ASSISTÊNCIA EM
ENFERMAGEM AO
PACIENTE CRÍTICO:
MONITORIZAÇÃO
CLAUDIA PALHANO CASTANHO
LIGIA RIBEIRO DA SILVA TONUCI
MARISA RAMOS
SHIRLEY DA ROCHA AFONSO
ZILDA LOPES
CLAUDIA PALHANO CASTANHO
LIGIA RIBEIRO DA SILVA TONUCI
MARISA RAMOS
SHIRLEY DA ROCHA AFONSO
ZILDA LOPES
TÉCNICO EM ENFERMAGEM – 3º MÓDULO
CENTRO PAULA SOUZA
SÃO PAULO
2020
CENTRO PAULA SOUZA
Diretora Superintendente Laura Laganá
Vice-Diretora Superintendente Emilena Lorezon Bianco
Chefe de Gabinete Armando Natal Maurício
Coordenador do Ensino Médio e Técnico Almério Melquíades de Araújo
Coordenadora Cetec Capacitações Lucília Guerra
CONSELHO DE ENSINO E PESQUISA
Organizadora Shirley da Rocha Afonso
Autoras Claudia Palhano Castanho
Ligia Ribeiro da Silva Tonuci
Marisa Ramos
Shirley da Rocha Afonso
Zilda Lopes
Editora Centro Paula Souza
Revisão Técnica e de Texto Rosangela Aparecida da Silva
Criação e Projeto Gráfico Diego Santos
Design Instrucional Shirley da Rocha Afonso
Diagramação Diego Santos
Ficha Catalográfica
Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização [livro
eletrônico] / Shirley da Rocha Afonso (autora e organizadora), Claudia
Palhano Castanho, Ligia Ribeiro da Silva Tonuci, Marisa Ramos e Zilda
Lopes. – [Link]. – 9. vol. --- São Paulo : Centro Paula Souza, 2020.
9 Livro digital.
96 f. : il.
Inclui bibliografia e ilustrações
Disponível em: [Link]
ISBN 978-65-87877-02-0
Livro eletrônico – 1. Atendimento ao paciente crítico. - 2. Unidades de
Urgência e Emergência Especializadas. - 3 Unidades de Terapia Intensiva.
– 4 Monitorização Hemodinâmica. I. Castanho, Claudia Palhano. II. Tonuci,
Ligia Ribeiro da Silva. III. Ramos, Marisa. IV. Afonso, Shirley. V. Lopes, Zilda.
VI. Centro Paula Souza. Cetec Capacitações.
Palavras-chave: Atendimento ao paciente crítico. Unidades de Urgência e
Emergência Especializadas. Unidades de Terapia Intensiva. Monitorização
Hemodinâmica.
CDD 610.7 CDU.
PREFÁCIO
O material didático para o Ensino Técnico contempla, entre
outros, dois aspectos importantes: dar conta das constantes
incorporações de tecnologias aos processos de trabalho e induzir
novos procedimentos didáticos ao processo de construção de
competências.
O trabalho de cuidar de pessoas exige uma formação profissional
que contemple o desenvolvimento de competências associadas
à sensibilidade, para que o uso das novas tecnologias não
distancie o Técnico em Enfermagem dos pacientes, fazendo com
que a atenção à saúde seja sempre um processo que entrelace
as competências socioemocionais com as habilidades no uso
das tecnologias.
Para que isso se desenvolva, ao longo do Curso Técnico em
Enfermagem, os roteiros didáticos devem inspirar professores
e alunos quanto às pesquisas e aos trabalhos, individuais e
coletivos, sobre os diferentes temas tratados, nesta publicação.
Almério Melquíades de Araújo
São Paulo, 13 de janeiro de 2020.
APRESENTAÇÃO
A Unidade de terapia Intensiva é destinada ao atendimento a
pacientes críticos a qual exige dos profissionais que nela atuam:
competências, habilidades, conhecimento técnico e científico,
constante atualização, humanização e a capacidade de trabalhar
em equipe.
O paciente ao ser admitido em uma UTI, muitas vezes, causa
em seus familiares e pessoas de convivência um certo medo,
insegurança, angústia, dor, pois muitos acreditam que neste
momento o paciente está próximo à morte, porém deve-
se pensar que o paciente está ainda mais seguro, porque os
cuidados serão prestados initerruptamente por profissionais
capacitados.
Os profissionais estão em constante vigilância aos pacientes
críticos, devendo estar principalmente atentos nas funções
vitais dos pacientes, onde são utilizados equipamentos e
procedimentos que permitem a monitorização das funções
dos órgãos. A monitorização hemodinâmica é essencial aos
pacientes críticos e deve ser realizada rigorosamente, pois com
ela é possível detectar e analisar as funções fisiológicas do
paciente com utilização de técnicas de monitorização invasiva
e não-invasiva.
Os técnicos em enfermagem são os profissionais que estão na
linha de frente do atendimento ao paciente crítico e, conforme
suas observações e registros, devem ser tomadas medidas
visando a manutenção das funções vitais. Ressalta-se que a
escolha do tipo de monitorização deverá ser feita de acordo com
o quadro clínico do paciente.
O presente livro irá apresentar os tipos de monitorização, as
técnicas para realização, padrões da monitorização invasiva e
não invasiva.
Maria Luiza Mendonça Azevedo1
1 Graduada em Enfermagem pela Universidade de Taubaté (2011). Especialização em Enfermagem em
Terapia Intensiva pela Faculdade de Enfermagem do Hospital Albert Einstein (2013); Licenciatura em
Enfermagem pelo Instituto Paulista São José de Ensino Superior (2014); Especialização em Saúde da
Família pela Universidade de Brasília UNB (2016); Pós Graduação em Enfermagem do Trabalho pelo
Centro Universitário Internacional- UNINTER (2016); Pedagogia pela Faculdade de Ciências Humanas
de Cruzeiro- FACIC, (2017); Pós Graduação em Psicopedagogia Clinica e Institucional- FACON (2018).
Atualmente é docente na Escola Superior de Cruzeiro- ESC no curso de graduação em Enfermagem e
Fisioterapia como titular nas disciplinas de Enfermagem em Saúde da Mulher/Noções de Enfermagem
e Estágio Supervisionado; Docente do Curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica Estadual Prof
Jose SantAna de Castro - Centro Paula Souza e Escola Técnica Estadual Prof Marcos Uchôas dos Santos
Penchel e Coordenadora do Curso Técnico em Enfermagem. Atuou como enfermeira em Saúde Pública
pela Associação Beneficente São José em Cachoeira Paulista (Coordenadora de Ambulatório Municipal
de Especialidades, Coordenadora da Atenção Básica responsável pelas ESF´s) e Enfermeira Responsável
pelo programa IST/HIV.
PALAVRAS DAS PROFESSORAS
Prezado aluno,
É uma grande satisfação tê-lo na modalidade a distância da
disciplina optativa de “Assistência em Enfermagem ao Paciente
Crítico”. Estamos empenhados em oferecer todas as condições
para que você complete de maneira significativa o processo de
ensino e aprendizagem no Curso Técnico em Enfermagem.
Saiba que realizar uma disciplina na modalidade a distância é
uma experiência enriquecedora no que tange à troca e à aquisição
de conhecimentos. Essa é uma possibilidade de ter contato com
as mais novas ferramentas tecnológicas e educacionais que
lhe propiciarão uma experiência marcante em sua trajetória
acadêmica. Além disso, você poderá organizar os seus horários
de estudos, exercitando sua autonomia.
É com grande alegria que acolhemos você nesta disciplina
que muito agregará ao seu aprendizado em uma das mais
importantes ferramentas no tratamento de pacientes críticos.
Hoje, é possível detectar e analisar uma grande variedade de
sinais fisiológicos através de diferentes técnicas invasivas e não
invasivas.
Nesta disciplina abordaremos a monitorização hemodinâmica,
um dos temas mais relevantes e importantes na assistência em
enfermagem ao paciente crítico.
Paciente criticamente doente é aquele que se encontra em
situação grave, apresentando comprometimento de um ou mais
órgãos. Sendo assim, a assistência de enfermagem prestada
deve envolver um conjunto de competências, habilidades,
responsabilidade, aprimoramento, cooperação e satisfação.
Dessa forma, vocês terão, ao longo desta disciplina, a
oportunidade de reconhecer e contribuir para a tomada de
decisão adequada do cuidado aos pacientes hemodinamicamente
instáveis, prevenindo possíveis complicações.
“Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos
pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem
pessoas de sucesso e pessoas fracassadas. O que existem são
pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.”
“Sonhos” (Augusto Cury)
Bons Estudos! Acredite na vitória!
A PROPOSTA DESTE
MATERIAL DIDÁTICO
O livro didático “Assistência em Enfermagem ao Paciente
Crítico: monitorização” é direcionado para discutir e revisar
conceitos sobre monitorização, além de propor atividades.
Tem por objetivo auxiliar no processo de formação e oferecer
condições para colocar em prática o aprendizado conquistado
no componente curricular UTI.
Os conteúdos organizados estão condizentes à metodologia de
ensino proposta pelo Plano de Curso Técnico em Enfermagem
do Centro Paula Souza, buscando definir e aperfeiçoar à medida
que é discutido o assunto em sala de aula.
Sendo assim, o livro didático “Assistência em Enfermagem ao
Paciente Crítico: monitorização” oferece uma sequência didática
(ou trajetória) que conduz o aluno ao domínio progressivo de um
determinado componente curricular.
O fato de utilizar pressupostos teóricos embasados em estudos
e uma metodologia definida facilita a aprendizagem. Cada
passo permite que o professor e o aluno explorem a zona de
desenvolvimento proximal dos alunos (ZDPs), favorecendo a
construção de conhecimentos de forma simples e natural. Tem
como vantagens: otimizar o tempo em sala de aula, atividades
de aprendizagem, exercícios de avaliação interagindo com a
construção do conhecimento.
Finalmente, o livro serve como um guia. Por meio dele, não só
o aluno consegue acompanhar as propostas didáticas, mas o
professor é capaz de verificar o processo e o progresso obtidos
pelo estudante.
ÍCONES UTILIZADOS NO
MATERIAL DIDÁTICO
Tempo sugerido
Instrumento
Descrição para estudos para
utilizado
cada atividade
Hora de Ler!
Novos textos, trechos de Arquivo
textos referenciais, conceitos
01:00:00
de dicionários, exemplos e
Glossário
sugestões, para lhe apresentar
novas visões sobre o tema
abordado no texto básico.
Hora do Vídeo!
Site
01:00:00
Aprofundamento das
Vídeo
discussões.
Vamos praticar!
Atividades sugeridas, no
decorrer das leituras, com Tarefa 01:00:00
o objetivo pedagógico de
fortalecer o processo de
aprendizagem.
Referências
00:10:00
Bibliografia consultada na
elaboração da disciplina.
Saiba mais
Este quadro indicará leituras
complementares ou fornecerá Arquivo
informações importantes sobre 01:00:00
o assunto. Tais informações ou Site
textos podem ser encontrados
na fonte referenciada junto ao
ícone do quadro.
Vamos recordar?
Arquivo
Texto, ao final do Caderno, 01:00:00
com a intenção de instigá-lo a Site
prosseguir com a reflexão.
ORGANIZAÇÃO DOS
CONTEÚDOS TEÓRICOS
DE ASSISTÊNCIA EM
ENFERMAGEM EM UTI:
MONITORIZAÇÃO
COMPETÊNCIA
Analisar a organização, e o trabalho da equipe multiprofissional
nas Unidades que realizam atendimento ao paciente crítico:
Unidades de urgência e emergência e Unidades de Terapia
Intensiva.
HABILIDADE
Relacionar os sinais e sintomas que indiquem agravamento no
quadro clínico do paciente em estado crítico.
Realizar, em laboratório técnico de verificação de PVC, aspiração
de vias aéreas.
BASE TECNOLÓGICA
Monitorização hemodinâmica e assistência de enfermagem.
O conteúdo está dividido em dois grandes blocos, facilitando o
acesso e estudo e alguns exercícios relacionados a temática.
BLOCO TEMÁTICO 1-
Introdução a UTI e Monitorização Hemodinâmica Não Invasiva,
apresentando e relembrando os sinais vitais, o monitoramento
de cada um deles, manual e/ou automatizado.
BLOCO TEMÁTICO 2-
Nesta parte, apresentamos alguns itens da Monitorização
Hemodinâmica Invasiva usados exclusivamente em unidades
de Terapia Semi ou Intensiva, como monitoramento da artéria
pulmonar e intra-arterial, os cateteres pulmonar e de Swan-
Ganz e os controles de PVC (pressão venosa central) e PIC
(pressão intra- craniana).
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 11
A Carga horária total sugerida para o desenvolvimento deste material didático é de 16 horas
em 1 semestre.
