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Criação de Aves: Tipos e Manejo

O documento discute tipos de criação de aves, incluindo raças, sistemas de produção, instalações e equipamentos, manejo, nutrição, vacinação e boas práticas ambientais. Ele fornece detalhes sobre raças como Plymouth Rock Branca, New Hampshire e Cornish Branca, bem como sobre sistemas de produção de carne e ovos.

Enviado por

Walter Barbalho
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Criação de Aves: Tipos e Manejo

O documento discute tipos de criação de aves, incluindo raças, sistemas de produção, instalações e equipamentos, manejo, nutrição, vacinação e boas práticas ambientais. Ele fornece detalhes sobre raças como Plymouth Rock Branca, New Hampshire e Cornish Branca, bem como sobre sistemas de produção de carne e ovos.

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Curso Online:

Avicultura
Tipos de criação de aves – raças........................................................................2

Noções sobre sistema de produção....................................................................5

Instalações e equipamentos................................................................................7

Manejo na criação de aves.................................................................................9

Nutrição e alimentação de aves.........................................................................12

Vacinação e vermifugação.................................................................................16

Boas práticas ambientais na produção em avicultura.......................................18

A produção de alimentos - carnes e ovos..........................................................20

Agronegócios – avicultura..................................................................................22

Referências bibliográficas..................................................................................25

1
TIPOS DE CRIAÇÃO DE AVES – RAÇAS

Geralmente é impossível conseguir que uma única linha de aves seja boa
produtora de carne e também de ovos. Quando uma linha é selecionada para
alta quantidade de carne, a produção de ovos diminui muito.

As linhas fêmeas são desenvolvidas separadamente das linhas macho. Uma


vez que as fêmeas produzem os ovos e são responsáveis pela eclodibilidade
dos mesmos. As linhas fêmeas são selecionadas para produzir grande
quantidade de ovos, que eclodem bem, além de produzirem pintos grandes
com grande capacidade de crescimento.

As linhas de carne apresentam excepcional conformação para corte, são de


tamanho grande, crescimento rápido e apresentam excelente conversão
alimentar. Atualmente essas linhas são híbridas que incorporam genes
necessários para produção de carne, conformação e facilidade de
processamento, com pouca ênfase em produção de ovos e eclodibilidade.

As galinhas frequentemente tentam colocar em ninhos que já contêm ovos e


são conhecidos por mover ovos de ninhos vizinhos para os seus próprios. O
resultado desse comportamento é que um bando usará apenas alguns locais
preferenciais, em vez de ter um ninho diferente para cada
ave. Frequentemente, as galinhas expressam uma preferência de postura no
mesmo local. Não é estranho que duas (ou mais) galinhas tentem compartilhar
o mesmo ninho ao mesmo tempo. Se o ninho for pequeno, ou uma das
galinhas estiver particularmente determinada, isso pode resultar em galinhas
tentando colocar umas em cima das outras. Há evidências de que as galinhas
preferem ser criadoras solitárias ou gregárias.

As galinhas criadas para carne são chamadas de frangos de corte . As galinhas


viverão naturalmente por seis ou mais anos, mas as raças de frangos
geralmente levam menos de seis semanas para atingir o tamanho de
abate. Uma gama livre ou orgânico frangos serão geralmente abatidos com
cerca de 14 semanas de idade.

2
Plymouth Rock Branca: apresenta pele amarela e crista lisa. Foi muito
utilizada nos primeiros cruzamentos para produção de frangos de corte.
Atualmente serve de material básico de muitas linhas cruzadas. As penas
brancas representam uma grande vantagem desta raça para a produção
comercial de frangos e para os abatedouros que preferem aves de penas
brancas às coloridas. A maioria das linhas originais eram de empenamento
tardio, uma desvantagem para a produção de frangos de qualidade, no entanto,
a maioria das linhas disponíveis atualmente são de empenamento rápido.

New Hampshire: apresenta cor vermelha clara, pele amarela, crista lisa e
produz ovos de cor marron. Por muitos anos foi utilizada para a produção de
frangos de corte. Mais tarde passou a ser utilizada para cruzamentos com
outras raças de corte para produção de frangos. Atualmente poucos criadores
se dedicam à comercialização desta raça. Esta raça foi utilizada em muitos
cruzamentos que formam os atuais híbridos de corte, principalmente em função
da habilidade de produção de grande quantidade de ovos que eclodem bem.

Cornish Branca: apresenta crista ervilha, pele amarela e produz ovos de


casca marron. Apresenta corpo de conformação diferente das outras raças,
tendo pernas mais curtas, corpo amplo com peito musculoso. As habilidades de
produção de carne são muito apreciadas nesta raça, no entanto produz poucos
ovos de tamanho pequeno e com eclodibilidade pobre. A habilidade de produzir
carne desta raça tem sido explorada no cruzamento de galos Cornish com
galinhas de raças como a Plymouth Rock Barrada, Plymouth Rock Branca,
New Hampshire e linhas híbridas.

Sussex: é uma raça inglesa predominantemente para corte com diversas


variedades, das quais a Light Sussex é a mais popular. Apresenta pele branca,
produz ovos de casca marron. É boa produtora de carne. Em alguns países
europeus frangos de pele branca são os preferidos.

A condição básica de uma galinha, seja para produção de corte ou produção


de ovos, é que a ave se adapte à criação em piso e apresente pele amarela e
plumagem colorida. O sabor da carne deve ser o mais natural possível, deve
apresentar textura firme e proporcionar uma mastigação mais lenta e saborosa.
A cor da pele e da gema dos ovos devem ser bem pigmentados.

Para trabalhar com galinha caipira, os criadores podem optar por dois tipos
básicos de produção: a produção de carne e a produção de ovos. Além de
poder trabalhar com a comercialização de pintinhos de um dia ou frangas em
início de postura. Para dar início a qualquer destes ramos, é importante que a

3
ave se adapte bem às condições da região na qual será criada, além da
garantia de mercado para escoar a produção.

No mercado brasileiro, há uma boa oferta de linhagens comerciais. São


diversas as aves que podem ser produzidas no sistema caipira. Veremos a
seguir as raças mais indicadas e as suas características.

