Volume I
Volume I
OFICIAL DE
ESTUDO PARA
O EXAME CFP®
NO BRASIL
Planejamento
Financeiro
Volume I
Material oficial de
estudo para o exame
CFP® no Brasil:
planejamento financeiro
Volume I
Volume I
Autores
PLANEJAR - Associação Brasileira de Planejadores Financeiros
PRACTA - Treinamento e Educação Financeira
Sirius - Comunicação
Planejamento financeiro é o
Volume I da coleção Material oficial de estudo
para o exame CFP® no Brasil, composta por
um total de seis volumes,
de autoria da PLANEJAR - Associação
Brasileira de Planejadores Financeiros e da
PRACTA - Treinamento e Educação Financeira.
Sirius Comunicação
Rua Bela Cintra, 200, cj 42
CEP 01415-000
São Paulo - SP
Brasil
Tel 011-3217.2727
Introdução
A CERTIFICAÇÃO CFP®
A Certificação CFP® (Certified Financial Planner) é uma certificação internacional de distinção
que qualifica o profissional para o exercício da atividade de planejador financeiro pessoal. No
Brasil, a entidade certificadora é a Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros,
afiliada ao FPSB Financial Planning Standards Board, entidade responsável pelo gerenciamento,
desenvolvimento e promoção da marca CFP® no mundo.
A Certificação CFP® no Brasil segue os padrões mundiais definidos pelo FPSB que visam
garantir ao público, acesso aos serviços de um profissional competente, ético e que possui
comprovada experiência prática na prestação de serviços de planejamento financeiro pessoal.
O MATERIAL DE ESTUDO
O Material de Estudos para o exame da Certificação CFP® é uma coleção de seis volumes
estruturado de acordo com o Programa Detalhado e desenvolvido conforme as Orientações de
Estudo, em parceria celebrada entre a Planejar e a Practa Treinamento e Educação Financeira.
• Volume I - Planejamento Financeiro
• Volume II - Gestão de Ativos e Investimentos
• Volume III - Planejamento da Aposentadoria
• Volume IV - Gestão de Riscos e Seguros
Nosso objetivo, com essa iniciativa, é permitir, a todos os candidatos, acesso a um conteúdo
padronizado e qualificado, além de economicamente viável. A PLANEJAR espera que os
profissionais se beneficiem desse recurso didático, colaborando para a conquista da aspirada
Certificação CFP®.
Estamos certos de que os profissionais que já atuam ou pretendem atuar como planejadores
financeiros encontrarão nesta obra conteúdo para apoiá-los na profissão.
PLANEJAR PRACTA
Bruno Rodrigues Correa, CFP® Eliane Habib Tiburski, CFP®
Bruno Ferreira Souza, CFP® Evely Borges da Silveira
Eliane Tanabe, CFP® Gabriel Hernan Facal Villarreal
Fabiano Calil, CFP® Rosario G. V. Pujado, CFP®
Luciana Pantaroto, CFP®
Martin Casals Iglesias, CFP®
Marcia Belluzo Dessen, CFP®
Renato Roizenblit, CFP®
Ricardo Aguida Geraldes, CFP®
Sinara Polycarpo, CFP®
INFORMAMOS QUE AS QUESTÕES APRESENTADAS NESSE MATERIAL NÃO FAZEM PARTE DO EXAME DE CERTIFICAÇÃO
APLICADO PELA PLANEJAR, DEVENDO SERVIR APENAS COMO ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO DOS CANDIDATOS.
EM HIPÓTESE ALGUMA A SUA UTILIZAÇÃO É GARANTIA DE APROVAÇÃO NO EXAME, UMA VEZ QUE APENAS SERVE
COMO COMPLEMENTO AO ESTUDO, SENDO FACULTADO AO CANDIDATO ANALISAR A VIABILIDADE DE SEU USO,
COMO TAL INFORMADO. AS QUESTÕES APRESENTADAS NESTE MATERIAL FORAM DESENVOLVIDAS PELOS AUTORES
(PRACTA) ESPECIFICAMENTE PARA FINALIDADE DE APOIO. PORTANTO, NÃO É GARANTIDA A APROVAÇÃO OU QUE
AS QUESTÕES SERÃO APRESENTADAS DA MESMA FORMA NO EXAME. A PLANEJAR RESERVA-SE O DIREITO DE
APRESENTAR QUESTÕES NO EXAME DE CERTIFICAÇÃO CFP® DE FORMA DISTINTA
Prefácio
Alfredo Setúbal
No ano de 2003 a ANBID – Associação Nacional dos Bancos de Investimento (atual
ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) estava
muito engajada nos processos de Auto-Regulação das atividades do mercado de capitais e
na certificação dos profissionais que atendiam clientes das agências (CPA10), Private Banks e
institucionais (CPA20).
Na época, como Presidente da ANBID, fui procurado por Louis Frankenberg e Ulf Mannhardt,
à época responsáveis pelo IBCPF – Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros,
que, ao me apresentarem a certificação CFP® sensibilizaram-me sobre o potencial que referida
certificação tinha para a qualificação de profissionais que atendiam pessoas e famílias no Brasil.
Naquela momento o IBCPF passava por muitas dificuldades para manter seu projeto e, portanto,
o crescimento da certificação.
Após algumas discussões na Diretoria da ANBID, entendemos que fazia todo o sentido
assumirmos o IBCPF, já que a ANBID tinha o reconhecimento do mercado de capitais e
autoridades regulatórias (CVM e Bacen) como referência em certificações e Auto-Regulação,
e o CFP® fortaleceria e daria nova dinâmica para o nosso programa de certificações,
ratificando a condição da ANBID de agente de transformação e desenvolvimento do Mercado
de Capitais no Brasil.
Assim, sob a liderança do vice-presidente da ANBID à época, Luis Maia, estruturamos um
plano e passamos a executá-lo, visando promover o crescimento desta certificação de padrão
internacional. Naquele momento o IBCPF tinha apenas 33 profissionais certificados.
Entendemos como natural que o crescimento da certificação se desse através das
estruturas dos Private Banks, na época conduzidas no Brasil sobretudo pelos bancos
brasileiros e estrangeiros.
Foi neste contexto que nascia o embrião do que seria mais tarde a PLANEJAR - Associação
Brasileira de Planejadores Financeiros.
Estávamos cientes da grande responsabilidade que tínhamos de assumir a certificação CFP®.
Revimos a proposta, à época, do exame e tomamos a primeira decisão: ampliar os temas
abordados e a quantidade de questões do exame da certificação e definir um cronograma de
médio e longo prazo para que boa parte dos Gerentes de Relacionamento dos Private Banks
fossem certificados, com o objetivo de qualificar ainda mais esses profissionais para atender essa
exigente clientela dos Bancos.
Foi mais uma experiência gratificante, dentre tantos outros desafios profissionais
enfrentados em minha carreira, o que explica a grande alegria que senti ao ser convidado
para escrever este Prefácio. Para mim, mais um reconhecimento por todo o trabalho realizado
junto a ANBID naqueles anos.
É com enorme satisfação que acompanho hoje o crescimento da Associação, por verificar que
estávamos certos e que o caminho traçado a época continua sendo trilhado pelos profissionais,
executivos e voluntários que hoje estão à frente daquele desafio.
A Certificação se ampliou!!
No momento em que escrevo (novembro de 2018) são mais de 4.000 profissionais que
conquistaram a distinção de se qualificar como CFP®!!! Confesso que não era um número que
imaginávamos quando de no nosso planejamento inicial. Tal número apenas confirma o quanto
nosso mercado evoluiu em termos de exigência e sofisticação, assim como indica um importante
fortalecimento da consciência dos profissionais certificados quanto à grande responsabilidade
que têm em orientar seus clientes e famílias no Brasil, com a mesma qualidade exigida pelos
mercados financeiros e de capitais globais.
Impressionante também notar a importância Institucional que a PLANEJAR conquistou.
Peço desculpas pelas qualificações eventualmente “superlativas” que faço a Associação e
seus números. São apenas reflexo da alegria e satisfação que me trazem ver projeto tão
desafiador superando os obstáculos e mares mais revoltos, e aportando seus resultados no
porto inicialmente imaginado.
Dentre tantas outras, neste instante já somos referência, para imprensa, público em geral e
consumidores financeiros, nas áreas de “Advocacy” e Conscientização Financeira, consolidando
nossa condição de principais parceiros da CVM na semana ENEF (Estratégia Nacional de Educação
Financeira). Em 2018 foram 295 eventos. Mais de 10.000 cidadãos brasileiros impactados. Já na
área de educação superamos nova barreira e lançamos em setembro de 2017 nosso curso de
Planejamento Financeiro on-line, tendo superado até aqui o número de 1.500 participantes, nas
quatro turmas finalizadas.
A exigência de qualificação cada vez maior para os profissionais do mercado financeiro
responsáveis pelo atendimento de pessoas e famílias nos lança agora o desafio de democratizar
e facilitar o acesso à nossa certificação, através da publicação de material de estudo impresso e
E-books, com 6 módulos do “Material Oficial de Estudo para o Exame CFP® no Brasil”.
Esta iniciativa ajudará de maneira relevante aqueles profissionais que queiram se diferenciar e
certamente colocará o Brasil, atualmente em 10º lugar entre os 27 países que oferecem o CFP®,
entre os cinco principais certificadores do mundo.
Como disse, fico muito feliz e realizado de ter iniciado esta jornada há 15 anos atrás e ver os
expressivos resultados atingidos, com a qualidade necessária para enfrentar os desafios cada vez
maiores da globalização.
Quero por fim, desejar a todos vocês, que neste instante começam esta jornada técnica de
certificação, boa sorte e um futuro ainda mais promissor para suas carreiras.
Estou certo de que encontrarão neste material uma base importante de conhecimento, que
fará de Você um profissional ainda mais preparado e bem qualificado para enfrentar os desafios
de sua vida profissional.
ÍNDICE
5. GESTÃO FINANCEIRA................................................................................................................................................83
RESUMO..........................................................................................................................................................................................98
GLOSSÁRIO................................................................................................................................................................................113
1. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO
FINANCEIRO DO PROFISSIONAL CFP®
Planejar é preciso! Entretanto, às vezes fica difícil saber por onde começar. Veja algumas dicas
do planejador financeiro para seus clientes:
• Identifique metas e objetivos de curto, médio e longo prazos;
• Pesquise e reúna as informações necessárias (quais são as suas receitas, quais as despesas neces-
sárias, quais as supérfluas etc.);
• Analise sua situação atual e quais são as alternativas;
• Desenvolva estratégias para atingir as metas;
• Implemente as estratégias;
• Revise seu plano periodicamente e veja se suas expectativas financeiras estão sendo atingidas,
caso contrário será preciso corrigir o rumo.
Fonte: [Link]
– com prazo determinado, como um projeto: “quero criar o meu planejamento financeiro para a
aposentadoria”; ou, ainda;
– permanente: “busco um profissional que possa me orientar nas decisões de investimento e de
planejamento sucessório”.
Parece evidente, então, que a forma de relacionamento varia em função da necessidade
do cliente. Não se pode esquecer, entretanto, de outra variável: a forma como o profissional
CFP® conduz sua prática. Por exemplo, alguns profissionais podem optar apenas por elaborar
planejamentos financeiros, outros, por sua vez, apenas trabalham com clientes que tenham
carteiras de investimentos acima de determinado montante e exigem que o relacionamento
seja no mínimo por um determinado prazo. Se você deseja se aprofundar no assunto, há um
livro sobre o tema: In Search of the Perfect Model: The Distinctive Business Strategies of Leading Fi-
nancial Planners de Mary Rowland.
Na primeira entrevista com o cliente, o profissional financeiro deve ser capaz de obter infor-
mações que lhe permitam:
• Identificar a situação patrimonial do cliente e seu fluxo de caixa;
• Conhecer e entender os objetivos e metas do cliente a curto, médio e longo prazo;
• Avaliar os valores, atitudes e expectativas dos clientes;
• Determinar o perfil de risco do cliente.
Para refletir:
OBJETIVOS, NECESSIDADES, DESEJOS E PRIORIDADES
O grande desafio do planejador e seu cliente não é apenas identificar os objetivos. Considerando
que nem sempre (ou quase nunca) é viável atingir todos os objetivos desejados, é importante,
neste momento, que o planejador possa diferenciar entre as necessidades e os desejos do
cliente.