Conteúdo Título Tempo sugerido
INTRODUÇÃO
Conhecendo – Unidade de Terapia
CONHECENDO A UTI ¥ 1h 27min
Intensiva (UTI)
Por dentro do hospital A UTI do
¥ 3h 6min
Einstein POR DENTRO DA UTI
Atividade – Como é uma UTI? ¥ 3h
BLOCO TEMÁTICO 1: MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA NÃO INVASIVA
Hora do vídeo: Semiologia 07 - Sinais
MONITORANDO OS SINAIS VITAIS ¥ 14h 53min
Vitais - Propedêutica (Vídeo Aula)
Hora do vídeo: Semiologia 08 -
Pressão arterial - Propedêutica (Vídeo ¥ 17h 46min
Aula)
Vamos praticar – técnicas de
¥ 30min
monitorização hemodinâmica MONITORAMENTOS POR TÉCNICA
Vamos praticar – Terminologias: MANUAL
¥ 30min
Temperatura e pressão arterial
Vamos praticar – Frequência
¥ 50min
respiratória
Vamos praticar: Circulação ¥ 50min
Vamos praticar – Monitoramento por
¥ 10min
Método automatizado
Saiba mais: Monitorização Cardíaca ¥ 3min 10seg
Vamos praticar - monitorização
¥ 30min
eletrocardiográfica
Hora do vídeo: Atividade elétrica do
¥ 2min 27seg
coração
Saiba mais: Ativação elétrica do
¥ 15min
coração
Saiba mais: Outras derivações do
¥ 1h
eletrocardiograma
Saiba mais: Ondas do
MONITORAMENTOS POR MÉTODO ¥ 1h
Eletrocardiograma
AUTOMATIZADO
Hora do vídeo: Realização de
¥ 5min 39seg
Eletrocardiograma (ECG)
Vamos praticar – Eletrocardiograma ¥ 50min
Hora de ler: Oximetria de pulso arterial ¥ 1h
Hora do vídeo: Oxímetro de Pulso -
¥ 1min 8seg
Enciclomédica
Vamos praticar – Oximetria de pulso ¥ 30min
Hora do vídeo: Monitor
Multiparamétrico Touch Screen - 9 ¥ 7min 28seg
parâmetros integrados
Vamos praticar – Equipamentos de
¥ 10min
monitorização hemodinâmica
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 12
BLOCO TEMÁTICO 2: Monitorização Hemodinâmica Invasiva
Vamos praticar – Monitorização MONITORIZAÇÃO DE ARTÉRIA
¥ 30min
invasiva PULMONAR (CATETER PULMONAR)
Vamos praticar – cateter de Swan-Ganz CATETER DE SWAN-GANZ ¥ 30min
Vamos praticar – monitorização intra-
MONITORIZAÇÃO INTRA-ARTERIAL ¥ 10min
arterial
Hora do vídeo – Aula urgência e
¥ 5min 13seg
emergência parte 1 PVC
MONITORIZAÇÃO DA PRESSÃO
Hora do vídeo – Técnica mensuração ¥ 6min 57seg
VENOSA CENTRAL (PVC)
Vamos praticar – Pressão Venosa
¥ 10min
Central
Vamos praticar – Monitorização da MONITORIZAÇÃO DA PRESSÃO
¥ 20min
Pressão Intracraniana INTRACRANIANA (PIC)
MONITORIZAÇÃO DA ARTÉRIA
Vamos praticar – revisando PICC ¥ 20min
PULMONAR
Total 11h 44min
Introdução: 08 páginas ¥ 1h
Capítulo 1: 24 páginas ¥ 2h
Capítulo 2: 08 páginas ¥ 1h
Total do material 15:44:00
ROTEIRO DE ESTUDO
Para um melhor aproveitamento de seus estudos, sugerimos:
a. Faça leitura dos temas com atenção e tempo;
b. Pratique fazendo os exercícios propostos e confira os
gabaritos;
c. Retorne ao conteúdo quantas vezes achar necessário;
d. Faça pesquisas em outros canais de mídia, detalhando e
aprofundando seu conhecimento
MONITORIZAÇÃO
HEMODINÂMICA
CONCEITOS-CHAVE
MONITORAMENTO
DOS SINAIS VITAIS
DO PACIENTE
CRÍTICO
PRINCÍPIOS
ASSISTÊNCIA DE
ENFERMAGEM AO
PACIENTE CRÍTICO
TÉCNICAS
PROCEDIMENTOS DE
ENFERMAGEM PARA A
MONITORIZAÇÃO DO
PACIENTE CRÍTICO
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 14
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Objetivo de aprendizagem 16
Evidência do aprendizado 16
Conhecendo a UTI 18
Por dentro da UTI 19
Monitorização Hemodinâmica 20
CAPÍTULO 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA NÃO INVASIVA 27
CAPÍTULO 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA INVASIVA 67
Catéter de Swan-Ganz 71
Monitorização intra-arterial 76
Monitorização da Pressão Venosa Central (PVC) 78
Monitorização da Pressão Intracraniana (PIC) 82
Monitorização da artéria pulmonar 86
Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) 89
Vantagens e Desvantagens do Uso do PICC 92
REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
As autoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 15
INTRODUÇÃO
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM
Conhecer a estrutura e atividades realizadas pelos profissionais
de saúde dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
EVIDÊNCIA DO APRENDIZADO
Reconhece quais são as legislações vigentes e o que elas
instituem, quanto à infraestrutura e estrutura de funcionamento
de uma Unidade de Terapia Intensiva.
Tempo
Atividade realizada
sugerido
Conhecendo
Conhecendo a – Unidade de
1:27 minutos
UTI Terapia Intensiva
(UTI)
Por dentro do
hospital A UTI do 3:06 minutos
Por dentro da Einstein
UTI
Atividade – Como
30 minutos
é uma UTI?
Total 34 minutos
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 16
Sabemos que o paciente crítico é aquele que se encontra em
situação grave, apresentando comprometimento de um ou mais
órgãos. Sendo assim, a assistência de enfermagem prestada
deve envolver um conjunto de competências, habilidades,
responsabilidade, aprimoramento, cooperação e satisfação.
Esse conjunto conduzirá a uma excelente qualidade no cuidado
ao paciente, garantindo rápida recuperação do quadro clínico.
Para o paciente crítico, a monitorização contínua é primordial
para identificar as possíveis alterações hemodinâmicas, a fim de
iniciar o mais rápido possível uma terapia adequada.
Sabe-se que, hoje, o hospital geral é dividido em setores
específicos para atendimento ao paciente com determinados
agravos. Cada setor tem em seu ambiente equipamentos e
materiais técnicos para fornecer uma assistência de saúde
adequada.
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não é diferente. Esse setor
é um ambiente altamente técnico e específico para acolher
pacientes graves e com riscos de complicações.
Os pacientes atendidos na UTI, geralmente têm disfunção de um
órgão, grandes traumas, estão em recuperação pós-operatória
de grandes cirurgias. Mas, principalmente, devem estar com
chances de sobrevida, necessitam de monitoramento 24 horas
por dia e de assistência permanente das equipes médica e de
enfermagem.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 17
CONHECENDO A UTI
A rotina de trabalho numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é
dinâmica, contínua e sistêmica. É necessário seguir padrões de
execução de tarefas e dedicar total atenção em cada etapa do
trabalho.
É uma estrutura hospitalar que oferece suporte avançado de
vida a pacientes agudamente doentes e porventura possuam
chances de sobreviver. Possui uma gama de equipamentos
altamente mecanizado e tecnológico que exige profissionais
capacitados e atualizados para desenvolver atividades nesse
setor.
HORA DO VÍDEO
Assista ao vídeo Conhecendo para
compreender a rotina de trabalho
da equipe multidisciplinar de
saúde na UTI.
Clique no link e acesse o site:
[Link]
watch?v=wGOOaoDfTI8
Fonte: Conhecendo – Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – Hospital de Câncer de Barretos.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 11 mai
2018.
Essa unidade de atendimento deve assegurar a qualidade de
vida do paciente, garantindo o acesso a recursos tecnológicos,
manutenção da estabilidade dos parâmetros vitais, mínima
exposição aos riscos biológicos, físicos, químicos e radioativos,
monitoração da evolução do tratamento e assistência de saúde
com dignidade e empatia.
A UTI pode ser classificada em:
• UTI Neonatal – pacientes com idades entre 0 e 28 dias;
• Pediátrico – pacientes com idades entre 28 dias e 14 ou 18
anos;
• Adulto – pacientes com idades maios de 18 anos;
• Especializada – pacientes atendidos por determinada
especialidade ou pertencentes a um grupo específico de
doenças.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 18
Uma equipe multidisciplinar atua nessa unidade, garantindo
uma assistência de saúde completa. Cada profissional de saúde
tem sua responsabilidade e atribuição para exercer durante os
cuidados ao paciente.
É fundamental que toda a equipe de saúde proporcione conforto
físico e emocional ao paciente e sua família, promovendo uma
assistência de saúde humanizada.
Por dentro da UTI
A infraestrutura de uma UTI deve seguir os requisitos
estabelecidos pela ANVISA. Garantir que sua estrutura esteja
regular, conforme as legislações:
– RDC 07 de 24 de fevereiro de 2010
– Portaria 3432 de 12 de agosto de 1998
– RDC/ANVISA 50 de fevereiro de 2002
– Portaria 895 de 31 de março de 2017
Elas determinam as normas para a elaboração dos projetos
físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde e organização
física funcional de internação de pacientes.
HORA DO VÍDEO
Assista ao vídeo Por dentro
do hospital A UTI do Einstein
e conheça como funciona
a UTI. Acesse o site:
[Link]
watch?v=ocHQFsiDPbE
Fonte: Por dentro do hospital da UTI do Einstein. Disponível em: <[Link]
com/watch?v=ocHQFsiDPbE.> Acesso em: 11 mai 2018.
Essas legislações recomendam que, a localização da Unidade
de Terapia Intensiva esteja próxima ao Bloco Cirúrgico (Centro
Cirúrgico e Obstétrico, Recuperação Anestésica, Pré-Parto,
e Central de Material Esterilizado), Laboratório de Análises
Clínicas e a Unidade Transfusional.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 19
Além disso, elas determinam que o número de leitos deve
corresponder a 10% do total de leitos gerais do hospital, 6%
a 8% dos leitos correspondentes se houver internação semi-
intensiva e de 15% a 20% dos leitos gerais para 1 leito que
servir de isolamento.
Os leitos destinados ao isolamento deverão estar alocados em
quarto individual, com barreiras físicas e limites de acesso para
restringir a transmissão de agentes infecciosos.
A disposição dos leitos na UTI deve ser em módulos de vigilância,
ou seja, em área comum e com divisórias laváveis. Essa área deve
ser projetada para fixação de equipamentos de atendimento e
permitir livre acesso da equipe de saúde entre os leitos.
O posto de enfermagem deve estar em local estratégico, que
permita o livre acesso de toda a equipe de enfermagem e destine
espaço para o preparo de medicamentos, armazenamentos de
materiais, medicamentos e roupas limpas.
A UTI também deve ter em sua infraestrutura locais separados
e destinados ao Expurgo, DML, Copa de funcionários, Confortos
de Enfermagem e Médico e Área de espera de visitantes.
MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA
Monitorar é o termo utilizado para descrever a ação de vigiar,
acompanhar, observar, e supervisionar algo ou uma situação, do
qual requer atenção minuciosa. Morfologicamente uma palavra
originada do inglês “monitoring“, que deriva de monitor, um
aparelho que faz a captação de imagens através de sensores
que permite sua visualização em um visor.
Hoje na UTI, é possível, através de equipamentos de última
geração, acompanhar e analisar os sinais fisiológicos de uma
forma contínua, de um ou mais parâmetros desses sinais. São
capturados através de sensores conectados aos pacientes que
registram em números e gráficos um conjunto de informações
relacionadas aos sinais vitais (pressão arterial, frequência
cardíaca, temperatura, oximetria e ainda os movimentos
respiratórios) entre outros.
A ação de monitorar, na saúde, é um processo contínuo e diário
que envolve elementos como coleta, análise e interpretação
dos dados com a finalidade de detectar em tempo hábil maiores
complicações e intervir com terapias adequadas, otimizando a
qualidade na assistência em saúde. Podendo ser utilizada em
situações invasiva e não invasivas.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 20
Vamos praticar
Como é uma UTI?
1) A localização da Unidade de Terapia Intensiva deve estar
próxima aos seguintes setores:
a. Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Recuperação Anestésica,
Pré-Parto, Central de Material de Esterilizado, Laboratório de
Análises Clínicas e Unidade Transfusional.
b. Pronto Socorro, Centro Obstétrico, Recuperação Anestésica,
Pré-Parto, Central de Material de Esterilizado, Laboratório de
Análises Clínicas e Unidade Transfusional.
c. Centro Cirúrgico, Pronto Socorro, Unidade de Hemodiálise,
Laboratório de Análises Clínicas e Unidade Transfusional.
d. Centro Cirúrgico, Pronto Socorro, Semi - Intensiva, Berçário e
Unidade Transfusional.
2) Assinale a alternativa CORRETA:
a. A UTI pode ser classificada em: UTI Neonatal – pacientes
com idades entre 0 e 18 dias; Pediátrico – pacientes com
idades entre 18 dias e 14 ou 16 anos; Adulto – pacientes com
idade acima de 16 anos; Especializada – pacientes atendidos
por determinada especialidade ou pertencentes a um grupo
específico de doenças.
b. A UTI pode ser classificada em: UTI Neonatal – pacientes
com idades entre 0 e 38 dias; Pediátrico – pacientes com
idade entre 38 dias e 12 ou 18 anos; Adulto – pacientes com
idade acima de 18 anos; Especializada – pacientes atendidos
por determinada especialidade ou pertencentes a um grupo
específico de doenças.
c. A UTI pode ser classificada em: UTI Neonatal – pacientes
com idades entre 0 e 28 dias; Pediátrico – pacientes com
idades entre 28 dias e 14 ou 18 anos; Adulto – pacientes com
idade acima de 18 anos; Especializada – pacientes atendidos
por determinada especialidade ou pertencentes a um grupo
específico de doenças.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 21
3) De acordo com RDC/ANVISA 50 de fevereiro de 2002, todos
os projetos de estabelecimentos assistenciais de saúde-EAS
deverão obrigatoriamente ser elaborados em conformidade
com as disposições da norma. Portanto, é correto afirmar que
a internação de pacientes em regime de terapia intensiva é:
a. proporcionar condições de internar pacientes críticos, em
ambientes individuais ou coletivos, grau de risco, faixa etária
(exceto neonatologia), patologia e requisitos de privacidade.
b. executar e registrar a assistência médica semi-intensiva.
c. executar e registrar a assistência de enfermagem eletiva.
d. prestar apoio diagnóstico laboratorial, de imagens,
hemoterápico, cirúrgico e terapêutico com agendamento prévio.
e. prestar assistência nutricional do paciente por meio apenas
de sondas enterais e gástricas.
4) Segundo a RDC 07 de 24 de fevereiro de 2010:
I - Todo paciente internado em UTI deve receber [assistência] integral
e interdisciplinar.
II - A evolução do estado [clínico], as intercorrências e os cuidados
prestados devem ser registrados pelas equipes médica, de
[enfermagem] e de fisioterapia no prontuário do paciente, em cada
turno, e atendendo as [regulamentações] dos respectivos conselhos
de classe profissional e normas institucionais.
III - A presença de [acompanhantes] em UTI deve ser normatizada
pela instituição, com base na legislação vigente.
