0% acharam este documento útil (0 voto)
18 visualizações12 páginas

Desenho e Análise do Pêndulo Simples

Este documento descreve um experimento realizado para verificar as leis do pêndulo simples e determinar a aceleração da gravidade local. Foram medidas as variações do período de oscilação em função do comprimento do fio, da amplitude do ângulo e da massa do corpo em oscilação. A aceleração da gravidade local foi calculada a partir da equação T2=4π2L/g, resultando em 9,87 m/s2.

Enviado por

Messias Tayllan
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
18 visualizações12 páginas

Desenho e Análise do Pêndulo Simples

Este documento descreve um experimento realizado para verificar as leis do pêndulo simples e determinar a aceleração da gravidade local. Foram medidas as variações do período de oscilação em função do comprimento do fio, da amplitude do ângulo e da massa do corpo em oscilação. A aceleração da gravidade local foi calculada a partir da equação T2=4π2L/g, resultando em 9,87 m/s2.

Enviado por

Messias Tayllan
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Universidade Federal do Ceará – UFC

Centro de Ciências
Departamento de Física
Disciplina de Física Experimental para Engenharia
Semestre 2018.1

PRÁTICA 03
PÊNDULO SIMPLES

Aluno (A): Messias Tayllan Teles Farias


Curso: Engenharia de Computação
Matrícula: 418127
Turma: 34
Professor: João Pedro
Data de realização da prática: 11 de abril de 2018
Horário de realização da prática: 14:00 às 16:00

25 de abril de 2018
1. Objetivos
- Verificar as leis do pêndulo.
- Determinar a aceleração da gravidade local.
2. Material
- Pedestal de suporte com transferidor;
- Massas aferidas m 1e m2;
- Cronômetro (alternativamente pode ser usado a função cronômetro de um celular);
- Fita métrica;
- Fio (linha zero);
3. Introdução Teórica
O pêndulo simples é um sistema composto por um fio inextensível que é fixo na
extremidade superior e contém uma massa presa a sua extremidade inferior. Quando
largado em um determinado ponto diferente de seu ponto de equilíbrio, inclinando a uma
pequena angulação, ele faz um movimento contínuo. A massa sempre segue a trajetória do
arco AB e faz isso em um período de T segundos.
Imagem 1 - Exemplificação do movimento de um pêndulo.

Fonte: POSADA (2015)

Imagem 2 - Decomposição das forças

Fonte: UFPB

● T = tensão do fio
● L = comprimento do fio
● S = comprimento do arco
● mg = Força Peso
● mgsen θ e mgcos θ = componentes da força peso

Diagrama do corpo livre do pêndulo simples

Como o sistema está em equilíbrio no eixo y, mgcos θ e T se anulam, assim, a única



força que age sobre o sistema é mgsen θ, ou seja, ∑ F x = −mgsen θ. Ainda nesse caso,

indicando o sistema como um setor circular, podemos tomar que θé igual ao arco do setor
sobre o raio do mesmo, ou seja, o comprimento do arco (S) sobre o comprimento do fio (L).
S
θ=
L

S
∑ F x = −mgsen( )
❑ L
A força resultante é proporcional ao sen θ, por isso não ocorre um movimento
harmônico simples (MHS). Então, substitui-se sen θpor θ, caso θseja pequeno. “Esta

π rad
aproximação é válida paraθ< (0< 15º). ”DIAS (2018).
12

S
∑ F x = −mg( )
❑ L
Tendo m, g e L constantes, substituímos elas por K:
m ⋅g
K=
L

