Noções Básicas de Conjuntos em Matemática
Noções Básicas de Conjuntos em Matemática
01 1B
Conjuntos I
• Os conjuntos podem ser representados por dia-
Noção de conjunto gramas (curvas fechadas) e, em seu interior, são
Em Matemática, existem conceitos que são aceitos destacados seus elementos.
sem a necessidade de definição. Observe, a seguir, como seria representado o conjun-
Conjunto é um desses conceitos. Todos possuímos to C, formado pelos continentes do nosso planeta.
uma noção do que venha a ser um. Um conjunto é, por
exemplo, uma coleção qualquer de objetos, ou de itens Conjunto
dos continentes
ou de pessoas.
Assim, o grupo de alunos que assistem às aulas
numa sala é um conjunto. C
Tanto o conjunto como os elementos que o formam
não têm uma definição formal e, por isso, são denomina-
América Ásia
dos conceitos primitivos.
África
P. Imagens/Vimo/Moacir Francisco
Oceania
Europa
1
Quando um elemento x é um dos elementos que
constituem um conjunto A, diz-se que x pertence ao
Subconjuntos
conjunto A. Assim como um elemento pode ser relacionado a
xA um conjunto, usando as palavras “pertence” ou “não
pertence”, podem-se relacionar também dois conjuntos
entre si usando “está contido” ou “não está contido”.
x pertence ao conjunto A
Considere dois conjuntos, A e B. Se todos os elemen-
Já quando um elemento x não é um dos elementos
tos de A forem elementos de B, diz-se que A é subcon-
que constituem um conjunto A, diz-se que x não perten-
junto (ou parte) de B, ou ainda, que A está contido em B.
ce ao conjunto A.
Em símbolos, escreve-se A B.
xA
Observe o exemplo a seguir, no qual B é o conjunto
dos estados ou distritos do Brasil, e S é o conjunto dos
x não pertence ao conjunto A
estados da região Sul.
Exemplo: B
Sendo A = {2; 3; 7}, pode-se dizer que 2 A e que 5 A. Estados
Rio Grande do Norte Tocantins Amazonas
do país
Conjunto vazio São Paulo
Minas Gerais
Espírito Santo
Paraná
Paraíba
Alagoas Amapá
Rio de Janeiro
Roraima Rondônia Piauí
SB BS
ou
S está contido em B B contém S
Exemplo 1:
Se A = {2, 3} e B = {2, 3, 4, 5}, então A B ou B A,
` A sala de aula está vazia. pois todos os elementos de A são também de B.
Ilustração:
Qual seria o conjunto formado pelos alunos que
estão assistindo à aula nesta sala? Aé
B subconjunto
Como não existem alunos assistindo à aula na sala, A de B
este conjunto é um conjunto vazio. 4
2 3
Para representar um conjunto vazio, existem as duas
5
maneiras a seguir:
∅ {}
ou Se nem todo elemento de A ou nenhum elemento
conjunto vazio conjunto vazio de A for elemento de B, diz-se que A não está contido
Não se pode representar um conjunto vazio por em B e denota-se por A B. Estaria também correto
{}. O conjunto {} é um conjunto unitário com o escrever B A, ou B não contém A.
elemento .
2 Extensivo Terceirão
Aula 01
Exemplo 2: Exemplo:
Se A = {2, 3, 4, 5, 9} e B = {2, 3, 4, 6, 7, 8}, então A ⊄ B, Os conjuntos A = {2, 5, 7, 8} e B = {8, 2, 7, 5} são iguais
pois, por exemplo, 5 ∈ A mas 5 ∉ B. porque são formados pelos mesmos elementos. Além
Ilustração: disso, verifica-se também que todos os elementos de A
A não é
são de B, e que todos os elementos de B são de A. Logo,
subconjunto A ⊂ B e B ⊂ A.
A de B
B
6 2
5 Operações entre conjuntos
7 3
8
4
9
União de conjuntos
Dados os conjuntos A e B, define-se como união
dos conjuntos A e B o conjunto A B, formado por
todos os elementos pertencentes a A ou a B.
Observações: A B = {x / x A ou x B}
• Todo conjunto A é subconjunto dele próprio,
ou seja:
AA A união B
AB
Dois conjuntos são iguais quando apresentam 1 7
os mesmos elementos. Pode-se dizer também que 2 8
dois conjuntos, A e B, são iguais se, e somente se, 5 9
A B e B A. Em símbolos, pode-se escrever:
Exemplo 2:
A=B AB e BA
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {2; 5; 7; 8}, obtenha A ∪ B:
A ∪ B = {1; 2; 5} ∪ {2; 5; 7; 8}
Aé A está B está
se, e A ∪ B = {1; 2; 5; 7; 8}
igual contido contido
somente se,
aB em B em A
Elementos de A ou de B
Matemática 1B 3
Observe que existem elementos que pertencem a A A∩B=∅
e a B ao mesmo tempo:
Não existe elemento em comum.
Ilustração:
A B Ilustração:
2 7
1 A B
5 8
1 7 8
2
5 9
AB
2 AB=∅
1
7 8
5
Exemplo 2:
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {2; 5; 7; 8}, obtenha A ∩ B:
Exemplo 3:
A ∩ B = {1; 2; 5} ∩ {2; 5; 7; 8}
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {1; 2; 5; 7; 8}, obtenha A ∪ B:
A ∩ B = {2; 5}
A ∪ B = {1; 2; 5} ∪ {1; 2; 5; 7; 8}
A ∪ B = {1; 2; 5; 7; 8} = B
Elementos de A e de B
Observe que A é subconjunto de B:
Ilustração: Ilustração:
B A B
7 7
A 2
1
2 8 5 8
1
5
AB
1 7
2
8
5 AB
2
5
Observações:
• Se A B, então A B = B
Exemplo 3:
• A ∅ = A
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {1; 2; 5; 7; 8}, obtenha A ∩ B:
• AA=A
A ∩ B = {1; 2; 5} ∩ {1; 2; 5; 7; 8}
A ∩ B = {1; 2; 5} = A
A intersecção B
Observações:
Observe os exemplos:
• Se A B, então A B = A
Exemplo 1:
• A ∅ = ∅
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {7; 8; 9}, obtenha A ∩ B:
• AA=A
A ∩ B = {1; 2; 5} ∩ {7; 8; 9}
4 Extensivo Terceirão
Aula 01
A menos B
Complementar de um conjunto
Se A está contido em B, os elementos de B que não
Vamos exemplificar:
pertencem a A formam o conjunto complementar de
Exemplo 1: A em relação a B. Ou seja, o complementar de A em
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {7; 8; 9}, obtenha A – B: relação a B, que representa-se por CBA, é o conjunto B – A.
