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Gerenciamento de Redes com Zabbix

O documento discute a ferramenta Zabbix para gerenciamento e monitoramento de redes. Ele apresenta a implantação e uso da ferramenta Zabbix em um ambiente de rede simulado com GNS3 para demonstrar o monitoramento em tempo real de servidores e dispositivos de rede e prevenir indisponibilidade de serviços.

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Gerenciamento de Redes com Zabbix

O documento discute a ferramenta Zabbix para gerenciamento e monitoramento de redes. Ele apresenta a implantação e uso da ferramenta Zabbix em um ambiente de rede simulado com GNS3 para demonstrar o monitoramento em tempo real de servidores e dispositivos de rede e prevenir indisponibilidade de serviços.

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ISSN 2675-1852

GERENCIAMENTO E MONITORAMENTO DE REDES COM ZABBIX

DAVI MACHADO DE SOUZA 1


MAICON WARTHMANN HANNA 2
ROBERTO BARTZEN ACOSTA3

RESUMO

Com o crescente avanço da tecnologia e a a ferramenta Zabbix, apresentando-se como


dependência das instituições por seus uma das soluções mais completas disponíveis
serviços, surge a necessidade de encontrar no mercado, portanto este artigo apresenta a
uma forma de permitir o gerenciamento de implantação e uso da ferramenta Zabbix em
toda a infra-estrutura de rede, pois com o um ambiente de rede simulado, com a
aumento dessas redes, tornou-se difícil o ferramenta de simulação GNS3 (Graphical
gerenciamento realizado somente por esforço Network Simulator 3), cuja finalidade é
humano, sendo necessário à instalação de um demonstrar o monitoramento em tempo real de
sistema de gerenciamento integrado que servidores e dispositivos de rede
monitore a rede alertando os administradores simultaneamente, como prevenção da
sobre qualquer alteração nos serviços indisponibilidade de serviços.
prestados. Nesse contexto, dentre várias
ferramentas de gerência de redes, destaca-se

PALAVRAS- CHAVE: Zabbix, Gerenciamento e Monitoramento de Redes

1 Acadêmico do Curso Superior em Tecnologia de Redes de computadores – Alcides Maya


2 Acadêmico do Curso Superior em Tecnologia de Redes de computadores – Alcides Maya
3 Professor do Curso Superior em Tecnologia de Redes de computadores – Alcides Maya e-mail: roberto_acosta@[Link]

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Faculdade e Escola Técnica Alcides Maya – Rua Dr. Flores No 396/402 – Centro Histórico – Porto Alegre – RS – CEP 90.020-021
[Link] - (51) 3254.8383, v.2,n.2. dezembro 2020 - ISSN 2675-1852.
NETWORK MANAGEMENT AND MONITORING WITH ZABBIX

ABSTRACT

With the increasing advance of technology and network management tools, the Zabbix tool
the dependence of institutions for their services, stands out, presenting itself as one of the most
there is a need to find a way to allow the complete solutions available on the market, so
management of the entire network infrastructure, this article presents the deployment and use of
because with the increase of these networks, it the Zabbix tool in a simulated network
has become difficult to manage only by human environment, with the GNS3 (Graphical Network
effort, requiring the installation of an integrated Simulator 3) simulation tool, whose purpose is to
management system that monitors the network, demonstrate the real-time monitoring of servers
alerting administrators about any changes in the and network devices simultaneously, in order to
services provided. In this context, among several prevent unavailability of services.

PALAVRAS- CHAVE: Zabbix, Network Management and Monitoring

1 INTRODUÇÃO

As redes de computadores inicialmente foram concebidas com o intuito de


compartilhar dispositivos e serviços, tornando-se parte do cotidiano como uma ferramenta
que ofereça um conjunto de recursos imprescindíveis para usuários e instituições
(BENÍCIO, 2015). Com o crescente avanço da tecnologia e a dependência das
instituições por seus serviços, surge à necessidade do gerenciamento das redes de
computadores.

Pode-se definir gerenciamento de redes de computadores como a análise de todos


os recursos materiais e/ou lógicos presentes na constituição da rede física de uma
organização (PINHEIRO, 2002). Neste contexto, o ato de gerenciar tem como principal
objetivo, manter uma análise constante sobre tudo o que está acontecendo nos

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equipamentos que compõe a rede, a fim de gerar informações de avaliação para os
responsáveis pelo seu funcionamento (SCAPIN, 2015). Com o aumento significativo
dessas redes, tornou-se cada vez mais trabalhoso e difícil o gerenciamento realizado
somente por esforços humanos (BENÍCIO, 2015), então para essa atividade é necessário
à instalação de um sistema e gerenciamento integrado que monitore a rede alertando os
administradores sobre qualquer alteração nos serviços prestados (BEZERRA et al.,
2017).