É possível ao criador encontrar várias raças comerciais de pintos caipiras de


um dia para a produção de carne e ovos no mercado. Todas essas raças são
provenientes de linhagens melhoradas e adaptadas à criação ao ar livre,
desenvolvidas para a criação no campo e por isso, apresentam a carne de
textura consistente e de sabor diferenciado.

Essas linhagens são todas híbridas duplas e não devem ser utilizadas para
reprodução com o objetivo de renovação do plantel. Sendo que as aves
híbridas não possuem boa habilidade para retransmitir suas características aos
descendentes, o que acaba gerando uma perda do potencial genético de
produção. Destacaremos a seguir algumas das linhagens comerciais caipiras.

Nos últimos dez anos, o mercado começou a se interessar novamente por


galinhas criadas no sistema caipira e isso tudo tem a ver com a procura de
alimentos mais naturais e os movimentos ecológicos, que são contra a criação
das aves exclusivamente em gaiolas, adotada no sistema industrial. O sistema
semi-intensivo ou caipira, que não é estressante como o industrial, fornece à
galinha caipira, um ambiente natural e menos contaminado, portanto com
menor taxa de mortalidade.

As criações no sistema caipira podem ser realizadas com aves de diversas


origens, onde o criador poderá optar em criar aves de raças puras,
cruzamentos entre raças puras, cruzamentos de galos de raça pura com
galinhas caipiras propriamente ditas (sem raça definida) ou podendo
perfeitamente utilizar as aves industriais que presentam alta produção.
Somando-se, dessa forma, os melhores índices de produção das aves com as
desejáveis características dos produtos caipiras.

É importante ressaltar que em todos os casos deve-se evitar a criação de aves


com plumagem exclusivamente branca, para não serem confundidas com a cor
da ave industrial. As cascas dos ovos não devem ser de cor branca pelo
mesmo motivo.

4
NOÇÕES SOBRE SISTEMA DE PRODUÇÃO

A chamada galinha negra é obtida pelo cruzamento entre um galo da raça New
Hampshire, com características para corte, e uma fêmea da raça Plymouth
Rock Barrada, que é boa produtora de ovos. Esse cruzamento irá produzir
descendentes machos carijó mais pesados e fêmeas negras (galinha negra)
com pescoço rajado de marrom.

Portanto, nesse cruzamento teremos o macho que pode ser aproveitado para
corte e as fêmeas que são boas produtoras de ovos (cerca de 20% superior à
mãe).

O manejo da produção é também parte essencial para garantir a qualidade da


carne e integra os esforços da cadeia avícola. Esse conceito compreende a
incorporação de metodologias, processos, produtos e tecnologias ao processo
produtivo. É nesse contexto que entram as práticas de alimentação animal,
biosseguridade, bem-estar animal, boas práticas de produção e rastreabilidade.

A busca pela qualidade da carne que será levada à mesa do consumidor tem
relação com o esforço de vários segmentos da cadeia produtiva. O produtor é o
personagem central desse trabalho. De outro lado, está o empenho da
pesquisa, que estuda soluções tecnológicas para agregar melhorias ao campo.

Galinhas poedeiras ou de postura são aquelas destinadas à produção de ovos,


sendo este considerado de alto valor nutricional, podendo a sua qualidade ser
influenciada por fatores como condições de manejo, instalações, nutrição e
ambiente. A composição do ovo fornece 6,25 g de proteína por dia (15% da
quantidade diária recomendada) perdendo apenas para o leite materno em
quantidade de aminoácidos.

O criador deve escolher o tipo de ave a ser criada, sendo que as poedeiras
leves produzem ovos brancos e as semipesadas ovos vermelhos, uma boa
linhagem, deve ter baixa taxa de mortalidade e postura acima de 240 ovos por
ano, dentre outras características.

É de grande importância que o produtor compre os pintinhos de granjas


conhecidas e respeitadas no mercado, capaz de fornecer aves de boa
qualidade.

5
Inicialmente é necessário preparar o galpão para a recepção das pintinhas.
Para tanto se deve:

 Montar círculos, campânulas ou aquecedores, testando seu


funcionamento;
 Distribuir comedouros e bebedouros, forrar o piso dos círculos com
papel;
 Momentos antes da chegada das pintinhas, deve-se completar os
bebedouros com água e os comedouros com ração ou espalhá-la sobre
a forração de papel dependendo da hora e das condições de
temperatura ligar as campânulas ou aquecedores. A primeira água de
bebida deve ser preparada com uma solução de 5 quilos de açúcar para
cada 200 litros de água;
 Nos criatórios de bateria ou gaiolas ajustar as grades dos comedouros;
 As pintinhas recém-chegadas nas caixas devem ser descarregadas no
interior do galpão, distribuindo-as em torno dos círculos de proteção, ou
das baterias ou gaiolas. Deve-se ainda verificar o peso de algumas aves
e realizar a contagem;
 Verificar ainda, o funcionamento dos equipamentos e a temperatura do
ambiente em torno das campânulas ou aquecedores. Lembrar que a
temperatura do ambiente é muito importante para o bom
desenvolvimento das aves.

O círculo de confinamento utilizado para evitar que as aves se afastem muito


da campânula ou aquecedor. O círculo pode ser feito de papelão corrugado,
metal, duratex ou tela de arame resistente. Os materiais sólidos são utilizados
quando há necessidade de se evitar correntes de ar.

As telas de arame resistentes evitam o sufocamento quando as aves se


amontoam sobre elas e permite a entrada de ar adequada. O círculo de
confinamento deve ter aproximadamente de 50 a 60 cm de altura e, estar a
uma distância de 0,6 a 1 m da extremidade da campânula. O círculo
geralmente pode ser removido após uma semana.

Regular a altura das cortinas ao longo do dia e da noite para manter o


ambiente do criatório em condições ideais de conforto térmico, ventilação e
umidade relativa. A altura das cortinas é regulada de acordo com as condições
internas do galpão para que as aves tenham conforto. Após quinze a vinte dias
devem-se manter as cortinas abaixadas, a não ser em momento de frio e ou
chuvas de vento.

6
INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

Avicultura é o ramo de atividade que se dedica à criação de aves (galinhas,


patos, perus, faisões, pombos, cisnes, gansos, pavões, etc.). Atualmente a
avicultura é uma técnica muito complexa, dada à maneira extremamente
técnico/científica como se procede a criação intensiva.

