UPRA
UNIVERSIDADE PRIVADA DE ANGOLA
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
RELATÓRIO DE TRABALHO DE FIM DE CURSO
TEMA: PACIENTE COM SINTOMA DE DEPRESSÃO, E O IMPACTO CAUSADO
PSICOLOGICAMENTE-RELATÓRIO CIENTÍFICO DURANTE O PERÍODO DE
ESTÁGIO NO CENTRO POLICLÍNICO UNIVERSITÁRIO.
AUTOR: JACKLINE ÁUREA MANUEL SEGUNDA
LUANDA, 2021
UPRA
UNIVERSIDADE PRIVADA DE ANGOLA
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
RELATÓRIO DE TRABALHO DE FIM DE CURSO
TEMA: PACIENTE COM SINTOMA DE DEPRESSÃO, E O IMPACTO CAUSADO
PSICOLOGICAMENTE-RELATÓRIO CIENTÍFICO DURANTE O PERÍODO DE
ESTÁGIO NO CENTRO POLICLÍNICO UNIVERSITÁRIO.
AUTOR: JACKLINE ÁUREA MANUEL SEGUNDA
Relatório Científico apresentado ao Departamento
de Psicologia da Universidade Privada de Angola
como requisito parcial para a defesa de trabalho de
Fim de Curso.
LUANDA, 2021
TERMO DE APROVAÇÃO
Jackline Áurea Manuel Segunda
Título: Paciente com sintoma de depressão, e o impacto causado psicologicamente-relatório
científico durante o período de estágio no centro policlínico universitário
Relatório apresentado à Universidade Privada de Angola, como requisito parcial para
obtenção do título Honorífico de Licenciatura em Psicologia Clínica.
Foi aprovado_______/______/2021
BANCA EXAMINADORA
Prof:
Presidente de júri: __________________________________ Assinatura
_________________________________________________
Prof:
Primeiro vogal_____________________________________ Assinatura
_________________________________________________
Prof:
Segundo vogal_____________________________________ Assinatura
_________________________________________________
FICHA CATALOGRÁFICA
Autor: Jackline Áurea Manuel Segunda
Título: Paciente com sintoma de depressão, e o impacto causado psicologicamente-estudo
de caso durante o período de estágio no centro policlínico universitário.
Relatório apresentado à Universidade Privada de Angola, especialmente convergida ao
campo da psicologia clínica.
Tipo de letra: Times New Roman/12, nº 26 pag.
Tutora:
DEDICATÓRIA
Dedico a minha família, aos meus pais, que são os responsáveis pelo que sou hoje e pelo
encorajamento persistente ao longo da minha formação, assim como por todos os sacrifícios a
que se propuseram para me possibilitarem esta oportunidade, o meu eterno agradecimento.
Ao meu esposo. Ao Criador dos céus e da terra, pela luminosidade imprimida na minha
mente, proporcionando-me inteligência suficiente para a conclusão deste curso, minha eterna
gratidão.
A UPRA tanto o corpo docente como os colegas no geral, pela forma carinhosa como me
trataram durante a etapa da minha formação.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus pelo seu imenso amor, sua infinita misericórdia e bondade. Porque sua
vontade é boa, agradável e perfeita. Durante toda minha faculdade esteve comigo. Conheceu
minhas dores e viu meus sofrimentos. Mas sempre mostraste que é Maior em minha vida.
Quantas vezes me colocaste no colo? Foi meu ombro amigo? Curou minhas dores e me
libertou de tanto sofrimento que só eu e você sabíamos? Deus, até aqui me ajudou e tenho fé
que irá comigo até o fim desta etapa. Mesmo não merecendo me amparastes e colocaste em
minha vida pessoas para me ajudar, cuidar, amar, compreender, ter muita paciência comigo.
Obrigada, Senhor!
Índice
RESUMO
Paciente vítima de “depressão”, procura psicoterapia para conseguir mais confiança de si,
melhorando questões de humor, flexibilizar cognições, apresentar comportamentos mais
funcionais, facilitando assim seu dia-a-dia. A paciente teve depressão no ano de 2009, e em
seguida no ano de 2017 , tendo a falta de concentração, dificuldades nos estudos e diminuição
no rendimento escolar. Apresentou dificuldade na realização de atividades do seu dia-a-dia,
apresentando sintomas de ansiedade, tristeza elevada, mudança de humor. O presente trabalho
constará relatos relevantes das sessões da paciente, no qual foram observados ao longo do
tratamento psicoterápico, bem como análise teórica a respeito desses conteúdos. Para que
pudéssemos descrever este caso clínico, por questões éticas mantivemos em sigilo seu nome,
usando então um nome fictício. A abordagem utilizada na execução das sessões
psicoterápicas, corresponde a Teóricos, tendo como base a Terapia Cognitivo
Comportamental.
Palavras-chave: Terapia Cognitivo Comportamental; Psicoterapia; Depressão.
