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Noções Básicas de Conjuntos em Matemática

1) O documento apresenta os conceitos básicos de conjuntos na matemática, incluindo formas de representá-los e relacionar seus elementos. 2) Conjuntos podem ser representados por diagramas, letras ou descrições e elementos podem pertencer ou não a um conjunto. 3) Subconjuntos são definidos como conjuntos cujos todos elementos também pertencem a outro conjunto maior.
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Noções Básicas de Conjuntos em Matemática

1) O documento apresenta os conceitos básicos de conjuntos na matemática, incluindo formas de representá-los e relacionar seus elementos. 2) Conjuntos podem ser representados por diagramas, letras ou descrições e elementos podem pertencer ou não a um conjunto. 3) Subconjuntos são definidos como conjuntos cujos todos elementos também pertencem a outro conjunto maior.
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Aula Matemática

01 1B

Conjuntos I
• Os conjuntos podem ser representados por dia-
Noção de conjunto gramas (curvas fechadas) e, em seu interior, são
Em Matemática, existem conceitos que são aceitos destacados seus elementos.
sem a necessidade de definição. Observe, a seguir, como seria representado o conjun-
Conjunto é um desses conceitos. Todos possuímos to C, formado pelos continentes do nosso planeta.
uma noção do que venha a ser um. Um conjunto é, por
exemplo, uma coleção qualquer de objetos, ou de itens Conjunto
dos continentes
ou de pessoas.
Assim, o grupo de alunos que assistem às aulas
numa sala é um conjunto. C
Tanto o conjunto como os elementos que o formam
não têm uma definição formal e, por isso, são denomina-
América Ásia
dos conceitos primitivos.
África
P. Imagens/Vimo/Moacir Francisco

Oceania
Europa

• Um conjunto também pode ser representado por


uma letra maiúscula, nomeando seus elementos
entre chaves. O conjunto C dos continentes, neste
caso, seria representado da seguinte maneira:
C = {África, América, Ásia, Europa, Oceania}
• É possível também representar um conjunto sem
necessariamente descrever seus elementos. Para
isso, basta representar o conjunto por meio de uma
propriedade característica que seus elementos
possuem.
C = {continentes da Terra} ou
C = {x/x é um continente da Terra}
O símbolo / é lido “tal que” ou “tais que” e poderia ser
substituído por uma vírgula ou um ponto e vírgula.

Representação de Elementos de conjuntos


Um conjunto é formado por elementos. Um elemento
um conjunto qualquer pode ser ou não elemento de um determinado
Existem diversas maneiras para se representar um conjunto. Para relacionar elementos com conjuntos, são
conjunto, entre as quais três são as mais utilizadas. usados os símbolos  (pertence) e  (não pertence).

1
Quando um elemento x é um dos elementos que
constituem um conjunto A, diz-se que x pertence ao
Subconjuntos
conjunto A. Assim como um elemento pode ser relacionado a
xA um conjunto, usando as palavras “pertence” ou “não
pertence”, podem-se relacionar também dois conjuntos
entre si usando “está contido” ou “não está contido”.
x pertence ao conjunto A
Considere dois conjuntos, A e B. Se todos os elemen-
Já quando um elemento x não é um dos elementos
tos de A forem elementos de B, diz-se que A é subcon-
que constituem um conjunto A, diz-se que x não perten-
junto (ou parte) de B, ou ainda, que A está contido em B.
ce ao conjunto A.
Em símbolos, escreve-se A  B.
xA
Observe o exemplo a seguir, no qual B é o conjunto
dos estados ou distritos do Brasil, e S é o conjunto dos
x não pertence ao conjunto A
estados da região Sul.
Exemplo: B
Sendo A = {2; 3; 7}, pode-se dizer que 2  A e que 5  A. Estados
Rio Grande do Norte Tocantins Amazonas
do país
Conjunto vazio São Paulo
Minas Gerais
Espírito Santo

Embora um conjunto esteja associado a uma coleção Maranhão Bahia


de objetos, com muitos elementos, pode ocorrer de um Mato Grosso do Sul
Sergipe Estados da
conjunto não possuir elementos. Distrito Federal Ceará
Goiás região Sul
Observe a quantidade de alunos que aparece na S
Mato Grosso
ilustração a seguir: Santa Catarina Pará
Pernambuco Rio Grande do Sul
Acre
P. Imagens/Vimo/Moacir Francisco

Paraná
Paraíba
Alagoas Amapá
Rio de Janeiro
Roraima Rondônia Piauí

Como todos os estados da região Sul são estados do


Brasil, diz-se que:

SB BŠS
ou
S está contido em B B contém S

Exemplo 1:
Se A = {2, 3} e B = {2, 3, 4, 5}, então A  B ou B Š A,
` A sala de aula está vazia. pois todos os elementos de A são também de B.
Ilustração:
Qual seria o conjunto formado pelos alunos que
estão assistindo à aula nesta sala? Aé
B subconjunto
Como não existem alunos assistindo à aula na sala, A de B
este conjunto é um conjunto vazio. 4
2 3
Para representar um conjunto vazio, existem as duas
5
maneiras a seguir:
∅ {}
ou Se nem todo elemento de A ou nenhum elemento
conjunto vazio conjunto vazio de A for elemento de B, diz-se que A não está contido
Não se pode representar um conjunto vazio por em B e denota-se por A Œ B. Estaria também correto
{‡}. O conjunto {‡} é um conjunto unitário com o escrever B A, ou B não contém A.
elemento ‡.

2 Extensivo Terceirão
Aula 01

Exemplo 2: Exemplo:
Se A = {2, 3, 4, 5, 9} e B = {2, 3, 4, 6, 7, 8}, então A ⊄ B, Os conjuntos A = {2, 5, 7, 8} e B = {8, 2, 7, 5} são iguais
pois, por exemplo, 5 ∈ A mas 5 ∉ B. porque são formados pelos mesmos elementos. Além
Ilustração: disso, verifica-se também que todos os elementos de A
A não é
são de B, e que todos os elementos de B são de A. Logo,
subconjunto A ⊂ B e B ⊂ A.
A de B
B
6 2
5 Operações entre conjuntos
7 3

8
4
9
União de conjuntos
Dados os conjuntos A e B, define-se como união
dos conjuntos A e B o conjunto A ‰ B, formado por
todos os elementos pertencentes a A ou a B.
Observações: A ‰ B = {x / x  A ou x  B}
• Todo conjunto A é subconjunto dele próprio,
ou seja:
AA A união B

A está contido em A A palavra “ou” utilizada na definição de união de


Isto ocorre porque os dois conjuntos são conjunto está sendo empregada no sentido inclusivo.
iguais. Assim, todo elemento de A será também Assim, pertencer a A, ou a B, é o mesmo que pertencer a
elemento de A. A, ou a B ou a ambos.
• O conjunto vazio é subconjunto de qualquer Exemplo 1:
conjunto A, ou seja: Sendo A = {1; 2; 5} e B = {7; 8; 9}, obtenha A ∪ B:
‡ A A ∪ B = {1; 2; 5} ∪ {7; 8; 9}
A ∪ B = {1; 2; 5; 7; 8; 9}
O conjunto vazio está contido em A.
Essa última observação deve-se ao fato de
que é impossível representar algum elemento Elementos de A ou de B
de ‡ que não pertença ao conjunto A. Logo,
Observe que todos os elementos de A e todos os
como não existe elemento de ‡ que não seja
elementos de B estão em A ∪ B:
de A, pois ‡ não possui elementos, obrigatoria-
mente ‡ A. Ilustração:
A B
1 7
8
2
Igualdade de conjuntos 5 9

A‰B
Dois conjuntos são iguais quando apresentam 1 7
os mesmos elementos. Pode-se dizer também que 2 8
dois conjuntos, A e B, são iguais se, e somente se, 5 9
A  B e B  A. Em símbolos, pode-se escrever:
Exemplo 2:
A=B œ AB e BA
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {2; 5; 7; 8}, obtenha A ∪ B:
A ∪ B = {1; 2; 5} ∪ {2; 5; 7; 8}
Aé A está B está
se, e A ∪ B = {1; 2; 5; 7; 8}
igual contido contido
somente se,
aB em B em A
Elementos de A ou de B

Matemática 1B 3
Observe que existem elementos que pertencem a A A∩B=∅
e a B ao mesmo tempo:
Não existe elemento em comum.
Ilustração:
A B Ilustração:
2 7
1 A B
5 8
1 7 8
2
5 9

A‰B
2 AˆB=∅
1
7 8
5
Exemplo 2:
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {2; 5; 7; 8}, obtenha A ∩ B:
Exemplo 3:
A ∩ B = {1; 2; 5} ∩ {2; 5; 7; 8}
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {1; 2; 5; 7; 8}, obtenha A ∪ B:
A ∩ B = {2; 5}
A ∪ B = {1; 2; 5} ∪ {1; 2; 5; 7; 8}
A ∪ B = {1; 2; 5; 7; 8} = B
Elementos de A e de B
Observe que A é subconjunto de B:
Ilustração: Ilustração:
B A B
7 7
A 2
1
2 8 5 8
1
5
A‰B
1 7
2
8
5 AˆB
2
5

Observações:
• Se A  B, então A ‰ B = B
Exemplo 3:
• A ‰∅ = A
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {1; 2; 5; 7; 8}, obtenha A ∩ B:
• A‰A=A
A ∩ B = {1; 2; 5} ∩ {1; 2; 5; 7; 8}
A ∩ B = {1; 2; 5} = A

Intersecção de conjuntos Ilustração:


B
A 7
1
Dados os conjuntos A e B, define-se como inter- 2 5 8
secção dos conjuntos A e B o conjunto A ˆ B, for-
mado por todos os elementos pertencentes a A e a AˆB
B simultaneamente. 1
2
A ˆ B = {x / x  A e x  B} 5

A intersecção B

Observações:
Observe os exemplos:
• Se A  B, então A ˆ B = A
Exemplo 1:
• A ˆ∅ = ∅
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {7; 8; 9}, obtenha A ∩ B:
• AˆA=A
A ∩ B = {1; 2; 5} ∩ {7; 8; 9}

4 Extensivo Terceirão
Aula 01

Diferença de conjuntos Exemplo 3:


