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Exercícios de Topografia II - 2016.1

As três frases-chave do documento são: 1) O documento descreve os principais métodos de representação do relevo em topografia, incluindo curvas de nível, modelo reduzido, cores, sombras e hachuras. 2) Detalha como se calcula o volume de terra em movimentos de terra, utilizando o método de seções transversais e medições tridimensionais. 3) Discorre sobre a composição de custos para orçamentos de serviços topográficos, considerando mão de obra, equipamentos e materiais.
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Exercícios de Topografia II - 2016.1

As três frases-chave do documento são: 1) O documento descreve os principais métodos de representação do relevo em topografia, incluindo curvas de nível, modelo reduzido, cores, sombras e hachuras. 2) Detalha como se calcula o volume de terra em movimentos de terra, utilizando o método de seções transversais e medições tridimensionais. 3) Discorre sobre a composição de custos para orçamentos de serviços topográficos, considerando mão de obra, equipamentos e materiais.
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2ª LISTA DE EXERCICIOS DE TOPOGRAFIA II - 2016.

Parte I
1. Pesquise na internet e ilustre. Quais os métodos de representação de relevo que conhece? Descrever e
ilustrar todos os sete tipos.
a) Modelo Reduzido: muito utilizado na produção de maquetes, trata-se de uma elaboração de um modelo
tridimensional do terreno, utilizando escalas horizontais e verticais.

b) Semi-perspectiva: método que costuma cobrir áreas externas utilizando conhecimentos de perspectiva;
escondem alguns detalhes.

c) Cores (cromático): modelo de representação do relevo natural, onde cada faixa de cor representa um
intervalo de altura. Quanto mais escuro, mais alto na escala.

d) Sombras: este tipo de representação não possui valor científico, mas proporciona maior valor plástico
e estético. Exige a definição de uma fonte de luz imaginada numa posição noroeste da carta, onde os
raios sem fazendo um angulo de 45º com a mesma. As sombras são desenhadas voltadas para o sudeste
e quanto mais escura, mais íngreme o terreno.
e) Hachuras: são pequenas linhas traçadas no sentido de maior declividade do terreno. Devem ser
dispostas em filas e não serem desenhadas em toda a extensão das encostas. Quanto menor a
declividade, o comprimento e o intervalo entre elas é menor. Apoiam-se em curvas de nível e devem
ser exatamente perpendiculares a elas. Todo o processo de hachuras é desenvolvido por desenho a mão
livre.

f) Ponto cotado: é a projeção do ortogonal de um ponto do terreno no plano da carta com a indicação da
sua altitude.

g) Curvas de nível: são linhas que representam todos os pontos do terreno de mesma altitude. É a forma
mais utilizada para representação do relevo nas cartas topográficas.

2. Descreva sobre a representação por curvas de nível citando (pesquisar na internet e ilustrar tudo):
a) O que é uma curva de nível?
É o nome usado para designar uma linha imaginária que agrupa dois pontos que possuem a mesma altitude.
Por meio dela são confeccionados os mapas topográficos, pois a partir da observação o técnico pode interpretar
suas informações através de uma visão tridimensional do relevo

b) Como surgiu, qual o seu histórico?


Em 1730 foi utilizada pelo engenheiro holandês Cruquius para descrever as formas dos leitos dos rios. Em
1737, o geógrafo francês Felipe Buache usou as curvas de nível para representar as linhas de igual profundidade
(batimétricas ou isóbatas). Em 1771 foi utilizada para representar o modelado do terreno, generalizando o seu
conceito.
c) Qual a classificação das curvas de nível quanto à forma das figuras, tipos de traços, cores dos traços
(pesquisar e ilustrar com curvas de nível)?
Quanto à forma, os desenhos formados podem ser regulares ou irregulares, abertos ou fechados, formando
polígonos convexos ou não. Os traços podem ser grosso (para destacar a curva – curva mestra), fino (desníveis
diversos) ou interrompido (descrever a cota de um acidente determinado). As cores dos traçõs podem ser terra
selva (para representação do relevo natural) ou preta (relevo artificial).
d) Quais são as 9 propriedades que essas curvas possuem (pesquisar e ilustrar com curvas de nível)?
i. As curvas de nível são fechadas, planas, sinuosas, não se cortam nem se bifurcam.