Nesse contexto, dentre várias ferramentas de gerencia de redes, destaca-se a


ferramenta Zabbix, apresentando-se como uma das soluções mais completas
disponíveis no mercado para gerencia e monitoramento de diversos parâmetros em uma
rede, sempre buscando a eficácia, a segurança, a disponibilidade e outros itens
importantes para uma rede.
Portanto este artigo apresenta a implantação e uso da ferramenta Zabbix em um
ambiente de rede simulado, com a ferramenta de simulação GNS3 (Graphical Network
Simulator 3), cuja finalidade é demonstrar o monitoramento em tempo real de servidores
e dispositivos de rede simultaneamente, como prevenção da indisponibilidade de
serviços.

2 FUNDAMENTAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES E GERÊNCIA

As redes de computadores inicialmente foram concebidas com o intuito de


compartilhar dispositivos e serviços. Uma rede de computadores pode ser definida
como um conjunto de computadores autônomos interconectados por uma única
tecnologia. Dois computadores estão interconectados quando podem trocar informações.
A conexão entre computadores pode ser feita por diferentes tipos, como fio de cobre, fibras

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óticas, micro-ondas, ondas de infravermelho e satélite de comunicações (TANENBAUM,
2003).

Sendo inicialmente utilizadas apenas em ambientes acadêmicos, órgãos


governamentais e empresas de grande porte (PINHEIRO, 2006), atualmente as redes de
computadores estão presentes em ambientes diversificados, como escolas, residências,
farmácias, shoppings, etc.

Entretanto, com a crescente evolução das tecnologias de redes, aliada à grande


redução de custos dos recursos computacionais, motivou a proliferação das redes de
computadores por todos os segmentos da sociedade. Devido ao seu rápido crescimento,
essas redes foram se tornando cada vez mais integradas as atividades das organizações
como uma ferramenta que oferece recursos e serviços permitindo maior interação entre
os usuários e um consequente aumento de produtividade (PINHEIRO, 2006).

Também ocorreu uma grande mudança nos serviços oferecidos, que além do
compartilhamento de recursos, foram acrescentados novos serviços, como correio
eletrônico, Internet, transferência de arquivos, Internet, entre outros, aumentando a
complexidade das redes. Como se não bastassem esses fatos, o mundo da interconexão
de sistemas ainda passou a conviver com a grande heterogeneidade de padrões,
sistemas operacionais, equipamentos, entre outros (PINHEIRO, 2006).

Diante desse crescimento com um aumento considerável no tráfego de


informações nas redes atuais, é importante que os dados e dispositivos desse ambiente
sejam monitorados, para que seja garantido sua qualidade de serviço QoS (Quality of
Service), e que possam ser transportados de modo rápido e confiável. Para isso é
necessário que os problemas que ocorram sejam resolvidos rapidamente para que o bom
funcionamento da rede seja mantido, tornando-se necessário à implantação de um
sistema de gerência de redes, seja em uma rede local e/ou de grande porte (BEZERRA
et al., 2017).

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Para o gerenciamento de redes, entre as várias definições de arquiteturas
padronizadas (e abertas), dois modelos se destacam o da OSI (Open System
Interconnection) que utiliza o protocolo CMIP (Common Management Information
Protocol) e o modelo Internet TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol)
que utiliza o protocolo SNMP (Simple Network Management Protocol), sendo este o
padrão mais usado atualmente em redes de médio e grande porte, locais e metropolitanas
(BEZERRA et al., 2017).

O gerenciamento ou monitoramento de redes consiste em monitorar as atividades


e uso dos recursos da rede, sejam eles físicos ou lógicos, visando garantir a qualidade e
disponibilidade dos serviços (LIMA, 2014). Porém o grande crescimento em número e
diversidade das redes e de seus componentes tem tornado essa atividade cada vez mais
complexa (BEZERRA et al., 2017). Para cumprir estes objetivos, funções de gerência
devem estar incorporados nos diversos componentes da rede, possibilitando a detecção,
prevenção e reação a problemas que venham ocorrer (GIMENEZ, 2004).

