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ONU e CS

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ORGANIZAÇÕES E INSTITUIÇÕES

INTERNACIONAIS
Prof. Me. Ricardo C. Chaccur
Organizações e Instituições Internacionais
Prof. Me. Ricardo C. Chaccur

Aula 04, 05 e 06 – A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS


Organizações e Instituições Internacionais
Prof. Me. Ricardo C. Chaccur

Objetivos:

1) Entender o Contexto histórico, os elementos e os motivos do fracasso da Liga das Nações;


2) Entender o Contexto Histórico de criação da ONU;
3) Entender quais são as Características Gerais da Carta de São Francisco da ONU;
4) Entender a Estrutura e Atuação da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança;
5) Entender a relação do Brasil com a ONU;
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A Liga das Nações = Sociedade das Nações: Contexto histórico:

- Criada em pela Conferência de Paz que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, em 28 de abril de 1919, o projeto que criou a

- As suas três funções essenciais foram:


▪ 1) a segurança;
▪ 2) a cooperação econômica, social e humanitária;
▪ 3) a execução de certos dispositivos dos tratados de paz de Versalhes.

- Obs: Foi a primeira organização internacional intergovernamental com o objetivo específico de manter a paz através de
mecanismos jurídicos, de caráter permanente e de alcance geral e universal, baseada nos princípios da segurança coletiva e
da igualdade entre os Estados
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A Liga das Nações e o Tratado de Versalhes: Contexto histórico:

- Pós Guerra e duas propostas para a Liga das Nações:


▪ 1ª) Proposta Francesa – Projeto de León Bourgeois: militarizada, imperativa e que pudesse efetivamente vir a ser um
instrumento de constrangimento a eventuais agressões = baseia sua proposta na prevenção dos conflitos, inclusive com
a constituição de forças armadas específicas sob o controle da Liga.

▪ 2ª) Proposta Britânica – Projeto de Hurst-Miller: apoiada pelos EUA, pelos países-membros do Common-wealth e pela
América Latina : descartava o militarismo supranacional e a criação de uma sociedade coercitiva = propugna uma
sociedade voluntarista, baseada no princípio da boa-fé e da boa-vontade dos Estados- Membros e indicava tão-somente
a mediação internacional para coibir os litígios = a pressão para a solução das controvérsias deverá repousar sobre a
opinião pública e a exclusiva ingerência moral dos Estados. = Proposta que serviu de base para o Tratado de Versalhes.

- As atividades desenvolvidas pela Liga se concentravam em três planos:


- 1º) Fazer com que fossem respeitados os tratados internacionais;
- 2º) Criar um clima de confiança mútuo como objetivo de reforçar a segurança das relações internacionais;
- 3º) Promover uma Justiça Social a partir do entendimento que esta está relacionada com a paz = criação da OIT;
▪ Obs: Incluia uma política de controle da fabricação bélica e de desarmamento.
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A Liga das Nações e o Tratado de Versalhes: Contexto histórico:

- O Tratado de Versalhes = os vencedores impõem aos vencidos, em quatrocentos e quarenta artigos várias imposições à Alemanha, dentre
as quais destacam-se: Cessão de territórios, renúncia às colônias, desarmamento, pesadas reparações de guerra, definição de um corredor
polonês a dividir o território alemão;

Obs: A Liga, sediada em Genebra, foi contaminada por um verdadeiro espírito genebrino, neutro, na qual considerava que as relações
internacionais pudessem se manifestar apenas por meio da cooperação e da boa vontade.
Estabelecia no Tratado que: “para o desenvolvimento da cooperação entre as nações e para a garantia da paz e da segurança internacionais”
é necessário que os países membros acatem as seguintes exigências:
▪ a) aceitar certas obrigações de não recorrer à guerra;
▪ b) manter abertamente relações internacionais fundadas sobre a justiça e a honra;
▪ c) observar rigorosamente as prescrições do direito internacional, reconhecidas doravante como norma efetiva de procedimentos dos
governos;
▪ d) fazer reinar a justiça e respeitar escrupulosamente todas as obrigações dos tratados nas relações mútuas dos povos organizados.