Sendo A = {1; 2; 5} e B = {1; 2; 5; 7; 8}, obtenha A – B:
A diferença entre dois conjuntos não tem exatamente A – B = {1; 2; 5} – {1; 2; 5; 7; 8}
o mesmo significado do resultado de uma subtração de
números, por exemplo. É a ideia referente aos elementos A–B=∅
que estão num conjunto, mas não estão no outro.
Não existe elemento de A que não seja também elemento de B.
Observe a definição:

Dados os conjuntos A e B, define-se como dife- Observações:


rença entre A e B, nesta ordem, o conjunto A – B • A–∅=A
formado pelos elementos que pertencem a A e não • A–A=∅
pertencem a B.
• ∅–A=∅
A – B = {x / x  A e x  B}

A menos B
Complementar de um conjunto
Se A está contido em B, os elementos de B que não
Vamos exemplificar:
pertencem a A formam o conjunto complementar de
Exemplo 1: A em relação a B. Ou seja, o complementar de A em
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {7; 8; 9}, obtenha A – B: relação a B, que representa-se por CBA, é o conjunto B – A.
A – B = {1; 2; 5} – {7; 8; 9} Em símbolos:
A – B = {1; 2; 5} implica que B menos A

Elementos que estão em A e não em B. AB Ÿ CBA = B–A


Ilustração:
A B A está contido complementar de
1 7 em B A em relação a B
2 8
5 9 Ilustração:
B

A
A–B
1
2
5

Exemplo 2:
Sendo A = {1; 2; 5} e B = {2; 5; 7; 8}, obtenha A – B:
Complementar
A – B = {1; 2; 5} – {2; 5; 7; 8} de A em
relação a B
A – B = {1}
Ilustração: Exemplo 1:
A B Sendo A = {2; 4; 7} e B = {2; 3; 4; 5; 6; 7},
2 7 obtenha CBA :
1
5 8 Como A  B, temos:
CBA = B – A
A
CB = {2; 3; 4; 5; 6; 7} – {2; 4; 7}
A–B
CBA = {3; 5; 6}
1

Todos os elementos de B que não são de A.

Matemática 1B 5
Observe que só faz sentido falar em complementar Por meio de diagramas, vamos exemplificar a última
quando um conjunto é subconjunto do outro. propriedade distributiva:
Exemplo 2:
A B
Sendo A = {3; 5; 7} e B = {3; 5; 7}, determine CBA :
CBA = B – A
CBA = {3; 5; 7} – {3; 5; 7}
CBA = ∅ A ˆ (B ‰ C)

Não existe elemento de B que não seja também de A.

C
Propriedades dos conjuntos
Dados três conjuntos, A, B e C, valem as seguintes
A B
propriedades:
Comutativas
• A∪B=B∪A
• A∩B=B∩A
Associativas
• (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) (A ˆ B) ‰ (A ˆ C)
• (A ∩ B) ∩ C = A ∩ (B ∩ C) C
Distributivas
• A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) Os conjuntos sombreados são iguais, ou seja,
• A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C).

Situações para resolver


01. Com relação ao conjunto A = {1; 2; 3}, marque V ou F conforme a afirmação seja verdadeira ou falsa, respectivamente.
( ) 1∈A ( ) 1⊂A ( ) 2⊂A ( ) {3} ⊂ A ( ) ∅∈A ( ) ∅⊂A
02. Com relação ao conjunto A = {1; {1}; ∅}, marque V ou F conforme a afirmação seja verdadeira ou falsa, respectivamente.
( ) 1∈A ( ) {1} ∈ A ( ) {1} ⊂ A ( ) {{1}} ⊂ A ( ) ∅∈A ( ) ∅⊂A
03. Considerando os subconjuntos A = {1; 2; 3} e B = {2; 3; 4; 5}, do conjunto universo U = {0; 1; 2; 3; 4; 5}, determine o
conjunto

a) A ∪ B; b) A ∩ B; c) B\A; d) B.

04. Sabendo que A, B e C são conjuntos não disjuntos, em cada ilustração destaque a região correspondente ao con-
junto indicado.
a) A ∩ B ∩ C b) B ∩ C c) A – (B ‰ C)
A B A B A B

C C C

6 Extensivo Terceirão
Aula 01

Testes
Assimilação Aperfeiçoamento
01.01. (ITA – SP ) – Considere as seguintes afirmações sobre 01.05. (UFSJ – MG) – Dados três conjuntos A, B e C, não
o conjunto U = {0, 1, 2, 3, 4 , 5, 6, 7, 8, 9}: vazios, com A ⊂ B e A ⊂ C, então, é sempre CORRETO
I. ∅ ∈U e n(U) = 10 afirmar que:
II. ∅ ⊂ U e n(U) = 10 a) B = C
III. 5 ∈U e {5} ⊂ U b) A ⊂ {B ∩ C}
IV. {0, 1, 2, 5} ∩ {5} = 5 c) B ⊂ C
d) A = (B ∩ C)
Pode-se dizer, então, que é (são) verdadeira(s)
a) apenas I e III. 01.06. (ITA – SP) – Sejam A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {–1, –2, –3, –4, –5}.
b) apenas II e IV. Se C = { xy : x ∈A e y ∈B}, então o número de elementos
c) apenas II e III. de C é
d) apenas IV. a) 10.
e) todas as afirmações. b) 11.
c) 12.
01.02. (UFF – RJ) – Dado o conjunto P = {{ 0}, 0, ∅, {∅}}, d) 13.
considere as afirmativas:
e) 14.
I. {0} ∈ P
II. {0} ⊂ P 01.07. (MACK – SP) – Se A e B são subconjuntos de U e A’ e B’
III. ∅ ∈ P seus respectivos complementares em U, então
Com relação a estas afirmativas conclui-se que: (A ∩ B) ∪ (A ∩B ’) é igual a:
a) A’
a) Todas são verdadeiras.
b) B’
b) Apenas a I é verdadeira.
c) B
c) Apenas a II é verdadeira.
d) A
d) Apenas a III é verdadeira.
e) A’ – B’
e) Todas são falsas.
01.08. (IFCE) – A quantidade de subconjuntos X que satis-
01.03. (PUCRJ) – Sejam x e y números tais que os conjuntos
fazem a inclusão {1, 2} ⊂ X ⊂ {1, 2, 3, 4 } é
{1, 4, 5} e {x, y, 1} sejam iguais. Então, podemos afirmar que:
a) 4.
a) x = 4 e y = 5
b) 5.
b) x ≠ 4
c) 3.
c) y ≠ 4
d) 2.
d) x + y = 9
e) 1.
e) x < y
01.09. (PUCPR) – As afirmações a seguir são verdadeiras:
01.04. (UFSJ – MG) –Na figura, R é um retângulo, T é um
triângulo e H é um hexágono. Todo maratonista gosta de correr na rua.
Existem maratonistas que são pouco disciplinados.
Dessa forma, podemos afirmar que:
a) Algum maratonista pouco disciplinado não gosta de
correr na rua.
b) Algum maratonista disciplinado não gosta de correr na
rua.
Então, é CORRETO afirmar que a região destacada em cinza c) Todo maratonista que gosta de correr na rua é pouco
é dada por: disciplinado.
a) (H – T) ∩ R d) Todo maratonista pouco disciplinado não gosta de correr
b) T – H na rua.
c) (R ∩ T) – (T ∩ H) e) Algum maratonista que gosta de correr na rua é pouco
d) (R ∩ T) disciplinado.

Matemática 1B 7
01.10. (UFSJ – MG) – O diagrama que representa o conjunto 01.12. (UEL – PR) – É comum representar um conjunto pelos
[(A ∩ B) − C] ∪ [(C ∩ B) − A ] é: pontos interiores a uma linha fechada e não entrelaçada.
A Esta representação é chamada de diagrama de Venn.
Considere quatro conjuntos não vazios A, B, C e D. Se A ⊄ C,
a) C ⊄ A, B ⊃ (A ∪ C) e D ⊂ (A ∩ C), então o diagrama de Venn
B
que representa tal situação é:
B
C D
A a) A C
b)
B

C
C
A b) A D B
c)
B

C
A c) A D C
d) B
B

B
C D
d) A C

Aprofundamento
01.11. (ALBERT EINSTEIN – SP) – Sejam A, B e C subconjun-
tos do conjunto dos números naturais  = {0, 1, 2, 3, 4 , …},
e) A C B
de modo que:
– A é o conjunto dos números de 3 algarismos, todos dis- D
tintos.
– B é o conjunto dos números que possuem exatamente 01.13. (IME – RJ) – Dados três conjuntos quaisquer F, G e
1 algarismo 5. H, o conjunto G – H é igual ao conjunto:
– C é o conjunto dos números pares. a) (G ∪ F) − (F − H)
E sejam os conjuntos: b) (G ∪ H) − (H − F)
P = A∩C c) (G ∪ (H − F)) ∩ H
Q = A C ∩B C d) G ∪ (H ∩ F)
R = B∪CC e) (H ∩ G) ∩ (G − F)
onde a notação X C indica o conjunto complementar do
conjunto X.
São elementos respectivos dos conjuntos P, Q e R os nú-
meros
a) 204 , 555, 550
b) 972, 1234 , 500
c) 1234 , 505, 5555
d) 204 , 115, 550

8 Extensivo Terceirão
Aula 01

01.14. (ESPM – SP) – Considere os seguintes subconjuntos 01.16. (FATEC – SP) – Entre as pessoas que compareceram à
de alunos de uma escola: festa de inauguração da FATEC Pompeia, estavam alguns dos
A: alunos com mais de 18 anos amigos de Eduardo. Além disso, sabe-se que nem todos os
B: alunos com mais de 25 anos melhores amigos de Eduardo foram à festa de inauguração.
Considere:
C: alunos com menos de 20 anos
F: conjunto das pessoas que foram à festa de inauguração.
Assinale a alternativa com o diagrama que melhor representa
esses conjuntos. E: conjunto dos amigos de Eduardo.
M: conjunto dos melhores amigos de Eduardo.
Com base nessas informações assinale a alternativa que con-
a) tém o diagrama de Euler-Venn que descreve corretamente
C
A a relação entre os conjuntos.
B
M
E F
b) a)
C
A
B

c) F
C E M
B
A
b)

d)
C
B
A

F
E
e) M
c)
C
A B

01.15. (INSPER – SP) – Dentro de um grupo de tradutores


de livros, todos os que falam alemão também falam inglês,
mas nenhum que fala inglês fala japonês. Além disso, os dois E
únicos que falam russo também falam coreano. Sabendo que M
todo integrante desse grupo que fala coreano também fala d) F
japonês, pode-se concluir que, necessariamente,
a) todos os tradutores que falam japonês também falam russo.
b) todos os tradutores que falam alemão também falam
coreano.
c) pelo menos um tradutor que fala inglês também fala
coreano. F E
d) nenhum dos tradutores fala japonês e também russo.
e) nenhum dos tradutores fala russo e também alemão. e)
M

Matemática 1B 9
01.17. (ITA – SP) – Considere as afirmações a seguir relativas a conjuntos A, B e C quaisquer.
I. A negação de x ∈ A ∩ B é: x ∉A ou x ∉B
II. A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C)
III. (A \ B) ∪ (B \ A ) = (A ∪ B) \ (A ∩ B)
Destas, é (são) falsa(s)
a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas I e III. e) nenhuma.

