0% acharam este documento útil (0 voto)
34 visualizações3 páginas

Entendendo Redes Privadas Virtuais (VPN)

Este documento descreve Redes Privadas Virtuais (VPNs) e como elas funcionam. VPNs permitem que empresas se comuniquem de forma segura pela internet encriptando os dados transmitidos. Isso é feito usando protocolos de "túneis" que encapsulam os dados dentro de pacotes criptografados. Os principais protocolos de túneis são PPTP, L2TP e IPSec.

Enviado por

rockgustavo22
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
34 visualizações3 páginas

Entendendo Redes Privadas Virtuais (VPN)

Este documento descreve Redes Privadas Virtuais (VPNs) e como elas funcionam. VPNs permitem que empresas se comuniquem de forma segura pela internet encriptando os dados transmitidos. Isso é feito usando protocolos de "túneis" que encapsulam os dados dentro de pacotes criptografados. Os principais protocolos de túneis são PPTP, L2TP e IPSec.

Enviado por

rockgustavo22
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

VPN - Redes Privadas Virtuais (RPV)

Artigo Tabela de conteúdo


O conceito de rede privada virtual
As redes locais de empresa(LAN ou LAN) são redes internas a uma organização, o que quer dizer que as
ligações entre máquinas pertencem à organização. Estas redes estão ligadas cada vez mais frequentemente à
Internet através de equipamentos de interconexão. Acontece assim frequentemente que empresas sintam a
necessidade de comunicar com sucursais, clientes, ou mesmo pessoal geograficamente afastado, via Internet.

Por esse motivo, os dados transmitidos na Internet estão muito mais vulneráveis do que quando circulam
numa rede interna duma organização, porque o caminho seguido não é definido de antemão, o que significa
que os dados circulam numa infra-estrutura de rede pública que pertence a diferentes operadores. Assim, não
é impossível que, no caminho percorrido, a rede seja ouvida por um utilizador indiscreto, ou mesmo
desviada. Não é por isso concebível transmitir, em tais condições, informações sensíveis para a organização
ou a empresa.

A primeira solução para responder a esta necessidade de comunicação protegida consiste em ligar as redes
distantes com a ajuda de ligações especializadas. Contudo, a maior parte das empresas não pode tomar a
liberdade de ligar duas redes locais distantes por uma linha especializada, é às vezes necessário utilizar a
Internet como suporte de transmissão.

Um bom compromisso consiste em utilizar a Internet como suporte, mas utilizando um protocolo
“encapsulamento” (em inglês tunneling, daí a utilização inoportuna do termo “tunelização”), quer dizer
encapsulando os dados a transmitir de maneira codificada. Fala-se então de rede privada virtual (notada
RPV ou VPN, acrónimo de Virtual Private Network) para designar a rede assim artificialmente criada.
Esta rede é dita "virtual" porque liga duas redes “físicas” (redes locais) através de uma ligação não fiável
(Internet), e privada porque só os computadores das redes locais da VPN podem “ver” os dados.

O sistema de VPN permite então obter uma ligação protegida a custo reduzido, para além da instalação dos
equipamentos terminais. Por outro lado, não permite garantir uma qualidade de serviço comparável a uma
linha alugada, na medida em que a rede física é pública e por conseguinte não garantida.
Funcionamento de um VPN
Uma rede privada virtual assenta num protocolo, chamado protocolo de tunelização (tunneling), quer
dizer, um protocolo que permite aos dados que passam de uma extremidade da VPN à outra serem
protegidos por algoritmos de criptografia.
O termo “túnel” é utilizado para simbolizar o facto de os dados serem codificados (cifrados), e por
conseguinte incompreensíveis, entre a entrada e a saída do VPN, para qualquer pessoa situada entre as duas
extremidades da rede, como se os dados passassem num túnel. No caso de uma VPN estabelecida entre duas
máquinas, chama-se "cliente VPN" ao elemento que permite codificar e decifrar os dados do lado utilizador
(cliente) e "servidor VPN" (ou mais geralmente servidor de acesso distante) ao elemento que codifica e
decifra os dados do lado da organização.

Desta maneira, quando um utilizador necessita de aceder à rede privada virtual, o seu pedido vai ser
transmitido em claridade ao sistema passarela, que vai conectar-se à rede distante através de uma infra-
estrutura de rede pública, seguidamente vai transmitir o pedido de forma codificada. O computador distante
vai então fornecer os dados ao servidor VPN da sua rede local, que vai transmitir a resposta de maneira
codificada. Aquando da recepção no cliente VPN do utilizador, os dados serão decifrados, seguidamente
transmitidos ao utilizador…
Os protocolos de tunneling
Os principais protocolos de tunneling são os seguintes:
• PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol) é um protocolo de nível 2desenvolvido pela Microsoft,
3Com, Ascend, EUA Robotics e ECI Telematics.
• L2F (Layer Two Forwarding) é um protocolo de nível 2 desenvolvido pela Cisco, Northern Telecom
e Shiva. Está hoje quase obsoleto
• L2TP (Layer Two Tunneling Protocol) é o resultado dos trabalhos do IETF (RFC 2661) para fazer
convergir as funcionalidades de PPTP e de L2F. Trata-se assim de um protocolo de nível 2 que se
apoia em PPP.
• IPSec é um protocolo de nível 3, procedente dos trabalhos do IETF, permitindo transportar dados
calculados para as redes IP.

O protocolo PPTP
O princípio do protocolo PPTP (Point To Point Tunneling Protocol) é criar tramas sob o protocolo PPP e
num datagrama IP.

Assim, neste modo de conexão, as máquinas distantes das duas redes locais são ligadas por uma
conexãoponto a ponto (que compreende um sistema de codificação e de autenticação), e o pacote transita
num datagrama IP.

Desta maneira, os dados da rede local (bem como os endereços das máquinas presentes no cabeçalho da
mensagem) são encapsulados numa mensagem PPP, que está ela própria encapsulada numa mensagem IP.
O protocolo L2TP
O protocolo L2TP é um protocolo standard de tunelização (estandardizado num RFC) muito próximo do
PPTP. Assim, o protocolo L2TP encapsula tramas protocolo PPP, que encapsulam por sua vez outros
protocolos (como IP, IPX ou ainda NetBIOS).
O protocolo IPSec
IPSec é um protocolo definido pelo IETF que permite proteger as trocas a nível da camada rede. Trata-se
com efeito de um protocolo que traz melhorias a nível da segurança ao protocolo IP para garantir a
confidencialidade, a integridade e a autenticação das trocas.

O protocolo IPSec baseia-se em três módulos:


• IP Autenticação Header (AH) relativa à integridade, à autenticação e à protecção contra o retorno
dos pacotes a encapsular
• Encapsulating Security Payload (ESP) definindo a codificação de pacotes. O ESP fornece a
confidencialidade, a integridade, a autenticação e a proteção contra o rretorno.
• Security Assocation (SA) definindo a troca das chaves e dos parâmetros de segurança. A SA reúne
assim o conjunto das informações sobre o tratamento a aplicar aos pacotes IP (os protocolos AH e/ou
ESP, modo túnel ou transporte, os algo de segurança utilizados pelos protocolos, as chaves
utilizadas,…). A troca das chaves faz-se quer de maneira manual quer com o protocolo de troca IKE
(na maior parte do tempo), que permite às duas partes entenderem-se sobre o SA

Você também pode gostar