∑ F x = −K ⋅s

Analisando dessa forma, é perceptível que o pêndulo simples, mostra um MHS. O


período T de um MHS é dado por:
T =2 π √ ❑
O período de um pêndulo simples será dado por:
T =2 π √ ❑
T =2 π √ ❑
Nota-se que o período do pêndulo simples depende somente do comprimento do fio
e da aceleração da gravidade no local. Além disso, é possível calcular a aceleração da
gravidade experimentalmente fazendo algumas alterações nesta fórmula. Elevando os dois
lados ao quadrado temos:
4π²L
T ²=
g
O gráfico desta função é uma reta, então, podemos obter o seu coeficiente angular
com:
ΔT ² 4π²
=¿
ΔL g
E partindo disso, a aceleração da gravidade:
4π²
g=¿ Δ T ²
ΔL
4. Procedimento
De ínicio, prática envolveu a medição de 10 períodos (T) de um pêndulo utilizando
um cronômetro. Primeiramente foi-se alterando o comprimento (L) do fio que sustentava o
corpo m 1(massa de 50g) e o mantendo a uma angulação de 15º. Após isso, foi testado com
um comprimento fixo de 150 cm e ângulo variando e depois testado com massas diferentes
e ângulo também fixo. Cada medida foi feita 3 vezes, cada uma por um aluno diferente. O
valor lido no cronômetro foi levado em consideração somente décimos de segundos, pois o
tempo de reação humana não chega a casa dos centésimos de segundos.
4.1. Resultados do teste com comprimento L, 15º de ângulo e 50g do corpo menor.

L (cm) 10 T (s) T (s) T² (s²)

L1= 20 10T 1= 9,0 10T 1= 8,4 10T 1= 8,2 T 1= 0,85 T 1 ² = 0,72

L2= 40 10T 2= 12,4 10T 2= 12,5 10T 2= 12,7 T 2= 1,25 T 2 ² = 1,56

L3= 60 10T 3= 15,3 10T 3= 15,9 10T 3= 15,4 T 3= 1,55 T 3 ² = 2,40

L4 = 80 10T 4= 17,7 10T 4= 17,7 10T 4= 17,7 T 4= 1,77 T 4 ²= 3,13

L5= 100 10T 5= 20,2 10T 5= 20,1 10T 5= 19,9 T 5= 2,00 T 5 ² = 4,00

L6= 120 10T 6= 21,7 10T 6= 21,9 10T 6= 21,6 T 6= 2,17 T 6 ² = 4,71

L7= 140 10T 7= 23,5 10T 7= 23,6 10T 7= 23,6 T 7= 2,35 T 7 ² = 5,52

4.2. Resultados do teste com comprimento 150 cm, ângulo θ e 50g do corpo menor.

θ (graus) 10 T (s) T (s)

θ1= 15 10T 8= 24,6 10T 8= 24,4 10T 8= 24,2 T 8= 2,44

θ2= 10 10T 9= 24,4 10T 9= 24,2 10T 9= 24,1 T 9= 2,42

4.3. Resultados do teste com comprimento 150 cm, ângulo de 10º e corpos de massa
diferente.

m (gramas) 10 T (s) T (s)

m 1= 50 10T 9= 24,4 10T 9= 24,2 10T 9= 24,1 T 8= 2,42


m 2= 100 10T 10= 24,4 10T 10= 24,2 10T 10= 24,4 T 9= 2,43

Feitas as medidas, foram desenhados os gráficos abaixo (correspondentes a tabela


4.1):
4.4. Gráfico de T em função de L

4.5. Gráfico de T² em função de L


5. Questionário
5.1. Dos resultados experimentais é possível concluir-se que os períodos independem
das massas? Justifique.
R: Sim, pois nos testes do períodos T 9e T 10as massas utilizadas foram
diferentes, porém foram obtidos períodos de 2,42 e 2,43 segundos, uma
diferença quase imperceptível de 0,01.
5.2. Dos resultados experimentais o que se pode concluir sobre os períodos quando a
amplitude passa de 10º para 15º? Justifique.
R: Os períodos independem da amplitude, pois assim como na primeira
questão, foram obtidos períodos similares. Um de 2,44 e outro de 2,42
segundos. Novamente, uma diferença quase imperceptível de 0,02 segundos.
5.3. Qual a representação gráfica que se obtém quando se representa T x L ?
Explique.
R: É obtido a representação da equação do pêndulo simples para pequenas
amplitudes - T =2 π √ ❑ -, pois essa equação depende somente do valor da
aceleração da gravidade local e do comprimento.
5.4. Idem para T² x L. Explique.
R: É obtido a representação da equação do pêndulo simples ao quadrado -

