0% acharam este documento útil (0 voto)
109 visualizações32 páginas

Características do Império Assírio

O documento resume a história do Império Assírio, desde sua fundação por volta de 2.600 a.C. até sua queda em 612 a.C. O Império Assírio teve sua origem na cidade de Assur e se expandiu para dominar grande parte do Oriente Médio, através de um poderoso exército. Sua capital variou entre Assur, Nínive e outras cidades e seu auge político e territorial ocorreu entre os séculos IX e VII a.C., sob dinastias como a de Sargão II.

Enviado por

James de Lima
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
109 visualizações32 páginas

Características do Império Assírio

O documento resume a história do Império Assírio, desde sua fundação por volta de 2.600 a.C. até sua queda em 612 a.C. O Império Assírio teve sua origem na cidade de Assur e se expandiu para dominar grande parte do Oriente Médio, através de um poderoso exército. Sua capital variou entre Assur, Nínive e outras cidades e seu auge político e territorial ocorreu entre os séculos IX e VII a.C., sob dinastias como a de Sargão II.

Enviado por

James de Lima
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ASSÍRIOS

Ano: 2 600 a.C. – 612 a.C.


Continente: Ásia.
Região: Oriente Médio.
Língua: Acadiano, Sumério, Aramaico.
Capital: Assur, Nínive.
Religião: Antiga Religião Mesopotâmica.
Governo: Monarquia.
• A Assíria, ou Império Assírio, foi um reino mesopotâmico e um império do
Antigo Oriente Próximo e do Levante.
• Viveu como um Estado desde até a sua extinção, em 612 a.C.
• Foi um dos berços da “civilização mesopotâmica”, junto com a Suméria, o
Império Acádio e a Civilização Babilônica.
• O nome "Assíria" tem origem na capital original do estado assírio, a antiga
cidade de Assur, que data de c. 2 600 a.C.
GEOGRAFIA
Visão geral do Antigo
Oriente (Médio),
mostrando o território
central.
Mapa mostrando a localização aproximada da região geográfica denominada “Assíria”.
O Império Assírio estava localizado na região leste da Alta
Mesopotâmia, entre o rio Tigre e as Cordilheiras De Zagros. Seus
domínios se estenderam de Elão até as fronteiras do Egito. Seu Ápice foi
com o rei Sargão II (722-705 a.C.). Com seu forte exército dominou os
hebreus, babilônicos e egípcios, mas não resistiu à pressão de um levante
em Elão, juntamente com um na Babilônia, dando a oportunidade para
os egípcios recuperarem sua liberdade, mas não resistiu a Logo em
seguida, os medos, povo aliado aos caldeus e aos citas, tomaram a capital
Nínive e a destruíram. As cidades mais importantes da Assíria, todas
situadas no atual Iraque, eram Assur, Nínive e Ninrod.
HISTÓRIA
O Antigo Império Assírio é o primeiro
dos três períodos no qual a História da
Assíria está dividida. Seu primeiro
registro escrito data de cerca de 2 050
a.C., quando os assírios livraram-se do
domínio Acádio. Ele vai até 1 378 a.C.,
quando o império foi conquistado pelo
Reino de Mitani. É marcado pela
fundação de diversas cidades, entre elas
Carta enviada pelo sumo sacerdote Luena ao rei de a capital Assur.
Lagaxe (talvez Urucaguina), informando-o da morte
do filho em combate, c. 2 400 a.C., encontrado em
Girsu.
Soldados dos Estados Unidos nas ruínas de Assur em 2008
Relevo assírio
representando
o transporte
de cedro libanês
(século VIII a.C.)
Como muitas cidades-Estado comerciais ao longo da história, Assur era, até certo ponto,
uma oligarquia, e não uma monarquia. A autoridade era tida como estando com "a
cidade", e a politeia tinha três centros principais de poder - uma assembleia de anciãos,
um soberano hereditário e um epônimo. O soberano presidia sobre a assembleia, e
executava suas decisões; não era descrito com o termo acádio costumeiramente usado
para "rei", šarrum, que era reservado para a divindade padroeira da cidade, Assur, de
quem o soberano era o alto sacerdote. O próprio soberano era indicado apenas como o
"criado de Assur" (iššiak Assur), onde o termo iššiak, "criado", "camareiro", é por sua vez
um empréstimo do sumério ensi(k). O terceiro centro de poder era o epônimo (limmum),
que dava seu nome ao ano, de maneira semelhante ao que ocorreria posteriormente com
os arcontes atenienses e os cônsules romanos da Antiguidade Clássica. O epônimo era
eleito anualmente através de sorteio, e era responsável pela administração econômica da
cidade, que incluía a prerrogativa de aprisionar pessoas e confiscar propriedade. A
instituição do epônimo, bem como a fórmula iššiak Assur perdurou na forma de vestígios
cerimoniais, por toda a história da monarquia assíria.
Mesopotâmia e Médio Império Assírio, c. 1 200 a.C.
O período de 1 363 a 1 000 a.C. foi o Médio Império
Assírio. Vários reis fortes reconquistaram a independência
