C A D E R N O
P1001
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM PROCESSO
2º BIMESTRE 2021
LÍNGUA PORTUGUESA 1ª série do Ensino Médio
Nome da Escola
Nome do Aluno
Data Turma
UTILIZE O LEITOR RESPOSTA ABAIXO DESSA LINHA ENQUADRANDO A CÂMERA APENAS NAS BOLINHAS
A B C D E
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
O sorriso O valor de um sorriso
É… A vida é tão frágil Um sorriso não custa nada, mas proporciona tudo.
E o tempo é tão ágil Enriquece aqueles que o recebem
Que a gente nem vê passar [...] sem empobrecer aqueles que o dão.
É… Aí lá no fundo Dura apenas alguns segundos,
O que vale no mundo mas sua lembrança fica para sempre. [...]
É a luz de um Sorriso [...] Um sorriso gera felicidade no lar,
Sorrir é preciso fortalece os negócios,
Pra não se perder a razão do sonhar e é uma marca palpável da amizade.
Então sorri com força Ele alivia o cansaço,
Sorri com vontade alegra os desanimados, anima os melancólicos
Sorri pra vida e é o melhor antídoto natural contra as dificuldades. [...]
Pra ela te sorrir de verdade [...] Algumas pessoas já estão muito cansadas de sorrir para você.
Obrigado por teu Sorriso Dê a elas seu sorriso,
pois ninguém precisa de um sorriso tanto quanto aquele
OLIVEIRA, Jair. O sorriso. In: letras. Disponível em: que não o tem mais para dar.
<[Link] FABER, John. O valor de um sorriso. In: STOA. 2011. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 25 mar. 2019. Fragmento. ly/2OsaN4J>. Acesso em: 25 mar. 2019. Fragmento.
(P100602I7_SUP)
01) (P100602I7) Esses textos têm em comum o fato de
A) abordarem a importância de sorrir.
B) afirmarem que a vida é frágil.
C) apontarem a agilidade do tempo.
D) citarem a breve duração de um sorriso.
E) indicarem que o sorriso alivia o cansaço.
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
Brasa Pátria Minha
Um poeta já falou, vendo o homem e seu A minha pátria é como se não fosse, é íntima
caminho: Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
“o lar do passarinho é o ar, e não o ninho”. É minha pátria. [...]
E eu voei... Eu passei um tempo fora, eu passei Choro de saudades de minha pátria. [...]
um tempo longe.
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Não importa quanto tempo, não importa onde.
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Num lugar mais frio, ou mais quente de repente,
Pátria minha, e perfuma o teu chão…
[...], um lugar diferente.
Que vontade de adormecer-me
Outra língua, outra cultura, outra moeda. [...]
Entre teus doces montes, pátria minha [...]
Eu tô morrendo de saudade, tô morrendo de
saudade. [...] Vives em mim como uma filha, que és
Da farofa, do pãozinho e da loucura diária. [...] Uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez. [...]
MORAES, Vinicius de. Disponível em: <[Link]
LENINE; PENSADOR, Gabriel O. Disponível em: <[Link]
com/1150-10-melhores-poemas-vinicius-moraes/>. Acesso em: 12
br/gabriel-pensador/96117/>. Acesso em: 12 nov. 2014. Fragmento.
nov. 2014. Fragmento.
(P100136F5_SUP)
02) (P100136F5) Esses textos, apesar de pertencerem a épocas distintas, apresentam em comum o fato de
A) citarem a diferenciação entre as línguas faladas pelo mundo.
B) estabelecerem a comparação do Brasil com uma ilha.
C) exporem a dificuldade de adaptação a uma nova cultura.
D) mostrarem a exaltação aos recursos naturais do Brasil.
E) representarem o desejo de retornar ao Brasil.
BL01P10
1
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
De quantas graças tinha, a Natureza Linda mulher
Fez um belo e riquíssimo tesouro, Linda é toda mulher, toda garota, toda menina. Todas
E com rubis e rosas, neve e ouro, têm seu brilho, um magnetismo único, uma magia
Formou sublime e angélica beleza. inalcançável [...].
Pôs na boca os rubis, e na pureza A mulher é bela por existir, por respirar. Está na
Do belo rosto as rosas, por quem mouro; pele, no aroma natural, no mau humor matinal, ou no
No cabelo o valor do metal louro; sono tranquilo. A mulher consegue ser linda de cabelos
No peito a neve em que a alma tenho acesa. desgrenhados ou molhados. No chuveiro ou despertando.
[...] Mastigando e rindo ao mesmo tempo da própria vontade
de devorar aquele doce desejado. A cada manhã fico
Enfim, Senhora, em vossa compostura mais impressionado com a capacidade que você tem de
Ela a apurar chegou quanto sabia embelezar o meu dia, colorir minha rotina, encantar minha
De ouro, rosas, rubis, neve e luz pura. vida. [...] Não há beleza maior do que me divertir com esse
meu fascínio pelos teus olhos. Nasci para te admirar. [...]