01.18. (UFLA – MG) – Um modo prático e instrutivo de ilustrar as relações entre conjuntos é por meio dos chamados dia-
gramas de linhas.
B

Se A é um subconjunto de B, A ⊂ B, o diagrama é da forma

A B C
C

Se A ⊂ B ⊂ C: B Se A ⊂ B, A ⊂ C, B ⊄ C e C ⊄ B: A

A
Uma outra forma de expressar tais relações é o diagrama de Venn. Nas opções abaixo, o diagrama de Venn está relacionado
ao diagrama de linhas. Assinale a opção INCORRETA.
D D
B
a) A
A C B

C
C

B
b) A C
D
D

A B
D
D

c) C B A B
A

C
D

A B
d)
D
C A
C
B
D

D
e) A B B
C C

A
10 Extensivo Terceirão
Aula 01

Desafio
01.19. (ITA – SP) – Sejam A, B e C subconjuntos de um conjunto universo U. Das afirmações:
I. A \ (B ∩ C) = (A \ B) ∪ (A \ C);
II. (A ∩ C) \ B = A ∩ B C ∩ C;
III. (A \ B) ∩ (B \ C) = (A \ B) \ C,
é(são) verdadeira(s)
a) apenas I. b) apenas II. c) apenas I e II. d) apenas I e III. e) todas.

01.20. (IME – RJ) – Considere os conjuntos A, B, C e D, não vazios, contidos no mesmo conjunto universo U. A simbologia
F representa o complemento de um conjunto F em relação ao conjunto U.
Assinale a opção correta.
a) Se A ∩ D ⊂ C e B ∩ D ⊂ C então A ∩ B ⊂ C
b) [(A ∩ B ∩ C) ∪ ( A ∩ B ∩ C)] ∩ (A ∩ B ∩ C) = (A ∩ B)
c) (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) = (A ∩ B ∩ C)
d) (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) ∪ (A ∩ B ∩ C) = (A ∩ B) ∪ (B ∩ C) ∪ (A ∩ C)
e) Se A ⊂ C e B ⊂ C então A ∪ B ⊂ C

Gabarito
01.01. c 01.11. b
01.02. a 01.12. c
01.03. d 01.13. c
01.04. c 01.14. d
01.05. b 01.15. e
01.06. e 01.16. e
01.07. d 01.17. e
01.08. a 01.18. b
01.09. e 01.19. c
01.10. b 01.20. e

Matemática 1B 11
Matemática
Aula 02 1B
Conjuntos II

Conjunto das partes de um Neste exemplo, o conjunto C tem 3 elementos, e o


conjunto P(C) tem 8 elementos.
conjunto Todos os subconjuntos de um conjunto A são ele-
Na aula anterior, você observou que existem conjun- mentos de P(A). Isso mostra que um conjunto pode ser
tos que admitem subconjuntos. Agora, vamos conside- elemento de outro conjunto.
rar todos os subconjuntos possíveis de um determinado Assim, por exemplo, sendo
conjunto.
A = {1; 2} e P(A) = {{1}; {2}; {1; 2}; ∅}, tem-se:
Dado um conjunto A qualquer, pode-se obter {1} ⊂ A e {1} ∈ P(A)
um outro conjunto, cujos elementos são todos os
possíveis subconjuntos (ou partes) do conjunto A. subconjunto de A elemento de P(A)
Esse conjunto, representado por P(A), é denomi-
nado conjunto das partes de A. Esses exemplos ilustram o fato de que os conjuntos
podem conter outros conjuntos como elementos. Uma
Exemplo 1: cesta de frutas pode ser vista como um conjunto cujos
elementos são as frutas da cesta. Por outro lado, em
Sendo A = {2}, tem-se P(A) = {{2}; ∅}. um piquenique, poderíamos considerar o conjunto de
todas as cestas de frutas do piquenique. Neste caso,
elemento de A
subconjuntos de A ou cada cesta de fruta seria um elemento do conjunto
elementos de P(A)
das cestas do piquenique. Fica claro, portanto, que o
Neste exemplo, o conjunto A tem 1 elemento e o conjunto das cestas de frutas é formado por elementos
conjunto P(A) tem 2 elementos. que são conjuntos de frutas.
Observe que o conjunto vazio sempre pertencerá
ao conjunto P(A), pois ∅ é subconjunto de qualquer
conjunto. Observação:
Exemplo 2: Se um conjunto A tem 3 elementos, por
Sendo B = {2; 5}, o conjunto das partes de B é exemplo, então P(A) tem 2 . 2 . 2 = 23 = 8 ele-
mentos.
elementos de B Raciocinando de forma que cada elemento de
P(B) = {{2}; {5}; {2; 5}; ∅}. um conjunto pode pertencer ou não pertencer
a um dado subconjunto, podemos generalizar
uma propriedade que relaciona a quantidade de
subconjuntos de B ou elementos com a quantidade de subconjuntos.
elementos de P(B)

Observe que o conjunto B tem 2 elementos, e o


conjunto P(B) tem 4 elementos.
Exemplo 3: Em geral, se um conjunto A tem n elementos, poderão
ser formados 2 . 2 . 2 . ... . 2 = 2n subconjuntos de A:
Se C = {2; 5; 6}, o conjunto das partes de C é

elementos de C
n vezes o fator 2
P(C) = {{2}; {5}; {6}; {2; 5}; {2; 6}; {5; 6}; {2; 5; 6}; ∅}. n elementos
A
subconjuntos de C ou elementos de P(C) 2n subconjuntos

12 Extensivo Terceirão
Aula 02

Número de elementos da Produto cartesiano


união de conjuntos A ideia de produto cartesiano surgiu com o
matemático francês René Descartes (1596 - 1650), que
Considere o conjunto A = {a; b; c; d; e}. Represen- revolucionou o conhecimento com suas
tando por n(A) o número de elementos do conjunto A e teorias.
observando que o conjunto A tem 5 elementos, pode-se
Em outras aulas, teremos
escrever n(A) = 5.
a oportunidade de estudar

Nilson Muller. 2008. Digital.


Observe o diagrama a seguir representando os con- algumas das consequências
juntos A = {a; b; c; d; e} e B = {d; e; f; g}. das ideias desse ilustre filó-
AˆB sofo e matemático. Por hora,
vamos observar apenas o que
A B é produto cartesiano e sua
representação geométrica.
a f
b d

c e g
Dados dois conjuntos A e B, define-se o produ-
to cartesiano de A por B, representado por A x B,
ao conjunto formado por todos os pares da forma
(x, y), em que x  A e y  B.
A‰B A x B = {(x, y)/x  A e y  B}
Da figura, pode-se verificar que: A cartesiano B
n(A) = 5 n(A ∩ B) = 2
n(B) = 4 n(A ∪ B) = 7 Exemplo 1:
Vamos estabelecer uma relação entre o número de Sendo A = {1; 3} e B = {2; 4; 5}, obtenha A x B e B x A:
elementos de cada um dos conjuntos anteriores:
• A x B = {(1; 2); (1; 4); (1; 5); (3; 2); (3; 4); (3; 5)}
n(A ‰ B) = n(A) + n(B) – n(A ˆ B)
• B x A = {(2; 1); (2; 3); (4; 1); (4; 3); (5; 1); (5; 3)}
7 = 5 + 4 – 2 Observe que os elementos de A x B ou de B x A são
Pode-se provar que essa última relação é válida para pares ordenados. A cada um desses pares ordenados é
quaisquer conjuntos finitos A e B. possível associar um ponto em um plano cartesiano.
Resumindo, temos: Se dividirmos um plano qualquer por dois eixos
perpendiculares e orientados, poderemos associar, a
cada ponto desse plano, um par ordenado de valores.
O número de elementos de A ∪ B é o número de Esse par de valores indicará a posição, nesse plano, de
elementos de A somado ao número de elementos um ponto correspondente.
de B diminuído do número de elementos de A ˆ B, O eixo horizontal será o eixo das abscissas; o vertical,
ou seja: o eixo das ordenadas.
n(A ‰ B) = n(A) + n(B) – n(A ˆ B)
y
Eixo das ordenadas

Observações: Eixo das abscissas

1. Se A e B são conjuntos disjuntos, ou seja,


A ˆB = ‡, tem-se que n(A ‰ B) = n(A) + n(B), 0 x
pois n(A ˆ B) = 0.
Origem
2. Para quaisquer três conjuntos A, B e C, pode-
A seta indica a
-se provar que: orientação positiva.
n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C) – n(A ∩ B) –
– n(A ∩ C) – n(B ∩ C) + n(A ∩ B ∩ C) Para localizarmos pontos, usamos uma mesma uni-
dade de medida das coordenadas.

Matemática 1B 13
Exemplo 2: Observe a representação, no plano cartesiano, de A
Localize, no plano cartesiano, os pontos correspon- x B e B x A, apresentados no exemplo 1:
dentes aos pares ordenados A(–2; 4); B(–3; –2); C(0; –4);
D(3; 1); E(4; 0); F(–1; 0); G(2; 2) e H(1; –3)

• A x B = {(1; 2); (1; 4); (1; 5); (3; 2); (3; 4); (3; 5)}
• B x A = {(2; 1); (2; 3); (4; 1); (4; 3); (5; 1); (5; 3)}

Observações:
Em geral, A x B z B x A, como pode ser visto
O produto cartesiano pode ser estendido para mais
no exemplo anterior.
do que dois conjuntos. Caso se efetuasse o produto
cartesiano A x B x C, o conjunto resultante seria formado O número de elementos de A x B é o produto
por elementos que teriam três coordenadas, ou seja, do número de elementos de A pelo número de
elementos de B:
seriam elementos da forma (x, y, z), em que x  A,
y  B e z  C. n(A x B) = n(B x A) = n(A) . n(B)
Apesar de A x B ser, em geral, diferente de
B x A, ambos têm sempre o mesmo número de
elementos (pares ordenados).

