excesso de material, 0 que
ocasiona 0 seu desprendimento do filtro:
—- nao tenham sofrido contaminagao de qualquer
tipo;
— lenham sido coletadas através de bombas de
amostragem que apresentaram boas condigées de
funcionamento;
— cujo porta-filtro nao apresenta prejuizo a sua
integridade;
— para as quais se tenha todos os dados de
amostragem anotados com precisao.
Ocorrendo invalidagao de uma amostra, amesma
deve ser refeita. A mostra invalida obtida pode ser
guardada para outros efeitos que ndo os de avalia-
a0, cuidando-se que sejam feitas as devidas ano.
tagdes nas folhas de dados e no porta-filtro.
Envio dos porta-filtros amostrados para o laboraté-
tio
‘As amostras coleladas deverao ser enviadas ao
laboratorio acompanhadas dos dados necessarios
para o processamento analitico. Os porta-filtros de:
vom ser transportados com a face amostrada para
cima e com 08 orificios de entrada saida do ar ve-
dados. Utilizar um plugue vermelho na face amos.
trada ¢ um plugue azul na outra face. Transporta-los
de modo que nao sofram choques.
Calculos
Com 0 tempo e a vazéo de amostragem (obtida de
acordo com a norma NHT-03 A/E), determina:se 0 vo-
lume da amostra,
Volume(m’) = vazdo (Wimin.) x tempo (min) x 109
Aconcentracao ¢ obtida dividindo-se a massa da
amostra (mg), fornecida pelo laboratério, pelo volu-
me de ar da amostra (m'):
Concentragéo
mg massa da amostra (mg)
m* = “Volume dé ar da amostra (m3)
Apresentacdo dos dados
(Os resultados da avaliagao devem ser registrados
no Anexo A-4
Interpretacao dos resultados
A caracterizagao das situagoes de exposigao ava.
liadas deve ser efetuada comparando-se os valores
de concentracao obtidos com os limites de toleran-
cia estabelecidos pela American Conference of Go:
vernmental industrial Hygienists — ACGIH, com a
devida adequagao para a jornada de trabalho em vi
gor no Brasil. A adequacao deve ser feita através de
Um fator de redugdo calculado segundo a formula:
40 168-h
FR= Dx
Onde:
FR = fator de redugao
h
total de horas de exposigao por semana
67