CAMÕES, Luís Vaz de. De quantas graças tinha, a
GARCIA, Chico. Linda mulher. In: Crônicas do Chico. 2017. Disponível em:
Natureza. Disponível em: <[Link]
<[Link] Acesso em: 23 mar. 2018.
VdS/[Link]>. Acesso em: 17 dez. 2018. Fragmento.
Fragmento.
(P100478H6_SUP)
03) (P100478H6) Apesar de pertencerem a épocas distintas, esses textos se relacionam porque apresentam
A) a exaltação da beleza das mulheres.
B) a maneira como as mulheres tomam decisões.
C) a valorização dos elementos da natureza.
D) o desapontamento com as experiências do amor.
E) o sentimento de saudade guardado na memória.
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
Cafuné Me empresta um cafuné?
Oh, que cafuné Me empresta um cafuné?
Cochilinho de cafuné Só um pouco. Depois te devolvo
Pra dormir, um cafuné Tempo de repor as forças
Faz sonhar... oh, cafuné Se for muito, me envolvo
Dorme Tô louca por um cafuné [...]
A cidade dorme Se eu me enroscar, não repare
Os brinquedos dormem O poder curativo é incrível
Como é bom dormir [...]
Perigo é ir ficando
Dorme Perigo é sentir saudade
Papai vai dormir E vontade de ficar mais perto
Mamãe vai dormir Criando intimidade [...]
O sol foi dormir [...] BAYEH, Mônica Raouf El. Cafuné. In: Poesia toda prosa.
PAIVA, Flávio. Cafuné. Disponível em: <[Link] Disponível em: <[Link]
[Link]/musicas/infantis-e-infanto-juvenis/cafune/>. Acesso em: [Link]>. Acesso em: 23 fev. 2021.
5 fev. 2021. Fragmento. Fragmento.
(P101650I7_SUP)
04) (P101650I7) Esses textos são semelhantes, pois
A) apontam que um cafuné pode ser retribuído.
B) apresentam como é bom dormir.
C) demostram que o cafuné faz dormir.
D) mostram que as pessoas gostam de cafuné.
E) sinalizam os perigos de sentir saudade. 2
BL01P10
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
Encantamento Casa Pré-fabricada
[...] Canta, Abre os teus armários, eu estou a te esperar
que tua voz Para ver deitar o sol sobre os teus braços castos
ardente e moça Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
faz com que eu sinta a meiguice E fazer do teu sorriso um abrigo
das palavras que a vida não me disse. Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Para te ouvir melhor Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
abro as janelas Que explique a minha paz
e fico a sós Tristeza nunca mais
com tua voz Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
sonhando Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
que a noite está cantando Abre essa janela, a primavera quer entrar
pelos lábios de fogo das estrelas. [...] Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canta, Canto e toco um tanto que é pra te encantar
que ao teu canto vejo Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
em tudo Que explique a minha paz
quietude atroz Tristeza nunca mais
de insatisfeito desejo
Canta, LOS HERMANOS. Casa Pré-fabricada. In: Letras. Disponível em:
– em cada ouvido há um beijo <[Link] Acesso em: 9 fev.
2021.
para tua linda voz.
MACHADO, Gilka. Encantamento. In: [Link].
Disponível em: <[Link]
encantamento>. Acesso em: 9 fev. 2021. Fragmento.
(P101648I7_SUP)
05) (P101648I7) Esses textos são semelhantes, pois
A) abordam os encantamentos provocados pelo canto.
B) anunciam a chegada da estação da primavera.
C) apresentam um sonho em uma noite de estrelas.
D) citam o fato de o mundo girar em linhas tortas.
E) expõem a necessidade de abrir as janelas para ouvir melhor.
BL01P10
3
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
Tempo Senhor do Tempo
Filtrava-se como se pudesse se esquivar da fúria do
Ó senhor do tempo,
Tempo. A fúria das horas. A fúria que aflora nas horas de
Por que não é como o dos sonhos:
solidão. Era inócua1 aos seus medos. Mas determinada
Eterno, figurado e risonho?
diante dos seus objetivos.
Costumava caminhar, e às vezes, percebendo ou não,
Chega de nutrir-se
deixava restos do que ficou e do que sonhava para trás.
Pensava, inerte: e se eu voltar? Voltaria, se pudesse? Das trevas, céus e oceanos!
Voltaria, se quisesse? Podia e, vez ou outra, queria. Mas o E ouça-me, senhor pesaroso:
que ganharia? Não se constroem castelos com pedaços do Quero saber quando é que acordamos!
que ficou. [...]
