CENTRO UNIVERSITÁRIO JUIZ DE FORA (UNIVERSO)
CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
LUCAS DE MEDEIROS
VT – PCP II
Juiz de Fora
2021
LUCAS DE MEDEIROS
VT – PCP II
Trabalho apresentado ao professor do Curso de Engenharia de Produção Centro
Universitário Juiz de Fora (UNIVERSO), como requisito para obtenção de nota do VT,
para a disciplina Planejamento e Controle de Produção II.
Supervisão Acadêmica:
Prof. Rodolfo Oliveira
Centro Universitário Juiz de Fora - UNIVERSO
Juiz de Fora
2021
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
2 DESENVOLVIMENTO
3 CONCLUSÃO
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho acadêmico baseia-se no artigo científico “Barreiras e desafios
para melhoria da integração interfuncional entre Desenvolvimento de Produto e
Planejamento e Controle da Produção em ambiente Engineering-to-Order”, que trata das
barreiras e desafios enfrentados nas indústrias, a fim de melhorar a integração
interfuncional entre o desenvolvimento de produto (DP) e o PCP, em um ambiente de
Engenharia cuja rotina produtiva baseia-se em regime de pedidos ou encomendas.
A partir da leitura do artigo supramencionado, vê-se que a utilização integrada das
ferramentas de gestão, são imprescindíveis para a geração de valor para uma organização,
e também, trazem a tão procurada confiabilidade ao processo produtivo. A partir do uso
adequado, será questão de tempo para se observar melhorias no processo produtivo.
Porém, para que tais melhorias ocorram, segundo o presente artigo, é preciso bastante
estudo e análise do modo como a empresa está, para assim tornar possível levá-la até onde
se planeja e deseja.
Este trabalho apresenta questões bastante pertinentes ao PCP, trazendo para
discussão assuntos e termos que necessitam uma maior profundidade de estudos, como
por exemplo, a ausência de informações técnicas e estudos de caso em empresas de Bens
de Capital, então citadas como determinante na profusão de novas tecnologias e na
dinamização do crescimento econômico, por conta das ligações existentes entre as várias
e variadas camadas e tipos de negócios.
Abaixo (Fig.1), é possível identificar de maneira lúdica e estruturada as funções
do PCP.
Fig.1: modelo lúdico, identificando as funções do PCP.
2. DESENVOLVIMENTO
A geração de valor para uma empresa varia de acordo com suas prioridades
competitivas (flexibilidade, qualidade, serviço, custos, etc). Através dos sistemas de
Planejamento e Controle da Produção, é fornecido os modelos para uma gestão eficiente,
trazendo para as organizações o MRP e MRP II, o Sequenciamento de Ordens, Controle
de Produção com foco na Qualidade Total, PDCA e Programação e Sequenciamento da
Produção.
Groover (2011) define um Sistema de Produção como um conjunto de pessoas,
equipamentos e procedimentos organizados para realizar as operações de manufatura de
uma companhia. Esse autor sugere a divisão de um Sistema de Produção em duas
categorias ou níveis, a saber: 1. Instalações – refere-se às instalações físicas do Sistema
de Produção, compostas pela fábrica, equipamentos e a forma como estes equipamentos
estão organizados; 2. Sistema de suporte à manufatura – refere-se ao conjunto de
procedimentos usados pela companhia para administrar a produção e resolver problemas
técnicos e logísticos a fim de assegurar padrões de qualidade requerido. Já Fernandes &
Godinho (2010, p. 1) definem-no como [...] um conjunto de elementos (humanos, físicos
e procedimentos gerenciais) inter-relacionados que são projetados para gerar produtos
finais cujo valor supere o total de custos incorridos para obtê-los.
Através de estudos literários, segundo Kaplan & Cooper; Silva (1998; 2001),
aproximadamente 80% do total dos custos de um produto, durante o seu ciclo de vida,
são determinados nos estágios iniciais do seu projeto, ou seja, em sua implementação,
derivando daí um dos aspectos que justificam a importância do planejamento no contexto
organizacional. Assim, está clara a importância da perfeita integração das ferramentas de
gestão e de qualidade, além do correto uso e implementação das ferramentas de controle
de produção e programação na manufatura.
De acordo com pesquisas realizadas a partir do trabalho de diferentes autores e
estudiosos, é factível que certos componentes são inerentes ao PCP, independente do
ramo de negócio onde é utilizado. Abaixo, é possível identificar e associar as atividades:
CONTROLE DE PRODUÇÃO (CP): PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO
✓ Programação mestre (CP):
✓ Analisa a capacidade da empresa no ✓ Previsão de demanda
momento ✓ Planejamento agregado
✓ Coordenação de ordens de compra e ✓ Planejamento da capacidade
produção ✓ Planejamento desagregado
✓ Controle de estoques
✓ Controle de chão de fábrica
✓ o Liberação de ordens
✓ o Programação de operações
✓ o Apontamento de produção
Segundo Bonney (2000), as companhias precisam planejar e coordenar todos os
estágios funcionais à relacionados à disponibilização de um produto desde as etapas
iniciais do projeto, passando pela produção, distribuição e serviços pós-venda, atentando
ainda para a necessidade da escolha de sistemas que auxiliem esses estágios, devendo
haver planejamento, coordenação e controle. Assim, é fato que o sucesso da integração
interfuncional, é fruto do planejamento assertivo, onde o foco se encontra no
acompanhamento e controle das operações que ocorrem intersetorialmente.