Situações para resolver


01. Sejam os conjuntos A = {1; 2; 3} e B = {2; 3; 4; 5}. Distribua corretamente os elementos dos dois conjuntos no dia-
grama abaixo.
A B

02. Os 1800 alunos de uma escola foram pesquisados quanto aos gostos pelas disciplinas da área de exatas: Matemática
(M), Física (F) e Química (Q). A tabela a seguir indica quantos estudantes gostam dessas disciplinas.

Disciplina M F Q MeF FeQ MeQ M, F e Q

Número de estudantes 400 1220 1080 220 800 180 100

14 Extensivo Terceirão
Aula 02

Por meio desses dados, é correto afirmar que o número de estudantes que não gostam de nenhuma das três dis-
ciplinas é:
a) 100 b) 200 c) 900 d) 1200 e) 1650

03. (UFPR) – Um concurso foi constituído de apenas 2 questões. 60 candidatos acertaram somente uma das questões,
52 acertaram a segunda questão, 20 acertaram ambas e 42 erraram a primeira questão. Pode-se afirmar que a quan-
tidade de candidatos que fizeram a prova era de:
a) 120 b) 110 c) 100 d) 90 e) 80

04. Quantos subconjuntos possui o conjunto A = {1; 2; 3}?


a) 6 b) 7 c) 8 d) 9 e) 16

Testes
02.02. (UNICAMP – SP) – Sabe-se que, em um grupo de 10
Assimilação pessoas, o livro A foi lido por 5 pessoas e o livro B foi lido por
4 pessoas. Podemos afirmar corretamente que, nesse grupo,
02.01. (UDESC) – Seja X um conjunto com 6 elementos
a) pelo menos uma pessoa leu os dois livros.
distintos e seja P(X) o conjunto das partes de X. O número
de elementos de P(X) é: b) nenhuma pessoa leu os dois livros.
a) 62 c) pelo menos uma pessoa não leu nenhum dos dois livros.
b) 64 d) todas as pessoas leram pelo menos um dos dois livros.
c) 6
d) 7
e) 63

Matemática 1B 15
02.03. (UERJ) – Crianças de uma escola participaram de
uma campanha de vacinação contra a paralisia infantil e o Aperfeiçoamento
sarampo. Após a campanha, verificou-se que 80% das crian-
ças receberam a vacina contra a paralisia, 90% receberam a 02.05. (UECE) – Em um grupo de 300 alunos de línguas es-
vacina contra o sarampo, e 5% não receberam nem uma, trangeiras, 174 alunos estudam inglês e 186 alunos estudam
nem outra. chinês. Se, neste grupo, ninguém estuda outro idioma além
do inglês e do chinês, o número de alunos deste grupo que
Determine o percentual de crianças dessa escola que rece-
se dedicam ao estudo de apenas um idioma é
beram as duas vacinas.
a) 236.
b) 240.
c) 244.
d) 246.

02.06. (PUCPR) – Sejam A, B e C 3 conjuntos finitos.


02.04. (UFPR) – Em uma pesquisa de opinião, eleitores Sabendo-se que A ∩ B tem 20 elementos, B ∩ C tem 15
foram perguntados se recordavam em quais candidatos a elementos e A ∩ B ∩ C tem 8 elementos, então o número
deputado (federal e estadual) haviam votado nas últimas de elementos de (A ∪ C) ∩ B é:
eleições. Num grupo de 2018 eleitores entrevistados, a) 27
constatou-se que: b) 13
1) 1492 eleitores recordavam para qual candidato a deputado c) 28
federal haviam votado; d) 35
2) 1278 eleitores recordavam para qual candidato a deputado e) 23
estadual haviam votado;
3) 347 eleitores não recordavam nenhum dos candidatos 02.07. (ESPM – SP) – Em uma aula de Matemática, o
em que haviam votado. professor propôs 2 problemas para serem resolvidos pela
turma. 76% dos alunos resolveram o primeiro problema, 48%
a) Quantos desses eleitores entrevistados se recordavam resolveram o segundo e 20% dos alunos não conseguiram
de pelo menos um candidato (deputado estadual ou resolver nenhum dos dois. Se apenas 22 alunos resolveram
deputado federal) em que haviam votado? os dois problemas, pode-se concluir que o número de alunos
b) Quantos eleitores recordavam os dois candidatos (de- dessa classe é:
putado federal e estadual) em que haviam votado? E a) maior que 60
quantos recordavam apenas o candidato a deputado b) menor que 50
federal e apenas o candidato a deputado estadual em c) múltiplo de 10
que haviam votado? d) múltiplo de 7
Coloque os resultados obtidos na tabela abaixo. e) ímpar
Recordaram os votos Eleitores
Para ambos os cargos
(deputado federal e estadual)
Apenas para deputado estadual
Apenas para deputado federal
02.08. (PUCRS) – Numa escola de idiomas, 250 alunos estão
matriculados no curso de inglês, 130 no de francês e 180 no
de espanhol. Sabe-se que alguns desses alunos estão matri-
culados em 2, ou até mesmo em 3 desses cursos. Com essas
informações, pode-se afirmar que o número de alunos que
estão matriculados nos três cursos é, no máximo,
a) 130
b) 180
c) 250
d) 310
e) 560
16 Extensivo Terceirão
Aula 02

02.09. (UDESC) – Uma pesquisa sobre os fatores que in- Se o total de funcionários da empresa for 260, determine o
fluenciam na escolha de um livro para leitura foi realizada número de funcionários que não se alimentam com proteína
em um grupo de 80 pessoas. Elas foram questionadas se na animal em nenhuma das refeições.
hora de escolher um livro levavam em consideração o gênero
de sua preferência, a indicação de amigos ou as listas dos
mais vendidos, sendo que poderiam optar por uma, duas
ou as três opções.
Ninguém respondeu ser influenciado apenas por listas dos
mais vendidos, mas 20 pessoas responderam levar esse fator
em consideração. Além disso, 28 responderam considerar
apenas o gênero de sua preferência, enquanto 5 disseram
que as três opções influenciam suas decisões.
Sabendo, ainda, que o número de pessoas que se baseiam
apenas nas indicações dos amigos é igual aos que disseram Aprofundamento
levar em consideração apenas as indicações dos amigos e
o gênero de sua preferência, então pode-se afirmar que a 02.11. (ITA – SP) – Considere que n(X) representa o número
quantidade de pessoas que seguem apenas as indicações de elementos de um conjunto X. Assim, Se A, B e C forem con-
de amigos é: juntos tais que n(A ∪ B) = 23, n(B − A ) = 12, n(C − A ) = 10,
a) 13 n(B ∩ C) = 6 e n(A ∩ B ∩ C) = 4 , então o número total de
b) 10 elementos do conjunto (A ∪ B ∪ C) é:
c) 16 a) 21
d) 32 b) 27
e) 8 c) 31
d) 29
e) 32

02.12. (FUVEST – SP) – Dentre os candidatos que fizeram


provas de matemática, português e inglês num concurso, 20
obtiveram nota mínima para aprovação nas três disciplinas.
Além disso, sabe-se que:
I. 14 não obtiveram nota mínima em matemática;
02.10. (UFSC) – Preocupado com a saúde de seus funcio- II. 16 não obtiveram nota mínima em português;
nários, o dono de uma empresa realizou uma pesquisa sobre III. 12 não obtiveram nota mínima em inglês;
os hábitos alimentares de seus empregados. Ele constatou IV. 5 não obtiveram nota mínima em matemática e em
que todos se alimentam ao menos uma vez ao dia e que, português;
devido à rotina familiar e de trabalho, os únicos momentos V. 3 não obtiveram nota mínima em matemática e em
de alimentação são: café da manhã, almoço e jantar. Os inglês;
funcionários deveriam responder quando se alimentavam VI. 7 não obtiveram nota mínima em português e em inglês e
com algum tipo de proteína de origem animal. A pesquisa VII. 2 não obtiveram nota mínima em português, matemática
revelou que: e inglês.
– 12 ingerem algum tipo de proteína animal apenas no café A quantidade de candidatos que participaram do concurso
da manhã; foi
– 17 ingerem algum tipo de proteína animal apenas no jantar;
a) 44.
–147 ingerem algum tipo de proteína animal no almoço;
b) 46.
– 97 ingerem algum tipo de proteína animal no café da
c) 47.
manhã e no almoço;
d) 48.
– 94 ingerem algum tipo de proteína animal no café da
manhã e no jantar; e) 49.
– 87 ingerem algum tipo de proteína animal no almoço e
no jantar; e
– 66 ingerem algum tipo de proteína animal no café da
manhã, no almoço e no jantar.

Matemática 1B 17
02.13. (UEPG – PR) – Interessado em lançar os modelos A, 02.15. (UEL – PR) – Sejam os conjuntos A e B tais que
B e C de sandálias, em uma determinada região do estado, A × B = {( −1; 0); (2 ; 0); ( −1; 2); (2 ; 2); ( −1; 3); (2; 3)}. O núme-
foi realizada uma pesquisa sobre a preferência de compra ro de elementos do conjunto A ∩ B é:
dos moradores, a qual apresentou os seguintes resultados: a) 0
– 600 moradores comprariam apenas o modelo A; b) 1
– 1.000 moradores comprariam apenas o modelo B; c) 2
– 1.400 moradores comprariam apenas o modelo C; d) 3
– 100 moradores comprariam apenas os modelos A e B; e) 4
– 200 moradores comprariam apenas os modelos A e C; 02.16. (UEPG – PR) – Os N alunos de uma turma realizaram
– 300 moradores comprariam apenas os modelos B e C; uma prova com apenas duas questões. Sabe-se que 37
– 100 moradores comprariam qualquer um dos três modelos; alunos acertaram somente uma das questões, 33 acertaram
a primeira questão, 18 erraram a segunda e 20 alunos acer-
– 1.300 moradores não comprariam nenhum dos três
taram as duas questões. Se nenhum aluno deixou questão
modelos.
em branco, assinale o que for correto.
A partir do que foi exposto, assinale o que for correto. 01) N é um número múltiplo de 4.
01) O modelo A tem a preferência de menos que 17% dos 02) 30 alunos erraram a primeira questão.
moradores. 04) N > 60.
02) 70% dos moradores não comprariam o modelo B. 08) 5 alunos erraram as duas questões.
04) 14% dos moradores comprariam pelo menos dois dos
modelos oferecidos.
08) Mais do que 50% dos moradores não comprariam os
modelos A ou C.
16) O modelo C é o de maior preferência.