A – B = {1; 2; 5} – {7; 8; 9} Em símbolos:
A – B = {1; 2; 5} implica que B menos A
A
A–B
1
2
5
Exemplo 2:
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {2; 5; 7; 8}, obtenha A – B:
Complementar
A – B = {1; 2; 5} – {2; 5; 7; 8} de A em
relação a B
A – B = {1}
Ilustração: Exemplo 1:
A B Sendo A = {2; 4; 7} e B = {2; 3; 4; 5; 6; 7},
2 7 obtenha CBA :
1
5 8 Como A B, temos:
CBA = B – A
A
CB = {2; 3; 4; 5; 6; 7} – {2; 4; 7}
A–B
CBA = {3; 5; 6}
1
Matemática 1B 5
Observe que só faz sentido falar em complementar Por meio de diagramas, vamos exemplificar a última
quando um conjunto é subconjunto do outro. propriedade distributiva:
Exemplo 2:
A B
Sendo A = {3; 5; 7} e B = {3; 5; 7}, determine CBA :
CBA = B – A
CBA = {3; 5; 7} – {3; 5; 7}
CBA = ∅ A (B C)
C
Propriedades dos conjuntos
Dados três conjuntos, A, B e C, valem as seguintes
A B
propriedades:
Comutativas
• A∪B=B∪A
• A∩B=B∩A
Associativas
• (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) (A B) (A C)
• (A ∩ B) ∩ C = A ∩ (B ∩ C) C
Distributivas
• A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) Os conjuntos sombreados são iguais, ou seja,
• A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C).
a) A ∪ B; b) A ∩ B; c) B\A; d) B.
04. Sabendo que A, B e C são conjuntos não disjuntos, em cada ilustração destaque a região correspondente ao con-
junto indicado.
a) A ∩ B ∩ C b) B ∩ C c) A – (B C)
A B A B A B
C C C
6 Extensivo Terceirão
Aula 01
Testes
Assimilação Aperfeiçoamento
01.01. (ITA – SP ) – Considere as seguintes afirmações sobre 01.05. (UFSJ – MG) – Dados três conjuntos A, B e C, não
o conjunto U = {0, 1, 2, 3, 4 , 5, 6, 7, 8, 9}: vazios, com A ⊂ B e A ⊂ C, então, é sempre CORRETO
I. ∅ ∈U e n(U) = 10 afirmar que:
II. ∅ ⊂ U e n(U) = 10 a) B = C
III. 5 ∈U e {5} ⊂ U b) A ⊂ {B ∩ C}
IV. {0, 1, 2, 5} ∩ {5} = 5 c) B ⊂ C
d) A = (B ∩ C)
Pode-se dizer, então, que é (são) verdadeira(s)
a) apenas I e III. 01.06. (ITA – SP) – Sejam A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {–1, –2, –3, –4, –5}.
b) apenas II e IV. Se C = { xy : x ∈A e y ∈B}, então o número de elementos
c) apenas II e III. de C é
d) apenas IV. a) 10.
e) todas as afirmações. b) 11.
c) 12.
01.02. (UFF – RJ) – Dado o conjunto P = {{ 0}, 0, ∅, {∅}}, d) 13.
considere as afirmativas:
e) 14.
I. {0} ∈ P
II. {0} ⊂ P 01.07. (MACK – SP) – Se A e B são subconjuntos de U e A’ e B’
III. ∅ ∈ P seus respectivos complementares em U, então
Com relação a estas afirmativas conclui-se que: (A ∩ B) ∪ (A ∩B ’) é igual a:
a) A’
a) Todas são verdadeiras.
b) B’
b) Apenas a I é verdadeira.
c) B
c) Apenas a II é verdadeira.
d) A
d) Apenas a III é verdadeira.
e) A’ – B’
e) Todas são falsas.
01.08. (IFCE) – A quantidade de subconjuntos X que satis-
01.03. (PUCRJ) – Sejam x e y números tais que os conjuntos
fazem a inclusão {1, 2} ⊂ X ⊂ {1, 2, 3, 4 } é
{1, 4, 5} e {x, y, 1} sejam iguais. Então, podemos afirmar que:
a) 4.
a) x = 4 e y = 5
b) 5.
b) x ≠ 4
c) 3.
c) y ≠ 4
d) 2.
d) x + y = 9
e) 1.
e) x < y
01.09. (PUCPR) – As afirmações a seguir são verdadeiras:
01.04. (UFSJ – MG) –Na figura, R é um retângulo, T é um
triângulo e H é um hexágono. Todo maratonista gosta de correr na rua.
Existem maratonistas que são pouco disciplinados.
Dessa forma, podemos afirmar que:
a) Algum maratonista pouco disciplinado não gosta de
correr na rua.
b) Algum maratonista disciplinado não gosta de correr na
rua.
Então, é CORRETO afirmar que a região destacada em cinza c) Todo maratonista que gosta de correr na rua é pouco
é dada por: disciplinado.
a) (H – T) ∩ R d) Todo maratonista pouco disciplinado não gosta de correr
b) T – H na rua.
c) (R ∩ T) – (T ∩ H) e) Algum maratonista que gosta de correr na rua é pouco
d) (R ∩ T) disciplinado.
Matemática 1B 7
01.10. (UFSJ – MG) – O diagrama que representa o conjunto 01.12. (UEL – PR) – É comum representar um conjunto pelos
[(A ∩ B) − C] ∪ [(C ∩ B) − A ] é: pontos interiores a uma linha fechada e não entrelaçada.
A Esta representação é chamada de diagrama de Venn.
Considere quatro conjuntos não vazios A, B, C e D. Se A ⊄ C,
a) C ⊄ A, B ⊃ (A ∪ C) e D ⊂ (A ∩ C), então o diagrama de Venn
B
que representa tal situação é:
B
C D
A a) A C
b)
B
C
C
A b) A D B
c)
B
C
A c) A D C
d) B
B
B
C D
d) A C
Aprofundamento
01.11. (ALBERT EINSTEIN – SP) – Sejam A, B e C subconjun-
tos do conjunto dos números naturais = {0, 1, 2, 3, 4 , …},
e) A C B
de modo que:
– A é o conjunto dos números de 3 algarismos, todos dis- D
tintos.