IV - O paciente [consciente] deve ser [informado] quanto aos
procedimentos aos quais será [submetido] e sobre os cuidados
requeridos para execução dos mesmos.
V - Todo paciente [grave] deve ser [transportado] com o
acompanhamento contínuo, no mínimo, de um médico e de um
[enfermeiro], ambos com habilidade [comprovada] para o atendimento
de [urgência] e [emergência].
a. As alternativas I, II, IV e V estão corretas
b. As alternativas II, III, IV e V estão corretas
c. As alternativas I, III, IV e V estão corretas
d. As alternativas I, II, III, IV e V estão corretas
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 22
5) Segundo a PORTARIA Nº 895, DE 31 DE MARÇO DE 2017, o cuidado
progressivo ao paciente crítico ou grave tem como objetivos:
a. Organizar a Atenção ao paciente semicrítico adulto e pediátrico
para que garanta acesso, acolhimento e resolubilidade;
b. Garantir o cuidado progressivo por meio de acesso aos
diferentes níveis da assistência adulta e pediátrica, pela
disponibilização de unidades de cuidados intensivos e
intermediários de forma integrada;
c. Garantir a qualificação dos profissionais de saúde e a segurança do
paciente nas Unidades de Cuidados Intensivos e Intermediários;
d. Apoiar a educação permanente dos familiares para a atenção
ao paciente crítico ou grave;
e. Induzir a implantação de mecanismos de regulação, fiscalização,
controle e avaliação dos serviços prestados pelos profissionais
de saúde aos pacientes críticos ou graves no SUS.
6) De acordo com a PORTARIA Nº 3.432, DE 12 DE AGOSTO DE
1998 é CORRETO afirmar que:
A. A UTI deve ser um ambiente de Humanização, com garantia
de informações da evolução diária dos pacientes aos
familiares por meio de boletins.
B. A UTI deve ter um espaço mínimo individual por leito de
19m², sendo para UTI Neonatal o espaço de 4 m² por leito.
C. A UTI deve ter enfermeiro exclusivo da unidade para cada
dez leitos por turno de trabalho.
D. O hospital deve possuir condições de transportar os pacientes
inconscientes para realizar exames de ultrassonografia
portátil em outra instituição.
E. A UTI deve manter um conjunto padronizado de beira de
leito, contendo: copo de vidro (para higienização bucal),
esfigmonômetro, amnioscópio, máscara de pano (para
oferecer ao acompanhante), um para cada leito
a. as afirmativas A, B, D e E estão corretas
b. as afirmativas A, B, C e E estão corretas
c. as afirmativas A, B, D e C estão corretas
d. as afirmativas A e C estão corretas
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 23
CAPÍTULO 1
Objetivo de aprendizagem
Identificar a presença de problemas de saúde dos pacientes
críticos por meio da monitoração dos sinais vitais não invasiva.
Evidência de aprendizado
Aponta os parâmetros e equipamentos ideais e adequados para
verificar os sinais vitais dos pacientes críticos.
Atividade realizada Tempo sugerido
Hora do vídeo: Semiologia 07 - Sinais Vitais - Propedêutica
00:14:53 minutos
(Videoaula)
Hora do vídeo: Semiologia 08 - Pressão arterial -
00:17:46 minutos
Propedêutica (Videoaula)
Vamos praticar: Técnicas de monitorização hemodinâmica 00:30:00 minutos
Vamos praticar: Terminologias: Temperatura e pressão
00:30:00 minutos
arterial
Vamos praticar: Frequência respiratória 00:50:00 minutos
Vamos praticar: Circulação 00:50:00 minutos
Vamos praticar – Monitoramento por Método automatizado 00:10:00 minutos
Saiba mais: Monitorização Cardíaca 00:03:10 minutos
Vamos praticar - monitorização eletrocardiográfica 00:30:00 minutos
Hora do vídeo: Atividade elétrica do coração 00:02:27 minutos
Saiba mais: Ativação elétrica do coração 00:15:00 minutos
Saiba mais: Outras derivações do eletrocardiograma 01:00:00 hora
Saiba mais: Ondas do Eletrocardiograma 01:00:00 hora
Hora do vídeo: Realização de Eletrocardiograma (ECG) 00:05:39 minutos
Vamos praticar – Eletrocardiograma 00:50:00 minutos
Hora de ler: Oximetria de pulso arterial 01:00:00 hora
Hora do vídeo: Oxímetro de Pulso - Enciclomédica 00:01:08 minutos
Vamos praticar – Oximetria de pulso 00:30:00 minutos
Hora do vídeo: Monitor Multiparamétrico Touch Screen - 9
00:07:28 minutos
parâmetros integrados
Vamos praticar – Equipamentos de monitorização
00:10:00 minutos
hemodinâmica
Total 08:57:00 horas
Total do capítulo 09:57:00 horas
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 24
MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA
NÃO INVASIVA
É aquela que não há risco de contaminação, isto é, realizada por
técnicas menos invasivas, de fácil manuseio além de baixo custo. Seu
uso vem aumentando consideravelmente nas unidades de cuidados
críticos. Podemos citar como procedimentos não invasivos:
Monitorização não
Variável
invasiva
Frequência Cardíaca (FC)
Pressão Arterial (PA)
Sinais vitais
Frequência Respiratória (FR)
Temperatura (T)
Eletrocardiografia Eletrocardiograma (ECG)
Oximetria de pulso Saturação periférica de Oxigênio (SpO2)
Concentração de dióxido de carbono no
Capnografia
final da expiração (ETCO2)
Monitorando os sinais vitais
No dia a dia do técnico de enfermagem, o monitoramento dos
sinais vitais é um dos procedimentos mais usado, sendo a
mensuração desses um meio eficiente e rápido de avaliar as
condições de saúde ou identificar a presença de problemas.
Hora do vídeo
Assista ao vídeo Semiologia 07 - Sinais Vitais - Propedêutica
(videoaula). Acesse o site: [Link]
watch?v=4zyl_kn8mYA
Fonte: Semiologia 07 - Sinais Vitais -
Propedêutica (videoaula). Disponível em:
[Link]
kn8mYA. Acesso em: 17 mai 2019.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 25
Exige o conhecimento sobre os parâmetros normais e anormais
dos dados observados. Os sinais vitais são: temperatura, pulso,
respiração e a pressão arterial.
Monitoramentos por Técnica Manual
A monitorização por técnica manual exige conhecimento dos
equipamentos a serem utilizados, bem como sua eficácia e
confiabilidade nos valores (parâmetros) mensurados.
Pressão Arterial (PA)
É a pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias,
dependendo da força da contração do coração, da quantidade
de sangue e da resistência das paredes dos vasos.
A pressão arterial é medida em dois tipos, a pressão arterial
sistólica e a pressão arterial diastólica. Principalmente porque
essa sofre algumas oscilações ao longo do seu caminho por todo
o corpo, daí existir dois valores que são necessários para definir
qual é a sua pressão arterial no momento.
A medida da pressão arterial compreende a verificação da
pressão máxima chamada sistólica que é o valor medido
no momento em que o ventrículo esquerdo bombeia uma
quantidade de sangue para a aorta e pressão mínima diastólica,
é o momento em que o ventrículo esquerdo volta a encher-se
para retomar todo o processo da circulação.
É mensurada em unidade de mercúrio (mmHg). Quando dizemos
que a pressão está “quatorze por nove”, por exemplo, significa
a medida de 140x90 mmHg, onde 140 é a pressão nos vasos
(sistólica), quando o coração se contrai, e 90 é a pressão nos
vasos (diastólica), quando o coração relaxa.
A monitorização da pressão arterial não invasiva (PANI) é um
dos procedimentos mais simples que a equipe de enfermagem
realiza no seu dia a dia, através da técnica manual, ausculta com
uso de esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ou aneroides
devidamente calibrados e estetoscópio.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 26
Hora do vídeo
Assista ao vídeo Semiologia 08 - Pressão arterial - Propedêutica
(Videoaula). Acesse o site: [Link]
watch?v=TlW999-8G-8
Fonte: Semiologia 08 - Pressão arterial - Propedêutica (Vídeo Aula). Disponível em: https://
[Link]/watch?v=TlW999-8G-8. Acesso em: 17 mai 2019.
TERMINOLOGIA BÁSICA:
} Hipertensão: PA acima da média (mais de 140/90 mmHg)
} Hipotensão: PA inferior à média (menos de 90/60 mmHg)
} PA convergente: quando a sistólica e a diastólica se
aproximam (120/100)
} PA divergente: quando a sistólica e a diastólica se afastam
(120/40)
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 27
Vamos praticar
técnicas de monitorização hemodinâmica
1) Coloque verdadeiro (V) ou Falso (F)
( ) A monitorização hemodinâmica não invasiva - há risco
de contaminação, realizada por técnicas menos invasivas,
fácil manuseio e de baixo custo.
( ) A monitorização hemodinâmica não invasiva- há risco
de contaminação, realizada por técnicas mais invasivas, fácil
manuseio e de alto custo.
( ) A monitorização hemodinâmica não invasiva- não há
risco de contaminação, realizada por técnicas mais invasivas,
fácil manuseio e de baixo custo.
( ) A monitorização hemodinâmica não invasiva - não
há risco de contaminação, realizada por técnicas menos
invasivas, fácil manuseio e de baixo custo.
a. F, F, V, F
b. V, V, F, V
c. F, F, F, V
d. F, V, V, F
2) As variáveis em uma monitorização não invasiva são:
a. Sinais vitais, eletrocardiografia, capnografia e oximetria de
pulso.
b. mudança de decúbito, sinais vitais, capnografia e
eletrocardiografia.
c. capnografia e eletrocardiografia, higienização e oximetria de
pulso.
d. capnografia e eletrocardiografia, mudança de decúbito e
oximetria de pulso.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 28
3) Entendemos por sinais vitais:
a. Frequência cardíaca, respiração, temperatura e capnografia.
b. Frequência cardíaca, respiração, temperatura e pressão arterial.
c. Frequência cardíaca, respiração, cefaleia e temperatura
d. Frequência cardíaca, respiração, sudorese e temperatura
4) Preencha as lacunas com as palavras correspondentes.
O ___________________ dos ______________ é um dos
procedimentos mais usados, sendo a _____________desses um
meio eficiente e rápido de avaliar as condições de ___________ou
identificar a presença de problemas.
a. Monitoramento, sinais vitais, saúde e mensuração.
b. sinais vitais, mensuração, saúde e monitoramento
c. sinais vitais, monitoramento, mensuração, saúde.
d. Monitoramento, sinais vitais, mensuração, saúde.
5) Identifique a frase abaixo como (V) verdadeiro ou (F) falso.
“Pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre as paredes das
artérias, dependendo da força da contração do coração, da quantidade
de sangue e da resistência das paredes dos vasos” (LAMP, 2016, p. 11).
( ) verdadeiro ( ) falso
1. Fonte: LAMP, C. R. Fisiologia do exercício. Pressão Arterial. Facimed: Educação Física. 2016 Disponível
em: <[Link]
pdf>. Acesso em: 10 set. 2019.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 29
Temperatura corporal
É o equilíbrio entre a produção e a perda de calor do organismo,
mediado pelo centro termo-regulador. Pode ser verificada na
região: axilar; oral; retal.
Vamos recordar?
Valores de Referência:
Temperatura oral como a normal 37ºC, sendo a temperatura
axilar 0,6ºC mais baixa e a temperatura retal 0,6ºC mais alta.
Padrão Normal: TAX (Temperatura Axilar) - De 36,5ºC a 37,2ºC;
Temperatura Oral – De 36,3ºC a 37,4ºC;
Temperatura Retal – De 37ºC a 38ºC;
Terminologias básicas:
Hipotermia: temperatura abaixo do valor normal.
Hipertermia: aumento da temperatura corporal.
Normotermia: temperatura corporal normal.
Afebril: ausência de elevação da temperatura.
Febrícula ou Estado Febril: temperatura corpórea entre
37,2ºC a 37,8ºC
Febre/ hipertermia: temperatura corpórea a partir de 37.8º C.
Hiperpirexia: elevação da temperatura corpórea acima de
41ºC.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 30
Vamos praticar
Terminologias: Temperatura e pressão arterial
As palavras podem estar de trás para frente, de baixo para
cima e diagonal
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AFEBRIL, FEBRICULA, HIPERPIREXIA, HIPERTENSAO, HIPERTERMIA,
HIPOTENSAO, HIPOTERMIA, NORMOTERMIA, PRESSÃO ARTERIAL,
TEMPERATURA.
Frequência Respiratória
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 31
É a entrada de oxigênio na inspiração e eliminação de gás
carbônico durante a expiração promovendo assim a troca de
gases entre o organismo e o ambiente.
Vamos recordar?
Valores de Referência
Bebê: 30 a 60 rpm ou ipm.
Criança: 20 a 30 rpm ou ipm.
Adulto: 16 a 20 rpm ou ipm.
TERMINOLOGIA BÁSICA:
} Eupneia: respiração normal.
} Taquipneia ou Polipneia: respiração acelerada, acima dos
valores da normalidade, frequentemente pouco profunda.
} Bradipneia: diminuição do número de movimentos
respiratórios, respiração lenta, abaixo da normalidade.
} Apneia: ausência da respiração. Pode ser instantânea ou
transitória, prolongada, intermitente ou definitiva.
} Dispneia: dor ou dificuldade ao respirar (falta de ar). É a
respiração difícil, trabalhosa ou curta.
} Ortopneia: é a incapacidade de respirar facilmente, exceto
na posição ereta.
} Respiração ruidosa, estertorosa: respiração com ruídos,
geralmente devido ao acúmulo de secreção brônquica.
} Respiração sibilante: com sons que se assemelham a
assovios.
} Respiração de Cheyne-Stokes: respiração em ciclos que
aumenta e diminui a profundidade, com período de apneia.
} Respiração de Kussmaul: inspirações ruidosas, apneia em
inspiração, expiração ruidosas e apneia em expiração.
} Respiração agonal (gasping): pode ser observada com
grande frequência nos minutos iniciais da PCR. A respiração
agonal distinguiu-se da respiração normal por não ter ritmo
ou expansão adequados.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 32
Vamos praticar
Frequência respiratória
1) Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.
