100%(1)100% acharam este documento útil (1 voto) 92 visualizações98 páginasBeaba 19
Revista Retro de Eletronica basica
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu,
reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF ou leia on-line no Scribd
GRATIS: placa para
o MINI-ESTEREO!
WENTENDAOS-
CIRCUITOS
INTEGRADOS:
(64 parte)
OS INTEGRADOS
DE POTENCIA
PARA AUDIO: as
aplicagoes, os
circuitos, os
exemplos e os
parametros
e
@INICIACAO
AO H
OBBY
monte o é
MINI-ESTEREO ff
e 0 SUPER:COM
e
@ O‘ALUNO”
ENSINA:
veja as boas
idéias da turmaMAURO “CAPI” BACANI
Secretdria Assistente:
VERA LOCIA DE FREITAS ANDRE.
BEDA MARQUES c FRANCARLOS
Revisfo de textos:
Elisabeth Vasques Barboza
Composicéo de textos:
Vera Lucia Rodrigues da Silva
Fotolitos:
Fototrago e Précor
Departamento de Publicidade e Contatos:
Fones (011) 217-6111 , (011) 223-2037
€ (011) 217-1890
Fones: (011) 217-611] ¢ 217-1890
Departamento Comercial
Cldudio P. Medeiros
Fones: (011) 217-6111 ¢ 217-1890
Impressio:
Centrais Impressoras Brasileiras Ltda
Distribuieéo Nacional:
Abril S/A ~ Cultural ¢ Industrial
Distribuigéo em Portugal (Lisboa/Porto
Faro/Funchal):
Electroliber Ltda.
BE-A-BA DA ELETRONICA®
€uma publicagdo mensal
Reg. no INPI sob n9 028640
Reg. no DCDP
COPYRIGHT BY
BARTOLO FITTIPALDI ~ EDITOR
Rua Santa Virginia, 403 — Tatuapé
CEP 03084 — Sio Paulo — SP
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
INDICE — 198 “aula”
_ 2-SINAL DE ENTRADA (Conversando
com os “alunos”).
3-INICIAGAO AOS INTEGRADOS (T)
~ 68 parte - Os Integrados Amplificado-
tes de Poténcia.
7-Os Integrados Amplificadores de Po-
téncia mais comuns.
10-Os manuais, os parimetros, grificos
informagoes.
14- Os circuitos tipicos.
1S-AULA PRATICA (P) - 0 AMPLIFI-
HO.
30-Reforgando entradas e safdas de Am-
lificadores com Integrados.
36- UMA DUVIDA, PROFESSOR! (Escla-
recendo pontos no entendidos)
47- FERRAMENTAS E COMPONENTES
(D) - 0s dissipadores de calor para Inte-
srados de poténcia.
56-“Papos” sobre 0 aquecimento dos In-
tegrados.
57-“Macetes": como guardar os Integra-
dos.
61- HORA DO RECREIO (Intercimbio en-
tre os “alunos”.
67-‘Bronca”,
70-INICIACAO AO HOBBY (P) - Duas
montagens priticas definitivas, usando
Intefrados amplificadores de poténcia.
71-18 MONTAGEM - SUPER-COM - Um
super inter-comunicador para uso em
residéncias, escritérios, fabricas, escolas
e casas comerciais!
82-0 Circuito - Como funciona (1),
83-24 MONTAGEM -MINI-ESTEREO -
Completo amplificador estéreo para uso
em ambientes residenciais! Controles
totais, excelente fidelidade, boa potén-
ciaporcanal!
89-O BRINDE DA CAPA.
95-0 Circuito - Como funciona (I).
103-0 “ALUNO” ENSINA... (As boas idéias
da turma).
115-O MESTRE “DANCOU”... (Errata).