02.17. (PUCPR) – Considere que uma pessoa possui uma


única nacionalidade e que em uma comunidade os indivídu-
os se dividem em três nacionalidades: A, B e C. Se 70 elemen-
tos da comunidade pertencem ao grupo de nacionalidade
A, 420 elementos não pertencem à nacionalidade C, e 70%
da comunidade são de nacionalidade B, então pode-se
afirmar que o número de elementos da comunidade é:
a) 560.
b) 420.
02.14. (UECE) – Em um grupo de 200 estudantes, 98 são c) 470.
mulheres das quais apenas 60 não estudam comunicação. d) 500.
Se do total de estudantes do grupo somente 60 estudam
e) 520.
comunicação, o número de homens que não estudam esta
disciplina é
a) 60.
b) 80.
c) 85.
d) 75. 02.18. (MACK – SP) – Num grupo constituído de K pessoas,
das quais 14 jogam xadrez, 40 são homens. Se 20% dos ho-
mens jogam xadrez e 80% das mulheres não jogam xadrez,
então o valor de K é:
a) 62
b) 70
c) 78
d) 84
e) 90
18 Extensivo Terceirão
Aula 02

02.20. (UDESC) – Em um escola, uma pesquisa tinha por


Desafio objetivo classificar os seus 500 alunos etnicamente. Para
02.19. (ITA – SP) – Sejam A e B dois conjuntos disjuntos, isso, fez uma primeira pesquisa em que classificou os alunos
ambos finitos e não vazios, tais que em três categorias: feminino ou masculino; olhos claros ou
escuros; loiros ou morenos. Sabendo-se que cada aluno foi
n(P(A ) ∪ P(B)) + 1 = n(P(A ∪ B)).
incluído nas três categorias, os dados obtidos foram: 60% são
Então, a diferença n(A) – n(B) pode assumir do sexo feminino; 30% têm olhos claros e 55% são morenos.
a) um único valor. Além disso, o número de alunos de olhos escuros e do sexo
b) apenas dois valores distintos. masculino é igual ao total de alunos de olhos claros, todos
c) apenas três valores distintos. os alunos do sexo masculino de olhos escuros são morenos,
d) apenas quatro valores distintos. 50% dos alunos do sexo masculino de olhos claros são loiros
e 25 alunas do sexo feminino têm olhos claros e são loiras.
e) mais do que quatro valores distintos.
Com base nesses dados, assinale a alternativa correta.
a) O número de alunas do sexo feminino e de olhos claros
é menor que o número de alunas do sexo feminino e
morenas.
b) O número de alunas do sexo feminino e loiras é igual ao
número de alunos do sexo masculino.
c) As alunas do sexo feminino estão igualmente distribuídas
nas outras categorias.
d) Não há nenhuma aluna do sexo feminino morena com
olhos claros.
e) O número de alunos do sexo masculino de olhos claros e
morenos é igual ao número de alunos do sexo masculino
de olhos escuros e loiros.

Gabarito
02.01. b
02.02. c 02.08. a
02.03. 75% 02.09. c
02.04. a) 1671; 02.10. 56
02.11. c
b)
RECORDARAM OS VOTOS ELEITORES 02.12. e
Para ambos os cargos 02.13. 22 (02 + 04 + 16)
1099
(deputado federal e estadual) 02.14. b
Apenas para deputado estadual 179 02.15. b
02.16. 12 (04 + 08)
Apenas para deputado federal 393 02.17. d
02.18. b
02.05. b
02.19. a
02.06. a
02.20. b
02.07. c

Matemática 1B 19
Matemática
Aula 03 1B
Conjuntos numéricos

Introdução
Quando teriam aparecido os Para que servem os números?
números? Como teriam surgido? Seria muito difícil imaginar o mundo em que vivemos
sem a existência dos números. Como realizar operações
Nilson Muller. 2008. Digital.
financeiras sem o conhecimento de número? Como clas-
sificar os candidatos de um concurso vestibular sem utili-
zar notas ou escores? Sem os números, qualquer registro
numérico deveria ser substituído por alguma linguagem
escrita, acarretando dificuldades sem precedentes. A
própria existência do dinheiro, inclusive, seria uma ficção.
Os números servem para representar quantidades,
ordenar conjuntos, designar objetos ou pessoas, fazer
comparações, determinar medidas, desenvolver algorit-
mos e uma série de outras coisas. Acima de tudo, eles
servem para facilitar nossas vidas.
Esta aula tem por objetivo apresentar os conjuntos
Embora não seja possível precisar respostas para numéricos criados pelos humanos em toda a sua traje-
essas perguntas, podemos citar possíveis indícios tória. Enfocaremos os seguintes conjuntos numéricos:
históricos que nos levem a algumas ideias sensatas a
respeito. As primeiras noções relativas ao conceito de
número nos remetem aos primórdios da raça humana. • números naturais; • números irracionais;
Provavelmente essas noções começaram fazendo parte • números inteiros; • números reais.
da vida diária do homem, ocorrendo de forma gradual
• números racionais;
e constante com um início estimado há 300 000 anos.
Muito próximo, inclusive, ao começo do uso do fogo
pelo homem.
Nos dias de hoje, quando se sabe por meio da Ar- Números naturais
queologia que uma nova caverna contendo marcações Os primeiros números que surgiram foram os nú-
em ossos e riscos em paredes foi encontrada, vislum- meros naturais. Possivelmente, o surgimento deve-se a
bra-se uma maneira de entender como poderiam ter analogias que o homem primitivo fazia entre o número
ocorrido as primeiras contagens. de elementos de diferentes tipos de conjuntos. A com-
Os números devem ter surgido da necessidade de os paração permitia observar semelhanças e contrastes,
seres humanos fiscalizarem seus bens. Era a necessidade fundamentais para compreender quantidades. Através
de sobrevivência do mais apto. Os riscos em paredes, da observação da natureza que o cercava, ele podia
por exemplo, poderiam representar a quantidade de comparar, por exemplo, a quantidade de frutas que
animais abatidos numa determinada caça. coletava com a quantidade de dedos de suas mãos ou a
Alguns estudiosos afirmam, entretanto, que os nú- quantidade de pedras que encontrava no chão.
meros derivam de rituais religiosos primitivos nos quais
os participantes eram chamados em uma ordem espe-
cífica. Talvez a contagem tenha surgido para resolver o
Nilson Muller. 2008. Digital.

problema de ordenar essa participação. Nessa hipótese,


os números ordinais, relativos à ordem (primeiro, segun-
do, terceiro, etc.), teriam surgido antes dos cardinais,
relativos à quantidade (um, dois, três, etc.).
20 Extensivo Terceirão
Aula 03

A quantidade de elementos de um conjunto pode Os números inteiros foram criados para representar
ser representada por símbolos chamados de algaris- essas situações numéricas. A justificativa matemática
mos. A cada quantidade é associado um símbolo que é a seguinte: os números inteiros surgiram porque os
representa um número natural. O conjunto de todos os números naturais não eram “fechados” em relação à
números naturais é representado por N, em que: subtração, ou seja, nem sempre a subtração de dois
naturais resulta em um número natural.
N = {0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 11; ...}
Para representar o oposto de possuir uma certa
Como observou há muito tempo o grande filósofo quantidade, usamos o símbolo “–” antes do número
Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), o fato de a maior parte natural, criando assim uma representação dos números
das pessoas apresentarem dez dedos nas mãos fez com opostos dos naturais:
que o sistema decimal predominasse diante de outros oposto de 1 oposto de 3 oposto de 5
sistemas. O sistema de numeração decimal utiliza ape-
nas dez algarismos para representar qualquer número:
–1; –2; –3; –4; –5; –6; ...
0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8 e 9.

oposto de 2 oposto de 4 oposto de 6

Com isso, podemos definir o conjunto dos números


inteiros:
É importante saber
Cada algarismo tem um valor absoluto e um va-
lor relativo. O valor absoluto coincide com o valor Os números inteiros são todos os números naturais
atribuído ao algarismo, mas o valor relativo depen- e também os seus opostos. O conjunto formado pe-
de de sua posição no correspondente número. los números inteiros é representado por Z, em que:
Exemplo: Z = {...; – 4; –3; –2; –1; 0; 1; 2; 3; 4; ...}
7 2 9 5
5 O emprego da letra Z, para representar o conjunto
9 . 10 = 90 dos inteiros, deve-se ao fato de que Z é a primeira letra
2 . 100 = 200 da palavra Zahl, que em alemão significa número.
7 . 1 000 = 7 000
O número 7 295 pode ser lido da seguinte manei- Observações:
ra: “7 unidades de milhar, 2 centenas, 9 dezenas e Como todo número natural é inteiro, pode-se
5 unidades”. escrever que N ⊂ Z.
A soma dos valores relativos resulta no número Observe, a seguir, alguns subconjuntos do
correspondente: conjunto dos números inteiros:
7 295 = 7 000 + 200 + 90 + 5 • Conjunto dos números inteiros não negativos:
ou Z+ = {0; 1; 2; 3; 4; ...} = N
7 295 = 7 . 103 + 2 . 102 + 9 . 101 + 5 . 100 • Conjunto dos números inteiros não positivos:
É a forma polinomial de Z– = {...; – 4; – 3; – 2; – 1; 0}
escrever o número 7 295

Números racionais
Números inteiros
Vamos supor que, certa vez, em uma pizzaria, você
Os números naturais, em determinado momento, dividiu sua pizza em oito pedaços iguais. A figura a
difícil de precisar, tornaram-se insuficientes para repre- seguir ilustra a pizza e um de seus pedaços.
sentar quantidades perdidas, quantidades ausentes,
quantidades em débitos ou dívidas.
Como representar, por exemplo, numericamente o
resultado “3 – 8”?
Corel.

Embora “8 – 3” seja um número natural, o resultado


de “3 – 8” não é um número natural.

Matemática 1B 21
É possível dividir uma pizza em oito partes, mas
o conjunto dos números inteiros é insuficiente para
Números irracionais
representar tal divisão. Como a divisão de dois números Qual é a medida da diagonal de um quadrado de
inteiros nem sempre resulta um número inteiro, um lado medindo 1?
novo tipo de número tinha de ser criado. Surgia, assim, o
conjunto dos números racionais.