1 – Ortopneia ( ) respiração normal.
2 – Dispneia ( ) incapacidade de respirar
facilmente, exceto na posição ereta
3 – Bradipneia ( ) dor ou dificuldade ao respirar
4 – Eupneia ( ) diminuição do número de
movimentos Respiratórios,
respiração lenta, abaixo da
Normalidade.
2) Identifique a resposta correta:
I -Entendemos por frequência respiratória entrada de oxigênio
na inspiração e eliminação de gás carbônico durante a expiração.
II - Eupneia é a ausência da respiração. Pode ser instantânea ou
transitória, prolongada, intermitente ou definitiva.
III - Respiração de Kussmaul: inspirações ruidosas, apneia em
inspiração, expiração ruidosas e apneia em expiração.
a. somente a I está correta.
b. somente I e II estão corretas.
c. somente a II está correta.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 33
d. somente I e III estão corretas.
3) Resolva a cruzadinha
Horizontais
02 - Momento em que ocorre a exalação do gás carbônico
06 - Respiração acelerada, acima dos valores da normalidade, frequentemente pouco profunda.
07 - Entra no organismo através da inspiração.
Verticais
01 - diminuição do número de movimentos respiratórios, respiração lenta, abaixo da normalidade.
03- respiração normal.
04- incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.
05- dor ou dificuldade ao respirar (falta de ar). É a respiração difícil, trabalhosa ou curta.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 34
4) Caça - palavras
Encontre palavras referente as terminologias respiratórias.
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Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 35
Frequência Cardíaca e/ou Pulso
Locais para Verificação do Pulso
É o número de vezes que seu coração bate em um minuto,
geralmente expresso em batimentos por minuto (bpm).
Vamos recordar?
Valores de referência para pulsação:
Adultos: 60 a 100 bpm;
RN: 120 a 160 batimentos por minuto (bpm)
Lactente: 100 a 120 bpm
Adolescente: 80 a 100 bpm
Mulher: 65 a 80 bpm
Homem: 60 a 70 bpm
Características do pulso
Volume:
Cheio: facilmente palpável;
Fraco ou fino: difícil palpação e pode ser facilmente perdido durante
a verificação;
Ritmo:
Normal ou Rítmico: batimentos em condições normais e intervalos
regulares;
Arrítmico: batimento irregular.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 36
TERMINOLOGIA BÁSICA:
} Normocardia: frequência cardíaca normal;
} Bradicardia: frequência cardíaca abaixo do normal;
} Taquicardia: frequência cardíaca acima do normal;
} Taquisfigmia: pulso fino e taquicárdico;
} Bradisfigmia: pulso fino e bradicárdico;
} Pulso dicrótico: dá impressão de dois batimentos;
} Pulso filiforme: indica redução da força ou do volume do
pulso periférico.
Vamos praticar
Circulação
1) Resolva o caça-palavras referente a frequência cardíaca e/
ou pulso.
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Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 37
2) Preencha as lacunas:
O Pulso _____________, indica _________da força ou do
_______do ______Periférico.
a. pulso, redução, filiforme, volume.
b. filiforme, pulso, redução, volume.
c. filiforme, redução, volume, pulso.
d. filiforme, volume, redução, pulso.
3) Identifique a alternativa correta:
I - Pulso dicrótico é o pulso fino e bradicárdico.
II - Taquicardia é a frequência cardíaca abaixo do normal.
III - Normocardia é a frequência cardíaca anormal.
a. Somente I e III estão corretas;
b. Somente II e III estão corretas;
c. I, II e III estão corretas;
d. I, II e III estão incorretas.
4) Associe a segunda coluna de acordo com a primeira.
Valores de referência para pulsação:
1 -adultos ( ) 65 a 80 bpm
2 - RN ( ) 100 a 120 bpm
3 - Lactente ( ) 60 a 100 bpm
4 - Adolescente ( ) 60 a 70 bpm
5 - Mulher ( ) 120 a 160 batimentos por
minuto (bpm)
6 - Homem ( ) 80 a 100 bpm
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 38
Monitoramentos por Método automatizado
Métodos que realizam a medição e visualização de informações
simultâneas, geradas por sensores que coletam vários sinais
vitais ao mesmo tempo. Tais informações requerem dispositivos/
equipamentos e software/aplicações especiais para monitorar
vários parâmetros fisiológicos do paciente como, por exemplo,
a pressão arterial, a temperatura corpórea, o pulso e o ritmo
cardíaco e a saturação de oxigênio entre outros.
Pressão Arterial
Esse método é muito usado em pacientes críticos. Para usar
esse método é necessário um monitor multiparâmetro.
O parâmetro de pressão não invasiva do monitor conta com uma
mangueira de pressão e uma braçadeira, onde se encontra o
manguito ou braçadeira que capta as oscilações.
O manguito é posicionado na parte superior do braço e inflado
após o acionamento do módulo de pressão não invasiva. A
pressão é aumentada até que o pulso radial desapareça.
Quando o manguito for desinflado progressivamente, um
microprocessador, que interpreta as oscilações dentro do
manguito, fornece os valores pressóricos e estabelece os valores
sistólicos, médio e diastólico.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 39
Vamos praticar
Monitoramento por Método automatizado
1) Monitoramentos por Método automatizado são métodos
que realizam a medição e visualização de informações
simultâneas, geradas por sensores que coletam vários
sinais vitais ao mesmo tempo; tais informações requerem
dispositivos/equipamentos e software/aplicações especiais
para monitorar vários parâmetros fisiológicos do paciente,
para isso são utilizados:
a. monitor multiparamêtricos, eletrocardiógrafo, oxímetro de
pulso.
b. oxímetro de pulso, termômetro digital, eletrocardiógrafo
c. Eletrocardiógrafo, monitor multiparamêtricos,
esfigmomanômetro.
d. termômetro digital, oxímetro de pulso, eletrocardiógrafo.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 40
Monitorização Eletrocardiográfica Contínua
É um equipamento eletrônico que registra continuamente a
atividade elétrica do coração, através de eletrodos dispostos
em áreas pré-determinadas na superfície do tórax detectando
qualquer distúrbio e ritmo. Os eletrodos autoadesivos
aplicados na pele detectam a eletricidade gerada no coração,
transformando esta eletricidade em ondas com registro em tela.
Saiba mais
Assista ao vídeo Monitorização Cardíaca. Acesse o site: https://
[Link]/watch?v=Tp9v-liaZcY
Fonte: Monitorização Cardíaca. Disponível em: <[Link]
liaZcY. >Acesso em: 17 mai 2019.
Posicionamento dos Eletrodos
Utilizando cabo-paciente de 3 vias
O sistema de monitorização com o cabo-paciente 3 vias para as
3 derivações, portanto não utiliza o eletrodo preto como neutro.
Os eletrodos utilizados são:
• Vermelho (RA) no lado direito superior braço direito
• Amarelo (LA) no lado esquerdo superior braço esquerdo
• Verde (LL) na parte inferior esquerda do abdômen ou perna esquerda
• Utilizando cabo-paciente de 5 vias
A utilização do cabo-paciente 5 vias, possibilita 7 derivações. Neste caso, os
eletrodos utilizados são:
• Vermelho (RA) significa right- braço direito
• Preto (RL) tórax ou perna direita
• Amarelo (LA) significa left- braço esquerdo
• Verde (LL) tórax ou perna esquerda
• Azul (V) sobre o coração
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 41
Cuidados de enfermagem na monitorização
eletrocardiográfica
• Manter o monitor ligado à rede elétrica;
• Identificar o número de condutores (3 ou5);
• A pele deve ser preparada adequadamente e os
eletrodos instalados nas melhores posições possíveis;
• As peles úmidas ou oleosas devem ser limpas com
álcool e seca para que os eletrodos tenham uma
adesão máxima;
• Realizar tricotomia da pele nos locais de aderência do
eletrodo, se necessário;
• Ligar o paciente ao cabo de monitorização;
• Verificar se o cabo está conectado ao paciente
corretamente;
• Manter os alarmes ligados para garantir a segurança na
utilização;
• Ajustar os alarmes do monitor, aumentando o volume.
O alarme de frequência do monitor deverá estar sempre
ligado, com ajuste mínimo em 60 bpm e máximo em
100 bpm a fim de detectar bradi ou taquiarritmias.
Tais ajustes poderão ser alterados sob avaliação das
condições clínicas do cliente.
• Rodízio dos eletrodos, pelo menos 1 vez ao dia.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 42
Vamos praticar
monitorização eletrocardiográfica
1) A monitorização eletrocardiográfica continua registra
____________________ a atividade __________________do
_________________, através de __________________
dispostos em áreas pré-determinadas na superfície do
__________ detectando qualquer distúrbio e __________.
a. continuamente, coração, ritmo, elétrica, eletrodos, tórax.
b. elétrica, eletrodos, tórax, continuamente, coração, ritmo.
c. continuamente, coração, eletrodos, tórax, ritmo, elétrica.
d. continua, elétrica, coração, eletrodos, tórax, ritmo.
2) Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira, em
se tratando de cabo-paciente de 5 vias.
a. Vermelho (RA) ( ) tórax ou perna
esquerda
b. Preto (RL) ( ) sobre o coração
c. Amarelo (LA) ( ) braço direito
d. Verde (LL) ( ) braço esquerdo
e. Azul (V) ( ) perna esquerda
3) Assinale a figura que faz referência a possibilidade de sete
derivações.
Figura A Figura B
( ) ( )
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 43
4) Com relação aos cuidados de enfermagem na monitoração
eletrocardiográfica, responda:
I - Manter o monitor ligado à rede elétrica;
II - Rodízio dos eletrodos, pelo menos 1 vez ao dia;
III - Manter os alarmes desligados para garantir a segurança na
utilização.
a. somente I e III estão corretos
b. somente II e III estão corretos
c. somente I e II estão corretos
d. todas as alternativas estão corretas.
5) Com relação aos cuidados de enfermagem na monitoração
eletrocardiográfica, responda: (somente uma alternativa correta).
a. Ajustar os alarmes do monitor, diminuindo o volume, para
não incomodar o paciente.
b. As peles úmidas ou oleosas devem ser limpas com álcool e
seca para que os eletrodos tenham uma adesão máxima;
c. Manter os alarmes desligados para garantir a segurança
na utilização;
d. Realizar tricotomia da pele nos locais de aderência
do eletrodo, sempre que for utilizar a monitorização
eletrocardiográfica.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 44
Eletrocardiograma
É um procedimento simples, não invasivo que registra as
oscilações elétricas durante a atividade cardíaca e, esse é o
procedimento mais indicado para avaliar as arritmias cardíacas
e distúrbios de condução elétrica do coração.
Hora do vídeo
Assista ao vídeo Atividade elétrica do coração. Acesse o site:
[Link]
Fonte: Atividade elétrica do coração. Disponível em: <[Link]
watch?v=VX6SzXdvkKg. >Acesso em: 17 mai 2019.
O impulso elétrico é detectado através dos eletrodos dispostos do
tórax do paciente, membros superiores, inferiores para receber
a corrente elétrica do tecido muscular cardíaco em diferentes
derivações gerando um traçado gráfico no eletrocardiograma.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 45
Saiba mais
Para entender o ECG, é necessário saber como é o funcionamento
do sistema elétrico do coração...
Ativação Elétrica do Coração
Para exercer sua principal função, bombear sangue, o coração precisa
realizar contração e sua atividade mecânica depende da sua atividade
elétrica. Para que o coração bombeie sangue de maneira eficiente
e contínua a sua ativação elétrica deve ocorrer repetidamente na
sequência apropriada.
O batimento cardíaco ocorre com a formação e propagação de potenciais
de ação de forma sequencial ao longo das estruturas anatômicas
cardíacas. O batimento cardíaco tem início no nodo sinoatrial (SA) com
a geração espontânea de um potencial de ação, esse potencial de ação
se propaga para o miocárdio atrial direito e através do feixe Bachmann
para o miocárdio atrial esquerdo. Do miocárdio atrial converge para
o nodo atrioventricular (AV), conexão elétrica entre os átrios e os
ventrículos. Após isso, o potencial elétrico atinge o feixe de His e o os
ramos dos feixes esquerdo e direito que são constituídos por células
de Purkinje. Esse sistema His-Purkinje distribui de maneira rápida e
uniforme a ativação elétrica para o miocárdio ventricular.
Em um batimento normal, ambos os átrios se contraem quase
simultaneamente. Em seguida, há uma breve pausa (causada pela
condução lenta do potencial de ação através do nodo AV). Então os
dois ventrículos contraem-se quase simultaneamente. E por fim, o
coração relaxa e novamente se enche de sangue.
O ECG consiste em 12 derivações, onde o coração é avaliado em
12 posições anatômicas diferentes dos eletrodos. O sistema é
composto de 4 eletrodos periféricos e 6 precordiais.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 46
Veja a imagem das 12 derivações:
Derivações usadas para a realização do ECG
• 3 derivações bipolares (D1, D2 e D3).
• 3 derivações unipolares dos membros (aVR, aVL e aVF).
• 6 derivações unipolares precordiais (V1, V2, V3, V4, V5 e V6)
As derivações são divididas em:
• Derivações Periféricas: obtidas a partir dos eletrodos
colocados nos membros, e são classificadas em:
1. BIPOLARES: Registram a diferença de potencial entre dois
eletrodos colocados em membros diferentes, mas na mesma
distância do coração.
• Derivação padrão I ou simplesmente D1: um eletrodo no
punho direito (polo negativo), e outro no punho esquerdo
(polo positivo).
• Derivação padrão II ou simplesmente D2: um eletrodo no
punho direito (polo negativo), e outro no tornozelo esquerdo
(polo positivo).
• Derivação padrão III ou simplesmente D3: um eletrodo no
punho esquerdo (polo negativo), e outro no tornozelo esquerdo
(polo positivo).
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 47
OBSERVAÇÃO: A fim de se obter um registro mais estável,
coloca-se um eletrodo também no tornozelo direito que às vezes
é chamado de “terra”.