Mas o medo do fim teve fim. Findou-se numa tarde em que Pois já cansei-me de ouvir
o sol se apagou. Num lapso, faltou-lhe ar. Estranhamente, Sobre o porvir das mudanças.
não um sorriso. O mundo veio abaixo. Mas ela não. Nem E é enquanto seguem suas linhas,
ela, nem sua pele, nem seus objetivos. O mundo em pó. E Que perco minha presente esperança.
ela, só. Mas não tão só. Olhou ao redor. Figuras emergindo
das cinzas escuras. Viu-se naqueles rostos. Naqueles Então diga-me: por que?
olhos confiantes. Naqueles sorrisos de alívio. Pela primeira Por que logo o tempo amado e brilhante
vez, não se sentiu ameaçada. A ameaça e o Tempo não Deve quebrar-se em tão poucos instantes?
mais andavam de mãos dadas. Desatada, ela conseguiu
enfim encarar o futuro. CHIROLA, Iogo. Senhor do tempo. In: Pensamentos
poéticos. 2017. Disponível em: <https://
Naquele dia, fez as pazes com o Tempo.
[Link]/senhor-do-tempo-
*Vocabulário:
24f677b1b54e>. Acesso em: 28 jan. 2021.
1
inócua: inofensiva.
MARTINZ, Juliano. Tempo. In: Corrosiva. Disponível em: <[Link]
br/textos-profundos/tempo/>. Acesso em: 19 fev. 2021. Fragmento.
(P101647I7_SUP)
06) (P101647I7) Esses textos são semelhantes, pois
A) abordam as dúvidas acerca do passar do tempo.
B) apontam que o medo do fim foi superado.
C) citam a importância de fazer as pazes com o tempo.
D) comparam o tempo com o sonho.
E) demostram cansaço pela espera da mudança.
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
82 Admirável chip novo
[...] (quando nasci) me implantaram o programa Pane no sistema, alguém me desconfigurou
desde então frutifica cultivar a fé nos dados [...] Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
cinemas viraram templos estádios catedrais [...] Eu sempre achei que era vivo
meninos eu teria visto o mundo pela máquina Parafuso e fluido em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
para a futrica dos poetas não ter fim Nada é orgânico, é tudo programado
mas defeito de fábrica humana falha E eu achando que tinha me libertado
durou menos que minha vida aquele chip Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer
FARIA, Alexandre. Disponível em: <[Link] Reinstalar o sistema.
[Link]/poesia_brasis/minas_gerais/alexandre_faria.html>.
PITTY. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 21 nov. 2014. Fragmento. novo/>. Acesso em: 21 nov. 2014. Fragmento.
(P100161F5_SUP)
07) (P100161F5) O assunto comum a esses dois textos é
A) a associação da vida humana às máquinas.
B) a durabilidade da vida humana.
C) a falta de liberdade das pessoas.
D) o defeito das máquinas feitas por humanos.
E) o funcionamento do coração. BL02P10
4
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
O apanhador de desperdícios Razão de ser
Uso a palavra para compor meus silêncios. Escrevo. E pronto.
Não gosto das palavras Escrevo porque preciso,
fatigadas de informar. preciso porque estou tonto.
Dou mais respeito Ninguém tem nada com isso.
às que vivem de barriga no chão Escrevo porque amanhece,
tipo água pedra sapo. E as estrelas lá no céu
Entendo bem o sotaque das águas [...] Lembram letras no papel,
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto. Quando o poema me anoitece.
Porque eu não sou da informática: A aranha tece teias.
eu sou da invencionática. O peixe beija e morde o que vê.
Só uso a palavra para compor meus silêncios. Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In: Revista Bula.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 4 abr. 2019. LEMINSKI, Paulo. Razão de ser. In: Revista Bula. Disponível
Fragmento. em: <[Link]
de-paulo-leminski/>. Acesso em: 4 abr. 2019.
(P120313I7_SUP)
08) (P120313I7) Apesar de pertencerem a épocas distintas, esses textos são semelhantes, pois
A) abordam a impaciência ao ter que justificar o motivo de escrever.
B) destacam as razões pelas quais os poetas escrevem seus textos.
C) mencionam o desejo de os poetas terem a capacidade de cantar.
D) pontuam a preferência dos poetas pela natureza em detrimento da tecnologia.
E) versam sobre a necessidade de os poetas escreverem quando se sentem mal.
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
Soneto Seu aniversário
Canta no espaço a passarada e canta Hoje é seu dia
Dentro do peito o coração contente, É muito justo (E é muito justo)
Tu’alma ri-se descuidosamente, Que seja tão especial [...]
Minh’alma alegre no teu rir s’encanta. A gente quer tanto bem a você
Irmão querido, bom Papá, consente Sua alegria contagia a todos nós
Que neste dia de ventura tanta A gente quer é lhe devolver
Vá, num abraço de ternura santa, Parte do que você
Mostrar-te o afeto que meu peito sente. Traz pra gente...
Somente assim festejarei teus anos; Parabéns! Parabéns!
Enquanto outros podem, dão-te enganos, Hoje é o seu aniversário
Jóias, bonecos de formoso busto, Parabéns! Parabéns!
Mais uma volta no calendário...
Eu só encontro no primor da rima
Que você sorria
A justa oferta, a jóia que te exprima
É o que importa (é o que se espera)
O amor fraterno do teu mano.
