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Evolucionismo e Positivismo em Antropologia

1. O documento discute evolucionismo social, positivismo, meio e raça. 2. Apresenta os objetivos gerais e específicos da pesquisa, que é relacionar esses conceitos e caracterizar o positivismo. 3. Explica brevemente a metodologia utilizada, que inclui pesquisa bibliográfica e síntese de ideias e estudos sobre o tema.

Enviado por

Armando Mathe
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Evolucionismo e Positivismo em Antropologia

1. O documento discute evolucionismo social, positivismo, meio e raça. 2. Apresenta os objetivos gerais e específicos da pesquisa, que é relacionar esses conceitos e caracterizar o positivismo. 3. Explica brevemente a metodologia utilizada, que inclui pesquisa bibliográfica e síntese de ideias e estudos sobre o tema.

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Amândio Pindula

Evolucionismo Cultural e Positivismo, Meio e Raça

Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

2º Ano, Laboral

Universidade Pedagógica de Maputo

Maputo
2021
Amândio Pindula

Evolucionismo Cultural e Positivismo, Meio e Raça

Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

2º Ano, Laboral

O presente trabalho será apresentado no


departamento da FEG na disciplina de
Antropologia Cultural de Moçambique
para efeitos de avaliação.

Docente: Dra. Rute Macave

Universidade Pedagógica de Maputo

Maputo

2021
Índice
1. Introdução............................................................................................................................1

1.1. Objectivos.....................................................................................................................1

1.1.1. Objectivo geral......................................................................................................1

1.1.2. Objectivos específicos..........................................................................................1

2. Metodologia.........................................................................................................................2

3. Evolucionismo social...........................................................................................................3

4. O positivismo.......................................................................................................................3

4.1. Características do positivismo......................................................................................4

5. Meio e Raça.........................................................................................................................5

6. Conclusão............................................................................................................................6

Referências Bibliográficas..........................................................................................................7
1

1. Introdução

Em um longo processo de formação do conhecimento científico, a partir de meado do século


XVIII, começaram a surgir hipóteses que procuravam uma alternativa, que fugisse as
explicações oferecida pela religião e pela filosofia, onde ambas concebiam a realidade como
algo imutável, desprovido de qualquer interferência interna ou externa, salvo no caso
primeira, ocorrendo a possibilidade da interferências místicas, entretanto isoladamente.
Porém, em meio a este quadro estático da natureza, os naturalistas procuraram formular ideias
transformistas, baseadas na transmutação do seres vivos. Entre os teóricos que defendiam tais
postulados, estão o naturalista francês, Georges Louis Leclerc, mais conhecido como conde de
Bufon, o biólogo inglês Alfred Russel Wallace e Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet,
Cavaleiro de Lamarck, conhecido apenas como Lamarck, contudo, quando falamos em teoria
evolutiva, nenhum nome é mais conhecido do que de Charles Robert Darwin, um pesquisador
britânico, estudante de medicina e teologia, que se tornou notório ao apresentar os resultados
de seus estudos, realizados nos anos precedentes a 1838, a bordo do navio HMS Beagle, em
uma expedição oficial da marinha britânica.

Em seu livro, publicado em 1859, denominado "A Origem das Espécies", Darwin propõe que
a evolução das espécies ocorreria através de um processo designado de “Seleção natural e
sexual”, onde os seres que tinham maior capacidade de se adaptar a meio, possuíam maiores
chances de ter uma vida mais longa e conseguir um maior número de parceiros sexuais, ou
seja, transmitindo assim, seus genes para as gerações futuras. A partir de tais argumentos, o
pesquisador inglês lançou as bases que dariam cientificidade para as hipóteses, ganhando
legitimidade, passando a ser chamada de teoria da Evolução ou simplesmente evolucionismo.
Este trabalho tem como tema o evolucionismo social e positivismo e meio e raça cujo
objectivo principal é relacionar estes conceitos.

1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
O objectivo principal desta pesquisa é descrever sobre evolucionismo social & positivismo e
Meio & Raça.

1.1.2. Objectivos específicos


 Relacionar o evolucionismo social do positivismo;
 Caracterizar o positivismo;
2

 Falar do Meio e Raça.

2. Metodologia
De acordo com Amaral (1995:22) apud Parruque (2010 pp.6) “a metodologia é a parte do
trabalho onde se descreve de forma breve e clara as técnicas e processos empregues na
pesquisa” para o alcance dos objectivos propostos no projecto de pesquisa.