Para o fechamento do aviário a mureta deve ter a menor altura possível,


aproximadamente 0,2m, permitindo a entrada do ar no nível das aves, evitando
a entrada de água de chuva e que a cama seja arremessada para fora do
aviário. Uma tela de arame deve ser colocada entre a borda da mureta e o
telhado, como também a instalação de cortinas para evitar penetração de sol e
chuva e controlar a ventilação no interior do aviário.

Para o telhado o recomendado é que seja de material com grande resistência


térmica, como o sapé ou a telha cerâmica. As telhas de alumínio ou zinco,
devido ao barulho ocasionado durante a estação chuvosa, não são
recomendadas, assim como também as telhas de cimento amianto com 4 mm
de espessura, pois fornecem menor conforto para as aves. O material ideal
para a cobertura deve ter alta refletividade solar e alta emissividade térmica na
superfície superior e baixa refletividade solar e emissividade térmica na
superfície inferior.

O estabelecimento do comprimento do aviário deve ser feito para se evitar


problemas com terraplanagem, comedouros e bebedouros automáticos. O piso
é importante para proteger o interior do aviário contra a entrada de umidade e
facilitar o manejo. Este deve ser de lavável, impermeável e não deve ser liso.

Desenvolvimento e montagem de todo tipo de planta avícola, para a criação de


frangos de corte (broilers), galinhas poedeiras, reprodutoras, matrizes, frango e
galinha caipira.

A construção é realizada conforme a área geográfica, considerando a


funcionalidade necessária para sua produção.

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Realizamos um estudo personalizado para adaptar os sistemas que melhor
rendimento proporcionem a suas produções avícolas para a criação de frangos
de corte (broilers), oferecendo um serviço integral chave em mão de obra e de
assessoria pós venda para um perfeito funcionamento e rentabilidade da sua
produção.

As dimensões horizontais do aviário devem atender a capacidade de


alojamento do lote para uma altura mínima de pé direito de 3 m. A estrutura a
ser adotada pode ser pré-moldada de concreto, metálica ou madeira, desde
que atenda as exigências de carga a ser recebida da cobertura, que poderá ser
em telhas de alumínio ou barro com inclinação mínima de 33 %. Poderá ser
adotado sistema de forro em PVC, bicolor, com a cor preta virada para baixo e
a branca para cima, na altura do pé direito. As fundações devem ser
executadas em concreto, na profundidade de solo capaz de suportar as
cargas oriundas de pilares, telhado, vento e de outras fontes de pressão da
edificação. Este trabalho deverá ser precedido de sondagens para o
reconhecimento e caracterização do solo visando o dimensionamento
e execução das fundações e do projeto estrutural, que deverá ser realizado
pela empresa construtora, com apresentação da anotação de
responsabilidade técnica (ART).

O aviário deverá ter portas nas extremidades (1,50 x 2,10 m) para facilitar ao
avicultor o fluxo interno e as práticas de manejo. Essas devem ter
pedilúvio fixo, que ultrapasse a largura das portas em 40 cm de cada lado,
largura de 1 m e profundidade de 5 cm.

O sistema hidráulico deverá ser composto por uma caixa central com
capacidade para atender a demanda dos animais, serviço de limpeza,
desinfeção e nebulização. Na entrada do sistema deve ser instalada uma
bomba dosadora de cloro e um filtro para a água de consumo dos animais. As
tubulações devem ser dimensionadas de acordo com a técnica de
compensação de vazão com terminais de meia polegada.

As instalações elétricas deverão ser executadas em conformidade com a


norma NBR5382 (ABNT, 1985) e as exigências da concessionária regional.
A tubulação poderá ser de eletrodutos de PVC rígido, dispostos
adequadamente. As caixas para os interruptores, distribuidores e tomadas de
força devem ser colocadas a 1,5 m de altura do piso. Os pontos de iluminação
do teto poderão ser do tipo incandescente, fluorescente, vapor de mercúrio ou
compactas.

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MANEJO NA CRIAÇÃO DE AVES

O manejo de frango de corte começa antes mesmo da chegada dos pintinhos:


com a limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos, além do preparo
do ambiente para o recebimento dos animais. Para garantir bons resultados na
produção do frango de corte na avicultura, é essencial conhecer as
peculiaridades do manejo, tendo em vista o enorme potencial do setor.

A qualidade do pintinho é de suma importância para o sucesso do desempenho


do lote. Portanto, é necessária a aquisição de animais provenientes de
incubatórios idôneos e que apresentam controle sanitário eficiente.

A densidade de alojamento deve ser considerada e será determinada de


acordo com:

 tipo de instalação;
 clima;
 peso de abate;
 recomendação do bem-estar animal.

Outro ponto importante é a área de alojamento, que deve ocupar menos da


metade do aviário. À medida que as aves se desenvolvem, aumenta-se o
espaço. Aliás, determinar de maneira correta a densidade de alojamento evita
prejuízos causados por problemas de patas, arranhões e mortalidade, além de
manter a qualidade da cama.

Os criadores de frango de corte devem ter especial atenção em relação à


cama. É importante:

 optar por um material que seja de boa qualidade;


 reutilizar a cama apenas após manejos para a desinfecção.

Ao alojar os pintos no aviário, deve-se ter o cuidado de ensinar algumas aves a


beber água, molhando-se o bico a fim de orientá-las quanto à fonte de água. As
demais aves, ao verificar o comportamento das outras, aprenderão a se
hidratar por repetição.

Com relação ao programa de luz, recomenda-se 23 horas de luz por dia


durante a primeira semana. O intuito é garantir que as aves permaneçam ativas
9
e se alimentem durante todo o dia, permitindo seu rápido desenvolvimento. É
importante fornecer uma hora de escuro para habituar as aves à falta de luz,
evitando amontoamento caso haja queda energia.

A partir da segunda semana, pode-se utilizar programas de iluminação de 18 a


20 horas de luz por dia. É importante ressaltar que o período de escuro é
fundamental. Além da exigência fisiológica de descanso da ave, a melatonina,
hormônio responsável pela regulação do ciclo do dia e noite, também tem
função imunológica.

Na fase inicial, recomenda-se utilizar a iluminância de 22 a 25 lux para


estimular o consumo de ração.