Baby! todo dia
ANJOS, Augusto dos. Soneto. In: Biblio. Disponível Ter você presente
em: <[Link] É nossa sorte
[Link]/conteudo/AugustodosAnjos/ É o que nos faz potentes...
[Link]>. Acesso em: 31 jan. 2019. SANTOS, Lulu. Seu aniversário. In: [Link]. Disponível em: <[Link]
Fragmento. Mantida a ortografia original do texto. [Link]/lulu-santos/952601/>. Acesso em: 31 jan. 2019. Fragmento.
(P120115I7_SUP)
09) (P120148I7) Esses textos, apesar de terem sido produzidos em momentos históricos diferentes, aproximam-se por
A) apresentarem o desejo do eu lírico em homenagear alguém especial.
B) celebrarem as relações de amizade entre irmãos.
C) expressarem críticas a algumas pessoas que valorizam bens materiais.
D) fazerem referência à passagem do tempo marcada no calendário.
E) ressaltarem a alegria sentida no dia do aniversário.
BL02P10
5
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
O primeiro beijo O Primeiro Beijo
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um Ah como eu queria que voltasse o tempo
dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a Pra viver de novo aqueles momentos
brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos [...]. Lembra aquela noite no final da rua
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar Sob o clarão da lua, a gente se olhou [...]
bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar,
sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. E rolou um clima, o primeiro beijo
E nem sombra de água. [...] Aquela magia nos apaixonou
O jeito era mesmo esperar, esperar. A gente se ligou e tudo começou
[...] na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... A nossa história de amor [...]
o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O
ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu MARAIAL, Marquinhos; DIAS, Sivaldo. Intérprete:
MAGALHÃES, Léo. O primeiro beijo. In: [Link].
ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. Disponível em: <[Link] Acesso em: 24
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os maio 2019. *Adaptado para fins didáticos. Fragmento.
ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. [...] Agora
podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua
fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da
boca da mulher que saía a água. [...]
E soube então que havia colado sua boca na boca da
estátua da mulher de pedra. [...]
Olhou a estátua [...].
Ele a havia beijado. [...]
LISPECTOR, Clarice. O primeiro beijo. In: blog Clarice Lispector. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 24 maio 2019. Fragmento.
(P120243I7_SUP)
10) (P120245I7) Esses textos são semelhantes, pois
A) abordam o sentimento amoroso entre duas pessoas.
B) discorrem sobre a vontade de voltar no tempo.
C) expressam a inocência dos relacionamentos.
D) falam sobre a insegurança sentida no primeiro beijo.
E) tratam das experiências do primeiro beijo.
BL02P10
6
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1
Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu
[...] Sempre me pareceu injusto ter tido tão pouco tempo para cair nas graças dos meus sogros,
enquanto Victor teve um ano para se insinuar no coração dos meus pais antes de nos casarmos.
Admito que não foi fácil para nenhum dos dois. Numa das primeiras vezes que ele foi jantar
na minha casa, estávamos sentados à sala de estar com minha mãe. Nós duas estávamos no
sofá e de lá dava para ver meu pai entrando na sala na ponta dos pés. Ele levou o dedo até a
boca, pedindo que não avisássemos ao Victor que estava atrás dele e que havia um lince1 vivo
debaixo de seu braço direito. [...] Presumi que papai havia esquecido o lince em casa sem querer,
foi dormir e depois acordou e se deu conta do problema e, ao escutar a voz do Victor, estava
tentando tirar o animal de casa sorrateiramente pela porta dos fundos para que Victor nunca
suspeitasse que éramos do tipo de família que tinha linces vivos dentro de casa. Infelizmente,
essa não era nem um pouco a intenção de meu pai, e meus olhos se arregalaram aterrorizados
quando ele se inclinou para a frente e gritou com uma voz estrondosa e alegre: “OLÁÁÁÁÁ,
VICTOR”, e jogou o lince vivo em cima dele.
A maioria das pessoas vai ler isto e supor que essa era a maneira que meu pai tinha de fazer
com que os quase pretendentes ficassem com tanto medo dele que sempre tratariam suas filhas
bem, mas isso não era uma de suas preocupações, de jeito nenhum. Ele teria jogado o lince
vivo com a mesma satisfação em cima da minha mãe ou de mim, se não fosse pelo fato de que
havíamos desenvolvido uma noção sobre-humana dos sons aterrorizantes que meu pai fazia
quando tentava fazer silêncio. Em defesa do meu pai, era um lince pequeno que ele estava
cuidando para que pudesse retornar à natureza, e não um lince de tamanho normal, daqueles
que ficavam no quintal. [...]
*Vocabulário:
1
lince: espécie de felino.
LAWSON, Jenny. Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu. Tradução Maya Bellomo Johnson. Belo Horizonte: Editora
Gutenberg, 2013. Fragmento.
Texto 2
Disponível em: <[Link] Acesso em: 19 nov. 2019.
(P090333I7_SUP)
11) (P090333I7) Esses textos têm em comum o fato de
A) apresentarem situações em que uma pessoa tenta assustar a outra.