– B é o conjunto dos números que possuem exatamente 01.13. (IME – RJ) – Dados três conjuntos quaisquer F, G e
1 algarismo 5. H, o conjunto G – H é igual ao conjunto:
– C é o conjunto dos números pares. a) (G ∪ F) − (F − H)
E sejam os conjuntos: b) (G ∪ H) − (H − F)
P = A∩C c) (G ∪ (H − F)) ∩ H
Q = A C ∩B C d) G ∪ (H ∩ F)
R = B∪CC e) (H ∩ G) ∩ (G − F)
onde a notação X C indica o conjunto complementar do
conjunto X.
São elementos respectivos dos conjuntos P, Q e R os nú-
meros
a) 204 , 555, 550
b) 972, 1234 , 500
c) 1234 , 505, 5555
d) 204 , 115, 550
8 Extensivo Terceirão
Aula 01
01.14. (ESPM – SP) – Considere os seguintes subconjuntos 01.16. (FATEC – SP) – Entre as pessoas que compareceram à
de alunos de uma escola: festa de inauguração da FATEC Pompeia, estavam alguns dos
A: alunos com mais de 18 anos amigos de Eduardo. Além disso, sabe-se que nem todos os
B: alunos com mais de 25 anos melhores amigos de Eduardo foram à festa de inauguração.
Considere:
C: alunos com menos de 20 anos
F: conjunto das pessoas que foram à festa de inauguração.
Assinale a alternativa com o diagrama que melhor representa
esses conjuntos. E: conjunto dos amigos de Eduardo.
M: conjunto dos melhores amigos de Eduardo.
Com base nessas informações assinale a alternativa que con-
a) tém o diagrama de Euler-Venn que descreve corretamente
C
A a relação entre os conjuntos.
B
M
E F
b) a)
C
A
B
c) F
C E M
B
A
b)
d)
C
B
A
F
E
e) M
c)
C
A B
Matemática 1B 9
01.17. (ITA – SP) – Considere as afirmações a seguir relativas a conjuntos A, B e C quaisquer.
I. A negação de x ∈ A ∩ B é: x ∉A ou x ∉B
II. A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C)
III. (A \ B) ∪ (B \ A ) = (A ∪ B) \ (A ∩ B)
Destas, é (são) falsa(s)
a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e III. e) nenhuma.
01.18. (UFLA – MG) – Um modo prático e instrutivo de ilustrar as relações entre conjuntos é por meio dos chamados dia-
gramas de linhas.
B
A B C
C
Se A ⊂ B ⊂ C: B Se A ⊂ B, A ⊂ C, B ⊄ C e C ⊄ B: A
A
Uma outra forma de expressar tais relações é o diagrama de Venn. Nas opções abaixo, o diagrama de Venn está relacionado
ao diagrama de linhas. Assinale a opção INCORRETA.
D D
B
a) A
A C B
C
C
B
b) A C
D
D
A B
D
D
c) C B A B
A
C
D
A B
d)
D
C A
C
B
D
D
e) A B B
C C
A
10 Extensivo Terceirão
Aula 01
Desafio
01.19. (ITA – SP) – Sejam A, B e C subconjuntos de um conjunto universo U. Das afirmações:
I. A \ (B ∩ C) = (A \ B) ∪ (A \ C);
II. (A ∩ C) \ B = A ∩ B C ∩ C;
III. (A \ B) ∩ (B \ C) = (A \ B) \ C,
é(são) verdadeira(s)
a) apenas I. b) apenas II. c) apenas I e II. d) apenas I e III. e) todas.
01.20. (IME – RJ) – Considere os conjuntos A, B, C e D, não vazios, contidos no mesmo conjunto universo U. A simbologia
F representa o complemento de um conjunto F em relação ao conjunto U.
Assinale a opção correta.
a) Se A ∩ D ⊂ C e B ∩ D ⊂ C então A ∩ B ⊂ C
b) [(A ∩ B ∩ C) ∪ ( A ∩ B ∩ C)] ∩ (A ∩ B ∩ C) = (A ∩ B)
c) (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) = (A ∩ B ∩ C)
d) (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) = (A ∩ B) ∪ (B ∩ C) ∪ (A ∩ C)
e) Se A ⊂ C e B ⊂ C então A ∪ B ⊂ C
Gabarito
01.01. c 01.11. b
01.02. a 01.12. c
01.03. d 01.13. c
01.04. c 01.14. d
01.05. b 01.15. e
01.06. e 01.16. e
01.07. d 01.17. e
01.08. a 01.18. b
01.09. e 01.19. c
01.10. b 01.20. e
Matemática 1B 11
Matemática
Aula 02 1B
Conjuntos II
elementos de C
n vezes o fator 2
P(C) = {{2}; {5}; {6}; {2; 5}; {2; 6}; {5; 6}; {2; 5; 6}; ∅}. n elementos
A
subconjuntos de C ou elementos de P(C) 2n subconjuntos
12 Extensivo Terceirão
Aula 02
c e g
Dados dois conjuntos A e B, define-se o produ-
to cartesiano de A por B, representado por A x B,
ao conjunto formado por todos os pares da forma
(x, y), em que x A e y B.
AB A x B = {(x, y)/x A e y B}
Da figura, pode-se verificar que: A cartesiano B
n(A) = 5 n(A ∩ B) = 2
n(B) = 4 n(A ∪ B) = 7 Exemplo 1:
Vamos estabelecer uma relação entre o número de Sendo A = {1; 3} e B = {2; 4; 5}, obtenha A x B e B x A:
elementos de cada um dos conjuntos anteriores:
• A x B = {(1; 2); (1; 4); (1; 5); (3; 2); (3; 4); (3; 5)}
n(A B) = n(A) + n(B) – n(A B)
• B x A = {(2; 1); (2; 3); (4; 1); (4; 3); (5; 1); (5; 3)}
7 = 5 + 4 – 2 Observe que os elementos de A x B ou de B x A são
Pode-se provar que essa última relação é válida para pares ordenados. A cada um desses pares ordenados é
quaisquer conjuntos finitos A e B. possível associar um ponto em um plano cartesiano.