OBJECTIVO
O objectivo deste trabalho foi ilustrar um processo de intervenção na abordagem cognitivo-
comportamental sobre um ciclo de redução de atividades de uma paciente deprimida por meio
do relato de caso de um atendimento individual.
1. INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por objetivo relatar o estágio curricular realizado na área de Psicologia
Clínica, como pré-requisito para a conclusão do curso de Psicologia da Universidade Privada
de Angola-UPRA, localizada em Luanda/ Talatona.
A paciente escolhida por mim, tem 26 anos e reside em Viana. Ela não foi encaminhada,
tomou a decisão de ir ao consultório, para o tratamento psicoterápico, o motivo da procura foi
para conseguir mais autonomia, melhorando questões de humor, flexibilizar cognições,
apresentar comportamentos mais funcionais, facilitando assim seu dia-a-dia. A paciente teve
depressão no ano de 2009, e em seguida no ano de 2017, tendo a falta de concentração,
dificuldades nos estudos e diminuição no rendimento escolar. Após realizado a triagem,
iniciou-se os atendimentos. As sessões de psicoterapia, eram supervisionadas por um
profissional da área de Psicologia, a estagiária semanalmente trazia questões sobre a sessão
correspondente a semana. Para análise do presente caso e elaboração deste relatório, o caso
foi avaliado e acompanhado indiretamente, pela equipe inteira de estagiários, num total de
oito integrantes.
A abordagem utilizada na execução das sessões psicoterápicas, corresponde a
Teóricos, tendo como base a Terapia Cognitivo-Comportamental. Segundo autores Beck,
Kovacs, & Holon, (1977); Gloaguen, Cottraux, Cucherat, & Blackburn, (1998); Paykel et al.,
(1999); Rupke, Blecke, & Renfrow, (2006).
O presente relatório constará relatos relevantes das sessões da paciente, no qual foram
observados ao longo do tratamento psicoterápico, bem como análise teórica a respeito desses
conteúdos. Para que pudéssemos descrever este caso clínico, por questões éticas mantivemos
em sigilo seu nome, usando então um nome fictício.
2. METODOLOGIA
O presente estudo realizou-se no Município de Luanda, no Centro Politécnico Universitário
(CEPOU), localizado na Maianga, por meio da assistência psicológica aos funcionários da
instituição durante um mês, sendo atendida e acompanhada uma Mulher de 26 anos de idade.
A mesma foi feita relaxamentos, entrevistas, Psicoeducação, Quadro de atividades, Lista de
prazer e satisfação, Inventário de custos e benefícios, Registros de pensamentos e crenças
automáticas disfuncionais, Avaliação de pensamentos e crenças automáticas disfuncionais e
Terapia Cognitivo-Comportamental para este caso, com o auxílio e orientação da supervisora
de Estágio.
2.1 Identificação do Paciente
Nome: Jéssica Patrícia Monteiro Pedro
Data de Nascimento: 15/07/1995
Idade: 26 anos
2.2 Instalações
O Centro Policlínico Universitário disponibiliza, uma sala para atendimento de Psicologia aos
adultos. A sala possui uma cama para realização de relaxamentos e todos os materiais de
A clínica possui um corredor de espera para os pacientes com uma Tv sendo espaço
devidamente climatizado com vários assentos.
2.3 Procedimentos
Os procedimentos do Centro Policlínico Universitário aponta para o acolhimento
dos funcionários, a qual tem liberdade de solicitar o atendimento de Psicologia, quando
não possui demanda atendida pelo serviço público de saúde.
O serviço de Psicologia é gratuito e realizado pelos acadêmicos do 5º ano de
Psicologia sendo orientados e supervisionados semanalmente pela Dra. Eugénia.
2.4 Local
As sessões de psicoterapia foram realizadas no Centro Policlínico Universitário, situado
na Maianga.
3. DISCUSSÃO DIAGNÓSTICA
3.1. Histórico do paciente
Jéssica (nome fictício), paciente do sexo feminino, 26 anos, solteira e com um filho. Morava
com o tio e o filho, porém nas duas últimas semanas se encontrava na casa da mãe, em Viana,
por ter concluído o curso de graduação em enfermagem. A paciente estava consciente e
orientada, com a fala clara e coerente, porém com emissão um pouco lenta das palavras
devido ao uso de clonazepam.
Procurou atendimento devido à queixa de se sentir muito triste nos últimos meses,
apresentando dificuldades para dormir, choro frequente, incapacidade para tomar decisões e
falta de vontade de fazer suas atividades. Relatou medo do futuro por ter o pai do seu filho
lhe fazendo ameaças cotidianas, de modo a querer entrar na justiça para conseguir a guarda da
criança, bem como de decepcionar sua mãe. Jéssica se classificava como fracassada e inútil
por acreditar nas falsas promessas do pai do seu filho e por ter se isolado de suas ocupações
anteriores por causa dele. Tinha ideias de se matar diariamente.