Segundo PINHEIRO (2006) e SAUVE et al. (1993), a arquitetura geral dos sistemas
de gerência de redes apresentam quatro componentes básicos: a estação de
gerenciamento (gerente), os elementos gerenciados (agente), um protocolo de gerência
e uma base de informações de gerenciamento MIB (Management Information Base). Na
Figura 1 temos a representação da arquitetura geral de um sistema de gerenciamento de
rede. Na rede representada no modelo, os elementos gerenciados são dotados de um
software chamado agente, que permite o monitoramento e controle do equipamento
através de uma ou mais estações de gerência. A princípio, qualquer dispositivo de rede
(impressoras, roteadores, repetidores, switches, entre outros) pode ter um agente
instalado (PINHEIRO, 2006). Na estação de gerência encontramos o software gerente,
responsável pela comunicação com os agentes nos elementos gerenciados, onde obtêm
informações desses agentes através do uso do protocolo de gerenciamento SNMP

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(KUROSE, 2006; PINHEIRO, 2006). Gerentes e agentes podem trocar tipos específicos
de informações, conhecidas como informações de gerenciamento. Tais informações
definem os dados que podem ser utilizados nas operações do protocolo de
gerenciamento (PINHEIRO, 2006).

Figura 1 - Elementos de um sistema de gerenciamento.

Fonte: disponível em <[Link]

Antes da implementação de um sistema de gerenciamento, é necessário que se


verifique qual arquitetura será mais adequada a rede, pois com seu crescimento, em
tamanho e complexidade, sistemas de gerência baseados em um único gerente são
inapropriados, devido ao volume das informações que devem ser tratadas e que podem
pertencer a localizações geograficamente distantes do gerente (PINHEIRO, 2006). O
modelo utilizado na Figura 1 é o mais simples de ser implantado, pois é o que possui
apenas uma estação de gerenciamento responsável por toda a coleta de informações
da rede (BEZERRA et al., 2017).

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3 FERRAMENTA DE GERÊNCIA DE REDES ZABBIX

O Zabbix (atualmente na versão 5.0) é um software de código aberto que permite


monitorar a integridade, disponibilidade e desempenho de aplicações, ativos e serviços
de rede (LIMA, 2014; SANTOS, 2015), sendo considerado como uma das melhores
ferramentas de monitoramento da atualidade, onde muitas das suas funcionalidades
foram herdadas do Nagios e do Cacti a tornando uma das ferramentas mais poderosas e
completas disponíveis (FILHO; GEREMIAS, 2010). Também é uma solução de gerência
de redes integrada, pois oferece uma variedade de recursos em um único pacote
(ZABBIX, 2017).

A principal vantagem em usar o Zabbix na tarefa de gerenciamento é sua


praticidade e também por necessitar de poucos recursos de hardware para seu
funcionamento (BEZERRA et al., 2017). Segundo Santos (2015), os requisitos de
memória física e espaço em disco dependem do número de hospedeiros e parâmetros
do que será monitorado, no entanto a base inicial utiliza 128 MB de memória física e 256
MB de espaço em disco.

Segundo Soares e Costa (2015), através dessa ferramenta é possível monitorar,


por exemplo, parâmetros relacionados ao funcionamento de switches, roteadores,
computadores e/ou quaisquer outros componentes que estejam conectados à rede. Essa
ferramenta oferece uma configuração amigável, através da sua interface Web, permitindo,
entre outras operações, a manutenção de hosts, mapas, templates, gráficos e gatilhos
(triggers) entre outras funcionalidades (SOARES; COSTA, 2015), dessa forma agilizando
as atividades de gerência. O software também possui um mecanismo de notificação
flexível e eficiente através de triggers (recurso que é executado sempre que um evento

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acontece), onde é possível configurar alertas de eventos, informações ou incidentes
ocorridos na rede monitorada, por meio de e-mail ou SMS o que auxilia expressivamente
para uma rápida ação por parte dos administradores de redes (SOARES; COSTA, 2015).

O Zabbix tem como uma importante característica sua portabilidade, onde suporta
diversos sistemas operacionais, porém sua única limitação é que o servidor (estação
gerente), pode ser instalado somente em sistemas Linux ou MAC OS (BEZERRA et al.,
2017). Sua grande vantagem é sua versatilidade, pois disponibiliza agentes para diversos
sistemas operacionais, permitindo o monitoramento entre diferentes configurações e
plataformas.