Resumindo, temos: Se dividirmos um plano qualquer por dois eixos
perpendiculares e orientados, poderemos associar, a
cada ponto desse plano, um par ordenado de valores.
O número de elementos de A ∪ B é o número de Esse par de valores indicará a posição, nesse plano, de
elementos de A somado ao número de elementos um ponto correspondente.
de B diminuído do número de elementos de A B, O eixo horizontal será o eixo das abscissas; o vertical,
ou seja: o eixo das ordenadas.
n(A B) = n(A) + n(B) – n(A B)
y
Eixo das ordenadas
Matemática 1B 13
Exemplo 2: Observe a representação, no plano cartesiano, de A
Localize, no plano cartesiano, os pontos correspon- x B e B x A, apresentados no exemplo 1:
dentes aos pares ordenados A(–2; 4); B(–3; –2); C(0; –4);
D(3; 1); E(4; 0); F(–1; 0); G(2; 2) e H(1; –3)
• A x B = {(1; 2); (1; 4); (1; 5); (3; 2); (3; 4); (3; 5)}
• B x A = {(2; 1); (2; 3); (4; 1); (4; 3); (5; 1); (5; 3)}
Observações:
Em geral, A x B z B x A, como pode ser visto
O produto cartesiano pode ser estendido para mais
no exemplo anterior.
do que dois conjuntos. Caso se efetuasse o produto
cartesiano A x B x C, o conjunto resultante seria formado O número de elementos de A x B é o produto
por elementos que teriam três coordenadas, ou seja, do número de elementos de A pelo número de
elementos de B:
seriam elementos da forma (x, y, z), em que x A,
y B e z C. n(A x B) = n(B x A) = n(A) . n(B)
Apesar de A x B ser, em geral, diferente de
B x A, ambos têm sempre o mesmo número de
elementos (pares ordenados).
02. Os 1800 alunos de uma escola foram pesquisados quanto aos gostos pelas disciplinas da área de exatas: Matemática
(M), Física (F) e Química (Q). A tabela a seguir indica quantos estudantes gostam dessas disciplinas.
14 Extensivo Terceirão
Aula 02
Por meio desses dados, é correto afirmar que o número de estudantes que não gostam de nenhuma das três dis-
ciplinas é:
a) 100 b) 200 c) 900 d) 1200 e) 1650
03. (UFPR) – Um concurso foi constituído de apenas 2 questões. 60 candidatos acertaram somente uma das questões,
52 acertaram a segunda questão, 20 acertaram ambas e 42 erraram a primeira questão. Pode-se afirmar que a quan-
tidade de candidatos que fizeram a prova era de:
a) 120 b) 110 c) 100 d) 90 e) 80
Testes
02.02. (UNICAMP – SP) – Sabe-se que, em um grupo de 10
Assimilação pessoas, o livro A foi lido por 5 pessoas e o livro B foi lido por
4 pessoas. Podemos afirmar corretamente que, nesse grupo,
02.01. (UDESC) – Seja X um conjunto com 6 elementos
a) pelo menos uma pessoa leu os dois livros.
distintos e seja P(X) o conjunto das partes de X. O número
de elementos de P(X) é: b) nenhuma pessoa leu os dois livros.
a) 62 c) pelo menos uma pessoa não leu nenhum dos dois livros.
b) 64 d) todas as pessoas leram pelo menos um dos dois livros.
c) 6
d) 7
e) 63
Matemática 1B 15
02.03. (UERJ) – Crianças de uma escola participaram de
uma campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o Aperfeiçoamento
sarampo. Após a campanha, verificou-se que 80% das crian-
ças receberam a vacina contra a paralisia, 90% receberam a 02.05. (UECE) – Em um grupo de 300 alunos de línguas es-
vacina contra o sarampo, e 5% não receberam nem uma, trangeiras, 174 alunos estudam inglês e 186 alunos estudam
nem outra. chinês. Se, neste grupo, ninguém estuda outro idioma além
do inglês e do chinês, o número de alunos deste grupo que
Determine o percentual de crianças dessa escola que rece-
se dedicam ao estudo de apenas um idioma é
beram as duas vacinas.
a) 236.
b) 240.
c) 244.
d) 246.
02.09. (UDESC) – Uma pesquisa sobre os fatores que in- Se o total de funcionários da empresa for 260, determine o
fluenciam na escolha de um livro para leitura foi realizada número de funcionários que não se alimentam com proteína
em um grupo de 80 pessoas. Elas foram questionadas se na animal em nenhuma das refeições.
hora de escolher um livro levavam em consideração o gênero
de sua preferência, a indicação de amigos ou as listas dos
mais vendidos, sendo que poderiam optar por uma, duas
ou as três opções.
Ninguém respondeu ser influenciado apenas por listas dos
mais vendidos, mas 20 pessoas responderam levar esse fator
em consideração. Além disso, 28 responderam considerar
apenas o gênero de sua preferência, enquanto 5 disseram
que as três opções influenciam suas decisões.
Sabendo, ainda, que o número de pessoas que se baseiam
apenas nas indicações dos amigos é igual aos que disseram Aprofundamento
levar em consideração apenas as indicações dos amigos e
o gênero de sua preferência, então pode-se afirmar que a 02.11. (ITA – SP) – Considere que n(X) representa o número
quantidade de pessoas que seguem apenas as indicações de elementos de um conjunto X. Assim, Se A, B e C forem con-
de amigos é: juntos tais que n(A ∪ B) = 23, n(B − A ) = 12, n(C − A ) = 10,
a) 13 n(B ∩ C) = 6 e n(A ∩ B ∩ C) = 4 , então o número total de
b) 10 elementos do conjunto (A ∪ B ∪ C) é:
c) 16 a) 21
d) 32 b) 27
e) 8 c) 31
d) 29
e) 32
Matemática 1B 17
02.13. (UEPG – PR) – Interessado em lançar os modelos A, 02.15. (UEL – PR) – Sejam os conjuntos A e B tais que
B e C de sandálias, em uma determinada região do estado, A × B = {( −1; 0); (2 ; 0); ( −1; 2); (2 ; 2); ( −1; 3); (2; 3)}. O núme-
foi realizada uma pesquisa sobre a preferência de compra ro de elementos do conjunto A ∩ B é:
dos moradores, a qual apresentou os seguintes resultados: a) 0
– 600 moradores comprariam apenas o modelo A; b) 1
– 1.000 moradores comprariam apenas o modelo B; c) 2
– 1.400 moradores comprariam apenas o modelo C; d) 3
– 100 moradores comprariam apenas os modelos A e B; e) 4
– 200 moradores comprariam apenas os modelos A e C; 02.16. (UEPG – PR) – Os N alunos de uma turma realizaram
– 300 moradores comprariam apenas os modelos B e C; uma prova com apenas duas questões. Sabe-se que 37
– 100 moradores comprariam qualquer um dos três modelos; alunos acertaram somente uma das questões, 33 acertaram
a primeira questão, 18 erraram a segunda e 20 alunos acer-
– 1.300 moradores não comprariam nenhum dos três
taram as duas questões. Se nenhum aluno deixou questão
modelos.