Por saber que quando estava com o pai do seu filho, ele o traia com outra mulher. Quando ela
estava gestante de 7 meses, o pai do seu filho fez apresentação e pedido na outra mulher,
comprou uma casa para viver com está mulher, quando ela soube de tudo isso seu humor
deprimido e sua ansiedade se intensificaram, levando-a a não aceitar a criança por um período
de 4 meses. Quando chegou para a terapia, estava tomando sertralina e clonazepam havia três
dias, receitados pelo clínico geral do hospital Psiquiátrico de Luanda. Foi solicitada pela
terapeuta uma avaliação psiquiátrica. A paciente já realizara acompanhamento psiquiátrico e
psicológico aos 14 anos, quando tomara antidepressivo e fizera terapia psicanalítica. A queixa
na época referia-se a falta de concentração, dificuldades nos estudos e diminuição no
rendimento escolar, levando-a ao quadro depressivo.
Jéssica residia com o tio e o seu filho, desde quando começou a cursar enfermagem e fora
morar no prenda. Visitava sua mãe quinzenalmente. Seu irmão caçula. Eles se encontravam
em alguns fins de semana, mas conversavam diariamente pela internet. Durante a infância,
Jéssica convivera com pai superprotetor e "sentimental". Sua madrasta, lhe maltratava e ela
era responsável pelos cuidados domésticos, se ela não fazia corretamente os trabalhos
domésticos lhe batia com mangueira de botija na ausência do seu pai. Sua mãe tem histórico
de depressão, tendo apresentado um episódio grave quando a paciente tinha 13 anos. Seu pai,
apesar da postura reservada e passiva, mostrava-se emotivo em diversas situações da mãe da
paciente. Jéssica fez referência a dois relacionamentos amorosos sérios ao longo da vida: na
adolescência, quando esteve por alguns meses com uma colega de sala, e dos 24 aos 25 anos,
quando manteve um namoro extremamente abusivo. Ao final das duas relações, vivenciou um
período de muita tristeza.
No âmbito social, relatou ter alguns amigos de infância no Rangel, onde morara até os 15
anos de idade, e outros amigos da graduação, apresentando um círculo pequeno. Jéssica tinha
como hobby ler livros e jogar jogos interativos de computador, mantendo amizades virtuais. A
jovem estava matriculada no 5º ano do curso de enfermagem na universidade metodista de
Angola e relembrava sua felicidade por ter alcançado esse objetivo anos atrás, juntamente
com a tristeza e o medo pela possibilidade de não se graduar. Disse gostar das disciplinas de
maneira geral, apresentando bom desempenho em diversas áreas, mas duvidando de sua
capacidade em matérias específicas. A jovem idealizava montar seu próprio negócio após se
formar, a fim de ajudar a mãe financeiramente, mas não acreditava ter capacidade para
alcançar essa meta.
3.2 Hipótese diagnóstica
Através das sessões de psicoterapia individual, a paciente a partir das interpretações
sobre suas experiências, formou crenças com ideias de rejeição e de não ser digna de amor.
Assim, estabeleceu regras e pressupostos rígidos envolvendo alto nível de perfeccionismo.
Não conseguindo alcançar todas as suas expectativas, esquivava-se, o que o fazia frustrar-se
ainda mais, classificando suas falhas como fracassos absolutos. Dessa forma, começou a ficar
deprimida, abandonando suas atividades acadêmicas e sociais, retroalimentando o círculo
vicioso de redução de atividades. Tendo em vista a hipótese diagnóstica estes sintomas podem
ser trabalhados em psicoterapia individual.
3.3 Fundamentação teórica
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5, na sigla em inglês),
criado pela Associação Americana de Psiquiatria para definir como é feito o diagnóstico de
transtornos mentais, classifica depressão como “presença de humor triste, vazio ou irritável,
acompanhado de alterações somáticas e cognitivas que afetam significativamente a
capacidade de funcionamento do indivíduo”.
Contudo, o conceito e, principalmente, a forma como a doença é encarada pela
sociedade, já passou por grandes modificações. Apenas em meados do século 19 os distúrbios
mentais foram reconhecidos como doença e o primeiro DSM só surgiu em 1952.
Anteriormente, casos de depressão e loucura estavam associados a mitos e superstições. O
livro A história da Melancolia (Editora Artmed, 2016) relata esse percurso.
O autor Táki Athanássios Cordás, que é médico e professor do Departamento de
Psiquiatria da Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP, busca mostrar a forma como as
doenças mentais foram vistas pela sociedade, desde os tempos bíblicos até a criação da DSM-
5.
A depressão é classificada como um transtorno do humor, de origem multifatorial, que se
manifesta por meio de uma ampla sintomatologia, que inclui não apenas as alterações do
humor, mas também se manifesta por meio de sintomas cognitivos (preocupações, dificuldade
para tomar decisão, ideação suicida, padrões de pensamento relativos a culpa) e
neurovegetativos (alteração no apetite, no sono, na libido) (Lotufo Neto, Yacubian, Scalco, &
Gonçalves, 2004; Knapp, 2004; Inácio, 2008; Rodrigues & Horta, 2012).