assíria e, então, começaram a invadir os impérios vizinhos.
Os assírios evitaram destruição durante a catástrofe de 1 200
a.C., talvez porque já estivessem adotando novas técnicas
militares e armas que os velhos reinos não utilizavam. No
vácuo político da Idade das Trevas da Antiguidade, os
assírios prosperaram. Em 1 076 a.C., Tiglate-Pileser III
alcançou o Mediterrâneo, a oeste. Já no século XIII a.C., os
assírios, sob Tuculti-Ninurta I (r. 1242–1206 a.C.),
libertaram-se da Babilônia.
Por volta de 1 200 a.C., ocorreu um novo grande movimento
migratório de indo-europeus. No Egito, foram contidos pelos
faraós Merneptá (r. 1235–1224 a.C.) e Ramessés III (r. 1198–1166
a.C.). Na Grécia, geraram um grande processo de dispersão. Na
Ásia Menor, causaram o declínio dos hititas. Na Mesopotâmia,
geraram a agitação dos arameus, que terminaram por invadir a
Babilônia e a Assíria por volta de 1 047 a.C. Relatos da época
dizem-nos que os assírios refugiavam-se em "terras inimigas“
escapando "da míngua, da fome e da miséria". Os templos ficaram
em ruínas, e a interminável guerrilha contra os nômades teria
alterado o caráter da Assíria, transformou-a em uma nação de
guerreiros cruéis e bem adestrados, com um poderoso exército,
que, em pouco tempo, abalou todo o Oriente Médio.
O Império Neoassírio, de 1 000 a 600 a.C., representou o auge
das suas conquistas. O império ia da ponta do golfo Pérsico,
passando ao redor do Crescente Fértil por Damasco, Fenícia,
Palestina, e entrava no Egito até Tebas. Sua fronteira norte eram
os montes Tauro da atual Turquia. Com exceção do que tinha
sido as culturas minoica (Creta), micênica (Grécia) e hitita
(Turquia), todas as áreas de civilizações pré-catástrofe ao Oeste
foram governadas pelos assírios. Por volta de 830 a.C., no
reinado de Salmanaser III, os arameus foram subjugados e a
eles foi imposta uma cobrança tributária.
Império Neoassírio
824 a.C. e 671 a.C.
GOVERNO
Eunucos acompanham o rei durante uma transferência de tributos.
Navio de guerra assírio.
Formou-se na Assíria, ao longo do tempo, um corpo
burocrático bastante eficiente. Muitos deles eram epônimos,
e, portanto, davam nome ao ano. O rei era, em geral, o
epônimo do primeiro ano. Seguia-se a ele, assim, uma série
de epônimos, em critério de hierarquia. Tal sistema constitui
um elemento de grande importância para os historiadores
no processo de datação. Assim, como na maioria dos
estados que se desenvolveram no Crescente Fértil, os reis
assírios exerciam um poder autocrático, sendo considerados
inclusive intermediários entre os deuses e o povo. A partir
do reinado de Tiglate-Pileser III, foram instaladas
guarnições permanentes nos países dominados.
A política externa assíria era conhecida por sua brutalidade para
com os inimigos. Em muitos casos, atos de selvageria por parte
do império assírio foram empregados com o fim de persuadir
seus inimigos a se entregarem sem luta. Registros escritos da
época demonstram o temor dos povos adjacentes ao terror
assírio. Os governantes assírios caracterizaram-se também pelo
tratamento despendido aos povos conquistados. Para evitar
movimentos rebeldes nas regiões conquistadas, os povos vencidos
eram capturados, removidos de suas terras, e distribuídos entre as
cidades do império, diluindo seu poder. Nativos assírios e
inimigos capturados de outras regiões eram encorajados a ocupar
as áreas conquistadas. Esta prática mostrou-se particularmente
eficiente, e foi mantida pelos babilônicos no período subsequente.
Os reis assírios eram seminômades, semitas do noroeste. Suas conquistas se
estenderam aos vales dos rios Tigre e Eufrates. O início do século XVIII a.C. foi
marcado por alguns acontecimentos políticos: queda de Ur III e a derrocada do
Médio Império, no Antigo Egito. Foi quando surgiram duas potências emergentes,
Mari e Assíria. Nesse período, um rei de origem amorrita, Samsiadade I (r. 1815–
1782 a.C.) expandiu os domínios assírios por toda a Mesopotâmia. Curiosamente,
Samsiadade se intitulou Sar-kissat (rei do mundo). Os assírios foram derrotados em
1 779 a.C. por Hamurabi, rei caldeu, tomando como que um protetorado do grande
império babilônio que surgia. Mais tarde, Assurnasirpal II (r. 884–859 a.C.)
reconquistou a terra de seus vizinhos estendendo a influência assíria do atual Irã até
a cidade egípcia de Tebas. Assurnasirpal transformou Ninrude (Calcu) em sua capital
militar, onde ficavam estacionadas suas tropas. Salmanasar III (r. 859–824 a.C.)
dominou a Alta Mesopotâmia. Assur é o país do principal deus e também um rei.
Muitos reis usavam Assur, o título da divindade, como prefixo de seus nomes.
MILITARES
Tropas assírias retornam após a vitória.