ii. Elas se afastam com o aumento da declividade e se aproximam quando a declividade diminui.
iii. Em caso de elevações, as cotas crescem de fora para o interior.

iv. Em caso de depressões, as cotas decrescem de fora para o interior.

v. Quando o plano tangencia o terreno, é representado por um ponto.

vi. Duas curvas de nível podem se tocar quando tangenciam o ponto de garganta.
vii. Em algumas situações, as curvas de níveis não são concêntricas.

viii. As curvas podem se tangenciar internamente ou externamente.

ix. Em cavernas, as curvas de nível podem se cortar.

3. Pesquise na internet e escreva como se faz um movimento de terras. Descrevendo como se faz corte,
aterro, bota fora, quais os estudos para o volume de corte compensar o aterro sem ter que comprar material,
pesquise as formas de cálculos dos volumes por secção e medição tridimensional.
É o conjunto de operações necessárias para remover a terra dos locais em que se encontra em excesso para
aqueles em que há falta, tendo em vista um determinado projeto a ser implantado.
Os cortes são segmentos onde a implantação da geometria projetada requer a escavação do material
constituinte no terreno. As operações de corte compreendem a escavação propriamente dita, a carga, o transporte,
a descarga e o espalhamento do material no destino final.
O aterro consiste em preparar o terreno a fim de obter uma configuração desejada, através da deposição
de terra. Os aterros, quando necessários, devem ser realizados acompanhados dos serviços de compactação.
Bota fora é o termo amplamente utilizado para designar os materiais descartados de obras de
terraplanagem que envolvam escavação e remoção de terra, ou ainda demolições e reformas que necessitem de
remoção de entulhos.
Em determinadas situações, é possível que a terraplanagem seja basicamente de acerto na conformação
do terreno, não envolvendo nem importação nem exportação do material. Para isso, é necessário fazer um cálculo
de redução, ou seja, a diferença relativa entre o volume natural do corte e o volume do mesmo material depois
compactado no aterro (volume reduzido).
A aplicação da fórmula do Método das Seções Transversais supõe seções planas paralelas entre si,
espaçadas de uma distância “d”. O volume é dado por:
𝐴1 + 𝐴2
𝑉 = 𝑑∙( )
2

Esta fórmula é largamente empregada em estradas e ferrovias, nos cálculos de corte e aterro. Para uma
mesma seção pode ter áreas de corte e aterro, que posteriormente significarão volumes de corte e aterro.
O Método de Medições Tridimensionais se baseia na decomposição de um sólido cujo o volume deseja-
se calcular em sólidos menores mais fáceis de calcular o volume. Estes sólidos são normalmente de base quadrada
ou triangular. Sua utilização típica é em escavações, podendo também ser aplicado a um volume de barragens e
outras obras de engenharia.
(𝑍1 + 𝑍2 + 𝑍3 + 𝑍4 )
𝑉=𝑄
4

Na prática o terreno é dividido em uma malha regular e cada ponto desta malha tem a sua cota calculada
por um método de nivelamento. Então é definida a cota da escavação, ou seja, a cota em que o terreno deverá
ficar após a retirada do material. A partir destas informações é possível calcular as alturas do sólido para o cálculo
do volume.