No que tange aos critérios diagnósticos do transtorno depressivo maior, o Manual
diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, DSM-5 (American Psychiatric Association
[APA], 2014) sugere que ao menos cinco, de nove sintomas depressivos, estejam presentes
nas últimas duas semanas: (1) humor deprimido com a sensação de tristeza, vazio e
desesperança; (2) perda do interesse ou prazer; (3) perda do apetite ou aumento de peso; (4)
insônia ou hipersonia; (5) agitação ou diminuição da capacidade psicomotora; (6) fadiga; (7)
sensação de inutilidade ou culpa; (8) redução da capacidade de concentração ou de
pensamento; (9) medo de morrer ou ideação suicida, planejamento ou tentativa de suicídio.
Dessa forma, identificar tais sintomas e sua frequência, duração e intensidade, bem
como prejuízos funcionais, torna-se imperativo para avaliar os fatores de vulnerabilidade
associados ao quadro. Ademais, deve-se considerar aspectos cognitivos, como o estilo
atribucional dos eventos da vida, as habilidades interpessoais e os esquemas disfuncionais do
paciente (Vazquez, Hernangomez, Hervás, Nieo Moreno, 2014). Além disso, é igualmente
importante identificar possíveis fatores de proteção ao suicídio, assim como a percepção de
um sentido para a vida (Frankl, 2001).
O modelo cognitivo-comportamental da depressão
Os principais conceitos do modelo cognitivo-comportamental sobre a depressão
surgiram na década de 1960, quando Albert Ellis e Aaron Beck evidenciaram que o referido
transtorno é decorrente de pensamentos disfuncionais, denominados erros cognitivos. Tais
distorções se relacionam com as crenças desadaptativas e ocasionam comportamentos e
emoções disfuncionais (Neufeld, 2014; Rodrigues & Horta, 2012).
Segundo Beck (1976), a depressão surge a partir de uma vulnerabilidade cognitiva
decorrente das experiências iniciais da vida, que resultaria da formação de esquemas
disfuncionais considerados negativistas, os quais, quando ativados, influenciarão a
interpretação que o indivíduo fará acerca dos eventos.
Entretanto, a compreensão da origem dos sintomas depressivos dessa teoria não é
linear causal (cognição negativa → depressão). Não obstante, pressupõe-se que os
acontecimentos da vida, conjuntamente com os pensamentos, comportamentos e estados de
humor, estão interconectados e influenciam-se reciprocamente. Ademais, os eventos da vida
contribuem para a formação de padrões de processamento de informações (esquemas) que
podem predispor os indivíduos a vulnerabilidade e manutenção da depressão (Beck, Rush,
Shaw, & Emery, 1997).
O modelo proposto por Beck (1967) pressupõe a existência de uma tríade cognitiva
(visão negativa de si mesmo, do mundo e do futuro) para explicar o fundamento psicológico
da depressão. Segundo Beck (1967), as interpretações disfuncionais, denominadas erros
cognitivos, apresentam relação com o sofrimento e desesperança evidenciados no quadro
depressivo, além de estar relacionadas a uma série de sintomas proeminentes na depressão.
Os esquemas disfuncionais, representados pela referida tríade, são ativados quando
surgem situações de dificuldade, que eliciam reações de humor negativas e,
consequentemente, comportamentos mantenedores dessas reações. Assim, percebe-se que a
ativação dos referidos esquemas desadaptativos influencia o processamento de informação e,
consequentemente, a percepção da realidade, de forma que o indivíduo confirma os conceitos
depressivos (Feliciano & Moretti, 2015; Rodrigues & Horta, 2012).
Os esquemas são formados nas primeiras vivências infantis e fortalecidos ao longo da
história de vida, sendo considerados fatores de mediação e predisposição à vulnerabilidade ao
desenvolvimento da depressão. Eles são formados nos primeiros anos de vida, a partir de
situações com significativa carga emocional, e fortalecidos ao longo da história de vida,
influenciando cognições, comportamentos e estados de humor (Freeman & Oster, 2007).
De forma geral, o paciente depressivo interpreta negativamente os eventos,
pressupondo resultados desfavoráveis (distorções cognitivas). Tal percepção influencia nos
padrões de comportamentos depressivos, que são reforçados por interpretações subsequentes,
que se relacionam com baixa autoestima, sentimentos pessoais de inadequação e
desesperança, tão presentes na depressão (Powell, Abreu, Oliveira, & Sudak, 2008).
Além da desesperança, outro aspecto relevante para a compreensão da depressão é a
sensação de falta de sentido na vida ou de vazio existencial, construto este que assume um
papel importante nesse transtorno. Assim, demanda-se identificar a presença/ausência de
sentido e em que medida o referido aspecto pode direcionar possíveis intervenções a serem
realizadas diante do quadro de depressão.
Dados recentes divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que a
depressão afeta, hoje, 322 milhões de pessoas, sendo a principal causa de incapacidade no
mundo, e sinalizam um aumento de mais de 18% da incidência desse transtorno entre os anos
de 2005 e 2015. No Brasil, a depressão atinge 11,5 milhões de brasileiros (World Health
Organization, 2017). Uma condição clássica no grupo dos transtornos depressivos é o
transtorno depressivo maior, caracterizado, além de outros aspectos, pela presença de humor
deprimido ou perda de interesse ou prazer (American Psychiatric Association, 2014).