Segundo (SOARES; COSTA, 2015), a ferramenta Zabbix é composta pelos


seguintes componentes:

• Servidor: É o componente central da solução, no qual os agentes reportam os


dados coletados (sobre integridade, disponibilidade e estatísticos), este
componente também está envolvido principalmente em coletar e gravar dados,
disponibilizar mecanismos de alerta e visualização de dados.
• Banco de armazenamento: Utiliza um sistema de gerenciamento de banco de
dados (SGBD) relacional para armazenar configurações e dados coletados pelo
Zabbix.
• Interface WEB: Provida para dar acesso ao servidor Zabbix, a partir de qualquer
lugar e a qualquer dispositivo. Normalmente está interface é parte da mesma
máquina do servidor, apesar de ser possível sua instalação em outro servidor.
• Proxy: Componente opcional para monitoramento distribuído. Pode coletar dados
de desempenho e disponibilidade em nome do servidor Zabbix. Pode ser benéfico

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ao servidor Zabbix distribuir a carga de monitoramento entre vários Proxys. Além
disso, com o Proxy é possível monitorar ambientes onde a segurança é mais
restrita ao ponto de não ser permitido acesso às configurações do firewall,
(restrições com relação a portas de Entrada/Saída).
• Agente: É instalado nos servidores alvo da monitoração e pode monitorar
ativamente os recursos e aplicações locais, enviando os dados obtidos para o servidor
ou proxy. Os itens monitorados pelo agente seguem a lógica das MIBs do SNMP. Porém,
o agente estende a capacidade de monitoramento, pois proporciona aos administradores
de redes a possibilidade de customizar itens e ações executadas diretamente no sistema
monitorado (SOARES; COSTA, 2015).
Os componentes do Zabbix podem estar instalados no mesmo equipamento
exceto, normalmente, pelo agente, formando um servidor capaz de obter informações dos
agentes através de diversos meios (SOARES; COSTA, 2015). A ferramenta é
relativamente fácil de se instalar e configurar, necessitando fazer o download do código
fonte ou de um pacote pronto para algumas distribuições Linux (BLACK, 2008).

4 IMPLANTAÇÃO DO MODELO DE GERÊNCIA USANDO ZABBIX

Como existe uma gama diversificada de material na internet relacionando a


instalação e configuração (na forma de how-to), não será demonstrado neste artigo.

Para a implantação da ferramenta Zabbix, foi necessário a criação de um ambiente


de rede no simulador GNS3, com toda a estrutura que será utilizada no monitoramento e
gerenciamento, conforme ilustrado na Figura 2:

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Figura 2 - Ilustração topológica da rede simulada.

Fonte: Autoria própria.

O servidor Zabbix (estação gerente), a interface web e o banco de dados, foram


instalados em um computador exclusivo, onde foram coletados os dados dos dispositivos
da rede monitorada, através da instalação e configuração do agente Zabbix em todos os
servidores e computadores e pela ativação do protocolo SNMP nos demais
equipamentos, visto que não é possível instalar um agente Zabbix em alguns
equipamentos.

Um ponto interessante do Zabbix, é que ele possui recursos onde as informações


coletadas, através de todos os agentes e também pelo protocolo SNMP podem ser
exibidas de forma gráfica, facilitando a visualização de informações e seu histórico.

Após a configuração do servidor Zabbix com os serviços necessários para o seu


funcionamento e a configuração dos demais equipamentos da rede, iniciou-se o
monitoramento, onde foram criados gráficos que apresentam informações relevantes para
a análise e gerenciamento dos equipamentos monitorados.

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O primeiro resultado do monitoramento da rede é mostrado na Figura 3 onde
apresenta um gráfico do desempenho da CPU (Central Processing Unit - Unidade Central
de Processamento) de um computador da rede monitorada.

Figura 3 - Capacidade de processamento.

Fonte: Autoria própria.

Diversos parâmetros podem ser observados nesse resultado,


como por exemplo: CPU idle time (Tempo ocioso) que apresenta uma média de
64,06% e um máximo de 90.86% mostrando que a CPU desse computador foi pouco
utilizada, e que também está com a carga de processamento diária dentro da
normalidade.

A apresentação das informações nos gráficos é em tempo real, e também é


possível filtrar o período de tempo de apresentação, variando de 1 hora, como padrão,
até um mês atrás ou todo período em que o host está cadastrado no Zabbix.

Na Figura 4 é apresentado os dados referentes à carga de processamento


(Processor load) com média por núcleo (average per core), onde podemos visualizar que
no gráfico o máximo em 1 minuto foi de 1,44. No caso de um computador com dois

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núcleos que apresente um valor acima de 2 já poderia representar uma sobrecarga de
processamento na rede.

Figura 4 - Carga de processamento na CPU.

Fonte: Autoria própria.

Na Figura 5 é apresentado o tráfego na rede em um determinado período de tempo,


onde observamos que o tráfego de entrada teve um pico de 441,96 kbps (quilobits por
segundo) e uma média de 134,69 kbps, associado a estação de trabalho e atribuído a um
download de um arquivo de vídeo considerável. Uma taxa muito elevada acarreta
lentidão na rede já que está ocupando grande parte da banda disponível.