4. Pesquise na internet como você faz uma composição de custos (trabalho topográfico), como faz um
orçamento analítico, uma planilha de custos, verificar (internet) como a AETESP Associação das
Empresas de Topografia do Estado de São Paulo faz suas composições de custo.
i. Composição de custos: é o nome dado ao processo de estabelecimento dos custos na execução de um
serviço topográfico, individualizado por insumo e segundo requisitos pré-estabelecidos. A composição
lista todos os insumos na execução do serviço com suas respectivas quantidades e seus custos unitários
e totais. Os custos, em geral, envolvidos são: mão de obra, materiais e equipamentos.
ii. Orçamento analítico: é a maneira mais detalhada e precisa de prever o custo do trabalho topográfico.
É efetuado a partir da composição de custos e da pesquisa de preços dos insumos. Nada mais é do que
uma composição de custos unitários para cada serviço, levando em consideração quanto de mão de
obra, material e equipamento é gasto na execução. Além disso, são computados os custos de
manutenção, equipes técnicas, administrativas e de suporte de obras, de taxas, etc., chegando a um
valor preciso e coerente.
iii. Planilha de custos: são elaboradas a partir de uma composição de preços unitários onde constam as
principais atividades para o trabalho a ser realizado considerando as condicionantes já discriminadas,
posteriormente avaliadas para se obter os orçamentos.
iv. A AETESP – Associação das Empresas de Topografia do Estado de São Paulo – definiu
procedimentos para que os orçamentos fossem feitos de acordo com alguns critérios específicos.
Segundo alguns critérios estabelecidos pela Associação, na elaboração de uma composição de preços
de serviços de levantamento topográfico, é preciso considerar sua finalidade, suas dimensões e as
condicionantes pré-estabelecidas e em seguida enquadrá-lo numa das classes descritas na NBR
13133/1994 para levantamentos topográficos, que indica a metodologia a ser seguida, densidade dos
pontos a serem levantados, equidistância de curvas de nível, escala de representação, etc.
5. Quais os fatores que devem ser levados em consideração, durante o planejamento de um voo
fotogramétrico:
O recobrimento longitudinal e transversal, a velocidade do avião, a altitude, a câmera e o sentido do voo
(Norte – Sul ou Leste - Oeste).
a) O que é restituição fotogramétrica?
É a produção de originais de mapas ou cartas topográficas a partir de fotografias aéreas obtidas com
câmeras métricas. Esse processo transforma a projeção cônica de cada fotografia em uma única projeção ortogonal
sobre um plano onde são traçados os detalhes planialtimétricos de interesse para o mapa
b) Quais as etapas para a realização de uma carta topográfica utilizando fotogrametria?
i. Clássica: cobertura fotogramétrica, apoio terrestre, reambulação, restituição, edição, gravação e
impressão off-set.
ii. Digital: cobertura vegetal, apoio terrestre, reambulação, aerotriangulação, restituição digital, edição
vetorial, estruturação, validação, implementação de um seg e plotagem/impressão off set.
c) Pesquise na internet e ilustre cada aplicação – Quais são as aplicações da fotogrametria na engenharia
civil?
i. Produção de cartas topográficas
ii. Projeto, locação e manutenção de estradas

iii. Projeto de gasodutos

Parte II
1. Defina e ilustre com curvas de nível o que é:
a) Linha de cumeada, tergo, divisor d’água;
Superfície convexa formada pela união de duas vertentes opostas.

b) Garganta, colo
É o ponto onde as linhas de um talvegue e de divisores d’água se curvam fortemente, mudando de
declividade. É o ponto mais baixo de um divisor de águas e o ponto mais alto de dois talvegues que aí nascem.

c) Contra forte;
São saliências do terreno que se destacam da serra principal (cordilheira) formando os vales secundários
ou laterais. Destes partem ramificações ou saliências denominadas espigões e a eles correspondem os vales
terciários.

d) Espigão;
É um contraforte secundário que se liga ao contraforte principal, do mesmo modo como este se liga à
cordilheira. É a superfície de maior altitude da linha divisória de água.

e) Vertente ou encosta;
É a superfície lateral inclinada das montanhas. É a superfície por onde correm as águas das chuvas

f) Ponto de espigão;
É a superfície de altitude mais alta da linha de cumeada. É um divisor de águas terciário.

g) Talvegue;
É a linha de encontro de duas vertentes ou encostas opostas. É a linha que recolhe as águas que descem
pelas duas encostas opostas do vale.
h) Bacia;
É a área formada pelo conjunto de todos os terrenos cujas águas afluem para um certo curso d´água.