119-INFORMAGAO PUBLICITARIA (Pa-
cotes/Ligio).Quando, na 15? ‘‘aula’’, mostramos uma espécie de “‘tabela”’ re-
lacionando os principais sub-grupos dos Integrados LINEARES, o
primeiro item mencionado foi o dos Integrados AMPLIFICADO—
RES DE AUDIO, DE POTENCIA... Esse sub-grupo constitui, pro-
vavelmente, o mais utilizado nas aplicagdes comerciais, em apare-
thos de TV, amplificadores, toca-discos, toca-fitas, vitrolas porté-
teis, receptores de rédio, ‘‘wal-man”, etc. Infelizmente, ocorre um
problema, com certa freqiiéncia, que 6 a absoluta inexisténcia de
tais componentes especificos no mercado, uma vez que eles sio
normalmente “trasados” de fébrica para fébrica, ou seja: a indus-
tria que faz o toca-fitas, por exemplo, compra (sob encomenda di-
reta...) da propria fabrica que faz o Integrado... Em certos casos (e
isso 6 mais comum do que se pensa...), 0 componente 6, inclusive,
“feito sob encomenda’, com caracter{sticas muito especfficas, de
modo a sé “servir’’ para 0 circuito do aparelho ao qual de destina...
Nesses casos, apenas técnicos autorizados ou muito especializados
tém acesso a tais componentes, exclusivamente para reposi¢ao ou
manutengao dos referidos aparelhos... O grande publico, os técni-
3cos “‘independentes”, os hobbystas e estudantes de Eletrénica, en-
contram grande dificuldade em obter tais Integrados no varejo...
Felizmente, contudo, ainda existem fabricantes que colocam a
disposi¢ao do grande publico interessado, através das lojas especia-
lizadas, uma série de Integrados desse tipo, todos eles especialmen-
te dimensionados para trabalharem como amplificadores de 4udio,
desde p was até grandes poténcias... Vamos basear a presente
ino” possa, na pratica,
‘icas, e, 40 mesmo tem-
0s rudimentos da “arte’’ de se lidar com Inte-
4 a presente “‘ligdo”’ seré dada em cardter
ma “‘antologia’” do que verdadeiramente uma
: bésicos e uma relagéo de circuitos/
Conforme a turma ja sabe, os.
redes circuitais complexas, 0
silicio, e capazes de realizar fungo
dependendo do seu projeto basico.. r it
nhuma dificuldade, podem “enfiar”, dentro de uma daquelas pe-
quenas “‘centopéias’’ eletrénicas, todo o circuito de um potente
amplificador de dudio, como inclusive mostramos (a titulo de
exemplo, na época...) na pag. 24 da “aula” n° 15, quando falamos,Sendo ‘AMPLIFICADORES,
_simbolizados nos esquemas e diagr:
4 conhecida — graficamente— dos
desenho 1. Normalmente, estando o
nientes terminais de alimentagdo (po
muito raramente O “aluno’’ encont
dor de Audio com a configuracao d
1-A. E muito mais comum que
componente seja semelhante 4 dos Am
estudados - ver “aula’’ n° 16...), ow
uma inversora e uma nao inversora, além de
GANHO-FREQUENCIA
- ETC...Ss
7
crt
HipoTerico
soe
2
dos a comandos e controles diversos (off-set, desacoplamento, con-
trole externo de ganho ou de faixa de freqiiéncia, etc.), conforme
se vé no desenho 1-8.
E bom o “aluno” lembrar que (assim como ocorre com os Inte-
grados de outros sub-grupos...), na representagdo esquemdtica dos
circuitos, os Integrados Amplificadores de Audio podem ser mos-
trados, tanto na “‘estrutura triangular’ (desenho 1) quanto em um
dos dois outros sistemas gréficos costumeiramente adotados, am-
bos mostrados no desenho 2. Na ilustra¢do, sao vistos dois “esque-
mas" do mesmo circuito amplificador de audio, utilizando ambos
© mesmo Integrado (hipotético, nao tente reproduzir o circuito na
pratica, que ele simplesmente ndo existe...), porém “desenhados””
de formas diferentes: em 2-A o Integrado esté representado pela
sua “forma real’’ (como se a peca fosse observada Por cima, com
todos os pinos na sua ordem verdadeira, etc.) e em 2-B 0 Circuito
Integrado esta simbolizado por uma ‘‘caixa com os pinos fora de
ordem”’, sistema que - como ja vimos em oportunidades anterio-
res, facilita a vida tanto do desenhista quanto do “interpretador”’
(“aluno’), devido a redugo no entrelagamento e cruzamento das
ligagSes e simbolos... Em todos os casos, 0 que o “aluno”’ tem que
fazer 6 conhecer bem a peca antes, interpretar a contagem e posi-dentro do sub-grupo, Integrados destinados a utilize-
© amplificadores de audio de diversas poténcias, desde fra-
de watt até vérias dezenas de watts.