Define-se como número racional todo número que


d
é quociente entre dois números inteiros. Sendo Q o 1
conjunto dos números racionais, temos:
a
Q= b / a  Z e b  Z*

1
Para representar a parte retirada da pizza ou o resul- Pelo teorema de Pitágoras, obtém-se um valor que
tado da divisão de um inteiro (círculo) em oito partes, corresponde à raiz quadrada do número dois. Utilizando
1 uma calculadora, obtemos:
usamos o número racional .
8
d= 2
1 um oitavo ou uma das oito partes
em que o todo foi dividido
8 d = 2 = 1,41421356237
A parte restante da pizza (sete das oito partes) pode Então, vamos elevar ao quadrado o resultado corres-
7 pondente a 2 :
ser representada pelo número racional (sete oitavos).
8
(1,41421356237)2 = 1,99999999999

Não é igual a 2

Esse exemplo ilustra o fato de que o número


É importante saber 1,41421356237 não é igual a 2 , mas, sim, apenas
Os números racionais, por serem definidos como uma aproximação. Na verdade, 2 não pode ser es-
quociente entre números inteiros, sempre podem
ser representados por um número decimal exato ou crito como quociente de inteiros, ou seja, não existem
por um número decimal periódico. números inteiros a e b tais que –a = 2 .
b
Observe os exemplos de números decimais exa- A consequência disso é que 2 não é racional, ou
tos, ou seja, números representados por um número seja, não é um número decimal finito nem decimal pe-
finito de casas decimais: riódico. O número 2 é decimal infinito não periódico,
1 apresentando infinitas casas decimais sem repetição
• = 0,25 um número decimal exato é racional
4 alguma na sequência de algarismos decimais. Com
essa informação, surge a necessidade de outro tipo de
• 234 = 2,34 um número decimal exato é racional
100 número: o número irracional.
O próximo exemplo mostra que um número in-
teiro também é racional. Um número irracional não pode ser escrito como
2 quociente entre inteiros. Assim, o conjunto dos nú-
• 2 um número inteiro é racional
1 meros irracionais I é definido por
Os exemplos seguintes são de números decimais I = x z a / a  Z e b  Z*
periódicos (dízimas periódicas). b
7 um número decimal
• 0, 777 ... 0, 7 periódico é racional
9
Alguns exemplos de números irracionais:
129 um número decimal
• 2, 3454545... 2, 345 periódico é racional • π = 3,1415926535...
55
• 2 = 1,4142135623...
Portanto, podemos afirmar que todo número na- • 3 = 1,7320508075...
tural é inteiro e que todo número inteiro é racional, • 3
5 = 1,709975946...
ou seja, N ⊂ Z ⊂ Q.
• e = 2,71828182846...
22 Extensivo Terceirão
Aula 03

Observe ainda que as reticências ao final de cada Essa reta será orientada e terá uma unidade de com-
número querem aqui indicar que as casas decimais primento definida.
seguem indefinidamente sem qualquer repetição na Como o conjunto dos números reais é formado pelos
sequência de algarismos. números naturais, inteiros, racionais e irracionais, vamos
O conceito de número irracional deve-se ao mate- observar a representação geométrica de cada um destes
mático alemão Richard Dedeking (1831 - 1916), num tipos de números na reta.
trabalho publicado em 1888. Representação de alguns números naturais na reta:
N
0 1 2 3 ...
Observação:
Não existe número que seja simultaneamente Observe que entre dois números naturais conse-
racional e irracional, ou seja, Q ∩ I = ∅. cutivos não existe número natural. Os naturais não
preenchem a reta.
Representação de alguns números inteiros na reta:
Com o conceito de número irracional, podemos
Z
agora definir o que vem a ser número real. ...–3 –2 –1 0 1 2 3 ...

Entre dois números inteiros consecutivos não existe


Números reais número inteiro. Os inteiros não preenchem a reta.
O conjunto dos números reais, representado por Representação de alguns números racionais na reta:
R, nada mais é do que a união entre os conjuntos dos Q
números racionais e dos irracionais. Em símbolos, temos: ...–3 5 –2 –1 4 01 1 4 2 3 ...
2 5 3 3

Os números racionais não preenchem completa-


R=Q∪I
mente a reta, pois existem ainda os números irracionais.
ou
Representação de alguns números irracionais na reta:
R = {x / x é racional ou x é irracional}
0
I
–√3 –√2 √2 e π
Para que você possa visualizar os conjuntos numéri- 2
cos até aqui estudados, observe o diagrama:
IR
Os números irracionais não preenchem a reta, pois
Q I existem números racionais.
Representação dos reais na reta:
Z

IN

• N⊂Z⊂Q⊂R Observe que, se todos os números reais forem


• I⊂R representados, a reta fica completamente preenchida
por esses pontos. Por isso, a reta é denominada reta real
• R=Q∪I
e representa geometricamente o conjunto de todos os
• I=R–Q números reais.
Para que todos os números reais possam ser orde- Um número real pode apresentar infinitas casas
nados numa relação de grandeza, indicando, entre dois decimais. Por isso, entre dois números reais quaisquer
números, o maior, o menor ou se ambos têm mesmo existem infinitos números reais.
valor, convencionou-se o seguinte:
Por essa infinidade de números, não é possível
Associar cada número real a um ponto numa reta escrevê-los um a um. Deve-se, portanto, utilizar interva-
e, reciprocamente, a todo ponto de uma reta associar los para representá-los. Os intervalos nada mais são do
um único número real. que subconjuntos de números reais.

Matemática 1B 23
Intervalos Sendo x um número real pertencente a esse interva-
lo, podemos escrever:
Os intervalos são subconjuntos de números reais 2<xd5
determinados por desigualdades representadas pelos
símbolos: ou, usando notação de intervalos:
x  ]2; 5] = x  (2; 5]
• >: maior do que
• ≥: maior do que ou igual a
Intervalo fechado à esquerda
• <: menor do que e aberto à direita
• ≤: menor do que ou igual a Como representar todos os números reais de 2 até o
5, excluindo o 5?
2 5
Para realizar operações entre subconjuntos de nú-
meros reais, utilizamos intervalos da reta real em vez de
diagramas. Sendo x um número real pertencente a esse interva-
Vamos considerar os seguintes tipos de intervalos: lo, podemos escrever:
2dx<5
ou, usando notação de intervalos:
Intervalo fechado
x  [2; 5[ = x  [2; 5)
Como representar todos os números reais de 2 até 5?
2 5
Semirreta esquerda aberta
pertence ao intervalo.

A bolinha cheia ou fechada ( ) indica que o extremo Como representar todos os números reais menores
que 2?
2
Sendo x um número real pertencente a esse interva-
lo, podemos escrever: Sendo x um número real pertencente a esse interva-
2dxd5 lo, podemos escrever:
ou, usando notação de intervalos: x<2
x  [2; 5] ou, usando notação de intervalos:
x  (–f; 2) = x ] –f; 2[
Intervalo aberto
Como representar todos os números reais entre 2 e 5?
Semirreta direita fechada
2 5 Como representar todos os números reais maiores
ou iguais a 5?
5
A bolinha vazia ou aberta ( 
) indica que o extremo
não pertence ao intervalo.
Sendo x um número real pertencente a esse interva-
Sendo x um número real pertencente a esse interva- lo, podemos escrever:
lo, podemos escrever: xt5
2<x<5 ou, usando notação de intervalos:
ou, usando notação de intervalos: x  [5; f) = x  [5; f[
x  ]2; 5[ = x  (2; 5)
Observação:
Intervalo aberto à esquerda e Existem outros números além dos números
fechado à direita reais. O número  4 , por exemplo, não é real,
pois não existe número real que elevado ao
Como representar todos os números reais de 2 até 5, quadrado resulte em – 4. O número  4 é um
excluindo o 2? número imaginário.
2 5
Você iniciará na Matemática A o estudo dos
Números Complexos, que envolverá números
que não são reais.
24 Extensivo Terceirão
Aula 03

Situações para resolver


01. Faça uma ilustração relacionando, por meio de diagramas, o conjunto dos números naturais, inteiros, racionais,
irracionais e reais.

02. Obtenha a fração geratriz das seguintes dízimas periódicas:


a) 0,3333...

b) 0,414141...

c) 1,222...

03. Sobre conjuntos numéricos, assinale V ou F conforme a afirmação seja verdadeira ou falsa, respectivamente.
( ) O número π pode ser escrito como quociente de inteiros.
( ) O produto de dois números irracionais distintos é um número irracional.
( ) A soma de dois números irracionais é um número irracional.
( ) A soma de dois números irracionais positivos é um número irracional.
( ) 80,666... é um número racional.
( ) 2, 777... é um número irracional.