- Necessidades estão relacionadas aos principais objetivos financeiros do cliente, como por
exemplo, gastos com faculdade dos filhos, pagamento de financiamentos de longo prazo,
cobertura de despesas durante a aposentadoria, etc. As necessidades deverão obrigatoriamente
ser contempladas no plano financeiro, considerando curto, médio e longo prazos.
- Por outro lado, os desejos estão relacionados com objetivos considerados não obrigatórios
(secundários), como viagens, aquisição de imóvel para veraneio, etc. As necessidades terão
prioridade sobre os desejos, que poderão ou não estar previstos no plano financeiro, a
depender da capacidade financeira do cliente.
Informações quantitativas
A partir da identificação dos objetivos pessoais e financeiros, das necessidades e prioridades do
cliente, o planejador financeiro deverá coletar informações quantitativas relacionadas a fontes de
renda do cliente, despesas, obrigações financeiras, obrigações fiscais etc.
Informações qualitativas
Visando à análise adequada do perfil do investidor (suitability) é preciso ir além das informa-
ções quantitativas, coletando informações qualitativas que serão muito valiosas na elaboração
do plano financeiro.
Analisar os fatores comportamentais e culturais do cliente, seu ambiente socioeconômico, bem
como seus desejos e necessidades, é fundamental para que as futuras recomendações do planeja-
dor financeiro sejam efetivas.
Exemplos
- O cliente não acredita no investimento em bolsa de valores e só investe em imóveis porque
seus familiares sempre assim o fizeram. Trata-se de um aspecto cultural que deve ser levado
em consideração, quando da formulação de uma recomendação de investimentos.
- Advogado sócio de um escritório de renome não aceitará a recomendação de vender seu
carro de luxo para quitar dívidas, em função do status que tal veículo lhe proporciona. Trata-se
de compreender o ambiente socioeconômico em que o cliente está inserido.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
O processo de planejamento
financeiro do profissional CFP@
2. RESPONSABILIDADE FIDUCIÁRIA
E CONDUTA PROFISSIONAL
Introdução
O candidato a certificação CFP® deverá entender os princípios e padrões de conduta profis-
sional que norteiam a atuação do planejador financeiro e sua responsabilidade legal e fiduciária
no desempenho de suas atividades. É imprescindível a leitura cuidadosa do texto integral
do Código de Conduta Ética e Responsabilidade Profissional da Planejar antes do es-
tudo deste item. O Código está disponível em [Link]
ads/2018/06/planejar_codigo_etica_ed001.pdf
2.1.3 Princípios
[Link] Integridade
Agir com integridade, observando não apenas o conteúdo, mas também o espírito do Código.
A confiança depositada pelos clientes pressupõe atuação honesta, íntegra e transparente.
[Link] Objetividade
A objetividade requer honestidade intelectual e imparcialidade na atuação dentro do escopo de
serviços acordados. As recomendações devem ser feitas de forma pragmática, isenta, transparente
e respaldada em princípios técnicos.
[Link] Imparcialidade
A imparcialidade traduz-se na identificação, informação e administração de possíveis conflitos
de interesses envolvidos no processo de planejamento financeiro.
[Link] Profissionalismo
O profissionalismo exige comportamento digno e respeitoso com clientes, colegas, instituições
vinculadas ou concorrentes e órgãos reguladores, sempre em conformidade com a legislação
vigente e o Código. O profissionalismo pressupõe o espírito de cooperação e requer que posicio-
namentos públicos sejam feitos com moderação.
[Link] Competência
A competência exige atingir e manter um nível adequado de habilidades, capacidades e conheci-
mentos para o fornecimento de serviços profissionais de planejamento financeiro pessoal. Inclui,
também, a sabedoria e maturidade para conhecer suas limitações e situações em que a consulta ou
o encaminhamento para outro(s) profissional(is) seja apropriado. A competência requer compro-
misso constante com a educação continuada.
[Link] Confidencialidade
Proteger a confidencialidade de todas as informações dos clientes, de forma a permitir acesso
apenas às pessoas autorizadas. Um relacionamento de confiança com o cliente só pode ser cons-
truído sob o entendimento de que as informações serão tratadas de forma discreta e segura e não
serão reveladas inadequadamente.
[Link] Diligência
Fornecer serviços profissionais de forma diligente. A diligência exige que o Planejador CFP®
e Associado atendam aos compromissos profissionais com zelo, dedicação e rigor, cuidando e
supervisionando adequadamente a execução dos serviços profissionais de acordo com o escopo,
condições e prazos acordados com o cliente
2.1.4 Regras
Regra 1 - O Planejador CFP® e Associado deverão assegurar que suas preferências ou interes-
ses pessoais não afetem de forma adversa os serviços prestados ao cliente.
Regra 2 - O Planejador CFP® e Associado não deverão omitir a clientes ou terceiros os poten-
ciais benefícios gerados em proveito próprio pelos serviços prestados.
Regra 3 - O Planejador CFP® e Associado não deverão fornecer, direta ou indiretamente, in-
formações falsas ou enganosas relacionadas às suas qualificações ou serviços.
Regra 4 - O Planejador CFP® e Associado não deverão incorrer em conduta desonesta, frau-
dulenta, enganosa ou falsa.
Para refletir:
Todas as regras acima visam garantir ao cliente final que o associado ou profissional CFP® terá
uma postura íntegra e honesta na sua atividade, colocando o cliente sempre em primeiro lugar.
Procedimentos:
• A Equipe Planejar analisará eventuais descumprimentos ao Código, inclusive aqueles de que
tiver ciência por meio de denúncia ou de condenações definitivas em processos administrativos
instaurados por autoridades regulatórias.
• Caso encontre, em sua análise técnica ou por meio de denúncia, efetivos indícios de descum-
primento, a Equipe Planejar encaminhará o caso, apresentando todas as informações até então
disponíveis para o Conselho de Normas Éticas, para análise.
• Caso o Conselho de Normas Éticas identifique que há indícios de potencial violação, deverá, na
mesma reunião, indicar os membros do respectivo Grupo de Trabalho, e determinar a instaura-
ção do procedimento disciplinar.
• Na instauração do procedimento disciplinar, deverá haver clara indicação do fato considerado
irregular, da regra do Código infringida e do suposto autor da infração.
• A Equipe Planejar deverá, no prazo de 5 dias úteis de tal decisão, notificar, por escrito, o Plane-
jador CFP® ou Associado denunciado, indicando o teor da denúncia recebida e informando-lhe
o prazo para apresentação de defesa.
Direitos do denunciado
O denunciado deverá apresentar sua defesa e eventuais alegações, por escrito, em até 10 dias
úteis, contados do recebimento da notificação. Ele poderá apresentar até 3 testemunhas. Serão
assegurados, na condução do procedimento disciplinar, a ampla defesa e o contraditório, sendo
observadas também a celeridade, a razoabilidade e a simplificação dos atos (informalidade).
São direitos do denunciado:
I. ser comunicado acerca do início da apuração de eventual infração, podendo ter vista e obter
cópias dos autos;
II. formular alegações, apresentar defesa escrita e documentos, assim como comparecer pessoal-
mente perante o Grupo de Trabalho para prestar esclarecimentos e, ainda, na sessão de julga-
mento, apresentar sustentação oral;
III. fazer-se representar, facultativamente, por advogado; e
IV. manter-se silente.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Código de conduta ética
e responsabilidade profissional
3. PERFIL DE COMPETÊNCIAS DO
PLANEJADOR FINANCEIRO
Introdução
A PLANEJAR traduziu e publicou uma brochura denominada “Perfil de Competências do
planejador financeiro”, elaborada pelo Financial Planning Standards Board – FPSB, entidade que
gerencia, divulga e controla a Certificação CFP® nos países onde ela está presente ao redor do
mundo. O material visa informar ao público e a todos os interessados na atividade de planejamen-
to financeiro pessoal quais são as habilidades, atributos, competências e atitudes esperadas de um
planejador financeiro certificado pela Planejar.
A figura ao lado mostra o Perfil de
e m pen h o com p eten Competências do planejador financeiro,
Des te composto por capacidades, habilidades
profissionais e conjunto de conhecimen-
HABILIDADES
tos.
CAPACIDADES PROFISSIONAIS Recomenda-se a leitura cuidadosa da
íntegra deste material, disponível em
[Link]
CONHECIMENTO tent/uploads/2016/11/perfil-de-com-
[Link]
A seguir, comentários resumidos das
capacidades e habilidades.
an
ca
IMPOSTOS RISCO
Prát i
GESTÃO GESTÃO
DE ATIVOS FINANCEIRA
Coletar
informações
SUCESSÃO APOSENTADORIA
ção. O profissional de planejamento fi-
quantitativas
Coletar
Formular/avaliar
estratégias para elaborar
nanceiro utiliza uma ou mais capacida-
informações
des, além de habilidades, atitudes, juízos
CO
um plano financeiro
E
qualitativas
E
S
E
e conhecimento relacionados ao traba-
L
TA T
N
SÍ
lho, para fornecer com competência um
planejamento financeiro aos clientes.
Cada capacidade descreve uma tarefa que o profissional de planejamento financeiro certificado
executa ao fornecer planejamento financeiro a um cliente.
O FPSB classificou as capacidades do planejador financeiro em três funções, descritas a seguir.
3.1.1 Coleta
Durante a coleta, o profissional de planejamento financeiro coleta as informações necessárias
para preparar um plano financeiro. A coleta vai além da simples reunião de informações, incluindo
também a identificação de fatos relacionados, por meio de cálculos requeridos e a ordenação das
informações do cliente para análise.
3.1.2 Análise
Durante a análise, o profissional de planejamento financeiro identifica e considera problemas, faz
análise financeira e avalia as informações resultantes para poder formular estratégias para o cliente.
3.1.3 Síntese
Durante a síntese, o profissional de planejamento financeiro sintetiza as informações para for-
mular e avaliar estratégias para criar um plano financeiro.
3.2.2 Prática
• Cumprir com as leis e regulamentos do mercado financeiro e cumprir com o Código de Condu-
ta Ética na prática da profissão;
• Fazer julgamentos adequados em campos não abordados pela legislação de regulação da prática
profissional;
• Manter-se atualizado com as mudanças nos ambientes econômicos, políticos e regulatórios;
• Aprender continuamente para assegurar a atualização dos seus conhecimentos e habilidades;
• Realizar pesquisas adequadas durante a realização e desenvolvimento de estratégias;
• Exercer autonomia e iniciativa no desempenho das atividades profissionais.
3.2.3 Comunicação
• Ouvir o cliente;
• Estabelecer um bom relacionamento com o cliente e outras pessoas;
• Comunicar verbalmente informações e ideias de forma compreensível;
• Construir boa comunicação escrita;
• Apresentar raciocínios lógicos e persuasivos;
• Lidar eficazmente com objeções e reclamações;
3.2.4 Cognição
• Aplicar métodos ou fórmulas matemáticas, conforme a necessidade;
• Analisar e integrar informações de várias fontes para chegar a soluções;
• Usar raciocínio lógico para avaliar pontos fortes e fracos de eventuais linhas de ação;
• Tomar decisões fundamentadas, quando conta com informações incompletas ou inconsistentes.
• Demonstrar capacidade de adaptação de seus pensamentos e comportamentos.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Perfil de competências
do planejador financeiro
4. AMBIENTE MACROECONÔMICO,
REGULATÓRIO E FUNDAMENTOS
DE ECONOMIA E FINANÇAS
Redesconto
É um empréstimo de assistência à liquidez concedido pelo Banco Central a instituições fi-
nanceiras, visando equilibrar suas necessidades de caixa diante de um aumento imprevisto de
demanda por recursos de seus depositantes. A taxa de juros cobrada pelo Banco Central nessas
operações é chamada de taxa de redesconto.
O instrumento de redesconto tem sido bastante utilizado como forma de incentivar a atividade
econômica. A título de exemplo, no começo da crise do mercado de hipotecas nos Estados Uni-
dos, a primeira medida do presidente do Banco Central americano (Federal Reserve) foi reduzir a
taxa de redesconto, para que os bancos não sofressem uma crise de liquidez.
Depósito Compulsório
Trata-se de um recolhimento feito pela rede bancária de determinado percentual sobre seus
depósitos à vista e/ou a prazo, de acordo com a política estabelecida pelo Banco Central do Brasil.