Os militares assírios formaram o primeiro exército organizado e o mais


poderoso até então.
Desenvolveram armas de ferro e carros de combate
puxados por cavalos, além de cavalaria pesada
individual. O controle das áreas conquistadas era
mantido pelas tropas e por práticas cruéis, como a
deportação e a mutilação dos vencidos. Os guerreiros e
sacerdotes desfrutavam de grandes privilégios: não
pagavam tributos e eram grandes proprietários de terra.
Ao longo de sua história, o poder da Assíria dependeu
quase que inteiramente de sua força militar. O rei era o
comandante-chefe do exército e dirigia suas campanhas.
Embora em teoria fosse monarca absoluto, na realidade os
nobres e cortesãos que o rodeavam, assim como os
governadores que nomeava para administrar as terras
conquistadas, tomavam frequentemente decisões em seu
nome. As ambições e intrigas foram uma ameaça constante
para a vida do governante assírio. Essa debilidade central na
organização e na administração do Império Assírio foi uma
das responsáveis por sua desintegração e colapso.
CULTURA e RELIGIÃO
As portas dos palácios neoassírios foram guarnecidas
por um par de figuras tutelares, que eram conhecidas
pelos assírios como lamassu: uma figura androcéfala
com cinco patas - recurso estilístico para demonstrar
firmeza ao ser visto de frente e, quando visto de lado,
parecer caminhar para frente, contra qualquer mal. A
hibridez destas figuras materializa a unidade homem e
animal, do conhecido e controlável ao desconhecido e
incontrolável. Levando em conta o local em que
estavam depositados, podemos concluir que
os lamassu manifestavam uma proclamação à
audiência de palácios, pois representavam o poder
extraordinário dos vastos recursos humanos e mágico-
religiosos disponíveis ao rei assírio, e tinham o estatuto
de elegido pelos deuses para governar seus domínios
terrenos.

Um Lamassu da cidade de Dur Sarruquim


Recorte preto e branco da série "Uma segunda série dos
monumentos de Nínive: incluindo baixos-relevos do Palácio
de Senaqueribe e bronzes das ruínas de Ninrude"
A principal contribuição cultural assíria ocorreu no
campo da arte e da arquitetura, especialmente no
período neoassírio (1117–612 a.C.) Sargão II (r.
722–705 a.C.) ergueu palácios, templos e residência
de alto luxo e esmerado padrão artístico. Os grandes
zigurates foram a principal forma de arquitetura
religiosa assíria, com tijolos coloridos e vitrificados.
Posteriormente, Senaqueribe, filho de Sargão II, que
reinou de 705 a 681 a.C., mudou a capital para
Nínive em 701 a.C..
A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos
sumérios. Cada cidade era devota de um deus
específico (ao qual se associava a sua criação e
proteção), e os deuses mais importantes do panteão
assírio dependiam do grau de influência de suas
cidades na política interna. Assur era o principal deus
assírio. Os zigurates permaneceram como o centro
cultural, religioso e político das cidades assírias.

Você também pode gostar