4π ²
T =( ) L -, e da mesma forma, a equação depende somente do valor da
g
aceleração da gravidade local e do comprimento.
5.5. Determine o valor de “g” a partir do gráfico T² x L (indique os valores numéricos
utilizados nos cálculos).
R: Considerando os seguintes dados:
T 1 ²=0,72(período inicial); L1= 20 (comprimento inicial);
T 7 ²=5,52(período final); L7= 140 (comprimento final);
π=3,1415
E a fórmula que fornece o valor da gravidade a partir do gráfico T² x L - g =

4π²
Δ (T ²) -, temos:
ΔL
4 ⋅3 , 1415²
4 ⋅ 3 , 1415²
g = 5,52−0,72 =
4,00
= 9,87m/s²
140−20

5.6. Qual o peso de uma pessoa de massa 70,00 kg no local onde foi realizada a
experiência?
R: Peso = massa x gravidade, então:
P = 70,00 ⋅ 9,87 = 691 kg ⋅ m/ s ²
5.7. Qual o peso da pessoa da questão anterior na lua?
R: Dado que a gravidade na lua é aproximadamente 1,62m/s², então:
P = 70,00 ⋅ 1,62 = 113 kg ⋅ m/ s ²
5.8. Compare o valor médio de T obtido experimentalmente para L= 120cm com o
seu valor calculado pela fórmula T =2 π √ ❑ (use g = 9,81 m/s²). Comente.
R: Dados:
Experimental - 2,17; Fórmula - 2,19.
Percebe-se uma diferença de 0,02 que é um valor muito próximo do teórico.
Ou seja, o experimente quase obteve sucesso, pois calculando o erro relativo
foi obtido 0,91%.
5.9. Discuta as transformações de energia que ocorrem durante o período do
pêndulo.
R: Durante o movimento, à medida que o pêndulo vai descendo, sua energia
potencial gravitacional vai se transformando em energia cinética, até chegar
no ponto onde o ângulo de inclinação é 0. O pêndulo volta a subir e o
processo é o inverso, sua energia cinética se transforma em gravitacional até
atingir o ponto máximo e começar a descer novamente, repetindo o processo.
5.10. De acordo com o valor de g encontrado experimentalmente nesta prática, qual
seria o comprimento para um período de 3s?
R: Usando a fórmula de T², temos:
4π²L
3²=
9,87
9 ⋅9,87
L=
4π²
L=2,25metros

6. Conclusão
É notável que através da prática em laboratório e da pesquisa para a realização do
relatório, foi possível o aprendizado dos alunos sobre o pêndulo simples, tanto
teoricamente quanto utilizando-o na prática. O pêndulo simples é uma ótima ferramenta
para estudo de fenômenos físicos e, especificamente para o cálculo experimental da
aceleração da gravidade. Nesta mesma prática, também foi possível fazer o estudo da
análise e construção de gráficos bidimensionais, que são de extrema importância para
apresentação e representação de dados experimentais e tabelas. Portanto, essa prática
conseguiu abordar bem não só um, mas dois assuntos muito importantes para o ramo da
Física e áreas afins.
7. Bibliografia

DIAS, Nildo Loiola. Roteiros de aulas práticas de Física. Fortaleza. 2018.


Só Física. Pêndulos Simples. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 20
abr. 2018.
BEZERRA, Ana Carolina. Pêndulo Simples. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 20 abr. 2018.
Wikipédia. Pêndulo. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 20 abr. 2018.
MARQUES, Domiciano. Pêndulo Simples. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 20 abr.
2018.
Wikipédia. Movimento Harmônico Simples. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 23 abr.
2018.
POSADA, Fernando. Péndulo Simple. Disponível em:
<[Link]
[Link]>. Acesso em: 23 abr. 2018.
UFPB. Pêndulo Simples. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 23 abr. 2018.
BOCAFOLI, Francisco. Pêndulo Simples. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 24 abr. 2018.

Você também pode gostar