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FIBRA

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Introdução

A intensa e crescente utilização do espectro eletromagnético em sistemas de comunicações,


nas últimas décadas, levou à busca de condições e meios que permitissem ampliar e otimizar seu
emprego. Os resultados têm aparecido sob diversas formas, sendo interessante destacar o
progressivo aumento na freqüência da onda eletromagnética, chegando-se a comprimentos de
onda da ordem de 1 cm.

O emprego da luz para transportar um sinal representa um largo degrau neste encurtamento, até
então gradual. Com a luz estamos saltando bruscamente para comprimento de onda dentro da
faixa de 3900A (violeta) a 750A (vermelha), ou seja, comprimento de onda cerca de 10000 vezes
menores.

Teoria da condução da luz - Princípio de propagação

Reflexão interna total

A relação entre velocidade da luz no vácuo e a velocidade da luz num meio qualquer define índice
de refração do meio em questão, expresso por n=c/c(meio).

Dessa forma, fica fácil entender o princípio de funcionamento das fibras ópticas que é realmente
muito simples. Sabe-se que meios dielétricos mais densos correspondem a velocidade de
propagação da luz menor e vice-versa. O índice de refração de determinado material é em função
do comprimento da onda. A propagação da luz numa interface de dielétricos com índices de
refração diferentes resulta nos fenômenos de refração e reflexão. Existe uma situação limite para a
refração onde um raio incidente com um determinado ângulo, menor que 90° , conhecido como
ângulo crítico, implica num raio refratado que se propaga paralelamente na interface entre os dois
dielétricos. Qualquer raio incidente com um ângulo superior ao ângulo crítico não será mais
refratado, mas será refletido totalmente. Esse efeito de reflexão interna total é o mecanismo básico
de propagação da luz em fibras ópticas.

Raios inclinados ou oblíquos

Os raios inclinados tendem a se propagar na região do núcleo próximo à casca, segundo uma
trajetória helicoidal de difícil visualização em duas dimensões. Além de contribuírem para aumentar
a capacidade de captação da luz da fibra ótica, os raios inclinados têm implicações, também, na
análise das perdas de propagação ao longo da fibra óptica.

CABOS ÓPTICOS
Os cabos ópticos são estruturas de encapsulamento e empacotamento de fibras ópticas que têm
como funções básicas prover as fibras de: proteção, facilidade de manuseio.

As características de transmissão dos guias de onda luminosos são sensíveis a influências


mecânicas e ambientais, conforme foi visto anteriormente. O cabeamento, portanto, procura
proteger a fibra ou as fibras contra adversidades mecânicas ou ambientais durante a instalação ou
operação. Por exemplo, os cabos devem ser suficientemente resistentes de modo a evitar que as
fibras se quebrem com as tensões de puxamento do cabo durante a sua instalação. Devem,
também, prover a rigidez necessária fim de prevenir curvaturas excessivas nas fibras.
CONECTORES
Os conectores ópticos são dispositivos passivos que permitem realizar junções temporárias ponto-
a-ponto entre duas fibras ou, nas extremidades dos sistemas, juntando opticamente a fibra ao
dispositivo fotoemissor ou fotoreceptor. A qualidade da conexão é garantida pela precisão com que
as peças mecânicas, que constituem o conector óptico, conseguem posicionar as extremidades
das fibras com relação ao corpo exterior do conector.

Os conectores ópticos são instalados tipicamente nas extremidades dos cabos ópticos ou num
dispositivo de suporte junto ao transmissor ou receptor óptico. Para ligar entre si dois cabos ópticos
terminados por plugues conectores utilizam-se, em geral, realizar alinhamento correto, face a face,
dos dois plugues (conectores).

O uso dos conectores ópticos em junções fibra-fibra oferece vantagens operacionais com relação
às outras técnicas de conexão ponto-a-ponto (emendas) como, por exemplo, a facilidade de
manuseio que não exige nenhum equipamento sofisticado ou conhecimento técnico particular.

ACOPLADORES
Os acopladores ópticos podem ser considerados como dispositivos multiportas (> 3) que permitem
combinar ou separar sinais luminosos. Os acopladores ópticos passivos são dispositivos
puramente ópticos operando como guias de onda luminosa e/ou elementos de transmissão,
reflexão e refração da luz. Não requerem nenhuma energia de alimentação externa, além do feixe
luminoso, não possuem nenhum dispositivo óptico ativo (fotoemissores, moduladores etc.) e são
comumente utilizados como elementos básicos de interconexão numa variedade de sistemas e
redes locais com fibras ópticas. Na maioria das redes, o desempenho dos acopladores ópticos
constitui, mais que as características de transmissão da própria fibra, o principal limitante que
determina a configuração ótima da rede.