nite da sua poténcia maxima final, a proj
ponente (sua forma externa, inclusive...) sofre forcosas alte-
_TagGes, o que faz desse sub-grupo o mais heterogéneo de todos os
locos de Integrados (pelo menos no que diz respeito as suas “ca-
ras’ externas...). O desenho 3 relaciona entdo - para que os “‘alu-
nos” possam tomar prévio conhecimento desses aspectos, alguns
dos Integrados amplificadores de audio mais comuns (a maioria
deles encontraveis avulsos nas lojas especializadas...), com seus c6-
digos respectivos, disposic#o (e contagem) dos pinos devidamente
codificadas também, e informagdes sobre as wattagens mdximas
‘obteniveis com cada um deles...
A-O Integrado LM-380-N8 é, provavelmente, um dos menores e
mais simples da ‘‘familia’’, com apenas 8 pinos numa embala-
gem DIL “tradicional”. Pode-se obter, com ele (num circuito
extremamente reduzido) poténcia de até 0,8 watts. Para quem
acha 0,8 watts ‘‘uma ninharia acdstica”’, ‘‘quase inaud{vel’’, lem-
bramos que a poténcia final daqueles pequenos rddios portiteis
dificilmente ultrapassa 0,2 watts, e, no entanto, sdo ‘‘muito bem
ouvidos” (que o digam os vizinhos dos torcedores que levam
essas “‘pragas”’ aos estadios de futebol...).LM380-Ne- (0,8W)
TBA 600 - (5¥
o> ha
TBA 1saeane >andes dissipadores de calor, praticamente inevitaveis em cir-
os de alta poténcia...
: embalagem muito usada, principalmente nos Integrados
Amplificadores de média poténcia (de 2 a 5 watts). Notem que,
ct ente, nada o difere de um Integrado DIL comum, de
_ 14 (as vezes 16) pinos, j4 que sequer existem estruturas metdli-
cas de dissipagao incorporadas (embora elas possam ser anexa-
_das, conforme sugere a seco FERRAMENTAS E COMPONEN-
TES da presente “‘aula’’...). Alguns dos Integrados com essa ‘‘ca-
ra’, inclusive, séo estéreos, ou seja: contém 2 amplificadores
completos dentro da Gnica “‘caixinha preta cheia de pernas’’, e
assim, 0 “‘aluno” pode realizar montagens incriveis com eles, a
partir de pouquissimos componentes externos ou de apoio...
D-Em (D) vemos a aparéncia externa mais comum entre o grupo
dos Integrados Amplificadores de Audio de poténcia “média pa-
ra alta’’ (geralmente entre 5 e 10 watts). Esses Integrados apre-
sentam externamente, além dos pinos de conexéo, a/etas, “‘ore-
thas” ou “‘asas’’ de dissipagdo, as quais podem ser acoplados os
“‘radiadores’’ de calor (ver sego FERRAMENTAS E COMPO-
NENTES da presente “‘aula”...). Para fugir de problemas gera-
dos com a excessiva proximidade das ilhas no Circuito Impres-
So, as “‘perninhas’’ dos Integrados desse tipo séo, geralmente, al-
ternadamente “‘abertas’’ e “‘fechadas"’ (observem bem a visdo em
Perspectiva, ‘por cima’’ e “de frente’...). Nem sempre as aletas10
TAS E COMPONENTES).
E-Existem também Integrados
das anteriormente mostradas. Nesses
talica para fixagao aos dissipadores externos
© corpo da pega, e “fora de centro” (situada
extremidades). E comum também que os pinos
centrados” em diregdo a outra extremidade da peca
mostra, com clareza, a ilustragdo, na qual a pega 6 observada por
cima...
OS MANUAIS, OS QUADROS DE PARAMETROS,
GRAFICOS E INFORMACOES...