Para Gil (2008), o método é o caminho para se chegar a determinado fim. Portanto, os
métodos usados para a recolha de dados nesta pesquisa possibilitaram a obtenção de
informações no campo da análise.

Compreende uma minuciosa busca na literatura, selecionando-se e sintetizando-se ideias,


estudos e pesquisas que se relacionem com problema investigado, objetivando melhor
compreensão das inúmeras facetas deste, destacando-se as citações literais de trabalhos
científicos.
3

3. Evolucionismo social
1
Em um longo processo de formação do conhecimento científico, a partir de meado do século
XVIII, começaram a surgir hipóteses que procuravam uma alternativas, que fugisse as
explicações oferecida pela religião e pela filosofia, onde ambas concebiam a realidade como
algo imutável, desprovido de qualquer interferência interna ou externa, salvo no caso
primeira, ocorrendo a possibilidade da interferências místicas, entretanto isoladamente.

2
Com o pensamento do evolucionismo, o meio europeu daquela época teve fortes influências
das ciências da natureza, onde destaca-se os intelectuais Pierre Lamarck e Charles Darwin,
ambos com teorias que tratavam da evolução da sociedade que representava um grande
avanço. Para Lamarck, as sociedades evoluíam por consequência das mudanças e adaptações
no meio ambiente. Enquanto para Darwin, o indivíduo evoluía se por meio de uma selecção
natural. Ambos tinham a mesma ideia de que o ser humano evoluía do mais simples para o
mais complexo. É por isso que vários outros pensadores da época resolveram partir desse
método, inclusive os antropólogos que lavaram vários de seus aspectos para a ciência da
Antropologia. Desde já, Henry Lewis Morgan (antropólogo) criou uma percepção de que
existia humanidade selvagem, bárbara e civilizada, por critério de evolução. Enquanto James
Frazer defendeu a evolução do pensamento, que passa por estágios que seriam magia, religião
e ciência. Mas esse pensamento teve critério na sociedade Europeia, porque os mesmos se
classificavam evolucionistas, considerando-se civilizados e tinham as colônias como
primitivas.

4. O positivismo
O positivismo é uma teoria de desenvolvimento social que afeta o campo das ciências, pois
aposta nelas como fator de desenvolvimento social, e o campo da política, pois desenvolve
uma teoria que promove uma espécie de doutrina para a promoção do progresso civil.

Tal como o evolucionismo, o positivismo também surgiu a partir das ciências da Natureza,
embora estava relacionado com a racionalidade e com a ajuda dos meios naturais, nasceu a
sociologia positivista através de Auguste Comte. Ele defendia que as explicações dos homens
para os fenómenos passam por três fases: a teleológica ou fictícia, a metafísica ou abstracta e
a científica ou positivista, onde as explicações seriam baseadas em acções sobrenaturais, em
especulações filosóficas e nos métodos científicos, respetivamente.
1
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2
[Link]
4

A Lei dos Três Estados foi organizada desta maneira:

1. Estado teológico: momento primitivo em que os seres humanos procuravam respostas


para os dilemas da vida em elementos sobrenaturais e irracionais, como a atuação dos deuses,
seres místicos e forças sobrenaturais.

2. Estado metafísico: a Filosofia surge para substituir as explicações teológicas por


especulações baseadas em argumentos lógicos e racionais, impulsionando a busca pelo
conhecimento verdadeiro.

3. Estado positivo: quando a ciência baseada na observação rigorosamente metódica


seria a responsável por elaborar o conhecimento humano sobre a natureza, buscando respostas
na própria natureza.

4.1. Características do positivismo3


1. Doutrina filosófica: a inspiração política do positivismo estava no Iluminismo. Os
primeiros filósofos iluministas defendiam que o conhecimento deveria ser universalmente
estimulado, mediante uma educação emancipadora para levar a autonomia social a um nível
em que a humanidade progrediria moralmente pelos frutos do progresso intelectual. Esse
progresso somente seria pleno, no momento em que todos se juntassem em prol da busca pelo
conhecimento esclarecedor sobre o mundo.

2. Doutrina sociológica: a ordem social estaria intimamente ligada ao desenvolvimento


moral e ao desenvolvimento científico. Portanto, seria necessário, além de entender a
natureza, entender o funcionamento da sociedade, levando em conta a atuação dos seres
humanos e criando teorias doutrinárias que ditassem um modo de agir que levasse ao
progresso. O rigor e a ordem eram imperativos nessas teorias, pois eram eles que garantiriam
o pleno desenvolvimento humano.

