ALCAÇUZ
Nome científico: Glycyrrhiza glabra L.
Sinonímia Científica: Glycyrrhiza glabra subsp. glandulifera (Waldst. & Kit.) Ponert,
Glycyrrhiza glabra var. caduca X.Y. Li, Glycyrrhiza glabra var. glandulosa X.Y. Li,
Glycyrrhiza glabra var. laxifoliolata X.Y. Li, Glycyrrhiza glabra var. violacea (Boiss. &
Noë) Boiss., Glycyrrhiza glandulifera Waldst. & Kit., Glycyrrhiza hirsuta Pall.,
Glycyrrhiza violacea Boiss. & Noë.
Nome popular: Alcaçuz, Alcaçuz verdadeiro, Regoliz, e Raiz-doce, em Portugal;
Licorice e Sweet Root, em inglês; Ororuz, Palo Dulce, Regaliza, Regaliz e Regoliz, em
espanhol; Regolizia, na Itália; Réglisse, na França; Lakritzenholz, na Alemanha;
Lakris, na Dinamarca; Lakrycya, na Polônia; Lakrits, na Suécia.
Família: Leguminosas (Papilonácea).
Parte Utilizada: Raiz e rizoma.
Composição Química: Saponinas sesquiterpênicas, como a glicirrizina ou ácido
glicirrízico; Flavonóides (isoflavonas, flavonas); Cumarinas; Triterpenóides;
substâncias estrogênicas, substância hormonal, semelhante a desoxicorticosterona,
glicose, sacarose, amilo, gomas, manitol, resinas, taninos e essência (traços).
Formula molecular: N/A Peso molecular: N/A
CAS: N/A
DCB: N/A
DCI: N/A
Trata-se de uma planta vivaz pertencente a família das papilonáceas, caracterizada
por apresentar altura próxima aos 1,5 m; raiz axonomorfa alargada, folhas compostas,
alternas, elípticas com 4-8 pares de folíolos, flores de cor azul-violáceo dispostas em
ramos e o fruto é um legume plano e alargado de uns 2 cm de comprimento.
Oriundo da Europa meridional, o uso medicinal do alcaçuz é datado dos povos antigos
do Egito e relatado em seus papiros.
Indicações e Ação Farmacológica
A Glicirricina é uma saponina com baixo índice hemolítico e apresenta um importante
poder edulcorante (50 vezes mais doce que o açúcar), utilizado na indústria
farmacêutica como agente corretivo de sabor, mascarando o sabor amargo de drogas
como o Aloe, Cloreto de Amônio e Quinina. Empregado como veículo para uso oral,
tem demonstrado inibir o desenvolvimento de bactérias e a formação de placas nos
dentes. Também demonstrou possuir atividade anti-inflamatória, antitussígena e
expectorante.
Diminui as contrações intestinais, por isso é associado com purgativos drásticos. Suas
indicações mais recentes compreende o tratamento das úlceras gastrointestinais e da
doença de Addison. A administração em ratos dos extratos de alcaçuz tem
demonstrado uma elevação de enzimas hepáticas sugerindo um papel desintoxicante.
Por via externa é usado em abcessos, estomatites e flebites.
A atividade antitussígena foi demonstrada através da supressão da tosse induzida por
estímulos elétricos e químicos sobre o nervo laríngeo superior do gato, logo após a
administração de glicirrizina. Além disso, a glicirrizina demonstrou desde muito tempo
potenciar a ação antiinflamatória da hidrocortisona em ratos. Outros flavonoides como
o liquiritosídeo também demonstraram, in vitro, atividade anti-inflamatória.
Toxicidade/Contraindicações
Não deve ser utilizado por pacientes com hipertensão arterial e diabéticos tipo II,
insuficiência renal, hiperestrogenismo e neoplasias hormônio-dependentes.
Não é indicado na gravidez devido à presença de substâncias estrogênicas.
Sua administração concomitante com corticoides e ciclofosfamida pode aumentar a
atividade dos mesmos. Pode interferir em tratamentos hormonais e terapias
hipoglicemiantes.
Dosagem e Modo de Usar
- Extrato Seco (5:1): de 0,2 a 1 ao dia;
- Rasura: Infuso ou decocto a 5 %: 100 a 400 mL ao dia;
- Pó: 2 a 5 g, uma a três vezes ao dia;
- Extrato Fluido (1:1): 30 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Tintura (1:5): 50 a 100 gotas, uma a três vezes ao dia;
- Xarope: 50 a 200 mL ao dia.
Referências Bibliográficas
ALONSO, J. R. Tratado de fitomedicina. Buenos Aires: Isis Ediciones, SRL. 1998.
ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y nutracéuticos. Ed. Corpus, 2004.
COIMBRA, R. Notas de Fitoterapia. Editora.: L.C.S.A., 2ª [Link] de Janeiro-RJ, p.
149,1958.