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Instrução Normativa INSS nº 77/2015

Este documento estabelece diretrizes sobre o preenchimento do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). Determina que empresas devem preencher o PPP individualmente para cada empregado exposto a agentes nocivos à saúde. Também especifica como certos campos do PPP podem ser preenchidos de acordo com a data da exposição aos riscos e a legislação vigente na época.

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Jefferson Ramos
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Instrução Normativa INSS nº 77/2015

Este documento estabelece diretrizes sobre o preenchimento do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). Determina que empresas devem preencher o PPP individualmente para cada empregado exposto a agentes nocivos à saúde. Também especifica como certos campos do PPP podem ser preenchidos de acordo com a data da exposição aos riscos e a legislação vigente na época.

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INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 77,

DE 21 DE JANEIRO DE 2015
Art.266. A partir de 1º de janeiro de 2004, conforme estabelecido ela
Instrução Normativa INSS/DC nº 99, de 5 de dezembro de 2003, a empresa ou
equiparada à empresa deverá preencher o formulário PPP, conforme Anexo XV, de
forma individualizada para seus empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes
individuais cooperados, que trabalhem expostos a agentes nocivos químicos, físicos,
biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física,
ainda que não presentes os requisitos para fins de caracterização de atividades
exercidas em condições especiais, seja pela eficácia dos equipamentos de proteção,
coletivos individuais, seja por não se caracterizar a permanência.
§ 1º A partir da implantação do PPP em meio digital, este documento
deverá ser preenchido para todos os segurados, independentemente do ramo de
atividade da empresa, da exposição a agentes nocivos e deverá abranger também
informações relativas aos fatores de riscos ergonômicos e mecânicos.
§ 2º A implantação do PPP em meio digital será gradativa e haverá
período de adaptação conforme critérios definidos pela Previdência Social.
§ 3º O PPP substitui os antigos formulários de reconhecimento de
períodos laborados em condições especiais, a partir de 1ºde janeiro de 2004,
conforme art. 260.
§ 4º O PPP deverá ser atualizado sempre que houver alteração que
implique mudança das informações contidas nas suas seções.
§ 5º O PPP deverá ser emitido com base no LTCAT ou nas demais
demonstrações ambientais de que trata o inciso V do artigo261.
§ 6º A exigência do PPP referida no caput, em relação aos agentes
químicos e ao agente físico ruído, fica condicionada ao alcance dos níveis de ação
de que tratam os subitens do item 9.3.6, daNR-09, do MTE, e aos demais agentes, a
simples presença no ambiente de trabalho.
§ 7º A empresa ou equiparada à empresa deve elaborar e manter
atualizado o PPP para os segurados referidos no caput, bem como fornecê-lo nas
seguintes situações:
I - por ocasião da rescisão do contrato de trabalho ou da desfiliação da
cooperativa, sindicato ou órgão gestor de mão de obra, com fornecimento de uma
das vias para o trabalhador, mediante recibo;
II - sempre que solicitado pelo trabalhador, para fins de requerimento de
reconhecimento de períodos laborados em condições especiais;
III - para fins de análise de benefícios e serviços previdenciários e
quando solicitado pelo INSS;
IV - para simples conferência por parte do trabalhador, pelo menos uma
vez ao ano, quando da avaliação global anual do Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais - PPRA; e
V - quando solicitado pelas autoridades competentes.
§ 8º A comprovação da entrega do PPP, na rescisão de contrato de
trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato ou órgão gestor de mão de obra,
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 77,
DE 21 DE JANEIRO DE 2015
poderá ser feita no próprio instrumento de rescisão ou de desfiliação, bem como em
recibo a parte.
§ 9º O PPP e a comprovação de entrega ao trabalhador, na rescisão de
contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato ou órgão gestor de
mão de obra, deverão ser mantidos na empresa por vinte anos.
Art. 267. Quando o PPP for emitido para comprovar enquadramento por
categoria profissional, na forma do Anexo II do RBPS, aprovado pelo Decreto nº
83.080, de 1979 e a partir do código2.0.0 do quadro anexo ao Decreto nº 53.831, de
1964, deverão ser preenchidos todos os campos pertinentes, excetuados os
referentes a registros ambientais e resultados de monitoração biológica.
Art. 268. Quando apresentado o PPP, deverão ser observadas, quanto
ao preenchimento, para fins de comprovação de enquadramento de atividade
exercida em condições especiais por exposição agentes nocivos, o seguinte:
I - para atividade exercida até 13 de outubro de 1996, véspera da
publicação da MP 1.523, de 1996, quando não se tratar de ruído, fica dispensado o
preenchimento do campo referente ao responsável pelos Registros Ambientais;
II - para atividade exercida até 13 de outubro de 1996,véspera da
publicação da MP 1.523, de 1996, fica dispensado o preenchimento dos campos
referentes às informações de EPC eficaz;
III- para atividade exercida até 03 de dezembro de 1998,data da
publicação da MP nº 1.729, de 02 de dezembro de 1998,convertida na Lei. 9.732, de
11 de dezembro de 1998, fica dispensado o preenchimento dos campos referentes
às informações de EPI eficaz;
IV- para atividade exercida até 31 de dezembro de 1998,fica dispensado
o preenchimento do campo código de ocorrência GFIP; e
V - por força da Resolução do Conselho Federal de Medicina- CFM nº
1.715, de -8 de janeiro de 2004, não deve ser exigido o preenchimento dos campos
de Resultados de Monitoração Biológica para qualquer período.

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