Em instalações com isolamento inadequado, podem-se reduzir as flutuações


de temperatura por meio da instalação de uma mini- cortina (casulo) dentro do
galpão. Essa mini cortina ( casulo) é formada por um teto falso (forro) que corre
de um beiral do telhado ao outro. Esse teto falso reduzirá bastante a perda de
calor e facilitará o controle da temperatura. Uma cortina interna, a um metro da
cortina externa, deve também ser instalada. A cortina interna promoverá a
vedação completa do piso até o teto falso nas extremidades dos beirais. A
abertura dessa cortina deve ser feita pela parte superior, e nunca pela parte
inferior. O mínimo movimento de ar no nível do piso causará o resfriamento dos
pintos. A segunda cortina pode ser usada para ventilação nos primeiros
estágios.

Ao passo que a instalação de um sistema aberto de bebedouros apresenta


uma vantagem em termos de custo, os problemas associados à qualidade da
cama, condenações e higiene da água são mais frequentes. No caso de
sistemas abertos é difícil manter a pureza da água, pois as aves introduzem
agentes contaminantes nos bebedouros, o que leva à necessidade de limpeza
diária. Isso não significa apenas mais mão-de-obra, mas também maior
desperdício de água.

O estado da cama é um excelente modo de avaliar se o ajuste de pressão da


água está correto. Se a cama nos pontos localizados abaixo da fonte de água
estiver molhada, isso significa que os bebedouros estão muito baixos ou a
pressão está alta demais, ou o ajuste do bebedouro (nível da água e
contrapeso) está incorreto. Se a cama sob o bebedouro estiver excessivamente
seca, pode ser que a pressão da água esteja baixa demais.

Os bebedouros tipo nipple de alta vazão operam a 80-90 ml/min (2,7 a 3 onças
líquidas/ min). Estes bebedouros fornecem uma gota de água na extremidade
do nipple e possuem um reservatório para recolher o excesso de água que

10
possa vazar do nipple. Geralmente recomendam-se 12 aves por nipple para os
sistemas de alta vazão.

Os bebedouros do tipo nipple de baixa vazão operam a 50 a 60 ml/min (1,7 a 2


onças líquidas/min). Caracteristicamente, estes bebedouros não possuem
reservatórios e a pressão é ajustada para manter o fluxo de água conforme a
necessidade dos frangos. Geralmente recomendam-se 10 aves por nipple para
os sistemas de baixa vazão.

Os sistemas de nipple precisam ser pressurizados. Isso pode ser feito por meio
da instalação de um tanque ou sistema de bomba. Em galpões com desnível
do piso, deverão ser instalados corretores de desnível, de acordo com as
recomendações do fabricante, a fim de igualar a pressão da água em todas as
partes do galpão. Outras opções para obter esse mesmo resultado são: cortes
das linhas, reguladores de pressão ou neutralizadores de desnível. As aves
não devem se deslocar mais do que 3 m (10 pés) para beber água. Os nipples
devem ser posicionados a uma distância máxima de 35 cm (14 pol.) dos
centros.

O monitoramento do consumo de água por meio dos hidrômetros é uma


maneira excelente de avaliar também o consumo de ração, uma vez que
ambos estão correlacionados. Eles devem ter o mesmo tamanho da linha de
entrada de água para garantir uma taxa de fluxo adequada. O consumo de
água deve ser avaliado diariamente, sempre no mesmo horário, para
determinar com maior precisão as tendências gerais de desempenho e o grau
de bem-estar das aves. Qualquer mudança significativa no consumo de água
deve ser examinada a fundo, pois pode indicar vazamentos, problemas de
saúde ou com a ração. A queda no consumo de água é, com frequência, a
primeira indicação de problemas no lote.

A granja deve dispor de um reservatório de água adequado no caso de


ocorrerem falhas no sistema principal. O estoque de água ideal deve ser
equivalente à demanda máxima de água em 48 horas. A capacidade de
armazenamento baseia-se no número de aves mais o volume exigido para as
bombas de resfriamento.

Os tanques reservatórios deverão ser esvaziados entre um lote e outro. Em


locais de clima quente, os tanques devem ser sombreados, pois a água, se
estiver quente, causará redução do consumo. A temperatura ideal da água
para manter o consumo desejado deve estar entre 10-14 °C (50-57 °F).

11
NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DE AVES

Independentemente do tipo de sistema de comedouros usado, o espaço de


alimentação é absolutamente fundamental. Se o espaço dos comedouros for
insuficiente, a taxa de crescimento cairá e a uniformidade será gravemente
comprometida. A distribuição da ração e a proximidade entre o comedouro e as
aves são críticas para que se alcancem as metas de consumo de ração
desejadas. Todos os sistemas de comedouros devem ser aferidos de modo a
fornecer volume de ração suficiente com o mínimo de perdas.

Remover toda a água remanescente da limpeza antes de encher os


comedouros. Os comedouros complementares devem ser fornecidos nos 7-10
primeiros dias, podendo ser na forma de bandejas, papel ou tampas. Deve-se
fornecer uma bandeja para cada 50 pintos. Os comedouros complementares
devem ser colocados entre as linhas de comedouros e bebedouros principais,
próximos às campânulas. É extremamente importante que o sistema
complementar de comedouros não fique vazio, pois isso ocasiona grande
estresse aos pintos e reduz a absorção do saco vitelino.

O fundo dos comedouros complementares nunca deve aparecer – mantenha-


os cheios o tempo todo! Os comedouros complementares devem ser
preenchidos três vezes ao dia até que todas as aves tenham acesso ao
sistema de comedouros principal. Isso geralmente ocorre no final da primeira
semana. A ração deve ser farelada, de boa qualidade. Não colocar a ração ou
água diretamente sob a fonte de calor, pois isso pode reduzir o consumo de
água e alimento.

O sistema automático deve ser colocado no chão para facilitar o acesso dos
pintinhos. Onde for possível, encher ao máximo com ração o sistema de
comedouros automático. Caso se use o papel para o fornecimento de ração
complementar, a área de alimentação deve ser de pelo menos 50% da área de
recria. Recomenda-se oferecer de 50 a 65 gramas de ração por pintinho sobre
o papel. O papel deve ser colocado próximo ao sistema de bebedouros
automático para que os pintos tenham fácil acesso tanto ao alimento quanto à
água.