em branco, assinale o que for correto.
A partir do que foi exposto, assinale o que for correto. 01) N é um número múltiplo de 4.
01) O modelo A tem a preferência de menos que 17% dos 02) 30 alunos erraram a primeira questão.
moradores. 04) N > 60.
02) 70% dos moradores não comprariam o modelo B. 08) 5 alunos erraram as duas questões.
04) 14% dos moradores comprariam pelo menos dois dos
modelos oferecidos.
08) Mais do que 50% dos moradores não comprariam os
modelos A ou C.
16) O modelo C é o de maior preferência.
Gabarito
02.01. b
02.02. c 02.08. a
02.03. 75% 02.09. c
02.04. a) 1671; 02.10. 56
02.11. c
b)
RECORDARAM OS VOTOS ELEITORES 02.12. e
Para ambos os cargos 02.13. 22 (02 + 04 + 16)
1099
(deputado federal e estadual) 02.14. b
Apenas para deputado estadual 179 02.15. b
02.16. 12 (04 + 08)
Apenas para deputado federal 393 02.17. d
02.18. b
02.05. b
02.19. a
02.06. a
02.20. b
02.07. c
Matemática 1B 19
Matemática
Aula 03 1B
Conjuntos numéricos
Introdução
Quando teriam aparecido os Para que servem os números?
números? Como teriam surgido? Seria muito difícil imaginar o mundo em que vivemos
sem a existência dos números. Como realizar operações
Nilson Muller. 2008. Digital.
financeiras sem o conhecimento de número? Como clas-
sificar os candidatos de um concurso vestibular sem utili-
zar notas ou escores? Sem os números, qualquer registro
numérico deveria ser substituído por alguma linguagem
escrita, acarretando dificuldades sem precedentes. A
própria existência do dinheiro, inclusive, seria uma ficção.
Os números servem para representar quantidades,
ordenar conjuntos, designar objetos ou pessoas, fazer
comparações, determinar medidas, desenvolver algorit-
mos e uma série de outras coisas. Acima de tudo, eles
servem para facilitar nossas vidas.
Esta aula tem por objetivo apresentar os conjuntos
Embora não seja possível precisar respostas para numéricos criados pelos humanos em toda a sua traje-
essas perguntas, podemos citar possíveis indícios tória. Enfocaremos os seguintes conjuntos numéricos:
históricos que nos levem a algumas ideias sensatas a
respeito. As primeiras noções relativas ao conceito de
número nos remetem aos primórdios da raça humana. • números naturais; • números irracionais;
Provavelmente essas noções começaram fazendo parte • números inteiros; • números reais.
da vida diária do homem, ocorrendo de forma gradual
• números racionais;
e constante com um início estimado há 300 000 anos.
Muito próximo, inclusive, ao começo do uso do fogo
pelo homem.
Nos dias de hoje, quando se sabe por meio da Ar- Números naturais
queologia que uma nova caverna contendo marcações Os primeiros números que surgiram foram os nú-
em ossos e riscos em paredes foi encontrada, vislum- meros naturais. Possivelmente, o surgimento deve-se a
bra-se uma maneira de entender como poderiam ter analogias que o homem primitivo fazia entre o número
ocorrido as primeiras contagens. de elementos de diferentes tipos de conjuntos. A com-
Os números devem ter surgido da necessidade de os paração permitia observar semelhanças e contrastes,
seres humanos fiscalizarem seus bens. Era a necessidade fundamentais para compreender quantidades. Através
de sobrevivência do mais apto. Os riscos em paredes, da observação da natureza que o cercava, ele podia
por exemplo, poderiam representar a quantidade de comparar, por exemplo, a quantidade de frutas que
animais abatidos numa determinada caça. coletava com a quantidade de dedos de suas mãos ou a
Alguns estudiosos afirmam, entretanto, que os nú- quantidade de pedras que encontrava no chão.
meros derivam de rituais religiosos primitivos nos quais
os participantes eram chamados em uma ordem espe-
cífica. Talvez a contagem tenha surgido para resolver o
Nilson Muller. 2008. Digital.
A quantidade de elementos de um conjunto pode Os números inteiros foram criados para representar
ser representada por símbolos chamados de algaris- essas situações numéricas. A justificativa matemática
mos. A cada quantidade é associado um símbolo que é a seguinte: os números inteiros surgiram porque os
representa um número natural. O conjunto de todos os números naturais não eram “fechados” em relação à
números naturais é representado por N, em que: subtração, ou seja, nem sempre a subtração de dois
naturais resulta em um número natural.
N = {0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 11; ...}
Para representar o oposto de possuir uma certa
Como observou há muito tempo o grande filósofo quantidade, usamos o símbolo “–” antes do número
Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), o fato de a maior parte natural, criando assim uma representação dos números
das pessoas apresentarem dez dedos nas mãos fez com opostos dos naturais:
que o sistema decimal predominasse diante de outros oposto de 1 oposto de 3 oposto de 5
sistemas. O sistema de numeração decimal utiliza ape-
nas dez algarismos para representar qualquer número:
–1; –2; –3; –4; –5; –6; ...
0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8 e 9.
Números racionais
Números inteiros
Vamos supor que, certa vez, em uma pizzaria, você
Os números naturais, em determinado momento, dividiu sua pizza em oito pedaços iguais. A figura a
difícil de precisar, tornaram-se insuficientes para repre- seguir ilustra a pizza e um de seus pedaços.
sentar quantidades perdidas, quantidades ausentes,
quantidades em débitos ou dívidas.