Crítica: “Apesar de seu caráter idílico e ingênuo pouco conforme a realidade internacional, o defeito congênito do Pacto da SDN foi sua
inclusão no interior do Tratado de Versalhes. A nova organização nascia, assim, fazendo uma nítida distinção entre vencidos e vencedores da
Primeira Guerra. Para uma instituição que se propunha à universalidade e a operar com vistas à manutenção da paz, esta decisão significou
um pecado original que auxiliará a colocar em xeque seus objetivos.” (Manual das Organizações Internacionais – Ricardo Seitenfus – Cap. 4)
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A Liga das Nações e o Tratado de Versalhes: Gargalos e fragilidades:

- EUA, um dos grandes apoiadores da Proposta Britânica, assina, mas não ratifica o Tratado;

- Liga das Nações prega a universalização, mas dificulta entrada de outros Estados com analises minuciosas e burocracia;

- Não se preocupa com o desligamento do Tratado de Versalhes pelos Estados-membros = os termos do Tratado facilitam
qualquer Estado se desligar do Tratado;

- Ausência de sanção material para os infratores = conseqüência = encorajamento à agressão = bastava o Estado agressor se
retirasse da Liga para que não fosse alcançado pelo princípio da segurança coletiva; Se um Estado que não estivesse
satisfeito com as condições da Liga poderia se auto-excluir = O Brasil foi o 1º país a se autoexcluir da Organização, em 1926.

- Volta de um nacionalismo agressivo e revanchista no início da década de 1930

- As contradições e lacunas do Pacto.


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A Liga das Nações e os elementos precedentes da 2ª GM: Prof. Me. Ricardo C. Chaccur
- 1925 - Tratado de Locarno: políticas dos países vencedores da 1ª GM para incluir a Alemanha na nova diplomacia sustentada por princípios pacifistas;
- 1928 – Assinatura do Pacto Briand-Kellog formalizava a renúncia à guerra como prática dos Estados = sensação de consolidação da paz;
- 1929 - Queda da bolsa de Nova Iorque impacta a economia capitalista para uma profunda depressão;
- 1931, o Japão ataca a província chinesa da Manchúria, fundamentando proteger uma ferrovia que estava sob sua responsabilidade no Sul deste território, e
assim, ocupando todo território da província e criando o Estado de Manchu sob sua proteção em 1932 = Liga recomenda o não reconhecimento do Estado de
Manchu e provoca a saída do Japão da Liga + Sanções pífias impostas ao novo Estado = a China acaba sendo obrigada a assinar um tratado com o Japão,
reconhecendo a conquista do território pela agressão como fato consumado.
- 1933 – A liga das nações convoca a Conferência de Londres por entender que a crise econômica era mundial e que deveria ser enfrentada coletivamente X EUA
se opõem às medidas coletivas, uma vez que já tinham implementado sua nova política: New Deal = fracasso nos entendimentos = Medidas Individuais para
cada país conter a sua crise;
- Resultado = O crescente desemprego, a falta de perspectivas e as decepções acumuladas = Reaparecimento do Nacionalismo, radicalismo, diplomacia bilateral
e secreta = Surgem o nazismo na Alemanha, o militarismo expansionista no Japão, o fascismo italiano = A Liga das Nações acaba desamparada perante esse novo
cenário contrastante com seus objetivos e anseios de entendimentos multilaterais;
- 1933 – Hitler retira a Alemanha da Liga para evitar o controle sobre a fabricação de material bélico + política antisemita + reconstrução do poder bélico alemão
= A reação da Liga foi apenas de convidar a França e a Alemanha para que analisassem juntas soluções para resolver a tentativa de retomada da Alemanha de
territórios reivindicados pela França no pós 1ª GM.
- 1935 - Mussolini decidiu ocupar a Etiópia = A reação da Liga foi determinar sanções previstas no tratado como o embargo de armas para a Itália, mas que não
surtiu efeito, pois os países europeus por conveniência e por não quererem entrar emguerra com a Itália não cumnpriram = A Etiópia acabou tendo que
reconhecer sua anexação, abrindo mão de sua soberania;
- 1936-1938 - Guerra civil espanhola com o auxílio da Itália e da Alemanha às tropas do General Francisco Franco = Reação da Liga: nenhuma intervenção;
Resultado = Falta de credibilidade e esvaziamento da Liga, com a saída de vários países, dentre os quais: Chile, Espanha, Guatemala, Honduras, Hungria,
Nicarágua, Paraguai, Peru, Salvador e Venezuela;
- 1939 – Início da 2ª GM.
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ONU - Organização das Nações Unidas:

- Criação:
é um órgão internacional criado em 24 de outubro de 1945, após a Segunda Guerra Mundial.

- Objetivos:
Manter a paz: Mecanismos de solução pacífica de conflitos e medidas excepcionais;
Cooperação entre as nações: relações amistosas, baseadas no princípio da igualdade de direitos, da autodeterminação
dos povos e do fortalecimento da paz mundial;
Contribuir para a solução dos problemas de caráter econômico, social, cultural e humanitário: cooperação entre os
povos para ações conjuntas do desenvolvimento e promoção dos direitos individuais e coletivos, independente de raça,
cor, religião, língua ou sexo;
Centro de harmonização: ambiente neutro para o desenvolvimento de ações que garantam o cumprimento dos objetivos.
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Fatos e antecedentes que contribuíram para o surgimento da ONU:

- Falha da Liga das Nações em evitar a 2ª GM;

- Saldo devastador da 2ª GM = mais de 30 milhões de feridos e pelo menos 50 milhões de mortos e cidades europeias
completamente destruídas.

- Holocausto que resultou na morte de milhões de judeus e Bombas Atômicas lançadas em Hiroshima e em Nagasaki que
resultou em milhões de japoneses mortos.

- Divisão política do mundo entre capitalistas (EUA) e socialistas (URSS).

- 1945 – Fev: Conferência de Yalta = reunião de Franklin Roosevelt (1858-1911), Winston Churchill (1874-1965) eJosef Stalin
(1878-1953) começaram a discutir a criação da ONU antes do fim da guerra.

- 1945 – abr e jun: Elaboração e Celebração da Carta de São Francisco = Carta das Nações Unidas por 50 países;

- 1945 – 24 de outubro: criação das Nações Unidas.


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ONU: Características da Carta de São Francisco:


- Constitui um sistema jurídico que se articula em torno da afirmação da segurança coletiva entre os Estados-Membros. Ou seja, o sistema
construído se sustenta no princípio “da paz pelo Direito”;
- Contou com representantes europeus, alguns asiáticos e poucos africanos;
- Surge pela iniciativa de um bloco de países coligados circunstancialmente numa aliança militar;
- O preâmbulo torna ilegal a utilização unilateral da força, mas prevê que ela venha a ser empregada, individual ou coletivamente, para
defender o chamado interesse comum.
- Consagra o Princípio da autodeterminação dos povos = terminar com o terrotórios que ainda estavam sob domínio da colonização;
- Consagra o Princípio da não intervenção = soberania = salvo exceções: arts. 41 e 42 da Carta;
- Prevê a criação do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), composto por cinqüenta e quatro membros eleitos pela Assembléia Geral (art.
61, § 1º) para cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter econômico, social, cultural ou humanitário, e
para promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos;
- Estabalece mecanismos para a solução pacífica dos litígios. Tanto quanto as sanções, a estratégia para resolver sem violência as
controvérsias obedece a várias etapas. A primeira delas prevê que as partes numa controvérsia devem buscar chegar a uma solução através
da “negociação, inquérito, mediação, conciliação, arbitragem, solução judicial;
- Rigidez para alterar ou emendar a Carta: 2/3 dos membros da Assembléia Geral, com a aprovação de todos os membros permanentes do
Conselho de Segurança = o direito de veto evita que a Carta altere a composição do Conselho de Segurança;
- Não prevê mecanismos de retirada de um Estado-Membro, apenas a expulsão para Estados violado persistentemente os Princípios
contidos” na Carta, com exceção aos cinco membros permanentes no Conselho de Segurança;
- Movimento de Universalização com a inclusão de Estados de todos os continentes X Liga das Nações;
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Estrutura - Principais Órgãos da ONU:

1) Assembleia Geral;

2) Conselho de Segurança;

3) Secretariado;

4) Conselho Econômico e Social;

5) Corte Internacional de Justiça.


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ONU: Estrutura:Organograma:
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Conselho de Segurança da ONU: Prof. Me. Ricardo C. Chaccur

Função: manter a paz mundial por meio da propositura de acordos ou pela decisão de autorizar ações armadas.

Composição:
- 5 membros permanentes, com direito a veto:
▪ Estados Unidos;
▪ Rússia (antes de 1991 era a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas);
▪ Reino Unido;
▪ França;
▪ China (inicialmente a China Nacionalista, Formosa, e a partir de 1971, a China Continental, comunista).
- 10 membros rotativos, eleitos pela Assembleia Geral para um período de dois anos (2 da América Latina e Caribe, 5 da
África e Ásia, 2 da Europa Ocidental e 1 do Leste Europeu)
- Decisões = Por meio de Resoluções que todos os Estados-Membros devem acatar, sob pena de sofrer sanções por parte da
ONU

Obs: Crítica ao direito de veto = Diante da impossibilidade de consenso entre potências de matizes ideológicos diversos, a
regra da unanimidade entre os membros permanentes foi responsável pela paralisia que predominou no CS durante a
Guerra Fria.
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Conselho de Segurança da ONU: Imagem:


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A Reforma do Conselho de Segurança da ONU:

Pontos e críticas levantados em favor da Reforma:


1) Fim da Guerra Fria = Mudança na Ordem Mundial de Bipolar para Multipolar;
2) Novos Conflitos;
3) Fortalecimento dos Regionalismos;
4) Ascensão de potências médias e emergentes;
5) Discricionariedade que o P-5 tem para impor a coerção sem ter de justificá-la = resultado = ações que
defendem seus próprios interesses e não o bem de toda a comunidade internacional;
6) Falta de transparência nas deliberações em razão das reuniões fechadas do P-5 antes das reuniões com
todos os membros do CS;
7) Perda de Legitimidade;
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A Reforma do Conselho de Segurança da ONU: Prof. Me. Ricardo C. Chaccur

Propostas: Histórico:
- 1992 = início das discussões sobre a necessidade de Reforma do Órgão, a partir da Resolução 47/62 pela Assembleia
Geral, a qual solicitava aos Estados-membros a apresentação de sugestões para uma eventual reformulação da
composição do CSNU;
- 1993 = Criação da Open-Ended Working Group (OEWG) pelos países: África do Sul, Alemanha, Brasil, Índia, Japão e
Nigéria;
- 1997 = Proposta Razali: Embaixador da Malásia faz proposta de reforma ao OEWG = aumento de cinco novos assentos
permanentes, sem direito a veto, e quatro assentos não permanentes X Enfrentou resistências de um grupo de países
que se uniu em um bloco dos que eram contrários à criação de novas vagas permanentes (México, Argentina, Paquistão
e Itália = Unidos pelo Consenso), bem como da Organização da Unidade Africana, que não aceitavam a ausência do
poder de veto para os novos membros;
- 2000 = Documentos que apresentavam propostas: A More Secure World: Our Shared Responsability, em decorrência do
Painel de Alto Nível sobre Ameaças, Desafios e Mudança, de 2004; e o Relatório do Secretário-geral da ONU, Koffi
Annan, In Larger Freedom: Towards Development, Security and Human Rights for All, de 2005;
- 2004 = Surge o G4: Defendia a inclusão tambem de uma cadeira permanente para a África;
- 2005 = Proposta do G4;
-
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A Reforma do Conselho de Segurança da ONU: Prof. Me. Ricardo C. Chaccur