Figura: Derivações bipolar DI, DII e DIII
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 48
Unipolares periféricos
São aqueles em que o traçado é obtido através de um único
eletrodo, o outro elétrodo serve como neutro (zero).
• aVR – um eletrodo no braço direito, e o outro no potencial
zero do aparelho.
• aVL – um eletrodo no braço esquerdo, e o outro no potencial
zero do aparelho.
• aVF – um eletrodo no tornozelo esquerdo, e o outro no
potencial zero do aparelho
Figura: Derivações Unipolares aVR, aVL e aVF
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 49
Derivações Unipolares Precordiais
Derivações são registradas a partir de seis diferentes pontos do
tórax, normalmente em número de seis, e designadas pela letra
V, que varia de V1 a V6, conforme a posição do eletrodo no tórax.
• V1 está localizado no 4º espaço intercostal, imediatamente a
direita do esterno;
• V2 está localizado no 4º espaço intercostal, imediatamente a
esquerda do esterno;
• V3 é colocado entre V2 e V4;
• V4 é colocado no 5º espaço intercostal, na linha médio-
clavicular esquerda;
• V5 é colocado também no 5º espaço intercostal na linha
axilar anterior;
• V6 é colocado também no 5º espaço intercostal na linha
axilar média.
Figura: Derivações Precordiais
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 50
Saiba mais
Outras Derivações do Eletrocardiograma
[Link]
LEMBRE-SE:
W Eletrodos são os dispositivos que se colocam no paciente.
W Derivações são os registros da atividade elétrica no
Eletrocardiograma.
Eletrocardiograma Normal
• As ondas são transcritas em papel quadriculado -1 quadrado
menor=1 mm 1 quadrado maior=5 mm,
• Linhas horizontais registram a duração do impulso elétrico: -1
mm=0,04 segundos -5 mm=0,2 segundos —
• Linhas verticais registram a amplitude do impulso elétrico: -1
mm=0,1 mv
Entendendo as ondas do ECG
O ECG consiste de ondas características (P, Q, R, S e T) as quais
correspondem a eventos elétricos e mecânicos da ativação do
miocárdio.
Onda P – Despolarização Atrial
Intervalo P-R – Intervalo de Tempo, começo da despolarização
atrial até começo da despolarização ventricular
Complexo Ventricular QRS – Despolarização dos Ventrículos
Onda Q – Despolarização Septal (Deflexão P/A Baixo)
Onda R – Despolarização Ventricular (Deflexão P/A Cima)
Onda S – 1ª Deflexão Negativa seguinte a onda R. Despolarização
da região basal posterior do ventrículo E.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 51
Onda T – Repolarização dos Ventrículos.
Segmento S-T – Período de inatividade elétrica depois do
miocárdio estar despolarizado.
Onda U – Segue a onda T originada pelos potenciais tardios do
início da diástole.
Intervalo Q-T – Tempo necessário para despolarização e
repolarização dos ventrículos.
Saiba mais
Acesse o link abaixo e saiba um pouco mais sobre Ondas do
Eletrocardiograma
Acesse o site: [Link]
[Link]
Realização do ECG
Hora do vídeo
Assista ao vídeo Realização de Eletrocardiograma (ECG). Acesse o site:
[Link]
Fonte: Realização de Eletrocardiograma (ECG). Disponível em: <[Link]
watch?v=djTjR15Tm8c.> Acesso em: 17 mai 2019.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 52
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
} O eletrocardiógrafo deve ficar conectado à rede sempre que
não estiver em uso;
} Não realizar o exame com o aparelho ligado à rede elétrica
devido a interferências;
} Antes e após a realização do exame, verificar se o aparelho
está completo e se a bateria está devidamente carregada;
} Prestar atenção às condições da pele do paciente antes da
colocação e após a retirada dos eletrodos;
} Remover resíduos do tórax e membros superiores e inferiores
com gaze ou compressa úmida com água morna;
} Registrar o procedimento no relatório de enfermagem e
prontuário do paciente;
} Identificar o exame, anotar a data e hora do exame, assinatura
e carimbo de quem realizou;
} Proceder a limpeza do carrinho e do aparelho de ECG com
compressa úmida com álcool 70%;
} Organizar os fios e o eletrocardiograma;
} Mostrar exame para o médico responsável.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 53
Vamos praticar
Eletrocardiograma
1) Atividade caça - palavras, todas as palavras a serem
encontradas faz referência ao eletrocardiograma.
K J O K P X O R M O C A P D I A H O E G
T D I Y R I O I Q N R N B G S I B A S U
A E C O N D U Ç A O E L E T R I C A R E
R R O K S N R G M R G F X E T E R N F B
I I R N H U L S O F I L T F M R M E X U
A V A M C C X G B O T T R M L V L T B Y
P A Ç H O A I S R S E E O U C M M O H F
I Ç A E G S Z N E R D P G H H P W P X K
I O O B C B R A D I S F O G M I A I I U
M E F A T A K U I S F I S M I A P H P Q
I S D N L I O Y C Z Y T C R E A E M X M
K C I M P U L S O E L E T R I C O O F R
L R D A B U X N A V R S O D O R T E L E
A R O Y E I K O R D B G Z I M N T Y H G
K C R G M N T U B J S E Y B L N E H D I
Z X T E U O C N I W D O X M K T R R I V
X C E L E T R O C A R D I O G R A M A Z
H I L U L S O N I C R O T X C O N E V T
L F E B K Q V G Z W F N H A N V A O W G
I K E L I A R T X R I A L B Y S G D G K
2) Com relação ao eletrocardiograma, identifique a única
resposta correta.
a. É o procedimento menos indicado para avaliar as arritmias
cardíacas e distúrbios de condução elétrica do coração.
b. É um procedimento simples, não invasivo que registra as
oscilações elétricas durante a atividade cardíaca.
c. No eletrocardiograma, o impulso elétrico é detectado através
dos eletrodos dispostos do tórax do paciente, membros
superiores, inferiores para receber a corrente elétrica do
tecido muscular cardíaco em diferentes derivações gerando
um traçado gráfico no eletrocardiograma.
d. O eletrocardiograma registra o batimento cardíaco que
ocorre com a formação e propagação de potenciais de ação
de forma sequencial ao longo das estruturas anatômicas
cardíacas.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 54
3) As derivações usadas para realização do eletrocardiograma são:
a. 3 derivações bipolares, 5 derivações unipolares precordiais
e 3 derivações unipolares dos membros.
b. 3 derivações bipolares, 3 derivações unipolares precordiais
e 6 derivações unipolares dos membros.
c. 3 derivações bipolares, 6 derivações unipolares precordiais
e 3 derivações unipolares dos membros.
d. 3 derivações bipolares, 3 derivações unipolares precordiais
e 6 derivações unipolares dos membros.
4) Identifique a resposta correta de acordo com a figura abaixo.
Figura: Derivações Precordiais
As derivações são designadas pela letra V. Onde está localizada a
derivação (V) 1?
a. está localizado no 4º espaço intercostal, imediatamente a
direita do esterno;
b. está localizado no 4º espaço intercostal, imediatamente a
esquerda do esterno;
c. colocado também no 5º espaço intercostal na linha axilar
anterior;
d. é colocado entre V2 e V4.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 55
5) Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.
A - Eletrocardiógrafo; ( ) Repolarização dos Ventrículos.
( ) Despolarização Septal (Deflexão
B - Intervalo Q - T;
P/A Baixo)
( ) São os registros da atividade
C - Onda Q;
elétrica no Eletrocardiograma.
( ) Tempo necessário para
D - Onda T; despolarização e repolarização
dos ventrículos.
( ) Deve ficar conectado à rede
E - Derivações.
elétrica, mesmo que sem uso.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 56
Oximetria de Pulso
É a medição do oxigênio transportado pela hemoglobina no
interior dos vasos sanguíneos. É feito com um aparelho chamado
oxímetro de pulso. A monitorização fornece informação acerca
do sistema cardíaco, respiratório do paciente.
Hora de ler
Em 2009, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo
publicou um artigo de atualização produzido por Dr. Dirceu
Carrara, Dra. Ariane F. Machado Avelar, Denise M. Kusahara e
Profª Dra. Mavilde L. G. Pedreira.
O texto aborda os princípios da Oximetria de Pulso Arterial e
suas limitações de uso, apresentando quatro relatos de casos
para exemplificar a utilização da oximetria de pulso e despertar
reflexão para o trabalho de enfermagem.
Vale a pena conferir!
Para acessar o texto clique em: [Link]
sites/default/files/oximetria%[Link]
É um método simples, seguro e não-invasivo utilizado para avaliar
a oxigenação do paciente, isto é, a saturação do oxigênio da
hemoglobina arterial (Sp02). O valor normal de SpO2 é de 95 a
100%. Valores abaixo indicam que os tecidos não estão recebendo
oxigênio suficiente, isto é, causando distúrbio respiratório.
Hora do vídeo
Assista ao vídeo Oxímetro de Pulso - Enciclomédica. Acesse o site:
[Link]
Você sabe tudo sobre oxímetros de pulso? Se ainda não tirou suas
dúvidas, saiba mais em nosso site: [Link]É[Link]
Fonte: Oxímetro de Pulso - Enciclomédica. Disponível em: <[Link]
watch?time_continue=2&v=KLvy7WanpKw. Acesso em: 17 mai 2019.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 57
A oximetria de pulso monitora a saturação da hemoglobina
arterial, baseados em dois princípios: espectrofotometria e
pletismografia. A espectrofotometria mensura a quantidade de
luz transmitida (ou refletida), através dos capilares do paciente,
sincronizados com o pulso cardíaco, e a pletismografia registra
o volume de sangue arterial nos tecidos (e, consequentemente,
a absorção de luz por esse sangue) que se altera durante a
pulsação. Utiliza-se um sensor que contém duas fontes de luz
(infravermelho) e um fotodetector, que é colocado sobre uma
extremidade, como no dedo, nariz ou lóbulo da orelha.
Os valores normais da SaO2 são de 95 a 100%. Os valores
inferiores a 85% indicam que os tecidos não estão recebendo
oxigênio suficiente, e o paciente precisa de avaliação adicional.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
} Remover esmaltes, em caso de colocação do sensor nos
dedos dos membros superiores ou inferiores;
} Posicionar o sensor em local com perfusão adequada:
extremidade distal dos membros superiores ou lóbulo da
orelha;
} Verificar o posicionamento correto do plug na rede elétrica e
do cabo do plug;
} Posicionar corretamente o sensor em contato com a pele;
} Manter o aparelho ligado e estabelecer limites de alarmes de
FC e SpO2
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 58
Vamos praticar
Oximetria de pulso
1) Identifique a resposta correta.
I - A oximetria de pulso, e a medição do oxigênio transportado pela
hemoglobina no interior dos vasos sanguíneos é feito com um aparelho
chamado oxímetro de pulso.
II - A oximetria é um método simples, seguro e não-invasivo utilizado
para avaliar a oxigenação do paciente, isto é, a saturação do oxigênio
da hemoglobina arterial (Sp02).
III - A oximetria de pulso monitora a saturação da hemoglobina arterial,
baseados em dois princípios: espectrofotometria e pletismografia.
a. somente I e III estão corretos.
b. somente II e III estão corretos.
c. somente I e II estão corretos.
d. todas as alternativas estão corretas.
2) Preencha as lacunas da frase abaixo.
A ______________mensura a quantidade de _____ transmitida
(ou refletida), através dos __________do paciente, sincronizados
com o _______cardíaco, e a ____________registra o volume
de sangue __________nos tecidos (e, consequentemente, a
___________de luz por esse sangue) que se altera durante a
pulsação.
a. Luz, capilares, pulso, pletismografia, arterial, absorção,
Espectrofotometria;
b. Pletismografia, arterial, absorção, Espectrofotometria, luz,
capilares, pulso;
c. Espectrofotometria, luz, capilares, pulso, pletismografia,
arterial, absorção.
d. Espectrofotometria, pletismografia, arterial, absorção, luz,
capilares, pulso.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 59
3) Cuidados de enfermagem relacionado a oximetria de pulso:
a. Manter o aparelho desligado e estabelecer limites de alarmes
de FC e SpO2.
b. Remover esmaltes, em caso de colocação do sensor nos
dedos dos membros superiores ou inferiores;
c. Posicionar o sensor em local com perfusão inadequada:
extremidade distal dos membros superiores ou lóbulo da
orelha;
d. Posicionar corretamente o sensor em contato com a genitália.
4) Identifique a frase como VERDADEIRO (V) ou FALSO (F).
( ) Os valores normais da SaO2 são de 95 a 100%. Os valores
inferiores a 85% indicam que os tecidos estão recebendo
oxigênio suficiente, e o paciente precisa de avaliação adicional.
( ) A oximetria de pulso monitora a saturação da hemoglobina
venosa.
( ) A monitorização feita pela oximetria de pulso fornece informação
acerca do sistema cardíaco, respiratório do paciente.
a. V, F, V
b. F, V, V
c. F, F, F
d. F, F, V
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 60
Monitor Multiparamétricos
Consiste em equipamentos que reúne várias informações,
em valores numéricos e registros gráficos, relacionados aos
parâmetros vitais e outras medidas importantes, facilitando o
acompanhamento da evolução do paciente.
Hora do vídeo
Assista ao vídeo Monitor Multiparamétrico Touch Screen - 9
parâmetros integrados.
Acesse o site: [Link]
Fonte: Monitor Multiparamétrico Touch Screen - 9 parâmetros integrados. Disponível em:
<[Link] >Acesso em: 17 mai 2019.
É um aparelho que apresenta vários parâmetros relacionados
ao estado do paciente como por exemplo: pressão arterial,
oximetria, eletrocardiograma, respiração, temperatura,
saturação de oxigênio entre muitos outros. Ele é utilizado por
médicos, enfermeiros, anestesistas, enfim, todos os envolvidos
nas intervenções. Além de ganhar mais tempo os procedimentos
se tornam mais seguros para os profissionais e principalmente
para os pacientes.