Por se tratar de um importante sub-grupo dentro dos LINEA-
RES, cujos componentes sao, geralmente, destinados a aplicagdes
bem especificas, inevitavelmente o “‘aluno” (ou mesmo o técnico
ja tarimbado...) pouco conseguiré de um desses Integrados sem
uma prévia e atenciosa consulta aos manuais fornecidos geralmente
pelo fabricante (mas eventualmente também publicados por algu-
mas Editoras especializadas, na forma de livros encontrdveis nas
livrarias técnicas...). Desde a propria aparéncia externa, disposi-
do e codificagdo da pinagem (conforme sugere a “paraferndlia”’
do desenho 3) até os importantes parametros e limites de funcio-
namento “elétrico”, todos os dados estéo, normalmente, nesses
manuais... Assim & muito importante que o “aluno” aprenda a
“ler” essas tabelas (o que nao é dificil, desde que o interessado de-
dique bastante atencdo ao assunto...). Na figura 4 damos um exem-
plo tipico dd QUADRO DE PARAMETROS, mais ou menos como
se apresenta nos manuais... Através do QUADRO, o “‘aluno”’ podeseem
ae
| proregio contra curto
AMP. C.I. HIPOTETICO
descobrir importantes fatos, limites e informagdes destinados ao
‘correto aproveitamento do Integrado. dentro de um circuito ou
Projeto... Os diversos dados so costumeiramente apresentados
em trés colunas, representativas do minimo, tipico e maximo para
cada item... No QUADRO do desenho 4 (relativo a um “‘Integrado
hipotético”, pois serve apenas como exemplo, para o “‘aluno”’ trei-
nar a leitura...), podemos imediatamente identificar que:
— A tensfo de alimentagao para o Integrado hipotético pode si-
tuar-se entre 9 e 18 volts (tipicamente 12 volts).
— O fator de amplificagao (ganho) é relativamente alto, situando-
se, em média, em torno de 50. Isso quer dizer que o sinal apli-
cado & entrada do Integrado é amplificado 50 vezes antes de
ser enviado a safcia, para “recolhimento” e utilizagéo. A grande
maioria dos Integrados Amplificadores de Audio séo amplifica-
dores de tenséo (a semelhanga dos seus “‘parentes préximos’’, os
Amplificadores Operacionais, ja vistos em “aula” especffica...).
No caso, por exemplo, do Integrado hipotético cujos parame-
tros estdo relacionados no QUADRO, se for aplicado na entrada
um sinal de 0,3 volts, podemos esperar, na safda, cerca de 15
112
volts (0,3 x 50), desde, é cloro, que a tensdo de alimentagao
comporte tal deslocamento (estando em 18 volts, por exem-
plo...).
Outra caracteristica muito importante, geralmente relacionada
nos QUADROS DE PARAMETROS, é a sensibilidade de entra-
da (para maxima poténcia de safda...). Normalmente esse indi
é relacionado em fragdes de volt e, quanto maior for a sen:
dade, menor seré a voltagem indicada... Por exemplo: O Inte-
grado hipotético, para poder apresentar, em sua saida, 4 maxi-
ma poténcia, deverd receber na sua entrada um sinal de aproxi-
madamente 0,5 volts. Se, contudo, a mesma poténcia de safda
pudesse ser obtida com um sinal de apenas 0,1 volts na entrada,
isso indicaria uma sensibilidade 5 vezes maior!
O parametro que mais interessa, @ primeira vista (mas nunca es-
quecendo que o “dito cujo” é sempre dependente dos demais...)
é a poténcia maxima obtenivel, normaimente indicada em watts
nos QUADROS DE PARAMETROS.
Outro item importante, é 2 corrente de pico (maxima corrente
momentanea) consumida pelo Integrado quando em plena ope-
ragdo. E bom notar que, em funcionamento “médio’ ou nor-
mal, raramente tal corrente é“‘puxada”. Entretanto, por medida
de seguranga, o “aluno’” fica avisado, pelo QUADRO, que a fon-
te de alimentago para o circuito que contenha tal Integrado hi-
potético (além de apresentar a voltagem recomendada) deveré
ser capaz de fornecer a corrente de pico indicada...
A temperatura miéxima segura de operacao também é um item
cujo conhecimento prévio é muito importante. Através desse pa-
rametro podemos verificar se o Integrado, durante o funciona-
mento, nao esté aquecendo demasiadamente (o que indicaria de-
feito) no projeto geral do circuito, falhas nas ligagdes ou até o
“estouro” de alguns dos outros parametros (tensdo de alimen-
tagdo, por exemplo).