Como representar, por exemplo, numericamente o
resultado “3 – 8”?
Corel.
Matemática 1B 21
É possível dividir uma pizza em oito partes, mas
o conjunto dos números inteiros é insuficiente para
Números irracionais
representar tal divisão. Como a divisão de dois números Qual é a medida da diagonal de um quadrado de
inteiros nem sempre resulta um número inteiro, um lado medindo 1?
novo tipo de número tinha de ser criado. Surgia, assim, o
conjunto dos números racionais.
1
Para representar a parte retirada da pizza ou o resul- Pelo teorema de Pitágoras, obtém-se um valor que
tado da divisão de um inteiro (círculo) em oito partes, corresponde à raiz quadrada do número dois. Utilizando
1 uma calculadora, obtemos:
usamos o número racional .
8
d= 2
1 um oitavo ou uma das oito partes
em que o todo foi dividido
8 d = 2 = 1,41421356237
A parte restante da pizza (sete das oito partes) pode Então, vamos elevar ao quadrado o resultado corres-
7 pondente a 2 :
ser representada pelo número racional (sete oitavos).
8
(1,41421356237)2 = 1,99999999999
Não é igual a 2
Observe ainda que as reticências ao final de cada Essa reta será orientada e terá uma unidade de com-
número querem aqui indicar que as casas decimais primento definida.
seguem indefinidamente sem qualquer repetição na Como o conjunto dos números reais é formado pelos
sequência de algarismos. números naturais, inteiros, racionais e irracionais, vamos
O conceito de número irracional deve-se ao mate- observar a representação geométrica de cada um destes
mático alemão Richard Dedeking (1831 - 1916), num tipos de números na reta.
trabalho publicado em 1888. Representação de alguns números naturais na reta:
N
0 1 2 3 ...
Observação:
Não existe número que seja simultaneamente Observe que entre dois números naturais conse-
racional e irracional, ou seja, Q ∩ I = ∅. cutivos não existe número natural. Os naturais não
preenchem a reta.
Representação de alguns números inteiros na reta:
Com o conceito de número irracional, podemos
Z
agora definir o que vem a ser número real. ...–3 –2 –1 0 1 2 3 ...
IN
Matemática 1B 23
Intervalos Sendo x um número real pertencente a esse interva-
lo, podemos escrever:
Os intervalos são subconjuntos de números reais 2<xd5
determinados por desigualdades representadas pelos
símbolos: ou, usando notação de intervalos:
x ]2; 5] = x (2; 5]
• >: maior do que
• ≥: maior do que ou igual a
Intervalo fechado à esquerda
• <: menor do que e aberto à direita
• ≤: menor do que ou igual a Como representar todos os números reais de 2 até o
5, excluindo o 5?
2 5
Para realizar operações entre subconjuntos de nú-
meros reais, utilizamos intervalos da reta real em vez de
diagramas. Sendo x um número real pertencente a esse interva-
Vamos considerar os seguintes tipos de intervalos: lo, podemos escrever:
2dx<5
ou, usando notação de intervalos:
Intervalo fechado
x [2; 5[ = x [2; 5)
Como representar todos os números reais de 2 até 5?
2 5
Semirreta esquerda aberta
pertence ao intervalo.
•
A bolinha cheia ou fechada ( ) indica que o extremo Como representar todos os números reais menores
que 2?
2
Sendo x um número real pertencente a esse interva-
lo, podemos escrever: Sendo x um número real pertencente a esse interva-
2dxd5 lo, podemos escrever:
ou, usando notação de intervalos: x<2
x [2; 5] ou, usando notação de intervalos:
x (–f; 2) = x ] –f; 2[
Intervalo aberto
Como representar todos os números reais entre 2 e 5?
Semirreta direita fechada
2 5 Como representar todos os números reais maiores
ou iguais a 5?
5
A bolinha vazia ou aberta (
) indica que o extremo
não pertence ao intervalo.
Sendo x um número real pertencente a esse interva-
Sendo x um número real pertencente a esse interva- lo, podemos escrever:
lo, podemos escrever: xt5
2<x<5 ou, usando notação de intervalos:
ou, usando notação de intervalos: x [5; f) = x [5; f[
x ]2; 5[ = x (2; 5)
Observação:
Intervalo aberto à esquerda e Existem outros números além dos números
fechado à direita reais. O número 4 , por exemplo, não é real,
pois não existe número real que elevado ao
Como representar todos os números reais de 2 até 5, quadrado resulte em – 4. O número 4 é um
excluindo o 2? número imaginário.
2 5
Você iniciará na Matemática A o estudo dos
Números Complexos, que envolverá números
que não são reais.
24 Extensivo Terceirão
Aula 03
b) 0,414141...
c) 1,222...
03. Sobre conjuntos numéricos, assinale V ou F conforme a afirmação seja verdadeira ou falsa, respectivamente.
( ) O número π pode ser escrito como quociente de inteiros.
( ) O produto de dois números irracionais distintos é um número irracional.
( ) A soma de dois números irracionais é um número irracional.
( ) A soma de dois números irracionais positivos é um número irracional.
( ) 80,666... é um número racional.
( ) 2, 777... é um número irracional.
Matemática 1B 25
Testes
Assimilação Aperfeiçoamento
03.01. (UEL – PR) – Observe os seguintes números. 03.05. (UECE) – A quantidade de números inteiros positivos
I. 2,212121... 3 n 2
n que satisfazem a desigualdade < < é
II. 3,212223... 7 14 3
a) 2.
III. π b) 3.
5
IV. 3,1416 c) 4.
V. −4
d) 5.
Assinale a alternativa que identifica os números irracionais. 03.06. (PUCRS) – A determinação por compreensão do
a) I e II b) I e IV c) II e III d) II e V e) III e V conjunto A=[a; b] é:
a) {x ∈ ` | a ≤ x ≤ b}
03.02. (PUCRS) – Em nossos trabalhos com matemática,
mantemos um contato permanente com o conjunto \dos b) {x ∈ ] | a ≤ x ≤ b}
números reais, que possui, como subconjuntos, o conjunto c) {x ∈ _ | a ≤ x ≤ b}
`dos números naturais, o conjunto ]dos números inteiros, d) {x ∈ \ | a ≤ x ≤ b}
o _dos números racionais e o dos números irracionais I. O e) {x ∈ ^ | a ≤ x ≤ b}
conjunto dos números reais também pode ser identificado por:
a) ` ∪ ] 03.07. (UNIOESTE – SP) – Dentre as equações abaixo, qual
b) ` ∪ _ NÃO possui solução com x e y inteiros?
c) ] ∪ _ a) x2 + y2 = 1.
d) ] ∪ I b) x2 + y2 = 2.
e) _ ∪ I c) x2 + y2 = 3.
d) x2 + y2 = 4.