São equipamentos usados para monitorar diversos parâmetros
fisiológicos, possibilitando analisar o estado clínico de pacientes
adultos, pediátricos e neonatos. Ele detecta sinais vitais do
paciente e exibe os resultados
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 61
Vamos praticar
Equipamentos de monitorização hemodinâmica
1) Equipamentos que reúne várias informações, em
valores numéricos e registros gráficos, relacionados aos
parâmetros vitais e outras medidas importantes, facilitando
o acompanhamento da evolução do paciente.
a. Monitor multiparamétrico;
b. Termômetro digital;
c. Oximetro de pulso;
d. Eletrocardiógrafo.
2) São equipamentos de monitorização hemodinâmica não
invasiva:
a. Termômetro digital, Eletrocardiógrafo, Oximetro de pulso e
Cateter de Swan-Ganz;
b. Pressão Venosa Central (PVC), Termômetro digital e
Eletrocardiógrafo,
c. Termômetro digital, Eletrocardiógrafo, Oximetro de pulso;
d. Eletrocardiografo, Oximetro de pulso e Cateter de Swan-Ganz.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 62
CAPÍTULO 2
Objetivo de aprendizagem
Identificar os procedimentos adequados para realizar a
manutenção da monitorização invasiva em pacientes críticos.
Evidência de aprendizado
Descrever a técnica utilizada para a inserção, manutenção e os
parâmetros ideais para realizar a manutenção da monitorização
invasiva em pacientes críticos.
Atividade realizada Tempo sugerido
Vamos praticar – Monitorização
00:30:00 minutos
invasiva
Vamos praticar - cateter de Swan-
00:30:00 minutos
Ganz
Vamos praticar – monitorização
00:10:00 minutos
intra-arterial
Hora do vídeo: Aula urgência e
00:05:13 minutos
emergência parte 1 PVC
Hora do vídeo: Técnica mensuração 00:06:57 minutos
Vamos praticar – Pressão Venosa
00:10:00 minutos
Central
Vamos praticar – Monitorização da
00:20:00 minutos
Pressão Intracraniana
Vamos praticar – revisando PICC 00:20:00 minutos
Total 02:12:00 horas
Total do capítulo 04:12:00 horas
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 63
MONITORIZAÇÃO
HEMODINÂMICA INVASIVA
A monitorização invasiva pode ser realizada através do sistema
venoso e /ou arterial. Contribui para elucidar um diagnóstico do
paciente e conduzir ao tratamento adequado.
Contudo, tais parâmetros invasivos só trarão benefícios
evidentes se os dados forem fidedignos, ou seja, é necessária a
verificação do posicionamento do cateter venoso central para a
leitura dos parâmetros.
A avaliação do paciente com monitorização invasiva deve
ser rigorosa, organizada e individualizada, para que sejam
evidenciadas as alterações de parâmetros ou ritmos
hemodinamicamente anormais que identifiquem as reações
físicas e psicológicas do organismo.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 64
Monitorização de Artéria Pulmonar
(Cateter Pulmonar)
O método utilizado corresponde à introdução de um cateter
através de veia de grosso calibre, localizada preferencialmente
na parte superior do corpo que avança até um ramo da artéria
pulmonar onde são determinadas medidas de pressão e fluxo
sanguíneo. Este procedimento foi introduzido por [Link] e
W. Ganz em 1970, o que originou o nome de “cateter de Swan
Ganz” . Devido à praticidade e eficácia nas medidas das pressões
hemodinâmicas e na determinação do débito cardíaco, é um
método bastante usado em pacientes críticos.
O ambiente para a inserção do cateter pode ser sala de
cirurgia, sala de urgência/emergência, sala de cateterização
hemodinâmica ou à beira do leito. Usualmente não se utiliza
a fluoroscopia (método que fornece imagens em movimento
e em tempo real do interior do corpo), porém observa-se no
monitor conectado ao paciente as formas das ondas cardíacas
durante a inserção. O cateter é radiopaco e pode ter sua posição
confirmada pela radiografia simples. É possível ter:
- medidas de pressão do átrio direito (pressão venosa central);
- pressão da artéria pulmonar sistólica e diastólica;
- pressão venosa pulmonar também denominada de pressão
de oclusão da artéria pulmonar (POAP) que é obtida com a
insuflação do balonete distal do cateter.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 65
Vamos praticar
Monitorização invasiva
1) Identifique a resposta correta com relação a monitorização
hemodinâmica invasiva.
a. A monitorização invasiva pode ser realizada através do
sistema venoso e ou arterial.
b. A monitorização invasiva pode ser realizada somente através
do sistema venoso.
c. A monitorização invasiva pode ser realizada somente através
do sistema arterial.
d. A monitorização invasiva não pode ser realizada através do
sistema venoso e ou arterial.
2) Identifique como (V) verdadeiro ou (F) falso a frase abaixo.
A avaliação do paciente com monitorização invasiva deve ser rigorosa,
organizada e individualizada, para que sejam evidenciadas as
alterações de parâmetros ou ritmos hemodinamicamente anormais
que identifiquem as reações físicas e psicológicas do organismo.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
3) Identifique a afirmativa incorreta.
a. A monitorização da artéria pulmonar, foi um procedimento
introduzido por por [Link] e W. Ganz em 1970, o que
originou o nome de “cateter de Swan Ganz”
b. A monitorização da artéria pulmonar corresponde à
introdução de um cateter através de artéria de grosso
calibre, localizada preferencialmente na parte superior do
corpo, que avança até um ramo da veia pulmonar, onde são
determinadas medidas de pressão e fluxo sanguíneo.
c. A monitorização da artéria pulmonar é um método bastante
usado em pacientes críticos.
d. A monitorização da artéria pulmonar possibilita praticidade
e eficácia nas medidas das pressões hemodinâmicas e na
determinação do débito cardíaco
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 66
4) Com relação ao cateter de Swan Ganz, responda:
I - O cateter é radiopaco e pode ter sua posição confirmada pela
radiografia simples.
II - O cateter de Swan Ganz possibilita verificar medidas de pressão do
átrio direito (pressão venosa central);
III - O cateter de Swan Ganz possibilita verificar pressão da artéria
pulmonar sistólica e diastólica.
a. somente I e III estão corretos.
b. somente II e III estão corretos.
c. somente I e II estão corretos.
d. todas as alternativas estão corretas.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 67
CATÉTER DE SWAN-GANZ
O cateter de Swan-Ganz, também conhecido como Cateter de
Artéria Pulmonar (PAC), é um cateter flexível em poliuretano e
tem por objetivo oferecer alguns parâmetros hemodinâmicos.
Os parâmetros oferecidos por meio do cateter são:
– CCO: débito cardíaco contínuo
– SvO2: oximetria venosa mista
– RVEF: fração de ejeção ventricular direita
É possível encontrar variações de cateteres que dependem das
leituras paramétricas realizadas.
É indicado para ser utilizado nas seguintes situações:
– Insuficiência cardíaca aguda ocasionada pelo Infarto Agudo
do Miocárdio (IAM);
– Complicações mecânicas do IAM; Infarto do ventrículo direito;
– Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) refratária;
– Choque circulatório ou instabilidade hemodinâmica;
– Reposição volêmica, no grande queimado;
– Pacientes de alto risco intra e pós-operatório;
– Pacientes obstétricas de alto risco: cardiopatas (ex.: estenose
mitral);
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 68
– Doença hipertensiva específica da gestação (pré-eclâmpsia);
– Choques de qualquer natureza.
– Emergências médicas, como: Síndrome da Angústia
Respiratória Aguda (SARA), Sepse, intoxicação por drogas;
Insuficiência renal aguda; pancreatite necro-hemorrágica.
Os riscos que podem ocorrer durante a introdução do cateter:
A inserção, permanência e retirada do cateter deve ser feita por
profissional habilitado. Os riscos são:
• pneumotórax hipertensivo, arritmias ventriculares, bloqueios
de ramo direito ou até o bloqueio de ramo átrio ventricular
total, estão susceptíveis de ocorrer.
• Quando cateter atinge a circulação, o paciente pode
desenvolver infarto pulmonar, trombose venosa e
complicações infecciosas. A lesão da artéria pulmonar, ou um
de seus sub-ramos pode estar relacionada a migração distal
do cateter ou a insuflação inadequada do balão.
MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA PUNÇÃO
W Bandeja com duas cubas rim;
W Tesoura, pinça, porta-agulhas e bisturi;
W Clorohexedine/Povidine degermante e alcoólico;
W Campo estéril fenestrado;
W Gaze estéril, fio mononylon 3,0;
W Seringa de 10 ml, agulha 25X7 cm, lidocaína a 2% sem
vasoconstrictor;
W Kit introdutor (seringa de 5 ml, agulha para punção, fio guia
metálico, dilatador, introdutor e camisa protetora estéril) ;
W Cateter de termodiluição (cateter de Swan-Ganz) ;
W Kit de monitorização (transdutor único, extensão rígida,
polifix com 3 torneiras);
W Soro fisiológico com 500 ou 1000 unidades de heparina;
W Material para curativo.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 69
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA INVASIVA
W Posicionar os eletrodos para monitorização
eletrocardiográfica;
W Deixar o paciente em posição de decúbito dorsal;
W Montar sistema de pressurização com heparina e soro
fisiológico (volumes determinados pelo médico);
W Deixar o soro fisiológico heparinizado para posteriormente
acoplar nas vias DISTAL e PROXIMAL do cateter;
W Montar o transdutor de pressão com técnica asséptica;
W Auxiliar na paramentação do médico;
W Montar material para passagem do cateter;
W Auxiliar na passagem do cateter fornecendo ao médico,
informações sobre as curvas de pressão;
W Após o término da passagem do cateter, assegurar-se de que
não há bolhas de ar no sistema;
W Verificar se as conexões entre cateter, equipos e torneiras de
três vias estão bem adaptadas;
W Realizar curativo no local da inserção do cateter conforme
protocolo do SCIH;
W Providenciar radiografia de tórax;
W Insuflar o balão apenas no momento de verificação da POAP,
ou no momento de progressão do cateter. Uma observação
importante a equipe é no momento de retirada do cateter
cujo balão deve estar desinsuflado para que não ocorra
traumas vasculares;
W Realizar as medidas hemodinâmicas ao menos uma vez por
plantão, ou conforme as rotinas da instituição.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 70
Vamos praticar
cateter de Swan-Ganz
Atividade
1) Preencha as lacunas da frase:
“O ________ de Swan-Ganz, está indicado e sendo utilizado como
método de ____________diagnóstica, avaliando as variáveis
____________através das medidas seriadas e da monitorização
da ________atrial direita, pressão ________pulmonar e/ou
pressão__________”.
a. cateter, monitorização, hemodinâmicas, pressão, arterial,
capilar.
b. cateter, capilar, arterial, pressão, monitorização,
hemodinâmica.
c. capilar, cateter, arterial, pressão, monitorização,
hemodinâmica.
d. capilar, arterial, pressão, monitorização, hemodinâmica,
cateter.
2) O cateter de Swan-Ganz, está indicado e sendo utilizado nos
casos de:
I - Pacientes de alto risco intra e pós-operatório;
II - Insuficiência renal aguda, pancreatite necro-hemorrágica;
III - Choques de qualquer natureza, viroses em geral.
a. somente I e III estão corretos.
b. somente II e III estão corretos.
c. somente I e II estão corretos.
d. todas as alternativas estão corretas.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 71
3) São complicações e riscos referentes a técnica de inserção,
permanência e retirada do cateter de Swan-Ganz:
a. Infarto Agudo do Miocardio (IAM)
b. Pneumotórax hipertensivo, arritmias ventriculares, bloqueios
de ramo direito, bloqueio de ramo átrio ventricular total.
c. Insuficiência cardíaca congestiva refratária (ICC);
d. Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), intoxicação
por drogas.
4) Para prevenir traumas vasculares quando da retirada do
cateter de Swan-Gans, é necessário:
a. No momento de retirada do cateter, insuflar o balonete;
b. Posicionar o paciente em decúbito ventral;
c. Posicionar os eletrodos corretamente;
d. No momento de retirada do cateter, desinsuflar o balonete.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 72
MONITORIZAÇÃO INTRA-ARTERIAL
Faz-se a monitorização intra-arterial através da introdução de
dispositivo numa artéria e a ligação deste cateter a um sistema
de fluxo de alta pressão, com soro heparinizado. As artérias
geralmente escolhidas para esse tipo de monitorização são a
radial ou a femural. Essa técnica é utilizada nos casos em que há
necessidade de uma monitorização contínua da pressão arterial
permitindo ainda um rápido acesso para obter gasometria
arterial ou outras amostras laboratoriais (Monahan, F.D., 2007).
Situações indicada para a utilização:
• hipotensão ou hipertensão grave;
• arritmias graves;
• grandes cirurgias;
• vasoconstrição periférica;
• oscilações súbitas da pressão arterial.
Para que haja uma maior precisão nos dados obtidos por meio
da monitorização intra-arterial, é necessário manter o nível do
transdutor no ponto de referência zero, limitar o uso de torneiras
de três vias, retirar todas as bolhas de ar do sistema e calibrar
o transdutor para uma pressão atmosférica anterior ao seu uso
(Jevon & Ewens, 2007).
MATERIAL NECESSÁRIO:
W monitor de pressão invasiva;
W kit introdutor para pressão arterial (radial ou femural);
W kit de monitorização;
W solução salina;
W bolsa de pressurização;
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 73
Vamos praticar
monitorização intra-arterial
1) Identifique com (V) verdadeiro ou (F) Falso, as frases
abaixo.
( ) As artérias escolhidas para a monitorização intra-arterial são
radial e ulnar.
( ) A monitorização intra-arterial é utilizada nos casos que há
necessidade de uma monitorização contínua da pressão arterial.
( ) O dispositivo de monitorização intra-arterial, permite obter
gasometria arterial e outras amostras laboratoriais se necessário.
( ) A monitorização intra-arterial é indicada em patologias do
sistema ósseo.
a. F, F, V, V
b. F, V, F, V
c. V, V, F, F
d. F, V, V, F
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 74
MONITORIZAÇÃO DA PRESSÃO
VENOSA CENTRAL (PVC)
A monitorização da pressão venosa central pode ser realizada
por meio da utilização de um cateter venoso central, ligado a um
transdutor ou por meio de um manômetro de água, ou por meio
da utilização do cateter da artéria pulmonar (cateter de Swan-
ganz), quando for necessária a avaliação da pressão da artéria
pulmonar e da função cardíaca esquerda. Os locais de inserção
do cateter venoso central são a veia jugular interna ou externa e
veia subclávia (Monahan, F. D., 2007).