Matemática 1B 25
Testes
Assimilação Aperfeiçoamento
03.01. (UEL – PR) – Observe os seguintes números. 03.05. (UECE) – A quantidade de números inteiros positivos
I. 2,212121... 3 n 2
n que satisfazem a desigualdade < < é
II. 3,212223... 7 14 3
a) 2.
III. π b) 3.
5
IV. 3,1416 c) 4.
V. −4
d) 5.
Assinale a alternativa que identifica os números irracionais. 03.06. (PUCRS) – A determinação por compreensão do
a) I e II b) I e IV c) II e III d) II e V e) III e V conjunto A=[a; b] é:
a) {x ∈ ` | a ≤ x ≤ b}
03.02. (PUCRS) – Em nossos trabalhos com matemática,
mantemos um contato permanente com o conjunto \dos b) {x ∈ ] | a ≤ x ≤ b}
números reais, que possui, como subconjuntos, o conjunto c) {x ∈ _ | a ≤ x ≤ b}
`dos números naturais, o conjunto ]dos números inteiros, d) {x ∈ \ | a ≤ x ≤ b}
o _dos números racionais e o dos números irracionais I. O e) {x ∈ ^ | a ≤ x ≤ b}
conjunto dos números reais também pode ser identificado por:
a) ` ∪ ] 03.07. (UNIOESTE – SP) – Dentre as equações abaixo, qual
b) ` ∪ _ NÃO possui solução com x e y inteiros?
c) ] ∪ _ a) x2 + y2 = 1.
d) ] ∪ I b) x2 + y2 = 2.
e) _ ∪ I c) x2 + y2 = 3.
d) x2 + y2 = 4.
03.03. (UNICAMP – SP) – Considere três números inteiros e) x2 + y2 = 5.
cuja soma é um número ímpar. Entre esses três números, a
quantidade de números ímpares é igual a 03.08. (UEG – GO) – Dados os conjuntos
a) 0 ou 1. A = { x ∈\ | −2 < x ≤ 4 } e B = { x ∈\ | x > 0},
b) 1 ou 2. a intersecção entre eles é dada pelo conjunto:
c) 2 ou 3.
a) { x ∈\ | 0 < x ≤ 4 }
d) 1 ou 3.
b) { x ∈\ | x > 0}
03.04. (FEEVALE – RS) – A Matemática possui uma lingua- c) { x ∈\ | x > −2}
gem própria, uma notação para ser lida universalmente. Em d) { x ∈\ | x ≥ 4 }
relação aos conjuntos
A = { x ∈\ | 1≤ x ≤ 10}, 03.09. (UFJF – MG) – Define-se o comprimento de cada
B = { x ∈] | 5 < x ≤ 10} e um dos intervalos [ a, b], ]a, b[ , ]a, b] e [ a, b[ como sendo a
C = { x ∈` | x < 3}, diferença (b – a). Dados os intervalos M = [3, 10] , N = ]6, 14[
fazem-se as seguintes afirmações. e P = [ 5, 12[ , o comprimento do intervalo resultante de
I. O conjunto (A ∪ B ∪ C) possui infinitos elementos. (M ∩ P) ∪ (P − N) é igual a:
B a) 1.
II. O conjunto C A possui infinitos elementos.
b) 3.
III. O conjunto (B ∩ C) não possui elementos.
c) 5.
Marque a alternativa correta.
d) 7.
a) Apenas a afirmação I está correta. e) 9.
b) Apenas a afirmação II está correta.
c) Apenas a afirmação III está correta.
d) Apenas as afirmações I e II estão corretas.
e) Todas as afirmações estão corretas.

26 Extensivo Terceirão
Aula 03

03.10. (UEM – PR) – Sobre os conjuntos numéricos, é cor- 03.13. (UFSJ – MG) – Sendo r1 e r2 números racionais quais-
reto afirmar que quer e s1 e s2 números irracionais quaisquer, é INCORRETO
01) o produto de dois números irracionais é sempre um afirmar que
número irracional. a) o produto r1 ⋅r2 será sempre um número racional.
02) a soma de dois números irracionais é sempre um nú- b) o produto s 1 ⋅ s 2 será sempre um número irracional.
mero racional.
04) o produto de um número irracional por um número ra- c) o produto s 1 ⋅r1 poderá ser um número racional.
cional não nulo é sempre um número irracional. d) para r2 ≠ 0, a razão r1 r2 será sempre um número
08) a soma de um número irracional com um número ra- racional.
cional é sempre um número irracional.
16) o conjunto dos números reais é a união do conjunto 03.14. (UFRGS) – Sendo a e b números reais, considere as
dos números racionais com o conjunto dos números afirmações a seguir.
irracionais. I. Se a < b então –a > – b.
1 1
II. Se a > b então < .
Aprofundamento a b
III. Se a < b então a2 < b2.
03.11. (EPCAR – MG) – Considere os seguintes conjuntos Quais estão corretas?
numéricos `, ], _, \, Ι =  −  e considere também os
a) Apenas I.
seguintes conjuntos:
A = ( ∪ Ι ) − ( ∩ ) b) Apenas II.
c) Apenas III.
B =  − ( −  )
d) Apenas I e II.
D = (  ∪ Ι ) ∪ ( −  ) e) I, II e III.
Das alternativas abaixo, a que apresenta elementos que
pertencem aos conjuntos A, B e D, nesta ordem, é 03.15. (UEM – PR) – Considere os conjuntos
5 A = { x ∈\ | − 3 ≤ x < 5},
a) –3; 0,5 e b) 20 ; 10 e 5
2 B = { x ∈\ | x > 0},
3 C= { x ∈\ | −1< x ≤ 8} e
c) − 10; –5 e 2 d) ; 3 e 2, 31
2 D = { x ∈\ | 1< x < 9},
e assinale o que for correto.
01) (A ∪ D) − (A ∩ D) = [ −3, 0].
02) (B ∩ C) − D = ]0, 1].
04) (C ∪ D) ∩ B = ]0, 9[.
08) (B ∩ D) ⊂ C.
16) \ − B = ] − ∞, 0[.

03.12. (UEPG – PR) – Assinale o que for correto.


01) Se A = ( x − y ) + ( y − x ) , então A = 0.
5 5

02) Se N = 1.501 − 1.500 , então N = 3.001.


2 2

−1 2
⎛ 3⎞
04) Se M = 1, 777... + ⎜ ⎟ + 8 3 , então M é um número
⎝ 2⎠
irracional.
10
08) 0 ∈( + −  )
4

Matemática 1B 27
03.16. (UFRGS) – Sendo a e b números reais quaisquer,
considere as seguintes afirmações. Desafio
I. (a − b) ≥ 0.
2
03.19. (UFPE) – Analise a veracidade das afirmações seguin-
II. Se a > b então a3 > b3. tes, sobre propriedades aritméticas dos números:
1 1 ( ) Se n é um número natural, então, o número
III. Se a > b > 1então > > 1.
a b n(n + 1)(2n + 1) é um natural par.
Quais afirmações estão corretas? ( ) Se a e b são números reais, e a – b > 0, então, a4 – b4 > 0.
a) Apenas I. ( ) O produto de dois números irracionais é sempre irra-
b) Apenas II. cional.
c) Apenas III. ( ) Se n é um número natural, então, n2 + n + 11 é um
d) Apenas I e II. natural primo.
( ) A soma de um número racional com um irracional é
e) I, II e III.
sempre um número irracional.
03.17. (FGV – SP) – A raiz quadrada da diferença entre a
dízima periódica 0,444... e o decimal de representação finita
10 vezes
P
0, 444...4 é igual a 1 dividido por
a) 90.000
b) 120.000
c) 150.000
d) 160.000
e) 220.000 03.20. (ITA – SP) – Sejam r1, r2 e r3 números reais tais que
r1 – r2 e r1 + r2 + r3 são racionais. Das afirmações:
03.18. (EPCAR – MG) – Na reta dos números reais abaixo, I. Se r1 é racional ou r2 é racional, então r3 é racional;
estão representados os números m, n e p.
II. Se r3 é racional, então r1 + r2 é racional;
–2 –1 0 1 2
III. Se r3 é racional, então r1 e r2 são racionais,
é (são) sempre verdadeira(s)
m n p a) apenas I.
Analise as proposições a seguir e classifique-as em V (VER- b) apenas II.
DADEIRA) ou F (FALSA). c) apenas III.
( ) m − n não é um número real. d) apenas I e II.
p e) I, II e III.
( ) (p + m) pode ser um número inteiro.
p
( ) é, necessariamente, um número racional.
n
A sequência correta é
a) V – V – F
b) F – V – V
c) F – F – F
d) V – F – V

Gabarito
03.01. c 03.11. d
03.02. e 03.12. 03 (01 + 02)
03.03. d 03.13. b
03.04. e 03.14. a
03.05. b 03.15. 06 (02 + 04)
03.06. d 03.16. d
03.07. c 03.17. c
03.08. a 03.18. a
03.09. c 03.19. V – F – F – F – V
03.10. 28 (04 + 08 + 16) 03.20. e

28 Extensivo Terceirão
Matemática
Aula 04 1B 1B
Conjuntos e números

Introdução
Nesta aula, são apresentados testes dos assuntos estudados até o momento: conjuntos e números. Além de
uma revisão desses assuntos, há também a preocupação de relacioná-los, não apenas entre si, mas também com
outros assuntos de Matemática Básica. Trata-se, portanto, de uma excelente oportunidade para avaliar seu conhe-
cimento em temas cada vez mais comuns em exames e vestibulares.

Situações para resolver


01. (UEG – GO) – Em uma pesquisa sobre a preferência 02. (IFSC) – Um curso de engenharia deseja saber a atual
para o consumo de dois produtos, foram entrevista- situação de seus alunos que cursam unidades curri-
das 970 pessoas. Dessas, 525 afirmaram consumir o culares até a terceira fase do curso. Para isso, organi-
produto A, 250 o produto B e 319 não consomem zou o diagrama da figura, sendo:
nenhum desses produtos. O número de pessoas que • A o conjunto de alunos que cursam pelo menos
consomem os dois produtos é: uma unidade curricular na primeira fase;
a) 124 b) 250 • B o conjunto de alunos que cursam pelo menos
c) 525 d) 527 uma unidade curricular na segunda fase;
e) 775 • C o conjunto de alunos que cursam pelo menos
uma unidade curricular na terceira fase.
A C

40 0 20

2
20 12

Diagrama

Com base na situação exposta no enunciado, assina-


le a soma da(s) proposição(ões) CORRETA(S).
01) n[(A∪ B) ∩ C] = 14
02) n[(A∩ C) ∪ B] = 100
04) n[(B∩ C) ∪ A ] = 74
08) n[(A∩ B) ∪ (B − C)] = 28
16) n[(A − B) ∩ (C − A )] = 0

Matemática 1B 29
Testes
Então o número de pessoas que assistem somente a um
Assimilação noticiário é
a) 7
04.01. (PUCRJ) – Sejam x e y números tais que os conjuntos
{0, 7, 1} e {x, y, 1} são iguais. Então, podemos afirmar que: b) 8
a) x = 0 e y = 5 c) 14
b) x + y = 7 d) 28
c) x = 0 e y = 1 e) 56
d) x + 2y = 7
e) x = y

04.02. (UEG – GO) – Dados os conjuntos A e B, onde


A ∩ B = {b, d}, A∪ B = {a, b, c, d, e} e B – A = {a}, o conjunto
B é igual a:
a) {a}
b) {c, e}
c) {a, b, d}
d) {b, c, d, e} Aperfeiçoamento
e) {a, b, c, d, e}
04.05. (FGV – RJ) – Em uma pesquisa para estudar a inci-
04.03. (UFF – RJ) – Segundo o matemático Leopold Krone- dência de três fatores de risco (A, B e C) para doenças car-
cker (1823-1891), díacas em homens, verificou-se que, do total da população
“Deus fez os números inteiros, o resto é investigada,
trabalho do homem.” 15% da população apresentava apenas o fator A;
Os conjuntos numéricos são, como afirma o matemático, 15% da população apresentava apenas o fator B;
uma das grandes invenções humanas. 15% da população apresentava apenas o fator C;
Assim, em relação aos elementos desses conjuntos, é correto 10% da população apresentava apenas os fatores A e B;
afirmar que:
10% da população apresentava apenas os fatores A e C;
a) o produto de dois números irracionais é sempre um
número irracional. 10% da população apresentava apenas os fatores B e C;
b) a soma de dois números irracionais é sempre um número em 5% da população os três fatores de risco ocorriam si-
irracional. multaneamente.
c) entre os números reais 3 e 4 existe apenas um número Da população investigada, entre aqueles que não apresenta-
irracional. vam o fator de risco A, a porcentagem dos que não apresen-
d) entre dois números racionais distintos existe pelo menos tavam nenhum dos três fatores de risco é, aproximadamente,
um número racional. a) 20%.
e) a diferença entre dois números inteiros negativos é sem- b) 50%.
pre um número inteiro negativo. c) 25%.
d) 66%.
e) 33%.