03.03. (UNICAMP – SP) – Considere três números inteiros e) x2 + y2 = 5.
cuja soma é um número ímpar. Entre esses três números, a
quantidade de números ímpares é igual a 03.08. (UEG – GO) – Dados os conjuntos
a) 0 ou 1. A = { x ∈\ | −2 < x ≤ 4 } e B = { x ∈\ | x > 0},
b) 1 ou 2. a intersecção entre eles é dada pelo conjunto:
c) 2 ou 3.
a) { x ∈\ | 0 < x ≤ 4 }
d) 1 ou 3.
b) { x ∈\ | x > 0}
03.04. (FEEVALE – RS) – A Matemática possui uma lingua- c) { x ∈\ | x > −2}
gem própria, uma notação para ser lida universalmente. Em d) { x ∈\ | x ≥ 4 }
relação aos conjuntos
A = { x ∈\ | 1≤ x ≤ 10}, 03.09. (UFJF – MG) – Define-se o comprimento de cada
B = { x ∈] | 5 < x ≤ 10} e um dos intervalos [ a, b], ]a, b[ , ]a, b] e [ a, b[ como sendo a
C = { x ∈` | x < 3}, diferença (b – a). Dados os intervalos M = [3, 10] , N = ]6, 14[
fazem-se as seguintes afirmações. e P = [ 5, 12[ , o comprimento do intervalo resultante de
I. O conjunto (A ∪ B ∪ C) possui infinitos elementos. (M ∩ P) ∪ (P − N) é igual a:
B a) 1.
II. O conjunto C A possui infinitos elementos.
b) 3.
III. O conjunto (B ∩ C) não possui elementos.
c) 5.
Marque a alternativa correta.
d) 7.
a) Apenas a afirmação I está correta. e) 9.
b) Apenas a afirmação II está correta.
c) Apenas a afirmação III está correta.
d) Apenas as afirmações I e II estão corretas.
e) Todas as afirmações estão corretas.
26 Extensivo Terceirão
Aula 03
03.10. (UEM – PR) – Sobre os conjuntos numéricos, é cor- 03.13. (UFSJ – MG) – Sendo r1 e r2 números racionais quais-
reto afirmar que quer e s1 e s2 números irracionais quaisquer, é INCORRETO
01) o produto de dois números irracionais é sempre um afirmar que
número irracional. a) o produto r1 ⋅r2 será sempre um número racional.
02) a soma de dois números irracionais é sempre um nú- b) o produto s 1 ⋅ s 2 será sempre um número irracional.
mero racional.
04) o produto de um número irracional por um número ra- c) o produto s 1 ⋅r1 poderá ser um número racional.
cional não nulo é sempre um número irracional. d) para r2 ≠ 0, a razão r1 r2 será sempre um número
08) a soma de um número irracional com um número ra- racional.
cional é sempre um número irracional.
16) o conjunto dos números reais é a união do conjunto 03.14. (UFRGS) – Sendo a e b números reais, considere as
dos números racionais com o conjunto dos números afirmações a seguir.
irracionais. I. Se a < b então –a > – b.
1 1
II. Se a > b então < .
Aprofundamento a b
III. Se a < b então a2 < b2.
03.11. (EPCAR – MG) – Considere os seguintes conjuntos Quais estão corretas?
numéricos `, ], _, \, Ι = − e considere também os
a) Apenas I.
seguintes conjuntos:
A = ( ∪ Ι ) − ( ∩ ) b) Apenas II.
c) Apenas III.
B = − ( − )
d) Apenas I e II.
D = ( ∪ Ι ) ∪ ( − ) e) I, II e III.
Das alternativas abaixo, a que apresenta elementos que
pertencem aos conjuntos A, B e D, nesta ordem, é 03.15. (UEM – PR) – Considere os conjuntos
5 A = { x ∈\ | − 3 ≤ x < 5},
a) –3; 0,5 e b) 20 ; 10 e 5
2 B = { x ∈\ | x > 0},
3 C= { x ∈\ | −1< x ≤ 8} e
c) − 10; –5 e 2 d) ; 3 e 2, 31
2 D = { x ∈\ | 1< x < 9},
e assinale o que for correto.
01) (A ∪ D) − (A ∩ D) = [ −3, 0].
02) (B ∩ C) − D = ]0, 1].
04) (C ∪ D) ∩ B = ]0, 9[.
08) (B ∩ D) ⊂ C.
16) \ − B = ] − ∞, 0[.
−1 2
⎛ 3⎞
04) Se M = 1, 777... + ⎜ ⎟ + 8 3 , então M é um número
⎝ 2⎠
irracional.
10
08) 0 ∈( + − )
4
Matemática 1B 27
03.16. (UFRGS) – Sendo a e b números reais quaisquer,
considere as seguintes afirmações. Desafio
I. (a − b) ≥ 0.
2
03.19. (UFPE) – Analise a veracidade das afirmações seguin-
II. Se a > b então a3 > b3. tes, sobre propriedades aritméticas dos números:
1 1 ( ) Se n é um número natural, então, o número
III. Se a > b > 1então > > 1.
a b n(n + 1)(2n + 1) é um natural par.
Quais afirmações estão corretas? ( ) Se a e b são números reais, e a – b > 0, então, a4 – b4 > 0.
a) Apenas I. ( ) O produto de dois números irracionais é sempre irra-
b) Apenas II. cional.
c) Apenas III. ( ) Se n é um número natural, então, n2 + n + 11 é um
d) Apenas I e II. natural primo.
( ) A soma de um número racional com um irracional é
e) I, II e III.
sempre um número irracional.