2. Dada a tabela abaixo, traçar o perfil do terreno, sendo a escala horizontal 1/1000 e a vertical 1/100 e a
distância horizontal entre as estacas 20,00m.
PONTO COTA (m)
A 10,000
B 8,095
C 8,069
D 6,402
E 6,869
F 5,216
G 4,910

3. Escreva e ilustre com curvas de nível as propriedades de Brisson.


i. Quando as linhas de contraforte são aproximadamente paralelas, as linhas de cumeadas são
paralelas às linhas de talvegue.
ii. O ponto de uma linha de cumeada, onde se encontram duas ou mais linhas de cumeadas
transversais, é um espigão. Quando dois ou mais contrafortes se encontram tem um ponto de
máximo (ponto de espigão).
iii. O ponto de uma linha de cumeada onde ocorre os prolongamentos de duas linhas de talvegues
opostos é uma garganta.
iv. Pode ocorrer de no ponto de formação de uma garganta, as linhas de talvegue não concorrem num
mesmo total. Nesse caso, a garganta estará entre dois pontos de interseção dos prolongamentos das
linhas de talvegue com a linha de cumeada.
v. Se a linha de talvegue prolongada encontra na linha de cumeada uma outra linha de cumeada
transversal (oposta ao talvegue), neste ponto a linha de cumeada apresentará uma concavidade
voltada para o eixo do talvegue.
vi. A declividade dos cursos d’água decresce de montante à jusante.
vii. Nos cursos d’água, em uma curva, a declividade do lado convexo é mais forte que a do lado
côncavo.
viii. Quando dois talvegues nascem na mesma encosta têm inicialmente cursos para a emas e depois
seguem em direções opostas, o seu ponto de encontro é a garganta.

4. Escreva e ilustre com curvas de nível as 3 propriedades de Boulanguer.


1º princípio – Continuidade dos Declives: todas as águas que caem sobre o solo, abstraindo as partes que
evaporam e as que se infiltram, por mais afastado que esteja o litoral do ponto de partida e ainda por mais fraca
que seja a declividade do terreno, corre para o mar ou lagos.

2º princípio: quanto mais próximo for o rio da montanha esta é mais escarpada e quanto mais longe for o
rio da montanha, esta é menos escarpada.

3º princípio: as duas vertentes de uma elevação apresentam, geralmente, grande contraste quanto às suas
declividades se uma encosta é íngreme a outra é suave.

5. Explique a modificação de cota em um movimento de terras onde foi obtido o seguinte:


a) Volume de corte: 2.120,00 m3.
b) Volume de aterro: 3.480,00 m3.
c) O terreno planificado na cota 152,300m.
d) A área do terreno planificado é 4.512 m2.
e) A área no terreno plano que ocupa o volume do aterro é 3/5 da área total.
f) O empolamento é de 15%.

6. Faça um planejamento de vôo fotogramétrico informando qual a escala de vôo o número de fotografias
aéreas e faixas de vôo, sabendo:
 A distância focal da câmara é 230 mm
 O tamanho das fotos 23 x 23cm
 O recobrimento lateral 20%
 O recobrimento longitudinal 55%
 O terreno é 12 Km x 40 Km
 A altura do voo é 2.990,00m

7. Faça um planejamento de voo fotogramétrico informando qual a escala de voo, o número de fotografias
aéreas e faixas, sabendo que:
 A distância focal da câmara é 88mm 80
 O tamanho das fotos é 23 x 23cm
30
 O recobrimento lateral é 25%
 O recobrimento longitudinal é 65%
 A área do terreno é 30 Km x 80 Km
 A altura do voo é 1.320,00m

8. Sabendo-se que foi realizado um levantamento aerofotogramétrico com as seguintes especificações:


 Altura de voo = 5.250 m (acima da região fotografada);
 Recobrimento longitudinal = 60% e transversal = 30%;
 Formato do negativo: 23 x 23 cm;
 Distância focal da câmara: f = 210 mm;
 Área de 50 km de comprimento por 15 km de largura.

Pergunta-se:
a) Qual a escala da fotografia aérea?
b) Qual a escala da planta a ser restituída?
c) Qual a área total e área útil por fotografia?
d) Qual o número de fotografias, necessárias, para recobrir toda a área?

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