04.04. (MACK – SP) – Em uma pesquisa com 120 pessoas,


verificou-se que
65 assistem ao noticiário A;
45 assistem ao noticiário B;
42 assistem ao noticiário C;
20 assistem ao noticiário A e ao noticiário B;
25 assistem ao noticiário A e ao noticiário C;
15 assistem ao noticiário B e ao noticiário C;
8 assistem aos três noticiários.

30 Extensivo Terceirão
Aula 04

04.06. (MACK – SP) – 04.09. (ALBERT EINSTEIN – SP) – Um grupo de 180 turistas
I. Se {5; 7} ⊂ A e A ⊂ {5; 6; 7; 8}, então os possíveis conjuntos estão hospedados em um mesmo hotel no estado de São
A são em números de 4. Paulo. As regiões Norte, Sul e Sudeste são as regiões do Brasil
II. Supondo A e B conjuntos quaisquer, então sempre temos que já foram visitadas por pelo menos um desses turistas.
(A ∩∅) ∪ (B ∪∅) = A ∪ B Desses turistas, 89 já estiveram na região Sul e 78 já estiveram
III. A soma de dois números irracionais pode ser racional. na região Norte. Sabendo que 33 desses turistas só conhecem
a região Sudeste, o número desses turistas que já estiveram
Das afirmações anteriores:
nas regiões Norte e Sul é
a) I, II e III são verdadeiras. a) 10.
b) apenas I e II são verdadeiras. b) 13.
c) apenas III é verdadeira. c) 17.
d) apenas II e III são verdadeiras. d) 20.
e) apenas I e III são verdadeiras.

04.10. (UEFS – BA) – Em um grupo de 30 jovens, 2 já assisti-


04.07. (FEEVALE – RS) – Um grupo de 33 pais de crianças ram a todos os filmes X, Y e Z, e 10 ainda não viram nenhum.
pré-adolescentes se reuniu para discutir de quem é a tarefa Dos 14 que viram Y, 5 também assistiram a X, e 6 também
de abordar a educação sexual de seus filhos. Nesse grupo, 30 viram Z. Ao todo, 11 jovens assistiram a X.
pais têm a opinião de que essa educação deve ser dada pela Com base nessas informações, é correto concluir que, nesse
família, e 28 pais pensam que é uma missão para a escola. grupo,
Considerando que todos opinaram, quantos pais desse grupo
a) ninguém assistiu apenas a X.
concordam que é um dever da família e da escola juntas?
a) 2 pais b) ninguém assistiu apenas a Z.
b) 25 pais c) alguém assistiu a Z, mas não viu Y.
c) 33 pais d) nem todos os que assistiram a Z viram Y.
d) 58 pais e) todos os que assistiram a X também viram Z.
e) 91 pais

Aprofundamento
04.08. (UEPG – PR) – Dados os conjuntos abaixo, assinale 04.11. (UDESC) – Foi solicitado que um grupo de 64 pessoas
o que for correto. escolhesse um número natural maior do que 3. Após análise
A = { x ∈\ | − 4 < x ≤ 0} das escolhas, constatou-se que: 12 pessoas escolheram um
B = { x ∈\ | −1≤ x < 3} número primo, 30 um número par, 14 um múltiplo de 3, e
6 um múltiplo de 6.
01) 0 ∈ (A ∩ B)
02) {0, 1, 2, 3} ⊂ ( A ∪ B) O número de pessoas que escolheu um número ímpar, não
04) –3 ∈(A – B) múltiplo de 3, foi igual a:
08) {1, 2} ⊂ ( B – A) a) 14
16) 16 ∈ (A ∩ B) b) 26
c) 12
d) 20
e) 34

Matemática 1B 31
04.12. (ITA – SP) – Sejam A e B conjuntos finitos e não vazios 04.15. (UEFS – BA) – Sejam A, B e C conjuntos contidos no
tais que A ⊂ B e n({C : C ⊂ B \ A}) = 128. conjunto dos números naturais, tais que A é o conjunto dos
Então, das afirmações abaixo: números menores do que 250, B é o conjunto dos números
I. n(B) – n(A) é único; múltiplos de 4 e C é o conjunto dos números pares. Sendo
II. n(B) + n(A) ≤ 128; AC, BC e CC os conjuntos complementares respectivamente
de A, B e C, o número 33 pertence a:
III. a dupla ordenada (n(A), n( B)) é única;
a) (A C ∪ B) ∩ C C
é(são) verdadeira(s)
a) apenas I. b) A C ∩ B C ∩ C C
b) apenas II. c) (A ∩ B) ∪ (A C ∩ C C )
c) apenas III. d) (A C ∩ B C ) ∪ (B C ∩ C C )
e) (A ∪ B ) ∩ C
d) apenas I e II. C

e) nenhuma.

04.13. (UEM – PR) – Sobre teoria dos conjuntos, assinale a(s)


alternativa(s) correta(s).
01) Se A ⊂ B, então Bc ⊂ Ac
02) Dado um elemento x irracional, então x ∈_ .
c

04) Para todo x ∈ (A ∪ B)c , temos x ∈ Ac ∪ Bc.


04.16. (EBMSP) – Uma pessoa foi orientada pelo médico a
08)  ≠  * ∪  c ∪ . fazer sessões de fisioterapia e pilates durante um determina-
a
16) Para todo a, b ∈ \, com b ≠ 0, temos ∈_. do período após o qual passaria por uma nova avaliação. Ela
b planejou fazer apenas uma dessas atividades por dia, sendo a
fisioterapia no turno da manhã e o pilates no turno da tarde.
Sabe-se que, no decorrer desse período,
– houve dias em que ela não fez qualquer das atividades;
– houve 24 manhãs em que ela não fez fisioterapia;
– houve 14 tardes em que ela não fez pilates;
04.14. (EBMSP) – Em um grupo de 100 jovens, verificou-se
que – houve 22 dias em que ela fez ou fisioterapia ou pilates.
– dos que usam óculos de grau, 12 usam aparelho orto- Com base nesses dados, pode-se afirmar que o período de
dôntico. tratamento foi de
– a metade dos que usam óculos de grau não usa aparelho a) 30 dias.
ortodôntico. b) 34 dias.
– 70% dos que usam aparelho ortodôntico não usam óculos c) 38 dias.
de grau. d) 42 dias.
Com base nessas informações, pode-se afirmar que o número e) 46 dias.
de jovens que não usam óculos de grau e nem aparelho
ortodôntico é igual a
a) 36
b) 48
c) 62
d) 70
e) 88

32 Extensivo Terceirão
Aula 04

04.17. (UFRN) – Se A, B e C são conjuntos tais que


Desafio
n(A − (B ∪ C)) = 15 ;
04.19. (UECE) – Seja U o conjunto de todos os números
n(B − (A ∪ C)) = 20 ; inteiros positivos menores do que 200. Se
n(C − (A ∪ B)) = 35 ; X 2 {n U tal que n é múltiplo de 2},
n(A ∪ B ∪ C) = 120, X 3 {n U tal que n é múltiplo de 3} e
determine o número de elementos do conjunto X 5 {n U tal que n é múltiplo de 5},
(A ∩ B) ∪ (A ∩ C) ∪ (B ∩ C). então, o número de elementos de X 2 ∪ X 3 ∪ X 5 é
a) 140. b) 135. c) 150. d) 145.

04.18. (INSPER – SP) – Um grupo de arqueólogos descobriu


uma série de registros de uma antiga civilização que viveu
nas montanhas geladas do Himalaia. Entre esses registros,
havia um sobre as classificações que eles estabeleceram
para os números, que foi devidamente decifrado e está 04.20. (UEPG – PR) – Se M, N, P e Q são subconjuntos dos nú-
transcrito a seguir. meros naturais tais que (M − N) ∩ P = {1, 2, 3, 4 }, N = {5, 6, 7, 8},
“Todo número simpático é esperto. Alguns números elegan- P ∩ N = ∅, Q ∩ (M − P) = {7, 8} e M ∩ Q ∩ P = {2, 4 }, assina-
tes são simpáticos, mas nenhum número elegante é legal. le o que for correto.
Todo número legal, por sua vez, é esperto.” 01) M ∩ (P ∪ Q) = {1, 2, 3, 4 , 7, 8}.
A partir desses registros, conclui-se que, necessariamente, 02) [M ∩ (P ∪ Q)] − [ Q ∩ (N ∪ P)] = {1, 3}.
a) Existem números legais que são simpáticos. 04) 5 ∉P e 7 ∉P.
b) Pelo menos um número esperto não é legal. 08) 1∉Q e 3 ∉Q.
c) Existem números elegantes que não são espertos. 16) Q ∩ (N ∪ P) = {7, 8}.
d) Alguns números elegantes são espertos, mas não são
simpáticos.
e) Todo número esperto ou é elegante ou é legal.

Gabarito
04.01. b 04.06. e 04.11. b 04.16. a
04.02. c 04.07. b 04.12. a 04.17. 50
04.03. d 04.08. 13 (01 + 04 + 08) 04.13. 07 (01 + 02 + 04) 04.18. b
04.04. e 04.09. d 04.14. b 04.19. d
04.05. e 04.10. b 04.15. d 04.20. 15 (01 + 02 + 04 + 08)

Matemática 1B 33
Anotações

34 Extensivo Terceirão

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