Segundo Powell, Abreu, Oliveira e Sudak (2008), em grande parte dos pacientes a
depressão é crônica e recorrente, levando a diversos sintomas residuais que aumentam o risco
de recaídas e de suicídio, provocam o empobrecimento das habilidades psicossociais e
aumentam a mortalidade advinda de outras doenças clínicas. Nesse sentido, a OMS (WHO,
2017) reforça a necessidade de um aumento dos investimentos em saúde mental em diversas
nações, apontando que, mesmo em países mais ricos, aproximadamente 50% das pessoas com
depressão não recebem tratamento.
Existem diversos tipos de tratamentos indicados para a depressão na atualidade, sendo
que muitas pesquisas demonstram a eficácia da terapia cognitivo-comportamental (TCC) para
esse tipo de transtorno (Beck, Kovacs, & Holon, 1977; Gloaguen, Cottraux, Cucherat, &
Blackburn, 1998; Paykel et al., 1999; Rupke, Blecke, & Renfrow, 2006). Butler, Chapman,
Formam e Beck (2006) revisaram mais de 300 ensaios clínicos, comprovando a alta eficácia
da TCC para diversos transtornos psiquiátricos, sendo a abordagem com maior embasamento
empírico da atualidade. Essa terapia, desenvolvida por Aaron Beck no início da década de
1960, tem como principais pilares a reestruturação cognitiva e a resolução de problemas,
tendo como característica a modificação do humor e de pensamentos e comportamentos
disfuncionais, utilizando para isso diversas técnicas cognitivas e comportamentais (Beck,
2013). Segundo Greenberger e Padesky (2017), a TCC baseia-se no entendimento de que
nossa interpretação sobre determinada situação influencia de forma direta nossas reações
emocionais, físicas e comportamentais relacionadas a essa experiência. Portanto, em sua
forma geral, essa teoria especifica que a melhora sintomática no transtorno psicológico resulta
da modificação do pensamento disfuncional, e que a melhora durável (redução de relapso)
resulta da modificação de crenças ‘maladaptativas’" (Beck & Alford, 2000, p. 36).
Outro aspecto relevante ao pensar no tratamento da depressão diz respeito à
identificação dos ciclos de manutenção de determinado problema, ou seja, quais os processos
psicológicos do paciente que, ao se retroalimentarem, impedem que ele melhore, podendo até
agravar a situação (Westbrook, Kennerley, & Kirk, 2011). A partir disso, Moorey (2010)
afirma que os protocolos de tratamento que obtêm maior êxito são os que incorporaram um
modelo de como os transtornos são mantidos com esses círculos viciosos, oferecendo
instruções de como rompê-los. Nesse mesmo trabalho, o autor desenvolve um diagrama para a
compreensão do transtorno depressivo e de seus processos de manutenção, o qual nomeia
como "flor viciosa da depressão", situando o modo deprimido no miolo e os ciclos de
manutenção nas pétalas da flor. Ao todo, Moorey (2010) aponta seis processos mantenedores
do problema: (1) Pensamentos automáticos negativos; (2) Ruminações e autoataque; (3)
Humor/emoção; (4) Esquiva e evitação; (5) Comportamentos disfuncionais; e (6) Motivação e
sintomas físicos.
A fim de romper com esses processos e auxiliar o indivíduo a alcançar padrões mais
funcionais, uma das intervenções possíveis no ciclo de redução de atividades refere-se ao
aumento do número de atividades que a pessoa realiza diariamente, bem como ao
investimento na melhora dos tipos e qualidades dessas atividades, enfocando aquelas que
fornecem uma sensação de prazer e realização e que vão ao encontro de seus valores
(Greenberger & Padesky, 2017). Leahy (2015) afirma também que, muitas vezes, o
comportamento cria a motivação, ou seja, é necessário que o indivíduo primeiro escolha fazer
o que precisa ser feito para que depois encontre a motivação a partir das recompensas
advindas de sua ativação comportamental. Isso pode acontecer por meio do registro e do
planejamento de atividades prazerosas ou que ajudem o indivíduo a atingir algum objetivo,
obtendo, assim, satisfação (Beck, 2013; Greenberger & Padesky, 2017; Leahy, 2015; Powell
et al., 2008).
Segundo Powell e colaboradores (2008), outra intervenção importante é a
reestruturação cognitiva, pois pacientes deprimidos acabam assumindo posturas pessimistas,
diminuindo sua mobilidade. Para alcançar a mudança cognitiva, esses autores apontam que
técnicas como a psicoeducação sobre a TCC e sobre o transtorno, e a identificação de
distorções cognitivas, de pensamentos e crenças disfuncionais relacionadas à depressão, bem
como de comportamentos mantenedores das crenças também são fundamentais no decurso do
tratamento (Powell et al., 2008). Após o reconhecimento desses processos, Leahy (2015) e
Westbrook e colaboradores (2011) indicam o questionamento de pensamentos automáticos
disfuncionais, em que, por meio do questionamento socrático, são feitas perguntas ao paciente
para analisar o quanto seus pensamentos são úteis e verdadeiros e quais são as possíveis
consequências de mantê-los ou modificá-los (Wright, Basco, & Thase, 2008).