Para tanto, com relação ao alinhamento definido, é válido destacar as Estratégias
de Resposta à Demanda (ERD), que definir e delimita como a manufatura responderá a
um eventual crescimento da demanda. O ERD só deve ser aplicado a produtos e situações
específicas, e para haver êxito, deve ser combinado com as características dos produtos e
tendências competitivas, ora provenientes do mercado consumidor.
Ao adotar o sistema ERD os produtos ou serviços são extremamente
customizados, pois a proximidade e o nível de interação entre a empresa e o cliente final
é altíssima. De acordo com Fernandes & Godinho (2010), as ERD podem ser
classificadas de 6 maneiras em um Sistema de Produção:
- Produção para estoque com base em previsão de demanda (Make to Stock – MTS);
- Produção para estoque com base em uma rápida reposição de estoque (Quick response
to stock – QRTS);
- Montagem sob Encomenda (Assemble to Order – ATO);
- Produção sob Encomenda (Make to Order – MTO);
- Recursos insumos sob encomenda (Resources to Order – RTO);
- Engenharia/Projeto sob Encomenda (Engineering to Order – ETO).
O tempo que o cliente vai esperar, entre colocar um pedido e recebê-lo, é função
dos lead times, e estes são determinados de acordo com a previamente ERD selecionada.
Abaixo, constam 2 exemplos e seu tempo de entrega para o cliente final, além de ser
possível observar um modelo de fluxo organizacional (Fig.2):
- ERD ETO: o tempo de resposta é a soma dos lead times de projeto, de suprimento de
materiais, de fabricação de componentes, montagem e distribuição;
- ERD MTS: o tempo de resposta é composto apenas do lead time de distribuição.
Fig.2: demonstração do fluxo de informações, ao receber pedido de algum cliente.
Na organização, ao receber um pedido do cliente, são verificadas as necessidades
do mesmo, e para tal, determinado representante de um setor interno da empresa entra em
contato e verifica as métricas a serem adotadas. Após esta etapa, é gerado um orçamento
oficial, onde é possível gerar um Sequenciamento de Ordens, além de possibilitar a
interação com a área de Suprimentos, que realiza consultas a fornecedores da Engenharia
Industrial ou de Processos sobre tempos e métodos a serem empregados para fabricação
dos equipamentos ou produtos, e o intuito é realizar a Programação e Sequenciamento da
Produção. O PCP, neste ponto, é consultado pela área comercial sobre estimativas de
prazos de entrega. Em seguida, o pedido é enviado para a área Comercial, e esta notifica
os setores de produção, para que sejam realizados os preparativos e levantamento das
necessidades e alinhamentos internos. É apontado que, a partir de então, a principal
conquista é cumprir os prazos, validando o cronograma e garantindo a entrega no tempo
prometido. Outro ponto primordial é garantir a qualidade do produto ou serviço ao final
da linha, pois, de nada adianta cumprir os requisitos anteriores se o principal não for
entregue.
Por se tratar de produtos ou serviços altamente customizados (projeto e fabricação
feitos sob encomenda), é vital o registro de todas as informações e alterações ocorridas
ao longo do processo. Tal ação é essencial, visto que, caso haja quaisquer tipos de falhas
a posteriori, ou mesmo para futura prestação de serviços de manutenção e fornecimento
de peças de reposição, estas informações possam ser resgatadas. Logo, é primordial
manter as informações devidamente organizadas e arquivadas, e a não realização disto
pode incorrer em problemas futuros para a organização.
Abaixo (Fig.3), constam as principais dificuldades observadas com a adoção do
tipo de processo apresentado neste artigo científico (ambiente ETO).
3. CONCLUSÃO
O Planejamento e Controle de Produção (PCP) tem como principal propósito
alinhar a capacidade produtiva à demanda dos clientes, para assim reduzir sobrecargas e
ociosidades, e através disso, reduzir o máximo possível os custos da operação, sem
prejudicar a qualidade ao final das etapas produtiva (leia qualidade como aquilo que
agrega valor ao cliente final). O PCP é de fato o “coração” da indústria, tudo o que se
produz ou se compra é através da liberação de ordens advinda do PCP. Com a implantação
correta do PCP, a organização ganha maior flexibilidade nas respostas ao mercado, ganha
agilidade nas ações, organiza o fluxo de informações, torna mais eficiente a execução dos
suprimentos e do processo de produção, obtém maior controle e permite maior
monitoramento em termos de comparação do que foi previsto com aquilo que de fato está
sendo realizado, dentre outros pontos de suma importância para a sobrevivência da
empresa, e ajuda a tornar a organização empresarial mais eficaz e eficiente.
Além disso, o uso de ferramentas de gestão deve ser incentivado, bem como a
utilização de várias ferramentas de gestão de maneira concomitante. Porém, é de extrema
e de suma importância ressaltar que de nada adianta usar de maneira errônea estas
ferramentas, pois seu mal uso impossibilita o crescimento da organização, podendo
também, certamente, acarretar danos físicos aos colaboradores envolvidos, uma vez que
quem mantém contato diário com as máquinas e equipamentos no chão-de-fábrica são
exatamente estes indivíduos. Assim, antes de colocar em prática os planos voltados ao
PCP, é necessário amplo estudo e conhecimento de causa.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
[Link]
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industria/
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produo-ii