B) indicarem a importância do contato com a natureza para o bem-estar das pessoas.
C) mostrarem as peculiaridades dos animais de estimação felinos.
D) reforçarem o modo como as pessoas devem lidar com a criação de animais.
BL03P10
7
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
Poema Autobiográfico
Onde eu nasci
A cidade é sorriso
Do triângulo mineiro, Araguari [...]
Na chuva, brincando cresci
Ouvi os pássaros no quintal
E as estórias de saci
Fui criança, afinal...
Hoje longe, eu aqui
E lá sempre estarei
Em nada mudei! [...]
SPAGNOL, Luciano. Disponível em: <https://
[Link]/32k81FW>. Acesso em: 20 fev. 2020.
Fragmento.
WATTERSON, Bill. Disponível em: <[Link] Acesso em: 21 fev. 2020.
Adaptado para fins didáticos.
(P120688I7_SUP)
12) (P120688I7) Esses textos são semelhantes, pois
A) abordam as dificuldades da escrita de um poema.
B) apresentam a narrativa da própria vida como tema.
C) citam narrativas fantásticas que são contadas às crianças.
D) mostram os sentimentos de saudade da infância.
E) revelam a saudade das brincadeiras infantis.
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
Poesia Samba de Uma Nota Só
Gastei uma hora pensando um verso Eis aqui este sambinha feito de uma nota só
que a pena não quer escrever. Outras notas vão entrar, mas a base é uma só
No entanto ele está cá dentro Esta outra é consequência do que acabo de dizer
inquieto, vivo. Como eu sou a consequência inevitável de você
Ele está cá dentro Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada
e não quer sair. Ou quase nada
Mas a poesia desse momento Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada
inunda a minha vida inteira. Não deu em nada
E voltei pra minha nota como eu volto pra você
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia. In:
Vou cantar em uma nota como eu gosto de você
Antônio Cícero blogspot. Disponível em: <[Link]
E quem quer todas as notas: Ré, mi, fá, Sol, lá, si, dó
ly/37cFiUF>. Acesso em: 14 nov. 2019.
Fica sempre sem nenhuma, fica numa nota só
JOBIM, Tom. Samba de uma nota só. In: Letras. Disponível em: <[Link]
ly/2ES8Xq0>. Acesso em: 14 nov. 2019.
(P100689I7_SUP)
13) (P100692I7) Apesar de pertencerem a épocas distintas, esses textos apresentam em comum
A) a descrição do processo da criação poética.
B) a exposição da vida amorosa de um casal.
C) a quantidade de versos existentes em um poema.
D) o detalhamento das notas musicais de um samba.
E) o tempo que um poeta gasta refletindo sobre a obra.
BL03P10
8
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1 Texto 2
ela tem os olhos marejados Olhos De Mar
Ela tem os olhos marejados e nunca sei se é Pra quem só queria ver
porque vai começar a chorar ou porque acabou Um céu azul e o mar
de rir. É azul, porém contra o sol se passa por Num final de entardecer
verde-musgo [...]. Vejo você passar
Ninguém nota que também é constante E jogar ao vento toda paz
porque é sempre marejado não importa a estação Que eu vim buscar
e parece mesmo como se o mar morasse dentro
dela assim como na palavra marejado. Esse teu sorriso é luz
Ela ri com vontade o que incomoda muita Vem pra me iluminar
gente, mas eu fico na dúvida entre o desespero Nesse seu vestido azul
e a alegria porque ela é sempre imprevisível e Feito pra me encantar
tem gente que não confia em gente assim. Fala no meu coração
No outro dia eu senti a terra revolta perto Sem medo de acordar
dela e logo perguntei o que era e ela disse que
essa era a tranquilidade na sua melhor forma. Nesses seus olhos de mar
Eu logo interrompi dizendo que esse é o exato Nesses seus olhos de mar
oposto da tranquilidade e ela riu dizendo [...] Onde eu mergulhei
que não há lugar mais tranquilo de se estar. Onde eu me encontrei
Onde o amor pode brilhar
FAVARINI, Gabi. ela tem olhos marejados. In: Medium.
Disponível em: <[Link] DJEM, Alma. Olhos de Mar. In: Letras mus. Disponível em:
olhos-marejados-e81234d2b0ec>. Acesso em: 8 jan. 2021. <[Link] Acesso em: 1 mar. 2021. Fragmento.
Fragmento.
(P090765I7_SUP)
14) (P090765I7) Esses textos possuem em comum o fato de
A) afirmarem que a afeição pode ser demonstrada através do olhar.
B) apontarem o desejo de observar o oceano.
C) compararem o olhar de uma pessoa ao oceano.
D) demonstrarem a indecisão sobre a cor dos olhos de uma pessoa.
BL03P10
9
P1001
Leia os textos abaixo.
Texto 1
Meu tio o Iauaretê
[...] Mecê acha que eu pareço onça? Mas tem horas em que eu pareço mais. Mecê não viu.