Hora do vídeo
Aula urgência e emergência parte 1 PVC
Camila Minuzzi, em 2012, publicou no site Youtube um vídeo
que explica a realização do procedimento PVC.
É um vídeo bem didático e vale a pena assistir.
Acesse o site: [Link]
Os cateteres da PVC são utilizados para indicar as pressões
cardíacas direita (pressão de enchimento do lado direito ou a
pré-carga do ventrículo direito) e o estado de hidratação. Além
disso, podem ser utilizados para administração intravenosa de
fármacos por períodos longos. Assim, os determinantes da PVC
são: o volume de sangue circulante, o tônus vascular e a função
ventricular direita. Os seus valores médios normais variam de 0
a 8 mmHg.
É indicação para esse tipo de monitorização:
• guia para reposição líquida;
• avaliação da função cardíaca;
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 75
• colheita de sangue;
• infusão de medicamentos;
• passagem de marcapasso;
• passagem de cateter da artéria pulmonar.
Existem fatores que interferem no valor real da PVC e que levam
a equipe estar atento no momento da leitura:
• relacionado ao paciente: mudança de posição no leito;
mobilização excessiva; movimentos respiratórios amplos
e laboriosos (inspiratórios ou expiratórios); pacientes
conectados a ventiladores mecânicos com pressão inspiratória
ou PEEP, pois haverá diminuição do retorno venoso e
consequentemente níveis alterados de PVC.
• relacionado ao cateter e aos sistemas de conexão:
deficiente posicionamento da ponta do cateter; presença de
coágulo no cateter; cateteres excessivamente finos ou de alta
complacência; presença de bolhas de ar no sistema; cateteres
dobrados ou com pontos de estrangulamento; cateteres e
conexões com vazamentos.
• relacionado ao sistema de medida: zero de referência
inadequadamente posicionado, zero elétrico inadequado;
alteração na membrana do transdutor; transdutor e
amplificador inadequadamente calibrados; resposta da
coluna de água, em relação aos parâmetros hemodinâmicos;
calibragem do sistema com o ponto zero (2X no plantão).
Hora do vídeo
Técnica mensuração
A equipe do Hipocampus ([Link] criou
este vídeo curso para explicar a técnica de mensuração do PVC.
Vale a pena assistir.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 76
Acesse o site: [Link]
Após a montagem de todo o sistema de conexão, o monitor
deve ser programado para o registro das curvas. Posiciona-se o
transdutor ao nível da linha zero de referência, terceiro espaço
intercostal da linha média axilar, fecha-se o sistema para o
doente, abrindo para o ar ambiente, e carrega-se no botão
indicado no monitor para realizar o zero. Em seguida, o sistema
é fechado para a atmosfera e aberto para o doente. A onda da
PVC reflete as mudanças da pressão arterial direita durante o
ciclo cardíaco. A sua configuração é descrita por Jevon & Ewens
(2007), da seguinte forma:
• Onda A: contração arterial direita (onda P no ECG) – Se a onda
A estiver elevada, o doente pode apresentar insuficiência
ventricular direita ou estenose da tricúspide.
• Onda C: encerramento da válvula tricúspide (após complexo
QRS no ECG).
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 77
Vamos praticar
Pressão Venosa Central
1) São locais de inserção do cateter venoso central:
a. veia jugular interna ou externa e veia radial.
b. veia jugular interna ou externa e veia subclávia.
c. veia subclávia e veia jugular.
d. veia jugular interna ou externa e veia poplítea.
2) São determinantes da Pressão Venosa Central (P.V.C):
a. o volume de sangue circulante, o tónus vascular e a função
ventricular esquerda.
b. o volume de sangue circulante, ausência do tónus vascular e
a função ventricular esquerda.
c. o volume de sangue circulante, o tónus vascular e a função
da aurícula esquerda.
d. o volume de sangue circulante, o tónus vascular e a função
ventricular direita.
3) Os valores médios normais da P.V.C, variam de:
a. 0 a 8 mmHg
b. 0 a 8 cmHg
c. 0 a 8 cm3Hg
d. 0 a 8 mgHg
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 78
MONITORIZAÇÃO DA PRESSÃO
INTRACRANIANA (PIC)
A monitorização da pressão intracraniana é feita por meio
da implantação de um cateter através do crânio, no espaço
subaracnóideo ou no ventrículo cerebral. Tal como na
monitorização da pressão intra-arterial e da PVC, essa funciona
por meio de um sistema com transdutor que reúne dados que
são apresentados continuamente no monitor, permitindo a
equipe avaliar constantemente todas as respostas do paciente
proporcionando intervenções imediatas, quando necessário.
Este tipo de monitorização é utilizado para controlar as alterações
na pressão dentro da cavidade craniana em doentes com PIC
instável ou que apresentem hipertensão intracraniana. Além
disso, o cateter também pode ser utilizado para aspirar líquidos
cefalorraquidianos para análise ou exames bacteriológicos, e
ainda para aliviar a PIC elevada (Monahan, F. D., 2007).
As causas de hipertensão intracraniana são:
• trauma craniano grave;
• hemorragia intraventricular;
• meningite;
• meningoencefalite;
• envenenamento por chumbo;
• hipervitaminose A;
• cetoacidose diabética.
Os valores normais da PIC variam de acordo com a faixa etária. Em
adultos, o valor normal está entre 10 a 15 mmHg; para crianças
3 a 7mmHg, e para latentes 1,5 a 6 mmHg. Essa monitorização
é indicada, entre outras causas, nos casos de TCE, hidrocefalia,
pós-operatórios neurocirúrgicos e encefalopatias metabólicas.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 79
CUIDADOS ESSENCIAIS AO DOENTE COM MONITORIZAÇÃO DA PIC SÃO:
W Posição da cabeça: a cabeça deve ser mantida em posição
neutra e elevada a 30º, para otimizar o retorno venoso.
Quando houver necessidade de mobilização do paciente,
a cabeça deve ser mantida em alinhamento com a coluna.
Movimentos de rotação para a direita podem aumentar
os valores da PIC do que movimentos para a esquerda. A
posição de pronação deve ser evitada, por aumentar as
pressões intra-abdominal e intratorácica, com consequente
aumento da PIC.
W Temperatura corporal: o objetivo é a manutenção do paciente
apirético, evitando agressivamente a hipertermia, pois essa
pode aumentar o metabolismo cerebral. Já a hipotermia
prolongada pode diminuir os leucócitos, aumentando o
risco de infeção. Ainda pode causar distúrbios na condução
ventricular e alterações da coagulação.
W Monitorização hemodinâmica: é recomendada a instalação
de um cateter arterial para medida de Pressão Arterial
Média contínua e cateter central com medida de pressão
venosa central (PVC). A hipotensão deve ser tratada com o
uso de drogas vasoativas. Nas situações de perda da auto-
regulação cerebral, qualquer alteração de pressão pode ser
diretamente transmitida aos vasos cerebrais, com maior
risco de edema ou isquemia.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 80
Vamos praticar
Monitorização da Pressão Intracraniana
1) Local para implantação de cateter para monitorização da
pressão intracraniana (PIC).
a. Espaço subaracnóideo ou no ventrículo cardíaco. .
b. Espaço subaracnóideo ou aurícula direita.
c. Ventrículo cerebral e trato gastrointestinal.
d. Espaço subaracnóideo ou no ventrículo cerebral.
2) Preencha as lacunas da frase abaixo.
“A _______________da pressão intracraniana é utilizado para
_________as alterações na ________dentro da cavidade ___________
em doentes com PIC instável ou que apresentem ____________
intracraniana.
a. hipertensão, controlar, pressão, monitorização, craniana.
b. monitorização, controlar, pressão, craniana, hipertensão.
c. craniana, hipertensão, controlar, pressão, monitorização.
d. hipertensão, controlar, monitorização, craniana, pressão.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 81
3) São causas de hipertensão craniana:
a. trauma craniano grave; meningite; cetoacidose diabética.
b. cetoacidose diabética; diarreia; picada de animal peçonhento.
c. envenenamento por chumbo; cefaleia, trauma craniano
grave.
d. meningoencefalite; pneumonia; trauma craniano grave.
4) São valores normais da PIC para adultos:
a. 1,5 a 6 mmHg
b. 3 a 10 mmHg
c. 10 a 15 cmHg
d. 10 a 15 mmHg
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 82
MONITORIZAÇÃO DA
ARTÉRIA PULMONAR
A monitorização da artéria pulmonar é feita por meio da
introdução do cateter de Swan-Ganz, pela veia subclávia ou pela
veia jugular interna até a artéria pulmonar. O cateter de Swan-
Ganz, que possui um balão na ponta distal, que é insuflado com
cerca de 1 ml de ar quando o fluxo de sangue, que passa pelo
coração do doente, empurra o balão até a artéria pulmonar. Uma
vez colocado corretamente o cateter, o balão é esvaziado e o
equipamento de monitorização e transdução é ligado ao cateter.
(Monahan, F.D., 2007). Além disso, este cateter tem vários
lúmens, incluídos num lúmen maior onde cada um abre num
ponto diferente ao longo do comprimento do cateter, podendo
ser usados para administração de soluções mais agressivas
que poderiam lesar as veias periféricas. Segundo Ramos et al.
(2008), a cateterização da artéria pulmonar permite o registro
das seguintes pressões: Pressão do Átrio Direito (PAD); Pressão
da Artéria Pulmonar (PAP); Pressão de Capilar Pulmonar (PCP);
Débito Cardíaco (DC) e Índice Cardíaco (IC).
Indicações para cateterização da artéria pulmonar: O cateter da
artéria pulmonar está indicado em pacientes onde se pretende
obter informações da pré-carga, pós-carga, contractilidade,
consumo e oferta de oxigénio.
Assim, está indicada a cateterização da artéria pulmonar nas
situações de:
• choque cardiogênico;
• enfarto agudo do miocárdio;
• insuficiência cardíaca congestiva refratária;
• período perioperatório em paciente grave;
• choque séptico;
• síndrome da dificuldade respiratória aguda.
Descrição do cateter de Swan-Ganz • Via proximal (azul): o seu
orifício situa-se a 29 cm da extremidade distal. Permite a injeção
de líquidos para as medidas hemodinâmicas e é utilizado também
para medida da pressão venosa central (PVC) e colheita de sangue.
• Via distal (amarela): o seu orifício situa-se na ponta do
cateter, permitindo a medida das pressões nas câmaras
cardíacas, direitas, pressão arterial pulmonar e pressão
capilar, pulmonar, durante a inserção, além da colheita de
amostra de sangue venoso ou misto, na artéria pulmonar.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 83
• Via do balão (vermelha): auxilia na migração do cateter
pela flutuação dirigida pelo fluxo sanguíneo, permitindo o
encunhamento do cateter e a medida da pressão.
Riscos e complicações: Como em toda a monitorização invasiva,
o paciente crítico fica submetido a riscos maiores. Em relação
à passagem do cateter, há risco de pneumotórax hipertensivo,
arritmias ventriculares e bloqueios de ramo direito. A presença
do cateter na circulação predispõe o desenvolvimento de
enfarte pulmonar, trombose venosa e complicações infeciosas.
Além disso, pode ocorrer lesão da artéria pulmonar ou um de
seus sub-ramos, o que pode estar relacionado com a migração
distal do cateter ou a insuflação inadequada do balão (Bongard
&Sue, 2005).
Cuidados essenciais ao doente com Cateter de Swan-Ganz:
• posicionar os elétrodos para monitorização eletrocardiográfica;
• colocar o paciente em posição de decúbito dorsal;
• montar sistema de pressurização com heparina e soro
fisiológico (volumes determinados pelo médico);
• deixar o soro fisiológico heparinizado para posteriormente
acoplar nas vias distal e proximal do cateter;
• montar o transdutor de pressão com técnica asséptica;
• auxiliar na paramentação do médico;
• montar material para passagem do cateter;
• após o término da passagem do cateter, assegurar-se de que
não há bolhas de ar no sistema;
• verificar se as conexões entre cateter, sistemas e torneiras de
três vias estão bem adaptadas;
• realizar curativo no local da inserção do cateter conforme
protocolo;
• providenciar radiografia de tórax;
• no momento de retirada do cateter, o balão deve ser
desinsuflado para que não ocorram traumas vasculares;
• registar os valores hemodinâmicos, uma vez por turno, ou
conforme protocolo.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 84
Cuidar de um doente com este tipo de monitorização requer uma
atenção redobrada dos profissionais de saúde, uma vez que,
na sua maioria, utiliza-se mais que um tipo de monitorização
invasiva. Isso reforça a importância do enfermeiro, por garantir
essa fidedignidade dos dados apresentados no monitor, devendo
ser conhecedor não apenas das técnicas necessárias a uma boa
monitorização invasivo, como também deve ter um conhecimento
teórico e científico para avaliar criticamente o doente.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 85
CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO
PERIFÉRICA (PICC)
A Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, rege o exercício
profissional dos trabalhadores de enfermagem e através do Artigo
11, inciso I, alínea “m”, o Enfermeiro exerce todas as atividades
de Enfermagem, cabendo-lhe, privativamente, a execução de
cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que
exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar
decisões imediatas.
Há diferentes modelos de cateteres acessíveis no mercado, eles
são construídos com diferentes tipos de materiais e configurações
como: calibre, comprimento, gauge, número de lumens, tempo
de permanência e radiopacidade entre outras, estas diferenças
possibilitam atender as inúmeras especialidades e tratamentos
existentes.
Classificação:
Quanto à via de acesso:
- Acesso Venoso Periférico (tipo jelco): Construído em
Politetrafluoretileno (PTFE) é um polímero conhecido mundialmente
pelo nome comercial (teflon) sobre uma agulha hipodérmica
comum, o cateter é curto. A punção venosa é realizada em veias
superficiais dos membros superiores, inferiores, sendo que toda a
equipe de enfermagem tem capacidade para puncionar com esse
dispositivo. Em seguida, é retirada a agulha e o cateter de PTFE
permanece no interior da veia, mantido em posição apenas através
de um curativo simples.