Grande parte dos Integrados Amplificadores de Audio é dotada,
internamente, de uma rede circuital especifica que o torna a
prova de curto-circuito na sua safda. Essa 6 uma caracter(stica
altamente desejével, porém, como nao séo todos os Integrados
desse tipo que apresentam tal caracteristica, 6 importante obser-
var, no QUADRO DE PARAMETROS, se existe essa disponibi-
lidade.também graficos relacionando pares de parametros rigida
interdependentes, e que sao julgados, pelos fabricantes,
SO suficiente para serem mostrados com destaque..,
ho 5 mostra dois desses gréficos (os mais comuns e de con-
=
©
28 2
2 2
1s 1s
1 1
os os
|_| \
oe ees Gu) Oe eae Be Gis)
POTENCIA x TENSAO DE ALIMENTAGAO POTENCIA Xx IMPEDANCIA CARGA
(CFALANTES)
AMP. C.I. HIPOTETICO
13‘jimporténcia). Em 5-A vemos o grafico (ainda dentro de
hipotético) que relaciona a poténcia final de saida
tensZo de alimentagdo. Observando com atengao o grafico
notaré que para obter do referido Integrado os 2,5
méximos na saida, a alimentacdo deverd ter uma tensdo de
yolts. J4 sob uma tensdo de alimentagao de apenas 6 volts, pou-
co mais de 0,5 watts poderdo ser obtidos (notem, mais uma vez, a
‘rigorosa interdependéncia entre todos os parametros!). Em 5-B ve-
mos outro grafico costumeiramente mostrado nos manuais pelos
fabricantes: o que relaciona a poténcia maxima de sa/da a propria
impedéncia da carga (alto-falantes). Vé-se, claramente (basta um
pouco de aten¢ao), que a poténcia maxima apenas poderd ser
obtida (2,5 watts) com o Integrado “alimentando” um alto-falante
ou conjunto de alto-falantes, como veremos...) com impedancia
de 2 ohms. Se a carga apresentar impedancia de 4 ohms, a poténcia
maxima seré de 2 watts. Se a impedancia da carga (falante ou fa-
lantes) for de 16 ohms, apenas 1 watt serd obtenivel, no maximo,
a saida (outra vez a eterna interdependéncia dos diversos paréme-
tros, que deve sempre ser observada com euidado, atencéo e bom
senso...).
Como os Integrados séo mais do que simples componentes dis-
cretos (na verdade varios deles embutidos e j4 previamente ligados
segundo uma configuracdo desejada...), obviamente podem realizar
funcgdes bem mais complexas (e completas...). Entretanto, dificil-
mente abrem mao do “apoio’’ de componentes externos ou peri-
féricos, em maior ou menor quantidade... Assim, nos manuais dos
fabricantes, 6 comum que sejam apresentados circu/tos t/picos de
aplicagao, que muito auxiliam o “aluno” no desenvolvimento de
Projetos utilizando tais integrados... Vamos entao, a seguir, mos-
trar (a titulo de ‘‘antologia’”...) alguns desse chamados “‘circuitos
tipicos’’, todos eles baseados em Integrados previamente mostra-
dos no desenho 3, para que os ‘‘alunos” possam ter idéias bdsicas
de aplicativos, desde os mais simples, até os mais complexos e po-
tentes... O primeiro deles seré mostrado no estilo ‘‘aula pratica’’,
14de todos os amplificadores de a
Integrado especifico. Usando o m LN
0 3-A) mais dois capacitores (um na entrada > um t
de um potenciémetro para controle do volume, um vis-
©, eficiente e sens{vel amplificador (com poténcia maxima final
em torno de 250 mW) poderé ser construfdo, com incrivel facilida-
_ de e um nuimero irrisério de ligagdes. O AMPLIFINHO. (cujas apli-
cagées tipicas so: vitrolinhas Portateis, amplificador “de banca-
da”, reforcador de som para radinhos “feitos em casa”, etc...) po-
de ser montado em definitivo numa placa padronizada de Circuito
250 mw
15Impresso, do tipo destinado a insergdo de apenas um Circuito In-
tegrado, como se vé no desenho 7 (“chapeado”’). As ligacdes sio
poucas (o desenho mostra a placa pelo seu lado ndo cobreado) e
a atengdo deverd ser dirigida para os costumeiros itens ‘‘criti-
cos”: posi¢Zo correta do Integrado em relag&o aos furinhos da pla-
ca, correta polaridade da alimentagao e do capacitor eletrolitico,
n&o esquecer os ‘‘jumpers’’ e notar a utilizagdo de fio ‘‘shieldado’’
nas conexées de entrada (importantes, em todo circuito de ampli-
ficagdo de audio, para evitar a captacdo de zumbidos e rufdos es-
purios...). Os ndmeros de 1 a 8 vistos junto a alguns dos furos pe-
riféricos da plaquinha podem ser marcados 4 Idpis, sobre a dita cu-
ja, para facilitar a identificagdo dos pontos de ligacdo, e referem-se
diretamente a prépria pinagem do LM-380-N8. E bom notar que
.(conforme indica-se no esquema — desenho 6), a tensdo de ali-
mentacdo pode ir de 9 a 18 wolts (usamos 9 devido 4 facilidade de
obten¢&o com uma Gnica bateriazinha...) ea tendéncia é de obter-
se mais poténcia com alimentacdo préxima dos 18 volts...