Mecê tem aquilo — espelhim, será? Eu queria ver minha cara... Tiss, n’t, n’t... Eu tenho olho
forte. Eh, carece de saber olhar a onça, encarado, olhar com coragem: hã, ela respeita. Se mecê
olhar com medo, ela sabe, [...]. Pode ter medo nenhum. Onça sabe quem mecê é, sabe o que tá
sentindo. Isso eu ensino, mecê aprende. Hum. Ela ouve tudo, enxerga todo movimento. Rastrear,
onça não rastreia. Ela não tem faro bom, não é cachorro. Ela caça é com os ouvidos. Boi soprou
no sono, quebrou um capinzinho: daí a meia légua onça sabe... Nhor não. Onça não tocaia de
riba de árvore não. Só suaçurana é que vai de árvore em árvore, pegando macaco. Suaçurana
pula pra riba de árvore; pintada não pula, não: pintada sobe direito, que nem gato. Mecê já viu?
Eh, eh, eu trepo em árvore, tocaio. Eu, sim. Espiar de lá de riba é melhor. Ninguém não vê que
eu tou vendo... Escorregar no chão, pra vir perto da caça, eu aprendi melhor foi com onça. Tão
devagarim, que a gente mesmo não abala que tá avançando do lugar... Todo movimento da caça
a gente tem que aprender.[...]
ROSA, João Guimarães. Estas estórias. Disponível em: <[Link] Acesso em: 5 mar. 2021. Fragmento.
Texto 2
Romance d’A pedra do reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta
[...] Atrás dos dois porta-bandeiras, o leigo e o Frade, numa jaula colocada sobre uma carreta
puxada por dois burros bem tosados e escovados, ripados à moda cigano-sertaneja, vinha uma
Onça-Pintada, um soberbo animal de malhas negras e pelo cor de ouro, manchado, aqui e ali, de
um vermelho [...]. Depois, em jaulas semelhantes, vinham: uma Onça-Parda, dessas chamadas
no Sertão de Suçuaranas ou Onças-de-bode; um casal de Pavões, abrindo o macho, ao Sol,
sua cauda incrustada de joias e pedrarias; uma Onça-Negra, ou seja, uma Maçaroca, que é uma
Onça mestiça de negra e pintada, dessas que têm o dorso meio pardo em cima do espinhaço e
sob cujo pelo negro e aveludado veem-se malhas, meio-negras, meio-vermelhas, mas sempre
luminosas: são chamadas, também, de Onças lombo-pardo, assim como a Negra é chamada
Onça-Tigre ou Onça lombo-preto. [...]
Para que Vossas Excelências não estranhem que eu seja tão entendido em Onça e bandeira,
explico, primeiro, que sou membro do nosso querido e tradicional “Instituto Genealógico e Histórico
do Sertão do Cariri”, fundado pelo Doutor Pedro Gouveia, e no qual, para se entrar, a gente
tem que fazer um curso completo de bandeiras, brasões e outras coisas armoriais. Quanto às
Onças, posso dizer em sã consciência que fui criado junto com uma, na fazenda “Onça Malhada”,
pertencente a meu tio e Padrinho, Dom Pedro Sebastião GarciaBarretto. Na “Onça Malhada”, não
sei se como alusão ao nome da fazenda, havia uma Onça-Pintada, mansa, criada solta no pátio
e no tabuleiro da frente da casa. [...]
SUASSUNA, Ariano. Romance d’A pedra do reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta [recurso eletrônico].
Disponível em: <[Link] Acesso em: 5 mar. 2021. Fragmento.
(P101666I7_SUP)
15) (P101666I7) Uma traço comum a esses dois textos é
A) a citação do local onde o narrador viveu a história.
B) a compreensão do narrador sobre o significado de bandeiras.
C) a descrição feita pelo narrador de diversas espécies de onças.
D) a narração de uma situação perigosa vivida pelo narrador.
E) a referência à proximidade do narrador com uma onça.
BL03P10
10
P1001
Leia o texto abaixo.
Jogos de tabuleiro resistem às mídias digitais e atraem novos fãs
Em um momento da história da humanidade onde quase tudo passa por digitalização, a
inovação e crescimento do mercado de jogos de tabuleiro surpreendem.
Na contramão do sucesso dos videogames e joguinhos de celulares [...], esse segmento
encontrou uma brecha e uma demanda para continuar a existir e expandir seu alcance em nível
mundial.
Segundo a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), 8,9% das vendas
de brinquedos são representadas por esses produtos, o que gera um lucro de quase R$ 600
milhões anuais.
Clássicos como War, Banco Imobiliário e Jogo da Vida ainda continuam conquistando novas
gerações, mas títulos novos e com dinâmicas diferentes colaboram para esse retorno de interesse.
Além das tradicionais empresas do ramo, [...] editoras menores e independentes têm liderado
a mudança no perfil dos jogos e de seus adeptos e adaptando sucessos internacionais para o
mercado brasileiro. [...]