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Figura 5 - Tráfego de dados na rede.

Fonte: Autoria própria.

Constata-se nesse caso a necessidade de verificar o motivo de uma taxa de


entrada elevada e também que seja realizada configurações a fim de controlar de forma
mais adequada o tráfego de rede nesse ponto.

Lembrando que independentemente da quantidade de interfaces de rede de um


host, o Zabbix é capaz de identificar automaticamente essas interfaces e coletar seus
dados.

Na Figura 6 é apresentado o tráfego de rede com dados de Incoming (entrada) e


Outgoing (saída) de uma impressora da rede. Neste gráfico podemos observar que houve
um tráfego de entrada máximo de 13,11 kbps com uma média de 5,81 kbps e um tráfego
de saída máximo de 1,12 kbps com uma média de 505,08 bps (bits por segundo). Nesse
dispositivo, o tráfego está com valores dentro da normalidade.

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Figura 6 - Tráfego de dados de uma impressora.

Fonte: Autoria própria.

Na Figura 7 são apresentados dados coletados de um dispositivo da rede durante


o monitoramento, em que o resultado exibe o tempo de resposta de um ativo na rede.
Como podemos visualizar, o tempo de resposta das requisições feitas pelo Zabbix
alcançou um tempo máximo de 3,3 ms (milissegundos) e uma média de 1,21 ms.

Figura 7 - Monitoramento do tempo de resposta.

Fonte: Autoria própria.

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Mais abaixo, no gráfico da Figura 8 podemos observar uma perda de pacotes
entorno de 58%, não representando necessariamente um problema, pois como pode ser
observado no gráfico, essa perda ocorreu no inicio da coleta de dados às 12 horas e 6
minutos, logo após esse momento não houve mais perdas.

Figura 8 - Perda de pacotes na rede monitorada.

Fonte: Autoria própria.

Na Figura 9 é apresentado o resultado de um gráfico, onde temos um confronto


entre tempo de resposta com perda de pacotes, no horário entre as 12 horas e 25 minutos
e 12 horas e 46 minutos, em que houve uma perda de pacotes de 100% e tempo de
resposta de 0 ms. Como podemos observar, o dispositivo de rede monitorado está
indisponível.

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Figura 9 - Tempo de resposta x perda de pacotes na rede.

Fonte: Autoria própria.

Um ponto importante no gerenciamento de redes de computadores usando a


ferramenta Zabbix, é que além de monitorar os dispositivos de rede, também é possível
monitorar serviços disponibilizados na rede.

Na Figura 10 é apresentado um gráfico com a queda do serviço HTTP em um nó


da rede monitorada aproximadamente as 15 horas, neste caso se o computador
monitorado for um roteador ou switch, os outros computadores conectados através deste
podem ficar sem acesso a internet, então o monitoramento desse serviço torna-se
importante.

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Figura 10 - Monitoramento do Serviço HTTP.

Fonte: Autoria própria.

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5 CONCLUSÃO

Com o aumento da Internet como ferramenta indispensável no cotidiano, houve a


necessidade de que os sistemas fornecidos pelas redes de computadores evoluíssem e
impulsionassem o desenvolvimento tanto das redes internas (intranet) quanto externas
(internet).

Neste contexto, surgiu a necessidade do gerenciamento e monitoramento das


redes com a finalidade de garantir a disponibilidade dos serviços oferecidos, por meio da
coleta de dados dos dispositivos gerenciados.

O presente trabalho apresentou uma implementação e análise sobre a ferramenta


de gerenciamento e monitoramento de redes Open-Source Zabbix, onde foi demonstrado
a facilidade de obtenção de diversas informações detalhadas com gráficos e estatísticas
sobre o desempenho e performance dos equipamentos da rede, possibilitando ao gerente
de rede planejar a expansão dos serviços ofertados e da infraestrutura de rede, afim de
suprir a demanda dos usuários, como também evitar e resolver problemas rapidamente.

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6 REFERÊNCIAS

BENÍCIO, Washington Ernando Pereira. Monitoramento e Gerenciamento de Redes


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Sistemas, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Capivari,
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- 20 –
Faculdade e Escola Técnica Alcides Maya – Rua Dr. Flores N 396/402 – Centro Histórico – Porto Alegre – RS – CEP 90.020-021
o

[Link] - (51) 3254.8383, v.2,n.2. dezembro 2020 - ISSN 2675-1852.

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