O “aluno” caprichoso poderé facilmente embutir a montagem
numa pequena caixa (como sugere o desenho 8), sendo que até
uma saboneteira plastica poderé ser usada como ‘‘container” pa-aes
wes
AMPLIFINHO, de modo a obter um pratico e elegante apare-
0, que pode ser usado tanto na bancada (como amplificador
uso geral...) quanto em aplicacgdes mais especificas... A sen-
bilidade de entrada é bastante elevada, e mesmo sinais “bem fra-
quinhos”’ serao amplificados a bom nivel. Para facilitar as coisas
Para os ‘alunos’, daremos, a seguir, a relacdo das pecas necessd-
rias 4 montagem (e que podem ser adquiridas diretamente em lo-
jas, ou através da nossa autorizada, a DIGIKIT, na forma de ‘“Pa-
cote-Ligdo” - ver ENCARTE no final da presente ‘‘aula’...).
LISTA DE PECAS - AMPLIFINHO.
— Um Circuito Integrado LM-380-N8 (DIL de 8 pinos). ATENGAO:
nao usar, nessa montagem o LM-380 de 14 pinos que é um equi-
valente para wattagem mais elevada.
— Um potencidmetro linear, de 10K, com o respectivo ‘’knob’’
(potenciémetro COM CHAVE).
— Um capacitor, de qualquer tipo, de .1uF.
— Um capacitor eletrolitico de 220uF x 16 volts.
— Uma bateria (quadradinha) de 9 volts, com o respectivo ‘clip’,
17impedancia
_ — Uma caixa pequena (9 x 6 x 4 cm. no
O desenho 9 mostra outro circuito t{pico, que tam!
experimentado pelo “‘aluno”. Usando um Integrado
* mais alguns poucos componentes de apoio, um amplificador
poténcia em torno de 250 mW poderé ser realizado com grande
cilidade. A ‘‘cara’’ e a pinagem do TBA820 estéo no desenho
e, se o “aluno” quiser, poderé implementar o circuito numa placa
especifica de Circuito Impresso, cujo desenvolvimento a lay-out
deverd ser criado especialmente, usando os esclarecimentos e “‘di-
cas” fornecidos na seco FERRAMENTAS E COMPONENTES da
250 mw
18ho 10 vemos outro interessante circuito tipico, usando
© mais forte’ do Integrado mostrado no desenho 6. O LM-
DIL de 14 pinos (ver desenho 3-C) e, sem a necessidade
dores externos, pode entregar até 2,5 watts a um ato-fa-
de 82, alimentado por tensées entre 9 e 18 volts (a poténcia
1-2.5 w
P/ VITROLINHA
1920
maxima se obtém com 18 volts na alimentagdo...). Aplicando-se a
entrada o sinal proveniente de uma cépsula fonocaptora de cristal,
o “aluno” obteré um circuito muito Gtil e prético, para a utiliza-
cao em vitrolinhas portateis e dispositivos desse tipo. A qualidade
do som 6 muito boa e a Gnica recomendagao é que todos os com-
ponentes externos (resistores e capacitores) fiquem, na montagem
definitiva, o mais proximos possfveis do proprio Integrado, para
evitar instabilidades (o ganho é bastante elevado...).