03.17. (FGV – SP) – A raiz quadrada da diferença entre a
dízima periódica 0,444... e o decimal de representação finita
10 vezes
P
0, 444...4 é igual a 1 dividido por
a) 90.000
b) 120.000
c) 150.000
d) 160.000
e) 220.000 03.20. (ITA – SP) – Sejam r1, r2 e r3 números reais tais que
r1 – r2 e r1 + r2 + r3 são racionais. Das afirmações:
03.18. (EPCAR – MG) – Na reta dos números reais abaixo, I. Se r1 é racional ou r2 é racional, então r3 é racional;
estão representados os números m, n e p.
II. Se r3 é racional, então r1 + r2 é racional;
–2 –1 0 1 2
III. Se r3 é racional, então r1 e r2 são racionais,
é (são) sempre verdadeira(s)
m n p a) apenas I.
Analise as proposições a seguir e classifique-as em V (VER- b) apenas II.
DADEIRA) ou F (FALSA). c) apenas III.
( ) m − n não é um número real. d) apenas I e II.
p e) I, II e III.
( ) (p + m) pode ser um número inteiro.
p
( ) é, necessariamente, um número racional.
n
A sequência correta é
a) V – V – F
b) F – V – V
c) F – F – F
d) V – F – V
Gabarito
03.01. c 03.11. d
03.02. e 03.12. 03 (01 + 02)
03.03. d 03.13. b
03.04. e 03.14. a
03.05. b 03.15. 06 (02 + 04)
03.06. d 03.16. d
03.07. c 03.17. c
03.08. a 03.18. a
03.09. c 03.19. V – F – F – F – V
03.10. 28 (04 + 08 + 16) 03.20. e
28 Extensivo Terceirão
Matemática
Aula 04 1B 1B
Conjuntos e números
Introdução
Nesta aula, são apresentados testes dos assuntos estudados até o momento: conjuntos e números. Além de
uma revisão desses assuntos, há também a preocupação de relacioná-los, não apenas entre si, mas também com
outros assuntos de Matemática Básica. Trata-se, portanto, de uma excelente oportunidade para avaliar seu conhe-
cimento em temas cada vez mais comuns em exames e vestibulares.
40 0 20
2
20 12
Diagrama
Matemática 1B 29
Testes
Então o número de pessoas que assistem somente a um
Assimilação noticiário é
a) 7
04.01. (PUCRJ) – Sejam x e y números tais que os conjuntos
{0, 7, 1} e {x, y, 1} são iguais. Então, podemos afirmar que: b) 8
a) x = 0 e y = 5 c) 14
b) x + y = 7 d) 28
c) x = 0 e y = 1 e) 56
d) x + 2y = 7
e) x = y
30 Extensivo Terceirão
Aula 04
04.06. (MACK – SP) – 04.09. (ALBERT EINSTEIN – SP) – Um grupo de 180 turistas
I. Se {5; 7} ⊂ A e A ⊂ {5; 6; 7; 8}, então os possíveis conjuntos estão hospedados em um mesmo hotel no estado de São
A são em números de 4. Paulo. As regiões Norte, Sul e Sudeste são as regiões do Brasil
II. Supondo A e B conjuntos quaisquer, então sempre temos que já foram visitadas por pelo menos um desses turistas.
(A ∩∅) ∪ (B ∪∅) = A ∪ B Desses turistas, 89 já estiveram na região Sul e 78 já estiveram
III. A soma de dois números irracionais pode ser racional. na região Norte. Sabendo que 33 desses turistas só conhecem
a região Sudeste, o número desses turistas que já estiveram
Das afirmações anteriores:
nas regiões Norte e Sul é
a) I, II e III são verdadeiras. a) 10.
b) apenas I e II são verdadeiras. b) 13.
c) apenas III é verdadeira. c) 17.
d) apenas II e III são verdadeiras. d) 20.
e) apenas I e III são verdadeiras.
Aprofundamento
04.08. (UEPG – PR) – Dados os conjuntos abaixo, assinale 04.11. (UDESC) – Foi solicitado que um grupo de 64 pessoas
o que for correto. escolhesse um número natural maior do que 3. Após análise
A = { x ∈\ | − 4 < x ≤ 0} das escolhas, constatou-se que: 12 pessoas escolheram um
B = { x ∈\ | −1≤ x < 3} número primo, 30 um número par, 14 um múltiplo de 3, e
6 um múltiplo de 6.
01) 0 ∈ (A ∩ B)
02) {0, 1, 2, 3} ⊂ ( A ∪ B) O número de pessoas que escolheu um número ímpar, não
04) –3 ∈(A – B) múltiplo de 3, foi igual a:
08) {1, 2} ⊂ ( B – A) a) 14
16) 16 ∈ (A ∩ B) b) 26
c) 12
d) 20
e) 34
Matemática 1B 31
04.12. (ITA – SP) – Sejam A e B conjuntos finitos e não vazios 04.15. (UEFS – BA) – Sejam A, B e C conjuntos contidos no
tais que A ⊂ B e n({C : C ⊂ B \ A}) = 128. conjunto dos números naturais, tais que A é o conjunto dos
Então, das afirmações abaixo: números menores do que 250, B é o conjunto dos números
I. n(B) – n(A) é único; múltiplos de 4 e C é o conjunto dos números pares. Sendo
II. n(B) + n(A) ≤ 128; AC, BC e CC os conjuntos complementares respectivamente
de A, B e C, o número 33 pertence a:
III. a dupla ordenada (n(A), n( B)) é única;
a) (A C ∪ B) ∩ C C
é(são) verdadeira(s)
a) apenas I. b) A C ∩ B C ∩ C C
b) apenas II. c) (A ∩ B) ∪ (A C ∩ C C )
c) apenas III. d) (A C ∩ B C ) ∪ (B C ∩ C C )
e) (A ∪ B ) ∩ C
d) apenas I e II. C
e) nenhuma.
32 Extensivo Terceirão
Aula 04
Gabarito
04.01. b 04.06. e 04.11. b 04.16. a
04.02. c 04.07. b 04.12. a 04.17. 50
04.03. d 04.08. 13 (01 + 04 + 08) 04.13. 07 (01 + 02 + 04) 04.18. b
04.04. e 04.09. d 04.14. b 04.19. d
04.05. e 04.10. b 04.15. d 04.20. 15 (01 + 02 + 04 + 08)
Matemática 1B 33
Anotações
34 Extensivo Terceirão