O processo de nutrição de precisão envolve todo sistema de alimentação das


aves e se assemelha ao PDCA. O PDCA é uma ferramenta de gestão na qual
12
temos a fase de planejamento (Plan), execução (Do), checagem (Check) e de
agir ou ajustar (Act).

Na fase de planejamento, definimos as exigências nutricionais das aves com


base no nosso objetivo de desempenho e determinamos as matrizes
nutricionais dos alimentos que vamos trabalhar. As exigências nutricionais das
aves são obtidas de diferentes fontes. Podemos tomar como base manuais de
linhagens, experimentos de doses-respostas, equações de exigências de
nutrientes, o conceito de proteína ideal, programas de modelagem biológica,
sempre levando em conta o custo final da operação. A definição de objetivos
de desempenho, de mercado (interno/externo), de custo, de comercialização
(carcaça/corte), de restrições (ração vegetal/antibiotic free), vai nos guiar na
definição inicial das exigências nutricionais.

O nutricionista deve coletar as informações necessárias, para definição dos


níveis nutricionais a serem trabalhados e ter uma nutrição de precisão. Hoje, já
existem aplicativos que ajudam na coleta dessas informações, gerando um
amplo banco de dados com históricos que facilitam a tomada de decisão.
Programas de modelagem abastecidos com diversas variáveis de criação e
com equações que refletem a realidade também auxiliam na definição da
estratégia nutricional, porém todas estas ferramentas não substitui a visita
técnica do nutricionista ao campo.

Os produtores de frangos de corte devem dar maior ênfase ao fornecimento de


um tipo de ração que resulte em um produto que atenda às especificações de
seus clientes. Os programas de manejo que priorizam a uniformidade, a
conversão alimentar, o ganho médio diário e a viabilidade tem maiores chances
de produzir frangos de corte que atendam às especificações e resultem em
lucratividade máxima. Esses programas podem prever mudanças nos regimes
de fornecimento de luz e/ou de alimentação.

A interrupção do fornecimento de ração deve ser feita de 8 a 12 horas antes do


abate, para reduzir a possibilidade de contaminação da carcaça. O objetivo
deste procedimento é esvaziar o trato digestivo, evitando que o alimento
ingerido e o material fecal contaminem as carcaças durante o processo de
evisceração. Quando as aves são submetidas a um jejum de 8 a 12 horas, o
intestino se esvazia quase por completo, mas permanece firme o bastante para
ser submetido ao processo de evisceração sem se romper. O efeito do jejum
sobre o peso vivo é mínimo. É importante consultar a legislação no que tange
às restrições em relação ao período de jejum.

Na granja, a alimentação das aves deve ser garantida. Ter fácil acesso ao
alimento e água, uma boa relação de equipamentos, densidade compatível
com o tamanho da granja e número de equipamentos, água de qualidade,

13
favorecerão o bom resultado. Nessa etapa, além da execução da alimentação,
está a fase de “check”. Dados devem ser coletados para verificarmos o
andamento da resposta à formulação, como: o peso das aves, semanal ou
diário. Já existe tecnologia de balanças dentro do galpão que nos dão
informação em tempo real. O consumo de ração pode ser monitorado com
avaliação do volume nos silos, diariamente. Existem silos com células de carga
que nos dão o consumo on line da ração. A medição do consumo de água nos
evidencia qualquer alteração no comportamento das aves. O monitoramento da
saúde intestinal, junto com o desempenho do plantel, nos auxilia na resposta
ao programa de aditivos. A manutenção da biossegurança e o
acompanhamento de desafios também permitem ações corretivas rápidas. O
controle de uma boa ambiência e qualidade do ar favorece o desempenho e
manifestação de todo o potencial das aves com o alimento.

Os alimentos essencialmente energéticos são aqueles que apresentam, em


mais de 90 % da matéria seca, elementos básicos fornecedores de energia.
Podem ser utilizados em pequenas proporções (açúcar, gordura de aves,
gordura bovina, melaço em pó, óleo de soja degomado ou bruto) ou em
proporções maiores, como no caso da raiz de mandioca integral seca.

Os alimentos energéticos (com mais de 3.000 kcal/kg do alimento) também


podem ser fornecedores de proteína, por exemplo, a quirera de arroz, a cevada
em grão, o soro de leite seco, o grão de milho moído, o sorgo de baixo tanino,
o trigo integral, o trigo mourisco, o triguilho e o triticale etc, mas só são
considerados protéicos os alimentos com mais de 16 % de proteína bruta.

A fibra bruta é um elemento limitante na digestão dos alimentos. Portanto,


devem ser fornecidos com cuidado, alimentos com mais de 6 % de fibra bruta.
Alguns ingredientes energéticos, tais como o farelo de arroz integral, o farelo
de amendoim, a aveia integral moída, o farelo de castanha de caju, a cevada
em grão com casca, a polpa de citrus, o farelo de coco, a torta de dendê, o
grão de guandu cozido, a raspa de mandioca, apesar de possuírem energia
metabolizável acima de 2.600 kcal/kg, têm teor de fibra bruta acima de 6 %.

Alguns alimentos com menor energia (valor máximo de 2400 kcal/kg) e menor
proteína (abaixo de 17 %) e com fibra bruta acima de 6 % são o farelo de
algaroba, o farelo de arroz desengordurado, o farelo de polpa de caju, a casca
de soja e o farelo de trigo.

Outro grupo de alimentos que tem alta fibra bruta (acima de 10 %), baixa
energia (energia metabolizável menor que 2.400 kcal/kg) e uma razoável
percentagem de proteína bruta (maior que 17 %), tais como o feno moído de
alfafa, o farelo de algodão, o farelo de babaçu, o farelo de canola e o farelo de
girassol devem ser incluídos criteriosamente na dieta das aves.

14
O leite desnatado em pó, a levedura seca, o glúten de milho, as farinhas de
origem animal (de penas, vísceras e sangue), a soja cozida seca, a soja
extrusada, alguns tipos de farelos de soja e a soja integral tostada são
considerados alimentos mais completos por apresentarem elevado teor
protéico (mais de 36% de proteína bruta) e energético (acima de 3.200 kcal/kg
de alimento). Tais alimentos são usados como opções de ajuste nas dietas das
aves.