MALDONADO, Helder. Jogos de tabuleiro resistem às mídias digitais e atraem novos fãs. In: R7. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 6 jan. 2019. Fragmento. (P090408I7_SUP)
16) (P090410I7) Qual é o assunto desse texto?
A) As empresas criadoras de jogos de tabuleiro.
B) As gerações adeptas aos jogos clássicos.
C) O crescimento do mercado de jogos de tabuleiro.
D) O papel das editoras de jogos independentes.
Leia o texto abaixo.
Nasa encontra planeta similar à Terra em potencial zona habitável
Cientistas da Nasa divulgaram nesta quinta-feira (23) que descobriram um exoplaneta com
características muito similares à Terra e que orbita uma estrela semelhante ao Sol.
O planeta Kepler-452b foi chamado pelos cientistas de “primo distante” da Terra. Ele é 60%
maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido
determinados.
Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de
Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.
Essa estrela é um pouco mais velha que o Sol (tem “só” 1,5 bilhão de anos a mais), tem a
mesma temperatura, é 20% mais brilhante e possui um diâmetro 10% maior. [...]
Além desse achado, foram descritos ainda outros 11 candidatos a planeta que também estão
em zona habitável.
A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e
embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles
circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.
G1. Nasa encontra planeta similar à Terra em potencial zona habitável. 2015. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 16 nov. 2015. Fragmento. (P090714H6_SUP)
17) (P090725H6) No trecho “... que orbita uma estrela semelhante ao Sol.” (1° parágrafo), o termo destacado
refere-se à palavra
A) exoplaneta.
B) Nasa.
C) sistema.
D) Terra.
18) (P090962H6) No trecho “Além desse achado,...” (5º parágrafo), a expressão destacada indica
A) adição.
B) comparação.
C) explicação.
D) proporção.
BL05P10
11
P1001
Leia o texto abaixo.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 15 ago. 2014. (P090486H6_SUP)
19) (P090486H6) Esse texto foi escrito para
A) anunciar um produto.
B) divertir um público.
C) incentivar uma atitude.
D) narrar uma história.
Leia o texto abaixo.
Morador flagra “visita” de macaco no telhado de casa em Sorocaba
Segundo jornalista, esta não é a primeira vez que vê animais na residência.
Um morador flagrou a “visita” inusitada de um macaco da espécie Bugio no telhado da casa, no
bairro Vila Haro, em Sorocaba (SP). De acordo com o jornalista Guilherme Costa, os movimentos
nas árvores da residência chamaram a atenção e, ao checar, se deparou com o animal. “Ele parecia
estar nervoso e não deu atenção quando nos viu”, conta. O caso foi registrado na sexta-feira (29).
O bairro onde a casa está localizada é próximo ao Zoológico Municipal e, apesar de não ser a
primeira vez que se depara com um animal em casa, sempre é uma surpresa ver um macaco no
telhado. “Já faz tempo, mas outros macacos já vieram. Estamos acostumados, pois, além deles,
aparecem morcego, gambá e aves diversas”, diz.
Ainda segundo o jornalista, após a visita, o macaco – que não apresentava ferimentos –
voltou a passear pelos telhados vizinhos até chegar em uma mata ao lado do zoológico. Entre
os moradores da região está o biólogo Rafael Viana que informou ao jornalista sobre os hábitos
alimentares dessa espécie. “O macaco Bugio não come banana e, sim, pequenos frutos, insetos
e flores”, finaliza.
G1. Morador flagra “visita” de macaco no telhado de casa em Sorocaba. 2016. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 1 fev. 2016. (P091105H6_SUP)
20) (P091105H6) No título desse texto, as aspas foram usadas para
A) introduzir uma citação de um livro.
B) indicar um sentido diferente para uma palavra.
C) apontar a fala de uma pessoa.
D) indicar a tradução de um termo estrangeiro.
BL05P10
12
P1001
Leia o texto abaixo.
Migração
Movimento de certas espécies animais de um lugar para outro a fim de encontrar condições
adequadas de procriação e alimentação. A distância percorrida pode ser grande ou pequena.
A andorinha-do-mar do Ártico viaja cerca de 40 000 km por ano. A migração vertical diária do
zooplâncton é medida em metros. Nem todas as migrações incluem jornadas de regresso. As
grandes migrações dos gafanhotos ocorrem quando toda a vegetação de um lugar foi devastada.
As renas migram quando o alimento se torna escasso, assim como os gnus na África e o canguru
vermelho da Austrália. O período entre as migrações pode ser de algumas horas até muitos anos.
