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Características e História do Rococó

O Rococó foi um estilo artístico que surgiu na França como reação ao Barroco, caracterizado por elementos delicados e temas leves. Propagou-se pela Europa entre os séculos XVIII e XIX, chegando ao Brasil através dos portugueses, onde se desenvolveu de forma única misturado ao Barroco local.

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Características e História do Rococó

O Rococó foi um estilo artístico que surgiu na França como reação ao Barroco, caracterizado por elementos delicados e temas leves. Propagou-se pela Europa entre os séculos XVIII e XIX, chegando ao Brasil através dos portugueses, onde se desenvolveu de forma única misturado ao Barroco local.

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Arte Rococó

O Rococó foi um movimento artístico e cultural que nasceu na França como reação contra o
Barroco. O termo que nomeia a corrente significa rocaille (concha) e está ligado aos
elementos decorativos característicos do estilo. A nomenclatura ainda está relacionada com
a técnica de incrustação de fragmentos de vidros e conchas nas decorações de grutas
artificiais.

A arte promovida pelo Rococó dava destaque aos temas leves e aos sentimentos e utilizava
elementos delicados e elegantes. O Rococó se expandiu pela Europa e chegou ao Brasil
juntamente com os portugueses, no século XIX. Grande parte do mobiliário de Dom João V
era nesse estilo.

História do Rococó

O Rococó surgiu durante os anos de 1720 e vai até 1770, quando o Arcadismo começa a
surgir. Entre os anos de 1643 e 1715, a monarquia francesa vivia com o autoritarismo do rei
Luís XIV. Este centralizava todas as decisões e, assim, as artes tomaram uma forma mais
clássica.

Depois da morte do rei, a corte se mudou para Paris e lá entrou em contato com banqueiros
e pessoas de sucesso financeiro que não pertenciam à aristocracia. Esse contato com novos
pensamentos fez com que a sociedade aristocrática aceitasse os artistas e o estilo parisiense
de produzir quadros e estátuas.

Diversas peças foram criadas para enfeitar as residências dos aristocratas que agora viviam
em Paris. As obras representavam os valores e ideias de uma sociedade que viviam em
busca de prazeres e do esquecimento dos problemas. Os temas representavam cenas
eróticas, festas galantes, temas religiosos.

O Rococó chegou ao Brasil somente no século XIX. A escultura de madeira, a arquitetura e a


pintura mural criado por Aleijadinho, Antônio Francisco Lisboa apresentavam elementos de
tal estilo. Apesar de ter vindo de Portugal, o Rococó brasileiro era diferente do realizado na
Europa, pois estava ligado ao Barroco e com suas próprias características.
Características do Rococó

O Rococó era uma arte desenvolvida pela aristocracia e classe rica e não estava preocupada
com as questões religiosas como o Barroco. Os artistas se dedicavam a fazer uma arte leve,
intimista e elegante sem deixar de ser suntuoso. A liberdade, o prazer e o bom gosto
ganhavam destaque.

O formalismo era deixado de lado e a diversão e a felicidade eram exaltadas. Os tons pastéis
eram frequentemente utilizados e as formas curvas eram delicadamente desenhadas. Por
estar focado nos prazeres e felicidades, o estilo foi considerado por muitos como uma arte
alheia à realidade e aos problemas sociais.

Arquitetura

Os elementos contorcidos e em espiral deram destaque e dinamismo para as igrejas e


tempos do período Barroco, mas o Rococó se diferenciava e se apresentava com elementos
contrários. A arquitetura refletia os novos ideais da sociedade aristocrática. Os espaços
eram confortáveis e a decoração intimista. Entre as características da arquitetura estão:

• Diminuição das proporções;


• Edifícios baixos e com apenas dois andares;
• Fachadas alinhadas;
• Os ângulos retos eram suavizados por curvas;
• Inserção de consolas (são peças que servem para guardar estatuetas, vasos e objetos
decorativos);
• Uso de ferro, portas, varandas e grades nos jardins;
• Espelhos ovais, pinturas luminosas, espelhos e detalhes floras nos ambientes internos.
Pintura

A pintura do rococó retratava o cotidiano da aristocracia nos jardins, parques ou área


interiores luxuosas. Retratos femininos ou cenas de galanteio em ambientes livres eram
frequentes. Tudo era passado com leveza e alegria. Também apareciam referências aos
mitos, deuses, anjos e pequenos cupidos. As cores luminosas como o azul, branco e rosa
davam destaque aos elementos. A composição era criada ainda com conchas, ondas e
outros elementos marinhos.

Escultura

A escultura ganhou destaque no período como elemento decorativo. Contrapondo o


Barroco, os escultures criavam peças bem menores e utilizava o mármore, gesso, madeira. A
porcelana era a matéria prima mais procurada.
As figuras isoladas eram o alvo do estilo e cada uma tinha seu próprio estilo e
individualidade. As curvas tornaram-se mais delicada ou com curvaturas duplas. As peças de
grupo apresentavam movimento e ritmo.

Rococó no Brasil

Assim como o Barroco no Brasil, o Rococó foi introduzido pelos portugueses. Entretanto, o
movimento tinha características diferentes dos outros países. Isso aconteceu porque o Brasil
ainda sofria grande influência religiosa. A igreja utilizava do Barroco como método de
catequização e o Rococó tornou-se apenas um novo instrumento de decoração dos templos.
Por isso é mito difícil diferenciar os dois estilos.
A arquitetura Rococó pode ser observada, por exemplo, em diversas igrejas de alguns
estados: Pernambuco, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia são algumas delas. Na
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Salvador, é possível encontrar as
características do estilo, como a leveza das linhas nas janelas, tons azuis e pastéis na parte
externa.
Principais artistas do estilo

O estilo Rococó foi construído com elementos inseridos de por artistas. Várias obras
arquitetônicas, pinturas e estátuas foram construídas e fazem parte da história da arte no
mundo. Os principais artistas do movimento foram:
• Juste-Aurèle Meissonier (1695-1750): foi um escultor, ouvires e pintor francês. Pioneiro
na arte decorativa.
• François Boucher (1703-1770): foi um dos maiores artistas decorativos do período. Era um
francês pintor, gravador, desenhista e o principal desenhador das porcelanas reais. É
reconhecido por pinturas idílicas, com volumes e que recorriam a temas mitológicos. Suas
principais obras foram “O Descanso na Fuga para o Egito”, “Rinaldo e Armida”, “Diana
Saindo do Banho”, “Triunfo de Vênus”, “Pastorale”.

• Jean-Antoine Watteau (1684-1721): foi um pintor francês que representava paisagens


campestres e bucólicas como locais de festas e encontros. Apresentava os prazeres
cotidianos e a sociedade da época. Uma de suas obras é "Peregrinação à ilha de Citera"
(1717).
• Johann Michael Fischer (1692-1766): foi o alemão responsável pela construção da abadia
beneditina de Ottobeuren, além de outros edifícios na Baviera. Restaurou diversas igrejas,
palácios e mosteiros.
• Pierre Lepautre (1659-1744): foi um gravurista e escultor francês. Era membro de família
de artistas reconhecidos no século XVII e XVIII.

O Brasil também contou com diversos artistas do estilo. Entre os quais estavam:

• Manuel da Costa Ataíde;


• Francisco Xavier de Brito;
• Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho).

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