- Acesso Venoso Central de Inserção Periférica (PICC): Construído
em silicone ou poliuretano, é um cateter longo e flexível, inserido
através de punção venosa periférica (enfermagem ou médico
realizam), preferencialmente na região da fossa antecubital.
Após a punção, o cateter é introduzido na veia até atingir uma
situação central (veia cava superior ou inferior), sendo que sua
ponta deverá localizar-se em terço médio/inferior da veia cava
superior ou em terço superior da veia cava inferior (neonatologia).
Esse cateter pode permanecer no interior da veia por períodos
acima de 7 dias até o término do tratamento, desde que receba
a manutenção necessária para uso do dispositivo. Este cateter é
mantido em posição através de curativo estéril.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 86
- Cateter Venoso Central: Dispositivo fabricado em poliuretano
ou silicone com variedades de lúmens, e finalidades como:
tratamento onco-hematológico, NPT, pacientes sem reais
condições de AVP, monitoração hemodinâmica, paciente
hemodinamicamente instáveis com necessidade de drogas
vasoativas, administração de drogas incompatíveis inserido
através de punção percutânea/técnica de Seldinger ou dissecção
venosa em vasos centrais como femoral, subclávia ou jugular
interna. Após a punção, o cateter fica diretamente no interior da
veia, sendo fixado à pele através de sutura. Pode permanecer no
interior da veia por várias semanas / meses. Esse procedimento
é configurado para inserção apenas pela equipe médica, não
cabendo à atuação do enfermeiro a passagem do cateter.
Quanto ao tempo de permanência:
Segundo o Manual de Medidas de Prevenção de Infecção
Relacionado à Assistência de Saúde da ANVISA de 2017 os
cateteres venosos centrais podem ser divididos em dois grupos:
Curta permanência: recomendado para terapia intravenosa por
tempo inferior a 21 dias. Ex: Cateter de duplo lumem, intracath
Longa permanência: recomendado para terapia intravenosa
por tempo superior a 21 dias. Ex: cateteres semi-implantáveis
ou tunelizados(Broviack, Hickman, Shyllei) ou totalmente
implantado(port-a-cath).
Observação: O cateter PICC não se enquadra em nenhuma
das duas categorias, pois apesar de ter seu tempo de
permanência variando entre dias e meses de implantação
descritos em literatura sem comprometimento de seu
funcionamento, trata-se de um dispositivo confeccionado em
material simples sem quaisquer tratamentos ou componente
que justifique como longa permanência e de inserção por
técnica percutânea simples.
Quanto ao tipo de materiais:
Atualmente os materiais mais utilizados na construção de
cateteres são o poliuretano e o silicone.
Poliuretano: É um polímero termoplástico, empregado na sua
maioria das vezes na fabricação de cateteres, apresentando
como principais características a bioestabilidade, baixa
trombogenecidade, moldabilidade rigidez e resistência química.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 87
Silicone: É um polímero sintético utilizado na construção
de vários artigos médicos hospitalares desde cateteres até
implantes e suas características variam de acordo com o
produto fabricado, dentre elas destacam-se elevada inércia
química e força tênsil, resistência a temperatura e oxidação, alta
resistência às dobras, alta biocompatibilidade e baixa aderência
microbiana e trombogenecidade.
Indicação
O paciente em necessidade de utilizar o PICC é identificado pela
equipe de enfermagem (auxiliares, técnicos de enfermagem e
enfermeiros assistenciais) como um paciente necessitando de
terapia endovenosa prolongada, e/ou uso de múltiplas infusões
de soluções e/ou fragilidade venosa apresentada. Outras vezes,
a equipe médica ao prescrever soluções de osmolaridades e
PH distintos dos valores aceitáveis por rede periférica, indica a
realização da passagem de PICC para administração segura do
medicamento. Para tanto, a consulta de enfermagem, cuidado
esse que pode ser realizado apenas pelo enfermeiro enquanto
lei do exercício profissional, é a melhor forma para planejamento
da terapia intravenosa ao paciente.
É importante ressaltar, sempre que possível, a autonomia e
escolha do paciente pelo seu cuidado e tratamento. Através da
interação e comunicação com o paciente sobre as vantagens
e desvantagens dos dispositivos utilizados para a terapia
promove-se essa autonomia do indivíduo perante o cuidado
prestado, direito do indivíduo em cuidado de saúde, em caso
de pacientes adultos. No cuidado ao neonato e crianças, esse
diálogo deverá ser realizado com os pais e/ou responsáveis pelo
menor, solicitando também a sua autorização perante termo de
consentimento livre e esclarecido.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 88
VANTAGENS E DESVANTAGENS
DO USO DO PICC
Vantagens do uso do PICC:
É considerado um dispositivo seguro quando realizado com
assepsia correta, profissional capacitado e localização
confirmada por exames de imagem;
W Maior tempo de permanência que outros cateteres centrais;
W A inserção do PICC é menos traumática que outros
dispositivos centrais;
W Possui possibilidade de infusão de drogas irritantes,
vesicantes e de osmolaridade e PH variados;
W Tem variados pontos de inserção (veias periféricas)
disponíveis para inserção e quando instalado, preserva o uso
de outras veias periféricas;
W Menor risco de infecção relacionada a cateter quando
comparado à outros dispositivos;
W Menor custo;
W Menor diminuição de mobilidade do paciente e de estresse
por evitar múltiplas punções periféricas na internação;
W Menor risco de hipoxemia e hipotermia; melhor evolução
clínica.
Desvantagens do uso do PICC:
São poucas as desvantagens descritas na literatura acerca do
uso do PICC, no entanto ressaltam-se a importância do PICC
ser inserido e manuseado por equipe capacitada para tal e que
o material seja de ótima qualidade para que a manutenção seja
facilitada. O PICC exerce mínima restrição do membro superior
quando o local de inserção foi este; também não é indicado a
coleta de sangue via cateter e trata-se de um procedimento
eletivo, não devendo ser um dispositivo de escolha em caso de
emergência.
Para descrição das principais indicações para o uso do PICC,
deve-se atentar às indicações gerais para o uso de cateteres
centrais, como:
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 89
A necessidade de infusão de terapias hipermosmolares e com
PH não fisiológico.
É importante saber que algumas características de soluções
para infusão endovenosa são fundamentais na escolha do
dispositivo de administração como o PH, osmolaridade, drogas
vesicantes, irritantes, flebogênicas e quimioterapias vesicantes,
devem ser administradas em acessos centrais. Sabe-se que
em relação à osmolaridade, essa representa a concentração
de soluto por litro de fluido e é expressa pela unidade mOSm/l.
Uma concentração de osmolaridade normal tem o valor de 280-
295 mOSm/l, concentrações acima de valores de 500 mOSm/l, é
referente a soluções hiperosmolares e já possuem indicação de
serem usadas por via central. Em relação ao PH, essa é referente
a alcalinidade ou acidez da solução. Seu valor ideal é de 7,35
à 7,45. Valores muito abaixo ou superior devem ser também
administrados via cateter central. Tanto a osmolaridade quanto
PH apresentados podem ser manipulados conforme a diluição
de preparo da solução.
Uso de hidratação endovenosa por tempo prolongado e/ou
prevenção de uma futura falta de acesso venoso periférico por
fragilidade venosa.
Essa indicação é bastante considerada no uso do PICC em
neonato por características inerentes a essa população como a
prematuridade extrema, baixo peso, dificuldade em manter um
acesso venoso, indicação de cirurgias, malformação e síndrome.
Para uso de PICC em adultos, a ressalva também é verdadeira
pela população em internação prolongado, quadros graves,
imunodeprimidos e de fragilidade venosa
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 90
Vamos praticar
revisando PICC
1) São vantagens do uso do PICC:
a. Não é considerado um dispositivo seguro quando realizado
com assepsia correta.
b. A inserção do PICC é mais traumática que outros dispositivos
centrais.
c. Maior tempo de permanência que outros cateteres centrais.
d. Menor tempo de permanência que outros cateteres centrais.
2) Devem ser administradas em acessos centrais:
a. drogas vesicantes, drogas irritantes e flebogênicas e
quimioterapias vesicantes.
b. Drogas vesicantes, irritantes, flebogênicas e vitaminas.
c. Drogas vesicantes, irritantes, flebogênicas e eletrólitos.
d. Drogas irritantes, flebogênicas, eletrólitos e soro glicosado.
3. Coloque (V) verdadeiro ou (F) falso.
( ) Atualmente os materiais mais utilizados na construção de
cateteres são o poliuretano e o silicone.
( ) O poliuretano é bioestável.
( ) O silicone é um polímero sintético utilizado na construção de
vários artigos médicos hospitalares.
( ) O paciente em necessidade de utilizar o PICC é identificado
pela equipe de enfermagem.
a. V. V. F. V
b. V. F. F. V
c. V. V. V. V
d. V, F, F, F
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 91
4) Identifique as frases como (V) verdadeiro ou (F) falso.
Segundo o Manual de Medidas de Prevenção de Infecção Relacionado
à Assistência de Saúde da ANVISA de 2017, os cateteres venosos
centrais podem ser divididos em dois grupos:
Curta permanência: recomendado para terapia intravenosa por tempo
inferior a 21 dias. Ex: Cateter de duplo lumem, intracath
Longa permanência: recomendado para terapia intravenosa por tempo
superior a 21 dias. Ex: cateteres semi - implantáveis ou tunelizados
(Broviack, Hickman, Shyllei) ou totalmente implantado(port-a-cath).
( ) verdadeiro ( ) Falso
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 92
REFERÊNCIAS
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1ªed, pp. 24-26.
Curso Técnico em Enfermagem: Assistência em Enfermagem ao Paciente Crítico: monitorização 93
AS AUTORAS
CLAUDIA PALHANO CASTANHO
Possui graduação em Enfermagem pela Pontifícia Universidade
Católica de Campinas, PUC-CAMP, Especialização em
Enfermagem do Trabalho pela Fundacentro, Especialização
em Enfermagem em Ginecologia e Planejamento Familiar pela
CAED, Pós-Graduação “Lato sensu” em Administração em
Hoteleira pelo SENAC e Curso de Formação Pedagógica em
Educação Profissional na Área da Saúde: Enfermagem pela
UNIARARAS. Foi docente da EEPSG “Comendador Emílio Romi”
Santa Bárbara D’Oeste- SP e SENAC, Piracicaba e Especialização
em Administração em Educação com Ênfase em Educação
Profissional e Tecnológica, pela Faculdade Campos Elíseos.
Atualmente é docente da Etec Coronel Fernando Febeliano da
Costa.
LIGIA RIBEIRO DA SILVA TONUCI
Possui graduação em Enfermagem pelo Centro Universitário
Barão de Mauá(1989), Graduação em Farmácia pela
Universidade de Ribeirão Preto(1997), Especialização em
Enfermagem do Trabalho pela Universidade de São Paulo(1991),
Formação Pedagógica em Enfermagem , área generalista pelo
Centro Universitário Barão de Mauá(2000), Especialização
em enfermagem em obstetrícia pela Universidade do Sagrado
Coração(2002), Especialização em Saúde da Família pela
Universidade de São Paulo(2003), Educação Profissional na
área de saúde Enfermagem pelo Fundação Oswaldo Cruz(2005),
Mestrado-profissionalizante em Tecnologia Ambiental pela
Universidade de Ribeirão Preto(2006), Licenciada em Pedagogia
pelo Centro Universitário Claretiano (2011) , Doutorado em
Ciências Biológicas e Saúde pela Universidade de Franca
(2013), Aperfeiçoamento em Educação para Jovens e Adultos
pelo Centro Paula Souza(2016), Formação Pedagógica para
Educação Profissional de Nível Médio pelo Centro Paula
Souza(2017). Atualmente, Orientadora Educacional e Docente
da Etec Antônio de Pádua Cardoso.
MARISA RAMOS RODRIGUES DA SILVA
Graduada em Enfermagem e Obstetrícia e Pedagogia. Possui
Licenciatura Plena em Enfermagem e Pós-Graduada em
Educação Especial e Educação Inclusiva. Foi coordenadora do
Curso Técnico em Enfermagem na Etec Professor José Santana
de Castro - Cruzeiro, onde atualmente é docente.
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SHIRLEY DA ROCHA AFONSO
Possui Graduação em Enfermagem, Especialização em
Enfermagem Gerontológica e Geriátrica, Pós-Graduação
em Docência no ensino médio, técnico e superior na área
de saúde e em Planejamento, Implantação e Gestão em
Educação à Distância. Atuou como enfermeira executora e vice-
presidente na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.
Foi coordenadora da Comissão Organizadora de Curativos,
e supervisora da Comissão de Gerenciamento dos Resíduos
dos Serviços de Saúde. É professora do Curso Técnico em
Enfermagem e Coordenadora de Projetos em Enfermagem na
Unidade de Ensino Médio e Técnico do Centro Paula Souza. É
membro associada da Associação de Aprendizagem Baseada em
Problemas e Metodologias Ativas de Aprendizagem (PAN-PBL).
Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração de
Serviços de Saúde e Gerenciamento de Enfermagem (GEPAG)
da EPE-UNIFESP e participa das reuniões do Grupo de Estudos
e Pesquisas em Memórias e Histórias da Educação Profissional
(GEPEMHEP) do Centro Paula Souza.
ZILDA LOPES
Graduada em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem
e Obstetrícia de Adamantina- FEO- 1989 e Tecnologia em
Recursos Humanos pela universidade Anhanguera 2014.
Licenciatura Plena em Enfermagem - UNOESTE- Presidente
Prudente -SP. Pós-Graduação em Administração nos Serviços
de Saúde – UNAERP - Ribeirão Preto - SP 1998; Enfermagem do
Trabalho Universidade São Camilo-SP 2000; - MBA Executivo em
Gestão Hospitalar- FGV - Fundação Getúlio Vargas Universidade
EAD - SP 2014; Mestrado em Gerontologia FUNIBER - Fundação
Ibero-Americana da Espanha – 2014.
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CETEC CAPACITAÇÕES
ENFERMAGEM
2020
CENTRO PAULA SOUZA
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