O recolhimento é feito em moeda ou em títulos federais da dívida pública.
Quando a autoridade monetária eleva a taxa de recolhimento compulsório provoca diminui-
ção da quantidade de Reais no mercado. Com menor oferta de crédito, a taxa de juros sobe.
Por outro lado, quando o Banco Central reduz o recolhimento compulsório, a oferta de crédito
aumenta e os juros caem.
Política monetária
POLÍTICA MONETÁRIA RESTRITIVA
Meta da inflação
A meta de inflação de cada ano e os respectivos intervalos de tolerância são estabelecidos
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) com 2 anos de antecedência, sempre em junho.
O indicador considerado para mensuração da inflação é o Índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA).
A avaliação do Banco Central é feita ao final de cada ano. Considera-se que a meta foi
atingida caso a inflação observada ao final do ano se situe dentro do intervalo de tolerância
previamente estabelecido. Se a meta não for cumprida, o Presidente do Banco Central deve
escrever uma carta aberta justificando os motivos, e quais providências serão tomadas para
que a inflação volte à meta estabelecida.
Política fiscal
A política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e realiza
despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização macroeconômica, a redistribuição da
renda e a alocação de recursos.
A política fiscal procura, por meio de maior eficácia na administração das receitas (tributos) e
dos gastos do governo, atingir determinados objetivos macroeconômicos e sociais. A carga tri-
butária tem impacto direto sobre a renda disponível das famílias e, consequentemente, sobre o
consumo agregado.
Da mesma forma que a política monetária, a política fiscal pode ser restritiva ou expansionista.
Para refletir
O aumento da dívida pública para financiamento do déficit pode comprometer o caixa do
Governo e acarretar o aumento da taxa de juros, prejudicando o crescimento econômico.
Por sua vez, a emissão de títulos públicos, um dos instrumentos da política monetária, altera o
volume dos meios de pagamento e da taxa de juros. Portanto, é imprescindível que as medidas
de política fiscal sejam tomadas em consonância com as medidas de política monetária,
minimizando os desequilíbrios.
Política cambial
Os negócios de comércio internacional são realizados em moedas diferentes, representativas
das economias dos diferentes países (Dólar, Euro, Libra, Iene etc.). A taxa de câmbio reflete o
valor com que a autoridade monetária de um país aceita negociar sua moeda.
Câmbio flutuante
As taxas acompanham livremente as oscilações da economia, sem intervenção da autoridade
monetária. Este regime permite maior liberdade aos Governos na condução da política monetária,
já que não existe o compromisso em manter a taxa de câmbio em um determinado patamar.
• Uma maior oferta de moeda estrangeira implica em valorização do real (dólar cai).
• Maior procura de moeda estrangeira implica em desvalorização do real (dólar sobe).
Bandas cambiais
Regime utilizado pelo Banco Central no início da implementação do Plano Real, onde o Banco
Central estabelecia uma “banda” dentro da qual o câmbio poderia flutuar livremente. O Banco
Central só intervia se o valor do Dólar ultrapassasse o limite superior da banda (“teto”) ou ficasse
abaixo do limite inferior da banda (“piso”).
Cupom cambial
É a diferença entre o custo de oportunidade de recursos em Reais (Taxa SELIC) e a variação cambial
esperada do Real frente às diversas moedas estrangeiras, sendo o Dólar norte-americano a referência.
Em outras palavras, cupom cambial é a remuneração efetiva dos dólares convertidos em reais
e aplicados no mercado financeiro brasileiro.
A curva de cupom cambial, por definição, é a estrutura de juros brasileira expressa em taxa
equivalente de outra moeda (USD, EUR, JPY, etc). Desse modo, é obtida por meio da dife-
rença entre a curva de juros prefixada e a variação cambial projetada pelos Forwards (valor
no futuro) da moeda
O cupom cambial tende a se elevar quanto há pressão vendedora de papéis atrelados ao dólar.
A taxa mais alta atrairá compradores. De forma inversa, o cupom cambial tende a cair quando há
pressão compradora de papéis atrelados ao dólar (a maior demanda compradora faz com que os
compradores aceitem taxas menores).
Onde:
C = CONSUMO
Bens e serviços comprados pelas famílias (bens não-duráveis, bens duráveis e serviços).
I = INVESTIMENTO
Bens adquiridos para uso futuro. É o investimento das empresas em ativo fixo (formação bruta
de capital fixo) e em estoques.
G = DESPESAS DO GOVERNO
Bens ou serviços adquiridos pelo governo federal, estadual ou municipal.
X = EXPORTAÇÕES
Bens e serviços vendidos ao exterior.
M = IMPORTAÇÕES
Bens e serviços comprados do exterior.
Inflação
Inflação pode ser conceituada como um aumento contínuo e generalizado no nível geral de
preços. As causas podem ser variadas; vamos citar aqui as principais:
• Inflação de demanda: considerada o tipo mais “clássico” de inflação, ocorre devido ao exces-
so de demanda agregada em relação à produção disponível de bens e serviços. A probabilidade
de ocorrência de inflação de demanda aumenta quanto mais próximo do pleno emprego de
recursos a economia estiver.
O governo pode controlar este tipo de inflação por meio de políticas econômicas, visto que a
demanda é mais sensível a essas políticas no curto prazo. Por exemplo, elevação da taxa de juros,
restrições de crédito, aumentos de impostos, redução de gastos públicos, etc.
• Inflação de custos: pode ser associada a uma inflação de oferta, pois o nível de demanda
permanece o mesmo, mas os custos de insumos importantes aumentam e são repassados aos
preços dos produtos. Por exemplo, aumentos salariais podem aumentar os custos de produção,
se não forem seguidos de aumento de produtividade dos trabalhadores; choques de oferta de
produtos também são exemplos de inflação de custos, pois quando há redução de oferta de
bens essenciais como petróleo ou produtos agrícolas, os preços sobem devido ao aumento dos
custos.
No caso da inflação de custos é importante distinguir a inflação de custos induzida da inflação
de custos autônoma.
• Inflação de custos induzida: a inflação de demanda leva ao aumento dos lucros das empresas,
que passam a produzir mais e empregar mais pessoas. Se a demanda de profissionais estiver aci-
ma da oferta existente, ou próximo do pleno emprego, a tendência será de aumento dos salários,
que provocará aumento nos custos.
Deflação
É o oposto de inflação. É uma queda generalizada no nível de preços, geralmente associada a
recessões econômicas, com queda de produção e aumento no nível de desemprego. Podemos dizer
que a deflação é uma “inflação negativa”. Os preços dos bens caem, e mesmo assim as pessoas não
consomem, ou porque esperam maior redução nos preços ou porque não têm condições de con-
sumo. A longo prazo, essa situação pode provocar consequências graves na economia de um país.
Índices de inflação
IGP-M – Índice Geral de Preços de Mercado
Calculado mensalmente pela FGV - Fundação Getúlio Vargas, é o índice mais utilizado para a
correção de contratos de aluguel e como indexador de alguns títulos, como a antiga NTN-C, e de
algumas tarifas.
das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo,
Brasília, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Goiânia.
Periodicidade: mensal, o período de coleta do IPCA estende-se, em geral, do dia 01 a 30 do
mês de referência.
Fonte: IBGE ([Link])
TR - Taxa Referencial
A Resolução CMN nº 4.624 de 18 de janeiro de 2018 alterou a metodologia de cálculo da Taxa
Básica Financeira (TBF) e da Taxa Referencial (TR). A nova metodologia passa a incorporar o
mercado de títulos do Tesouro.
A base de dados para a formação da TBF será composta das taxas de juros das Letras do Te-
souro Nacional (LTN) praticadas nas operações definitivas no mercado secundário e registradas no
SELIC. A TBF de um mês será uma média ponderada entre as taxas médias das LTNs de prazo
de vencimento imediatamente anterior e imediatamente posterior ao prazo de um mês, seguida da
aplicação, ao valor resultante, de um fator multiplicativo fixado em 0,93 (noventa e três centésimos).
• Para cada TBF obtida, aplica-se um redutor “R” para calcular a correspondente TR.
• Os valores do redutor “R” devem ser divulgados pelo Banco Central do Brasil quando da divul-
gação da TR.
• A TR será expressa sob a forma mensal, com quatro casas decimais.
Fonte: [Link]
Taxa de câmbio
Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações (centa-
vos) da moeda nacional. No Brasil, a moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos Estados
Unidos, fazendo com que a cotação comumente utilizada seja a dessa moeda. As cotações apre-
sentam taxas para a compra e para a venda da moeda, as quais são referenciadas do ponto de vista
do agente autorizado a operar no mercado de câmbio pelo Banco Central.
Exemplo
Taxa de compra USD: R$ 3,50, significa que a instituição financeira compra dólares (o cliente
vende) à cotação de 3,50 reais por dólar.
Taxa de venda USD: R$ 3,55 significa que a instituição financeira vende dólares (o cliente
compra) à cotação de 3,55 reais por dólar.
Essas expressões são utilizadas mesmo quando as operações são realizadas em outras moedas
estrangeiras, como o euro, iene, etc.
As operações de câmbio têm diferentes características, de acordo com a natureza de cada uma,
com custos administrativos e financeiros também diversos. Assim, a taxa de câmbio pode variar
de acordo com a natureza da operação, da forma de entrega da moeda estrangeira e de outros
componentes, tais como: valor da operação, cliente, prazo de liquidação, etc.
Fonte: [Link]
Spot
Também denominadas operações de “câmbio pronto”, são as operações cujo prazo de liquida-
ção é de até dois dias úteis (D+2).
Ptax
Regulamentada pela circular Bacen 3.506/2010 a taxa de câmbio de compra e de venda de
dólares dos Estados Unidos divulgada pelo Banco Central do Brasil, denominada taxa PTAX, é
calculada com base em dados obtidos mediante consultas às instituições credenciadas para realizar
operações de compra e venda de moeda estrangeira com o Banco Central do Brasil (os chamados
dealers de câmbio).
O fornecimento é obrigatório, por parte de cada dealer, de uma cotação de compra e uma
cotação de venda para a taxa de câmbio no mercado interbancário à vista, com liquidação em
D+2, que melhor representem as condições de mercado no preciso instante do início da con-
sulta. A PTAX será a média dessas cotações fornecidas pelos dealers, excluídas as duas maiores
e as duas menores. A partir da PTAX do dólar, o Bacen divulga a PTAX em outras moedas
estrangeiras, através do sistema de cotações cruzadas. Por exemplo, tendo a cotação real/dólar
e dólar/euro, calcula-se a PTAX do euro.
go (três ou quatro anos), já caracteriza uma depressão. Muitas empresas solicitam recuperação
judicial, a taxa de desemprego sobe dramaticamente e os níveis de produção e investimento
são baixos.
d) Recuperação. A economia começa a sair da depressão e caminhada novamente para o cresci-
mento.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Fundamentos da economia
Susep x Previc
A SUSEP fiscaliza as Sociedades Seguradoras, de Previdência Complementar Aberta e de
Capitalização.
A PREVIC fiscaliza as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Fundos de Pensão).
Participantes do mercado
Os operadores são as instituições que lidam diretamente com o público, no papel de interme-
diário financeiro. Veremos, a seguir, os principais operadores de mercado.
Bancos Múltiplos
O banco múltiplo é uma instituição financeira que deve ser constituída por, no mínimo, duas
carteiras, sendo uma delas, obrigatoriamente, comercial ou de investimento. O banco múltiplo
com carteira comercial pode captar depósitos à vista.
Além das carteiras comercial e/ou de investimento, os bancos múltiplos também poderão ter
carteiras de:
• Desenvolvimento (exclusiva para bancos públicos);
• Crédito imobiliário;
• Crédito, financiamento e investimento (financeiras);
• Arrendamento mercantil (companhias de leasing).
Além de realizar operações ativas (empréstimos) e passivas (captação) existe uma grande varie-
dade de funções desempenhadas pelos bancos múltiplos, por exemplo:
Bancos comerciais
Instituição financeira privada ou pública, cujo objetivo principal é proporcionar o forneci-
mento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar, a curto e médio prazos,
o Comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros
em geral. A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica do
banco comercial.
Banco de Investimento
Instituição financeira privada especializada em operações de participação societária de caráter
temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e
de administração de recursos de terceiros.