CHAVE INCORPORADA AO
7 POT. DE VOLUME 11
¥ ©
ALIMENTAGAO
P/ AMPLIFICA~
DORES INTE~
GRADOS:
No desenho 11 damos uma sugestdo de circuito basico para fon-
tes de alimentagdo, préprias para utilizagdo com os diversos circui-
tos exemplificados na presente ‘‘aula’’... Embora a disposi¢ado basi-
ca do circuito seja sempre a mostrada, convém usar-se transforma-
dor especificamente dimensionado para exemplo, levando-se em
conta tanto a tensdo presente no enrolamento secundario (Ss)
quanto a méxima corrente “‘fornecfvel”’ pelo transformador. Esses
dois pardmetros esto sempre indicados, nos esquemas... Os demais
componentes da fonte (eletrol{ticos, diodos e capacitor ‘‘comum’’,
permanecem inalterados, mesmo que a tenséo mude ou o regime
de corrente seja outro...O amplificador do desenho 12 ac col eee (em termos
|, Pois apresenta potencidmetros individuais para ajus-
e e tonalidade (graves-agudos), prestando-se muito bem
3s mais sofisticadas e “‘profissionais”, mesmo porque a
do som é também muito boa. Dois pontos importantes
aos circuitos dos desenhos 10 e 12): notem que os'pi-
-5-7-10-11- 12 devem todos ser interligados e cone-
4 “terra” (linha do negativo da alimentagao). Outra coisa:
0 conjunto-série formado por um resistor de 2,72 eum
itor de .1uF, ligado em paralelo com a carga (alto-falante).
conjunto 6 chamado pelos técnicos como “‘rede de Zobel” e
para evitar instabilidades no funcionamento (oscilagées, dis-
‘torcdes, etc.) protegendo tanto o Integrado quanto a propria qua
fidade do som. Como sempre ocorre em circuito de amplificagao
de audio, todos os componentes discretos periféricos devem ficar
‘0 mais proximos que for possivel do Integrado, e as conexdes de
‘entrada (bem como as referentes as ligagdes dos dois potenciéme-
tros) deverdo ser feitas com fio blindado. Notem também (dese-
nho 12) a wattagem recomendada para o alto-falante (de modo
que esse componente trabalhe “‘folgado”, sem risco de queimar-
se...). Normalmente nao dever4 ocorrer substancial aquecimento
nos dois Integrados (um pouquinho é aceitdvel...), porém, se o alu-
no quiser, poderd dotar os dois LM380 de sistemas de dissipa¢éo
conforme explicamos no FERRAMENTAS E COMPONENTES
da presente ‘‘aula’’, apenas por medida de seguranca. Aten¢do aos
pardmetros da alimentac¢ao (18 volts x 1 ampére).
21‘momento, exemplificamos apenas amplificadores MONO,
um canal de amplificacdo... Qualquer dos circui-
contudo, poderé ser duplicado, formando um
ESTEREO (desenhos 6 - 9 - 10 - 12). Notar porém
‘easos, embora as tensdes de aliméntac3o devam perma-
iMiénticas as indicadas, as necessidades de corrente também
Gevendo entdo as eventuais fontes de alimentacdo (ins-
mo exemplo bdsico do desenho 11) serem dimensionadas
movas necessidades...
desenho 13 vemos como pode ser construfdo um eficiente,
e barato amplificador estéreo com dois LM380, cada um sen-
'@ “coracdo” de um circuito independente de amplificacso ois
Portanto...). Notem, especialmente, a utiliza¢do de poten-
duplos, para que volume e tonalidade possam ser si-
ite controlados em ambos os canais. Observem, ainda,
"@ Sequintes (e importantes...) pontos:
— Interligacdo dos pinos 3-4-5-7-10-11-12 dos dois Integrados a li-
nha do negativo da alimentagao (“terra”).
— Wattagem dos alto-falantes, para funcionamento seguro.
— Parametros da fonte de alimentagao.
Acoplado, por exemplo a uma capsula fonocaptora de cristal ou
ceramica, ou ainda a safda ‘‘aux’’ de um tape-deck, o amplificador
do desenho 13 mostraré um excelente desempenho (a poténcia é
boa, o som é fiel e os controles so bem efetivos...), podendo cons-
tituir o ‘‘coragdo’’ de um sistema de SOM de qualidade quase “‘co-
mercial’’, porém por um prego bastante inferior...
PARA ANUNCIAR)
E FAZER SEUS
a Kaprom
$0 ELETRONICA
POC ener
pr. 2037