3. Doutrina política: a disciplina, o rigor e a ordem social eram requisitos políticos para
a garantia do avanço social na visão de Comte. Somente com ações voltadas para o
desenvolvimento de uma disciplina pessoal e coletiva, cultivada juntamente com o
aprendizado das ciências e com o trabalho sociológico, a política poderia render um estágio de
progresso capaz de levar a humanidade ao seu ápice.

3
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5

4. Desenvolvimento das ciências e das técnicas: a tecnologia e a ciência eram partes


importantíssimas da teoria de Auguste Comte. Segundo o filósofo, nenhum progresso seria
possível no estágio positivo sem o alto grau de aperfeiçoamento científico aliado ao alto
desenvolvimento tecnológico, o que impulsionaria a humanidade sempre adiante.

5. Religião positiva: a religião sempre foi característica comum da humanidade. Os seres


humanos sempre buscaram o culto a algum tipo de divindade para explicar o inexplicável.
Como a busca por explicações mais elaboradas é marca comum do estágio positivo, a religião
tradicional daria lugar, segundo o pensamento positivista, a um novo tipo de religião, o
cientificismo. O cientificismo seria o ato de depositar nas ciências toda a fé em relação ao
conhecimento e ao desbravamento do mundo, entendendo que não há sobrenatural, mas
somente natureza. As ciências ocupariam, para os positivistas, o lugar que Deus ocupou nas
religiões desenvolvidas até então.

5. Meio e Raça
Segundo Dos Santos (2005), a ideia de que o homem é um produto do meio foi durante algum
tempo, a explicação que alguns geográficos e antropólogos utilizavam, não só para explicar a
variedade de culturas, mas também para hierarquizá-las, isto é, classifica-las em mais ou
menos desenvolvidas. Esse tipo de explicação chama-se determinismo geográfico.

Por algum tempo, o pensamento do determinismo geográfico também foi muito utilizada para
explicar as diferenças das regiões ou para explicar porque é que um lugar é mais desenvolvido
em relação ao outro, e a resposta era de que o tempo quente ou frio nos torna mais trabalhador
ou mais preguiçoso, respectivamente. Contudo, a Antropologia mudou essas teorias ao
afirmar que mesmo as sociedades que são semelhantes geograficamente ou climaticamente
possuem diferença em relação à cultura, visto que é uma questão de natural e não de causa e
efeito. O determinismo biológico também foi utilizado comparando as raças com o nível de
desenvolvimento de sociedades, tal que nos Estados Unidos, até pouco tempo os negros eram
considerados inferiores. No entanto, é importante dizer que as mudanças sociais são
frequentes e umas são mais fáceis de serem vistas do que outras actualmente, através da
globalização. Nesses casos, a Antropologia configura se principalmente na História, levando
nos a entender que há uma grande diversidade cultural entre as sociedades, mas que são
apenas diferentes e não desigualdades geográficas ou biológicas.
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6. Conclusão
O positivismo foi uma corrente teórico-filosófica que afirmou a necessidade da ordem e do
rigor sociais e políticos para o progresso; Surgiu junto com a Sociologia, idealizada por
Auguste Comte; era um método sociológico, científico e político; teve como inspiração o
iluminismo francês; disciplina, rigor e ordem eram essenciais para o crescimento moral e
social.

É por isso e com o tempo, que os antropólogos e sociólogos passaram a não ter mais interesse
em estudar a sociedade de acordo com o meio natural mas sim com o homem social como um
ser racional. Contudo é importante salientar que mesmo que a Antropologia e a sociologia
tenham descartado o evolucionismo e positivismo no método das suas pesquisas, existe ainda
sim a presença desses no nosso modo de que pensar e olhar a vida social.

Contudo, a antropologia tem como um de seus objectivos, transformar o que é de outras


culturas como se fosse nosso. Conhecer culturas diferentes, e ao mesmo tempo reunir
elementos para reflectir sobre a nossa própria sociedade.
7

Referências Bibliográficas

 DOS SANTOS, Rafael José; Antropologia para quem não vai ser antropólogo; Porto
Alegre, 2005.
 GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
 MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de
Metodologia Científica. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2003.

 [Link] acessado em
13 de Dezembro de 2021.
 [Link] acessado em 13 de Dezembro de 2021.
 [Link] acessado em 13 de
Dezembro de 2021.

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