Não oferecem contas-correntes e captam recursos via depósitos a prazo, repasses de recursos
externos, internos e venda de cotas de fundos de investimento por eles administrados.
As principais operações ativas são financiamento de capital de giro e capital fixo, a médio e
longo prazos, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos interfinanceiros
e repasses de empréstimos externos.
Bancos de investimento
• Captam somente depósitos a prazo;
• NÃO podem captar depósitos à vista em conta-corrente;
• São instituições financeiras especializadas em:
Financiamento de capital fixo e capital de giro, a médio e longo prazos;
Administração de recursos de terceiros (fundos de investimento);
Intermediação de títulos e valores mobiliários.
Corretoras de câmbio
As sociedades corretoras de câmbio são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou
por quotas de responsabilidade limitada, devendo constar na sua denominação social a expressão
“Corretora de Câmbio”.
Têm por objeto social exclusivo a intermediação em operações de câmbio e a prática de opera-
ções no mercado de câmbio de taxas flutuantes.
São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil (Resolução CMN 1.770, de 1990).
Investidores qualificados
São considerados investidores qualificados:
I. Investidores profissionais;
II. Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a
R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição
de investidor qualificado mediante termo próprio;
III. As pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possu-
am certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos
de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em
relação a seus recursos próprios; e
IV. Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais cotistas, que sejam
investidores qualificados.
Como investidor qualificado, atesto ser capaz de entender e ponderar os riscos financeiros
relacionados à aplicação de meus recursos em valores mobiliários que só podem ser adquiridos
por investidores qualificados.
Declaro, sob as penas da lei, que possuo investimentos financeiros em valor superior a
R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
Data e local,
_____________________
[Inserir nome]
Investidores profissionais
I. Instituições financeiras
II. Companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
III. Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
IV. Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a
R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condi-
ção de investidor profissional mediante termo próprio
V. Fundos de investimento;
VI. Clubes de investimento, cuja carteira seja gerida por administrador de carteira autorizado pela
CVM;
VII. Agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de
valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios; e Investidores
não residentes.
Como investidor profissional, atesto ser capaz de entender e ponderar os riscos financeiros
relacionados à aplicação de meus recursos em valores mobiliários que só podem ser adquiridos
por investidores profissionais
Declaro, sob as penas da lei, que possuo investimentos financeiros em valor superior a
R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).
Data e local,
_____________________
[Inserir nome]
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Sistema Financeiro Nacional
3. A meta de inflação para 2019 foi definida A. Banco Central e Conselho Monetário
em 4,25%. Os órgãos responsáveis pela Nacional.
definição desta meta e por atingir a meta B. Conselho Monetário Nacional e Banco
definida são, respectivamente, Central.
C. Ministério da Fazenda e Conselho Mo-
netário Nacional.
D. Banco Central e Ministério da Fazenda.
Considera-se cliente eventual ou permanente qualquer pessoa natural ou jurídica com a qual
seja mantido, respectivamente em caráter eventual ou permanente, relacionamento destinado à
prestação de serviço financeiro ou à realização de operação financeira.
Penas aplicáveis:
Reclusão, de 3 a 10 anos, e multa
• A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes forem cometidos de forma reiterada
ou por intermédio de organização criminosa.
• A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto,
se o autor, ou partícipe, colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclareci-
mentos que conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos autores, coautores e
partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime.
Multa
Multa pecuniária variável não superior
a) ao dobro do valor da operação;
b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da ope-
ração; ou
c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).
Incorrem na mesma pena aqueles que, de uma maneira ou outra, “facilitam” a ação do crimi-
noso, por exemplo:
• Quem ajuda a movimentar os recursos ilícitos para convertê-los em ativos legais (por exemplo,
gerente de banco);
• Quem importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros (Por exem-
plo, importações subfaturadas);
• Quem utiliza na sua atividade econômica ativos provenientes do crime (por exemplo, recep-
tadores);
• Quem adquire bens provenientes de infração penal, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em
garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou transfere.
Fases do crime
A lavagem de dinheiro não é um ato simples, mas um processo que se compõe basicamente de
três etapas:
1. Colocação: é a etapa em que o criminoso introduz o dinheiro “sujo” no sistema econômico
mediante depósitos, compra de instrumentos negociáveis ou compra de bens. O fracionamento
dos valores que transitam pelo sistema financeiro e a utilização de estabelecimentos comerciais
que, normalmente, trabalham com dinheiro em espécie são alguns dos artifícios dos quais os
criminosos se valem para dificultar a identificação da procedência do dinheiro.
2. Ocultação (Estratificação ou Dissimulação): compreende a realização de uma série de transações
financeiras que, em sua variedade, complexidade e volume, procuram esconder o dinheiro ilícito.
O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações so-
bre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo
os ativos ou efetuando depósitos em contas “fantasmas”. O objetivo aqui é voltado para dificultar
o rastreamento das operações pelas autoridades.
3. Integração é o passo final no ciclo da lavagem. O dinheiro ilícito, que agora está ”limpo”, é
incorporado formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas buscam investir
em empreendimentos que facilitem suas atividades, podendo tais sociedades prestarem servi-
ços entre si, por meio de empréstimos ou geração de lucros falsos. Uma vez formada a cadeia,
torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.
Clientes permanentes
As seguintes informações cadastrais devem ser coletadas e atualizadas:
• Clientes Pessoa Física: Documento de identidade, CPF, telefone e comprovante de endereço,
renda e patrimônio.
• Clientes Pessoa Jurídica: a identificação deverá abranger as pessoas físicas autorizadas a representá-la,
bem como seus proprietários e faturamento médio mensal referente aos doze meses anteriores.
Deverá ser feita verificação, com periodicidade máxima de um ano, que assegure a adequação
dos dados cadastrais de seus clientes.
Clientes eventuais
Em se tratando de clientes eventuais, do proprietário e do destinatário dos recursos envolvidos
na operação ou serviço financeiro, deve constar no cadastro:
Quando pessoa física, o nome completo, documento de identidade e CPF.
Quando pessoa jurídica, a razão social e número de CNPJ.
• A Lei 9.613, no Capítulo IX cria o COAF, com a finalidade de disciplinar, aplicar penas admi-
nistrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas
na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.
Importante
O COAF também coordena e propõe mecanismos de cooperação e de troca de informações
que viabilizem ações rápidas e eficientes no combate ao crime de lavagem de dinheiro,
podendo requerer aos órgãos da Administração Pública as informações cadastrais bancárias e
financeiras de pessoas envolvidas em atividades suspeitas.
Informações relevantes
Conforme a Lei das S/A, o administrador de companhia aberta deve guardar sigilo sobre
qualquer informação que ainda não tenha sido divulgada para conhecimento do mercado,
obtida em razão do cargo e capaz de influir de modo ponderável na cotação de valores
mobiliários, sendo-lhe vedado valer-se da informação para obter, para si ou para outrem,
vantagem mediante compra ou venda de valores mobiliários.
É vedada a utilização de informação relevante ainda não divulgada, por qualquer pessoa que
a ela tenha tido acesso, com a finalidade de auferir vantagem, para si ou para outrem, no
mercado de valores mobiliários.
Fonte: Lei 6.404/76.
O “insider trader”
Pessoa que, pela natureza do cargo que ocupa ou de atividade que exerce, tem acesso a dados
sigilosos antes de divulgados ao mercado, capazes de afetar a cotação dos papéis de emissão desta
companhia. O insider trader utiliza indevidamente essas informações relevantes (insider information)
em benefício próprio ou de outrem.
Exemplos
Exemplo 1: analistas de um banco de investimento negocia “dicas” sobre fusões de empresas
para obter lucros no mercado.
Exemplo 2: diretor de uma companhia aberta sabe que a empresa irá apresentar grande
prejuízo no mercado e comenta com o cunhado, insinuando que ele deve vender as ações
antes que a notícia faça o preço cair na Bolsa.
O “front runner”
Está associado a informações sobre movimentações de lotes de um determinado ativo no mer-
cado secundário e que devido à sua expressão impactam drasticamente os preços.
Exemplo
Um grande cliente da corretora decide comprar uma posição de ações que é muito expressiva em
relação ao volume movimentado pelo mercado. O operador da mesa compra uma posição para
o banco, antes de executar a ordem do cliente e a vende imediatamente depois, com ganho.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Normas e Regulação
QUESTÃO 01 – Alternativa correta: A. O cadastro deve abranger, além dos dados da empresa,
os dados dos representantes legais.
QUESTÃO 02 – Alternativa correta C. Anual. Os bancos devem providenciar testes de verifica-
ção do cadastro de clientes com periodicidade máxima de um ano.
QUESTÃO 03 – Alternativa correta: A. Refere-se a uma transação ilícita denominada front
running.
QUESTÃO 04 – Alternativa correta: B. Insider Trading. É um caso típico de utilização de infor-
mações privilegiadas.
QUESTÃO 05 – Alternativa correta: C. A Lei prevê multa pecuniária de até R$ 20 milhões e
reclusão, de 3 a 10 anos.
Exemplo:
Uma aplicação de R$ 100,00 a 6,17% a.a. durante um ano produz um montante (valor futuro)
de R$ 106,17: FV = 100 x 1.0617 = R$ 106,17
Ou na HP:
100 [PV]
1n
6,17 i
FV? → 106,17
Poderíamos, entretanto, fazer uma outra abordagem: Quanto precisamos aplicar hoje, a uma
taxa de 6,17% a.a. para ter R$ 100 em um ano? O que estamos querendo saber aqui é o valor pre-
sente da operação, e para conhecê-lo precisamos trazer o valor futuro a valor presente por uma
taxa, denominada taxa de desconto.
No exemplo citado:
PV = 100 / 1,0617 = R$ 94,19
Ou na HP:
100 [FV] [CHS] [ENTER]
1n
6,17 i
PV? → 94,19
Prazo: 4 anos
Considerações importantes:
Quando desenhamos o diagrama de fluxo de caixa, as setas para baixo indicam saídas de caixa
e as setas para cima entradas.
O título III é denominado zero cupom. Seu valor de face e o valor no vencimento são iguais, e
seu valor presente é calculado descontando o valor de face pela taxa de juros de mercado. Não
tem pagamento intermediário de juros. O prazo médio e o vencimento (maturity) são iguais.
Embora os três títulos tenham o mesmo vencimento (maturity), os seus fluxos de caixa são
diferentes, consequentemente o prazo médio dos recebimentos é diferente.
M = C (1 + i * n)
Onde
M= Montante Juro = 10 Juro = 10 Juro = 10
Capital = 1000 Capital = 1000 Capital = 1000
C= Capital
Montante = 1010 Montante = 1020 Montante = 1030
i = taxa de juros
n = prazo
Proporcionalidade de taxas
Duas taxas de juros, expressas em unidades de tempo diferentes, são proporcionais quando,
incidindo sobre o mesmo principal, durante um mesmo prazo, produzem um mesmo montante,
no regime de capitalização simples.
Exemplos
Exemplo I:
6% ao ano e 0,50% ao mês são taxas proporcionais:
R$ 100 aplicados durante um ano a 6% a.a. = R$ 106,00
R$ 100 aplicados durante 12 meses a 0,50% a.m. = R$ 106,00
Exemplo II:
Calcule a taxa proporcional ao bimestre de uma taxa de juros de 9% ao ano.
Taxa proporcional para dois meses será = (9/12) x 2 = 1,5%
M = C (1 + i) n
Onde
Juro = 10,00 Juro = 10,10 Juro = 10,20
M= Montante
Capital = 1000,00 Capital = 1010,00 Capital = 1020,10
C= Capital
Montante = 1010,00 Montante = 1020,10 Montante = 1030,30
i = taxa de juros
n = prazo
Equivalência de Taxas
Duas taxas de juros, expressas em unidades de tempo diferentes, são equivalentes quando, in-
cidindo sobre o mesmo principal, durante um mesmo prazo, produzem um mesmo montante, no
regime de capitalização composta.
Exemplo
6,17% ao ano e 0,50% ao mês são taxas equivalentes:
R$ 100 aplicados durante um ano a 6,17% a.a. = R$ 106,17
R$ 100 aplicados durante 12 meses a 0,50% a.m. = R$ 106,17
Taxa nominal
É a taxa contratada na aquisição de um título de renda fixa ou em um financiamento. Não
considera a inflação do período.