ESTRUTURA FíSICA BÁSICA

Uma fibra óptica é composta basicamente de material dielétrico (em geral, sílica ou plástico),
segundo longa estrutura cilíndrica, transparente e flexível, de dimensões microscópicas
comparáveis às de um fio de cabelo humano.

A estrutura cilíndrica básica da fibra óptica é formada por uma região central, chamada de núcleo,
envolta por uma camada, também de material dielétrico, chamada casca. A seção em corte
transversal mais usual do núcleo é a circular, porém as fibras ópticas especiais podem ter um outro
tipo de seção (por exemplo, elíptica).

A composição da casca da fibra óptica com material de índice de refração ligeiramente inferior ao
do núcleo, oferece condições à propagação de energia luminosa (freqüências ópticas) através do
núcleo da fibra óptica. O mecanismo básico de transmissão da luz ao longo da fibra consiste, em
termos da óptica geométrica, num processo de reflexão interna total que ocorre quando o feixe de
luz emerge de um meio mais denso para um meio menos denso.

As características mecânicas das fibras ópticas, expressas, por exemplo, em termos de resistência
e flexibilidade, dependem do material dielétrico utilizado e da qualidade do processos de
fabricação.
TIPOS DE FIBRAS

As fibras ópticas costumam ser classificadas a partir de suas características básicas de


transmissão, ditadas essencialmente pelo perfil de índices de refração da fibra e pela sua
habilidade em propagar um ou vários modos de propagação. Com implicações principalmente na
capacidade de transmissão (banda passante) e nas facilidades operacionais em termos de
conexões e acoplamento com fontes e detectores luminosos, resultam dessa classificação básica
os seguintes tipos de fibras ópticas:

MULTIMODO ÍNDICE DEGRAU

As fibras ópticas do tipo multimodo índice degrau (ID), conceitualmente as mais simples, foram as
pioneiras em termos de aplicações práticas. O tipo de perfil de índices e as suas dimensões
relativamente grandes implicam uma relativa simplicidade quanto à fabricação e facilidades
operacionais: apresenta, porém, uma capacidade de transmissão bastante limitada.

MULTIMODO ÍNDICE GRADUAL

As fibras multímodo índice gradual (IG), de conceituação e fabricações um pouco mais complexas
caracterizam-se principalmente pela sua maior capacidade de transmissão com relação às fibras
multímoda índice degrau. Desenvolvidas especialmente para as aplicações em sistemas de
telecomunicações, as fibras multímodo IG apresentam dimensões menores que as de índice
degrau (mas suficientemente moderadas de maneira a facilitar as conexões e acoplamentos) e
aberturas numéricas não muito grandes, a fim de garantir uma banda passante adequada às
aplicações.

MONOMODO

As fibras monomodo têm dimensões muito pequenas, dificultando, portanto, a conectividade:


caracteriza-se, entretanto, por uma capacidade de transmissão bastante superior às fibras do tipo
multímodo.

Embora tenham sido fabricadas pioneiramente e tenham demonstrado suas potencialidades em


termos de banda passante cedo, as fibras monomodo tiveram seu desenvolvimento e aplicações
retardadas por mais de uma década. As dimensões muito reduzidas das fibras exigem o uso de
dispositivos e técnicas de alta precisão para a realização de conexões entre segmentos de fibras e
do acoplamento da fibra com as fontes e detectores luminosos. Essas dificuldades operacionais
das fibras monomodo , associadas à pressão da demanda de sistemas de telecomunicações de
grande capacidade, favoreceram, numa primeira fase, o desenvolvimento das fibras multímodo
índice gradua. Todavia, a contínua tecnológica vem superando gradativamente os inconvenientes
de conectividade, permitindo que as fibras monomodo, hoje em dia, não apenas resgatem a
vocação para aplicações em sistemas de grande capacidade mas também se apresentem como a
alternativa quase obrigatória dos futuros sistemas de comunicações.

A classificação típica das fibras ópticas feita acima reflete, de maneira geral, a evolução
tecnológica básica em termos de capacidade de transmissão na aplicação mais importante das
fibras ópticas: a dos sistemas de telecomunicações. Todavia, considerando-se o grau de
sofisticação das aplicações, é possível adotar classificações (ou subclassificações) específicas,
envolvendo outros critérios, tais como:

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