A partir disso, conclui-se que as intervenções nos ciclos de manutenção, tanto
cognitivas quanto comportamentais, se fazem essenciais para a mudança em padrões
disfuncionais do indivíduo a fim de reduzir seu sofrimento e melhorar sua qualidade de vida.
Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo ilustrar, com o relato de caso de
atendimento individual, um processo de intervenção da abordagem cognitivo-comportamental
sobre um ciclo de redução de atividades.
Visão Transversal de Cognições e Comportamentos
Uma situação difícil para Jéssica era quando ouvia o filho a dizer que quer viver com o pai
porque o pai tem dinheiro e ela não e fazia comparações da casa da mãe com a do pai.
Pensava: "Estou estragando tudo e não vejo saída", o que desencadeava tristeza e culpa. O
comportamento da jovem era ligar para o pai da criança e discutir com ele por telefone
procurando uma justificativa das coisas que a criança falava pra ela, passando o dia todo com
o telefone desligado e chorando.
Outra situação difícil era quando ouvia seus pais conversando e chorando por causa de sua
situação. Pensava: "Sou uma decepção para os meus pais, uma fracassada na vida", sentia-se
triste e isolava-se no quarto, recusando outras atividades.
Em uma terceira situação, encontrava-se sentada refletindo sobre suas experiências e pensava:
"O passado é que era bom, o presente nunca é bom para mim", sentindo-se triste e chorando.
Visão Longitudinal de Cognições e Comportamentos
A jovem tinha crenças centrais como: "Não sou boa o suficiente/sou incompetente", "Sou
incapaz de ser amada/ aceite", "Eu afasto as pessoas", "Sou uma fracassada" e "Sou uma
inútil". Como resultado, desenvolveu as seguintes crenças intermediárias: "Se eu falhar, não
mereço ser amada", "Se eu não errar, então serei aceite pelas pessoas/sociedade", "Se eu me
isolar das situações difíceis, então evito falhar" e "Se eu não me esforçar o tempo todo, serei
uma inútil", bem como as regras: "Não devo ficar triste ou deprimido", "Devo ser o melhor
em tudo", "Devo sempre me culpar pelos meus erros". Quando questionada sobre o
significado dessas crenças, a paciente sempre respondia que se preocupava com a
possibilidade de não ser amada pelas pessoas e não ser aceite pela sociedade, indicando o
funcionamento predominante do esquema de desamor.
Ela utilizava as estratégias compensatórias de redução de atividades, de esquiva e de
perfeccionismo, o que sustentava o problema. De início, mantinha principalmente o ciclo de
redução de atividades, pois, ao recusar situações que lhe proporcionassem prazer e/ou
satisfação, deixava de receber as recompensas positivas desses comportamentos, mantendo-se
mais deprimido e cristalizando suas crenças.
3.4 RESULTADOS
De início, o objetivo do tratamento foi elevar o humor da paciente, instilando esperança e
reduzindo sua ansiedade, aumentando em sua rotina o número de atividades que lhe traziam
prazer e satisfação, a fim de preservar sua vida, reduzir o sofrimento e aumentar o bem-estar e
o senso de autoeficácia para que alcançasse sua meta principal de terminar a graduação. Para
tanto, foram utilizadas diversas técnicas, entre elas, o quadro de atividades. A partir dessa
intervenção, a jovem retomou algumas atividades básicas que faziam parte de seu cotidiano
antes do episódio depressivo, como correr, frequentar a igreja e realizar tarefas domésticas,
voltando a obter as recompensas provenientes de sua ativação comportamental, o que lhe
permitiu reconhecer seus esforços, identificar suas avaliações cognitivas equivocadas e
entender o quanto essas distorções de pensamento provocavam emoções e comportamentos
disfuncionais. Além disso, foram também utilizados a avaliação de custos e benefícios e o
registro e a avaliação de pensamentos automáticos disfuncionais.
Em especial, a psicoeducação sobre o ciclo de redução de atividades colaborou para a
mudança comportamental da paciente. Foram inseridas atividades em seu quadro de rotina, e
a jovem experimentou novas recompensas a partir de ações como correr e frequentar a igreja,
o que ultrapassou o plano de ação proposto e lhe permitiu sentir-se "muito bem e mais
disposta". Após a quebra do ciclo de redução de atividades, ela apresentou melhorias na
qualidade do sono e no estado de humor de forma geral. A paciente descreveu o início dessas
mudanças na quarta sessão, sinalizando uma situação em que não sentiu medo e sim "um
pouco de felicidade e vontade de fazer as coisas de novo". Essa melhoria ao longo do
tratamento fica evidenciada pela redução dos escores dos inventários de Beck.