Exemplo: Apliquei recursos em um CDB a 12% a.a. pelo prazo de 1 ano. 12% a.a. é uma taxa
nominal. Para saber se obtivemos um ganho real, ou seja, um ganho acima da inflação, precisamos
conhecer a inflação do período.
Taxa real
É o ganho acima da inflação. No exemplo acima, se a inflação do período for de 5%, teremos
obtido um ganho real. Para calcular esse ganho, precisamos lembrar que praticamente 100% das
operações financeiras no Brasil utilizam juros compostos. Veja como fazer o cálculo:
Onde
iR é a taxa de juros real
iN é a taxa de juros nominal
iINFL é a inflação do período
Exemplo
Taxa nominal 12% a.a.
12/100 + 1 = 1,12 (indexador taxa nominal)
Inflação: 5% a.a.
5/100 + 1 = 1,05 (indexador inflação)
1,12 / 1,05 = 1.0667 (indexador taxa real)
(1.0667-1)*100= 6,67% a.a. é a taxa de juros real, ou seja, o ganho acima da inflação.
Tempo
1a
. 100
A taxa do segundo ano será aquela que igualar o fluxo da data 1 ano ao da data 2 anos:
105,6
2a
102
Onde:
S1 = taxa spot para 1 ano
S2 = taxa spot para 2 anos
t2 = taxa a termo ou futura (taxa forward) entre os anos 1 e 2
Da mesma forma, pode-se calcular a taxa de juros (a termo) para os demais vencimentos:
Ano Taxa pré (spot) taxa a termo Valor de resgate
1 2,00% 2,00% R$ 102,00
2 2,50% 3,00% R$ 105,06
3 3,00% 4,00% R$ 109,27
4 3,50% 5,00% R$ 114,75
5 4,00% 6,04% R$ 121,66
• A partir da construção desta curva, podemos obter as taxas de juros para qualquer prazo, dentro
do período de 5 anos, e até extrapolarmos para prazos maiores que 5 anos;
• Naturalmente, a curva de estrutura das taxas de juros não é fixa. Cada vez que variam as taxas
de curto prazo (por exemplo 1 ano), toda a curva se modifica;
• Quanto maior a amplitude de negociações de títulos em termos de prazo, (vencimentos), maior
a facilidade de construção da curva e o estabelecimento da taxa de juros.
Exemplo
Seu amigo tem um cheque predatado, disponível para saque em 3 meses, no valor de
R$ 20.000,00 e pede para você adiantar os recursos. Ambos concordam com a cobrança de
taxa de 24% ao ano, no regime de juros simples, calculado “por dentro”. Quanto dinheiro
você entrega para ele?
20.000,00 x 0,02 x 3
Desconto Racional = = 1.132,07
1 + 0,02 x 3
Desconto racional
O desconto racional (ou “por dentro”) não é usual nas operações de desconto de duplicatas
ou cheques nas instituições financeiras
Exemplo
Suponha que o amigo do caso anterior solicitou a mesma operação no banco onde ele
mantém conta-corrente. O Banco concorda com a taxa de 24% ao ano para 3 meses. O
banco cobra TAC (taxa de abertura de crédito) de 1% sobre o montante e IOF de 0,0041%
ao dia durante 90 dias, mais adicional de 0,38%. Quanto dinheiro seu amigo recebe?
Custo Efetivo =
( 18.450,20
20.000,00 )
- 1 × 100 = 7,749% ao período × 4 = 31% ao ano
4.4.7 Perpetuidade
Sequência perpétua de pagamentos periódicos, feitos em intervalos fixos de tempo e
montante constante. Para melhor compreensão do conceito de perpetuidade, vamos a um
caso prático.
Exemplo de perpetuidade
PMT
PV =
i
Aplicando a fórmula acima no nosso exemplo, o preço mínimo que o proprietário deve
aceitar é:
60.000,00
PV= 600 =
0,01
Exemplo
O preço à vista de um carro é de R$ 60.000,00. Entretanto, pode ser adquirido em
12 pagamentos iguais, sendo o primeiro pagamento efetuado 30 dias após a compra.
Considerando que a loja cobra taxa efetiva de juros de 5% ao mês, determinar o pagamento
mensal a ser efetuado.
60.000,00 [PV]
12 [ n ]
5[i]
PMT? → 6.769,52
Exemplo
Aplicando-se R$200,00 por mês em um título de renda fixa a uma taxa de 0,5 % a.m., pede-se
calcular o montante ao final de 10 anos, sabendo-se que as aplicações são feitas sempre no
início de cada mês.
Observe que 120 = 10 anos x 12 meses.
[g] [BEG]
200 [CHS] [PMT]
0,5 [ i ]
120 [ n ]
[FV] ? → R$ 32.939,75
Exemplo
Suponha um empréstimo de R$ 30.000,00 que deverá ser liquidado em 12 pagamentos
mensais iguais, à taxa efetiva de juros de 3% a.m. Considerando-se carência de 5 meses,
calcular o pagamento mensal a ser efetuado.
Este problema exige que a solução seja realizada em 2 partes:
• Passo 1: calcular o valor da dívida corrigida até o final da Carência, neste caso o Valor Futuro
no 5º mês.
• Passo 2: Calcular o PMT correspondente a esta dívida corrigida até o 5º mês.
Passo 1
30.000 [CHS] [PV]
3[i]
5[n]
[FV]? → 34.778,22
Passo 2
34.778,22 [CHS] [PV]
3[i]
12 [ n ]
[PMT]? → 3.493,89
Como regra geral, as parcelas iniciais no SAC são maiores que no Price, mas vão decres-
cendo até atingirem valores bem inferiores ao do Price. O gráfico abaixo compara as duas
modalidades:
O valor da parcela se
Valor da prestação no tempo
equipara nas duas tabelas
4.800
próximo à metade do pra-
4.700
zo de financiamento (nes-
4.600
4.500
te exemplo, 06 meses).
4.400
SAC -
4.300
Price -
4.200
4.100
4.000
3.900
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Exemplo
R$ 1000
R$ 1000
R$ 1200
R$ 1200 R$ 11200
Tempo Valores Fluxo
0 -10000
1 1000
2 1000
3 1200
R$ (10.000) 4 1200
5 11200
TIR 11,07%
Só existe uma taxa de juros que iguala os fluxos futuros acima ao valor de 10.000,00. Veja o
cálculo na HP.
Calculando na HP
Tempo Fluxo original Digitar na HP12C
0 -10000 10000 [CHS] [g] CFo teclas azuis
1 1000 1000 [g] CFj teclas azuis
2 1000 1000 [g] CFj teclas azuis
3 1200 1200 [g] CFj teclas azuis
4 1200 1200 [g] CFj teclas azuis
5 11200 11200 [g] CFj teclas azuis
[f] IRR teclas amarelas
11,07% a.a.
(
1 + i n
100 )
Calculando na HP
Tempo Fluxo original Cálculo dos fluxos individuais a Valor
presente a TIR = 11,07%
0 -10000
1 1000 900
2 1000 810
3 1200 876
4 1200 788
5 11200 6626
10000
Ficou demonstrado que a TIR de 11,07% é a taxa que iguala os fluxos futuros descontados ao
desembolso inicial de R$ 10.000,00.
A TIR tem duas limitações importantes, quais sejam:
• Os fluxos de caixa positivos são reinvestidos com a mesma taxa do custo do capital
• Em determinados projetos são obtidos múltiplos resultados.
• Visando reparar as limitações da TIR, surge a Taxa Interna de Retorno Modificada.
TIR Modificada (TIRM)
A taxa interna de retorno modificada (TIRM) consegue eliminar estas limitações, além de servir
para o julgamento de alternativas de investimentos, a exemplo da TIR.
A TIRM considera em um investimento as possibilidades: lucrativo, indiferente ou insatisfató-
rio, conforme os respectivos resultados, maior, igual ou menor que a taxa de atratividade ou do
custo de oportunidade de um investimento alternativo.
Com a TIRM, poderemos inferir qual a taxa de reinvestimento dos fluxos futuros que poderão
ser diferentes da TIR.
Exemplo da TIRM com fluxos anuais
Tempo Valores Fluxo
R$ 1000
R$ 1000
R$ 1200
R$ 1200 R$ 11200
0 -10000
1 1000
2 1000
3 1200
4 1200
R$ (10.000) 5 11200
TIR 11,07%
1º passo: calcular o Valor Presente de todos os fluxos negativos obtendo um PV (somente dos
fluxos de saídas de caixa). Neste caso somente um PV: R$ 10.000,00
2º passo: calcular o Valor Futuro dos fluxos de caixa positivos- escolhendo a taxa de juros esti-
mada dos reinvestimentos. Calcule o FV do fluxo considerando a taxa de reinvestimento de apenas
6% a.a.
FV= 1000x(1,06)4 + 1000x(1,06)3 + 1200x(1,06)2 + 1200x (1,06)1 + 11200 = -R$ 16.273,81
3º passo: agora temos um fluxo de caixa bem simples com um PV e um FV e um valor de n.
A TIR deste fluxo será denominada TIRM.
10000 [CHS] [PV]
16.273,81 [PV]
5[n]
i? → 10,23% a.a. (esta é a TIRM)
TIR X TIRM
TIR TIRM
11,07 10,23
Supõe que o fluxo de caixa serão Podemos interferir no cálculo estimando a taxa de juros
reinvestidos a taxa de TIR dos reinvestimentos dos fluxos recebidos no futuro
(neste caso escolhemos 6% a.a.)
Como podemos deduzir da fórmula acima, o cálculo do VPL exige que se determine uma taxa
de retorno mínima requerida para o investimento.
Exemplo
Calculando VPL (NPV) na HP 12 C
Limpar registros financeiros anteriores [f] [clear fin]
Trocando o sinal e inserindo no
Saída de caixa (d0) 10000 [CHS] [g] [Cfo]
fluxo de caixa zero
Resgate 1 2500 [g] [CFj] Fluxo de caixa 1
Resgate 2 2500 [g] [CFj] Fluxo de caixa 2
Resgate 3 2700 [g] [CFj] Fluxo de caixa 3
Resgate 4 3000 [g] [CFj] Fluxo de caixa 4
Resgate 5 3000 [g] [CFj] Fluxo de caixa 5
Taxa Atratividade 10 [i] Inserir taxa de juros
Resultado do NPV [f][NPV] Resposta = 279,2
Exemplo
Payback Descontado. Agora usando o fluxo de caixa descontado a uma taxa de juros de 10% a.a.
Ano Evento Valores do Fluxo de Valor Presente de Memória de
caixa cada fluxo futuro cálculo
0 Aplicação -10000
1 Resgate 2500 - R$2.272,73 2500/1,10
2 Resgate 2500 - R$2.066,12 2500/1,10²
3 Resgate 2700 - R$2.028,55 2700/1,10³
4 Resgate 3000 R$2.049,04 3000/1,104
5 Resgate 3000 R$1.862,76 3000/1,105
Tx Atratividade 10%
Somatório dos recebimentos - R$10.279,20
Recebimento médio (total /n) - R$2.055,84 10279,20/5
Payback nominal em anos - 4,86 10000/2055,84
• Para calcular o valor da empresa, quando usado como taxa de desconto de fluxos de caixa futuros e
• Para avaliar a viabilidade de novos projetos, funcionando como “taxa mínima” a ser ultrapassa-
da para justificar o seu investimento.
Onde:
E = valor do capital próprio
D = valor do capital de terceiros
rE = taxa de custo do capital próprio
rD = taxa de custo do capital de terceiros
T = alíquota de imposto
Exemplo
Uma empresa possui um capital de 1,4 milhão de ações, cotadas a R$ 20,00. O custo do capital
próprio é de 12% ao ano. As dívidas somam R$ 5 milhões a um custo de 15% ao ano. A alíquota
de impostos é de 34%. Qual é o CMPC dessa empresa?
CMPC=
28.000.000 5.000.000
0,12+ 0,15 (1 - 0,34) = 0,1168 OU 11,68%
(28.000.000+5.000.000) 28.000.000+5.000.000
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Fundamentos de finanças
5. GESTÃO FINANCEIRA
Introdução
Assim como acontece com a pessoa jurídica, que requer a elaboração de alguns relatórios finan-
ceiros (como o Balanço Patrimonial e as Demonstrações de Resultados do Exercício), as pessoas
físicas deveriam conhecer a situação financeira pessoal e do grupo familiar ao qual pertencem, de
modo a tomar decisões mais adequadas sobre gastos e investimentos. No entanto, é pequeno o
número de pessoas que sabem exatamente o valor das suas receitas, e menor ainda, o número de
pessoas que sabem quanto gastam.