Outros alimentos, ao mesmo tempo em que são altos fornecedores de


proteína, também possuem elevada densidade mineral, tais como, as farinhas
de carne e ossos e a farinha de peixe. Vale a pena ressaltar que esses últimos
alimentos são incluídos em pequenas proporções nas dietas e podem ter suas
composições bastante variadas.

A dieta balanceada tem que possuir ingredientes que supram as necessidades


estruturais, produtivas e também influenciem na capacidade de absorção de
nutrientes das aves. Tal função fica a cargo dos minerais como o cálcio, o
fósforo e o sódio, que se encontram no calcário calcítico, fosfato bicálcico,
fosfato monoamônio, farinha de ossos calcinada, farinha de ostras e sal
comum. O fornecimento de água para as aves deve ser feito em quantidade
suficiente e com boa qualidade. Estima-se que as aves consomem de água o
dobro da ração fornecida. A água de boa qualidade deve ser incolor, sem
sabor, sem odor e livre de impurezas, devendo ser renovada diariamente.

Os bebedouros devem estar sempre limpos e em locais e alturas que permitam


o livre acesso das aves.

A estrutura necessária para o preparo das rações compreende desde o local


apropriado, que deve ser limpo e isento de qualquer tipo de contaminação, aos
equipamentos moinho, balança e misturador. O responsável pela execução da
atividade deve dominar os cálculos matemáticos para composição das dietas e
a operacionalização dos equipamentos. Conhecidas as proporções de cada
ingrediente e estando os mesmos moídos e em estado próprio para o
consumo, inicia-se a pesagem pelos ingredientes de menores quantidades,
fazendo-se com eles uma mistura prévia, de modo a facilitar a sua distribuição
uniforme na mistura total.

15
VACINAÇÃO E VERMIFUGAÇÃO

A maioria das enfermidades que ocorrem na avicultura são controladas pelo


uso correto de procedimentos sanitários, que incluem inclusive coberturas
vacinais elaboradas de acordo com o histórico da região. Esse controle tanto
protege o grupo de aves que se pretende trabalhar como o consumidor dos
seus produtos.

Nas galinhas caipiras, o programa vacinal deve visar, prioritariamente, o


controle das principais doenças virais, como: newcastle, marek, gumboro,
bronquite infecciosa e bouba aviária. Outras doenças importantes que
provocam efeito negativo sobre a produtividade são: ascite, coccidiose,
doenças respiratórias, salmoneloses e mitoxicoses.

Como medida de biossegurança deverá ocorrer, rotineiramente, o combate aos


principais vetores das doenças e os procedimentos de limpeza e higienização
das instalações, e o controle de qualidade de insumos e de materiais. Os
programas de vacinação e vermifugação devem ser previamente estabelecidos
e implementados.

As medidas de biossegurança garantem a não-entrada do agente infeccioso


antes da estimulação imunogênica. Essas medidas necessariamente têm que
abranger todo o processo produtivo, desde reprodução, incubação, eclosão,
crescimento das aves, abate, fabricação de ração e exposição dos produtos.

A vacinação pode ser feita de forma coletiva (via água nos bebedouros/
pulverização) ou individual (injeção ou gota ocular). Apesar do esforço para se
vacinar todo o plantel, ocorrem casos de aves mal imunizadas, mesmo que
tenham recebido dose eficiente. Outra causa é a baixa eficiência da dose do
vírus vacinal.

Os tipos de vacinas mais comuns são: vacina de vírus vivo (pouco utilizada),
vacina atenuada e vacina inativa (morta). Dentre as vantagens da utilização de
vacina atenuada, podem-se enumerar o baixo custo, possibilidade de
vacinação coletiva, grande número de doses em pequeno volume, rápido início
de imunidade e imunidade local precoce. No entanto, sempre podem ocorrer
reações pós-vacinação, como difusão de algumas cepas, curta persistência de

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imunidade, possível interferência de anticorpos maternos e interferência de
dois vírus do mesmo tropismo.

A Vacinação e a Vermifugação das aves não representam um custo elevado,


se comparado aos prejuízos que uma doença ou um verme podem causar ao
lote de frango caipira ou galinha de postura.

Para vermes tem se conseguido bons resultados com Mebendazole, fornecido


durante 5 dias, aos 35 dias e aos 70 dias de idade das aves. As verminoses
constituem um enorme problema. Alguns sintomas são: Sufocação, a ave fica
abrindo o bico aflitivamente e sacudindo a cabeça para expulsar os vermes;
falta de apetite; abatimento; parada do desenvolvimento; diarreia liquefeita e
persistente.

A vacinação em pintos caipira; frango caipira ou galinhas de postura podem ser


feitas por varias vias de Aplicação: via água de bebida; Ocular; Nebulização ou
Injetável. No entanto é a via Oral ( água de bebida ) o método mais utilizado,
pela sua facilidade e praticidade.

Para uma boa eficiência as aves devem ficar em torno de 1 h com sede antes
da vacinação e deve-se usar de 15 a 20 litros de água para cada 1000 aves. A
vacinação ideal é realizada no tempo de 1 a 2 horas para que todas as aves
possam beber a água com as vacinas

Na vacinação contra Bouba Aviária devemos ter os seguintes cuidados:

 Segure a ave de peito para cima


 Molhe a agulha do estilete na vacina
 Perfure a membrana na parte interna da asa.

A vacinação deve ser vista pelo produtor como um seguro de um automóvel,


pode nunca ocorrer um sinistro, mas no dia que acontecer o prejuízo poderá
ser muito grande.

A limpeza e higiene devem ser altamente rigorosas no início e durante a


criação das codornas. Não somente os galpões e gaiolas devem estar limpos,
mas também as mãos da pessoa que maneja com os animais. A limpeza
evitará doenças e a concentração de umidade, pois são aves sensíveis e não
sobrevivem ao frio, nem se dão bem ao extremo calor, preferem temperatura
estável em torno dos 23 a 25ºC.

17
BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS NA PRODUÇÃO EM AVICULTURA

A prevenção de doenças está relacionada a muitos pontos nacriação de


codornas: nas limpezas das gaiolas, bebedouros, comedouros, no recolhimento
diário das fezes das aves e também na vacinação e vermifugação dos animais.
As codornas devem ser vacinadas contra as doenças de Newcastle e Coriza
Aviária, as mais importantes.