Na fase intermediária da psicoterapia, foram trabalhadas a investigação e a avaliação de
pensamentos e crenças intermediárias e centrais, regras e pressupostos, além da modificação
efetiva dos ciclos de manutenção, o que causou flexibilização cognitiva e melhor
funcionalidade. Nesse sentido, Jéssica aprendeu a identificar suas distorções e questionar
pensamentos disfuncionais, adquirindo maior flexibilidade cognitiva. Isso corroborou para
que persistisse em suas atividades, substituindo pensamentos do tipo "Eu não estou fazendo
nada para melhorar" porque "Estou fazendo de 75 a 80% do planejamento" e "Nem tudo pode
ser perfeito, e mesmo não fazendo tudo (100%), algo está sendo feito".
Mais um resultado importante que, além de envolver outras ações, também está relacionado
com intervenções no ciclo de redução de atividades, a decisão de terminar a graduação. Tal
factor acabou sendo um dos responsáveis pela elevação do humor e pelo aumento do senso de
autoeficácia, pois Jéssica pôde0 reestruturar pensamentos que antes o impediam de terminar
os estudos. Na sessão que antecedeu seu retorno (9ª), a jovem concluiu: "Sou insistente com
as coisas e, por mais que esteja difícil, vou fazer o meu melhor" e "Sou forte por estar
tentando". Essa retomada lhe possibilitou testar hipóteses, obtendo evidências contrárias às
suas crenças disfuncionais. Outros ganhos foram: conseguir suspender o uso do clonazepam,
retomar amizades, começar a se relacionar com mulheres de forma mais assertiva e obter um
bom desempenho nas provas das disciplinas temidas. Observamos que a paciente alcançou
flexibilizações essenciais após ter sido submetida a uma variedade de técnicas, e as principais
reestruturações cognitivas.
Por seu turno, na fase final, o foco da psicoterapia recaiu sobre os ganhos terapêuticos obtidos
ao longo do processo, bem como sobre a prevenção de recaídas, preparando a paciente para a
alta. Utilizamos o quadro de crenças, a resolução de problemas para lidar com gatilhos, a
revisão de técnicas aprendidas, o questionamento de pensamentos sobre a alta, o espaçamento
de sessões e os cartões de enfrentamento.
3.5 DISCUSSÃO
Jéssica demonstrou melhoria no humor, flexibilização cognitiva e mudanças comportamentais
importantes a partir das intervenções no ciclo de manutenção de redução de atividades, que
era um dos principais objetivos do tratamento. Ainda, como desafio, havia a necessidade de
terminar o curso de graduação em 30 dias, para não perder a licenciatura. Sendo assim, a
psicoeducação foi fundamental nesse processo, já que envolveu uma maneira de possibilitar
ao paciente conhecimentos sobre seu funcionamento em termos cognitivos e
comportamentais, incluindo os processos mantenedores e suas consequências em sua vida, o
que contribuiu significativamente para a melhora de seu humor, instilou esperança e fomentou
sua motivação para o tratamento (Dobson & Dobson, 2010; Powell et al., 2008).
Outro aspecto que se apresentou em concordância com a literatura foi o sucesso do uso do
quadro de atividades para monitorar a rotina da paciente, inserindo ações produtivas e
prazerosas. A partir dessa intervenção, a jovem retomou algumas atividades básicas que
faziam parte de seu cotidiano antes do episódio depressivo. O monitoramento das atividades
permite a identificação de faltas ou excessos de comportamentos que influenciam em
avaliações cognitivas equivocadas e provocam o surgimento de distorções e emoções
desagradáveis (Beck, 2013; Greenberger & Padesky, 2017; Leahy, 2015; Powell et al., 2008).
Por meio da identificação e do questionamento de seus pensamentos automáticos
disfuncionais também foi possível observar efeitos no ciclo de manutenção. A flexibilização
cognitiva resultou na construção de pensamentos alternativos mais realistas, contribuindo para
o rompimento do círculo vicioso (Beck, 2013; Leahy, 2015; Powell et al., 2008; Westbrook et
al., 2011; Wright et al., 2008). Ao romper o ciclo de redução de atividades, Jéssica foi
recebendo as recompensas ambientais, melhorando seu humor e flexibilizando suas
cognições, aumentando, assim, seu sentimento de autoeficácia, prejudicado pela tríade
negativa da depressão (Beck, 2013; Leahy, 2015; Powell et al., 2008). A jovem decidiu
terminar os estudos no período de 30 dias, o que demonstra os efeitos das intervenções e
concorda com a literatura que explica que a reestruturação cognitiva leva a mudança
comportamental (Beck, 2013; Beck & Alford, 2000; Greenberger & Padesky, 2017).