Se uma empresa desconhecer quanto fatura e quanto gasta, provavelmente irá à falência, certo?
Pois bem, o mesmo acontece com as pessoas físicas. O desconhecimento da própria situação
financeira leva o indivíduo a tomar decisões inadequadas de gastos, investimentos e crédito, com-
prometendo sua saúde financeira. O desafio do planejador financeiro é mostrar ao cliente que o
primeiro passo é, necessariamente, a elaboração do orçamento, já que sem ele o planejamento não
existe. Um orçamento bem planejado viabiliza uma vida financeira saudável.
1. Analise as receitas
Salário (se assalariado), pró-labore e distribuição de lucros (se empresário), alugueis, rendi-
mentos de aplicações financeiras e outras receitas regulares. Para efeitos de orçamento, é preciso
calcular os valores líquidos, após incidência de IR e outros encargos ou tributos.
2. Analise os gastos
As pessoas tendem a conhecer o valor das grandes despesas (aluguel, plano de saúde, escola
das crianças), mas desconhecem o montante dos pequenos gastos do dia-a-dia, esses são os que
fogem mais facilmente do controle.
Azul ou vermelho?
Se estiver com o orçamento equilibrado, mas ainda não começou a poupar, procure cortar gas-
tos, para começar a montar sua reserva de emergência. Comece tentando poupar 5% do que você
ganha e, uma vez atingido este objetivo, tente elevar seu nível de poupança a 10% das suas receitas.
Ficou no vermelho? Verifique quais são os itens de maior peso no seu orçamento e analise a
viabilidade de reduzir os valores despendidos, envolvendo todo seu grupo familiar neste objetivo.
Exemplo
Cícero tem renda líquida de R$ 4.500,00 e consegue investir R$ 150,00 todos os meses em
títulos públicos. Seu índice de poupança é:
150
Índice de poupança = = 3,33%
4500
Para refletir:
O dimensionamento do fundo de emergência é desafiador. Entendemos que o valor deve
variar entre 3 e 6 meses das suas despesas correntes. Por exemplo, se suas despesas mensais
somam R$ 10.000,00, você deverá ter entre R$ 30.000,00 e R$ 60.000,00 poupados em um
produto com liquidez e de baixo risco. Construir esta poupança exige tempo e perseverança,
mas é o primeiro passo para garantir o sucesso nas suas finanças pessoais.
A liquidez é um fator muito importante na avaliação de um plano financeiro. Uma família po-
derá ter um patrimônio enorme, e não conseguir pagar as contas do dia-a-dia por falta de liquidez.
Veja como calcular este índice.
O valor dos ativos líquidos de curto prazo deve ser igual ou maior do que o valor dos passivos
de curto prazo, ou seja, é aconselhável que o índice de liquidez seja acima de 1.
Exemplo
Miriam tomou crédito pessoal por R$ 30.000,00 vencendo hoje. Seus ativos são: R$ 2.000,00
em conta-corrente; R$ 20.000,00 em CDB com vencimento de 2 anos sem liquidez e a
casa onde mora, no valor de R$ 500.000,00. Qual conclusão podemos tirar em relação ao
pagamento da dívida?
2000
Índice de liquidez = = 0,0667
30000
Resposta: Miriam não tem liquidez para pagar a dívida que vence hoje.
Exemplo
Jorge acabou de ser demitido, recebendo na rescisão R$ 22.000,00. Ele tem despesas mensais
de R$ 7.500,00 e recursos na poupança no valor de R$ 10.000,00. Quantos meses ele
consegue sobreviver, mantendo o padrão de vida atual?
22.000 + 10.000
Índice de cobertura = = 4,27 meses
7.500
Resposta: Jorge consegue manter o padrão de vida por 4 meses.
Índice de endividamento
Indica quanto do patrimônio líquido de uma pessoa ou família foi constituído com recursos de
terceiros (dívidas).
Exemplo
Bernardo tem ativos no valor de R$ 1 milhão. Suas dívidas, incluindo parcelas a
pagar do financiamento imobiliário e do carro, somam R$ 450.000,00. O índice de
endividamento é:
450000
Índice de endividamento = = 0,45 ou 45%
1000000
Significa que 45% dos ativos de Bernardo são financiados por dívidas.
Índice de poupança
É o índice que indica, em percentual, que montante da receita mensal foi destinada a investi-
mentos. Manter um índice de poupança elevado é um fator crítico de sucesso para que o objetivo
do plano financeiro seja atingido.
Exemplo
Sérgio, 36 anos, é solteiro e sem filhos. Sua receita líquida mensal é R$ 15.000,00,
entretanto, ele consegue poupar apenas R$ 500,00/mês. Qual o índice de poupança do
Sérgio?
500
Índice de poupança = = 3,33%
15.000
O índice de 3,33% é considerado baixo para uma pessoa solteira e sem filhos. Ele precisa
melhorar sua capacidade de poupar (gastar menos ou aumentar suas receitas).
Crédito consignado
É uma modalidade de empréstimo em que o desconto da prestação é feito diretamente na
folha de pagamento ou de benefício previdenciário do tomador de recursos, regulamentada pela
Lei 10.820/2003 e alterações posteriores. A consignação em folha de pagamento ou de benefício
depende de autorização prévia e expressa do cliente à instituição financeira concedente do em-
préstimo e da existência de convênio entre a fonte pagadora e a instituição financeira que oferece
a operação. O desconto também poderá incidir sobre verbas rescisórias devidas pelo empregador,
se assim previsto no respectivo contrato.
Margem consignável
Valor máximo da remuneração recebida que pode ser comprometida com o empréstimo consignado.
A Lei 13.172, de 2015, estabeleceu que o limite máximo de amortização de operações de crédi-
to nos proventos e/ou benefícios dos servidores públicos federal, dos trabalhadores regidos pela
CLT e dos aposentados do INSS, é de 35%, dos quais 5% exclusivamente para despesas e saques
com cartão de crédito.
Exemplo
Renda líquida disponível (após deduções legais): R$ 5.000,00
Margem consignável: R$ 1.750,00, sendo R$ 250,00 para pagamento de despesas ou saques
no cartão de crédito e R$ 1.500,00 sem finalidade específica.
Considerações importantes
• Por ser uma modalidade de crédito que oferece menos risco à instituição financeira, as taxas
de juros do consignado são as mais baixas do mercado, e os prazos são maiores. O Governo
fixa periodicamente as taxas de juros máximas que podem ser cobradas, assim como o
número máximo de parcelas.
• É vedada a cobrança de tarifas ou qualquer taxa administrativa.
• Incide IOF na operação, que está incluído no CET – Custo Efetivo Total a ser informado pela
instituição financeira.
• Com o desconto direto das parcelas em folha ou da aposentadoria, uma parte da renda já
fica comprometida antes dos recursos serem creditados na conta do cliente. Se não for bem
planejado, o crédito consignado pode comprometer o orçamento, aumentando despesas
com juros e levando ao superendividamento.
Crédito pessoal
Contrato entre o cliente e a instituição financeira, pelo qual ele recebe uma quantia que deverá
ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. Os recursos obtidos
no empréstimo não têm destinação específica. Existem várias modalidades de crédito pessoal.
Pode ser parcelado, em parcela única, prefixado ou pós-fixado.
Considerando as características dessa operação de crédito, quantidade e valor de parcelas pre-
determinado, permite melhor planejamento do pagamento da dívida que será inserida no orça-
mento pessoal ou familiar.
Seguro habitacional
O seguro habitacional é uma garantia fundamental e obrigatória para o crédito imobiliário,
com benefícios para todas as partes envolvidas. Garante, por exemplo, que a família permaneça
com o imóvel se houver morte ou invalidez total e permanente da(s) pessoa(s) que compôs (com-
puseram) renda para o financiamento, por meio da quitação total ou parcial da dívida junto ao
agente financeiro, a depender do percentual de participação de cada um na composição da renda.
Também garante a indenização ou a reconstrução do imóvel, caso ocorra dano físico causado por
riscos cobertos pela seguradora, de acordo com a apólice contratada.
Ao término do contrato o arrendatário pode optar por renová-lo por mais um período, por
devolver o bem arrendado à arrendadora (que pode exigir do arrendatário, no contrato, a garantia
de um valor residual) ou dela adquirir o bem, pelo valor de mercado ou por um valor residual
previamente definido no contrato.
O leasing é uma operação com características legais próprias, não se constituindo operação de
financiamento. Sendo assim, não há incidência de IOF na operação.
Consórcio
Conforme a Lei 11.795, o consórcio é “a reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com
prazo de duração e número de cotas previamente determinados, promovida por administradora
de consórcio, com a finalidade de propiciar a seus integrantes, de forma isonômica, a aquisição de
bens ou serviços, por meio de autofinanciamento”.
A administradora de consórcio cobra taxa de administração que remunera as atividades de forma-
ção, organização e administração do grupo de consórcio até o encerramento. O Banco Central do
Brasil normatiza, coordena, supervisiona, fiscaliza e controla as atividades do sistema de consórcios.
Não se trata de um financiamento, embora seja uma alternativa a ele, quando o comprador não
tem necessidade imediata do bem e pode aguardar o sorteio ou dispor de capital para oferecer um
lance e tentar antecipar o acesso à carta de crédito.
Penhor
Linha de crédito onde o tomador entrega um bem como garantia (joias, metais nobres, prata-
rias, diamantes lapidados, canetas de valor, etc.) e recebe o dinheiro na hora, sem análise cadastral
ou avalista. A operação pode ser renovada quantas vezes o tomador precisar. Quando quitar o
empréstimo o tomador recebe de volta o objeto penhorado.
Crédito rural
Regulamentado pela Lei 4.829 de 1965, o empréstimo rural pode ser feito por produtores e/
ou cooperativas para custear despesas do ciclo produtivo, assim como investimentos em bens e
serviços do setor. O governo autoriza o crédito após a apresentação de um projeto de plantio
ou pecuária, por exemplo, com orçamento de gastos e algum tipo de garantia (penhor agrícola,
alienação fiduciária, hipoteca, fiança, entre outras).
Os objetivos específicos do crédito rural são:
• Estimular os investimentos rurais, inclusive para armazenamento, beneficiamento e industriali-
zação dos produtos agropecuários;
• Favorecer o custeio da produção e a comercialização de produtos agropecuários;
• Possibilitar o fortalecimento econômico dos produtores rurais, principalmente pequenos e mé-
dios;
• Incentivar a introdução de métodos racionais de produção.
BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é hoje o principal
instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os
segmentos da economia.
Podem solicitar o financiamento empresas, pessoas físicas residentes no país, entes da Admi-
nistração Pública e Associações e Fundações. As solicitações podem ser feitas de forma direta,
indireta ou mista, dependendo da modalidade de apoio utilizada:
Operação direta - realizada diretamente com o BNDES ou através de mandatário.
Operação indireta - realizada por meio de instituição financeira credenciada, ou através do
uso do Cartão BNDES.
Operação mista - combina a forma direta com a forma indireta não automática.
Crédito educacional
Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) – Modalidade I
Criado pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, é uma ação do Ministério da Educação que
financia cursos superiores não gratuitos com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Superior (Sinaes).
O FIES oferta vagas com juro real zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita
mensal familiar de até três salários mínimos.
Modalidade II: voltada para os estudantes com uma renda per capita mensal familiar de até
cinco salários mínimos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os recursos utilizados são
dos Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento.
Modalidade III: engloba estudantes de todas as regiões do Brasil com uma renda per capita
mensal familiar de até cinco salários mínimos. Os recursos são do BNDES.
PROUNI
Programa do Ministério da Educação que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%),
em instituições particulares de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de for-
mação específica.
Para concorrer a bolsa integral, o candidato deve comprovar renda familiar bruta mensal de até
um salário mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar bruta mensal
deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
Fonte: [Link]
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Gestão Financeira
Rafael e Luciana são um casal de meia idade, com dois filhos de 16 e 14 anos. Na
fase de coleta de informações, o planejador financeiro obteve os seguintes dados:
Rafael é diretor de marketing de uma empresa do ramo de vestuário. Seu salário
é de R$ 25.000,00 mensais líquidos + 13º. Não recebe 14º salário nem comissões.