Em geral, os animais migram para lugares adequados para a procriação. Alguns albatrozes,
o fulmar e outros pássaros oceânicos retornam a um lugar específico para procriarem, assim
como as tartarugas-do-mar e a tartaruga-verde. As rãs e outros anfíbios têm que migrar para
águas adequadas a fim de acasalar e procriar. Muitas baleias se alimentam nas águas árticas ou
antárticas, mas migram para os trópicos a fim de se reproduzirem. Alguns morcegos percorrem
várias centenas de quilômetros para hibernar. As borboletas do Canadá voam para o sul para
passar o inverno em bandos. Os mecanismos através dos quais os animais traçam suas trilhas
de migração não são completamente compreendidos. Aprendizado, sentido do olfato e orientação
magnética podem estar envolvidos. Os pássaros são conhecidos por estabelecerem um curso de
bússola feito pelo sol, as estrelas e um senso magnético nato.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 24 fev. 2011.
(P090064C2_SUP)
21) (P090064C2) O assunto desse texto é
A) o local para onde as borboletas migram.
B) o movimento migratório de certas espécies de animais.
C) a função do olfato dos animais nos movimentos migratórios.
D) a distância percorrida pelos animais nos movimentos migratórios.
Leia o texto abaixo.
Serra da Capivara
Uma geografia incrível no Piauí
O maior conjunto de pinturas rupestres já concentrados no mundo está espalhado pelos 129
140 hectares do Parque Nacional da Serra da Capivara. Ele possui uma área de quase 1 300
Km e está localizado no interior do estado do Piauí, a 530 Km da capital, Teresina. Por sua
riqueza, em 1991 foi considerado patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Dos mais de
oitocentos sítios arqueológicos, aproximadamente 120 estão abertos à visitação. A arqueóloga
Niède Guidon, que dirige o parque, sustenta ter encontrado indícios do povoamento humano
remetendo há até 100 mil anos. Esse é o cenário de uma pesquisa em plena caatinga, que conta
um pouco da origem do homem.
Nele está um dos lugares mais maravilhosos do Brasil. Além da grande importância ecológica,
há também a arqueológica, revelando um país remoto e pouco conhecido. Os vestígios da
presença do homem pré-histórico foram o principal motivo para a criação do Parque Nacional da
Serra da Capivara.
Dentro do parque existem várias opções de passeios, que guardam muitas surpresas. Entre elas
está o Boqueirão da Pedra Furada, onde são encontrados 1 200 conjuntos de pinturas rupestres,
retratando o cotidiano remoto do homem, como cenas de caçadas, rituais ou algum tipo de dança
e até representação de animais extintos, como o veado-galheiro, e da capivara. Essa última está
representada com seu filhote em uma pintura que virou o símbolo da região. [...]
Geografia. Jun. 2010 – n. 31 – Ed. Escala Educacional. p 32/33. Fragmento. (P090265ES_SUP)
22) (P090266ES) A expressão destacada no trecho “Além da grande importância ecológica,...” (2º parágrafo)
introduz uma ideia de
A) adição.
B) comparação.
C) contradição.
D) tempo. BL09P10
13
P1001
Leia o texto abaixo.
RUAS, Carlos. Disponível em: <[Link] Acesso em: 7 ago. 2016. (P100209H6_SUP)
23) (P100209H6) De acordo com esse texto, o cachorro
A) entendeu errado a fala do gato.
B) está insatisfeito em usar uma roupa.
C) foi abandonado pelo gato.
D) quer mandar em outros cachorros.
E) queria se proteger do frio.
BL09P10
14
P1001
Leia o texto abaixo.
Desculpe o auê
Desculpe o auê
Eu não queria magoar você
Foi ciúme sim [...]
Perdi a cabeça
Esqueça!
Ai! Ai! Ai! Ai!
Oh! No!...
Da próxima vez eu me mando
Que se dane meu jeito inseguro
Nosso amor vale tanto
Por você vou roubar
Os anéis de Saturno... [...]
LEE, Rita. Disponível em: <[Link] Acesso em: 30 set. 2014. Fragmento. (P100093F5_SUP)
24) (P100094F5) Os versos “Desculpe o auê” (1ª estrofe) e “Que se dane meu jeito inseguro” (2ª estrofe)
apresentam linguagem própria de
A) apresentações de telejornais.
B) conversas entre amigos.
C) livros didáticos.
D) manuais de instruções.
E) textos científicos.
25) (P100096F5) No verso “Da próxima vez eu me mando” (2ª estrofe), a forma verbal em destaque tem o
sentido de
A) arremessar.
B) enviar.
C) falar.
D) ordenar.
E) partir.
Leia o texto abaixo.
Criança
O pai telefona para casa:
– Alô?
– ...
Reconhece o silêncio da tipinha. Você liga? Quem fala é você.
– Alô, fofinha.
Nem um som. Criança não é para ser chamada de fofinha. Cinco anos, já viu.
– Oi, filha. Sabe que eu te amo?
– Eu também.
“Puxa, ela nunca disse que me amava”.
– Também o quê?
– Eu também amo eu.
TREVISAN, Dalton. Crianças (seleção). Curitiba, 2001, p. 31. (P120070F5_SUP)
26) (P120070F5) Nesse texto, o uso do diminutivo em “fofinha” (5º parágrafo) indica
A) admiração.
B) carinho.
C) indignação.
D) intensidade.
E) ironia. BL09P10
15