O retorno gradual às suas atividades favoreceu o avanço do tratamento para a fase
intermediária, quando foram realizadas intervenções nas crenças de desamor. As crenças mal-
adaptativas, quando investigadas, estavam ligadas ao seu receio de não ser amada e não ser
aceite pela sociedade. Por acreditar nessas verdades absolutas, como "Não sou boa o
suficiente" e "Sou incapaz de ser amada/aceite", o esquema continuava operando com ajuda
das estratégias de esquiva e de perfeccionismo embasadas nas crenças intermediárias "Se eu
não errar, então serei aceite pelas pessoas/sociedade" e "Se eu me isolar das situações difíceis,
então evito falhar", o que o fazia manter comportamentos que apoiassem as crenças nucleares,
desvalorizando dados contrários (Beck, 2013).
Apesar de ter apresentado dificuldades no início das aulas, voltando a ter pensamentos de
desistência, foi muito importante a compreensão de que, ao adotar novamente
comportamentos disfuncionais com a finalidade de ocultar suas crenças, como faltar às aulas,
evitar falar com professores e colegas e dormir em vez de estudar, a paciente sentia-se bem
apenas momentaneamente (Greenberger & Padesky, 2017), porém, o que de facto acontecia é
que essa forma de se comportar apenas retroalimentava seu sintoma inicial, mantendo-o ou
podendo até agravá-lo (Westbrook et al., 2011). Tal como afirma Moorey (2010), é
importante que a paciente deprimida possa ser conduzida a perceber seus ciclos de
manutenção e receba instruções de como eles podem ser rompidos, a fim de que o caso
obtenha êxito. Como exemplo disso, Jéssica sinalizou a importância de manter-se atento às
suas tendências de reduzir atividades, de esquivar-se e de ter níveis de exigência irrealistas,
conseguindo, assim, atingir suas metas da terapia.
Por fim, o presente estudo aponta que as intervenções no ciclo de manutenção de redução de
atividades foram fundamentais para o tratamento da paciente. A modificação desse ciclo
possibilitou a retomada de reforçadores importantes para a modificação de outro aspecto
interessante a ser discutido refere-se à importância de se considerar o histórico de sua doença.
Avaliando os precipitantes do transtorno da Jéssica, foi possível observar a semelhança entre
as situações ativadoras de ambos os episódios depressivos: queda no rendimento escolar e a
traição do ex-noivo ( pai do seu filho ).
Ao perceber tal similaridade, essas situações foram utilizadas na psicoeducação sobre seu
funcionamento, ou seja, respeitando os princípios da TCC, foi dada ênfase à colaboração
ativa, com o objetivo de ensinar a paciente a ser seu próprio terapeuta e evitar recaídas (Beck,
2013), identificando seus gatilhos e estratégias de enfrentamento (Wright et al., 2008).
Seu humor, a flexibilização cognitiva e as alterações comportamentais que contribuirão para a
prevenção de recaídas, pois ela passará a ter recursos para identificar e romper esse ciclo caso
volte a se manifestar.
Como limitações no estudo, apontam-se a impossibilidade de generalização dos resultados
pela metodologia empregada e a experiência reduzida da psicóloga. Sugere-se que novos
trabalhos sejam realizados a fim de ampliar a literatura nacional sobre ciclos de manutenção.
3.6 Prognóstico
A psicoterapia ocorreu de forma satisfatória, obtendo-se um bom prognóstico. Confirma-se
que a paciente apresentou melhorias imediatas em seu humor, suas cognições e seus
comportamentos.
4. CONCLUSÃO
Ao conseguir interromper o ciclo de redução de atividades, a paciente apresentou melhorias
imediatas em seu humor, suas cognições e seus comportamentos. Quando a jovem volta a
obter recompensas advindas da sua ativação comportamental, isso lhe possibilita testar suas
conclusões equivocadas, passando a ter evidências contrárias aos seus pensamentos e crenças
anteriores, podendo adquirir um novo repertório de habilidades. A partir das intervenções
iniciais nesse ciclo, foi possível a continuidade do tratamento, bem como o preparo para a fase
final visando a prevenção de recaídas.
REFERÊNCIAS
American Psychiatric Association. (2014). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos
mentais: DSM-5. (5. ed.). Porto Alegre: Artmed.
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pharmacotherapy in the treatment of depressed outpatients. Cognitive Therapy and
Research, 1(1),17–37.
Beck A. T. & Alford B., A. (2000). O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegre:
Artmed.
Beck, A. T. (2005). The current state of cognitive therapy: A 40-year retrospective. Arch Gen
Psychiatry. 62(9),953-9.
Beck, A., T. & Alford, B., A. (2011). Depressão: Causas e tratamento. (2. ed). Porto Alegre:
Artmed.
Beck, J. S. (2013). Terapia cognitivo-comportamental: Teoria e prática. Porto Alegre:
Artmed.
Butler, A. C., Chapman, A. J., Formam, E. M., & Beck, A. T. (2006). The empirical status of
cognitive-behavioral therapy: A review of meta-analyses. Clinical Psychology Review,
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Dobson, D., & Dobson, S., K. (2010). A terapia cognitivo-comportamental baseada em
evidências. Porto Alegre: Artmed.