Recebe vale refeição no valor de R$ 800,00/mês.
Luciana é gerente de RH de uma rede de supermercados. Não é contratada CLT, é
prestadora de serviços PJ. Sua receita é de R$ 18.000,00 mensais líquidos.
Residência da família: Um apartamento no valor de R$ 1 milhão, com saldo a pa-
gar de R$ 550.000,00 em 72 parcelas, financiado pela tabela Price. Valor da parcela
mensal: R$ 10.500,00.
Residência de veraneio: Um apartamento no Litoral Norte, no valor de
R$ 300.000,00 quitado.
Há 5 anos Rafael comprou um imóvel comercial, com valor de mercado de
R$ 500.000,00, atualmente alugado por R$ 20.000,00/mês.
Veículos da família: Uma SUV no valor de R$ 70.000,00, quitada, e um sedan
no valor de R$ 100.000,00 com saldo a pagar de R$ 25.000,00 em 10 parcelas de
R$ 2.500,00. O prêmio dos seguros dos dois veículos é de R$ 6.000,00/ano, pagos em
parcelas mensais sem juros.
Despesas com educação dos filhos: R$ 80.000,00 ao ano.
Despesas com moradia, incluindo condomínio e IPTU dos imóveis: R$ 4.000,00/
mês.
Despesas com alimentação, transporte e cuidados pessoais: R$ 20.000,00/mês.
Despesas com lazer e férias: R$ 60.000,00/ano.
As despesas com plano de saúde são cobertas pela empresa onde Rafael trabalha.
Luciana tomou um empréstimo pessoal para fazer uma cirurgia plástica. O saldo
devedor é de 6 parcelas de R$ 5.000,00/mês.
Rafael tem um saldo de R$ 30.000,00 em PGBL. Luciana não tem plano de pre-
vidência, mas compra periodicamente títulos (Tesouro Selic) no Tesouro Direto. O
saldo acumulado é de R$ 80.000,00.
Ativos x Passivo
ATIVO VALOR R$ PASSIVO VALOR R$
bens de uso
residência R$ 1.000.000,00 Financ. imobiliário R$ 550.000,00
casa veraneio R$ 300.000,00 Financ. carro R$ 25.000,00
carros R$ 170.000,00 Crédito pessoal R$ 30.000,00
subtotal R$ 1.470.000,00 Total passivo R$ 605.000,00
bens de não uso
imóvel comercial R$ 500.000,00 Patrimônio líquido R$ 1.475.000,00
PGBL R$ 30.000,00
Tesouro Selic R$ 80.000,00
Total ativos R$ 2.080.000,00
Receitas x Despesas
RECEITAS/MÊS VALOR R$ DESPESAS/MÊS VALOR R$
Rafael R$ 27.883,33 Moradia R$ 4.000,00
Luciana R$ 18.000,00 Alimentação R$ 20.000,00
Alugueis R$ 20.000,00 Educação R$ 6.666,67
Seguros R$ 500,00
Lazer e férias R$ 5.000,00
parcela fin. Imob. R$ 10.500,00
parcela fin. Carro R$ 2.500,00
parcela crédito pessoal R$ 5.000,00
total receitas/mês R$ 65.883,33 total despesas/mês R$ 54.166,67
total receitas/ano R$ 790.600,00
MÓDULO I – PLANEJAMENTO
FINANCEIRO - RESUMO
3. Análise e avaliação das condições financeiras do cliente. Baseado nas informações coletadas,
o planejador deve ser capaz de identificar:
• Os objetivos financeiros do cliente, por exemplo: aquisição de imóvel, troca de carro, previsão
para aposentadoria, etc.
• Os objetivos pessoais (realização de viagens, fazer um MBA no exterior, etc.).
• Situações específicas, tais como: divórcio, invalidez, doença terminal, filhos com necessidades
especiais, etc.
incluindo também a identificação de fatos relacionados, por meio de cálculos requeridos e a orde-
nação das informações do cliente para análise.
Análise - Durante a análise, o profissional de planejamento financeiro identifica e considera
problemas, faz análise financeira e avalia as informações resultantes para poder formular estraté-
gias para o cliente.
Síntese - Durante a síntese, o profissional de planejamento financeiro sintetiza as informações
para formular e avaliar estratégias para criar um plano financeiro.
Política fiscal
Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e realiza
despesas de modo a cumprir três funções: a estabilização macroeconômica, a redistribuição da
renda e a alocação de recursos.
Política cambial
A política cambial é a atuação da autoridade monetária visando a administração das taxas de
câmbio, promovendo alterações das cotações e, em última instância, controlando as transações
internacionais efetuadas por um país. Os regimes cambiais mais comuns são:
Cambio fixo: A autoridade monetária fixa a taxa de câmbio e se compromete a comprar e/ou
vender moeda à taxa estipulada.
Câmbio flutuante: As taxas acompanham livremente as oscilações da economia, sem interven-
ção da autoridade monetária.
Flutuação suja (dirty float): O Banco Central se reserva o direito de intervir no câmbio em de-
terminadas circunstâncias.
Bandas cambiais: Regime utilizado pelo Banco Central no início da implementação do Plano
Real, onde o Banco Central estabelecia uma “banda” dentro da qual o câmbio poderia flutuar
livremente.
Pela ótica da produção o PIB corresponde à soma dos valores agregados dos setores primá-
rio, secundário e terciário da economia.
Componentes:
PIB = C + I + G + NX
Consumo (C)
Investimento (I)
Despesa do Governo (G)
Exportações Líquidas (NX)
Taxa Referencial - TR
A sua base de cálculo é a TBF, que sofreu recentemente alteração da sua metodologia. A nova
metodologia passa a incorporar o mercado de títulos do Tesouro. A TBF de um mês será uma
média ponderada entre as taxas médias das LTNs com vencimentos imediatamente anterior e
imediatamente posterior ao prazo de um mês, seguida da aplicação, ao valor resultante, de um
fator multiplicativo fixado em 0,93 (noventa e três centésimos).
• Para cada TBF obtida, aplica-se um redutor “R” para calcular a correspondente TR.
• Os valores do redutor “R” devem ser divulgados pelo Banco Central do Brasil quando da divul-
gação da TR.
• A TR será expressa sob a forma mensal, com quatro casas decimais.
Taxa de Câmbio
Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações (centa-
vos) da moeda nacional.
Taxa PTAX
Calculada pelo Banco Central, é a média aritmética das taxas praticadas pelo mercado no mo-
mento e informadas diariamente pelos dealers (bancos autorizados a operar com câmbio) ao
Banco Central em quatro consultas diárias.
Taxa spot
Também denominado “câmbio pronto”, abrange as operações cujo prazo de liquidação é de
até dois dias úteis (D+2).
Ciclos econômicos
a) Boom. A economia está no seu auge; as empresas com níveis altos de utilização da capacidade
instalada; situação de pleno emprego.
b) Recessão. Caracterizada por um declínio relevante do nível de atividade econômica, a recessão
é considerada uma fase normal dos ciclos econômicos, menos severa que a depressão. Tecnica-
mente falamos em recessão quando o país tem queda do PIB por dois trimestres consecutivos.
Para as empresas, recessão implica em restringir as importações, produzir menos e aumentar a
capacidade ociosa. Para a população, se traduz em queda no nível de emprego, baixos salários
e restrições ao crédito.
c) Depressão. Uma queda acentuada do PIB (cerca de 10%), por um período relativamente longo
(três ou quatro anos) já caracteriza uma depressão. Muitas empresas solicitam recuperação ju-
dicial, a taxa de desemprego sobe dramaticamente e os níveis de produção e investimento são
baixos.
d) Recuperação. A economia saindo da depressão e caminhando novamente para o crescimento.
Banco Múltiplo
Instituição financeira que deve ser constituída por, no mínimo, duas carteiras, sendo uma delas,
obrigatoriamente, comercial ou de investimento. O banco múltiplo com carteira comercial pode
captar depósitos à vista.
Banco Comercial
Instituição financeira privada ou pública, cujo objetivo principal é proporcionar o forneci-
mento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar, a curto e médio prazos, o
comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral.
Capta depósitos à vista.
Banco de Investimento
Instituição financeira privada especializada em operações de participação societária de caráter
Investidores qualificados
São considerados investidores qualificados:
I. Investidores profissionais;
II. Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a
R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição
de investidor qualificado mediante termo próprio;
III. As pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possu-
am certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos
de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em
relação a seus recursos próprios; e
IV. Clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais cotistas, que sejam
investidores qualificados.
Investidores profissionais
I. Instituições financeiras;
II. Companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
III. Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
IV. Pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a
R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condi-
ção de investidor profissional mediante termo próprio;
V. Fundos de investimento;
VI. Clubes de investimento, cuja carteira seja gerida por administrador de carteira autorizado pela
CVM;
VII. Agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de
valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios; e
VIII. Investidores não residentes.
Front runner
O conceito está associado a informações privilegiadas sobre movimentações de lotes de um
determinado ativo no mercado secundário e que, devido à sua expressão impactam drasticamente
os preços. O front runner utiliza indevidamente essas informações, normalmente operando na
frente do seu cliente (“front running”), em benefício próprio ou de outrem.
Desconto bancário
O desconto bancário ou comercial (“por fora”) consiste no adiantamento de recursos aos clien-
tes, sobre duplicatas, notas promissórias, cheques ou recebíveis de cartão de crédito. Os bancos
utilizam largamente o regime de juros simples para estas operações de curto prazo.
Perpetuidade
Sequência perpétua de pagamentos periódicos, feitos em intervalos fixos de tempo e montante
constante. A fórmula da perpetuidade é PV = PMT / i
Custo de oportunidade
O custo de oportunidade é a opção de investimento que foi deixada de lado. Sempre que há
uma escolha, há também uma renúncia. O custo de oportunidade representa a opção que foi
renunciada.
A fórmula do WAAC é:
Onde:
E = valor do capital próprio
D = valor do capital de terceiros
rE = taxa de custo do capital próprio
rD = taxa de custo do capital de terceiros
T = alíquota de imposto
5. Gestão financeira
Índice de liquidez
A liquidez é um fator muito importante na avaliação de um plano financeiro. Uma família po-
derá ter um patrimônio enorme e não conseguir pagar as contas do dia a dia por falta de liquidez.
Índice de endividamento
O Índice de endividamento pessoal total indica que porcentagem do ativo total foi financiado
pelas dívidas descritas no passivo total. A fórmula do ID é:
Índice de poupança
É o percentual de receita que sobra para investir. Manter um índice de poupança elevado é um
fator crítico de sucesso para que o objetivo do plano financeiro seja atingido.
Crédito consignado
Existem duas modalidades de consignação:
• O crédito consignado tradicional, onde o cliente recebe o crédito em conta e efetua o repaga-
mento em parcelas, descontadas do salário ou da aposentadoria, e
• O cartão consignado, onde o valor mínimo da fatura é descontado automaticamente do salário
ou benefício INSS. Por ter o pagamento mínimo já descontado ele prática taxas até 5 vezes mais
baixas que os cartões de crédito tradicionais
Crédito pessoal
Contrato entre o cliente a instituição financeira, pelo qual ele recebe uma quantia que deverá ser
devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados. Os recursos obtidos no
empréstimo não têm destinação específica. Existem várias modalidades de crédito pessoal. Pode
ser parcelado, em parcela única, prefixado ou pós- fixado.
Financiamento imobiliário
O SFH foi criado pela Lei 4.380/64 e tem como característica a regulamentação das condi-
ções de financiamento imobiliário, por exemplo, taxa de juros, quota, prazos. Nesse sistema
estão incluídas as operações contratadas com recursos do SBPE e do FGTS, inclusive o PM-
CMV (Programa Minha Casa, Minha Vida). As operações com recursos do FGTS observam,
ainda, regulamentação própria.
O SFI, por sua vez, não possui regulamentação das condições de financiamento, sendo estas
definidas pelo Agentes Financeiros. Vale destacar que é também regulado pelo Banco Central do
Brasil – BACEN, o direcionamento básico da poupança, aplicado às operações do SFH e SFI.