A vacinação contra a doença de Newcastle deve ser feita a primeira dose aos
21 dias de vida da ave, via ocular, pondo uma gota em cada olho. A segunda
dose deve ser ministrada aos 45 dias de idade com uma injeção de 0,5 ml
subcutânea na parte do peito.

Contra a Coriza aviária a primeira dose é dada os 28 dias de vida, sendo


injetada no músculo do peito. E a segunda dose aos 45 dias com uma injeção
subcutânea.

A vermifugação por outro lado é feita junto a ração das codornas, com
medicamentos à base de mebendazole. Aos 30 dias de vida e repetir
novamente após três semanas. A dosagem da vermifugação é duas vezes
maior do que a recomendada para galinhas.

Avicultura Sustentável

A carne de frango é fonte de vitaminas e no mercado sempre há muita saída.


Justamente por isso, muitos produtores estão querendo investir nesse setor
que vem crescendo nos últimos anos.

Mas antes de montar uma granja é preciso saber tudo que é necessário para
fazer esse negócio dar certo. Além do planejamento, é necessário conhecer
minuciosamente toda a operação e estrutura do segmento.

Uma granja é uma pequena propriedade rural em que é praticada agricultura


em escala reduzida, ou então uma grande construção em que são alojados,

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cereais e utensílios. No Brasil, refere-se especificamente à propriedade em que
se pratica a criação de aves para fins comerciais.

Para montar uma granja de frango e desenvolver a atividade, os seguintes


documentos deverão ser fornecidos:

 Escritura de propriedade ou contrato de aluguel da fazenda na qual a


fazenda será montada.
 O projeto técnico da fazenda.

A avicultura é a fonte de proteína que mais cresce na história da humanidade;


a carne de aves está em processo de se tornar a carne com o maior consumo
mundial.

A ave mais rentável para os agricultores é o frango , pois esse animal pode tirar
proveito dos ovos em grande parte e da venda de animais em várias etapas de
seu desenvolvimento: como descendentes, como frango, como frango, entre
outros. A alimentação desses animais não é muito cara e eles também atingem
o desenvolvimento em menos tempo do que muitos animais, de 10 a 13 meses.

Em grandes incubadoras comerciais, ovos de diferentes idades devem


ser separados e transferidos para unidades separadas antes da incubação.

Unidades de incubação separadas permitem que medidas adequadas de


saneamento e controle de doenças sejam praticadas entre lotes de pintinhos.
Ou seja, os pintinhos podem ser incubados sem perturbar os outros ovos
incubados. É importante limpar e desinfectar completamente a incubadora
antes de cada uso.

Remova todas as cascas de ovos, poeira e material orgânico com uma


vassoura ou aspirador. Lave cada unidade com uma solução detergente e
enxague com uma solução desinfetante.

Quando as incubadoras estiverem secas, ligue as unidades e aguarde


as condições adequadas de temperatura e umidade antes de colocar os ovos.

Um trabalho completo de limpeza resulta em uma melhoria de 95 a 99% no


controle de doenças. Quando a limpeza é feita corretamente, é necessário usar
pouco ou nenhum desinfetante.

Se um desinfetante for usado, a amônia quaternária é o mais utilizado


em equipamentos como incubadoras e bandejas para incubação. Esse
desinfetante é relativamente não corrosivo, apresenta baixa toxicidade e
é eficaz na limpeza de matéria orgânica.

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A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS - CARNES E OVOS

A carne de frango é um dos alimentos mais presentes na dieta do brasileiro


devido a sua qualidade nutricional, facilidade de preparo, disponibilidade e
custo, garantindo a nutrição saudável. Em média, cada brasileiro consome 43
kg de carne frango por ano, in natura e nas mais variadas formas de
processamento (inteiro, em pedaços, salsichas, alimentos prontos etc).

A cadeia produtiva de frangos de corte agrega setores desde o produtor de


grãos e as fábricas de rações, os transportadores, os abatedouros e frigoríficos
até o segmento de equipamentos, medicamentos, distribuição e o consumidor
final. A eficiência dessa cadeia produtiva é que tem permitido ao Brasil ser o
terceiro produtor mundial e o primeiro exportador de carne de frangos,
atendendo mais de 150 países, devido a qualidade e segurança alimentar da
carne brasileira e à eficiência de produção.

Alimentar as aves com os nutrientes corretos no momento certo em cada uma


de suas fases de desenvolvimento garante melhor rendimento e economia ao
produtor.

O Brasil é um dos principais países a atender a demanda mundial carne de


frango. É, segundo a Embrapa, o segundo maior produtor de aves domésticas
e principal exportador no mundo da proteína. Somente Santa Catarina, de
acordo com dados da Epagri, de Janeiro a Agosto de 2019, exportou 909,25
mil toneladas. O faturamento da atividade chegou a US$ 1,58 bilhão, algo em
torno de R$ 6,53 bilhões. Em comparação com o mesmo período do ano
passado houve aumento de 20,13% na quantidade de produto exportado e de
24,82% na receita.

Nas granjas de postura, no processo de qualificação dos ovos, soluções


tecnológicas aprimoram técnicas já utilizadas pelos produtores, como no caso
da ovoscopia. A técnica em consiste em colocar os ovos dentro de um local
escuro contra uma fonte de luz para identificar ovos podres ou mesmo fora do

20
padrão. Antigamente feito com luz de vela, hoje o processo conta com mesas
especiais disponíveis no mercado. Mais recentemente a técnica ganhou aliados
inovadores: a tecnologia a laser e por câmeras termográficas.

A alimentação das aves, inclusive, tem sido estudada em todos os seus


detalhes pela indústria avícola. A chamada nutrição de precisão é a aposta dos
produtores para que suas aves atinjam o peso e tamanho certos nos momentos
certos, com uso correto de insumos e atendendo aos critérios do mercado.

Apesar da nutrição de precisão ser um método relativamente novo para a


indústria avícola, há tempos investe-se em intensivas pesquisas e melhorias na
alimentação dos animais, bem como em tecnologias como as que comentamos
anteriormente, focadas no bem-estar animal e em seu desenvolvimento. Por
isso o frango de hoje é muito diferente do frango de 30 anos atrás.