Proposta do G4:
- leva em consideração suas características comuns:
1) capacidade de atuação regional e global e amplo engajamento na ONU;
2) sistema político democrático que os credenciam para assumir as responsabilidades de um cargo permanente;
- Comunicado Conjunto de Imprensa do G4 em 2004: “é essencial que o Conselho de Segurança inclua, de
forma permanente, países que tenham a vontade e a capacidade de assumir as responsabilidades mais
significativas em relação à manutenção da paz e segurança internacionais”
- Proposta após consultas regionais: aumento de 15 para 25 membros no CSNU = seis novos membros
permanentes e quatro novos membros não permanentes (Alterada após negociações com a UA, na qual
exigiu a adição de mais um cargo não permanente à proposta original que deveria ser ocupada por
representantes do mundo em desenvolvimento);
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A Reforma do Conselho de Segurança da ONU: Prof. Me. Ricardo C. Chaccur

Proposta da UA:

- Defende a concessão de dois assentos permanentes com direito a veto mais dois assentos não permanentes
para a África = Declaração de Harare;

- Inclusão de seis novos membros permanentes e dez novos membros não permanentes, sendo os novos
membros africanos escolhidos pela própria União Africana = o Consenso de Ezulwini, reafirmando a Declaração
da Harare;
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Proposta do Unidos pelo Consenso = Coffe Club = UfC – Uniting for Consensus:

- ampliação das cadeiras somente não permanentes;


- Reivindicação de que a reforma do Conselho seja decidida por consenso de todos os Estados-membros da
ONU, e não somente por dois terços mais um, como estabelece o regulamento da Assembleia Geral;

Obs: O grupo se originou pela união de países opositores do G4 e outros interessados:


Argentina, Colômbia (opositores do Brasil);
Coreia do Sul (opositora do Japão);
Paquistão (opositor da Índia);
Malta, San Marino (aliados da Itália);
Canadá, Costa Rica e Turquia
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A Reforma do Conselho de Segurança da ONU:

Entraves para o avanço da Reforma do G4:


1) Resistência dos atuais membros permanentes à expansão de cadeiras cativas no CS;
2) Surgimento e Resistência de outros grupos e propostas ao G4: Unidos pelo Consenso = Coffe Club e UA -
União Africana;
3) Discriminação dos EUA quanto ao apoio dado à Índia (interesse de aliança e influência na Ásia) e não ao
Brasil (Manutenção como única potência hegemônica nas Américas);
4) Oposição inflexível da China em relação ao ingresso do Japão;
5) Estigma de Alemanha e Japão como países perdedores da 2ª GM;
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Assembleia Geral da ONU

- Composição: Representantes de todos os países membros, tendo cada um direito de voto;

- Função: discutir os assuntos relacionados com a paz, a segurança, o bem-estar e a justiça no mundo.

- Competência: Consultiva = Não pode tomar decisões, apresentando apenas voto de recomendação.

- Reuniões: 1 x por ano de forma regular, mas pode ser convocada, tanto pela maioria dos Estados-Membros quanto pelo Conselho de
Segurança, para sessões extraordinárias.

- Representação dos Estados-Membros: no máximo cinco delegados e cinco suplentes.

- Período das Reuniões: inicia seus trabalhos invariavelmente na terceira terça-feira do mês de setembro e estende-se até o final do ano.

- Decisões: manifestação da vontade da Assembléia Geral se materializará através de Resoluções com natureza de
recomendações X das Resoluções do CS de natureza impositiva..A tomada de decisões na Assembléia Geral obedece, para as
questões processuais, à maioria simples dos presentes e votantes. Mas para as questões fundamentais, como por exemplo as envolvendo a
segurança, a paz, a admissão de novos Membros ou ainda as financeiras, é necessária uma maioria de dois terços.
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Assembleia Geral da ONU: Imagem:

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