Leasing
O leasing ou arrendamento mercantil é um contrato através do qual a arrendadora (companhia
de leasing) adquire um bem escolhido por seu cliente (o arrendatário) para, em seguida, alugá-
-lo a este último, por um prazo determinado. O arrendador é, portanto, o proprietário do bem,
sendo que a posse e o usufruto, durante a vigência do contrato, são do arrendatário. Ao término
do contrato o arrendatário pode optar por renová-lo por mais um período, por devolver o bem
arrendado à arrendadora ou dela adquirir o bem. Não há incidência de IOF na operação.
Consórcio
Reunião de pessoas naturais e jurídicas em grupo, com prazo de duração e número de cotas
previamente determinados, promovida por administradora de consórcio, com a finalidade de pro-
piciar a seus integrantes a aquisição de bens ou serviços, por meio de autofinanciamento”.
A administradora de consórcio cobra taxa de administração que remunera as atividades de for-
mação, organização e administração do grupo de consórcio até o encerramento.
Penhor
Nesta modalidade de crédito o tomador entrega um bem como garantia (joias, metais nobres,
pratarias, diamantes lapidados, canetas de valor, etc.) e recebe o dinheiro na hora, sem análise ca-
dastral ou avalista. Quando quitar o empréstimo o tomador recebe de volta o objeto penhorado.
Crédito rural
O empréstimo rural pode ser feito por produtores e/ou cooperativas para custear despesas do
ciclo produtivo, assim como investimentos em bens e serviços do setor. Os objetivos específicos
do crédito rural são:
• Estimular os investimentos rurais, inclusive para armazenamento, beneficiamento e industriali-
zação dos produtos agropecuários;
• Favorecer o custeio da produção e a comercialização de produtos agropecuários;
• Possibilitar o fortalecimento econômico dos produtores rurais, principalmente pequenos e mé-
dios;
• Incentivar a introdução de métodos racionais de produção.
BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é hoje o principal
instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os
segmentos da economia.
As modalidades de financiamento do BNDES se dividem em produtos, de acordo com a fina-
lidade do empreendimento.
Crédito educacional
Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) – Modalidade I
Ação do Ministério da Educação que financia cursos superiores não gratuitos com avaliação
positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
O FIES oferta vagas com juro real zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita
mensal familiar de até três salários mínimos.
PROUNI
Programa do Ministério da Educação que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%),
em instituições particulares de educação superior, em cursos de graduação e sequenciais de for-
mação específica.
MÓDULO I – GLOSSÁRIO
ANS: Agência Nacional de Saúde Suplementar, responsável pelo setor de planos de saúde
no Brasil.
BACEN: Banco Central do Brasil, executor das normas do CMN e fiscalizador das instituições
financeiras.
BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, instituição pública que
fornece financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos
da economia.
Câmbio comercial ou dólar comercial: Denominação dada às operações relativas a exporta-
ção, importação, transferências financeiras, etc.
Câmbio fixo: A taxa de câmbio é atrelada a um referencial fixo, como ouro ou Dólar.
Câmbio flutuante: As taxas acompanham livremente as oscilações da economia, sem inter-
venção da autoridade monetária.
Câmbio turismo ou dólar turismo: Denominação das operações relativas a compra e venda
de moeda para viagens internacionais, geralmente em espécie.
CDC: Linha de crédito adequada para financiamento de bens (ex. carro).
CET: Custo Efetivo Total, representa o custo total de uma operação de crédito, incluindo taxas
e impostos.
CMN: Conselho Monetário Nacional. Órgão normativo que define as diretrizes das políticas
monetária cambial e de crédito, e estabelece a meta da inflação anual.
CMPC ou WAAC: Custo médio ponderado de capital, denominado na terminologia original
por Weighted Average Cost of Capital, é a média ponderada do custo de capitais próprios e de ter-
ceiros.
COAF: Conselho de Controle de Atividades Financeiras, tem por missão prevenir o uso dos
setores econômicos por quem deseja lavar ativos.
Compulsório: Instrumento de política monetária que consiste em recolhimento feito pela rede
bancária de determinado percentual sobre seus depósitos à vista e/ou a prazo, de acordo com a
política estabelecida pelo Banco Central do Brasil.
Consórcio: Grupo de pessoas físicas e/ou jurídicas promovida por administradora de consór-
cio, com a finalidade de propiciar a aquisição de bens ou serviços, por meio de autofinanciamento.
COPOM - Comitê de Política Monetária: Órgão do Banco Central que tem como objetivo
implementar a política monetária e definir a taxa de juros.
Crédito consignado: Modalidade de empréstimo em que o desconto da prestação é feito dire-
tamente na folha de pagamento ou de benefício previdenciário do tomador de recursos.
Crédito pessoal: Contrato entre o cliente e a instituição financeira, pelo qual ele recebe uma
quantia que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinado, acrescida dos juros acertados.
Crédito rotativo: Linha de crédito concedida à pessoa física ou jurídica com limite pré-estabe-
lecido e que pode ser utilizada de forma automática pelo tomador.
Crédito rural: Linha de crédito direcionada a produtores e/ou cooperativas para custear des-
pesas do ciclo produtivo, assim como investimentos em bens e serviços do setor.
Cupom cambial: É a diferença entre o custo de oportunidade de fundos em Reais (Taxa SE-
LIC) e a variação cambial esperada do Real frente às diversas moedas estrangeiras, sendo o Dólar
Americano a referência.
Custo de oportunidade: É o sacrifício econômico feito ao escolher uma alternativa de inves-
timento em detrimento de outra.
CVM: Comissão de Valores Mobiliários. Órgão que visa promover a expansão do mercado de
capitais, protegendo os investidores.
Desconto bancário: Adiantamento de recursos aos clientes, sobre duplicatas, notas promissó-
rias, cheques ou recebíveis de cartão de crédito.
DFI: Danos físicos ao imóvel. No SFH, seguro obrigatório que garante a indenização ou re-
construção do imóvel, caso ocorram danos físicos causados por riscos cobertos.
DI - Depósito Interfinanceiro: Taxa média ponderada das operações realizadas entre institui-
ções financeiras pelo prazo de um dia, com lastro em emissão do CDI.
EAPC: Entidades Abertas de Previdência Complementar.
EBITDA: Earnings Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization. É o lucro antes de ju-
ros, imposto de renda, amortização e depreciação e representa a geração operacional de caixa da
companhia.
EFPC: Entidades Fechadas de Previdência Complementar (fundos de pensão).
FIES: Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, programa que financia a
graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas.
Financial Planning Standards Board – FPSB: Entidade que gerencia, divulga e controla a
Certificação CFP® nos países onde ela está presente ao redor do mundo.
Flutuação Suja (Dirty Float): Neste regime, o Banco Central se reserva o direito de intervir
no câmbio em determinadas circunstâncias.
Front runner: Pessoa que, de pose de informações sobre movimentações de lotes expressivos
de um determinado ativo no mercado secundário, tira proveito dessas informações, operando
antes em benefício próprio ou de outrem.
IGP-M – Índice Geral de Preços de Mercado: Índice de inflação composto de IPA (60%),
IPC (30%) e INCC (10%).
INCC: Índice Nacional de custo da construção.
Inside information: informação privilegiada
Insider: Pessoa que, pela natureza do cargo que ocupa ou de atividade que exerce, tem acesso
a dados sigilosos (insider information) antes de divulgados ao mercado.
Insider trader: Pessoa que utiliza indevidamente insider information em benefício próprio ou
de outrem.
Investment Policy Statement-IPS): Documento elaborado entre o planejador financeiro e o
cliente, que define regras gerais para a alocação dos ativos.
IPA: Índice de preços ao produtor – Amplo.
IPC: Índice de preços ao consumidor.
IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo: Índice utilizado pelo Banco
Central para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação.
Leasing: O leasing ou arrendamento mercantil é um contrato através do qual a arrendadora
(a empresa que se dedica à exploração de leasing) adquire um bem escolhido por seu cliente (o
arrendatário) para, em seguida, alugá-lo a este último, por um prazo determinado.
MIP: Morte e invalidez permanente no SFH, seguro obrigatório que garante a quitação do saldo
devedor para a instituição financeira no caso de falecimento ou invalidez permanente do mutuário.
Operações com títulos públicos: Instrumento de política monetária que consiste em opera-
ções de compra e venda de títulos públicos, efetuadas pelo Banco Central atuando como agente
monetário do governo.
Payback Nominal: Período necessário para que o valor investido seja recuperado.
Penhor: Linha de crédito onde o tomador entrega um bem como garantia (ex. joias) e recebe
o dinheiro na hora, sem análise cadastral ou avalista.
Perpetuidade: Valor que se repete indefinidamente em intervalos regulares.
PIB – Produto Interno Bruto: Representa o valor, a preços de mercado, dos bens e serviços
finais realizados em um país em um determinado período de tempo, independentemente da na-
cionalidade dos agentes econômicos.
Política cambial: Atuação da autoridade monetária visando a administração das taxas de câmbio.
Política fiscal: Administração das receitas (tributos) e dos gastos do governo, objetivando
atingir determinados objetivos macroeconômicos e sociais.
PREVIC: Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Órgão responsável por
fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão).
PROUNI: Programa do Ministério da Educação que oferece bolsas de estudo, integrais e
parciais (50%), em instituições particulares de educação superior, em cursos de graduação e se-
quenciais de formação específica.
ANOTAÇÕES
Different exchange rate regimes, such as fixed, floating, dirty float, and currency bands, have varied implications on international transactions. A fixed regime offers stability by pegging the currency to a reference like gold or another currency, but it limits flexibility. A floating regime allows for automatic adjustments based on economic conditions but can lead to volatility. A dirty float combines elements of both, providing some stability while allowing for government intervention. Currency bands offer limited fluctuation, balancing between stability and flexibility .
Financial planners must adhere to several principles, including putting the client first by ensuring their interests are prioritized over personal gains. They must act with integrity and objectivity, ensuring recommendations are pragmatic, honest, and based on technical principles. Maintaining confidentiality, impartiality, and professionalism are also crucial, as is a commitment to continuous education to maintain competence .
A financial planner addresses conflicts of interest by identifying, disclosing, and managing such issues to ensure they do not impede the planner's ability to provide impartial and unbiased advice. This involves transparent communication with the client about any potential gains the planner might obtain and ensuring that client interests remain the priority throughout the planning process .
The Payback period is calculated by dividing the initial investment by the annual cash inflows. While it gives a quick estimate of how long it will take for an investment to 'payback' its original costs, it has limitations like ignoring the time value of money, subsequent cash flows beyond the payback period, and overall profitability .
Determining the suitability of financial advice involves a deep analysis of the client's financial situation, investment experience, time horizon, objectives, and risk tolerance. The financial planner must ensure that the advice provided aligns with these factors, offering the most appropriate strategies and recommendations tailored to the client's unique needs .
Monetary policy involves controlling the money supply and interest rates to achieve economic stability and growth. Key components include open market operations, reserve requirements, and discount rates. The objectives typically cover price stability, maximizing employment, and moderate long-term interest rates, facilitating economic liquidity and stability .
The personal financial planning process involves several stages: client data analysis, development of financial planning alternatives, presentation, execution of recommendations, and ongoing monitoring. It starts with understanding the client's financial status and goals, followed by formulating advice while considering factors like market conditions and potential risks, and culminates in implementing and updating plans as needed .
The WACC is calculated using the formula: \( WACC = \frac{E}{E + D} \times rE + \frac{D}{E + D} \times rD \times (1-T) \), where \( E \) is the equity value, \( D \) is the debt value, \( rE \) is the cost of equity, \( rD \) is the cost of debt, and \( T \) is the tax rate. WACC represents the average rate of return a company is expected to pay its security holders to finance its assets and is crucial for evaluating investment opportunities, as it serves as a hurdle rate for investment decisions .
Confidentiality is critical in building trust between a client and a financial planner. It ensures that all client information is protected and only accessible to authorized personnel. This trust allows clients to share personal and financial information openly, ensuring that the planner can provide optimal advice and solutions .
Financial planners are expected to adhere to ethical responsibilities such as putting clients first, maintaining integrity and objectivity, and managing any conflicts of interest. They should exhibit professionalism, competence, confidentiality, and diligence in their conduct. These ethical codes ensure that the planners provide unbiased and qualified advice, fostering client trust and protecting public interest .