O rápido crescimento dos frangos é o resultado de décadas de investimento


em pesquisa científica resultando em grandes avanços genéticos e na melhora
das áreas relacionadas ao ambiente (nutrição, sanidade, instalações e manejo
geral). A nutrição destas aves, por exemplo, consiste no fornecimento de ração
balanceada ao nível de aminoácidos, macro e micro-minerais e vitaminas
atendendo precisamente as exigências necessárias à manifestação do
potencial genético.

A produção de alimentos saudáveis e sustentáveis nos aspectos ambientais,


sociais e econômicos é um dos grandes desafios do momento, ao mesmo
tempo em que há uma enorme geração de conhecimento científico e a
velocidade do fluxo dessas informações é muito grande. Esta publicação busca
oportunizar, em um vocabulário acessível, ao técnico e ao pequeno produtor
familiar a aplicação diária desses conhecimentos, adaptando-os à sua
realidade local. Desta forma, acreditamos estar contribuindo um pouco mias
com o fortalecimento da produção orgânica e, consequentemente, com a
permanência digna de milhares de agricultores familiares em suas
propriedades, produzindo alimentos saudáveis para a população brasileira.

A regulação orgânica estabelece que devem ser criadas condições para que os
animais vivam bem e possam expressar seus comportamentos. No granja a
produção é 4900 ovos por dia, e seu preço no mercado é aproximadamente
uns 100% a mais que dos ovos convencionais.

As vacinas são obrigatórias e o uso de medicamentos alopáticos devem ser


evitados ao máximo, o uso de fitoterapia e homeopatia estão liberados.

21
AGRONEGÓCIOS – AVICULTURA

A avicultura é a criação de aves para produção de alimentos, tanto através da


carne de aves quanto da produção de ovos. Entre as espécies criadas na
avicultura destaca-se o frango, que é o principal protagonista da cultura não só
no Brasil, mas também no mundo. Mas não é limitado a somente este tipo de
ave. A avicultura se estende a espécies como perus, patos, gansos, codornas e
o avestruz.

A avicultura de postura se destina à criação de aves para a produção de ovos,


também conhecidas como poedeiras. A produção pode se dividir entre ovos
para a reprodução e a para o consumo. A diferença existente entre uma e outra
é a presença do galo.

Na produção de ovos para reprodução, é necessária a presença do galo para


que esses ovos sejam “galados”, ou seja, fertilizados. Já na produção de ovos
para consumo, sua presença é dispensável, porque os ovos estéreis se
conservam melhor e por mais tempo.

No local, boa parte da fazenda está coberta com pasto. Segundo a legislação,
galinhas puedeiras orgânicas precisam ser criadas soltas em vez de gaiolas,
como acontece nas granjas convecionais.

Na prática, cada aviário tem um galpão equipado com coxes, bebedouros,


ninhos para as galinhas botarem e poleiros, porque as aves dormem no local.
Além disso, cortinas nas laterais para barrar o vento nos dias mais frias e que
ficam abertas quando faz calor.

As aves alternam entre dois píquetes na fazenda, que descansam a cada 45


dias para que a plantação se recupere. No sistema orgânico, os animais devem
ficar em ambientes em que possam expressar seu comportamento animal
natural. No caso das galinhas, isso inclui espaço para andar e ciscar à vontade.

A criação de animais no sistema orgânico tem um gargalo, que é a


alimentação, que deve ser preferencialmente orgânica. Porém, a oferta destes
alimentos no Brasil ainda é pequena e os preços são altos. A legislação
permite que o produtor coloque até 20% de produtos convecionais na
formulação da ração, mas não podem ser transgênicos e ainda é preciso pedir
autorização do órgão certificador para poder usar.

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Outra questão importante é a saúde das aves. Vacinas são obrigatórias, mas o
uso de medicamentos alopáticos deve ser evitado ao máximo. Homeopatia e
fitoterapia são liberados.

Produzido em larga escala, os ovos chegam à mesa do consumidor a partir de


um negócio inicial de galinhas poedeiras, que são separadas do galo e com
isso produzem os ovos prontos para consumo.

As principais linhagens de galinhas poedeiras são a Lohman, Isa, Hy-Line e


Hissex. O criador, independente do tipo da linhagem, deve optar pelo tipo de
ave a ser criada, para comercializar ovos brancos e vermelhos. As poedeiras
leves geram ovos brancos, enquanto as pesadas geram ovos vermelhos. Para
escolher qual linhagem aderir, deve-se levar em conta que as galinhas
poedeiras devem ter baixa taxa de mortalidade e uma grande quantidade de
ovos postos por ano. Assim, a criação de galinhas poedeiras pode ser dividida
em: fase inicial, fase de recria e fase de produção. A fase inicial é aquela em
que as aves têm até seis semanas de idade. Na segunda fase, de sete a
dezessete semanas de idade. Já na última, a fase de produção, as aves estão
dentro da faixa de 18 a 76 semanas de idade, estendendo-se de 90 a 120
semanas em alguns casos específicos.

Para fazer o galpão, é necessário que o nível da construção esteja acima do


solo, e que o piso seja de terra para que os estercos sejam facilmente
absorvidos. Nas laterais, o piso deve desembocar para fora deste espaço, no
sentido de escoar a água da chuva e evitar o máximo que se acumule ali
dentro.

As galinhas poedeiras chegam ao estágio de estarem aptas a produzirem ovos.


Assim, alguns cuidados são importantes, como o cuidado para não movimentá-
las durante o período em que estiverem fazendo a ovo postura e garantir um
ambiente tranquilo.

A comercialização de ovos de galinhas poedeiras acontece em pequenos


comércios ou diretamente para o consumidor. Investir em tecnologia é a melhor
forma para estar na frente da concorrência, tornando o empreendimento bem
mais rentável. Os tipos de embalagens podem ser plásticos, papelão ou isopor.
No rótulo, o importante é sempre explicitar a data de validade, o nome da
granja com endereço e telefone, código de barras e o tipo de ovo. As
informações nutricionais são muito bem vindas também de serem explicitadas,
assim como as especificações de conservação.

23
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Blog [Link]

Site [Link]

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